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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A crise da democracia: Uma revisão seletiva do debate académico atual]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The crisis of democracy: a selective overview of the current academic debate]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The debate on the ‘crisis of democracy’ (cod) has recently become one of the hottest topics in the democratization literature. However, this literature may be considered embryonic for conceptual, methodological and theoretical reasons. To offer a systematic and selective overview of the current debate, I propose a descriptive typology which takes in consideration both domestic/international and objective/subjective dimensions of the cod. I conclude that while the phenomenon exists, it is currently perceived as more worrying than actual empirical evidences allow to suggest. However, some relevant changes in the conditions that led to the success of the third wave seem to justify a moderately pessimistic perspective on the future of democracy.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Crise da democracia]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p style="text-align: right;"><b>O FIM DA TERCEIRA VAGA DE DEMOCRATIZA&Ccedil;&Atilde;O?</b></p>     <p><b>A crise da democracia: Uma revis&atilde;o seletiva do debate acad&eacute;mico    atual</b></p>     <p><b>The crisis of democracy. a selective overview of the current academic debate</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Antonino Castaldo</b></p>     <p>Instituto de Ci&ecirc;ncias Sociais | Av. Prof. An&iacute;bal Bettencourt 9,    1600-189 Lisboa | <a href="mailto:Antonino.Castaldo@gmail.com">Antonino.Castaldo@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A &laquo;crise da democracia&raquo; (CdD) tornou-se recentemente um dos temas    mais debatidos na literatura sobre democratiza&ccedil;&atilde;o. No entanto,    esta literatura pode ser considerada embrion&aacute;ria por raz&otilde;es conceptuais,    metodol&oacute;gicas e te&oacute;ricas. De forma a oferecer uma vis&atilde;o    sistem&aacute;tica e seletiva dos debates atuais, proponho uma tipologia descritiva    que leva tanto em considera&ccedil;&atilde;o as dimens&otilde;es objetiva/subjetiva    como nacional/internacional da CdD. Concluo que, apesar de o fen&oacute;meno    existir, &eacute; visto hoje em dia como sendo mais preocupante do que aquilo    que &eacute; sugerido realmente pelas evid&ecirc;ncias emp&iacute;ricas. No    entanto, algumas altera&ccedil;&otilde;es relevantes nas condi&ccedil;&otilde;es    que conduziram ao sucesso da terceira vaga parecem justificar uma perspetiva    moderadamente pessimista sobre o futuro da democracia.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Crise da democracia, retrocesso democr&aacute;tico,    desconsolida&ccedil;&atilde;o, decl&iacute;nio democr&aacute;tico.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The debate on the &lsquo;crisis of democracy&rsquo; (cod) has recently become    one of the hottest topics in the democratization literature. However, this literature    may be considered embryonic for conceptual, methodological and theoretical reasons.    To offer a systematic and selective overview of the current debate, I propose    a descriptive typology which takes in consideration both domestic/international    and objective/subjective dimensions of the cod. I conclude that while the phenomenon    exists, it is currently perceived as more worrying than actual empirical evidences    allow to suggest. However, some relevant changes in the conditions that led    to the success of the third wave seem to justify a moderately pessimistic perspective    on the future of democracy.</p>     <p><b>Keywords</b>: Crisis of democracy, democratic backsliding, deconsolidation,    democratic decline.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>O debate sobre a &laquo;crise da democracia&raquo; (CdD) tornou-se recentemente    um dos t&oacute;picos mais quentes e controversos na literatura de democratiza&ccedil;&atilde;o.    De acordo com Merkel<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>, nas &uacute;ltimas    d&eacute;cadas podem ser identificadas tr&ecirc;s fases dos estudos sobre democratiza&ccedil;&atilde;o.    Da d&eacute;cada de 1970 at&eacute; &agrave; d&eacute;cada de 1990, a literatura    ficou caracterizada por vis&otilde;es marcadamente otimistas acerca de uma iminente    expans&atilde;o mundial das democracias liberais. Nas d&eacute;cadas de 1990    e 2000, essas vis&otilde;es euf&oacute;ricas foram substitu&iacute;das por estudos    que tentavam conceptualizar o crescimento r&aacute;pido da chamada &laquo;zona    cinzenta&raquo;<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a> entre democracia    e autoritarismo. Conceitos como &laquo;democracia iliberal&raquo;<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>,    &laquo;democracia delegativa&raquo;<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>,    &laquo;democracia defeituosa&raquo;<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>,    &laquo;autoritarismo eleitoral&raquo;<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>,    &laquo;autoritarismo competitivo&raquo;<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>    e &laquo;autocracia liberalizada&raquo;<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>    representam esta nova tend&ecirc;ncia. O artigo de Diamond na Foreign Affairs    deu in&iacute;cio &agrave; terceira fase, que &eacute; supostamente caracterizada    por uma &laquo;revers&atilde;o democr&aacute;tica&raquo;<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>    ligada a alguns fen&oacute;menos emp&iacute;ricos identific&aacute;veis: o aumento    da desilus&atilde;o face ao funcionamento e efic&aacute;cia do sistema democr&aacute;tico,    por exemplo nas democracias norte-americana e europeias consolidadas<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>;    a transi&ccedil;&atilde;o para regimes h&iacute;bridos ou autorit&aacute;rios    em v&aacute;rias regi&otilde;es do mundo (por exemplo, Turquia, Tail&acirc;ndia,    Venezuela, Equador e Bol&iacute;via<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a>);    a resili&ecirc;ncia autorit&aacute;ria no espa&ccedil;o p&oacute;s-sovi&eacute;tico    ou na &Aacute;frica Subsariana; o decl&iacute;nio geopol&iacute;tico e econ&oacute;mico    das democracias face &agrave; ascens&atilde;o das pot&ecirc;ncias autorit&aacute;rias;    ou a crescente presen&ccedil;a da promo&ccedil;&atilde;o autocr&aacute;tica<sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>    e a influ&ecirc;ncia de poderes autocr&aacute;ticos nas democracias consolidadas    e em desenvolvimento.</p>     <p>Ainda assim, a literatura acad&eacute;mica sobre esta &aacute;rea de pesquisa    pode ser considerada embrion&aacute;ria: numa recente revis&atilde;o de literatura,    Lust e Waldner concluem que h&aacute; &laquo;muito trabalho a fazer para atingir    um entendimento completo do retrocesso e das condi&ccedil;&otilde;es que o promovem&raquo;<sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>.    Do ponto de vista conceptual, por exemplo, a confus&atilde;o em torno dos conceitos    e termos utilizados &eacute; ainda grande, e muitas vezes impede uma avalia&ccedil;&atilde;o    adequada dos resultados, tornando dif&iacute;cil a compara&ccedil;&atilde;o    entre diferentes estudos e uma compreens&atilde;o do objeto da an&aacute;lise    emp&iacute;rica. Al&eacute;m disso, no que diz respeito &agrave; metodologia,    a literatura &eacute; caracterizada por um problema ao n&iacute;vel dos dados    e da medi&ccedil;&atilde;o das mudan&ccedil;as dentro das democracias e das    transi&ccedil;&otilde;es para al&eacute;m delas, bem como por uma separa&ccedil;&atilde;o    permanente entre abordagens qualitativas e quantitativas. Finalmente, do ponto    de vista te&oacute;rico, poucas hip&oacute;teses se formalizaram at&eacute;    agora sobre as causas e os padr&otilde;es de mudan&ccedil;a e, portanto, &eacute;    necess&aacute;rio debater aspetos te&oacute;ricos de maneira a que o conhecimento    cient&iacute;fico possa avan&ccedil;ar neste dom&iacute;nio.</p>     <p>O objetivo principal deste artigo &eacute; oferecer uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica    da literatura que tem sido recentemente trazida para este debate. De que forma    tem sido tratado este debate pela literatura? Quais os significados associados    ao conceito amplo de CdD? Responderei a estas perguntas atrav&eacute;s da elabora&ccedil;&atilde;o    de uma tipologia descritiva. Dada a enorme quantidade de contributos para este    debate, irei debru&ccedil;ar-me apenas sobre alguns dos mais representativos.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABORDAGENS CL&Aacute;SSICAS &Agrave; CRISE DA DEMOCRACIA</b></p>     <p>Apesar do car&aacute;ter embrion&aacute;rio do debate atual, a CdD n&atilde;o    &eacute; um tema novo na literatura. Na verdade, a teoria pol&iacute;tica &eacute;    muito clara ao afirmar que a democracia &eacute; inconceb&iacute;vel sem uma    crise. Esta afirma&ccedil;&atilde;o remonta aos escritos de Plat&atilde;o, de    Arist&oacute;teles, de Pol&iacute;bio, de Thomas Hobbes nos prim&oacute;rdios    da era moderna, e ao in&iacute;cio da contemporaneidade com os escritos de Tocqueville,    Marx e Max Weber<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a>. O debate    acerca da crise ganhou um novo impulso durante a d&eacute;cada de 1970, com    te&oacute;ricos e cientistas pol&iacute;ticos como J&uuml;rgen Habermas<sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>,    Crozier, Huntington e Kimihiro<sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>,    Linz<sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a> e Huntington<sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>.</p>     <p>De acordo com Huntington<sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>,    que analisa este fen&oacute;meno sob um ponto de vista conservador, a CdD est&aacute;    relacionada com a &laquo;vaga democr&aacute;tica&raquo; enquanto &laquo;desafio    geral ao sistema existente de autoridade&raquo; e &laquo;decl&iacute;nio da    confian&ccedil;a p&uacute;blica nas institui&ccedil;&otilde;es e l&iacute;deres    pol&iacute;ticos&raquo;, que se manifesta numa &laquo;diminui&ccedil;&atilde;o    do poder e efic&aacute;cia das institui&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas (...),    uma nova import&acirc;ncia dos &ldquo;meios de comunica&ccedil;&atilde;o opositores&rdquo;    e da &ldquo;intelectualidade cr&iacute;tica&rdquo; em assuntos p&uacute;blicos&raquo;.    Portanto, a crise da democracia deve ser vista como o resultado dos seguintes    desafios: deslegitima&ccedil;&atilde;o da autoridade pol&iacute;tica; aumento    da participa&ccedil;&atilde;o; desagrega&ccedil;&atilde;o dos interesses; e    crescentes expetativas dos cidad&atilde;os, que levam a uma sobrecarga dos governos<sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>.    Consequentemente, e paradoxalmente, a crise da democracia teria origem num &laquo;excesso    de democracia&raquo; que p&otilde;e em risco a capacidade de a&ccedil;&atilde;o    do governo, que se v&ecirc; incapaz de acompanhar as crescentes demandas provenientes    da sociedade.