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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Nota introdutória: A diplomacia económica e os desafios da globalização no passado (séculos XIX e XX)]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p style="text-align: right;"><b>A DIPLOMACIA ECON&Oacute;MICA E OS DESAFIOS DA GLOBALIZA&Ccedil;&Atilde;O NO PASSADO (S&Eacute;CULOS XIX E XX)</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Nota introdut&oacute;ria</b></p>     <p><b>A diplomacia econ&oacute;mica e os desafios da globaliza&ccedil;&atilde;o no passado (s&eacute;culos XIX e XX)</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Teresa Nunes* e Leonardo Aboim Pires**</b></p>     <p>* Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | Alameda da Universidade, 1600-214 Lisboa | <a href="mailto:sousa.nunes@sapo.pt">sousa.nunes@sapo.pt</a></p>     <p>** Instituto de Hist&oacute;ria Contempor&acirc;nea | Av. de Berna 26, 1050-099 Lisboa | <a href="mailto:leonardopires5@hotmail.com">leonardopires5@hotmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Em agosto de 1909, Barbosa du Bocage, ent&atilde;o ministro dos Neg&oacute;cios Estrangeiros, enunciava os princ&iacute;pios bem como as prioridades do Executivo em mat&eacute;ria de tratados de com&eacute;rcio e navega&ccedil;&atilde;o &ndash; fossem os celebrados ou em vias de concretiza&ccedil;&atilde;o &ndash;, com recurso a uma f&oacute;rmula at&eacute; ent&atilde;o menos familiar no l&eacute;xico e/ou discurso pol&iacute;ticos da &eacute;poca, a saber &laquo;diplomacia econ&oacute;mica&raquo;<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>. Definida segundo uma premissa eivada de algum simplismo, &laquo;a pol&iacute;tica dos tratados de com&eacute;rcio&raquo;<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>, o governante n&atilde;o tardaria a esclarecer a complexidade intr&iacute;nseca &agrave; prossecu&ccedil;&atilde;o de um dos esteiros estruturantes do Estado liberal portugu&ecirc;s, desde os prim&oacute;rdios de Oitocentos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Compelido a acomodar-se aos novos princ&iacute;pios de &laquo;sociabilidade europeia&raquo;, consagrados na Confer&ecirc;ncia de Viena<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>, o Estado portugu&ecirc;s revelava-se sens&iacute;vel &agrave; necessidade de inclus&atilde;o no sistema internacional de trocas prenunciado nas an&aacute;lises de William Huskisson<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a> e Emerich Vattel<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a> sobre a relev&acirc;ncia do com&eacute;rcio externo e rela&ccedil;&atilde;o respetiva com o direito natural e das gentes, entretanto generalizado na d&eacute;cada de 60 do s&eacute;culo XIX, com o Tratado Cobden, celebrado entre a Fran&ccedil;a e a Inglaterra<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>.</p>     <p>Essas n&atilde;o constitu&iacute;am, contudo, as &uacute;nicas influ&ecirc;ncias sentidas em Portugal, igualmente confrontado com os par&acirc;metros de reorganiza&ccedil;&atilde;o dos fluxos comerciais, em curso na Europa Central e do Norte, a partir de 1815. Tribut&aacute;ria do impacto do bloqueio continental nas estruturas econ&oacute;micas das regi&otilde;es que viriam a constituir a B&eacute;lgica, em 1830, e/ou a Alemanha, em 1871, esta mudan&ccedil;a adquiria novo alento com as disposi&ccedil;&otilde;es sobre a navega&ccedil;&atilde;o fluvial, celebradas