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</front><body><![CDATA[ <p style="text-align: right;"><b>RECENS&Atilde;O</b></p>     <p><b>Para uma biologia dos &laquo;fascismos&raquo;</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Jorge Azevedo Correia</b></p>     <p><a href="mailto:jazevedocorreia@gmail.com">jazevedocorreia@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>PEDRO VELEZ, <i>Das Constitui&ccedil;&otilde;es dos Regimes Nacionalistas&nbsp;do Entre-Guerras</i>, Lisboa, ICS, 2016,&nbsp; 289 p&aacute;ginas. ISBN 978-972-671-380-7</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Num momento hist&oacute;rico em que a precis&atilde;o te&oacute;rica de termos como populismo, fascismo e nacionalismo encontra uma s&eacute;ria necessidade de clarifica&ccedil;&atilde;o fundamentada, o Instituto de Ci&ecirc;ncias Sociais leva a publica&ccedil;&atilde;o o livro de Pedro Velez,&nbsp;<i>Das Constitui&ccedil;&otilde;es dos Regimes Nacionalistas do Entre-Guerras</i>. Trata-se de uma parcela da investiga&ccedil;&atilde;o de doutoramento do autor que trata as v&aacute;rias declina&ccedil;&otilde;es do fascismo e do nazismo e dos regimes autorit&aacute;rios dos anos 20 e 30 do s&eacute;culo&nbsp;XX, com particular &ecirc;nfase nos casos europeus. S&atilde;o analisadas, em particular, as rela&ccedil;&otilde;es do constitucionalismo do que s&atilde;o muitas vezes considerados como &laquo;fascismos&raquo;, e regimes associados, com as conce&ccedil;&otilde;es e ordena&ccedil;&otilde;es jur&iacute;dicas preexistentes nessas estruturas pol&iacute;ticas. Tal significa dizer que s&atilde;o analisados os ide&aacute;rios comunitaristas com sucesso suficiente para se haverem constitucionalizado e tornado em regime.</p>     <p>O alcance da obra &eacute; proporcional ao esfor&ccedil;o empreendido. A obra ora publicada condensa uma an&aacute;lise pol&iacute;tico-constitucional comparada de experi&ecirc;ncias pol&iacute;ticas t&atilde;o diversas como o prel&uacute;dio nacional-autorit&aacute;rio de Primo de Rivera, as v&aacute;rias ordena&ccedil;&otilde;es nacionalistas dos estados do B&aacute;ltico do entre guerras, a Fran&ccedil;a de Vichy, a Guarda de Ferro romena, ou o Estado Novo da Gr&eacute;cia de Metaxas. F&aacute;-lo com recurso persistente a tr&ecirc;s eixos de grada&ccedil;&atilde;o: (1) a dist&acirc;ncia face &agrave; experi&ecirc;ncia liberal-democr&aacute;tica que a contextualiza, (2) a aferi&ccedil;&atilde;o da ideia superlativa da comunidade e (3) o grau de filia&ccedil;&atilde;o da mesma no contexto religioso tradicional a que pertence.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>A DEPEND&Ecirc;NCIA DA GRAM&Aacute;TICA&nbsp;E APARATO LIBERAL</b></p>     <p>Quanto ao primeiro eixo, surpreende a radical depend&ecirc;ncia desta &laquo;constela&ccedil;&atilde;o&raquo; de regimes do aparato jur&iacute;dico-constitucional liberal-democr&aacute;tico. Na sua quase totalidade, os regimes nacionalistas do entre guerras socorreram-se de constitui&ccedil;&otilde;es, plebiscitos, referendos, atos e declara&ccedil;&otilde;es, que refletem a sua incapacidade de construir um constitucionalismo radicalmente novo e independente dos regimes que visavam transcender. Ainda que propondo uma nova forma de constru&ccedil;&atilde;o estatal, os regimes nacionalistas recorreram, por falta de tempo, imagina&ccedil;&atilde;o, ou por pragmatismo, &agrave; arquitetura do Estado burocr&aacute;tico que herdaram dos regimes liberais.</p>     <p>A hist&oacute;ria destes &laquo;fascismos&raquo; com a forma pol&iacute;tica por excel&ecirc;ncia da modernidade, o Estado, &eacute; um pilar axiol&oacute;gico fundamental. Como &eacute; frequente na hist&oacute;ria da ideologia e do pensamento moderno, os constitucionalismos nacionalistas do entre guerras tendem a sacralizar o elemento que t&ecirc;m mais em falta. Da mesma forma que Hobbes transp&otilde;e a inseguran&ccedil;a da sua vida e do seu tempo para uma teoria que d&aacute; primazia absoluta ao elemento securit&aacute;rio, ou Locke, que face &agrave; inconst&acirc;ncia dos eventos pol&iacute;ticos do seu tempo, transforma a pol&iacute;tica num subproduto dos direitos de propriedade individual, tamb&eacute;m os nacionalismos sobrepuseram &agrave; complexidade da realidade, os elementos que n&atilde;o achavam no seu percurso. Em It&aacute;lia, a falta de um Estado unificado e central gerou um estatismo que se sobrep&ocirc;s ao pr&oacute;prio ideal da Na&ccedil;&atilde;o. Na Alemanha, a aus&ecirc;ncia de ordem social do per&iacute;odo de Weimar conduz a uma arbitrariedade desp&oacute;tica da ordem pela ordem. Em Espanha, a falta de unidade dos s&eacute;culos&nbsp;XIX&nbsp;e&nbsp;XX&nbsp;gera um neotradicionalismo que frequentes vezes sacrifica os princ&iacute;pios da tradi&ccedil;&atilde;o constitucional pr&eacute;via &agrave; modernidade, em prol de uma unidade de cariz moderno.