</p>     <p>O trabalho de Habermas<sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a>,    adotando uma perspetiva marxista, coloca uma maior &ecirc;nfase na rela&ccedil;&atilde;o    entre o ambiente socioecon&oacute;mico e o sistema pol&iacute;tico democr&aacute;tico,    especificamente na sua manifesta&ccedil;&atilde;o capitalista. De acordo com    este autor, a seguinte sequ&ecirc;ncia de problemas levar&aacute; &agrave; crise    e, possivelmente, ao esgotamento dos regimes democr&aacute;ticos. Primeiro,    um gatilho ex&oacute;geno para a CdD &eacute; identificado no ambiente econ&oacute;mico.    A &laquo;crise econ&oacute;mica&raquo; &eacute; vista como um problema pol&iacute;tico,    que desencadeia um dilema crucial que o governo tem de enfrentar e resolver    o mais rapidamente poss&iacute;vel. Por um lado, deve melhorar as condi&ccedil;&otilde;es    para a acumula&ccedil;&atilde;o de capital e certificar-se de que os investimentos    s&atilde;o novamente rent&aacute;veis. Por outro lado, tem de responder ao aumento    das exig&ecirc;ncias de bem-estar econ&oacute;mico e social por parte dos cidad&atilde;os.    Se o governo &eacute; incapaz de resolver este dilema rapidamente, a crise econ&oacute;mica    evoluir&aacute; muito provavelmente para uma &laquo;crise de racionalidade&raquo;    do sistema pol&iacute;tico-administrativo. Quanto mais esta crise durar, maiores    ser&atilde;o as probabilidades de uma &laquo;crise de legitimidade&raquo;, que    consiste numa retirada em massa do apoio ao sistema democr&aacute;tico formal,    e que pode ser indiciado, por exemplo, por absten&ccedil;&atilde;o nas elei&ccedil;&otilde;es,    pelo esvaziamento dos partidos e pela perda de confian&ccedil;a no Estado. Finalmente,    quanto mais forte a crise de legitimidade, maior a possibilidade de que esta    crise transite do n&iacute;vel sist&eacute;mico ao individual, colocando em    risco os pilares fundadores da sociedade: os indicadores mais evidentes ser&atilde;o    um decl&iacute;nio acentuado no apoio aos princ&iacute;pios de &eacute;tica    de trabalho e da ordem normativa da democracia.</p>     <p>Linz<sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a> apresenta uma defini&ccedil;&atilde;o    mais ampla e sistem&aacute;tica, segundo a qual a CdD &eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o    onde existem</p>     <p>&laquo;problemas sem solu&ccedil;&atilde;o, uma oposi&ccedil;&atilde;o desleal    preparada para explor&aacute;-los e para desafiar o regime, a decad&ecirc;ncia    da autenticidade democr&aacute;tica entre os partidos apoiantes do regime, e    uma perda de efic&aacute;cia, efici&ecirc;ncia (particularmente face &agrave;    viol&ecirc;ncia) e, em &uacute;ltima inst&acirc;ncia de legitimidade, que leva    a um ambiente geral de tens&atilde;o, um sentimento generalizado de que algo    precisa ser feito&raquo;.</p>     <p>De acordo com Linz, uma oposi&ccedil;&atilde;o desleal chega ao poder com a    &laquo;mobiliza&ccedil;&atilde;o nas ruas e recorrendo a grupos paramilitares&raquo;,    levando ao colapso do regime democr&aacute;tico. Linz apresenta-nos um retrato    admir&aacute;vel da CdD, que pode ser descrito da seguinte forma: a) um status    quo de problemas sem solu&ccedil;&atilde;o, geralmente vindos de fora do sistema    pol&iacute;tico, b) que leva a uma perda de legitimidade do governo, tornando,    c) os principais partidos cada vez menos democr&aacute;ticos. Nestas circunst&acirc;ncias,    d) uma oposi&ccedil;&atilde;o desleal pode subir ao poder atrav&eacute;s da    viol&ecirc;ncia e do uso de mecanismos ilegais, provocando desta forma o colapso    do regime democr&aacute;tico.</p>     <p>Do ponto de vista hist&oacute;rico, esta literatura tem analisado essencialmente    casos de crise e colapso democr&aacute;ticos nos per&iacute;odos entre as duas    guerras mundiais e durante as d&eacute;cadas de 1950-1970. Em termos das suas    causas, estes casos s&atilde;o em grande medida diferentes dos que surgiram    nas &uacute;ltimas duas d&eacute;cadas<sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a>.    Al&eacute;m disso, enquanto esta literatura se debru&ccedil;a sobre a democracia    enquanto fen&oacute;meno quase exclusivamente dom&eacute;stico, os debates atuais    olham para a CdD tamb&eacute;m de um ponto de vista internacional, refletindo    a mudan&ccedil;a de paradigma que destacou o papel essencial desempenhado pela    dimens&atilde;o internacional nos processos de democratiza&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a>.    Finalmente, no que diz respeito &agrave;s modalidades, Bermeo<sup><a href="#25">25</a></sup><a name="top25"></a>    salienta que as formas mais radicais de desvios democr&aacute;ticos (golpes    de Estado, golpes governamentais por l&iacute;deres eleitos, fraudes eleitorais)    diminu&iacute;ram, com os casos atuais a serem caracterizados por uma variedade    de retrocesso democr&aacute;tico mais gradual e insidiosa (golpes promiss&oacute;rios,    fortalecimento do executivo e manipula&ccedil;&atilde;o eleitoral estrat&eacute;gica).    Por conseguinte, e apesar do valor desta literatura cl&aacute;ssica, que deve    sempre ser vista como ponto de refer&ecirc;ncia, a fim de compreender o que    a CdD significa atualmente temos de voltar a nossa aten&ccedil;&atilde;o para    os debates mais recentes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>O DEBATE ATUAL SOBRE A CRISE DA DEMOCRACIA</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A profus&atilde;o recente de v&aacute;rios termos que se referem de forma mais    ou menos correta ao fen&oacute;meno aqui estudado, tais como retrocesso, colapso,    recuo, desmantelamento, decad&ecirc;ncia, decl&iacute;nio, recess&atilde;o,    regress&atilde;o, retra&ccedil;&atilde;o, eros&atilde;o, crise, estagna&ccedil;&atilde;o,    deriva, desconsolida&ccedil;&atilde;o, desdemocratiza&ccedil;&atilde;o, autocratiza&ccedil;&atilde;o,    etc., demonstra claramente as dificuldades em delimitar as fronteiras do conceito    &ndash; o que, ali&aacute;s, vai al&eacute;m dos objetivos deste artigo e depende    tamb&eacute;m da defini&ccedil;&atilde;o, mais ou menos exigente, de democracia    que &eacute; adotada. Em termos de r&oacute;tulos, optei pelo de &laquo;crise    da democracia&raquo;, n&atilde;o por raz&otilde;es te&oacute;ricas mas porque    tem uma tradi&ccedil;&atilde;o mais longa e demonstra um grau de flexibilidade    suficiente para incluir fen&oacute;menos emp&iacute;ricos distintos mas claramente    interconectados, e que podem ser atribu&iacute;dos ao tema deste artigo.</p>     <p>A fim de fornecer uma vis&atilde;o geral e estruturada da literatura sobre    a CdD, proponho uma tipologia descritiva com dois crit&eacute;rios de sele&ccedil;&atilde;o    muito gerais (<a href="#t1">tabela 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/ri/n59/n59a02t1.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>O primeiro, relacionado com a divis&atilde;o internacional/nacional, diz respeito    &agrave; distin&ccedil;&atilde;o intuitiva entre as condi&ccedil;&otilde;es    nacionais de democracia, identific&aacute;veis ao n&iacute;vel do Estado-Na&ccedil;&atilde;o,    e aquelas relacionadas com o n&iacute;vel sist&eacute;mico internacional. Estas    duas dimens&otilde;es est&atilde;o claramente interligadas: por exemplo, se    a qualidade democr&aacute;tica de diferentes estados se agravar de tal forma    que provoque v&aacute;rios colapsos, isso ter&aacute; um impacto sobre a posi&ccedil;&atilde;o    da democracia no mundo e sobre o n&uacute;mero, atualmente em decrescimento,    dos regimes democr&aacute;ticos. No entanto, tamb&eacute;m &eacute; poss&iacute;vel    ter uma crise a n&iacute;vel interno que n&atilde;o resulta em crise a n&iacute;vel    internacional, devido ao n&uacute;mero muito limitado de colapsos.</p>     <p>O segundo crit&eacute;rio de sele&ccedil;&atilde;o distingue entre CdD &laquo;objetivas&raquo;    e &laquo;subjetivas&raquo;. A primeira dimens&atilde;o lida com o que est&aacute;    realmente a acontecer no terreno, em termos de n&uacute;mero de democracias    no mundo ou funcionamento real de dimens&otilde;es democr&aacute;ticas fundamentais    como elei&ccedil;&otilde;es, liberdades civis e pol&iacute;ticas, presta&ccedil;&atilde;o    de contas etc., que s&atilde;o avaliadas atrav&eacute;s de indicadores objetivos    (Democracy Barometer) ou avalia&ccedil;&otilde;es de especialistas (Freedom    House, V-DEM). A segunda dimens&atilde;o, mais subjetiva, diz respeito &agrave;    perce&ccedil;&atilde;o da democracia por parte dos cidad&atilde;os de um determinado    Estado ou &agrave; posi&ccedil;&atilde;o da democracia no mundo, tanto em termos    de legitimidade como de atratividade. Muitas vezes, estas duas dimens&otilde;es    variam na mesma dire&ccedil;&atilde;o, mas o oposto tamb&eacute;m &eacute; poss&iacute;vel:    por exemplo, na It&aacute;lia, desde 1990, a satisfa&ccedil;&atilde;o com a    democracia por parte dos italianos aumentou, enquanto os indicadores objetivos    (Democracy Barometer) mostram claramente um decl&iacute;nio da qualidade da    democracia desde a ascens&atilde;o de Berlusconi ao poder. Sondagens a n&iacute;vel    nacional, e sua agrega&ccedil;&atilde;o para se obter uma vis&atilde;o mais    ampla a n&iacute;vel internacional, s&atilde;o as formas mais utilizadas para    avaliar a presen&ccedil;a de uma CdD subjetiva.</p>     <p>Para ser claro, esta tipologia tem apenas prop&oacute;sitos descritivos. De    facto, ela n&atilde;o especifica tipos de CdD mas apenas identifica os principais    fen&oacute;menos emp&iacute;ricos no centro dos debates atuais na literatura    de democratiza&ccedil;&atilde;o, que ser&atilde;o discutidos em maior detalhe    nas sec&ccedil;&otilde;es seguintes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A CRISE DA DEMOCRACIA A N&Iacute;VEL INTERNO: A DIMENS&Atilde;O OBJETIVA</b></p>     <p>Esta &eacute; talvez a dimens&atilde;o em que &eacute; mais f&aacute;cil encontrar    confus&atilde;o conceptual sobre o que significa a CdD. Por exemplo, Lust e    Waldner definem o retrocesso democr&aacute;tico como um &laquo;decl&iacute;nio    na qualidade da democracia&raquo;<sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a>.    No entanto, acrescentam que o retrocesso democr&aacute;tico tamb&eacute;m &eacute;    poss&iacute;vel em regimes autorit&aacute;rios, quando se regista um agravamento    ainda maior nas principais dimens&otilde;es relacionadas com elei&ccedil;&otilde;es,    liberdades e presta&ccedil;&atilde;o de contas. Seguindo o mesmo racioc&iacute;nio,    Lindberg descreve a autocratiza&ccedil;&atilde;o como &laquo;qualquer afastamento    da democracia&raquo;<sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>, o que    pode ocorrer, por exemplo, em democracias consolidadas quando sofrem uma redu&ccedil;&atilde;o    consistente na sua qualidade democr&aacute;tica, bem como em autocracias quando    se tornam ainda mais autorit&aacute;rias.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/ri/n59/n59a02f1.