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<article-id>S1645-91992018000100004</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.23906/ri2018.57a04</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Economia azul e segurança marítima: O caso de Portugal]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Blue economy and maritime safety: The Portuguese case]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Based on the recognition of the relevance of maritime safety for the development of the economy within the structuring framework of the globalized economy, this study aimed to evaluate the alignment of the security and defence strategy in the European Union and in Portugal, with the stated objectives in the Union and Portugal. The study shows that in the European Union, and particularly in Portugal, the importance of the security and defence sector is recognized for the achievement of the objectives of the Integrated Maritime Policy and of the Atlantic Strategy, and therefore the Global Strategy for the European Union’s Foreign and Security Policy (EUGS) appears as a relevant contribution to those objectives. The centrality granted by the EUGS to the Atlantic particularly reinforces the security assumptions in the development of the maritime economy of the Atlantic countries, where Portugal seeks to affirm itself as a producer of safety and at the same time its great beneficiary.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Economia azul]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p style="text-align: right;"><b>QUE SEGURANÇA MARÍTIMA TEMOS E QUEREMOS</b></p>     <p><b>Economia azul&nbsp;e seguran&ccedil;a mar&iacute;tima: </b><b>O caso de    Portugal<sup><a href="#0">*</a></sup><a name="top0"></a></b></p>     <p><b>Blue economy&nbsp;and maritime safety. The Portuguese case</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Francisco Proen&ccedil;a Garcia* e S&oacute;nia Ribeiro**</b></p>     <p>* IEP-UCP&nbsp;| Palma de Cima 1649-023 Lisboa | <a href="mailto:franciscoproencagarcia@iep.lisboa.ucp.pt">franciscoproencagarcia@iep.lisboa.ucp.pt</a></p>     <p>** IEP-UCP&nbsp;| Palma de Cima 1649-023 Lisboa | <a href="mailto:sonia.ribeiro@saer.pt">sonia.ribeiro@saer.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Partindo do reconhecimento da relev&acirc;ncia da seguran&ccedil;a mar&iacute;tima    para o desenvolvimento da economia no quadro estruturante da economia globalizada,    este trabalho teve como objetivo avaliar o alinhamento da estrat&eacute;gia    de seguran&ccedil;a e defesa, na Uni&atilde;o Europeia, e em particular no caso    portugu&ecirc;s, com os objetivos expressos para o desenvolvimento da economia    mar&iacute;tima, em Portugal e na Uni&atilde;o. Da avalia&ccedil;&atilde;o efetuada    parece evidenciar-se que, na Uni&atilde;o Europeia, e particularmente em Portugal,    &eacute; reconhecida a import&acirc;ncia do setor&nbsp;&laquo;seguran&ccedil;a    e defesa&raquo;&nbsp;para o cumprimento dos objetivos da Pol&iacute;tica Mar&iacute;tima    Integrada e da Estrat&eacute;gia para o Atl&acirc;ntico, pelo que a Estrat&eacute;gia    Global para a Pol&iacute;tica Externa e de Seguran&ccedil;a da Uni&atilde;o    Europeia (EUGS) aparece como um contributo relevante para aqueles objetivos.    A centralidade conferida pela&nbsp;EUGS&nbsp;ao Atl&acirc;ntico refor&ccedil;a    particularmente as premissas de seguran&ccedil;a no desenvolvimento da economia    mar&iacute;tima dos pa&iacute;ses atl&acirc;nticos, onde Portugal se procura    afirmar como produtor de seguran&ccedil;a e em simult&acirc;neo seu grande benefici&aacute;rio.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave:&nbsp;</b>Economia azul, seguran&ccedil;a mar&iacute;tima,    estrat&eacute;gia global, Atl&acirc;ntico.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Based on the recognition of the relevance of maritime safety for the development    of the economy within the structuring framework of the globalized economy, this    study aimed to evaluate the alignment of the security and defence strategy in    the European Union and in Portugal, with the stated objectives in the Union    and Portugal. The study shows that in the European Union, and particularly in    Portugal, the importance of the security and defence sector is recognized for    the achievement of the objectives of the Integrated Maritime Policy and of the    Atlantic Strategy, and therefore the Global Strategy for the European Union&rsquo;s    Foreign and Security Policy (EUGS) appears as a relevant contribution to those    objectives. The centrality granted by the&nbsp;EUGS&nbsp;to the Atlantic particularly    reinforces the security assumptions in the development of the maritime economy    of the Atlantic countries, where Portugal seeks to affirm itself as a producer    of safety and at the same time its great beneficiary.</p>     <p><b>Keywords:</b>&nbsp;Blue economy, maritime security, global strategy, Atlantic.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>O desenvolvimento da economia mar&iacute;tima tem sido divulgado na &uacute;ltima    d&eacute;cada como um dos principais ativos para a recupera&ccedil;&atilde;o    das economias europeia e portuguesa.</p>     <p>A Uni&atilde;o Europeia (UE) produziu, desde meados da d&eacute;cada de 2000,    v&aacute;rios documentos estrat&eacute;gicos sobre o tema. Neste &acirc;mbito,    a Pol&iacute;tica Mar&iacute;tima Integrada (PMI) e a Estrat&eacute;gia para    o Atl&acirc;ntico definem as prioridades das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas    para o desenvolvimento da&nbsp;&laquo;economia azul&raquo;&nbsp;na Europa e    nas regi&otilde;es atl&acirc;nticas.</p>     <p>Em Portugal, a Estrat&eacute;gia Nacional para o Mar 2013-2020 (ENM) estabelece    os objetivos e as prioridades estrat&eacute;gicas para atingir os objetivos    europeus e nacionais, definindo um plano de a&ccedil;&atilde;o que inclui a    implementa&ccedil;&atilde;o do projeto em diferentes &aacute;reas consideradas.    Outro documento de estrat&eacute;gia desenvolvido em Portugal, que serviu de    base para a defini&ccedil;&atilde;o da&nbsp;ENM, foi um estudo sobre o&nbsp;cluster&nbsp;da    economia mar&iacute;tima em Portugal, que prop&ocirc;s uma estrat&eacute;gia    de desenvolvimento das atividades econ&oacute;micas ligadas ao mar de forma    hol&iacute;stica.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Todos estes documentos enfatizam a import&acirc;ncia da seguran&ccedil;a como    um elemento de base do&nbsp;cluster&nbsp;da economia mar&iacute;tima, criando    condi&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a para o desenvolvimento de todos    os outros setores, chegando a ser considerado em Portugal um setor crucial para    apoiar o desenvolvimento da ind&uacute;stria.</p>     <p>Por conseguinte, &eacute; importante conhecer e validar a correspond&ecirc;ncia    entre os objetivos pol&iacute;ticos e econ&oacute;micos definidos e as condi&ccedil;&otilde;es    e a manuten&ccedil;&atilde;o da seguran&ccedil;a que os tornam poss&iacute;veis.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ECONOMIA, GLOBALIZA&Ccedil;&Atilde;O COMPETITIVA E SEGURAN&Ccedil;A MAR&Iacute;TIMA</b></p>     <p>H&aacute; muito reconhecido como um dos recursos naturais mais importantes    da humanidade, o oceano, na sua vastid&atilde;o e no desconhecimento que sobre    ele persiste, foi tido durante s&eacute;culos como fonte ilimitada de recursos    &ndash; sejam eles alimentares, como via de transporte ou fonte de lazer.</p>     <p>O desconhecimento da realidade do oceano e seus processos na intera&ccedil;&atilde;o    com o planeta, por um lado, e a incapacidade de estruturar um modelo de governan&ccedil;a    aplic&aacute;vel no espa&ccedil;o mar&iacute;timo, por outro, tornaram o oceano    um recurso de acesso aberto para ser explorado por qualquer pessoa com os necess&aacute;rios    meios<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>.</p>     <p>No entanto, ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas, o maior conhecimento    do oceano, suas din&acirc;micas e realidades, imp&ocirc;s a reflex&atilde;o    sobre uma utiliza&ccedil;&atilde;o e governa&ccedil;&atilde;o mais sustent&aacute;vel    do oceano.</p>     <p>A perce&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica, social e pol&iacute;tica do mar,    sobrefocada na sua dimens&atilde;o de fonte de recursos pesqueiros e meio de    comunica&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s do qual &eacute; poss&iacute;vel transportar    bens e pessoas, dominou ao longo do tempo, sendo estas percebidas como fun&ccedil;&otilde;es    prim&aacute;rias do oceano, que o processo de globaliza&ccedil;&atilde;o competitiva    veio, ali&aacute;s, refor&ccedil;ar.</p>     <p>De facto, este processo estruturante das rela&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas    mundiais permitiu que milh&otilde;es de pessoas atingissem novos limiares de    riqueza e bem-estar que permitiram a explos&atilde;o demogr&aacute;fica das    &uacute;ltimas d&eacute;cadas, com a correspondente procura de bens alimentares,    nomeadamente os provenientes do oceano. N&atilde;o obstante, a globaliza&ccedil;&atilde;o    competitiva assenta na possibilidade de transferir bens e pessoas entre continentes    de forma r&aacute;pida e eficiente, sendo a frequ&ecirc;ncia, regularidade e    quantidade de liga&ccedil;&otilde;es entre os principais centros econ&oacute;micos    e demogr&aacute;ficos de todo o mundo, proporcionada pelo transporte mar&iacute;timo,    essencial.</p>     <p>O potencial do oceano como recurso de resposta &agrave; perspetiva de esgotamento    dos recursos energ&eacute;ticos tradicionais e &agrave; procura de novas solu&ccedil;&otilde;es    para a satisfa&ccedil;&atilde;o da procura energ&eacute;tica, bem como de materiais    e minerais em alguns casos perto da exaust&atilde;o em terra, come&ccedil;ou    tamb&eacute;m a ser melhor conhecido.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, a produ&ccedil;&atilde;o de modelos integrados    do sistema global oceano-atmosfera-superf&iacute;cie terrestre revelou o papel    cr&iacute;tico dos oceanos na regula&ccedil;&atilde;o do clima, e projetos recentes    centrados no valor econ&oacute;mico dos servi&ccedil;os ecossist&eacute;micos    comercializados e n&atilde;o comercializados do oceano<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>    indicam a sua enorme contribui&ccedil;&atilde;o para o bem-estar humano, al&eacute;m    do fornecimento daqueles bens e servi&ccedil;os.</p>     <p>Neste contexto, o oceano percebe-se como a nova fronteira econ&oacute;mica,    com o potencial de impulsionar o crescimento econ&oacute;mico, o emprego e a    inova&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>De acordo com a&nbsp;OCDE<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>,    a produ&ccedil;&atilde;o da economia oce&acirc;nica em 2010 foi de aproximadamente    2,5 por cento do valor agregado bruto mundial, onde um ter&ccedil;o foi atribu&iacute;do    ao petr&oacute;leo e ao petr&oacute;leo&nbsp;offshore, seguido pelo turismo    mar&iacute;timo e costeiro, equipamentos mar&iacute;timos e portos. O emprego    direto a tempo inteiro na economia oce&acirc;nica totalizou cerca de 31 milh&otilde;es    de empregos, a maioria deles na pesca industrial com mais de um ter&ccedil;o    do total, e o turismo mar&iacute;timo e costeiro com quase um quarto. Espera-se    tamb&eacute;m que as ind&uacute;strias oce&acirc;nicas se desenvolvam de forma    r&aacute;pida e uniforme para superar o crescimento da economia global como    um todo, tanto em termos de valor agregado como de emprego, podendo atingir    mais de tr&ecirc;s mil milh&otilde;es de d&oacute;lares. No que respeita &agrave;    gera&ccedil;&atilde;o de emprego, a&nbsp;OCDE estima que em 2030 a economia    mar&iacute;tima atinja os 40 milh&otilde;es de empregos equivalentes em tempo    integral, sendo expect&aacute;vel um crescimento mais r&aacute;pido nos setores    da energia e&oacute;lica&nbsp;offshore, aquicultura marinha, processamento de    peixe e atividades portu&aacute;rias.</p>     <p>Na Europa, a Comiss&atilde;o Europeia sublinhou<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>&nbsp;que    os mares, as zonas costeiras e as regi&otilde;es mar&iacute;timas da Europa    s&atilde;o motores para a economia europeia, com um potencial de 5,4 milh&otilde;es    de empregos e um valor agregado bruto de pouco menos de 500 mil milh&otilde;es    de euros por ano.