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<article-id pub-id-type="doi">10.23906/ri2018.60a07</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A dimensão da paradiplomacia entre regiões nas relações UE-China]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The paper addresses the significance and dynamics of the paradiplomacy region-to-region dimension of EU-China relations and discusses the implications of integrating this level in the overall EU policy design and planning. It analyses the data on trade to illustrate the significance of EU regions and Chinese Provinces/cities economic ties looking at the cases of the most active German, French and Italian regions and argues that this is not merely a result of market dynamics but also of the underlying institutional ties that have been built in the last three decades which sustain exchanges and foster the advantages of paradiplomacy ties.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p style="text-align: right;"><b>A ORDEM INTERNACIONAL PÓS-AMERICANA</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A dimens&atilde;o da paradiplomacia entre regi&otilde;es nas rela&ccedil;&otilde;es    UE-China</b></p>     <p><b>The paradiplomacy region-to-region dimension in eu-China relations</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Miguel Santos Neves</b></p>     <p>Universidade Aut&oacute;noma de Lisboa | Rua de Santa Marta, Pal&aacute;cio    dos Condes do Redondo 56, 1169-023 Lisboa | <a href="mailto:msneves1@gmail.com">msneves1@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O artigo aborda a import&acirc;ncia e a din&acirc;mica da dimens&atilde;o de    paradiplomacia entre regi&otilde;es nas rela&ccedil;&otilde;es UE-China e discute    as implica&ccedil;&otilde;es de integrar este n&iacute;vel na conce&ccedil;&atilde;o    e planeamento geral das pol&iacute;ticas da UE. S&atilde;o analisados dados    sobre o com&eacute;rcio para ilustrar o significado das rela&ccedil;&otilde;es    econ&oacute;micas entre as regi&otilde;es da UE e as prov&iacute;ncias/cidades    chinesas, considerando os casos das regi&otilde;es mais ativas da Alemanha,    a Fran&ccedil;a e a It&aacute;lia. O artigo defende que n&atilde;o se trata    meramente de din&acirc;micas de mercado, mas tamb&eacute;m de la&ccedil;os institucionais    subjacentes que foram constru&iacute;dos nas &uacute;ltimas tr&ecirc;s d&eacute;cadas,    que sustentam as trocas e promovem as vantagens dos la&ccedil;os de paradiplomacia.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave</b>: rela&ccedil;&otilde;es UE-China, com&eacute;rcio, paradiplomacia,    governan&ccedil;a multin&iacute;vel.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The paper addresses the significance and dynamics of the paradiplomacy region-to-region    dimension of EU-China relations and discusses the implications of integrating    this level in the overall EU policy design and planning. It analyses the data    on trade to illustrate the significance of EU regions and Chinese Provinces/cities    economic ties looking at the cases of the most active German, French and Italian    regions and argues that this is not merely a result of market dynamics but also    of the underlying institutional ties that have been built in the last three    decades which sustain exchanges and foster the advantages of paradiplomacy ties.</p>     <p><b>Keywords:</b> EU-China relations, trade, paradiplomacy, multi-level governance.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>As rela&ccedil;&otilde;es UE-China passaram por uma grande mudan&ccedil;a qualitativa    desde a ades&atilde;o da China &agrave; Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do    Com&eacute;rcio (OMC) em 2001 e mudaram ainda mais drasticamente desde a crise    financeira de 2008 e subsequente crise da d&iacute;vida soberana da UE, em consequ&ecirc;ncia    da consolida&ccedil;&atilde;o da China enquanto pot&ecirc;ncia global e a mudan&ccedil;a    no equil&iacute;brio de poder dentro da UE, que levou &agrave; centralidade    das rela&ccedil;&otilde;es Alemanha-China e &agrave; germaniza&ccedil;&atilde;o    da pol&iacute;tica da UE em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; China. Ainda que    permane&ccedil;a em geral um relacionamento secund&aacute;rio no sistema internacional,    como defendeu Yahuda<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>, na realidade    deixou de ser secund&aacute;rio para as duas partes envolvidas, em particular    ap&oacute;s o aumento do investimento direto chin&ecirc;s em v&aacute;rias economias    da UE, o aumento da influ&ecirc;ncia pol&iacute;tica da China e sua proje&ccedil;&atilde;o    de poder suave na Europa. Para alguns pa&iacute;ses da UE, a rela&ccedil;&atilde;o    com a China tornou-se primordial, amea&ccedil;ando suplantar as rela&ccedil;&otilde;es    com outros pa&iacute;ses da UE.</p>     <p>Apesar da pol&iacute;tica declarativa da UE, a efic&aacute;cia da estrat&eacute;gia    europeia em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; China tem sido baixa devido &agrave;    intera&ccedil;&atilde;o de diferentes fatores, nomeadamente: as persistentes    contradi&ccedil;&otilde;es entre os interesses dos estados-membros; a &laquo;constru&ccedil;&atilde;o    negativa&raquo; da pol&iacute;tica da UE; a incapacidade de coordenar posi&ccedil;&otilde;es    em assuntos priorit&aacute;rios, inclusivamente para resistir &agrave;s estrat&eacute;gias    divisionistas intentadas pela China; e as limita&ccedil;&otilde;es do paradigma    tradicional prevalente, centrado no Estado. Este artigo explora o argumento    de que um fator importante dos resultados limitados tem sido a n&atilde;o considera&ccedil;&atilde;o    do n&iacute;vel subnacional de rela&ccedil;&otilde;es diretas entre as regi&otilde;es    da UE e as prov&iacute;ncias chinesas, que paradoxalmente permanece invis&iacute;vel    apesar da sua signific&acirc;ncia e da din&acirc;mica e implica&ccedil;&otilde;es    do funcionamento de um quadro de tr&ecirc;s n&iacute;veis que implica a coexist&ecirc;ncia    e intera&ccedil;&atilde;o entre o n&iacute;vel macro da UE, um n&iacute;vel    interm&eacute;dio nacional dos estados-membros e o n&iacute;vel mais baixo da    paradiplomacia entre regi&otilde;es.</p>     <p>O artigo est&aacute; estruturado em quatro sec&ccedil;&otilde;es. A primeira    analisa a import&acirc;ncia das rela&ccedil;&otilde;es entre as regi&otilde;es    da UE e as prov&iacute;ncias/cidades chinesas no quadro das rela&ccedil;&otilde;es    econ&oacute;micas UE-China, tratando os casos das regi&otilde;es alem&atilde;s,    francesas e italianas mais ativas e o duplo processo de cria&ccedil;&atilde;o    de la&ccedil;os institucionais e fluxos econ&oacute;micos. A segunda sec&ccedil;&atilde;o    examina o padr&atilde;o e a din&acirc;mica das rela&ccedil;&otilde;es entre    regi&otilde;es, sublinhando as vantagens dos la&ccedil;os de paradiplomacia.    A terceira sec&ccedil;&atilde;o considera a atual operacionaliza&ccedil;&atilde;o    do sistema de tr&ecirc;s n&iacute;veis, a forma como estes n&iacute;veis interagem    e o que poderia ser uma abordagem multin&iacute;vel coerente. A quarta sec&ccedil;&atilde;o    reflete sobre as implica&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas da paradiplomacia    subnacional para a pol&iacute;tica da UE em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; China.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>PARADIPLOMACIA E RELA&Ccedil;&Otilde;ES ENTRE REGI&Otilde;ES DA UE E A CHINA    </b></p>     <p>Um n&uacute;mero restrito de regi&otilde;es da UE com rela&ccedil;&otilde;es    institucionais de longo prazo com algumas prov&iacute;ncias chinesas &eacute;    respons&aacute;vel pela maioria dos fluxos econ&oacute;micos entre a UE e a    China, ainda que esta tend&ecirc;ncia continue a ser um fen&oacute;meno invis&iacute;vel.    A din&acirc;mica e as estrat&eacute;gias destas regi&otilde;es, que elaboram    entre si a maior parte dos acordos de com&eacute;rcio e investimento, explicam    em grande medida os padr&otilde;es e tend&ecirc;ncias do com&eacute;rcio entre    a UE e a China, como &eacute; demonstrado pelos casos dos tr&ecirc;s principais    estados-membros da UE em termos de fluxos comerciais com a China, ou seja, a    Alemanha, a Fran&ccedil;a e a It&aacute;lia, que juntos representaram em 2017    43,3% do total do com&eacute;rcio de bens entre a UE e a China<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>.    A este respeito, seria mais exato considerar tanto o com&eacute;rcio de bens    como o de servi&ccedil;os, em especial porque, do ponto de vista da UE, o d&eacute;fice    no com&eacute;rcio de bens com a China &eacute; atenuado pelo excedente no com&eacute;rcio    de servi&ccedil;os. No entanto, os dados oficiais dispon&iacute;veis para as    v&aacute;rias regi&otilde;es n&atilde;o cobrem o com&eacute;rcio de servi&ccedil;os    e, portanto, a an&aacute;lise deve restringir-se ao com&eacute;rcio de bens.</p>     <p>No caso da Alemanha, o com&eacute;rcio com a China (o seu principal parceiro    comercial) concentra-se maioritariamente em tr&ecirc;s regi&otilde;es: Baden-Wurttemberg,    com capital em Estugarda; Baviera, com capital em Munique; e Ren&acirc;nia do    Norte-Vestef&aacute;lia, liderada por D&uuml;sseldorf. Juntas, estas regi&otilde;es    representaram em 2017 50,3% do total do com&eacute;rcio alem&atilde;o com a    China &ndash; 51,7% do total das importa&ccedil;&otilde;es e 48,7% do total    das exporta&ccedil;&otilde;es alem&atilde;s para a China &ndash; uma ligeira    diminui&ccedil;&atilde;o face aos 55,9% registados em 2012-2013.</p>     <p>A Baviera &eacute; o principal exportador para a China, com quase um quinto    do total das exporta&ccedil;&otilde;es alem&atilde;s (18,6% em 2017 face a 22,2%    em 2012), seguido de Baden-Wurttemberg (17% em 2017 face a 19,8% em 2012). Em    contraste, no que diz respeito &agrave;s importa&ccedil;&otilde;es a primeira    posi&ccedil;&atilde;o &eacute; detida pela Ren&acirc;nia do Norte-Vestef&aacute;lia,    que representa quase um quarto das importa&ccedil;&otilde;es alem&atilde;s (24,7%    em 2017 face a 27,2% em 2012), seguida da Baviera com 15% (<a href="#t1">Tabela    1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/ri/n60/n60a07t1.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>Em 2017, a China foi pelo segundo ano consecutivo o principal parceiro comercial    global da Alemanha, com o com&eacute;rcio total a chegar aos 187,9 mil milh&otilde;es    de euros e substituindo a Fran&ccedil;a, que era o principal parceiro comercial    da Alemanha h&aacute; mais de cinco d&eacute;cadas. Embora o peso dos tr&ecirc;s    <i>L&auml;nder</i> no com&eacute;rcio total da Alemanha com a China tenha registado    um ligeiro decl&iacute;nio em 2017, continua dominante e ainda representa mais    da metade. No que diz respeito &agrave; balan&ccedil;a comercial, &eacute; interessante    notar um contraste entre Baden-Wurttemberg e a Baviera, por um lado, que mant&ecirc;m    um super&aacute;vite comercial marginal com a China, e a Ren&acirc;nia do Norte-Vestef&aacute;lia,    por outro, com um d&eacute;fice comercial significativo e igual ao d&eacute;fice    comercial total da Alemanha em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; China em 2017    (15,7 mil milh&otilde;es de euros).</p>     <p>No caso da Fran&ccedil;a, como mostra a <a href="#t2">Tabela 2</a>, &eacute;    poss&iacute;vel identificar um padr&atilde;o semelhante de concentra&ccedil;&atilde;o    quando consideramos os fluxos comerciais entre a China e tr&ecirc;s grandes    regi&otilde;es francesas: Ilha de Fran&ccedil;a, com o centro em Paris; Auv&eacute;rnia-R&oacute;dano-Alpes,    com o centro em Lyon; e Proven&ccedil;a-Alpes-Costa Azul, com a capital em Marselha.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2"></a> <img src="/img/revistas/ri/n60/n60a07t2.jpg">      
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>As tr&ecirc;s regi&otilde;es combinadas representaram em 2017 45% do total    do com&eacute;rcio de bens da Fran&ccedil;a com a China, que atingiu o montante    de 76,7 mil milh&otilde;es de euros. Esta concentra&ccedil;&atilde;o estabilizou    nos &uacute;ltimos anos, dado que em 2012 as tr&ecirc;s regi&otilde;es representavam    em conjunto 45,6% do com&eacute;rcio total da Fran&ccedil;a com a China. No    entanto, em contraste com o caso alem&atilde;o, o n&iacute;vel de concentra&ccedil;&atilde;o    &eacute; ainda maior na medida em que uma &uacute;nica regi&atilde;o, a Ilha    de Fran&ccedil;a, responde por cerca de um ter&ccedil;o do com&eacute;rcio total    franc&ecirc;s, enquanto as outras duas regi&otilde;es se encontram em posi&ccedil;&otilde;es    bastante marginais.</p>     <p>As tr&ecirc;s regi&otilde;es s&atilde;o acima de tudo importadoras (52,1%)    e t&ecirc;m uma posi&ccedil;&atilde;o muito menos relevante no cap&iacute;tulo    das exporta&ccedil;&otilde;es (25%). A Ilha de Fran&ccedil;a &eacute; de longe    o principal importador, respons&aacute;vel por 35,9% das importa&ccedil;&otilde;es    totais da Fran&ccedil;a em 2017, abaixo dos 42,4% registados em 2012, seguido    por Auv&eacute;rnia-R&oacute;dano-Alpes com 11%, a &uacute;nica regi&atilde;o    que aumentou o seu peso relativo nos &uacute;ltimos anos mudando de posi&ccedil;&atilde;o    com a Proven&ccedil;a-Alpes-Costa Azul, que se tornou menos relevante no com&eacute;rcio    com a China entre 2012-2017. No que diz respeito &agrave;s exporta&ccedil;&otilde;es,    a posi&ccedil;&atilde;o geral das tr&ecirc;s regi&otilde;es &eacute; menos significativa:    a Ilha de Fran&ccedil;a representa apenas 14% do total das exporta&ccedil;&otilde;es    para a China.</p>     <p>Em termos de balan&ccedil;a comercial, todas as regi&otilde;es apresentam d&eacute;fices    na sua rela&ccedil;&atilde;o comercial com a China, mas a Ilha de Fran&ccedil;a    &eacute; de longe a regi&atilde;o com a posi&ccedil;&atilde;o mais desequilibrada    e o maior d&eacute;fice, que aumentou neste per&iacute;odo chegando aos -16,9    mil milh&otilde;es de euros em 2017.</p>     <p>No caso da It&aacute;lia, e como mostra a <a href="#t3">Tabela 3</a>, as tr&ecirc;s    principais regi&otilde;es em termos de rela&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas    com a China s&atilde;o a Lombardia, liderada por Mil&atilde;o, Veneto, liderada    por Veneza, e Em&iacute;lia-Romanha, liderada por Bolonha, que, juntas, representaram    em 2017 55,3% do com&eacute;rcio total da It&aacute;lia com a China. Deve-se    salientar que estas s&atilde;o tamb&eacute;m as tr&ecirc;s regi&otilde;es mais    internacionalizadas e as principais exportadoras italianas, representando juntas    53,6% das exporta&ccedil;&otilde;es globais da It&aacute;lia em 2017.