pelo Congresso de Viena, atrav&eacute;s da forma&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas de com&eacute;rcio parcialmente desonerado de tributa&ccedil;&atilde;o. Esta tend&ecirc;ncia, posteriormente acentuada pela revis&atilde;o dos enquadramentos alfandeg&aacute;rios, materializava-se na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica em 31 de agosto de 1829, atrav&eacute;s da assinatura do Tratado sobre a Navega&ccedil;&atilde;o no Tejo, extens&iacute;vel ao Douro por cl&aacute;usula adicional<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>. As altera&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas subsequentes malogravam a concretiza&ccedil;&atilde;o do tratado, um facto que n&atilde;o iludia a pertin&ecirc;ncia dos objetivos. Tal determinava, em maio de 1835, a realiza&ccedil;&atilde;o de um novo acordo entre os parceiros ib&eacute;ricos, n&atilde;o isento de pol&eacute;mica em Portugal, discutido entre setembristas, promotores do protecionismo alfandeg&aacute;rio e da reserva do espa&ccedil;o nacional para impulsionar a agricultura e a ind&uacute;stria portuguesas, e cartistas, ac&eacute;rrimos defensores do car&aacute;ter virtuoso da atividade comercial exponenciada como f&oacute;rmula de implementar a cria&ccedil;&atilde;o de riqueza no pa&iacute;s. Apresentado &agrave;s C&acirc;maras em janeiro de 1836, o tratado viria a ser objeto de implementa&ccedil;&atilde;o cinco anos depois, superados os obst&aacute;culos surgidos na feitura e aprova&ccedil;&atilde;o do regulamento e vencidas as resist&ecirc;ncias parlamentares<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>.</p>     <p>No dec&eacute;nio subsequente, observava-se a emerg&ecirc;ncia de um paradigma estruturante, concebido atrav&eacute;s da intera&ccedil;&atilde;o entre os des&iacute;gnios de expans&atilde;o econ&oacute;mica e a valoriza&ccedil;&atilde;o do mercado externo, na esteira das tend&ecirc;ncias europeias coevas. Tal premissa, instaurada pela diplomacia cabralista e materializada no Tratado de Com&eacute;rcio e Navega&ccedil;&atilde;o com a Inglaterra (3 de julho de 1842), assumia-se como um denominador exponenciado por Fontes Pereira de Melo, promotor de um sistema de trocas designado para propiciar os prop&oacute;sitos do modelo econ&oacute;mico fontista, de integra&ccedil;&atilde;o paulatina e eficaz de Portugal no espa&ccedil;o econ&oacute;mico alargado, ditado pelo ritmo das pot&ecirc;ncias industriais europeias, e extraeuropeias, bem como as necessidades respetivas. Uma tal inser&ccedil;&atilde;o implicava um percurso exigente, n&atilde;o isento de reveses, para as estruturas econ&oacute;micas e sociais portuguesas, como se apreciava nas reformas de Fontes Pereira de Melo, nos dom&iacute;nios das infraestruturas, da organiza&ccedil;&atilde;o administrativa e do aparelho fiscal, comummente impopulares<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>.</p>     <p>Encimado pela Gr&atilde;-Bretanha (com a qual Portugal celebrava um Tratado de Com&eacute;rcio e Navega&ccedil;&atilde;o relativo &agrave; &Iacute;ndia, em 26 de dezembro de 1878, al&eacute;m de uma conven&ccedil;&atilde;o suplementar ao tratado de 1842, a 22 de maio de 1882), o n&uacute;cleo supramencionado era constitu&iacute;do pela R&uacute;ssia (em 28 de fevereiro de 1851), pelo Peru (em 26 de mar&ccedil;o de 1853), pela Lib&eacute;ria (em 4 de mar&ccedil;o de 1865), pela &Aacute;ustria-Hungria (em 13 de janeiro de 1872), pela Alemanha (em 2 de mar&ccedil;o