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<article-id pub-id-type="doi">10.23906/ri2017.55a04</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O Brasil de Lula: A permanente procura de um lugar no sistema internacional]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper discusses the influence of the factors from systemic, domestic and individual levels on Brazilian foreign policy making, in particular the goal of Brazil's international projection during the two terms of President Lula da Silva (2003-2010). The argument developed emphasizes the importance of carrying out a multilevel analysis in order to understand Brazilian foreign policy making, in a moment characterized by changes in the international and domestic systems as well as in the government leaders. All of these elements were crucial to the recovery of the «Brazil power» ambition.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Análise de política externa]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p style="text-align: right;"><b>AN&Aacute;LISE DE POL&Iacute;TICA EXTERNA: TEND&Ecirc;NCIAS E DIN&Acirc;MICAS</b></p>     <p style="text-align: right;">&nbsp;</p>     <p><b>O Brasil de Lula: A permanente procura de um lugar no sistema internacional</b></p>     <p><b>Lula&rsquo;s Brazil:&nbsp;the permanent search for a place in the international system</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Carmen Fonseca</b></p>     <p>Professora auxiliar na FCSH-NOVA e investigadora do IPRI-NOVA. Doutorada em Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais pela FCSH-NOVA.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Concentrando-se no per&iacute;odo da chegada ao poder, em 2003, do Presidente Lula da Silva, a pergunta subjacente a este trabalho visa discutir a influ&ecirc;ncia de fatores provenientes dos n&iacute;veis sist&eacute;mico, estatal e individual, como explicativos da formula&ccedil;&atilde;o dos objetivos de pol&iacute;tica externa, em concreto o objetivo de proje&ccedil;&atilde;o internacional do Brasil. O argumento desenvolvido tem na base a ideia de que s&oacute; fazendo uma an&aacute;lise multin&iacute;vel &eacute; poss&iacute;vel compreender a formula&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica externa do Brasil num momento marcado por altera&ccedil;&otilde;es sist&eacute;micas e internas assim como nas lideran&ccedil;as governamentais, concorrendo todos estes elementos para a recupera&ccedil;&atilde;o da ambi&ccedil;&atilde;o de &laquo;Brasil pot&ecirc;ncia&raquo;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave:</b>&nbsp;An&aacute;lise de pol&iacute;tica externa, Brasil, Lula da Silva, &laquo;Brasil pot&ecirc;ncia&raquo;.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This paper discusses the influence&nbsp;of the factors from systemic, domestic and individual levels on Brazilian foreign policy making, in particular the goal of Brazil&rsquo;s international projection during the two terms of President Lula da Silva (2003-2010). The argument developed emphasizes the importance of carrying out a multilevel analysis in order to understand Brazilian foreign policy making, in a moment characterized by changes in the international and domestic systems as well as in the government leaders. All of these elements were crucial to the recovery of the &laquo;Brazil power&raquo; ambition.</p>     <p><b>Keywords</b>:&nbsp;Foreign policy analysis, Brazil, Lula da Silva, &ldquo;Brazil power&rdquo;.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>&Eacute; no momento em que o Brasil define a regi&atilde;o como a sua prioridade de pol&iacute;tica externa que, simultaneamente, desenvolve estrat&eacute;gias de proje&ccedil;&atilde;o internacional para l&aacute; do espa&ccedil;o regional. A procura de um lugar de relevo no sistema internacional &eacute; um dos tra&ccedil;os dominantes da pol&iacute;tica externa brasileira, tendo sido uma constante durante o per&iacute;odo do Presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva, entre 2003 e 2010. Na verdade, a orienta&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica externa do Brasil n&atilde;o sofreu, ao longo dos tempos, ruturas significativas, sendo marcada pela continuidade de princ&iacute;pios e objetivos, ou de &laquo;cen&aacute;rios obrigat&oacute;rios&raquo; na express&atilde;o de G&eacute;lson Fonseca<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>, embora a hierarquiza&ccedil;&atilde;o de prioridades e objetivos se tenha alterado.</p>     <p>O artigo concentra-se no per&iacute;odo entre 2003 e 2010 que corresponde aos governos de Lula da Silva e a um dos momentos mais efervescentes da hist&oacute;ria da pol&iacute;tica externa brasileira, contrastando com os anos que se seguiram mas que n&atilde;o cabem na presente an&aacute;lise. A pergunta subjacente a este trabalho visa discutir a influ&ecirc;ncia de fatores provenientes dos n&iacute;veis sist&eacute;mico, estatal e individual, como explicativos da formula&ccedil;&atilde;o dos objetivos de pol&iacute;tica externa, em concreto o objetivo de proje&ccedil;&atilde;o internacional do Brasil. O argumento desenvolvido tem na base a ideia de que s&oacute; fazendo uma an&aacute;lise multin&iacute;vel &eacute; poss&iacute;vel compreender a formula&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica externa do Brasil num momento marcado por altera&ccedil;&otilde;es sist&eacute;micas e internas assim como nas lideran&ccedil;as governamentais, concorrendo todos estes elementos para a recupera&ccedil;&atilde;o da ambi&ccedil;&atilde;o de &laquo;Brasil pot&ecirc;ncia&raquo;. Admite-se por isso que a pol&iacute;tica externa &eacute; um processo sujeito a diversos condicionantes, adotando-se a abordagem de Laura Neack ao considerar que</p>     <p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote> estudo da pol&iacute;tica externa precisa de ter em conta como certos objetivos surgem e porque certos comportamentos ocorrem. Portanto, o nosso ponto central &eacute; saber como os objetivos s&atilde;o decididos. Exploramos os fatores que levam um Estado a declarar e embarcar num determinado rumo de pol&iacute;tica externa. (&hellip;) Em suma, as coisas do nosso estudo de pol&iacute;tica externa incluem processos, declara&ccedil;&otilde;es e comportamentos&raquo;<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>.</blockquote>     <p></p>     <p>O artigo inclui um breve enquadramento te&oacute;rico que real&ccedil;a, por um lado, a evolu&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise de pol&iacute;tica externa (ape) e, por outro, a import&acirc;ncia da ado&ccedil;&atilde;o de uma abordagem multin&iacute;vel buscando causas explicativas na inter-rela&ccedil;&atilde;o entre os diferentes n&iacute;veis. As tr&ecirc;s sec&ccedil;&otilde;es seguintes referem-se aos tr&ecirc;s n&iacute;veis de an&aacute;lise e procuram discutir os principais elementos provenientes do respetivo n&iacute;vel de an&aacute;lise e que contribuem para a formula&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica externa do Brasil no per&iacute;odo em apre&ccedil;o.</p>     <p>N&atilde;o se pretende com este artigo estudar as causas para o sucesso ou insucesso das a&ccedil;&otilde;es implementadas ou para elencar as diferen&ccedil;as entre o dinamismo de Lula e a passividade de Dilma Rousseff<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>; em vez disso, este artigo visa compreender a influ&ecirc;ncia dos diferentes fatores na formula&ccedil;&atilde;o dos objetivos da pol&iacute;tica externa do Brasil durante os dois mandatos do Presidente Lula, nos termos atr&aacute;s mencionados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>OS N&Iacute;VEIS DA AN&Aacute;LISE DE POL&Iacute;TICA EXTERNA</b></p>     <p>Pol&iacute;tica externa &eacute; um conceito complexo que tem vindo a ser objeto de diversas interpreta&ccedil;&otilde;es e defini&ccedil;&otilde;es real&ccedil;ando os seus diferentes n&iacute;veis de an&aacute;lise, fatores explicativos ou entendimentos quanto &agrave; rela&ccedil;&atilde;o ag&ecirc;ncia-estrutura. N&atilde;o existe uma defini&ccedil;&atilde;o &uacute;nica e consensual sobre este conceito. A sustenta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica do estudo da pol&iacute;tica externa ora nas teorias das rela&ccedil;&otilde;es internacionais (TRI), ora nos modelos da&nbsp;APE&nbsp;concorre tamb&eacute;m para esta multiplicidade<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>.</p>     <p>Tal como as&nbsp;TRI, tamb&eacute;m a&nbsp;ape&nbsp;n&atilde;o ficou imune &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o do sistema internacional e das din&acirc;micas internas aos estados, o que contribuiu para que &laquo;a&nbsp;ape&nbsp;expandisse o seu pr&oacute;prio panorama para ter em conta um leque mais diverso de atores n&atilde;o-estatais, tais como ativistas ambientais ou corpora&ccedil;&otilde;es multinacionais&raquo;<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>. Desta maneira, evolu&iacute;a tamb&eacute;m a forma como a&nbsp;ape&nbsp;concebe a pol&iacute;tica externa. Durante o per&iacute;odo da Guerra Fria era razo&aacute;vel limitar a explica&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica externa a causas internacionais, por&eacute;m, a evolu&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es entre os estados e da pol&iacute;tica internacional revelou esta op&ccedil;&atilde;o insuficiente levando &agrave; considera&ccedil;&atilde;o de outras causas proveniente de diferentes n&iacute;veis de an&aacute;lise. O n&iacute;vel internacional deveria ser complementado com o n&iacute;vel individual &ndash; as ideias, as cren&ccedil;as e as perce&ccedil;&otilde;es dos indiv&iacute;duos &ndash; assim como com o n&iacute;vel dom&eacute;stico, n&atilde;o considerando apenas o papel das institui&ccedil;&otilde;es ou da opini&atilde;o p&uacute;blica, mas os v&aacute;rios elementos associados &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o do Estado e &agrave; sociedade. Hermann e Hagan explicam que</p>     <p>     <blockquote>s acad&eacute;micos que se focam no entendimento do processo de pol&iacute;tica externa fizeram progressos para identificar as condi&ccedil;&otilde;es sob as quais estes fatores realmente interessam e em especificar a natureza dos seus efeitos. (&hellip;) (E) exploraram de que modo os l&iacute;deres percecionam e interpretam os constrangimentos nos seus ambientes interno e internacional, tomam decis&otilde;es e gerem as press&otilde;es pol&iacute;ticas internas sobre as suas escolhas de pol&iacute;tica externa&raquo;<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>.</blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p>     <p>Neste sentido, &eacute; poss&iacute;vel falar em diferentes gera&ccedil;&otilde;es de&nbsp;APE, sendo a primeira gera&ccedil;&atilde;o associada &agrave; pol&iacute;tica externa comparada e recorrendo a uma abordagem positivista, enquanto a segunda gera&ccedil;&atilde;o desenvolveu uma constru&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica mais ecl&eacute;tica<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>.</p>     <p>Na conce&ccedil;&atilde;o de Laura Neack, a dimens&atilde;o interna remete para o pr&oacute;prio processo pol&iacute;tico pois, &laquo;independentemente do tipo de governo, o que interessa ao analista &eacute; identificar o processo pol&iacute;tico interno atrav&eacute;s do qual os vencedores e derrotados s&atilde;o influenciados em determinados temas da pol&iacute;tica externa&raquo;<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>. J&aacute; o n&iacute;vel internacional &eacute; real&ccedil;ado por ser ali &laquo;que os desafios e oportunidades da pol&iacute;tica externa se desenvolvem&raquo;<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>. Sendo este composto por um conjunto de fatores econ&oacute;micos, militares, geográficos e pol&iacute;ticos, que muitas vezes d&atilde;o origem a hierarquias de poder e de influ&ecirc;ncia. Logo, &laquo;para qualquer governo, o&nbsp;status&nbsp;ser&aacute; uma preocupa&ccedil;&atilde;o central no confronto com o contexto internacional&raquo;<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>.</p>     <p>Christopher Hill, por exemplo, defende que a an&aacute;lise da pol&iacute;tica externa n&atilde;o deve ser feita assumindo de imediato que os factos s&atilde;o sempre exteriores e independentes das perce&ccedil;&otilde;es e dos conhecimentos dos atores<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a>. Laura Neack sublinha a import&acirc;ncia do n&iacute;vel individual na din&acirc;mica entre o sistema interno e o externo<sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>. Do mesmo modo, Hermann e Hagan admitem que os constrangimentos e oportunidades do sistema internacional apenas t&ecirc;m consequ&ecirc;ncias quando os l&iacute;deres lhes atribuem significado<sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>. Os l&iacute;deres s&atilde;o assim definidos como os pe&otilde;es<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a>&nbsp;ou como o eixo<sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>&nbsp;na inter-rela&ccedil;&atilde;o dos sistemas pol&iacute;ticos interno-externo. Tal vis&atilde;o &eacute; fundamental para a an&aacute;lise da pol&iacute;tica externa num sistema globalizado, em que os n&iacute;veis de an&aacute;lise n&atilde;o s&atilde;o independentes e aut&oacute;nomos entre si, onde se insere o Brasil de Lula.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>A POL&Iacute;TICA EXTERNA DE LULA: &laquo;AMBI&Ccedil;&Atilde;O DE GRANDEZA&raquo;, &laquo;BRASIL POT&Ecirc;NCIA&raquo;&nbsp;E &laquo;POL&Iacute;TICA EXTERNA ATIVA E ALTIVA&raquo;</b></p>     <p>A hist&oacute;ria da pol&iacute;tica externa brasileira, do regime militar &agrave; democracia, permite aferir que existe um objetivo transversal, mais ou menos enfatizado pelos v&aacute;rios governos, e assente na ambi&ccedil;&atilde;o de &laquo;Brasil pot&ecirc;ncia&raquo; e na cren&ccedil;a da &laquo;grandeza&raquo; do pa&iacute;s<sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>. Na d&eacute;cada de 1970 &ndash; no in&iacute;cio com o ministro Ara&uacute;jo de Castro e no final com o ministro Azeredo da Silveira &ndash; o Brasil tentou projetar-se na cena internacional, acreditando que os pa&iacute;ses em desenvolvimento poderiam ganhar espa&ccedil;o e influenciar a agenda internacional<sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>. Objetivo este que, de certa forma, est&aacute; relacionado com o que Matias Spektor designa de &laquo;projeto autonomista&raquo; e com a identidade internacional do pa&iacute;s<sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>.