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<article-id>S1645-91992018000100005</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.23906/ri2018.57a05</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estratégias marítimas comunitárias: A conceptualização da UE para o domínio marítimo]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[EU maritime strategies: the EU vision for the oceans]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Through inductive content analysis of selected European Union (EU) maritime related strategies (macro and regional) this article intends at identifying the core elements underlying EU’s strategic thought towards the oceans between 2004 and 2016, and to what extent these contribute to the assertion of the EU as a global player. Our findings identify four main strategic elements: internal consolidation; maritime security; blue economy; and normative action. These are intertwined and bonded through cooperation and coordination; level of knowledge; innovation and technology; and environmental concerns. We conclude the strategies assist the EU in its path to global leadership, for they provide an identity and identifiable way of action which is consistent throughout the strategies.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Estratégia marítima]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p style="text-align: right;"><b>QUE SEGURANÇA MARÍTIMA TEMOS E QUEREMOS</b></p>     <p><b>Estrat&eacute;gias mar&iacute;timas comunit&aacute;rias: A conceptualiza&ccedil;&atilde;o    da UE&nbsp;para o dom&iacute;nio mar&iacute;timo<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a></b></p>     <p><b>EU maritime strategies: the EU vision for the oceans</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Jo&atilde;o Almeida Silveira</b></p>     <p>IPRI-NOVA, Rua de D. Estef&acirc;nia, 195, 5.&ordm; Dt.&ordm;, 1000-155 Lisboa    | <a href="mailto:joao.almeida.silveira@gmail.com">joao.almeida.silveira@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Atrav&eacute;s de uma an&aacute;lise de conte&uacute;do&nbsp;indutiva de estrat&eacute;gias    mar&iacute;timas da Uni&atilde;o Europeia (macro e regionais) este artigo pretende    identificar os principais elementos da conceptualiza&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica    da Uni&atilde;o para o dom&iacute;nio mar&iacute;timo entre 2004 e 2016, bem    como perceber em que medida estes contribuem para a afirma&ccedil;&atilde;o    da Uni&atilde;o enquanto ator mar&iacute;timo global. Os resultados obtidos    identificam quatro temas estrat&eacute;gicos fulcrais: consolida&ccedil;&atilde;o    interna, seguran&ccedil;a mar&iacute;tima, economia azul, e a&ccedil;&atilde;o    normativa. Estes s&atilde;o interligados por quatro elementos de liga&ccedil;&atilde;o:    coopera&ccedil;&atilde;o e coordena&ccedil;&atilde;o; conhecimento; inova&ccedil;&atilde;o    e tecnologia; e ambiente. Conclui-se que as estrat&eacute;gias definidas contribuem    positivamente para a afirma&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria ao auferirem    &agrave; Uni&atilde;o uma identidade coerente e uma forma de a&ccedil;&atilde;o    consistente e identific&aacute;vel a n&iacute;vel interno e externo.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b>&nbsp;Estrat&eacute;gia mar&iacute;tima, Uni&atilde;o    Europeia, desenvolvimento regional, an&aacute;lise de conte&uacute;do.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Through inductive content analysis of selected European Union (EU) maritime    related strategies (macro and regional) this article intends at identifying    the core elements underlying&nbsp;EU&rsquo;s strategic thought towards the oceans    between 2004 and 2016, and to what extent these contribute to the assertion    of the&nbsp;EU&nbsp;as a global player. Our findings identify four main strategic    elements: internal consolidation; maritime security; blue economy; and normative    action. These are intertwined and bonded through cooperation and coordination;    level of knowledge; innovation and technology; and environmental concerns. We    conclude the strategies assist the&nbsp;EU in its path to global leadership,    for they provide an identity and identifiable way of action which is consistent    throughout the strategies.</p>     <p><b>Keywords:</b>&nbsp;Maritime strategy,&nbsp;EU&nbsp;policy, regional development,    content analysis.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>As quest&otilde;es mar&iacute;timas s&atilde;o complexas e interligadas. Desde    o in&iacute;cio do s&eacute;culo o dom&iacute;nio mar&iacute;timo ascendeu em    proemin&ecirc;ncia a n&iacute;vel mundial. Tornou-se um espa&ccedil;o de crescente    competi&ccedil;&atilde;o entre pot&ecirc;ncias globais, que procuram assegurar    e expandir os seus interesses comerciais, pol&iacute;ticos e securit&aacute;rios<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>.    A Uni&atilde;o Europeia (UE) insere-se neste movimento.</p>     <p>Com o desenvolvimento do projeto comunit&aacute;rio a&nbsp;UE&nbsp;procurou,    paulatinamente, afirmar-se enquanto ator global. Este desiderato evoluiu ao    longo do processo de integra&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;rio sendo enfocado    em m&uacute;ltiplos momentos tais como no Tratado da Uni&atilde;o Europeia (TUE)    de 1992<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>, na Estrat&eacute;gia    Europeia de Seguran&ccedil;a de 2003<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>,    no Tratado de Lisboa de 2007<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>,    na Estrat&eacute;gia Global para a Pol&iacute;tica Externa e de Seguran&ccedil;a    de 2016<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a> , entre outros.</p>     <p>A vontade de se assumir enquanto ator global verte-se, tamb&eacute;m, na sua    dimens&atilde;o mar&iacute;tima. Efetivamente, e tal como declarado na Agenda    para a Governa&ccedil;&atilde;o Internacional dos Oceanos (AGIO), a abordagem    da&nbsp;UE&nbsp;para o dom&iacute;nio mar&iacute;timo pretende-se consistente    com a assun&ccedil;&atilde;o do &laquo;protagonismo da&nbsp;UE&nbsp;no mundo&raquo;<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>.    De acordo com a mesma, o esfor&ccedil;o comunit&aacute;rio no dom&iacute;nio    mar&iacute;timo verifica-se em quatro eixos essenciais:&nbsp;i) consolida&ccedil;&atilde;o    interna no uso dos mares;&nbsp;ii) desenvolvimento de uma economia azul sustent&aacute;vel    e de uma ind&uacute;stria mar&iacute;tima forte;&nbsp;iii) promo&ccedil;&atilde;o    da seguran&ccedil;a mar&iacute;tima; e&nbsp;iv) melhoria da governa&ccedil;&atilde;o    e gest&atilde;o global dos oceanos<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>.</p>     <p>Progressivamente a Uni&atilde;o aprovou estrat&eacute;gias e documentos de    pol&iacute;tica mar&iacute;tima, tais como a Pol&iacute;tica Mar&iacute;tima    Integrada (PMI) em 2007, a estrat&eacute;gia&nbsp;&laquo;Crescimento azul&raquo;&nbsp;em    2012, a Estrat&eacute;gia de Seguran&ccedil;a Mar&iacute;tima da Uni&atilde;o    Europeia (na vers&atilde;o inglesa,&nbsp;EUMSS) em 2014, e a&nbsp;AGIO&nbsp;em    2016. A par da ado&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de cariz macro, a&nbsp;UE&nbsp;desenvolveu,    tamb&eacute;m, estrat&eacute;gias regionais conducentes &agrave; resposta das    idiossincrasias espec&iacute;ficas de v&aacute;rias bacias mar&iacute;timas    de interesse, tais como a do Atl&acirc;ntico, do &Aacute;rtico, do Mediterr&acirc;neo,    do B&aacute;ltico e do mar Negro. Concomitantemente aprovou, desde 2004, mais    de 40 documentos, diretivas, estrat&eacute;gias, comunica&ccedil;&otilde;es    e relat&oacute;rios, que abordam uma grande multiplicidade de t&oacute;picos    relativos &agrave; pol&iacute;tica mar&iacute;tima, como por exemplo:</p> <ul>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li>pescas<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>;</li>       <li>ordenamento do territ&oacute;rio mar&iacute;timo, transporte, gest&atilde;o,      investiga&ccedil;&atilde;o e conhecimento mar&iacute;timo<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>;</li>       <li>economia azul<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a>;</li>       <li>prote&ccedil;&atilde;o ambiental e conserva&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas      marinhas e costeiras<sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>;</li>       <li>desenvolvimento regional<sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>;</li>       <li>governa&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a>;</li>       <li>seguran&ccedil;a mar&iacute;tima<sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>;      e</li>       <li>controlo das fronteiras e guarda costeira<sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>.</li>     </ul>     <p>Em conjunto, estes e outros documentos de orienta&ccedil;&atilde;o transmitem    a conceptualiza&ccedil;&atilde;o da&nbsp;UE&nbsp;para os espa&ccedil;os mar&iacute;timos.    A dimens&atilde;o, complexidade e detalhe dos documentos existentes obstaculizam    o processo de escrut&iacute;nio sobre as principais linhas estrat&eacute;gicas    e de pensamento comunit&aacute;rio quanto &agrave; sua dimens&atilde;o mar&iacute;tima,&nbsp;i.e.,    os elementos essenciais e consistentes que transversalmente comp&otilde;em a    estrat&eacute;gia global da Uni&atilde;o para o espa&ccedil;o mar&iacute;timo.    Com efeito, at&eacute; &agrave; data, n&atilde;o existe um documento s&iacute;ntese    capaz de agregar os v&aacute;rios elementos da estrat&eacute;gia da&nbsp;UE&nbsp;para    os mares. Torna-se, assim, relevante colmatar esta lacuna, e responder &agrave;    quest&atilde;o: Quais foram os principais vetores de conceptualiza&ccedil;&atilde;o    comunit&aacute;ria para o dom&iacute;nio mar&iacute;timo entre 2004 e 2016?    Adicionalmente, torna-se relevante aferir de que forma as m&uacute;ltiplas estrat&eacute;gias    desenhadas contribuem para a assun&ccedil;&atilde;o da&nbsp;UE&nbsp;enquanto    ator de relevo mundial.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Mapear os elementos essenciais da a&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria permite    a analistas, agentes mar&iacute;timos e outros a aquisi&ccedil;&atilde;o de    uma perspetiva hol&iacute;stica sobre o pensamento comunit&aacute;rio. Tal tem    a potencialidade de melhorar a compreens&atilde;o da estrat&eacute;gia comunit&aacute;ria,    traduzindo-se em externalidades positivas a n&iacute;vel, por exemplo, da avalia&ccedil;&atilde;o    e da formula&ccedil;&atilde;o pol&iacute;ticas.</p>     <p>No presente artigo n&atilde;o se procura a an&aacute;lise de elementos ou setores    ou documentos de pol&iacute;tica mar&iacute;tima espec&iacute;ficos. Procura-se,    sim, o mapeamento dos m&uacute;ltiplos elementos que comp&otilde;e o pensamento    declarado da Uni&atilde;o. Da an&aacute;lise desses elementos, bem como da sua    repeti&ccedil;&atilde;o ao longo de v&aacute;rios documentos de orienta&ccedil;&atilde;o,    este artigo identifica os padr&otilde;es que possibilitam compreender o posicionamento    comunit&aacute;rio em mat&eacute;rias mar&iacute;timas, bem como a sua coer&ecirc;ncia    a n&iacute;vel do discurso.</p>     <p>Com esse fito, este artigo aplica an&aacute;lise de conte&uacute;do indutivo    a 14 estrat&eacute;gias mar&iacute;timas comunit&aacute;rias (ver <a href="#t1">tabela    1</a>, p. 63). Estas s&atilde;o divididas entre estrat&eacute;gias macro e estrat&eacute;gias    regionais. Atrav&eacute;s deste processo, os documentos selecionados s&atilde;o    desconstru&iacute;dos e reduzidos a c&oacute;digos que transmitem o significado    e os v&aacute;rios elementos que comp&otilde;em os documentos (i.e., processo    de codifica&ccedil;&atilde;o). A recorr&ecirc;ncia e coocorr&ecirc;ncia de c&oacute;digos    permite o mapeamento e identifica&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es no pensamento    comunit&aacute;rio. A an&aacute;lise constante neste artigo baseia-se neste    processo de desconstru&ccedil;&atilde;o discursiva que &eacute; aprofundado    na se&ccedil;&atilde;o sobre metodologia.</p>     <p>Existem duas fases anal&iacute;ticas sequenciais neste artigo. Primeiramente    (sec&ccedil;&atilde;o&nbsp;&laquo;Resultados&raquo;) s&atilde;o expostos os    resultados do processo de codifica&ccedil;&atilde;o. Os c&oacute;digos s&atilde;o    organizados em cinco categorias: &aacute;reas geogr&aacute;ficas e estados;    interesses; documentos e a&ccedil;&otilde;es normativas e pol&iacute;ticas;&nbsp;<i>modus    operandi</i>; e riscos, amea&ccedil;as e desafios. Estas categorias emergiram    por m&eacute;todo indutivo durante o processo de codifica&ccedil;&atilde;o.    Nesta fase, os v&aacute;rios elementos do pensamento comunit&aacute;rio s&atilde;o    mapeados, e os principais elementos analisados. Por forma a aferir a consist&ecirc;ncia    do pensamento comunit&aacute;rio, s&atilde;o comparados os resultados obtidos    nas estrat&eacute;gias macro e regionais.</p>     <p>A segunda fase anal&iacute;tica (sec&ccedil;&atilde;o&nbsp;&laquo;Padr&otilde;es&raquo;)    procede &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o dos padr&otilde;es emergentes na    primeira fase anal&iacute;tica. Os resultados sugerem a exist&ecirc;ncia de    quatro vetores estrat&eacute;gicos essenciais: consolida&ccedil;&atilde;o interna,    seguran&ccedil;a mar&iacute;tima, economia azul,&nbsp;e a&ccedil;&atilde;o normativa.    