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>VARIEDADE E UNIDADE&nbsp;DOS &laquo;FASCISMOS&raquo;</b></p>     <p>O autor procede, como referido, &agrave; an&aacute;lise da &laquo;ideia diretriz&raquo; para aferir a ideia estruturante da ordem jur&iacute;dico-constitucional de cada um dos regimes analisados. As v&aacute;rias constru&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas do nacionalismo do &laquo;entre guerras&raquo;&nbsp;s&atilde;o colocadas, atrav&eacute;s de uma s&oacute;lida an&aacute;lise, &agrave; luz do seu n&uacute;cleo de cren&ccedil;as e analisadas quanto ao fulcro que absolutizam e ao qual n&atilde;o permitem diverg&ecirc;ncia. Esta&nbsp;justaposi&ccedil;&atilde;o fornece um enquadramento para a obra que &eacute; fundamental. A absolutiza&ccedil;&atilde;o do Estado, da na&ccedil;&atilde;o, da etnia, ou a revers&atilde;o do paradigma liberal s&atilde;o os bens supremos que encaixam nos v&aacute;rios regimes descritos, sendo apresentados por Pedro Velez como um pluriverso<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>, um conjunto de declina&ccedil;&otilde;es de um mesmo movimento de rea&ccedil;&atilde;o &agrave; crise do liberalismo no &laquo;entre guerras&raquo;.</p>     <p>Para o leitor menos familiarizado com o contexto, surpreende o diagn&oacute;stico de variedades quase infind&aacute;veis de &laquo;fascismos&raquo; que se aliam, combatem e sincretizam. Na quase totalidade destes nacionalismos, a interpreta&ccedil;&atilde;o do eixo no qual radica a verdadeira comunidade, a Na&ccedil;&atilde;o, constituiu o fulcro dos conflitos. Ao operar uma divis&atilde;o entre regimes etnoc&ecirc;ntricos e etnol&aacute;tricos, nacional-crist&atilde;os, cat&oacute;licos e as ditaduras comissariais do p&oacute;s-liberalismo, o autor cria um pano de fundo que mostra a diversidade das realidades pol&iacute;ticas n&atilde;o marxistas e n&atilde;o liberais do per&iacute;odo do entre&nbsp;guerras.</p>     <p>A escolha do foco da obra nos &laquo;regimes nacionalistas do entre-guerras&raquo;&nbsp;parece visar uma dupla fun&ccedil;&atilde;o. Por um lado, uma tentativa de n&atilde;o proceder a uma identifica&ccedil;&atilde;o entre todas estas formas pol&iacute;ticas e o ep&iacute;teto &laquo;fascista&raquo;, que descreve genericamente a experi&ecirc;ncia italiana, desde o fascismo de Santo Sepulcro e da sua vis&atilde;o &laquo;terceiro-posicionista&raquo;<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>, ao consenso social resultante da acomoda&ccedil;&atilde;o da Igreja, que proveio dos Acordos de Latr&atilde;o, at&eacute; &agrave; Rep&uacute;blica Social Italiana de Sal&oacute;. Por outro, demonstrar a variedade ideol&oacute;gica e te&oacute;rico-discursiva destes v&aacute;rios fen&oacute;menos, revelando-a como uma resposta temporalmente coincidente, mas fundamentalmente diversa. Se existe por parte destes regimes um apelo &agrave; Na&ccedil;&atilde;o, mesmo no seio dos seus apoiantes n&atilde;o existe uma ideia consensual daquele conceito, decorrendo dessa disputa te&oacute;rica a hist&oacute;ria destes pr&oacute;prios regimes e dos seus conflitos.