</p>     <p>Neste &acirc;mbito, a defini&ccedil;&atilde;o de&nbsp;ZEE, primeiro, e, nas    &uacute;ltimas d&eacute;cadas, os processos de reconhecimento da jurisdi&ccedil;&atilde;o    nacional sobre o fundo do mar no &acirc;mbito dos processos tutelados pela Comiss&atilde;o    de Limites da Plataforma Continental&nbsp;(CLPC), tamb&eacute;m apontam para    a atribui&ccedil;&atilde;o de uma cada vez maior relev&acirc;ncia estrat&eacute;gica    ao oceano, que se torna tamb&eacute;m fonte de novos conflitos e novas disputas    entre estados, de que os exemplos cl&aacute;ssicos incluem disputas sobre a    soberania das ilhas, mas muitos casos de delimita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima    dizem respeito quase exclusivamente a uma interpreta&ccedil;&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o    das disposi&ccedil;&otilde;es do direito do mar.</p>     <p>Estas fontes de conflito crescem &agrave; medida que o desenvolvimento tecnol&oacute;gico    permite conhecer e eventualmente aumentar ou tornar exequ&iacute;vel a explora&ccedil;&atilde;o    das riquezas do fundo do mar. Um exemplo ilustrativo &eacute; a descoberta de    hidrocarbonetos, que tem vindo a valorizar &aacute;reas mar&iacute;timas &agrave;s    quais anteriormente n&atilde;o era reconhecido valor econ&oacute;mico especial,    mas que pode ter um impacto significativo nas decis&otilde;es internacionais    de investimento de atores comerciais e no desenvolvimento pol&iacute;tico e    econ&oacute;mico de um Estado, facto que fez surgir ou exacerbar muitas das    disputas de fronteiras mundiais<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>.    A globaliza&ccedil;&atilde;o tem, sem d&uacute;vida, contribu&iacute;do para    a expans&atilde;o do poder mar&iacute;timo mundial. Na verdade, para al&eacute;m    da constru&ccedil;&atilde;o de grandes portos e da explora&ccedil;&atilde;o    dos recursos oce&acirc;nicos, as pot&ecirc;ncias mar&iacute;timas t&ecirc;m    sido os principais benefici&aacute;rios do transporte mar&iacute;timo, verdadeira    &laquo;espinha dorsal do com&eacute;rcio internacional e um motor da globaliza&ccedil;&atilde;o&raquo;<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>,    sendo respons&aacute;vel por cerca de 80 por cento do com&eacute;rcio mundial    em volume e mais de 70 por cento em termos de valor<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>.</p>     <p>A expans&atilde;o das atividades econ&oacute;micas e financeiras impulsionadas    pela globaliza&ccedil;&atilde;o arrastou tamb&eacute;m o acr&eacute;scimo de    incerteza e novos fatores de risco, com consequ&ecirc;ncias para o sistema de    seguran&ccedil;a internacional, refor&ccedil;ando naturalmente a necessidade    de maior seguran&ccedil;a mar&iacute;tima. Como a economia mundial depende em    grande parte do fluxo do com&eacute;rcio mar&iacute;timo, qualquer amea&ccedil;a    significativa para este fluxo &eacute; uma preocupa&ccedil;&atilde;o, especialmente    para os pa&iacute;ses cujo desempenho econ&oacute;mico depende da globaliza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Como ressalta Rebelo Duarte<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>,    a globaliza&ccedil;&atilde;o e a seguran&ccedil;a mar&iacute;tima s&atilde;o    essenciais para o crescimento econ&oacute;mico global, mas, ao mesmo tempo,    desenvolvem-se num ambiente de tens&otilde;es e conflitos, agravados pela imprecis&atilde;o    de algumas fronteiras mar&iacute;timas e n&atilde;o consolida&ccedil;&atilde;o    de direitos dos estados previstos na Conven&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es    Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), que podem originar disputas relativas    aos direitos fora da jurisdi&ccedil;&atilde;o das &aacute;guas dos estados costeiros,    como &eacute; o caso dos recursos do alto mar, que se espera aumentem na medida    em que o desenvolvimento tecnol&oacute;gico permita a cada vez maior e mais    eficaz explora&ccedil;&atilde;o da riqueza do mar profundo.</p>     <p>Naturalmente, outros tipos de risco/conflito devem tamb&eacute;m ser sublinhados,    desde os provocados pela escassez de recursos hali&ecirc;uticos aos derivados    da polui&ccedil;&atilde;o (por acidente ou pela descarga de material poluente)    ou os causados por atos de pirataria ou terrorismo, com impacto importante desde    logo na seguran&ccedil;a de pessoas, bens e infraestruturas.</p>     <p>O mar, portanto, continua a ser um elemento essencial no xadrez econ&oacute;mico    global e manter&aacute; um papel fundamental no processo competitivo de globaliza&ccedil;&atilde;o.    Como tal, a preocupa&ccedil;&atilde;o&nbsp;com os meios para garantir a seguran&ccedil;a    dos mares torna-se uma quest&atilde;o central.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>SEGURAN&Ccedil;A MAR&Iacute;TIMA NA ESTRAT&Eacute;GIAE NA POL&Iacute;TICA    MAR&Iacute;TIMA EUROPEIA</b></p>     <p>Em 2005, um grupo de comiss&aacute;rios encarregados de orientar a discuss&atilde;o    sobre a cria&ccedil;&atilde;o de uma pol&iacute;tica europeia para o mar incorporou    uma nova vis&atilde;o para os oceanos e os mares na Europa e iniciou um caminho    que evoluiu ao longo dos &uacute;ltimos dez anos, a partir da Pol&iacute;tica    Mar&iacute;tima Integrada (PMI) da&nbsp;UE<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>,    que consagrou uma abordagem hol&iacute;stica das quest&otilde;es marinhas e    mar&iacute;timas na&nbsp;UE, com base na ideia de que, atrav&eacute;s da coordena&ccedil;&atilde;o    de suas pol&iacute;ticas, a Uni&atilde;o pode colher mais benef&iacute;cios    dos mares e oceanos com menor impacto ambiental.</p>     <p>Neste contexto, a&nbsp;PMI&nbsp;abrange um vasto leque de &aacute;reas muito    diferentes, estendendo-se desde a pesca, a aquicultura, os transportes, ou os    portos mar&iacute;timos, ao meio marinho, &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o    marinha, e &agrave; energia&nbsp;offshore, constru&ccedil;&atilde;o naval, ind&uacute;strias    relacionadas com o mar, vigil&acirc;ncia mar&iacute;tima, e ao turismo costeiro    e mar&iacute;timo, tendo em considera&ccedil;&atilde;o ainda o emprego nos setores    mar&iacute;timos, o desenvolvimento das regi&otilde;es costeiras e as rela&ccedil;&otilde;es    externas em mat&eacute;ria de mar.</p>     <p>Apresentado em 2011, o documento estrat&eacute;gico da Comiss&atilde;o Europeia    &ndash;&nbsp;&laquo;Estrat&eacute;gia&nbsp;Mar&iacute;tima no Espa&ccedil;o&nbsp;Atl&acirc;ntico&raquo;<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>&nbsp;&ndash;,    datado de 21 de novembro, &eacute; um&nbsp;&laquo;subproduto&raquo;<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a>&nbsp;da&nbsp;PMI,    especificamente orientada para o conhecimento, prote&ccedil;&atilde;o e explora&ccedil;&atilde;o    do potencial do oceano Atl&acirc;ntico.</p>     <p>Esta ferramenta estrat&eacute;gica foi lan&ccedil;ada oficialmente em Lisboa,    o que foi visto como um reconhecimento da import&acirc;ncia de Portugal nesta    &aacute;rea. No entanto, o oceano Atl&acirc;ntico &eacute; crucial para a Europa    como um todo, como reconhecido pela estrat&eacute;gia, que afirma que&nbsp;&laquo;O    Atl&acirc;ntico &eacute; a linha de vida da Europa para o com&eacute;rcio&raquo;<sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>,    e em diferentes aspetos, como apontado na &eacute;poca pela comiss&aacute;ria    dos Assuntos Mar&iacute;timos e Pesca:</p>     <p>     <blockquote>(&hellip;) o Atl&acirc;ntico desempenha um papel cr&iacute;tico na    hist&oacute;ria e na identidade da Europa. &Eacute;&nbsp;de vital import&acirc;ncia    para o com&eacute;rcio da&nbsp;UE&nbsp;e tem um enorme potencial para o futuro    desenvolvimento da Europa. (...) (O Atl&acirc;ntico) promove a coes&atilde;o    territorial e o compromisso de parceiros internacionais, de todos os lados do    Atl&acirc;ntico, inclusive atrav&eacute;s da cria&ccedil;&atilde;o de emprego    e inova&ccedil;&atilde;o em setores mar&iacute;timos e &aacute;reas costeiras,    no que se refere &agrave; sustentabilidade de seus recursos&raquo;<sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>.</blockquote>     <p></p>     <p>Em termos gerais, a estrat&eacute;gia engloba as &aacute;guas costeiras, territoriais    e jurisdicionais de cinco estados-membros (Fran&ccedil;a, Irlanda, Portugal,    Espanha e Reino Unido), bem como as &aacute;guas internacionais, e visa estabelecer    o quadro a alcan&ccedil;ar com iniciativas e a&ccedil;&otilde;es-chave apoiadas    por estruturas de financiamento em &aacute;reas como energia, meio ambiente,    pesca, investiga&ccedil;&atilde;o, inova&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento    tecnol&oacute;gico, vigil&acirc;ncia mar&iacute;tima, conhecimento marinho e    planeamento espacial mar&iacute;timo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A estrat&eacute;gia europeia visa propor uma abordagem coerente e equilibrada,    consistente com a agenda Europa 2020, em grande medida centrada nos desafios    que as novas realidades econ&oacute;micas colocam &agrave;s comunidades costeiras    atl&acirc;nticas, mas tamb&eacute;m no reconhecimento da responsabilidade da&nbsp;UE&nbsp;no    que se refere &agrave; gest&atilde;o global do oceano. Neste contexto, aborda    cinco temas nos quais agrupa os desafios e as oportunidades que enfrenta o oceano    Atl&acirc;ntico:</p> <ul>       <li>implementa&ccedil;&atilde;o de uma abordagem ecossist&eacute;mica (pesca      sustent&aacute;vel e alcan&ccedil;ar um bom estado ambiental);</li>       <li>redu&ccedil;&atilde;o da pegada de carbono da Europa para mitiga&ccedil;&atilde;o      das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas;</li>       <li>explora&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel dos recursos naturais do fundo      do Atl&acirc;ntico &ndash; assegurando simultaneamente que os minerais sejam      extra&iacute;dos em condi&ccedil;&otilde;es seguras que respeitem o meio ambiente      e aprofundando melhor conhecimento sobre o fundo marinho e seus recursos;</li>       <li>resposta a amea&ccedil;as e emerg&ecirc;ncias (a estrat&eacute;gia reconhece      que a&nbsp;UE&nbsp;precisa estar preparada para amea&ccedil;as e emerg&ecirc;ncias      no Atl&acirc;ntico, sejam elas causadas por acidentes, desastres naturais      ou atividades criminosas);</li>       <li>crescimento socialmente inclusivo, abordando o desafio de garantir que novos      empregos de alto valor agregado sejam criados nas zonas costeiras e, ao mesmo      tempo, a correspond&ecirc;ncia entre o emprego dispon&iacute;vel e as compet&ecirc;ncias      existentes.</li>     </ul>     <p>A estrat&eacute;gia foi traduzida no Plano de A&ccedil;&atilde;o para o Atl&acirc;ntico<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a>,    que encoraja os cinco estados-membros do espa&ccedil;o atl&acirc;ntico a partilhar    informa&ccedil;&otilde;es, custos, resultados e melhores pr&aacute;ticas, e    buscar novas &aacute;reas de coopera&ccedil;&atilde;o nas atividades mar&iacute;timas.</p>     <p>Ainda em setembro de 2012, a Comiss&atilde;o, na comunica&ccedil;&atilde;o&nbsp;&laquo;Crescimento    Azul&raquo;<sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>, sobre as oportunidades    de crescimento sustent&aacute;vel mar&iacute;timo e marinho, salienta a import&acirc;ncia    da&nbsp;&laquo;economia azul&raquo;, que representa 5,4 milh&otilde;es de empregos    e um aumento bruto do valor agregado de quase 500 mil milh&otilde;es de euros    por ano. O documento visa apoiar o crescimento sustent&aacute;vel a longo prazo    em todos os setores mar&iacute;timos, reconhecendo a import&acirc;ncia dos mares    e oceanos como motores da economia europeia com grande potencial de inova&ccedil;&atilde;o    e crescimento.</p>     <p>No entanto, a seguran&ccedil;a e a defesa s&atilde;o temas ausentes nos documentos    e planos de a&ccedil;&atilde;o da estrat&eacute;gia europeia. A palavra&nbsp;&laquo;seguran&ccedil;a&raquo;&nbsp;aparece    quatro vezes no documento da Estrat&eacute;gia para o Atl&acirc;ntico: uma,    relacionada com os desafios das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas; duas, relacionadas    com o com&eacute;rcio; e uma quarta, relativa &agrave; seguran&ccedil;a portu&aacute;ria.    N&atilde;o est&atilde;o, portanto, no centro das preocupa&ccedil;&otilde;es    desta estrat&eacute;gia.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Todavia, a seguran&ccedil;a mar&iacute;tima &eacute; reconhecida como necess&aacute;ria    para cumprir os objetivos da&nbsp;PMI, do&nbsp;&laquo;crescimento azul&raquo;    e da Estrat&eacute;gia Atl&acirc;ntica, e foi discutida no Conselho Europeu    de dezembro de 2013<sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>.