Estes vetores est&atilde;o interligados e unidos atrav&eacute;s de iniciativas    de coopera&ccedil;&atilde;o e coordena&ccedil;&atilde;o; n&iacute;veis de conhecimento;    desenvolvimentos tecnol&oacute;gicos e inova&ccedil;&atilde;o; e aspetos ambientais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>METODOLOGIA</b></p>     <p>O presente artigo almeja a identifica&ccedil;&atilde;o dos elementos essenciais    subjacentes ao pensamento da&nbsp;UE&nbsp;para o dom&iacute;nio mar&iacute;timo    entre 2004 e 2016. Por n&atilde;o existir um documento s&iacute;ntese sobre    a mat&eacute;ria, mas uma pletora de documentos de orienta&ccedil;&atilde;o,    este artigo desenha uma abordagem alicer&ccedil;ada na an&aacute;lise de conte&uacute;do    de documentos-chave de pol&iacute;tica comunit&aacute;ria.</p>     <p>Enquanto ferramenta anal&iacute;tica,&nbsp;a an&aacute;lise qualitativa de    conte&uacute;do visa a examina&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica e intensiva    de documentos. Este processo possibilita a identifica&ccedil;&atilde;o de temas    e padr&otilde;es presentes numa determinada amostra. Nesse sentido, codifica    e categoriza excertos de linguagem textual de modo a que estes reflitam o significado    de cada excerto (i.e., processo de c&oacute;digo). &Eacute; a aplica&ccedil;&atilde;o    de forma sistem&aacute;tica de um conjunto de c&oacute;digos (i.e., estrutura    de c&oacute;digo) ao longo de toda a amostra que possibilita a identifica&ccedil;&atilde;o    de temas e padr&otilde;es<sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>.</p>     <p>A cria&ccedil;&atilde;o e organiza&ccedil;&atilde;o de c&oacute;digos constitui-se,    assim, como elemento fundamental para a fidedignidade dos resultados do processo    de c&oacute;digo por ser&nbsp;&laquo;o in&iacute;cio do processo de explora&ccedil;&atilde;o    de informa&ccedil;&atilde;o, identifica&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es    entre os v&aacute;rios elementos e compreens&atilde;o dos significados emergentes    dos dados&raquo;<sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>. Neste artigo,    o processo de c&oacute;digo segue o m&eacute;todo indutivo ou convencional,    no qual&nbsp;&laquo;os investigadores evitam usar categorias preconcebidas,    permitindo que as mesmas bem como a sua nomenclatura emerjam dos dados&raquo;<sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Porque a an&aacute;lise de conte&uacute;do &eacute; um m&eacute;todo moroso    e devido&nbsp;&agrave;&nbsp;limita&ccedil;&atilde;o de recursos (e.g., tempo,    m&atilde;o-de-obra) a amostra para este artigo foi limitada e concebida para    ser capaz de produzir uma vis&atilde;o hol&iacute;stica e intersetorial da abordagem    comunit&aacute;ria. Inclu&iacute;mos, ent&atilde;o, documentos publicados entre    2004 e 2016, em l&iacute;ngua inglesa, representativos das quatro grandes &aacute;reas    de investimento no dom&iacute;nio mar&iacute;timo identificadas pela&nbsp;AGIO<sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>.    Adicionalmente &ndash; e alimentados por inquietudes intergovernamentalistas    quanto ao processo de decis&atilde;o comunit&aacute;rio, que argumenta que a&nbsp;UE&nbsp;est&aacute;    num permanente estado de negocia&ccedil;&atilde;o no qual as suas pol&iacute;ticas    s&atilde;o definidas com base num m&iacute;nimo denominador comum<sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a>&nbsp;&ndash;,    a amostra inclui, tamb&eacute;m, estrat&eacute;gias mar&iacute;timas regionais    e estrat&eacute;gias que,&nbsp;n&atilde;o sendo mar&iacute;timas, se debru&ccedil;am    sobre &aacute;reas&nbsp;eminentemente mar&iacute;timas. Estrat&eacute;gias regionais    inserem-se, tendencialmente, num contexto mais uniforme e restrito. Assim, este    artigo assume que estas podem acrescentar elementos que eventualmente n&atilde;o    estariam plasmados em estrat&eacute;gias de pendor mais macro. Documentos setoriais    como a Pol&iacute;tica Comum das Pescas (PCP) s&atilde;o desconsiderados da    amostra por serem demasiado espec&iacute;ficos para revelarem a conceptualiza&ccedil;&atilde;o    geral da UE para o dom&iacute;nio mar&iacute;timo.<sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a></p>     <p>A <a href="#t1">tabela 1</a> organiza a amostra selecionada. No total, inclui    14 documentos: cinco documentos de pol&iacute;tica macro, e nove de pol&iacute;tica    regional. Tr&ecirc;s dos documentos de pol&iacute;tica regional n&atilde;o s&atilde;o    mar&iacute;timos, mas cobrem regi&otilde;es fundamentalmente mar&iacute;timas    (i.e., estrat&eacute;gia para as regi&otilde;es ultraperif&eacute;ricas, para    o mar Negro, e para os mares Adri&aacute;tico e J&oacute;nico).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/ri/n57/n57a05t1.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>Seguindo o m&eacute;todo indutivo de an&aacute;lise de conte&uacute;do, as    estrat&eacute;gias foram codificadas livres de assun&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas.    Durante o processo de codifica&ccedil;&atilde;o foram selecionados excertos    de textos aos quais foram atribu&iacute;dos um ou mais c&oacute;digos representativos    do conte&uacute;do dos mesmos. A cada c&oacute;digo aplicado foi atribu&iacute;do    o valor de 1. A extens&atilde;o dos excertos varia, sendo que cada excerto representa    um par&aacute;grafo ou um t&oacute;pico existente nos textos da amostra. A <a href="#t1">tabela    1</a> providencia dois exemplos de excertos, bem como o respetivo processo de    c&oacute;digo.</p>     <p>Com a multiplica&ccedil;&atilde;o da cria&ccedil;&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o    de c&oacute;digos, surgiram categorias capazes de os agregar atrav&eacute;s    de racioc&iacute;nio indutivo. No final do processo de c&oacute;digo emergiram    cinco grandes categorias:</p> <ul>       <li><i>Geografia e estados</i>, relativa a &aacute;reas geogr&aacute;ficas e      estados identificados<sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a>.</li>       <li><i>Interesses,</i> que se refere a interesses impl&iacute;cita ou explicitamente      expressos.</li>       <li><i>Documentos ou iniciativas normativas e de orienta&ccedil;&atilde;o,</i>      que diz respeito a documentos ou iniciativas normativas e de pol&iacute;tica      de n&iacute;vel interno e externo.</li>       <li><i>Modus operandi,</i> que se refere a a&ccedil;&otilde;es que a&nbsp;UE&nbsp;executa      ou pretende executar a n&iacute;vel interno e externo.</li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li><i>Riscos, amea&ccedil;as e desafios,&nbsp;que agrega riscos</i>, amea&ccedil;as      e desafios identificados pela&nbsp;UE. Ontologicamente, estes termos diferem,      contudo, a UE&nbsp;&eacute; contida na distin&ccedil;&atilde;o dos mesmos.      Assim, este artigo optou por apresentar esta categoria de forma agregada.</li>     </ul>     <p>Exemplo 1</p>     <p>     <blockquote>Availability and easy access to a wide range of natural and human-activity    data on the oceans is the basis for strategic decision making on maritime policy.    Given the vast quantity of data collected and stored all over Europe for a wide    variety of purposes, the establishment of an appropriate marine data and information    infrastructure is of utmost importance. This data should be compiled in a comprehensive    and compatible system, and made accessible as a tool for better governance,    expansion of value-added services and sustainable maritime development. This    is a considerable undertaking with many dimensions, and will need to be developed    according to a clear and coherent plan over a period of years.&raquo;<sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a></blockquote>     <p></p>     <p>Explica&ccedil;&atilde;o do processo de c&oacute;digo do exemplo 1</p>     <p>O exemplo 1 transcreve&nbsp;<i>verbatim</i>&nbsp;um par&aacute;grafo selecionado    como excerto. A este excerto foi aplicado o c&oacute;digo&nbsp;&laquo;infraestrutura&raquo;&nbsp;por    ser expl&iacute;cita a necessidade de criar uma infraestrutura capaz de armazenar    e disseminar os dados existentes, com o objetivo de estes serem transformados    em conhecimento. Adicionalmente, foi aplicado o c&oacute;digo&nbsp;&laquo;conhecimento&raquo;&nbsp;por    ter m&eacute;rito a infer&ecirc;ncia da preocupa&ccedil;&atilde;o da utiliza&ccedil;&atilde;o    de dados para a produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento, que dever&aacute; ser    utilizado na elabora&ccedil;&atilde;o de decis&otilde;es estrat&eacute;gicas.    Poder-se-ia argumentar que o c&oacute;digo&nbsp;&laquo;dados&raquo;&nbsp;(que    de resto integra a estrutura de c&oacute;digo final) poderia, tamb&eacute;m,    ser utilizado para descrever este excerto. No entanto, o excerto n&atilde;o    coloca &ecirc;nfase nos dados&nbsp;per se, mas no processo de transforma&ccedil;&atilde;o    de dados em conhecimento. Na estrutura de c&oacute;digo o c&oacute;digo&nbsp;&laquo;dados&raquo;&nbsp;&eacute;,    ent&atilde;o, reservado para quando a recolha de dados &eacute; o objetivo ou    significado principal do excerto.</p>     <p>Exemplo 2</p>     <p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>h) Promote coordination and the development of further synergies with    and amongst Member States, including at regional level, and cooperation with    regional and international partners and organizations.&raquo;<sup><a href="#25">25</a></sup><a name="top25"></a></blockquote>     <p></p>     <p>Explica&ccedil;&atilde;o do processo de c&oacute;digo do exemplo 2</p>     <p>O exemplo 2 transcreve&nbsp;<i>verbatim</i>&nbsp;um t&oacute;pico selecionado    como excerto. Foram aplicados dois c&oacute;digos:&nbsp;&laquo;coopera&ccedil;&atilde;o    e coordena&ccedil;&atilde;o interna&raquo;&nbsp;e&nbsp;&laquo;coopera&ccedil;&atilde;o    e coordena&ccedil;&atilde;o externa&raquo;. Ambos referem coopera&ccedil;&atilde;o    de forma expl&iacute;cita. Foi decidido separar as vertentes internas e externas,    por representarem um conjunto diferenciado de a&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p>A presente sec&ccedil;&atilde;o demonstra os resultados do processo de codifica&ccedil;&atilde;o.    Tem por objetivos mapear os m&uacute;ltiplos elementos que comp&otilde;em a    conceptualiza&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima da&nbsp;UE, bem como aferir os    elementos mais proeminentes a n&iacute;vel discursivo. Nesta sec&ccedil;&atilde;o,    os resultados das cole&ccedil;&otilde;es macro e regional s&atilde;o apresentados    separadamente com o intuito de aferir poss&iacute;veis disparidades e de identificar    os elementos transversais. S&atilde;o, tamb&eacute;m, apresentados os dados    totais (i.e., somat&oacute;rio dos resultados macro e regionais) para melhor    evidenciar as diferen&ccedil;as entre resultados macro e regionais. Na presente    sec&ccedil;&atilde;o, este &eacute; o &uacute;nico objetivo dos dados totais.</p>     <p>&Aacute;REAS GEOGR&Aacute;FICAS E ESTADOS</p>     <p>Os resultados sugerem que o continente europeu &eacute; o espa&ccedil;o que    concentra maior aten&ccedil;&atilde;o. No total, e tal como presente na <a href="#t2">tabela    2</a>, a Europa concentra 66,36 por cento de todas as refer&ecirc;ncias. Este    valor &eacute; majorado pelas estrat&eacute;gias regionais cujo foco europeu    ascende aos 72,26 por cento do total. Contrariamente, as estrat&eacute;gias    macro exibem&nbsp;uma hierarquia mais balanceada. A Europa concentra 32,46 por    cento do total macro, apenas 4,39 pontos percentuais acima do continente na    segunda posi&ccedil;&atilde;o: as Am&eacute;ricas. Os segundo e terceiro continentes    de interesse s&atilde;o as Am&eacute;ricas e a &Aacute;sia. O primeiro com mais    relev&acirc;ncia no &acirc;mbito de estrat&eacute;gias macro, e o segundo com    mais relev&acirc;ncia nas estrat&eacute;gias regionais. &Aacute;frica e Oce&acirc;nia    s&atilde;o os continentes menos representados, sendo que a Oce&acirc;nia &eacute;    apenas mencionada nas estrat&eacute;gias macro</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2"></a> <img src="/img/revistas/ri/n57/n57a05t2.jpg">      
