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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A «virada para o Leste» na política externa russa e a intensificação da cooperação energética sino-russa]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The Russian's foreign policy turn to the East and the intensification of the China-Russia energy cooperation]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article analyzes Russia's foreign policy towards China focusing on energy cooperation. The purpose is to understand the “turn to the East” of the international performance of Moscow and its factors. We propose the hypothesis that one of the effects of the resurgence of the use of force by the United States and the siege of the Eurasian space has been the approachment between China and Russia. The result has been the leverage of regional integration (OCX, UEE and New Silk Road) providing the region with modern transport, communication and energy infrastructure. The orientalization of Russian pipelines, which is then part of Kremlin's turn to the East, may be not exactly a choice but an imposed circumstance. In short, us unilateralism may cause several effects on expectations in the context of emergence of a new power configuration in the world.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>A &laquo;virada para o Leste&raquo; na pol&iacute;tica externa russa e a intensifica&ccedil;&atilde;o da coopera&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica sino-russa</b></p>     <p><b>The Russian&rsquo;s foreign policy turn to the East and the intensification of the China-Russia energy cooperation</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Diego Pautasso* e Bruno Mariotto Jubran**</b></p>     <p>* Col&eacute;gio Militar de Porto Alegre | Av. Jos&eacute; Bonif&aacute;cio, 363 - Farroupilha, Porto Alegre - RS, 90040-130 | <a href="mailto:dgpautasso@gmail.com">dgpautasso@gmail.com</a></p>     <p>** SEPLAG/RS | Av. Borges de Medeiros, 1501 &ndash; Praia de Belas, Porto Alegre - RS, 90020-020 | <a href="mailto:mariotto.bruno@gmail.com">mariotto.bruno@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este artigo analisa a pol&iacute;tica externada R&uacute;ssia para a China, com &ecirc;nfase na coopera&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica. O prop&oacute;sito &eacute; compreender a &laquo;virada para o Leste&raquo; da atua&ccedil;&atilde;o internacional de Moscou e quais seus fatores condicionantes. Sugere-se como hip&oacute;tese que um dos efeitos do recrudescimento do recurso &agrave; for&ccedil;a por parte dos Estados Unidos e do cerco ao espa&ccedil;o euroasi&aacute;tico tem sido o estreitamento das rela&ccedil;&otilde;es sino-russas. O resultado tem sido o avan&ccedil;o da integra&ccedil;&atilde;o regional (OCX, UEE e Nova Rota da Seda), dOTANdo a regi&atilde;o de moderna infraestrutura de transporte, comunica&ccedil;&atilde;o e energia. A <i>orientaliza&ccedil;&atilde;o dos dutos</i> da R&uacute;ssia se enquadra nesse contexto de &laquo;virada para o Leste&raquo; da diplomacia do Kremlin, menos por escolha do que por necessidades contextuais. Em suma, o unilateralismo estadunidense pode produzir efeitos diversos &agrave;s expectativas, num contexto de emerg&ecirc;ncia de novas configura&ccedil;&otilde;es de poder no mundo.</p>     <p><b>Palavras-chaves</b>: R&uacute;ssia, China, coopera&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This article analyzes Russia&rsquo;s foreign policy towards China focusing on energy cooperation. The purpose is to understand the &ldquo;turn to the East&rdquo; of the international performance of Moscow and its factors. We propose the hypothesis that one of the effects of the resurgence of the use of force by the United States and the siege of the Eurasian space has been the approachment between China and Russia. The result has been the leverage of regional integration (OCX, UEE and New Silk Road) providing the region with modern transport, communication and energy infrastructure. The <i>orientalization</i> of Russian pipelines, which is then part of Kremlin&rsquo;s turn to the East, may be not exactly a choice but an imposed circumstance. In short, us unilateralism may cause several effects on expectations in the context of emergence of a new power configuration in the world.</p>     <p><b>Keywords</b>: Russia, China, energy cooperation.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>Embora manuais de estudos de seguran&ccedil;a internacional sequer mencionem a quest&atilde;o energ&eacute;tica<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a> e o tema seja debatido ainda embrionariamente no Brasil<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>, a seguran&ccedil;a energ&eacute;tica n&atilde;o &eacute; apenas crucial para a soberania e desenvolvimento de qualquer pa&iacute;s, mas tamb&eacute;m o &eacute; para a distribui&ccedil;&atilde;o de poder e as transforma&ccedil;&otilde;es em curso no sistema internacional. A seguran&ccedil;a energ&eacute;tica tem sido central &agrave;s pot&ecirc;ncias mundiais desde a consolida&ccedil;&atilde;o do capitalismo, recrudescida no P&oacute;s-Guerra e ap&oacute;s as crises petrol&iacute;feras dos anos 1970.</p>     <p>Desde o in&iacute;cio da Segunda Revolu&ccedil;&atilde;o Industrial, o petr&oacute;leo tem sido a base da economia moderna: &eacute; insumo b&aacute;sico da ind&uacute;stria, for&ccedil;a motriz dos transportes, <i>commodity</i> geradora de recursos financeiros, indutor de grandes investimentos, base de amplas cadeias industriais, entre outras fun&ccedil;&otilde;es. No campo pol&iacute;tico, a seguran&ccedil;a energ&eacute;tica, ligada &agrave;s disputas pelo petr&oacute;leo, tem condicionado a soberania das na&ccedil;&otilde;es, a capacidade operacional das for&ccedil;as armadas e, consequentemente, a governabilidade e a sustenta&ccedil;&atilde;o das elites no poder. A pol&iacute;tica internacional est&aacute; entrela&ccedil;ada com as disputas por esse recurso f&oacute;ssil como, por exemplo, a condu&ccedil;&atilde;o de opera&ccedil;&otilde;es encobertas, golpes de Estado, interven&ccedil;&otilde;es militares, alian&ccedil;as diplom&aacute;ticas, entre outras atividades comuns no cen&aacute;rio internacional<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>.</p>     <p>A seguran&ccedil;a energ&eacute;tica ganha ainda mais relev&acirc;ncia, pois se relaciona diretamente &agrave; estrat&eacute;gia de duas grandes pot&ecirc;ncias, China e R&uacute;ssia, cujas inser&ccedil;&otilde;es internacionais condicionam todo o quadro geopol&iacute;tico regional e a balan&ccedil;a de poder global. A primeira &eacute; desde 2009 o maior consumidor de energia do mundo, e consumiu em 2016 um volume cerca de 137 quadrilh&otilde;es<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a> de BTU (British Thermal Unit), contra cerca de 98 quadrilh&otilde;es de BTU dos Estados Unidos, e um dos l&iacute;deres na importa&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo e g&aacute;s<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>. A segunda tornou-se um dos maiores produtores e exportadores de hidrocarbonetos, al&eacute;m de ocupar posi&ccedil;&atilde;o chave nos corredores de escoamentos destes recursos. Sugere-se que a chamada &laquo;virada para o Leste&raquo; da pol&iacute;tica externa russa remonta inicialmente &agrave; ascens&atilde;o de Primakov na chancelaria russa e, posteriormente, ao Governo Putin, no contexto do processo de integra&ccedil;&atilde;o na Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o de Xangai (OCX). O objetivo &eacute; verificar em que medida essa reaproxima&ccedil;&atilde;o tem dependido n&atilde;o apenas das escolhas de Moscou e Beijing, mas, em grande medida, da conjuntura internacional adversa, marcada pela escalada unilateral dos Estados Unidos.