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<article-id pub-id-type="doi">10.23906/ri2018.57a02</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Segurança marítima e os estudos de segurança: Revisão da literatura]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Maritime security and security studies: a literature review]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The concept of maritime security is not defined and has been characterized as embracing and diffuse. In some cases, the understanding of this concept was described as actor and context specific. This literature review aims to correlate the security concepts framed by the international relations debates and the evolution of the concept of maritime security. Throughout a critical and in depth evaluation of previous research, security studies theories will be discussed and studied to find consistent and contrasting views. The findings revealed that there is a correlation of the “trends” in international relations theory’s and the accepted maritime security concepts.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p style="text-align: right;"><b>QUE SEGURANÇA MARÍTIMA TEMOS E QUEREMOS</b></p>     <p><b>Seguran&ccedil;a mar&iacute;tima&nbsp;e os estudos de seguran&ccedil;a:    </b><b>Revis&atilde;o da literatura</b></p>     <p><b>Maritime security and security studies: a literature review</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Jo&atilde;o Piedade</b></p>     <p>IPRI-NOVA, Rua de D. Estef&acirc;nia, 195, 5.&ordm; Dt.&ordm;, 1000-155 Lisboa    | <a href="mailto:joao@piedade.com">joao@piedade.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O conceito de seguran&ccedil;a mar&iacute;tima &eacute; frequentemente descrito    como sendo abrangente e difuso. Em alguns casos, a sua conceptualiza&ccedil;&atilde;o    &eacute; em fun&ccedil;&atilde;o do contexto ou dos atores em quest&atilde;o.    Esta revis&atilde;o da literatura tem como objetivo correlacionar os conceitos    de seguran&ccedil;a, enquadrados pelos debates das rela&ccedil;&otilde;es internacionais,    com os conceitos de seguran&ccedil;a mar&iacute;tima. Esta an&aacute;lise ser&aacute;    desenvolvida atrav&eacute;s de uma avalia&ccedil;&atilde;o profunda e cr&iacute;tica    de trabalhos de investiga&ccedil;&atilde;o anteriores, no &acirc;mbito dos estudos    de seguran&ccedil;a, a fim de procurar consist&ecirc;ncias ou vis&otilde;es    contr&aacute;rias. Os resultados revelaram que existe uma correla&ccedil;&atilde;o    das &laquo;tend&ecirc;ncias&raquo; das teorias das rela&ccedil;&otilde;es internacionais    e os conceitos de seguran&ccedil;a mar&iacute;tima aceites.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Seguran&ccedil;a mar&iacute;tima, estudos de seguran&ccedil;a,    revis&atilde;o da literatura, rela&ccedil;&otilde;es internacionais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The concept of maritime security is not defined and has been characterized    as embracing and diffuse. In some cases, the understanding of this concept was    described as actor and context specific. This literature review aims to correlate    the security concepts framed by the international relations debates and the    evolution of the concept of maritime security. Throughout a critical and in    depth evaluation of previous research, security studies theories will be discussed    and studied to find consistent and contrasting views. The findings revealed    that there is a correlation of the &ldquo;trends&rdquo; in international relations    theory&rsquo;s and the accepted maritime security concepts.</p>     <p><b>Keywords:</b> Maritime security, security studies, literature review, international    relations.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O: DA NECESSIDADE DE UM CONCEITO&nbsp;DE SEGURAN&Ccedil;A    MAR&Iacute;TIMA</b></p>     <p>Os oceanos t&ecirc;m estado no centro da exist&ecirc;ncia humana desde tempos    imemoriais, fornecendo uma infinidade de recursos vivos e n&atilde;o vivos e    contribuindo para a globaliza&ccedil;&atilde;o. Assim, acentuando a interdepend&ecirc;ncia    entre as sociedades, atrav&eacute;s de uma rede de rela&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas,    financeiras, sociais e pol&iacute;ticas. As estat&iacute;sticas comprovam a    afirma&ccedil;&atilde;o anterior: 70 por cento do planeta &eacute; coberto por    &aacute;gua; 80 por cento da popula&ccedil;&atilde;o mundial vive a menos de    100 milhas n&aacute;uticas<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>&nbsp;da    linha de costa<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a> e no que diz    respeito ao peso e ao volume, 90 por cento do com&eacute;rcio mundial faz-se    por via mar&iacute;tima, representando cerca de 93 mil navios que empregam 1,25    milh&otilde;es de pessoas, correspondendo a 6,4 mil milh&otilde;es de toneladas    de carga<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>.</p>     <p>Os perigos, ou amea&ccedil;as, que enfrentamos hoje s&atilde;o muito diferentes    das amea&ccedil;as cl&aacute;ssicas &agrave; seguran&ccedil;a, com origem num    Estado e de natureza militar. A seguran&ccedil;a, a conflitualidade e a defini&ccedil;&atilde;o    gen&eacute;rica das amea&ccedil;as tornaram-se opacas e difusas. Desta forma,    o dom&iacute;nio mar&iacute;timo, devido &agrave; sua dimens&atilde;o e natureza,    em que grande parte &eacute; alto mar, permanecendo fora da jurisdi&ccedil;&atilde;o    de qualquer Estado, constitui, por defini&ccedil;&atilde;o, uma &aacute;rea    an&aacute;rquica. Estas &aacute;reas s&atilde;o interligadas por uma complexa    rede de &aacute;guas territoriais, estu&aacute;rios e sistemas fluviais, frequentemente    pouco monitorizadas<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>. Facilmente    se compreende que se trata de um sistema complexo e vulner&aacute;vel, onde    qualquer a&ccedil;&atilde;o que o afete ter&aacute; consequ&ecirc;ncias nas    vertentes pol&iacute;tica, econ&oacute;mica e social.</p>     <p>Desta forma, &eacute; natural que a seguran&ccedil;a dos espa&ccedil;os mar&iacute;timos    tamb&eacute;m ocupe um lugar central entre as preocupa&ccedil;&otilde;es da    vida quotidiana, assumindo-se como um pr&eacute;-requisito para o desenvolvimento    de qualquer outra atividade no mar. Em abril de 2015, a confer&ecirc;ncia dos    ministros dos Neg&oacute;cios Estrangeiros do G7, sobre seguran&ccedil;a mar&iacute;tima,    reconheceu que a estabilidade e seguran&ccedil;a internacional, o desenvolvimento    humano, a gera&ccedil;&atilde;o de crescimento econ&oacute;mico e prosperidade,    a seguran&ccedil;a do fornecimento de energia e a preserva&ccedil;&atilde;o    da diversidade biol&oacute;gica, estavam intrinsicamente ligados a um ambiente    mar&iacute;timo seguro<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>.</p>     <p>Com o aumento da popula&ccedil;&atilde;o mundial, o com&eacute;rcio mar&iacute;timo    crescer&aacute; significativamente, tal como a nossa depend&ecirc;ncia relativa    &agrave;&nbsp;&laquo;boa ordem&raquo;&nbsp;no mar<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>.    Manter as linhas de comunica&ccedil;&atilde;o mar&iacute;timas abertas &eacute;    vital para a humanidade, permitindo que o transporte e o com&eacute;rcio fomentem    ainda mais o desenvolvimento humano<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O conceito de seguran&ccedil;a mar&iacute;tima evoluiu desde o fim da Segunda    Guerra Mundial e o final da Guerra Fria. Os conceitos tradicionais de estrat&eacute;gia    mar&iacute;tima, suportados pela ideia de Geoffrey Till<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>&nbsp;da    &laquo;boa ordem&raquo; no mar, evolu&iacute;ram. De acordo com Bueger<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>,    na &uacute;ltima d&eacute;cada, os principais atores da pol&iacute;tica mar&iacute;tima,    da governan&ccedil;a dos oceanos e da seguran&ccedil;a internacional come&ccedil;aram    a abordar o tema, publicando estrat&eacute;gias de seguran&ccedil;a mar&iacute;tima    e incluindo-a como um dos objetivos a alcan&ccedil;ar.&nbsp;&laquo;Seguran&ccedil;a&nbsp;mar&iacute;tima&raquo;&nbsp;&eacute;    uma express&atilde;o que vem ganhando import&acirc;ncia na cena internacional,    junto dos estados e das organiza&ccedil;&otilde;es internacionais.