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Uma subdivis&atilde;o por regi&otilde;es evidencia ainda mais as diferen&ccedil;as    entre estrat&eacute;gias macro e regionais. As primeiras tr&ecirc;s posi&ccedil;&otilde;es    no &acirc;mbito das estrat&eacute;gias regionais s&atilde;o, por ordem, a Europa    do Sul, do Norte e Oriental. Fora do espa&ccedil;o europeu, as primeiras regi&otilde;es    a surgirem s&atilde;o a Am&eacute;rica do Norte, seguida da &Aacute;sia Ocidental.    Esta composi&ccedil;&atilde;o diverge no &acirc;mbito das estrat&eacute;gias    macro. A Am&eacute;rica do Norte e a &Aacute;frica Oriental s&atilde;o os dois    espa&ccedil;os mais frequentemente mencionados, seguidos da Europa do Norte,    cujos valores s&atilde;o similares aos da &Aacute;frica Oriental.</p>     <p>Em termos de pa&iacute;ses, a R&uacute;ssia apresenta-se como o espa&ccedil;o    mais relevante, especialmente nas estrat&eacute;gias para o &Aacute;rtico, B&aacute;ltico    e mar Negro. De entre os pa&iacute;ses referidos com mais frequ&ecirc;ncia,    apenas tr&ecirc;s s&atilde;o n&atilde;o europeus: Estados Unidos, Turquia<sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a>    e Canad&aacute;. Al&eacute;m destes pa&iacute;ses, a amostra regional identifica,    ainda, Cabo Verde, China, &Iacute;ndia e Jap&atilde;o enquanto pa&iacute;ses    n&atilde;o europeus de relevo. As estrat&eacute;gias macro colocam nos lugares    cimeiros espa&ccedil;os n&atilde;o europeus tais como o Corno de &Aacute;frica,    Canad&aacute;, Estados Unidos, Austr&aacute;lia e China. Apenas tr&ecirc;s espa&ccedil;os    europeus figuram no&nbsp;top 10&nbsp;das estrat&eacute;gias macro: Fran&ccedil;a,    Reino Unido e Irlanda.</p>     <p>No que se refere a &aacute;reas mar&iacute;timas ambas as amostras (macro e    regional), exibem um interesse pronunciado em &aacute;reas que banham o continente    europeu. Respetivamente, 68,75 por cento e 90,91 por cento do total das amostras.    Tal como nas &aacute;reas terrestres, a amostra regional exibe maior aten&ccedil;&atilde;o    a &aacute;reas de proximidade geogr&aacute;fica. Fora da proximidade ao continente    europeu, as estrat&eacute;gias macro exibem maior aten&ccedil;&atilde;o&nbsp;&agrave;s    &aacute;reas do golfo da Guin&eacute;, oceano&nbsp;&Iacute;ndico, e&nbsp;mar    das Cara&iacute;bas. Com valores negligenci&aacute;veis, o oceano Pac&iacute;fico,    o mar da China Meridional, o oceano Ant&aacute;rtico e o estreito de Malaca    figuram, tamb&eacute;m, na lista apresentada na <a href="#t3">tabela 3</a>.    Na amostra regional as &aacute;reas mar&iacute;timas de interesse fora do &acirc;mbito    europeu s&atilde;o o oceano&nbsp;&Iacute;ndico, o&nbsp;mar das Cara&iacute;bas    e o golfo da Guin&eacute;.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"></a> <img src="/img/revistas/ri/n57/n57a05t3.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>Outras &aacute;reas de interesse incluem (ver <a href="#t4">tabela 4</a>)&nbsp;&aacute;reas    mar&iacute;timas protegidas (MPA), zonas situadas al&eacute;m da jurisdi&ccedil;&atilde;o    nacional (BBNJ),&nbsp;&aacute;reas especialmente protegidas de import&acirc;ncia    para o Mediterr&acirc;neo (SPAMI), zonas marinhas ecol&oacute;gica ou biologicamente    importantes (ZIEB) e a criosfera. As&nbsp;MPA&nbsp;s&atilde;o as mais relevantes    para as&nbsp;amostras macro e regional. As&nbsp;SPAMI&nbsp;figuram, apenas,    no &acirc;mbito de estrat&eacute;gias regionais, e as&nbsp;BBNJ&nbsp;e&nbsp;ZIEB&nbsp;apenas    nas estrat&eacute;gias macro.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t4"></a> <img src="/img/revistas/ri/n57/n57a05t4.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>As discrep&acirc;ncias verificadas entre as estrat&eacute;gias macro e regionais    indicam uma conceptualiza&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima da&nbsp;UE&nbsp;voltada    para dentro no caso das estrat&eacute;gias regionais, e uma conceptualiza&ccedil;&atilde;o    voltada para o exterior no caso das estrat&eacute;gias macro. Assim, as estrat&eacute;gias    regionais aparentam ser um instrumento interno com preocupa&ccedil;&atilde;o    de proximidade com as popula&ccedil;&otilde;es, enquanto as estrat&eacute;gias    macro aparentam ser um instrumento de afirma&ccedil;&atilde;o da&nbsp;UE&nbsp;na    esfera global.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>INTERESSES</p>     <p>Transversalmente ao conjunto das amostras existe a veicula&ccedil;&atilde;o    por parte da&nbsp;UE&nbsp;de interesses que a Uni&atilde;o pretende atingir    ou proteger. A <a href="#t5">tabela 5</a> agrega os interesses veiculados. De    acordo com a mesma, o crescimento econ&oacute;mico bem como o refor&ccedil;o    da ind&uacute;stria mar&iacute;tima afiguram-se como os principais interesses    identificados transversalmente nas amostras. Seguidamente, a conserva&ccedil;&atilde;o    e preserva&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas marinhas e costeiras &eacute; um    interesse adicional com grande relev&acirc;ncia.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t5"></a> <img src="/img/revistas/ri/n57/n57a05t5.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>Al&eacute;m destas semelhan&ccedil;as, as amostras regionais e macro divergem    ligeiramente na prioriza&ccedil;&atilde;o dos restantes interesses identificados.    De entre as estrat&eacute;gias macro a conformidade com os regimes jur&iacute;dicos    (internos e internacionais), a explora&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel dos    mares, a prote&ccedil;&atilde;o de vidas humanas, de infraestruturas cr&iacute;ticas,    dos fluxos comerciais, e da seguran&ccedil;a energ&eacute;tica s&atilde;o os    interesses mais repetidos. Por sua vez, as estrat&eacute;gias regionais relevam    mais quest&otilde;es de competitividade, explora&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel    dos oceanos, cria&ccedil;&atilde;o de emprego, bem-estar das popula&ccedil;&otilde;es,    e prote&ccedil;&atilde;o das vidas humanas e patrim&oacute;nio cultural.</p>     <p>Alguns interesses exibem grande proemin&ecirc;ncia em parte da amostra, mas    escasseiam noutra. Tais s&atilde;o os casos, por exemplo, da prote&ccedil;&atilde;o    de infraestruturas cr&iacute;ticas e da liberdade de navega&ccedil;&atilde;o    que exibem alguma express&atilde;o relativa no &acirc;mbito de estrat&eacute;gias    macro, mas pouca em estrat&eacute;gias regionais. Contrariamente, a prote&ccedil;&atilde;o    do patrim&oacute;nio cultural e os progressos cient&iacute;ficos e a inova&ccedil;&atilde;o    s&atilde;o relativamente mais relevantes na amostra regional.</p>     <p>Adicionalmente, existem cinco interesses que s&oacute; ocorrem numa das amostras.    Respetivamente, controlo e dom&iacute;nio dos mares, integridade territorial    e influ&ecirc;ncia sobre normas internacionais existem, apenas, nas estrat&eacute;gias    macro, e a coes&atilde;o social &eacute; singular das estrat&eacute;gias regionais.</p>     <p>Os resultados indicam, portanto, uma certa transversalidade na tipologia de    interesses elencados pela Uni&atilde;o, sobretudo no que concerne a interesses    econ&oacute;micos. Inobstante, estrat&eacute;gias macro denotam maior relev&acirc;ncia    a aspetos securit&aacute;rios e normativos, enquanto as estrat&eacute;gias regionais    exibem um pendor mais forte em interesses socioculturais e econ&oacute;micos.</p>     <p>DOCUMENTOS E INICIATIVAS NORMATIVAS E DE ORIENTA&Ccedil;&Atilde;O</p>     <p>Existe uma grande profus&atilde;o de documentos e iniciativas normativas e    de orienta&ccedil;&atilde;o. O processo de codifica&ccedil;&atilde;o identificou    208 c&oacute;digos referentes a esta categoria. Para facilitar a leitura dos    dados e melhorar a sua compreens&atilde;o a presente sec&ccedil;&atilde;o &eacute;    dividida em duas grandes categorias:&nbsp;UE&nbsp;e internacional.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No &acirc;mbito da categoria&nbsp;&laquo;UE&raquo;&nbsp;existem 150 c&oacute;digos,    distribu&iacute;dos ao longo de cinco subcategorias:&nbsp;i) pol&iacute;ticas    e estrat&eacute;gias;&nbsp;ii) mecanismos financeiros;&nbsp;iii) iniciativas    e programas;&nbsp;iv) miss&otilde;es e opera&ccedil;&otilde;es;&nbsp;v) e pr&eacute;mios.    Na <a href="#t6">tabela 6</a> est&atilde;o presentes todos os c&oacute;digos    identificados.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t6"></a> <img src="/img/revistas/ri/n57/n57a05t6.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>As amostras macro e regional exibem uma distribui&ccedil;&atilde;o diferenciada    das subcategorias. A categoria&nbsp;&laquo;mecanismos financeiros&raquo;&nbsp;representa    41,30 por cento do foco nas estrat&eacute;gias regionais, e apenas 12,58 por    cento na amostra macro. As estrat&eacute;gias macro concentram-se sobretudo    em&nbsp;&laquo;pol&iacute;ticas e estrat&eacute;gias&raquo;, cujo peso relativo    &eacute; de 58,94 por cento. Esta subcategoria exibe, tamb&eacute;m, alguma    relev&acirc;ncia relativa na amostra regional, ocupando 38,70 por cento do foco.&nbsp;&laquo;Miss&otilde;es&raquo;&nbsp;e&nbsp;&laquo;opera&ccedil;&otilde;es&raquo;&nbsp;est&atilde;o    apenas presentes na amostra macro, e&nbsp;&laquo;pr&eacute;mios&raquo;&nbsp;apenas    nas estrat&eacute;gias regionais.</p>     <p>Estrat&eacute;gias macro tendem a focar-se com maior proemin&ecirc;ncia em    elementos securit&aacute;rios, de conhecimento situacional mar&iacute;timo,    proje&ccedil;&atilde;o internacional da Uni&atilde;o, e desenvolvimento econ&oacute;mico.    De entre os c&oacute;digos mais frequentes destacam-se a&nbsp;EUMSS, o Ambiente    Comum da Partilha de Informa&ccedil;&atilde;o (CISE), as estrat&eacute;gias    da UE para o Corno de &Aacute;frica e golfo da Guin&eacute;, bem como a iniciativa    BlueMed. O c&oacute;digo mais frequente (11 vezes) refere-se ao mecanismo financeiro    Horizonte 2020. Miss&otilde;es e opera&ccedil;&otilde;es da Pol&iacute;tica    Comum de Seguran&ccedil;a e Defesa (PCSD) s&atilde;o apenas referidas nas estrat&eacute;gias    macro, nomeadamente as opera&ccedil;&otilde;es Atalanta e o seu centro de informa&ccedil;&atilde;o    mar&iacute;timo (MSCHOA), bem como a opera&ccedil;&atilde;o Sophia (EUNAVFORMED).    Al&eacute;m de assuntos eminentemente mar&iacute;timos, as estrat&eacute;gias    referem-se, tamb&eacute;m, a pol&iacute;ticas e iniciativas comunit&aacute;rias    tais como a&nbsp;PCSD, o plano de desenvolvimento de capacidades da Ag&ecirc;ncia    Europeia de Defesa (AED), ou a&nbsp;Estrat&eacute;gia&nbsp;da Uni&atilde;o Europeia    para a&nbsp;Ciberseguran&ccedil;a.</p>     <p>Nas estrat&eacute;gias regionais, elementos de consolida&ccedil;&atilde;o interna    como a&nbsp;PMI&nbsp;a Pol&iacute;tica Comum das Pescas, a Diretiva-Quadro Estrat&eacute;gia    para o Meio Marinho, e mecanismos financeiros como os fundos estruturais s&atilde;o    os mais mencionados. Tamb&eacute;m de relevo a Pol&iacute;tica Europeia de Vizinhan&ccedil;a    (PEV) &eacute; referida nove vezes, e o programa Copernicus (anteriormente conhecido    como&nbsp;GMES), seis vezes. Apenas em correla&ccedil;&atilde;o com o desenvolvimento    mar&iacute;timo regional s&atilde;o mencionados os pr&eacute;mios&nbsp;EU&nbsp;Prize    for Cultural Heritage / Europa Nostra Awards, e European Destinations of Excellence    (eden).</p>     <p>Na grande categoria&nbsp;&laquo;internacional&raquo;, est&atilde;o inclu&iacute;dos    58 c&oacute;digos, divididos entre:&nbsp;i) conven&ccedil;&otilde;es e tratados;&nbsp;ii)    declara&ccedil;&otilde;es e acordos; e&nbsp;iii) iniciativas. Destas, a subcategoria&nbsp;&laquo;iniciativas&raquo;&nbsp;&eacute;    a menos referida. De facto, apenas tr&ecirc;s iniciativas s&atilde;o mencionadas:    a Atlantic Ocean Research Alliance (AORA), o Contact Group on Piracy Off the    Coast of Somalia (CGPCS), e a&nbsp;un-oceans. Apenas a&nbsp;aora&nbsp;&eacute;    referida em ambas as amostras. Na <a href="#t7">tabela 7</a> est&atilde;o presentes    todos os c&oacute;digos da categoria&nbsp;&laquo;internacional&raquo;.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t7"></a> <img src="/img/revistas/ri/n57/n57a05t7.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>A maioria dos c&oacute;digos aparece, apenas, numa das amostras. No c&ocirc;mputo    geral, a Conven&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre o Direito    do Mar (CNUDM), a Conven&ccedil;&atilde;o de Barcelona<sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>,    a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (ODS) e a Dimens&atilde;o    Setentrional s&atilde;o os c&oacute;digos mais frequentes. No &acirc;mbito da    amostra macro apenas dois c&oacute;digos aparecem mais que duas vezes: a&nbsp;CNUDM&nbsp;(15    vezes) e a&nbsp;ODS (sete vezes). Nas estrat&eacute;gias regionais, a Conven&ccedil;&atilde;o    de Barcelona e a Dimens&atilde;o Setentrional s&atilde;o os dois c&oacute;digos    mais frequentes, seguidos da&nbsp;CNUDM, do Protocolo de Gotemburgo<sup><a href="#28">28</a></sup><a name="top28"></a>,    do Acordo de Lisboa<sup><a href="#29">29</a></sup><a name="top29"></a>, da Conven&ccedil;&atilde;o&nbsp;OSPAR<sup><a href="#30">30</a></sup><a name="top30"></a>,    do Memorando de Entendimento de Paris para o Controlo dos Navios pelo Estado    do Porto, e da Conven&ccedil;&atilde;o-Quadro das Na&ccedil;&otilde;es Unidas    sobre as Altera&ccedil;&otilde;es Clim&aacute;ticas (UNFCCC).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os dados recolhidos corroboraram o argumento segundo o qual o dom&iacute;nio    mar&iacute;timo &eacute; complexo, transetorial e global, no qual m&uacute;ltiplos    instrumentos e pol&iacute;ticas desempenham um papel. Apesar das diferen&ccedil;as    quanto a pol&iacute;ticas e instrumentos espec&iacute;ficos, ambas as amostras    indiciam preocupa&ccedil;&atilde;o em articular as diversas pol&iacute;ticas    e estrat&eacute;gias comunit&aacute;rias com os mecanismos financeiros necess&aacute;rios    para a prossecu&ccedil;&atilde;o dos objetivos da&nbsp;UE. A aten&ccedil;&atilde;o    com mecanismos internacionais &eacute; transversal &agrave;s amostras, contudo,    estrat&eacute;gias macro exibem maior aten&ccedil;&atilde;o a instrumentos globais    enquanto estrat&eacute;gias regionais demonstram maior aten&ccedil;&atilde;o    a instrumentos regionais. Ademais, o dom&iacute;nio mar&iacute;timo parece ser    entendido no &acirc;mbito de uma conceptualiza&ccedil;&atilde;o alargada de    desenvolvimento europeu e regional, que inclui elementos mar&iacute;timos e    n&atilde;o mar&iacute;timos.</p>     <p>MODUS OPERANDI</p>     <p>As diversas estrat&eacute;gias identificam m&uacute;ltiplas a&ccedil;&otilde;es    a serem desenvolvidas na prossecu&ccedil;&atilde;o dos objetivos comunit&aacute;rios,    cobrindo as dimens&otilde;es interna e externa. Cerca de 21 por cento dos c&oacute;digos    desta se&ccedil;&atilde;o abrangem a dimens&atilde;o externa, e os restantes    79 por cento a dimens&atilde;o interna.</p>     <p>Externamente, e como expresso na <a href="#t8">tabela 8</a>, a Uni&atilde;o    exibe duas linhas fundamentais de a&ccedil;&atilde;o: coopera&ccedil;&atilde;o    e coordena&ccedil;&atilde;o, e proje&ccedil;&atilde;o internacional da organiza&ccedil;&atilde;o.    