</p>     <p>O presente trabalho busca lan&ccedil;ar luz sobre as rela&ccedil;&otilde;es sino-russas, com o foco na quest&atilde;o energ&eacute;tica, para compreender a din&acirc;mica regional e global de poder. As novas configura&ccedil;&otilde;es de poder, por sua vez, relacionam-se com a integra&ccedil;&atilde;o da Eur&aacute;sia (<i>heartland</i>) e com as din&acirc;micas sist&ecirc;micas de acumula&ccedil;&atilde;o capitalista, incluindo os ataques ao Estado de Bem-Estar Social<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a> e a consequente amplia&ccedil;&atilde;o da polariza&ccedil;&atilde;o social<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>VIS&Atilde;O PANOR&Acirc;MICA DA POL&Iacute;TICA EXTERNA RUSSA: A VIRADA AUTONOMISTA DESDE O FINAL DOS ANOS 1990</b></p>     <p>Antes de se analisar a evolu&ccedil;&atilde;o recente da pol&iacute;tica exterior russa, faz-se necess&aacute;rio atentar para o fato de que a principal orienta&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica do pa&iacute;s desde o colapso da Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica em 1991 volta-se &agrave; gest&atilde;o de quest&otilde;es securit&aacute;rias e econ&ocirc;micas em rela&ccedil;&atilde;o aos pa&iacute;ses ocidentais, sobretudo &agrave;queles agrupados em torno da Organiza&ccedil;&atilde;o do Tratado do Atl&acirc;ntico Norte (OTAN). Essa rela&ccedil;&atilde;o tem balizado todos os nexos da R&uacute;ssia com os demais pa&iacute;ses do mundo, inclusive nas rela&ccedil;&otilde;es com a China.</p>     <p>A literatura especializada em an&aacute;lise de pol&iacute;tica externa costuma a propor uma gradua&ccedil;&atilde;o para identificar a abrang&ecirc;ncia e a profundidade das mudan&ccedil;as em mat&eacute;ria de pol&iacute;tica externa, no sentido de diferenciar eventuais ajustes conjunturais de reordenamentos complexos, objeto desta se&ccedil;&atilde;o. A categoria de &laquo;reorienta&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;tica externa&raquo;, como descrito por Hermann<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>, trata-se de &laquo;redirecionamento de toda a orienta&ccedil;&atilde;o de um ator em rela&ccedil;&atilde;o a quest&otilde;es mundiais&raquo;<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>, e que se diferencia das demais mudan&ccedil;as menores, pois &laquo;envolve uma mudan&ccedil;a b&aacute;sica no papel e nas atividades internacionais do ator&raquo;<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>, e que &laquo;n&atilde;o apenas uma &uacute;nica pol&iacute;tica, mas muitas s&atilde;o mais ou menos alteradas&raquo;<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a>. Esse conceito pode ser aplicado ao nosso caso para entender a din&acirc;mica da pol&iacute;tica externa russa em meados da d&eacute;cada de 1990.</p>     <p>A tentativa de aproxima&ccedil;&atilde;o incondicional com os estados &eacute; observ&aacute;vel apenas nos anos imediatamente posteriores ao fim da Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica, em 1991. A nova R&uacute;ssia emergiu com uma base de poder reduzida, tanto sob aspetos territoriais, como demogr&aacute;ficos e econ&ocirc;micos. No c&aacute;lculo dos estadistas russos, a aproxima&ccedil;&atilde;o com os Estados Unidos era estrat&eacute;gica, pois esses poderiam convalidar a transforma&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica e pol&iacute;tica em curso no pa&iacute;s<sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>. Essa fase &eacute; designada como o auge do internacionalismo liberal<sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>, e correspondeu aos anos de Andrey V. K&ocirc;zyrev na titularidade do Minist&eacute;rio dos Neg&oacute;cios Estrangeiros, entre 1992 e 1996. Esse per&iacute;odo, contudo, esteve em decad&ecirc;ncia j&aacute; a partir de 1993, e teve seu fim em 1996, com a designa&ccedil;&atilde;o de Evgu&ecirc;niy Primakov em substitui&ccedil;&atilde;o a K&ocirc;zyrev. Com a virada nacionalista em 1996 &ndash; geralmente entendida como produto do aumento das cr&iacute;ticas internas e dos parcos resultados do relacionamento com o Ocidente &ndash;, a diplomacia russa adotou uma postura crescentemente aut&ocirc;noma, sobretudo em diversos conflitos no &laquo;Exterior Pr&oacute;ximo&raquo;<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a>.</p>     <p>Primakov promoveu a aproxima&ccedil;&atilde;o com grandes pa&iacute;ses do mundo em desenvolvimento, quando a situa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e econ&ocirc;mica no pa&iacute;s parecia estabilizar-se. Naquele ano, lan&ccedil;ou o Tri&acirc;ngulo Estrat&eacute;gico, um mecanismo de di&aacute;logo informal com participa&ccedil;&atilde;o de R&uacute;ssia, China e &Iacute;ndia, e ajudou a criar o Grupo dos Cinco de Xangai, mecanismo de coopera&ccedil;&atilde;o informal entre R&uacute;ssia, China, Cazaquist&atilde;o, Tadjiquist&atilde;o e Quirguist&atilde;o, que levou &agrave; cria&ccedil;&atilde;o da OCX, em 2001.</p>     <p>Essa reorienta&ccedil;&atilde;o padeceu das dificuldades decorrentes da precariedade do quadro pol&iacute;tico e econ&ocirc;mico vivenciado pela R&uacute;ssia no final da d&eacute;cada de 1990 e careceu de avan&ccedil;os concretos na coopera&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica (e, por ora, energ&eacute;tica) entre Pequim e Moscou. A deflagra&ccedil;&atilde;o da crise econ&ocirc;mico-banc&aacute;ria em 1998, acompanhada do acirramento do conflito tchetcheno, repercutiu nas institui&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas do pa&iacute;s<sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>. A turbul&ecirc;ncia interna comprometeu a consecu&ccedil;&atilde;o de imperativos na agenda da pol&iacute;tica externa. Por exemplo, a realiza&ccedil;&atilde;o de uma viagem presidencial &agrave; Am&eacute;rica Latina, prometida desde 1996, foi reiteradamente postergada naquele momento, tanto pelas dificuldades institucionais, como pelo agravamento das condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de de Yeltsin<sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>.</p>     <p>O ano de 1999 &ndash; portanto, o &uacute;ltimo de Yeltsin no poder &ndash; habilitou a implementa&ccedil;&atilde;o da nova pol&iacute;tica externa, na qual o setor energ&eacute;tico (sobretudo o de hidrocarbonetos) tem desempenhado fun&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica na proje&ccedil;&atilde;o de poder externamente. Em primeiro lugar, j&aacute; a partir daquele ano, os pre&ccedil;os internacionais do petr&oacute;leo come&ccedil;am a se recuperar, mantendo-se a tend&ecirc;ncia crescente durante quase toda a d&eacute;cada seguinte. A recupera&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica estava intimamente relacionada a esse aspeto, dado o cont&iacute;nuo ingresso de receitas obtidas com as exporta&ccedil;&otilde;es do insumo, permitindo um crescente influxo de d&oacute;lares e de outras moedas fortes para o governo e para a economia<sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>. Por outro lado, o di&aacute;logo com a OTAN deteriorou-se significativamente devido &agrave; incorpora&ccedil;&atilde;o de pa&iacute;ses do antigo bloco socialista &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o e ao bombardeio pela mesma &agrave; Iugosl&aacute;via.</p>     <p>A ascens&atilde;o de Vladimir V. Putin &agrave; Presid&ecirc;ncia em 2000 beneficiou-se justamente dessa conjuntura mais favor&aacute;vel &agrave; inser&ccedil;&atilde;o global da R&uacute;ssia. J&aacute; em seu primeiro ano de governo, foram publicados v&aacute;rios documentos oficiais que exprimiam essa reorienta&ccedil;&atilde;o, tais como a nova vers&atilde;o da Concep&ccedil;&atilde;o de Pol&iacute;tica Externa, al&eacute;m da Doutrina de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o, entre outros documentos. No entanto, esses documentos n&atilde;o se referiam ao Ocidente como fonte de amea&ccedil;a &agrave; seguran&ccedil;a russa, ao enfatizar a possibilidade de manter &laquo;rela&ccedil;&otilde;es vigorosas&raquo; com os Estados Unidos de forma a apoiar as reformas internas na R&uacute;ssia<sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>. Os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos propiciaram uma oportunidade de a R&uacute;ssia demonstrar esse interesse. Durante a a&ccedil;&atilde;o militar internacional no Afeganist&atilde;o, a R&uacute;ssia permitiu, inclusive, o sobrevoo de seu espa&ccedil;o a&eacute;reo por aeronaves da coaliz&atilde;o anti-Talib&atilde;, e concordou com o uso de bases militares da &Aacute;sia Central pela Casa Branca.