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>Seguindo a ideia b&aacute;sica de que n&atilde;o h&aacute; &laquo;crise de    democracia&raquo; sem &laquo;democracia&raquo;, vou restringir o conceito de    crise democr&aacute;tica (ou retrocesso ou desconsolida&ccedil;&atilde;o) na    dimens&atilde;o interna objetiva &agrave; eros&atilde;o das qualidades democr&aacute;ticas    num regime avaliado como democr&aacute;tico. Isto &eacute; consistente com as    conclus&otilde;es da literatura de democratiza&ccedil;&atilde;o, que distingue    os processos de &laquo;liberaliza&ccedil;&atilde;o&raquo;<sup><a href="#28">28</a></sup><a name="top28"></a>,    destacando os movimentos iniciais de autocracias fechadas para sistemas pol&iacute;ticos    mais abertos e competitivos que ainda s&atilde;o razoavelmente est&aacute;veis    e autocr&aacute;ticos, das democratiza&ccedil;&otilde;es, que come&ccedil;am    com a crise autorit&aacute;ria e com uma transi&ccedil;&atilde;o que aponta    com clareza na dire&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica. Assim, se nem todo    o afastamento da autocracia &eacute; necessariamente parte do processo de democratiza&ccedil;&atilde;o,    o mesmo vale para o fen&oacute;meno oposto: a passagem das autocracias fechadas    para as democracias liberais consiste nos fen&oacute;menos distintos, mas possivelmente    interligados, de liberaliza&ccedil;&atilde;o e democratiza&ccedil;&atilde;o,    enquanto o caminho oposto inclui os fen&oacute;menos distintos, e possivelmente    interligados, de crise/retrocesso/consolida&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica    e autocratiza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Dada esta clarifica&ccedil;&atilde;o, a CdD ao n&iacute;vel objetivo interno    significa, neste artigo, a eros&atilde;o gradual ou s&uacute;bita dos tra&ccedil;os    fundamentais do regime democr&aacute;tico, indicando um afastamento do modelo    democr&aacute;tico que pode ou n&atilde;o resultar num colapso. Essa eros&atilde;o    pauta-se por um decl&iacute;nio substancial e n&atilde;o epis&oacute;dico na    avalia&ccedil;&atilde;o das principais dimens&otilde;es democr&aacute;ticas    fornecidas em &iacute;ndices como o Democracy Barometer, V-DEM ou Freedom House.</p>     <p>De acordo com Mechkova <i>et al</i>.<sup><a href="#29">29</a></sup><a name="top29"></a>,    que avaliam a CdD atrav&eacute;s dos dados do V-DEM, observa&ccedil;&otilde;es    importantes efetuadas nos &uacute;ltimos anos evidenciam um decrescimento da    democracia no mundo. Referindo-se especificamente &agrave; dimens&atilde;o relevante    neste contexto, os autores mostram como na &uacute;ltima d&eacute;cada &eacute;    poss&iacute;vel detetar uma diminui&ccedil;&atilde;o das pontua&ccedil;&otilde;es    nas democracias liberais. Por exemplo, os Estados Unidos ca&iacute;ram de 0,84    (na escala de 0 a 1) em 2006 para 0,78 em 2016, com a Hungria a passar de 0,70    para 0,55 no mesmo per&iacute;odo e perdendo o r&oacute;tulo de democracia liberal    desde 2010. Outros casos s&atilde;o o Brasil, o Panam&aacute;, a Pol&oacute;nia    e o Suriname. A mesma tend&ecirc;ncia &eacute; destacada em numerosas democracias    eleitorais, sendo preocupante o n&uacute;mero elevado de casos em que se regista    o surgimento de autocracias eleitorais (ou seja, Bangladesh, Comores, Honduras,    Iraque, Montenegro, Nicar&aacute;gua, S&eacute;rvia, Turquia, Ucr&acirc;nia    e Z&acirc;mbia). O caso s&eacute;rvio representa um exemplo not&aacute;vel.    Desde a ascens&atilde;o de Vucic ao poder em 2012, um n&uacute;mero crescente    de viola&ccedil;&otilde;es das liberdades civis, em especial no que diz respeito    &agrave; liberdade de express&atilde;o e liberdade de imprensa, com o ass&eacute;dio    a jornalistas e meios de comunica&ccedil;&atilde;o independentes a generalizar-se<sup><a href="#30">30</a></sup><a name="top30"></a>,    gradualmente puxou a S&eacute;rvia abaixo do limiar democr&aacute;tico, passando    de 0,61 em 2012 para 0,47 em 2016 na escala de democracia eleitoral 0-1 V-DEM.    No que diz respeito &agrave;s dimens&otilde;es democr&aacute;ticas fundamentais,    os autores destacam uma melhoria geral na arena eleitoral, sendo a liberdade    de express&atilde;o e associa&ccedil;&atilde;o a que mais se agrava, podendo    comprometer os avan&ccedil;os alcan&ccedil;ados no processo eleitoral. Mais    especificamente, a lista dos tr&ecirc;s principais indicadores em que se regista    agravamento nas democracias eleitorais inclui: intimida&ccedil;&atilde;o do    governo &agrave; oposi&ccedil;&atilde;o durante as elei&ccedil;&otilde;es; restri&ccedil;&otilde;es    &agrave; liberdade de discuss&atilde;o; e capacidade por parte da comunica&ccedil;&atilde;o    social de reportar criticamente sobre o governo. Nas democracias liberais, o    decl&iacute;nio foi mais acentuado nos esfor&ccedil;os feitos pelo governo para    censurar informalmente a comunica&ccedil;&atilde;o social, perseguir jornalistas    cr&iacute;ticos, limitar a liberdade acad&eacute;mica e ignorar decis&otilde;es    de tribunais.</p>     <p>Num artigo recente, Bermeo<sup><a href="#31">31</a></sup><a name="top31"></a>    debru&ccedil;a-se sobre a forma como o retrocesso democr&aacute;tico ocorre,    destacando a maneira como as manifesta&ccedil;&otilde;es mais radicais de retrocesso    (golpes de Estado, golpes governamentais por l&iacute;deres eleitos, fraude    de voto no dia das elei&ccedil;&otilde;es) diminu&iacute;ram, enquanto variedades    mais subtis deste fen&oacute;meno se encontram em ascens&atilde;o. Essas novas    formas incluem golpes promiss&oacute;rios, fortalecimento do executivo e manipula&ccedil;&atilde;o    estrat&eacute;gica de elei&ccedil;&otilde;es. Os golpes promiss&oacute;rios    consistem na destitui&ccedil;&atilde;o dos governos eleitos com a inten&ccedil;&atilde;o    de defender a democracia e com a promessa de realizar rapidamente novas elei&ccedil;&otilde;es    e restaurar as institui&ccedil;&otilde;es democr&aacute;ticas. Exemplos desse    tipo de retrocesso s&atilde;o o Haiti (1991), o Lesoto (1994), a G&acirc;mbia    (1994), a Nig&eacute;ria (1996), o Paquist&atilde;o (1999), as Fiji (2006),    a Tail&acirc;ndia (2007), as Honduras (2009), Madag&aacute;scar (2009), a Guin&eacute;-Bissau    (2012) e o Mali (2012). Apesar de a maioria dos golpistas ter cumprido a promessa    de realizar elei&ccedil;&otilde;es, ainda que muitas vezes v&aacute;rios anos    depois, os resultados t&ecirc;m sido em muitas ocasi&otilde;es question&aacute;veis,    e isto na melhor das hip&oacute;teses, j&aacute; que as elei&ccedil;&otilde;es    foram muitas vezes ganhas pelos pr&oacute;prios golpistas ou por candidatos    escolhidos a dedo.</p>     <p>O fortalecimento do executivo refere-se ao processo gradual atrav&eacute;s    do qual os executivos eleitos adotam mudan&ccedil;as institucionais legais com    o objetivo de enfraquecer os controlos sobre o seu poder e impedir a capacidade    da oposi&ccedil;&atilde;o de representar um desafio realista. Exemplos claros    de fortalecimento executivo s&atilde;o a Turquia de Erdogan, o Equador de Correa,    o Senegal de Abdoulaye Wade, a Ucr&acirc;nia de Iankovich, etc. A Turquia parece    ser um exemplo interessante, pois representa um dos poucos casos de autocratiza&ccedil;&atilde;o    num pa&iacute;s de rendimento m&eacute;dio. Desde a sua ascens&atilde;o ao poder    em 2002, Erdogan aprovou uma enorme quantidade de leis (500 s&oacute; nos dois    primeiros anos) atrav&eacute;s das quais conseguiu minar as institui&ccedil;&otilde;es    de controlo, como a comunica&ccedil;&atilde;o social e o sistema judici&aacute;rio.    Por exemplo, uma reforma constitucional adotada atrav&eacute;s de um referendo    em 2010 deu a Erdogan um maior poder sobre o Conselho Superior de Ju&iacute;zes    e Promotores P&uacute;blicos e sobre o Tribunal Constitucional.</p>     <p>A manipula&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica eleitoral diz respeito a um    conjunto de a&ccedil;&otilde;es tomadas muito antes do dia das elei&ccedil;&otilde;es    e que visa inclinar o campo eleitoral a favor de incumbentes. Incluem-se ass&eacute;dio    a jornalistas e ativistas da oposi&ccedil;&atilde;o, abuso de fundos estatais    para campanhas eleitorais, etc. &Eacute; poss&iacute;vel encontrar este tipo    de retrocesso nos mesmos casos que demonstram fortalecimento do executivo. Assim,    exemplos de manipula&ccedil;&atilde;o eleitoral estrat&eacute;gica podem ser    encontrados na S&eacute;rvia de Vucic, na Turquia de Erdogan, no Equador de    Correa, na Venezuela de Ch&aacute;vez, na Bol&iacute;via de Morales, etc.</p>     <p>Apesar de avaliar todas as consequ&ecirc;ncias negativas das novas formas de    retrocesso democr&aacute;tico, Bermeo conclui que existem boas raz&otilde;es    para ter esperan&ccedil;a. De facto, estas novas formas de retrocesso conduzem    ao estabelecimento de regimes mais moderados e menos consolidados, mais f&aacute;ceis    de redemocratizar, uma vez que as ideias e institui&ccedil;&otilde;es democr&aacute;ticas    (isto &eacute;, elei&ccedil;&otilde;es, partidos, legislaturas, etc.) geralmente    persistem e podem originar mudan&ccedil;as quando a estrutura de incentivos    que despoletou o retrocesso democr&aacute;tico &eacute; modificada. No entanto,    o oposto tamb&eacute;m &eacute; verdadeiro, j&aacute; que a transi&ccedil;&atilde;o    dessas autocracias moderadas para a democracia provavelmente permitir&aacute;    que institui&ccedil;&otilde;es e elites autorit&aacute;rias persistam, e uma    nova mudan&ccedil;a na estrutura de incentivos desencadear&aacute; outro retrocesso    democr&aacute;tico. Bermeo est&aacute; portanto correto ao afirmar que as autocracias    moderadas e n&atilde;o consolidadas s&atilde;o mais propensas &agrave; democratiza&ccedil;&atilde;o,    mas falha ao n&atilde;o considerar que o resultado mais prov&aacute;vel desse    processo ser&aacute; uma democracia fr&aacute;gil e n&atilde;o consolidada,    que, por sua vez, constitui uma candidata perfeita para o retrocesso democr&aacute;tico.    Em conclus&atilde;o, as transi&ccedil;&otilde;es atuais, democr&aacute;ticas    ou autorit&aacute;rias, t&ecirc;m maior probabilidade de resultar em regimes    pol&iacute;ticos moderados e fr&aacute;geis, caracterizados por maior fluidez    e hibridismo em rela&ccedil;&atilde;o ao passado e incapazes de consolidar as    especificidades da democracia ou da autocracia. Esta situa&ccedil;&atilde;o    vem sublinhar a import&acirc;ncia que os regimes h&iacute;bridos e as democracias    defeituosas ir&atilde;o adquirir num futuro pr&oacute;ximo.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>A CRISE DA DEMOCRACIA A N&Iacute;VEL INTERNO: A DIMENS&Atilde;O SUBJETIVA</b></p>     <p>Esta dimens&atilde;o refere-se ao modo como a democracia enquanto regime pol&iacute;tico    &eacute; avaliada pelos seus cidad&atilde;os. Em termos gerais, mas sugestivos,    uma democracia pode ser considerada consolidada quando &eacute; vista como &laquo;as    &uacute;nicas regras do jogo&raquo;<sup><a href="#32">32</a></sup><a name="top32"></a>,    o que significa que os cidad&atilde;os expressam um apoio esmagador &agrave;    democracia enquanto regime pol&iacute;tico e aqueles que preferem outro tipo    de &laquo;jogo&raquo; s&atilde;o uma minoria residual na sociedade. Assim, nesta    dimens&atilde;o, a CdD &eacute; destacada por um decl&iacute;nio acentuado no    apoio p&uacute;blico &agrave; democracia e por uma avalia&ccedil;&atilde;o positiva    crescente em rela&ccedil;&atilde;o a outros tipos de sistema pol&iacute;tico.