</p>     <p>Mais recentemente, no in&iacute;cio do s&eacute;culo, os casos de pirataria    no estreito de Malaca, na costa da Som&aacute;lia e no oceano &Iacute;ndico    entre 2008 e 2011 e no golfo da Guin&eacute;, t&ecirc;m contribu&iacute;do para    o debate acad&eacute;mico sobre as dimens&otilde;es geopol&iacute;ticas da seguran&ccedil;a    mar&iacute;tima<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>&nbsp;e sobre    o seu conceito.</p>     <p>Apesar da crescente import&acirc;ncia da seguran&ccedil;a mar&iacute;tima,    este conceito pode ter diferentes interpreta&ccedil;&otilde;es para diferentes    pessoas ou organiza&ccedil;&otilde;es, dependendo das pol&iacute;ticas ou ideologias    seguidas. V&aacute;rios autores acrescentam ainda que o conceito de seguran&ccedil;a    mar&iacute;tima n&atilde;o se encontra claramente definido<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a>.</p>     <p>Assim, as discuss&otilde;es em torno da defini&ccedil;&atilde;o de seguran&ccedil;a    mar&iacute;tima seguem duas abordagens distintas: uma focada nas amea&ccedil;as    presentes em ambiente mar&iacute;timo &ndash; nomeadamente na disputa de fronteiras    mar&iacute;timas, no terrorismo mar&iacute;timo, na pirataria<sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>&nbsp;e    assaltos &agrave; m&atilde;o armada, no tr&aacute;fico de narc&oacute;ticos,    pessoas e bens ilegais, na prolifera&ccedil;&atilde;o de armas, na pesca ilegal,    nos crimes ambientais, nos acidentes mar&iacute;timos<sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>&nbsp;&ndash;,    definindo a seguran&ccedil;a mar&iacute;tima como a aus&ecirc;ncia dessas amea&ccedil;as;    outra, definindo a seguran&ccedil;a mar&iacute;tima como a manuten&ccedil;&atilde;o    da &laquo;boa ordem no mar&raquo;<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a>.    Assim, considera-se que a seguran&ccedil;a mar&iacute;tima ser&aacute; um estado    a alcan&ccedil;ar.</p>     <p>Este artigo faz uma an&aacute;lise compreensiva e sistem&aacute;tica dos conceitos    de seguran&ccedil;a mar&iacute;tima, correlacionando-os e oferecendo uma revis&atilde;o    da literatura. Esta an&aacute;lise ser&aacute; desenvolvida atrav&eacute;s de    uma avalia&ccedil;&atilde;o profunda e cr&iacute;tica de trabalhos de investiga&ccedil;&atilde;o    anteriores, no &acirc;mbito dos estudos de seguran&ccedil;a. Assim, o artigo    est&aacute; estruturado em duas sec&ccedil;&otilde;es. A primeira, introduz    o conceito de seguran&ccedil;a mar&iacute;tima e relaciona-o com o conceito    de seguran&ccedil;a. A segunda, mapeia os conceitos de seguran&ccedil;a mar&iacute;tima,    fazendo uma avalia&ccedil;&atilde;o dos mesmos a fim de procurar consist&ecirc;ncias    ou vis&otilde;es contr&aacute;rias.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>CONCEITO: DE SEGURAN&Ccedil;A A SEGURAN&Ccedil;A MAR&Iacute;TIMA</b></p>     <p>A seguran&ccedil;a mar&iacute;tima &eacute; um tema recente e n&atilde;o existe    uma defini&ccedil;&atilde;o universal para este conceito; assim, torna-se necess&aacute;rio    proceder &agrave; sua contextualiza&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito do debate    sobre o conceito de seguran&ccedil;a, em geral.</p>     <p>Durante o per&iacute;odo da Guerra Fria, o conceito de seguran&ccedil;a foi    de certa forma negligenciado<sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>.    Foi em 1983 que Barry Buzan reiniciou o debate, dando conta que apesar da extensa    utiliza&ccedil;&atilde;o do termo &laquo;seguran&ccedil;a&raquo;, este conceito    permanecia subdesenvolvido<sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>,    amb&iacute;guo e contestado<sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>.</p>     <p>Os estudos de seguran&ccedil;a, com origem nos estudos estrat&eacute;gicos    e nascidos da necessidade de expandir a abordagem destes &uacute;ltimos, demasiado    centrada no poder militar, s&atilde;o considerados uma subdisciplina das rela&ccedil;&otilde;es    internacionais, sendo o seu objeto de estudo a intera&ccedil;&atilde;o entre    os atores internacionais<sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>.    Durante o per&iacute;odo da Guerra Fria, o seu paradigma encontra-se centrado    no Estado: ele &eacute; o ator, det&eacute;m o poder, define os interesses e    assina os tratados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A conce&ccedil;&atilde;o de seguran&ccedil;a na tradi&ccedil;&atilde;o realista    consagra o legado de Maquiavel, Hobbes e Clawsewitz, em que o Estado &eacute;    o objeto de refer&ecirc;ncia. O Estado assume a responsabilidade pela seguran&ccedil;a    dos seus cidad&atilde;os, considerando a seguran&ccedil;a nacional (defesa da    soberania, da integridade, dos valores e interesses do Estado) como principal    n&iacute;vel de seguran&ccedil;a, tornando-se o interesse nacional, de facto,    na seguran&ccedil;a nacional, como no caso do&nbsp;&laquo;US National Security    Act&raquo;&nbsp;publicado em 1947<sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>.</p>     <p>Nas palavras de Arnold Wolfers, seguran&ccedil;a pode definir-se como o valor&nbsp;&laquo;que    uma na&ccedil;&atilde;o pode ter mais ou menos e ao qual deve aspirar obter    em maior ou menor medida&raquo;<sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>,    ou seja, a seguran&ccedil;a &eacute; garantida pela aus&ecirc;ncia de amea&ccedil;as,    permitindo o estabelecimento das condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias    para garantir outros valores, que neste caso se podem traduzir em bens materiais    ou no controlo das a&ccedil;&otilde;es de outros.</p>     <p>Com a funda&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas parecia que havia    uma mudan&ccedil;a de paradigma, com um afastamento da no&ccedil;&atilde;o de    seguran&ccedil;a nacional, incluindo na agenda internacional aspetos n&atilde;o    militares e recentrando o foco no indiv&iacute;duo, conforme se perceciona pela    leitura do artigo 55.&ordm; da Carta das Na&ccedil;&otilde;es Unidas:</p>     <p>     <blockquote>«with a view to the creation of conditions of stability and well-being    which are necessary for peaceful and friendly relations among nations based    on respect for the principle of equal rights and self-determination of peoples,    the United Nations shall promote: a) higher standards of living, full employment,    and conditions of economic and social progress and development; (...) c) universal    respect for, and observance of, human rights and fundamental freedoms for all    (...)&raquo;<sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a>.</blockquote>     <p></p>     <p>No entanto, esta nova abordagem, reclamada pela linha liberalista, &eacute;    materializada no conceito de seguran&ccedil;a coletiva, no qual um grupo de    estados que partilham valores e ideais se organizam para fazer face a uma amea&ccedil;a    militar comum, mantendo os estados como objeto de refer&ecirc;ncia.</p>     <p>Em 1983, Barry Buzan, partindo da ideia de Waltz de tr&ecirc;s n&iacute;veis    de an&aacute;lise centrados no indiv&iacute;duo, nos estados e no sistema internacional,    prop&otilde;e que se considere o conceito de seguran&ccedil;a como sendo relacional    e interdependente, com interliga&ccedil;&atilde;o entre os tr&ecirc;s n&iacute;veis    de an&aacute;lise<sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>&nbsp;e    os v&aacute;rios setores ou dimens&otilde;es da seguran&ccedil;a (militar, pol&iacute;tico,    econ&oacute;mico, social e ambiental).</p>     <p>O fim da Guerra Fria estimulou o debate e a remodela&ccedil;&atilde;o da agenda    de seguran&ccedil;a, retirando o foco da amea&ccedil;a militar, alargando o    seu conceito a outros setores e outros n&iacute;veis de an&aacute;lise. Walt,    no seu artigo &laquo;The renaissance of security studies&raquo;, reconhece que    os estudos de seguran&ccedil;a podem ter aplicabilidade em diversos n&iacute;veis    de an&aacute;lise, uma vez que exploram &laquo;a forma em que o uso da for&ccedil;a    afeta os indiv&iacute;duos, os estados e as sociedades&raquo;<sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a>,    no entanto mant&eacute;m o foco na amea&ccedil;a militar: &laquo;O enfoque principal    dos estudos de seguran&ccedil;a (&hellip;)&nbsp;&eacute; o fen&oacute;meno da    guerra&raquo;. Kolodziej critica a perspetiva de Walt<sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a>,    considerando-a restritiva porque se mant&eacute;m centrada no Estado e na dimens&atilde;o    militar da seguran&ccedil;a. Afirma ainda que os estudos de seguran&ccedil;a    n&atilde;o se devem confinar &agrave; an&aacute;lise da for&ccedil;a e da viol&ecirc;ncia,    devendo ser teoricamente inclusivos, integrando os resultados obtidos em disciplinas    sobre o comportamento humano n&atilde;o violento.