<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1645-9199</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Relações Internacionais (R:I)]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Relações Internacionais]]></abbrev-journal-title>
<issn>1645-9199</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[IPRI-UNL]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1645-91992019000300006</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.23906/ri2019.63a06</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[União Europeia: Entre a influência dos estados e o «poder» das instituições supranacionais]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[European Union: between State influence and the “power” of supranational institutions]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cruz]]></surname>
<given-names><![CDATA[Marco]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A1 "/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="AA1">
<institution><![CDATA[,Instituto Universitário Militar Centro de Investigação em Segurança e Defesa ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="AA2">
<institution><![CDATA[,Universidade Nova de Lisboa Instituto Português de Relações Internacionais ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Lisboa ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>09</month>
<year>2019</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>09</month>
<year>2019</year>
</pub-date>
<numero>63</numero>
<fpage>81</fpage>
<lpage>98</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1645-91992019000300006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1645-91992019000300006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1645-91992019000300006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Este ensaio pretende apresentar uma visão global das principais teorias da integração europeia, procurando discutir o potencial explicativo de cada uma delas para um melhor entendimento da União Europeia. A relevância do papel do Estado é, pois, central à discussão, desde as teses clássicas, marcadas pelas correntes federalistas, funcionalistas e intergovernamentalistas, até às mais recentes, como é o caso do construtivismo, enquanto modelo explicativo dos processos de mudança política e social europeus. O texto faz ainda uma breve reflexão sobre os contributos teóricos da integração, incluindo uma incursão nos domínios da segurança e da defesa.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This essay aims to present an overview of the main theories of European integration, seeking to discuss the explanatory potential of each one of them for a better understanding of the European Union. The relevance of the role of the State is therefore central to the discussion, since the classic theses, marked by the federalists, functionalists, and intergovernmentalism, to the more recent, such as constructivism, while the explanatory model of processes of change and social policy. The text makes a brief reflection on the theoretical contributions of the integration, including a reflection in the fields of security and defense.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[União Europeia]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[federalismo]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[funcionalismo]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[intergovernamentalismo]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[construtivismo]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[European Union]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[federalism]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[functionalism]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[intergovernmentalism]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[constructivism]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><b>Uni&atilde;o Europeia: Entre a influ&ecirc;ncia dos estados e o &laquo;poder&raquo; das institui&ccedil;&otilde;es supranacionais</b></p>     <p><b>European Union: between State influence and the &ldquo;power&rdquo; of supranational institutions</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Marco Cruz</b></p>     <p>CIDIUM e IPRI-NOVA | R. Pedrou&ccedil;os 122, 1400-287 Lisboa, e Av. de Berna, 26-C, 1069-061 Lisboa | <a href="mailto:cruz.maf@ium.pt">cruz.maf@ium.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este ensaio pretende apresentar uma vis&atilde;o global das principais teorias da integra&ccedil;&atilde;o europeia, procurando discutir o potencial explicativo de cada uma delas para um melhor entendimento da Uni&atilde;o Europeia. A relev&acirc;ncia do papel do Estado &eacute;, pois, central &agrave; discuss&atilde;o, desde as teses cl&aacute;ssicas, marcadas pelas correntes federalistas, funcionalistas e intergovernamentalistas, at&eacute; &agrave;s mais recentes, como &eacute; o caso do construtivismo, enquanto modelo explicativo dos processos de mudan&ccedil;a pol&iacute;tica e social europeus. O texto faz ainda uma breve reflex&atilde;o sobre os contributos te&oacute;ricos da integra&ccedil;&atilde;o, incluindo uma incurs&atilde;o nos dom&iacute;nios da seguran&ccedil;a e da defesa.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Uni&atilde;o Europeia, federalismo, funcionalismo, intergovernamentalismo, construtivismo.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This essay aims to present an overview of the main theories of European integration, seeking to discuss the explanatory potential of each one of them for a better understanding of the European Union. The relevance of the role of the State is therefore central to the discussion, since the classic theses, marked by the federalists, functionalists, and intergovernmentalism, to the more recent, such as constructivism, while the explanatory model of processes of change and social policy. The text makes a brief reflection on the theoretical contributions of the integration, including a reflection in the fields of security and defense.</p>     <p><b>Keywords:</b> European Union, federalism, functionalism, intergovernmentalism, constructivism.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>Os estudos da integra&ccedil;&atilde;o europeia aparecem como um campo te&oacute;rico que analisa as consequ&ecirc;ncias da intera&ccedil;&atilde;o (aumentada) de estados no seu ambiente regional<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>. A explica&ccedil;&atilde;o do processo de integra&ccedil;&atilde;o europeia tem, ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas, e tal como &eacute; sublinhado por diferentes autores, a exemplo de Ramos e Vila Maior<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>, recorrido &agrave; teoria das Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais (RI), as quais exploram, na ess&ecirc;ncia, duas perspetivas te&oacute;ricas contrastantes: o supranacionalismo, que se apoia na corrente (neo)liberal, e o intergovernamentalismo, cuja origem assenta na teoria realista das RI.</p>     <p>Numa primeira abordagem, recorrendo &agrave; clarifica&ccedil;&atilde;o dada por Lobo-Fernandes<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>, importa sublinhar que a integra&ccedil;&atilde;o difere da coopera&ccedil;&atilde;o intergovernamental. Esta distin&ccedil;&atilde;o &eacute; importante, pois ao passo que a integra&ccedil;&atilde;o acarreta a cria&ccedil;&atilde;o de uma nova entidade, a coopera&ccedil;&atilde;o pode ocorrer na aus&ecirc;ncia de esquemas de integra&ccedil;&atilde;o. Nesse sentido, Haas<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a> sublinha que a &laquo;integra&ccedil;&atilde;o &eacute; o processo pelo qual os atores pol&iacute;ticos s&atilde;o persuadidos a deslocar as suas lealdades, expetativas e atividades pol&iacute;ticas para um novo centro, cujas institui&ccedil;&otilde;es possuem ou exigem jurisdi&ccedil;&atilde;o sobre os estados nacionais preexistentes&raquo;. Na refer&ecirc;ncia que fizeram ao conceito, Wiener e Diez<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a> apresentam uma vis&atilde;o mais ampla do mesmo, referindo que a integra&ccedil;&atilde;o motiva a constitui&ccedil;&atilde;o de uma nova comunidade pol&iacute;tica, que se sobrep&otilde;e &agrave;s preexistentes. Esta integra&ccedil;&atilde;o inclui, por isso, um processo social e pol&iacute;tico, atrav&eacute;s da constru&ccedil;&atilde;o de novas institui&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Para Lindberg<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a> e Wallace<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>, a integra&ccedil;&atilde;o representa o processo pelo qual as na&ccedil;&otilde;es renunciam ao desejo de conduzir as suas pol&iacute;ticas (externa e interna) de forma independente, procurando tomar decis&otilde;es conjuntas e delegar os processos de decis&atilde;o nos &oacute;rg&atilde;os de um novo centro, atrav&eacute;s do estabelecimento de regras e de institui&ccedil;&otilde;es comuns e que abrange um espetro de processos pol&iacute;ticos, sociais e econ&oacute;micos. O estabelecimento de uma comunidade e de uma nova entidade (supranacional) constitui, por isso, um vetor central relativamente ao conceito de integra&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>.</p>     <p>Para Wiener e Diez<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a> a teoriza&ccedil;&atilde;o do modelo de integra&ccedil;&atilde;o europeia pode ser dividida em tr&ecirc;s fases. A primeira tem enquadramento entre a assinatura do Tratado de Roma (1957) at&eacute; ao no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 1980, tendo as teorias desafiado a exist&ecirc;ncias dos sistemas baseados no Estado territorial e no predom&iacute;nio do realismo nas RI. A segunda &eacute; marcada pela interdisciplinaridade da investiga&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica e da reflex&atilde;o sobre a integra&ccedil;&atilde;o europeia, atrav&eacute;s de uma abordagem comparativa e institucionalista. Surgem, assim, estudos que pretendem caracterizar politicamente a Uni&atilde;o Europeia (UE) &ndash; a exemplo dos trabalhos de Marks, Hooghe e Blank<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a> e de Hooghe e Marks<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a> , que identificam a Uni&atilde;o como um &laquo;sistema multin&iacute;vel&raquo; &ndash;, e definir a forma como s&atilde;o promovidas as pol&iacute;ticas europeias<sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a> e acolhido o processo de &laquo;europeiza&ccedil;&atilde;o&raquo;<sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a> de regras, institui&ccedil;&otilde;es e pr&aacute;ticas de governan&ccedil;a em toda a UE<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a> . A terceira fase &eacute; marcada pelo retorno das teorias das RI. Durante os anos 1980 e 1990, surge uma variedade de abordagens cr&iacute;ticas e construtivistas, inspiradas nos desenvolvimentos de outros campos da teoria social, que questionaram os pressupostos ontol&oacute;gico e epistemol&oacute;gico das abordagens tradicionais. Esta terceira fase, procura teorizar o objetivo ou a finalidade da integra&ccedil;&atilde;o europeia, as ideias e os discursos sobre quest&otilde;es europeias de governan&ccedil;a e as implica&ccedil;&otilde;es normativas de determinadas pol&iacute;ticas da UE.</p>     <p>As teorias ajudam-nos, por isso, a explicar os processos de integra&ccedil;&atilde;o, conduzindo a uma melhor compreens&atilde;o do atual conjunto das institui&ccedil;&otilde;es europeias. O seu estudo permite destacar e problematizar as preocupa&ccedil;&otilde;es e os pressupostos sobre a natureza da UE e a finalidade do processo de integra&ccedil;&atilde;o. Tal como foi destacado por Wiener e Diez<sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a> , analisar a integra&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; apenas uma quest&atilde;o t&eacute;cnica, mas envolve entendimentos e conceitualiza&ccedil;&otilde;es particulares da integra&ccedil;&atilde;o e da UE, para os quais precisamos das teorias da integra&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A an&aacute;lise que efetu&aacute;mos ao processo de integra&ccedil;&atilde;o leva-nos a considerar que tem existido um claro distanciamento entre a integra&ccedil;&atilde;o das mat&eacute;rias comunit&aacute;rias e de seguran&ccedil;a interna e os assuntos de pol&iacute;tica externa e de defesa comuns, estes muito condicionados pelo intergovernamentalismo do processo de decis&atilde;o europeu. As teorias da integra&ccedil;&atilde;o europeia, cada uma com o seu potencial explicativo do projeto da UE, v&ecirc;m demonstrar que a ambi&ccedil;&atilde;o de constituir uma entidade supranacional foi, e ainda &eacute;, muito limitada pelos estados-membros, em especial nos assuntos considerados de soberania (defesa e pol&iacute;tica externa). Importa sublinhar que n&atilde;o tivemos a pretens&atilde;o de explorar todas as aproxima&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas &agrave; constru&ccedil;&atilde;o europeia, atenta a diversidade das abordagens, pretendendo apresentar os principais debates e linhas que nos levam a melhor refletir sobre a constru&ccedil;&atilde;o europeia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>O SUPRANACIONALISMO DAS INSTITUI&Ccedil;&Otilde;ES EUROPEIAS</b></p>     <p>A constru&ccedil;&atilde;o europeia fica desde a sua origem intimamente ligada ao estabelecimento de institui&ccedil;&otilde;es supranacionais, ou seja, entidades acima dos pr&oacute;prios estados, que gozam de uma certa independ&ecirc;ncia dos estados que as criaram<sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a> . As regras e as decis&otilde;es tomadas por estas institui&ccedil;&otilde;es vinculam diretamente os estados-membros, influenciando (positivamente) as estruturas nacionais, atrav&eacute;s dos processos de integra&ccedil;&atilde;o, em compara&ccedil;&atilde;o com as organiza&ccedil;&otilde;es internacionais, onde os estados estabelecem mecanismos de coopera&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>O processo da integra&ccedil;&atilde;o europeia foi profundamente influenciado pelo contexto vivido pelos europeus, decorrente da Primeira Guerra Mundial e, sobretudo, da Segunda Guerra Mundial, defendendo-se um &laquo;novo&raquo; modelo de organiza&ccedil;&atilde;o regional, atrav&eacute;s da cria&ccedil;&atilde;o de uma entidade supranacional, que regulasse o comportamento e a rela&ccedil;&atilde;o entre os estados. Das diferentes teorias, consideradas cl&aacute;ssicas, daremos &ecirc;nfase &agrave;s teses federalista e (neo)funcionalista.