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"></a> <img src="/img/revistas/ri/n60/n60a07t3.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>A It&aacute;lia &eacute; claramente o caso com o mais alto n&iacute;vel de    concentra&ccedil;&atilde;o, com as tr&ecirc;s regi&otilde;es em conjunto a representarem    em 2012 mais de dois ter&ccedil;os do com&eacute;rcio total da It&aacute;lia    com a China (67,3%), absorvendo 68,5% do total das importa&ccedil;&otilde;es    e sendo respons&aacute;veis por 64,4% de todas as exporta&ccedil;&otilde;es    para a China. Embora o peso combinado das tr&ecirc;s regi&otilde;es tenha diminu&iacute;do    em 2017 para 55,3% do com&eacute;rcio total, 58,4% das importa&ccedil;&otilde;es    e 48,7% das exporta&ccedil;&otilde;es, o que sinaliza uma importante diversifica&ccedil;&atilde;o    dentro da It&aacute;lia, ainda permanece a um n&iacute;vel muito elevado, superior    ao da Alemanha e da Fran&ccedil;a.</p>     <p>Importa ressaltar que, tal como no caso da Fran&ccedil;a, o n&iacute;vel de    concentra&ccedil;&atilde;o numa &uacute;nica regi&atilde;o &eacute; significativo,    com a Lombardia, estruturada em torno de Mil&atilde;o e do seu complexo industrial,    a representar um ter&ccedil;o do com&eacute;rcio total da It&aacute;lia com    a China, ou seja, 33,3% em 2017, o que representa uma queda em rela&ccedil;&atilde;o    aos 39% de 2012, seguida de Veneto e Em&iacute;lia-Romanha, que mant&ecirc;m    posi&ccedil;&otilde;es muito semelhantes. A Lombardia &eacute; de longe o principal    importador, respondendo por 36,9% do total das importa&ccedil;&otilde;es da    It&aacute;lia &agrave; China, assim como o principal exportador com 25,7% do    total das exporta&ccedil;&otilde;es para a China em 2017.</p>     <p>No que diz respeito &agrave; balan&ccedil;a comercial, as tr&ecirc;s regi&otilde;es    apresentam um d&eacute;fice comercial, embora a Lombardia tenha o d&eacute;fice    mais significativo, que ascendeu a oito mil milh&otilde;es de euros em 2017    e representa quase 50% do d&eacute;fice comercial total da It&aacute;lia com    a China, em contraste com a Em&iacute;lia-Romanha e Veneto que mant&eacute;m    d&eacute;fices marginais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quando consideramos o quadro global, o facto not&aacute;vel &eacute; que estas    nove regi&otilde;es da UE representavam em 2012 30,3% e em 2017 27% do com&eacute;rcio    total da UE com a China, variando assim entre um quarto e um ter&ccedil;o<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>.    Esta posi&ccedil;&atilde;o significativa n&atilde;o se explica simplesmente    por uma quest&atilde;o de oportunidade, pela din&acirc;mica de mercado ou por    uma maior competitividade de algumas das regi&otilde;es mais din&acirc;micas    da UE. Na verdade, estes fluxos significativos s&atilde;o em grande medida explicados    por, e ancorados em, uma rede de rela&ccedil;&otilde;es institucionais diretas    e pr&oacute;ximas, bem como em la&ccedil;os de confian&ccedil;a que estas regi&otilde;es    t&ecirc;m cultivado com determinadas prov&iacute;ncias chinesas, em alguns casos    desde o final dos anos 1980. Esta situa&ccedil;&atilde;o demonstra que as rela&ccedil;&otilde;es    econ&oacute;micas n&atilde;o se restringem apenas a fluxos e estat&iacute;sticas    an&oacute;nimos, tanto f&iacute;sicos como financeiros, mas tamb&eacute;m a    redes complexas subjacentes, muitas vezes invis&iacute;veis e imateriais, atrav&eacute;s    das quais rela&ccedil;&otilde;es humanas e institucionais promovem e sustentam    essas trocas. Do ponto de vista geoecon&oacute;mico, estas duas dimens&otilde;es    est&atilde;o perfeitamente interligadas e demonstram uma intera&ccedil;&atilde;o    permanente entre estruturas econ&oacute;micas, pol&iacute;ticas e sociais.</p>     <p>Os fluxos comerciais destas regi&otilde;es da UE, embora espalhados por diferentes    regi&otilde;es da China, tendem a mostrar um n&iacute;vel consider&aacute;vel    de concentra&ccedil;&atilde;o num n&uacute;mero restrito de prov&iacute;ncias    parceiras com as quais desenvolveram rela&ccedil;&otilde;es especiais. Um padr&atilde;o    semelhante existe para a localiza&ccedil;&atilde;o de projetos de investimento    direto. Embora as estat&iacute;sticas dispon&iacute;veis das regi&otilde;es    abranjam apenas o com&eacute;rcio com a China e n&atilde;o estejam desagregadas    em prov&iacute;ncias, podemos fazer uma estimativa indireta cruzando os dados    das regi&otilde;es da UE com as estat&iacute;sticas comerciais das prov&iacute;ncias    chinesas que registam os fluxos para cada pa&iacute;s da UE. Por exemplo, no    caso da Baviera, que tem uma rela&ccedil;&atilde;o muito pr&oacute;xima com    a prov&iacute;ncia de Xandong, as estat&iacute;sticas provinciais mostram que    em 2016, ap&oacute;s o ajuste da taxa de c&acirc;mbio, as exporta&ccedil;&otilde;es    de Xandong para a Alemanha atingiram 3,1 mil milh&otilde;es de euros e as importa&ccedil;&otilde;es    1,8 mil milh&otilde;es de euros<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>,    a maioria das quais certamente com a Baviera, o que representou 21,7% (14,3    mil milh&otilde;es de euros) das importa&ccedil;&otilde;es b&aacute;varas &agrave;    China e 12% (14,8 mil milh&otilde;es de euros) do total das exporta&ccedil;&otilde;es    desta regi&atilde;o para a China, ou seja, quase um quinto do com&eacute;rcio    total da Baviera com a China.</p>     <p>No que diz respeito ao investimento, regista-se tamb&eacute;m um n&iacute;vel    consider&aacute;vel de concentra&ccedil;&atilde;o de investidores b&aacute;varos    em Xandong, respons&aacute;veis por um ter&ccedil;o do investimento total da    Alemanha, com algumas das grandes empresas, como a Siemens e o grupo MAN, a    estabelecerem-se em Xandong<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>.    Na outra dire&ccedil;&atilde;o, em termos de investimentos chineses na Alemanha,    uma das maiores aquisi&ccedil;&otilde;es foi feita em 2012 pelo Shandong Heavy    Industry Group-Weichai Power Group, que adquiriu 25% da participa&ccedil;&atilde;o    do Kion Group e 70% da Linde Hydraulics por 738 milh&otilde;es de euros.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>PADR&Otilde;ES E DIN&Acirc;MICA DAS RELA&Ccedil;&Otilde;ES ENTRE AS REGI&Otilde;ES    DA UE E DA CHINA</b></p>     <p>As rela&ccedil;&otilde;es entre as regi&otilde;es subnacionais da UE e as suas    contrapartes chinesas tendem a ser especializadas, envolvem um n&uacute;mero    reduzido de parceiros e apresentam uma sobreposi&ccedil;&atilde;o parcial. As    principais rela&ccedil;&otilde;es que sustentam as rela&ccedil;&otilde;es comerciais    e de investimento j&aacute; atingiram um certo n&iacute;vel de maturidade e    podem ser mapeadas da seguinte forma: a regi&atilde;o da Ilha de Fran&ccedil;a    tem la&ccedil;os especiais com a prov&iacute;ncia de Jiangsu; a regi&atilde;o    da Proven&ccedil;a-Alpes-Costa Azul mant&eacute;m estreitas rela&ccedil;&otilde;es    com as prov&iacute;ncias de Zhejiang e Guangdong; Auv&eacute;rnia-R&oacute;dano-Alpes    com Xangai e Guangdong; as rela&ccedil;&otilde;es mais pr&oacute;ximas da Baviera    s&atilde;o com as prov&iacute;ncias de Xandong e Guangdong, enquanto que Baden-Wurttemberg    d&aacute; prioridade &agrave;s prov&iacute;ncias de Liaoning e Jiangsu, e a    Ren&acirc;nia do Norte-Vestef&aacute;lia est&aacute; mais pr&oacute;xima de    Xangai, Xandong, Xanxi e Jiangsu. Para a Lombardia, o principal relacionamento    &eacute; com a prov&iacute;ncia de Tianjin, o de Veneto &eacute; com Jiangsu    e a Em&iacute;lia-Romanha atribui prioridade aos la&ccedil;os com Guangdong,    Xangai e Liaoning.</p>     <p>O conte&uacute;do destas rela&ccedil;&otilde;es inclui uma variedade de atividades    realizadas em reciprocidade ou em conjunto, ou seja, em associa&ccedil;&atilde;o    atrav&eacute;s de projetos conjuntos entre duas ou mais regi&otilde;es. Destacam-se    quatro dimens&otilde;es principais: (<i>i</i>) rela&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas    e visitas dos l&iacute;deres provinciais e locais, bem como assinatura de acordos    formais de coopera&ccedil;&atilde;o internacional<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>;    (<i>ii</i>) cria&ccedil;&atilde;o de c&acirc;maras de com&eacute;rcio que assegurem    canais permanentes de promo&ccedil;&atilde;o de trocas comerciais, de investimento,    e interc&acirc;mbios culturais e educacionais; (<i>iii</i>) atividades regulares    incluindo a organiza&ccedil;&atilde;o de feiras, miss&otilde;es comerciais e    interc&acirc;mbio de delega&ccedil;&otilde;es empresariais, exposi&ccedil;&otilde;es    e eventos culturais, atividades educativas como confer&ecirc;ncias e coopera&ccedil;&atilde;o    universit&aacute;ria, incluindo interc&acirc;mbio de estudantes e professores,    ou iniciativas ambientais; (<i>iv</i>) atividades conjuntas relativas, por exemplo,    a atividades de forma&ccedil;&atilde;o e &agrave; partilha de boas pr&aacute;ticas    no setor p&uacute;blico/burocracia, e projetos conjuntos de investiga&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>.</p>     <p>&Eacute; de salientar que este n&iacute;vel descentralizado de rela&ccedil;&otilde;es    entre as regi&otilde;es e os governos locais da UE e da China apresenta caracter&iacute;sticas    estruturais espec&iacute;ficas que contrastam com os outros dois n&iacute;veis,    nomeadamente o n&iacute;vel macro e o n&iacute;vel nacional. Em primeiro lugar,    baseia-se numa abordagem multidisciplinar e hol&iacute;stica que inclui a articula&ccedil;&atilde;o    simult&acirc;nea de diferentes dimens&otilde;es &ndash; a econ&oacute;mica (com&eacute;rcio,    investimento, turismo), a ambiental, a social (trabalho, migra&ccedil;&atilde;o),    a educacional e a cultural &ndash;, o que contrasta com a fragmenta&ccedil;&atilde;o    r&iacute;gida que caracteriza os n&iacute;veis superiores.</p>     <p>Em segundo lugar, implica uma estrutura de m&uacute;ltiplos atores, na qual    atores estatais e n&atilde;o estatais (governo regional, setor privado e terceiro    setor) tendem a coordenar melhor as suas atua&ccedil;&otilde;es e a agir em    conjunto para promover a regi&atilde;o, em contraste com uma abordagem centrada    no Estado. Este processo &eacute; facilitado pelo facto de as regi&otilde;es    possu&iacute;rem densas redes de conhecimento nas quais os tr&ecirc;s setores    est&atilde;o envolvidos de forma ativa, sendo que esta experi&ecirc;ncia a n&iacute;vel    interno &eacute; mais facilmente transferida para a atua&ccedil;&atilde;o externa.    Em terceiro lugar, regista-se uma combina&ccedil;&atilde;o entre regras e <i>guanxi</i>    (rela&ccedil;&otilde;es pessoais), que asseguram que a implementa&ccedil;&atilde;o    de regras formais &eacute; menos discriminat&oacute;ria ou arbitr&aacute;ria.</p>     <p>Finalmente, e contrariamente &agrave; perce&ccedil;&atilde;o dominante, este    processo n&atilde;o se restringe meramente a interesses econ&oacute;micos de    curto prazo, mas envolve um processo duplo que combina rela&ccedil;&otilde;es    culturais/educacionais/pessoais com quest&otilde;es de com&eacute;rcio e investimento    &ndash; por outras palavras, dimens&otilde;es tang&iacute;veis e intang&iacute;veis    que permitem uma melhor compreens&atilde;o das diferen&ccedil;as ao n&iacute;vel    da cultura empresarial, assim como interc&acirc;mbios culturais e educacionais    mais pr&oacute;ximos que contribuem para construir a &laquo;imagem da regi&atilde;o&raquo;    e &laquo;redes de apoio&raquo; que, por sua vez, promovem interc&acirc;mbios    econ&oacute;micos e asseguram a sustentabilidade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esta rede de rela&ccedil;&otilde;es reflete o novo paradigma da economia/sociedade    do conhecimento e a emerg&ecirc;ncia das regi&otilde;es do conhecimento no sistema    global, enquanto l&iacute;deres dos processos de inova&ccedil;&atilde;o e mediadoras    entre globaliza&ccedil;&atilde;o e localiza&ccedil;&atilde;o, ao mesmo tempo    que representa a materializa&ccedil;&atilde;o do fen&oacute;meno da paradiplomacia    na sua modalidade de paradiplomacia global<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>.    Esta &eacute; levada a cabo pelas regi&otilde;es de conhecimento mais ativas    e competitivas, que aproveitam o seu elevado grau de autonomia dom&eacute;stica,    o seu forte dinamismo e prosperidade econ&oacute;mica, e que beneficiam da toler&acirc;ncia    dos governos centrais, que veem cada vez mais a participa&ccedil;&atilde;o direta    dos governos subnacionais no sistema internacional como um ativo em vez de um    obst&aacute;culo para a proje&ccedil;&atilde;o dos interesses nacionais.</p>     <p>No que diz respeito &agrave; China, e contrariamente &agrave; perce&ccedil;&atilde;o    atual, existe um alto n&iacute;vel de descentraliza&ccedil;&atilde;o em quest&otilde;es    econ&oacute;micas, na medida em que as prov&iacute;ncias costeiras beneficiaram,    desde o in&iacute;cio das reformas econ&oacute;micas, de um elevado grau de    autonomia em termos de gest&atilde;o econ&oacute;mica, incluindo com&eacute;rcio    externo e investimentos. Este tem sido, de facto, um dos ingredientes fundamentais    da prosperidade econ&oacute;mica da China e da sua bem-sucedida integra&ccedil;&atilde;o    na economia global. As regi&otilde;es parceiras chinesas mais relevantes pertencem    todas &agrave;s &aacute;reas costeiras, altamente din&acirc;micas, onde existem    tr&ecirc;s regi&otilde;es de conhecimento cruciais com diferentes perfis: (<i>i</i>)    a regi&atilde;o &laquo;Orla do Bohai&raquo;, incluindo Pequim, Tianjin, partes    de Xandong e Liaoning; (<i>ii</i>) o &laquo;Delta do Rio Iangts&eacute;&raquo;    com o seu centro em Xangai e envolvendo tamb&eacute;m cidades nas prov&iacute;ncias    de Zhejiang e Jiangsu; (<i>iii</i>) o &laquo;Delta do Rio das P&eacute;rolas&raquo;,    envolvendo a prov&iacute;ncia de Guangdong e liga&ccedil;&otilde;es a Hong Kong    e Macau. Estes tr&ecirc;s polos s&atilde;o o n&uacute;cleo da economia chinesa    pois representaram, at&eacute; &agrave; crise financeira global de 2007-2008,    quase dois ter&ccedil;os do PIB da China (62%), caindo nos &uacute;ltimos anos    para menos de 50%, e mais de 75% das exporta&ccedil;&otilde;es chinesas.</p>     <p>Cada regi&atilde;o tem o seu pr&oacute;prio modelo de desenvolvimento e os    seus pontos fortes espec&iacute;ficos, conforme &eacute; defendido por Huggins<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>.    