</p>     <p>A disposi&ccedil;&atilde;o em viabilizar a coopera&ccedil;&atilde;o com os Estados Unidos esvaeceu-se ao longo da d&eacute;cada. Ainda em 2002, a sa&iacute;da unilateral de Washington do Acordo sobre M&iacute;sseis Antibal&iacute;sticos (ABMT, na sigla em ingl&ecirc;s) evidenciou os limites da coopera&ccedil;&atilde;o entre Washington e Moscou. No ano seguinte, a invas&atilde;o militar liderada pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido contra o Iraque suscitou oposi&ccedil;&atilde;o entre diversos membros da comunidade internacional, inclusive da pr&oacute;pria R&uacute;ssia.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As chamadas <i>revolu&ccedil;&otilde;es coloridas</i> em pa&iacute;ses do espa&ccedil;o p&oacute;s-sovi&eacute;tico, regi&atilde;o crucial para os interesses estrat&eacute;gicos russos, t&ecirc;m sido percebidas em Moscou como a&ccedil;&otilde;es comandadas por organiza&ccedil;&otilde;es de intelig&ecirc;ncia e <i>think tanks</i> ocidentais para estabelecer regimes contr&aacute;rios &agrave; R&uacute;ssia, de forma a reduzir sua esfera de influ&ecirc;ncia e dificultar sua atua&ccedil;&atilde;o regional. Para Moscou esses eventos enquadram-se no escopo das t&aacute;ticas de <i>regime change</i> lideradas pelos Estados Unidos como forma de potencializar sua interven&ccedil;&atilde;o em outros pa&iacute;ses, direta e indiretamente, via embargos e san&ccedil;&otilde;es (puni&ccedil;&otilde;es coletivas), apoio a grupos insurgentes (incluindo terroristas-fundamentalistas), campanha de <i>kill/capture</i>, contratos com mercen&aacute;rios, atividades sistem&aacute;ticas de intelig&ecirc;ncia (CIA, NSA), guerra por procura&ccedil;&atilde;o (<i>proxy war</i>), bombardeio com <i>drones</i> e desestabiliza&ccedil;&otilde;es por meio de novidades t&aacute;ticas, como novas m&iacute;dias, inclusive via redes sociais, e organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais (como por exemplo, National Endowment for Democracy, Freedom House, Open Society), entre outros meios<sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>. Em 2003, a Revolu&ccedil;&atilde;o das Rosas na Ge&oacute;rgia possibilitou a ascens&atilde;o de Mikhail Saakashvili, pol&iacute;tico claramente favor&aacute;vel &agrave; incorpora&ccedil;&atilde;o de seu pa&iacute;s &agrave; OTAN; em 2004, a Revolu&ccedil;&atilde;o Laranja na Ucr&acirc;nia alavancou Viktor Yushchenko, tamb&eacute;m explicitamente ocidentalista e cr&iacute;tico a Putin.</p>     <p>Em 2014, ocorreu na Ucr&acirc;nia o caso mais expressivo de <i>regime change</i>, que resultou na ascens&atilde;o de um governo pr&oacute;-Ocidente e na eclos&atilde;o de um conflito no Leste do pa&iacute;s. A situa&ccedil;&atilde;o tem desafiado o Governo russo, o qual evita intervir diretamente e apoia os Acordos de Minsk I e II (2014 e 2015), enquanto os Estados Unidos inclinam-se a decretar san&ccedil;&otilde;es, autorizar o envio de armas letais para Kiev, apoiar grupos neonazistas ucranianos, realizar manobras da OTAN no mar Negro e manifestar oposi&ccedil;&atilde;o a qualquer forma de autonomia das regi&otilde;es de Donetsk e Lugansk<sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>. A esse quadro somam-se as crises do g&aacute;s com a Ucr&acirc;nia e Belarus, cujos efeitos sobre as rela&ccedil;&otilde;es com o Ocidente europeu s&atilde;o decisivos, pois afetam a seguran&ccedil;a energ&eacute;tica do continente, sobretudo de seu centro econ&ocirc;mico, a Alemanha.</p>     <p>A guerra na S&iacute;ria evidenciou o ressurgimento da R&uacute;ssia em assuntos internacionais para al&eacute;m de suas fronteiras imediatas e influenciou seus alinhamentos diplom&aacute;ticos. O chanceler russo, Sergu&ecirc;y Lavr&ocirc;v, destacou a necessidade de &laquo;prevenir na S&iacute;ria o roteiro l&iacute;bio e outros acontecimentos dolorosos que tiveram lugar na regi&atilde;o por causa da obsess&atilde;o dos nossos parceiros ocidentais com as ideias de alterar os regimes indesej&aacute;veis&raquo;<sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a>. A atua&ccedil;&atilde;o militar russa levou ao decl&iacute;nio do Estado Isl&acirc;mico e fortaleceu sua rela&ccedil;&atilde;o com o eixo S&iacute;ria-Ir&atilde; como anteparo &agrave; tentativa dos Estados Unidos de consolidar um eixo do Afeganist&atilde;o &agrave; S&iacute;ria. Al&eacute;m da presen&ccedil;a assertiva no Oriente M&eacute;dio, a R&uacute;ssia passou a influir mais sobre o &laquo;basti&atilde;o estrat&eacute;gico sul&raquo;, incluindo nos mares Negro e C&aacute;spio, e no C&aacute;ucaso, cruciais na posi&ccedil;&atilde;o russa na seguran&ccedil;a energ&eacute;tica regional e possivelmente global<sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>. Deve-se ressaltar que o espa&ccedil;o p&oacute;s-sovi&eacute;tico &eacute; a &aacute;rea de primazia, o epicentro das preocupa&ccedil;&otilde;es estrat&eacute;gicas internacionais de Moscou, de modo que as amea&ccedil;as influenciam a tomada de decis&atilde;o de seus formuladores de pol&iacute;tica externa e, por sua vez, as suas reorienta&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A &laquo;VIRADA PARA O LESTE&raquo; E AS RELA&Ccedil;&Otilde;ES COM A CHINA</b></p>     <p>Para desenvolver a hip&oacute;tese de uma &laquo;virada para o Leste&raquo; da pol&iacute;tica externa russa, cabe periodizar as rela&ccedil;&otilde;es sino-russas<sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a>. Ainda nos anos derradeiros da URSS, os dois vizinhos iniciam movimentos no sentido de dirimir as rivalidades caracter&iacute;sticas da Guerra Fria. Uma esp&eacute;cie de <i>reconcilia&ccedil;&atilde;o sino-russa</i> (1985-1993) dependeu das novas lideran&ccedil;as destes pa&iacute;ses, Deng Xiaoping e Mikhail Gorbachev, e, posteriormente, das transforma&ccedil;&otilde;es sist&ecirc;micas na R&uacute;ssia. Segundo Wilson, a reaproxima&ccedil;&atilde;o sino-sovi&eacute;tica foi imediatamente ofuscada por uma s&eacute;rie de acontecimentos nacionais e internacionais, como o colapso da URSS, os confrontos na Pra&ccedil;a da Paz Celestial<sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a>, al&eacute;m da escalada unilateralista dos Estados Unidos, incluindo o uso da for&ccedil;a contra o Iraque em 1990-1991 e a imposi&ccedil;&atilde;o de san&ccedil;&otilde;es &agrave; L&iacute;bia e &agrave; S&eacute;rvia em 1992<sup><a href="#25">25</a></sup><a name="top25"></a>.</p>     <p>A seguir, a <i>parceria construtiva</i> <i>(1993-1996)</i> marcou uma nova din&acirc;mica nas rela&ccedil;&otilde;es sino-russas. Sob conjuntura de crise econ&ocirc;mica e constitucional em 1993, firmou-se a Declara&ccedil;&atilde;o Conjunta Sino-Russa, que lan&ccedil;ou o conceito de <i>parceria construtiva</i> e incluiu: o fortalecimento da confian&ccedil;a m&uacute;tua, a coopera&ccedil;&atilde;o no Conselho de Seguran&ccedil;a das Na&ccedil;&otilde;es Unidas e o incremento da coopera&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica e comercial, especialmente nas &aacute;reas de fronteira. De acordo com Wilson<sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a>, a China e a R&uacute;ssia come&ccedil;aram a adotar princ&iacute;pios diplom&aacute;ticos convergentes em &acirc;mbito internacional.</p>     <p><i>O in&iacute;cio da parceria estrat&eacute;gica (1996-2001)</i> ocorreu com a nomea&ccedil;&atilde;o de Primakov &agrave; chefia da diplomacia russa em 1996 e dos movimentos de proje&ccedil;&atilde;o de poder dos Estados Unidos nas imedia&ccedil;&otilde;es da R&uacute;ssia e da China. A formula&ccedil;&atilde;o do conceito de <i>parceria estrat&eacute;gica</i> pode ser dada pela virada &laquo;eurasianista&raquo; nesse per&iacute;odo pela R&uacute;ssia, centrado em quatro vetores principais: a cria&ccedil;&atilde;o de condi&ccedil;&otilde;es externas para fortalecer a integridade territorial do pa&iacute;s; a reintegra&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o da ex-URSS; a dissolu&ccedil;&atilde;o dos conflitos regionais e inter&eacute;tnicos na Comunidade de Estados Independentes (CEI) e na Iugosl&aacute;via; e a preven&ccedil;&atilde;o de novos focos de tens&atilde;o e de prolifera&ccedil;&atilde;o de armas de destrui&ccedil;&atilde;o em massa<sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>. Ademais, os movimentos de proje&ccedil;&atilde;o de poder dos Estados Unidos estimularam a articula&ccedil;&atilde;o diplom&aacute;tica sino-russa. Al&eacute;m do desconforto russo com a expans&atilde;o da OTAN, a China incomodou-se com iniciativas estadunidenses, como o estacionamento de dois porta-avi&otilde;es do pa&iacute;s no estreito de Taiwan, o incremento da venda de armas &agrave; ilha, e a revis&atilde;o das Orienta&ccedil;&otilde;es para a Coopera&ccedil;&atilde;o em Defesa entre Estados Unidos e Jap&atilde;o (1996).