</p>     <p>As teorias federalistas, cuja tradi&ccedil;&atilde;o remonta ao per&iacute;odo entre as duas guerras, fazem uma leitura pol&iacute;tica e supranacionalista da constru&ccedil;&atilde;o europeia<sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a> . Para esta corrente, o Estado federal &eacute; pautado pela centraliza&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias pol&iacute;ticas, numa unidade que &eacute; constitucionalizada, aut&oacute;noma e que procura a realiza&ccedil;&atilde;o de objetivos comuns, incluindo os diplom&aacute;ticos<sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a> .</p>     <p>No dom&iacute;nio das RI, o federalismo encontra ra&iacute;zes na filosofia de pensadores como Kant, e a sua paz perp&eacute;tua, sendo encarada como a teoria que garante a paz entre os estados, estabelecendo-se uma correla&ccedil;&atilde;o entre os problemas internos e as hostilidades internacionais<sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a> . O federalismo &eacute;, pois, entendido como uma ideologia pol&iacute;tica, compreendendo identidades variadas e interesses que s&atilde;o agrupados em torno de fatores hist&oacute;ricos, culturais, sociais, econ&oacute;micos, ideol&oacute;gicos, intelectuais e filos&oacute;ficos. No sentido material, o federalismo encontra na federa&ccedil;&atilde;o a sua matriz institucional, tomando a forma de um Estado soberano e distinto de outras formas de Estado, pelo facto de o governo central incorporar unidades regionais nos seus processos decis&oacute;rios<sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a> .</p>     <p>Historicamente, o federalismo tem sido associado aos processos convencionais de constru&ccedil;&atilde;o e de integra&ccedil;&atilde;o nacional, sendo interpretado como uma forma de trazer um conjunto de unidades territoriais separadas, aut&oacute;nomas ou independentes, para uma nova forma de uni&atilde;o, baseada em princ&iacute;pios que, em termos gerais, foram resumidos como &laquo;unidade na diversidade&raquo;, fazendo assim da diferen&ccedil;a n&atilde;o um obst&aacute;culo mas uma oportunidade para solu&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas que n&atilde;o as estatais cl&aacute;ssicas<sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a> <sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a> .</p>     <p>Em termos europeus, os projetos federalistas s&atilde;o frequentemente relacionados com a constru&ccedil;&atilde;o e garantia da paz<sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a> e a forma&ccedil;&atilde;o dos designados &laquo;Estados Unidos da Europa&raquo;<sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a> . Para os defensores desta corrente, o federalismo assume-se como um projeto de mudan&ccedil;as na ordem pol&iacute;tica europeia, com a promo&ccedil;&atilde;o da desagrega&ccedil;&atilde;o do poder do governo centralizado do regime unit&aacute;rio do Estado-Na&ccedil;&atilde;o para a sua realoca&ccedil;&atilde;o dentro de um Estado Federal Multinacional<sup><a href="#25">25</a></sup><a name="top25"></a> . No Manifesto de Ventotene (1944)<sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a> , Spinelli defende que uma Europa livre e o federalismo europeu s&atilde;o o &uacute;nico contrapeso eficaz em rela&ccedil;&atilde;o aos ataques nacionalistas. O manifesto propunha a forma&ccedil;&atilde;o de uma federa&ccedil;&atilde;o europeia supranacional, cujo objetivo primordial seria interligar os estados europeus de modo a impossibilitar o surgimento de outra guerra.</p>     <p>O movimento federalista europeu teve o seu apogeu nos primeiros anos do p&oacute;s-Segunda Guerra Mundial. Em maio de 1948, no Congresso da Haia, foram adotadas v&aacute;rias resolu&ccedil;&otilde;es que pediam uma UE ou uma federa&ccedil;&atilde;o com as suas pr&oacute;prias institui&ccedil;&otilde;es, um mercado comum, uma uni&atilde;o monet&aacute;ria e uma carta de direitos humanos vinculada a um tribunal europeu<sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a> . A Comunidade Europeia do Carv&atilde;o e do A&ccedil;o (CECA), constitu&iacute;da em mar&ccedil;o de 1952, atrav&eacute;s do Tratado de Paris, &eacute; apontada como uma das diversas tentativas para a cria&ccedil;&atilde;o de uma organiza&ccedil;&atilde;o supranacional de &iacute;ndole federalista. Por&eacute;m, o papel &laquo;meramente&raquo; consultivo que foi atribu&iacute;do &agrave; Assembleia da CECA acabaria por retirar o car&aacute;ter original da supranacionalidade desta organiza&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#28">28</a></sup><a name="top28"></a> . Os princ&iacute;pios federativos da integra&ccedil;&atilde;o europeia n&atilde;o foram, de igual modo, aplicados anos mais tarde (1954), quando a Assembleia Nacional francesa reprovou o projeto europeu para a constru&ccedil;&atilde;o de uma Comunidade Europeia de Defesa (CED), a que se seguiu o falhan&ccedil;o para o estabelecimento da Comunidade Pol&iacute;tica Europeia (CPE)<sup><a href="#29">29</a></sup><a name="top29"></a> .</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Das diversas raz&otilde;es que s&atilde;o apontadas para as resist&ecirc;ncias ao federalismo, enquanto modelo de integra&ccedil;&atilde;o europeia, destacamos, em primeiro lugar, a falta de vontade dos estados mais poderosos que detinham uma participa&ccedil;&atilde;o na estabilidade europeia: Estados Unidos e Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica. Um segundo fator, e talvez o mais crucial, deveu-se &agrave; intransig&ecirc;ncia por parte dos estados que aderiram ao projeto europeu em abdicar da sua soberania pol&iacute;tica (interna e externa) em prol do interesse nacional<sup><a href="#30">30</a></sup><a name="top30"></a> . Assim, enquanto a Fran&ccedil;a procurou assegurar a sua economia e a sua recupera&ccedil;&atilde;o industrial, a Alemanha viu a sua reabilita&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, nos termos que seriam aceit&aacute;veis para a Fran&ccedil;a, como principal prioridade. Para os ingleses, a federa&ccedil;&atilde;o representava um sacrif&iacute;cio para a soberania nacional e para o seu relacionamento privilegiado com os Estados Unidos. Apesar da popularidade inicial no P&oacute;s-Guerra, como meios para ressuscitar o continente e de conter os nacionalismos extremos, foram grandes as resist&ecirc;ncias &agrave; ideia de uma federa&ccedil;&atilde;o europeia<sup><a href="#31">31</a></sup><a name="top31"></a> .</p>     <p>Se em termos pol&iacute;ticos os ideais federalistas n&atilde;o vingaram, em termos econ&oacute;micos (e financeiros) s&atilde;o encontradas importantes refer&ecirc;ncias a esta teoriza&ccedil;&atilde;o. Neste dom&iacute;nio, destacam-se as solu&ccedil;&otilde;es criadas pelo Tratado de Maastricht, com a integra&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria, refletida sobretudo atrav&eacute;s da cria&ccedil;&atilde;o do euro, e que &eacute; at&eacute; aos dias de hoje o caso mais relevante de influ&ecirc;ncia das ideias federalistas.</p>     <p>Os modelos federalistas t&ecirc;m falhado na explica&ccedil;&atilde;o da integra&ccedil;&atilde;o europeia, contribuindo apenas para justificar parte dos desenvolvimentos da UE. A reprova&ccedil;&atilde;o do Tratado Constitucional Europeu, em 2005, depois da oposi&ccedil;&atilde;o em referendo de franceses e holandeses, e de todo o processo que levou &agrave; aprova&ccedil;&atilde;o do Tratado de Lisboa, que integrou grande parte do que estava contemplado no texto constitucional<sup><a href="#32">32</a></sup><a name="top32"></a> , mostra, tal como &eacute; defendido por Sieberson<sup><a href="#33">33</a></sup><a name="top33"></a> , que os estados n&atilde;o est&atilde;o interessados em atravessar a linha divis&oacute;ria entre a soberania individual e um Estado federal, o que nos leva a equacionar sobre a viabilidade das op&ccedil;&otilde;es federais na UE.</p>     <p>Defendendo uma organiza&ccedil;&atilde;o supraestatal diversa, as teses federalistas d&atilde;o lugar ao surgimento do funcionalismo que encontra em Mitrany a sua principal refer&ecirc;ncia, tendo sido pela sua m&atilde;o que esta teoriza&ccedil;&atilde;o &eacute; introduzida no sistema pol&iacute;tico internacional, representando, na altura, uma alternativa para a constru&ccedil;&atilde;o de uma ordem internacional p&oacute;s-vestefaliana<sup><a href="#34">34</a></sup><a name="top34"></a> . Em 1933, na sua obra <i>The Progress of International Government</i>, publicada numa altura em que os estados europeus se encontravam em profunda crise regional, Mitrany argumentou que os homens civilizados deveriam renunciar &agrave; ado&ccedil;&atilde;o de fronteiras pol&iacute;ticas. Dez anos depois, em <i>A Working for Peace System</i>, Mitrany teoriza sobre condi&ccedil;&otilde;es para o fim dos conflitos humanos, fazendo a apologia que um sistema internacional baseado em estados n&atilde;o poderia garantir a paz e o bem-estar humano<sup><a href="#35">35</a></sup><a name="top35"></a> .</p>     <p>Os funcionalistas advogam a constru&ccedil;&atilde;o de institui&ccedil;&otilde;es internacionais que garantam as fun&ccedil;&otilde;es essenciais para as comunidades, sobretudo no dom&iacute;nio econ&oacute;mico, opondo-se &agrave; ideia da constru&ccedil;&atilde;o de um novo Estado, defendida no modelo de federa&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#36">36</a></sup><a name="top36"></a> . Na vis&atilde;o funcionalista, &eacute; atrav&eacute;s dessas institui&ccedil;&otilde;es que os estados desenvolvem e aprofundam a coopera&ccedil;&atilde;o, tornando-se assim dependentes uns dos outros, condi&ccedil;&atilde;o considerada essencial para garantir a paz<sup><a href="#37">37</a></sup><a name="top37"></a> .</p>     <p>No final da d&eacute;cada de 1950 e in&iacute;cio dos anos 1960, e em resposta ao trabalho produzido por Mitrany e ao estabelecimento da CECA, da Comunidade Econ&oacute;mica Europeia (CEE) e da Comunidade Europeia de Energia At&oacute;mica (Euratom), um grupo de acad&eacute;micos americanos, com destaque para Ernst Haas e Leon Lindberg, consideram limitadas as explica&ccedil;&otilde;es dadas pelos funcionalistas em face das altera&ccedil;&otilde;es do contexto internacional. Assim, para al&eacute;m da economia, defendem que a integra&ccedil;&atilde;o deve tamb&eacute;m incluir as dimens&otilde;es sociais e pol&iacute;ticas, dando assim lugar ao neofuncionalismo<sup><a href="#38">38</a></sup><a name="top38"></a> . Esta teoriza&ccedil;&atilde;o viu a integra&ccedil;&atilde;o regional como um processo intrinsecamente pol&iacute;tico, envolvendo, como os federalistas tinham reconhecido, a necessidade de conciliar as diversidades sociais e equilibrar os interesses conflituantes que existem em todas as sociedades, dentro de um quadro comunit&aacute;rio<sup><a href="#39">39</a></sup><a name="top39"></a> .</p>     <p>A base da explica&ccedil;&atilde;o neofuncionalista do processo de integra&ccedil;&atilde;o europeia &eacute; definida, em grande parte, pela ideia de <i>spillover</i> (alastramento/cont&aacute;gio). Haas<sup><a href="#40">40</a></sup><a name="top40"></a> descreve uma l&oacute;gica expansiva de integra&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica a outros dom&iacute;nios. Assim, uma dada a&ccedil;&atilde;o, relacionada com um campo espec&iacute;fico, cria uma realidade na qual &eacute; gerada uma nova condi&ccedil;&atilde;o e uma necessidade para mais a&ccedil;&otilde;es<sup><a href="#41">41</a></sup><a name="top41"></a> . O efeito <i>spillover</i> confere, desse modo, ao processo de integra&ccedil;&atilde;o uma &laquo;expans&atilde;o autom&aacute;tica&raquo;, arrastando progressivamente as diferentes &aacute;reas para um n&iacute;vel superior de integra&ccedil;&atilde;o, o supranacional<sup><a href="#42">42</a></sup><a name="top42"></a> .