</p>     <p>V&aacute;rias defini&ccedil;&otilde;es de CdD correspondem, mais ou menos diretamente,    a esse tipo de fen&oacute;meno. Por exemplo, Pharr e Putnam<sup><a href="#33">33</a></sup><a name="top33"></a>    consideram a CdD como um &laquo;decl&iacute;nio da confian&ccedil;a p&uacute;blica&raquo;    no desempenho das institui&ccedil;&otilde;es representativas e um desinteresse    p&uacute;blico na vida pol&iacute;tica (especialmente em tr&ecirc;s &aacute;reas:    desilus&atilde;o com pol&iacute;ticos, com partidos pol&iacute;ticos e com institui&ccedil;&otilde;es    pol&iacute;ticas). Uma interpreta&ccedil;&atilde;o semelhante &eacute; dada    por Dalton, que associa a CdD a sentimentos de mal-estar pol&iacute;tico e desconfian&ccedil;a    de cidad&atilde;os insatisfeitos com os tr&ecirc;s elementos-chave da democracia    representativa (pol&iacute;ticos, partidos pol&iacute;ticos e parlamento): &laquo;essa    insatisfa&ccedil;&atilde;o deve ser alargada ao regime pol&iacute;tico e seus    princ&iacute;pios&raquo;<sup><a href="#34">34</a></sup><a name="top34"></a>.</p>     <p>Uma vers&atilde;o mais recente deste tipo de CdD foi fornecida por Foa e Mounk<sup><a href="#35">35</a></sup><a name="top35"></a>,    que desencadearam um fervoroso debate p&uacute;blico e acad&eacute;mico sobre    esta quest&atilde;o. Segundo os autores, atualmente os cidad&atilde;os em democracias    bem estabelecidas da Am&eacute;rica do Norte e da Europa Ocidental apoiam em    menor grau as institui&ccedil;&otilde;es democr&aacute;ticas e tendem a adotar    alternativas mais autorit&aacute;rias do que h&aacute; algumas d&eacute;cadas,    sendo que as gera&ccedil;&otilde;es mais jovens revelam uma tend&ecirc;ncia    particularmente forte neste sentido. Foa e Mounk chegaram a essas conclus&otilde;es    atrav&eacute;s da an&aacute;lise dos dados das ondas 3 a 6 da World Values Survey    (1995-2014), com foco espec&iacute;fico em quatro tipos de indicadores que constituem    evid&ecirc;ncias de um decl&iacute;nio preocupante no regime e n&atilde;o na    legitimidade do governo. Em primeiro lugar, sublinham que o apoio dos cidad&atilde;os    &agrave; democracia enquanto regime pol&iacute;tico diminuiu recentemente, sobretudo    entre a gera&ccedil;&atilde;o dos chamados <i>millennials</i>. Em segundo lugar,    um apoio mais fraco por parte da gera&ccedil;&atilde;o mais jovem fica patente    no que diz respeito a importantes institui&ccedil;&otilde;es democr&aacute;ticas    liberais, como o respeito pelas liberdades civis e pol&iacute;ticas, ou elei&ccedil;&otilde;es    livres e justas. Em terceiro lugar, a apatia pol&iacute;tica generalizou-se,    sobretudo entre os mais jovens, menos propensos a participar do processo democr&aacute;tico,    por exemplo votando em elei&ccedil;&otilde;es, tornando-se membros de partidos    pol&iacute;ticos, entre outros. Isto demonstra que existe uma esperan&ccedil;a    cada vez menor de que as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas possam ser afetadas    atrav&eacute;s da participa&ccedil;&atilde;o ativa no processo pol&iacute;tico    democr&aacute;tico. Finalmente, a abertura a alternativas autorit&aacute;rias,    como o dom&iacute;nio militar, encontra-se em ascens&atilde;o entre a gera&ccedil;&atilde;o    mais jovem e, surpreendentemente, entre os estratos mais afluentes das sociedades    democr&aacute;ticas ocidentais. Segundo Foa e Mounk, estes indicadores representam    um sistema de alerta precoce que sinaliza uma desconsolida&ccedil;&atilde;o    democr&aacute;tica real ou incipiente, muitas vezes representada pelo surgimento    de movimentos populistas contra o <i>status quo</i>.</p>     <p>No entanto, as principais conclus&otilde;es de Foa e Mounk foram fortemente    contestadas por tr&ecirc;s artigos no <i>Journal of Democracy</i> da autoria    de Alexander e Welzel<sup><a href="#36">36</a></sup><a name="top36"></a>, Norris<sup><a href="#37">37</a></sup><a name="top37"></a>    e Voeten<sup><a href="#38">38</a></sup><a name="top38"></a>, nos quais quest&otilde;es    metodol&oacute;gicas e a real for&ccedil;a das tend&ecirc;ncias analisadas t&ecirc;m    sido alvo de questionamento. Por exemplo, Alexander e Welzel<sup><a href="#39">39</a></sup><a name="top39"></a>,    embora n&atilde;o mostrem otimismo para com o estado atual das democracias consolidadas    ocidentais, apresentam uma explica&ccedil;&atilde;o diferente: o problema n&atilde;o    &eacute; a gera&ccedil;&atilde;o mais jovem e as suas tend&ecirc;ncias antidemocr&aacute;ticas,    mas a polariza&ccedil;&atilde;o de classes e a marginaliza&ccedil;&atilde;o    das classes mais baixas, devido ao fracasso dos partidos institu&iacute;dos    em lidar de forma adequada com as preocupa&ccedil;&otilde;es leg&iacute;timas    dos que ficaram para tr&aacute;s. Voeten<sup><a href="#40">40</a></sup><a name="top40"></a>    identifica v&aacute;rios problemas metodol&oacute;gicos na an&aacute;lise de    Foa e Mounk, e uma vez resolvidos esses problemas chega &agrave;s seguintes    conclus&otilde;es: as democracias consolidadas n&atilde;o demonstram um decl&iacute;nio    do apoio p&uacute;blico e um aumento da aceita&ccedil;&atilde;o de alternativas    autocr&aacute;ticas; as evid&ecirc;ncias mostram que as gera&ccedil;&otilde;es    mais jovens s&atilde;o apenas um pouco menos favor&aacute;veis &agrave; democracia    em compara&ccedil;&atilde;o com as gera&ccedil;&otilde;es mais velhas, com a    exce&ccedil;&atilde;o dos Estados Unidos onde a diferen&ccedil;a &eacute; maior    e mais consistente; se considerarmos a confian&ccedil;a nas principais institui&ccedil;&otilde;es    democr&aacute;ticas, o que conclu&iacute;mos &eacute; que s&atilde;o as gera&ccedil;&otilde;es    mais velhas, e n&atilde;o as mais jovens, a revelar-se cada vez mais c&eacute;ticas.    Quest&otilde;es metodol&oacute;gicas semelhantes s&atilde;o apontadas por Norris<sup><a href="#41">41</a></sup><a name="top41"></a>,    que encontrou evid&ecirc;ncias de uma clivagem geracional no apoio &agrave;    democracia apenas para os pa&iacute;ses anglo-sax&oacute;nicos e nalguns outros    casos europeus, enquanto em numerosos outros casos (cerca de metade da sua amostra)    n&atilde;o se revelou um maior ceticismo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; democracia    por parte da gera&ccedil;&atilde;o mais jovem. Al&eacute;m disso, recorrendo    a dados da Freedom House, Norris sublinha a inexist&ecirc;ncia de redu&ccedil;&otilde;es    consistentes na qualidade das democracias ocidentais nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas.    Finalmente, este autor destaca que a maior amea&ccedil;a &agrave;s democracias    consolidadas n&atilde;o s&atilde;o os <i>millennials </i>e a sua falta de confian&ccedil;a    nas institui&ccedil;&otilde;es democr&aacute;ticas, mas sim os ataques terroristas    e a ascens&atilde;o de l&iacute;deres autorit&aacute;rios populistas, especialmente    nos Estados Unidos, que desfrutam de um apoio muito mais forte entre os mais    velhos do que entre as gera&ccedil;&otilde;es mais jovens. Como &eacute; frequentemente    o caso, a disputa acad&eacute;mica conduziu a uma resposta por parte de Foa    e Mounk<sup><a href="#42">42</a></sup><a name="top42"></a>, atrav&eacute;s da    qual preveem &laquo;o fim do paradigma de consolida&ccedil;&atilde;o&raquo;    e clamam por um novo paradigma que englobe a desconsolida&ccedil;&atilde;o,    possibilitando desta forma um debate te&oacute;rico mais rico na literatura.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A CRISE DA DEMOCRACIA A N&Iacute;VEL INTERNACIONAL: A DIMENS&Atilde;O OBJETIVA</b></p>     <p>Passar da dimens&atilde;o interna para a internacional da CdD significa, em    primeiro lugar, focar no n&iacute;vel sist&eacute;mico do fen&oacute;meno, ou    seja, nas mudan&ccedil;as de regimes e n&atilde;o nas mudan&ccedil;as nos regimes.    &Eacute; claro que as duas dimens&otilde;es identificadas podem estar claramente    interconectadas, j&aacute; que, muitas vezes, o fen&oacute;meno a n&iacute;vel    internacional consiste no resultado agregado dos fen&oacute;menos internos que    se verificam em v&aacute;rios pa&iacute;ses.</p>     <p>Na dimens&atilde;o internacional objetiva, a CdD corresponde a uma diminui&ccedil;&atilde;o    no n&uacute;mero de regimes democr&aacute;ticos reais no mundo. Aqui, a conex&atilde;o    com a dimens&atilde;o interna &eacute; evidente uma vez que este tipo de CdD    &eacute; o resultado de colapsos democr&aacute;ticos que ultrapassam o n&uacute;mero    de transi&ccedil;&otilde;es democr&aacute;ticas num determinado per&iacute;odo,    levando assim a um n&uacute;mero menor de democracias no mundo. No entanto,    &eacute; importante lembrar que, se a CdD objetiva internacional &eacute; sempre    o resultado de fen&oacute;menos agregados que ocorrem a n&iacute;vel interno,    tamb&eacute;m &eacute; poss&iacute;vel ter CdD internas sem colapsos democr&aacute;ticos,    e que portanto n&atilde;o resultam no fen&oacute;meno agregado ao n&iacute;vel    objetivo internacional.</p>     <p>O debate sobre esta dimens&atilde;o da CdD tem sido fervoroso. Desde 2006,    a Freedom House alerta constantemente para uma tend&ecirc;ncia decrescente no    n&iacute;vel de liberdade e democracia no mundo. De acordo com as an&aacute;lises    de Arch Puddington dos relat&oacute;rios anuais da Freedom House, o ano de 2006    caracterizou-se por um crescente &laquo;retrocesso da democracia&raquo;, 2007    e 2008 manifestaram um verdadeiro decl&iacute;nio democr&aacute;tico, que &laquo;acelerou&raquo;    em 2009; a democracia global foi descrita como &laquo;sob press&atilde;o&raquo;    em 2010 e, ap&oacute;s um breve momento de otimismo durante a Primavera &Aacute;rabe,    verificou-se um &laquo;recuo democr&aacute;tico&raquo; em 2012 e um &laquo;ressurgimento    autorit&aacute;rio&raquo; em 2013<sup><a href="#43">43</a></sup><a name="top43"></a>.    