</p>     <p>Daqui resulta tamb&eacute;m o entendimento que se pode ter sobre a rela&ccedil;&atilde;o do Brasil com os Estados Unidos. Muitas das d&uacute;vidas que existiam depois da morte do bar&atilde;o do Rio Branco sobre a forma de conduzir a pol&iacute;tica externa persistem nos dias de hoje, nomeadamente no que respeita ao grau de coopera&ccedil;&atilde;o com os Estados Unidos<sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>. Do mesmo modo, durante o per&iacute;odo de Lula (que coincidiu com as administra&ccedil;&otilde;es de George W. Bush e de Barack Obama) a rela&ccedil;&atilde;o foi preservada e, em certos dom&iacute;nios, aprofundada, mas nunca considerada estrat&eacute;gica ou fundamental. Muita desta introvers&atilde;o &eacute; resultado dos princ&iacute;pios do pensamento diplom&aacute;tico que dificultam uma abertura e uma aproxima&ccedil;&atilde;o consistente entre os dois pa&iacute;ses. Esta rela&ccedil;&atilde;o de amor/&oacute;dio resulta da pr&oacute;pria hist&oacute;ria, sendo a rela&ccedil;&atilde;o com os Estados Unidos caracterizada de ambivalente, pois os Estados Unidos s&atilde;o considerados tanto &laquo;o melhor potencial aliado do pa&iacute;s, como o mais prov&aacute;vel antagonista em caso de conflito&raquo;<sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>.</p>     <p>Por conseguinte, a vontade de projetar um &laquo;Brasil pot&ecirc;ncia&raquo; nem sempre foi acompanhada por a&ccedil;&otilde;es coincidentes, e apesar da crescente presen&ccedil;a internacional do Brasil durante o per&iacute;odo democr&aacute;tico, a &laquo;ambi&ccedil;&atilde;o de grandeza&raquo; do Brasil tardou a ser alcan&ccedil;ada. Todavia, desde final da d&eacute;cada de 1990, ainda sob a presid&ecirc;ncia de Fernando Henrique Cardoso<sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a>, o Brasil iniciou um processo de revela&ccedil;&atilde;o internacional que se consolidou com o Presidente Lula da Silva atrav&eacute;s da sua participa&ccedil;&atilde;o em f&oacute;runs internacionais e multilaterais, da rela&ccedil;&atilde;o com as grandes pot&ecirc;ncias, do exerc&iacute;cio diplom&aacute;tico ativo noutras regi&otilde;es ou ainda das suas interven&ccedil;&otilde;es sobre temas da agenda internacional<sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>.</p>     <p>A an&aacute;lise dos discursos do Presidente Lula da Silva revela a exist&ecirc;ncia de uma vis&atilde;o otimista sobre as capacidades do Brasil. Em 2002, ainda como Presidente eleito, numa visita oficial aos Estados Unidos, era j&aacute; not&oacute;ria a inten&ccedil;&atilde;o de o Presidente desenvolver uma pol&iacute;tica capaz de influenciar a agenda internacional ao afirmar que</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>     <blockquote>&laquo;A agenda internacional est&aacute; mudando. (&hellip;) Para n&oacute;s, n&atilde;o se trata de adotar uma acomoda&ccedil;&atilde;o, passiva ou reativa, &agrave;s mudan&ccedil;as em curso. Precisamos, sim, nos antecipar criativamente a elas, sempre de acordo com os interesses leg&iacute;timos do Brasil. Temos que ser capazes de traduzir esses interesses em pontos da agenda internacional&raquo;<sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a>.</blockquote>     <p></p>     <p>A capacidade de influ&ecirc;ncia das decis&otilde;es internacionais e o autorreconhecimento dessa capacidade come&ccedil;ou a ser feito de uma forma n&atilde;o dissimulada e mais ativa. Ao n&iacute;vel regional, o discurso e as atitudes foram caracterizados por alguma conten&ccedil;&atilde;o para evitar que os pa&iacute;ses vizinhos vissem no comportamento brasileiro uma atitude hegem&oacute;nica.</p>     <p>Como referido no in&iacute;cio do artigo, Lula come&ccedil;ou por definir a regi&atilde;o sul-americana como a prioridade da pol&iacute;tica externa do Brasil<sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a>, tal como havia sido durante os governos do Presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC). Por&eacute;m, o que aconteceu foi a tentativa, gradual e simult&acirc;nea, de afirma&ccedil;&atilde;o do Brasil no mundo. Com Lula, coexiste o aprofundamento da rela&ccedil;&atilde;o com a regi&atilde;o e a perce&ccedil;&atilde;o, entre os formuladores da pol&iacute;tica externa, de que o Brasil detinha capacidade para atuar e mesmo influenciar o sistema internacional, o qual come&ccedil;ara a adquirir contornos prop&iacute;cios &agrave; emerg&ecirc;ncia de pa&iacute;ses como o Brasil &ndash; pot&ecirc;ncias regionais, com sistemas pol&iacute;ticos est&aacute;veis e leg&iacute;timos, economias em crescimento e sociedades urbanas em evolu&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#25">25</a></sup><a name="top25"></a>.</p>     <p>A proje&ccedil;&atilde;o internacional do Brasil e a reorganiza&ccedil;&atilde;o do sistema internacional, transitando para uma poss&iacute;vel ordem multipolar com foco nos organismos multilaterais, apresentava-se ent&atilde;o como o objetivo &uacute;ltimo da pol&iacute;tica externa brasileira. A atitude e a predisposi&ccedil;&atilde;o dos atores para atingirem aquele objetivo influenciou a implementa&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de pol&iacute;tica externa. A exist&ecirc;ncia de um estilo diferente de fazer pol&iacute;tica externa entre o Governo de&nbsp;FHC&nbsp;e o de Lula ficou marcada desde cedo com a interven&ccedil;&atilde;o do ministro das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores, Celso Amorim, ao afirmar que iria desenvolver uma pol&iacute;tica externa &laquo;ativa e altiva&raquo;, que iria enfrentar os problemas e &laquo;sentar-se em todas as mesas onde se tomam decis&otilde;es&raquo;<sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a>. A principal diferen&ccedil;a entre&nbsp;FHC&nbsp;e Lula reside, como Andew Hurrell refere, na vis&atilde;o de cada um sobre a ordem internacional. Na leitura de&nbsp;FHC&nbsp;existiam &laquo;poucas alternativas &agrave; adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; globaliza&ccedil;&atilde;o e por isso o potencial de oportunidades pol&iacute;ticas para uma pol&iacute;tica externa ativista era limitado&raquo;<sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>. Em contrapartida, Lula apresentou-se muito mais ambicioso, inclusive na pol&iacute;tica interna, articulando &laquo;esta acomoda&ccedil;&atilde;o interna com um alto grau de otimismo enquanto aquilo que pode ser alcan&ccedil;ado no exterior&raquo;<sup><a href="#28">28</a></sup><a name="top28"></a>.</p>     <p>Paradoxalmente, a t&oacute;nica na dimens&atilde;o internacional foi acompanhada de um &laquo;ativismo regional&raquo;<sup><a href="#29">29</a></sup><a name="top29"></a>. O comportamento externo do Brasil residiu portanto no dilema entre o reconhecimento pelos pa&iacute;ses vizinhos das suas capacidades e as suas ambi&ccedil;&otilde;es globais. Significa isto que o desejo de estabiliza&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o se apresentou como uma condi&ccedil;&atilde;o para a ambi&ccedil;&atilde;o de proje&ccedil;&atilde;o internacional a qual coexistia com a identidade sul-americana do pa&iacute;s. Externamente, criou-se a perce&ccedil;&atilde;o de que o Brasil desempenhava na regi&atilde;o um papel fundamental funcionando como um trampolim para o pa&iacute;s prosseguir o seu objetivo de proje&ccedil;&atilde;o internacional<sup><a href="#30">30</a></sup><a name="top30"></a>. O que vem &agrave; tona com Lula &eacute; que, simultaneamente, &laquo;o Brasil articula uma identidade sul-americana com uma identidade mais globalista que se reflete na sua rela&ccedil;&atilde;o com a &Aacute;frica do Sul, a China, a &Iacute;ndia e a R&uacute;ssia&raquo;<sup><a href="#31">31</a></sup><a name="top31"></a>.</p>     <p>Deste modo, a a&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o foi de certa forma instrumentalizada em prol da sua ambi&ccedil;&atilde;o global, o que nas palavras do ministro Celso Amorim significava que n&atilde;o se poderia pensar no papel do Brasil no mundo &laquo;se n&atilde;o tivermos uma Am&eacute;rica do Sul integrada, pr&oacute;spera, em paz, com os pa&iacute;ses tendo um relacionamento fluido&raquo;<sup><a href="#32">32</a></sup><a name="top32"></a>. Nos mecanismos regionais de iniciativa brasileira, como a Unasul, prevalecia uma dimens&atilde;o de ret&oacute;rica sobre a igualdade dos estados. Mais do que contribuir para o aumento da igualdade entre os pa&iacute;ses da regi&atilde;o, o Brasil pretendeu, com a Unasul, criar um mecanismo institucional que reunisse todos os pa&iacute;ses e onde os assuntos regionais fossem discutidos. A ret&oacute;rica esteve presente tamb&eacute;m em rela&ccedil;&atilde;o ao Mercosul cujo bloco detinha um lugar privilegiado na estrat&eacute;gia regional do Brasil. Oficialmente acentuava-se a necessidade de preservar e aprofundar a estrutura institucional do Mercosul, mesmo que na pr&aacute;tica isso n&atilde;o se tenha verificado. Em contrapartida, entre a elite de pol&iacute;tica externa persistia a atitude de precau&ccedil;&atilde;o na rela&ccedil;&atilde;o com a regi&atilde;o,</p>     <p>     <blockquote>&laquo;toda essa express&atilde;o "oba oba" em torno do Brasil (Olimp&iacute;adas, Copa, capa da revista, e o Brasil para c&aacute; e para l&aacute;) nos gera muita preocupa&ccedil;&atilde;o por causa dos ci&uacute;mes que isso pode gerar aqui. (&hellip;) Essa preocupa&ccedil;&atilde;o de evitar um excessivo protagonismo do Brasil, no nosso caso se deve &agrave;s circunst&acirc;ncias hist&oacute;ricas regionais, "isso n&atilde;o &eacute; bom para a regi&atilde;o&rsquo;, &lsquo;&eacute; preciso cuidar das perce&ccedil;&otilde;es, &eacute; preciso n&atilde;o apresentar&hellip;". Essa nossa participa&ccedil;&atilde;o no G20 ela desperta ci&uacute;mes, ent&atilde;o &eacute; sempre importante tentar envolver esses Chefes de Estado, consult&aacute;-los&raquo;<sup><a href="#33">33</a></sup><a name="top33"></a>.</blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p>     <p>No que se refere aos mecanismos multilaterais, s&atilde;o um quadro privilegiado da pol&iacute;tica externa brasileira sendo instrumentalizados nos momentos em que o Brasil pretendeu refor&ccedil;ar a sua inser&ccedil;&atilde;o internacional. Por isso mesmo foram centrais durante os governos de Lula, como forma de ganhar peso na influ&ecirc;ncia do sistema internacional.&nbsp;</p>     <p>A emerg&ecirc;ncia de pot&ecirc;ncias regionais, a par do desenvolvimento interno do Brasil (com a democracia e a estabilidade econ&oacute;mica), permitiu a articula&ccedil;&atilde;o, com esses pa&iacute;ses, de estrat&eacute;gias de contrapoder em rela&ccedil;&atilde;o aos &laquo;pa&iacute;ses ricos&raquo;, ao &laquo;Norte&raquo; &ndash; o G20 comercial, os&nbsp;BRICS&nbsp;ou o&nbsp;IBSA<sup><a href="#34">34</a></sup><a name="top34"></a>&nbsp;s&atilde;o ilustrativos disso mesmo.</p>     <p>No que concerne o continente africano, verificou-se a recupera&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica que tivera o seu auge na d&eacute;cada de 1970 gra&ccedil;as ao pragmatismo do Presidente Ernesto Geisel.&nbsp;Na pol&iacute;tica externa de Lula a &Aacute;frica esteve na linha da frente da pol&iacute;tica externa, &ecirc;nfase que era inscrita na matriz identit&aacute;ria brasileira e na coopera&ccedil;&atilde;o Sul-Sul, mas que na pr&aacute;tica tinha uma dimens&atilde;o mais assertiva, confluindo elementos econ&oacute;micos, energ&eacute;ticos e geo-estrat&eacute;gicos<sup><a href="#35">35</a></sup><a name="top35"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A DIMENS&Atilde;O INTERNA DO BRASIL</b></p>     <p>Como referido, a pol&iacute;tica externa resulta n&atilde;o apenas das oportunidades e constrangimentos fornecidos pelo sistema internacional, mas tamb&eacute;m da intera&ccedil;&atilde;o entre a dimens&atilde;o internacional e interna. Desta forma, o n&iacute;vel interno fornece elementos que podem ser &uacute;teis &agrave; compreens&atilde;o das op&ccedil;&otilde;es tomadas, pois, como James Rosenau refere, &laquo;os fatores dom&eacute;sticos podem conter um significado consider&aacute;vel mesmo que n&atilde;o sejam as fontes prim&aacute;rias da pol&iacute;tica externa, e, em alguns assuntos, podem bem ser os dominantes&raquo;<sup><a href="#36">36</a></sup><a name="top36"></a>.</p>     <p>A elei&ccedil;&atilde;o de 2003 representou simultaneamente a chegada do&nbsp;PT&nbsp;ao poder e &laquo;a primeira grande mudan&ccedil;a das elites governantes, no pa&iacute;s, desde o final do regime militar, em 1985&raquo;<sup><a href="#37">37</a></sup><a name="top37"></a>. Pela primeira vez o&nbsp;PT deixaria de estar na oposi&ccedil;&atilde;o, e embora se apresentasse como o maior partido no Congresso, com 91 dos 513 deputados, n&atilde;o obteve a maioria necess&aacute;ria para evitar a tradicional defini&ccedil;&atilde;o de coliga&ccedil;&otilde;es &ndash; situa&ccedil;&atilde;o que fez com que nem sempre as negocia&ccedil;&otilde;es e a obten&ccedil;&atilde;o de consensos fossem f&aacute;ceis.</p>     <p>Existindo no Brasil um sistema presidencialista, tal significa que o poder est&aacute; concentrado no Executivo. O papel do chefe do Executivo, o Presidente da Rep&uacute;blica, &eacute; refor&ccedil;ado constitucionalmente atrav&eacute;s da faculdade de criar medidas provis&oacute;rias<sup><a href="#38">38</a></sup><a name="top38"></a>, o que lhe permite controlar e, consequentemente, enfraquecer o poder legislativo<sup><a href="#39">39</a></sup><a name="top39"></a>. Com efeito, o presidencialismo brasileiro foi definido como &laquo;presidencialismo de coliga&ccedil;&atilde;o&raquo;<sup><a href="#40">40</a></sup><a name="top40"></a>&nbsp;que deriva, como referido, das m&uacute;ltiplas coliga&ccedil;&otilde;es partid&aacute;rias necess&aacute;rias para a obten&ccedil;&atilde;o de maiorias no Congresso fazendo com que os &laquo;presidentes brasileiros n&atilde;o governam sozinhos&raquo;<sup><a href="#41">41</a></sup><a name="top41"></a>.