A regi&atilde;o da Orla do Bohai foi caracterizada como um &laquo;modelo conduzido    pelo Governo&raquo;, baseado em pesquisa e desenvolvimento mais intensivos e    nas melhores universidades (Universidade de Tsinghua e Universidade de Pequim),    com quase 25% dos estudantes universit&aacute;rios e 30% dos trabalhadores de    pesquisa e desenvolvimento localizados nesta regi&atilde;o, que &eacute; respons&aacute;vel    por 34% da despesa nacional em pesquisa e desenvolvimento. Isto explica-se principalmente    pelos elevados investimentos do Governo chin&ecirc;s nas &uacute;ltimas duas    d&eacute;cadas.</p>     <p>Em contraste, o Delta do Rio Iangts&eacute; caracteriza-se como um &laquo;modelo    conduzido por redes de cidades&raquo;, atrav&eacute;s do qual o novo conhecimento    e a nova tecnologia absorvidos pela cidade de Xangai a partir do seu pr&oacute;prio    dinamismo industrial e da forte presen&ccedil;a de multinacionais estrangeiras    s&atilde;o ent&atilde;o difundidos de Xangai para outras cidades menores ao    seu redor, em particular Nanjing, Suzhou e Hangzhou, onde crescem agregados    empresariais espec&iacute;ficos. Esta regi&atilde;o possui fortes setores baseados    no conhecimento, em particular a ind&uacute;stria de autom&oacute;veis, o setor    de ti e produtos qu&iacute;micos e equipamentos, bem como redes de conhecimento    mais densas, em particular fortes la&ccedil;os entre empresas e universidades    e altos n&iacute;veis de comercializa&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica.</p>     <p>Finalmente, a regi&atilde;o do Delta do Rio das P&eacute;rolas &eacute; qualificada    como um &laquo;modelo orientado pelo investimento estrangeiro direto&raquo;,    pois tem sido um importante recetor de investimento estrangeiro, respondendo    por 20% das a&ccedil;&otilde;es de IED da China, especialmente de (e atrav&eacute;s    de) Hong Kong. A regi&atilde;o &eacute; a principal base das exporta&ccedil;&otilde;es    da China, tendo sido ao longo do tempo a origem de quase um ter&ccedil;o das    exporta&ccedil;&otilde;es chinesas, um valor que caiu para 28,5% em 2016<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>.    Embora a base cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica, os indicadores de educa&ccedil;&atilde;o    e a densidade de trabalhadores do conhecimento n&atilde;o sejam os seus pontos    fortes, a regi&atilde;o beneficia da grande presen&ccedil;a de investidores    estrangeiros, que est&atilde;o associados &agrave; transfer&ecirc;ncia de algum    conhecimento atrav&eacute;s dos trabalhadores e gestores, da forma&ccedil;&atilde;o    de grupos de PME locais, e da proximidade de Hong Kong, um centro internacional    com servi&ccedil;os baseados no conhecimento.</p>     <p>Nos &uacute;ltimos anos, as regi&otilde;es de conhecimento chinesas t&ecirc;m    subido rapidamente na escala de competitividade, conforme &eacute; indicado    pela avalia&ccedil;&atilde;o comparativa mais recente das regi&otilde;es de    conhecimento realizada pelo World Competitiveness Index of Regions de 2014,    que coloca Xangai/Delta do Rio Iangts&eacute; (41.&ordm;) e Pequim/Orla do Bohai    (42.&ordm;) na lista das 50 regi&otilde;es mais competitivas do mundo<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a>.</p>     <p>Apesar do elevado n&iacute;vel de autonomia destas regi&otilde;es, o Governo    Central da China e as estruturas do Partido Comunista Chin&ecirc;s a n&iacute;vel    provincial mant&ecirc;m um controlo consider&aacute;vel sobre as atividades    de paradiplomacia nos n&iacute;veis regional e local, o que tem sido refor&ccedil;ado    em resultado da estrat&eacute;gia de recentraliza&ccedil;&atilde;o levada a    cabo por Xi Jinping. V&aacute;rios exemplos demonstram isto. Em primeiro lugar,    o papel da Associa&ccedil;&atilde;o do Povo Chin&ecirc;s para a Amizade com    Pa&iacute;ses Estrangeiros, organizada pelo Estado, com vista a supervisionar    e coordenar a participa&ccedil;&atilde;o das cidades chinesas no United Cities    and Local Governments (UCLG). Em segundo lugar, o controlo exercido sobre Xangai    pelo Governo Central, que rejeitou em 2015 o plano desta cidade de iniciar um    &laquo;interc&acirc;mbio de infraestrutura&raquo; no contexto do programa Cities    Development Initiative for Asia do Banco Asi&aacute;tico de Desenvolvimento,    o que levou &agrave; cessa&ccedil;&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o de    Xangai<sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>, basicamente porque    esta participa&ccedil;&atilde;o era vista como contr&aacute;ria &agrave; nova    estrat&eacute;gia chinesa de promover o Banco Asi&aacute;tico de Investimento    em Infraestrutura (AIIB) como uma alternativa ao Banco Asi&aacute;tico de Desenvolvimento,    dominado, do ponto de vista de Pequim, pelos interesses dos Estados Unidos e    do Jap&atilde;o.</p>     <p>No que respeita &agrave;s regi&otilde;es europeias, as nove regi&otilde;es    acima referidas s&atilde;o regi&otilde;es de conhecimento superior nos seus    respetivos pa&iacute;ses e apresentam desempenhos de competitividade diferentes,    com a Ilha de Fran&ccedil;a a surgir como a mais competitiva, ocupando o 16.&ordm;    lugar no &iacute;ndice de Huggins de 2014, e as outras regi&otilde;es em posi&ccedil;&otilde;es    inferiores &ndash; em particular os <i>L&auml;nder</i> alem&atilde;es, que t&ecirc;m    registado um decl&iacute;nio cont&iacute;nuo nas suas posi&ccedil;&otilde;es    nos &iacute;ndices.</p>     <p>Um exemplo paradigm&aacute;tico &eacute; a rela&ccedil;&atilde;o entre a Baviera    e a prov&iacute;ncia de Xandong, que desenvolveram la&ccedil;os especiais e    estabeleceram uma rela&ccedil;&atilde;o de regi&otilde;es-irm&atilde;s em 1987    que abrangia uma variedade de &aacute;reas, n&atilde;o apenas as econ&oacute;micas    (como o com&eacute;rcio e a promo&ccedil;&atilde;o de investimentos m&uacute;tuos);    mas tamb&eacute;m a educa&ccedil;&atilde;o (em particular o ensino superior,    a forma&ccedil;&atilde;o de funcion&aacute;rios p&uacute;blicos e, mais recentemente,    de trabalhadores industriais); a alta tecnologia (com a cria&ccedil;&atilde;o    de 25 plataformas de coopera&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica); e a cultura<sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>.    Foram estabelecidas c&acirc;maras de com&eacute;rcio, o que garantiu uma presen&ccedil;a    permanente no terreno. Em 1997, a Baviera abriu uma representa&ccedil;&atilde;o    em Xandong e, em 2006, o Governo Provincial de Xandong abriu em Munique o Gabinete    de Representa&ccedil;&atilde;o Empresarial de Xandong, com a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o    do Governo Central da China. Em 2017 celebrou-se o trig&eacute;simo anivers&aacute;rio    das rela&ccedil;&otilde;es oficiais entre a Baviera e Xandong, tendo sido definido    um novo compromisso de prioridade &agrave; coopera&ccedil;&atilde;o nas novas    ind&uacute;strias 4.0 da Alemanha e &agrave; estrat&eacute;gia &laquo;Made in    China 2025&raquo;, com foco nas &aacute;reas tecnol&oacute;gicas como as novas    energias, a digitaliza&ccedil;&atilde;o, o setor aeroespacial e a avia&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Outro exemplo &eacute; a parceria entre Baden-Wurttemberg e a prov&iacute;ncia    de Jiangsu, desde 1986, e Liaoning, desde 1982. No caso de Jiangsu, o primeiro    acordo de parceria foi assinado em 1994, e um novo acordo, assinado em 2018,    debru&ccedil;ou-se sobre a coopera&ccedil;&atilde;o em &aacute;reas priorit&aacute;rias    de mobilidade, ind&uacute;stria 4.0 e intelig&ecirc;ncia artificial. Uma c&acirc;mara    de com&eacute;rcio foi inaugurada atrav&eacute;s da Baden-Wurttemberg International,    que apoia a entrada das chamadas <i>B&amp;W &laquo;Mittelstand</i>&raquo; (PME)    no mercado chin&ecirc;s. Os la&ccedil;os n&atilde;o se limitam &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es    de com&eacute;rcio e investimento, mas tamb&eacute;m incluem ci&ecirc;ncia e    tecnologia, por exemplo, coopera&ccedil;&atilde;o em biotecnologia e bioeconomia    entre a Universidade de Karlsruhe e o Instituto de Tecnologia de Nanjing, bem    como coopera&ccedil;&atilde;o judicial em &aacute;reas relevantes para as empresas,    no contexto do Programa de Coopera&ccedil;&atilde;o Jur&iacute;dica Sino-Alem&atilde;o,    que inclui visitas e forma&ccedil;&atilde;o de ju&iacute;zes chineses em Baden-Wurttemberg,    visando solu&ccedil;&otilde;es para garantir a execu&ccedil;&atilde;o das senten&ccedil;as    e a celeridade do processo civil<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Outras regi&otilde;es europeias tamb&eacute;m estabeleceram os seus pr&oacute;prios    gabinetes de com&eacute;rcio em Jiangsu, como os <i>L&auml;nder</i> alem&atilde;es    da Ren&acirc;nia do Norte-Vestef&aacute;lia ou o departamento de Altos do Sena.    No caso da Ren&acirc;nia do Norte-Vestef&aacute;lia, Jiangsu retribuiu e o Governo    Provincial escolheu D&uuml;sseldorf para sede dos cinco gabinetes econ&oacute;micos    e comerciais que abriu na Europa em 1996, que incluem delega&ccedil;&otilde;es    em Paris, Chelmsford, no condado de Essex (Reino Unido), Tilburg, na prov&iacute;ncia    de Noord-Brabant (Holanda), e Estocolmo (Su&eacute;cia).</p>     <p>Por raz&otilde;es &oacute;bvias, Xangai &eacute; uma importante localiza&ccedil;&atilde;o    de gabinetes de com&eacute;rcio e investimento da paradiplomacia das regi&otilde;es    da UE, tendo desenvolvido rela&ccedil;&otilde;es especiais com Barcelona, Mil&atilde;o,    Roterd&atilde;o, Hamburgo, Liverpool, Marselha ou Antu&eacute;rpia. Um exemplo    do relacionamento cada vez mais pr&oacute;ximo que levou a projetos conjuntos    foi a cria&ccedil;&atilde;o, por Baden-Wurttemberg e Xangai, de um portal conjunto    na internet (<u><a href="http://www.bw.shanghai.de/portal.jsp" target="_blank">http://www.bw.shanghai.de/portal.jsp</a></u>).</p>     <p>A prov&iacute;ncia de Guangdong &eacute; provavelmente pioneira, tendo desenvolvido    desde meados da d&eacute;cada de 1990, sob a coordena&ccedil;&atilde;o do Gabinete    de Neg&oacute;cios Estrangeiros do seu Governo Provincial, rela&ccedil;&otilde;es    especiais com algumas &laquo;prov&iacute;ncias-irm&atilde;s&raquo; em v&aacute;rios    continentes. No que diz respeito &agrave; Europa, Guangdong desenvolveu rela&ccedil;&otilde;es    de paradiplomacia com sete prov&iacute;ncias/regi&otilde;es europeias: Utreque    (2002), com iniciativas nas &aacute;reas de prote&ccedil;&atilde;o ambiental,    agricultura e com&eacute;rcio; Skane (Su&eacute;cia, em 1997), especialmente    interc&acirc;mbios em educa&ccedil;&atilde;o, meio ambiente e cuidados de sa&uacute;de;    Alpes-Costa Azul (2000); Catalunha (2003); regi&atilde;o de Fyn (Dinamarca)    2004; e Baviera (2004).</p>     <p>Ressalte-se, por&eacute;m, que a paradiplomacia n&atilde;o se restringe ao    n&iacute;vel provincial, uma vez que existem tamb&eacute;m iniciativas de paradiplomacia    ao n&iacute;vel dos munic&iacute;pios e condados que contribuem para um quadro    muito mais complexo, especialmente porque o n&iacute;vel m&iacute;nimo de coordena&ccedil;&atilde;o    que existe entre os governos Central e Provincial &eacute; muito mais dif&iacute;cil    de assegurar em rela&ccedil;&atilde;o aos n&iacute;veis mais baixos do governo.</p>     <p>A figura da &laquo;cidade-irm&atilde;&raquo; &eacute; relevante a este respeito,    e em 2013 havia cerca de 710 acordos entre regi&otilde;es/cidades europeias    (incluindo R&uacute;ssia, UE e pa&iacute;ses da Europa de Leste) e prov&iacute;ncias/cidades    chinesas, abrangendo dois tipos de acordo: entre regi&otilde;es e entre cidades.    Os pa&iacute;ses mais ativos da UE foram precisamente a Fran&ccedil;a (81 acordos),    a Alemanha (75) e a It&aacute;lia (58), seguidos do Reino Unido (49), o que    representa, em conjunto, 37% de todos os acordos. Do lado chin&ecirc;s, as prov&iacute;ncias    mais ativas foram Jiangsu (95), Xandong (48) e Guangdong (42).</p>     <p>Entretanto, deve ressalvar-se que nem todas as rela&ccedil;&otilde;es de cidade-irm&atilde;    podem ser consideradas paradiplomacia, uma vez que esta pressup&otilde;e a exist&ecirc;ncia    de canais formais, o envolvimento de governos n&atilde;o centrais, atividades    regulares, uma densidade m&iacute;nima de rela&ccedil;&otilde;es, bem como a    coordena&ccedil;&atilde;o robusta entre uma rede de atores estatais e n&atilde;o    estatais. Os casos em que os acordos n&atilde;o s&atilde;o implementados ou    as atividades s&atilde;o irregulares e descont&iacute;nuas n&atilde;o cumprem    estes crit&eacute;rios. Al&eacute;m disso, deve ser feita uma distin&ccedil;&atilde;o    fundamental entre, por um lado, uma modalidade permanente e estruturada de paradiplomacia,    desenvolvida principalmente pelas regi&otilde;es de conhecimento mais ricas    seguindo uma estrat&eacute;gia de longo prazo, e, por outro lado, atividades    de paradiplomacia espor&aacute;dica e n&atilde;o estruturada envolvendo instrumentos    espec&iacute;ficos para fins de curto prazo. Existe uma importante diferen&ccedil;a    qualitativa entre estas duas modalidades, que deve ser reconhecida pois tem    implica&ccedil;&otilde;es claras para o estatuto internacional dos governos    subnacionais.</p>     <p>A relev&acirc;ncia das redes de regi&otilde;es e cidades-irm&atilde;s &eacute;    maior do que geralmente se acredita no quadro do desenvolvimento das rela&ccedil;&otilde;es    econ&oacute;micas e pol&iacute;ticas entre a UE e a China. Diferentes estudos    encontraram uma correla&ccedil;&atilde;o positiva entre rela&ccedil;&otilde;es    de paradiplomacia/cidade-irm&atilde; e v&aacute;rios fluxos: de turismo<sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>,    de com&eacute;rcio<sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>, de investimento    estrangeiro direto e migrat&oacute;rios, bem como interc&acirc;mbios culturais    e educativos.</p>     <p>Acrescenta-se desta forma uma nova dimens&atilde;o ao enfoque tradicional no    com&eacute;rcio e no investimento diretos na China, por sua vez ligados ao avultado    investimento direto chin&ecirc;s nos pa&iacute;ses da UE, que aumentou para    n&iacute;veis sem precedentes desde a crise financeira e a subsequente crise    da d&iacute;vida soberana da UE, em particular desde 2011. A este respeito,    Zhang encontrou uma forte correla&ccedil;&atilde;o entre acordos de cidade-irm&atilde;    sino-europeus e a distribui&ccedil;&atilde;o do investimento estrangeiro direto    da China na UE<sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>, mostrando    que a localiza&ccedil;&atilde;o dos novos fluxos de investimento chin&ecirc;s    apresenta uma forte sobreposi&ccedil;&atilde;o com o mapa da rede de regi&otilde;es/cidades-irm&atilde;s,    tanto no caso de investidores de m&eacute;dia dimens&atilde;o como de grandes    investidores. As empresas chinesas, incluindo as estatais, tendem a localizar-se    em cidades que possuem acordos formais com prov&iacute;ncias/cidades chinesas.