</p>     <p>S&atilde;o diversas as cr&iacute;ticas relativamente aos princ&iacute;pios do neofuncionalismo, associados essencialmente &agrave; ideia de <i>spillover</i>. Wallace<sup><a href="#43">43</a></sup><a name="top43"></a> e Moravcsik<sup><a href="#44">44</a></sup><a name="top44"></a> salientam que o incrementalismo da integra&ccedil;&atilde;o defendida pelos neofuncionalistas n&atilde;o se aplica a &aacute;reas de soberania dos estados (pol&iacute;tica externa e de seguran&ccedil;a e defesa) nem &agrave; sua identidade nacional. A profunda crise que o projeto europeu sofreu durante a d&eacute;cada de 1970, devido aos retrocessos pol&iacute;ticos e &agrave;s resist&ecirc;ncias de um aprofundamento da integra&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o uma prova das posi&ccedil;&otilde;es assumidas por Wallace e Moravcsik.</p>     <p>O legado intelectual deixado pelo (neo)funcionalismo assenta essencialmente na l&oacute;gica de alargamento do processo de integra&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s do qual se verifica uma desloca&ccedil;&atilde;o dos processos de decis&atilde;o dos estados para institui&ccedil;&otilde;es supranacionais centrais, resultando numa &laquo;decomposi&ccedil;&atilde;o&raquo; gradual das soberanias. Al&eacute;m disso, esta teoriza&ccedil;&atilde;o ajudou a descobrir algumas das vari&aacute;veis importantes no processo de integra&ccedil;&atilde;o regional europeia, a exemplo da seguran&ccedil;a e defesa, como veremos mais adiante<sup><a href="#45">45</a></sup><a name="top45"></a> .</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>O INTERGOVERNAMENTALISMO DOS ESTADOS-MEMBROS</b></p>     <p>Tendo em conta a passagem progressiva de mat&eacute;rias (pol&iacute;ticas, econ&oacute;micas e sociais) dos estados para uma entidade supranacional, a principal preocupa&ccedil;&atilde;o do intergovernamentalismo centrou-se, na sua ess&ecirc;ncia, na continuidade do papel essencial do Estado no processo de integra&ccedil;&atilde;o. Stanley Hoffmann<sup><a href="#46">46</a></sup><a name="top46"></a> , um dos fundadores desta teoria, sublinha que a ideia da supranacionalidade &eacute; apenas poss&iacute;vel ser aplicada nos assuntos da <i>low politics</i>, em particular aos assuntos econ&oacute;micos, sublinhando que em quest&otilde;es de interesse nacional, ou <i>high politics</i>, as na&ccedil;&otilde;es preferem a autossufici&ecirc;ncia nacional &agrave; incerteza descontrolada da integra&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>No &acirc;mbito das RI, existe uma rela&ccedil;&atilde;o entre a teoria intergovernamentalista e o pensamento realista, atendendo &agrave; centralidade do Estado enquanto ator preponderante na pol&iacute;tica internacional. A manuten&ccedil;&atilde;o da sua autonomia em termos pol&iacute;ticos, permite-lhe estabelecer rela&ccedil;&otilde;es de coopera&ccedil;&atilde;o com outros estados, sendo a integra&ccedil;&atilde;o, tal como sublinhou Hoffmann<sup><a href="#47">47</a></sup><a name="top47"></a> , vista como uma forma de refor&ccedil;ar o seu poder nas institui&ccedil;&otilde;es supranacionais, usando inclusivamente o veto como forma de manifesta&ccedil;&atilde;o do seu poder.</p>     <p>As teses do intergovernamentalismo no processo europeu encontram justifica&ccedil;&atilde;o sobretudo durante as d&eacute;cadas de 1960 e 1970, altura em que os avan&ccedil;os econ&oacute;micos e pol&iacute;ticos do processo de integra&ccedil;&atilde;o foram desenvolvidos num quadro de acordos entre os estados-membros com maior influ&ecirc;ncia: Fran&ccedil;a, Alemanha (Federal) e Reino Unido. Torres e Vila Maior<sup><a href="#48">48</a></sup><a name="top48"></a> d&atilde;o como exemplo o Sistema Monet&aacute;rio Europeu (SME) como um dos paradigmas do intergovernamentalismo, que surgiu em contexto externo aos tratados comunit&aacute;rios e sem o envolvimento formal da Comiss&atilde;o no processo de decis&atilde;o. Tamb&eacute;m no dom&iacute;nio da defesa encontramos esta influ&ecirc;ncia quando, na Cimeira de Saint-Malo, em 1998, franceses e brit&acirc;nicos acordaram no aprofundamento europeu em mat&eacute;ria de seguran&ccedil;a e defesa, constituindo este encontro a base da Pol&iacute;tica Europeia de Seguran&ccedil;a e Defesa (PESD)<sup><a href="#49">49</a></sup><a name="top49"></a> , que foi consagrada no Tratado de Nice, em 2000.</p>     <p>Durante a d&eacute;cada de 1980, resultando de um maior aprofundamento pol&iacute;tico motivado pela altera&ccedil;&atilde;o de comportamento das autoridades nacionais relativamente &agrave; integra&ccedil;&atilde;o europeia, assumem relev&acirc;ncia os princ&iacute;pios liberais do intergovernamentalismo proposto pelo tamb&eacute;m liberal Andrew Moravcsik<sup><a href="#50">50</a></sup><a name="top50"></a> . O intergovernamentalismo liberal apresentado &eacute; estruturado nas teorias liberais da interdepend&ecirc;ncia internacional, fazendo, por isso, a revis&atilde;o do relacionamento entre os estados.</p>     <p>A an&aacute;lise emp&iacute;rica da Moravcsik<sup><a href="#51">51</a></sup><a name="top51"></a> confirma que as prefer&ecirc;ncias dos governos, no que se refere &agrave; integra&ccedil;&atilde;o europeia, refletem interesses nacionais, sobretudo econ&oacute;micos, tornando secund&aacute;rias outras preocupa&ccedil;&otilde;es como a seguran&ccedil;a ou os ideais europeus. Para este autor, o impulso central para a integra&ccedil;&atilde;o europeia surgiu da grande mudan&ccedil;a p&oacute;s-Segunda Guerra Mundial relativamente &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es comerciais. Na obra que publicou em 1998, <i>The Choice for Europe: Social Purpose &amp; State Power &ndash; from Messina to Maastricht</i>, identifica os principais fatores respons&aacute;veis pela integra&ccedil;&atilde;o na Europa, designadamente as vantagens comerciais, o maior poder negocial dos estados e a credibilidade dos compromissos intraestatais.</p>     <p>Para o intergovernamentalismo liberal, as decis&otilde;es de coopera&ccedil;&atilde;o entre os estados-membros podem ser explicadas em tr&ecirc;s fases: os estados definem as prefer&ecirc;ncias, em seguida negoceiam os acordos e, finalmente, criam (ou ajustam) institui&ccedil;&otilde;es com o prop&oacute;sito de firmar compromissos cred&iacute;veis e exequ&iacute;veis<sup><a href="#52">52</a></sup><a name="top52"></a> . Os desenvolvimentos da integra&ccedil;&atilde;o europeia s&atilde;o, assim, conduzidos com base num processo gradual de converg&ecirc;ncia, liderado pelos estados-membros mais poderosos<sup><a href="#53">53</a></sup><a name="top53"></a> , estabelecendo-se compensa&ccedil;&otilde;es aos estados afetados e atribu&iacute;das compet&ecirc;ncias, limitadas, &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es supranacionais, com o intuito de assegurar a exequibilidade dos compromissos assumidos entre os estados.</p>     <p>O estabelecimento de transa&ccedil;&otilde;es diplom&aacute;ticas convencionais e a coopera&ccedil;&atilde;o entre os estados-membros nas diversas &aacute;reas s&atilde;o ideias centrais do intergovernamentalismo. Em 1964, Aron<sup><a href="#54">54</a></sup><a name="top54"></a> sublinhava a import&acirc;ncia deste modelo de integra&ccedil;&atilde;o como forma de garantir e refor&ccedil;ar a paz, a seguran&ccedil;a e o bem-estar dos europeus. O atual quadro institucional europeu reflete grande parte do intergovernamentalismo, pois se, por um lado, o Parlamento Europeu e a Comiss&atilde;o Europeia procuram a supranacionalidade do processo de decis&atilde;o, por outro, o Conselho Europeu reflete a influ&ecirc;ncia dos estados nesse mesmo processo e na negocia&ccedil;&atilde;o que lhe est&aacute; subjacente. Neste &acirc;mbito, importa destacar a aplica&ccedil;&atilde;o da regra da unanimidade nas decis&otilde;es tomadas em contexto da Pol&iacute;tica Externa e de Seguran&ccedil;a Comum (PESC), incluindo as mat&eacute;rias no &acirc;mbito da PCSD, que d&aacute; a possibilidade a qualquer Estado, mesmo pequeno, de impor <i>o statu quo</i> sobre os outros membros da Uni&atilde;o<sup><a href="#55">55</a></sup><a name="top55"></a> .</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A CONSTRU&Ccedil;&Atilde;O (SOCIAL) DO &laquo;EU&raquo; EUROPEU</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A abertura a outros paradigmas das RI permitiu a introdu&ccedil;&atilde;o de novas perspetivas te&oacute;ricas para a explica&ccedil;&atilde;o do processo de integra&ccedil;&atilde;o europeia. Das abordagens mais recentes, destacamos o construtivismo<sup><a href="#56">56</a></sup><a name="top56"></a> , um paradigma te&oacute;rico e metodol&oacute;gico de inspira&ccedil;&atilde;o idealista<sup><a href="#57">57</a></sup><a name="top57"></a> e com conex&otilde;es a abordagens sociol&oacute;gicas<sup><a href="#58">58</a></sup><a name="top58"></a> . Al&eacute;m de sublinharem a relev&acirc;ncia para as ci&ecirc;ncias sociais, Christiansen, J&oslash;rgensen e Wiener<sup><a href="#59">59</a></sup><a name="top59"></a> recorrem &agrave; abordagem construtivista para a explica&ccedil;&atilde;o do processo de longa dura&ccedil;&atilde;o da integra&ccedil;&atilde;o europeia e da mudan&ccedil;a pol&iacute;tica e social.</p>     <p>O construtivismo social entrou no campo dos estudos europeus no final da d&eacute;cada de 1990, na sequ&ecirc;ncia da sua maior interven&ccedil;&atilde;o na disciplina de RI e das profundas d&uacute;vidas entre os estudiosos sobre o foco &laquo;restrito e est&eacute;ril&raquo; dos debates defendidos pelas teorias neofuncionalistas e intergovernamentalistas liberais<sup><a href="#60">60</a></sup><a name="top60"></a> . Em resultado da sua matriz vincadamente sociol&oacute;gica, para o construtivismo a explica&ccedil;&atilde;o da realidade social &eacute; feita atrav&eacute;s de pr&aacute;ticas e de constru&ccedil;&otilde;es sociais, resultantes da interdepend&ecirc;ncia entre os agentes e as estruturas<sup><a href="#61">61</a></sup><a name="top61"></a> . Al&eacute;m disso, consideraram que os fatores ideol&oacute;gicos s&atilde;o dependentes do tempo e do lugar em que s&atilde;o produzidos, estabelecendo ainda uma interdepend&ecirc;ncia entre as pessoas e o seu ambiente social, o qual define as identidades dos seres sociais<sup><a href="#62">62</a></sup><a name="top62"></a> .</p>     <p>Na perspetiva construtivista, o estudo da integra&ccedil;&atilde;o europeia tem como principal enfoque a an&aacute;lise do impacto europeu sobre os estados-membros e sobre as suas pol&iacute;ticas internas. Os trabalhos sobre a integra&ccedil;&atilde;o europeia procuram explicar as formas como o processo de integra&ccedil;&atilde;o influencia os estados, tendo como refer&ecirc;ncia duas dimens&otilde;es distintas: quanto ao processo de formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas e da cria&ccedil;&atilde;o de institui&ccedil;&otilde;es a n&iacute;vel europeu e quanto &agrave; forma como esses processos de n&iacute;vel europeu influenciam os estados-membros e os seus processos e estruturas pol&iacute;ticas<sup><a href="#63">63</a></sup><a name="top63"></a> .</p>     <p>A &ecirc;nfase em pr&aacute;ticas comunicativas e discursivas constitui outras das caracter&iacute;sticas essenciais da abordagem construtivista. Embora n&atilde;o constitua um corpo te&oacute;rico coeso, e ainda menos uma teoria de integra&ccedil;&atilde;o europeia<sup><a href="#64">64</a></sup><a name="top64"></a> , a abordagem &agrave; integra&ccedil;&atilde;o europeia, atrav&eacute;s da an&aacute;lise de discurso, procura entender e explicar o comportamento social com base nas palavras, na linguagem e nas express&otilde;es comunicacionais. A an&aacute;lise das rela&ccedil;&otilde;es constitutivas dos discursos possibilita, tal como nos recorda Foucault<sup><a href="#65">65</a></sup><a name="top65"></a> , compreender os interesses em causa, o posicionamento dos atores e, sobretudo, as rela&ccedil;&otilde;es de poder. Para o autor, o discurso sempre se produziria em raz&atilde;o de rela&ccedil;&otilde;es de poder.</p>     <p>Para os construtivistas, os discursos de elite sobre a Europa e a UE parecem convergir para uma identidade que engloba os valores da modernidade e da &laquo;unidade na diversidade&raquo;, bem como da democracia, dos direitos humanos, do Estado de direito e da economia social de mercado. Assim, as institui&ccedil;&otilde;es europeias e as elites europeias tentam deliberadamente construir uma identidade c&iacute;vica<sup><a href="#66">66</a></sup><a name="top66"></a> <sup><a href="#67">67</a></sup><a name="top67"></a> . Esta influ&ecirc;ncia &eacute; refletida nos processos de socializa&ccedil;&atilde;o da integra&ccedil;&atilde;o europeia, atrav&eacute;s do estabelecimento de regras e de comportamentos considerados como adequados para a Uni&atilde;o, sendo um desses reflexos a imposi&ccedil;&atilde;o dos designados &laquo;crit&eacute;rios de Copenhaga&raquo; (1993), que estabelecem os princ&iacute;pios e as regras de entrada para os candidatos a estados-membros<sup><a href="#68">68</a></sup><a name="top68"></a> .