</p>     <p>Em contrapartida, embora tradicionalmente se assuma que o papel dos partidos pol&iacute;ticos e do Congresso na formula&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica externa &eacute; reduzido, trabalhos mais recentes t&ecirc;m contrariado esta ideia advogando inclusivamente que se verifica n&atilde;o uma abdica&ccedil;&atilde;o mas uma delega&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias entre o poder legislativo e o executivo<sup><a href="#42">42</a></sup><a name="top42"></a>. Em todo o caso, em mat&eacute;ria de pol&iacute;tica externa, a compet&ecirc;ncia atribu&iacute;da ao Congresso &eacute; m&iacute;nima, limitando-se &agrave; ratifica&ccedil;&atilde;o de tratados e acordos internacionais<sup><a href="#43">43</a></sup><a name="top43"></a>, bem como a discuss&atilde;o e aprova&ccedil;&atilde;o de embaixadores. A import&acirc;ncia concedida por este &oacute;rg&atilde;o &agrave; pol&iacute;tica externa vai oscilando consoante a orienta&ccedil;&atilde;o ideol&oacute;gica dos partidos no poder<sup><a href="#44">44</a></sup><a name="top44"></a>. Embora com a democratiza&ccedil;&atilde;o se tenha assistido a um crescendo deste interesse, a verdade &eacute; que, desde os tempos do bar&atilde;o do Rio Branco, aquele tem sido o padr&atilde;o, pois a pol&iacute;tica externa tem sido entendida como uma &laquo;&aacute;rea de pol&iacute;tica de Estado, n&atilde;o pol&iacute;tica governamental, o que significa que requer uma continuidade e uma estrutura que vai al&eacute;m da luta pol&iacute;tico-partid&aacute;ria de curto-prazo&raquo;<sup><a href="#45">45</a></sup><a name="top45"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Durante muito tempo, o Minist&eacute;rio das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores &ndash; o Itamaraty &ndash; foi caracterizado pelo isolamento burocr&aacute;tico na formula&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica externa, pelo monop&oacute;lio das responsabilidades pol&iacute;ticas<sup><a href="#46">46</a></sup><a name="top46"></a>, assim como pelo elevado grau de profissionaliza&ccedil;&atilde;o da diplomacia. Ainda assim, era inevit&aacute;vel uma inter-rela&ccedil;&atilde;o, mais ou menos intensa, entre o Presidente e o ministro das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores, o qual &laquo;jamais pode agir ao arrepio (daquele). Tanto &eacute; que o Itamaraty serviu lealmente a presidentes das mais diversas posi&ccedil;&otilde;es ideol&oacute;gicas&raquo;<sup><a href="#47">47</a></sup><a name="top47"></a>.</p>     <p>Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, especialmente ap&oacute;s a democratiza&ccedil;&atilde;o, e com maior &ecirc;nfase na d&eacute;cada de 1990, ocorreu um enfraquecimento deste padr&atilde;o, registando-se, a par de um papel mais ativo do Presidente da Rep&uacute;blica, uma multiplica&ccedil;&atilde;o de atores que influenciam, de forma assim&eacute;trica, o processo de formula&ccedil;&atilde;o e decis&atilde;o de pol&iacute;tica externa<sup><a href="#48">48</a></sup><a name="top48"></a>. Entre eles encontra-se a C&acirc;mara de Com&eacute;rcio Exterior (CAMEX), sob a al&ccedil;ada do Minist&eacute;rio do Desenvolvimento, Ind&uacute;stria e Com&eacute;rcio Exterior<sup><a href="#49">49</a></sup><a name="top49"></a>, bem como a cria&ccedil;&atilde;o de Sec&ccedil;&otilde;es Nacionais de Coordena&ccedil;&atilde;o para o debate Estado-sociedade sobre as rela&ccedil;&otilde;es com o Mercosul,&nbsp;ALCAE Uni&atilde;o Europeia (UE), ou ainda a cria&ccedil;&atilde;o de sec&ccedil;&otilde;es ou gabinetes de rela&ccedil;&otilde;es internacionais a n&iacute;vel estadual ou ministerial. Ainda assim, a &laquo;imagem convencional do Itamaraty permanece intacta&raquo;<sup><a href="#50">50</a></sup><a name="top50"></a>, continuando este a ser o ator central do processo. Como Burges sintetiza, nos &uacute;ltimos anos o Itamaraty viu as &laquo;suas portas for&ccedil;adas a abrir pelas novas vozes e atores que procuravam uma pol&iacute;tica externa mais din&acirc;mica e variada que refletisse a complicada e intricada crescente inser&ccedil;&atilde;o do Brasil na economia pol&iacute;tica regional e global&raquo;<sup><a href="#51">51</a></sup><a name="top51"></a>. Se, por um lado, foi poss&iacute;vel preservar os princ&iacute;pios tradicionais da pol&iacute;tica externa brasileira, a democratiza&ccedil;&atilde;o e as transforma&ccedil;&otilde;es do sistema internacional possibilitaram a partilha do processo de pol&iacute;tica externa entre o Itamaraty e o Presidente da Rep&uacute;blica, resultando no que se designa de diplomacia presidencial. Pela primeira vez na Democracia, Fernando Henrique Cardoso assumiu, de forma direta e empenhada, e em conson&acirc;ncia com o Itamaraty, a condu&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica externa, pr&aacute;tica que Lula da Silva continuaria de forma intensa, indo ao encontro do argumento de Burges e Bastos de que &laquo;a lideran&ccedil;a pol&iacute;tica presidencial &eacute; essencial para embutir inova&ccedil;&atilde;o na pol&iacute;tica externa brasileira&raquo;<sup><a href="#52">52</a></sup><a name="top52"></a>, pese embora o tom &laquo;personalizado&raquo; que lhe &eacute; impregnado.</p>     <p>A autonomia do Itamaraty era refor&ccedil;ada tamb&eacute;m pela aus&ecirc;ncia de cunhos ideol&oacute;gicos e partid&aacute;rios no seio do corpo diplom&aacute;tico<sup><a href="#53">53</a></sup><a name="top53"></a>. Este aspeto, contudo, foi posto em causa durante o Governo de Lula da Silva quando, em 2009, o ministro das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores, Celso Amorim, se filiou no&nbsp;PT. A este facto, o ex-ministro, Celso Lafer, somava a nomea&ccedil;&atilde;o de Marco Aur&eacute;lio Garcia, membro hist&oacute;rico do&nbsp;PT, como assessor diplom&aacute;tico do Presidente, considerando desta forma que o consenso da pol&iacute;tica externa brasileira como pol&iacute;tica de Estado tinha chegado ao fim<sup><a href="#54">54</a></sup><a name="top54"></a>.</p>     <p>Embora seja certo que a d&eacute;cada de 1990 aproximou a sociedade do debate sobre a pol&iacute;tica externa, foi com Lula da Silva que se registou uma altera&ccedil;&atilde;o significativa nesta aproxima&ccedil;&atilde;o e, pese embora o impacto residual da opini&atilde;o p&uacute;blica, &laquo;a transforma&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s em uma sociedade de classe m&eacute;dia baixa tende a criar press&otilde;es sobre a pol&iacute;tica externa antes in&eacute;ditas&raquo;<sup><a href="#55">55</a></sup><a name="top55"></a>. Do mesmo modo, tamb&eacute;m os&nbsp;media foram adquirindo gradualmente um peso mais significativo naquele debate, definindo-se como um instrumento de oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; pol&iacute;tica externa durante o per&iacute;odo de Lula, emboras as cr&iacute;ticas tenham sido dirigidas especialmente &laquo;ao pr&oacute;prio presidente, e para indiv&iacute;duos e grupos cujas posi&ccedil;&otilde;es eram associadas a ele&raquo;<sup><a href="#56">56</a></sup><a name="top56"></a>&nbsp;e n&atilde;o ao Itamaraty. Como alguns trabalhos demonstram, por&eacute;m, esta oposi&ccedil;&atilde;o dos&nbsp;media n&atilde;o se refletiu na imagem do Presidente, que manteve n&iacute;veis de popularidade consistentemente altos<sup><a href="#57">57</a></sup><a name="top57"></a>.</p>     <p>No dom&iacute;nio econ&oacute;mico, o pa&iacute;s recuperava da crise econ&oacute;mica e financeira que tinha levado &agrave; desvaloriza&ccedil;&atilde;o da moeda, mantinha uma d&iacute;vida externa elevada e estava sujeito &agrave;s regras impostas pelo&nbsp;FMI, que limitavam a capacidade de investimento do Estado<sup><a href="#58">58</a></sup><a name="top58"></a>. Esta crise foi um dos principais fatores para a vit&oacute;ria de Lula da Silva nas elei&ccedil;&otilde;es de 2002.</p>     <p>De forma breve, pode-se afirmar que, durante o primeiro mandato, o Governo do Presidente Lula da Silva concentrou-se no relan&ccedil;amento da economia e, numa segunda fase, nas pol&iacute;ticas sociais, n&atilde;o existindo uma absoluta coincid&ecirc;ncia com os ideais de esquerda do&nbsp;PT. Ao n&iacute;vel econ&oacute;mico foram seguidas as linhas do anterior governo e, ao n&iacute;vel social, contrariamente ao esperado, esta dimens&atilde;o foi relegada para segundo plano e subordinada &agrave; economia. O programa Bolsa Fam&iacute;lia59, enquanto mecanismo de redistribui&ccedil;&atilde;o do rendimento, e o programa Fome Zero foram algumas das medidas implementadas<sup><a href="#60">60</a></sup><a name="top60"></a>&nbsp;mas, apesar dos resultados, persistiram as cr&iacute;ticas &agrave; forma de implementa&ccedil;&atilde;o ou coordena&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas sociais<sup><a href="#61">61</a></sup><a name="top61"></a>. Ainda assim, foi a implementa&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas sociais e n&atilde;o tanto o desempenho econ&oacute;mico que contribuiu para a reelei&ccedil;&atilde;o de Lula da Silva em 2006<sup><a href="#62">62</a></sup><a name="top62"></a>.</p>     <p>O contexto interno foi ainda marcado por recorrentes esc&acirc;ndalos de corrup&ccedil;&atilde;o.&nbsp; O esc&acirc;ndalo Mensal&atilde;o<sup><a href="#63">63</a></sup><a name="top63"></a>&nbsp;perpetuou-se dada a dimens&atilde;o de acusa&ccedil;&otilde;es e o facto de incluir altas individualidades pol&iacute;ticas, entre elas o Presidente da Rep&uacute;blica. Todavia, tais acusa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o surtiram um efeito imediato nos &iacute;ndices de aprova&ccedil;&atilde;o do Presidente que voltaria a ser eleito cerca de um ano depois de o esc&acirc;ndalo vir a p&uacute;blico. Hunter e Power chamam &laquo;Teflon&raquo; a esta caracter&iacute;stica de Lula de n&atilde;o se deixar afetar pelos esc&acirc;ndalos que inclu&iacute;am os membros do seu governo<sup><a href="#64">64</a></sup><a name="top64"></a>.</p>     <p>O quadro econ&oacute;mico brasileiro foi claramente marcado por uma evolu&ccedil;&atilde;o positiva, tendo o com&eacute;rcio internacional desempenhado um efeito importante, nomeadamente as exporta&ccedil;&otilde;es de&nbsp;<i>commodities</i>&nbsp;para a China<sup><a href="#65">65</a></sup><a name="top65"></a>. Todavia, se a estabilidade econ&oacute;mica alavancou o crescimento do pa&iacute;s, &laquo;contribuiu pouco para o pa&iacute;s enfrentar as necessidades cr&iacute;ticas de infraestruturas, ou os obst&aacute;culos &agrave; competitividade e dinamismo econ&oacute;mico que derivam dos mecanismos usados para assegurar a estabilidade&raquo;66&nbsp;que continuam a ser o &laquo;calcanhar de Aquiles&raquo; do Brasil.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>UM SISTEMA INTERNACIONAL EM MUDAN&Ccedil;A</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em 2003, ecoavam ainda os efeitos dos atentados de 11 de Setembro contra os Estados Unidos. Nos anos que se seguiram, este pa&iacute;s reformulou as suas prioridades de pol&iacute;tica externa, orientando-as sob uma perspetiva securit&aacute;ria, especialmente de combate ao terrorismo. Nem a Am&eacute;rica Latina nem o Brasil estavam entre as prioridades de pol&iacute;tica externa norte-americanas. Na&nbsp;UE&nbsp;vivia-se tamb&eacute;m um impasse em resultado do debate em torno do Tratado Constitucional e que iria culminar com a sua rejei&ccedil;&atilde;o em referendos em Fran&ccedil;a e na Holanda.</p>     <p>Os conflitos internacionais persistiam, no M&eacute;dio Oriente e em &Aacute;frica. Mas, paralelamente, registava-se a emerg&ecirc;ncia de economias de pa&iacute;ses at&eacute; ent&atilde;o menos desenvolvidos, incluindo pa&iacute;ses do continente africano, como a &Aacute;frica do Sul, a Nig&eacute;ria ou Angola.</p>     <p>Foi com a ideia de emerg&ecirc;ncia econ&oacute;mica que, em 2001, Jim O&rsquo;Neill cunhou o termo&nbsp;BRIC. As expectativas criadas em torno deste grupo foram o gatilho para a mudan&ccedil;a da imagem internacional de cada um dos pa&iacute;ses que o compunham, quando se abriam brechas para a sua atua&ccedil;&atilde;o, individualmente, mas, acima de tudo, coletivamente.&nbsp;De todos os pa&iacute;ses do grupo, o crescimento da China foi o mais consistente, cont&iacute;nuo e com maiores ondas de choque. A procura de<i>&nbsp;commodities</i>&nbsp;e recursos energ&eacute;ticos nos mercados latino-americanos e africanos teve um impacto surpreendente nas economias dos pa&iacute;ses destas regi&otilde;es. O Brasil aumentou exponencialmente as exporta&ccedil;&otilde;es para a China, concentrando-se essencialmente no fornecimento de soja, sendo em 2009 o principal mercado exportador do Brasil ultrapassando os Estados Unidos.</p>     <p>Para al&eacute;m disto, a economia internacional ficou marcada pela crise econ&oacute;mica e financeira que eclodiu nos Estados Unidos em 2008 e se propagou rapidamente por muitos outros estados, incluindo a&nbsp;UE, onde os seus efeitos persistem. O Brasil de Lula n&atilde;o sentiu, direta e imediatamente, os efeitos adversos desta crise. Em contrapartida, as oportunidades foram rapidamente rentabilizadas, nomeadamente no que toca &agrave; reforma da arquitetura econ&oacute;mica multilateral. O G8, o grupo das na&ccedil;&otilde;es mais industrializadas, que tradicionalmente definia a agenda econ&oacute;mica, perdeu terreno com a consolida&ccedil;&atilde;o do G20. Por conseguinte, os estados emergentes beneficiaram das condi&ccedil;&otilde;es apropriadas para desenvolverem as suas estrat&eacute;gias de influ&ecirc;ncia.