de 1872), pela It&aacute;lia (em 15 de julho de 1872); viria a ser, posteriormente, alargado com a inclus&atilde;o da Su&iacute;&ccedil;a (em 6 de dezembro de 1873), da B&eacute;lgica (em 23 de fevereiro de 1874), dos Pa&iacute;ses Baixos (em 9 de janeiro de 1875), da Gr&eacute;cia (em 12 de janeiro de 1877), da Bol&iacute;via (em 10 de maio de 1879), da Fran&ccedil;a (em 19 de dezembro de 1881<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>, conven&ccedil;&atilde;o adicional em 13 de maio do ano seguinte), do Havai (em 5 de maio de 1882) e da Dinamarca (em 20 de dezembro de 1887)<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a>.</p>     <p>Na d&eacute;cada seguinte, a atmosfera de crise induzia a um movimento generalizado de den&uacute;ncia e renegocia&ccedil;&atilde;o dos tratados de com&eacute;rcio, sob os ausp&iacute;cios do protecionismo alfandeg&aacute;rio, uma das vertentes caracter&iacute;sticas do paroxismo alcan&ccedil;ado pela Paz Armada entre 1890 e 1914.</p>     <p>A partir de 1910, o regime estabelecido em Portugal nada mais era do que uma rep&uacute;blica inserida numa Europa ainda de fei&ccedil;&atilde;o mon&aacute;rquica e imperial, o que se traduziu &laquo;pelo adiamento sucessivo do reconhecimento oficial e pelo isolamento internacional da Rep&uacute;blica&raquo;<sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>. Atrav&eacute;s da reforma de 1911, na qual se criaram novas miss&otilde;es e se institu&iacute;ram os consulados de carreira, deu-se um alargamento da rede de representa&ccedil;&otilde;es diplom&aacute;ticas portuguesas. A economia foi uma das formas encontradas pela diplomacia da Primeira Rep&uacute;blica para se afirmar no plano internacional, dando-se a assinatura de algumas conven&ccedil;&otilde;es de direito comercial-mar&iacute;timo, mas tamb&eacute;m com a coloca&ccedil;&atilde;o de figuras nas representa&ccedil;&otilde;es diplom&aacute;ticas cujas miss&otilde;es passavam pela componente financeira, comercial e de circula&ccedil;&atilde;o de bens e produtos. Contudo, tais esfor&ccedil;os n&atilde;o cessaram a complexa teia diplom&aacute;tica que envolveu Portugal at&eacute; &agrave; sua entrada na Grande Guerra, em 1916. As mudan&ccedil;as que a guerra imp&ocirc;s aos mercados internacionais levaram &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de novas estrat&eacute;gias para a salvaguarda das exporta&ccedil;&otilde;es portuguesas, pugnando-se ideias como um Zollverein ib&eacute;rico<sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a> e alian&ccedil;as mercantis, algo que continuou nos anos finais da Primeira Rep&uacute;blica. A pr&oacute;pria situa&ccedil;&atilde;o internacional estabelecida em Versalhes, em 1919, era mais favor&aacute;vel ao regime portugu&ecirc;s; com o surgimento de novas rep&uacute;blicas, por&eacute;m, o seu lugar no concerto das na&ccedil;&otilde;es e o seu n&iacute;vel de influ&ecirc;ncia diplom&aacute;tica manteve-se t&eacute;nue. No que &agrave; diplomacia econ&oacute;mica diz respeito, a supera&ccedil;&atilde;o desta quest&atilde;o levou a um refor&ccedil;o das rela&ccedil;&otilde;es com os pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina, importante mercado para as exporta&ccedil;&otilde;es portuguesas, mas tamb&eacute;m para m&atilde;o-de-obra.