O debate surgido em torno deste t&oacute;pico chegou a duas conclus&otilde;es    quase un&acirc;nimes: por um lado, &laquo;n&atilde;o h&aacute; como negar que    a terceira vaga claramente perdeu for&ccedil;a&raquo;<sup><a href="#44">44</a></sup><a name="top44"></a>;    por outro, n&atilde;o estamos na presen&ccedil;a de uma &laquo;terceira vaga    inversa&raquo;<sup><a href="#45">45</a></sup><a name="top45"></a>. No meio-termo    entre estas observa&ccedil;&otilde;es bastante divulgadas, emergiu um conjunto    diferente de perspetivas, tanto pessimistas quanto otimistas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que diz respeito &agrave;s perspetivas pessimistas, Diamond<sup><a href="#46">46</a></sup><a name="top46"></a>    est&aacute; entre os mais assertivos. Segundo este autor, houve 25 desdobramentos    democr&aacute;ticos desde 2000, 18 dos quais ocorreram depois de 2005, nomeadamente    Fiji (2000), R&uacute;ssia (2000), Rep&uacute;blica Centro-Africana (2001),    Guin&eacute;-Bissau (2002), Nepal (2002), Venezuela (2004), Tail&acirc;ndia    (2005), Ilhas Salom&atilde;o (2006), Bangladesh (2007), Filipinas (2007), Qu&eacute;nia    (2007), Ge&oacute;rgia (2008), Honduras (2009), Madag&aacute;scar (2009), Nig&eacute;ria    (2009), Burundi (2010), Sri Lanka (2010), Guin&eacute;-Bissau (2010), Nicar&aacute;gua    (2011), Maldivas (2012), Mali (2012), Ucr&acirc;nia (2012), Turquia (2014),    Bangladesh (2014) e Tail&acirc;ndia (2014). N&atilde;o s&oacute; isto marca    uma acelera&ccedil;&atilde;o acentuada em compara&ccedil;&atilde;o com d&eacute;cadas    anteriores, passando de oito por cento (1984-1993) para 11 por cento (1994-2003)    e 16 por cento (2004-2013), mas tamb&eacute;m demonstra que um padr&atilde;o    espec&iacute;fico de desmantelamento de regras democr&aacute;ticas surgiu como    paradigma dominante no novo mil&eacute;nio. De facto, como tamb&eacute;m &eacute;    salientado por Bermeo<sup><a href="#47">47</a></sup><a name="top47"></a>, apenas    quatro desses 25 colapsos ocorreram em resultado de um golpe militar convencional,    enquanto a maioria foi o produto de algum tipo de viola&ccedil;&atilde;o dos    procedimentos democr&aacute;ticos por parte de governantes democraticamente    eleitos. Apesar de Diamond reconhecer que a maioria destes colapsos ocorreu    em pa&iacute;ses problem&aacute;ticos, avaliou-os ainda assim como possuidores    de padr&otilde;es m&iacute;nimos de democracia. Uma posi&ccedil;&atilde;o interm&eacute;dia    &eacute; apresentada por Brownlee, que se baseia em grande parte na lista fornecida    por Diamond e identifica &laquo;40 casos de rutura democr&aacute;tica (em 36    pa&iacute;ses) durante 1990-2015, tr&ecirc;s quartos dos quais ocorreram durante    2000-2015&raquo;<sup><a href="#48">48</a></sup><a name="top48"></a>. Embora    Brownlee encontre fortes evid&ecirc;ncias emp&iacute;ricas que corroboram a    tend&ecirc;ncia para as democracias declinarem mais facilmente nos &uacute;ltimos    anos, permanece c&eacute;tico acerca da quest&atilde;o da recess&atilde;o democr&aacute;tica,    introduzida por Przeworski e seus colegas<sup><a href="#49">49</a></sup><a name="top49"></a>,    argumentando que apenas tr&ecirc;s pa&iacute;ses sofreram um colapso democr&aacute;tico    com um PIB <i>per capita</i> n&atilde;o petrol&iacute;fero acima do famoso limite    de 6055 d&oacute;lares <i>per capita</i>. Assim, Brownlee chega &agrave; conclus&atilde;o    de que o aumento dos colapsos democr&aacute;ticos &eacute; mais um produto de    retrocessos &laquo;fisiol&oacute;gicos&raquo; de democratiza&ccedil;&otilde;es    lan&ccedil;adas em pa&iacute;ses pobres e problem&aacute;ticos do que o resultado    de outros fen&oacute;menos, como a promo&ccedil;&atilde;o autorit&aacute;ria.    Conclus&atilde;o semelhante &eacute; alcan&ccedil;ada no artigo j&aacute; mencionado,    no qual Mechkova <i>et al</i>.<sup><a href="#50">50</a></sup><a name="top50"></a>    discutem os dados do V-DEM. Segundo estes autores, uma recess&atilde;o democr&aacute;tica    emergiu recentemente mas &eacute; muito moderada e n&atilde;o constitui uma    tend&ecirc;ncia inevit&aacute;vel no futuro pr&oacute;ximo. A sua an&aacute;lise    mostra que as democracias atingiram o pico em 2011, com 100 democracias em 174    pa&iacute;ses. Em 2016, o n&uacute;mero de regimes democr&aacute;ticos diminuiu    ligeiramente para 97, o que n&atilde;o representa um decl&iacute;nio dram&aacute;tico.    Por detr&aacute;s desses n&uacute;meros, no entanto, o que emergiu nos &uacute;ltimos    quinze anos foi uma maior volatilidade: em 2013, cinco pa&iacute;ses passaram    da autocracia para a democracia e nove foram para o outro lado. Al&eacute;m    disso, surgiram tend&ecirc;ncias interessantes dentro dos tipos de regime considerados    pelo V-DEM. De facto, tanto as democracias liberais quanto as autocracias fechadas    declinaram recentemente, enquanto as formas mais moderadas de regimes pol&iacute;ticos    (autocracias eleitorais e democracias eleitorais) atingiram o pico nos &uacute;ltimos    anos.</p>     <p>Levitsky e Way<sup><a href="#51">51</a></sup><a name="top51"></a> prop&otilde;em    uma perspetiva mais otimista. Os dois estudiosos mostraram que os regimes democr&aacute;ticos    n&atilde;o s&atilde;o mais fr&aacute;geis hoje em dia do que no passado. Em    vez disso, a suposta tend&ecirc;ncia cada vez mais acentuada para os colapsos    democr&aacute;ticos &eacute;, na verdade, um efeito artificial da tend&ecirc;ncia    a rotular como parcialmente livres ou mesmo democr&aacute;ticos regimes que    nunca foram remotamente semelhantes a isso. De facto, segundo estes autores,    se a an&aacute;lise for limitada a regimes democr&aacute;ticos reais,</p>     <p>&laquo;16 dos 25 &ldquo;colapsos democr&aacute;ticos&rdquo; de Diamond desaparecem&raquo;<sup><a href="#52">52</a></sup><a name="top52"></a>.    Portanto, este fen&oacute;meno deve ser visto a partir de uma perspetiva completamente    diferente, j&aacute; que &laquo;o que chama a aten&ccedil;&atilde;o no per&iacute;odo    2000-13 &eacute; o facto de t&atilde;o poucas democracias realmente se terem    desmoronado&raquo;<sup><a href="#53">53</a></sup><a name="top53"></a>, o que    demonstra a resili&ecirc;ncia dos regimes democr&aacute;ticos em tempos t&atilde;o    dif&iacute;ceis.</p>     <p>Em conclus&atilde;o, e tomada isoladamente, esta dimens&atilde;o n&atilde;o    demonstra ainda evid&ecirc;ncias claras de CdD<sup><a href="#54">54</a></sup><a name="top54"></a>.    De facto, mesmo a diminui&ccedil;&atilde;o no n&uacute;mero de democracias nos    dados da Freedom House e do V-DEM foi muito pequena, enquanto o Polity IV, a    Economist Intelligence Unit e o &iacute;ndice Bertelsmann n&atilde;o mostraram    nenhum decl&iacute;nio<sup><a href="#55">55</a></sup><a name="top55"></a>. Na    melhor das hip&oacute;teses, &eacute; poss&iacute;vel apontar para uma inexist&ecirc;ncia    de melhorias ou de aumento do n&uacute;mero de democracias, o que n&atilde;o    &eacute; o mesmo que uma CdD e pode ser interpretado tanto de forma pessimista,    como estagna&ccedil;&atilde;o, ou otimista, como conserva&ccedil;&atilde;o de    ganhos democr&aacute;ticos anteriores.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A CRISE DA DEMOCRACIA A N&Iacute;VEL INTERNACIONAL: A DIMENS&Atilde;O SUBJETIVA</b></p>     <p>Em compara&ccedil;&atilde;o com a dimens&atilde;o anterior, a literatura apresenta    uma perspetiva mais homog&eacute;nea da dimens&atilde;o internacional subjetiva    da CdD. Esta dimens&atilde;o refere-se &agrave; forma como a democracia enquanto    regime pol&iacute;tico &eacute; geralmente vista e avaliada a n&iacute;vel internacional,    sendo que o surgimento de uma CdD &eacute; sinalizado pela perda de prest&iacute;gio    que a democracia desfruta em todo o mundo. Neste caso, a rela&ccedil;&atilde;o    com a dimens&atilde;o interna &eacute; mais diversificada. A dimens&atilde;o    internacional da CdD n&atilde;o &eacute; apenas o resultado agregado dos fen&oacute;menos    que ocorrem no n&iacute;vel interno, mas tamb&eacute;m pode estar relacionada    com a&ccedil;&otilde;es e estrat&eacute;gias implementadas por atores democr&aacute;ticos    e autocr&aacute;ticos. Al&eacute;m disso, os colapsos democr&aacute;ticos n&atilde;o    s&atilde;o indispens&aacute;veis como ocorre com a dimens&atilde;o objetiva,    j&aacute; que uma diminui&ccedil;&atilde;o generalizada da qualidade dos regimes    democr&aacute;ticos pode ser suficiente para afetar a posi&ccedil;&atilde;o    da democracia enquanto sistema pol&iacute;tico a n&iacute;vel internacional.</p>     <p>Enquanto a CdD gerou debates fervorosos e perspetivas diversificadas tanto    a n&iacute;vel interno quanto internacional, uma vis&atilde;o mais homog&eacute;nea    est&aacute; a surgir na literatura, relacionada com a ideia de que o modelo    democr&aacute;tico est&aacute; a sofrer uma perda consistente de prest&iacute;gio    face &agrave;s d&eacute;cadas anteriores. Desde a d&eacute;cada de 1970, e de    forma mais acentuada depois da queda do Muro de Berlim, os regimes autorit&aacute;rios    deixaram de se apresentar como modelos alternativos e melhores do que as democracias    liberais, desafiando o individualismo e o car&aacute;ter ocidental das democracias    com base em vis&otilde;es org&acirc;nicas e corporativistas da sociedade<sup><a href="#56">56</a></sup><a name="top56"></a>.    O <i>Zeitgeist</i> (&laquo;esp&iacute;rito dos tempos&raquo;) moveu-se fortemente    a favor de pr&aacute;ticas e procedimentos liberais, for&ccedil;ando os governos    autorit&aacute;rios a declararem-se como regimes transit&oacute;rios que, dada    a presen&ccedil;a de algumas condi&ccedil;&otilde;es dificultadoras, se moviam    em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; democracia a um ritmo mais lento do que os    outros pa&iacute;ses<sup><a href="#57">57</a></sup><a name="top57"></a>. Francis    Fukuyama estava certo ao afirmar, no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 1990,    que &laquo;o n&uacute;mero aparente de escolhas que os pa&iacute;ses enfrentam    para determinar como se organizar&atilde;o pol&iacute;tica e economicamente    tem diminu&iacute;do ao longo do tempo (...). O que est&aacute; a emergir vitoriosamente,    por outras palavras, n&atilde;o s&atilde;o tanto as pr&aacute;ticas liberais    como a ideia liberal&raquo;<sup><a href="#58">58</a></sup><a name="top58"></a>.    Em suma, a democracia tornou-se o objetivo que todos os pa&iacute;ses buscavam,    j&aacute; que era vista tanto como o padr&atilde;o global de legitimidade pol&iacute;tica    como o &uacute;nico sistema pol&iacute;tico capaz de alcan&ccedil;ar prosperidade    e governan&ccedil;a efetiva.</p>     <p>Segundo Plattner<sup><a href="#59">59</a></sup><a name="top59"></a>, estes    pressupostos foram recentemente questionados por tr&ecirc;s raz&otilde;es principais.    Em primeiro lugar, o decl&iacute;nio dos desempenhos econ&oacute;mico e pol&iacute;tico    das democracias ocidentais, desde e por causa da crise financeira de 2008, tornou    o modelo democr&aacute;tico menos apetec&iacute;vel de ser imitado por outros    pa&iacute;ses em todo o mundo: a democracia parecia nem sempre e de forma autom&aacute;tica    conduzir &agrave; prosperidade e a uma governan&ccedil;a eficaz. Em segundo    lugar, os sucessos econ&oacute;micos e pol&iacute;ticos de alguns pa&iacute;ses    autorit&aacute;rios como a China, capazes de alcan&ccedil;ar um crescimento    econ&oacute;mico surpreendente sem introduzir reformas democr&aacute;ticas,    vieram refor&ccedil;ar a ideia de que a democracia n&atilde;o &eacute; o &uacute;nico    nem, talvez, o melhor modelo para alcan&ccedil;ar a prosperidade. Al&eacute;m    disso, a China e outros pa&iacute;ses como a R&uacute;ssia, a Ar&aacute;bia    Saudita e o Ir&atilde;o est&atilde;o a contrabalan&ccedil;ar cada vez mais a    assist&ecirc;ncia das democracias ocidentais a pa&iacute;ses do Terceiro Mundo,    recorrendo a recursos financeiros e outros benef&iacute;cios que n&atilde;o    est&atilde;o ligados a condicionalismos de avan&ccedil;os democr&aacute;ticos.    Em terceiro lugar surge a mudan&ccedil;a no equil&iacute;brio geopol&iacute;tico    entre as democracias e os seus rivais, agudizada pelo recuo dos Estados Unidos    na arena internacional, pelo fracasso da Primavera &Aacute;rabe, pela tentativa    frustrada de estimular institui&ccedil;&otilde;es democr&aacute;ticas no M&eacute;dio    Oriente e a relacionada ascens&atilde;o do Estado Isl&acirc;mico, bem como pelas    pol&iacute;ticas de poder &laquo;duro&raquo; empregadas tanto pela China no    mar da China Oriental e Meridional como pela R&uacute;ssia na Ucr&acirc;nia.