</p>     <p>O impacto do investimento no setor de seguran&ccedil;a e defesa no progresso    t&eacute;cnico e no crescimento econ&oacute;mico tem sido um tema altamente    discutido entre os economistas h&aacute; d&eacute;cadas. J&aacute; na d&eacute;cada    de 1970, o trabalho seminal de Beno&icirc;t<sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>&nbsp;discutiu    a ideia de que, pelo menos nos pa&iacute;ses em desenvolvimento, os gastos de    defesa diminu&iacute;ram o crescimento, desviando a disponibilidade de investimentos    em outros setores.&nbsp;Na verdade, ela descobriu que, pelo contr&aacute;rio,    pa&iacute;ses com uma pesada carga de defesa geralmente tinham a taxa de crescimento    mais r&aacute;pida na produ&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o-defesa<sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>.</p>     <p>Apesar de v&aacute;rios estudos realizados sobre esse tema ao longo dos anos,    ainda &eacute; um tema de investiga&ccedil;&atilde;o se as despesas de defesa    impedem ou promovem o progresso t&eacute;cnico e o crescimento econ&oacute;mico,    j&aacute; que os resultados alcan&ccedil;ados n&atilde;o permitem retirar conclus&otilde;es    definitivas.</p>     <p>Assim, enquanto v&aacute;rios autores<sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>    conclu&iacute;ram que n&atilde;o existe um v&iacute;nculo direto ou mesmo vis&iacute;vel    entre o investimento em seguran&ccedil;a e o setor de defesa no crescimento    econ&oacute;mico, outros<sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>&nbsp;chegaram    &agrave; conclus&atilde;o de que existe um efeito positivo das despesas militares    no crescimento econ&oacute;mico nos pa&iacute;ses desenvolvidos, embora possa    ser n&atilde;o linear.</p>     <p>Por&eacute;m, para al&eacute;m do debate sobre a abordagem te&oacute;rica e    o impacto efetivo no crescimento econ&oacute;mico, e como salientam Kuah e Loo<sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a>,    o facto &eacute; que as despesas em seguran&ccedil;a e defesa, na medida em    que conduzem a estados seguros, criam um ambiente prop&iacute;cio aos investimentos    estrangeiros e &agrave; economia privada e, portanto, fornecem a base necess&aacute;ria    e indispens&aacute;vel para o desenvolvimento econ&oacute;mico e o crescimento<sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>O PAPEL DA SEGURAN&Ccedil;A NUM&nbsp;CLUSTER&nbsp;MAR&Iacute;TIMO</b></p>     <p><b>O CONCEITO DE &laquo;CLUSTER&raquo; APLICADO &Agrave; ECONOMIA MAR&Iacute;TIMA</b></p>     <p>Ao longo das &uacute;ltimas duas d&eacute;cadas, v&aacute;rios autores (desde    o trabalho seminal de Porter na d&eacute;cada de 1990) t&ecirc;m vindo a defender    &ndash; e demonstrar &ndash; que o&nbsp;cluster&nbsp;&eacute; um modelo conceptual    particularmente bem-sucedido quando aplicado ao setor mar&iacute;timo. A promo&ccedil;&atilde;o    da inova&ccedil;&atilde;o, investiga&ccedil;&atilde;o e qualifica&ccedil;&atilde;o,    maior circula&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o relevante, efeitos    catalisadores, estimulantes e autossustent&aacute;veis s&atilde;o algumas das    potencialidades &oacute;bvias.</p>     <p>Na&nbsp;UE, diferentes pa&iacute;ses t&ecirc;m adotado esse modelo, seguindo    o apelo do plano de a&ccedil;&atilde;o da&nbsp;PMI&nbsp;para o desenvolvimento    de&nbsp;clusters&nbsp;multissetoriais e centros regionais de excel&ecirc;ncia    mar&iacute;tima<sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Com efeito, o plano de a&ccedil;&atilde;o sublinha a vantagem da organiza&ccedil;&atilde;o    do&nbsp;cluster&nbsp;e sua especial aplicabilidade com condi&ccedil;&otilde;es    de sucesso para o setor mar&iacute;timo,&nbsp;&laquo;maximizando o uso sustent&aacute;vel    dos oceanos e do mar&raquo;<sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a>,    afirmando que o&nbsp;&laquo;desenvolvimento de uma pol&iacute;tica mar&iacute;tima    integrada, que crie condi&ccedil;&otilde;es-quadro adequadas ao desenvolvimento    de&nbsp;clusters&nbsp;mar&iacute;timos integrados, pode ajudar a que estes se    tornem motores de cria&ccedil;&atilde;o de valor e prosperidade&raquo;<sup><a href="#25">25</a></sup><a name="top25"></a>.</p>     <p>A&nbsp;UE&nbsp;incluiu ainda neste plano um estudo sobre&nbsp;clusters&nbsp;mar&iacute;timos    europeus, realizado em novembro de 2008<sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a>,    que adota uma abordagem muito abrangente e analisa o desempenho de todos os&nbsp;clusterseuropeus    em tr&ecirc;s &aacute;reas: setores mar&iacute;timos tradicionais (marinha comercial,    constru&ccedil;&atilde;o naval, equipamentos navais, servi&ccedil;os mar&iacute;timos,    portos mar&iacute;timos, embarca&ccedil;&otilde;es de recreio,&nbsp;offshore,    marinha, navega&ccedil;&atilde;o fluvial, repara&ccedil;&atilde;o naval e similares);    turismo e atividades recreativas marinhas e costeiras (turismo costeiro e turismo    de cruzeiros); e pesca (processamento de peixe, processamento de peixe e aquicultura).    Os resultados mostram que a organiza&ccedil;&atilde;o em&nbsp;cluster&nbsp;supera    seu pr&oacute;prio impacto econ&oacute;mico; desempenhando, para al&eacute;m    disso, um papel fundamental na facilita&ccedil;&atilde;o do funcionamento de    toda a economia, por exemplo, por meio do transporte mar&iacute;timo facilitando    o com&eacute;rcio internacional e na gera&ccedil;&atilde;o de efeitos indiretos    atrav&eacute;s de compras na cadeia de valor<sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>.</p>     <p>No mesmo documento s&atilde;o tamb&eacute;m mencionados expressivos n&uacute;meros    de emprego, volume de neg&oacute;cios e valor agregado dos v&aacute;rios setores    mar&iacute;timos, tendo conclu&iacute;do que os setores mais importantes para    a economia mar&iacute;tima europeia em termos de valor agregado s&atilde;o a    marinha mercante, os portos, a marinha, a constru&ccedil;&atilde;o naval e os    equipamentos navais; e que as regi&otilde;es mar&iacute;timas mais importantes    da Europa s&atilde;o as do Noroeste, para os setores mar&iacute;timos tradicionais,    e as da Europa do Sul, para turismo e lazer. No caso das pescas, existem casos    de sucesso em toda a Europa, sem a possibilidade de encontrar um padr&atilde;o    regional.</p>     <p>A compara&ccedil;&atilde;o dos agrupamentos mar&iacute;timos europeus &eacute;,    contudo, uma tarefa dif&iacute;cil, em particular devido &agrave; heterogeneidade    da sua composi&ccedil;&atilde;o, ao facto de alguns destes&nbsp;clusters&nbsp;n&atilde;o    serem verdadeiramente nacionais,&nbsp;mas regionais, e devido &agrave; dificuldade    de, em alguns pa&iacute;ses, se encontrar uma &uacute;nica voz para o setor    em&nbsp;fora&nbsp;internacionais.</p>     <p>Uma das discrep&acirc;ncias entre os&nbsp;clusters&nbsp;relaciona-se precisamente    com o setor de seguran&ccedil;a e defesa, j&aacute; que, em alguns&nbsp;clusters&nbsp;(e.g.,    Portugal), &eacute; reconhecido como uma atividade econ&oacute;mica como as    restantes, mas trata-se de uma omiss&atilde;o em geral na composi&ccedil;&atilde;o    dos&nbsp;clusters, como se pode inferir dos estudos que se t&ecirc;m feito sobre    estas organiza&ccedil;&otilde;es, que revelam a aus&ecirc;ncia deste setor nos&nbsp;clustersmar&iacute;timos    em geral na Europa<sup><a href="#28">28</a></sup><a name="top28"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>O CASO PORTUGU&Ecirc;S &ndash; O PAPEL DA SEGURAN&Ccedil;A NO&nbsp;HIPERCLUSTER&nbsp;MAR&Iacute;TIMO</b></p>     <p>Entre os pa&iacute;ses que incluem o setor de seguran&ccedil;a e defesa no    leque de setores que comp&otilde;em o respetivo&nbsp;cluster&nbsp;mar&iacute;timo    encontra-se Portugal.</p>     <p>Embora a designa&ccedil;&atilde;o de&nbsp;cluster&nbsp;seja, desde o trabalho    pioneiro de Porter<sup><a href="#29">29</a></sup><a name="top29"></a>, a mais    comum na literatura internacional sobre o neg&oacute;cio europeu e tamb&eacute;m    a mais utilizada no setor mar&iacute;timo, Portugal seguiu uma abordagem diferente    num estudo hol&iacute;stico sobre economia mar&iacute;tima realizado em 2009<sup><a href="#30">30</a></sup><a name="top30"></a>,    referindo-se a um conceito mais abrangente, que define conceptualmente a economia    do mar numa abordagem ecossist&eacute;mica, integrativa e transetorial, mais    em conson&acirc;ncia com uma realidade que inclui v&aacute;rios atores de diferentes    dimens&otilde;es e natureza (por exemplo, armadores, estaleiros, fabricantes    de componentes, autoridades portu&aacute;rias, empresas de servi&ccedil;os,    institui&ccedil;&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o, institui&ccedil;&otilde;es    de forma&ccedil;&atilde;o, autoridades nacionais, organiza&ccedil;&otilde;es    comerciais, entre outros); que atuam em setores diferenciados (por exemplo,    pesca, turismo, constru&ccedil;&atilde;o naval, biotecnologia, minera&ccedil;&atilde;o,    etc.); e tamb&eacute;m &eacute; transversal no quadro nacional (relacionando-se,    nomeadamente, com a economia, o ambiente, as finan&ccedil;as, as infraestruturas,    a seguran&ccedil;a e defesa, entre outros).</p>     <p>Este estudo considera que o conceito de&nbsp;cluster&nbsp;&eacute;, assim,    de facto, insuficiente para descrever a realidade diversa e complexa da economia    do mar, preferindo descrev&ecirc;-la como um&nbsp;hypercluster, que define como&nbsp;&laquo;um    conjunto de&nbsp;clusters&nbsp;que, embora n&atilde;o necessariamente todos    tenham um impacto econ&ocirc;mico ou tecnol&oacute;gico pr&oacute;ximo rela&ccedil;&otilde;es    de troca (como requer o conceito cl&aacute;ssico de&nbsp;cluster), existem ao    redor da explora&ccedil;&atilde;o do mesmo recurso e que suporta uma grande    variedade de fun&ccedil;&otilde;es&raquo;<sup><a href="#31">31</a></sup><a name="top31"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Considerar a economia mar&iacute;tima nesta perspetiva permite a considera&ccedil;&atilde;o    de outras caracter&iacute;sticas relevantes de algumas das atividades relacionadas    &agrave; economia mar&iacute;tima que n&atilde;o podem ser abordadas exclusivamente    considerando o valor agregado e o emprego de algumas atividades, integrando    componentes estrat&eacute;gicos e econ&oacute;micos, envolvendo a oferta de    bens p&uacute;blicos e gerando oportunidades de neg&oacute;cios, supondo uma    constru&ccedil;&atilde;o densa de externalidades para serem totalmente desenvolvidas    e associadas de forma crucial &agrave; constru&ccedil;&atilde;o do capital simb&oacute;lico    de uma cidade, regi&atilde;o ou pa&iacute;s.</p>     <p>Neste contexto, o componente&nbsp;&laquo;seguran&ccedil;a e defesa e no mar&raquo;,    porque possuidor de uma estrutura material e humana, tem um efeito indireto    e de longo prazo relevante sobre a economia do mar, contribuindo para a produ&ccedil;&atilde;o    do pensamento estrat&eacute;gico, colaborando no ensino e na forma&ccedil;&atilde;o    e apoiando o desenvolvimento da visibilidade, da imagem e da cultura mar&iacute;tima,    isto &eacute;, desempenhando um papel de regenera&ccedil;&atilde;o e cria&ccedil;&atilde;o    de fatores de inova&ccedil;&atilde;o, sustenta&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento    de todo o&nbsp;hypercluster&nbsp;da economia do mar.</p>     <p>Sem esquecer, naturalmente, a fun&ccedil;&atilde;o de base do setor da seguran&ccedil;a    e defesa no &acirc;mbito da defesa militar e apoio &agrave; pol&iacute;tica    externa do pa&iacute;s, e das a&ccedil;&otilde;es de salvaguarda e prote&ccedil;&atilde;o    de pessoas, bens e recursos naturais, permitindo a cria&ccedil;&atilde;o de    condi&ccedil;&otilde;es de base essenciais para todas e quaisquer atividades    no mar.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>O MAR E AS ESTRAT&Eacute;GIAS DE SEGURAN&Ccedil;A E DEFESA EUROPEIA E PORTUGUESA</b></p>     <p>Estas fun&ccedil;&otilde;es estruturais do setor da seguran&ccedil;a e defesa    tornam-se ainda mais relevantes em momentos hist&oacute;ricos como o que vivemos    atualmente, quando o ambiente estrat&eacute;gico, no qual a&nbsp;UE&nbsp;se    pretende afirmar como um dos principais atores da cena internacional, se apresenta    extremamente complexo, interligado, imprevis&iacute;vel e din&acirc;mico<sup><a href="#32">32</a></sup><a name="top32"></a>.</p>     <p>Para cumprir esta ambi&ccedil;&atilde;o, a Uni&atilde;o adotou medidas para    promover a paz e a seguran&ccedil;a n&atilde;o apenas na sua &aacute;rea pr&oacute;xima,    mas tamb&eacute;m internamente, tendo desde junho de 2016 um novo instrumento    na sua caixa de ferramentas: a&nbsp;EUGS<sup><a href="#33">33</a></sup><a name="top33"></a>.