</p>     <p><i>A institucionaliza&ccedil;&atilde;o da integra&ccedil;&atilde;o regional (2001-2008) </i>iniciou-se com a assinatura do Tratado Sino-Russo de Boa Vizinhan&ccedil;a, Amizade e Coopera&ccedil;&atilde;o e da OCX em 2001. Nesse momento, os Estados Unidos projetavam poder a partir da Guerra Global ao Terror e de uma nova rodada de expans&atilde;o da OTAN em 2004, al&eacute;m da eclos&atilde;o de outros focos de conflito no entorno territorial sino-russo, como no caso das revolu&ccedil;&otilde;es coloridas (ver se&ccedil;&atilde;o anterior).</p>     <p><i>O aprofundamento das rela&ccedil;&otilde;es sino-russas</i> tem-se revelado desde a crise financeira de 2008; como exemplo, a cria&ccedil;&atilde;o do agrupamento BRICS (Brasil, R&uacute;ssia, &Iacute;ndia, China e &Aacute;frica do Sul) com a primeira de c&uacute;pula em 2009, do Novo Banco de Desenvolvimento e do Acordo Contingente de Reservas em 2011 nesse &acirc;mbito, colocando-se como espa&ccedil;o alternativo ao Sistema Bretton Woods<sup><a href="#28">28</a></sup><a name="top28"></a>. Em um contexto mais amplo, a intensifica&ccedil;&atilde;o da conten&ccedil;&atilde;o da R&uacute;ssia pelos Estados Unidos via expans&atilde;o da OTAN, <i>revolu&ccedil;&otilde;es coloridas</i>, imposi&ccedil;&atilde;o de embargos, entre outros m&eacute;todos tem gerado incentivos para o estreitamento das rela&ccedil;&otilde;es sino-russas e a conforma&ccedil;&atilde;o de estruturas de poder alternativas &agrave;quelas do P&oacute;s-Guerra.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar de Moscou e Beijing terem rela&ccedil;&otilde;es eivadas de contradi&ccedil;&otilde;es, cujas origens remontam &agrave; &eacute;poca dos imp&eacute;rios Tzarista e do Meio, passando pelo cisma sino-sovi&eacute;tico da d&eacute;cada de 1960 e culminando nas atuais competi&ccedil;&otilde;es por protagonismo global, competi&ccedil;&atilde;o regional e seus mecanismos de desenvolvimento nacionais, a pol&iacute;tica de conten&ccedil;&atilde;o ao eixo sino-russo desencadeada pelos Estados Unidos e por outros pa&iacute;ses ocidentais tem levado &agrave; intensifica&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es bilaterais e &agrave; articula&ccedil;&atilde;o de um novo balan&ccedil;o de for&ccedil;as na Eur&aacute;sia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A COOPERA&Ccedil;&Atilde;O ENERG&Eacute;TICA NA APROXIMA&Ccedil;&Atilde;O SINO-RUSSA</b></p>     <p>A seguran&ccedil;a energ&eacute;tica afeta a economia mais din&acirc;mica do mundo desde 1980, a China, e a maior pot&ecirc;ncia em hidrocarbonetos (petr&oacute;leo, carv&atilde;o e g&aacute;s somados) da Eur&aacute;sia, a R&uacute;ssia. Por um lado, a China apresentava at&eacute; 1993 excedente em petr&oacute;leo, mas, em 2017, tornou-se o maior importador mundial, com 8,4 milh&otilde;es de barris por dia (mb/d), superando inclusive os 7,9 mb/d dos Estados Unidos<sup><a href="#29">29</a></sup><a name="top29"></a>. Por outro, a R&uacute;ssia tem visto sua economia oscilar em decorr&ecirc;ncia de choques e contrachoques petrol&iacute;feros<sup><a href="#30">30</a></sup><a name="top30"></a>.</p>     <p>O fato de ter se tornado o maior importador mundial de petr&oacute;leo tem sido utilizado no empenho do Governo chin&ecirc;s em internacionalizar o yuan (RMB). Esse movimento &eacute; parte de uma nova geografia financeira global alavancada pela China, com iniciativas combinadas de cria&ccedil;&atilde;o de bancos multilaterais, tais como o Banco Asi&aacute;tico de Investimento em Infraestrutura (AIIB) e o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) e de bancos nacionais de fomento &ndash; Banco da Agricultura da China (BAC), Banco da China (BC), Banco da Constru&ccedil;&atilde;o da China (BCC) e Banco Industrial e Comercial da China (BCIC) &ndash;, de acordos de <i>swap</i> cambial, da press&atilde;o para ampliar o peso do RMB nas institui&ccedil;&otilde;es do Sistema Bretton Woods e da cria&ccedil;&atilde;o de uma zona monet&aacute;ria regional a partir da Nova Rota da Seda. &Eacute; n&iacute;tido o interesse da China em lastrear seu com&eacute;rcio de petr&oacute;leo com sua moeda nacional, erodindo um dos pilares do poder financeiros dos Estados Unidos, o petrod&oacute;lar. Na condi&ccedil;&atilde;o de maior importador de petr&oacute;leo, o Governo chin&ecirc;s tem estabelecido acordos de compra de hidrocarbonetos transacionados em RMB, transformando sua vulnerabilidade inicial (demanda por petr&oacute;leo) numa ferramenta para ancorar sua moeda.</p>     <p>Dito isso, &eacute; evidente que a estrat&eacute;gia diplom&aacute;tica da China para o setor energ&eacute;tico passa, sobremaneira, pela R&uacute;ssia, e vice-versa. Como nos outros setores, a reaproxima&ccedil;&atilde;o entre os dois pa&iacute;ses deu-se ap&oacute;s a ascens&atilde;o de Gorbachev na URSS. Em 1987, a Comiss&atilde;o Sino-Sovi&eacute;tica de Economia, Com&eacute;rcio e Coopera&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fico-Tecnol&oacute;gica formou grupos de trabalho para discutir a quest&atilde;o energ&eacute;tica e criou a Comiss&atilde;o Bilateral sobre Coopera&ccedil;&atilde;o na Esfera Energ&eacute;tica, em dezembro de 1996. Durante a visita a Pequim do primeiro-ministro russo Viktor Tchernomyrdin, em junho de 1997, os dois pa&iacute;ses assinaram o acordo de explora&ccedil;&atilde;o do campo de g&aacute;s de Kovytkinskoye, pr&oacute;ximo a Irkutsk, e a constru&ccedil;&atilde;o de um gasoduto na China<sup><a href="#31">31</a></sup><a name="top31"></a>. Entretanto, a aproxima&ccedil;&atilde;o foi dificultada pela crise econ&ocirc;mica na R&uacute;ssia durante os anos 1990: entre 1988 e 1998, a produ&ccedil;&atilde;o petrol&iacute;fera no pa&iacute;s recuou de 11 mb/d para 6 mb/d em m&eacute;dia, em fun&ccedil;&atilde;o do colapso nos investimentos<sup><a href="#32">32</a></sup><a name="top32"></a>. Apesar da exist&ecirc;ncia de equipamentos obsoletos, de car&ecirc;ncia de investimentos, da m&aacute; gest&atilde;o e corrup&ccedil;&atilde;o, a debilidade na ind&uacute;stria petrol&iacute;fera russa come&ccedil;ou a ser revertida a partir do final dos anos 1990, diante de melhorias conjunturais, como a crescente demanda chinesa, o aumento dos pre&ccedil;os internacionais dos hidrocarbonetos, a desvaloriza&ccedil;&atilde;o do rublo e, sobretudo, a aproxima&ccedil;&atilde;o diplom&aacute;tica bilateral<sup><a href="#33">33</a></sup><a name="top33"></a>.</p>     <p>Na R&uacute;ssia, condicionava-se a retomada do crescimento econ&ocirc;mico &agrave; recupera&ccedil;&atilde;o do setor de hidrocarbonetos; para tanto, via-se como necess&aacute;rio retomar controle decis&oacute;rio pelo Estado e neutralizar o poder das oligarquias originadas das privatiza&ccedil;&otilde;es da d&eacute;cada de 1990. O caso mais caracter&iacute;stico foi o da Gazprom, antigo Minist&eacute;rio da Ind&uacute;stria do Petr&oacute;leo e do G&aacute;s da Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica, que passou para o controle privado em 1992 de grupos ligados a Boris Yeltsin; em 2005, por meio de compra de ativos, expropria&ccedil;&atilde;o sem indeniza&ccedil;&otilde;es e multas, o Estado reassumiu o controle decis&oacute;rio da empresa. De forma an&aacute;loga, o pa&iacute;s reestruturou outras grandes empresas energ&eacute;ticas, como a Rosneft, a Lukoil, a Surgutneftgaz, a TNK-BP e a Yukos. O setor energ&eacute;tico pode ser caracterizado como o n&uacute;cleo din&acirc;mico da economia russa: seu desempenho repercute decisivamente nas vari&aacute;veis econ&ocirc;micas centrais, como PIB, balan&ccedil;a de pagamentos e reservas internacionais.