</p>     <p>J&aacute; no per&iacute;odo do Estado Novo, at&eacute; ao segundo conflito global, o alinhamento econ&oacute;mico portugu&ecirc;s situou-se no lan&ccedil;amento das bases de um regime aut&aacute;rcico. Todavia, tal posicionamento, eivado de no&ccedil;&otilde;es de independ&ecirc;ncia produtiva nacional, n&atilde;o invalidou a aproxima&ccedil;&atilde;o a alguns pa&iacute;ses atrav&eacute;s do refor&ccedil;o de alian&ccedil;as comerciais e da cria&ccedil;&atilde;o de melhores condi&ccedil;&otilde;es para as exporta&ccedil;&otilde;es nacionais, quer com pa&iacute;ses situados na esfera pol&iacute;tica dos fascismos, como a It&aacute;lia e a Alemanha<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a>, quer com os tradicionais importadores, como a Gr&atilde;-Bretanha ou o Brasil.</p>     <p>Com o desenho geoestrat&eacute;gico tra&ccedil;ado com o fim da Segunda Guerra Mundial, o modelo econ&oacute;mico seguido e os mecanismos diplom&aacute;ticos existentes foram alterados e a posi&ccedil;&atilde;o internacional de Portugal teve, necessariamente, de ser repensada, n&atilde;o obstante as resist&ecirc;ncias suscitadas. A ades&atilde;o ao Plano Marshall<sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a> e, posteriormente, &agrave; OECE, ao GATT e ao FMI demonstram como a readapta&ccedil;&atilde;o do Estado Novo passava pela aceita&ccedil;&atilde;o e alinhamento num sistema multilateral de com&eacute;rcio e de circula&ccedil;&atilde;o de capitais, e que os diversos agentes diplom&aacute;ticos seriam elementos potenciadores dessas rela&ccedil;&otilde;es. Tal facto, do ponto de vista da diplomacia econ&oacute;mica, encontra eco no estabelecimento de um conjunto de acordos comerciais com pa&iacute;ses como a Gr&eacute;cia (1949), o Canad&aacute; (1954), a Rep&uacute;blica Federal da Alemanha (1955), a Dinamarca (1957) e a It&aacute;lia (1957), e com organiza&ccedil;&otilde;es supranacionais como o Benelux (1957). Tamb&eacute;m alguns pa&iacute;ses asi&aacute;ticos e africanos estabeleceram rela&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas, como foi o caso do Paquist&atilde;o (1958), da Federa&ccedil;&atilde;o da Rod&eacute;sia e Niassal&acirc;ndia (1959), da Rod&eacute;sia do Sul (1965) ou do Jap&atilde;o (1966).</p>     <p>A import&acirc;ncia que a diplomacia econ&oacute;mica ocupava nos meios governativos encontra na atua&ccedil;&atilde;o do Fundo de Fomento da Exporta&ccedil;&atilde;o, criado em 1949, um elemento institucional representativo de como a internacionaliza&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o nacional era um meio crucial nas rela&ccedil;&otilde;es externas do regime portugu&ecirc;s. O paulatino aproximar do Estado Novo aos movimentos de coopera&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica europeia<sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>, numa primeira fase, como membro fundador da EFTA, em 1960, e, num segundo momento, com a celebra&ccedil;&atilde;o do Acordo de Com&eacute;rcio Livre entre a CEE e Portugal, em 1972, constitu&iacute;a fundamento para o cimentar do princ&iacute;pio de que o desenvolvimento interno da economia deveria passar pelo plano internacional e uma maior aten&ccedil;&atilde;o aos mercados externos. De notar a import&acirc;ncia de algumas figuras nesta &aacute;rea como Ruy Teixeira Guerra<sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a> ou Calvet de Magalh&atilde;es<sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>.