</p>     <p>Existem duas explica&ccedil;&otilde;es para esta situa&ccedil;&atilde;o. A    primeira refere-se aos benef&iacute;cios que o quadro institucional existente    pode proporcionar em termos de redu&ccedil;&atilde;o dos riscos de investimento,    em particular os riscos pol&iacute;ticos associados a decis&otilde;es burocr&aacute;ticas    arbitr&aacute;rias, expropria&ccedil;&atilde;o indireta ou riscos legais/judiciais.    Numa economia global em que o n&iacute;vel de risco aumentou significativamente,    esta surge como uma forma eficaz e decisiva de controlar e reduzir os riscos.</p>     <p>A segunda est&aacute; relacionada com os benef&iacute;cios que podem advir    das redes sociais existentes, ou seja, das liga&ccedil;&otilde;es entre as duas    comunidades empresariais constru&iacute;das ao longo dos anos e que contribuem    para fortalecer o capital social. Estas redes facilitam o acesso por parte do    investidor chin&ecirc;s a uma melhor informa&ccedil;&atilde;o, em particular    informa&ccedil;&atilde;o privilegiada sobre pr&aacute;ticas e regras n&atilde;o    vinculativas que n&atilde;o est&atilde;o publicamente dispon&iacute;veis, garantindo    simultaneamente uma maior prote&ccedil;&atilde;o contra decis&otilde;es administrativas    discricion&aacute;rias, uma atitude mais favor&aacute;vel por parte do governo    local e, acima de tudo, uma melhor compreens&atilde;o da cultura empresarial    local. Em alguns casos, os governos locais da UE atra&iacute;ram investidores    chineses de forma proativa, disponibilizando servi&ccedil;os e assist&ecirc;ncia    espec&iacute;ficos para lidar com diferentes quest&otilde;es operacionais como    procedimentos administrativos, sele&ccedil;&atilde;o de funcion&aacute;rios    locais, informa&ccedil;&otilde;es sobre leis laborais ou pedidos de autoriza&ccedil;&atilde;o    de resid&ecirc;ncia.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As regi&otilde;es e cidades chinesas beneficiam e recorrem a um segundo canal    complementar associado &agrave;s redes da di&aacute;spora chinesa, em particular    comunidades empresariais chinesas existentes em v&aacute;rios pa&iacute;ses    da UE. Isto concede &agrave;s prov&iacute;ncias e cidades chinesas uma vantagem    sobre as suas regi&otilde;es parceiras da UE que n&atilde;o disp&otilde;em de    um canal semelhante na China. Pesquisas sobre comunidades empresariais chinesas    na ue<sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a> demonstraram que estas    desempenham tr&ecirc;s fun&ccedil;&otilde;es sist&eacute;micas no contexto da    globaliza&ccedil;&atilde;o da China: s&atilde;o catalisadores de fluxos econ&oacute;micos,    abrindo portas para as exporta&ccedil;&otilde;es chinesas e mobilizando investimentos    para a China; canalizam informa&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas para a China    acerca das tend&ecirc;ncias de mercado da UE, incluindo os mercados locais;    e os l&iacute;deres das associa&ccedil;&otilde;es empresariais desempenham o    papel de &laquo;embaixadores econ&oacute;micos&raquo; informais na paradiplomacia    dos governos provinciais e locais chineses.</p>     <p>Neste contexto, tanto os investidores como os comerciantes chineses combinam    dois canais: por um lado, um canal semiformal associado &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es    regi&atilde;o/cidade-irm&atilde;, e, por outro, um canal informal referente    &agrave;s redes de comunidades interligadas da di&aacute;spora chinesa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>VANTAGENS DOS CANAIS DE PARADIPLOMACIA</b></p>     <p>O n&iacute;vel descentralizado da paradiplomacia apresenta diferentes vantagens    que contribuem para fomentar o investimento direto estrangeiro, o com&eacute;rcio,    o turismo e outros fluxos de mobilidade humana. Em primeiro lugar, contribui    para reduzir os n&iacute;veis de risco pol&iacute;tico e os custos associados,    em especial no que diz respeito a decis&otilde;es arbitr&aacute;rias que possam    ser tomadas pelas autoridades administrativas, uma vez que as redes institucionais    promovem uma atitude positiva e reduzem os riscos de discrimina&ccedil;&atilde;o.    Em segundo lugar, a paradiplomacia contribui para reduzir os custos de transa&ccedil;&atilde;o,    em particular aqueles relacionados com o acesso a informa&ccedil;&otilde;es    relevantes e as custas legais de negocia&ccedil;&otilde;es contratuais e disputas    judiciais, reduzindo assim o n&iacute;vel de conflitos e promovendo m&eacute;todos    informais de resolu&ccedil;&atilde;o de disputas.</p>     <p>Em terceiro lugar, as rela&ccedil;&otilde;es de paradiplomacia, quando envolvendo    ativamente a sociedade civil, t&ecirc;m o potencial de diminuir as diferen&ccedil;as    culturais e preencher as lacunas existentes entre a China e a ue ao n&iacute;vel    da cultura empresarial, minimizando assim os mal-entendidos e orientando as    expetativas em conformidade com os c&oacute;digos culturais. Em quarto lugar,    a paradiplomacia fornece canais alternativos quando os canais principais s&atilde;o    interrompidos, permitindo assim contornar rela&ccedil;&otilde;es pol&iacute;tico-diplom&aacute;ticas    tensas entre estados ou fornecer uma alternativa quando dois estados n&atilde;o    t&ecirc;m rela&ccedil;&otilde;es diplom&aacute;ticas.</p>     <p>Por fim, a paradiplomacia permite isolar as rela&ccedil;&otilde;es e interesses    econ&oacute;micos das tens&otilde;es pol&iacute;ticas, para que os primeiros    n&atilde;o sejam prejudicados pelas &uacute;ltimas. No entanto, a tens&atilde;o    pol&iacute;tica tamb&eacute;m pode permear as rela&ccedil;&otilde;es de paradiplomacia.    &Eacute; interessante notar que a suspens&atilde;o ou cessa&ccedil;&atilde;o    das rela&ccedil;&otilde;es entre cidades-irm&atilde;s tem sido cada vez mais    utilizada como uma san&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica em rea&ccedil;&atilde;o    a atos ou pol&iacute;ticas com os quais um dos parceiros discorda fortemente,    nomeadamente no que toca aos direitos humanos. A t&iacute;tulo de exemplo, veja-se    os casos de Mil&atilde;o, Veneza e Turim, que suspenderam rela&ccedil;&otilde;es    de cidade-irm&atilde; com S&atilde;o Petersburgo em rea&ccedil;&atilde;o &agrave;    aprova&ccedil;&atilde;o da legisla&ccedil;&atilde;o antigay, ou o caso de Nanjing,    que em 2012 suspendeu rela&ccedil;&otilde;es com Nagoya depois de o presidente    desta cidade negar o massacre de Nanquim<sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>.    &Eacute; interessante notar que neste &uacute;ltimo caso a tens&atilde;o pol&iacute;tica    se manteve no n&iacute;vel local e foi impedida de contaminar o n&iacute;vel    nacional. A rea&ccedil;&atilde;o foi contida ao n&iacute;vel das rela&ccedil;&otilde;es    entre cidades-irm&atilde;s porque o Governo japon&ecirc;s se distanciou das    declara&ccedil;&otilde;es do presidente de Nagoya, reafirmando a posi&ccedil;&atilde;o    oficial de que o massacre ocorreu e prevenindo dessa forma uma rea&ccedil;&atilde;o    por parte do governo central da China.</p>     <p>Para al&eacute;m das rela&ccedil;&otilde;es bilaterais, &eacute; importante    salientar que existe tamb&eacute;m uma dimens&atilde;o &laquo;multilateral&raquo;,    uma vez que algumas regi&otilde;es da ue e prov&iacute;ncias chinesas s&atilde;o    membros de coliga&ccedil;&otilde;es globais em que interagem na defesa de objetivos    comuns. Um exemplo paradigm&aacute;tico &eacute; o C40 Cities Climate Leadership    Group, criado em 2005, que re&uacute;ne 96 cidades de todo o mundo comprometidas    a tomar medidas imediatas e decisivas para reduzir as emiss&otilde;es de gases,    indo para al&eacute;m dos compromissos internacionais assinados pelos governos    nacionais. As principais cidades de algumas regi&otilde;es da UE e da China    s&atilde;o membros da rede, como Paris, Mil&atilde;o, Veneza, Pequim, Guangzhou,    Nanjing, Xangai, e Shenzhen. Atualmente, Paris, Mil&atilde;o e Nanjing fazem    parte do Comit&eacute; Executivo<sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A INTERA&Ccedil;&Atilde;O E DIN&Acirc;MICA DA ESTRUTURA DE TR&Ecirc;S N&Iacute;VEIS    DAS RELA&Ccedil;&Otilde;ES UE-CHINA</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tal como referido anteriormente, as rela&ccedil;&otilde;es UE-China desenvolvem-se    segundo uma estrutura de tr&ecirc;s n&iacute;veis: um n&iacute;vel macrorregional,    o n&iacute;vel UE-China <i>stricto sensu</i>; um segundo n&iacute;vel interm&eacute;dio,    que inclui as pol&iacute;ticas e rela&ccedil;&otilde;es entre os estados-membros    e a China; e um terceiro n&iacute;vel de paradiplomacia subnacional, que inclui    a intera&ccedil;&atilde;o direta entre as regi&otilde;es da UE e as regi&otilde;es/prov&iacute;ncias    da China. Este terceiro n&iacute;vel tem-se mantido, de um modo geral, invis&iacute;vel    e sido marginalizado pelos decisores da UE que se concentram apenas nos dois    primeiros n&iacute;veis, UE e nacional<sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a>,    como ficou patente na Nova Estrat&eacute;gia da UE para a China de 2016. De    facto, n&atilde;o existe qualquer refer&ecirc;ncia ao terceiro n&iacute;vel    em falta, mesmo quando se mencionam interc&acirc;mbios no &acirc;mbito da Agenda    Estrat&eacute;gica de Coopera&ccedil;&atilde;o UE-China 2020<sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>.    Esta situa&ccedil;&atilde;o coloca o desafio de uma an&aacute;lise multin&iacute;vel    mais complexa, bem como de uma abordagem de governa&ccedil;&atilde;o multin&iacute;vel    mais estrat&eacute;gica e articulada para as rela&ccedil;&otilde;es UE-China.</p>     <p>Mais importante do que descrever a estrutura de tr&ecirc;s n&iacute;veis das    rela&ccedil;&otilde;es UE-China, a quest&atilde;o fundamental &eacute; compreender    a din&acirc;mica e intera&ccedil;&otilde;es entre estes tr&ecirc;s n&iacute;veis.    Pode dizer-se que tem havido uma divis&atilde;o de tarefas entre os tr&ecirc;s    n&iacute;veis, mas baseada numa l&oacute;gica de &laquo;separa&ccedil;&atilde;o&raquo;    e n&atilde;o de &laquo;coordena&ccedil;&atilde;o&raquo;.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>N&Iacute;VEL MACRORREGIONAL</b></p>     <p>O primeiro n&iacute;vel, o n&iacute;vel macrorregional UE-China, pode ser caracterizado    principalmente como um n&iacute;vel regulat&oacute;rio cuja fun&ccedil;&atilde;o    priorit&aacute;ria estabelece as regras nos dom&iacute;nios em que a UE tem    compet&ecirc;ncia exclusiva, tradicionalmente o com&eacute;rcio externo e mais    recentemente a pol&iacute;tica monet&aacute;ria e as pescas, bem como a gest&atilde;o    de lit&iacute;gios comerciais bilaterais e multilaterais no contexto da OMC.    Al&eacute;m disso, em dom&iacute;nios de compet&ecirc;ncia partilhada com os    estados-membros, a UE negociou acordos de coopera&ccedil;&atilde;o com a China,    nomeadamente nos dom&iacute;nios da ci&ecirc;ncia e da tecnologia &ndash; como    o acordo UE-China para a coopera&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica    &ndash;, do ambiente &ndash; em especial as altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas    &ndash;, da energia e do investimento. A negocia&ccedil;&atilde;o de um acordo    de investimento UE-China que vise garantir a prote&ccedil;&atilde;o do investimento    e o acesso aos mercados, substituindo os tratados de investimento bilaterais    existentes entre cada Estado-Membro e a China, &eacute; um dos processos mais    vis&iacute;veis e relevantes neste contexto, estando marcado por tens&otilde;es    na medida em que a UE pretende reequilibrar as suas rela&ccedil;&otilde;es de    investimento num momento em que o investimento chin&ecirc;s entra livremente    no mercado europeu enquanto a China n&atilde;o garante a reciprocidade.</p>     <p>Este primeiro n&iacute;vel lida ainda com outras duas dimens&otilde;es importantes.    Uma delas &eacute; a do di&aacute;logo pol&iacute;tico, em especial as quest&otilde;es    sens&iacute;veis como os direitos humanos e o Estado de direito, que tendem    a ser transferidas para este n&iacute;vel a fim de n&atilde;o prejudicar as    rela&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas dos estados-membros com a China e impedir    a retalia&ccedil;&atilde;o bilateral. Em segundo lugar, a dimens&atilde;o da    governan&ccedil;a internacional e global atrav&eacute;s da qual a UE e a China    desenvolvem a sua coopera&ccedil;&atilde;o em quest&otilde;es que v&atilde;o    desde as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, a governan&ccedil;a dos oceanos,    a reforma do G20 ou da OMC, bem como seguran&ccedil;a e n&atilde;o prolifera&ccedil;&atilde;o    nuclear. Neste contexto, tem-se registado uma prolifera&ccedil;&atilde;o consider&aacute;vel    dos processos de di&aacute;logo entre a UE e a China, resultando nos atuais    60 di&aacute;logos setoriais, o que n&atilde;o s&oacute; reflete uma abordagem    demasiado fragmentada que negligencia a necessidade de uma vis&atilde;o hol&iacute;stica    e ignora as liga&ccedil;&otilde;es entre diferentes &aacute;reas, mas tamb&eacute;m    sinaliza a inexist&ecirc;ncia de prioridades claras e a sensa&ccedil;&atilde;o    de que o di&aacute;logo se torna um fim em si mesmo, independentemente dos resultados    efetivos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>N&Iacute;VEL BILATERAL</b></p>     <p>O segundo n&iacute;vel, interm&eacute;dio, diz respeito &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es    bilaterais e pol&iacute;ticas nacionais dos estados-membros para com a China,    e os seus focos principais s&atilde;o: rela&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a,    em especial a coopera&ccedil;&atilde;o militar entre a China e estados-membros    espec&iacute;ficos da UE; rela&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas, principalmente    os projetos de investimento de grande escala, em particular com uma escala de    &acirc;mbito nacional na China; grandes acordos comerciais; e rela&ccedil;&otilde;es    ao n&iacute;vel da ci&ecirc;ncia e tecnologia, com &ecirc;nfase na coopera&ccedil;&atilde;o    universit&aacute;ria e de investiga&ccedil;&atilde;o. Embora exista uma grande    variedade de posi&ccedil;&otilde;es entre os estados-membros, a tend&ecirc;ncia    tem sido para que quest&otilde;es pol&iacute;ticas contenciosas como os direitos    humanos, o Tibete ou Hong Kong sejam arredadas do n&iacute;vel bilateral e &agrave;s    vezes transferidas para o primeiro n&iacute;vel, a fim de evitar danos aos interesses    econ&oacute;micos e devido a preocupa&ccedil;&otilde;es quanto a poss&iacute;veis    retalia&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas da China.