</p>     <p>Uma perspetiva semelhante &eacute; expressa por Carothers<sup><a href="#60">60</a></sup><a name="top60"></a>,    que defende que &laquo;as dificuldades da democracia nos Estados Unidos e na    Europa prejudicaram muito a posi&ccedil;&atilde;o da democracia aos olhos de    muitas pessoas em todo o mundo&raquo;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O mesmo ponto de vista &eacute; articulado por Diamond<sup><a href="#61">61</a></sup><a name="top61"></a>,    que sublinha em particular o papel desempenhado pelos Estados Unidos neste processo.    Segundo o autor, os sinais evidentes de uma governan&ccedil;a ineficaz da democracia    nos Estados Unidos (isto &eacute;, a paralisa&ccedil;&atilde;o do governo federal    em 2013) e o decl&iacute;nio da confian&ccedil;a nas suas principais institui&ccedil;&otilde;es    contribu&iacute;ram grandemente para o decl&iacute;nio do prest&iacute;gio do    modelo democr&aacute;tico a n&iacute;vel internacional. Al&eacute;m disso, a    promo&ccedil;&atilde;o da democracia por parte dos Estados Unidos, que representou    uma das principais for&ccedil;as por detr&aacute;s da difus&atilde;o de regimes    democr&aacute;ticos durante a terceira vaga, parece n&atilde;o ser mais uma    prioridade da pol&iacute;tica externa dos Estados Unidos, que aparenta ser quase    totalmente motivada por quest&otilde;es relacionadas com a seguran&ccedil;a    nacional e a estabilidade do sistema internacional. Diamond enfatiza de forma    significativa que &laquo;a apatia e a in&eacute;rcia da Europa e dos Estados    Unidos podem reduzir significativamente as barreiras a novas revers&otilde;es    democr&aacute;ticas e ao fortalecimento autorit&aacute;rio em muitos outros    Estados&raquo;<sup><a href="#62">62</a></sup><a name="top62"></a>.</p>     <p>Em conclus&atilde;o, a literatura apresenta um amplo consenso acerca de uma    diminui&ccedil;&atilde;o, ainda incipiente mas de consolida&ccedil;&atilde;o    r&aacute;pida, do prest&iacute;gio do modelo democr&aacute;tico a n&iacute;vel    internacional, o que sinaliza a presen&ccedil;a de uma CdD subjetiva internacional.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>CONCLUS&Atilde;O</b></p>     <p>Com base nesta an&aacute;lise breve e seletiva da literatura sobre a tese da    CdD, &eacute; poss&iacute;vel chegar apenas a conclus&otilde;es provis&oacute;rias,    uma vez que os debates atuais parecem ainda atravessados por quest&otilde;es    metodol&oacute;gicas e te&oacute;ricas sobre o que &eacute; a CdD e quais os    seus referentes emp&iacute;ricos. Al&eacute;m disso, seria necess&aacute;ria    uma maior quantidade de an&aacute;lises emp&iacute;ricas comparativas para se    chegar a conclus&otilde;es mais robustas sobre as peculiaridades e causas deste    fen&oacute;meno.</p>     <p>No geral, parece haver dados suficientes para apoiar a tese de que existe apenas    uma CdD incipiente e muito moderada ao n&iacute;vel das dimens&otilde;es objetivas    internas e internacionais analisadas acima. Nas dimens&otilde;es subjetivas,    a CdD parece ser mais profunda, revelando uma perce&ccedil;&atilde;o pessimista    sobre o futuro da democracia por parte dos cidad&atilde;os, elites pol&iacute;ticas    e especialistas, que nem sempre &eacute; inteiramente justificada por evid&ecirc;ncias    emp&iacute;ricas.</p>     <p>No entanto, v&aacute;rios fatores e considera&ccedil;&otilde;es podem justificar,    pelo menos em parte, esta vis&atilde;o pessimista sobre o futuro da democracia.    Na sec&ccedil;&atilde;o sobre a dimens&atilde;o interna objetiva, foi enfatizada    uma tend&ecirc;ncia para a eros&atilde;o da qualidade das democracias liberais    e eleitorais, apenas parcialmente contrabalan&ccedil;ada pelo crescimento dos    autoritarismos eleitorais e pelo decl&iacute;nio contestado das autocracias    fechadas, o que pode ser verdade de um ponto de vista quantitativo mas n&atilde;o    qualitativamente, se for considerada a consolida&ccedil;&atilde;o autorit&aacute;ria    em casos cruciais como a R&uacute;ssia, a China, a Ar&aacute;bia Saudita e o    Ir&atilde;o. Esta situa&ccedil;&atilde;o pode levar a uma esp&eacute;cie de    hibridiza&ccedil;&atilde;o dos regimes pol&iacute;ticos futuros, caracterizada    por uma maior volatilidade e um n&uacute;mero crescente de mudan&ccedil;as de    regime, cuja dire&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica ou autorit&aacute;ria    depender&aacute;, em maior medida, do tipo de l&iacute;deres que ir&atilde;o    surgir no futuro pr&oacute;ximo e das condi&ccedil;&otilde;es estruturais a    n&iacute;vel nacional e internacional.</p>     <p>Em ambos os casos, o futuro n&atilde;o se avizinha brilhante. De facto, a ascens&atilde;o    de l&iacute;deres populistas parece ter-se tornado uma realidade consolidada    no mundo atual, sendo que at&eacute; mesmo as democracias consolidadas s&atilde;o    cada vez mais afetadas por este fen&oacute;meno. Em termos de condi&ccedil;&otilde;es    estruturais, a crise econ&oacute;mica de 2008 revelou as fraquezas das democracias    ocidentais face a alguns pa&iacute;ses autorit&aacute;rios como a China, que    teve um desempenho muito melhor e demonstrou que a democracia n&atilde;o &eacute;    o &uacute;nico e talvez nem mesmo o melhor sistema pol&iacute;tico para alcan&ccedil;ar    prosperidade e uma governan&ccedil;a eficaz. Al&eacute;m disso, a crise econ&oacute;mica    levou a uma maior politiza&ccedil;&atilde;o de outros fatores estruturais como    etnia, religi&atilde;o, desigualdade, migra&ccedil;&atilde;o, etc., com efeitos    potencialmente negativos sobre os regimes democr&aacute;ticos. Ao mesmo tempo,    se as democracias ocidentais est&atilde;o a reduzir de forma consistente as    suas atividades de promo&ccedil;&atilde;o da democracia, os pa&iacute;ses autorit&aacute;rios    est&atilde;o a aumentar o seu papel e a sua capacidade de influ&ecirc;ncia nos    pa&iacute;ses do Terceiro Mundo, resultando num enfraquecimento das j&aacute;    de si fr&aacute;geis tend&ecirc;ncias democr&aacute;ticas nesses estados. Com    estes novos condicionalismos, a democracia parece estar a perder grande parte    da sua atratividade e, quando desmoronar, pode haver menos interesse em que    seja restaurada.</p>     <p>Em conclus&atilde;o, as condi&ccedil;&otilde;es que levaram &agrave; dissemina&ccedil;&atilde;o    da democracia durante a terceira vaga parecem estar a mudar, enfraquecendo a    estrutura de incentivos que levou muitos estados a permanecerem ou a tornarem-se    democr&aacute;ticos, e resultando em menos e mais fracos ant&iacute;dotos para    o v&iacute;rus autorit&aacute;rio.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>     <p>ALEXANDER, Amy C., e Welzel, Christian &ndash; The Myth of Deconsolidation:    Rising Liberalism and the Populist Reaction. (Consultado em: 27 de abril de    2018). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.journalofdemocracy.org/sites/default/files/media/Journal%20of%20Democracy%20Web%20Exchange%20-%20Alexander%20and%20Welzel.pdf" target="_blank">https://www.journalofdemocracy.org/sites/default/files/media/Journal%20of%20Democracy%20Web%20Exchange%20-%20Alexander%20and%20Welzel.pdf</a>.</p>     <p>AMBROSIO, Thomas &ndash; &laquo;Constructing a framework of authoritarian diffusion:    concepts, dynamics, and future research&raquo;. In International Studies Perspective.    Vol. 11, N.o 4, 2010, pp. 375-392. doi: <a href="https://doi.org/10.1111/j.1528-3585.2010.00411.x" target="_blank">https://doi.    org/10.1111/j.1528-3585.2010.00411.x</a>.</p>     <p>BERMEO, Nancy &ndash; &laquo;On democratic backsliding&raquo;. In Journal of    Democracy. Vol. 27, N.o 1, 2016, pp. 5-19. doi: <a href="https://doi.org/10.1353/jod.2016.0012" target="_blank">https://doi.    org/10.1353/jod.2016.0012</a>.</p>     <p>BRINKS, Daniel, e Coppedge, Michael &ndash; &laquo;Diffusion is no illusion.    neighbor emulation in the third wave of democracy&raquo;. In Comparative Political    Studies. Vol. 39, N.o 4, 2006, pp. 463 -489. doi: <a href="https://doi.org/10.1177/0010414005276666" target="_blank">https://doi.    org/10.1177/0010414005276666</a>.</p>     <p>BROWNLEE, Jason &ndash; &laquo;The limited reach of authoritarian powers&raquo;.    In Democratization. Vol. 26, N.o 7, 2017, pp. 1326-1344. doi: <a href="https://doi.org/10.1080/13510347.2017.1287175" target="_blank">https://doi.org/10.1080/13510347.2017.1287175</a>.</p>     <p>BRUMBERG, Daniel &ndash; &laquo;The trap of liberalized autocracy&raquo;. In    Journal of Democracy. Vol. 13, N.o 4, 2002, pp. 56-68. doi: <a href="https://doi.org/10.1353/jod.2002.0064" target="_blank">https://doi.org/10.1353/jod.2002.0064</a>.</p>     <p>CAROTHERS, Thomas &ndash; &laquo;The end of the transition paradigm&raquo;.    In Journal of Democracy. Vol. 13, N.o 1, 2002, pp. 5-21. doi: <a href="https://doi.org/10.1353/jod.2002.0003" target="_blank">https://doi.org/10.1353/jod.2002.0003</a>.</p>     <p>CAROTHERS, Thomas &ndash; &laquo;Democracy aid at 25: time to choose&raquo;.    In Journal of Democracy. Vol. 26, N.o 1, 2015, pp. 59-73. doi: <a href="https://doi.org/10.1353/jod.2015.0010" target="_blank">https://doi.org/10.1353/jod.2015.0010</a>.</p>     <p>CASTALDO, Antonino, e Pinna, Alessandra &ndash; &laquo;De-Europeanization in    the Balkans. Media freedom in post-Milo&scaron;evic Serbia&raquo;. In European    Politics and Society. Vol. 19, N.o 3, 2018, pp. 264-281. doi: <a href="https://doi.org/10.1080/23745118.2017.1419599" target="_blank">https://doi.    org/10.1080/23745118.2017.1419599</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>CORNELL, Agnes, M&oslash;ller, J&oslash;rgen, e Skaaning, Svend-Erik &ndash;    &laquo;The real lessons of the interwar years&raquo;. In Journal of Democracy.    Vol. 28, N.o 3, 2017, pp. 14-28. doi: <a href="https://doi.org/10.1353/jod.2017.0040" target="_blank">https://doi.org/10.1353/jod.2017.0040</a>.</p>     <p>CROISSANT, Aurel, e Merkel, Wolfgang (eds.) &ndash; Consolidated or Defective    Democracy? Problems of Regime Change. Londres: Taylor &amp; Francis, 2004.</p>     <p>CROZIER, Michel J., Huntington, Samuel P., e Watanuki, Joji &ndash; The Crisis    of Democracy. Report on the Governability of Democracies to the Trilateral Commission.    Nova York, ny: New York University Press, 1975.</p>     <p>DAHL, Robert A. &ndash; Polyarchy. Participation and Opposition. New Haven,    ct: Yale University Press, 1971.</p>     <p>DALTON, Russell J. &ndash; Democratic Challenges, Democratic Choices, the Erosion    of Political Support in Advanced Industrial Democracies. Oxford: Oxford University    Press, 2004.</p>     <p>DIAMOND, Larry &ndash; &laquo;The democratic rollback. the resurgence of the    predatory state&raquo;. In Foreign Affairs. Vol. 87, N.o 2, 2008, pp. 36-48.    doi: <a href="http://www.jstor.org/stable/20032579" target="_blank">http://www.jstor.org/stable/20032579</a>.</p>     <p>DIAMOND, Larry &ndash; &laquo;Facing up to democratic recession&raquo;. In    Journal of Democracy. Vol. 26, N.o 1, 2015, pp. 141-155. doi: <a href="https://doi.org/10.1353/jod.2015.0009" target="_blank">https://doi.org/10.1353/jod.2015.0009</a>.</p>     <p>FOA, Roberto S., e Mounk, Yascha &ndash; &laquo;The democratic disconnect&raquo;.    In Journal of Democracy. Vol. 27, N.o 3, 2016, pp. 5-17. doi: <a href="https://doi.org/10.1353/jod.2016.0049" target="_blank">https://doi.org/10.1353/jod.2016.0049</a>.</p>     <p>FOA, Roberto S., e Mounk, Yascha &ndash; &laquo;The signs of deconsolidation&raquo;.    