</p>     <p>Para a doutrina construtivista, a aplica&ccedil;&atilde;o de modelos de converg&ecirc;ncia de governa&ccedil;&atilde;o dentro dos estados-membros da UE, traduzida na europeiza&ccedil;&atilde;o das normas e dos princ&iacute;pios comunit&aacute;rios, &eacute; central na &laquo;constru&ccedil;&atilde;o&raquo; da Europa<sup><a href="#69">69</a></sup><a name="top69"></a> . Al&eacute;m de serem aplicados internamente, os modelos de europeiza&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m sido usados, inclusivamente, no relacionamento entre a UE e o exterior<sup><a href="#70">70</a></sup><a name="top70"></a> , atrav&eacute;s da ajuda financeira para o desenvolvimento, que &eacute; acompanhada pela concretiza&ccedil;&atilde;o de reformas das estruturas administrativas dos diferentes estados que mant&ecirc;m rela&ccedil;&otilde;es com a UE. A este respeito importa salientar a conce&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;tica Europeia de Vizinhan&ccedil;a (PEV), lan&ccedil;ada em 2004 e revista em 2015, e que tem como princ&iacute;pio base <i>more for more</i>, ou seja, os esfor&ccedil;os adicionais de reforma dos pa&iacute;ses parceiros est&atilde;o associados a est&iacute;mulos financeiros.</p>     <p>Sendo a seguran&ccedil;a das comunidades um aspeto central na perspetiva contempor&acirc;nea do construtivismo<sup><a href="#71">71</a></sup><a name="top71"></a> , a partilha de valores e de normas por essa comunidade constitui-se como a garantia de que os seus membros n&atilde;o se confrontam fisicamente, optando por resolver as disputas com recurso &agrave;s normas e aos princ&iacute;pios comummente aceites.</p>     <p>Para Checkel<sup><a href="#72">72</a></sup><a name="top72"></a> e RIsse<sup><a href="#73">73</a></sup><a name="top73"></a> existem, pelo menos, tr&ecirc;s maneiras em que o construtivismo social contribui para uma melhor compreens&atilde;o da UE. Em primeiro lugar, porque aceita a <i>constitutiveness</i> m&uacute;tua dos agentes e da estrutura, atrav&eacute;s dos processos de europeiza&ccedil;&atilde;o, o que permite uma compreens&atilde;o mais profunda do processo de integra&ccedil;&atilde;o. Em segundo, porque permite relacionar os efeitos constitutivos das regras e das pol&iacute;ticas europeias nas identidades sociais e nos interesses dos atores. Em terceiro, porque, focando nas pr&aacute;ticas comunicativas, permite analisar a forma como a Europa e a UE s&atilde;o constru&iacute;das de forma discursiva e como os intervenientes tentam lidar com o significado da integra&ccedil;&atilde;o europeia.</p>     <p>A abordagem construtivista est&aacute;, desse modo, profundamente centrada na forma&ccedil;&atilde;o das identidades e nas suas altera&ccedil;&otilde;es<sup><a href="#74">74</a></sup><a name="top74"></a> . Apesar de depender de contextos hist&oacute;ricos espec&iacute;ficos, a identidade do Estado &eacute; constru&iacute;da pelos membros da comunidade, que, por sua vez, influenciam a forma como os estados veem o mundo, como constroem os seus interesses e definem as regras &eacute;ticas e legais a que se vinculam<sup><a href="#75">75</a></sup><a name="top75"></a> . Na caracteriza&ccedil;&atilde;o que faz sobre a identidade dos estados, Wendt<sup><a href="#76">76</a></sup><a name="top76"></a> enfatiza que a mesma &eacute; realizada a partir do relacionamento desse Estado com outros estados. No entanto, esta identidade &eacute; o resultado das intera&ccedil;&otilde;es sociais (intencionais ou n&atilde;o intencionais), levando a que seja subjetivamente constru&iacute;da<sup><a href="#77">77</a></sup><a name="top77"></a> .</p>     <p>A maioria dos construtivistas insiste em que a forma&ccedil;&atilde;o da identidade &eacute; o resultado da intera&ccedil;&atilde;o entre o contexto nacional e internacional<sup><a href="#78">78</a></sup><a name="top78"></a> . Esta rela&ccedil;&atilde;o favorece a constru&ccedil;&atilde;o do que &eacute; definido pela identidade coletiva<sup><a href="#79">79</a></sup><a name="top79"></a> . Esta identidade (coletiva) n&atilde;o resulta, no entanto, do somat&oacute;rio das identidades individuais, envolvendo a ideia de que um grupo aceita essa mesma identidade<sup><a href="#80">80</a></sup><a name="top80"></a> , incluindo a express&atilde;o de um sentimento de solidariedade entre si<sup><a href="#81">81</a></sup><a name="top81"></a> . Importa ressalvar que a exist&ecirc;ncia desta identidade coletiva n&atilde;o &laquo;apaga&raquo; as identidades individuais, a exemplo do que &eacute; defendido por RIsse<sup><a href="#82">82</a></sup><a name="top82"></a> para o caso europeu, considerando o autor que a identidade europeia n&atilde;o significa que as pessoas sejam for&ccedil;adas a escolher entre a sua Na&ccedil;&atilde;o e a Europa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi na declara&ccedil;&atilde;o da Cimeira de Copenhaga, em 1973 (14 de dezembro), que os estados-membros (na altura apenas nove) falaram pela primeira vez sobre a identidade europeia, numa refer&ecirc;ncia &agrave;</p>     <p>     <blockquote>&laquo;variedade de culturas no &acirc;mbito da mesma civiliza&ccedil;&atilde;o europeia, o apego a valores e princ&iacute;pios comuns, a afinidade entre conce&ccedil;&otilde;es de vida, a consci&ecirc;ncia de possuir em comum interesses espec&iacute;ficos e a determina&ccedil;&atilde;o em participar na constru&ccedil;&atilde;o da Europa, d&atilde;o &agrave; identidade europeia um car&aacute;ter original e um dinamismo pr&oacute;prio&raquo; (n.&ordm; 3).</blockquote>     <p></p>     <p>No tratado da UE (Maastricht, 1992), a quest&atilde;o da identidade &eacute; intimamente ligada &agrave; PESC, referindo-se, pela primeira vez, &agrave; &laquo;afirma&ccedil;&atilde;o da sua identidade (europeia) na cena internacional, nomeadamente atrav&eacute;s da execu&ccedil;&atilde;o de uma pol&iacute;tica externa e de seguran&ccedil;a comum&raquo;. Podemos, por isso, concluir que a identidade europeia vai para al&eacute;m das afinidades geogr&aacute;ficas e culturais, sendo identificada com um conjunto de valores e normas, incluindo a democracia, a economia, a regra da lei do mercado e o respeito pelos direitos humanos<sup><a href="#83">83</a></sup><a name="top83"></a> .</p>     <p>Nos &uacute;ltimos anos, o conceito de identidade europeia, especificamente em rela&ccedil;&atilde;o ao alargamento, tem ocupado um espa&ccedil;o cada vez mais importante na literatura sobre a integra&ccedil;&atilde;o europeia, seguindo sobretudo uma perspetiva construtivista<sup><a href="#84">84</a></sup><a name="top84"></a> . Para al&eacute;m dos projetos culturais, pol&iacute;ticos e de valores, Aydin-D&uuml;zgit<sup><a href="#85">85</a></sup><a name="top85"></a> associa o conceito de identidades ao que designou de desenvolvimento das comunidades de seguran&ccedil;a. As quest&otilde;es relativas ao desenvolvimento das comunidades de seguran&ccedil;a foram tamb&eacute;m tratadas por Mole<sup><a href="#86">86</a></sup><a name="top86"></a> , tendo o autor relacionado a integra&ccedil;&atilde;o da Est&oacute;nia, da Let&oacute;nia e da Litu&acirc;nia na UE com as mudan&ccedil;as das identidades de seguran&ccedil;a desses pa&iacute;ses, com o prop&oacute;sito de contrariar a influ&ecirc;ncia russa na regi&atilde;o<sup><a href="#87">87</a></sup><a name="top87"></a>. Tamb&eacute;m RIeker<sup><a href="#88">88</a></sup><a name="top88"></a> apresentou a forma com a UE afeta as identidades nacionais de seguran&ccedil;a dos quatro maiores estados n&oacute;rdicos (Dinamarca, Finl&acirc;ndia, Noruega e Su&eacute;cia). O autor demonstra como as diferentes fases do processo de integra&ccedil;&atilde;o europeia, p&oacute;s-Guerra Fria, influenciaram as abordagens de seguran&ccedil;a nacional desses pa&iacute;ses, sublinhando que a rapidez e o car&aacute;ter destas altera&ccedil;&otilde;es variaram nos diferentes estados, devido a uma combina&ccedil;&atilde;o de diferentes la&ccedil;os com a UE e &agrave;s diferentes tradi&ccedil;&otilde;es da pol&iacute;tica de seguran&ccedil;a.</p>     <p>A constru&ccedil;&atilde;o da identidade europeia atrav&eacute;s do ato discursivo, incluindo a sua influ&ecirc;ncia nas identidades de seguran&ccedil;a, foi tamb&eacute;m desenvolvido por Ciuta<Sup><a name="89"></a><a href="#top89">89</a></Sup>. Para o autor, a perspetiva narrativa permite obter perce&ccedil;&otilde;es &uacute;teis na constitui&ccedil;&atilde;o, transforma&ccedil;&atilde;o da identidade e da seguran&ccedil;a europeia. A narrativa permite compreender como &eacute; feita a formula&ccedil;&atilde;o da seguran&ccedil;a e da identidade europeia, como a seguran&ccedil;a, a estrat&eacute;gia ou a identidade s&atilde;o transformadas. A perspetiva narrativa permite, portanto, ver a coer&ecirc;ncia entre a &laquo;seguran&ccedil;a europeia&raquo; e a &laquo;identidade europeia&raquo;, num vaiv&eacute;m narrativo, atrav&eacute;s do qual os atores ajustam e reajustam o seu significado<sup><a href="#90">90</a></sup><a name="top90"></a> .</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>DA UTOPIA DO FEDERALISMO AO REALISMO DA SOBERANIA</b></p>     <p>O recurso &agrave; teoriza&ccedil;&atilde;o ajuda-nos a perceber o curso da constru&ccedil;&atilde;o europeia ao longo de aproximadamente sete d&eacute;cadas. Tal como nas RI, a relev&acirc;ncia de cada uma das teorias acompanhou as transforma&ccedil;&otilde;es que se operaram no contexto global, sobretudo a partir da Segunda Guerra Mundial. Num primeiro momento, p&oacute;s-Segunda Guerra Mundial, as teses federalistas e funcionalistas tiveram maior acolhimento entre as comunidades pol&iacute;tica e acad&eacute;mica, na tentativa de encontrar uma entidade supranacional que regulasse o comportamento dos estados, a exemplo da cria&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (depois do projeto frustrado da Sociedade das Na&ccedil;&otilde;es) e das primeiras comunidades europeias.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Partindo da perspetiva (neo)funcionalista de que a integra&ccedil;&atilde;o europeia &eacute; feita de &laquo;pequenos passos&raquo;, no sentido de serem constru&iacute;dos la&ccedil;os de solidariedade que culminam numa constru&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, a &laquo;federa&ccedil;&atilde;o europeia&raquo;, verificamos que a integra&ccedil;&atilde;o europeia incidiu essencialmente nas vertentes econ&oacute;mica e financeira. Apesar destes sucessos, n&atilde;o encontramos desenvolvimentos paralelos no &acirc;mbito pol&iacute;tico. A reprova&ccedil;&atilde;o da CED e do Tratado Constitucional e a aus&ecirc;ncia de uma pol&iacute;tica externa e de defesa verdadeiramente comuns, que seja consensual relativamente &agrave;s zonas de interven&ccedil;&atilde;o da UE, demonstram os limitados avan&ccedil;os da integra&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica na UE.</p>     <p>A relev&acirc;ncia do papel dos estados defendida pela escola intergovernamental tem servido para explicar grande parte do processo de integra&ccedil;&atilde;o. Os atores nacionais t&ecirc;m aproveitado a integra&ccedil;&atilde;o europeia para refor&ccedil;ar o seu poder sobre as institui&ccedil;&otilde;es supranacionais, sobretudo atrav&eacute;s do processo de veto no Conselho Europeu, que corporiza os interesses dos estados-membros. No Tratado de Lisboa, a cria&ccedil;&atilde;o do Servi&ccedil;o Europeu para a A&ccedil;&atilde;o Externa (SEAE) &ndash; institui&ccedil;&atilde;o com cariz supranacional que pretende gerir a diplomacia europeia e a seguran&ccedil;a e defesa da Uni&atilde;o &ndash; encontra nas estruturas intergovernamentais formas de controlo do seu processo de decis&atilde;o. Neste &acirc;mbito, deve ser destacada a condu&ccedil;&atilde;o das miss&otilde;es e opera&ccedil;&otilde;es de gest&atilde;o de crises, que, apesar de estarem organicamente na depend&ecirc;ncia da alta representante/vice-presidente da Comiss&atilde;o e do SEAE, s&atilde;o politicamente tuteladas pelo Comit&eacute; Pol&iacute;tico e de Seguran&ccedil;a (COPS), um &oacute;rg&atilde;o intergovernamental composto pelos representantes dos estados-membros em Bruxelas.</p>     <p>No &acirc;mbito dos projetos de n&iacute;vel interno, sobretudo nas mat&eacute;rias contempladas no antigo terceiro pilar da organiza&ccedil;&atilde;o europeia, relacionados com a coopera&ccedil;&atilde;o policial e judici&aacute;ria, a integra&ccedil;&atilde;o foi mais profunda, tendo resultado na cria&ccedil;&atilde;o de estruturas supranacionais com responsabilidade na &aacute;rea da seguran&ccedil;a, a exemplo da cria&ccedil;&atilde;o da Ag&ecirc;ncia Europeia de Gest&atilde;o da Coopera&ccedil;&atilde;o Operacional nas Fronteiras Externas dos Estados-Membros da Uni&atilde;o Europeia (Frontex), da Unidade Europeia de Coopera&ccedil;&atilde;o Judici&aacute;ria (Eurojust) e do Servi&ccedil;o Europeu de Pol&iacute;cia (Europol). As altera&ccedil;&otilde;es sociais produzidas por uma europeiza&ccedil;&atilde;o dos assuntos de seguran&ccedil;a interna levaram os pa&iacute;ses a adotar regras e procedimentos comuns, refor&ccedil;ados por um discurso de uni&atilde;o contra estas amea&ccedil;as de cariz externo. O combate ao terrorismo, uma das amea&ccedil;as mais proeminentes para o espa&ccedil;o europeu, &eacute; um bom exemplo dessa maior integra&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s do refor&ccedil;o da coopera&ccedil;&atilde;o policial em mat&eacute;ria de informa&ccedil;&otilde;es e da importa&ccedil;&atilde;o de acervo comunit&aacute;rio nas legisla&ccedil;&otilde;es nacionais das medidas europeias de combate ao terrorismo.