</p>     <p>Este n&iacute;vel caracteriza-se por um baixo grau de coordena&ccedil;&atilde;o    e por contradi&ccedil;&otilde;es e concorr&ecirc;ncia permanentes, n&atilde;o    s&oacute; entre as posi&ccedil;&otilde;es dos estados-membros mas tamb&eacute;m    DE incoer&ecirc;ncia com as pol&iacute;ticas e posi&ccedil;&otilde;es assumidas    pela UE no primeiro n&iacute;vel. Estas contradi&ccedil;&otilde;es intensificaram-se    em resultado da influ&ecirc;ncia econ&oacute;mica e pol&iacute;tica sem precedentes    que a China alcan&ccedil;ou junto de alguns estados-membros, nomeadamente, Portugal,    Gr&eacute;cia, Malta, Finl&acirc;ndia, Hungria e Rep&uacute;blica Checa, desde    a crise da d&iacute;vida soberana, quando a China se aproveitou da inadequada    resposta da UE &agrave;s dificuldades econ&oacute;micas que estes pa&iacute;ses    atravessavam para refor&ccedil;ar os seus investimentos diretos em setores estrat&eacute;gicos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esta nova influ&ecirc;ncia chinesa teve implica&ccedil;&otilde;es fundamentais    para o primeiro n&iacute;vel em duas quest&otilde;es essenciais. A primeira    diz respeito &agrave; proposta de 2017 de criar um mecanismo europeu de triagem    do investimento estrangeiro direto, na verdade uma tentativa de controlar o    crescente investimento chin&ecirc;s, em muitos casos realizado atrav&eacute;s    de empresas estatais em setores estrat&eacute;gicos, em particular energia,    telecomunica&ccedil;&otilde;es e setor financeiro, e tecnologia de ponta, em    especial intelig&ecirc;ncia artificial, rob&oacute;tica ou semicondutores. Entre    as principais pot&ecirc;ncias econ&oacute;micas, a UE &eacute; a &uacute;nica    que carece de um mecanismo de triagem unificado e eficaz. Existe apenas um sistema    fragmentado e parcial baseado em 14 sistemas nacionais de triagem sem regras    harmonizadas, enquanto os Estados Unidos (o Committee on Foreign Investment),    o Jap&atilde;o, o Canad&aacute; e a pr&oacute;pria China possuem esse tipo de    sistema.</p>     <p>Dentro do Conselho da UE, alguns pa&iacute;ses, em particular aqueles que est&atilde;o    sob forte influ&ecirc;ncia chinesa, nomeadamente a Gr&eacute;cia, Portugal,    Malta, Chipre, e o Luxemburgo, expressaram oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; proposta,    enquanto outros pa&iacute;ses, como a Hungria, a Rep&uacute;blica Checa ou a    &Aacute;ustria, se mostraram cr&iacute;ticos. Apesar da oposi&ccedil;&atilde;o,    um acordo b&aacute;sico foi alcan&ccedil;ado em novembro passado para aprovar    um regulamento que &eacute; visto como mais exigente do que a proposta inicial    da Comiss&atilde;o Europeia, na medida em que prev&ecirc; uma obriga&ccedil;&atilde;o    por parte da Comiss&atilde;o de selecionar acordos &laquo;do interesse da Uni&atilde;o&raquo;    e alarga a lista de setores de import&acirc;ncia cr&iacute;tica para incluir    tamb&eacute;m o setor aeroespacial, a sa&uacute;de, a nanotecnologia, os meios    de comunica&ccedil;&atilde;o social e o fornecimento de alimentos<sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a>.    Em suma, a diverg&ecirc;ncia de interesses entre os estados-membros, juntamente    com a estrat&eacute;gia bem-sucedida da China de &laquo;dividir e governar&raquo;    no seio da UE, criou muitos obst&aacute;culos, causando um atraso na resposta    e levando &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de um mecanismo que ainda n&atilde;o    &eacute; suficientemente robusto e cuja efetividade enfrenta s&eacute;rias limita&ccedil;&otilde;es    e ainda tem de ser comprovada.</p>     <p>A segunda quest&atilde;o diz respeito &agrave;s diverg&ecirc;ncias entre os    estados-membros em rela&ccedil;&atilde;o aos direitos humanos, e que levaram    a UE a n&atilde;o intervir no primeiro n&iacute;vel. De facto, a UE n&atilde;o    tomou posi&ccedil;&atilde;o sobre a pol&iacute;tica de direitos humanos da China    e n&atilde;o emitiu nenhuma declara&ccedil;&atilde;o no Conselho de Direitos    Humanos da ONU a criticar a China por abusos de direitos humanos em junho de    2017, uma vez que a Gr&eacute;cia vetou a decis&atilde;o<sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a>,    enquanto outros pa&iacute;ses, como a Hungria, se opuseram sistematicamente    a qualquer tomada de posi&ccedil;&atilde;o sobre quest&otilde;es de direitos    humanos. Neste caso, n&atilde;o s&oacute; as quest&otilde;es pol&eacute;micas    foram transferidas para o primeiro n&iacute;vel, como a din&acirc;mica no segundo    n&iacute;vel conseguiu bloquear qualquer a&ccedil;&atilde;o conjunta, com custos    negativos para a imagem e credibilidade da UE, uma vez que os estados-membros,    sob press&atilde;o da China, viram que poderiam ser recompensados pela sua interven&ccedil;&atilde;o    nesta mat&eacute;ria.</p>     <p>No entanto, em termos das liga&ccedil;&otilde;es entre os dois n&iacute;veis,    a quest&atilde;o mais estrutural e complexa diz respeito &agrave; Alemanha,    &agrave; consolida&ccedil;&atilde;o do seu poder dentro da UE ap&oacute;s a    crise financeira e &agrave; mudan&ccedil;a fundamental no equil&iacute;brio    de poder na UE que levou &agrave; germaniza&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica    da UE em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; China, privilegiando os interesses nacionais    alem&atilde;es. At&eacute; certo ponto, esta renacionaliza&ccedil;&atilde;o    do processo europeu representa uma fus&atilde;o parcial entre o primeiro e o    segundo n&iacute;vel, atrav&eacute;s da qual este &uacute;ltimo se tornou dominante    sob a forte influ&ecirc;ncia de um &uacute;nico Estado-Membro e o primeiro perdeu    relev&acirc;ncia, levando a China a aproximar-se da UE atrav&eacute;s da Alemanha.</p>     <p>A Alemanha e a China s&atilde;o os dois principais poderes geoecon&oacute;micos    que se tornaram parceiros muito pr&oacute;ximos e complementares, uma verdadeira    simbiose baseada numa troca de tecnologia-por-mercados, como &eacute; defendido    por Kundnani e Plesner: a Alemanha precisa do mercado da China para crescer    e a China precisa da tecnologia alem&atilde; para transitar para uma economia    verde e orientada pela inova&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#25">25</a></sup><a name="top25"></a>.    A verdade &eacute; que a China se tornou o principal parceiro comercial da Alemanha    e as exporta&ccedil;&otilde;es para a China tornaram-se fundamentais para o    crescimento econ&oacute;mico da Alemanha, ainda mais quando os mercados da UE    estagnaram durante a crise da d&iacute;vida soberana, permitindo que Berlim    permanecesse mais forte durante a crise e ganhasse argumentos para pressionar    a UE a aceitar mudan&ccedil;as que por sua vez levaram &agrave; consolida&ccedil;&atilde;o    do seu pr&oacute;prio poder.</p>     <p>No entanto, existe um outro lado da moeda, na medida em que esta situa&ccedil;&atilde;o    gerou uma depend&ecirc;ncia significativa da Alemanha em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; China, o que aumentou o poder de Pequim e tornou Berlim mais vulner&aacute;vel    a retalia&ccedil;&otilde;es. Ironicamente, a tradicional estrat&eacute;gia alem&atilde;    face &agrave; China de &laquo;mudan&ccedil;a atrav&eacute;s do com&eacute;rcio&raquo;    (<i>wandel durch handel</i>), incluindo tanto a transi&ccedil;&atilde;o para    a economia de mercado como a democracia, n&atilde;o s&oacute; se tem mostrado    ineficaz como &eacute; tamb&eacute;m atrav&eacute;s do com&eacute;rcio e do    investimento que a China &eacute; agora capaz de restringir as escolhas da Alemanha,    ou, citando Kundnani e Plesner, &laquo;&eacute; poss&iacute;vel que, em vez    de ser a Alemanha a manipular habilmente a China, seja a China que esteja, de    facto, a manipular habilmente a Alemanha&raquo;<sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a>.</p>     <p>Uma consequ&ecirc;ncia importante deste processo &eacute; que a Alemanha, enquanto    pot&ecirc;ncia-l&iacute;der da UE e a &uacute;nica capaz de impulsionar um primeiro    n&iacute;vel de forma mais robusta, n&atilde;o estava interessada, desde a crise    financeira de 2008 e subsequente crise econ&oacute;mica, na constru&ccedil;&atilde;o    de uma pol&iacute;tica europeia forte e coerente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;    China, mesmo nas &aacute;reas do com&eacute;rcio e investimento, uma vez que    isso poderia aumentar as tens&otilde;es com Pequim e prejudicar os ganhos e    recompensas a serem obtidos do novo relacionamento. Al&eacute;m disso, a l&oacute;gica    era a de transferir a &laquo;economia no comando&raquo; para o primeiro n&iacute;vel,    o n&iacute;vel da UE, com a abordagem tradicional alem&atilde; de atribuir uma    prioridade reduzida &agrave;s quest&otilde;es de direitos humanos a ser substitu&iacute;da    por uma maior &ecirc;nfase no di&aacute;logo sobre o Estado de direito. Em suma,    nesta mat&eacute;ria, a Alemanha n&atilde;o exerceu a lideran&ccedil;a da UE.</p>     <p>H&aacute; sinais de mudan&ccedil;a, pois a Alemanha percebeu que a abordagem    &laquo;cooperativa&raquo; adotada durante a crise, quando, por exemplo, n&atilde;o    apoiou um mecanismo de triagem de investimentos, ignorou o facto de a China    ser tamb&eacute;m concorrente e abriu as portas para Pequim consolidar uma posi&ccedil;&atilde;o    econ&oacute;mica forte em v&aacute;rios pa&iacute;ses da UE e obter um grau    de influ&ecirc;ncia pol&iacute;tica sem precedentes, que desafia e enfraquece    a coes&atilde;o da UE, bem como o dom&iacute;nio da Alemanha na sua pr&oacute;pria    &aacute;rea de influ&ecirc;ncia. Um desses sinais foi a decis&atilde;o em julho    de 2018 de vetar pela primeira vez um investimento chin&ecirc;s na Alemanha    ap&oacute;s a revis&atilde;o da lei de investimentos vindos do exterior<sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>,    no caso da empresa de engenharia de precis&atilde;o Leifeld Metal Spinning AG    da Ren&acirc;nia do Norte-Vestef&aacute;lia, que bloqueou assim a tentativa    de aquisi&ccedil;&atilde;o do grupo chin&ecirc;s Yantai Taihai devido a preocupa&ccedil;&otilde;es    de seguran&ccedil;a no setor da energia nuclear<sup><a href="#28">28</a></sup><a name="top28"></a>,    decis&atilde;o essa que deve ser vista tamb&eacute;m como uma resposta ao aumento    impressionante do investimento chin&ecirc;s na Alemanha em 2016-2017, quando    este pa&iacute;s se tornou o principal destino de investimento chin&ecirc;s    na Europa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>N&Iacute;VEL MICRORREGIONAL</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O terceiro n&iacute;vel, o microrregional, diz respeito &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es    descentralizadas entre as regi&otilde;es da UE e as regi&otilde;es/prov&iacute;ncias    da China, e envolve as regi&otilde;es de conhecimento mais competitivas, quer    da UE, quer da China. As quest&otilde;es mais importantes tratadas a este n&iacute;vel    pertencem principalmente &agrave;s &aacute;reas da &laquo;baixa pol&iacute;tica&raquo;,    em particular o com&eacute;rcio, decis&otilde;es sobre acordos comerciais, promo&ccedil;&atilde;o    comercial e intelig&ecirc;ncia econ&oacute;mica; pequenos e m&eacute;dios projetos    de investimento, envolvendo PME e conglomerados, aprendizagem da cultura empresarial;    coopera&ccedil;&atilde;o cultural; quest&otilde;es sociais, como trabalho, forma&ccedil;&atilde;o    e trabalhadores migrantes; coopera&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e educativa;    interc&acirc;mbios de boas pr&aacute;ticas.</p>     <p>A este n&iacute;vel, embora haja coordena&ccedil;&atilde;o dentro das regi&otilde;es,    regista-se uma falta de coordena&ccedil;&atilde;o e interesses contradit&oacute;rios    entre regi&otilde;es do mesmo pa&iacute;s ou em rela&ccedil;&atilde;o aos n&iacute;veis    superiores, o que aumenta as contradi&ccedil;&otilde;es entre os estados-membros,    j&aacute; observada no segundo n&iacute;vel. Tanto na UE como na China existe    uma assimetria consider&aacute;vel, uma vez que apenas as regi&otilde;es mais    ricas e desenvolvidas t&ecirc;m condi&ccedil;&otilde;es para participar ativamente    no terceiro n&iacute;vel.</p>     <p>A intera&ccedil;&atilde;o entre estes tr&ecirc;s n&iacute;veis &eacute; complexa    e &eacute; poss&iacute;vel apontar tr&ecirc;s tend&ecirc;ncias fundamentais.</p>     <p>A primeira tend&ecirc;ncia observada &eacute; que o n&iacute;vel de fric&ccedil;&atilde;o    diminui &agrave; medida que nos movemos para baixo, na medida em que quest&otilde;es    mais sens&iacute;veis, principalmente quest&otilde;es pol&iacute;ticas como    direitos humanos ou disputas comerciais estruturais, como aquelas relativas    aos mecanismos de resolu&ccedil;&atilde;o de lit&iacute;gios da OMC, tendem    a subir ficando concentradas principalmente no n&iacute;vel UE-China. Isto implica    um risco de &laquo;constru&ccedil;&atilde;o negativa&raquo; do primeiro n&iacute;vel    para poupar o n&iacute;vel das rela&ccedil;&otilde;es bilaterais nacionais,    bem como a emerg&ecirc;ncia de m&uacute;ltiplas arenas de di&aacute;logo pelo    di&aacute;logo, ou seja, com muito poucos resultados substantivos, j&aacute;    que tratam de quest&otilde;es contenciosas apenas para satisfazer as opini&otilde;es    p&uacute;blicas dom&eacute;sticas ou para melhorar a imagem internacional dos    parceiros.</p>     <p>A segunda tend&ecirc;ncia &eacute; a tens&atilde;o entre regras e <i>guanxi</i>,    em que a relev&acirc;ncia das regras formais &eacute; mais elevada no primeiro    n&iacute;vel e diminui &agrave; medida que descemos, ainda que a implementa&ccedil;&atilde;o    e a aplica&ccedil;&atilde;o de regras ao n&iacute;vel local sejam cr&iacute;ticas.    Em contraste, a relev&acirc;ncia do <i>guanxi</i> aumenta &agrave; medida que    descemos de n&iacute;vel, com os la&ccedil;os pessoais e as rela&ccedil;&otilde;es    de confian&ccedil;a a mostrarem-se mais relevantes. Teoricamente, estes s&atilde;o    dois sistemas alternativos de regula&ccedil;&atilde;o, mas, na realidade, as    regras e o <i>guanxi</i> coexistem e interagem, ainda que baseados em dois paradigmas    divergentes.