</p>     <p>Os recursos energ&eacute;ticos transformaram-se tamb&eacute;m num importante instrumento de poder diplom&aacute;tico<sup><a href="#34">34</a></sup><a name="top34"></a>, inclusive como forma de compensar a fragilidade econ&ocirc;mica do pa&iacute;s. Como o setor de petr&oacute;leo e g&aacute;s contribuiu decisivamente para a recupera&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica russa ap&oacute;s a ascens&atilde;o de Putin, &eacute; not&aacute;vel a preocupa&ccedil;&atilde;o em fortalecer e diversificar novos mercados devido &agrave; forte depend&ecirc;ncia da demanda europeia. A China e o mercado asi&aacute;tico constituem-se em importante alternativa para o mercado de petr&oacute;leo e g&aacute;s russo. Em setembro de 2004, os primeiros-ministros Wen Jiabao (China) e Mikhail Fradkov (R&uacute;ssia) declararam que seus pa&iacute;ses refor&ccedil;ariam a coopera&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito energ&eacute;tico<sup><a href="#35">35</a></sup><a name="top35"></a>. Essa manifesta&ccedil;&atilde;o enquadra-se no objetivo russo de conectar sua rede de oleodutos ao porto mar&iacute;timo de K&ocirc;zmino, na costa do Pac&iacute;fico, voltados a todos os pa&iacute;ses da regi&atilde;o, evitando eventual excessiva depend&ecirc;ncia do mercado chin&ecirc;s<sup><a href="#36">36</a></sup><a name="top36"></a> (ver mapa 1, p. 88). Diante das press&otilde;es chinesas, em 2008 foi assinado um memorando prevendo a constru&ccedil;&atilde;o de um ramal de 67 quil&oacute;metros do oleoduto Sib&eacute;ria Oriental-Oceano Pac&iacute;fico para abastecer a economia durante vinte anos, desde 2010<sup><a href="#37">37</a></sup><a name="top37"></a>.</p>     <p>A R&uacute;ssia ainda direciona a maior parte de suas exporta&ccedil;&otilde;es de hidrocarbonetos para a Europa. Em 2016, quase 60% de suas exporta&ccedil;&otilde;es de petr&oacute;leo bruto e mais de 75% de suas exporta&ccedil;&otilde;es de g&aacute;s natural dirigiram-se a membros europeus da Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&ocirc;mico (OCDE). Ressalte-se, por&eacute;m, que a China j&aacute; &eacute; o maior importador individual de petr&oacute;leo russo, representando sozinha quase um ter&ccedil;o de todas as importa&ccedil;&otilde;es da OCDE (<a href="#f1">figura 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/ri/n61/n61a07f1.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>A <i>orientaliza&ccedil;&atilde;o dos dutos russos</i> a partir do in&iacute;cio do s&eacute;culo XXI reflete uma preocupa&ccedil;&atilde;o russa em reduzir sua excessiva depend&ecirc;ncia das vendas para a Europa. A constru&ccedil;&atilde;o de uma rede de infraestrutura de extra&ccedil;&atilde;o, refino e distribui&ccedil;&atilde;o de hidrocarbonetos no Extremo Oriente russo &eacute; um ind&iacute;cio da implementa&ccedil;&atilde;o dessa pol&iacute;tica. Em 2009, inaugurou-se o porto mar&iacute;timo petrol&iacute;fero de K&ocirc;zmino (integrante do complexo portu&aacute;rio de Vostochnyy), para o qual se direciona o oleoduto Sib&eacute;ria Oriental-Oceano Pac&iacute;fico (ESPO, na sigla em ingl&ecirc;s), o principal da por&ccedil;&atilde;o asi&aacute;tica da R&uacute;ssia.</p>     <p>O gasoduto &laquo;For&ccedil;a da Sib&eacute;ria&raquo; poder&aacute; alterar substancialmente a distribui&ccedil;&atilde;o do mercado de g&aacute;s natural da R&uacute;ssia, ao promover sua diversifica&ccedil;&atilde;o e ao estreitar la&ccedil;os com a China e com demais pa&iacute;ses asi&aacute;ticos. Como pode ser visto na <a href="#f1">figura 1</a>, as exporta&ccedil;&otilde;es russas de petr&oacute;leo e, particularmente, de g&aacute;s natural ainda permanecem direcionadas majoritariamente a pa&iacute;ses ocidentais, embora importantes reservas desses recursos se encontrem na por&ccedil;&atilde;o asi&aacute;tica de seu territ&oacute;rio. Em maio de 2014, as estatais Gazprom (R&uacute;ssia) e CNPC (China) assinaram acordos com dura&ccedil;&atilde;o de trinta anos que preveem fornecimento de cerca de 38 bilh&otilde;es de metros c&uacute;bicos anuais de g&aacute;s natural &agrave; China<sup><a href="#38">38</a></sup><a name="top38"></a>.</p>     <p>A China, embora demonstre interesse nos recursos russos, tamb&eacute;m atua para diversificar sua rede de suprimento. Para diminuir a elevada depend&ecirc;ncia dos insumos transportados via estreito de Malaca, regi&atilde;o com importante base militar norte-americana e alvo de pirataria, Pequim est&aacute; construindo o Corredor Econ&ocirc;mico China-Paquist&atilde;o e uma ampla rede de dutos na &Aacute;sia Central. Cabe destacar o gasoduto China-Turcomenist&atilde;o, com 6,8 mil quil&oacute;metros, inaugurado no final de 2009, cruzando Uzbequist&atilde;o e Cazaquist&atilde;o, at&eacute; a prov&iacute;ncia do Xinjiang, al&eacute;m do oleoduto Cazaquist&atilde;o-China, em opera&ccedil;&atilde;o desde 2006<sup><a href="#39">39</a></sup><a name="top39"></a>.</p>     <p>Ao se analisarem as tabelas 1 e 2, conclui-se que a pol&iacute;tica russa de amplia&ccedil;&atilde;o dos v&iacute;nculos econ&ocirc;micos com o Oriente, ao mesmo tempo em que se reduz a depend&ecirc;ncia aos mercados ocidentais, antecede a deteriora&ccedil;&atilde;o nas rela&ccedil;&otilde;es entre Moscou e as capitais ocidentais por conta dos desentendimentos acerca da crise ucraniana de 2014, pois diversos importantes projetos no Extremo Oriente russo foram conclu&iacute;dos anteriormente &agrave;s primeiras manifesta&ccedil;&otilde;es na capital ucraniana. A aplica&ccedil;&atilde;o de san&ccedil;&otilde;es por parte dos Estados Unidos e por governos europeus desde ent&atilde;o apenas acelerou a diversifica&ccedil;&atilde;o de parcerias na pol&iacute;tica externa russa, iniciada no final da d&eacute;cada de 1990.</p>     <p>Diante da centralidade da ind&uacute;stria de hidrocarbonetos para a economia russa, a efetiva&ccedil;&atilde;o da coopera&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica com outros pa&iacute;ses apresenta vi&eacute;s n&atilde;o apenas econ&ocirc;mico, como tamb&eacute;m pol&iacute;tico e estrat&eacute;gico. A coopera&ccedil;&atilde;o com a China n&atilde;o &eacute; meramente resultado do desejo do Governo russo em incrementar suas receitas de exporta&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m de reduzir a condi&ccedil;&atilde;o de depend&ecirc;ncia aos mercados europeus, vista como fator de vulnerabilidade para o pa&iacute;s, seja pela depend&ecirc;ncia, seja pela maior aproxima&ccedil;&atilde;o diplom&aacute;tica da Uni&atilde;o Europeia com os Estados Unidos. Ali&aacute;s, diversas pol&iacute;ticas emanadas de Washington tiveram apoio predominante de Bruxelas, incluindo expans&atilde;o da OTAN, embargos &agrave; economia russa, apoio a regimes antirrussos no seu entorno estrat&eacute;gico, alinhamento na tentativa de depor Assad na S&iacute;ria, entre outros.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a><a name="top40"></a> <img src="/img/revistas/ri/n61/n61a07t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="t2"></a><a name="top41"></a> <img src="/img/revistas/ri/n61/n61a07t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="top42"></a><a name="i1"></a> <img src="/img/revistas/ri/n61/n61a07i1.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="i2"></a><a name="top43"></a> <img src="/img/revistas/ri/n61/n61a07i2.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="i3"></a><a name="top44"></a> <img src="/img/revistas/ri/n61/n61a07i3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A coopera&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica permanece como um dos principais vetores das rela&ccedil;&otilde;es entre a China e a R&uacute;ssia. A seguran&ccedil;a energ&eacute;tica torna-se ainda mais crucial em um cen&aacute;rio de transi&ccedil;&atilde;o sist&ecirc;mica permeado de incertezas. Assim como a R&uacute;ssia busca evitar a depend&ecirc;ncia dos mercados ocidentais para suas exporta&ccedil;&otilde;es de hidrocarbonetos, tamb&eacute;m pretende evitar uma nova depend&ecirc;ncia frente &agrave; China. Do outro lado, ao mesmo tempo que a China faz esfor&ccedil;os para ter acesso aos recursos energ&eacute;ticos f&oacute;sseis russos, tamb&eacute;m atua para diversificar e ampliar a seguran&ccedil;a de seu suprimento.