</p>     <p>No &acirc;mbito da defesa, apesar dos desenvolvimentos registados nos &uacute;ltimos anos ao n&iacute;vel do refor&ccedil;o dos projetos de investiga&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento, da constitui&ccedil;&atilde;o do Fundo Europeu de Defesa e da integra&ccedil;&atilde;o aumentada das plataformas das ind&uacute;strias de defesa dos diversos estados-membros, existem poucos sinais de que a UE venha a alterar o seu processo de decis&atilde;o na proje&ccedil;&atilde;o militar para fora das suas fronteiras, mantendo intacto o intergovernamentalismo das suas decis&otilde;es. A amplamente divulgada Coopera&ccedil;&atilde;o Estruturada Permanente (CEP), na terminologia anglo-sax&oacute;nica PESCO (Permanent Structured Cooperation), constitui um bom exemplo do rumo que a UE pretende seguir nesta mat&eacute;ria, na medida em que se constitui maioritariamente (ou quase exclusivamente) como um projeto industrial. Tal como os l&iacute;deres europeus insistentemente afirmam, este projeto &ndash; que n&atilde;o tem qualquer ambi&ccedil;&atilde;o de se constituir como a base de um &laquo;Ex&eacute;rcito Europeu&raquo;, e que decorre fora do quadro institucional da UE<sup><a href="#91">91</a></sup><a name="top91"></a> &ndash; pretende juntar, de forma volunt&aacute;ria, os estados-membros &laquo;cujas capacidades militares preencham crit&eacute;rios mais elevados e que tenham assumido compromissos mais vinculativos na mat&eacute;ria tendo em vista a realiza&ccedil;&atilde;o das miss&otilde;es mais exigentes&raquo; (art.&ordm; 42.&ordm; n.&ordm; 6 do TUE).</p>     <p>As iniciativas no &acirc;mbito da coopera&ccedil;&atilde;o entre os estados-membros (sublinhe-se uma vez mais fora do quadro institucional da UE), pretendem ultrapassar as dificuldades colocadas pela regra da unanimidade, no contexto da intergovernamentalidade. No caso da CEP, verificamos que existe uma inten&ccedil;&atilde;o de mitigar essa regra da vota&ccedil;&atilde;o por unanimidade, que &eacute; apenas aplicada aos assuntos que tenham implica&ccedil;&otilde;es militares, uma vez que para outras delibera&ccedil;&otilde;es, como o estabelecimento da CEP, a entrada e a suspens&atilde;o de membros, passam a ser tomadas por maioria qualificada.</p>     <p>Apesar das aparentes vantagens ao n&iacute;vel da decis&atilde;o, estas iniciativas demonstram, por um lado, que os estados d&atilde;o prefer&ecirc;ncia ao refor&ccedil;o das a&ccedil;&otilde;es bilaterais/multilaterais, de &acirc;mbito econ&oacute;mico, industrial, militar, cultural, fora do quadro institucional da UE, em vez de &laquo;cederem&raquo; poderes &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es supranacionais da UE, em particular &agrave; Comiss&atilde;o Europeia, as quais det&ecirc;m os poderes que os pr&oacute;prios estados entendem conferir no &acirc;mbito dos tratados. As diversas formas de coopera&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria prejudicam, em nosso entender, todo o m&eacute;todo comunit&aacute;rio que, tal como vimos, constitui uma parte significativa da constru&ccedil;&atilde;o europeia.</p>     <p>Por outro lado, o estabelecimento de elevados crit&eacute;rios para fazer parte do &laquo;n&uacute;cleo&raquo; dos estados mais capazes pode representar uma tend&ecirc;ncia para a cria&ccedil;&atilde;o de uma Europa a &laquo;v&aacute;rias velocidades&raquo;, ou de uma Europa <i>&agrave; la carte</i>, onde os estados apenas cooperam nas mat&eacute;rias em que t&ecirc;m mais interesse, ajudando a criar subculturas e subidentidadas dentro da UE.</p>     <p>A cria&ccedil;&atilde;o do Ex&eacute;rcito Europeu, que parece ser de muito dif&iacute;cil concretiza&ccedil;&atilde;o, constitui um dos muitos exemplos das diverg&ecirc;ncias internas entre atlantistas<sup><a href="#92">92</a></sup><a name="top92"></a> , onde se inclui Portugal, e continentais, liderados pelo eixo franco-alem&atilde;o. Se os primeiros procuram manter a autonomia da Europa em rela&ccedil;&atilde;o aos Estados Unidos, os segundos defendem que a Europa s&oacute; come&ccedil;ar&aacute; a ser levada a s&eacute;rio como ator de seguran&ccedil;a quando desenvolver novas capacidades operacionais para salvaguardar os interesses europeus, incluindo o emprego de for&ccedil;as militares europeias93.</p>     <p>Al&eacute;m de se afastar de uma organiza&ccedil;&atilde;o do tipo federativo, com as particularidades que identific&aacute;mos anteriormente, &eacute; manifesta a falta de confian&ccedil;a que os estados t&ecirc;m nas institui&ccedil;&otilde;es supranacionais, o que n&atilde;o deixar&aacute; de condicionar o pr&oacute;prio processo de integra&ccedil;&atilde;o europeia. A recusa por parte dos estados-membros de transferirem para Bruxelas partes da sua soberania, incluindo as lealdades dos seus concidad&atilde;os, imputando &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es europeias a responsabilidade pela implementa&ccedil;&atilde;o em termos nacionais de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas &laquo;pouco populares&raquo; e chamando a si os benef&iacute;cios obtidos junto dessas institui&ccedil;&otilde;es, limitam a integra&ccedil;&atilde;o europeia e, consequentemente, o pr&oacute;prio entusiasmo dos europeus em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; UE. Por &uacute;ltimo, importa sublinhar que esse enfraquecimento da supranacionalidade prejudica de igual modo a identidade dos valores europeus, facilitando o aparecimento dos designados movimentos nacionalistas, que colocam cada vez mais em causa a pr&oacute;pria UE, com consequ&ecirc;ncias que a hist&oacute;ria j&aacute; provou serem extremamente perigosas para a Paz entre os europeus.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>     <p>ADLER, E.; BARNETT, M. &ndash; &laquo;Governing anarchy: a research agenda for the study of security communities&raquo;. In <i>Ethics and International Affairs</i>. N.&ordm; 10, 1996, pp. 63-98.</p>     <p>ADLER, E. &ndash; &laquo;Constructivism in International Relations: sources, contributions, and debates&raquo;. In CARLSMAES, W.; RISSE, T.; SIMMONS, B. &ndash; <i>Handbook of International</i> <i>Relations</i>. Londres: SAGE Publications Inc, 2013, pp. 112-145.</p>     <p>ARON, R. &ndash; &laquo;Old nations, new Europe&raquo;. In <i>Daedelus</i>. Vol. 93, N.&ordm; 1, 1964, pp. 43-66.</p>     <p>AYDIN-D&Uuml;ZGIT, S. &ndash; <i>Constructions of European Identity: Debates and Discourses on Turkey and the EU</i>. Basingstoke: Palgrave Macmillan, 2012.</p>     <p>BELLAMY, A. &ndash; <i>Security Communities and their Neighbours: Regional Fortresses or Global Integrators?</i>. Basingstoke: Palgrave Macmillan, 2004.</p>     <p>B&Eacute;LANGER, M. &ndash; &laquo;Europeanization as a foundation of the European construction&raquo;. In COMAN, R.; KOSTERA, T.; TOMINI, L., eds.&ndash; <i>Europeanization and European Integration from Incremental to Structural Change</i>. Basingstoke: Palgrave Macmillan, 2014, pp. 29-49.</p>     <p>BERGER, P.; LUCKMANN, T. &ndash; <i>The Social Construction of Reality: A Treatise in the Sociology of Knowledge</i>. Nova York: Doubleday, 1967.</p>     <p>BURGESS, M. &ndash; &laquo;Explaining European integration&raquo;. In O&rsquo;NEILL, M. &ndash; <i>European Integration Theory</i>. Oxford: Oxford University Press, 2009.</p>     <p>BURGESS, M. &ndash; &laquo;Federalism&raquo;. In WIENER, A.; DIEZ, T. &ndash; <i>European Integration Theory</i>. 2.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Oxford: Oxford University Press, 2009, pp. 25-44.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>CARBONE, M., ed. &ndash; <i>National Politics and European Integration: From the Constitution to the Lisbon Treaty</i>. Cheltenham: Edward Elgar, 2010.</p>     <p>CELATA, F.; COLETTI, R. &ndash; &laquo;Beyond fortress &ldquo;EU&rdquo; rope? Bordering and cross- bordering along the European external frontiers&raquo;. In CELATA, F.; COLETTI, R., eds. &ndash; <i>Neighbourhood Policy and the</i> <i>Construction of the European External Borders</i>. Basileia: Springer, 2015, pp. 1-26.</p>     <p>CIUTA, F. &ndash; &laquo;Narratives of security: strategy and identity in the European context&raquo;. In MOLE, R., ed. &ndash; <i>Discursive Constructions of Identity in European Politics</i>. Basingstoke-Hampshire: Palgrave Macmillan, 2007, pp. 190-207.</p>     <p>CHRISTIANSEN, T.; J&Oslash;RGENSEN, K.; WIENER, A., eds. &ndash; <i>The Social Construction of Europe</i>. Londres: SAGE Publications, 2001.</p>     <p>CHECKEL, J. &ndash; &laquo;The constructive turn in International Relations theory&raquo;. In <i>World Politics</i>. Vol. 50, N.&ordm; 2, 1998, pp. 324-348.</p>     <p>CHECKEL, J. &ndash; &laquo;Social construction and European integration&raquo;. In CHRISTIANSEN, T.; J&Oslash;RGENSEN, K.; WIENER, A., eds. &ndash; <i>The Social Construction of Europe</i>. Londres: SAGE Publications, 2001, pp. 50-64.</p>     <p>CHECKEL, J. &ndash; &laquo;Constructivism and EU politics&raquo;. In J&Oslash;RGENSEN, K.; POLLACK, M.; ROSAMOND, B. &ndash; <i>Handbook of European Union Politics</i>. Thousand Oaks: SAGE Publications, 2006, pp. 57-76.</p>     <p>COWLES, M.; CAPORASO, J.; RISSE, T., eds. &ndash; <i>Transforming Europe: Europeanization and Domestic Change</i>. Ithaca, NY; Londres: Cornell University Press, 2001.</p>     <p>COWLES, M.; SMITH, M., eds. &ndash; <i>The State of the European Union Risks, Reform, Resistance, and Revival</i>. Oxford: Oxford University Press, 2001, vol. 5.</p>     <p>FLIGSTEIN, N.; POLYAKOVA, A.; SANDHOLTZ, W. &ndash; &laquo;European integration, nationalism and European identity&raquo;. In <i>JCMS: Journal of Common Market Studies</i>. Vol. 50, 2012, pp. 106-122.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>FOUCAULT, M. &ndash; <i>A</i> <i>Ordem do Discurso</i>. Lisboa: Rel&oacute;gio D&rsquo;&Aacute;gua, 1997 (1.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o, original, 1971).</p>     <p>GRIFFITHS, R. &ndash; <i>Europe&rsquo;s First Constitution: The European Political Community, 1952&shy;-1954</i>. Londres: Federal Trust, 2000.</p>     <p>HAAS, E. &ndash; &laquo;Technocracy, pluralism and the new Europe&raquo;. In NYE, J., ed. &ndash; <i>International</i> <i>Regionalism</i>. Boston: Little, Brown, 1968.</p>     <p>HAAS, E. &ndash; &laquo;The study of regional integration: reflections on the joy and anguish of pretheorising&raquo;. In <i>International Organization</i>. Vol. 24, 1970, pp. 607-646.</p>     <p>HABERMAS, J. &ndash; &laquo;Citizenship and national identity: some reflections on the future of Europe&raquo;. In <i>Praxis International</i>. Vol. 12, N.&ordm; 1, 1992, pp. 1-19.</p>     <p>HABERMAS, J. &ndash; &laquo;The European Nation State. Its achievement and its limitations. On the past and future of sovereignty and citizenship&raquo;. In <i>Ratio Juris</i>. Vol. 9, N.&ordm; 2, 1996, pp. 125-137.</p>     <p>HERMENEGILDO, R. &ndash; &laquo;Uma matriz te&oacute;rica da &ldquo;Seguran&ccedil;a Interna&rdquo; da Uni&atilde;o Europeia&raquo;. In <i>Revista Na&ccedil;&atilde;o e Defesa</i>. N.&ordm; 146, 2017, pp. 106-133.</p>     <p>HOFFMANN, S. &ndash; &laquo;&ldquo;Obstinate or obsolete?&rdquo; The fate of the Nation State and the case of Western Europe&raquo;. In <i>Daedalus</i>. Vol. 95, N.&ordm; 3, 1966, pp. 862-915.</p>     <p>HOOGHE, L.; MARKS, G. &ndash; <i>Multilevel Governance and European Integration</i>. Nova York: Rowman &amp; LittleWeld, 2001.</p>     <p>HOPF, T. &ndash; &laquo;The promise of constructivism in International Relations theory&raquo;. In <i>International</i> <i>Security</i>. Vol. 23, N.&ordm; 1, 1998, pp. 171-200.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>HORSPOOL, M.; HUMPHREYS, M. &ndash; <i>European Union Law</i>. 7.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Oxford: Oxford University Press, 2012.</p>     <p>HOWORTH, J. &ndash; <i>Security and Defence Policy in the European Union</i>. 2.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Basingstoke: Palgrave Macmillan, 2014.</p>     <p>JUPILLE, J.; CAPORASO, J.; CHECKEL, J. &ndash; &laquo;Integrating institutions: rationalism, constructivism, and the study of the European Union&raquo;. In <i>Comparative Political Studies</i>. Vol. 36, N.&ordm; 1-2, fevereiro-mar&ccedil;o de 2003, pp. 7-40.</p>     <p>KATZENSTEIN, P. &ndash; &laquo;Alternative perspectives on national security&raquo;. In KATZENSTEIN, P., ed. &ndash; <i>The Culture of National Security</i>. Nova York: Columbia University Press, 1996, pp. 1-32.</p>     <p>LEONARD, M.; ROTTGEN, N. &ndash; &laquo;A new beginning for European defence&raquo;. In <i>European Council for Foreign Relations</i>. 14 de fevereiro de 2018. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.ecfr.eu/article/commentary_a_new_beginning_for_european_defence" target="_blank">https://www.ecfr.eu/article/commentary_a_new_beginning_for_european_defence</a>.</p>     <p>LINDBERG, L. &ndash; <i>The Political Dinamics of European Economic Integration</i>. Stanford: Cambridge University Press, 1963.</p>     <p>LOBO-FERNANDES, L. &ndash; &laquo;Da integra&ccedil;&atilde;o &agrave; governa&ccedil;&atilde;o europeia: Portugal, europeiza&ccedil;&atilde;o e o car&aacute;cter multi-sist&eacute;mico da UE&raquo;. In <i>Revista Na&ccedil;&atilde;o e Defesa</i>. N.&ordm; 115, outono-inverno de 2006, pp. 143-165.</p>     <p>MAJONE, G. &ndash; <i>Dilemmas of European Integration: The Ambiguities and Pitfalls of Integration by Stealth</i>. Oxford: Oxford University Press, 2005.