A&ccedil;&otilde;es para o refor&ccedil;o da coopera&ccedil;&atilde;o e coordena&ccedil;&atilde;o    com estados terceiros e outras organiza&ccedil;&otilde;es s&atilde;o as que    concentram maior frequ&ecirc;ncia de c&oacute;digos em ambas as amostras. Do    mesmo modo, o estabelecimento de acordos internacionais, regionais e bilaterais    apresenta-se com grande relev&acirc;ncia nas amostras. O estabelecimento de    redes de conhecimento global &eacute; o terceiro c&oacute;digo mais frequente    na amostra macro, e o quarto na amostra regional. A coopera&ccedil;&atilde;o    t&eacute;cnica aparece com grande relev&acirc;ncia nas estrat&eacute;gias regionais,    mas assume-se como um elemento mediano nas estrat&eacute;gias macro. Apenas    dois c&oacute;digos s&atilde;o inconsistentes nas amostras: desenvolvimento    de parcerias e ajuda ao desenvolvimento, que est&atilde;o apenas representados    nas estrat&eacute;gias macro.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t8"></a> <img src="/img/revistas/ri/n57/n57a05t8.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>Al&eacute;m da coopera&ccedil;&atilde;o e coordena&ccedil;&atilde;o, a&nbsp;UE&nbsp;procura    projetar externamente a sua imagem. Assim,&nbsp;a&ccedil;&otilde;es para consolidar    a lideran&ccedil;a global da Uni&atilde;o em v&aacute;rios dom&iacute;nios (e.g.,    normativo, econ&oacute;mico, securit&aacute;rio) e para marcar a agenda internacional    s&atilde;o as mais mencionadas.&nbsp;&Agrave;&nbsp;parte este desiderato transversal,    as amostras exibem diferentes focos. Estrat&eacute;gias macro devotam mais aten&ccedil;&atilde;o    a miss&otilde;es e opera&ccedil;&otilde;es&nbsp;PCSD, &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o    de eventos, ao estabelecimento e refor&ccedil;o das delega&ccedil;&otilde;es    externas da&nbsp;UE, e &agrave; promo&ccedil;&atilde;o do modelo de gest&atilde;o    de crises comunit&aacute;rio marcado pelo endere&ccedil;ar das causas profundas    das crises internacionais. Estrat&eacute;gias regionais acrescem a esta lista    a participa&ccedil;&atilde;o da&nbsp;UE&nbsp;em organiza&ccedil;&otilde;es internacionais    enquanto observador<sup><a href="#31">31</a></sup><a name="top31"></a>.</p>     <p>Internamente, o&nbsp;<i>modus operandi</i>&nbsp;comunit&aacute;rio revela uma    maior profus&atilde;o de elementos, expressos na <a href="#t9">tabela 9</a>    (cf. p. 74). Consistente em ambas as amostras s&atilde;o percet&iacute;veis    elementos basilares na a&ccedil;&atilde;o da&nbsp;UE. De entre esses, o conceito    de abordagem compreens&iacute;vel, cuja conceptualiza&ccedil;&atilde;o aponta    para a capacidade de dar resposta aos desafios de forma integrada e de acordo    com a base normativa existente, assume maior relev&acirc;ncia. Associado a esta    l&oacute;gica interventiva integrada e compreensiva, o aumento da coer&ecirc;ncia    do ator assume destaque, relevando aspetos como a articula&ccedil;&atilde;o    e coer&ecirc;ncia na prossecu&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas em m&uacute;ltiplos    setores.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t9"></a> <img src="/img/revistas/ri/n57/n57a05t9.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As tipologias de processos a desencadear, no seu conjunto, concentram a maioria    das aten&ccedil;&otilde;es. Os dados apontam para consist&ecirc;ncia dos processos    aos n&iacute;veis macro e regional. Processos como a aloca&ccedil;&atilde;o    de recursos (e.g., fundos estruturais, recursos humanos) e a otimiza&ccedil;&atilde;o    e racionaliza&ccedil;&atilde;o dos recursos existentes (e.g., atrav&eacute;s    de pr&aacute;ticas como a mutualiza&ccedil;&atilde;o e partilha de capacidades    ou o desenvolvimento de plataformas tecnol&oacute;gicas) &ndash; com melhorias    na gest&atilde;o e ordenamento de &aacute;reas costeiras e marinhas<sup><a href="#32">32</a></sup><a name="top32"></a>,    com melhoria de normas e regulamenta&ccedil;&otilde;es, com melhoria na seguran&ccedil;a    e vigil&acirc;ncia mar&iacute;tima, bem como com melhorias no mercado laboral    (e.g., condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, atratividade dos setores mar&iacute;timos)    &ndash;,&nbsp;s&atilde;o expressos nas duas amostras.</p>     <p>Existem, no entanto, algumas diferen&ccedil;as. Tendencialmente, as estrat&eacute;gias    regionais exibem maior destaque em quest&otilde;es de pol&iacute;tica de prote&ccedil;&atilde;o    do ambiente, bem como na aplica&ccedil;&atilde;o de uma abordagem ecossist&eacute;mica.    Neste sentido, tr&ecirc;s tipologias de pol&iacute;ticas assumem maior destaque:&nbsp;i)    melhoria da qualidade ambiental;&nbsp;ii) pol&iacute;ticas de mitiga&ccedil;&atilde;o    e adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas;&nbsp;iii)    e pol&iacute;ticas de redu&ccedil;&atilde;o da polui&ccedil;&atilde;o. Esta    &uacute;ltima encontra, tamb&eacute;m, eco relevante na amostra macro. Identicamente,    pol&iacute;ticas para o crescimento econ&oacute;mico exibem maior relev&acirc;ncia    no &acirc;mbito da amostra regional. Em contrapartida, processos mais t&eacute;cnicos    relacionados com a seguran&ccedil;a mar&iacute;tima &ndash; tais como a interoperabilidade    e flexibilidade das for&ccedil;as, melhoria da ciberseguran&ccedil;a, e assist&ecirc;ncia    humanit&aacute;ria e de ajuda em caso de cat&aacute;strofe (HA/DR) &ndash; est&atilde;o    presentes apenas na sele&ccedil;&atilde;o macro.</p>     <p>Consistentes em ambas as amostras, os elementos de&nbsp;&laquo;conhecimento    e educa&ccedil;&atilde;o&raquo;&nbsp;constituem-se como o segundo grande grupo    de destaque. Incluem-se, neste grupo, investimentos em ci&ecirc;ncia, tecnologia    e inova&ccedil;&atilde;o, acr&eacute;scimo do conhecimento dispon&iacute;vel    relativo a assuntos mar&iacute;timos, desenvolvimento de iniciativas conducentes    ao aumento de recursos humanos com aptid&otilde;es adequadas para setores mar&iacute;timos,    troca de melhores pr&aacute;ticas, e aumento da visibilidade do dom&iacute;nio    mar&iacute;timo.</p>     <p>Pese embora a consist&ecirc;ncia global no campo do conhecimento e da educa&ccedil;&atilde;o    nas amostras, existem elementos que t&ecirc;m mais relev&acirc;ncia numa das    amostras. Tais s&atilde;o os casos da melhoria dos dados dispon&iacute;veis    (e.g., batimetria, mapeamento dos solos oce&acirc;nicos, estudos sobre a comuna    de &aacute;gua, previs&atilde;o meteorol&oacute;gica), e do desenvolvimento    de tecnologia espacial (e.g.,&nbsp;ais&nbsp;&ndash; Sistema de Identifica&ccedil;&atilde;o    Autom&aacute;tica), que exibem maior relev&acirc;ncia na amostra regional, enquanto    as iniciativas de treino assumem maior relev&acirc;ncia no &acirc;mbito macro.</p>     <p>Tal como na dimens&atilde;o externa, quest&otilde;es de coopera&ccedil;&atilde;o    e coordena&ccedil;&atilde;o s&atilde;o relevantes transversalmente. Coopera&ccedil;&atilde;o    e coordena&ccedil;&atilde;o interag&ecirc;ncia e multissetorial exibe grande    destaque, a par do desenvolvimento de iniciativas conjuntas entre os estados-membros.    A coopera&ccedil;&atilde;o e coordena&ccedil;&atilde;o inclui parcerias p&uacute;blico-privadas,    militar-civil, e p&uacute;blico-sociedade civil. Coopera&ccedil;&atilde;o e    coordena&ccedil;&atilde;o militar-civil t&ecirc;m uma express&atilde;o diminuta    nas estrat&eacute;gias regionais.</p>     <p>Em termos de atividades, os resultados sugerem grande relev&acirc;ncia para    a monitoriza&ccedil;&atilde;o e conhecimento situacional mar&iacute;timo, partilha    de informa&ccedil;&atilde;o, e processos de padroniza&ccedil;&atilde;o e certifica&ccedil;&atilde;o.    Adicionalmente, as estrat&eacute;gias devotam aten&ccedil;&atilde;o ao desenvolvimento    de capacidades como infraestruturas (em terra e no mar) ou capacidades multiuso,    de linhas de navega&ccedil;&atilde;o, de capacidades de busca e salvamento,    bem como de mecanismos de alerta precoce.</p>     <p>Globalmente, o&nbsp;<i>modus operandi</i>&nbsp;comunit&aacute;rio &eacute;    consistente nas amostras. Estrat&eacute;gias macro e regionais exibem os mesmos    elementos fundamentais que norteiam a conceptualiza&ccedil;&atilde;o da&nbsp;UE&nbsp;acerca    da melhor forma de atingir os seus objetivos. Os dados sugerem, no entanto,    que aspetos securit&aacute;rios est&atilde;o mais representados nas estrat&eacute;gias    macro, enquanto os aspetos ambientais t&ecirc;m maior relev&acirc;ncia nas estrat&eacute;gias    regionais.</p>     <p>RISCOS, AMEA&Ccedil;AS E DESAFIOS</p>     <p>No quesito&nbsp;&laquo;riscos, amea&ccedil;as e desafios&raquo;&nbsp;o exerc&iacute;cio    de codifica&ccedil;&atilde;o identificou 55 c&oacute;digos, presentes na sua    totalidade na <a href="#t10">tabela 10</a>. Quest&otilde;es de sustentabilidade    (e.g., social, econ&oacute;mica, ambiental), altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas,    polui&ccedil;&atilde;o, criminalidade e seguran&ccedil;a de navega&ccedil;&atilde;o    s&atilde;o consistentemente relevantes em ambas as amostras. De facto, estes    elementos est&atilde;o representados pelo menos uma vez em mais de nove das    14 estrat&eacute;gias selecionadas.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t10"></a> <img src="/img/revistas/ri/n57/n57a05t10.jpg">      
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>No entanto, existem algumas inconsist&ecirc;ncias. Pesca ilegal, n&atilde;o    declarada e n&atilde;o regulamentada (INN), aplica&ccedil;&atilde;o da lei e    perturba&ccedil;&otilde;es comerciais exibem grande proemin&ecirc;ncia na amostra    macro, mas pouca na amostra regional. Ademais, aspetos como nega&ccedil;&atilde;o    e obstru&ccedil;&atilde;o de acesso mar&iacute;timo, prolifera&ccedil;&atilde;o,    amea&ccedil;a de uso de for&ccedil;a, amea&ccedil;as cibern&eacute;ticas, instabilidade    ou debilidade estadual, terrorismo, entre outras, s&atilde;o apenas referidos    em estrat&eacute;gias macro.</p>     <p>Em contrapartida, migra&ccedil;&otilde;es ilegais, altera&ccedil;&otilde;es    demogr&aacute;ficas, eutrofiza&ccedil;&atilde;o, fen&oacute;menos meteorol&oacute;gicos    extremos e aumento da procura econ&oacute;mica registam maior incid&ecirc;ncia    nas estrat&eacute;gias regionais comparativamente com as macro. Adicionalmente,    esp&eacute;cies ex&oacute;ticas invasoras, acidentes mar&iacute;timos, ten&ccedil;&otilde;es    e disputas fronteiri&ccedil;as, escalada de pre&ccedil;os, entre outros, n&atilde;o    est&atilde;o representados na amostra macro.</p>     <p>Grosso modo, os dados apontam para uma grande consist&ecirc;ncia na identifica&ccedil;&atilde;o    de riscos, amea&ccedil;as e desafios. Tal como noutras categorias, as diferen&ccedil;as    observadas derivam de v&aacute;rios focos. Assim, as estrat&eacute;gias macro    registam maior aten&ccedil;&atilde;o a aspetos securit&aacute;rios de pendor    mais global, enquanto as estrat&eacute;gias regionais se focam mais em elementos    de proximidade e ambientais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>PADR&Otilde;ES IDENTIFICADOS</b></p>     <p>Anteriormente, o presente artigo exp&ocirc;s os resultados do processo de codifica&ccedil;&atilde;o,    organizando os c&oacute;digos em categorias e subcategorias. No entanto, al&eacute;m    de mapear os t&oacute;picos e elementos presentes nas diversas estrat&eacute;gias    selecionadas, este artigo pretende identificar os padr&otilde;es na a&ccedil;&atilde;o    e pensamento comunit&aacute;rios.</p>     <p>A partir da estrutura de c&oacute;digo, este artigo identifica quatro temas    estrat&eacute;gicos:&nbsp;i) consolida&ccedil;&atilde;o interna;&nbsp;ii) seguran&ccedil;a    mar&iacute;tima;&nbsp;iii) economia azul;&nbsp;iv) e a&ccedil;&atilde;o normativa.    Esta identifica&ccedil;&atilde;o &eacute; consistente com os temas identificados    na&nbsp;AGIO. Estes temas s&atilde;o separ&aacute;veis, mas n&atilde;o separados.    Tal significa que ao inv&eacute;s de serem percebidos e trabalhados em separado,    os resultados indicam que estes temas s&atilde;o interligados, acrescem-se mutuamente,    e constituem-se como blocos essenciais da grande estrat&eacute;gia comunit&aacute;ria    para o dom&iacute;nio mar&iacute;timo. Acresce que estes quatro temas principais    est&atilde;o conectados por quatro elementos de liga&ccedil;&atilde;o:&nbsp;i)    ambiente;&nbsp;ii) coopera&ccedil;&atilde;o e coordena&ccedil;&atilde;o;&nbsp;iii)    n&iacute;vel de conhecimento;&nbsp;iv) e inova&ccedil;&atilde;o e tecnologia.    Os quatro elementos de liga&ccedil;&atilde;o est&atilde;o conectados entre si    e entre os quatro temas estrat&eacute;gicos identificados.</p>     <p>A <a href="#f1">figura 1</a> apresenta uma representa&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica    das rela&ccedil;&otilde;es entrela&ccedil;adas entre os temas estrat&eacute;gicos    e os elementos de liga&ccedil;&atilde;o. Estes devem ser interpretados como    componentes de um circuito el&eacute;trico, no qual todos os componentes devem    estar operacionais para que todo o circuito funcione.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/ri/n57/n57a05f1.jpg">      