</p>     <p>Assim, o conceito de seguran&ccedil;a mar&iacute;tima pode ser caracterizado    como abrangente e difuso. De facto, manter a seguran&ccedil;a no dom&iacute;nio    mar&iacute;timo tornou-se uma tarefa que envolve diversas entidades internacionais    &ndash; dos setores p&uacute;blico e privado &ndash; com um objetivo comum,    de preservar a livre circula&ccedil;&atilde;o de pessoas e bens, e manter uma    boa governa&ccedil;&atilde;o do mar<sup><a href="#25">25</a></sup><a name="top25"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Da an&aacute;lise dos requisitos para manter a &laquo;boa ordem&raquo; no mar,    efetuada por Till<sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a>, identificam-se    cinco atributos: manuten&ccedil;&atilde;o da ordem, em terra; o mar como um    recurso;&nbsp; o mar como meio de transporte; o mar como &aacute;rea de dom&iacute;nio;    o mar como ambiente. Till, na sua an&aacute;lise, correlacionou as amea&ccedil;as    causadoras de &laquo;desordem&raquo; com o terceiro atributo: o mar como meio    de transporte. Tendo em conta a anterior correla&ccedil;&atilde;o, podemos afirmar    que a identifica&ccedil;&atilde;o das amea&ccedil;as e vulnerabilidades da &laquo;boa    ordem&raquo; se torna vital para a manuten&ccedil;&atilde;o da liberdade de    navega&ccedil;&atilde;o. Apesar do presente fen&oacute;meno da pirataria, que    constitui a mais vis&iacute;vel amea&ccedil;a &agrave; &laquo;boa ordem&raquo;    no mar, esta n&atilde;o &eacute; representativa do conjunto de amea&ccedil;as    e de certa forma ofusca as restantes amea&ccedil;as emergentes no dom&iacute;nio    mar&iacute;timo<sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>. Onde o Estado    &eacute; incapaz ou falha na manuten&ccedil;&atilde;o da &laquo;boa ordem&raquo;,    a lista de crimes que incorporam uma dimens&atilde;o mar&iacute;tima tem aumentado    e nela se incluem terrorismo, tr&aacute;fico de narc&oacute;ticos, pessoas e    bens ilegais, prolifera&ccedil;&atilde;o de armas, pesca ilegal, despejos ilegais    e outros crimes ambientais. Estes crimes t&ecirc;m efeitos que se fazem sentir    nas comunidades costeiras, nos mar&iacute;timos e na ind&uacute;stria mar&iacute;tima.</p>     <p>Acad&eacute;micos e organiza&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m tentado encontrar    uma defini&ccedil;&atilde;o adequada para seguran&ccedil;a mar&iacute;tima.    De uma forma geral, as organiza&ccedil;&otilde;es internacionais seguiram a    aproxima&ccedil;&atilde;o de Wolfers &agrave; defini&ccedil;&atilde;o de seguran&ccedil;a,    utilizando o argumento de que a seguran&ccedil;a mar&iacute;tima deveria ser    definida como a aus&ecirc;ncia de amea&ccedil;as. No entanto, n&atilde;o existe    um consenso sobre as amea&ccedil;as identificadas, que s&atilde;o d&iacute;spares    e variadas, indo desde as disputas de fronteiras mar&iacute;timas, terrorismo,    trafico de narc&oacute;ticos, pessoas e bens ilegais, prolifera&ccedil;&atilde;o    de armas, pesca ilegal, crimes ambientais, at&eacute; acidentes e desastres    mar&iacute;timos<sup><a href="#28">28</a></sup><a name="top28"></a>.</p>     <p>Correlacionando os atributos de &laquo;boa ordem&raquo;, de Till, com as amea&ccedil;as    &agrave; seguran&ccedil;a mar&iacute;tima e com as dimens&otilde;es de seguran&ccedil;a    de Buzan, podemos identificar as dimens&otilde;es da seguran&ccedil;a mar&iacute;tima<sup><a href="#29">29</a></sup><a name="top29"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/ri/n57/n57a02f1.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>No p&oacute;s-Guerra Fria, partindo dos estudos de seguran&ccedil;a construtivistas,    desenvolvidos a partir dos anos 1990, os debates pol&iacute;ticos sobre o conte&uacute;do    e as prioridades da seguran&ccedil;a e das pol&iacute;ticas de defesa, identificaram    como quest&atilde;o fundamental no campo dos estudos de seguran&ccedil;a a an&aacute;lise    do processo pol&iacute;tico a partir do qual as amea&ccedil;as s&atilde;o constru&iacute;das    e quais os assuntos que emergem da agenda de seguran&ccedil;a. Desta discuss&atilde;o    surgiu um dos conceitos fundamentais para a resolu&ccedil;&atilde;o desta quest&atilde;o:    a securitiza&ccedil;&atilde;o. Originalmente proposto por Buzan, Waever e De    Wilde<sup><a href="#30">30</a></sup><a name="top30"></a>, este conceito considera    que atrav&eacute;s do ato discursivo (<i>speech act</i>) o processo de constru&ccedil;&atilde;o    (da perce&ccedil;&atilde;o) de uma amea&ccedil;a pode elev&aacute;-la a um n&iacute;vel    tal que pode causar um efeito de interrup&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria    das regras estabelecidas<sup><a href="#31">31</a></sup><a name="top31"></a>.</p>     <p>O conceito de securitiza&ccedil;&atilde;o sugere que as amea&ccedil;as s&atilde;o    constru&iacute;das por declara&ccedil;&otilde;es sobre um determinado assunto,    por exemplo, a pirataria pode ser apresentada como amea&ccedil;a a um determinado    objeto de refer&ecirc;ncia, o Estado ou o sistema de com&eacute;rcio internacional.    O processo de securitiza&ccedil;&atilde;o &eacute; bem-sucedido se as declara&ccedil;&otilde;es    forem feitas por atores com reconhecida autoridade para falar sobre seguran&ccedil;a    e se a audi&ecirc;ncia-alvo aceitar essa amea&ccedil;a como relevante. A constru&ccedil;&atilde;o    de amea&ccedil;as&nbsp;&eacute;&nbsp;habitualmente acompanhada por uma proposta    de medidas a tomar, no sentido de proteger o objeto de refer&ecirc;ncia ou neutralizar    a amea&ccedil;a, podendo envolver o emprego do instrumento militar num conflito,    ou a restri&ccedil;&atilde;o dos direitos e liberdades civis<sup><a href="#32">32</a></sup><a name="top32"></a>.</p>     <p>A securitiza&ccedil;&atilde;o de um determinado assunto implica que lhe &eacute;    dada a mais alta import&acirc;ncia, sendo tratado como urgente e aumentando    a afeta&ccedil;&atilde;o de recursos para debilitar a amea&ccedil;a. Desta forma,    a securitiza&ccedil;&atilde;o dos assuntos mar&iacute;timos poder&aacute; dar    maior relev&acirc;ncia a esses assuntos e aumentar os recursos dispon&iacute;veis    para manter a &laquo;boa ordem no mar&raquo;. Por outro lado, a securitiza&ccedil;&atilde;o    exibe uma l&oacute;gica distinta que habitualmente envolve rea&ccedil;&otilde;es    a curto prazo, com medidas extremas. Ou, de outra forma, a securitiza&ccedil;&atilde;o    n&atilde;o conduz necessariamente a solu&ccedil;&otilde;es &oacute;timas e sustent&aacute;veis.    Assim, pode resultar em investimentos errados ou dar prefer&ecirc;ncia a solu&ccedil;&otilde;es    de curto prazo altamente dispendiosas. Parte de uma an&aacute;lise de securitiza&ccedil;&atilde;o    &eacute;, ent&atilde;o, a avalia&ccedil;&atilde;o dos custos e benef&iacute;cios    de lidar com uma determinada amea&ccedil;a &agrave; seguran&ccedil;a.</p>     <p>Segundo Bueger<sup><a href="#33">33</a></sup><a name="top33"></a>, quando se    tenta enquadrar a seguran&ccedil;a mar&iacute;tima no conceito de securitiza&ccedil;&atilde;o,    surgem duas potenciais linhas de investiga&ccedil;&atilde;o. Uma primeira, em    que se pode formular a quest&atilde;o central como: &laquo;Qual a securitiza&ccedil;&atilde;o    que afirma que &ldquo;mar&iacute;timo&rdquo; se tornou um assunto securitizado&raquo;.    Isto implica questionar quando se adquiriu a perce&ccedil;&atilde;o dos oceanos    e do mar como espa&ccedil;os de inseguran&ccedil;a e amea&ccedil;as, e como    &eacute; que este entendimento evoluiu ao longo do tempo. Considerando que os    perigos e amea&ccedil;as no oceano t&ecirc;m estado presentes ao longo da hist&oacute;ria,    o resultado prov&aacute;vel desta linha de investiga&ccedil;&atilde;o ser&aacute;    o tra&ccedil;ado geneal&oacute;gico dos oceanos como zonas de perigo e incerteza.    