</p>     <p>Desta forma, o peso dos mecanismos multilaterais foi refor&ccedil;ado e reformulado. O papel e a efic&aacute;cia da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) continuaram a ser questionados. A Alemanha e o Jap&atilde;o, bem como o Brasil e a &Iacute;ndia (o G4) foram os pa&iacute;ses que exerceram mais press&atilde;o para a reforma do Conselho de Seguran&ccedil;a, tema chave na pol&iacute;tica externa brasileira desde que Celso Amorim ocupou a pasta das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores com o Presidente Itamar Franco, e efusivamente recuperado durante o Governo de Lula da Silva. A constitui&ccedil;&atilde;o do f&oacute;rum&nbsp;IBSA&nbsp;era considerada pelo ministro Celso Amorim como &laquo;a primeira iniciativa de pol&iacute;tica externa do Governo do Presidente Lula&raquo;<sup><a href="#67">67</a></sup><a name="top67"></a>, traduzindo-se essencialmente na articula&ccedil;&atilde;o dos tr&ecirc;s pa&iacute;ses democr&aacute;ticos do &laquo;Sul&raquo; em negocia&ccedil;&otilde;es internacionais e na coopera&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#68">68</a></sup><a name="top68"></a>. Essa articula&ccedil;&atilde;o ficou evidente nas negocia&ccedil;&otilde;es no &acirc;mbito da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Com&eacute;rcio (OMC), apesar das diverg&ecirc;ncias entre o Brasil e a &Iacute;ndia. Durante o mandato do Presidente Lula a participa&ccedil;&atilde;o do Brasil na&nbsp;OMC&nbsp;ficou associada ao adiar sucessivo das conclus&otilde;es da Ronda de Doha, &agrave; cria&ccedil;&atilde;o do G20 comercial e ao impasse suscitado em 2003 na Cimeira de Cancun.</p>     <p>A Guerra do Iraque foi o primeiro acontecimento internacional com que o Brasil de Lula teve de lidar. O ministro Celso Amorim, que, em 1999, representara o Brasil nos pain&eacute;is do Conselho de Seguran&ccedil;a das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre o Iraque, tinha uma posi&ccedil;&atilde;o firme sobre aquela invas&atilde;o. Contrariando os Estados Unidos, o Brasil tomou posi&ccedil;&atilde;o contra a invas&atilde;o que ocorreu em mar&ccedil;o de 2003. Amorim considerava que &laquo;a guerra do Iraque criou uma situa&ccedil;&atilde;o &ndash; n&atilde;o ousaria chamar de oportunidade (&hellip;) Eu diria, ent&atilde;o, que esse esfor&ccedil;o para influir na agenda internacional se fez sentir desde os primeiros momentos deste Governo&raquo;<sup><a href="#69">69</a></sup><a name="top69"></a>.</p>     <p>O papel que o Brasil poderia representar na &laquo;democratiza&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es internacionais&raquo;, na reforma das Na&ccedil;&otilde;es Unidas e do Conselho de Seguran&ccedil;a, nos mecanismos multilaterais, no processo de integra&ccedil;&atilde;o e solidariedade regional foram refer&ecirc;ncias recorrentes nos discursos do Presidente e do ministro das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores e refletiam as convic&ccedil;&otilde;es e os interesses dos l&iacute;deres. As negocia&ccedil;&otilde;es da&nbsp;ALCAE o seu t&eacute;rmino; as negocia&ccedil;&otilde;es da Ronda de Doha da&nbsp;OMC&nbsp;em 2003 e a cria&ccedil;&atilde;o do G20 comercial;&nbsp;as coliga&ccedil;&otilde;es internacionais como o&nbsp;BRICS, o&nbsp;IBSA, o G4, o&nbsp;BASIC<sup><a href="#70">70</a></sup><a name="top70"></a>; a atua&ccedil;&atilde;o no G20; a investida diplom&aacute;tica em &Aacute;frica; a Parceria Estrat&eacute;gica com a&nbsp;UE, a iniciativa com a Turquia e o Ir&atilde;o, assim como a participa&ccedil;&atilde;o brasileira na miss&atilde;o no Haiti, a cria&ccedil;&atilde;o da Unasul e do Conselho de Defesa Sul-Americano (CDS), o di&aacute;logo com a Argentina,&nbsp; a Venezuela ou a Bol&iacute;via s&atilde;o alguns exemplos ilustrativos de como, durante aquele per&iacute;odo, a atividade internacional do Brasil, com &ecirc;xitos e fracassos, estava em intensa efervesc&ecirc;ncia. Uma das marcas deste per&iacute;odo foi simultaneamente projetar internacionalmente o pa&iacute;s sem, contudo, virar as costas &agrave; regi&atilde;o<sup><a href="#71">71</a></sup><a name="top71"></a>, o que, como se ver&aacute; de seguida, derivava da pr&oacute;pria vis&atilde;o de alguns dos formuladores de pol&iacute;tica externa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>IDEIAS E INTERESSES DOS INDIV&Iacute;DUOS</b></p>     <p>Observada a pol&iacute;tica externa do Brasil a partir do n&iacute;vel interno e do n&iacute;vel internacional, cabe fazer uma an&aacute;lise a partir do n&iacute;vel individual, por forma a ter em conta as ideias, cren&ccedil;as e interesses individuais subjacentes ao processo de formula&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica externa. Como Ole Holsti refere, &laquo;um decisor atua de acordo com as suas &ldquo;imagens&rdquo; da situa&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o tanto de acordo com a realidade objetiva, e tem sido demonstrado que o sistema de cren&ccedil;as &ndash; a sua estrutura assim como o seu conte&uacute;do &ndash; desempenha um papel integral no processo cognitivo&raquo;<sup><a href="#72">72</a></sup><a name="top72"></a>. Embora a an&aacute;lise n&atilde;o se debruce sobre os quadros cognitivos, confere destaque &agrave;s ideias dos decisores que ajudam a compreender o seu entendimento sobre o mundo e as capacidades do Brasil, enquadrando-as nas caracter&iacute;sticas internas do pa&iacute;s, pois &laquo;os l&iacute;deres nacionais desempenham um jogo a dois n&iacute;veis, duplo ou&nbsp;<i>nested,</i> entre as exig&ecirc;ncias do sistema internacional e da pol&iacute;tica interna&raquo;<sup><a href="#73">73</a></sup><a name="top73"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Desta forma, o n&uacute;cleo duro do processo de formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;tica externa do Governo do Presidente Lula da Silva estava personalizado no ministro das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores, Celso Amorim, no secret&aacute;rio-geral do Itamaraty, Samuel Pinheiro Guimar&atilde;es, e no assessor de Assuntos Internacionais da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, Marco Aur&eacute;lio Garcia. Lula estava rodeado de pol&iacute;ticos e diplomatas que tinham uma vis&atilde;o determinada sobre o que queriam para o Brasil no dom&iacute;nio da pol&iacute;tica externa. A vis&atilde;o geral dava continuidade &agrave;s principais orienta&ccedil;&otilde;es seguidas at&eacute; ent&atilde;o, embora tivessem sido conferidos alguns ajustes compat&iacute;veis com as ambi&ccedil;&otilde;es da nova lideran&ccedil;a, nomeadamente no que se refere ao protagonismo internacional do pa&iacute;s atrav&eacute;s da diversifica&ccedil;&atilde;o de parcerias e do recurso aos mecanismos multilaterais. Por isso, mais do que uma rutura com a pol&iacute;tica externa anterior, durante os governos de Lula da Silva verificou-se uma altera&ccedil;&atilde;o no estilo da pol&iacute;tica externa. A ambi&ccedil;&atilde;o, o prest&iacute;gio e a influ&ecirc;ncia internacional moldaram essa estrat&eacute;gia, &agrave; qual se acrescentava a ret&oacute;rica da diplomacia da solidariedade. Foi, portanto, com esta convic&ccedil;&atilde;o que se recuperou e desenvolveu o objetivo centrado na inser&ccedil;&atilde;o e no protagonismo internacional do Brasil.</p>     <p>Por conta do seu carisma, a personalidade de Lula da Silva foi descrita como fundamental para o que o Brasil alcan&ccedil;ou interna e externamente<sup><a href="#74">74</a></sup><a name="top74"></a>. Lula era um pol&iacute;tico medi&aacute;tico e conhecido da popula&ccedil;&atilde;o desde o seu percurso como l&iacute;der sindical e do&nbsp;PT, pois &laquo;Lula era uma celebridade. Ele aparecia todo o dia nos&nbsp;media. E ele tinha prazer em fazer pol&iacute;tica internacional&raquo;<sup><a href="#75">75</a></sup><a name="top75"></a>. Ainda assim, considerava-se a exist&ecirc;ncia de &laquo;um Lula interno e um Lula externo; um Lula pragm&aacute;tico, de que todos gostavam, e um Lula ideol&oacute;gico, de que nem todos gostavam&raquo;<sup><a href="#76">76</a></sup><a name="top76"></a>. A pol&iacute;tica externa era ent&atilde;o uma &aacute;rea vulner&aacute;vel, &laquo;muito criticada internamente (pelos&nbsp;<i>media</i>) e aplaudida externamente&raquo;<sup><a href="#77">77</a></sup><a name="top77"></a>.</p>     <p>A din&acirc;mica existente entre o Presidente e o ministro desempenhou um papel importante na forma como os objetivos de pol&iacute;tica externa foram formulados, e embora o apoio do Presidente &agrave;s ideias do ministro seja crucial, admite-se que &laquo;quem conduziu foi Amorim. (&hellip;) Amorim dizia &ldquo;o Brasil &eacute; um dos grandes do mundo, n&atilde;o haver&aacute; nenhuma mesa onde se tomem decis&otilde;es em que o Brasil n&atilde;o esteja sentado&rdquo;. Esse complexo de vira-latas mudou gra&ccedil;as a Amorim&raquo;<sup><a href="#78">78</a></sup><a name="top78"></a>. Pese embora algumas an&aacute;lises que consideram Amorim excessivamente ambicioso, &eacute; poss&iacute;vel v&ecirc;-lo como o mais equilibrado do tri&acirc;ngulo de pol&iacute;tica externa de Lula, existindo uma esp&eacute;cie de &laquo;sistema de&nbsp;<i>checks-and-balances</i>&raquo;, &laquo;com Amorim a travar as ideias hiperambiciosas que emanavam de Lula e dos seus dois conselheiros pol&iacute;ticos Marco Aur&eacute;lio Garcia e Samuel Pinheiro Guimar&atilde;es&raquo;<sup><a href="#79">79</a></sup><a name="top79"></a>.</p>     <p>A experi&ecirc;ncia governamental e diplom&aacute;tica de Amorim em negocia&ccedil;&otilde;es internacionais, como sejam as Na&ccedil;&otilde;es Unidas, nomeadamente o Conselho de Seguran&ccedil;a, ou a&nbsp;OMC, pode ser vista como a base da vis&atilde;o desenvolvida a partir de 2003, quando interna e externamente as condi&ccedil;&otilde;es se alteraram. As semelhan&ccedil;as encontradas nos discursos proferidos em 1993 ou 2003 s&atilde;o bastante evidentes disso mesmo. Se em 1993 Amorim colocava a Am&eacute;rica do Sul como a prioridade do Governo, ao mesmo tempo destacava a import&acirc;ncia de o Brasil obter um lugar permanente no Conselho de Seguran&ccedil;a das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, objetivo que viria a ser recuperado em 2003<sup><a href="#80">80</a></sup><a name="top80"></a>.</p>     <p>Amorim encontrava na imagem positiva do Brasil no exterior a justifica&ccedil;&atilde;o para o desenho de uma pol&iacute;tica externa ambiciosa, evidenciando a capacidade do Brasil em atuar no sistema internacional &laquo;sem interfer&ecirc;ncias, mas tamb&eacute;m sem medos desnecess&aacute;rios, que n&atilde;o seriam compat&iacute;veis com a nossa grandeza, grandeza em que n&oacute;s todos acreditamos&raquo;<sup><a href="#81">81</a></sup><a name="top81"></a>. Por conseguinte, o ponto de chegada que Amorim queria para a pol&iacute;tica externa do Brasil continuaria a ser o mesmo que j&aacute; fora enunciado noutras ocasi&otilde;es, apresentando-se o sistema internacional do s&eacute;culo&nbsp;XXI&nbsp;com contornos mais favor&aacute;veis para poss&iacute;vel concretiza&ccedil;&atilde;o dos seus ideais. As linhas de a&ccedil;&atilde;o que pretendia incutir &agrave; pol&iacute;tica externa demonstravam a &laquo;disposi&ccedil;&atilde;o do Brasil de colocar-se como um pa&iacute;s que quer, e pode, contribuir ativamente para a constru&ccedil;&atilde;o da paz e da seguran&ccedil;a entre as na&ccedil;&otilde;es e o desenvolvimento econ&oacute;mico com justi&ccedil;a social&raquo;<sup><a href="#82">82</a></sup><a name="top82"></a>. A vis&atilde;o de Amorim assentava ent&atilde;o na no&ccedil;&atilde;o de prest&iacute;gio &ndash; &laquo;para ele o prest&iacute;gio era o maior ganho de pol&iacute;tica externa, ou seja, fazer mais do que voc&ecirc; tem. Voc&ecirc; tem&nbsp;x&nbsp;ent&atilde;o vai tentar fazer&nbsp;y. E Lula o apoiava, ele tinha tamb&eacute;m essa conce&ccedil;&atilde;o, ele regulava a pol&iacute;tica externa pelos recursos que n&atilde;o tinha!&raquo;<sup><a href="#83">83</a></sup><a name="top83"></a>.</p>     <p>Por outro lado, a orienta&ccedil;&atilde;o do relacionamento com a regi&atilde;o derivou essencialmente das vis&otilde;es de Samuel Pinheiro Guimar&atilde;es e de Marco Aur&eacute;lio Garcia. A Pinheiro Guimar&atilde;es era normalmente atribu&iacute;do um vi&eacute;s contra os Estados Unidos, e a imprensa brasileira n&atilde;o se conteve nas cr&iacute;ticas ao seu comportamento apelidando-o de retr&oacute;grado e pouco simp&aacute;tico<sup><a href="#84">84</a></sup><a name="top84"></a>. Aliada a essa vis&atilde;o antiamericana coexistia uma vis&atilde;o demasiado otimista sobre o processo de integra&ccedil;&atilde;o regional, em particular o estado do Mercosul e, portanto, sobre as oportunidades proporcionadas pela regi&atilde;o. Pinheiro Guimar&atilde;es afirmava mesmo que &laquo;a vis&atilde;o de que o Mercosul estagnou &eacute; uma distor&ccedil;&atilde;o da realidade. (&hellip;) n&atilde;o interessa a nenhuma grande pot&ecirc;ncia, especialmente os&nbsp;EUA, a forma&ccedil;&atilde;o de blocos regionais&raquo;<sup><a href="#85">85</a></sup><a name="top85"></a>.</p>     <p>N&atilde;o obstante, no seu discurso de tomada de posse Pinheiro Guimar&atilde;es fez-se valer das palavras de Celso Amorim ao referir que &laquo;a autoestima e a altivez ser&atilde;o sempre a inspira&ccedil;&atilde;o de nossa pol&iacute;tica externa&raquo;, acrescentando que &laquo;n&atilde;o nos furtaremos ao protagonismo necess&aacute;rio&raquo;. Desta forma, embora enfatizasse a &laquo;concretiza&ccedil;&atilde;o do potencial do pa&iacute;s&raquo;, para Pinheiro Guimar&atilde;es a prioridade da pol&iacute;tica externa brasileira devia concentrar-se na rela&ccedil;&atilde;o com a regi&atilde;o, nomeadamente no refor&ccedil;o do Mercosul e na rela&ccedil;&atilde;o com a Argentina<sup><a href="#86">86</a></sup><a name="top86"></a>. Desta forma, na sua conce&ccedil;&atilde;o, a solidariedade entre os estados deveria servir para evitar os efeitos negativos da globaliza&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#87">87</a></sup><a name="top87"></a>. Na verdade, e ao contr&aacute;rio do governo anterior, a globaliza&ccedil;&atilde;o foi entendida como &laquo;uma oportunidade para ser gerida coletivamente para m&uacute;tuo benef&iacute;cio, e n&atilde;o simplesmente rejeitada como um estratagema imperialista&raquo;<sup><a href="#88">88</a></sup><a name="top88"></a>.