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Esta sec&ccedil;&atilde;o devota aten&ccedil;&atilde;o precisamente a estes    elementos. Deve ser notado que existe sobreposi&ccedil;&atilde;o de alguns aspetos,    o que consolida a conclus&atilde;o de que os assuntos mar&iacute;timos s&atilde;o    percebidos pela&nbsp;UE como complexos e interligados.</p>     <p>Ao contr&aacute;rio da sec&ccedil;&atilde;o anterior, a presente sec&ccedil;&atilde;o    exibe e assenta na agrega&ccedil;&atilde;o dos dados totais das amostras (i.e.,    resultados da amostra macro, mais resultados da amostra regional), que, estando    presente nas diversas tabelas,&nbsp;n&atilde;o foi alvo de an&aacute;lise por    se pretender anteriormente a destrin&ccedil;a entre o pensamento macro e regional.    Ademais, a sec&ccedil;&atilde;o inclui o n&uacute;mero de documentos nos quais    os c&oacute;digos est&atilde;o presentes. Como ser&aacute; revelado, alguns    c&oacute;digos aparecem frequentemente, mas n&atilde;o transversalmente, nas    estrat&eacute;gias e vice-versa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>TEMAS ESTRAT&Eacute;GICOS</b></p>     <p><b><i>CONSOLIDA&Ccedil;&Atilde;O INTERNA</i></b></p>     <p>A consolida&ccedil;&atilde;o interna refere-se a processos, modos de pensar    e aspetos de cultura da Uni&atilde;o que procuram refor&ccedil;ar o posicionamento    interno da&nbsp;UE, bem como a sua proje&ccedil;&atilde;o externa. Na <a href="#t11">tabela    11</a> est&atilde;o representados todos os c&oacute;digos que integram este    tema.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t11"></a> <img src="/img/revistas/ri/n57/n57a05t11.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>Tr&ecirc;s aspetos s&atilde;o mencionados em todas as estrat&eacute;gias: melhoria    das infraestruturas, melhor aloca&ccedil;&atilde;o de recursos, e sustentabilidade.    De entre estes, a melhoria na aloca&ccedil;&atilde;o de recursos &eacute; o    ponto mais frequente. A consolida&ccedil;&atilde;o da imagem da Uni&atilde;o    enquanto l&iacute;der e as melhorias de quadros normativos internos constituem-se    como elementos transversais a 13 das 14 estrat&eacute;gias da amostra.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Grosso modo, os c&oacute;digos mais expressivos surgem num maior n&uacute;mero    de documentos. Tal &eacute; o caso da aloca&ccedil;&atilde;o de recursos, da    abordagem integrada e compreensiva, bem como da coopera&ccedil;&atilde;o e coordena&ccedil;&atilde;o    interag&ecirc;ncia e intersetorial. A exce&ccedil;&atilde;o a esta correspond&ecirc;ncia    &eacute; o c&oacute;digo&nbsp;&laquo;defini&ccedil;&atilde;o da agenda pol&iacute;tica&raquo;&nbsp;que,    sendo mencionado 30 vezes, aparece apenas em quatro documentos. Este desequil&iacute;brio    &eacute; explicado pela grande incid&ecirc;ncia deste c&oacute;digo na&nbsp;AGIO&nbsp;(20    vezes).</p>     <p>Consistentemente, ao longo da amostra a&nbsp;UE&nbsp;manifesta vontade em aumentar    a sua coer&ecirc;ncia e coes&atilde;o, bem como a articula&ccedil;&atilde;o    entre os v&aacute;rios atores intervenientes no dom&iacute;nio mar&iacute;timo.    Efetivamente, a Uni&atilde;o parece prosseguir uma l&oacute;gica de abordagem    compreensiva e integrada, conducente &agrave; maximiza&ccedil;&atilde;o de recursos    e otimiza&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es. A produ&ccedil;&atilde;o    e a melhoria normativa (e.g., legisla&ccedil;&atilde;o, normas, diretivas) s&atilde;o    percebidas enquanto produto de um processo de consulta aos diversos agentes    de assuntos mar&iacute;timos (e.g., militares, agentes governamentais, setor    privado, sociedade civil, academia). No processo de consolida&ccedil;&atilde;o    interna, altera&ccedil;&otilde;es na gest&atilde;o e planeamento de zonas marinhas    e costeiras s&atilde;o considerados relevantes. Do mesmo modo, o desenvolvimento    de&nbsp;clusters&nbsp;mar&iacute;timos reveste-se de relev&acirc;ncia por facilitarem    a resolu&ccedil;&atilde;o de problemas ligados ao acesso a financiamento, escassez    de recursos humanos com compet&ecirc;ncias adequadas, competitividade, e acesso    a informa&ccedil;&atilde;o e tecnologias.</p>     <p>Os principais instrumentos apontados para consolidar internamente a Uni&atilde;o    s&atilde;o os fundos estruturais e os mecanismos financeiros (europeus e regionais).    Estes s&atilde;o desenhados com o fito de aumentarem o investimento na reorganiza&ccedil;&atilde;o    interna (e.g., melhoria de infraestruturas), na harmoniza&ccedil;&atilde;o de    processos, nos processos de estandardiza&ccedil;&atilde;o e certifica&ccedil;&atilde;o,    bem como na partilha de melhores pr&aacute;ticas. Ademais, o instrumento financeiro    &eacute; percebido como fundamental para o aumento da coes&atilde;o social intraeuropeia,    cria&ccedil;&atilde;o de emprego, e melhoria do bem-estar das popula&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Subjacente a toda a a&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria est&aacute; o desafio    da sustentabilidade, porquanto a a&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria para    o dom&iacute;nio mar&iacute;timo busca o equil&iacute;brio ideal entre interesses    econ&oacute;micos, sociais, pol&iacute;ticos e ambientais.</p>     <p><i>SEGURAN&Ccedil;A MAR&Iacute;TIMA</i></p>     <p>O conceito de seguran&ccedil;a mar&iacute;tima da Uni&atilde;o &eacute; lato,    e inclui uma grande profus&atilde;o de preocupa&ccedil;&otilde;es. Tal como    identificado na <a href="#t12">tabela 12</a> (cf. p. 80), todas as estrat&eacute;gias    expressam preocupa&ccedil;&atilde;o com a prote&ccedil;&atilde;o de civis e    da vida humana. Consequentemente, expressam a necessidade de aumentar os n&iacute;veis    de seguran&ccedil;a mar&iacute;tima. Esta preocupa&ccedil;&atilde;o &eacute;    encarada como uma tarefa global, sendo que a Uni&atilde;o reclama um papel na    gest&atilde;o partilhada dos oceanos a n&iacute;vel mundial.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t12"></a> <img src="/img/revistas/ri/n57/n57a05t12.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>No &acirc;mbito da seguran&ccedil;a mar&iacute;tima o acesso a informa&ccedil;&atilde;o    fidedigna e a partilha de informa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o elementos centrais.    Nesse sentido, a utiliza&ccedil;&atilde;o de meios mar&iacute;timos, terrestres,    a&eacute;reos, cibern&eacute;ticos e espaciais para uma melhor monitoriza&ccedil;&atilde;o    do dom&iacute;nio mar&iacute;timo, aliada a uma maior capacidade de transmiss&atilde;o,    recolha e processamento de dados s&atilde;o consideradas essenciais para o aumento    do conhecimento situacional mar&iacute;timo. Efetivamente, este conhecimento    est&aacute; presente em 13 das 14 estrat&eacute;gias.</p>     <p>Melhorar a seguran&ccedil;a mar&iacute;tima vai al&eacute;m do mundo militar,    incluindo civis e profissionais de setores ligados ao mar. A articula&ccedil;&atilde;o    de diversos atores possibilita o aumento dos dados dispon&iacute;veis, o que    melhora tanto os mecanismos de resposta a crises, como a efici&ecirc;ncia das    a&ccedil;&otilde;es empreendidas. Adicionalmente, a&nbsp;UE&nbsp;exibe uma abordagem    hol&iacute;stica que equaciona elementos terrestres. O nexo terra-mar est&aacute;    presente em todas as estrat&eacute;gias. Do mesmo modo, o respeito e cumprimento    pela lei &eacute; fundamental j&aacute; que, de acordo com a&nbsp;UE, &eacute;    importante para a preven&ccedil;&atilde;o ou atenua&ccedil;&atilde;o de conflitos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Processos de racionaliza&ccedil;&atilde;o e otimiza&ccedil;&atilde;o de recursos    entram, tamb&eacute;m, na conceptualiza&ccedil;&atilde;o da seguran&ccedil;a    mar&iacute;tima da Uni&atilde;o. Os fundos estruturais s&atilde;o percebidos    como instrumentos que devem ser investidos em esquemas de mutualiza&ccedil;&atilde;o    e partilha de capacidades, desenvolvimento de a&ccedil;&otilde;es e de capacidades    multiusos, e prepara&ccedil;&atilde;o da&nbsp;UE&nbsp;para os desafios tecnol&oacute;gicos    emergentes.</p>     <p>Em termos de riscos e amea&ccedil;as dois grandes grupos emergem: amea&ccedil;as    ambientais e criminalidade. Presentes em 13 estrat&eacute;gias, as altera&ccedil;&otilde;es    clim&aacute;ticas constituem-se como o aspeto mais mencionado. Inobstante amea&ccedil;as    ambientais incluem outros aspetos como a polui&ccedil;&atilde;o ou a ocorr&ecirc;ncia    de fen&oacute;menos meteorol&oacute;gicos extremos. A criminalidade assume-se    como o segundo grande grupo, no qual a pesca&nbsp;INN, a pirataria e o tr&aacute;fico    de estupefacientes est&atilde;o no topo da lista. Al&eacute;m destes, quase    todas as estrat&eacute;gias revelam preocupa&ccedil;&atilde;o com a seguran&ccedil;a    da navega&ccedil;&atilde;o e das transi&ccedil;&otilde;es demogr&aacute;ficas.</p>     <p><i>ECONOMIA AZUL</i></p>     <p>Na sua abordagem &agrave; economia azul, a&nbsp;UE&nbsp;procura afirmar e refor&ccedil;ar    a ind&uacute;stria mar&iacute;tima tanto a n&iacute;vel interno como externo.    O grande objetivo identificado &eacute; o desenvolvimento de uma ind&uacute;stria    mar&iacute;tima forte, competitiva, saud&aacute;vel, resiliente e geradora de    emprego. Como percet&iacute;vel na <a href="#t13">tabela 13</a>, quase todas    as estrat&eacute;gias revelam preocupa&ccedil;&atilde;o com a quantidade e qualidade    dos empregos ligados aos setores mar&iacute;timos.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t13"></a> <img src="/img/revistas/ri/n57/n57a05t13.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>A economia azul &eacute; percebida como capaz de gerar emprego, contudo, as    estrat&eacute;gias reconhecem a necessidade de aumentar a qualidade dos mesmos,    por forma a atrair&nbsp;trabalhadores mais jovens. Apesar de estar presente    em quase todas as estrat&eacute;gias,&nbsp; a cria&ccedil;&atilde;o de emprego    n&atilde;o &eacute; extensivamente referida. Apenas 23 excertos a mencionam,    o que &eacute; um valor relativamente baixo quando comparado com a preserva&ccedil;&atilde;o    e crescimento da ind&uacute;stria que regista 68 excertos.</p>     <p>O desenvolvimento da economia azul &eacute; conceptualizado para ser ecologicamente    respons&aacute;vel, sustent&aacute;vel, e altamente tecnol&oacute;gica. A Pol&iacute;tica    Integrada para o &Aacute;rtico e a&nbsp;AGIO&nbsp;exibem sinais de promo&ccedil;&atilde;o    de uma transi&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica da ind&uacute;stria mar&iacute;tima,    de um modelo linear de desenvolvimento para um modelo circular. Um exemplo comprovativo    dessa promo&ccedil;&atilde;o &eacute; o estabelecimento de estaleiros certificados    capazes de destruir navios em fim de vida para sequente reutiliza&ccedil;&atilde;o    ou reciclagem de materiais.</p>     <p>Uma economia azul vibrante europeia n&atilde;o est&aacute; isenta de riscos.    As estrat&eacute;gias denotam preocupa&ccedil;&otilde;es relativamente a interrup&ccedil;&otilde;es    no com&eacute;rcio, atividades ilegais que causam distor&ccedil;&otilde;es no    Estado de direito e no mercado (e.g., pesca&nbsp;INN), flutua&ccedil;&otilde;es    de pre&ccedil;os e da procura, bem como condi&ccedil;&otilde;es de vida e laborais.</p>     <p>Nas diversas estrat&eacute;gias s&atilde;o identificadas v&aacute;rias atividades    ligadas &agrave; economia azul. Como percet&iacute;vel na <a href="#t14">tabela    14</a>, existem tr&ecirc;s atividades presentes em todas as estrat&eacute;gias:    produ&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica, pescas e transportes. A produ&ccedil;&atilde;o    energ&eacute;tica (uma prioridade para uma Uni&atilde;o preocupada com a sua    seguran&ccedil;a energ&eacute;tica) inclui combust&iacute;veis f&oacute;sseis    e energias renov&aacute;veis. Globalmente, as energias renov&aacute;veis t&ecirc;m    maior relev&acirc;ncia discursiva, o que pode indicar uma estrat&eacute;gia    que procura afastar-se de modos de produ&ccedil;&atilde;o de energia baseados    em combust&iacute;veis f&oacute;sseis.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="t14"></a> <img src="/img/revistas/ri/n57/n57a05t14.jpg">      
<p>&nbsp;</p> <a name="t15"></a> <img src="/img/revistas/ri/n57/n57a05t15.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>Al&eacute;m destes setores, o turismo, a aquacultura, setores ligados &agrave;    inova&ccedil;&atilde;o e tecnologias, bem como infraestruturas aparecem consistentemente    em mais de dez estrat&eacute;gias. Outras atividades ligadas &agrave; economia    azul, como a log&iacute;stica ou atividade mineira em mar, aparecem de forma    mais esparsa nas estrat&eacute;gias.</p>     <p><i>A&Ccedil;&Atilde;O NORMATIVA</i></p>     <p>Como demonstrado em&nbsp;&laquo;documentos ou iniciativas normativas e de orienta&ccedil;&atilde;o&raquo;,&nbsp;a    Uni&atilde;o exibe um grande engajamento na produ&ccedil;&atilde;o interna e    internacional de normas e regulamentos. A&nbsp;ue&nbsp;apresenta-se como promotor    do direito internacional ligado a assuntos mar&iacute;timos. Como expresso nas    <a href="#t7">tabelas 7</a> e <a href="#t15">15</a>, a Uni&atilde;o encontra    no cumprimento do direito e de&nbsp;standards&nbsp;internacionais uma forma    de melhorar a governa&ccedil;&atilde;o dos oceanos e reduzir ou diminuir conflitos    interestaduais. Neste ponto, a&nbsp;CNUDM&nbsp;&eacute; declarada como o principal    instrumento para a governa&ccedil;&atilde;o dos oceanos.</p>     <p>Al&eacute;m de promover as leis e normas em exerc&iacute;cio, a Uni&atilde;o    busca influenciar a formula&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas e&nbsp;standards&nbsp;internacionais,    como forma de se afirmar. Internamente, desenvolvimentos normativos s&atilde;o,    tamb&eacute;m, tidos como relevantes, sendo identificados em todas as estrat&eacute;gias.    Tal &eacute; percebido como indispens&aacute;vel para a promo&ccedil;&atilde;o    e avan&ccedil;o no uso dos mares.</p>     <p>ELEMENTOS DE LIGA&Ccedil;&Atilde;O</p>     <p><i>COOPERA&Ccedil;&Atilde;O E COORDENA&Ccedil;&Atilde;O</i></p>     <p>Um dos princ&iacute;pios norteadores da a&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria,    tanto a n&iacute;vel interno como externo, &eacute; a coopera&ccedil;&atilde;o    e coordena&ccedil;&atilde;o no dom&iacute;nio mar&iacute;timo. Tal como apresentado    na <a href="#t16">tabela 16</a>, todas as estrat&eacute;gias exibem, pelo menos,    uma forma de coopera&ccedil;&atilde;o e coordena&ccedil;&atilde;o interna ou    externa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="t16"></a> <img src="/img/revistas/ri/n57/n57a05t16.