Esta an&aacute;lise permite uma vis&atilde;o geral de como e porqu&ecirc; (o    dom&iacute;nio) &laquo;mar&iacute;timo&raquo; &eacute; uma fonte de inseguran&ccedil;a    ou um objeto de refer&ecirc;ncia que necessita de prote&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A segunda linha de investiga&ccedil;&atilde;o poder&aacute; abordar o tema    atrav&eacute;s de uma an&aacute;lise minuciosa da maneira como foram securitizados    determinados assuntos que moldam a agenda da seguran&ccedil;a mar&iacute;tima,    enumerando os assuntos de seguran&ccedil;a mar&iacute;tima e dando aten&ccedil;&atilde;o    &agrave; quest&atilde;o de quem securitiza os assuntos, para que audi&ecirc;ncia,    e a partir de qual objeto de refer&ecirc;ncia. Desta forma, a quest&atilde;o    sobre quais s&atilde;o os objetos de refer&ecirc;ncia que devem ser protegidos    das amea&ccedil;as &agrave; seguran&ccedil;a mar&iacute;tima poder&aacute; ser    reveladora dos interesses pol&iacute;ticos em causa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>MAPEAMENTO DOS CONCEITOS DE SEGURAN&Ccedil;A MAR&Iacute;TIMA</b></p>     <p>O conceito de&nbsp;<i>maritime security</i>&nbsp;tem sido frequentemente apresentado    em justaposi&ccedil;&atilde;o a um outro conceito, o de&nbsp;<i>maritime safety</i><sup><a href="#34">34</a></sup><a name="top34"></a>.    O segundo conceito (<i>maritime safety</i>) refere-se&nbsp;&agrave;&nbsp;preven&ccedil;&atilde;o    ou minimiza&ccedil;&atilde;o de potenciais acidentes no mar, que possam ocorrer    como resultado da n&atilde;o conformidade com as normas aplic&aacute;veis &agrave;    constru&ccedil;&atilde;o, equipamento e opera&ccedil;&atilde;o de navios. Em    contraste, o primeiro conceito (<i>maritime security</i>), o qual &eacute; referido    neste artigo como seguran&ccedil;a mar&iacute;tima, est&aacute; relacionado    com a prote&ccedil;&atilde;o contra a pr&aacute;tica de atos ilegais e deliberados.    Na literatura, esta distin&ccedil;&atilde;o nem sempre se torna &oacute;bvia,    considerando que&nbsp;<i>safety</i>&nbsp;e&nbsp;<i>security&nbsp;</i>em algumas&nbsp;l&iacute;nguas,    como o portugu&ecirc;s, o espanhol e o franc&ecirc;s, podem ter uma s&oacute;    tradu&ccedil;&atilde;o: seguran&ccedil;a. Assim, o que diferencia os dois conceitos    &eacute; o componente&nbsp;&laquo;intencionalidade&raquo;<sup><a href="#35">35</a></sup><a name="top35"></a>.</p>     <p>A partir do final da d&eacute;cada de 1950, a Organiza&ccedil;&atilde;o Mar&iacute;tima    Internacional (OMI) tem sido o principal &oacute;rg&atilde;o t&eacute;cnico    a regulamentar os principais aspetos relacionados com a&nbsp;<i>maritime safety</i>.    Com aproximadamente 50 conven&ccedil;&otilde;es e mais de mil&nbsp;c&oacute;digos    e recomenda&ccedil;&otilde;es relativos &agrave; seguran&ccedil;a e preven&ccedil;&atilde;o    da polui&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima, dos quais, a&nbsp;Conven&ccedil;&atilde;o    Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar (SOLAS<sup><a href="#36">36</a></sup><a name="top36"></a>)    &eacute; considerada a mais importante, fornecendo um quadro regulamentar abrangente,    para a salvaguarda da vida humana e a prote&ccedil;&atilde;o do ambiente marinho.    Embora os dois termos n&atilde;o sejam sin&oacute;nimos, a&nbsp;<i>security&nbsp;</i>e    a<i>&nbsp;safety</i>&nbsp;est&atilde;o intimamente interligadas. Kraska e Pedrozo<sup><a href="#37">37</a></sup><a name="top37"></a>    observam que existe uma converg&ecirc;ncia de objetivos entre as duas atividades,    considerando que ambas tentam prevenir ou mitigar os efeitos de &laquo;les&otilde;es    e danos materiais&raquo; &ndash; ainda que provocados por diferentes causas.    Para Germond, a principal diferen&ccedil;a entre&nbsp;s<i>ecurity</i>&nbsp;e&nbsp;<i>safety&nbsp;</i>est&aacute;    na forma como o mar &eacute; percecionado: no primeiro caso, o dom&iacute;nio    mar&iacute;timo &eacute; entendido como &laquo;um objeto a proteger contra amea&ccedil;as&nbsp;n&atilde;o&nbsp;militares    e transnacionais&raquo;, enquanto que no segundo caso o mar &eacute; considerado    &laquo;como um objeto a proteger contra a degrada&ccedil;&atilde;o ambiental&raquo;<sup><a href="#38">38</a></sup><a name="top38"></a>.    Apesar de representarem diferentes dimens&otilde;es mar&iacute;timas da seguran&ccedil;a,    os dois conceitos est&atilde;o inter-relacionados, como no caso dos acidentes    mar&iacute;timos ocorridos no contexto da pirataria<sup><a href="#39">39</a></sup><a name="top39"></a>.</p>     <p>A seguran&ccedil;a mar&iacute;tima est&aacute; intimamente associada ao desenvolvimento    econ&oacute;mico. Os oceanos e mares sempre desempenharam um papel econ&oacute;mico    vital: fornecem alimentos e minerais importantes, areia e cascalho, bem como    uma ampla variedade de recursos naturais, marinhos vivos, com potencial significativo    para o desenvolvimento de aplica&ccedil;&otilde;es aliment&iacute;cias, farmac&ecirc;uticas,    bioqu&iacute;micas e bioenerg&eacute;ticas; o mar serve ainda como a principal    via para o transporte e o com&eacute;rcio, com 80 a 90 por cento do volume total    do com&eacute;rcio global a ser transportado por mar; representando ainda uma    valiosa fonte de energia renov&aacute;vel a partir de mar&eacute;s e ondas,    turbinas e&oacute;licas&nbsp;offshore, recursos geot&eacute;rmicos submarinos    e biomassa marinha; enquanto o turismo mar&iacute;timo e costeiro est&aacute;    em r&aacute;pido crescimento, sendo ainda um importante catalisador para a cria&ccedil;&atilde;o    de investimento e emprego<sup><a href="#40">40</a></sup><a name="top40"></a>.    Apesar de ser reconhecido como a &laquo;cornuc&oacute;pia de bens e servi&ccedil;os&raquo;    mundial, o ambiente mar&iacute;timo testemunhou uma degrada&ccedil;&atilde;o    acelerada nos &uacute;ltimos trinta a quarenta anos, principalmente devido &agrave;    polui&ccedil;&atilde;o, pesca excessiva, explora&ccedil;&atilde;o excessiva    e m&aacute; gest&atilde;o dos recursos naturais.</p>     <p>Entre o per&iacute;odo de 1960 a 1983 foram registados 111 eventos, no mar,    relacionados com terrorismo, pirataria e outros atos criminosos<sup><a href="#41">41</a></sup><a name="top41"></a>.    No entanto, foi na sequ&ecirc;ncia do assalto ao navio de cruzeiro italiano&nbsp;Achille    Lauro, em outubro de 1985, que a&nbsp;OMI&nbsp;adotou uma s&eacute;rie de resolu&ccedil;&otilde;es,    com o objetivo de prevenir os atos il&iacute;citos contra os passageiros e as    tripula&ccedil;&otilde;es&nbsp;dos navios<sup><a href="#42">42</a></sup><a name="top42"></a>&nbsp;e    para garantir a seguran&ccedil;a da navega&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima<sup><a href="#43">43</a></sup><a name="top43"></a>    <sup><a href="#44">44</a></sup><a name="top44"></a>.</p>     <p>Na sequ&ecirc;ncia das resolu&ccedil;&otilde;es da&nbsp;OMI, a Uni&atilde;o    Europeia promulgou em 2004 um regulamento<sup><a href="#45">45</a></sup><a name="top45"></a>&nbsp;relativo    ao refor&ccedil;o da prote&ccedil;&atilde;o dos navios e das instala&ccedil;&otilde;es    portu&aacute;rias, no qual definiu seguran&ccedil;a mar&iacute;tima como &laquo;a    combina&ccedil;&atilde;o das medidas preventivas destinadas a proteger o transporte    mar&iacute;timo e as instala&ccedil;&otilde;es portu&aacute;rias contra as amea&ccedil;as    de a&ccedil;&otilde;es il&iacute;citas intencionais&raquo;<sup><a href="#46">46</a></sup><a name="top46"></a>.</p>     <p>Como se afirmou anteriormente, o conceito de seguran&ccedil;a mar&iacute;tima    n&atilde;o tem uma defini&ccedil;&atilde;o universal. A maioria dos atores internacionais    adotou a abordagem focada nas amea&ccedil;as, no entanto tamb&eacute;m a enumera&ccedil;&atilde;o    dessas amea&ccedil;as n&atilde;o re&uacute;ne consenso, considerando que estas    s&atilde;o maioritariamente identificadas ou prioritizadas tendo em conta os    interesses nacionais ou objetivos das organiza&ccedil;&otilde;es. Assim, no    &acirc;mbito deste artigo, consideram-se as amea&ccedil;as identificadas em    2008 no relat&oacute;rio do secret&aacute;rio-geral das Na&ccedil;&otilde;es    Unidas<sup><a href="#47">47</a></sup><a name="top47"></a>&nbsp;sobre os oceanos    e o direito mar&iacute;timo. O relat&oacute;rio identifica sete tipos de amea&ccedil;as:    (1) pirataria e assalto &agrave; m&atilde;o armada, (2) atos terroristas, (3)    tr&aacute;fico il&iacute;cito de armas de destrui&ccedil;&atilde;o maci&ccedil;a,    (4) tr&aacute;fico il&iacute;cito de narc&oacute;ticos, (5) contrabando e tr&aacute;fico    de pessoas pelo mar, (6) pesca ilegal, n&atilde;o declarada e n&atilde;o regulamentada    (INN), (7) danos intencionais e ilegais ao ambiente mar&iacute;timo.