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b></p>     <p>&Eacute; poss&iacute;vel considerar que um dos efeitos do recrudescimento do recurso &agrave; for&ccedil;a pelos Estados Unidos e seu cerco ao espa&ccedil;o euroasi&aacute;tico tem sido o estreitamento das rela&ccedil;&otilde;es sino-russas, dirimindo-se, inclusive, algumas contradi&ccedil;&otilde;es bilaterais. A integra&ccedil;&atilde;o regional entre essas pot&ecirc;ncias eurasi&aacute;ticas avan&ccedil;a tanto pela dimens&atilde;o bilateral, quanto pela articula&ccedil;&atilde;o de iniciativas multilaterais, como s&atilde;o os casos da OCX e da Uni&atilde;o Econ&ocirc;mica Eurasi&aacute;tica (UEE). Na mesma linha, a Nova Rota da Seda tende a impulsionar o processo integrativo sinoc&ecirc;ntrico, dotando a regi&atilde;o de moderna infraestrutura de transporte, comunica&ccedil;&atilde;o e energia. Sugere-se, portanto, que a <i>orientaliza&ccedil;&atilde;o dos dutos</i> da R&uacute;ssia se enquadra nesse contexto de &laquo;virada para o Leste&raquo; da diplomacia de Moscou e da progressiva integra&ccedil;&atilde;o regional.</p>     <p>Contudo, a &laquo;virada para o Leste&raquo; n&atilde;o se caracteriza por um desinteresse de Moscou em rela&ccedil;&atilde;o ao Ocidente, dado que a Europa permanece como seu principal mercado e o principal vetor das quest&otilde;es securit&aacute;rias; e os Estados Unidos continuam sendo superpot&ecirc;ncia e elevam os custos de quaisquer rivalidades, o que explica as recorrentes tentativas do Kremlin de estabelecer rela&ccedil;&otilde;es menos conflitivas com Washington. Em suma, n&atilde;o se trata de uma escolha deliberada de Moscou, mas uma rea&ccedil;&atilde;o desse pa&iacute;s frente &agrave;s crescentes dificuldades observadas no relacionamento com pa&iacute;ses ocidentais. Cabe adicionar que a diplomacia chinesa, ao enfrentar problemas semelhantes no trato com o Ocidente, tem convertido a virada russa numa not&aacute;vel oportunidade diplom&aacute;tica.</p>     <p>Ou seja, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel compreender a evolu&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es sino-russas, inclusive no campo energ&eacute;tico, sen&atilde;o como desdobramento das rela&ccedil;&otilde;es incertas e tensas com os Estados Unidos e seus aliados. &Eacute; interessante notar que o hist&oacute;rico temor anglo-sax&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; conforma&ccedil;&atilde;o do <i>heartland</i> parece mais cr&iacute;vel do que no passado napole&ocirc;nico, nazifascista ou mesmo sovi&eacute;tico. A situa&ccedil;&atilde;o se torna mais complexa pois a &Aacute;sia Oriental consolida-se como epicentro da economia mundial, enquanto o capitalismo c&ecirc;ntrico n&atilde;o consegue superar sua natureza neoliberal-rentista cujos efeitos t&ecirc;m sido estreitar suas pr&oacute;prias bases de acumula&ccedil;&atilde;o com n&iacute;tidas consequ&ecirc;ncias de eros&atilde;o da legitimidade das institui&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas. Enquanto isso, os Estados Unidos e seus aliados oscilam entre interromperem as novas din&acirc;micas de integra&ccedil;&atilde;o euroasi&aacute;ticas e se agregarem &agrave; nova realidade do sistema internacional em forma&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Enfim, a assertividade e o poder nacional tanto da China quanto da R&uacute;ssia parecem elementos irrefre&aacute;veis de uma nova ordem mundial em forma&ccedil;&atilde;o. De todo modo, as dificuldades em implement&aacute;-la ainda reservam grandes incertezas quanto ao tempo e ao grau de viol&ecirc;ncia para que surjam acomoda&ccedil;&otilde;es para as novas bases produtivas da chamada Quarta Revolu&ccedil;&atilde;o Industrial e para as consequentes novas configura&ccedil;&otilde;es de poder no mundo.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>     <p>ABI-SAD, S&eacute;rgio &ndash; A <i>Pot&ecirc;ncia do Drag&atilde;o</i>. Bras&iacute;lia: UnB, 1996.</p>     <p>BANDEIRA, Luiz &ndash; <i>A Segunda Guerra Fria</i>. Rio de Janeiro: Civiliza&ccedil;&atilde;o Brasileira, 2013.</p>     <p>BARROS, Sebasti&atilde;o &ndash; &laquo;A R&uacute;ssia e a conjuntura petrol&iacute;fera&raquo;. In <i>Panorama da Conjuntura</i> <i>Internacional</i>. N.&ordm; 24, 2004, pp. 12-13.</p>     <p>BIN, Yu &ndash; &laquo;China-Russia relations: embracing a storm and each other?&raquo;. In <i>Comparative</i> <i>Connections</i>. Vol. 10, N.&ordm; 4, 2009.</p>     <p>BUZAN, Barry; HANSEN, Lene &ndash; <i>Estudos de Seguran&ccedil;a Internacional</i>. S&atilde;o Paulo: Ed. UNESP, 2012.</p>     <p>&laquo;COUNTRY analysis brief: Russia&raquo;. In <i>Energy Information Administration</i>. 2017. (Consultado em: 29 de mar&ccedil;o de 2018). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.eia.gov/beta/international/analysis_includes/countries_long/Russia/russia.pdf" target="_blank">https://www.eia.gov/beta/international/analysis_includes/countries_long/Russia/russia.pdf</a>.</p>     <p>DONALDSON, Robert; NOGEE, Joseph &ndash; <i>The Foreign Policy of Russia: Changing</i> <i>Systems, Enduring Interests</i>. Nova York: M. E. Sharpe, 2005.</p>     <p>&laquo;EASTERN Siberia-Pacific Ocean Pipeline system. Skovorodino &ndash; Kozmino section (ESPO-2)&raquo;. In <i>Transneft</i>. (Consultado em: 29 de mar&ccedil;o de 2018). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://web.archive.org/web/20170514070819/http://en.transneft.ru/about/projects/realized/10709" target="_blank">https://web.archive.org/web/20170514070819/http://en.transneft.ru/about/projects/realized/10709</a>.</p>     <p>&laquo;GAS for the Celestial: projects &ldquo;Power of Siberia&rdquo; and &ldquo;Altai&rdquo;&raquo;. In Ria Novosti. Dispon&iacute;vel em <a href="https://ria.ru/20140521/1008659818.html?inj=1" target="_blank">https://ria.ru/20140521/1008659818.html?inj=1</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&laquo;FONTE: um avan&ccedil;o nas negocia&ccedil;&otilde;es com a RPC sobre o &ldquo;Poder da Sib&eacute;ria &ndash; 2&rdquo; n&atilde;o &eacute; esperado at&eacute; a primavera de 2018&raquo;. In <i>TASS</i>. 22 de dezembro de 2017. Dispon&iacute;vel em <a href="https://tass.ru/ekonomika/4834015" target="_blank">https://tass.ru/ekonomika/4834015</a>.</p>     <p>FUSER, Igor &ndash; <i>Energia e Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais</i>. S&atilde;o Paulo: Saraiva, 2013.</p>     <p>HERMANN, Charles F. &ndash; &laquo;Changing course: when governments choose to redirect foreign policy&raquo;. In <i>International Studies Quarterly</i>. Vol. 34, N.&ordm; 1, 1990, pp. 3-21.</p>     <p>JUBRAN, Bruno M. &ndash; <i>Brasil e R&uacute;ssia: Pol&iacute;tica, Com&eacute;rcio, Ci&ecirc;ncia e Tecnologia entre</i> <i>1992 e 2010</i>. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2012. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado em Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/56075/000856969.pdf?sequence=1" target="_blank">http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/56075/000856969.pdf?sequence=1</a>.</p>     <p>&laquo;KAZAKHSTAN-China oil pipeline opens to commercial operation&raquo;. In <i>China Daily</i>. 12 de julho de 2006. (Consultado em: 17 de abril de 2018). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.chinadaily.com.cn/china/2006-07/12/content_639147.htm" target="_blank">http://www.chinadaily.com.cn/china/2006-07/12/content_639147.htm</a>.</p>     <p>&laquo;KONTSEPTSIYA vneshnyey politikoy Rossiyskoy Federatsii&raquo; (Conceito de pol&iacute;tica externa da Federa&ccedil;&atilde;o Russa). In V<i>neshnyaya politika i bezopasnost&rsquo; sovremennoy Rossii: 1991-2002</i> (A pol&iacute;tica externa e a seguran&ccedil;a da R&uacute;ssia atual: 1991-2002). Moscovo: MGIMO, RAMI, ANO &laquo;INO-Tsentr&raquo;, 2002, pp. 19-50.</p>     <p>LARANJEIRO, Ana &ndash; &laquo;China tornou-se na maior importadora de petr&oacute;leo do mundo&raquo;. In <i>Jornal de Neg&oacute;cios</i>. 12 de janeiro de 2018. (Consultado em: 12 de abril de 2018). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.jornaldenegocios.pt/mercados/materias-primas/detalhe/china-tornou-se-na-maior-importadora-de-petroleo-do-mundo" target="_blank">https://www.jornaldenegocios.pt/mercados/materias-primas/detalhe/china-tornou-se-na-maior-importadora-de-petroleo-do-mundo</a>.