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>Externamente, e de acordo com o artigo 21.&ordm; (2) do&nbsp;TUE<sup><a href="#33">33</a></sup><a name="top33"></a>,    a Uni&atilde;o prossegue e promove um sistema internacional multilateralista,    capaz de integrar estados, organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais,    organiza&ccedil;&otilde;es internacionais e organiza&ccedil;&otilde;es regionais,    bem como atores civis e militares. A capacidade de coopera&ccedil;&atilde;o    e coordena&ccedil;&atilde;o a n&iacute;vel internacional, regional e bilateral    &eacute; apresentada, em todas as estrat&eacute;gias, como uma das mais-valias    da Uni&atilde;o, e como um instrumento na prossecu&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica    mar&iacute;tima comunit&aacute;ria. O multilateralismo &eacute; conceptualizado    em m&uacute;ltiplas &aacute;reas, tais como a governa&ccedil;&atilde;o dos oceanos,    prote&ccedil;&atilde;o da biodiversidade marinha, seguran&ccedil;a mar&iacute;tima<sup><a href="#34">34</a></sup><a name="top34"></a>,    desenvolvimento sustent&aacute;vel da economia azul, melhoria dos mecanismos    de aplica&ccedil;&atilde;o da lei, resposta &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es    clim&aacute;ticas, ordenamento mar&iacute;timo, e gest&atilde;o dos oceanos    baseada em conhecimento rigoroso.</p>     <p>Uma abordagem regional parece estar presente em todas as estrat&eacute;gias.    A Uni&atilde;o conceptualiza o envolvimento de parceiros n&atilde;o comunit&aacute;rios    nas suas estrat&eacute;gias regionais, cobrindo &aacute;reas como a partilha    de informa&ccedil;&atilde;o, transporte, seguran&ccedil;a, coopera&ccedil;&atilde;o    econ&oacute;mica, energia, entre outras. O desenvolvimento de estrat&eacute;gias    regionais e a participa&ccedil;&atilde;o em f&oacute;runs regionais s&atilde;o    percebidos como formas de estimular o di&aacute;logo regional e a partilha de    conhecimentos, o que majora a efic&aacute;cia da gest&atilde;o do dom&iacute;nio    mar&iacute;timo.</p>     <p>Internamente, a vasta maioria das estrat&eacute;gias chama a aten&ccedil;&atilde;o    para a necessidade de aumentar a coopera&ccedil;&atilde;o e coordena&ccedil;&atilde;o    intersectorial e interag&ecirc;ncias, de explorar a&ccedil;&otilde;es conjuntas    (e.g., para a melhoria tecnol&oacute;gica, para o desenvolvimento de centros    de educa&ccedil;&atilde;o), e de melhorar esquemas de partilha de informa&ccedil;&atilde;o    e de melhores pr&aacute;ticas entre autoridades e ag&ecirc;ncias locais, nacionais    e regionais.</p>     <p><i>CONHECIMENTO</i></p>     <p>Como expresso na <a href="#t1">tabela 17</a>, todas as estrat&eacute;gias reconhecem    a necessidade de aumentar o conhecimento acerca do dom&iacute;nio mar&iacute;timo,    porquanto este continua a ser vastamente desconhecido. Ademais, existe a perce&ccedil;&atilde;o    de que a informa&ccedil;&atilde;o e o conhecimento existente est&atilde;o espalhados    por m&uacute;ltiplas institui&ccedil;&otilde;es e ag&ecirc;ncias, o que dificulta    uma compreens&atilde;o hol&iacute;stica do dom&iacute;nio.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t17"></a> <img src="/img/revistas/ri/n57/n57a05t17.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>Consciente destes problemas, a Uni&atilde;o apresenta uma estrat&eacute;gia    dividida em duas linhas de a&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Primeiramente, visa aumentar os dados dispon&iacute;veis, atrav&eacute;s do    incremento das pesquisas mar&iacute;timas, da monitoriza&ccedil;&atilde;o das    atividades, e da cria&ccedil;&atilde;o de instrumentos de rastreabilidade. As    estrat&eacute;gias s&atilde;o parcas quanto &agrave;s &aacute;reas do conhecimento    consideradas priorit&aacute;rias. Inobstante, algumas s&atilde;o mencionadas,    como a an&aacute;lise de dados (i.e., transforma&ccedil;&atilde;o de dados em    bruto em conhecimento), previs&atilde;o ou levantamentos hidrogr&aacute;ficos.</p>     <p>A segunda linha prende-se com a constru&ccedil;&atilde;o de mecanismos capazes    de agregar a informa&ccedil;&atilde;o e os dados produzidos por m&uacute;ltiplas    institui&ccedil;&otilde;es. O projeto&nbsp;EMODNET &eacute; um exemplo do mecanismo    almejado. Adicionalmente, procura mecanismos que melhorem o acesso e partilha    de informa&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m de coligir e centralizar os dados existentes,    a Uni&atilde;o expressa a necessidade de aumentar a capacidade de transformar    os dados e a informa&ccedil;&atilde;o em conhecimento acion&aacute;vel. Este    teria externalidades positivas em termos de produ&ccedil;&atilde;o legislativa    e de pol&iacute;tica, de desenvolvimento da economia azul, e de seguran&ccedil;a    mar&iacute;tima.</p>     <p>Para atingir estes fins, as estrat&eacute;gias apontam a aloca&ccedil;&atilde;o    de recursos para as &aacute;reas da investiga&ccedil;&atilde;o e prepara&ccedil;&atilde;o    de recursos humanos. Neste sentido, o aumento da visibilidade do mar &eacute;    referido por 11 estrat&eacute;gias, porquanto a Uni&atilde;o percebe a necessidade    de atrair recursos humanos para os setores mar&iacute;timos.</p>     <p><i>INOVA&Ccedil;&Atilde;O E TECNOLOGIA</i></p>     <p>O desenvolvimento tecnol&oacute;gico &eacute; uma das for&ccedil;as impulsionadoras    da utiliza&ccedil;&atilde;o do dom&iacute;nio mar&iacute;timo e do aumento da    atividade humana em mar (e.g., tecnologia de minera&ccedil;&atilde;o em mar).    As diversas estrat&eacute;gias apontam para uma&nbsp;UE&nbsp;apostada em promover    a inova&ccedil;&atilde;o e em manter superioridade tecnol&oacute;gica. Como    patente na <a href="#t18">tabela 18</a>, as 14 estrat&eacute;gias s&atilde;o    prol&iacute;feras em men&ccedil;&otilde;es ao valor da ci&ecirc;ncia, tecnologia    e inova&ccedil;&atilde;o enquanto catalisadores de crescimento e (in)seguran&ccedil;a.    A tecnologia espacial &eacute; a mais mencionada, contudo, outras &ndash; como    a rob&oacute;tica, o armazenamento de carbono e a dessaliniza&ccedil;&atilde;o    &ndash;&nbsp;s&atilde;o mencionadas.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t18"></a> <img src="/img/revistas/ri/n57/n57a05t18.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>Pese embora esta import&acirc;ncia, a Uni&atilde;o assume que o mundo mar&iacute;timo&nbsp;&eacute;&nbsp;percebido    como pouco atrativo, pelo que considera relevante investir em mecanismos de    atra&ccedil;&atilde;o de talentos para os setores mar&iacute;timos. Efetivamente,    o envelhecimento da for&ccedil;a laboral comunit&aacute;ria &eacute; percebido    como um poss&iacute;vel entrave ao desenvolvimento sustent&aacute;vel das ind&uacute;strias    mar&iacute;timas. Assim, a Uni&atilde;o considera relevante aumentar a visibilidade    dos setores mar&iacute;timos, bem como o engajamento com as popula&ccedil;&otilde;es.</p>     <p><i>AMBIENTE</i></p>     <p>Presentes em todas as estrat&eacute;gias, as componentes ambientais est&atilde;o    progressivamente a entrar em todos os dom&iacute;nios de formula&ccedil;&atilde;o    da pol&iacute;tica comunit&aacute;ria no que se refere ao dom&iacute;nio mar&iacute;timo.    Os resultados do processo de c&oacute;digo, expressos na <a href="#t19">tabela    19</a>, apontam precisamente para essa realidade. Na sua a&ccedil;&atilde;o,    a Uni&atilde;o procura limitar ou mitigar os efeitos nocivos da a&ccedil;&atilde;o    humana (tanto em terra como no mar) e, quando poss&iacute;vel, melhorar as condi&ccedil;&otilde;es    ambientais existentes. Componentes ambientais s&atilde;o percebidas nas suas    dimens&otilde;es securit&aacute;rias, econ&oacute;micas, legais e humanas. A    sa&uacute;de dos oceanos tem-se assumido como elemento fundamental a ser protegido,    o que obriga a a&ccedil;&atilde;o internacional.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="t19"></a> <img src="/img/revistas/ri/n57/n57a05t19.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p><b>CONCLUS&Atilde;O</b></p>     <p>Como &eacute; que a&nbsp;UE&nbsp;conceptualiza os assuntos mar&iacute;timos?    Como &eacute; que essa conceptualiza&ccedil;&atilde;o &eacute; relevante para    a assun&ccedil;&atilde;o da&nbsp;UE enquanto ator global? Estas quest&otilde;es    nortearam o presente artigo. Atrav&eacute;s de uma an&aacute;lise de conte&uacute;do    indutiva e de um processo de codifica&ccedil;&atilde;o extensivo, este artigo    mapeou os principais elementos inclu&iacute;dos na conceptualiza&ccedil;&atilde;o    da Uni&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao dom&iacute;nio mar&iacute;timo.</p>     <p>Divididos em cinco categorias (&aacute;reas geogr&aacute;ficas e estados, interesses,    documentos e iniciativas normativas e de pol&iacute;tica,&nbsp;<i>modus operandi</i>,    e riscos, amea&ccedil;as e desafios), os resultados sugerem que a Uni&atilde;o    est&aacute; investida em tornar-se um ator global de relev&acirc;ncia, com interesses    em v&aacute;rias partes do globo. Os assuntos mar&iacute;timos s&atilde;o apresentados    de forma complexa, evidenciando uma teia compreensiva de setores e elementos    indivis&iacute;veis. As estrat&eacute;gias macro e regionais exibem,&nbsp;grosso    modo, uma grande consist&ecirc;ncia quanto aos elementos fundamentais norteadores    da a&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria. Componentes econ&oacute;micas s&atilde;o    um grande exemplo deste alinhamento. As diferen&ccedil;as encontradas n&atilde;o    derivam de inconsist&ecirc;ncias de pensamento ou estrat&eacute;gia, mas do    alcance e desiderato diferenciado entre as amostras macro e regionais.</p>     <p>As estrat&eacute;gias regionais tendem a concentrar-se mais em quest&otilde;es    de proximidade, o que resulta numa conceptualiza&ccedil;&atilde;o de assuntos    mar&iacute;timos voltada para dentro e local. Consequentemente, assuntos socioculturais    e econ&oacute;micos exibem maior import&acirc;ncia relativa. Em sentido oposto,    as estrat&eacute;gias macro&nbsp;s&atilde;o territorialmente mais&nbsp;abrangentes,    com uma conceptualiza&ccedil;&atilde;o voltada para o exterior e global. Tendencialmente,    as estrat&eacute;gias macro procuram dar mais aten&ccedil;&atilde;o&nbsp;&agrave;s&nbsp;quest&otilde;es    securit&aacute;rias, econ&oacute;micas e normativas.</p>     <p>Apesar destas diferen&ccedil;as, n&atilde;o se observam&nbsp;diverg&ecirc;ncias    fundamentais entre estrat&eacute;gias macro e regionais, o que indica consist&ecirc;ncia    e coer&ecirc;ncia de pensamento estrat&eacute;gico, tanto a n&iacute;vel interno    como externo. Mais do que estrat&eacute;gias independentes, estes documentos    inserem-se numa l&oacute;gica mais alargada de consolida&ccedil;&atilde;o interna    e afirma&ccedil;&atilde;o internacional.</p>     <p>O pensamento estrat&eacute;gico comunit&aacute;rio est&aacute; ancorado em    quatro temas estrat&eacute;gicos. O primeiro visa a consolida&ccedil;&atilde;o    interna da Uni&atilde;o, atrav&eacute;s de investimento na gest&atilde;o de    assuntos mar&iacute;timos e melhoria de infraestruturas e capacidades. O segundo    pretende aumentar os n&iacute;veis de seguran&ccedil;a mar&iacute;tima, cuja    exist&ecirc;ncia &eacute; percebida como fundamental para o desenvolvimento    de qualquer atividade mar&iacute;tima. O terceiro ambiciona o avan&ccedil;o    de uma economia azul vibrante, competitiva e altamente tecnol&oacute;gica. O    quarto assenta em melhorias do quadro normativo, para que este melhor enquadre    e proteja a atividade humana no mar. Estes quatro temas s&atilde;o percebidos    como interligados e insepar&aacute;veis.</p>     <p>Transversais a estes quatro temas estrat&eacute;gicos existem quatro elementos    de liga&ccedil;&atilde;o.&nbsp; O primeiro &ndash; coopera&ccedil;&atilde;o    e coordena&ccedil;&atilde;o &ndash;, &eacute; considerado nas suas vertentes    interna e externa e percebido como a melhor forma de majorar a efici&ecirc;ncia    na gest&atilde;o dos oceanos. O segundo &ndash; conhecimento &ndash;, traz&nbsp;&agrave;    cola&ccedil;&atilde;o a necessidade de aumentar os n&iacute;veis de conhecimento    existentes relativamente ao espa&ccedil;o mar&iacute;timo, bem como &agrave;s    atividades humanas desenvolvidas&nbsp;em mar. O terceiro&nbsp;&ndash; inova&ccedil;&atilde;o    e tecnologia &ndash;, &eacute; encarado como essencial para que existam condi&ccedil;&otilde;es    para explorar os recursos oce&acirc;nicos, bem como para a prote&ccedil;&atilde;o    do dom&iacute;nio. O quarto elemento prende-se com elementos ambientais, cuja    observa&ccedil;&atilde;o &eacute; relevante para uma organiza&ccedil;&atilde;o    que procura aumentar o uso dos mares, sem que tal se traduza na deteriora&ccedil;&atilde;o    do espa&ccedil;o mar&iacute;timo.</p>     <p>Tanto os temas estrat&eacute;gicos como os elementos de liga&ccedil;&atilde;o    estabelecem ciclos de&nbsp;feedback&nbsp;entre si. Em conjunto, auferem &agrave;    Uni&atilde;o uma identidade coerente e uma forma de a&ccedil;&atilde;o consistente    e identific&aacute;vel. Ademais, as estrat&eacute;gias revelam articula&ccedil;&atilde;o    entre as componentes internas e externas da Uni&atilde;o, o que refor&ccedil;a    a posi&ccedil;&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o. Consequentemente, assistem    a&nbsp;UE&nbsp;no seu desiderato de lideran&ccedil;a global.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A import&acirc;ncia da Uni&atilde;o enquanto ator mar&iacute;timo de relevo    global&nbsp;n&atilde;o se mede apenas pela letra das suas estrat&eacute;gias.    