</p>     <p>Em 2011, a Organiza&ccedil;&atilde;o do Tratado do Atl&acirc;ntico Norte (nato),    publicou o seu conceito de estrat&eacute;gia mar&iacute;tima<sup><a href="#48">48</a></sup><a name="top48"></a>,    no qual caracteriza o ambiente de seguran&ccedil;a mar&iacute;tima como a manuten&ccedil;&atilde;o    da liberdade de navega&ccedil;&atilde;o, das rotas de com&eacute;rcio mar&iacute;timo,    infraestruturas cr&iacute;ticas, fluxos de energia, prote&ccedil;&atilde;o de    recursos e do ambiente marinho. Identifica ainda que o fruto da globaliza&ccedil;&atilde;o,    os mares e oceanos est&atilde;o acess&iacute;veis a diversos tipos de criminalidade    dos quais se destacam: a pirataria; tr&aacute;fico il&iacute;cito de pessoas,    armas e narc&oacute;ticos; crime transnacional; atividades terroristas; e transporte    de armas de destrui&ccedil;&atilde;o maci&ccedil;a.</p>     <p>Em 2014 foram adotadas as estrat&eacute;gias de seguran&ccedil;a mar&iacute;tima    do Reino Unido e da Uni&atilde;o Europeia. Ambas t&ecirc;m uma abordagem ao    tema centrada nas amea&ccedil;as, o Reino Unido refere-se ainda a &laquo;riscos    da seguran&ccedil;a mar&iacute;tima&raquo;, que por vezes surgem ligados &agrave;s    amea&ccedil;as. Por exemplo, um desses riscos &eacute; identificado como a &laquo;disrup&ccedil;&atilde;o    das rotas de com&eacute;rcio mar&iacute;timo vitais como resultado de guerra,    criminalidade, pirataria ou altera&ccedil;&otilde;es nas normas internacionais&raquo;<sup><a href="#49">49</a></sup><a name="top49"></a>.    Acrescenta ainda outras amea&ccedil;as como os ciberataques contra a navega&ccedil;&atilde;o    ou infraestruturas mar&iacute;timas<sup><a href="#50">50</a></sup><a name="top50"></a>.    A&nbsp;UE&nbsp;tamb&eacute;m inclui a ciberseguran&ccedil;a, mas expande a lista    de sete amea&ccedil;as ao incluir &laquo;disputas de fronteiras mar&iacute;timas,    atos de agress&atilde;o e conflitos armados entre Estados&raquo;<sup><a href="#51">51</a></sup><a name="top51"></a>,    bem como &laquo;impactos potenciais de cat&aacute;strofes naturais, eventos    extremos e altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas no sistema de transporte    mar&iacute;timo e, em particular, nas infraestruturas mar&iacute;timas&raquo;    e &laquo;condi&ccedil;&otilde;es no mar e na zona costeira que enfraquecem o    potencial de crescimento e de emprego nos sectores naval e mar&iacute;timo&raquo;<sup><a href="#52">52</a></sup><a name="top52"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim, o termo &laquo;seguran&ccedil;a mar&iacute;tima&raquo; pode assumir    diferentes significados para pessoas ou organiza&ccedil;&otilde;es distintas,    dependendo do interesse das mesmas ou at&eacute; das suas orienta&ccedil;&otilde;es    pol&iacute;ticas ou ideol&oacute;gicas. Na realidade, este conceito tem sido    empregue de forma livre e pouco desenvolvida, refletindo em parte o debate conceptual    mais abrangente sobre seguran&ccedil;a. A seguran&ccedil;a mar&iacute;tima pode    ser vista simplesmente como outra dimens&atilde;o sobre seguran&ccedil;a, sendo    que a literatura sobre este tema n&atilde;o reflete isto: surpreendentemente,    a seguran&ccedil;a mar&iacute;tima nunca &eacute; apresentada como um setor    independente. Por outro lado, cada dimens&atilde;o de seguran&ccedil;a j&aacute;    identificada pode ser aplicada ao ambiente mar&iacute;timo. De forma semelhante,    os conceitos alternativos de sistemas de seguran&ccedil;a oferecidos podem ser    aplicados ao dom&iacute;nio mar&iacute;timo. Assim, pode-se falar, por exemplo,    de &laquo;seguran&ccedil;a ambiental mar&iacute;tima&raquo;.</p>     <p>Apesar da poss&iacute;vel aplica&ccedil;&atilde;o das dimens&otilde;es de Buzan    ao ambiente mar&iacute;timo, estas n&atilde;o s&atilde;o suficientemente abrangentes    para integrar todas as perspetivas da seguran&ccedil;a mar&iacute;tima. A literatura    sobre seguran&ccedil;a mar&iacute;tima tem tido o seu enfoque nas caracter&iacute;sticas    do mar e as suas diferentes possibilidades de uso e amea&ccedil;as a esse uso.    Till<sup><a href="#53">53</a></sup><a name="top53"></a>&nbsp;focou a sua an&aacute;lise    no conceito de &laquo;ordem no mar&raquo;, considerando que este conceito pode    ser caracterizado por cinco atributos: ordem em terra; o mar como um recurso;    o mar como um meio de transporte; uma fonte de poder e dom&iacute;nio; e um    meio ambiente, enfrentando constantemente riscos e amea&ccedil;as.</p>     <p>Klein definiu a seguran&ccedil;a mar&iacute;tima como &laquo;a prote&ccedil;&atilde;o    do territ&oacute;rio nacional (mar&iacute;timo e terrestre), infraestruturas,    economia, ambiente e sociedade, de atos il&iacute;citos que ocorram no mar&raquo;<sup><a href="#54">54</a></sup><a name="top54"></a>.    Para Cajarabille, o conceito de seguran&ccedil;a mar&iacute;tima</p>     <p>     <blockquote>«cuida da prote&ccedil;&atilde;o contra amea&ccedil;as consistentes    aos navios, pessoas, instala&ccedil;&otilde;es e equipamentos ligados &agrave;s    atividades mar&iacute;timas. Envolve instrumentos de for&ccedil;a e medidas    para proteger a navega&ccedil;&atilde;o e os recursos do mar e combater a criminalidade    nos espa&ccedil;os mar&iacute;timos. Inclui ainda os aspetos da componente naval    e a&eacute;rea da defesa nacional, num sentido muito abrangente, podendo ter    lugar a grandes dist&acirc;ncias do territ&oacute;rio nacional&raquo;<sup><a href="#55">55</a></sup><a name="top55"></a>.</blockquote>     <p></p>     <p>O Reino Unido, na sua estrat&eacute;gia de seguran&ccedil;a mar&iacute;tima<sup><a href="#56">56</a></sup><a name="top56"></a>,    recentemente publicada, apresenta uma defini&ccedil;&atilde;o semelhante na    sua ess&ecirc;ncia:</p>     <p>     <blockquote>«advancement and protection of the UK&rsquo;s national interests,    at home and abroad, through the active management of risks and opportunities    in and from the maritime domain, in order to strengthen and extent the UK&rsquo;s    prosperity, security and resilience and to help shape a stable world&raquo;.</blockquote>     <p></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>J&aacute; a&nbsp;UE, apresenta uma defini&ccedil;&atilde;o de seguran&ccedil;a    mar&iacute;tima<sup><a href="#57">57</a></sup><a name="top57"></a> mais abrangente,    n&atilde;o se focando s&oacute; no espa&ccedil;o mar&iacute;timo europeu:</p>     <p>     <blockquote>«Maritime security is understood as a state of affairs of the global    maritime domain, in which international law and national law are enforced, freedom    of navigation is guaranteed and citizens, infrastructure, transport, the environment    and marine resources are protected.&raquo;</blockquote>     <p></p>     <p>A <a href="#t1">tabela 1</a> oferece um resumo dos conceitos de seguran&ccedil;a    mar&iacute;tima com maior relev&acirc;ncia.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/ri/n57/n57a02t1.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p><b>CONCLUS&Atilde;O</b></p>     <p>Em suma, neste artigo identificaram-se alguns dos conceitos de seguran&ccedil;a    mar&iacute;tima, analisando-os de uma forma aprofundada e sistem&aacute;tica,    enquadrando-os nos estudos de seguran&ccedil;a. Primeiramente foram revisitados    os conceitos de seguran&ccedil;a e securitiza&ccedil;&atilde;o, de forma a compreender    o enquadramento da seguran&ccedil;a mar&iacute;tima e suportar a an&aacute;lise    desse conceito. Demonstrou-se que existem diferentes abordagens para o conceito    de seguran&ccedil;a e que podem ser definidas como &laquo;a aus&ecirc;ncia de    amea&ccedil;as aos valores adquiridos&raquo;, ou &laquo;uma baixa probabilidade    de danos aos valores adquiridos&raquo;, e podem ser analisadas em diferentes    n&iacute;veis &ndash; sistema individual, estadual e internacional &ndash; e    em diferentes dimens&otilde;es &ndash; militar, econ&oacute;mico, pol&iacute;tico,    ambiental e social. Al&eacute;m disso, analisou-se o conceito de securitiza&ccedil;&atilde;o    proposto por Buzan, Japp de Wilde e Ole Waever, e descreveu-se o processo de    securitiza&ccedil;&atilde;o, reconhecendo que uma quest&atilde;o levantada por    um ator pode levar a uma amea&ccedil;a existencial percebida por um p&uacute;blico,    mas se n&atilde;o h&aacute; medidas de emerg&ecirc;ncia ou quebra de regras,    n&atilde;o ser&aacute; securitizado, permanecer&aacute; n&atilde;o politizado    ou politizado.