</p>     <p>MARKS, G.; HOOGHE, L.; BLANK, K. &ndash; &laquo;European integration from the 1980s&raquo;. In <i>Journal of</i> <i>Common Market Studies</i>. Vol. 34, N.&ordm; 3, 1996, pp. 341-378.</p>     <p>MILWARD, A. &ndash; <i>The European Rescue of the Nation-State</i>. 2.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Londres: Routledge, 2000.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>MITRANY, D. &ndash; <i>A Working for Peace System: An Argument for the Functional Development of International Organizations</i>. Londres: RIIA, 1943.</p>     <p>MOLE, R. &ndash; &laquo;Talking security? The discourse of European identity in the Baltic State&raquo;. In MOLE, R., ed. &ndash; <i>Discursive Constructions of Identity in European Politics</i>. Basingstoke-Hampshire: Palgrave Macmillan, 2007, pp. 149-169.</p>     <p>MORAVCSIK, A. &ndash; &laquo;Preferences and power in the European Community: a liberal intergovernmentalist approach&raquo;. In <i>Journal of Common Market Studies</i>. Vol. 31, N.&ordm; 4, 1993, pp. 473-524.</p>     <p>MORAVCSIK, A. &ndash; &laquo;Taking preferences seriously: a liberal theory of international politics&raquo;. In <i>International Organization</i>. Vol. 51, N.&ordm; 4, 1997, pp. 513-553.</p>     <p>MORAVCSIK, A. &ndash; <i>The Choice for Europe: Social Purpose and State Power from Messina to Maastricht</i>. Londres: UCL Press, 1998.</p>     <p>MORAVCSIK, A. &ndash; &laquo;The future of European integration: social science or social theory?&raquo;. In Millennium: <i>Journal of International Studies</i>. Vol. 28, N.&ordm; 2, 1999, pp. 371-391.</p>     <p>MORAVCSIK, A.; SCHIMMELFENNIG, F. &ndash; &laquo;Liberal intergovernmentalism&raquo;. In WIENER, A.; DIEZ, T. &ndash; <i>European Integration Theory</i>. 2.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Oxford: Oxford University Press, 2009, pp. 67-86.</p>     <p>NELSEN, B.; STUBB, A., eds. &ndash; <i>The European Union: Readings on the Theory and Practice of European Integration</i>. Colorado: Lynne RIenner Publishers, Inc, 1994.</p>     <p>NIEMANN, A.; SCHMITTER, P. &ndash; &laquo;Neofunctionalism&raquo;. In WIENER, A.; DIEZ, T. &ndash; <i>European</i> <i>Integration Theory</i>. 2.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Oxford: Oxford University Press, 2009, pp. 45-66.</p>     <p>O&rsquo;NEILL, M. &ndash; <i>The Politics of European Integration</i>. Londres: Routledge, 1996.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>ONUF, N. &ndash; <i>World of Our Making: Rules and Rule in Social Theory and International Relations</i>. Columbia: University of South Carolina Press, 1989.</p>     <p>PENTLAND, C. <i>&ndash; International Theory and European Integration</i>. Londres: Farber and Farber, 1973.</p>     <p>PETERSON, J. &ndash; &laquo;Decision-making in the European Union: towards a framework for analysis&raquo;. In <i>Journal of European Public Policy</i>. Vol. 2, N.&ordm; 1, 1995, pp. 69-93.</p>     <p>PETERSON, J.; BOMBERG, E. &ndash; &laquo;Institutions, rules, norms&raquo;. In <i>Decision-making in the European</i> <i>Union</i>. Nova York: St. Martin&rsquo;s Press, 1999, pp. 31-59.</p>     <p>PIRIS, J. C. &ndash; <i>The Future of Europe: Towards a Two-speed EU?</i> Cambridge-Nova York: Cambridge University Press, 2012.</p>     <p>POLLACK, M. &ndash; &laquo;Theorizing EU policy-making&raquo;. In Wallace, H.; POLLACK, M.; YOUNG, A., eds. &ndash; <i>Policy-making in the European Union</i>. 6.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Oxford: Oxford University Press, 2010.</p>     <p>RADAELLI, C. &ndash; &laquo;The europeanization of public policy&raquo;. In FEATHERSTONE, K.; RADAELLI, C., eds. &ndash; <i>The Politics of Europeanization</i>. Oxford: Oxford University Press, 2003, pp. 27-56.</p>     <p>RAMOS, C. &ndash; &laquo;Teorias da integra&ccedil;&atilde;o europeia: uma breve perspetiva&raquo;. In <i>Faculdade de Ci&ecirc;ncias Humanas e Sociais &ndash; UFP</i>. (Consultado em: 21 de outubro de 2018). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://bdigital.ufp.pt/bitstream/10284/672/1/327-344FCHS2005-5.pdf" target="_blank">https://bdigital.ufp.pt/bitstream/10284/672/1/327-344FCHS2005-5.pdf</a>.</p>     <p>RAMOS, C.; VILA MAIOR, P. &ndash; &laquo;Perspectivas te&oacute;ricas sobre a integra&ccedil;&atilde;o europeia&raquo;. In <i>Rela&ccedil;&otilde;es</i> <i>Internacionais</i>. N.&ordm; 16, 2007, pp. 103-116.</p>     <p>REH, C. &ndash; &laquo;The Lisbon Treaty: de-constitutionalizing the European Union?&raquo;. In <i>JCMS: Journal of Common Market Studies</i>. Vol. 47, N.&ordm; 3, 2009, pp. 625-650.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>RIEKER, P. &ndash; <i>Europeanization of National Security Identity: the EU and the Changing Security Identities of the Nordic states</i>. Londres: Routledge, 2006.</p>     <p>RISSE, T. &ndash; &laquo;Social constructivism and Europe integration&raquo;. In WIENER, A.; DIEZ, T., eds. &ndash; <i>European Integration Theory</i>. 2.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Oxford: Oxford University Press, 2009, pp. 144-160.</p>     <p>RISSE, T. &ndash; <i>A Community of Europeans? Transnational Identities and Public Spheres</i>. Ithaca, NY: Cornell University Press, 2010.</p>     <p>ROSAMOND, B. &ndash; <i>Theories of European Integration</i>. Houndsmills: MacMillan Press, 2000.</p>     <p>SIEBERSON, S. &ndash; <i>Dividing Lines Between the European Union and its Member States. The Impact of the Treaty of Lisbon</i>. The Hague: T. M. C. Asser Press, 2008.</p>     <p>SPINELLI, A.; ROSSI, E. &ndash; <i>The Ventotene Manifesto</i>. Ventotene: The Altiero Spinelli Institute for Federalist Studies, (s.d.), pp. 75-96.</p>     <p>TAYLOR, P. &ndash; &laquo;Functionalism: the approach of David Mitrany&raquo;. In GROOM, A.; TAYLOR, P., eds. &ndash; <i>Frameworks for International Co-operation</i>. Londres: Pinter Publishers, 1990, pp. 125-138.</p>     <p>THERBORN, G. &ndash; <i>European Modernity and Beyond</i>. Londres: SAGE Publications, 1995.</p>     <p>TRIANDAFYLLIDOU, A.; GROPAS, R. &ndash; <i>What Is Europe</i>. Londres: Palgrave, 2015.</p>     <p>TORRES, F.; VILA MAIOR, P. &ndash; &laquo;A contribui&ccedil;&atilde;o da teoria das rela&ccedil;&otilde;es internacionais para a explica&ccedil;&atilde;o do processo de integra&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria europeia&raquo;. In <i>Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais</i>. N.&ordm; 39, 2013, pp. 101&shy;-112.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>WAEVER, O. &ndash; &laquo;Discursive approaches&raquo;. In WIENER, A.; DIEZ, T., eds. &ndash; <i>European Integration</i> <i>Theory</i>. 1.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Oxford: Oxford University Press, 2004, pp. 197-215.</p>     <p>WALLACE, W. &ndash; <i>The Transformation of Western Europe</i>. Londres: Council on Foreign Relations, 1990.</p>     <p>WARLEIGH, A. &ndash; <i>Democracy and the European Union: Theory, Practice and Reform</i>. Londres: SAGE Publications, 2003.</p>     <p>WENDT, A. &ndash; <i>Social Theory of International Politics</i>. Cambridge: Cambridge University Press, 1999.</p>     <p>WIENER, A.; DIEZ, T. &ndash; <i>European Integration Theory</i>. 1.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o (2.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o, 2009). Oxford: Oxford University Press, 2004.</p>     <p>ZEHFUSS, M. &ndash; <i>Constructivism in International Relations. The Politics of Reality</i>. Cambridge: Cambridge University Press, 2002.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Data de rece&ccedil;&atilde;o: 3 de janeiro de 2019 | Data de aprova&ccedil;&atilde;o: 16 de maio de 2019</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> O&rsquo;NEILL, M. &ndash; <i>The Politics of European Integration</i>. Londres: Routledge, 1996, p. 13; RAMOS, C. &ndash; &laquo;Teorias da integra&ccedil;&atilde;o europeia: uma breve perspetiva<i>&raquo;. In Faculdade de Ci&ecirc;ncias Humanas e Sociais &ndash; UFP</i>. (Consultado em: 21 de outubro de 2018). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://bdigital.ufp.pt/bitstream/10284/672/1/327-344FCHS2005-5.pdf" target="_blank">https://bdigital.ufp.pt/bitstream/10284/672/1/327-344FCHS2005-5.pdf</a>, p. 328.</p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> RAMOS, C.; VILA MAIOR, P. &ndash; &laquo;Perspectivas te&oacute;ricas sobre a integra&ccedil;&atilde;o europeia&raquo;. In <i>Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais</i>. N.&ordm; 16, 2007, p. 103.</p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> LOBO-FERNANDES, L. &ndash; &laquo;Da integra&ccedil;&atilde;o &agrave; governa&ccedil;&atilde;o europeia: Portugal, europeiza&ccedil;&atilde;o e o car&aacute;cter multi-sist&eacute;mico da UE&raquo;. In <i>Revista Na&ccedil;&atilde;o e Defesa</i>. N.&ordm; 115, outono-inverno de 2006, p. 146.</p>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> HAAS, E. &ndash; &laquo;Technocracy, pluralism and the new Europe&raquo;. In NYE, J., ed. &ndash; <i>International Regionalism</i>. Boston: Little, Brown, 1968, p. 16.</p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> WIENER, A.; DIEZ, T. &ndash; <i>European Integration Theory</i>. 2.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Oxford: Oxford University Press, 2009, p. 2.</p>     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> LINDBERG, L. &ndash; <i>The Political Dinamics of European Economic Integration</i>. Stanford: Cambridge University Press, 1963, p. 6.</p>     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> WALLACE, W. &ndash; <i>The Transformation of Western Europe</i>. Londres: Council on Foreign Relations, 1990, p. 54.</p>     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> PENTLAND, C. &ndash; <i>International Theory and European Integration</i>. Londres: Farber and Farber, 1973, p. 21.</p>     <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> WIENER, A.; DIEZ, T. &ndash; <i>European Integration Theory</i>, 2009, pp. 8-11.</p>     <p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> MARKS, G., HOOGHE, L.; BLANK, K. &ndash; &laquo;European integration from the 1980s&raquo;. In <i>Journal of Common Market Studies</i>. Vol. 34, N.&ordm; 3, 1996, pp. 341&ndash;378.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> HOOGHE, L.; MARKS, G. &ndash; <i>Multilevel Governance and European Integration</i>. Nova York: Rowman &amp; LittleWeld, 2001.</p>     <p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup> PETERSON, J. &ndash; &laquo;Decision-making in the European Union: towards a framework for analysis&raquo;. In <i>Journal of European Public Policy</i>. Vol. 2, N.&ordm; 1, 1995, pp. 69-93; PETERSON, J.; BOMBERG, E. &ndash; &laquo;Institutions, rules, norms&raquo;. In <i>Decision-making in the European Union</i>. Nova York: St. Martin&rsquo;s Press, 1999, pp. 31-59.</p>     <p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> Para Radaelli, a europeiza&ccedil;&atilde;o refere-se aos processos de constru&ccedil;&atilde;o, difus&atilde;o e institucionaliza&ccedil;&atilde;o de regras formais e informais, procedimentos, paradigmas pol&iacute;ticos, estilos, &laquo;formas de fazer as coisas&raquo;, e cren&ccedil;as e normas comuns que s&atilde;o primeiro definidos e consolidados pela UE e, em seguida, incorporados na l&oacute;gica do discurso interno, das identidades e das estruturas pol&iacute;ticas dos estados (RADAELLI, C. &ndash; &laquo;The europeanization of public policy&raquo;. In FEATHERSTONE, K.; RADAELLI, C., eds. &ndash; <i>The Politics of Europeanization</i>. Oxford: Oxford University Press, 2003, p. 30). B&eacute;langer apresenta a europeiza&ccedil;&atilde;o &laquo;como parte do maior projeto de cria&ccedil;&atilde;o de uma nova ordem pol&iacute;tica e jur&iacute;dica europeia&raquo;, sendo por isso essencial considerar a motiva&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica da europeiza&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s da cria&ccedil;&atilde;o intersubjetiva de um espa&ccedil;o pol&iacute;tico europeu. Para a autora, a ordem europeia &eacute; criada atrav&eacute;s da europeiza&ccedil;&atilde;o, sendo o alargamento da comunidade pol&iacute;tica, no sentido geogr&aacute;fico, a principal ess&ecirc;ncia. Assim, a europeiza&ccedil;&atilde;o &eacute; definida como o processo de difus&atilde;o do discurso pelo qual a Europa se aprofunda e amplia, sendo vista como a funda&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o a consequ&ecirc;ncia do processo de constru&ccedil;&atilde;o europeia: B&Eacute;LANGER, M. &ndash; &laquo;Europeanization as a foundation of the European construction&raquo;. In COMAN, R.; KOSTERA, T.; TOMINI, L., eds &ndash; <i>Europeanization and European</i> <i>Integration from Incremental to Structural Change</i>. Basingstoke: Palgrave Macmillan, 2014, p. 29.</p>     <p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> COWLES, M.; SMITH, M., eds. &ndash; <i>The State of the European Union Risks, Reform, Resistance, and Revival</i>. Oxford: Oxford University Press, 2001, vol. 5.</p>     <p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup> WIENER, A.; DIEZ, T. &ndash; <i>European Integration Theory</i>, 2009, p. 4.