Este, sendo um elemento de grande relev&acirc;ncia, deve ser complementado pela    investiga&ccedil;&atilde;o dos passos efetivamente desenvolvidos e resultados    alcan&ccedil;ados. Assim, este artigo assume-se como um primeiro passo para    a cabal compreens&atilde;o do ator comunit&aacute;rio, apontando v&aacute;rias    vias poss&iacute;veis de investiga&ccedil;&atilde;o futura no que concerne ao    posicionamento da Uni&atilde;o no dom&iacute;nio mar&iacute;timo.&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>     <p>CAVANAGH, Stephen &ndash; &laquo;Content analysis: concepts, methods and applications&raquo;.    In <i>Nurse Researcher</i>. Vol. 4, N.&ordm; 3, 1997, pp. 5-16.</p>     <p>COUNCIL OF THE EUROPEAN UNION &ndash; &laquo;Council Regulation (EC) No 601/2004    of 22 March 2004 laying down certain control measures applicable to fishing    activities in the area covered by the Convention on the conservation of Antarctic    marine living resources and repealing regulations. (EEC) No 3943/90, (EC) No    66/98 and (EC) No 1721/1999&raquo;. 2004.</p>     <p>COUNCIL OF THE EUROPEAN UNION &ndash; &laquo;Council Regulation (EC) No 2007/2004    of 26 October 2004 establishing a European Agency for the Management of Operational    Cooperation at the External Borders of the Member States of the European Union&raquo;.    2004.</p>     <p>COUNCIL OF THE EUROPEAN UNION &ndash; &laquo;Council Regulation (EC) No 1005/2008    of 29 September 2008 establishing a Community system to prevent, deter and eliminate    illegal, unreported and unregulated fishing, amending Regulations. (EEC) No    2847/93, (EC) No 1936/2001 and (EC) No 601/2004 and repealing regulations (EC)    No 1093/94 and (EC) No 1447/1999&raquo;. 2008.</p>     <p>COUNCIL OF THE EUROPEAN UNION &ndash; &laquo;Council conclusions on Maritime    Security Strategy. 3009th Foreign Affairs Council meeting&raquo;. 2010.</p>     <p>COUNCIL OF THE EUROPEAN UNION &ndash; &laquo;Council conclusions on integration    of Maritime Surveillance. Towards the integration of maritime surveillance:    A common information sharing environment for the EU maritime domain&raquo;.    2011.</p>     <p>COUNCIL OF THE EUROPEAN UNION &ndash; &laquo;Marine and Maritime Agenda for    growth and jobs the &ldquo;Limassol Declaration&rdquo;&raquo;. 2012.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>COUNCIL OF THE EUROPEAN UNION &ndash; &laquo;Directive 2014/89/EU Of The European    Parliament And Of The Council of 23 July 2014 establishing a framework for maritime    spatial planning&raquo;. 2014.</p>     <p>COUNCIL OF THE EUROPEAN UNION &ndash; &laquo;EU Maritime Security Strategy    Action Plan&raquo;. 2014.</p>     <p>EUROPEAN COMMISSION &ndash; &laquo;Towards a strategy to protect and conserve    the marine environment&raquo;. 2002.</p>     <p>EUROPEAN COMMISSION &ndash; &laquo;Third package of legislative measures on    maritime safety in the European Union&raquo;. 2005.</p>     <p>EUROPEAN COMMISSION &ndash; &laquo;Black sea synergy &ndash; A new regional    cooperation initiative&raquo;. 2007.</p>     <p>EUROPEAN COMMISSION &ndash; &laquo;A European Strategy for Marine and Maritime    Research&raquo;. 2008.</p>     <p>EUROPEAN COMMISSION &ndash; &laquo;Roadmap for Maritime Spatial Planning: Achieving    Common Principles in the EU&raquo;. 2008.</p>     <p>EUROPEAN COMMISSION &ndash; &laquo;The outermost regions: an asset for Europe&raquo;.    2008.</p>     <p>EUROPEAN COMMISSION &ndash; <i>An Integrated Maritime Policy for the European    Union</i>. Luxemburgo: Office for Official Publications of the European Communities,    2008.</p>     <p>EUROPEAN COMMISSION &ndash; &laquo;Commission Regulation (EC) No 1010/2009    of 22 October 2009 laying down detailed rules for the implementation of Council    Regulation (EC) No 1005/2008 establishing a Community system to prevent, deter    and eliminate illegal, unreported and unregulated fishing&raquo;. 2009.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>EUROPEAN COMMISSION &ndash; &laquo;European Union Strategy for the Baltic Sea    Region&raquo;. 2009.</p>     <p>EUROPEAN COMMISSION &ndash; &laquo;Strategic goals and recommendations for    the EU&rsquo;s maritime transport policy until 2018&raquo;. 2009.</p>     <p>EUROPEAN COMMISSION &ndash; &laquo;Towards an Integrated Maritime Policy for    better governance in the Mediterranean&raquo;. 2009.</p>     <p>EUROPEAN COMMISSION &ndash; &laquo;Commission Recommendation of 11 March 2010    on measures for self-protection and the prevention of piracy and armed robbery    against ships&raquo;. 2010.</p>     <p>EUROPEAN COMMISSION &ndash; &laquo;Marine knowledge 2020 marine data and observation    for smart and sustainable growth&raquo;. 2010.</p>     <p>EUROPEAN COMMISSION &ndash; &laquo;Developing a Maritime Strategy for the Atlantic    Ocean Area&raquo;. 2011.</p>     <p>EUROPEAN COMMISSION &ndash; &laquo;Proposal for a Regulation of the European    Parliament and of the Council on the Common Fisheries Policy&raquo;. 2011.</p>     <p>EUROPEAN COMMISSION &ndash; &laquo;A Maritime Strategy for the Adriatic and    Ionian Seas&raquo;. 2012.</p>     <p>EUROPEAN COMMISSION &ndash; &laquo;Blue Growth: opportunities for marine and    maritime sustainable growth&raquo;. 2012.</p>     <p>EUROPEAN COMMISSION &ndash; &laquo;Green paper. Marine Knowledge 2020 from    seabed mapping to ocean forecasting&raquo;. 2012.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>European Commission &ndash; &laquo;Action Plan for a Maritime Strategy in the    Atlantic area. Delivering smart, sustainable and inclusive growth&raquo;. 2013.</p>     <p>EUROPEAN COMMISSION &ndash; &laquo;Better situational awareness by enhanced    cooperation across maritime surveillance authorities: next steps within the    Common Information Sharing Environment for the EU maritime domain&raquo;. 2014.</p>     <p>EUROPEAN COMMISSION &ndash; &laquo;Communication From The Commission to the    European Parliament, the Council, the European Economic and Social Committee    and the Committee of the Regions Concerning the European Union Strategy for    the Adriatic and Ionian Region&raquo;. 2014.</p>     <p>EUROPEAN COMMISSION &ndash; &laquo;Innovation in the Blue Economy: realising    the potential of our seas and oceans for jobs and growth&raquo;. 2014.</p>     <p>EUROPEAN COMMISSION &ndash; &laquo;An integrated European Union policy for    the Arctic&raquo;. 2016.</p>     <p>EUROPEAN COMMISSION &ndash; &laquo;International ocean governance: an agenda    for the future of our oceans&raquo;. 2016.</p>     <p>EUROPEAN COMMISSION &ndash; &laquo;Joint Staff Working Document On the implementation    of the EU Maritime Security Strategy Action Plan&raquo;. 2016.</p>     <p>EUROPEAN COMMISSION, e HIGH REPRESENTATIVE OF THE UNION FOR FOREIGN AFFAIRS    AND SECURITY POLICY &ndash; &laquo;For an open and secure global maritime domain:    elements for a European Union maritime security strategy&raquo;. 2014.</p>     <p>EUROPEAN COUNCIL &ndash; &laquo;A Secure Europe in a Better World. European    Security Strategy&raquo;. 2003.</p>     <p>EUROPEAN COUNCIL &ndash; &laquo;European Union Maritime Security Strategy&raquo;.    2014.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>EUROPEAN PARLIAMENT &ndash; &laquo;Report on the maritime dimension of the    Common Security and Defence Policy&raquo;. (Em linha). (S.l.): Committee on    Foreign Affairs, 12 de junho de 2013 (Relat&oacute;rio n.(2012/2318(INI)). (Consultado    em: 26 de junho de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do?pubRef=//EP//NONSGML+REPORT+A7-2013-0220+0+DOC+PDF+V0//EN" target="_blank">http://www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do?pubRef=//EP//NONSGML+REPORT+A7-2013-0220+0+DOC+PDF+V0//EN</a>.</p>     <p>EUROPEAN PARLIAMENT, e COUNCIL OF THE EUROPEAN UNION &ndash; &laquo;Regulation    (EC) No 863/2007 of the European Parliament and of the council of 11 July 2007    establishing a mechanism for the creation of Rapid Border Intervention Teams    and amending Council Regulation (EC) No 2007/2004 as regards that mechanism    and regulating the tasks and powers of guest officers&raquo;. 2007.</p>     <p>EUROPEAN PARLIAMENT, e COUNCIL OF THE EUROPEAN UNION &ndash; &laquo;Directive    2008/56/EC of the European Parliament and of the Council of 17 June 2008 Establishing    a Framework for Community Action in the Field of Marine Environmental Policy    (Marine Strategy Framework Directive)&raquo;. 2008.</p>     <p>EUROPEAN PARLIAMENT, e COUNCIL OF THE EUROPEAN UNION &ndash; &laquo;Directive    2014/89/EU of the European Parliament and of the Council of 23 July 2014 establishing    a framework for maritime spatial planning&raquo;. 2014.</p>     <p>EUROPEAN UNION &ndash; &laquo;Treaty of Lisbon. Amending the treaty on European    union and the treaty establishing the European community&raquo;. 2007.</p>     <p>EUROPEAN UNION &ndash; &laquo;Consolidated Version of the Treaty on European    Union&raquo;. 2012.</p>     <p>GERMOND, Basil &ndash; <i>The Maritime Dimension of European Security: Seapower    and the European Union</i>. Houndmills, Basingstoke, Hampshire: Palgrave Macmillan,    2015. DOI: 10.1057/9781137017819.</p>     <p>HIGH REPRESENTATIVE OF THE UNION FOR FOREIGN AFFAIRS AND SECURITY POLICY &ndash;    &laquo;Shared Vision, Common Action: A Stronger Europe &ndash; A Global Strategy    for the European Union&rsquo;s Foreign and Security Policy&raquo;. 2016.</p>     <p>HSIEH, Hsiu-Fang, e SHANNON, Sarah E. &ndash; &laquo;Three approaches to qualitative    content analysis&raquo;. In <i>Qualitative Health Research</i>. Vol. 15, N.&ordm;    9, 2005, pp. 1277-1288. DOI: 10.1177/1049732305276687.</p>     <p>Kim, Tae-Woo, e BAEK, Dong-Hyun &ndash; &laquo;A quality requirement analysis    method using content analysis of sns&raquo;. In <i>Total Quality Management    &amp; Business Excellence</i>. Vol. 27, N.&ordm; 7-8, 2016, pp. 1-13. DOI: 10.1080/    14783363.2016.1187990.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>MORAVCSIK, Andrew &ndash; &laquo;Negotiating the single European act: national    interests and conventional statecraft in the European Community&raquo;. In <i>International    Organization</i>. Vol. 45, N.&ordm; 1, 1991, pp. 19-56. DOI: 10.1017/s0020818300001387.</p>     <p>NORDENMAN, Magnus &ndash; THE NAVAL ALLIANCE: PREPARING NATO FOR A MARITIME    CENTURY. Washington, DC: Atlantic Council, 2015. (Consultado em: 13 de agosto    de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.atlanticcouncil.org/publications/reports" target="_blank">http://www.atlanticcouncil.org/publications/reports</a>.</p>     <p>SIMMONS, Lakisha L., et al. &ndash; &laquo;A computer aided content analysis    of online reviews&raquo;. In<i> Journal of Computer Information Systems</i>.    Vol. 52, N.&ordm; 1, 2011, pp. 43-55.</p>     <p>STATISTICS DIVISION OF THE UNITED NATIONS &ndash; &laquo;Standard Country or    Area Codes for Statistical Use (M49)&raquo;. 2017.</p>     <p>YANG, Feng, e MUELLER, Milton L. &ndash; &laquo;Internet governance in China:    a content analysis&raquo;. In <i>Chinese Journal of Communication</i>. Vol.    7, N.&ordm; 4, 2014, pp. 446-465. DOI: 10.1080/175447 50.2014.936954.</p>     <p> </p>     <p>Data de rece&ccedil;&atilde;o: 9 de janeiro de 2018 | Data de aprova&ccedil;&atilde;o:    21 de fevereiro de 2018</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> Um esbo&ccedil;o deste artigo    foi apresentado na 11th Pan-European Conference on International Relations,    realizada em Barcelona (Espanha), a 14 de setembro de 2017, sob organiza&ccedil;&atilde;o    do Institut Barcelona Estudis Internacionals e da European International Studies    Association. O presente artigo &eacute; uma tradu&ccedil;&atilde;o do ingl&ecirc;s    feita pelo pr&oacute;prio autor.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> GERMOND, Basil &ndash; <i>The    Maritime Dimension of European Security: Seapower and the European Union</i>.    Houndmills, Basingstoke, Hampshire: Palgrave Macmillan, 2015, p. 10; NORDENMAN,    Magnus &ndash; <i>The Naval Alliance: Preparing nato for a Maritime Century</i>.    Washington, dc: Atlantic Council, 2015. (Consultado em: 13 de agosto de 2016).    Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.atlanticcouncil.org/publications/reports" target="_blank">http://www.atlanticcouncil.org/publications/reports</a>,    p. 13.</p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> Vers&atilde;o Consolidada    do Tratado da Uni&atilde;o Europeia, publicada no Jornal Oficial da Uni&atilde;o    Europeia, a 6 de outubro de 2012 (C 326/13).</p>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> EUROPEAN COUNCIL &ndash; &laquo;A    Secure Europe in a Better World. European Security Strategy&raquo;. 2003.</p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> EUROPEAN UNION &ndash; &laquo;Treaty    of Lisbon. Amending the treaty on European union and the treaty establishing    the European community&raquo;. 2007.</p>     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> HIGH REPRESENTATIVE OF THE    UNION FOR FOREIGN AFFAIRS AND SECURITY POLICY &ndash; &laquo;Shared Vision,    Common Action: A Stronger Europe &ndash; A Global Strategy for the European    Union&rsquo;s Foreign And Security Policy&raquo;. 2016.</p>     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> EUROPEAN COMMISSION &ndash;    &laquo;Joint Staff Working Document on the implementation of the EU Maritime    Security Strategy Action Plan&raquo;. 2016, p.4</p>     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> <i>Ibidem.