</p>     <p>A nomea&ccedil;&atilde;o de Marco Aur&eacute;lio Garcia para a Assessoria de Assuntos Internacionais da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica foi bastante criticada por causa das suas liga&ccedil;&otilde;es ao PT<sup><a href="#89">89</a></sup><a name="top89"></a>, bem como pelo facto de, pela primeira vez, n&atilde;o ter sido nomeado um diplomata de carreira. Ineg&aacute;vel era, contudo, o conhecimento que Marco Aur&eacute;lio Garcia detinha da realidade latino-americana, dado o papel desempenhado na organiza&ccedil;&atilde;o do F&oacute;rum de S&atilde;o Paulo, na d&eacute;cada de 1990, que reuniu os grupos partid&aacute;rios de esquerda da Am&eacute;rica Latina e Caribe. Era ent&atilde;o descrito como &laquo;a consci&ecirc;ncia internacional de Lula, era o conselheiro do Presidente na conduta da pol&iacute;tica externa do Brasil, especialmente sobre os assuntos da regi&atilde;o&raquo;, ou &laquo;o pivot do processo de aproxima&ccedil;&atilde;o do Brasil &agrave; Am&eacute;rica do Sul&raquo;, nomeadamente atrav&eacute;s da demonstra&ccedil;&atilde;o de afinidades ideol&oacute;gicas, como sejam o relacionamento entre partidos, que at&eacute; ent&atilde;o n&atilde;o existia<sup><a href="#90">90</a></sup><a name="top90"></a>.</p>     <p>Fica assim evidente que a designa&ccedil;&atilde;o de Celso Amorim, de Marco Aur&eacute;lio Garcia ou de Pinheiro Guimar&atilde;es deixou desde logo antever que n&atilde;o iria existir uma submiss&atilde;o a projetos de pol&iacute;tica externa existentes ou ditados de fora, ou uma passividade na condu&ccedil;&atilde;o da mesma.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>CONCLUS&Atilde;O</b></p>     <p>Este artigo centrou-se na din&acirc;mica entre os diferentes n&iacute;veis da an&aacute;lise de pol&iacute;tica externa, enfatizando como as ideias, os valores e os interesses dos indiv&iacute;duos foram fundamentais na instrumentaliza&ccedil;&atilde;o e maximiza&ccedil;&atilde;o das oportunidades criadas pelo sistema internacional e pelo contexto interno.</p>     <p>Por um lado, um foco no n&iacute;vel internacional, caracterizado por um momento de transforma&ccedil;&otilde;es e de abertura a novas pot&ecirc;ncias, ajuda a explicar a recupera&ccedil;&atilde;o da cren&ccedil;a do Brasil no seu &laquo;destino de grandeza&raquo;. Por outro lado, um foco no n&iacute;vel interno, com uma economia em crescimento e a diminui&ccedil;&atilde;o da pobreza e das desigualdades, permite compreender a exist&ecirc;ncia de margem de manobra para o exerc&iacute;cio de uma pol&iacute;tica externa mais ativa sobre a qual uma parte crescente da sociedade se come&ccedil;ava a interessar. Ao mesmo tempo, as caracter&iacute;sticas do sistema pol&iacute;tico com uma concentra&ccedil;&atilde;o dos poderes no Presidente, nomeadamente no que toca &agrave; orienta&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica externa, e o exerc&iacute;cio da diplomacia presidencial com a partilha da formula&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica externa entre o Presidente e o Itamaraty, levam indiscutivelmente &agrave; necessidade de trazer para a an&aacute;lise o n&iacute;vel individual. Neste n&iacute;vel, o trio de pol&iacute;tica externa que acompanhou o Presidente foi determinante para os objetivos que foram tra&ccedil;ados. A an&aacute;lise das declara&ccedil;&otilde;es e comportamentos &eacute; pertinente para o entendimento sobre a forma como os objetivos foram decididos, em concreto a permanente procura de um lugar de relevo no sistema internacional.</p>     <p>Desta forma, &eacute; a articula&ccedil;&atilde;o entre os elementos dos tr&ecirc;s n&iacute;veis que explica a corre&ccedil;&atilde;o de rumo na pol&iacute;tica externa do Brasil no per&iacute;odo de Lula da Silva. Como referido anteriormente, a regi&atilde;o foi definida, oficialmente, como a prioridade da pol&iacute;tica externa, mas, na pr&aacute;tica, as a&ccedil;&otilde;es ou comportamentos concentrou-se na proje&ccedil;&atilde;o internacional do pa&iacute;s. Face &agrave; an&aacute;lise aqui efetuada, se a estabilidade interna a n&iacute;vel econ&oacute;mico e pol&iacute;tico foi favor&aacute;vel &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas sociais dando continuidade e acelerando a estabilidade social e sustentando a atua&ccedil;&atilde;o internacional do Brasil, tamb&eacute;m as caracter&iacute;sticas do sistema internacional facilitaram a defini&ccedil;&atilde;o de uma pol&iacute;tica externa mais din&acirc;mica. Para tal, as ideias, as cren&ccedil;as e os interesses da lideran&ccedil;a de pol&iacute;tica externa foram condi&ccedil;&atilde;o&nbsp;sine qua non. Com um contexto dom&eacute;stico est&aacute;vel e com um sistema internacional perme&aacute;vel, mas sem a ambi&ccedil;&atilde;o dos atores, por certo, a atua&ccedil;&atilde;o do Brasil teria sido mais constrangida e porventura mais limitada &agrave; regi&atilde;o. Esta atua&ccedil;&atilde;o permitiu a consolida&ccedil;&atilde;o da posi&ccedil;&atilde;o do Brasil como uma pot&ecirc;ncia emergente no sistema internacional, pois refor&ccedil;ou-se o &acirc;mbito global da atua&ccedil;&atilde;o e da capacidade de influ&ecirc;ncia do pa&iacute;s que passou a coexistir com um protagonismo dissimulado e a interdepend&ecirc;ncia em termos regionais.</p>     <p>Adicionalmente, o enfoque no papel dos indiv&iacute;duos &eacute; valorizado quando se observa o rumo seguido, posteriormente, pela Presidente Dilma Rousseff, n&atilde;o menosprezando, contudo, que as pr&oacute;prias condi&ccedil;&otilde;es internas e externas se alteraram. Simultaneamente, &eacute; poss&iacute;vel aferir que durante os governos de Lula da Silva se deu uma ascens&atilde;o inacabada, e por isso o Brasil tem ainda um longo percurso para abandonar a condi&ccedil;&atilde;o de pot&ecirc;ncia emergente. Por conseguinte, permanece v&aacute;lida a express&atilde;o de que o Brasil continua a ser &laquo;o pa&iacute;s do futuro&raquo;, e persiste a procura de um lugar destacado no sistema internacional, contrariamente ao que a evolu&ccedil;&atilde;o registada durante os anos do Presidente Lula, na primeira d&eacute;cada do novo s&eacute;culo, fazia prever.&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>     <p>ABRANCHES, S&eacute;rgio &ndash; &laquo;Presidencialismo de coaliz&atilde;o: o dilema institucional brasileiro&raquo;. In<i>&nbsp;Dados, Revista de Ci&ecirc;ncias Sociais. </i>Rio de Janeiro. Vol. 31, N.&ordm; 1, 1988, pp. 5-33.</p>     <p>ALDEN, Chris, e ARAN, Amnon &ndash;&nbsp;<i>Foreign Policy Analysis</i>.&nbsp;New Approaches. 2012.</p>     <p>ALEXANDRA, Cristina &ndash; &laquo;O Congresso Brasileiro e a pol&iacute;tica externa (1985-2005)&raquo;. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Certifica&ccedil;&atilde;o digital n.&ordm; 0410232/CA.&nbsp;puc-Rio, Rio de Janeiro, 2006.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>ALMEIDA, Maria Herm&iacute;nia Tavares de &ndash; &laquo;A pol&iacute;tica social no governo Lula&raquo;. In&nbsp;<i>El&nbsp;debate pol&iacute;tico</i>. Buenos Aires. Ano 1, N.&ordm; 2, dezembro de 2004.</p>     <p>ALMEIDA, Paulo Roberto de &ndash;&nbsp;<i>Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais e Pol&iacute;tica Externa do Brasil</i>. 2.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o, revista, ampliada e atualizada. Porto Alegre: Editora da&nbsp;ufrgs, 2004.</p>     <p>AMORIM, Celso &ndash; &laquo;Pol&iacute;tica externa do Governo Lula: os dois primeiros anos&raquo;. In&nbsp;<i>An&aacute;lise de Conjuntura&nbsp;OPSA</i>. N.&ordm; 4,&nbsp;IUPERJ, mar&ccedil;o de 2005, p. 1. (Consultado em: 9 de abril de 2017). Dispon&iacute;vel em:&nbsp;<a href="http://observatorio.iesp.uerj.br/images/pdf/analise/5_analises_Artigo%20Celso%20Amorim.pdf" target="_blank">http://observatorio.iesp.uerj.br/images/pdf/analise/5_analises_Artigo%20Celso%20Amorim.pdf</a>.</p>     <p>AMORIM, Celso &ndash; &laquo;Discurso do ministro das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores por ocasi&atilde;o da abertura do Semin&aacute;rio&nbsp;ibas&nbsp;sobre Desenvolvimento Econ&ocirc;mico com Eq&uuml;idade Social&raquo;. Rio de Janeiro, 3 de agosto de 2005. In&nbsp;<i>Resenha de Pol&iacute;tica Exterior do Brasil</i>.&nbsp;N.&ordm; 97, 2.&ordm; semestre de 2005. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores, 2005.</p>     <p>AMORIM, Celso &ndash;&nbsp;<i>Conversas com Jovens Diplomatas</i>. Benvir&aacute;, 2011.</p>     <p>AMORIM, Celso &ndash;&nbsp;<i>Discursos, Palestras e Artigos do Chanceler Celso Amorim, 2003-2010</i>. Vol. 1. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores, 2011.</p>     <p>AVELAR, L&uacute;cia, e CINTRA, Ant&ocirc;nio Octavio (org.) &ndash;&nbsp;<i>Sistema Pol&iacute;tico Brasileiro: Uma Introdu&ccedil;&atilde;o.</i>&nbsp;Rio de Janeiro: Funda&ccedil;&atilde;o Konrad Adenauer, 2007.</p>     <p>BURGES, Sean &ndash;&nbsp;<i>Brazilian Foreign Policy after the Cold War</i>.&nbsp;Florida: University Press of Florida, 2009.</p>     <p>BURGES, Sean &ndash;&nbsp;<i>Brazil in the World. The International Relations of a South American Giant</i>. Manchester: Manchester University Press, 2017.</p>     <p>BURGES, Sean W., e BASTOS, Fabr&iacute;cio Chagas &ndash; &laquo;The importance of presidential leadership for Brazilian foreign policy&raquo;. In&nbsp;<i>Policy Studies</i>. Vol. 38, N.&ordm; 3, 2016, pp. 277-290. DOI:&nbsp;<a href="http://dx.doi.org/10.1080/01442872.2017.1290228" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1080/01442872.2017.1290228</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>BURNS, E. Bradford &ndash;&nbsp;&laquo;Tradition and variation in Brazilian foreign policy&raquo;. In&nbsp;<i>Journal of Inter-American Studies</i>. Vol. 9, N.&ordm; 2, 1967, pp. 195-212.</p>     <p>BURTON, Guy &ndash; &laquo;Lula and the economic development&raquo;. In&nbsp;<i>Global Affairs</i>. N.&ordm; 20, abril-junho de 2010. (Consultado em: 7 de maio de 2010). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.globalaffairs.es/en/lula-and-economic-development/" target="_blank">http://www.globalaffairs.es/en/lula-and-economic-development/</a>.</p>     <p>CASAR&Otilde;ES, Guilherme Stolle Paix&atilde;o e &ndash; &laquo;A m&iacute;dia e a pol&iacute;tica externa no Brasil de Lula&raquo;. In&nbsp;<i>Austral: Revista Brasileira de Estrat&eacute;gia e Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais</i>.&nbsp;Vol. 1, N.&ordm; 2, 2012, pp. 211-236.</p>     <p>CASON, Jason, e POWER, Timothy J. &ndash; &laquo;Presidentialization, pluralization and the rollback of Itamaraty: explianig change in Brazilian foreign policy making in the Cardoso-Lula era&raquo;.&nbsp;In&nbsp;<i>International Political Science Review</i>. Vol. 116, N.&ordm; 4, 2009, pp. 119-120.</p>     <p>CERVO, Amado Luiz, e LESSA, Ant&oacute;nio Carlos &ndash; &laquo;O decl&iacute;nio: inser&ccedil;&atilde;o internacional do Brasil (2011&ndash;2014)&raquo;. In&nbsp;<i>Revista Brasileira de Pol&iacute;tica Internacional</i>. Vol. 57, N.&ordm; 2, pp. 133-151, 2014. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1590/0034-7329201400308" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/0034-7329201400308</a>.</p>     <p>CONSTITUI&Ccedil;&Atilde;O DA REP&Uacute;BLICA FEDERATIVA DO BRASIL, 1988. Texto consolidado at&eacute; a Emenda Constitucional n.&ordm; 64 de 4 de fevereiro de 2010. (Consultado em: 20 de julho de 2010). Dispon&iacute;vel em:&nbsp;<a href="http://www.senado.gov.br/legislacao/const/con1988/CON1988_04.02.2010/CON1988.pdf" target="_blank">http://www.senado.gov.br/legislacao/const/con1988/CON1988_04.02.2010/CON1988.pdf</a>.</p>     <p>ENTREVISTA&nbsp;realizada pela autora a diplomata brasileiro, alto funcion&aacute;rio do Itamaraty (I). Bras&iacute;lia,&nbsp;17 de abril de 2012 (pedido de anonimato).</p>     <p>ENTREVISTA&nbsp;realizada pela autora a diplomata brasileiro, alto funcion&aacute;rio do Itamaraty (II). Bras&iacute;lia, 18 de abril de 2012 (pedido de anonimato).</p>     <p>ENTREVISTA&nbsp;realizada pela autora a diplomata brasileiro, Assessoria para as Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais, Pal&aacute;cio do Planalto (III). Bras&iacute;lia, 17 de abril de 2012 (pedido de anonimato).</p>     <p>ENTREVISTA&nbsp;realizada pela autora ao embaixador Samuel Pinheiro de Guimar&atilde;es. Rio de Janeiro, 2 de abril de 2012.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>FARIAS, Rog&eacute;rio de Souza, e RAMANZINI&nbsp;J&Uacute;NIOR, Haroldo &ndash; &laquo;Reviewing horizontalization: the challenge of analysis in Brazilian foreign policy&raquo;. In&nbsp;<i>Revista Brasileira de Pol&iacute;tica Internacional</i>. N.&ordm; 58, Vol. 2, 2015, pp. 5-25, DOI:&nbsp;<a href="http://dx.doi.org/10.1590/0034-7329201500201" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/0034-7329201500201</a>.</p>     <p>FLEMES, Daniel &ndash; &laquo;IBSA: South-South cooperation or trilateral diplomacy in world affairs&raquo;. In&nbsp;<i>Poverty in Focus</i>. International Policy Centre for Inclusive Growth,&nbsp;UNDP. N.&ordm; 20, 2010.&nbsp;(Consultado em: 1 de abril de 2014). Dispon&iacute;vel em:&nbsp;<a href="http://www.sdc-aid-effectiveness.ch/en/Home/Library/document.php?item%20ID=5765&amp;langID=1" target="_blank">http://www.sdc-aid-effectiveness.ch/en/Home/Library/document.php?item</a><a href="http://www.sdc-aid-effectiveness.ch/en/Home/Library/document.php?item%20ID=5765&amp;langID=1" target="_blank"> ID=5765&amp;langID=1</a>.</p>     <p>FONSECA, Carmen &ndash;&nbsp;<i>As Estrat&eacute;gias de Pol&iacute;tica Externa na Constru&ccedil;&atilde;o do Brasil Emergente: Uma An&aacute;lise do Per&iacute;odo de Lula da Silva</i>. Tese de Doutoramento. Lisboa: Universidade Nova de Lisboa, 2014.</p>     <p>FONSECA, G&eacute;lson &ndash; &laquo;Pol&iacute;tica externa brasileira: padr&otilde;es e descontinuidades no per&iacute;odo republicano&raquo;. In&nbsp;<i>Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais</i>. N.