</p>     <p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup> MAJONE, G. &ndash; <i>Dilemmas of European Integration: The Ambiguities and Pitfalls of Integration by Stealth</i>. Oxford: Oxford University Press, 2005, p. 43.</p>     <p><Sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></Sup> RAMOS, C.; VILA MAIOR, P. &ndash; &laquo;Perspectivas te&oacute;ricas sobre a integra&ccedil;&atilde;o europeia&raquo;, p. 105.</p>     <p><Sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></Sup> PENTLAND, C. &ndash; <i>International Theory and European Integration</i>, p. 149.</p>     <p><Sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></Sup> WARLEIGH, A. &ndash; <i>Democracy and the European Union: Theory, Practice and Reform</i>. Londres: SAGE Publications, 2003, pp. 36-37.</p>     <p><Sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></Sup> BURGESS, M. &ndash; &laquo;Explaining European integration&raquo;. In O&rsquo;NEILL, M. &ndash; <i>European Integration Theory</i>. Oxford: Oxford University Press, 2009, p. 29.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></Sup> RAMOS, C.; VILA MAIOR, P. &ndash; &laquo;Perspectivas te&oacute;ricas sobre a integra&ccedil;&atilde;o europeia&raquo;, p. 105.</p>     <p><Sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></Sup> BURGESS, M. &ndash; &laquo;Explaining European integration&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="23"></a><a href="#top23">23</a></Sup> WARLEIGH, A. &ndash; <i>Democracy and the European Union</i>&hellip;, p. 36.</p>     <p><Sup><a name="24"></a><a href="#top24">24</a></Sup> A express&atilde;o &laquo;Estados Unidos da Europa&raquo; foi usada pelo escritor e fil&oacute;sofo franc&ecirc;s V&iacute;tor Hugo durante o Congresso Internacional da Paz que teve lugar em Paris, em 1849, na refer&ecirc;ncia que o autor fez da desej&aacute;vel liga&ccedil;&atilde;o entre os Estados Unidos (da Am&eacute;rica) e os Estados Unidos da Europa para a Paz. O conceito regressou no s&eacute;culo XX, ap&oacute;s o final da Primeira Guerra Mundial, com Edouard Herriot, pol&iacute;tico franc&ecirc;s defensor da via da uni&atilde;o dos Estados da Europa, e Wiston Churchill, que usou o termo no c&eacute;lebre discurso a 19 de setembro de 1946, pronunciado na Universidade de Zurique: &laquo;Temos de construir uma esp&eacute;cie de Estados Unidos da Europa...&raquo;. J&aacute; em plena guerra, Altiero Spinelli, Ernesto Rossi e Eugenio Coporni tinham apelado, no Manifesto de Ventotene (agosto de 1941), &agrave; constitui&ccedil;&atilde;o de uma federa&ccedil;&atilde;o europeia.</p>     <p><Sup><a name="25"></a><a href="#top25">25</a></Sup> O&rsquo;NEILL, M. &ndash; The Politics of European Integration, p. 21; NELSEN, B.; STUBB, A., eds. &ndash; <i>The</i> <i>European Union: Readings on the Theory and Practice of European Integration</i>. Colorado: Lynne RIenner Publishers, Inc, 1994, p. 70.</p>     <p><Sup><a name="26"></a><a href="#top26">26</a></Sup> SPINELLI, A.; ROSSI, E. &ndash; <i>The Ventotene Manifesto</i>. Ventotene: The Altiero Spinelli Institute for Federalist Studies, (s.d.), pp. 75-96.</p>     <p><Sup><a name="27"></a><a href="#top27">27</a></Sup> BURGESS, M. &ndash; &laquo;Federalism&raquo;. In WIENER, A.; DIEZ, T. &ndash; <i>European Integration Theory</i>. 2.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o, p. 31.</p>     <p><Sup><a name="28"></a><a href="#top28">28</a></Sup> GRIFFITHS, R. &ndash; <i>Europe&rsquo;s First Constitution: The European Political Community, 1952-1954</i>. Londres: Federal Trust, 2000.</p>     <p><Sup><a name="29"></a><a href="#top29">29</a></Sup> BURGESS, M. &ndash; &laquo;Explaining European integration&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="30"></a><a href="#top30">30</a></Sup> MILWARD, A. &ndash; <i>The European Rescue of the Nation</i>-State. 2.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Londres: Routledge, 2000; MORAVCSIK, A. &ndash; &laquo;The future of European integration: social science or social theory?&raquo;. In <i>Millennium: Journal of International Studies</i>. Vol. 28, N.&ordm; 2, 1999, pp. 371-391.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="31"></a><a href="#top31">31</a></Sup> WARLEIGH, A. &ndash; <i>Democracy and the European Union</i>&hellip;, p. 35.</p>     <p><Sup><a name="32"></a><a href="#top32">32</a></Sup> REH, C. &ndash; &laquo;The Lisbon Treaty: de-constitutionalizing the European Union?&raquo;. In <i>JCMS: Journal</i> <i>of C</i>ommon Market Studies. Vol. 47, N.&ordm; 3, 2009, pp. 625-650; CARBONE, M., ed. &ndash; <i>National</i> <i>Politics and European Integration: From the Constitution to the Lisbon Treaty</i>. Cheltenham: Edward Elgar, 2010; HORSPOOL, M.; HUMPHREYS, M. &ndash; European Union Law. 7.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Oxford: Oxford University Press, 2012. Piris faz uma importante e cuidada an&aacute;lise sobre as altera&ccedil;&otilde;es do Tratado de Lisboa em rela&ccedil;&atilde;o ao Tratado Constitucional (PIRIS, J. C. &ndash; <i>The Future of Europe:</i> <i>Towards a Two-speed EU?</i> Cambridge-Nova York: Cambridge University Press, 2012, pp. 25-48).</p>     <p><Sup><a name="33"></a><a href="#top33">33</a></Sup> SIEBERSON, S. &ndash; <i>Dividing Lines Between the European Union and its Member States. The Impact of the Treaty of Lisbon</i>. The Hague: T. M. C. Asser Press, 2008.</p>     <p><Sup><a name="34"></a><a href="#top34">34</a></Sup> ROSAMOND, B. &ndash; <i>Theories of European Integration</i>. Houndsmills: MacMillan Press, 2000, p. 36.</p>     <p><Sup><a name="35"></a><a href="#top35">35</a></Sup> MITRANY, D. &ndash; <i>A Working for Peace System: An Argument for the Functional Development of International Organizations</i>. Londres: RIIA, 1943, p. 31.</p>     <p><Sup><a name="36"></a><a href="#top36">36</a></Sup> WARLEIGH, A. &ndash; <i>Democracy and the European Union</i>&hellip;, p. 38; O&rsquo;NEILL, M. &ndash; <i>The Politics of European Integration</i>, p. 30; ROSAMOND, B. &ndash; <i>Theories of European Integration</i>, p. 132.</p>     <p><Sup><a name="37"></a><a href="#top37">37</a></Sup> WARLEIGH, A. &ndash; <i>Democracy and the European Union</i>&hellip;, p. 38; Taylor, P. &ndash; &laquo;Functionalism: the approach of David Mitrany&raquo;. In GROOM, A.; TAYLOR, P., eds. &ndash; <i>Frameworks for International Co-operation</i>. Londres: Pinter Publishers, 1990, pp. 132; LOBO-FERNANDES, L. &ndash; &laquo;Da integra&ccedil;&atilde;o &agrave; governa&ccedil;&atilde;o europeia&hellip;&raquo;, p. 148.</p>     <p><Sup><a name="38"></a><a href="#top38">38</a></Sup> O&rsquo;NEILL, M. &ndash; <i>The Politics of European Integration</i>, p. 35; NIEMANN, A.; SCHMITTER, P. &ndash; &laquo;Neofunctionalism&raquo;. In WIENER, A.; DIEZ, T. &ndash; <i>European Integration Theory</i>. 2.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o, p. 45.</p>     <p><Sup><a name="39"></a><a href="#top39">39</a></Sup> ROSAMOND, B. &ndash; <i>Theories of European Integration</i>, p. 56.</p>     <p><Sup><a name="40"></a><a href="#top40">40</a></Sup> HAAS, E. &ndash; &laquo;The study of regional integration: reflections on the joy and anguish of pretheorising&raquo;. In <i>International Organization</i>. Vol. 24, 1970, pp. 607-646.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="41"></a><a href="#top41">41</a></Sup> LINDBERG, L. &ndash; <i>The Political Dinamics of European Economic Integration</i>, p. 10.</p>     <p><Sup><a name="42"></a><a href="#top42">42</a></Sup> MAJONE, G. &ndash; Dilemmas of European Integration&hellip;, p. 42; HERMENEGILDO, R. &ndash; &laquo;Uma matriz te&oacute;rica da &ldquo;Seguran&ccedil;a Interna&rdquo; da Uni&atilde;o Europeia&raquo;. In <i>Revista Na&ccedil;&atilde;o e Defesa</i>. N.&ordm; 146, 2017, p. 110.</p>     <p><Sup><a name="43"></a><a href="#top43">43</a></Sup> WALLACE, W. &ndash; <i>The Transformation of Western Europe</i>&hellip;.</p>     <p><Sup><a name="44"></a><a href="#top44">44</a></Sup> MORAVCSIK, A. &ndash; &laquo;Preferences and power in the European Community: a liberal intergovernmentalist approach&raquo;. In <i>Journal of Common Market Studies</i>. Vol. 31, N.&ordm; 4, 1993, pp. 473-524.</p>     <p><Sup><a name="45"></a><a href="#top45">45</a></Sup> O&rsquo;NEILL, M. &ndash; <i>The Politics of European Integration</i>, pp. 44-47; LOBO-FERNANDES, L. &ndash; &laquo;Da integra&ccedil;&atilde;o &agrave; governa&ccedil;&atilde;o europeia&hellip;&raquo;, p. 150.</p>     <p><Sup><a name="46"></a><a href="#top46">46</a></Sup> HOFFMANN, S. &ndash; &laquo;&ldquo;Obstinate or obsolete?&rdquo; The fate of the Nation State and the case of Western Europe&raquo;. In <i>Daedalus</i>. Vol. 95, N.&ordm; 3, 1966, pp. 862-915.</p>     <p><Sup><a name="47"></a><a href="#top47">47</a></Sup> <i>Ibidem</i>.</p>     <p><Sup><a name="48"></a><a href="#top48">48</a></Sup> TORRES, F.; VILA MAIOR, P. &ndash; &laquo;A contribui&ccedil;&atilde;o da teoria das rela&ccedil;&otilde;es internacionais para a explica&ccedil;&atilde;o do processo de integra&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria europeia&raquo;. In <i>Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais</i>. N.&ordm; 39, 2013, pp. 101-112.</p>     <p><Sup><a name="49"></a><a href="#top49">49</a></Sup> Esta designa&ccedil;&atilde;o foi alterada com o Tratado de Lisboa, sendo substitu&iacute;da por Pol&iacute;tica Comum de Seguran&ccedil;a e Defesa (PCSD). A introdu&ccedil;&atilde;o do termo &laquo;comum&raquo;, em substitui&ccedil;&atilde;o do &laquo;europeia&raquo;, acarreta, em termos te&oacute;ricos, altera&ccedil;&otilde;es significativas, como veremos na &uacute;ltima parte do ensaio. Em termos pr&aacute;ticos, esta altera&ccedil;&atilde;o representou uma mudan&ccedil;a das estruturas respons&aacute;veis pela condu&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas de seguran&ccedil;a e defesa, sendo a cria&ccedil;&atilde;o do Servi&ccedil;o Europeu para a A&ccedil;&atilde;o Externa (SEAE) uma das mudan&ccedil;as mais significativas.</p>     <p><Sup><a name="50"></a><a href="#top50">50</a></Sup> Os princ&iacute;pios liberais do autor s&atilde;o identificados em MORAVCSIK, A. &ndash; &laquo;Taking preferences seriously: a liberal theory of international politics&raquo;. In <i>International Organization</i>. Vol. 51, N.&ordm; 4, 1997, pp. 513-553.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="51"></a><a href="#top51">51</a></Sup> MORAVCSIK, A. &ndash; &laquo;Preferences and power in the European Community&hellip;&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="52"></a><a href="#top52">52</a></Sup> MORAVCSIK, A.; SCHIMMELFENNIG, F. &ndash; &laquo;Liberal intergovernmentalism&raquo;. In WIENER, A.; DIEZ, T. &ndash; <i>European Integration Theory</i>. 2.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o, pp. 68-69.</p>     <p><Sup><a name="53"></a><a href="#top53">53</a></Sup> Sobre este assunto Moravcsik d&aacute; como exemplo o Tratado de Maastricht, fazendo refer&ecirc;ncia ao facto de o seu conte&uacute;do refletir os interesses e prefer&ecirc;ncias das principais pot&ecirc;ncias europeias, sobretudo da Alemanha; citado por TORRES, F.; VILA MAIOR, P. &ndash; &laquo;A contribui&ccedil;&atilde;o da teoria das rela&ccedil;&otilde;es internacionais para a explica&ccedil;&atilde;o do processo de integra&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria europeia&raquo;. In <i>Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais</i>. N.&ordm; 39, 2013, p. 106.</p>     <p><Sup><a name="54"></a><a href="#top54">54</a></Sup> ARON, R. &ndash; &laquo;Old nations, new Europe&raquo;. In <i>Daedelus</i>. Vol. 93, N.&ordm; 1, 1964, pp. 43-66.</p>     <p><Sup><a name="55"></a><a href="#top55">55</a></Sup> MAJONE, G. &ndash; <i>Dilemmas of European Integration</i>&hellip;, pp. 54-55.</p>     <p><Sup><a name="56"></a><a href="#top56">56</a></Sup> N&atilde;o sendo objetivo deste ensaio teorizar sobre o construtivismo, importa, no entanto, sublinhar que n&atilde;o s&atilde;o ainda consensuais as posi&ccedil;&otilde;es sobre a natureza e o campo te&oacute;rico do construtivismo nas RI. Sobre as diferentes abordagens importa ter em conta os trabalhos de Hopf (1998), Checkel (1998), Adler (2013) e de Zehfuss (2002): ADLER, E. &ndash; &laquo;Constructivism in International Relations: sources, contributions, and debates&raquo;. In CARLSMAES, W.; RISSE, T.; SIMMONS, B. &ndash; <i>Handbook of International Relations</i>. Londres: SAGE Publications Inc, 2013, pp. 112-145; CHECKEL, J. &ndash; &laquo;The constructive turn in International Relations theory&raquo;. In <i>World</i> <i>Politics</i>. Vol. 50, N.&ordm; 2, 1998, pp. 324-348; HOPF, T. &ndash; &laquo;The promise of constructivism in International Relations theory&raquo;. In <i>International Security</i>. Vol. 23, N.&ordm; 1, 1998, pp. 171-200; ZEHFUSS, M. &ndash; <i>Constructivism in International Relations. The Politics of Reality</i>. Cambridge: Cambridge University Press, 2002.</p>     <p><Sup><a name="57"></a><a href="#top57">57</a></Sup> WENDT, A. &ndash; <i>Social Theory of International Politics</i>. Cambridge: Cambridge University Press, 1999.</p>     <p><Sup><a name="58"></a><a href="#top58">58</a></Sup> ONUF, N. &ndash; <i>World of Our Making: Rules and Rule in Social Theory and International Relations</i>. Columbia: University of South Carolina Press, 1989.