</p>     <p>Existe uma diferen&ccedil;a importante entre a UE, com um Estado de direito    desenvolvido, e a China, onde o Estado de direito ainda &eacute; subdesenvolvido,    n&atilde;o s&oacute; devido &agrave; preval&ecirc;ncia de redes de <i>guanxi</i>,    mas tamb&eacute;m porque as regras s&atilde;o vistas mais como um instrumento    t&eacute;cnico usado pelo Estado para implementar pol&iacute;ticas p&uacute;blicas    (o governo pela lei) e n&atilde;o como crit&eacute;rios comportamentais que    vinculam as institui&ccedil;&otilde;es do Estado e protegem os direitos dos    cidad&atilde;os. Um grande desafio de governan&ccedil;a na China est&aacute;    relacionado com a baixa efetividade das regras nos n&iacute;veis mais baixos    do Estado, a saber, os n&iacute;veis provincial e municipal, e, portanto, existe    o risco de que as regras acordadas no primeiro n&iacute;vel n&atilde;o sejam    cumpridas no n&iacute;vel local, podendo mesmo surgir pr&aacute;ticas opostas.    A intera&ccedil;&atilde;o entre os tr&ecirc;s n&iacute;veis levanta a quest&atilde;o    do equil&iacute;brio certo entre as regras e o guanxi a fim de garantir que    um sistema baseado em regras n&atilde;o seja prejudicado.</p>     <p>A terceira tend&ecirc;ncia diz respeito &agrave; tens&atilde;o entre uma abordagem    fragmentada e uma abordagem hol&iacute;stica, e podemos observar que esta &eacute;    refor&ccedil;ada &agrave; medida que nos movemos para baixo e pode ser observada    em particular no terceiro n&iacute;vel, enquanto os primeiro e segundo n&iacute;veis    se caracterizam pela fragmenta&ccedil;&atilde;o que reflete a natureza da burocracia    estatal. A abordagem hol&iacute;stica explora as interliga&ccedil;&otilde;es    entre diferentes &aacute;reas tem&aacute;ticas, promove solu&ccedil;&otilde;es    mais abrangentes e eficazes e &eacute; sustentada por uma rede de m&uacute;ltiplos    atores, na qual atores estatais e n&atilde;o estatais cooperam e partilham conhecimento.    Esta &eacute; uma abordagem importante, que demonstra que o terceiro n&iacute;vel    pode contribuir para melhorar a efic&aacute;cia e superar a abordagem centrada    no governo que prevalece nos primeiro e segundo n&iacute;veis.</p>     <p>Como referido anteriormente, a UE tem restringido o planeamento das suas pol&iacute;ticas    para com a China ao primeiro e ao segundo n&iacute;vel, ignorando o terceiro    e deixando de lado a din&acirc;mica da paradiplomacia entre regi&otilde;es.    A marginaliza&ccedil;&atilde;o do terceiro n&iacute;vel leva a quatro limita&ccedil;&otilde;es    importantes da pol&iacute;tica da UE em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; China.</p>     <p>Em primeiro lugar, esta pol&iacute;tica n&atilde;o consegue entender os fatores    determinantes que explicam as tend&ecirc;ncias na evolu&ccedil;&atilde;o das    rela&ccedil;&otilde;es comerciais e de investimento, os elos culturais, educativos    ou de ci&ecirc;ncia e tecnologia, bem como a interliga&ccedil;&atilde;o entre    fluxos econ&oacute;micos e la&ccedil;os institucionais.</p>     <p>Em segundo lugar, a efic&aacute;cia das pol&iacute;ticas estabelecidas no primeiro    n&iacute;vel depende de quest&otilde;es operacionais e do que acontece no terceiro    n&iacute;vel. O tratado de investimento UE-China, atualmente em negocia&ccedil;&atilde;o,    constitui um bom exemplo disto, na medida em que a assinatura do acordo ter&aacute;    pouca efic&aacute;cia se as regras n&atilde;o forem efetivamente aplicadas no    terreno. A posi&ccedil;&atilde;o da UE ficaria mais robusta se se procedesse    a um mapeamento do conhecimento detalhado que as regi&otilde;es e empresas da    UE possuem acerca das barreiras informais ao acesso ao mercado por parte dos    investidores, bem como das pr&aacute;ticas discriminat&oacute;rias que violam    o princ&iacute;pio do tratamento nacional, por exemplo, e que s&atilde;o muito    diversas e variam de prov&iacute;ncia para prov&iacute;ncia. Por outro lado,    ser&aacute; extremamente importante o papel do terceiro n&iacute;vel na monitoriza&ccedil;&atilde;o    da implementa&ccedil;&atilde;o efetiva das regras futuras do acordo, na identifica&ccedil;&atilde;o    de pr&aacute;ticas desviantes por parte dos diferentes governos provinciais/locais    chineses, bem como na defini&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias preventivas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em terceiro lugar, a marginaliza&ccedil;&atilde;o do terceiro n&iacute;vel    tem custos na medida em que a UE n&atilde;o contraria a emerg&ecirc;ncia de    uma maior competi&ccedil;&atilde;o e divis&atilde;o entre as regi&otilde;es,    abrindo assim espa&ccedil;o para a China explorar e exacerbar as contradi&ccedil;&otilde;es    entre as regi&otilde;es da UE, jogando umas contra as outras, e at&eacute; mesmo    gerando divis&otilde;es dentro dos pa&iacute;ses. Por outras palavras, uma melhor    coordena&ccedil;&atilde;o entre os estados da UE pode ser facilmente enfraquecida    pela ado&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias individualistas pelas regi&otilde;es    mais influentes, que as torna vulner&aacute;veis a manipula&ccedil;&atilde;o    por parte da China.</p>     <p>Em quarto lugar, existe uma assimetria importante na qual a UE se encontra    em desvantagem na medida em que a China, ao contr&aacute;rio da UE, considera    plenamente o terceiro n&iacute;vel e articula e coordena pol&iacute;ticas e    atua&ccedil;&otilde;es entre os tr&ecirc;s n&iacute;veis, sendo que o Governo    Central supervisiona de forma cada vez mais intensa a paradiplomacia das prov&iacute;ncias    e coordena a estrat&eacute;gia &laquo;Go Global&raquo;. Apesar das diferen&ccedil;as    entre os dois, a capacidade da China de agir de forma coerente, com uma &uacute;nica    voz e de acordo com um plano de longo prazo &eacute; muito maior do que a da    UE.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>IMPLICA&Ccedil;&Otilde;ES POL&Iacute;TICAS PARA A ESTRAT&Eacute;GIA UE-CHINA</b></p>     <p>A an&aacute;lise das rela&ccedil;&otilde;es de paradiplomacia entre regi&otilde;es    da UE e da China tem v&aacute;rias implica&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas    para a elabora&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o por parte da UE    de uma estrat&eacute;gia eficaz para gerir as suas rela&ccedil;&otilde;es com    a China.</p>     <p>A primeira implica&ccedil;&atilde;o &eacute; que a estrutura din&acirc;mica    de tr&ecirc;s n&iacute;veis deve ser reconhecida e deve haver uma integra&ccedil;&atilde;o    completa da paradiplomacia entre regi&otilde;es, que at&eacute; agora tem sido    marginalizada e deixada de fora da equa&ccedil;&atilde;o, no desenho e planeamento    da estrat&eacute;gia da UE em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; China. A experi&ecirc;ncia    vasta e diversificada das regi&otilde;es e atores dentro da UE constitui um    importante valor acrescentado e pode oferecer contributos de intelig&ecirc;ncia    econ&oacute;mica para a conce&ccedil;&atilde;o, implementa&ccedil;&atilde;o    e avalia&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas que tenham em considera&ccedil;&atilde;o    a diversidade da China. Nesta perspetiva, em termos operacionais &eacute; crucial    promover a participa&ccedil;&atilde;o de representantes das regi&otilde;es da    UE mais ativas na China no seio dos grupos informais e formais de estados-membros    e da Comiss&atilde;o que refletem sobre as rela&ccedil;&otilde;es com a China,    nomeadamente o Grupo Informal de Peritos em Com&eacute;rcio e Rela&ccedil;&otilde;es    de Investimento com a China, bem como organizar sistematicamente as informa&ccedil;&otilde;es    sobre as atividades, la&ccedil;os institucionais e desempenho das regi&otilde;es    da UE na China.</p>     <p>A segunda implica&ccedil;&atilde;o &eacute; a necessidade de uma mudan&ccedil;a    de paradigma que coloque maior &ecirc;nfase em: (<i>i</i>) redes multiatores,    com atores estatais e n&atilde;o estatais interagindo tanto no desenho quanto    na implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas, em oposi&ccedil;&atilde;o    a uma abordagem centrada no Estado; (<i>ii</i>) uma abordagem mais hol&iacute;stica    que explore as conex&otilde;es entre as diferentes &aacute;reas, em oposi&ccedil;&atilde;o    &agrave; abordagem fragmentada que prevalece hoje em dia, com uma prolifera&ccedil;&atilde;o    de processos setoriais desconectados em que as prioridades se diluem e os efeitos    cruzados s&atilde;o ignorados; (<i>iii</i>) uma vis&atilde;o de governa&ccedil;&atilde;o    a v&aacute;rios n&iacute;veis que tente promover a articula&ccedil;&atilde;o    e a coer&ecirc;ncia entre os diferentes n&iacute;veis, incluindo uma divis&atilde;o    eficaz das tarefas, em oposi&ccedil;&atilde;o a uma perspetiva de centraliza&ccedil;&atilde;o    e concentra&ccedil;&atilde;o no n&iacute;vel da UE como solu&ccedil;&atilde;o    ilus&oacute;ria para esconder contradi&ccedil;&otilde;es, ao mesmo tempo que    a China continua a ser bem-sucedida a dividir a UE e a jogar uns membros contra    os outros.</p>     <p>A terceira implica&ccedil;&atilde;o diz respeito &agrave; necessidade de combinar    canais formais e informais em termos de acesso ao mercado da China, no que concerne    ao investimento. Regras como o Tratado Bilateral de Investimento UE-China em    negocia&ccedil;&atilde;o e os tratados bilaterais de investimento existentes    s&atilde;o uma condi&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria mas n&atilde;o suficiente    para reequilibrar e garantir a reciprocidade. De facto, os la&ccedil;os de paradiplomacia    e os acordos de cidade-irm&atilde; s&atilde;o cruciais para lidar com a ambiguidade    entre o n&iacute;vel central e provincial/local na China no que diz respeito    &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o de regras, e tamb&eacute;m para combater    as barreiras informais criadas pelas pr&aacute;ticas e procedimentos dos governos    locais.</p>     <p>A quarta implica&ccedil;&atilde;o &eacute; que a UE deve explorar mais em seu    benef&iacute;cio a concorr&ecirc;ncia entre as prov&iacute;ncias chinesas e    entre as cidades dentro das prov&iacute;ncias, considerando que, apesar dos    esfor&ccedil;os de coordena&ccedil;&atilde;o central, a China &eacute; muito    diversa e economicamente n&atilde;o &eacute; um bloco monol&iacute;tico.</p>     <p>Claramente, um dos principais desafios futuros &eacute; pensar estrategicamente    sobre as atuais rela&ccedil;&otilde;es e redes entre regi&otilde;es que, do    lado da UE, t&ecirc;m respondido principalmente aos interesses espec&iacute;ficos    das regi&otilde;es da UE, &aacute;vidas por promover os seus pr&oacute;prios    interesses e identidade no estrangeiro, integrando essas redes num paradigma    de governa&ccedil;&atilde;o a v&aacute;rios n&iacute;veis para as rela&ccedil;&otilde;es    UE-China.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>As rela&ccedil;&otilde;es UE-China sofreram uma mudan&ccedil;a dram&aacute;tica    no rescaldo da crise financeira de 2008 e das subsequentes crises &ndash; econ&oacute;mica    e da d&iacute;vida soberana &ndash; que atravessaram a UE. Uma UE enfraquecida    e mais vulner&aacute;vel, ainda para mais limitada por uma grande mudan&ccedil;a    no seu equil&iacute;brio interno de poder, tem-se revelado incapaz de responder    eficazmente aos desafios colocados por uma China mais forte e mais assertiva.    Na aus&ecirc;ncia de uma maior coes&atilde;o da UE e de uma voz unificada em    assuntos essenciais, a estrat&eacute;gia da UE para gerir as suas rela&ccedil;&otilde;es    com a China mostrou-se ineficaz e a rela&ccedil;&atilde;o UE-China tornou-se    assim cada vez mais desequilibrada, assim&eacute;trica e densa, em certa medida    substitu&iacute;da e ofuscada pela nova rela&ccedil;&atilde;o emergente entre    a Alemanha e a China.</p>     <p>A an&aacute;lise realizada aponta para quatro conclus&otilde;es principais.</p>     <p>Em primeiro lugar, o pensamento pol&iacute;tico sobre as rela&ccedil;&otilde;es    da UE com a China negligenciou em larga medida a dimens&atilde;o subnacional    das rela&ccedil;&otilde;es diretas entre as regi&otilde;es da UE e as prov&iacute;ncias    chinesas, ainda que estas sejam de grande import&acirc;ncia para a din&acirc;mica    dos fluxos econ&oacute;micos e dos la&ccedil;os sociais, culturais e pol&iacute;ticos.    Este artigo apresentou uma an&aacute;lise original de dados dispersos e raramente    utilizados sobre o com&eacute;rcio de bens das principais regi&otilde;es da    UE &ndash; os <i>L&auml;nder</i> da Baviera, Baden-Wurttemberg e Ren&acirc;nia    do Norte-Vestef&aacute;lia, no caso da Alemanha; as regi&otilde;es da Ilha de    Fran&ccedil;a, Auv&eacute;rnia-R&oacute;dano-Alpes e Alpes-Costa Azul, no caso    da Fran&ccedil;a; e as regi&otilde;es da Lombardia, Veneto e Em&iacute;lia-Romanha,    no caso da It&aacute;lia &ndash; para apoiar a conclus&atilde;o de que um n&uacute;mero    restrito de regi&otilde;es da UE com rela&ccedil;&otilde;es institucionais de    longo prazo com determinadas prov&iacute;ncias chinesas &eacute; respons&aacute;vel    por uma parte significativa dos fluxos comerciais totais entre a UE e a China,    na medida em que estas nove regi&otilde;es da UE representavam, em 2012, 30,3%    e, em 2017, 27% do com&eacute;rcio total da UE com a China.</p>     <p>Em segundo lugar, estes fluxos significativos est&atilde;o em grande medida    associados e sustentados por uma rede de rela&ccedil;&otilde;es institucionais    diretas e estreitas, bem como de la&ccedil;os de confian&ccedil;a que estas    regi&otilde;es da UE t&ecirc;m cultivado com prov&iacute;ncias chinesas espec&iacute;ficas,    em alguns casos desde finais da d&eacute;cada de 1980, ou seja, h&aacute; mais    de tr&ecirc;s d&eacute;cadas. Esta situa&ccedil;&atilde;o demonstra at&eacute;    que ponto os fluxos econ&oacute;micos se encontram entrela&ccedil;ados com la&ccedil;os    institucionais e humanos que promovem e sustentam estas trocas.