</p>     <p>Para implementar os aspetos relacionados com a seguran&ccedil;a e defesa da&nbsp;EUGS,    Federica Mogherini prop&ocirc;s a 14 de novembro de 2016 um plano de implementa&ccedil;&atilde;o,    o Plano de A&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#34">34</a></sup><a name="top34"></a>.&nbsp;Estes    dois importantes documentos definem uma orienta&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica    para as prioridades da seguran&ccedil;a e defesa em termos de geografia e do    leque de atividades visadas, ao mesmo tempo que nos esclarecem sobre os n&iacute;veis    de ambi&ccedil;&atilde;o civil e militar, para que a Europa seja capaz de salvaguardar    a seguran&ccedil;a quer ao n&iacute;vel interno, quer al&eacute;m-fronteiras.</p>     <p>O foco do plano de implementa&ccedil;&atilde;o centra-se no atingir de tr&ecirc;s    prioridades indicadas na&nbsp;EUGS: responder a conflitos e crises externas;    fortalecer as capacidades dos parceiros e proteger a Uni&atilde;o e os seus    cidad&atilde;os<sup><a href="#35">35</a></sup><a name="top35"></a>, sendo a&nbsp;PESD&nbsp;(Pol&iacute;tica    Europeia de Seguran&ccedil;a e Defesa) a principal ferramenta para enfrentar    todos os desafios que tenham impacto na seguran&ccedil;a da Uni&atilde;o.</p>     <p>Na&nbsp;EUGS, a centralidade do Atl&acirc;ntico &eacute; fundamental; nela    se enfatiza o refor&ccedil;o dos la&ccedil;os entre as duas margens do Atl&acirc;ntico,    o aprofundar da sua parceria com a&nbsp;nato, os Estados Unidos e o Canad&aacute;,    mas tamb&eacute;m em todo o espa&ccedil;o do Atl&acirc;ntico. A&nbsp;UE&nbsp;como    produtor de seguran&ccedil;a contribuir&aacute; ainda para a seguran&ccedil;a    mar&iacute;tima global e procurar&aacute; universalizar e implementar a&nbsp;CNUDM,    incluindo os seus mecanismos de resolu&ccedil;&atilde;o de lit&iacute;gios<sup><a href="#36">36</a></sup><a name="top36"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neste sentido, as preocupa&ccedil;&otilde;es crescentes com a seguran&ccedil;a    na Europa for&ccedil;am a um entendimento mais profundo entre a&nbsp;UE&nbsp;e    a&nbsp;nato, pelo que: a 8 de julho de 2016 foi assinada pelo presidente do    Conselho Europeu, pelo presidente da Comiss&atilde;o Europeia e pelo secret&aacute;rio-geral    da&nbsp;nato&nbsp;uma declara&ccedil;&atilde;o conjunta para refor&ccedil;o    de uma parceria estrat&eacute;gica em sete &aacute;reas, sendo uma delas espec&iacute;fica    para a coopera&ccedil;&atilde;o operacional no mar<sup><a href="#37">37</a></sup><a name="top37"></a>;    a 6 de dezembro foi adotado um conjunto comum de propostas para a implementa&ccedil;&atilde;o    da declara&ccedil;&atilde;o conjunta, tamb&eacute;m conhecido como&nbsp;&laquo;42    Pontos de A&ccedil;&atilde;o de Implementa&ccedil;&atilde;o&raquo;<sup><a href="#38">38</a></sup><a name="top38"></a>,    sendo seis dos pontos relacionados com assuntos mar&iacute;timos; um ano mais    tarde, a 5 de dezembro de 2017, foi apresentado pelo Conselho o &uacute;ltimo    relat&oacute;rio conclusivo sobre a implementa&ccedil;&atilde;o da declara&ccedil;&atilde;o    conjunta contendo novas propostas de coopera&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#39">39</a></sup><a name="top39"></a>.</p>     <p>Tamb&eacute;m Portugal se tem vindo a adaptar ao novo contexto estrat&eacute;gico    e, numa tentativa de se afirmar como um contribuidor ativo para a produ&ccedil;&atilde;o    de seguran&ccedil;a internacional, encetou a partir de 2013 um complexo processo    de reformas no &acirc;mbito da defesa, ano em que adotou um novo Conceito Estrat&eacute;gico    de Defesa Nacional (CEDN), documento em que se acentua a ideia de que o mar    &eacute; particularmente importante para Portugal. Neste documento, o mar &eacute;    classificado como um ativo estrat&eacute;gico que deve ser explorado, protegido    e preservado, mas requer condi&ccedil;&otilde;es a serem criadas com base nos    seguintes fatores cr&iacute;ticos de sucesso:&nbsp;&laquo;melhorar o conhecimento    cient&iacute;fico; incrementar a capacita&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica    e defender a plataforma continental&raquo;, cuja futura delimita&ccedil;&atilde;o    acrescenta responsabilidade e renome &agrave; centralidade geoestrat&eacute;gica    do pa&iacute;s. O documento em apre&ccedil;o acrescenta ainda que&nbsp;&laquo;como    ativo estrat&eacute;gico, o mar deve estar integrado numa perspetiva ampla de    seguran&ccedil;a e defesa nacional&raquo;, sendo assim necess&aacute;rio, no    que &agrave; seguran&ccedil;a mar&iacute;tima diz respeito:&nbsp;&laquo;manter    uma capacidade adequada de vigil&acirc;ncia e controlo do espa&ccedil;o mar&iacute;timo    sob responsabilidade nacional e do espa&ccedil;o mar&iacute;timo interterritorial;    otimizar a coordena&ccedil;&atilde;o e a utiliza&ccedil;&atilde;o dos meios    de combate &agrave;s atividades criminais efetuadas no mar&raquo;<sup><a href="#40">40</a></sup><a name="top40"></a>.</p>     <p>Na reformula&ccedil;&atilde;o efetuada, ap&oacute;s o&nbsp;CEDN seguiu-se um    outro documento estruturante de toda a defesa nacional e que introduz a reforma    estrutural conhecida como&nbsp;&laquo;Defesa 2020&raquo;. Este documento cont&eacute;m    uma orienta&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica para a defini&ccedil;&atilde;o    do n&iacute;vel de ambi&ccedil;&atilde;o para as For&ccedil;as Armadas e para    estabelecer fatores de planeamento e orienta&ccedil;&otilde;es para o ciclo    de planeamento estrat&eacute;gico, sendo aqui de real&ccedil;ar a orienta&ccedil;&atilde;o    espec&iacute;fica para efetivos e or&ccedil;amentos, contendo ainda orienta&ccedil;&otilde;es    para a reorganiza&ccedil;&atilde;o da macroestrutura da defesa nacional e das    For&ccedil;as Armadas<sup><a href="#41">41</a></sup><a name="top41"></a>.</p>     <p>Com esses dois documentos foi iniciado um ciclo de revis&atilde;o de novas    leis para as organiza&ccedil;&otilde;es das For&ccedil;as Armadas, tendo findado    em 2014 com a apresenta&ccedil;&atilde;o de um novo Conceito Estrat&eacute;gico    Militar (CEM), de novas miss&otilde;es (MIFA) e de um novo sistema da for&ccedil;a.</p>     <p>Como Portugal tem dois arquip&eacute;lagos no Atl&acirc;ntico &ndash; A&ccedil;ores    e Madeira &ndash;, estes novos documentos tornaram mais not&oacute;ria a import&acirc;ncia    de&nbsp;&laquo;garantir a liberdade de utiliza&ccedil;&atilde;o das linhas de    comunica&ccedil;&atilde;o mar&iacute;timas e a&eacute;reas entre as diversas    parcelas do territ&oacute;rio nacional&raquo;<sup><a href="#42">42</a></sup><a name="top42"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>SEGURAN&Ccedil;A MAR&Iacute;TIMA NA UE E EM PORTUGAL. OBJETIVOS ESTRAT&Eacute;GICOS</b></p>     <p>A Estrat&eacute;gia Mar&iacute;tima para a Regi&atilde;o Atl&acirc;ntica definida    pela Comiss&atilde;o Europeia em 2011, est&aacute; limitada apenas aos cinco    estados-membros da costa atl&acirc;ntica (Fran&ccedil;a, Irlanda, Portugal,    Espanha e Reino Unido). Esta estrat&eacute;gia inclui uma componente de seguran&ccedil;a    mar&iacute;tima e a sua execu&ccedil;&atilde;o exige um grande empenhamento    quer das institui&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias, quer dos estados-membros    e mesmo de entidades privadas<sup><a href="#43">43</a></sup><a name="top43"></a>.    No Plano de A&ccedil;&atilde;o para uma Estrat&eacute;gia Mar&iacute;tima na    Regi&atilde;o Atl&acirc;ntica, a ser aplicado at&eacute; 2020, s&atilde;o estabelecidas    as prioridades em mat&eacute;ria de investiga&ccedil;&atilde;o, investimento    e refor&ccedil;o de compet&ecirc;ncias, que os estados podem seguir de forma    a fomentarem a&nbsp;&laquo;economia azul&raquo;&nbsp;na regi&atilde;o atl&acirc;ntica    de uma maneira sustent&aacute;vel e inclusiva nas zonas costeiras<sup><a href="#44">44</a></sup><a name="top44"></a>.</p>     <p>Com a estrat&eacute;gia de seguran&ccedil;a mar&iacute;tima adotada em 2014,    enformada por elementos geopol&iacute;ticos<sup><a href="#45">45</a></sup><a name="top45"></a>&nbsp;e    que abrange aspetos internos e externos da seguran&ccedil;a mar&iacute;tima    da Uni&atilde;o, pretende-se a defesa dos interesses mar&iacute;timos que a    Europa precisa de salvaguardar na &aacute;rea mar&iacute;tima pr&oacute;xima    (a dos espa&ccedil;os sob jurisdi&ccedil;&atilde;o dos estados-membros e a das    suas aproxima&ccedil;&otilde;es pelo alto mar), bem como os interesses mar&iacute;timos    distantes (seguran&ccedil;a de rotas de navega&ccedil;&atilde;o vitais que possam    estar amea&ccedil;adas)<sup><a href="#46">46</a></sup><a name="top46"></a>.</p>     <p>A estrat&eacute;gia de seguran&ccedil;a mar&iacute;tima tem tamb&eacute;m como    objetivo criar um quadro coerente para contribuir para a estabilidade e a seguran&ccedil;a    nos mares procurando ser coerente com outras pol&iacute;ticas relevantes da&nbsp;UE&nbsp;relacionadas    com o mar, nomeadamente a&nbsp;PMI. Os tr&ecirc;s objetivos gerais da estrat&eacute;gia    s&atilde;o: identificar e articular os principais interesses estrat&eacute;gicos    mar&iacute;timos da&nbsp;UE; identificar e articular as amea&ccedil;as mar&iacute;timas,    desafios e riscos para os interesses estrat&eacute;gicos da&nbsp;UE; organizar    a resposta apropriada<sup><a href="#47">47</a></sup><a name="top47"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esta estrat&eacute;gia &ndash; que apela a uma atua&ccedil;&atilde;o da Uni&atilde;o    quer autonomamente, quer em parceria &ndash; promove uma abordagem regional    da seguran&ccedil;a mar&iacute;tima e integra cinco grandes &aacute;reas: a&ccedil;&atilde;o    externa; alerta mar&iacute;timo, vigil&acirc;ncia e partilha de informa&ccedil;&atilde;o;    desenvolvimento de capacidades; gest&atilde;o de risco, prote&ccedil;&atilde;o    de infraestruturas mar&iacute;timas cr&iacute;ticas; resposta a crises e, ainda,    inova&ccedil;&atilde;o e investiga&ccedil;&atilde;o em seguran&ccedil;a mar&iacute;tima,    educa&ccedil;&atilde;o e treino<sup><a href="#48">48</a></sup><a name="top48"></a>.</p>     <p>Ao promover uma abordagem regional, a estrat&eacute;gia de seguran&ccedil;a    mar&iacute;tima liga-se diretamente &agrave; estrat&eacute;gia conjunta com    a Uni&atilde;o Africana (UA)<sup><a href="#49">49</a></sup><a name="top49"></a>&nbsp;adotada    em 2007, em Lisboa, tendo por base os princ&iacute;pios de perten&ccedil;a e    de responsabilidade conjunta, e ao mesmo tempo desenvolveu diversos mecanismos    de di&aacute;logo e coopera&ccedil;&atilde;o com organiza&ccedil;&otilde;es    sub-regionais africanas. No &acirc;mbito da seguran&ccedil;a h&aacute; in&uacute;meras    iniciativas, sobretudo para a regi&atilde;o da &Aacute;frica Ocidental e do    Sahel<sup><a href="#50">50</a></sup><a name="top50"></a>, envolvendo a Comunidade    Econ&oacute;mica dos Estados da &Aacute;frica Ocidental (CEDEAO), para conter    o tr&aacute;fico il&iacute;cito, a pirataria e o terrorismo, tendo tamb&eacute;m    tido papel de destaque no apoio &agrave; defini&ccedil;&atilde;o de uma Arquitetura    de Paz e Seguran&ccedil;a Africana (APSA), e projetado for&ccedil;as militares    ao abrigo da&nbsp;PCSD&nbsp;no apoio &agrave; reforma do setor de seguran&ccedil;a    e defesa no N&iacute;ger e no Mali.</p>     <p>Foi tamb&eacute;m a partir de 2007 que a&nbsp;UE&nbsp;passou a dispor de um    mecanismo de financiamento r&aacute;pido para a preven&ccedil;&atilde;o de conflitos,    a gest&atilde;o de crises e as iniciativas de constru&ccedil;&atilde;o da paz,    quando outras fontes de financiamento da Uni&atilde;o n&atilde;o est&atilde;o    dispon&iacute;veis &ndash; o Instrumento de Estabilidade (IFS).</p>     <p>A abordagem regional da seguran&ccedil;a mar&iacute;tima na&nbsp;UE&nbsp;favorece    ainda a liga&ccedil;&atilde;o com outra estrat&eacute;gia, a Estrat&eacute;gia    (da Uni&atilde;o Europeia) para o Golfo da Guin&eacute;, que cobre uma linha    de costa de seis mil quil&oacute;metros, do Senegal a Angola. Esta estrat&eacute;gia    procura, em coordena&ccedil;&atilde;o com parceiros locais e internacionais,    atuar de uma forma abrangente para fazer face &agrave;s amea&ccedil;as identificadas,    tendo sido definidos quatro grandes objetivos<sup><a href="#51">51</a></sup><a name="top51"></a>,    sendo de destacar a capacita&ccedil;&atilde;o institucional local de forma que    a seguran&ccedil;a mar&iacute;tima, a lei e a ordem possam ser garantidas<sup><a href="#52">52</a></sup><a name="top52"></a>.