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>A OBRA NO CONTEXTO&nbsp;DA DEFINI&Ccedil;&Atilde;O DAS DEFINI&Ccedil;&Otilde;ES&nbsp;DO FASCISMO</b></p>     <p>No meio das suas muitas virtudes, o livro de Velez procede a uma an&aacute;lise jur&iacute;dico-constitucional dos fascismos, tra&ccedil;ando-lhe os pontos de contacto com o pensamento da modernidade e os m&eacute;todos e a&ccedil;&atilde;o que delineou. Do ponto de an&aacute;lise te&oacute;rico, o livro &eacute; um confronto com a defini&ccedil;&atilde;o avan&ccedil;ada por Ernst Nolte, que se tornou (de forma mais ou menos refletida) genericamente aceite, de que as finalidades do fascismo se opunham ao cosmopolitismo, racionalismo, anomia e transcend&ecirc;ncia da modernidade<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a> . Os exemplos dados pelo autor s&atilde;o abundantes. N&atilde;o s&oacute; estes &laquo;fascismos&raquo; assumiram em diferentes graus, por princ&iacute;pio ou prud&ecirc;ncia, um conjunto de tradi&ccedil;&otilde;es ante ou anti- modernas, como em muitos casos se fundiram com essa mesma modernidade, gerando novas conce&ccedil;&otilde;es de justi&ccedil;a social. O homem novo das novas constitui&ccedil;&otilde;es nacionalistas &eacute; uma solu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o menos abrangente, metaf&iacute;sica e cosmopolita que o homem novo do socialismo cient&iacute;fico, em que a decisiva diferen&ccedil;a entre as duas conce&ccedil;&otilde;es se situa no horizonte m&aacute;ximo de liberta&ccedil;&atilde;o radical do indiv&iacute;duo face &agrave; comunidade pol&iacute;tica do marxismo, e na ideia de radical depend&ecirc;ncia face &agrave;s tradi&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias das vis&otilde;es nacionalistas. Os &laquo;estados novos&raquo; emergentes na &eacute;poca descrita,&nbsp;s&atilde;o tamb&eacute;m fortemente tribut&aacute;rios do Estado novecentista e assumidamente liberal, sob a forma de um aparato mecanicista que concretiza, de forma impiedosa, mecanicista e impessoal, um ideal de&nbsp;justi&ccedil;a niveladora da condi&ccedil;&atilde;o humana proposta pelas v&aacute;rias ideologias nacionalistas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A APOSI&Ccedil;&Atilde;O DO FASCISMO&nbsp;&Agrave;S ESTRUTURAS TRADICIONAIS</b></p>     <p>Sendo &laquo;religi&otilde;es pol&iacute;ticas&raquo;<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a> , afirmando-se como experi&ecirc;ncias totais da exist&ecirc;ncia humana, as perspetivas do nazismo e do fascismo colidem, condicionam ou tentam sobrepor-se &agrave; experi&ecirc;ncia religiosa crist&atilde; que lhes serve de ber&ccedil;o. A forma como gerem esse conflito tem muito de contingente, mas tamb&eacute;m exp&otilde;e com grande abertura a natureza e finalidades pr&oacute;prias de cada regime. Se alguns criaram novos pante&otilde;es de divindades a partir da ideologia materialista, como no caso das &laquo;etnolatrias&raquo;<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a> , visando assim a total identifica&ccedil;&atilde;o entre a ordena&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dico-pol&iacute;tica e a moral, &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de l&iacute;deres acima das normas morais e de estatuto semidivino, como decorreu em v&aacute;rias declina&ccedil;&otilde;es do&nbsp;<i>f&uuml;hrerprinzip</i>, &agrave; gesta&ccedil;&atilde;o de regimes crist&atilde;os com finalidade pol&iacute;tica subjacente<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a> , outros reconheceram ao Estado uma autolimita&ccedil;&atilde;o do seu contexto de aplica&ccedil;&atilde;o, por reconhecimento da sua n&atilde;o abrang&ecirc;ncia. Nestes contam-se os casos cat&oacute;licos do franquismo e do salazarismo, mas tamb&eacute;m do regime corporativo e antinazi de Dolf&uuml;ss, que via no nazismo uma express&atilde;o do mesmo mal totalizante da ideologia<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a> . A radical incompatibilidade das duas propostas fica demasiado patente na obra para que se possam apresentar os dois tipos de regime como formas diversas de uma mesma realidade. Fazem falta, por essa raz&atilde;o, nas conclus&otilde;es, algumas linhas que sublinhassem a ideia, que salta &agrave; vista do leitor. Subjaz na obra uma perspetiva de que a an&aacute;lise dos fascismos, mais do que uma anatomia<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a> , de um estudo dos componentes e m&eacute;todos de intera&ccedil;&atilde;o do organismo, precisa de uma biologia, uma an&aacute;lise integral das normas que regulam o funcionamento de organismos distintos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>OS &laquo;FASCISMOS&raquo;&nbsp;E O MONOLITISMO ANAL&Iacute;TICO</b></p>     <p>O livro fornece elementos mais que suficientes para questionar os pressupostos e tend&ecirc;ncia coet&acirc;nea de apresentar os nacionalismos do s&eacute;culo XX de forma monol&iacute;tica. Monolitismo esse que prende mais com certa forma de ativismo catedr&aacute;tico, do que com uma an&aacute;lise dos fen&oacute;menos ideol&oacute;gicos nos seus pr&oacute;prios termos.