</p>     <p>Em terceiro lugar, o padr&atilde;o de rela&ccedil;&otilde;es descentralizadas    entre as regi&otilde;es da UE e as prov&iacute;ncias chinesas mostra, em oposi&ccedil;&atilde;o    aos n&iacute;veis da UE e nacional, uma maior preval&ecirc;ncia de uma abordagem    multidisciplinar e hol&iacute;stica que pressup&otilde;e a articula&ccedil;&atilde;o    de diferentes dimens&otilde;es, um enquadramento multiator &ndash; onde atores    estatais e n&atilde;o estatais (governos regionais, setor privado e terceiro    setor) tendem a coordenar a&ccedil;&otilde;es conjuntas em contraste com uma    abordagem centrada no Estado &ndash;, bem como uma combina&ccedil;&atilde;o    mais equilibrada entre regras e <i>guanxi</i> (rela&ccedil;&otilde;es pessoais),    que garante que a implementa&ccedil;&atilde;o de regras formais seja menos discriminat&oacute;ria    ou arbitr&aacute;ria. Ao contr&aacute;rio da perce&ccedil;&atilde;o dominante,    esse processo n&atilde;o abrange apenas os fluxos econ&oacute;micos mas envolve    tamb&eacute;m, e &eacute; sustentado por, la&ccedil;os pol&iacute;ticos e institucionais,    assim como interc&acirc;mbios culturais e educativos.</p>     <p>O n&iacute;vel de paradiplomacia e os v&iacute;nculos que lhe subjazem apresentam    vantagens que contribuem para fomentar o investimento estrangeiro direto, o    com&eacute;rcio, o turismo e outros fluxos de mobilidade humana na medida em    que contribuem para reduzir o risco pol&iacute;tico; reduzir os custos de transa&ccedil;&atilde;o,    em particular o acesso a informa&ccedil;&otilde;es relevantes, negocia&ccedil;&otilde;es    contratuais e disputas judiciais; colmatar as diferen&ccedil;as culturais e    preencher as lacunas ao n&iacute;vel da cultura empresarial; e isolar as rela&ccedil;&otilde;es    e interesses econ&oacute;micos das tens&otilde;es pol&iacute;ticas. No entanto,    as vantagens s&atilde;o assim&eacute;tricas na medida em que a China explora    com maior profundidade as complementaridades entre os tr&ecirc;s n&iacute;veis    e garante um grau m&iacute;nimo de coordena&ccedil;&atilde;o, enquanto a UE    ignora o n&iacute;vel subnacional e adota uma l&oacute;gica de separa&ccedil;&atilde;o,    construindo at&eacute; liga&ccedil;&otilde;es negativas entre o primeiro e o    segundo n&iacute;vel. Al&eacute;m disso, existe tamb&eacute;m assimetria no    lado da UE na medida em que apenas algumas regi&otilde;es com capacidade e experi&ecirc;ncia    participam neste processo, alargando assim o fosso em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave;s regi&otilde;es n&atilde;o participantes.</p>     <p>Em quarto lugar, as rela&ccedil;&otilde;es de paradiplomacia entre a UE e a    China t&ecirc;m v&aacute;rias implica&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas para    a elabora&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o por parte da UE de    uma estrat&eacute;gia eficaz para gerir as suas rela&ccedil;&otilde;es com a    China: (<i>i</i>) a necessidade de uma integra&ccedil;&atilde;o plena da paradiplomacia    entre regi&otilde;es no desenho e planeamento da estrat&eacute;gia da UE para    a China; (<i>ii</i>) uma mudan&ccedil;a de paradigma que coloque maior &ecirc;nfase    nas redes multiatores, assentes nas intera&ccedil;&otilde;es entre atores estatais    e n&atilde;o estatais, numa abordagem mais hol&iacute;stica que explore conex&otilde;es    entre diferentes &aacute;reas em oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; abordagem fragmentada    predominante, e numa governan&ccedil;a multin&iacute;vel; (<i>iii</i>) a necessidade    de combinar canais formais e informais em termos de acesso ao mercado da China    no que respeita ao investimento; (<i>iv</i>) a necessidade de a UE explorar    em seu benef&iacute;cio uma maior concorr&ecirc;ncia entre as prov&iacute;ncias    chinesas e entre as cidades dentro das prov&iacute;ncias.</p>     <p>O principal argumento apresentado &eacute; o de que as rela&ccedil;&otilde;es    UE-China devem ser analisadas e operacionalizadas com base num quadro de tr&ecirc;s    n&iacute;veis, mas o pensamento pol&iacute;tico negligenciou, apesar da sua    relev&acirc;ncia, o n&iacute;vel subnacional da paradiplomacia entre regi&otilde;es,    que n&atilde;o foi inclu&iacute;do no planeamento de pol&iacute;ticas levado    a cabo ao n&iacute;vel da UE. Isto limita a efic&aacute;cia da estrat&eacute;gia    europeia e coloca a UE em desvantagem, na medida em que a China explora e coordena    totalmente a estrutura de tr&ecirc;s n&iacute;veis. A UE tem de colmatar esta    lacuna e integrar plenamente o terceiro n&iacute;vel, que pode dar um contributo    significativo para uma maior efic&aacute;cia da sua estrat&eacute;gia em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; China de tr&ecirc;s formas diferentes: permitindo a explora&ccedil;&atilde;o    de canais mais informais e criando la&ccedil;os institucionais e pessoais que    reduzam os riscos pol&iacute;ticos e contrariem pr&aacute;ticas restritivas    ilegais por parte dos governos provinciais/locais chineses; promovendo uma l&oacute;gica    mais hol&iacute;stica e multiator na abordagem da UE; e fornecendo intelig&ecirc;ncia    econ&oacute;mica detalhada e de alta qualidade sobre a China e a sua diversidade,    crucial para melhorar a qualidade, o pragmatismo, a adaptabilidade e a afina&ccedil;&atilde;o    das pol&iacute;ticas da UE.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>     <p>ACUTO, Michele; MORISSETTE, Mika; CHAN, Dan; LEFFEL, Benjamin &ndash; <i>City</i>    <i>Diplomacy and Twinning: Lessons from the UK, China and Globally</i>. Londres:    UK Government Office for Science, 2016.</p>     <p>CARRUTHERS, Daniel &ndash; <i>New Zealand and Chinese Sister Cities and Their    Implications for Tourism</i>. Universidade de Otago, 2006. Disserta&ccedil;&atilde;o    de mestrado.</p>     <p>&laquo;CHINA-EU &ndash; international trade in goods statistics&raquo;. <i>Eurostat</i>.    mar&ccedil;o de 2018. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://ec.europa.eu/eurostat/statistics-explained/index.php/China-EU_-_international_trade_in_goods_statistics" target="_blank">https://ec.europa.eu/eurostat/statistics-explained/index.php/China-EU_-_international_trade_in_goods_statistics</a>.</p>     <p>&laquo;CHINESE takeover of Leifeld collapses ahead of expected German veto&raquo;.    In <i>Deutsche</i> <i>Welle</i>. 1 de agosto de 2018. Dispon&iacute;vel em:    <a href="https://www.dw.com/en/chinese-takeover-of-leifeld-collapses-ahead-of-expected-german-veto/a-44906055" target="_blank">https://www.dw.com/en/chinese-takeover-of-leifeld-collapses-ahead-of-expected-german-veto/a-44906055</a>.</p>     <p>&laquo;DELEGATION of judges from the provinces Henan, Hebei and Jiangsu visits    Baden-W&uuml;rttemberg&raquo;. In <i>Sino-German Legal Cooperation Programme</i>.    Julho de 2016. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://rechtskooperation-china.org/en/activities/delegation-of-judges-from-the-provinces-henan-hebei-and-jiangsu-visits-baden-wuerttemberg" target="_blank">https://rechtskooperation-china.org/en/activities/delegation-of-judges-from-the-provinces-henan-hebei-and-jiangsu-visits-baden-wuerttemberg</a>.</p>     <p>DUCHACEK, Ivo. D. &ndash; &laquo;Perforated sovereignties: towards a typology    of new actors in international relations&raquo;. In SOLDATOS, Panayotis; MICHELMANN,    Hans J., eds. &ndash; <i>Federalism</i> <i>and International Relations</i>.    Oxford: Oxford University Press, 1990.</p>     <p>EMMOTT, Robin; KOUTANTOU, Angeliki &ndash; &laquo;Greece blocks EU statement    on China human rights at U.N.&raquo;. <i>Reuters</i>. 18 de junho de 2017. Dispon&iacute;vel    em: <a href="https://www.reuters.com/article/us-eu-un-rights/greece-blocks-eu-statement-on-china-human-rights-at-u-n-idUSKBN1990FP" target="_blank">https://www.reuters.com/article/us-eu-un-rights/greece-blocks-eu-statement-on-china-human-rights-at-u-n-idUSKBN1990FP</a>.</p>     <p>&laquo;EU: Suspend China Human Rights dialogue&raquo;. <i>Human Rights Watch</i>.    19 de junho de 2017. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.hrw.org/news/2017/06/19/eu-suspend-china-human-rights-dialogue" target="_blank">https://www.hrw.org/news/2017/06/19/eu-suspend-china-human-rights-dialogue</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>EUROPEAN COMMISSION &ndash; &laquo;Joint Communication to the European Parliament    and the Council. Elements for a new EU Strategy on China&raquo;. join(2016)    30 fina. 22 de junho de 2016.</p>     <p>FACKLER, Martin &ndash; &laquo;Chinese city severs ties after Japanese mayor    denies massacre&raquo;. In <i>New York Times</i>. 22 de fevereiro de 2012. Dispon&iacute;vel    em: <a href="https://www.nytimes.com/2012/02/23/world/asia/chinese-city-severs-ties-after-japanese-mayor-denies-massacre.html" target="_blank">https://www.nytimes.com/2012/02/23/world/asia/chinese-city-severs-ties-after-japanese-mayor-denies-massacre.html</a>.</p>     <p>&laquo;FOREIGN trade, ranking of Germany&rsquo;s trading partners in foreign    trade. Statistisches Bundesamt (Destatis)&raquo;. In <i>Statistisches Bundesamt</i>.    26 de outubro de 2018. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.destatis.de/EN/FactsFigures/NationalEconomyEnvironment/ForeignTrade/Tables/OrderRankGermanyTradingPartners.pdf?__blob=publicationFile" target="_blank">https://www.destatis.de/EN/FactsFigures/NationalEconomyEnvironment/ForeignTrade/Tables/OrderRankGermanyTradingPartners.pdf?__blob=publicationFile</a>.</p>     <p>&laquo;GERMANY implements extended foreign investment control mechanisms&raquo;.    In <i>Herbert</i> <i>Smith Freehills</i>. 2 de agosto de 2017. Dispon&iacute;vel    em: <a href="https://www.herbertsmithfreehills.com/news/germany-implements-extended-foreign-investment-control-mechanisms" target="_blank">https://www.herbertsmithfreehills.com/news/germany-implements-extended-foreign-investment-control-mechanisms</a>.</p>     <p>GODEMENT, Fran&ccedil;ois; Vasselier, Abiga&euml;l &ndash; <i>China at the    Gates: A New Power Audit of</i> <i>EU-China Relations</i>. Londres: European    Council on Foreign Relations, 2017. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.ecfr.eu/publications/summary/china_eu_power_audit7242" target="_blank">https://www.ecfr.eu/publications/summary/china_eu_power_audit7242</a><a href="https://www.ecfr.eu/publications/summary/china_eu_power_audit7242" target="_blank">    </a>.</p>     <p>&laquo;GUANGDONG: market profile&raquo;. In <i>Hong Kong Trade Development    Council</i>. 23 de fevereiro de 2018. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://china-trade-research.hktdc.com/business-news/article/Facts-and-Figures/Guangdong-Market-Profile/ff/en/1/1X000000/1X06BUOU.htm" target="_blank">http://china-trade-research.hktdc.com/business-news/article/Facts-and-Figures/Guangdong-Market-Profile/ff/en/1/1X000000/1X06BUOU.htm</a>.</p>     <p>HUGGINS, Robert; IZUSHI, Hiro; DAVIES, Will; SHOUGUI, Luo &ndash; <i>World    Knowledge</i> <i>Competitiveness Index 2008</i>. Gales: Centre for International    Competitiveness, 2008.</p>     <p>HUGGINS, Robert; IZUSHI, Hiro; PROKOP, Daniel; THOMPSON, Piers &ndash; <i>The    Global</i> <i>Competitiveness of Regions</i>. Londres: Routledge, 2014.</p>     <p>KUNDNANI, Hans; PARELLO-PLESNER, Jonas &ndash; <i>Germany and China: Why the</i>    <i>Emerging Special Relationship Matters for Europe</i>. Londres: European Council    on Foreign Relations, 2012. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.files.ethz.ch/isn/173460/ECFR55_CHINA_GERMANY_BRIEF_AW.pdf" target="_blank">https://www.files.ethz.ch/isn/173460/ECFR55_CHINA_GERMANY_BRIEF_AW.pdf</a>.</p>     <p>MASCITELLI, Bruno; CHUNG, Mona &ndash; &laquo;Using sister city relationships    to access the Chinese market: new avenues for SMES in regional Australia&raquo;.    In <i>Journal of International</i> <i>Trade Law and Policy</i>. Vol. 7, N.&ordm;    2, 2008, pp. 203-215.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>NEVES, Miguel S. &ndash; Paradiplomacy, Knowledge Regions and the Consolidation    of &laquo;Soft Power&raquo;. <i>In janus.net, e-journal of International Relations</i>.    Vol. 1, N.&ordm; 1, outono de 2010, pp. 10-28.</p>     <p>NEVES, Miguel S.; BONGARDT, Annette &ndash; &laquo;The role of overseas Chinese    in Europe in making China global: the case of Portugal&raquo;. In <i>INA Papers</i>,    N.&ordm; 29, 2007.</p>     <p>&laquo;SHANDONG and Bavaria share great economic cooperative achievements&raquo;.    <i>Department of Commerce of Shandong Province</i>. 9 de maio de 2017. (Consultado    em: 29 de dezembro de 2018). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://en.sdcom.gov.cn/news/1928" target="_blank">http://en.sdcom.gov.cn/news/1928</a>.</p>     <p>&laquo;SHANDONG Statistical Yearbook 2017&raquo;. <i>Governo da China. 2017</i>.    (Consultado em: 28 de dezembro de 2018). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.statssd.gov.cn/tjnj/nj2017/zk/indexeh.htm" target="_blank">http://www.statssd.gov.cn/tjnj/nj2017/zk/indexeh.htm</a>.</p>     <p>XIANGMING, Chen &ndash; <i>Regionalizing the Global &ndash; Local Economic    Nexus: A Tale of</i> <i>Two Regions in China</i>. Chicago: Great Cities Institute,    2006.</p>     <p>YAHUDA, Michael &ndash; &laquo;China and Europe: the significance of a secondary    relationship&raquo;. In ROBINSON, Thomas; SHAMBAUGH, David, eds. &ndash; Chinese    Foreign Policy: Theory and Practice. Oxford: Clarendon Press, 1994.</p>     <p>ZHANG, Haiyan &ndash; Euro-China Investment Report 2013-2014. Antu&eacute;rpia:    Antwerp Management School, 2013.</p>     <p>ZHIHAO, Tang &ndash; &laquo;Shandong and Bavaria mark 30 years of relations&raquo;.    In China Daily. 7 de julho de 2017. (Consultado em: 3 de dezembro de 2018).    Dispon&iacute;vel em: <a href="http://qingdao.chinadaily.com.cn/2017-07/07/content_30030419.htm" target="_blank">http://qingdao.chinadaily.com.cn/2017-07/07/content_30030419.htm</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Data de rece&ccedil;&atilde;o: 5 de novembro de 2018 | Data de aprova&ccedil;&atilde;o:    12 de dezembro de 2018</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> YAHUDA, Michael &ndash; &laquo;China    and Europe: the significance of a secondary relationship&raquo;. In ROBINSON,    Thomas; SHAMBAUGH, David, eds. &ndash; Ch<i>inese Foreign Policy: Theory and    Practice</i>. Oxford: Clarendon Press, 1994.</p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> &laquo;CHINA-EU &ndash; international    trade in goods statistics&raquo;. <i>Eurostat</i>. Mar&ccedil;o de 2018. Dispon&iacute;vel    em: <a href="https://ec.europa.eu/eurostat/statistics-explained/index.php/China-EU_-_international_trade_in_goods_statistics" target="_blank">https://ec.europa.eu/eurostat/statistics-explained/index.php/China-EU_-_international_trade_in_goods_statistics</a>.