</p>     <p>&laquo;LAVROV explicou por que militares russos est&atilde;o na S&iacute;ria&raquo;. In <i>Sputnik Brasil</i>. 10 de setembro de 2015. (Consultado em: 10 de mar&ccedil;o de 2018). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://br.sputniknews.com/mundo/20150910/2086961.html" target="_blank">http://br.sputniknews.com/mundo/20150910/2086961.html</a>.</p>     <p>LO, Bobo &ndash; &laquo;The long sunset of strategic partnership: Russia&rsquo;s evolving China policy&raquo;. In <i>International Affairs</i>. Vol. 80, N.&ordm; 2, 2004, pp. 295-309.</p>     <p>LOSURDO, Domenico &ndash; <i>A Esquerda Ausente</i>. S&atilde;o Paulo: Anita Garibaldi, 2016.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>LYNCH, Allen C. &ndash; &laquo;The realism of Russia&rsquo;s foreign policy&raquo;. In <i>Europe-Asia Studies.</i> Vol. 53, N.&ordm; 1, janeiro de 2001, pp. 7-31.</p>     <p>&laquo;?. FRAD&rsquo;KOV: Rossiya obyespetchit v 2004g. postavki nyefti v Kitay&raquo; (M. Fradkov: a R&uacute;ssia garantir&aacute; no ano de 2004 o envio de petr&oacute;leo &agrave; China). In <i>RBC</i>. 24 de setembro de 2004. (Consultado em: 10 de fevereiro de 2018). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.rbc.ru/politics/24/09/2004/5703b6669a7947783a5a5b5b" target="_blank">https://www.rbc.ru/politics/24/09/2004/5703b6669a7947783a5a5b5b</a>.</p>     <p>OLDBERG, Ingmar &ndash; &laquo;Foreign policy priorities under Putin: a tour d&rsquo;horizont&raquo;. In HEDENSKOG, Jakob; NYGREN, Bertil; OLDBERG, Ingmar; KONNANDER, Vilhelm; PURSIAINEN, Christer &ndash; <i>Russia as a Great Power:</i> <i>Dimensions of Security under Putin</i>. Nova York: Routledge, 2005, pp. 29-57.</p>     <p>PAUTASSO, Diego &ndash; <i>China e R&uacute;ssia no P&oacute;s-Guerra Fria</i>. Curitiba: Ed. Juru&aacute;, 2011.</p>     <p>PAUTASSO, Diego &ndash; &laquo;A China na nova arquitetura geoecon&ocirc;mica global e o caso do Banco Asi&aacute;tico de Investimento em Infraestrutura&raquo;. In <i>Meridiano 47</i>. Vol. 16, 2015, pp. 12-19.</p>     <p>PAUTASSO, Diego; OLIVEIRA, Lucas &ndash; &laquo;A seguran&ccedil;a energ&eacute;tica da China e as rea&ccedil;&otilde;es dos EUA&raquo;. In <i>Contexto Internacional</i>. Vol. 30, 2008, pp. 361-398.</p>     <p>PAUTASSO, Diego; ROCHA, Douglas &ndash; &laquo;O conflito na S&iacute;ria e o retorno da R&uacute;ssia ao Oriente M&eacute;dio&raquo;. In <i>Boletim de Conjuntura NERINT</i>. Vol. 2, 2017, pp. 30-41.</p>     <p>PIKETTY, Thomas &ndash; <i>O Capital no S&eacute;culo XXI</i>. Rio de Janeiro: Intr&iacute;nseca, 2014.</p>     <p>&laquo;POWER of Siberia, 2018&raquo;. In <i>GAZPROM</i>. (Consultado em: 27 de mar&ccedil;o de 2018). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.gazprom.com/projects/power-of-siberia" target="_blank">http://www.gazprom.com/projects/power-of-siberia</a>.</p>     <p>S&Eacute;BILLE-LOPEZ, Philippe &ndash; <i>Geopol&iacute;ticas do Petr&oacute;leo</i>. Lisboa: Instituto Piaget, 2007.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&laquo;TOTAL petroleum and other liquids production &ndash; 2018&raquo;. In <i>Energy Information</i> <i>Administration</i>. (Consultado em: 2 de abril de 2018). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.eia.gov/beta/international" target="_blank">https://www.eia.gov/beta/international</a>.</p>     <p>TSYGANKOV, Andrei. P. &ndash; &laquo;From international institutionalism to revolutionary expansionism: the foreign policy discourse of contemporary Russia&raquo;. In <i>Mershon</i> <i>International Studies Review</i>. Vol. 41, N.&ordm; 2, 1997, pp. 247-268.</p>     <p>WILSON, Jeanne &ndash; <i>Strategic Partners: Russian-Chinese Relations in the Post-Soviet Era</i>. Nova York: M.E. Sharpe, 2004.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Data de rece&ccedil;&atilde;o: 26 de abril de 2018 | Data de aprova&ccedil;&atilde;o: 2 de junho de 2018</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> BUZAN, Barry; HANSEN, Lene &ndash; <i>Estudos de Seguran&ccedil;a Internacional</i>. S&atilde;o Paulo: Ed. UNESP, 2012.</p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> FUSER, Igor &ndash; <i>Energia e Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais</i>. S&atilde;o Paulo: Saraiva, 2013.</p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> Ver detalhes em PAUTASSO, Diego; OLIVEIRA, Lucas &ndash; &laquo;A seguran&ccedil;a energ&eacute;tica da China e as rea&ccedil;&otilde;es dos EUA&raquo;. In <i>Contexto Internacional</i>. Vol. 30, 2008, pp. 361-398.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> Termo referente a 1015, usado em escala curta. Em escala longa, mil bilh&otilde;es (mil bili&otilde;es, em Portugal).</p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> &laquo;TOTAL petroleum and other liquids production &ndash; 2018&raquo;. In <i>Energy Information</i> <i>Administration</i>. (Consultado em: 2 de abril de 2018). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.eia.gov/beta/international" target="_blank">https://www.eia.gov/beta/international</a>.</p>     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> LOSURDO, Domenico &ndash; <i>A Esquerda Ausente</i>. S&atilde;o Paulo: Anita Garibaldi, 2016.</p>     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> PIKETTY, Thomas &ndash; <i>O Capital no S&eacute;culo XXI</i>. Rio de Janeiro: Intr&iacute;nseca, 2014.</p>     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> HERMANN, Charles F. &ndash; &laquo;Changing course: when governments choose to redirect foreign policy&raquo;. In <i>International Studies Quarterly</i>. Vol. 34, N.&ordm; 1, 1990, pp. 3-21.</p>     <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> HERMANN, Charles F. &ndash; &laquo;Changing course: when governments choose to redirect foreign policy&raquo;, p. 5.</p>     <p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> <i>Ibidem</i>, p. 5.</p>     <p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> <i>Ibidem</i>, pp. 5-6.</p>     <p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup> &laquo;KONTSEPTSIYA vneshnyey politikoy Rossiyskoy Federatsii&raquo; (Conceito de pol&iacute;tica externa da Federa&ccedil;&atilde;o Russa). In <i>Vneshnyaya politika i bezopasnost&rsquo; sovremennoy Rossii: 1991-2002</i> (A pol&iacute;tica externa e a seguran&ccedil;a da R&uacute;ssia atual: 1991-2002). Moscovo: MGIMO, RAMI, ANO &laquo;INO-Tsentr&raquo;, 2002, pp. 19-50.</p>     <p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> TSYGANKOV, Andrei. P. &ndash; &laquo;From international institutionalism to revolutionary expansionism: the foreign policy discourse of contemporary Russia&raquo;. In <i>Mershon International Studies Review</i>. Vol. 41, N.&ordm; 2, 1997, pp. 247-268.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> LYNCH, Allen C. &ndash; &laquo;The realism of Russia&rsquo;s foreign policy&raquo;. In <i>Europe-Asia Studies</i>. Vol. 53, N.&ordm; 1, janeiro de 2001, pp. 7-31.</p>     <p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup> Isso pode ser evidenciado pela elevada rotatividade em cargos-chave do governo entre 1998 e 1999. Cinco indiv&iacute;duos ocuparam nesses anos o cargo de primeiro-ministro.</p>     <p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup> JUBRAN, Bruno M. &ndash; <i>Brasil e R&uacute;ssia: Pol&iacute;tica, Com&eacute;rcio, Ci&ecirc;ncia e Tecnologia entre 1992 e 2010</i>. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2012. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado em Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/56075/000856969.pdf?sequence=1" target="_blank">http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/56075/000856969.pdf?sequence=1</a>.</p>     <p><Sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></Sup> OLDBERG, Ingmar &ndash; &laquo;Foreign policy priorities under Putin: a tour d&rsquo;horizont&raquo;. In HEDENSKOG, Jakob; NYGREN, Bertil; OLDBERG, Ingmar; KONNANDER, Vilhelm; PURSIAINEN, Christer &ndash; <i>Russia as a Great Power:</i> <i>Dimensions of Security under Putin</i>. Nova York: Routledge, 2005, pp. 29-57.