</p>     <p>A Revolu&ccedil;&atilde;o dos Cravos, em 1974, e a constru&ccedil;&atilde;o do regime democr&aacute;tico que se seguiu tiveram impactos a n&iacute;vel da estrutura econ&oacute;mica e diplom&aacute;tica. Com a concilia&ccedil;&atilde;o destas duas dimens&otilde;es surgiu uma diplomacia econ&oacute;mica cujo alcance se inseriu, essencialmente, no processo negocial de ades&atilde;o &agrave; CEE, iniciado em 1977 e terminado em 1986. As quest&otilde;es colocadas pelo desafio europeu, mas, igualmente, o estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es diplom&aacute;ticas com os pa&iacute;ses lus&oacute;fonos, s&atilde;o duas das vertentes em que assentou e assenta a pol&iacute;tica externa portuguesa e, por extens&atilde;o, a diplomacia econ&oacute;mica dos nossos dias, a que se juntam novos parceiros comerciais, como a China.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estas e outras quest&otilde;es s&atilde;o evocadas nos quatro artigos integrados neste dossi&ecirc;, que estabelecem uma vis&atilde;o diacr&oacute;nica das problem&aacute;ticas elencadas, de forma breve, nas p&aacute;ginas anteriores. O artigo de C&eacute;lia Reis atesta de que modo a economia das col&oacute;nias orientais portuguesas era percecionada, ao tempo da Primeira Rep&uacute;blica, focando o seu estudo na miss&atilde;o realizada por Eus&eacute;bio da Fonseca em Londres e as negocia&ccedil;&otilde;es luso-brit&acirc;nicas em torno de alguns setores produtivos inseridos no setor prim&aacute;rio do Estado Portugu&ecirc;s da &Iacute;ndia e de Macau.</p>     <p>No texto da autoria de Vanessa Baptista &eacute; poss&iacute;vel encontrar uma leitura sobre o esfor&ccedil;o que Jos&eacute; Relvas, enquanto ministro plenipotenci&aacute;rio em Madrid, realizou durante as negocia&ccedil;&otilde;es do novo Tratado de Com&eacute;rcio e Navega&ccedil;&atilde;o entre Portugal e a Espanha.</p>     <p>O per&iacute;odo de entre guerras &eacute; a moldura cronol&oacute;gica a que se reporta o artigo redigido por Soraia Carvalho, no qual &eacute; criado um quadro de an&aacute;lise sobre uma figura cujo impacto na diplomacia econ&oacute;mica se assinala, sobretudo, ao n&iacute;vel do seu pensamento te&oacute;rico: Bettencourt Rodrigues. Para este, a constitui&ccedil;&atilde;o de uma Commonwealth latina seria uma das formas do desenvolvimento econ&oacute;mico nacional, interligando Portugal, o Brasil e as col&oacute;nias africanas.</p>     <p>Para o per&iacute;odo mais recente, no artigo de Pedro Ponte e Sousa, al&eacute;m de uma reflex&atilde;o sobre o quadro te&oacute;rico em que assentam os princ&iacute;pios da diplomacia econ&oacute;mica, s&atilde;o acompanhados os caminhos que esta f&oacute;rmula diplom&aacute;tica percorreu em Portugal, como um dos fundamentos da pol&iacute;tica externa e como des&iacute;gnio transversal a v&aacute;rios governos constitucionais, ag&ecirc;ncias governamentais e estruturas burocr&aacute;ticas associadas ao setor p&uacute;blico.</p>     <p>Atrav&eacute;s deste conjunto de ensaios &eacute; nossa inten&ccedil;&atilde;o contribuir, de forma explorat&oacute;ria, para uma &aacute;rea de estudo na qual se combinam diferentes aspetos e objetivos no &acirc;mbito da pol&iacute;tica externa portuguesa, focando a &oacute;tica de an&aacute;lise nos agentes diplom&aacute;ticos, nas suas vis&otilde;es e contribui&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas, em diferentes espa&ccedil;os geogr&aacute;ficos e temporalidades.