</p>     <p>Ap&oacute;s o mapeamento e an&aacute;lise dos conceitos, pode-se afirmar que    apesar das recentes tentativas de fornecer uma compreens&atilde;o mais sistematizada    da seguran&ccedil;a mar&iacute;tima, o conceito continua subdesenvolvido, sendo    definido principalmente como a aus&ecirc;ncia de amea&ccedil;as no dom&iacute;nio    mar&iacute;timo ou a manuten&ccedil;&atilde;o da &laquo;boa ordem&raquo; no    mar.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como indicado nas se&ccedil;&otilde;es acima, a literatura sobre seguran&ccedil;a    mar&iacute;tima tem-se concentrado em duas abordagens principais. A primeira    define a seguran&ccedil;a mar&iacute;tima como a aus&ecirc;ncia de uma s&eacute;rie    de amea&ccedil;as pr&eacute;-identificadas, incluindo, entre outras, terrorismo,    pirataria, tr&aacute;fico il&iacute;cito, crime organizado, pesca ilegal, n&atilde;o    declarada e n&atilde;o regulamentada (INN) ou danos ao meio ambiente marinho.    Embora seja &uacute;til uma identifica&ccedil;&atilde;o da ampla gama de amea&ccedil;as    no dom&iacute;nio mar&iacute;timo, esta perspetiva apresenta v&aacute;rias lacunas    importantes: falta-lhe a prioriza&ccedil;&atilde;o das amea&ccedil;as e n&atilde;o    fornece solu&ccedil;&otilde;es. A segunda vertente da literatura define seguran&ccedil;a    mar&iacute;tima identificando um estado final desej&aacute;vel a ser alcan&ccedil;ado,    sendo este geralmente referido como &laquo;boa ordem&raquo; no mar. Comparada    com a abordagem anterior, esta abordagem oferece potencialmente mais detalhe    sobre a seguran&ccedil;a mar&iacute;tima, por exemplo, se o conceito de &laquo;ordem&raquo;    for definido e os crit&eacute;rios correspondentes para avaliar a estabilidade    identificados. N&atilde;o obstante, o conceito e a sua delimita&ccedil;&atilde;o    permanecem difusos, considerando que dimens&otilde;es importantes de seguran&ccedil;a    podem ser deixadas de fora do debate (como, por exemplo, os aspetos culturais).</p>     <p>Neste contexto, abordagens alternativas podem abrir novos caminhos para a teoriza&ccedil;&atilde;o    da seguran&ccedil;a mar&iacute;tima, seja aplicando diferentes conceitos de    seguran&ccedil;a ao dom&iacute;nio mar&iacute;timo (ver, por exemplo, Bueger<sup><a href="#58">58</a></sup><a name="top58"></a>),    seja selecionando um conjunto de &laquo;prismas&raquo; distintos atrav&eacute;s    dos quais a seguran&ccedil;a mar&iacute;tima poder&aacute; ser observada.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>     <p>BALDWIN, D. A. &ndash; &laquo;The concept of security&raquo;. In&nbsp;<i>Review    of International Studies</i>. N.&ordm; 23, 1997, pp. 5-26.</p>     <p>BOOTH, K. &ndash;&nbsp;<i>Theory of World Security</i>. Cambridge: Cambridge    University Press, 2007.</p>     <p>BOWDEN, A., ALOYO, E., MARTS, C., e LEE, A. &ndash;&nbsp;<i>The Economic Costs    of Maritime Piracy</i>. (Em linha). One Earth Future Working Paper, 2010. (Consultado    em: 8 de janeiro de 2014). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://oneearthfuture.org/sites/oneearthfuture.org/files//documents/publications/The-Economic-Cost-of-Piracy-Full-Report.pdf" target="_blank">https://oneearthfuture.org/sites/oneearthfuture.org/files//documents/publications/The-Economic-Cost-of-Piracy-Full-Report.pdf</a>.</p>     <p>BUEGER, C. &ndash; &laquo;What is maritime security?&raquo;. In&nbsp;<i>Marine    Policy</i>. N.&ordm; 53, 2015,&nbsp; pp. 159-164.</p>     <p>BUZAN, B. &ndash;&nbsp;<i>People, States, and Fear: The National Security Problem    in International Relations</i>. 2.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Brighton, Sussex:    Wheatsheaf Books, 1983.</p>     <p>BUZAN, B., WEAVER, O., e DE&nbsp;WILDE, J. &ndash;&nbsp;<i>Security. A New    Framework for Analysis</i>. Boulder, Colo.: Lynne Rienner Publishers, 1998.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>CAJARABILLE, V., RIBEIRO, A. S., MARQUES, A. G., e MONTEIRO, N. S. &ndash;&nbsp;<i>A    Seguran&ccedil;a no Mar &ndash; Uma Vis&atilde;o Hol&iacute;stica</i>. Lisboa:&nbsp;FEDRAVE,    2012.</p>     <p>CHALK, P. &ndash;&nbsp;<i>The Maritime Dimension of International Security.    Terrorism, Piracy, and Challenges for the United States</i>. Santa Barbara,    CA:&nbsp;rand&nbsp;Corporation, 2008.</p>     <p>COUNCIL OF THE&nbsp;EUROPEAN&nbsp;UNION&nbsp;&ndash;&nbsp;<i>European Union    Maritime Security Strategy</i>, 2014. (Consultado em: 13 de janeiro de 2015)    (Em linha). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://register.consilium.europa.eu/doc/srv?l=EN&amp;f=ST%2011205 2014 INIT" target="_blank">http://register.consilium.europa.eu/doc/srv?l=EN&amp;f=ST    11205 2014 INIT</a>.</p>     <p>FELDT, L., ROELL, P., e THIELE, R. D. &ndash;&nbsp;<i>Maritime Security</i>    &ndash; <i>Perspectives for a Comprehensive Approach</i>.&nbsp;ISPSW&nbsp;Publications.    2013. (Consultado em: 6 de janeiro de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.isn.ethz.ch/Digital-Library/Publications/Detail/%20?ots591=0c54e3b3-1e9c-be1e-2c24-a6a8c7060233&amp;lng=en&amp;id=162756" target="_blank">http://www.isn.ethz.ch/Digital-Library/Publications/Detail/</a>    .</p>     <p>G7 &ndash;&nbsp;<i>Press Release: G7 Foreign Ministers on Maritime Security    in L&uuml;beck</i>, 15 de abril 2015. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.new-york-un.diplo.de/Vertretung/newyorkvn/de/__pr/Press_20releases/2015/%2020150415-g7-foreign-ministers-on-maritime-security.html?archive=2984636" target="_blank">http://www.new-york-un.diplo.de/Vertretung/newyorkvn/de/__pr/Press_20releases/2015/</a>    <a href="http://www.new-york-un.diplo.de/Vertretung/newyorkvn/de/__pr/Press_20releases/2015/%2020150415-g7-foreign-ministers-on-maritime-security.html?archive=2984636" target="_blank">    20150415-g7-foreign-ministers-on-maritime-security.html?archive=2984636</a>.</p>     <p>GERMOND, B. &ndash; &laquo;The geopolitical dimension of maritime security&raquo;.    In&nbsp;<i>Marine Policy</i>. N.&ordm; 54, 2015, pp. 137-142.&nbsp;doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.marpol.2014.12.013" target="_blank">    http://dx.doi.org/10.1016/j.marpol.2014.12.013</a>.</p>     <p>HOUGH, P. &ndash;&nbsp;<i>Understanding Global Security</i>. Londres: Routledge,    2004.</p>     <p>JENKINS,&nbsp;Brian&nbsp;Michael, CORDES,&nbsp;Bonnie, GARDELA,&nbsp;Karen,    e&nbsp;PETTY,&nbsp;Geraldine &ndash;&nbsp;<i>Chronology of Terrorist and Other    Criminal Actions Against Maritime Targets,&nbsp;1960-1983</i>. Santa Monica,    CA: Rand Corporation, 1983.</p>     <p>KLEIN, N. &ndash;&nbsp;<i>Maritime Security and the Law of the Sea.</i> Oxford-Nova    York: Oxford University Press, 2011.</p>     <p>KOLODZIEJ, E. A. &ndash; &laquo;Renaissance in security studies? Caveat lector!&raquo;.    In&nbsp;<i>International Studies Quarterly</i>. Vol. 36, N.&ordm; 4, 1992, pp.    421-438.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>KRASKA, J., e PEDROZO, R. A. &ndash;&nbsp;<i>International Maritime Security    Law</i>. Leiden: Martinus Nijhoff, 2013.</p>     <p>NA&Ccedil;&Otilde;ES&nbsp;UNIDAS&nbsp;&ndash;&nbsp;<i>Charter of the United    Nations</i>, 1945. (Consultado em: 2 de janeiro de 2015). Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.unwebsite.com/charter" target="_blank">http://www.unwebsite.com/charter</a>.</p>     <p>NA&Ccedil;&Otilde;ES&nbsp;UNIDAS&nbsp;&ndash;&nbsp;<i>Oceans and the Law of&nbsp;the    Sea. Report of the Secretary-General</i>, UN General Assembly Document A/63/63.    2008.</p>     <p>NATO&nbsp;&ndash;&nbsp;Alliance Maritime Strategy. 2011. (Consultado em: 8    de novembro de 2014). Dispon&iacute;vel em:&nbsp;<a href="http://www.nato.int/cps/en/natohq/official_texts_75615.htm" target="_blank">http://www.nato.int/cps/en/natohq/official_texts_75615.htm</a>.</p>     <p>PARLAMENTO&nbsp;EUROPEU&nbsp;e CONSELHO&nbsp;EUROPEU&nbsp;&ndash; &laquo;Regulamento    (CE) n.&ordm; 725/2004 relativo ao refor&ccedil;o da prote&ccedil;&atilde;o    dos navios e das instala&ccedil;&otilde;es portu&aacute;rias&raquo;. 31 de mar&ccedil;o    de 2004.</p>     <p>PIEDADE, J. &ndash; &laquo;From politicization to securitization of maritime    security in the Gulf of Guinea&raquo;. In&nbsp;<i>Croatian International Relations    Review</i>. Vol. 22, N.&ordm; 75, 2016,&nbsp;pp. 69-85.</p>     <p>Till, G. &ndash;&nbsp;<i>Seapower. A Guide for the Twenty-First Century</i>.    2.