&ordm; 29, 2011.</p>     <p>FONSECA&nbsp;JR, G&eacute;lson, e CASTRO, S&eacute;rgio H. Nabuco de &ndash;&nbsp;<i>Temas de Pol&iacute;tica Externa Brasileira II</i>. Vol. I, 1997 (1.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o, 1994).</p>     <p>GASPAR, Carlos &ndash;&nbsp;<i>O P&oacute;s-Guerra Fria</i>. Lisboa: Tinta da China, 2016.</p>     <p>GUIMAR&Atilde;ES, Samuel Pinheiro &ndash; &laquo;O mundo multipolar e a integra&ccedil;&atilde;o sul-americana&raquo;. In&nbsp;<i>Comunica&ccedil;&atilde;o &amp; Pol&iacute;tica</i>. Rio de Janeiro:&nbsp;cebla. Vol. 25, N.&ordm; 3, 2007.</p>     <p>HERMANN, Margaret G., e HAGAN, Joe D.&ndash; &laquo;International decision making: leadership matters&raquo;. In&nbsp;<i>Foreign Policy</i>. N.&ordm; 110. Edi&ccedil;&atilde;o Especial &laquo;Frontiers of Knowledge&raquo;, 1998, pp. 124-137.</p>     <p>HILL, Christopher &ndash;&nbsp;<i>Foreign Policy in the Twenty-First Century</i>. 2.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Nova York: Palgrave Macmillan, 2016.</p>     <p>HOLSTI, Ole R. &ndash; &laquo;The belief system and national images: a case study&raquo;. In&nbsp;<i>Journal of Conflict Resolution</i>. Vol. 6, N.&ordm; 3, pp. 244&shy;-252, 1962.&nbsp;doi: 10.1177/002200276200600 306.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>HUDSON, Valerie M. &ndash; &laquo;Foreign policy analysis: ator-specific theory and the ground of international relations&raquo;. In&nbsp;<i>Foreign Policy Analysis</i>. N.&ordm; 1, 2005.</p>     <p>HUDSON, Valerie M., e VORE, Christopher S. &ndash; &laquo;Foreign policy analysis yesterday, today, and tomorrow&raquo;. In&nbsp;<i>Mershon International Studies Review</i>. Vol. 39, N.&ordm; 2, 1995.</p>     <p>HUNTER, Wendy, e POWER, Timothy J.&ndash;&nbsp;&laquo;Lula&rsquo;s Brazil at midterm&raquo;. In&nbsp;<i>Journal of Democracy</i>. Vol. 16, N.&ordm; 3, 2005, pp. 127-139.</p>     <p>HUNTER, Wendy, e POWER, Timothy J. &ndash; &laquo;Rewarding Lula: executive power, social policy, and the Brazilian elections of 2006&raquo;. In&nbsp;<i>Latin American Politics and Society</i>. Vol. 49, N.&ordm; 1, 2007.</p>     <p>HURRELL, Andrew &ndash; &laquo;Lula&rsquo;s Brazil: a rising power, but going where?&raquo;. In&nbsp;<i>Current History</i>, fevereiro de 2008.</p>     <p>LAFER, Celso &ndash;&nbsp;<i>La identidad internacional de Brasil</i>. Buenos Aires: Fondo de Cultura Economica, 2002.</p>     <p>LAFER, Celso &ndash; &laquo;Partidariza&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica externa&raquo;. In&nbsp;<i>O Estado de S&atilde;o Paulo</i>.&nbsp;20 de dezembro de 2009.</p>     <p>LEMOS, Leany &ndash; &laquo;Brazilian Congress and foreign affairs: abdication or delegation?&raquo;.&nbsp;In&nbsp;<i>Global Economic Governance Programme</i>, 2010. (Consultado em: 20 de junho de 2017). Dispon&iacute;vel em:&nbsp;<a href="http://www.geg.ox.ac.uk/sites/geg/files/Lemos_GEG%20WP%202010_58.pdf" target="_blank">http://www.geg.ox.ac.uk/sites/geg/files/Lemos_GEG%20WP%202010_58.pdf</a>.</p>     <p>MALAMUD, Andr&eacute;s &ndash; &laquo;Foreign policy retreat: domestic and systemic causes of Brazil&rsquo;s international rollback&raquo;. In&nbsp;<i>Rising Powers Quarterly</i>. Vol. 2, N.&ordm; 2, 2017,&nbsp; pp. 149-168.</p>     <p>MALAMUD, Andr&eacute;s, e RODRIGUEZ, J&uacute;lio Cossio &ndash; &laquo;Com um p&eacute; na regi&atilde;o e outro no mundo: o dualismo crescente da pol&iacute;tica externa brasileira&raquo;. In&nbsp;<i>Estudos Internacionais: Revista de Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais da&nbsp;PUC&nbsp;Minas</i>. Vol. 2, N.&ordm; 1, 2013, pp. 167-184.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>MARIANO, Karina Pasquariello, e MARIANO, Marcelo Passini &ndash; &laquo;A formula&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica externa brasileira e as novas lideran&ccedil;as pol&iacute;ticas regionais&raquo;.&nbsp;In&nbsp;<i>Perspetivas</i>.&nbsp;S&atilde;o Paulo. Vol. 33, 2008,&nbsp; pp. 99-135.</p>     <p>MCKERCHER, B. J. C. &ndash;&nbsp;<i>Routledge Handbook of Diplomacy and Statecraft</i>.&nbsp;Nova York: Routledge, 2012.</p>     <p>MERKE, Federico &ndash; &laquo;Identidad y pol&iacute;tica exterior. La Argentina y Brasil en perspetiva hist&oacute;rica&raquo;. In&nbsp;<i>Sociedad Global</i>. Vol. 2, N.&ordm; 1-2, 2008.</p>     <p>MONTEIRO, Carlos Augusto &ndash; &laquo;A dimens&atilde;o da pobreza, da fome e da desnutri&ccedil;&atilde;o no Brasil&raquo;. In&nbsp;<i>Estudos Avan&ccedil;ados</i>. S&atilde;o Paulo. Vol. 17, N.&ordm; 48, 2003.</p>     <p>NEACK, Laura &ndash;&nbsp;<i>The New Foreign Policy: Power Seeking in a Globalized Era</i>. 2.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Plymouth: Rowman &amp; Littlefield Publishers, 2008.</p>     <p>NEACK, Laura, HEY, Jeanne A. K., e HANEY, Patrick J.(eds.) &ndash;&nbsp;<i>Foreign Policy Analysis. Continuity and Change in its Second Generation</i>. Nova J&eacute;rsia: Simon &amp; Schuster Company, 1995.</p>     <p>NETO, Octavio Amorim &ndash;&nbsp;<i>De Dutra a Lula. A Condu&ccedil;&atilde;o e os Determinantes da Pol&iacute;tica Externa Brasileira.</i> Rio de Janeiro: Elsevier Editora, 2011.</p>     <p>PEREIRA, Carlos, POWER, Timothy J., e RAILE, Eric D. &ndash; &laquo;Coalitional presidentialism and side payments: explaining the Mensal&atilde;o scandal in Brazil&raquo;. In&nbsp;Occasional Paper Number BSP-03-08. Brazilian Studies Programme, University of Oxford, 2008.&nbsp;(Consultado em: 25 de junho de 2013). Dispon&iacute;vel em:&nbsp;<a href="http://www.lac.ox.ac.uk/sites/sias/files/documents/BSP-03-08%20Pereira%20C.pdf" target="_blank">http://www.lac.ox.ac.uk/sites/sias/files/documents/BSP-03-08%20Pereira%20C.pdf</a>.</p>     <p>PINHEIRO, Let&iacute;cia, e MILANI, Carlos R. S. (org.) &ndash;&nbsp;<i>Pol&iacute;tica Externa Brasileira. As Pr&aacute;ticas da Pol&iacute;tica e a Pol&iacute;tica das Pr&aacute;ticas</i>.&nbsp;Rio de Janeiro: Editora FGV, 2012.</p>     <p>POWER, Timothy J., e TAYLOR, Matthew M. (eds.) &ndash;&nbsp;<i>Corruption and Democracy in Brazil. The Struggle for Accountability</i>. Notre Dame: University of Notre Dame, 2011.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>RICUPERO, Rubens &ndash; &laquo;Carisma e prest&iacute;gio: a diplomacia do per&iacute;odo Lula de 2003 a 2010&raquo;.&nbsp;In&nbsp;<i>Pol&iacute;tica Externa</i>. Vol. 19, N.&ordm; 1, 2010, p. 41.</p>     <p>ROSENAU, James N. (ed.) &ndash;&nbsp;<i>Domestic Sources of Foreign Policy</i>.&nbsp;Ontario: Free Press, 1967.</p>     <p>SARAIVA, Miriam Gomes &ndash; &laquo;Continuidade e mudan&ccedil;a na pol&iacute;tica externa brasileira. As especificidades do comportamento externo brasileiro de 2003 a 2010&raquo;. <i>In&nbsp;Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais</i>.&nbsp;N.&ordm; 37, 2013,&nbsp;pp. 63-78.</p>     <p>SEABRA, Pedro &ndash; &laquo;A harder edge: reframing Brazil&rsquo;s power relation with Africa&raquo;.&nbsp;<i>In&nbsp;Revista Brasileira de Pol&iacute;tica Internacional</i>. Vol. 57, N.&ordm; 1, 2014, pp. 77-97.&nbsp;doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1590/0034-7329201400105" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/0034-7329201400105</a>.</p>     <p>SILVA, Am&acirc;ncio Jorge, e ONUKI, Janina &ndash; &laquo;Elei&ccedil;&otilde;es, partidos pol&iacute;ticos e pol&iacute;tica externa no Brasil&raquo;. In&nbsp;<i>Revista Pol&iacute;tica Hoje</i>. Vol. 19, N.&ordm; 1, 2010.</p>     <p>SILVA, Lula da &ndash; &laquo;Discurso do Presidente Eleito Luiz In&aacute;cio Lula da Silva proferido no Clube de Imprensa Nacional dos Estados Unidos durante Visita a Washington&raquo;.&nbsp;EUA. 10 de dezembro de 2002. (Consultado em: 28 de maio&nbsp;de 2012). Dispon&iacute;vel em:&nbsp;<a href="http://www.itamaraty.gov.br/sala-de-imprensa/discursos-artigos-entrevistas-e-outras-comunicacoes/presidente-da-republica-federativa-do-brasil/Discurso-do-Presidente-Eleito-Luiz-Inacio-Lula-da" target="_blank">http://www.itamaraty.gov.br/sala-de-imprensa/discursos-artigos-entrevistas-e-outras-comunicacoes/presidente-da-republica-federativa-do-brasil/Discurso-do-Presidente-Eleito-Luiz-Inacio-Lula-da</a>.</p>     <p>SILVA, Luiz In&aacute;cio Lula da, AMORIM, Celso, e GUIMAR&Atilde;ES, Samuel Pinheiro &ndash;&nbsp;<i>A Pol&iacute;tica Externa do Brasil</i>. Bras&iacute;lia:&nbsp;IPRI-FUNAG, 2003.</p>     <p>SCHMITT, Stefanie Tom&eacute;&nbsp;&ndash; <i>A Pol&iacute;tica Externa e o Poder Legislativo: Um Olhar sobre a Comiss&atilde;o de Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores e Defesa Nacional do Senado Federal</i>. Tese de Mestrado em Ci&ecirc;ncia Pol&iacute;tica. Universidade de S&atilde;o Paulo, 2011.</p>     <p>SPEKTOR, Matias &ndash; &laquo;Origens e dire&ccedil;&atilde;o do pragmatismo ecum&eacute;nico e respons&aacute;vel&raquo;. In&nbsp;<i>Revista Brasileira de Pol&iacute;tica Internacional</i>. Vol. 47, N.&ordm; 2, 2004, pp. 191-222.</p>     <p>SPEKTOR, Matias &ndash; &laquo;Ideias de ativismo regional: a transforma&ccedil;&atilde;o das leituras brasileiras da regi&atilde;o&raquo;. In&nbsp;<i>Revista Brasileira de Pol&iacute;tica Internacional</i>. Vol. 53, N.&ordm; 1, 2010, pp. 25-44.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>SPEKTOR, Matias &ndash; &laquo;O projeto autonomista na pol&iacute;tica externa brasileira&raquo;.&nbsp;In&nbsp;NETO, Aristides Monteiro &ndash;&nbsp;<i>Pol&iacute;tica Externa Espa&ccedil;o e Desenvolvimento</i>. Bras&iacute;lia:&nbsp;IPEA, 2014, pp. 17-58.</p>     <p>STUENKEL, Oliver, e TAYLOR, Matthew M. (eds.) <i>&ndash;&nbsp;Brazil on the Global Stage</i>.&nbsp;Nova York: Palgrave Macmillan, 2015.</p>     <p>VEJA&nbsp;&ndash;&nbsp;&laquo;Um diplomata alternativo&raquo;. Edi&ccedil;&atilde;o n.&ordm; 1825, 22 de outubro de 2003. (Consultado em: 10 de julho de 2013). Dispon&iacute;vel&nbsp;em:&nbsp;<a href="http://veja.abril.com.br/221003/p_040.html" target="_blank">http://veja.abril.com.br/221003/p_040.html</a>.</p>     <p>WEBBER, Mark, e SMITH, Michael &ndash;&nbsp;<i>Foreign Policy in a Transformed World</i>. Nova York: Routledge, 2002.</p>     <p>WEYLAND, Kurt, MADRID, Ra&uacute;l L. e HUNTER, Wendy <i>&ndash;&nbsp;Leftist Governments in Latin America Successes and Shortcomings</i>. Cambridge: Cambridge University Press, 2010.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Data de rece&ccedil;&atilde;o: 29 de maio de 2017 | Data de aprova&ccedil;&atilde;o: 7 de julho de 2017</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> FONSECA, G&eacute;lson &ndash; &laquo;Pol&iacute;tica externa brasileira: padr&otilde;es e descontinuidades no per&iacute;odo republicano&raquo;.&nbsp;In&nbsp;<i>Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais</i>. N.&ordm; 29, 2011.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> NEACK, Laura &ndash;&nbsp;<i>The New Foreign Policy: Power Seeking in a Globalized Era</i>. 2.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o.&nbsp;Plymouth: Rowman &amp; Littlefield Publishers, 2008, pp. 9-10.</p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> Sobre a pol&iacute;tica externa do Brasil durante o per&iacute;odo de Dilma Rousseff ver, por exemplo, CERVO, Amado Luiz, e LESSA, Ant&oacute;nio Carlos &ndash; &laquo;O decl&iacute;nio: inser&ccedil;&atilde;o internacional do Brasil (2011&ndash;2014)&raquo;.&nbsp;In&nbsp;<i>Revista Brasileira de Pol&iacute;tica Internacional</i>. Vol. 57, N.&ordm; 2, pp. 133-151, 2014. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1590/0034-7329201400308" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/0034-7329201400308</a>. Mais recentemente, Andr&eacute;s Malamud fez uma an&aacute;lise das causas internas e sist&eacute;micas que contribu&iacute;ram para o retrocesso do Brasil no sistema internacional ap&oacute;s 2011:&nbsp;MALAMUD, Andr&eacute;s - &laquo;Foreign policy retreat: domestic and systemic causes of Brazil&rsquo;s international rollback&raquo;. In&nbsp;<i>Rising Powers Quarterly</i>. Vol. 2, N.&ordm; 2, 2017, pp. 149-168.</p>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> Sobre a evolu&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise de pol&iacute;tica externa ver, por exemplo, HUDSON, Valerie M., e VORE, Christopher S. &ndash; &laquo;Foreign policy analysis yesterday, today, and tomorrow&raquo;.&nbsp;In&nbsp;<i>Mershon International Studies Review.</i> Vol. 39, N.&ordm; 2, 1995, p. 210.</p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> ALDEN, Chris, e ARAN, Amnon &ndash;&nbsp;<i>Foreign Policy Analysis</i>.&nbsp;New Approaches. 2012, p. 3.</p>     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> HERMANN, Margaret G., e HAGAN, Joe D.&ndash; &laquo;International decision making: leadership matters&raquo;. In&nbsp;<i>Foreign Policy</i>.&nbsp;N.&ordm; 110. Edi&ccedil;&atilde;o Especial &laquo;Frontiers of Knowledge&raquo;, 1998, pp. 125-126.</p>     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> Ver, por exemplo, NEACK, Laura, HEY, Jeanne A. K., e HANEY, Patrick J.(eds.) &ndash;&nbsp;<i>Foreign Policy Analysis. Continuity and Change in its Second Generation</i>. Nova J&eacute;rsia: Simon &amp; Schuster Company, 1995.</p>     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> Ibidem, p. 98.</p>     <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> WEBBER, Mark, e SMITH, Michael &ndash;&nbsp;<i>Foreign Policy in a Transformed World</i>. Nova York: Routledge, 2002, p. 31.</p>     <p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> Ibidem.</p>     <p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> HILL, Christopher &ndash;&nbsp;<i>Foreign Policy in the Twenty-First Century</i>. 2.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Nova York: Palgrave Macmillan, 2016.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup> NEACK, Laura &ndash;&nbsp;<i>The New Foreign Policy: Power Seeking in a Globalized Era</i>. 2.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Plymouth: Rowman &amp; Littlefield Publishers, 2008, p. 49.</p>     <p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> HERMANN, Margaret G., e HAGAN, Joe D.