</p>     <p>Teresa Nunes Professora auxiliar da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, diretora da licenciatura em Estudos Europeus da mesma institui&ccedil;&atilde;o. Membro do Col&eacute;gio Food, Farming &amp; Forestry da Universidade de Lisboa. Investigadora integrada no Instituto de Hist&oacute;ria Contempor&acirc;nea da NOVA FCSH; investigadora associada no Centro de Hist&oacute;ria da Universidade de Lisboa. Doutorada em Hist&oacute;ria, especialidade em Hist&oacute;ria Contempor&acirc;nea, pela Universidade de Lisboa.</p>     <p>Leonardo Aboim Pires Licenciado em Hist&oacute;ria (2015) e mestre em Hist&oacute;ria Contempor&acirc;nea (2018), pela NOVA FCSH. Atualmente, &eacute; doutorando em Ci&ecirc;ncias da Sustentabilidade, pelo ICS. Investigador integrado do Instituto de Hist&oacute;ria Contempor&acirc;nea, desde 2016, os seus interesses e &aacute;reas de investiga&ccedil;&atilde;o centram-se na hist&oacute;ria econ&oacute;mica e social de Portugal no s&eacute;culo XX, sendo autor de v&aacute;rios artigos e comunica&ccedil;&otilde;es sobre esta tem&aacute;tica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>     <p>BAIROCH, Paul &ndash; <i>Commerce Exterieur et D&eacute;veloppement Economique de Europe au XIXe si&egrave;cle</i>. Paris: Mouton e Co., 1976.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>CARDOSO, Ant&oacute;nio M. &ndash; &laquo;A quest&atilde;o da livre navega&ccedil;&atilde;o do Douro e a crise de 1840 entre Portugal e Espanha&raquo;. In P<i>ortugal e Espanha. Entre Discursos de Centro e Pr&aacute;ticas de Fronteira</i>. Lisboa: IELT/Edi&ccedil;&otilde;es Colibri, 2009, pp. 55-56.</p>     <p><i>Di&aacute;rio da C&acirc;mara dos Deputados</i>. Sess&atilde;o n.&ordm; 11. 13 de novembro de 1840, p. 212.</p>     <p><i>Di&aacute;rio da C&acirc;mara dos Senhores Deputados da Na&ccedil;&atilde;o Portuguesa</i>. Sess&atilde;o n.&ordm; 49. 20 de agosto de 1909, p. 12.</p>     <p>HABERLER, G. &ndash; <i>A Survey of International Trade Theory</i>. Princeton, 1961.</p>     <p>LAINS, Pedro &ndash; <i>A Economia Portuguesa no S&eacute;culo XIX. Crescimento Econ&oacute;mico e Com&eacute;rcio Externo, 1851-1913</i>. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1995.</p>     <p>LEIT&Atilde;O, Nicolau A. &ndash; <i>Estado Novo, Democracia e Europa: 1947-1986</i>. Lisboa: Imprensa de Ci&ecirc;ncias Sociais, 2007.</p>     <p>LEIT&Atilde;O, Nicolau Andresen &ndash; &laquo;Um jogador europeu: o Estado Novo e a CEE, 1957-1974&raquo;. In <i>Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais</i>. N.&ordm; 6, 2005, pp. 107-118.</p>     <p>MIRANDA, Sacuntala de &ndash; <i>Portugal: O C&iacute;rculo Vicioso da Depend&ecirc;ncia (1890-1939)</i>. Lisboa: Teorema, 1990.</p>     <p>NUNES, Teresa &ndash; <i>Fontes Pereira de Melo</i>. Lisboa: Planeta DeAgostini, 2004.</p>     <p>NUNES, Teresa &ndash; &laquo;Zollverein ib&eacute;rico segundo Ezequiel de Campos. Esbo&ccedil;o de um percurso contradit&oacute;rio entre os anos de 1911 e 1917&raquo;. In <i>Bulletin for Spanish and</i> <i>Portuguese Historical Studies</i>. Vol. 36, 2011, pp. 130-152. doi: 10.26431/0739-182X.1054.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>NUNES, Teresa &ndash; &laquo;A Espanha na diplomacia comercial portuguesa na segunda metade do s&eacute;c. XIX e o tratado de com&eacute;rcio e navega&ccedil;&atilde;o de 1893&raquo;. In <i>Hist&oacute;ria</i>. Vol. 56, 2017, pp. 1-19. doi: 10.1590/1980-436920170000000014.</p>     <p>O&rsquo;BRIEN, Denis Patrick &ndash; <i>The Classical Economists Revisited</i>. Nova Jersey: Princeton University Press, 2004.