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Nova York: Routledge, 2009.</p>     <p>UK&nbsp;GOVERNMENT&nbsp;&ndash;&nbsp;The&nbsp;uk&nbsp;National Strategy for    Maritime Security. (Consultado em: 5 de janeiro de 2015). Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.globalsecurity.org/military/library/policy/int/uk-strategy-for-maritime-security_2014.pdf" target="_blank">http://www.globalsecurity.org/military/library/policy/int/uk-strategy-for-maritime-security_2014.pdf</a>.</p>     <p>UNCTAD&nbsp;&ndash;&nbsp;<i>Review of Maritime Transport 2017</i>. Genebra.    2017. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://unctad.org/en/PublicationsLibrary/rmt2017_en.pdf" target="_blank">http://unctad.org/en/PublicationsLibrary/rmt2017_en.pdf</a>.</p>     <p>VRE&Yuml;, F. &ndash; &laquo;Bad order at sea: from the gulf of Aden to the    gulf of Guinea&raquo;. In&nbsp;<i>African Security Review</i>. Vol. 18, N.&ordm;    3, 2009,&nbsp;pp. 17-30.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>VRE&Yuml;, F. &ndash; &laquo;African maritime security: a time for good order    at sea&raquo;. In&nbsp;<i>Australian&nbsp;Journal of Maritime and Ocean Affairs</i>.    Vol. 2. N.&ordm; 4, 2010, pp. 121-132.</p>     <p>VRE&Yuml;, F. &ndash; &laquo;Securitising piracy&raquo;. In&nbsp;<i>African    Security Review.</i> Vol. 20, N.&ordm; 3, 2011,&nbsp; pp. 54-66.</p>     <p>VRE&Yuml;, F. &ndash; &laquo;Turning the tide: revisiting African maritime    security&raquo;. In&nbsp;<i>Scientia Militaria, South African Journal of Military    Studies</i>. Vol. 41. N.&ordm; 2, 2013, pp. 1-23.</p>     <p>WALT, S.M. &ndash; &laquo;The renaissance of security Studies&raquo;. In&nbsp;<i>International    Studies Quarterly</i>. Vol. 35, N.&ordm; 2, 1991, pp. 211-239.</p>     <p>WILLIAMS, P. D. &ndash;&nbsp;<i>Security Studies. An Introduction</i>. Nova    York: Routledge, 2008.</p>     <p>WOLFERS, A. &ndash; &laquo;&ldquo;National security&rdquo; as an ambiguous    symbol&raquo;. In&nbsp;<i>Political Science Quarterly</i>. Vol. 67, N.&ordm;    4, 1952, pp. 481-502.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Data de rece&ccedil;&atilde;o: 12 de fevereiro de 2018 | Data de aprova&ccedil;&atilde;o:    21 de fevereiro de 2018</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> Uma milha n&aacute;utica (MN)    equivale a 1852 metros.</p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> NATO&nbsp;&ndash;&nbsp;<i>Alliance    Maritime Strategy</i>, 2011. (Consultado em: 8 de novembro de 2014). Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.nato.int/cps/en/natohq/official_texts_75615.htm" target="_blank">http://www.nato.int/cps/en/natohq/official_texts_75615.htm</a>.</p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> BOWDEN, A., ALOYO, E., MARTS,    C., e LEE, A. &ndash;&nbsp;<i>The Economic Costs of Maritime Piracy</i>, 2010,    p. 6. (Consultado em: 8 de janeiro de 2014). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://oneearthfuture.org/sites/oneearthfuture.org/files//documents/publications/The-Economic-Cost-of-Piracy-Full-Report.pdf" target="_blank">https://oneearthfuture.org/sites/oneearthfuture.org/files//documents/publications/The-Economic-Cost-of-Piracy-Full-Report.pdf</a>.</p>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> CHALK, P. &ndash;&nbsp;<i>The    Maritime Dimension of International Security. Terrorism, Piracy,&nbsp;and Challenges    for the United States</i>. Santa Barbara, CA:&nbsp;rand&nbsp;Corporation, 2008,    p. 2.</p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> G7 &ndash;&nbsp;<i>Press Release:    G7 Foreign Ministers on Maritime Security in L&uuml;beck</i>, 15 de abril 2015.    Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.new-york-un.diplo.de/Vertretung/newyorkvn/de/__pr/Press_20releases/2015/201%2050415-g7-foreign-ministers-on-maritime-security.html?archive=2984636" target="_blank">http://www.new-york-un.diplo.de/Vertretung/newyorkvn/de/__pr/Press_20releases/2015/201</a>    <a href="http://www.new-york-un.diplo.de/Vertretung/newyorkvn/de/__pr/Press_20releases/2015/201%2050415-g7-foreign-ministers-on-maritime-security.html?archive=2984636" target="_blank">    50415-g7-foreign-ministers-on-maritime-security.html?archive=2984636</a>.</p>     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> VRE&Yuml;, F. &ndash; &laquo;Securitising    piracy&raquo;. In&nbsp;<i>African Security Review</i>. Vol. 20, N.&ordm; 3,    2011, p. 59.</p>     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> VRE&Yuml;, F. &ndash; &laquo;Bad    order at sea: from the gulf of Aden to the gulf of Guinea&raquo;. In&nbsp;<i>African    Security Review</i>. Vol. 18, N.&ordm; 3, 2009, p. 18.</p>     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> TILL, Geoffrey -&nbsp;<i>Seapower:    A Guide for the Twenty-First Century</i>. Nova York: Routledge, 2009.</p>     <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> BUEGER, C. &ndash; &laquo;What    is maritime security?&raquo;. In&nbsp;<i>Marine Policy</i>. N.&ordm; 53, 2015,&nbsp;    pp. 159-164.</p>     <p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> GERMOND, B. &ndash; &laquo;The    geopolitical dimension of maritime security&raquo;. In&nbsp;<i>Marine Policy</i>.    N.&ordm; 54, 2015, pp. 137-142.&nbsp;doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.marpol.2014.12.013" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.marpol.2014.12.013</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> BUEGER, C. &ndash; &laquo;What    is maritime security?&raquo;; FELDT, L., ROELL, P., e THIELE, R. D. &ndash;&nbsp;<i>Maritime    Security &ndash; Perspectives for a Comprehensive Approach</i>.&nbsp;ISPSW&nbsp;Publications.    2013. (Consultado em: 6 de janeiro de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.isn.ethz.ch/Digital-Library/Publications/Detail/?ots591=0c54e3b3-1e9c-be1e-2c24-a6a8c7060233&amp;lng=en&amp;id=162756" target="_blank">http://www.isn.ethz.ch/Digital-Library/Publications/Detail/?ots591=0c54e3b3-1e9c-be1e-2c24-a6a8c7060233&amp;lng=en&amp;id=162756</a>.</p>     <p><Sup><a name="12"></a><a href="#top1">12</a></Sup> De acordo com a Conven&ccedil;&atilde;o    das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), s&atilde;o definidos    como pirataria os atos il&iacute;citos de viol&ecirc;ncia ou de deten&ccedil;&atilde;o    ou todos os atos de depreda&ccedil;&atilde;o cometidos em alto mar (CNUDM&nbsp;1982,    artigo 101.&ordm;). Considerando que a soberania do Estado estende-se at&eacute;    ao mar territorial (<i>Ibidem</i>, artigo 2.&ordm;), os ataque ocorridos dentro    do mar territorial dos estados&nbsp;s&atilde;o classificados como &laquo;roubo    &agrave; m&atilde;o armada&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> VRE&Yuml;, F. &ndash; &laquo;African    maritime security: a time for good order at sea&raquo;. In&nbsp;<i>Australian    Journal of Maritime and Ocean Affairs</i>. Vol. 2. N.&ordm; 4, 2010, pp. 121-132;    VRE&Yuml;, F. &ndash; &laquo;Turning the tide: revisiting African maritime security&raquo;.    In&nbsp;<i>Scientia Militaria, South African Journal of Military Studies</i>.    Vol. 41. N.&ordm; 2, 2013, pp. 1-23; FELDT, L., ROELL, P., e THIELE, R. D. &ndash;&nbsp;<i>Maritime    Security</i>.</p>     <p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> TILL, Geoffrey &ndash;&nbsp;<i>Seapower:    A Guide for the Twenty-First Century.</i> Nova York: Routledge, 2009, p. 10.</p>     <p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup> BALDWIN, D. A. &ndash;    &laquo;The concept of security&raquo;. In&nbsp;<i>Review of International Studies</i>.    N.&ordm; 23, 1997, p. 8.</p>     <p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup> BUZAN, B. &ndash;&nbsp;<i>People,    States, and Fear: The National Security Problem in International Relations</i>.    2.&ordf;&nbsp;edi&ccedil;&atilde;o. Brighton, Sussex: Wheatsheaf Books, 1983,    p. 3.</p>     <p><Sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></Sup> <i>Ibidem,</i> p. 99.</p>     <p><Sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></Sup> HOUGH, P. &ndash;&nbsp;<i>Understanding    Global Security</i>. Londres: Routledge, 2004, p. 2.</p>     <p><Sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></Sup> WILLIAMS, P.D. &ndash;&nbsp;<i>Security    Studies. An Introduction</i>. Nova York: Routledge, 2008, p. 7.</p>     <p><Sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></Sup> WOLFERS, A. &ndash; &laquo;&ldquo;National    security&rdquo; as an ambiguous symbol&raquo;. In&nbsp;<i>Political Science    Quarterly</i>. Vol. 67, N.