</p>     <p><Sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></Sup> &laquo;KONTSEPTSIYA vneshnyey politikoy Rossiyskoy Federatsii&raquo;, p. 34.</p>     <p><Sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></Sup> BANDEIRA, Luiz &ndash; <i>A Segunda Guerra Fria</i>. Rio de Janeiro: Civiliza&ccedil;&atilde;o Brasileira, 2013; Losurdo, Domenico &ndash; A Esquerda Ausente.</p>     <p><Sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></Sup> BANDEIRA, Luiz &ndash; <i>A Segunda Guerra Fria</i>.</p>     <p><Sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></Sup> &laquo;LAVROV explicou por que militares russos est&atilde;o na S&iacute;ria&raquo;. In <i>Sputnik Brasil</i>. 10 de setembro de 2015. (Consultado em: 10 de mar&ccedil;o de 2018). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://br.sputniknews.com/mundo/20150910/2086961.html" target="_blank">http://br.sputniknews.com/mundo/20150910/2086961.html</a>.</p>     <p><Sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></Sup> PAUTASSO, Diego; ROCHA, Douglas &ndash; &laquo;O conflito na S&iacute;ria e o retorno da R&uacute;ssia ao Oriente M&eacute;dio&raquo;. In <i>Boletim de Conjuntura NERINT</i>. Vol. 2, 2017, pp. 30-41.</p>     <p><Sup><a name="23"></a><a href="#top23">23</a></Sup> PAUTASSO, Diego &ndash; <i>China e R&uacute;ssia no P&oacute;s-Guerra Fria</i>. Curitiba: Ed. Juru&aacute;, 2011.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="24"></a><a href="#top24">24</a></Sup> WILSON, Jeanne &ndash; <i>Strategic Partners: Russian-Chinese Relations in the Post-Soviet</i> <i>Era</i>. Nova York: M.E. Sharpe, 2004.</p>     <p><Sup><a name="25"></a><a href="#top25">25</a></Sup> ABI-SAD, S&eacute;rgio &ndash; A <i>Pot&ecirc;ncia do Drag&atilde;o</i>. Bras&iacute;lia: UnB, 1996.</p>     <p><Sup><a name="26"></a><a href="#top26">26</a></Sup> WILSON, Jeanne &ndash; <i>Strategic Partners</i>..., p. 147.</p>     <p><Sup><a name="27"></a><a href="#top27">27</a></Sup> DONALDSON, Robert; NOGEE, Joseph &ndash; <i>The Foreign Policy of Russia: Changing</i> <i>Systems, Enduring Interests</i>. Nova York: M. E. Sharpe, 2005.</p>     <p><Sup><a name="28"></a><a href="#top28">28</a></Sup> Sugerimos o papel desta iniciativa num quadro mais amplo de reestrutura&ccedil;&atilde;o do sistema financeiro global. Ver PAUTASSO, Diego &ndash; &laquo;A China na nova arquitetura geoecon&ocirc;mica global e o caso do Banco Asi&aacute;tico de Investimento em Infraestrutura&raquo;. In <i>Meridiano 47</i>. Vol. 16, 2015, pp. 12-19.</p>     <p><Sup><a name="29"></a><a href="#top29">29</a></Sup> LARANJEIRO, Ana &ndash; &laquo;China tornou-se na maior importadora de petr&oacute;leo do mundo&raquo;. In <i>Jornal de Neg&oacute;cios</i>. 12 de janeiro de 2018. (Consultado em: 12 de abril de 2018). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.jornaldenegocios.pt/mercados/materias-primas/detalhe/china-tornou-se-na-maior-importadora-de-petroleo-do-mundo" target="_blank">https://www.jornaldenegocios.pt/mercados/materias-primas/detalhe/china-tornou-se-na-maior-importadora-de-petroleo-do-mundo</a>.</p>     <p><Sup><a name="30"></a><a href="#top30">30</a></Sup> S&Eacute;BILLE-LOPEZ, Philippe &ndash; <i>Geopol&iacute;ticas do Petr&oacute;leo</i>. Lisboa: Instituto Piaget, 2007.</p>     <p><Sup><a name="31"></a><a href="#top31">31</a></Sup> WILSON, Jeanne &ndash; <i>Strategic Partners</i>..., p. 83</p>     <p><Sup><a name="32"></a><a href="#top32">32</a></Sup> S&Eacute;BILLE-LOPEZ, Philippe &ndash; <i>Geopol&iacute;ticas do Petr&oacute;leo</i>, p. 216</p>     <p><Sup><a name="33"></a><a href="#top33">33</a></Sup> WILSON, Jeanne &ndash; <i>Strategic Partners</i>..., p. 84.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="34"></a><a href="#top34">34</a></Sup> BARROS, Sebasti&atilde;o &ndash; &laquo;A R&uacute;ssia e a conjuntura petrol&iacute;fera&raquo;. In <i>Panorama da</i> <i>Conjuntura Internacional</i>. N.&ordm; 24, 2004, p. 12.</p>     <p><Sup><a name="35"></a><a href="#top35">35</a></Sup> &laquo;?. FRAD&rsquo;KOV: Rossiya obyespetchit v 2004g. postavki nyefti v Kitay&raquo; (M. Fradkov: a R&uacute;ssia garantir&aacute; no ano de 2004 o envio de petr&oacute;leo &agrave; China). In <i>RBC</i>. 24 de setembro de 2004. (Consultado em: 10 de fevereiro de 2018). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.rbc.ru/politics/24/09/2004/5703b6669a7947783a5a5b5b" target="_blank">https://www.rbc.ru/politics/24/09/2004/5703b6669a7947783a5a5b5b</a>.</p>     <p><Sup><a name="36"></a><a href="#top36">36</a></Sup> LO, Bobo &ndash; &laquo;The long sunset of strategic partnership: Russia&rsquo;s evolving China policy&raquo;. In <i>International Affairs</i>. Vol. 80, N.&ordm; 2, 2004, pp. 295-309.</p>     <p><Sup><a name="37"></a><a href="#top37">37</a></Sup> BIN, Yu &ndash; &laquo;China-Russia relations: embracing a storm and each other?&raquo;. In <i>Comparative Connections</i>. Vol. 10, N.&ordm; 4, 2009.</p>     <p><Sup><a name="38"></a><a href="#top38">38</a></Sup> &laquo;POWER of Siberia, 2018&raquo;. In <i>GAZPROM</i>. (Consultado em: 27 de mar&ccedil;o de 2018). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.gazprom.com/projects/power-of-siberia" target="_blank">http://www.gazprom.com/projects/power-of-siberia</a>.</p>     <p><Sup><a name="39"></a><a href="#top39">39</a></Sup> &laquo;KAZAKHSTAN-China oil pipeline opens to commercial operation&raquo;. In <i>China Daily</i>. 12 de julho de 2006. (Consultado em: 17 de abril de 2018). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.chinadaily.com.cn/china/2006-07/12/content_639147.htm" target="_blank">http://www.chinadaily.com.cn/china/2006-07/12/content_639147.htm</a>.</p>     <p><Sup><a name="40"></a><a href="#top40">40</a></Sup> Tabela elaborada pelos autores (2018), com base em &laquo;POWER of Siberia, 2018&raquo;. In <i>GAZPROM</i>. (Consultado em: 27 de mar&ccedil;o de 2018). Dispon&iacute;vel em: http://www.gazprom.com/projects/power-of-siberia; &laquo;TOTAL petroleum and other liquids production &ndash; 2018&raquo;; &laquo;GAS for the Celestial: Projects &ldquo;Power of Siberia&rdquo; and &ldquo;Altai&rdquo;&raquo;. In <i>Ria Novosti</i>. Dispon&iacute;vel em <a href="https://ria.ru/20140521/1008659818.html?inj=1" target="_blank">https://ria.ru/20140521/1008659818.html?inj=1</a>; e &laquo;FONTE: um avan&ccedil;o nas negocia&ccedil;&otilde;es com a RPC sobre o &ldquo;Poder da Sib&eacute;ria &ndash; 2&rdquo; n&atilde;o &eacute; esperado at&eacute; a primavera de 2018&raquo;. In <i>TASS</i>. 22 de dezembro de 2017. Dispon&iacute;vel em <a href="https://tass.ru/ekonomika/4834015" target="_blank">https://tass.ru/ekonomika/4834015</a>.</p>     <p><Sup><a name="41"></a><a href="#top41">41</a></Sup> Tabela elaborada pelos autores (2018), com base em &laquo;POWER of Siberia, 2018&raquo;; &laquo;TOTAL petroleum and other liquids production &ndash; 2018&raquo;; &laquo;GAS for the Celestial...&raquo;; e &laquo;FONTE: um avan&ccedil;o nas negocia&ccedil;&otilde;es com a RPC sobre o &ldquo;Poder da Sib&eacute;ria &ndash; 2&rdquo;&hellip;&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="42"></a><a href="#top42">42</a></Sup> &laquo;POWER of Siberia, 2018&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="43"></a><a href="#top43">43</a></Sup> &laquo;COUNTRY analysis brief: Russia&raquo;. In <i>Energy Information Administration</i>. 2017. (Consultado em: 29 de mar&ccedil;o de 2018). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.eia.gov/beta/international/analysis_includes/countries_long/Russia/russia.pdf%20Russia/russia.pdf" target="_blank">https://www.eia.gov/beta/international/analysis_includes/countries_long/Russia/russia.pdf Russia/russia.pdf</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="44"></a><a href="#top44">44</a></Sup> &laquo;EASTERN Siberia-Pacific Ocean Pipeline system. Skovorodino &ndash; Kozmino section (ESPO-2)&raquo;. In <i>Transneft</i>. (Consultado em: 29 de mar&ccedil;o de 2018). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://web.archive.org/web/20170514070819/http://en.transneft.ru/about/projects/realized/10709" target="_blank">https://web.archive.org/web/20170514070819/http://en.transneft.ru/about/projects/realized/10709</a>.</p>      ]]></body><back>
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