</p>     <p>A esta estrat&eacute;gia podemos acrescentar a cria&ccedil;&atilde;o, em dezembro    de 2016, da Rede Inter-regional do Golfo da Guin&eacute; (GOGIN), que engloba    19 pa&iacute;ses da regi&atilde;o. Esta rede &ndash; que tem como objetivo melhorar    a seguran&ccedil;a mar&iacute;tima no golfo, nomeadamente atrav&eacute;s de    uma eficiente partilha de informa&ccedil;&atilde;o &ndash; foi edificada a partir    do programa Rotas Mar&iacute;timas Cr&iacute;ticas do Golfo da Guin&eacute;    (CRIMGO), financiado pelo&nbsp;IFS, e apoia a implementa&ccedil;&atilde;o dos    processos e do c&oacute;digo de conduta de Iaund&eacute;<sup><a href="#53">53</a></sup><a name="top53"></a>.</p>     <p>A forma de a&nbsp;UE&nbsp;fazer face &agrave; pirataria na regi&atilde;o do    golfo da Guin&eacute; mostra que teve em considera&ccedil;&atilde;o as li&ccedil;&otilde;es    aprendidas no Corno de &Aacute;frica, com uma a&ccedil;&atilde;o concertada    da comunidade internacional com uma interven&ccedil;&atilde;o militar inicial    e depois com uma atua&ccedil;&atilde;o mais compreensiva, combatendo o fen&oacute;meno    tamb&eacute;m em terra, sobretudo nas suas origens e causas profundas. Essa    experi&ecirc;ncia adquirida tamb&eacute;m&nbsp;&laquo;sugere que uma a&ccedil;&atilde;o    preventiva precoce, em estreita coordena&ccedil;&atilde;o com os pa&iacute;ses    da regi&atilde;o e as organiza&ccedil;&otilde;es regionais africanas, &eacute;    muito mais eficaz em termos de custos do que medidas curativas posteriores&raquo;,    bem como o valor da&nbsp;&laquo;integra&ccedil;&atilde;o de todos os aspetos    para obter um maior efeito cumulativo; vertente pol&iacute;tica, boa governa&ccedil;&atilde;o/luta    contra a corrup&ccedil;&atilde;o, seguran&ccedil;a, vertente institucional,    dimens&atilde;o econ&oacute;mica e desenvolvimento&raquo;, como se pode ler    no documento que serve de base para a resposta estrat&eacute;gica da&nbsp;UE&nbsp;aos    desafios no golfo da Guin&eacute;<sup><a href="#54">54</a></sup><a name="top54"></a>.</p>     <p>A Uni&atilde;o tamb&eacute;m desenvolveu v&aacute;rios instrumentos de coopera&ccedil;&atilde;o    inter-regional com a Am&eacute;rica Latina, nomeadamente para o combate ao crime    organizado, sendo de destacar o Programa de Coopera&ccedil;&atilde;o em Pol&iacute;ticas    de Drogas (COPOLAD).</p>     <p>No caso portugu&ecirc;s, o Conceito Estrat&eacute;gico Militar (CEM) de 2014    sublinha que, para al&eacute;m do servi&ccedil;o p&uacute;blico, de defesa nacional,    as For&ccedil;as Armadas desempenham outras miss&otilde;es essenciais para a    consecu&ccedil;&atilde;o dos objetivos nacionais de seguran&ccedil;a e desenvolvimento,    incluindo, nos seis cen&aacute;rios<sup><a href="#55">55</a></sup><a name="top55"></a>&nbsp;de    atua&ccedil;&atilde;o que identifica para os diferentes n&iacute;veis de empenhamento    definidos (paz, crise e guerra), um cen&aacute;rio de apoio ao desenvolvimento    e bem-estar.</p>     <p>Em cada um dos n&iacute;veis de empenhamento definidos, Portugal, genericamente,    deve garantir a vigil&acirc;ncia e o controlo, incluindo a fiscaliza&ccedil;&atilde;o    e o policiamento a&eacute;reo, dos espa&ccedil;os sob soberania e jurisdi&ccedil;&atilde;o    e responsabilidades nacionais (espa&ccedil;os mar&iacute;timo, a&eacute;reo    e interterritorial); busca e salvamento, bem como a seguran&ccedil;a das linhas    de comunica&ccedil;&atilde;o no Espa&ccedil;o Estrat&eacute;gico de Interesse    Nacional (EEIN), adicionalmente &agrave;s opera&ccedil;&otilde;es no &acirc;mbito    das organiza&ccedil;&otilde;es internacionais (UE, NATO). No cen&aacute;rio    geral de&nbsp;&laquo;apoio ao desenvolvimento e bem-estar&raquo;&nbsp;&eacute;    ainda referido especificamente o apoio na preserva&ccedil;&atilde;o do ambiente    e da seguran&ccedil;a mar&iacute;tima e a&eacute;rea (<i>safety</i>)<sup><a href="#56">56</a></sup><a name="top56"></a>.</p>     <p>Tamb&eacute;m no que respeita &agrave; defini&ccedil;&atilde;o das miss&otilde;es    das For&ccedil;as Armadas decorrentes do&nbsp;cem, &eacute; sublinhada a necessidade    de conduzir e participar em atividades relacionadas com o desenvolvimento econ&oacute;mico,    cient&iacute;fico e cultural, para al&eacute;m da vigil&acirc;ncia, do controlo    e da interven&ccedil;&atilde;o&nbsp;&laquo;nos espa&ccedil;os sob soberania    e jurisdi&ccedil;&atilde;o nacional, incluindo a fiscaliza&ccedil;&atilde;o    mar&iacute;tima&raquo;<sup><a href="#57">57</a></sup><a name="top57"></a>, bem    como da condu&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de busca e salvamento mar&iacute;timo    e a&eacute;reo, no quadro das compet&ecirc;ncias atribu&iacute;das, para que    seja garantida a satisfa&ccedil;&atilde;o das necessidades nacionais e dos compromissos    internacionais assumidos pelo pa&iacute;s.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Eacute; tamb&eacute;m definida a miss&atilde;o de</p>     <p>     <blockquote>vigiar e controlar as principais rotas internacionais a&eacute;reas    e mar&iacute;timas que intersetam o&nbsp;EEINP<sup><a href="#58">58</a></sup><a name="top58"></a>,    intervindo, como necess&aacute;rio, para assegurar a sua plena utiliza&ccedil;&atilde;o    em seguran&ccedil;a, e com liberdade de a&ccedil;&atilde;o, no respeito pelo    Direito Internacional; e (&hellip;) colaborar com as entidades civis nos &acirc;mbitos    (...) da seguran&ccedil;a da navega&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima&raquo;<sup><a href="#59">59</a></sup><a name="top59"></a>.</blockquote>     <p></p>     <p>As For&ccedil;as Armadas t&ecirc;m ainda de garantir a circula&ccedil;&atilde;o    no espa&ccedil;o interterritorial, bem como o apoio &agrave; prote&ccedil;&atilde;o    e salvaguarda de pessoas e bens, incluindo a seguran&ccedil;a mar&iacute;tima<sup><a href="#60">60</a></sup><a name="top60"></a>.</p>     <p>Para cumprir estas miss&otilde;es nos diferentes cen&aacute;rios de atua&ccedil;&atilde;o,    a estrat&eacute;gia estrutural do Estado organizou as suas For&ccedil;as Armadas    em ramos, competindo &agrave; Marinha, para al&eacute;m da sua miss&atilde;o    principal, entre as diversas incumb&ecirc;ncias e compet&ecirc;ncias, o exercer    da autoridade do Estado nas zonas mar&iacute;timas sob soberania ou jurisdi&ccedil;&atilde;o    nacional e no alto mar, garantindo o cumprimento da lei no &acirc;mbito das    respetivas compet&ecirc;ncias e assegurar o funcionamento do Servi&ccedil;o    de Busca e Salvamento Mar&iacute;timo (SBSM)<sup><a href="#61">61</a></sup><a name="top61"></a>,    dispondo para tal de uma pan&oacute;plia de capacidades e meios navais, navios    de v&aacute;rias classes e submarinos, que cumprem as miss&otilde;es que lhe    s&atilde;o atribu&iacute;das, assim contribuindo, em nosso entender, para a    garantia da seguran&ccedil;a mar&iacute;tima no espa&ccedil;o do Atl&acirc;ntico<sup><a href="#62">62</a></sup><a name="top62"></a>.</p>     <p>Mas no &acirc;mbito do Minist&eacute;rio da Defesa h&aacute; outra entidade    a quem compete&nbsp;&laquo;coordenar as atividades a executar pela Marinha,    pela Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Autoridade Mar&iacute;tima (DGAM)<sup><a href="#63">63</a></sup><a name="top63"></a>&nbsp;e    pelo Comando-Geral da Pol&iacute;cia Mar&iacute;tima (CGPM), em &acirc;mbito    nacional, nos espa&ccedil;os dominiais p&uacute;blicos e mar&iacute;timos sob    soberania e jurisdi&ccedil;&atilde;o nacional&raquo;&nbsp;&ndash; a Autoridade    Mar&iacute;tima Nacional<sup><a href="#64">64</a></sup><a name="top64"></a>.</p>     <p>Esta estrutura h&iacute;brida e complexa que temos vindo a descrever, com uma    componente militar e uma componente civil, &eacute; dirigida pela mesma entidade,    em dupla fun&ccedil;&atilde;o: o almirante-chefe do Estado-Maior da Armada.    Assim, os meios acabam por ter um emprego mais racional, dual, sendo coordenados    superiormente de acordo com a miss&atilde;o e emprego, cabendo ainda &agrave;    Marinha disponibilizar os recursos humanos e materiais necess&aacute;rios para    o desempenho das compet&ecirc;ncias dos &oacute;rg&atilde;os e servi&ccedil;os    da Autoridade Mar&iacute;tima Nacional<sup><a href="#65">65</a></sup><a name="top65"></a>.</p>     <p>A esta estrutura complexa acresce outra entidade que tamb&eacute;m tem responsabilidades    na seguran&ccedil;a mar&iacute;tima, nomeadamente ao n&iacute;vel&nbsp;<i>safety,</i>    a Dire&ccedil;&atilde;o-Geral de Recursos Naturais, Seguran&ccedil;a e Servi&ccedil;os    Mar&iacute;timos<sup><a href="#66">66</a></sup><a name="top66"></a>, do Minist&eacute;rio    do Mar, respons&aacute;vel entre outros pelos sistemas de monitoriza&ccedil;&atilde;o    das atividades no mar como o Vessel Traffic Services (VTS), uma preciosa ferramenta    para as miss&otilde;es de combate ao crime e de salvaguarda da vida no mar.    Adicionalmente, Portugal possui ainda o Sistema Autom&aacute;tico de Identifica&ccedil;&atilde;o    (SAI) e o Integrated Surveillance, Command and Coast Control System. A estes    sistemas podemos adicionar os sistemas interoper&aacute;veis da&nbsp;UE, o Long    Range Identification and Tracking e o Eurosur (Sistema Europeu de Vigil&acirc;ncia    das Fronteiras).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>NOTAS FINAIS E S&Iacute;NTESE CONCLUSIVA</b></p>     <p>O oceano &eacute; considerado hoje como a nova fronteira econ&oacute;mica,    com o potencial de impulsionar o crescimento econ&oacute;mico, o emprego e a    inova&ccedil;&atilde;o. Na Europa, a Comiss&atilde;o Europeia sublinhou que    a economia mar&iacute;tima &eacute; um dos principais motores da economia europeia,    enquadrando-os na&nbsp;PMI, e concretamente no Atl&acirc;ntico, na Estrat&eacute;gia    para o Atl&acirc;ntico, que t&ecirc;m favorecido a cria&ccedil;&atilde;o de&nbsp;clusters,    como modelo de organiza&ccedil;&atilde;o e governan&ccedil;a que, numa vis&atilde;o    integrada e ecossist&eacute;mica, melhor responde aos desafios do oceano enquanto    ativo estrat&eacute;gico.</p>     <p>Esta nova&nbsp;&laquo;descoberta&raquo;&nbsp;da relev&acirc;ncia econ&oacute;mica,    pol&iacute;tica e estrat&eacute;gica do oceano, traz consigo preocupa&ccedil;&otilde;es    acrescidas de seguran&ccedil;a e defesa, nomeadamente no que respeita aos meios    para garantir a seguran&ccedil;a dos mares, j&aacute; que as fontes de conflito    crescem &agrave; medida que o desenvolvimento tecnol&oacute;gico permite aumentar    a explora&ccedil;&atilde;o das riquezas do fundo do mar. Neste contexto, o papel    atribu&iacute;do ao poder naval na prote&ccedil;&atilde;o, monitoriza&ccedil;&atilde;o    e controlo dos oceanos e das atividades a&iacute; empreendidas torna-se uma    quest&atilde;o central.</p>     <p>Parece evidenciar-se que, na&nbsp;UE, &eacute; reconhecida a import&acirc;ncia    do setor&nbsp;&laquo;seguran&ccedil;a e defesa&raquo;&nbsp;para o cumprimento    dos objetivos da&nbsp;pmi&nbsp;e da Estrat&eacute;gia para o Atl&acirc;ntico,    pelo que a&nbsp;EUGS&nbsp;aparece como um contributo relevante para aqueles    objetivos. A centralidade conferida pela&nbsp;eugs&nbsp;ao Atl&acirc;ntico refor&ccedil;a    particularmente as premissas de seguran&ccedil;a no desenvolvimento da economia    mar&iacute;tima dos pa&iacute;ses atl&acirc;nticos, onde Portugal se procura    afirmar como produtor de seguran&ccedil;a e, em simult&acirc;neo, seu grande    benefici&aacute;rio.</p>     <p>Neste contexto, Portugal desenvolveu, entre 2013 e 2014, um dif&iacute;cil    processo de reformas da defesa, iniciado com a revis&atilde;o do&nbsp;CEDN,    que vem enfatizar a import&acirc;ncia do mar para Portugal e classific&aacute;-lo    como um bem estrat&eacute;gico que deve ser explorado, protegido e preservado,    mas que tamb&eacute;m requer capacidades espec&iacute;ficas baseadas em fatores    de sucesso cr&iacute;ticos, como melhorar o conhecimento, aumentar a capacidade    tecnol&oacute;gica e defender a plataforma continental, cuja futura delimita&ccedil;&atilde;o    acrescenta responsabilidade e centralidade geopol&iacute;tica ao pa&iacute;s.</p>     <p>Ainda neste &acirc;mbito, foram definidos um novo&nbsp;cem, novas miss&otilde;es    e uma nova estrutura da for&ccedil;a, que enfatizam a necessidade de apoio ao    desenvolvimento econ&oacute;mico, cient&iacute;fico e cultural, conduzindo e    participando em atividades com ele relacionadas, bem como a prote&ccedil;&atilde;o    e salvaguarda de pessoas e bens, incluindo no mar. Para al&eacute;m disso, real&ccedil;a    ainda a import&acirc;ncia de garantir as comunica&ccedil;&otilde;es por linhas    mar&iacute;timas entre todas as parcelas do territ&oacute;rio portugu&ecirc;s,    a necessidade de manter uma vigil&acirc;ncia e controlo adequados do espa&ccedil;o    sob responsabilidade nacional, bem como busca e salvamento, contribuindo para    a seguran&ccedil;a mar&iacute;tima num espa&ccedil;o que abrange o Atl&acirc;ntico    dos A&ccedil;ores a Cabo Verde.