</p>     <p>OLIVEIRA, Pedro Aires &ndash; &laquo;A arte do compromisso: Jos&eacute; Calvet de Magalh&atilde;es, um diplomata entre dois regimes&raquo;. In <i>Ler Hist&oacute;ria</i>. N.&ordm; 71, 2017, pp. 103-126. doi: 10.4000/lerhistoria.290.</p>     <p>RAMEL, F. &ndash; <i>Anthologie des Relations Internationales</i>. Paris: Presse des Sciences Politiques, 2011.</p>     <p>Rollo, Fernanda &ndash; <i>Portugal e o Plano Marshall: Da Rejei&ccedil;&atilde;o &agrave; Solicita&ccedil;&atilde;o da Ajuda Norte-Americana (1947-1952)</i>. Lisboa: Editorial Estampa, 1994.</p>     <p>TEIXEIRA, Nuno Severiano &ndash; <i>O Poder e a Guerra, 1914-1918: Objectivos Nacionais e Estrat&eacute;gias Pol&iacute;ticas na Entrada de Portugal na Grande Guerra</i>. Lisboa: Editorial Estampa, 1996.</p>     <p>VAL&Eacute;RIO, Nuno &ndash; <i>Ruy Teixeira Guerra</i>. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es Cosmos, 2001.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> <i>Di&aacute;rio da C&acirc;mara dos Senhores Deputados da Na&ccedil;&atilde;o Portuguesa</i>. Sess&atilde;o n.&ordm; 49. 20 de agosto de 1909, p. 12.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> <i>Ibidem</i>, p. 13.</p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> Segundo a express&atilde;o de Almeida Garrett. <i>Di&aacute;rio da C&acirc;mara dos Deputados</i>.... Sess&atilde;o n.&ordm; 11. 13 de novembro de 1840, p. 212.</p>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> Sobre William Huskisson: O&rsquo;BRIEN, Denis Patrick &ndash; <i>The Classical Economists Revisited</i>. Nova Jersey: Princeton University Press, 2004.</p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> Sobre Emerich Vattel: RAMEL, F. &ndash; <i>Anthologie des Relations Internationales</i>. Paris: Presse des Sciences Politiques, 2011.</p>     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> HABERLER, G. &ndash; <i>A Survey of International Trade Theory</i>. Princeton, 1961; BAIROCH, Paul &ndash; <i>Commerce Exterieur et D&eacute;veloppement Economique de Europe au XIXe si&egrave;cle</i>. Paris: Mouton e Co., 1976.</p>     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> CARDOSO, Ant&oacute;nio M. &ndash; &laquo;A quest&atilde;o da livre navega&ccedil;&atilde;o do Douro e a crise de 1840 entre Portugal e Espanha&raquo;. In <i>Portugal e Espanha. Entre Discursos de Centro e Pr&aacute;ticas de Fronteira</i>. Lisboa: IELT/Edi&ccedil;&otilde;es Colibri, 2009, pp. 55-56.</p>     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> NUNES, Teresa &ndash; &laquo;A Espanha na diplomacia comercial portuguesa na segunda metade do s&eacute;c. XIX e o tratado de com&eacute;rcio e navega&ccedil;&atilde;o de 1893&raquo;. In <i>Hist&oacute;ria</i>. Vol. 56, 2017, pp. 1-19.</p>     <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> NUNES, Teresa &ndash; <i>Fontes Pereira de Melo</i>. Lisboa: Planeta DeAgostini, 2004.</p>     <p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> Tratava-se do segundo tratado de com&eacute;rcio e navega&ccedil;&atilde;o celebrado entre ambos os pa&iacute;ses; o primeiro remontava a abril de 1867.