</p>     <p>H&aacute; a registar na obra a decis&atilde;o de exclus&atilde;o dos regimes-estandarte. A omiss&atilde;o do nazismo e do fascismo italiano dificulta uma perce&ccedil;&atilde;o clara do enquadramento dos v&aacute;rios suced&acirc;neos e regimes. Por decis&atilde;o editorial<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a> ,&nbsp;a an&aacute;lise fica despida das suas principais unidades de medida e termos&nbsp;de compara&ccedil;&atilde;o. Tamb&eacute;m por este facto, a&nbsp;an&aacute;lise das continuidades entre o fascismo e o nazismo fica apenas subentendida em toda a obra, n&atilde;o se manifestando plenamente na sua integridade e relev&acirc;ncia.</p>     <p>O m&eacute;todo utilizado para descobrir a realidade dos regimes de entre guerras &eacute; profundamente inovador. Opera no &acirc;mbito da teoria constitucional cl&aacute;ssica, mas socorre-se de conceitos de outras &aacute;reas do saber e de abordagens, logrando, dessa forma, uma vis&atilde;o abrangente e documentada, que n&atilde;o s&oacute; obedece aos c&acirc;nones e exig&ecirc;ncias da investiga&ccedil;&atilde;o, como oferece ao debate uma abordagem metodol&oacute;gica que possibilita a expans&atilde;o dos horizontes do conhecimento na &aacute;rea, sem ceder &agrave; tenta&ccedil;&atilde;o de &laquo;fazer pol&iacute;tica&raquo; em que incorre a esmagadora maioria de quantos abordam o tema no nosso pa&iacute;s.&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> A utiliza&ccedil;&atilde;o do termo&nbsp;&laquo;pluriverso&raquo;&nbsp;na p. 257 parece um reconhecimento de que os fen&oacute;menos que se inserem no objeto de estudo s&atilde;o, de facto, realidades diversas, quase incomensur&aacute;veis entre si, mas com coincid&ecirc;ncia temporal e origem comuns.</p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> A vis&atilde;o de que o nacionalismo fascista seria uma alternativa para romper com a dicotomia direita-esquerda, capitalismo-socialismo, povo-burguesia, &eacute; uma das ideias mais antigas do ide&aacute;rio fascista e das que atingiram maior longevidade.</p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> Cf. NOLTE, Ernst &ndash;&nbsp;<i>The Three Faces of Fascism: Action Fran&ccedil;aise, Italian Fascism, National Socialism</i>.&nbsp;1.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Nova York: Holt, Rinehart and Winston, 1966.</p>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> No sentido dado por Voegelin de sobreposi&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas &agrave; supremacia moral do religioso (cf. VOEGELIN, Eric &ndash;&nbsp;<i>As Religi&otilde;es Pol&iacute;ticas</i>. 1.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Lisboa: Vega, 2002.</p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> No caso das etnolatrias descritas no cap&iacute;tulo 5 da obra, o car&aacute;ter materialista da perten&ccedil;a f&iacute;sica &agrave; comunidade torna-se a &uacute;nica fonte de perten&ccedil;a ou exclus&atilde;o.</p>     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> Descritos no cap&iacute;tulo 4 da obra.</p>     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> Davies e Lynch referem-se aos casos de Franco, Salazar e Dolf&uuml;ss como &laquo;para-fascismos&raquo;&nbsp;que aproveitam express&otilde;es exteriores do fascismo e nazismo, para se oporem &agrave;s suas finalidades &uacute;ltimas (cf. DAVIES, Peter,&nbsp;et al.&nbsp;&ndash;&nbsp;<i>The Routledge Companion to Fascism and the Far Right</i>. 1.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Londres: Routledge, 2002).</p>     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> Conforme a proposta de PAXTON, Robert &ndash;&nbsp;<i>The Anatomy of Fascism</i>. 1.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Nova York: Alfred A. Knopf, 2004.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> Cf. p. 19, da obra.</p>      ]]></body>
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