</p>     <p>No que &agrave; seguran&ccedil;a mar&iacute;tima diz respeito a estrat&eacute;gia    estrutural do Estado portugu&ecirc;s adotou um modelo de governan&ccedil;a e    organizacional h&iacute;brido e complexo, com uma componente militar e uma componente    civil, &agrave; qual acrescem ainda outras entidades dependentes do Minist&eacute;rio    do Mar. Este modelo, por vezes contestado, em nosso entender acaba por privilegiar    uma melhor utiliza&ccedil;&atilde;o dos recursos e do conhecimento dispon&iacute;veis    em Portugal.&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>     <p>ALPTEKIN, A., e LEVINE, P. &ndash; &laquo;Military expenditure and economic    growth: a meta-analysis&raquo;. In&nbsp;<i>European Journal of Political Economy</i>.    Vol. 28, N.&ordm; 4, 2012, pp. 636-650.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>BENOIT, E. &ndash; &laquo;Growth and defense in developing countries&raquo;.    In&nbsp;<i>Economic Development and Cultural Change</i>. Vol. 26, N.&ordm; 2,    1978, pp. 271-280.</p>     <p>BILDIRICI, M. &ndash; &laquo;Defense, economic growth and energy consumption    in China&raquo;. <i>In&nbsp;Procedia Economics and Finance</i>. Vol. 38, 2016,    pp. 257-263.</p>     <p>BRZOSKA, M. &ndash; &laquo;World military expenditures&raquo;. In&nbsp;<i>Handbook    of Defense Economics</i>.&nbsp;Chapter 3. Elsevier, 1995.</p>     <p>CONSELHO DE CHEFES DE ESTADO-MAIOR &ndash;&nbsp;<i>Conceito Estrat&eacute;gico    Militar</i>. Minist&eacute;rio da Defesa Nacional, 2014.</p>     <p>CONSELHO DE CHEFES DE ESTADO-MAIOR&nbsp;&ndash;&nbsp;<i>Miss&otilde;es das    For&ccedil;as Armadas</i>. Minist&eacute;rio da Defesa Nacional, 2014.</p>     <p>CONSELHO DE&nbsp;MINISTROS&nbsp;&ndash; &laquo;Resolu&ccedil;&atilde;o do Conselho    de Ministros n.&ordm; 19/2013. Conceito estrat&eacute;gico de defesa nacional&raquo;.    In&nbsp;<i>Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica</i>. 1.&ordf; S&eacute;rie, N.&ordm;    67, 5 de abril de 2013.</p>     <p>CONSELHO DE&nbsp;MINISTROS&nbsp;&ndash; &laquo;Resolu&ccedil;&atilde;o do Conselho    de Ministros n.&ordm; 26/2013. Defesa 2020&raquo;. In&nbsp;<i>Di&aacute;rio    da Rep&uacute;blica</i>.&nbsp;1.&ordf; S&eacute;rie, N.&ordm; 77, 19 de abril    de 2013.</p>     <p>COSTANZA, R. &ndash; &laquo;The ecological, economic, and social importance    of the oceans&raquo;. <i>In&nbsp;Ecological Economics</i>. N.&ordm; 31, 1999,    pp. 199-213.</p>     <p>DAMANAKI, M. &ndash;&nbsp;<i>A Strategy for the Atlantic</i>.&nbsp;Speech/11/816.    Lisboa. 28 de novembro de 2011.</p>     <p>DE&nbsp;VET, J.,&nbsp;et al.&nbsp;&ndash;&nbsp;<i>Support Activities for the    Development of Maritime Clusters in the Mediterranean and Black Sea Areas</i>,    Final Report under&nbsp;FWC MARE/2012/06 &ndash; SC D1/2013/01, DG Maritime    Affairs and Fisheries.&nbsp;Bruxelas. 29 de agosto de 2014.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>DECRETO-LEI&nbsp; n.&ordm; 43/2002, In&nbsp;<i>Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica.</i>    1.&ordf; S&eacute;rie, N.&ordm; 52, 2 de mar&ccedil;o de 2002.</p>     <p>DECRETO-LEI&nbsp; n.&ordm; 49-A/2012. In<i>&nbsp;Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica</i>.    1.&ordf; S&eacute;rie, N.&ordm; 43, 29 de fevereiro de 2012.</p>     <p>DECRETO-LEI&nbsp;n.&ordm; 185/2014. In&nbsp;<i>Di&aacute;rio da&nbsp;Rep&uacute;blica</i>.    1.&ordf; S&eacute;rie, N.&ordm; 250, 29 de dezembro de 2014.</p>     <p>EUROPEAN&nbsp;COMMISSION&nbsp;&ndash; &laquo;Communication from the Commission    to the European Parliament, the Council, the European Economic and Social Committee    and the Committee of the Regions. Conclusions from the consultation on a European    maritime policy&raquo;.&nbsp;COM(2007) 574 final. Bruxelas. 10 de outubro de    2007.</p>     <p>EUROPEAN&nbsp;COMMISSION&nbsp;&ndash; &laquo;Commission staff working document    accompanying document to the communication from the Commission to the European    Parliament, the Council, the European Economic and Social Committee and the    Committee of the Regions. An Integrated Maritime Policy for the European Union&raquo;.&nbsp;SEC(2007)    1278. Bruxelas. 10 de outubro de 2007.</p>     <p>EUROPEAN&nbsp;COMMISSION&nbsp;&ndash; &laquo;Commission staff working document    annex to the communication from the Commission to the Council, the European    Parliament, the European Economic and Social Committee and the Committee of    the Regions. The concept of clusters and cluster policies and their role for    competitiveness and innovation: main statistical results and lessons learned&raquo;.&nbsp;SEC(2008)2637.    Bruxelas. 17 de outubro de 2008.</p>     <p>EUROPEAN&nbsp;COMMISSION &ndash; &laquo;Communication from the Commission to    the Council, the European Parliament, the European Economic and Social Committee    and the Committee of the Regions. Towards world-class clusters in the European    Union&raquo;.&nbsp;COM(2008) 652 final. Bruxelas. 17 de outubro de 2008.</p>     <p>EUROPEAN&nbsp;COMMISSION &ndash; &laquo;Communication. Marine knowledge 2020:    marine data and observation for smart and sustainable growth&raquo;.&nbsp;COM(2010)    461 final. Bruxelas. 8 de setembro de 2010.</p>     <p>EUROPEAN&nbsp;COMMISSION&nbsp;&ndash; &laquo;Communication from the Commission    to the European Parliament, the Council, the European Economic and Social Committee,    and the Committee of the Regions. Developing a maritime strategy for the Atlantic    Ocean area.&nbsp;COM(2011) 782 final.&nbsp;Bruxelas. 21 de novembro de 2011.</p>     <p>EUROPEAN&nbsp;COMMISSION&nbsp;&ndash; &laquo;Communication from the Commission    to the European Parliament, the Council, the European Economic and Social Committee    and the Committee of the Regions. Blue growth: opportunities for marine and    maritime sustainable growth&raquo;.&nbsp;COM(2012) 494 final. Bruxelas. 13 de    setembro de 2012.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>EUROPEAN&nbsp;COMMISSION&nbsp;&ndash; &laquo;Communication from the Commission    to the European Parliament, the Council, the European Economic and Social Committee    and the Committee of the Regions. Action plan for a Maritime Strategy in the    Atlantic area.&nbsp;Delivering smart, sustainable and inclusive growth&raquo;.&nbsp;COM(2013)    279 final. Bruxelas. 13&nbsp;de maio de 2013.</p>     <p>EUROPEAN&nbsp;COMMISSION&nbsp;&ndash;&nbsp;&laquo;Joint communication to the    European Parliament and the Council. For an open and secure global maritime    domain: elements for a European Union Maritime Security Strategy&raquo;.&nbsp;JOIN(2014)    9 final. Bruxelas. 6 de mar&ccedil;o de 2014.</p>     <p>EUROPEAN&nbsp;COMMISSION&nbsp;&ndash;&nbsp;<i>EU Strategy on the Gulf of Guinea</i>.    Bruxelas. 17 de mar&ccedil;o de 2014.</p>     <p>EUROPEAN&nbsp;COMMISSION&nbsp;&ndash; &laquo;Communication from the Commission    to the European Parliament, the Council, the European Economic and Social Committee    and the Committee of the Regions. Innovation in the blue economy: realising    the potential of our seas and oceans for jobs and growth&raquo;.&nbsp;COM(2014)    254 final/2. Bruxelas. 13 de maio de 2014.</p>     <p>EUROPEAN&nbsp;COMMISSION&nbsp;&ndash;&nbsp;<i>European Union Maritime Security    Strategy</i>. 11205/14. Bruxelas. 24 de junho de 2014.</p>     <p>EUROPEAN&nbsp;COMMISSION&nbsp;&ndash; &laquo;Council conclusions on the Gulf    of Guinea Action Plan 2015-2020&raquo;. 7168/15. Bruxelas. 16 de mar&ccedil;o    de 2015.</p>     <p>EUROPEAN&nbsp;COMMISSION&nbsp;&ndash; &laquo;Council conclusions on the Sahel    Regional Action Plan 2015-2020&raquo;. 7823/15. Bruxelas. 20 de abril de 2015.</p>     <p>EUROPEAN&nbsp;COMMISSION&nbsp;&ndash; &laquo;European Commission and High Representative    of the Union for Foreign Affairs and Security Policy. Joint communication &ldquo;International    ocean governance: an agenda for the future of our oceans&rdquo;&raquo;.&nbsp;JOIN    (2016) 49. Bruxelas. 10 de novembro de 2016.</p>     <p>EUROPEAN&nbsp;COMMISSION&nbsp;&ndash; &laquo;European Defence Action Plan&raquo;.    950 final. Bruxelas. 30 de novembro de 2016.</p>     <p>EUROPEAN&nbsp;COMMISSION&nbsp;&ndash; &laquo;Council conclusions on the implementation    of the Joint Declaration by the President of the European Council, the President    of the European&raquo;. 2017.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>EUROPEAN&nbsp;COMMISSION&nbsp;&ndash; &laquo;Report on the Blue Growth Strategy.    Towards more sustainable growth and jobs in the blue economy&raquo;.&nbsp;SWD    (2017) 128 final. Bruxelas. 31 de mar&ccedil;o de 2017.</p>     <p>EUROPEAN COUNCIL&nbsp;&ndash; &laquo;European Council Conclusions&raquo;.&nbsp;EUCO&nbsp;217/13.    19-20 de dezembro de 2013.</p>     <p>EUROPEAN EXTERNAL&nbsp;ACTION&nbsp;SERVICE&nbsp;&ndash; &laquo;The&nbsp;EU&nbsp;Maritime    Security Strategy and Action Plan&raquo;.&nbsp;2014. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.wacommissionondrugs.org/report/http://eeas.europa.eu/archives/docs/maritime_security/docs/maritime-security-information-toolkit_en.pdf" target="_blank">http://www.wacommissionondrugs.org/report/http://eeas.europa.eu/archives/docs/maritime_security/docs/maritime-security-information-toolkit_en.pdf</a>.</p>     <p>EUROPEAN EXTERNAL&nbsp;ACTION&nbsp;SERVICE&nbsp;&ndash; &laquo;Estrat&eacute;gia    global para a pol&iacute;tica externa e de seguran&ccedil;a da Uni&atilde;o    Europeia&raquo;.&nbsp;Bruxelas.&nbsp;2016.</p>     <p>EUROPEAN EXTERNAL&nbsp;ACTION&nbsp;SERVICE&nbsp;&ndash; &laquo;From shared    vision to common action:&nbsp;implementing the&nbsp;EU&nbsp;Global Strategy    Year 1&raquo;. Bruxelas. 2017.</p>     <p>EUROPEAN UNION DEFENCE COLLEGE&nbsp;&ndash;&nbsp;<i>Handbook on&nbsp;CSDP.    The Common Security and Defence Policy of the European Union</i>. Viena. 2017.</p>     <p>FERNANDES&nbsp;TEIXEIRA, Maria <i>&ndash;&nbsp;Maritime Clusters in Europe:    Strengths, Complexities and Weaknesses of an Organizational Model which Shapes    the Oceans and Seas Holistic Nature</i>.&nbsp;Lisboa: Maria Scientia, 2011.</p>     <p>FERNANDES&nbsp;TEIXEIRA, Maria &ndash;&nbsp;<i>Atlantic Strategy: New Perspectives    for Portugal and Europe?</i>. Lisboa: Maria Scientia, 2012.</p>     <p>GARCIA, F. P. &ndash; &laquo;O espa&ccedil;o do Atl&acirc;ntico e os principais    desafios &agrave; seguran&ccedil;a&raquo;. In<i>&nbsp;Revista de Ci&ecirc;ncias    Militares. </i>Vol. V, N.&ordm; 2, novembro de 2017.</p>     <p>GARCIA, P. &ndash;&nbsp;<i>Da Guerra e da Estrat&eacute;gia.&nbsp;A&nbsp;Nova    Polemologia</i>. Lisboa: Pref&aacute;cio Editora, 2011.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>GERMOND, B. &ndash;&nbsp;&laquo;The geopolitical dimension of maritime security&raquo;.    In&nbsp;<i>Marine Policy</i>. Vol. 54, 2015, pp. 137-142.</p>     <p>GOKMENOGLUA, K., TASPINARA, N., e SADEGHIEH, M. &ndash; &laquo;Military expenditure    and economic growth: the case of Turkey&raquo;.&nbsp;In&nbsp;<i>Procedia Economics    and Finance</i>. Vol. 25, 2015, pp. 455-462.</p>     <p>GRILO, C., SALDANHA, F., e CALADO, G. &ndash; &laquo;O valor dos oceanos, Iniciativa    Oceanos 2013-2017&raquo;. Confer&ecirc;ncia &laquo;O Valor dos Oceanos&raquo;.    Lisboa. Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian. Outubro de 2017.</p>     <p>HERRERA, R., e GENTILUCCI, E. &ndash; &laquo;Military spending, technical progress,    and economic growth: a critical overview on mainstream defense economics&raquo;.    In&nbsp;<i>Journal of Innovation Economics &amp; Management</i>. Vol. 2,&nbsp;N.&ordm;    12, 2013, pp. 13-35.</p>     <p>HIGH REPRESENTATIVE OF THE UNION FOR FOREIGN AFFAIRS AND SECURITY POLICY&nbsp;&ndash;    &laquo;Shared vision, common action: a stronger Europe&raquo;. In&nbsp;<i>A    Global Strategy of Foreign and Security Policy</i>. Junho de 2016. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://europa.eu/globalstrategy/en" target="_blank">http://europa.eu/globalstrategy/en</a>.</p>     <p>NORTH ATLANTIC TREATY ORGANIZATION&nbsp;&ndash; &laquo;Joint declaration by    the President of the European Council, the President of the European Commission,    and the Secretary General of the North Atlantic Treaty Organization&raquo;.&nbsp;8    de julho de 2016. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.nato.int/cps/en/natohq/official_texts_133163.htm" target="_blank">https://www.nato.int/cps/en/natohq/official_texts_133163.htm</a>.</p>     <p>KUAH, A., e LOO, B. &ndash;&nbsp;<i>Examining the Defence Industrialization    &ndash; Economic Growth Relationship: The Case of Singapore</i>. Institute of    Defence and Strategic Studies Singapore.&nbsp;WP70. Julho de 2004.</p>     <p>OECD&nbsp;<i>&ndash;&nbsp;The Ocean Economy in 2030</i>. Paris:&nbsp;OECD&nbsp;Publishing,    2016.