</p>     <p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> Neste elenco foram privilegiados os tratados de com&eacute;rcio e navega&ccedil;&atilde;o denunciados entre os anos de 1890 e 1892 por constitu&iacute;rem os eixos estruturantes do sistema comercial portugu&ecirc;s, no per&iacute;odo referido. Contudo, o mesmo regime implicava igualmente a celebra&ccedil;&atilde;o de conv&eacute;nios ou acordos de natureza espec&iacute;fica, assim como a manuten&ccedil;&atilde;o estrita de liga&ccedil;&otilde;es vertidas em tratado em momento anterior &agrave; Regenera&ccedil;&atilde;o. Tal o enquadramento das rela&ccedil;&otilde;es comerciais entre os Estados Unidos e Portugal, resultante do tratado negociado por Jo&atilde;o Baptista Almeida Garrett e Edward Havanagh, celebrado em 26 de agosto de 1840 e ratificado oito meses depois. Com um prazo de seis anos, renov&aacute;vel, este tratado de com&eacute;rcio e navega&ccedil;&atilde;o viria a expirar apenas em 31 de janeiro de 1892, por den&uacute;ncia de ambas as partes contratantes, apesar de a tarifa Mackinley ter constitu&iacute;do uma viola&ccedil;&atilde;o expressa do seu articulado, segundo a perspetiva portuguesa. Assinale-se ainda a dimens&atilde;o temporal destes acordos, um facto que sugere discord&acirc;ncia com a tese defendida por Pedro Lains sobre o impacto dos mercados externos no crescimento econ&oacute;mico portugu&ecirc;s (LAINS, Pedro &ndash; <i>A Economia Portuguesa no S&eacute;culo XIX. Crescimento Econ&oacute;mico e Com&eacute;rcio Externo, 1851-1913</i>. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1995). A denominada &laquo;crise dos tratados&raquo; ocorria no in&iacute;cio dos anos 1890 e, posteriormente, a diplomacia portuguesa n&atilde;o alijou esfor&ccedil;os no refor&ccedil;o, por tratado de com&eacute;rcio e navega&ccedil;&atilde;o, com economias de crescimento r&aacute;pido como a Alemanha e os Estados Unidos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup> TEIXEIRA, Nuno Severiano &ndash; <i>O Poder e a Guerra, 1914-1918: Objectivos Nacionais e Estrat&eacute;gias Pol&iacute;ticas na Entrada de Portugal na Grande Guerra</i>. Lisboa: Editorial Estampa, 1996, p. 88.</p>     <p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> NUNES, Teresa &ndash; &laquo;Zollverein ib&eacute;rico segundo Ezequiel de Campos. Esbo&ccedil;o de um percurso contradit&oacute;rio entre os anos de 1911 e 1917&raquo;. In <i>Bulletin for Spanish and Portuguese Historical Studies</i>. Vol. 36, 2011, pp. 130-152.</p>     <p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> MIRANDA, Sacuntala de &ndash; <i>Portugal: O C&iacute;rculo Vicioso da Depend&ecirc;ncia (1890-1939)</i><i>.</i> Lisboa: Teorema, 1990.</p>     <p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup> ROLLO, Fernanda &ndash; <i>Portugal e o Plano Marshall: Da Rejei&ccedil;&atilde;o &agrave; Solicita&ccedil;&atilde;o da Ajuda Norte-Americana (1947-1952)</i>. Lisboa: Editorial Estampa, 1994.</p>     <p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup> LEIT&Atilde;O, Nicolau Andresen &ndash; &laquo;Um jogador europeu: o Estado Novo e a CEE, 1957-1974&raquo;. In <i>Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais</i>. N.&ordm; 6, 2005, pp. 107-118; LEIT&Atilde;O, Nicolau A. &ndash; <i>Estado Novo, Democracia e Europa: 1947-1986</i>. Lisboa: Imprensa de Ci&ecirc;ncias Sociais, 2007.</p>     <p><Sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></Sup> VAL&Eacute;RIO, Nuno &ndash; <i>Ruy Teixeira Guerra</i>. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es Cosmos, 2001.</p>     <p><Sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></Sup> OLIVEIRA, Pedro Aires &ndash; &laquo;A arte do compromisso: Jos&eacute; Calvet de Magalh&atilde;es, um diplomata entre dois regimes&raquo;. In <i>Ler Hist&oacute;ria</i>. N.&ordm; 71, 2017, pp. 103-126.</p>      ]]></body><back>
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