&ordm; 4, 1952, p. 484.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></Sup> NA&Ccedil;&Otilde;ES&nbsp;UNIDAS&nbsp;&ndash;&nbsp;<i>Charter    of the United Nations</i>. 1945. (Consultado em: 2 de janeiro de 2015). Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.unwebsite.com/charter" target="_blank">http://www.unwebsite.com/charter</a>.</p>     <p><Sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></Sup> BUZAN, B. &ndash;&nbsp;<i>People,    States, and Fear</i>, p. 13.</p>     <p><Sup><a name="23"></a><a href="#top23">23</a></Sup> WALT, S.M. &ndash; &laquo;The    renaissance of security Studies&raquo;. In&nbsp;<i>International Studies Quarterly</i>.    Vol. 35, N.&ordm; 2, 1991, p. 212.</p>     <p><Sup><a name="24"></a><a href="#top24">24</a></Sup> KOLODZIEJ, E. A. &ndash;    &laquo;Renaissance in security studies? Caveat lector!&raquo;. In&nbsp;<i>International    Studies Quarterly</i>. Vol. 36, N.&ordm; 4, 1992, pp. 421-438.</p>     <p><Sup><a name="25"></a><a href="#top25">25</a></Sup> FELDT, L., ROELL, P., e    THIELE, R. D. &ndash;&nbsp;<i>Maritime Security</i>, p. 2.</p>     <p><Sup><a name="26"></a><a href="#top26">26</a></Sup> TILL, Geoffrey &ndash;&nbsp;<i>Seapower</i>,    p. 287.</p>     <p><Sup><a name="27"></a><a href="#top27">27</a></Sup> VRE&Yuml;, F. &ndash; &laquo;Bad    order at sea&raquo;, p. 19.</p>     <p><Sup><a name="28"></a><a href="#top28">28</a></Sup> BUEGER, C. &ndash; &laquo;What    is maritime security?&raquo;, p. 159.</p>     <p><Sup><a name="29"></a><a href="#top29">29</a></Sup> PIEDADE, J. &ndash; &laquo;From    politicization to securitization of maritime security in the Gulf of Guinea&raquo;.    In&nbsp;<i>Croatian International Relations Review</i>. Vol. 22, N.&ordm; 75,    2016,&nbsp; pp. 69-85.</p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="30"></a><a href="#top30">30</a></Sup> BUZAN, B., WEAVER, O. e    DE WILDE, J. -&nbsp;<i>Security. A New Framework for Analysis</i>. Boulder,    Colo.: Lynne Rienner Publishers, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=612897&pid=S1645-9199201800010000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><Sup><a name="31"></a><a href="#top31">31</a></Sup> <i>Ibidem,</i> p. 26.</p>     <p><Sup><a name="32"></a><a href="#top32">32</a></Sup> <i>Ibidem,</i> p. 21.</p>     <p><Sup><a name="33"></a><a href="#top33">33</a></Sup> BUEGER, C. &ndash; &laquo;What    is maritime security?&raquo;, p. 164.</p>     <p><Sup><a name="34"></a><a href="#top34">34</a></Sup> GERMOND, B. &ndash; &laquo;The    geopolitical dimension of maritime security&raquo;; KRASKA, J., e PEDROZO, R.A.    &ndash;&nbsp;<i>International Maritime Security Law</i>. Leiden: Martinus Nijhoff,    2013; KLEIN, N. &ndash;&nbsp;<i>Maritime Security and the Law of the Sea</i>.    Oxford-Nova York: Oxford University Press, 2011.</p>     <p><Sup><a name="35"></a><a href="#top35">35</a></Sup> KLEIN, N.&nbsp;&ndash;    <i>Maritime Security and the Law of the Sea</i>.</p>     <p><Sup><a name="36"></a><a href="#top36">36</a></Sup> Safety of Life at Sea (SOLAS).</p>     <p><Sup><a name="37"></a><a href="#top37">37</a></Sup> KRASKA, J., e PEDROZO,    R.A. &ndash;&nbsp;<i>International Maritime Security Law</i>.</p>     <p><Sup><a name="38"></a><a href="#top38">38</a></Sup> GERMOND, B. &ndash; &laquo;The    geopolitical dimension of maritime security&raquo;, p. 35.</p>     <p><Sup><a name="39"></a><a href="#top39">39</a></Sup><i> Ibidem</i>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="40"></a><a href="#top40">40</a></Sup> UNCTAD&nbsp;&ndash;&nbsp;<i>Review    of Maritime Transport 2017</i>. Genebra. 2017. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://unctad.org/en/PublicationsLibrary/rmt2017_en.pdf" target="_blank">http://unctad.org/en/PublicationsLibrary/rmt2017_en.pdf</a>.</p>     <p><Sup><a name="41"></a><a href="#top41">41</a></Sup> JENKINS,&nbsp;Brian&nbsp;Michael,    CORDES,&nbsp;Bonnie, GARDELA,&nbsp;Karen, e&nbsp;PETTY,&nbsp;Geraldine &ndash;&nbsp;<i>Chronology    of Terrorist and Other Criminal&nbsp;Actions Against Maritime Targets,&nbsp;1960-1983</i>.    Santa Monica, CA: Rand Corporation, 1983, p. 6.</p>     <p><Sup><a name="42"></a><a href="#top42">42</a></Sup> &laquo;Measures to prevent    unlawful acts against passengers and crews on board ships&raquo;&nbsp;(MSC/Circ.    443).</p>     <p><Sup><a name="43"></a><a href="#top43">43</a></Sup> Conven&ccedil;&atilde;o    para a Supress&atilde;o de Atos Il&iacute;citos (SUA).</p>     <p><Sup><a name="44"></a><a href="#top44">44</a></Sup> International Ship and    Port Facility Security Code (ISPS Code).</p>     <p><Sup><a name="45"></a><a href="#top45">45</a></Sup> PARLAMENTO EUROPEU&nbsp;e&nbsp;CONSELHO    EUROPEU&nbsp;&ndash; &laquo;Regulamento (CE) n.&ordm; 725/2004 relativo ao refor&ccedil;o    da prote&ccedil;&atilde;o dos navios e das instala&ccedil;&otilde;es portu&aacute;rias&raquo;.    31 de mar&ccedil;o de 2004.</p>     <p><Sup><a name="46"></a><a href="#top46">46</a></Sup> &laquo;&ldquo;A&ccedil;&atilde;o    il&iacute;cita intencional&rdquo;, ato volunt&aacute;rio que, pela sua natureza    ou pelo seu contexto, possa causar danos aos navios utilizados no tr&aacute;fego    mar&iacute;timo tanto internacional como nacional, aos seus passageiros ou &agrave;    sua carga, bem como &agrave;s instala&ccedil;&otilde;es portu&aacute;rias que    os servem&raquo; (PARLAMENTO&nbsp;EUROPEU&nbsp;e CONSELHO&nbsp;EUROPEU&nbsp;&ndash;    &laquo;Regulamento (CE) n.&ordm; 725/2004 relativo ao refor&ccedil;o da prote&ccedil;&atilde;o    dos navios e das instala&ccedil;&otilde;es portu&aacute;rias&raquo;. 31 de mar&ccedil;o    de 2004).</p>     <p><Sup><a name="47"></a><a href="#top47">47</a></Sup> NA&Ccedil;&Otilde;ES&nbsp;UNIDAS&nbsp;<i>&ndash;&nbsp;Oceans    and the Law of the Sea. Report of the Secretary-General</i>, UN General Assembly    Document A/63/63. 2008.</p>     <p><Sup><a name="48"></a><a href="#top48">48</a></Sup>NATO&nbsp;&ndash;&nbsp;<i>Alliance    Maritime Strategy</i>. 2011.</p>     <p><Sup><a name="49"></a><a href="#top49">49</a></Sup> UK&nbsp;GOVERNMENT&nbsp;&ndash;&nbsp;<i>The&nbsp;UK&nbsp;National    Strategy for Maritime Security</i>. (Consultado em: 5 de janeiro de 2015). Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.globalsecurity.org/military/library/policy/int/uk-strategy-for-maritime-security_2014.pdf" target="_blank">http://www.globalsecurity.org/military/library/policy/int/uk-strategy-for-maritime-security_2014.pdf</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="50"></a><a href="#top50">50</a></Sup> <i>Ibidem,</i> p. 17.</p>     <p><Sup><a name="51"></a><a href="#top51">51</a></Sup> COUNCIL OF THE&nbsp;EUROPEAN&nbsp;UNION&nbsp;&ndash;&nbsp;<i>European    Union Maritime Security Strategy</i>, 2014. (Consultado em: 13 de janeiro de    2015) (Em linha). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://register.consilium.europa.eu/doc/srv?l=EN&amp;f=ST112052014" target="_blank">http://register.consilium.europa.eu/doc/srv?l=EN&amp;f=ST112052014</a>    INIT, p. 3</p>     <p><Sup><a name="52"></a><a href="#top52">52</a></Sup> <i> Ibidem</i>.</p>     <p><Sup><a name="53"></a><a href="#top53">53</a></Sup> TILL, Geoffrey &ndash;&nbsp;<i>Seapower</i>,    p. 287.</p>     <p><Sup><a name="54"></a><a href="#top54">54</a></Sup> Tradu&ccedil;&atilde;o    do autor:&nbsp;&laquo;the protection of a state&rsquo;s land and maritime territory,    infrastructure, economy, environment and society from certain harmful acts occurring    at sea&raquo; (KLEIN, N. &ndash;&nbsp;<i>Maritime Security and the Law of the    Sea</i>, p. 11).</p>     <p><Sup><a name="55"></a><a href="#top55">55</a></Sup> CAJARABILLE, V., RIBEIRO,    A. S., MARQUES, A. G., e MONTEIRO, N. S. &ndash;&nbsp;<i>A Seguran&ccedil;a    no Mar &ndash; Uma Vis&atilde;o Hol&iacute;stica</i>. Lisboa:&nbsp;FEDRAVE,    2012, p. 28.</p>     <p><Sup><a name="56"></a><a href="#top56">56</a></Sup> UK&nbsp;GOVERNMENT&nbsp;&ndash;&nbsp;<i>The&nbsp;UK&nbsp;National    Strategy for Maritime Security</i>, p. 9.</p>     <p><Sup><a name="57"></a><a href="#top57">57</a></Sup> COUNCIL OF THE&nbsp;EUROPEAN&nbsp;UNION&nbsp;&ndash;&nbsp;<i>European    Union Maritime Security Strategy</i>, p. 3.</p>     <p><Sup><a name="58"></a><a href="#top58">58</a></Sup> BUEGER, C. &ndash; &laquo;What    is maritime security?&raquo;.</p>      ]]></body><back>
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