</p>     <p>POLICY&nbsp;RESEARCH&nbsp;CORPORATION&nbsp;&ndash; &laquo;The role of maritime    clusters to enhance the strength and development in european maritime sectors&raquo;.    <i>Col. Socio-economic studies in the Field of the Integrated Maritime Policy    for the European Union</i>. B&eacute;lgica: Directorate-General for Maritime    Affairs and Fisheries, European Communities, 2008.</p>     <p>PORTER, M. &ndash; &laquo;Clusters and the new economics of competition&raquo;.    In&nbsp;<i>Harvard Business Review</i>. Vol. 76, N.&ordm; 6, 1998,&nbsp;pp.    77-90.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>QIONG, L., e JUNHUA, H. &ndash; &laquo;Military expenditure and unemployment    in China&raquo;. In&nbsp;<i>Procedia Economics and Finance</i>. Vol. 30, 2015,    pp. 498-504.</p>     <p>Rebelo&nbsp;Duarte, A. &ndash;&nbsp;<i>Maritime Borders, Maritime Security    and International Cooperation</i>.&nbsp;Lisboa: Maria Scientia, 2011.</p>     <p>RODRIGUES, R. &ndash; &laquo;Estrat&eacute;gia de seguran&ccedil;a mar&iacute;tima    europeia. Porqu&ecirc; e para qu&ecirc;?&raquo;. In&nbsp;<i>Na&ccedil;&atilde;o    e Defesa.</i>&nbsp;N.&ordm; 137, 5.&ordf; S&eacute;rie, 2014, pp.168-176.</p>     <p>ROUGHTON, D., e CANNON, A. &ndash; The impact of sovereignty and boundary disputes    on commercial investments&raquo;. In&nbsp;<i>Inside Arbitration. Perspectives    on Cross-border Disputes</i>. N.&ordm; 2, julho de 2016.</p>     <p>SAER &ndash; &laquo;The hypercluster of the economy of the sea: a domain of    strategic potential for the development of the Portuguese economy&raquo;. Lisboa:&nbsp;ACLUNCTAD.    (2012).&nbsp;<i>Review of Maritime Transport</i>. 2009.</p>     <p>SIOUSIOURAS, P., CHRYSOCHOU, G., e CHONDROGIANNI, D. &ndash; &laquo;Maritime    disputes and regional security: the case studies of Black Sea (Romania V. Ukraine)    and South China Sea (the Philippines V. China)&raquo;.&nbsp;In&nbsp;<i>Maritime    Security Review.</i> 24 de agosto de 2017. (Consultado em: 22 de novembro de    2017). Dispon&iacute;vel em:&nbsp;<a href="http://www.marsecreview.com/2017/08/maritime-disputes-regional-security/." target="_blank">http://www.marsecreview.com/2017/08/maritime-disputes-regional-security/.</a></p>     <p>UNCTAD &ndash;&nbsp;<i>Review of Maritime Transport</i>. 2012.</p>     <p>UNCTAD&nbsp;&ndash;&nbsp;<i>Review of Maritime Transport.</i>&nbsp;2017.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS WEB</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="http://www.consilium.europa.eu/en/policies/eu-africa/" target="_blank">http://www.consilium.europa.eu/en/policies/eu-africa/</a></p>     <p><a href="http://www.natolibguides.info/nato-eu/documents" target="_blank">http://www.natolibguides.info/nato-eu/documents</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Data de rece&ccedil;&atilde;o: 15 de janeiro de 2018 | Data de aprova&ccedil;&atilde;o:    22 de fevereiro de 2018</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="0"></a><a href="#top0">*</a></Sup> Apresentado na Confer&ecirc;ncia    EISA 2017, Barcelona, 13-15 de setembro de 2017. Inserido na Linha de Investiga&ccedil;&atilde;o    em Assuntos do Mar (LIAM) &ndash; Maria Scientia, Instituto de Estudos Pol&iacute;ticos    &ndash; Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa.</p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> COSTANZA, R. &ndash; &laquo;The    ecological, economic, and social importance of the oceans&raquo;.&nbsp;In&nbsp;<i>Ecological    Economics</i>. N.&ordm; 31, 1999, pp.&nbsp;199-213.</p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> GRILO, C., SALDANHA, F., e    CALADO, G. &ndash; &laquo;O valor dos oceanos, Iniciativa Oceanos 2013-2017&raquo;.    Confer&ecirc;ncia &laquo;O Valor dos Oceanos&raquo;. Lisboa. Funda&ccedil;&atilde;o    Calouste Gulbenkian. Outubro de 2017.</p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> OECD&nbsp;&ndash;&nbsp;<i>The    Ocean Economy in 2030</i>. Paris:&nbsp;OECD&nbsp;Publishing, 2016.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> EUROPEAN&nbsp;COMMISSION&nbsp;&ndash;    &laquo;Communication from the Commission to the European Parliament, the Council,    the European Economic and Social Committee and the Committee of the Regions.    Conclusions from the consultation on a European maritime policy&raquo;.&nbsp;COM(2007)    574 final. Bruxelas. 10 de outubro de 2007.</p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> A t&iacute;tulo de exemplo,    citamos o trabalho realizado por SIOUSIOURAS, P., CHRYSOCHOU, G., e CHONDROGIANNI,    D. &ndash; &laquo;Maritime disputes and regional security: the case studies    of Black Sea (Romania V. Ukraine) and South China Sea (the Philippines V. China)&raquo;.&nbsp;In&nbsp;<i>Maritime    Security Review.</i> 24 de agosto de 2017. (Consultado em: 22 de novembro de    2017). Dispon&iacute;vel em:&nbsp;<a href="http://www.marsecreview.com/2017/08/maritime-disputes-regional-security/" target="_blank">http://www.marsecreview.com/2017/08/maritime-disputes-regional-security/</a>)    &ndash; sobre as disputas entre a Rom&eacute;nia e a Ucr&acirc;nia no mar Negro,    e sobre as referentes ao mar do Sul da China entre a Rep&uacute;blica Popular    da China e as Filipinas. Existem no entanto, atualmente, 20 disputas de fronteira    identificadas. GARCIA, F. P. &ndash; &laquo;O espa&ccedil;o do Atl&acirc;ntico    e os principais desafios &agrave; seguran&ccedil;a&raquo;. In&nbsp;<i>Revista    de Ci&ecirc;ncias Militares</i>. Vol. V, N.&ordm; 2, novembro de 2017.</p>     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> UNCTAD&nbsp;&ndash;&nbsp;<i>Review    of Maritime Transport</i>. 2012.</p>     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> UNCTAD &ndash;&nbsp;<i>Review    of Maritime Transport</i>. 2017.</p>     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> REBELO&nbsp;DUARTE, A. &ndash;&nbsp;<i>Maritime    Borders, Maritime Security and International Cooperation</i>. Lisboa: Maria    Scientia, 2011.</p>     <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> EUROPEAN&nbsp;COMMISSION&nbsp;&ndash;    &laquo;Communication from the Commission to the European Parliament, the Council,    the European Economic and Social Committee and the Committee of the Regions.    Conclusions from the consultation on a European maritime policy&raquo;.&nbsp;COM(2007)    574 final. Bruxelas. 10 de outubro de 2007.</p>     <p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> &laquo;Communication from    the Commission to the European Parliament, the Council, the European Economic    and Social Committee, and the Committee of the Regions. &laquo;Communication    from the Commission to the European Parliament, the Council, the European Economic    and Social Committee, and the Committee of the Regions. Developing a maritime    strategy for the Atlantic Ocean area&raquo;.&nbsp;COM(2011) 782 final. Bruxelas.    21 de novembro de 2011.</p>     <p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> FERNANDES&nbsp;TEIXEIRA,    Maria &ndash;&nbsp;<i>Atlantic Strategy: New Perspectives for Portugal and Europe?</i>.    Lisboa: Maria Scientia, 2012.</p>     <p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup> EUROPEAN&nbsp;COMMISSION&nbsp;&ndash;    &laquo;Communication from the Commission to the European Parliament, the Council,    the European Economic and Social Committee and the Committee of the Regions.    Conclusions from the consultation on a European maritime policy&raquo;.&nbsp;COM(2007)    574 final. Bruxelas. 10 de outubro de 2007, p. 6.</p>     <p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> DAMANAKI, M. &ndash;&nbsp;<i>A    Strategy for the Atlantic</i>.&nbsp;speech/11/816. Lisboa. 28 de novembro de    2011.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> EUROPEAN&nbsp;COMMISSION&nbsp;&ndash;&nbsp;&laquo;Communication    from the Commission to the European Parliament, the Council, the European Economic    and Social Committee and the Committee of the Regions. Action plan for a Maritime    Strategy in the Atlantic area. Delivering smart, sustainable and inclusive growth&raquo;.&nbsp;COM(2013)    279 final. Bruxelas. 13 de maio de 2013.</p>     <p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup> EUROPEAN&nbsp;COMMISSION&nbsp;&ndash;&nbsp;&laquo;Communication    from the Commission to the European Parliament, the Council, the European Economic    and Social Committee and the Committee of the Regions. Blue growth: opportunities    for marine and maritime sustainable growth&raquo;.&nbsp;COM(2012) 494 final.&nbsp;Bruxelas.    13 de setembro de 2012.</p>     <p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup> EUROPEAN COUNCIL&nbsp;&ndash;    &laquo;European Council Conclusions&raquo;.&nbsp;EUCO&nbsp;217/13. 19-20 de    dezembro de 2013.</p>     <p><Sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></Sup> BENOIT, E. &ndash; &laquo;Growth    and defense in developing countries&raquo;. In&nbsp;<i>Economic Development    and Cultural Change</i>. Vol. 26, N.&ordm; 2, 1978, pp. 271-280.</p>     <p><Sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></Sup> <i>Ibidem.</i></p>     <p><Sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></Sup> HERRERA, R., e GENTILUCCI,    E. &ndash; &laquo;Military spending, technical progress, and economic growth:    a critical overview on mainstream defense economics&raquo;. In&nbsp;<i>Journal    of Innovation Economics &amp; Management</i>. Vol. 2, N.&ordm; 12, 2013, pp.    13-35; GOKMENOGLUA, K., TASPINARA, N., e SADEGHIEH, M. &ndash; &laquo;Military    expenditure and economic growth: the case of Turkey&raquo;. In&nbsp;<i>Procedia&nbsp;Economics    and Finance</i>. Vol. 25, 2015, pp.&nbsp;455-462; QIONG, L., e JUNHUA, H. &ndash;    &laquo;Military expenditure and unemployment in China&raquo;. In&nbsp;<i>Procedia    Economics and Finance</i>. Vol. 30, 2015, pp. 498-504.</p>     <p><Sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></Sup> Por exemplo, ALPTEKIN,    A., e LEVINE, P. &ndash; &laquo;Military expenditure and economic growth: a    meta-analysis&raquo;. In&nbsp;<i>European&nbsp;Journal of Political Economy</i>.    Vol. 28, N.&ordm; 4, 2012, pp. 636-650; BILDIRICI, M. &ndash; &laquo;Defense,    economic growth and energy consumption in China&raquo;. In&nbsp;<i>Procedia    Economics and Finance</i>. Vol. 38, 2016, pp. 257-263.</p>     <p><Sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></Sup> KUAH, A., e LOO, B. &ndash;&nbsp;<i>Examining    the Defence Industrialization &ndash; Economic Growth Relationship: The Case    of Singapore</i>. Institute of Defence and Strategic Studies Singapore.&nbsp;wp70.    Julho de 2004.</p>     <p><Sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></Sup> Como conclu&iacute;do no    estudo que aqueles autores fizeram sobre o caso de Singapura, cujas conclus&otilde;es    parecem sugerir uma rela&ccedil;&atilde;o positiva e simbi&oacute;tica entre    os gastos no setor da defesa e o crescimento econ&oacute;mico.</p>     <p><Sup><a name="23"></a><a href="#top23">23</a></Sup> EUROPEAN&nbsp;COMMISSION&nbsp;&ndash;    &laquo;Commission staff working document accompanying document to the communication    from the Commission to the European Parliament, the Council, the European Economic    and Social Committee and the Committee of the Regions. An Integrated Maritime    Policy for the European Union&raquo;.&nbsp;SEC(2007) 1278. Bruxelas. 10 de outubro    de 2007, n.&ordm; 4.1.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="24"></a><a href="#top24">24</a></Sup> <i>Ibidem,</i> n.&ordm;    4.</p>     <p><Sup><a name="25"></a><a href="#top25">25</a></Sup> <i>Ibidem,</i> n.&ordm;&nbsp;4.1.</p>     <p><Sup><a name="26"></a><a href="#top26">26</a></Sup> Policy&nbsp;Research&nbsp;Corporation&nbsp;&ndash;&nbsp;&laquo;The    role of maritime clusters to enhance the strength and development in european    maritime sectors&raquo;. Col. Socio-economic studies in the Field of the Integrated    Maritime Policy for the European Union. B&eacute;lgica: Directorate-General    for Maritime Affairs and Fisheries, European Communities, 2008.</p>     <p><Sup><a name="27"></a><a href="#top27">27</a></Sup> <i> Ibidem</i>.</p>     <p><Sup><a name="28"></a><a href="#top28">28</a></Sup> Sobre este tema podemos    aprofundar em Policy&nbsp;Research&nbsp;Corporation&nbsp;(Ibidem) e, mais recentemente,    em&nbsp;DE&nbsp;VET, J.,&nbsp;et al.&nbsp;&ndash;&nbsp;<i>Support Activities    for the Development of Maritime Clusters in the Mediterranean and Black Sea    Areas</i>, Final Report under&nbsp;fwc mare/2012/06 &ndash; SC D1/2013/01, DG    Maritime Affairs and Fisheries. Bruxelas. 29 de agosto de 2014.</p>     <p><Sup><a name="29"></a><a href="#top29">29</a></Sup> PORTER, M. &ndash; &laquo;Clusters    and the New Economics of Competition&raquo;. In&nbsp;<i>Harvard&nbsp;Business    Review</i>. Vol. 76 N.