</i></p>     <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> COUNCIL OF THE EUROPEAN UNION    &ndash; &laquo;Council Regulation (EC) No 601/2004 of 22 March 2004 laying down    certain control measures applicable to fishing activities in the area covered    by the Convention on the conservation of Antarctic marine living resources and    repealing regulations. (EEC) No 3943/90, (EC) No 66/98 and (EC) No 1721/1999&raquo;.    2004; Council of the European Union &ndash; &laquo;Council Regulation (EC) No    1005/2008 of 29 September 2008 establishing a Community system to prevent, deter    and eliminate illegal, unreported and unregulated fishing, amending Regulations.    (EEC) No 2847/93, (EC) No 1936/2001 and (EC) No 601/2004 and repealing regulations    (EC) No 1093/94 and (EC) No 1447/1999&raquo;. 2008; European Commission &ndash;    &laquo;Commission Regulation (EC) No 1010/2009 of 22 October 2009 laying down    detailed rules for the implementation of Council Regulation (EC) No 1005/2008    establishing a Community system to prevent, deter and eliminate illegal, unreported    and unregulated fishing&raquo;. 2009; EUROPEAN COMMISSION &ndash; &laquo;Proposal    for a Regulation of the European Parliament and of the Council on the Common    Fisheries Policy&raquo;. 2011.</p>     <p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> EUROPEAN COMMISSION &ndash;    &laquo;A European Strategy for Marine and Maritime Research&raquo;. 2008; European    Commission &ndash; &laquo;The outermost regions: an asset for Europe&raquo;.    2008; European Commission &ndash; &laquo;Roadmap for Maritime Spatial Planning:    Achieving Common Principles in the EU&raquo;. 2008; European Commission &ndash;    &laquo;Strategic goals and recommendations for the eu&rsquo;s maritime transport    policy until 2018&raquo;. 2009; EUROPEAN COMMISSION &ndash; &laquo;Marine knowledge    2020 marine data and observation for smart and sustainable growth&raquo;. 2010;    EUROPEAN COMMISSION &ndash; &laquo;Blue Growth: opportunities for marine and    maritime sustainable growth&raquo;. 2012. COUNCIL OF THE EUROPEAN UNION &ndash;    &laquo;Directive 2014/89/EU Of The European Parliament And Of The Council of    23 July 2014 establishing a framework for maritime spatial planning&raquo;.    2014; COUNCIL OF THE EUROPEAN UNION &ndash; &laquo;EU Maritime Security Strategy    Action Plan&raquo;. 2014.</p>     <p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> COUNCIL OF THE EUROPEAN    UNION &ndash; &laquo;Marine and Maritime Agenda for growth and jobs the &ldquo;Limassol    Declaration&rdquo;&raquo;. 2012; COUNCIL OF THE EUROPEAN UNION &ndash; Marine    and Maritime Agenda for growth and jobs the &ldquo;Limassol Declaration&rdquo;.    2012; EUROPEAN COMMISSION &ndash; &laquo;Blue Growth: opportunities for marine    and maritime sustainable growth&raquo;. 2012; EUROPEAN COMMISSION &ndash; &laquo;Innovation    in the Blue Economy: realising the potential of our seas and oceans for jobs    and growth&raquo;. 2014.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup> EUROPEAN COMMISSION &ndash;    &laquo;Towards a strategy to protect and conserve the marine environment&raquo;.    2002; EUROPEAN PARLIAMENT, e COUNCIL OF THE EUROPEAN UNION &ndash; &laquo;Directive    2008/56/EC Of The European Parliament and of the Council of 17 June 2008 Establishing    a Framework for Community Action in the Field of Marine Environmental Policy    (Marine Strategy Framework Directive)&raquo;. 2008. EUROPEAN PARLIAMENT, e COUNCIL    OF THE EUROPEAN UNION &ndash; &laquo;Directive 2008/56/EC Of The European Parliament    and of the Council of 17 June 2008 Establishing a Framework for Community Action    in the Field of Marine Environmental Policy (Marine Strategy Framework Directive)&raquo;.    2008.</p>     <p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> EUROPEAN COMMISSION &ndash;    &laquo;Black sea synergy &ndash; A new regional cooperation initiative&raquo;.    2007; EUROPEAN COMMISSION &ndash; &laquo;The outermost regions: an asset for    Europe&raquo;. 2008; EUROPEAN COMMISSION &ndash;&laquo;European Union Strategy    for the Baltic Sea Region&raquo;. 2009; EUROPEAN COMMISSION &ndash; &laquo;Towards    an Integrated Maritime Policy for better governance in the Mediterranean&raquo;.    2009; EUROPEAN COMMISSION &ndash;&laquo;Developing a Maritime Strategy for the    Atlantic Ocean Area&raquo;. 2011; EUROPEAN COMMISSION &ndash; &laquo;A Maritime    Strategy for the Adriatic and Ionian Seas&raquo;. 2012; EUROPEAN COMMISSION    &ndash; &laquo;Action Plan for a Maritime Strategy in the Atlantic area. Delivering    smart, sustainable and inclusive growth&raquo;. 2013; EUROPEAN COMMISSION &ndash;    &laquo;Communication From The Commission to the European Parliament, the Council,    the European Economic and Social Committee and the Committee of the Regions    Concerning the European Union Strategy for the Adriatic and Ionian Region&raquo;.    2014; EUROPEAN COMMISSION &ndash;&laquo;An integrated European Union policy    for the Arctic&raquo;. 2016.</p>     <p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> EUROPEAN COMMISSION &ndash;    &laquo;International ocean governance: an agenda for the future of our oceans&raquo;.    2016.</p>     <p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup> COUNCIL OF THE EUROPEAN    UNION &ndash; &laquo;Council conclusions on Maritime Security Strategy. 3009th    Foreign Affairs Council meeting&raquo;. 2010; COUNCIL OF THE EUROPEAN UNION    &ndash; &laquo;Council conclusions on integration of Maritime Surveillance.    Towards the integration of maritime surveillance: A common information sharing    environment for the EU maritime domain&raquo;. 2011; COUNCIL OF THE EUROPEAN    UNION &ndash;&laquo;EU Maritime Security Strategy Action Plan&raquo;. 2014;    EUROPEAN COMMISSION &ndash; &laquo;Third package of legislative measures on    maritime safety in the European Union&raquo;. 2005; EUROPEAN COMMISSION &ndash;&laquo;Commission    Recommendation of 11 March 2010 on measures for self-protection and the prevention    of piracy and armed robbery against ships&raquo;. 2010; EUROPEAN COMMISSION    &ndash; &laquo;Better situational awareness by enhanced cooperation across maritime    surveillance authorities: next steps within the Common Information Sharing Environment    for the EU maritime domain&raquo;. 2014; EUROPEAN COMMISSION &ndash;&laquo;Joint    Staff Working Document On the implementation of the EU Maritime Security Strategy    Action Plan&raquo;. 2016; EUROPEAN COMMISSION, e HIGH REPRESENTATIVE OF THE    UNION FOR FOREIGN AFFAIRS AND SECURITY POLICY &ndash; &laquo;For an open and    secure global maritime domain: elements for a European Union maritime security    strategy&raquo;. 2014; EUROPEAN PARLIAMENT &ndash; &laquo;Report on the maritime    dimension of the Common Security and Defence Policy (Em linha). (S.l.): Committee    on Foreign Affairs, 12 Jun. 2013&raquo;. (Relat&oacute;rio n.(2012/2318(INI)).    (Consultado em: 26 de junho de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do?pubRef=//EP//NONSGML+REPORT+A7-2013-0220+0+DOC+PDF+V0//EN" target="_blank">http://www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do?pubRef=//EP//NONSGML+REPORT+A7-2013-0220+0+DOC+PDF+V0//EN</a>;    EUROPEAN COUNCIL &ndash; <i>European Union Maritime Security Strategy</i>. 2014.</p>     <p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup> COUNCIL OF THE EUROPEAN    UNION &ndash; &laquo;Council Regulation (EC) No 2007/2004 of 26 October 2004    establishing a European Agency for the Management of Operational Cooperation    at the External Borders of the Member States of the European Union&raquo;. 2004;    EUROPEAN PARLIAMENT, e COUNCIL OF THE EUROPEAN UNION &ndash; &laquo;Regulation    (EC) No 863/2007 of the European Parliament and of the council of 11 July 2007    establishing a mechanism for the creation of Rapid Border Intervention Teams    and amending Council Regulation (EC) No 2007/2004 as regards that mechanism    and regulating the tasks and powers of guest officers&raquo;. 2007. Esta &eacute;    uma lista n&atilde;o exaustiva da produ&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica da    UE em mat&eacute;rias mar&iacute;timas.</p>     <p><Sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></Sup> CAVANAGH, Stephen &ndash;    &laquo;Content analysis: concepts, methods and applications&raquo;. In <i>Nurse    Researcher. </i>Vol. 4, N.&ordm; 3, 1997, pp. 5-16; HSIEH, Hsiu-Fang, e SHANNON,    Sarah E. &ndash; &laquo;Three approaches to qualitative content analysis&raquo;.    In <i>Qualitative Health Research</i>. Vol. 15, N.&ordm; 9, 2005, pp. 1277-1288;    KIM, Tae-Woo, e BAEK, Dong-Hyun &ndash; &laquo;A quality requirement analysis    method using content analysis of SNS&raquo;. In <i>Total Quality Management    &amp; Business Excellence</i>. Vol. 27, N.&ordm; 7-8, 2016, pp. 1-13; SIMMONS,    Lakisha L., et al. &ndash; &laquo;A computer aided content analysis of online    reviews&raquo;. In <i>Journal of Computer Information Systems</i>. Vol. 52,    N.&ordm; 1, 2011, pp. 43-55; YANG, Feng, e MUELLER, Milton L. &ndash; &laquo;Internet    governance in China: a content analysis&raquo;. In <i>Chinese Journal of Communication</i>.    Vol. 7, N.&ordm; 4, 2014, pp. 446-465.</p>     <p><Sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></Sup> CAVANAGH, Stephen &ndash;    &laquo;Content analysis: concepts, methods and applications&raquo;, pp. 6-7.</p>     <p><Sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></Sup> HSIEH, Hsiu-Fang, e SHANNON,    Sarah E. &ndash; &laquo;Three approaches to qualitative content analysis&raquo;,    p. 1279.</p>     <p><Sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></Sup> Respetivamente: i) consolida&ccedil;&atilde;o    interna no uso dos mares; ii) desenvolvimento de uma economia azul sustent&aacute;vel    e de uma ind&uacute;stria mar&iacute;tima forte; iii) promo&ccedil;&atilde;o    da seguran&ccedil;a mar&iacute;tima; e iv) melhoria da governa&ccedil;&atilde;o    e gest&atilde;o global dos oceanos. EUROPEAN COMMISSION &ndash; &laquo;International    ocean governance: an agenda for the future of our oceans&raquo;. 2016.</p>     <p><Sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></Sup> MORAVCSIK, Andrew &ndash;    &laquo;Negotiating the single European act: national interests and conventional    statecraft in the European Community&raquo;. In <i>International Organization</i>.    Vol. 45, N.&ordm; 1, 1991, p. 27.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></Sup> A denomina&ccedil;&atilde;o    dos documentos na l&iacute;ngua inglesa (en) &eacute; exibida porque o processo    de c&oacute;digo foi executado a partir dos documentos em ingl&ecirc;s.</p>     <p><Sup><a name="23"></a><a href="#top23">23</a></Sup> Para efeitos de agrega&ccedil;&atilde;o    de estados e &aacute;reas geogr&aacute;ficas por regi&otilde;es e sub-regi&otilde;es,    este artigo segue o modelo UN M49 Standard para regi&otilde;es geogr&aacute;ficas    (UNSTATS, Statistics Division of the United Nations &ndash; Standard Country    or Area Codes for Statistical Use (M49), 2017).</p>     <p><Sup><a name="24"></a><a href="#top24">24</a></Sup> EUROPEAN COMMISSION &ndash;    &laquo;A European Strategy for Marine and Maritime Research&raquo;. 2008, p.    9.</p>     <p><Sup><a name="25"></a><a href="#top25">25</a></Sup> EUROPEAN COUNCIL &ndash;    &laquo;European Union Maritime Security Strategy&raquo;. 2014, p. 6.</p>     <p><Sup><a name="26"></a><a href="#top26">26</a></Sup> Em algumas classifica&ccedil;&otilde;es    a Turquia &eacute; enquadrada no &acirc;mbito do continente europeu. Inobstante,    o Standard M49 das Na&ccedil;&otilde;es Unidas categoriza a Turquia enquanto    pertencente &agrave; &Aacute;sia Ocidental.</p>     <p><Sup><a name="27"></a><a href="#top27">27</a></Sup> Conven&ccedil;&atilde;o    de Barcelona para a Prote&ccedil;&atilde;o contra a Polui&ccedil;&atilde;o no    Mar Mediterr&acirc;neo.</p>     <p><Sup><a name="28"></a><a href="#top28">28</a></Sup> Protocolo Relativo &agrave;    Redu&ccedil;&atilde;o da Acidifica&ccedil;&atilde;o, da Eutrofiza&ccedil;&atilde;o    e do Ozono Troposf&eacute;rico.</p>     <p><Sup><a name="29"></a><a href="#top29">29</a></Sup> Acordo de Coopera&ccedil;&atilde;o    para a Prote&ccedil;&atilde;o das Costas e &Aacute;guas do Atl&acirc;ntico Nordeste    contra a Polui&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><Sup><a name="30"></a><a href="#top30">30</a></Sup> Conven&ccedil;&atilde;o    para a Prote&ccedil;&atilde;o do Meio Marinho do Atl&acirc;ntico Nordeste.</p>     <p><Sup><a name="31"></a><a href="#top31">31</a></Sup> E.g., no &acirc;mbito do    Black Sea Economic Cooperation (BSEC) (EUROPEAN COMMISSION &ndash; &laquo;Black    sea synergy &ndash; A new regional cooperation initiative&raquo;. 2007), ou    do Arctic Council (EUROPEAN COMMISSION &ndash; &laquo;An integrated European    Union policy for the Arctic&raquo;. 2016).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="32"></a><a href="#top32">32</a></Sup> Os resultados revelam grande    aten&ccedil;&atilde;o ao ordenamento do espa&ccedil;o mar&iacute;timo (OEM),    bem como, com menos destaque, &agrave; gest&atilde;o integrada da zona costeira    (CIZC).</p>     <p><Sup><a name="33"></a><a href="#top33">33</a></Sup> &laquo;A Uni&atilde;o define    e prossegue pol&iacute;ticas comuns e a&ccedil;&otilde;es e diligencia no sentido    de assegurar um elevado grau de coopera&ccedil;&atilde;o em todos os dom&iacute;nios    das rela&ccedil;&otilde;es internacionais&raquo;. European Union &ndash;&laquo;Consolidated    Version of the Treaty on European Union&raquo;. 2012.</p>     <p><Sup><a name="34"></a><a href="#top34">34</a></Sup> E.g., seguran&ccedil;a    e liberdade de navega&ccedil;&atilde;o, seguran&ccedil;a portu&aacute;ria, transportes    de materiais perigosos, luta contra a pirataria ou pescas INN.</p>      ]]></body><back>
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