&ndash; &laquo;International decision making&raquo;, p. 135.</p>     <p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> Ibidem, p. 129.</p>     <p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup> NEACK, Laura &ndash;&nbsp;<i>The New Foreign Policy,</i> p. 49.</p>     <p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup> Express&otilde;es difundidas durante o Governo de Emilio M&eacute;dici (1969-1974) &ndash; cf. SPEKTOR, Matias &ndash; &laquo;Origens e dire&ccedil;&atilde;o do pragmatismo ecum&eacute;nico e respons&aacute;vel&raquo;. In&nbsp;<i>Revista Brasileira de Pol&iacute;tica Internacional</i>. Vol. 47, N.&ordm; 2, 2004,&nbsp;pp. 191-222.</p>     <p><Sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></Sup> SPEKTOR, Matias &ndash; &laquo;Origens e dire&ccedil;&atilde;o do pragmatismo ecum&eacute;nico e respons&aacute;vel&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></Sup> SPEKTOR, Matias &ndash; &laquo;O projeto autonomista na pol&iacute;tica externa brasileira&raquo;.&nbsp;In&nbsp;Neto, Aristides Monteiro &ndash;&nbsp;<i>Pol&iacute;tica Externa Espa&ccedil;o e Desenvolvimento</i>. Bras&iacute;lia:&nbsp;ipea, 2014, pp. 17-58.</p>     <p><Sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></Sup> Burns referia-se a isso no final da d&eacute;cada de 1960, mas essa mesma ideia permanece atual. Cf. Burns, E. Bradford &ndash; &laquo;Tradition and variation in Brazilian foreign policy&raquo;. In&nbsp;<i>Journal of Inter-American Studies</i>. Vol. 9, N.&ordm; 2, 1967, pp. 195-212.</p>     <p><Sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></Sup> STUENKEL, Oliver, e TAYLOR, Matthew M. &ndash; &laquo;The Brazilian liberal tradition and the global liberal order&raquo;.&nbsp;In&nbsp;STUENKEL, Oliver, e TAYLOR, Matthew M. (eds.) &ndash;&nbsp;<i>Brazil on the Global Stage</i>. Nova York: Palgrave Macmillan, 2015, p. 50.</p>     <p><Sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></Sup> Sobre a pol&iacute;tica externa durante o per&iacute;odo de Fernando Henrique Cardoso ver BURGES, Sean &ndash;&nbsp;<i>Brazilian Foreign Policy&nbsp;after the Cold War</i>.&nbsp;University Press of Florida, 2009.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></Sup> Ver, por exemplo, SARAIVA, Miriam Gomes &ndash; &laquo;Continuidade e mudan&ccedil;a na pol&iacute;tica externa brasileira. As especificidades do comportamento externo brasileiro de 2003 a 2010&raquo;. In&nbsp;<i>Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais</i>. N.&ordm; 37, 2013, pp. 63-78; FONSECA, Carmen &ndash;&nbsp;<i>As Estrat&eacute;gias de Pol&iacute;tica Externa na Constru&ccedil;&atilde;o do Brasil Emergente: Uma An&aacute;lise do Per&iacute;odo de Lula da Silva</i>.&nbsp;Tese de Doutoramento. Lisboa: Universidade Nova de Lisboa, 2014.</p>     <p><Sup><a name="23"></a><a href="#top23">23</a></Sup> SILVA, Lula da &ndash; &laquo;Discurso do Presidente Eleito Luiz In&aacute;cio Lula da Silva proferido no Clube de Imprensa Nacional dos Estados Unidos durante Visita a Washington&raquo;.&nbsp;EUA. 10 de dezembro de 2002. (Consultado em: 28 de maio de 2012). Dispon&iacute;vel em:&nbsp;<a href="http://www.itamaraty.gov.br/sala-de-imprensa/discursos-artigos-entrevistas-e-outras-comunicacoes/presidente-da-republica-federativa-do-brasil/Discurso-do-Presidente-Eleito-Luiz-Inacio-Lula-da" target="_blank">http://www.itamaraty.gov.br/sala-de-imprensa/discursos-artigos-entrevistas-e-outras-comunicacoes/presidente-da-republica-federativa-do-brasil/Discurso-do-Presidente-Eleito-Luiz-Inacio-Lula-da</a>.</p>     <p><Sup><a name="24"></a><a href="#top24">24</a></Sup> No discurso de tomada de posse, o Presidente Lula da Silva afirmava que &laquo;a grande prioridade da pol&iacute;tica externa durante o meu Governo ser&aacute; a constru&ccedil;&atilde;o de uma Am&eacute;rica do Sul politicamente est&aacute;vel, pr&oacute;spera e unida, com base em ideais democr&aacute;ticos e de justi&ccedil;a social&raquo;. Cf. SILVA, Lula &ndash; &laquo;Discurso do Senhor Presidente da Rep&uacute;blica, Luiz In&aacute;cio Lula da Silva, na Sess&atilde;o de Posse, no Congresso Nacional em Bras&iacute;lia&raquo;. 1 de janeiro de 2003.&nbsp;In&nbsp;SILVA, Luiz In&aacute;cio Lula da, AMORIM, Celso, e GUIMAR&Atilde;ES, Samuel Pinheiro &ndash;&nbsp;<i>A Pol&iacute;tica Externa do Brasil</i>. Bras&iacute;lia:&nbsp;IPRI-FUNAG, 2003, p. 40. No mesmo sentido, o ministro das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores, Celso Amorim, afirmou que &laquo;no Governo Lula, a Am&eacute;rica do Sul ser&aacute; nossa prioridade&raquo;. Cf. AMORIM, Celso &ndash; &laquo;Discurso do Ministro de Estado das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores, Embaixador Celso Amorim por ocasi&atilde;o da Transmiss&atilde;o do Cargo de Ministro de Estado das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores, em Bras&iacute;lia&raquo;. 1 de janeiro de 2003.&nbsp;In&nbsp;SILVA, Luiz In&aacute;cio Lula da, AMORIM, Celso, e GUIMAR&Atilde;ES, Samuel Pinheiro &ndash;&nbsp;<i>A Pol&iacute;tica Externa do Brasil</i>, p. 54.</p>     <p><Sup><a name="25"></a><a href="#top25">25</a></Sup> GASPAR, Carlos &ndash;&nbsp;<i>O P&oacute;s-Guerra Fria</i>. Lisboa: Tinta da China, 2016.</p>     <p><Sup><a name="26"></a><a href="#top26">26</a></Sup> Entrevista com o embaixador Celso Amorim, Minist&eacute;rio da Defesa, Bras&iacute;lia, 25 de abril de 2012.</p>     <p><Sup><a name="27"></a><a href="#top27">27</a></Sup> HURRELL, Andrew &ndash; &laquo;Lula&rsquo;s Brazil: a rising power, but going where?&raquo;. In&nbsp;<i>Current History</i>, fevereiro de 2008, p. 54.</p>     <p><Sup><a name="28"></a><a href="#top28">28</a></Sup> Ibidem, p. 55.</p>     <p><Sup><a name="29"></a><a href="#top29">29</a></Sup> SPEKTOR, Matias &ndash; &laquo;Ideias de ativismo regional: a transforma&ccedil;&atilde;o das leituras brasileiras da regi&atilde;o&raquo;. In&nbsp;<i>Revista Brasileira de Pol&iacute;tica Internacional</i>. Vol. 53, N.&ordm; 1, 2010, pp. 25-44.</p>     <p><Sup><a name="30"></a><a href="#top30">30</a></Sup> A autora explorou esta quest&atilde;o em FONSECA, Carmen &ndash;&nbsp;<i>As Estrat&eacute;gias de Pol&iacute;tica Externa na Constru&ccedil;&atilde;o do Brasil Emergente</i>.</p>     <p><Sup><a name="31"></a><a href="#top31">31</a></Sup> MERKE, Federico &ndash; &laquo;Identidad y pol&iacute;tica exterior. La Argentina y Brasil en perspetiva hist&oacute;rica&raquo;. In&nbsp;<i>Sociedad Global</i>. Vol. 2, N.&ordm; 1-2, 2008, p. 152.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="32"></a><a href="#top32">32</a></Sup>AMORIM,&nbsp;Celso&nbsp;&ndash; &laquo;Palestra para as turmas 2009-2011 e 2010-2012 do&nbsp;irbr&raquo;. 4 de agosto de 2010.&nbsp;In&nbsp;AMORIM, Celso &ndash;&nbsp;<i>Conversas com Jovens Diplomatas</i>. Benvir&aacute;, 2011, p. 321.</p>     <p><Sup><a name="33"></a><a href="#top33">33</a></Sup> Entrevista com diplomata brasileiro, Assessoria para as Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais, Pal&aacute;cio do Planalto (III), Bras&iacute;lia, 17 de abril de 2012 (pedido de anonimato).</p>     <p><Sup><a name="34"></a><a href="#top34">34</a></Sup> IBSA&nbsp;na sigla em ingl&ecirc;s, que se refere aos pa&iacute;ses: &Iacute;ndia, Brasil e &Aacute;frica do Sul.</p>     <p><Sup><a name="35"></a><a href="#top35">35</a></Sup> Sobre a rela&ccedil;&atilde;o do Brasil com &Aacute;frica, incluindo a sua dimens&atilde;o material, ver, por exemplo, SEABRA, Pedro &ndash; &laquo;A harder edge: reframing Brazil&rsquo;s power relation with Africa&raquo;. In<i>&nbsp;Revista Brasileira de Pol&iacute;tica Internacional</i>. Vol. 57, N.&ordm; 1, 2014, pp. 77-97.&nbsp;doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1590/0034-7329201400105" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/0034-7329201400105</a>.</p>     <p><Sup><a name="36"></a><a href="#top36">36</a></Sup> ROSENAU, James N. (ed.) &ndash;&nbsp;<i>Domestic Sources of Foreign Policy</i>. Ontario: Free Press, 1967, p. 4.</p>     <p><Sup><a name="37"></a><a href="#top37">37</a></Sup> ALMEIDA, Maria Herm&iacute;nia Tavares de &ndash; &laquo;A pol&iacute;tica social no governo Lula&raquo;. In&nbsp;<i>El debate pol&iacute;tico</i>. Buenos Aires. Ano 1, N.&ordm; 2, dezembro de 2004.</p>     <p><Sup><a name="38"></a><a href="#top38">38</a></Sup> As medidas provis&oacute;rias s&atilde;o decretos, da iniciativa do Presidente da Rep&uacute;blica, que t&ecirc;m for&ccedil;a de lei a partir do momento em que s&atilde;o publicados no Di&aacute;rio Oficial, sem terem de passar pelo Poder Legislativo (cf. NETO, Oct&aacute;vio Amorim &ndash; &laquo;O poder executivo, centro de gravidade do sistema pol&iacute;tico brasileiro&raquo;.&nbsp;In&nbsp;AVELAR, L&uacute;cia, e CINTRA, Ant&ocirc;nio Octavio (org.) &ndash;&nbsp;<i>Sistema Pol&iacute;tico Brasileiro: Uma Introdu&ccedil;&atilde;o</i>.&nbsp;Rio de Janeiro: Funda&ccedil;&atilde;o Konrad Adenauer, 2007.</p>     <p><Sup><a name="39"></a><a href="#top39">39</a></Sup> Ibidem, p. 131.</p>     <p><Sup><a name="40"></a><a href="#top40">40</a></Sup> A designa&ccedil;&atilde;o &laquo;presidencialismo de coliga&ccedil;&atilde;o&raquo; (ou de coaliz&atilde;o, utilizando o termo brasileiro) foi cunhada por S&eacute;rgio Abranches num artigo publicado pouco antes da Constitui&ccedil;&atilde;o brasileira de 1988. Cf. ABRANCHES, S&eacute;rgio &ndash; &laquo;Presidencialismo de coaliz&atilde;o: o dilema institucional brasileiro&raquo;. In&nbsp;<i>Dados, Revista de Ci&ecirc;ncias Sociais</i>. Rio de Janeiro. Vol. 31, N.&ordm; 1, 1988, pp. 5-33.</p>     <p><Sup><a name="41"></a><a href="#top41">41</a></Sup> NETO, Octavio Amorim &ndash;&nbsp;<i>De Dutra a Lula. A Condu&ccedil;&atilde;o e os Determinantes da Pol&iacute;tica Externa Brasileira</i>. Rio de Janeiro: Elsevier Editora, 2011, p. 89. Note-se a exce&ccedil;&atilde;o durante o per&iacute;odo do regime militar, quando existiu apenas a Alian&ccedil;a Renovadora Nacional (arena).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="42"></a><a href="#top42">42</a></Sup> ALMEIDA, Paulo Roberto de &ndash;&nbsp;<i>Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais e Pol&iacute;tica Externa do Brasil</i>. 2.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o, revista, ampliada e atualizada. Porto Alegre: Editora da&nbsp;UFRGS, 2004; SILVA, Am&acirc;ncio Jorge, e ONUKI, Janina &ndash; &laquo;Elei&ccedil;&otilde;es, partidos pol&iacute;ticos e pol&iacute;tica externa no Brasil&raquo;. In&nbsp;<i>Revista Pol&iacute;tica Hoje</i>. Vol. 19, N.&ordm; 1, 2010;&nbsp;LEMOS, Leany &ndash; &laquo;Brazilian Congress and foreign affairs: abdication or delegation?&raquo;.&nbsp;In&nbsp;<i>Global Economic Governance Programme</i>, 2010. (Consultado em: 20 de junho de 2017 ). Dispon&iacute;vel em:&nbsp;<a href="http://www.geg.ox.ac.uk/sites/geg/files/Lemos_GEG%20WP%202010_58.pdf" target="_blank">http://www.geg.ox.ac.uk/sites/geg/files/Lemos_GEG%20WP%202010_58.pdf</a>. Schmitt analisa em concreto a a&ccedil;&atilde;o dos parlamentares no &acirc;mbito da Comiss&atilde;o de Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores e Defesa Nacional do Senado Federal (cf. SCHMITT, Stefanie Tom&eacute;&nbsp;&ndash; <i>A Pol&iacute;tica Externa e o Poder Legislativo: Um Olhar sobre a Comiss&atilde;o de Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores e Defesa Nacional do Senado Federal</i>. Tese de Mestrado em Ci&ecirc;ncia Pol&iacute;tica. Universidade de S&atilde;o Paulo, 2011).</p>     <p><Sup><a name="43"></a><a href="#top43">43</a></Sup> Artigo 49.&ordm; da Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil, 1988. Texto consolidado at&eacute; &agrave; Emenda Constitucional n.&ordm; 64 de 4 de fevereiro de 2010. (Consultado em: 20 de julho de 2010). Dispon&iacute;vel em:&nbsp;<a href="http://www.senado.gov.br/legislacao/const/con1988/CON1988_04.02.2010/CON1988.pdf" target="_blank">http://www.senado.gov.br/legislacao/const/con1988/CON1988_04.02.2010/CON1988.pdf</a>.</p>     <p><Sup><a name="44"></a><a href="#top44">44</a></Sup> NETO, Oct&aacute;vio Amorim &ndash; &laquo;O poder executivo, centro de gravidade do sistema pol&iacute;tico brasileiro&raquo;; cf. ALEXANDRA, Cristina &ndash; &laquo;O Congresso Brasileiro e a pol&iacute;tica externa (1985-2005)&raquo;. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Certifica&ccedil;&atilde;o digital n.&ordm; 0410232/CA.&nbsp;PUC-Rio, Rio de Janeiro, 2006.</p>     <p><Sup><a name="45"></a><a href="#top45">45</a></Sup> BURGES, Sean &ndash;&nbsp;<i>Brazil in the World. The International Relations of a South American Giant</i>. Manchester: Manchester University Press, 2017, p. 28.</p>     <p><Sup><a name="46"></a><a href="#top46">46</a></Sup> CASON, Jason, e POWER, Timothy J. &ndash; &laquo;Presidentialization, pluralization and the rollback of Itamaraty: explianig change in Brazilian foreign policy making in the Cardoso-Lula era&raquo;. In&nbsp;<i>International Political Science Review</i>. Vol. 116, N.&ordm; 4, 2009, pp. 119-120.</p>     <p><Sup><a name="47"></a><a href="#top47">47</a></Sup> NETO, Octavio Amorim &ndash;&nbsp;<i>De Dutra a Lula,</i> p. 151.</p>     <p><Sup><a name="48"></a><a href="#top48">48</a></Sup> PINHEIRO, Let&iacute;cia, e MILANI, Carlos R. S. (org.) &ndash;&nbsp;<i>Pol&iacute;tica Externa Brasileira. As Pr&aacute;ticas da Pol&iacute;tica e a Pol&iacute;tica das Pr&aacute;ticas.</i>&nbsp;Rio de Janeiro: Editora FGV, 2012; FARIAS, Rog&eacute;rio de Souza, e RAMANZINI&nbsp;J&Uacute;NIOR, Haroldo &ndash; &laquo;Reviewing horizontalization: the challenge of analysis in Brazilian foreign policy&raquo;. In&nbsp;<i>Revista Brasileira de Pol&iacute;tica Internacional</i>. N.&ordm; 58, Vol. 2, 2015, pp. 5-25. DOI:&nbsp;<a href="http://dx.doi.org/10.1590/0034-7329201500201" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/0034-7329201500201</a>.</p>     <p><Sup><a name="49"></a><a href="#top49">49</a></Sup> Est&aacute; dependente ainda do Minist&eacute;rio da Agricultura, Reforma Agr&aacute;ria, Planeamento e do Presidential Chief Of Staff, al&eacute;m do Minist&eacute;rio das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores, sendo que o ministro das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores nunca preside &agrave;s reuni&otilde;es.