&ordm; 6, 1998, pp. 77-90.</p>     <p><Sup><a name="30"></a><a href="#top30">30</a></Sup> SAER &ndash; &laquo;The    hypercluster of the economy of the sea: a domain of strategic potential for    the development of the Portuguese economy&raquo;.&nbsp;Lisboa:&nbsp;ACLUNCTAD.    (2012).&nbsp;<i>Review of Maritime Transport.</i> 2009.</p>     <p><Sup><a name="31"></a><a href="#top31">31</a></Sup> <i> Ibidem</i>.</p>     <p><Sup><a name="32"></a><a href="#top32">32</a></Sup> GARCIA, P. &ndash;&nbsp;<i>Da    Guerra e da Estrat&eacute;gia. A Nova Polemologia.</i> Lisboa: Pref&aacute;cio    Editora, 2011.</p>     <p><Sup><a name="33"></a><a href="#top33">33</a></Sup> EUROPEAN EXTERNAL&nbsp;ACTION&nbsp;SERVICE&nbsp;&ndash;&nbsp;&laquo;Estrat&eacute;gia    global para a pol&iacute;tica externa e de seguran&ccedil;a da Uni&atilde;o    Europeia&raquo;.&nbsp;Bruxelas. 2016.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="34"></a><a href="#top34">34</a></Sup> EUROPEAN&nbsp;COMMISSION&nbsp;&ndash;    &laquo;European Defence Action Plan&raquo;. 950 final. Bruxelas. 30 de novembro    de 2016.</p>     <p><Sup><a name="35"></a><a href="#top35">35</a></Sup> EUROPEAN EXTERNAL&nbsp;ACTION&nbsp;SERVICE&nbsp;&ndash;    &laquo;From shared vision to common action: implementing the&nbsp;EU&nbsp;Global    Strategy Year 1&raquo;. Bruxelas. 2017.</p>     <p><Sup><a name="36"></a><a href="#top36">36</a></Sup> EUROPEAN EXTERNAL&nbsp;ACTION&nbsp;SERVICE&nbsp;&ndash;    &laquo;Estrat&eacute;gia global para a pol&iacute;tica externa e de seguran&ccedil;a    da Uni&atilde;o Europeia&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="37"></a><a href="#top37">37</a></Sup> &laquo;Broaden and adapt    our operational cooperation including at sea, and on migration, through increased    sharing of maritime situational awareness as well as better coordination and    mutual reinforcement of our activities in the Mediterranean and elsewhere&raquo;    (NORTH ATLANTIC TREATY ORGANIZATION&nbsp;&ndash; &laquo;Joint declaration by    the President of the European Council, the President of the European Commission,    and the Secretary General of the North Atlantic Treaty Organization&raquo;.&nbsp;8    de julho de 2016. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.nato.int/cps/en/natohq/official_texts_133163.htm" target="_blank">https://www.nato.int/cps/en/natohq/official_texts_133163.htm</a>).</p>     <p><Sup><a name="38"></a><a href="#top38">38</a></Sup> Sobre estes documentos    podemos consultar detalhadamente o s&iacute;tio da&nbsp;NATO:&nbsp;<a href="http://www.natolibguides.info/nato-eu/documents" target="_blank">http://www.natolibguides.info/nato-eu/documents</a>.</p>     <p><Sup><a name="39"></a><a href="#top39">39</a></Sup> EUROPEAN COMMISSION&nbsp;&ndash;    &laquo;Council conclusions on the implementation of the Joint Declaration by    the President of the European Council, the President of the European&raquo;.    2017.</p>     <p><Sup><a name="40"></a><a href="#top40">40</a></Sup> CONSELHO DE&nbsp;MINISTROS&nbsp;&ndash;&nbsp;&laquo;Resolu&ccedil;&atilde;o    do Conselho de Ministros n.&ordm; 19/2013. Conceito estrat&eacute;gico de defesa    nacional&raquo;. In&nbsp;<i>Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica</i>. 1.&ordf;    S&eacute;rie, N.&ordm; ??, ?&nbsp;de abril de ????.</p>     <p><Sup><a name="41"></a><a href="#top41">41</a></Sup> CONSELHO DE&nbsp;MINISTROS&nbsp;&ndash;&nbsp;&laquo;Resolu&ccedil;&atilde;o    do Conselho de Ministros n.&ordm; 26/2013. Defesa 2020&raquo;. In&nbsp;<i>Di&aacute;rio    da Rep&uacute;blica</i>. 1.&ordf; S&eacute;rie, N.&ordm; 77, 19 de abril de    2013.</p>     <p><Sup><a name="42"></a><a href="#top42">42</a></Sup> CONSELHO DE CHEFES DE ESTADO-MAIOR&nbsp;&ndash;&nbsp;<i>Miss&otilde;es    das For&ccedil;as Armadas</i>.&nbsp;Minist&eacute;rio da Defesa Nacional, 2014.</p>     <p><Sup><a name="43"></a><a href="#top43">43</a></Sup> EUROPEAN&nbsp;COMMISSION&nbsp;&ndash;&nbsp;&laquo;Communication    from the Commission to the European Parliament, the Council, the European Economic    and Social Committee, and the Committee of the Regions. Developing a maritime    strategy for the Atlantic Ocean area&raquo;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="44"></a><a href="#top44">44</a></Sup> EUROPEAN&nbsp;COMMISSION&nbsp;&ndash;&nbsp;&laquo;Communication    from the Commission to the European Parliament, the Council, the European Economic    and Social Committee and the Committee of the Regions. Action plan for a Maritime    Strategy in the Atlantic area. Delivering smart, sustainable and inclusive growth&raquo;.&nbsp;COM(2013)    279 final. Bruxelas. 13 de maio de 2013.</p>     <p><Sup><a name="45"></a><a href="#top45">45</a></Sup> GERMOND, B. &ndash;&nbsp;&laquo;The    geopolitical dimension of maritime security&raquo;.&nbsp;In&nbsp;<i>Marine Policy</i>.    Vol. 54, 2015, pp. 137-142.</p>     <p><Sup><a name="46"></a><a href="#top46">46</a></Sup> RODRIGUES, R. &ndash; &laquo;Estrat&eacute;gia    de seguran&ccedil;a mar&iacute;tima europeia. Porqu&ecirc; e para qu&ecirc;?&raquo;.    In&nbsp;<i>Na&ccedil;&atilde;o e Defesa</i>.&nbsp;N.&ordm; 137, 5.&ordf;&nbsp;S&eacute;rie,    2014, pp.168-176.</p>     <p><Sup><a name="47"></a><a href="#top47">47</a></Sup> EUROPEAN&nbsp;COMMISSION&nbsp;&ndash;&nbsp;<i>European    Union Maritime Security Strategy</i>. 11205/14. Bruxelas. 24 de junho de 2014.</p>     <p><Sup><a name="48"></a><a href="#top48">48</a></Sup><i>Ibidem</i>.</p>     <p><Sup><a name="49"></a><a href="#top49">49</a></Sup> Sobre as rela&ccedil;&otilde;es&nbsp;UE-&Aacute;frica    e sua evolu&ccedil;&atilde;o, toda a documenta&ccedil;&atilde;o pode ser consultada    em: <a href="http://www.consilium.europa.eu/en/policies/eu-africa/" target="_blank">http://www.consilium.europa.eu/en/policies/eu-africa/</a>.</p>     <p><Sup><a name="50"></a><a href="#top50">50</a></Sup> Podemos detalhar os planos    de a&ccedil;&atilde;o espec&iacute;ficos: EUROPEAN&nbsp;COMMISSION&nbsp;&ndash;    &laquo;Council conclusions on the Gulf of Guinea Action Plan 2015-2020&raquo;.    7168/15. Bruxelas.&nbsp;16 de mar&ccedil;o de 2015, e EUROPEAN&nbsp;COMMISSION&nbsp;&ndash;    &laquo;Council conclusions on the Sahel Regional Action Plan 2015-2020&raquo;.    7823/15. Bruxelas. 20 de abril de 2015.</p>     <p><Sup><a name="51"></a><a href="#top51">51</a></Sup> Esses objetivos s&atilde;o:    &laquo;1. Building a common understanding of the scale of the threat in the    Gulf of Guinea and the need to address it among the countries in the region    and the international community; 2. Helping governments of the region build    robust institutions, maritime administrations and multiagency capabilities to    ensure maritime awareness, security and the rule of law along the coast; 3.    Supporting prosperous economies in this region in line with national and regional    development strategies, to create employment and assist vulnerable communities    to build resilience and resist criminal or violent activities; 4. Strengthening    cooperation structures between the countries of the region and the regional    organisations to take the necessary actions to mitigate the threats at sea and    on land&raquo;. EUROPEAN&nbsp;COMMISSION&nbsp;&ndash; &laquo;Communication from    the Commission to the European Parliament, the Council, the European Economic    and Social Committee and the Committee of the Regions. Innovation in the blue    economy: realising the potential of our seas and oceans for jobs and growth&raquo;.&nbsp;COM(2014)    254 final/2. Bruxelas. 13 de maio de 2014.</p>     <p><Sup><a name="52"></a><a href="#top52">52</a></Sup> EUROPEAN&nbsp;COMMISSION&nbsp;&ndash;&nbsp;<i>EU    Strategy on the Gulf of Guinea</i>. Bruxelas. 17 de mar&ccedil;o de 2014.</p>     <p><Sup><a name="53"></a><a href="#top53">53</a></Sup> O s&iacute;tio do&nbsp;GOGIN&nbsp;&eacute;    esclarecedor quanto &agrave;s atividades desenvolvidas pela rede na &aacute;rea    da coordena&ccedil;&atilde;o, da capacita&ccedil;&atilde;o institucional, do    desenvolvimento e da partilha de informa&ccedil;&atilde;o entre os seus membros.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="54"></a><a href="#top54">54</a></Sup> EUROPEAN&nbsp;COMMISSION&nbsp;&ndash;&nbsp;<i>EU    Strategy on the Gulf of Guinea</i>.</p>     <p><Sup><a name="55"></a><a href="#top55">55</a></Sup> 1. Seguran&ccedil;a e defesa    do territ&oacute;rio nacional e dos cidad&atilde;os; 2. Defesa coletiva; 3.    Exerc&iacute;cio da soberania, jurisdi&ccedil;&atilde;o e responsabilidades    nacionais; 4. Seguran&ccedil;a cooperativa; 5. Apoio ao desenvolvimento e bem-estar;    6. Coopera&ccedil;&atilde;o e assist&ecirc;ncia militar. CONSELHO DE CHEFES    DE ESTADO-MAIOR &ndash;&nbsp;<i>Conceito Estrat&eacute;gico Militar</i>. Minist&eacute;rio    da Defesa Nacional, 2014.</p>     <p><Sup><a name="56"></a><a href="#top56">56</a></Sup> Ibidem.</p>     <p><Sup><a name="57"></a><a href="#top57">57</a></Sup> CONSELHO DE CHEFES DE ESTADO-MAIOR&nbsp;&ndash;&nbsp;<i>Miss&otilde;es    das For&ccedil;as Armadas</i>.</p>     <p><Sup><a name="58"></a><a href="#top58">58</a></Sup> Espa&ccedil;o Estrat&eacute;gico    de Interesse Nacional Permanente, entendido neste documento como &laquo;Espa&ccedil;o    Estrat&eacute;gico de Interesse Nacional Permanente &eacute; o espa&ccedil;o    que corresponde ao territ&oacute;rio nacional compreendido entre o ponto mais    a norte, no concelho de Melga&ccedil;o, at&eacute; ao ponto mais a sul, nas    ilhas Selvagens, e do seu ponto mais a oeste, na ilha das Flores, at&eacute;    ao ponto mais a leste, no concelho de Miranda do Douro, bem como o espa&ccedil;o    interterritorial e os espa&ccedil;os a&eacute;reos e mar&iacute;timos sob responsabilidade    ou soberania nacional&raquo; (CONSELHO DE CHEFES DE ESTADO-MAIOR &ndash;&nbsp;<i>Conceito    Estrat&eacute;gico Militar</i>).</p>     <p><Sup><a name="59"></a><a href="#top59">59</a></Sup> CONSELHO DE CHEFES DE ESTADO-MAIOR&nbsp;&ndash;&nbsp;<i>Miss&otilde;es    das For&ccedil;as Armadas</i>.</p>     <p><Sup><a name="60"></a><a href="#top60">60</a></Sup> <i> Ibidem</i>.</p>     <p><Sup><a name="61"></a><a href="#top61">61</a></Sup> Sobre a Marinha podemos    detalhar em Decreto-Lei n.&ordm; 185/2014, de 29 de dezembro de 2014.</p>     <p><Sup><a name="62"></a><a href="#top62">62</a></Sup> A Marinha, no n&iacute;vel    de ambi&ccedil;&atilde;o definido no&nbsp;cem&nbsp;de 2014, deve ter: &laquo;    &bull; Capacidade para projetar e sustentar, em simult&acirc;neo, duas unidades    navais de tipo fragata, para&nbsp;participa&ccedil;&atilde;o nos esfor&ccedil;os    de seguran&ccedil;a e defesa coletiva; // &bull; Capacidade anf&iacute;bia e    submarina, navios auxiliares, de patrulha oce&acirc;nica e de fiscaliza&ccedil;&atilde;o    costeira e capacidade oceanogr&aacute;fica, de modo a garantir, simult&acirc;nea    e continuadamente, o controlo e vigil&acirc;ncia do espa&ccedil;o mar&iacute;timo    sob responsabilidade e jurisdi&ccedil;&atilde;o nacional, as miss&otilde;es    de interesse p&uacute;blico e as atribui&ccedil;&otilde;es cometidas &agrave;    Armada no &acirc;mbito do Sistema de Autoridade Mar&iacute;tima&raquo; (CONSELHO    DE CHEFES DE ESTADO-MAIOR &ndash;&nbsp;Conceito Estrat&eacute;gico Militar.    Minist&eacute;rio da Defesa Nacional, 2014).</p>     <p><Sup><a name="63"></a><a href="#top63">63</a></Sup> A &laquo;DGAM&nbsp;tem    o apoio da Marinha&nbsp;em termos de recursos humanos e materiais, existindo,    a este n&iacute;vel, uma rela&ccedil;&atilde;o intr&iacute;nseca, s&oacute;lida    e insubstitu&iacute;vel, que abrange, ainda, uma estruturante cultura comum    sobre as quest&otilde;es relacionadas com o mar e atividades que nele se desenvolvem&raquo;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="64"></a><a href="#top64">64</a></Sup> Sobre miss&atilde;o, compet&ecirc;ncias    e organiza&ccedil;&atilde;o da Autoridade Mar&iacute;tima Nacional devemos aprofundar    no Decreto-Lei n.&ordm; 43/2002, de 2 de mar&ccedil;o.</p>     <p><Sup><a name="65"></a><a href="#top65">65</a></Sup> Sobre a miss&atilde;o e    organiza&ccedil;&atilde;o da Marinha devemos consultar o Decreto-Lei n.&ordm;    185/2014, de 29 de dezembro de 2014.</p>     <p><Sup><a name="66"></a><a href="#top66">66</a></Sup> Sobre as miss&otilde;es    e atribui&ccedil;&otilde;es da Dire&ccedil;&atilde;o-Geral de Recursos Naturais,    Seguran&ccedil;a e Servi&ccedil;os Mar&iacute;timos podemos detalhar no Decreto-Lei    n.&ordm; 49-A/2012, de 29 de fevereiro (<i>Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica</i>,&nbsp;1.&ordf;    S&eacute;rie, N.&ordm; 43).</p>      ]]></body><back>
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