</p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> As estat&iacute;sticas europeias    sobre os fluxos comerciais da ue com a China apresentam em 2017 uma grande discrep&acirc;ncia    em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s estat&iacute;sticas nacionais alem&atilde;s    relativas &agrave;s importa&ccedil;&otilde;es provenientes da China, na medida    em que apontam para um valor total de 101 mil milh&otilde;es de euros de importa&ccedil;&otilde;es    e, portanto, um d&eacute;fice desfavor&aacute;vel &agrave; Alemanha. Ver &laquo;FOREIGN    trade, ranking of Germany&rsquo;s trading partners in foreign trade. Statistisches    Bundesamt (Destatis)&raquo;. In <i>Statistisches Bundesamt</i>. 26 de outubro    de 2018. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.destatis.de/EN/FactsFigures/NationalEconomyEnvironment/ForeignTrade/Tables/OrderRankGermanyTradingPartners.pdf?__blob=publicationFile" target="_blank">https://www.destatis.de/EN/FactsFigures/NationalEconomyEnvironment/ForeignTrade/Tables/OrderRankGermanyTradingPartners.pdf?__blob=publicationFile</a>.    Por outro lado, as estat&iacute;sticas do Eurostat apresentam um valor total    de 72,3 mil milh&otilde;es de euros de importa&ccedil;&otilde;es e uma situa&ccedil;&atilde;o    de excedente favor&aacute;vel &agrave; Alemanha, mas coincidem nos n&uacute;meros    relativos &agrave;s exporta&ccedil;&otilde;es; ver &laquo;CHINA-EU &ndash; international    trade in goods statistics&raquo;. Para os c&aacute;lculos, foram utilizados    os n&uacute;meros globais da ue relativos ao com&eacute;rcio ue-China.</p>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> &laquo;SHANDONG Statistical    Yearbook 2017&raquo;. <i>Governo da China. </i><i>2017</i>. (Consultado em:    28 de dezembro de 2018). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.stats-sd.gov.cn/tjnj/nj2017/zk/indexeh.htm" target="_blank">http://www.stats-sd.gov.cn/tjnj/nj2017/zk/indexeh.htm</a>.</p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> Ver &laquo;SHANDONG and Bavaria    share great economic cooperative achievements&raquo;. <i>Department of Commerce    of Shandong Province</i>. 9 de maio de 2017. (Consultado em: 29 de dezembro    de 2018). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://en.sdcom.gov.cn/news/1928" target="_blank">http://en.sdcom.gov.cn/news/1928</a>.</p>     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> Um exemplo relevante no contexto    de uma das rela&ccedil;&otilde;es mais longas (30 anos) entre a Baviera e a    prov&iacute;ncia de Xandong foi a visita, em julho de 2016, do governador de    Xandong, Guo Shuqing, a Munique para o F&oacute;rum Empresarial Baviera-Xandong    e para se encontrar com a ministra da Baviera, Ilse Aigner.</p>     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> &laquo;SHANDONG Statistical    Yearbook 2017&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> Para Duchacek, existem tr&ecirc;s    tipos de paradiplomacia de acordo com seu conte&uacute;do e &acirc;mbito regional:    (i) diplomacia regional transfronteiri&ccedil;a (ou microrregional), ou seja,    rela&ccedil;&otilde;es transfronteiri&ccedil;as entre governos n&atilde;o centrais    geograficamente cont&iacute;guos; (ii) paradiplomacia trans-regional (ou macrorregional),    entre governos n&atilde;o centrais que n&atilde;o s&atilde;o cont&iacute;guos;    e (iii) paradiplomacia global, envolvendo atores distantes, incluindo estados    soberanos, e abrangendo todas as quest&otilde;es do sistema internacional incluindo    seguran&ccedil;a e com&eacute;rcio internacional. Ver DUCHACEK, Ivo. D. &ndash;    &laquo;Perforated sovereignties: towards a typology of new actors in international    relations&raquo;. In SOLDATOS, Panayotis; MICHELMANN, Hans J., eds. &ndash;    <i>Federalism and International Relations</i>. Oxford: Oxford University Press,    1990.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> HUGGINS, Robert; IZUSHI, Hiro;    PROKOP, Daniel; THOMPSON, Piers &ndash; <i>The</i> <i>Global Competitiveness    of Regions</i>. Londres: Routledge, 2014; HUGGINS, Robert; IZUSHI, Hiro; DAVIES,    Will; SHOUGUI, Luo &ndash; <i>World Knowledge Competitiveness</i> <i>Index 2008</i>.    Gales: Centre for International Competitiveness, 2008, pp. 34-46. Na an&aacute;lise    comparativa de PRD e YRD, ver XIANGMING, Chen &ndash; <i>Regionalizing the Global    &ndash; Local</i> <i>Economic Nexus: A Tale of Two Regions in China</i>. Chicago:    Great Cities Institute, 2006.</p>     <p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> Ver &laquo;GUANGDONG: market    profile&raquo;. In <i>Hong Kong Trade Development Council</i>. 23 de fevereiro    de 2018. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://china-trade-research.hktdc.com/business-news/article/Facts-and-Figures/Guangdong-Market-Profile/ff/en/1/1X000000/1X06BUOU.htm" target="_blank">http://china-trade-research.hktdc.com/business-news/article/Facts-and-Figures/Guangdong-Market-Profile/ff/en/1/1X000000/1X06BUOU.htm</a>.</p>     <p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> HUGGINS, Robert; IZUSHI,    Hiro; DAVIES, Will; SHOUGUI, Luo &ndash; <i>World Knowledge Competitiveness    Index 2008</i>.</p>     <p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup> Ver ACUTO, Michele; MORISSETTE,    Mika; Chan, Dan; LEFFEL, Benjamin &ndash; <i>City Diplomacy and Twinning: Lessons    from the UK, China and Globally</i>. Londres: UK Government Office for Science,    2016, p. 16.</p>     <p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> ZHIHAO, Tang &ndash; &laquo;Shandong    and Bavaria mark 30 years of relations&raquo;. In China Daily. 7 de julho de    2017. (Consultado em: 3 de dezembro de 2018). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://qingdao.chinadaily.com.cn/2017-07/07/content_30030419.htm" target="_blank">http://qingdao.chinadaily.com.cn/2017-07/07/content_30030419.htm</a>.</p>     <p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> A visita ocorreu em 2016    no contexto do Programa de Coopera&ccedil;&atilde;o Jur&iacute;dica Sino-Alem&atilde;o    desenvolvido no &acirc;mbito do Acordo Sino-Alem&atilde;o de 2000 sobre Interc&acirc;mbio    e Coopera&ccedil;&atilde;o no Campo Jur&iacute;dico, assinado entre o Governo    Federal e a China, e que em 2018 realizou cursos de forma&ccedil;&atilde;o para    ju&iacute;zes chineses em v&aacute;rias &aacute;reas como direito penal, direito    de propriedade intelectual chin&ecirc;s, lei alem&atilde; de energias renov&aacute;veis,    e direito administrativo alem&atilde;o. Ver &laquo;DELEGATION of judges from    the provinces Henan, Hebei and Jiangsu visits Baden-W&uuml;rttemberg&raquo;.    In Sino-German Legal Cooperation Programme. Julho de 2016. Dispon&iacute;vel    em: <a href="https://rechtskooperation-china.org/en/activities/delegation-of-judges-from-the-provinces-henan-hebei-and-jiangsu-visits-baden-wuerttemberg" target="_blank">https://rechtskooperation-china.org/en/activities/delegation-of-judges-from-the-provinces-henan-hebei-and-jiangsu-visits-baden-wuerttemberg</a>.</p>     <p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup> CARRUTHERS, Daniel &ndash;    New Zealand and Chinese Sister Cities and Their Implications for Tourism. Universidade    de Otago, 2006. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado.</p>     <p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup> MASCITELLI, Bruno; CHUNG,    Mona &ndash; &laquo;Using sister city relationships to access the Chinese market:    new avenues for smes in regional Australia&raquo;. In Journal of International    Trade Law and Policy. Vol. 7, N.&ordm; 2, 2008, pp. 203-215.</p>     <p><Sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></Sup> ZHANG, Haiyan &ndash; Euro-China    Investment Report 2013-2014. Antu&eacute;rpia: Antwerp Management School, 2013.</p>     <p><Sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></Sup> NEVES, Miguel S.; BONGARDT,    Annette &ndash; &laquo;The role of overseas Chinese in Europe in making China    global: the case of Portugal&raquo;. In INA Papers, N.&ordm; 29, 2007.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></Sup> FACKLER, Martin &ndash;    &laquo;Chinese city severs ties after Japanese mayor denies massacre&raquo;.    In New York Times. 22 de fevereiro de 2012. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.nytimes.com/2012/02/23/world/asia/chinese-city-severs-ties-after-japanese-mayor-denies-massacre.html" target="_blank">https://www.nytimes.com/2012/02/23/world/asia/chinese-city-severs-ties-after-japanese-mayor-denies-massacre.html</a>.    A rea&ccedil;&atilde;o foi contida a n&iacute;vel local porque o Governo japon&ecirc;s    se distanciou da posi&ccedil;&atilde;o do presidente de Nagoya e reafirmou a    posi&ccedil;&atilde;o oficial de que o massacre ocorreu.</p>     <p><Sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></Sup> Ver C40 Cities, Climate    Leadership Group, dispon&iacute;vel em <a href="https://www.c40.org/cities" target="_blank">https://www.c40.org/cities</a>.</p>     <p><Sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></Sup> Esta foi uma conclus&atilde;o    clara, confirmada empiricamente pelo autor durante o debate entre representantes    de governo e decisores pol&iacute;ticos na sess&atilde;o do Grupo Informal de    Peritos sobre as Rela&ccedil;&otilde;es de Com&eacute;rcio e Investimento com    a China da Comiss&atilde;o/Estados-Membros da UE, reuni&atilde;o realizada em    Bruxelas, a 19 de junho de 2014, ap&oacute;s uma apresenta&ccedil;&atilde;o    efetuada pelo autor (Relat&oacute;rio dispon&iacute;vel em: <a href="http://ec.europa.eu/transparency/regexpert/index.cfm?do=groupDetail.groupDetailDoc&amp;id=15030&amp;no=1" target="_blank">http://ec.europa.eu/transparency/regexpert/index.cfm?do=groupDetail.groupDetailDoc&amp;id=15030&amp;no=1</a>).</p>     <p><Sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></Sup> EUROPEAN COMMISSION &ndash;    &laquo;Joint Communication to the European Parliament and the Council. Elements    for a new eu Strategy on China&raquo;. join(2016) 30 fina. 22 de junho de 2016.</p>     <p><Sup><a name="23"></a><a href="#top23">23</a></Sup> A press&atilde;o no sentido    de um sistema de triagem comum veio principalmente da Alemanha, da Fran&ccedil;a    e da It&aacute;lia, que estabeleceram recentemente os seus pr&oacute;prios sistemas    nacionais. De acordo com novas regras a serem aprovadas, os estados-membros    que n&atilde;o disponham de um mecanismo nacional de triagem n&atilde;o s&atilde;o    obrigados a adotar um, e a decis&atilde;o final de bloquear um investimento    continua a pertencer aos estados-membros, ainda que o escrut&iacute;nio da Comiss&atilde;o    se intensifique.</p>     <p><Sup><a name="24"></a><a href="#top24">24</a></Sup> EMMOTT, Robin; KOUTANTOU,    Angeliki &ndash; &laquo;Greece blocks EU statement on China human rights at    U.N.&raquo;. <i>Reuters</i>. 18 de junho de 2017. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.reuters.com/article/us-eu-un-rights/greece-blocks-eu-statement-on-china-human-rights-at-u-n-idUSKBN1990FP" target="_blank">https://www.reuters.com/article/us-eu-un-rights/greece-blocks-eu-statement-on-china-human-rights-at-u-n-idUSKBN1990FP</a>.    O sil&ecirc;ncio da UE sobre as viola&ccedil;&otilde;es dos direitos humanos    na China tem sido criticado desde 2017 por muitas ONG e grupos de direitos humanos,    que propuseram que a UE suspendesse o di&aacute;logo com a China sobre direitos    humanos; ver &laquo;EU: Suspend China Human Rights dialogue&raquo;. <i>Human    Rights Watch</i>. 19 de junho de 2017. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.hrw.org/news/2017/06/19/eu-suspend-china-human-rights-dialogue" target="_blank">https://www.hrw.org/news/2017/06/19/eu-suspend-china-human-rights-dialogue</a>.</p>     <p><Sup><a name="25"></a><a href="#top25">25</a></Sup> KUNDNANI, Hans; PARELLO-PLESNER,    Jonas &ndash; <i>Germany and China: Why the Emerging Special Relationship Matters    for Europe</i>. Londres: European Council on Foreign Relations, 2012. Dispon&iacute;vel    em: <a href="https://www.files.ethz.ch/isn/173460/ECFR55_CHINA_GERMANY_BRIEF_AW.pdf" target="_blank">https://www.files.ethz.ch/isn/173460/ECFR55_CHINA_GERMANY_BRIEF_AW.pdf</a>.</p>     <p><Sup><a name="26"></a><a href="#top26">26</a></Sup> <i>Ibidem</i>, p. 4.</p>     <p><Sup><a name="27"></a><a href="#top27">27</a></Sup> A Alemanha emendou a sua    Lei de Com&eacute;rcio Exterior e Pagamentos (AWV) em julho de 2017 para aumentar    o controlo sobre aquisi&ccedil;&otilde;es de empresas alem&atilde;s por empresas    n&atilde;o pertencentes &agrave; ue, facilitando ao Minist&eacute;rio da Economia    o bloqueio de aquisi&ccedil;&otilde;es de 25% ou mais de t&iacute;tulos que    pudessem colocar em risco a ordem ou seguran&ccedil;a p&uacute;blicas (o que    abrangia empresas que operam infraestruturas cr&iacute;ticas em setores como    a energia, a tecnologia da informa&ccedil;&atilde;o, bem como telecomunica&ccedil;&otilde;es,    finan&ccedil;as, seguros, sa&uacute;de e transportes), como resposta &agrave;s    aquisi&ccedil;&otilde;es multimilion&aacute;rias da Energy from Waste (EEW)    pela Beijing Enterprises e da Kuka pelo Chinese Media Group. Mais recentemente,    em dezembro de 2018, uma nova emenda tornou ainda mais apertado o controlo,    diminuindo o limite cr&iacute;tico para 10% e expandindo os setores abrangidos    pela legisla&ccedil;&atilde;o; ver &laquo;GERMANY implements extended foreign    investment control mechanisms&raquo;. In <i>Herbert</i> <i>Smith Freehills</i>.    2 de agosto de 2017. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.herbertsmithfreehills.com/news/germany-implements-extended-foreign-investment-control-mechanisms" target="_blank">https://www.herbertsmithfreehills.com/news/germany-implements-extended-foreign-investment-control-mechanisms</a>.</p>     <p><Sup><a name="28"></a><a href="#top28">28</a></Sup> O Governo alem&atilde;o    decidiu vetar a aquisi&ccedil;&atilde;o da Leifeld Metal Spinning AG por raz&otilde;es    de seguran&ccedil;a com base na nova lei, e o licitante retirou sua proposta.    Houve um caso anterior relacionado &agrave; firma 50Hertz, em que o Governo    alem&atilde;o ordenou que o banco p&uacute;blico KfW comprasse uma participa&ccedil;&atilde;o    de 20% a fim de impedir que a State Grid Corporation da China adquirisse uma    parte, como forma de proteger a infraestrutura cr&iacute;tica de energia; ver    &laquo;CHINESE takeover of Leifeld collapses ahead of expected German veto&raquo;.    In <i>Deutsche Welle</i>. 1 de agosto de 2018. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.dw.com/en/chinese-takeover-of-leifeld-collapses-ahead-of-expected-german-veto/a-449V06055" target="_blank">https://www.dw.com/en/chinese-takeover-of-leifeld-collapses-ahead-of-expected-german-veto/a-449V06055</a>.</p>     ]]></body>
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