</p>     <p><Sup><a name="50"></a><a href="#top50">50</a></Sup> BURGES, Sean &ndash;&nbsp;<i>Brazil in the World</i>,&nbsp;p. 120.</p>     <p><Sup><a name="51"></a><a href="#top51">51</a></Sup> Ibidem, p. 27.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="52"></a><a href="#top52">52</a></Sup> BURGES, Sean W., e BASTOS, Fabr&iacute;cio Chagas &ndash; &laquo;The importance of presidential leadership for Brazilian foreign policy&raquo;. In&nbsp;<i>Policy Studies</i>. Vol. 38, N.&ordm; 3, 2016,&nbsp;pp. 277-290. Dispon&iacute;vel em:&nbsp;<a href="http://dx.doi.org/10.1080/01442872.2017.1290228" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1080/01442872.2017.1290228</a>.</p>     <p><Sup><a name="53"></a><a href="#top53">53</a></Sup> Embora o Presidente da Rep&uacute;blica possa nomear embaixadores da sua confian&ccedil;a para assumirem os postos diplom&aacute;ticos, em 2008 apenas se registavam dois casos de nomea&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas: em Cuba e na Unesco. Em todos os outros casos os embaixadores foram nomeados a partir da estrutura diplom&aacute;tica (cf. MARIANO, Karina Pasquariello, e MARIANO, Marcelo Passini &ndash; &laquo;A formula&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica externa brasileira e as novas lideran&ccedil;as pol&iacute;ticas regionais&raquo;. In&nbsp;<i>Perspetivas. </i>S&atilde;o Paulo. Vol. 33, 2008, pp. 99-135).</p>     <p><Sup><a name="54"></a><a href="#top54">54</a></Sup> LAFER, Celso &ndash; &laquo;Partidariza&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica externa&raquo;. In&nbsp;<i>O Estado de S&atilde;o Paulo</i>. 20 de dezembro de 2009.</p>     <p><Sup><a name="55"></a><a href="#top55">55</a></Sup> SPEKTOR, Matias &ndash; &laquo;O projeto autonomista na pol&iacute;tica externa brasileira&raquo;, p. 48.</p>     <p><Sup><a name="56"></a><a href="#top56">56</a></Sup> CASAR&Otilde;ES, Guilherme Stolle Paix&atilde;o e &ndash; &laquo;A m&iacute;dia e a pol&iacute;tica externa no Brasil de Lula&raquo;. In&nbsp;<i>Austral: Revista Brasileira de Estrat&eacute;gia e Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais</i>.&nbsp;Vol. 1, N.&ordm; 2, 2012, p. 219.</p>     <p><Sup><a name="57"></a><a href="#top57">57</a></Sup> Ibidem, pp.&nbsp;231-232.</p>     <p><Sup><a name="58"></a><a href="#top58">58</a></Sup> BURTON, Guy &ndash; &laquo;Lula and the economic development&raquo;. In&nbsp;<i>Global Affairs</i>. N.&ordm; 20, abril-junho de 2010. (Consultado em: 7 de maio de 2010). Dispon&iacute;vel em:&nbsp;<a href="http://www.globalaffairs.es/en/lula-and-economic-development/" target="_blank">http://www.globalaffairs.es/en/lula-and-economic-development/</a>.</p>     <p><Sup><a name="59"></a><a href="#top59">59</a></Sup> O programa Bolsa Fam&iacute;lia re&uacute;ne tr&ecirc;s programas implementados por Ruth Cardoso, mulher do Presidente FHC: o Bolsa Escola, o Bolsa Alimenta&ccedil;&atilde;o e o Aux&iacute;lio-G&aacute;s.</p>     <p><Sup><a name="60"></a><a href="#top60">60</a></Sup> Estima-se que durante o Governo de Lula da Silva a pobreza tenha diminu&iacute;do em 50,6 por cento, tendo reduzido 31,9 por cento durante os anos de Fernando Henrique Cardoso. Cf. KINGSTONE, Peter R., e PONDE, Aldo &ndash; &laquo;From Cardoso to Lula. The triumph of pragmatism in Brazil&raquo;. In&nbsp;WEYLAND, Kurt,&nbsp;MADRID, Ra&uacute;l L. e&nbsp;HUNTER, Wendy &ndash;&nbsp;<i>Leftist Governments in Latin America Successes and Shortcomings</i>. Cambridge: Cambridge University Press, 2010.</p>     <p><Sup><a name="61"></a><a href="#top61">61</a></Sup> HUNTER, Wendy, e POWER, Timothy J.&ndash; &laquo;Lula&rsquo;s Brazil at midterm&raquo;. In&nbsp;<i>Journal&nbsp;of Democracy</i>. Vol. 16, N.&ordm; 3, 2005, pp. 127-139. Ver ainda MONTEIRO, Carlos Augusto &ndash; &laquo;A dimens&atilde;o da pobreza, da fome e da desnutri&ccedil;&atilde;o no Brasil&raquo;. In&nbsp;<i>Estudos Avan&ccedil;ados</i>. S&atilde;o Paulo. Vol. 17, N.&ordm; 48, 2003, pp. 7-20, que refere que o programa Fome Zero foi coordenado por v&aacute;rios minist&eacute;rios, incluindo o ent&atilde;o criado Minist&eacute;rio Especial de Seguran&ccedil;a Alimentar, que rapidamente foi fundido no Minist&eacute;rio da Assist&ecirc;ncia Social.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="62"></a><a href="#top62">62</a></Sup> Burton considera inclusivamente que a&nbsp;performance&nbsp;econ&oacute;mica do Brasil foi relativamente pobre at&eacute; 2005. Cf. BURTON,&nbsp;Guy &ndash; &laquo;Lula and the economic development&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="63"></a><a href="#top63">63</a></Sup> A express&atilde;o &laquo;Mensal&atilde;o&raquo; diz respeito ao esc&acirc;ndalo de corrup&ccedil;&atilde;o descoberto no final do primeiro mandato de Lula da Silva em que, alegadamente, o seu governo subornou os membros do Congresso em troca de apoio legislativo. O esc&acirc;ndalo foi revelado em junho de 2005 pelo deputado federal Roberto Jefferson do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Cf. POWER, Timothy J., e TAYLOR, Matthew M. &ndash; &laquo;Introduction: accountability institutions and political corruption in Brazil&raquo;.&nbsp;In&nbsp;POWER, Timothy J., e TAYLOR, Matthew M. (eds.) &ndash;&nbsp;<i>Corruption and Democracy in Brazil. The Struggle for Accountability</i>. Notre Dame: University of Notre Dame, 2011, p. 3. Ver tamb&eacute;m PEREIRA, Carlos, POWER, Timothy J., e RAILE, Eric D. &ndash; &laquo;Coalitional presidentialism and side payments: explaining the Mensal&atilde;o scandal in Brazil&raquo;. In&nbsp;Occasional Paper Number BSP-03-08. Brazilian Studies Programme, University of Oxford, 2008. (Consultado em: 25 de junho de 2013). Dispon&iacute;vel em:&nbsp;<a href="http://www.lac.ox.ac.uk/sites/sias/files/documents/BSP-03-08%20Pereira%20C.pdf" target="_blank">http://www.lac.ox.ac.uk/sites/sias/files/documents/BSP-03-08%20Pereira%20C.pdf</a>.</p>     <p><Sup><a name="64"></a><a href="#top64">64</a></Sup> HUNTER, Wendy, e POWER, Timothy J.&ndash; &laquo;Lula&rsquo;s Brazil at midterm&raquo;, p. 136.</p>     <p><Sup><a name="65"></a><a href="#top65">65</a></Sup> BURTON, Guy &ndash; &laquo;Lula and the economic development&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="66"></a><a href="#top66">66</a></Sup> KINGSTONE, Peter R., e PONDE, Aldo &ndash; &laquo;From Cardoso to Lula&raquo;, p. 123.</p>     <p><Sup><a name="67"></a><a href="#top67">67</a></Sup> AMORIM, Celso &ndash; &laquo;Discurso do ministro das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores por ocasi&atilde;o da abertura do Semin&aacute;rio&nbsp;ibas&nbsp;sobre Desenvolvimento Econ&ocirc;mico com Eq&uuml;idade Social&raquo;. Rio de Janeiro, 3 de agosto de 2005. In&nbsp;<i>Resenha de Pol&iacute;tica Exterior do Brasil</i>. N.&ordm; 97, 2.&ordm; semestre de 2005. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores, 2005, p. 45.</p>     <p><Sup><a name="68"></a><a href="#top68">68</a></Sup> FLEMES, Daniel &ndash; &laquo;IBSA: South-South cooperation or trilateral diplomacy in world affairs&raquo;. In&nbsp;<i>Poverty in Focus</i>. International Policy Centre for Inclusive Growth,&nbsp;UNDP. N.&ordm; 20, 2010. (Consultado em: 1 de abril de 2014). Dispon&iacute;vel em:&nbsp;<a href="http://www.sdc-aid-effectiveness.ch/en/Home/Library/document.php?itemID=5765&amp;langID=1" target="_blank">http://www.sdc-aid-effectiveness.ch/en/Home/Library/document.php?itemID=5765&amp;langID=1</a>.</p>     <p><Sup><a name="69"></a><a href="#top69">69</a></Sup>AMORIM, Celso &ndash; &laquo;Aula Magna do ano letivo de 2004,&nbsp;UFRJ&raquo;. 12 de janeiro de 2004.&nbsp;In&nbsp;AMORIM, Celso <i>&ndash;&nbsp;Discursos, Palestras e Artigos do Chanceler Celso Amorim, 2003-2010</i>. Vol. 1. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores, 2011, p. 163.</p>     <p><Sup><a name="70"></a><a href="#top70">70</a></Sup> O&nbsp;basic&nbsp;diz respeito ao grupo de pa&iacute;ses constitu&iacute;do pelo Brasil, &Aacute;frica do Sul, &Iacute;ndia e China com vista &agrave; articula&ccedil;&atilde;o de posi&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel das altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas.</p>     <p><Sup><a name="71"></a><a href="#top71">71</a></Sup> MALAMUD, Andr&eacute;s, e RODRIGUEZ, J&uacute;lio Cossio &ndash; &laquo;Com um p&eacute; na regi&atilde;o e outro no mundo: o dualismo crescente da pol&iacute;tica externa brasileira&raquo;. In&nbsp;<i>Estudos Internacionais: Revista de Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais&nbsp;da&nbsp;PUC&nbsp;Minas</i>. Vol.&nbsp;2, N.&ordm;&nbsp;1,&nbsp;2013, pp.&nbsp;167-184.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="72"></a><a href="#top72">72</a></Sup> HOLSTI, Ole R. &ndash; &laquo;The belief system and national images: a case study&raquo;. In&nbsp;Journal of Conflict Resolution. Vol. 6, N.&ordm; 3, pp. 244-252, 1962.&nbsp;doi: 10.1177/002200276 200600306.</p>     <p><Sup><a name="73"></a><a href="#top73">73</a></Sup> NEACK, Laura &ndash;&nbsp;<i>The New Foreign Policy</i>, p. 27.</p>     <p><Sup><a name="74"></a><a href="#top74">74</a></Sup> HUNTER, Wendy, e POWER, Timothy J.&ndash; &laquo;Lula&rsquo;s Brazil at midterm&raquo;, p. 130; RICUPERO, Rubens &ndash; &laquo;Carisma e prest&iacute;gio: a diplomacia do per&iacute;odo Lula de 2003 a 2010&raquo;. In&nbsp;<i>Pol&iacute;tica Externa</i>. Vol. 19, N.&ordm; 1, 2010, p. 41.</p>     <p><Sup><a name="75"></a><a href="#top75">75</a></Sup> Entrevista com diplomata brasileiro, alto funcion&aacute;rio do Itamaraty (II), Bras&iacute;lia, 18 de abril de 2012 (pedido de anonimato).</p>     <p><Sup><a name="76"></a><a href="#top76">76</a></Sup> Ibidem.</p>     <p><Sup><a name="77"></a><a href="#top77">77</a></Sup> Ibidem.</p>     <p><Sup><a name="78"></a><a href="#top78">78</a></Sup> Entrevista realizada pela autora a diplomata brasileiro, alto funcion&aacute;rio do Itamaraty (I), Bras&iacute;lia, 17 de abril de 2012 (pedido de anonimato).</p>     <p><Sup><a name="79"></a><a href="#top79">79</a></Sup> BURGES, Sean W. &ndash; &laquo;Brazil. Making room at the main table&raquo;.&nbsp;In&nbsp;MCKERCHER, B. J. C. &ndash;&nbsp;<i>Routledge Handbook of Diplomacy and Statecraft</i>. Nova York: Routledge, 2012, p. 114.</p>     <p><Sup><a name="80"></a><a href="#top80">80</a></Sup> AMORIM, Celso &ndash; &laquo;Uma diplomacia voltada para o desenvolvimento e a Democracia&raquo;. In FONSECA&nbsp;JR, G&eacute;lson, e CASTRO, S&eacute;rgio H. Nabuco de &ndash;&nbsp;<i>Temas de Pol&iacute;tica Externa Brasileira II</i>. Vol. I, 1997 (1.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o, 1994), pp. 16-18.</p>     <p><Sup><a name="81"></a><a href="#top81">81</a></Sup> AMORIM, Celso &ndash; &laquo;Discurso do Ministro de Estado das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores, Embaixador Celso Amorim por ocasi&atilde;o da Transmiss&atilde;o do Cargo de Ministro de Estado das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores, em Bras&iacute;lia&raquo;. 1 de janeiro de 2003, p. 60.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="82"></a><a href="#top82">82</a></Sup> AMORIM, Celso &ndash; &laquo;Pol&iacute;tica externa do Governo Lula: os dois primeiros anos&raquo;. <i>In&nbsp;An&aacute;lise de Conjuntura&nbsp;OPSA</i>. N.&ordm; 4,&nbsp;IUPERJ, mar&ccedil;o de 2005, p. 1. (Consultado em: 9 de abril de 2017). Dispon&iacute;vel em:&nbsp;<a href="http://observatorio.iesp.uerj.br/images/pdf/analise/5_analises_Artigo%20Celso%20Amorim.pdf" target="_blank">http://observatorio.iesp.uerj.br/images/pdf/analise/5_analises_Artigo%20Celso%20Amorim.pdf</a>, p. 14.</p>     <p><Sup><a name="83"></a><a href="#top83">83</a></Sup> Entrevista realizada pela autora a diplomata brasileiro, alto funcion&aacute;rio do Itamaraty (II), Bras&iacute;lia, 18 de abril de 2012 (pedido de anonimato).</p>     <p><Sup><a name="84"></a><a href="#top84">84</a></Sup> VEJA&nbsp;&ndash; &laquo;Um diplomata alternativo&raquo;. Edi&ccedil;&atilde;o n.&ordm; 1825, 22 de outubro de 2003. (Consultado em: 10 de julho de 2013). Dispon&iacute;vel em:&nbsp;<a href="http://veja.abril.com.br/221003/p_040.html" target="_blank">http://veja.abril.com.br/221003/p_040.html</a>.</p>     <p><Sup><a name="85"></a><a href="#top85">85</a></Sup> Entrevista com o embaixador Samuel Pinheiro de Guimar&atilde;es, Rio de Janeiro, 2 de abril de 2012.</p>     <p><Sup><a name="86"></a><a href="#top86">86</a></Sup> Cf. GUIMAR&Atilde;ES, Samuel Pinheiro &ndash; &laquo;Discurso do Embaixador Samuel Pinheiro Guimar&atilde;es por ocasi&atilde;o da transmiss&atilde;o do cargo de Secret&aacute;rio-Geral das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores&raquo;. Bras&iacute;lia, 9 de janeiro de 2003.&nbsp;In&nbsp;SILVA, Luiz In&aacute;cio Lula da, AMORIM, Celso, e GUIMAR&Atilde;ES, Samuel Pinheiro &ndash;&nbsp;<i>A Pol&iacute;tica Externa do Brasil.</i> Bras&iacute;lia:&nbsp;IPRI-FUNAG, 2003, p. 65; ver, tamb&eacute;m, GUIMAR&Atilde;ES, Samuel Pinheiro &ndash; &laquo;O mundo multipolar e a integra&ccedil;&atilde;o sul-americana&raquo;. In&nbsp;<i>Comunica&ccedil;&atilde;o &amp; Pol&iacute;tica</i>. Rio de Janeiro:&nbsp;CEBLA. Vol. 25, N.&ordm; 3, 2007, p. 169.</p>     <p><Sup><a name="87"></a><a href="#top87">87</a></Sup> GUIMAR&Atilde;ES, Samuel Pinheiro &ndash; &laquo;O mundo multipolar e a integra&ccedil;&atilde;o sul-americana&raquo;, p. 184.</p>     <p><Sup><a name="88"></a><a href="#top88">88</a></Sup> BURGES, Sean W. &ndash; &laquo;Brazil. Making room at the main table&raquo;, p. 115.</p>     <p><Sup><a name="89"></a><a href="#top89">89</a></Sup> Marco Aur&eacute;lio Garcia teve um papel importante na funda&ccedil;&atilde;o do&nbsp;PT&nbsp;e, na d&eacute;cada de 1990, como secret&aacute;rio internacional do partido.</p>     <p><Sup><a name="90"></a><a href="#top90">90</a></Sup> Entrevista realizada pela autora a diplomata brasileiro, alto funcion&aacute;rio do Itamaraty (II), Bras&iacute;lia, 18 de abril de 2012 (pedido de anonimato).</p>      ]]></body><back>
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