In Journal of Democracy. Vol. 28, N.o 1, 2017, pp. 5-15. doi: <a href="https://doi.org/10.1353/jod.2017.0000" target="_blank">https://doi.org/10.1353/jod.2017.0000</a>.</p>     <p>FOA, Roberto S., e Mounk, Yascha &ndash; The End of the Consolidation Paradigm:    A Response to Our Critics. 2017b. (Consultado em: 27 de abril de 2018). Dispon&iacute;vel    em: <a href="https://www.journalofdemocracy.org/article/end-transition-paradigm" target="_blank">https://www.journalofdemocracy.org/article/end-transition-paradigm</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>FUKUYAMA, Francis &ndash; The End of History and the Last Man. Londres: Penguin    Books, 1992.</p>     <p>GRILLI DI CORTONA, Pietro, pisciotta, Barbara, e Terzuolo, Erik. R. (eds.)    &ndash; Crisis and Breakdown of Non-Democratic Regimes: Lessons from the Third    Wave. Washington, dc: New Academia Publishing, 2016, pp. 21-55.</p>     <p>HABERMAS, J&uuml;rgen &ndash; Legitimation Crisis. Boston: Beacon Press, 1975.</p>     <p>Held, David &ndash; Models of Democracy. Oxford: Polity Press /Blackwell Publishers,    1996.</p>     <p>KEANE, John &ndash; The Life and Death of Democracy. Nova York, ny: Simon &amp;    Schuster, 2009.</p>     <p>LEVITSKY, Steven, e Loxton, James&ndash; &laquo;Populism and competitive authoritarianism    in the Andes&raquo;. In Democratization. Vol. 20, N.o 1, 2013, pp. 107-136.    doi: <a href="https://doi.org/10.1080/13510347.2013.738864" target="_blank">https://doi.org/10.1080/13510347.2013.738864</a>.</p>     <p>LEVITSKY, Steven, e Way, Lucan&ndash; &laquo;The rise of comparative authoritarianism&raquo;.    In Journal of Democracy. Vol. 13, N.o 2, 2002, pp. 51-65. doi: <a href="https://doi.org/10.1353/%20jod.2002.0026" target="_blank">https://doi.org/10.1353/    jod.2002.0026</a>.</p>     <p>LEVITSKY, Steven, e Way, Lucan &ndash; Competitive Authoritarianism: Hybrid    Regimes after the Cold War. Nova York: Cambridge University Press, 2010.</p>     <p>LEVITSKY, Steven, e Way, Lucan &ndash; &laquo;The myth of democratic recession&raquo;.    In Journal of Democracy. Vol. 26, N.o 1, 2015, pp. 45-58. doi: <a href="https://doi.org/10.1353/jod.2015.0007" target="_blank">https://doi.org/10.1353/jod.2015.0007</a>.</p>     <p>LINDBERG, Staffan I. (ed.) &ndash; Democratization by Elections. Baltimore:    The Johns Hopkins University Press, 2009.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>LINZ, Juan &ndash; The Breakdown of Democratic Regimes: Crisis, Breakdown,    and Reequilibration. Baltimore: The Johns Hopkins University Press, 1978.</p>     <p>LINZ, Juan, e Stepan, Alfred &ndash; Problems of Democratic Transition and    Consolidation: Southern Europe, South America, and PostCommunist Europe. Baltimore:    The Johns Hopkins University Press, 1996.</p>     <p>L&Uuml;HRMANN, Anna, Lindberg, Staffan I., Mechkova, Valeriya, Olin, Moa, Piccinelli    Casagrande, Francesco, Sanhueza Petrarca, Constanza, e Saxer, Laura&ndash; Democracy    at Dusk? V-DEM Annual Report 2017. Gotemburgo: V-DEM Institute, 2017.</p>     <p>LUST, Ellen, e Waldner, David &ndash; &laquo;Unwelcome Change: Understanding,    Evaluating, and Extending Theories of Democratic Backsliding&raquo;. usaid Research    and Innovation Grants Working Papers Series, 2015.</p>     <p>MCFAUL, Michael &ndash; &laquo;The fourth wave of democracy and dictatorship:    noncooperative transitions in the postcommunist world&raquo;. In World Politics.    Vol. 54, N.o 2, 2002, pp. 212-244. doi: <a href="https://doi.org/10.1353/wp.2002.0004" target="_blank">https://doi.org/10.1353/wp.2002.0004</a>.</p>     <p>MECHKOVA, Valeriya, L&uuml;hrmann, Anna, e Lindberg, Staffan I. &ndash; &laquo;How    much democratic backsliding?&raquo;. In Journal of Democracy. Vol. 28, N.o 4,    2017, pp. 162-168. doi: <a href="https://doi.org/10.1353/jod.2017.0075" target="_blank">https://doi.org/10.1353/jod.2017.0075</a>.</p>     <p>MERKEL, Wolfgang &ndash; &laquo;Are dictatorship returning? Revisiting the    &ldquo;democratic rollback&rdquo; hypothesis&raquo;. In Contemporary Politics.    Vol. 16, N.o 1, 2010, pp. 17-31. doi: <a href="https://doi.org/10.1080/13569771003593839" target="_blank">https://doi.org/10.1080/13569771003593839</a>.</p>     <p>NORRIS, Pippa &ndash; &laquo;Is Western democracy backsliding? Diagnosing the    risks&raquo; (Consultado em: 27 de abril de 2018). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.journalofdemocracy.org/sites/default/files/media/Journal%20of%20Democracy%20Web%20Exchange%20-%20Norris_0.pdf" target="_blank">https://www.journalofdemocracy.org/sites/default/files/media/Journal%20of%20Democracy%20Web%20Exchange%20-%20Norris_0.pdf</a>.</p>     <p>O&rsquo;DONNELL, Guillermo &ndash; &laquo;Horizontal accountability in new    democracies&raquo;. In Journal of Democracy. Vol. 9, N.o 3, 1998, pp. 112-126.    doi: <a href="https://doi.org/10.1353/jod.1998.0051" target="_blank">https://doi.org/10.1353/jod.1998.0051</a>.</p>     <p>PHARR, Susan J., e Putnam, Robert D. (eds.) &ndash; Disaffected Democracies?    What&rsquo;s Troubling the Trilateral Countries?. Princeton: Princeton University    Press, 2000.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>PLATTNER, Marc &ndash; &laquo;The end of the transitions era?&raquo;. In Journal    of Democracy. Vol. 25, N.o 3, 2014, pp. 5-16. doi: <a href="https://doi.org/10.1353/jod.2014.0053" target="_blank">https://doi.org/10.1353/jod.2014.0053</a>.</p>     <p>PLATTNER, Marc &ndash; &laquo;Is democracy in decline?&raquo;. In Journal of    Democracy. Vol. 26, N.o 1, 2015, pp. 5-10. doi: <a href="https://doi.org/10.1353/jod.2015.0014" target="_blank">https://doi.org/10.1353/jod.2015.0014</a>.</p>     <p>PRZEWORSKI, Adam, Alvarez, Michael E., Cheibub, Jos&eacute; A. e Limongi, Fernando    &ndash; Democracy and Development: Political Institutions and Well-Being in    the World, 1950-1990. Cambridge: Cambridge University Press, 2000.</p>     <p>PRZEWORSKI, Adam, e Limongi, Fernando &ndash; &laquo;Modernization: theories    and facts&raquo;. In World Politics. Vol. 49, N.o 2, 1997, pp. 155-183. doi:    <a href="https://doi.org/10.1353/wp.1997.0004" target="_blank">https://doi.org/10.1353/wp.1997.0004</a>.</p>     <p>SCHEDLER, Andreas (ed.) &ndash; Electoral Authoritarianism: The Dynamics of    Unfree Competition. Boulder, co: Lynne Rienner, 2006.</p>     <p>VOETEN, Erik &ndash; Are People Really Turning Away from Democracy?. (Consultado    em: 27 de abril de 2018). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://journalofdemocracy.org/sites/default/files/media/Journal%20of%20Democracy%20%20Web%20Exchange%20%20 Voeten_0.pdf" target="_blank">http://journalofdemocracy.org/sites/default/files/media/Journal%20of%20Democracy%20    Web%20Exchange%20%20 Voeten_0.pdf</a></p>     <p>WHITEHEAD, Lawrence (ed.) &ndash; The International Dimensions of Democratization:    Europe and the Americas. Oxford: Oxford University Press, 1996.</p>     <p>ZAKARIA, Fareed &ndash; &laquo;The rise of illiberal democracy&raquo;. In Foreign    Affairs. Vol. 76, N.o 6, 1997, pp. 22-43. doi: <a href="https://doi.org/10.2307/20048274" target="_blank">https://doi.org/10.2307/20048274</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Data de rece&ccedil;&atilde;o: 30 de maio de 2018 | Data de aprova&ccedil;&atilde;o:    21 de junho de 2018</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> MERKEL, Wolfgang &ndash; &laquo;Are    dictatorship returning? Revisiting the &ldquo;democratic rollback&rdquo; hypothesis&raquo;.    In <i>Contemporary Politics</i>. Vol. 16, N.o 1, 2010, pp. 17-31.</p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> CAROTHERS, Thomas &ndash;    &laquo;The end of the transition paradigm&raquo;. In <i>Journal of Democracy</i>.    Vol. 13, N.o 1, 2002, pp. 5-21.</p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> ZAKARIA, Fareed &ndash; &laquo;The    rise of illiberal democracy&raquo;. In <i>Foreign Affairs</i>. Vol. 76, N.o    6, 1997, pp. 22-43.</p>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> O&rsquo;DONNELL, Guillermo    &ndash; &laquo;Horizontal accountability in new democracies&raquo;. In <i>Journal    of Democracy</i>. Vol. 9, N.o 3, 1998, pp. 112-126.</p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> MERKEL, Wolfgang &ndash; &laquo;Embedded    and defective democracies&raquo;. In CROISSANT, Aurel, e MERKEL, Wolfgang (eds.)    <i>&ndash; Consolidated or Defective Democracy? Problems of Regime Change</i>.    Londres: Taylor &amp; Francis, 2004.</p>     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> SCHEDLER, Andreas (ed.) &ndash;    <i>Electoral Authoritarianism: The Dynamics of Unfree Competition</i>. Boulder,    co: Lynne Rienner, 2006.</p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> LEVITSKY, Steven, e WAY, Lucan&ndash;    &laquo;The rise of comparative authoritarianism&raquo;. In <i>Journal of Democracy.</i>    Vol. 13, N.o 2, 2002, pp. 51-65; LEVITSKY, Steven, e WAY, Lucan - <i>Competitive    Authoritarianism: Hybrid Regimes after the Cold War</i>. Nova York: Cambridge    University Press, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=615775&pid=S1645-9199201800030000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> BRUMBERG, Daniel &ndash; &laquo;The    trap of liberalized autocracy&raquo;. In <i>Journal of Democracy</i>. Vol. 13,    N.o 4, 2002, pp. 56-68.</p>     <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> DIAMOND, Larry &ndash; &laquo;The    democratic rollback. the resurgence of the predatory state&raquo;. In <i>Foreign    Affairs</i>. Vol. 87, N.o 2, 2008, pp. 36-48.</p>     <p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> FOA, Roberto S., e MOUNK,    Yascha &ndash; &laquo;The democratic disconnect&raquo;. In <i>Journal of Democracy.</i>    Vol. 27, N.o 3, 2016, pp. 5-17; FOA, Roberto S., e MOUNK, Yascha &ndash; &laquo;The    signs of deconsolidation&raquo;. <i>In Journal of Democracy</i>. Vol. 28, N.o    1, 2017, pp. 5-15; FOA, Roberto S., e MOUNK, Yascha &ndash; <i>The End of the    Consolidation Paradigm: A Response to Our Critics</i>. 2017. (Consultado em:    27 de abril de 2018). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.journalofdemocracy.org/sites/default/files/media/Journal%20of%20Democracy%20Web%20Exchange%20-%20Foa%20and%20Mounk%20reply--2_0.pdf" target="_blank">https://www.journalofdemocracy.org/sites/default/files/media/Journal%20of%20Democracy%20Web%20Exchange%20-%20Foa%20and%20Mounk%20reply--2_0.pdf</a>.</p>     <p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> MCFAUL, Michael &ndash;    &laquo;The fourth wave of democracy and dictatorship: noncooperative transitions    in the postcommunist world&raquo;. In World Politics. Vol. 54, N.o 2, 2002,    pp. 212--244; Brinks, Daniel, e Coppedge, Michael - Diffusion is no illusion.    Neighbor emulation in the third wave of democracy&raquo;. In Comparative Political    Studies. Vol. 39, N.o 4, 2006, pp. 463-489; Levitsky, Steven, e Loxton, James&ndash;    &laquo;Populism and competitive authoritarianism in the Andes&raquo;. In Democratization.    Vol. 20, N.o 1, 2013, pp. 107-136.</p>     <p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup> AMBROSIO, Thomas &ndash;    &laquo;Constructing a framework of authoritarian diffusion: concepts, dynamics,    and future research&raquo;. In International Studies Perspective. Vol. 11, N.o    4, 2010, pp. 375-392.</p>     <p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> LUST, Ellen, e Waldner,    David &ndash; &laquo;Unwelcome Change: Understanding, Evaluating, and Extending    Theories of Democratic Backsliding&raquo;. US AID Research and Innovation Grants    Working Papers Series, 2015, p. 10.</p>     <p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> KEANE, John &ndash; The    Life and Death of Democracy. Nova York, ny: Simon &amp; Schuster, 2009; Held,    David &ndash; Models of Democracy. Oxford: Polity Press / Blackwell Publishers,    1996.</p>     <p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup> HABERMAS, J&uuml;rgen &ndash;    Legitimation Crisis. Boston: Beacon Press, 1975.</p>     <p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup> CROZIER, Michel J., Huntington,    Samuel P., e Watanuki, Joji &ndash; The Crisis of Democracy. Report on the Governability    of Democracies to the Trilateral Commission. Nova York, ny: New York University    Press, 1975.</p>     <p><Sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></Sup> LINZ, Juan &ndash; The    Breakdown of Democratic Regimes: Crisis, Breakdown, and Reequilibration. Baltimore:    The Johns Hopkins University Press, 1978.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></Sup> HUNTINGTON, Samuel P. &ndash;    &laquo;The United States&raquo;. In Crozier, Michel J., Huntington, Samuel P.,    e Watanuki, Joji &ndash; The Crisis of Democracy, pp. 59-113.</p>     <p><Sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></Sup> <i>Ibidem</i>, pp. 74-76.</p>     <p><Sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></Sup> Ver tamb&eacute;m CROZIER,    Michel J., Huntington, Samuel P., e Watanuki, Joji &ndash; The Crisis of Democracy.</p>     <p><Sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></Sup> HABERMAS, J&uuml;rgen &ndash;    Legitimation Crisis.</p>     <p><Sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></Sup> LINZ, Juan &ndash; The    Breakdown of Democratic Regimes, pp. 75-77.</p>     <p><Sup><a name="23"></a><a href="#top23">23</a></Sup> CORNELL, Agnes, M&oslash;ller,    J&oslash;rgen, e Skaaning, Svend-Erik &ndash; &laquo;The real lessons of the    interwar years&raquo;. In Journal of Democracy. Vol. 28, N.o 3, 2017, pp. 14-28.</p>     <p><Sup><a name="24"></a><a href="#top24">24</a></Sup> WHITEHEAD, Lawrence (ed.)    &ndash; The International Dimensions of Democratization: Europe and the Americas.    Oxford: Oxford University Press, 1996.</p>     <p><Sup><a name="25"></a><a href="#top25">25</a></Sup> BERMEO, Nancy &ndash; &laquo;On    democratic backsliding&raquo;. In Journal of Democracy. Vol. 27, N.o 1, 2016,    pp. 5-19.</p>     <p><Sup><a name="26"></a><a href="#top26">26</a></Sup> LUST, Ellen, e Waldner,    David &ndash; &laquo;Unwelcome Change&raquo;, p. 3.</p>     <p><Sup><a name="27"></a><a href="#top27">27</a></Sup> LINDBERG, Staffan I. (ed.)    &ndash; Democratization by Elections. Baltimore: The Johns Hopkins University    Press, 2009, p. 12.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="28"></a><a href="#top28">28</a></Sup> DAHL, Robert A. &ndash;    Polyarchy. Participation and Opposition. New Haven, ct: Yale University Press,    1971.</p>     <p><Sup><a name="29"></a><a href="#top29">29</a></Sup> MECHKOVA, Valeriya, L&uuml;hrmann,    Anna, e Lindberg, Staffan I. &ndash; &laquo;How much democratic backsliding?&raquo;.    In Journal of Democracy. Vol. 28, N.o 4, 2017, pp. 162-168.</p>     <p><Sup><a name="30"></a><a href="#top30">30</a></Sup> CASTALDO, Antonino, e Pinna,    Alessandra &ndash; &laquo;De-Europeanization in the Balkans. Media freedom in    post-Milo&scaron;evic Serbia&raquo;. In European Politics and Society. Vol.    19, N.o 3, 2018, pp. 264-281.</p>     <p><Sup><a name="31"></a><a href="#top31">31</a></Sup> BERMEO, Nancy &ndash; &laquo;On    democratic backsliding&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="32"></a><a href="#top32">32</a></Sup> LINZ, Juan, e Stepan, Alfred    &ndash; Problems of Democratic Transition and Consolidation: Southern Europe,    South America, and Post Communist Europe. Baltimore: The Johns Hopkins University    Press, 1996.</p>     <p><Sup><a name="33"></a><a href="#top33">33</a></Sup> PHARR, Susan J., e Putnam,    Robert D. (eds.) &ndash; Disaffected Democracies? What&rsquo;s Troubling the    Trilateral Countries?. Princeton: Princeton University Press, 2000, pp. 19-22.</p>     <p><Sup><a name="34"></a><a href="#top34">34</a></Sup> DALTON, Russell J. &ndash;    Democratic Challenges, Democratic Choices, the Erosion of Political Support    in Advanced Industrial Democracies. Oxford: Oxford University Press, 2004, p.    41.</p>     <p><Sup><a name="35"></a><a href="#top35">35</a></Sup> FOA, Roberto S., e Mounk,    Yascha &ndash; &laquo;The democratic disconnect&raquo;; Foa, Roberto S., e Mounk,    Yascha &ndash; &laquo;The signs of deconsolidation&raquo;; Foa, Roberto S.,    e Mounk, Yascha &ndash; The End of the Consolidation Paradigm.</p>     <p><Sup><a name="36"></a><a href="#top36">36</a></Sup> ALEXANDER, Amy C., e Welzel,    Christian &ndash; The Myth of Deconsolidation: Rising Liberalism and the Populist    Reaction. (Consultado em: 27 de abril de 2018). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.journalofdemocracy.org/sites/default/files/media/Journal%20of%20Democracy%20Web%20Exchange%20-%20Alexander%20and%20Welzel.pdf" target="_blank">https://www.journalofdemocracy.org/sites/default/files/media/Journal%20of%20Democracy%20Web%20Exchange%20-%20Alexander%20and%20Welzel.pdf</a>.</p>     <p><Sup><a name="37"></a><a href="#top37">37</a></Sup> NORRIS, Pippa &ndash; &laquo;Is    Western democracy backsliding? Diagnosing the risks&raquo; (Consultado em: 27    de abril de 2018). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://journalofdemocracy.org/sites/default/files/media/Journal%20of%20Democracy%20Web%20Exchange%20%20Norris_0.pdf" target="_blank">http://journalofdemocracy.org/sites/default/files/media/Journal%20of%20Democracy%20Web%20Exchange%20%20Norris_0.pdf</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="38"></a><a href="#top38">38</a></Sup> VOETEN, Erik &ndash; Are    People Really Turning Away from Democracy?. (Consultado em: 27 de abril de 2018).    Dispon&iacute;vel em: <a title="https://www.journalofdemocracy.org/sites/default/files/media/Journal%20of%20Democracy%20Web%20Exchange%20-%20Voeten_0.pdf" href="https://www.journalofdemocracy.org/sites/default/files/media/Journal%20of%20Democracy%20Web%20Exchange%20-%20Voeten_0.pdf" target="_blank">http://journalofdemocracy.org/sites/default/files/media/Journal%20of%20Democracy%20    Web%20Exchange%20-%20Voeten_0.pdf</a>.</p>     <p><Sup><a name="39"></a><a href="#top39">39</a></Sup> ALEXANDER, Amy C., e Welzel,    Christian &ndash; The Myth of Deconsolidation.</p>     <p><Sup><a name="40"></a><a href="#top40">40</a></Sup> VOETEN, Erik &ndash; Are    People Really Turning Away from Democracy?.</p>     <p><Sup><a name="41"></a><a href="#top41">41</a></Sup> NORRIS, Pippa &ndash; &laquo;Is    Western democracy backsliding?&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="42"></a><a href="#top42">42</a></Sup> FOA, Roberto S., e Mounk,    Yascha &ndash; The End of the Consolidation Paradigm.</p>     <p><Sup><a name="43"></a><a href="#top43">43</a></Sup> Citado em LEVITSKY, Steven,    e Way, Lucan &ndash; &laquo;The myth of democratic recession&raquo;. In Journal    of Democracy. Vol. 26, N.o 1, 2015, pp. 45-58.</p>     <p><Sup><a name="44"></a><a href="#top44">44</a></Sup> PLATTNER, Marc &ndash;    &laquo;The end of the transitions era?&raquo;. In Journal of Democracy. Vol.    25, N.o 3, 2014, p. 13.</p>     <p><Sup><a name="45"></a><a href="#top45">45</a></Sup> DIAMOND, Larry &ndash;    &laquo;Facing up to democratic recession&raquo;. In Journal of Democracy. Vol.    26, N.o 1, 2015, p. 153.</p>     <p><Sup><a name="46"></a><a href="#top46">46</a></Sup> <i>Ibidem</i>.</p>     <p><Sup><a name="47"></a><a href="#top47">47</a></Sup> BERMEO, Nancy &ndash; &laquo;On    democratic backsliding&raquo;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="48"></a><a href="#top48">48</a></Sup> BROWNLEE, Jason &ndash;    &laquo;The limited reach of authoritarian powers&raquo;. In Democratization.    Vol. 26, N.o 7, 2017, pp. 1326-1344.</p>     <p><Sup><a name="49"></a><a href="#top49">49</a></Sup> PRZEWORSKI, Adam, e Limongi,    Fernando &ndash; &laquo;Modernization: theories and facts&raquo;. In World Politics.    Vol. 49, N.o 2, 1997, pp. 155-183; Przeworski, Adam, Alvarez, Michael E., Cheibub,    Jos&eacute; A. e Limongi, Fernando &ndash; Democracy and Development: Political    Institutions and WellBeing in the World, 1950-1990. Cambridge: Cambridge University    Press, 2000.</p>     <p><Sup><a name="50"></a><a href="#top50">50</a></Sup> MECHKOVA, Valeriya, L&uuml;hrmann,    Anna, e Lindberg, Staffan I. &ndash; &laquo;How much democratic backsliding?&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="51"></a><a href="#top51">51</a></Sup> LEVITSKY, Steven, e Way,    Lucan &ndash; &laquo;The myth of democratic recession&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="52"></a><a href="#top52">52</a></Sup> <i>Ibidem</i>, p. 53.</p>     <p><Sup><a name="53"></a><a href="#top53">53</a></Sup> <i>Ibidem</i>, p. 47.</p>     <p><Sup><a name="54"></a><a href="#top54">54</a></Sup> L&Uuml;HRMANN, Anna, Lindberg,    Staffan I., Mechkova, Valeriya, Olin, Moa, Piccinelli Casagrande, Francesco,    Sanhueza Petrarca, Constanza, e Saxer, Laura&ndash; Democracy at Dusk? V-DEM    Annual Report 2017. Gotemburgo: V-DEM Institute, 2017; Mechkova, Valeriya, L&uuml;hrmann,    Anna, e Lindberg, Staffan I. &ndash; &laquo;How much democratic backsliding?&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="55"></a><a href="#top55">55</a></Sup> LEVITSKY, Steven, e Way,    Lucan &ndash; &laquo;The myth of democratic recession&raquo;; Mechkova, Valeriya,    L&uuml;hrmann, Anna, e Lindberg, Staffan I. &ndash; &laquo;How much democratic    backsliding?&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="56"></a><a href="#top56">56</a></Sup> GRILLI DI CORTONA, Pietro    &ndash; &laquo;Why do autocracies fall? Internal political factors&raquo;. In    Grilli di Cortona, Pietro, pisciotta, Barbara, e Terzuolo, Erik. R. (eds.) &ndash;    Crisis and Breakdown of Non-Democratic Regimes: Lessons from the Third Wave.    Washington, dc: New Academia Publishing, 2016, pp. 21-55.</p>     <p><Sup><a name="57"></a><a href="#top57">57</a></Sup> LINZ, Juan, e Stepan, Alfred    &ndash; Problems of Democratic Transition and Consolidation, p. 74.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="58"></a><a href="#top58">58</a></Sup> FUKUYAMA, Francis &ndash;    The End of History and the Last Man. Londres: Penguin Books, 1992, p. 45.</p>     <p><Sup><a name="59"></a><a href="#top59">59</a></Sup> PLATTNER, Marc &ndash;    &laquo;Is democracy in decline?&raquo;. In Journal of Democracy. Vol. 26, N.o    1, 2015, pp. 5-10.</p>     <p><Sup><a name="60"></a><a href="#top60">60</a></Sup> CAROTHERS, Thomas &ndash;    &laquo;Democracy aid at 25: time to choose&raquo;. In Journal of Democracy.    Vol. 26, N.o 1, 2015, pp. 59-73.</p>     <p><Sup><a name="61"></a><a href="#top61">61</a></Sup> DIAMOND, Larry &ndash;    &laquo;Facing up to democratic recession&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="62"></a><a href="#top62">62</a></Sup> <i>Ibidem</i>, p. 153.</p>      ]]></body><back>
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