</p>     <p><Sup><a name="59"></a><a href="#top59">59</a></Sup> CHRISTIANSEN, T.; J&Oslash;RGENSEN, K.; WIENER, A., eds. &ndash; <i>The Social Construction of Europe</i>. Londres: SAGE Publications, 2001, p. 12.</p>     <p><Sup><a name="60"></a><a href="#top60">60</a></Sup> RISSE, T. &ndash; &laquo;Social constructivism and Europe integration&raquo;. In Wiener, A.; DIEZ, T., eds. &ndash; <i>European Integration Theory</i>. 2.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o, p. 144.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="61"></a><a href="#top61">61</a></Sup> BERGER, P.; LUCKMANN, T. <i>&ndash; The Social Construction of Reality: A Treatise in the Sociology of Knowledge</i>. Nova York: Doubleday, 1967.</p>     <p><Sup><a name="62"></a><a href="#top62">62</a></Sup> JUPILLE, J.; CAPORASO, J.; CHECKEL, J. &ndash; &laquo;Integrating institutions: rationalism, constructivism, and the study of the European Union&raquo;. In <i>Comparative Political Studies</i>. Vol. 36, N.&ordm; 1-2, fevereiro-mar&ccedil;o de 2003, p. 14; CHECKEL, J. &ndash; &laquo;Constructivism and EU politics&raquo;. In J&Oslash;RGENSEN, K.; POLLACK, M.; ROSAMOND, B. &ndash; <i>Handbook of European Union Politics</i>. Thousand Oaks: SAGE Publications, 2006, pp. 57-58; RISSE, T. - &laquo;Social constructivism and Europe Integration&raquo;, p. 145.</p>     <p><Sup><a name="63"></a><a href="#top63">63</a></Sup> RISSE, T. &ndash; &laquo;Social constructivism and Europe integration&raquo;, p. 147.</p>     <p><Sup><a name="64"></a><a href="#top64">64</a></Sup> WAEVER, O. &ndash; &laquo;Discursive approaches&raquo;. In WIENER, A.; DIEZ, T., eds. &ndash; <i>European Integration</i> <i>Theory</i>. 1.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Oxford: Oxford University Press, 2004, pp. 197-215.</p>     <p><Sup><a name="65"></a><a href="#top65">65</a></Sup> FOUCAULT, M. &ndash; <i>A</i> <i>Ordem do Discurso</i>. Lisboa: Rel&oacute;gio D&rsquo;&Aacute;gua, 1997 (1.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o, original, 1971).</p>     <p><Sup><a name="66"></a><a href="#top66">66</a></Sup> RISSE, T. &ndash; &laquo;Social constructivism and Europe integration&raquo;, pp. 153-154.</p>     <p><Sup><a name="67"></a><a href="#top67">67</a></Sup> HABERMAS, J. &ndash; &laquo;Citizenship and national identity: some reflections on the future of Europe&raquo;. In <i>Praxis International</i>. Vol. 12, N.&ordm; 1, 1992, pp. 1-19; e HABERMAS, J. &ndash; &laquo;The European Nation State. Its achievement and its limitations. On the past and future of sovereignty and citizenship&raquo;. In <i>Ratio Juris</i>. Vol. 9, N.&ordm; 2, 1996, pp. 125-137.</p>     <p><Sup><a name="68"></a><a href="#top68">68</a></Sup> CHECKEL, J. &ndash; &laquo;Social construction and European integration&raquo;. In CHRISTIANSEN, T.; J&Oslash;RGENSEN, K.; WIENER, A., eds. &ndash; <i>The Social Construction of Europe</i>. Londres: SAGE Publications, 2001, pp. 50-64; RISSE, T. &ndash; &laquo;Social constructivism and Europe integration&raquo;, p. 149.</p>     <p><Sup><a name="69"></a><a href="#top69">69</a></Sup> COWLES, M., CAPORASO, J.; RISSE, T., eds. &ndash; <i>Transforming Europe: Europeanization and Domestic Change</i>. Ithaca, NY; Londres: Cornell University Press, 2001, p. 3.</p>     <p><Sup><a name="70"></a><a href="#top70">70</a></Sup> CELATA, F.; COLETTI, R. &ndash; &laquo;Beyond fortress &ldquo;EU&rdquo; rope? Bordering and cross- bordering along the European external frontiers&raquo;. In CELATA, F.; COLETTI, R., eds. &ndash; <i>Neighbourhood Policy and</i> <i>the</i> <i>Construction of the European External Borders</i>. Basileia: Springer, 2015, p. 19.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="71"></a><a href="#top71">71</a></Sup> ADLER, E.; BARNETT, M. &ndash; &laquo;Governing anarchy: a research agenda for the study of security communities&raquo;. In <i>Ethics and International Affairs</i>. N.&ordm; 10, 1996, pp. 63-98.</p>     <p><Sup><a name="72"></a><a href="#top72">72</a></Sup> CHECKEL, J. &ndash; &laquo;Social construction and European integration&raquo;, p. 53.</p>     <p><Sup><a name="73"></a><a href="#top73">73</a></Sup> RISSE, T. &ndash; &laquo;Social constructivism and Europe integration&raquo;, p. 151.</p>     <p><Sup><a name="74"></a><a href="#top74">74</a></Sup> BELLAMY, A. &ndash; <i>Security Communities and their Neighbours: Regional Fortresses or Global Integrators?</i>. Basingstoke: Palgrave Macmillan, 2004, p. 18.</p>     <p><Sup><a name="75"></a><a href="#top75">75</a></Sup> <i>Ibidem</i>, p. 12.</p>     <p><Sup><a name="76"></a><a href="#top76">76</a></Sup> WENDT, A. &ndash; <i>Social Theory of International Politics</i>.</p>     <p><Sup><a name="77"></a><a href="#top77">77</a></Sup> AYDIN-D&Uuml;ZGIT, S. &ndash; <i>Constructions of European Identity: Debates and Discourses on Turkey and the EU</i>. Basingstoke: Palgrave Macmillan, 2012, p. 4; FLIGSTEIN, N.; POLYAKOVA, A.; SANDHOLTZ, W. &ndash; &laquo;European integration, nationalism and European identity&raquo;. In <i>JCMS: Journal</i> <i>of Common Market Studies</i>. Vol. 50, 2012, pp. 106-122.</p>     <p><Sup><a name="78"></a><a href="#top78">78</a></Sup> <i>Ibidem</i>, p. 18.</p>     <p><Sup><a name="79"></a><a href="#top79">79</a></Sup> <i>Ibidem</i>.</p>     <p><Sup><a name="80"></a><a href="#top80">80</a></Sup> TRIANDAFYLLIDOU, A.; GROPAS, R. &ndash; <i>What Is Europe</i>. Londres: Palgrave, 2015, p. 121.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="81"></a><a href="#top81">81</a></Sup> THERBORN, G. &ndash; <i>European Modernity and Beyond</i>. Londres: SAGE Publications, 1995.</p>     <p><Sup><a name="82"></a><a href="#top82">82</a></Sup> RISSE, T. &ndash; <i>A Community of Europeans? Transnational Identities and Public Spheres</i>. Ithaca, NY: Cornell University Press, 2010.</p>     <p><Sup><a name="83"></a><a href="#top83">83</a></Sup> MOLE, R. &ndash; &laquo;Talking security? The discourse of European identity in the Baltic State&raquo;. In MOLE, R., ed. &ndash; <i>Discursive Constructions of Identity in European Politics</i>. Basingstoke-Hampshire: Palgrave Macmillan, 2007, p. 160.</p>     <p><Sup><a name="84"></a><a href="#top84">84</a></Sup> AYDIN-D&Uuml;ZGIT, S. &ndash; <i>Constructions of European Identity</i>, p. 12; KATZENSTEIN, P. &ndash; &laquo;Alternative perspectives on national security&raquo;. In KATZENSTEIN, P., ed. &ndash; <i>The Culture of National Security</i>. Nova York: Columbia University Press, 1996, pp. 1-32; WENDT, A. &ndash;<i>Social Theory of International</i> <i>Politics</i>.</p>     <p><Sup><a name="85"></a><a href="#top85">85</a></Sup> AYDIN-D&Uuml;ZGIT, S. &ndash; <i>Constructions of European Identity</i>&hellip;.</p>     <p><Sup><a name="86"></a><a href="#top86">86</a></Sup> MOLE, R. &ndash; &laquo;Talking security? The discourse of European identity in the Baltic State&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="87"></a><a href="#top87">87</a></Sup> <i>Ibidem</i>, p. 164.</p>     <p><Sup><a name="88"></a><a href="#top88">88</a></Sup> RIEKER, P. &ndash; <i>Europeanization of National Security Identity: the EU and the Changing Security Identities of the Nordic states</i>. Londres: Routledge, 2006.</p>     <p><Sup><a name="89"></a><a href="#top89">89</a></Sup> CIUTA, F. &ndash; &laquo;Narratives of security: strategy and identity in the European context&raquo;. In MOLE, R., ed. &ndash; <i>Discursive Constructions of Identity in European Politics</i>. Basingstoke-Hampshire: Palgrave Macmillan, 2007, pp. 190-207.</p>     <p><Sup><a name="90"></a><a href="#top90">90</a></Sup> <i>Ibidem</i>, p. 193.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="91"></a><a href="#top91">91</a></Sup> PIRIS, J. C. &ndash; <i>The Future of Europe: Towards a Two-speed EU?</i></p>     <p><Sup><a name="92"></a><a href="#top92">92</a></Sup> HOWORTH, J. &ndash; <i>Security and Defence Policy in the European Union</i>. 2.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Basingstoke: Palgrave Macmillan, 2014, p. 7.</p>     <p><Sup><a name="93"></a><a href="#top93">93</a></Sup> LEONARD, M.; ROTTGEN, N. &ndash; &laquo;A new beginning for European defence&raquo;. In <i>European Council</i> <i>for Foreign Relations</i>. 14 de fevereiro de 2018. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.ecfr.eu/article/commentary_a_new_beginning_for_european_defence" target="_blank">https://www.ecfr.eu/article/commentary_a_new_beginning_for_european_defence</a>.</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ADLER]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[BARNETT]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Governing anarchy: a research agenda for the study of security communities]]></article-title>
<source><![CDATA[Ethics and International Affairs]]></source>
<year>1996</year>
<numero>10</numero>
<issue>10</issue>
<page-range>63-98</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ADLER]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Constructivism in International Relations: sources, contributions, and debates]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[CARLSMAES]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[RISSE]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[SIMMONS]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Handbook of International Relations]]></source>
<year>2013</year>
<page-range>112-145</page-range><publisher-loc><![CDATA[Londres ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[SAGE Publications Inc]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ARON]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Old nations, new Europe]]></article-title>
<source><![CDATA[Daedelus]]></source>
<year>1964</year>
<volume>93</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>43-66</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[AYDIN-DÜZGIT]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Constructions of European Identity: Debates and Discourses on Turkey and the EU]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-loc><![CDATA[Basingstoke ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Palgrave Macmillan]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BELLAMY]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Security Communities and their Neighbours: Regional Fortresses or Global Integrators?]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Basingstoke ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Palgrave Macmillan]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BÉLANGER]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Europeanization as a foundation of the European construction]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[COMAN]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[KOSTERA]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[TOMINI]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Europeanization and European Integration from Incremental to Structural Change]]></source>
<year>2014</year>
<page-range>29-49</page-range><publisher-loc><![CDATA[Basingstoke ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Palgrave Macmillan]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BERGER]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[LUCKMANN]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Social Construction of Reality: A Treatise in the Sociology of Knowledge]]></source>
<year>1967</year>
<publisher-loc><![CDATA[Nova York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Doubleday]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BURGESS]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Explaining European integration]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[O'NEILL]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[European Integration Theory]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[Oxford ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Oxford University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BURGESS]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Federalism]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[WIENER]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[DIEZ]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[European Integration Theory]]></source>
<year>2009</year>
<edition>2</edition>
<page-range>25-44</page-range><publisher-loc><![CDATA[Oxford ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Oxford University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CARBONE]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[National Politics and European Integration: From the Constitution to the Lisbon Treaty]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cheltenham ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edward Elgar]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CELATA]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[COLETTI]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Beyond fortress “EU” rope? Bordering and cross- bordering along the European external frontiers]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[CELATA]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[COLETTI]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Neighbourhood Policy and the Construction of the European External Borders]]></source>
<year>2015</year>
<page-range>1-26</page-range><publisher-loc><![CDATA[Basileia ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Springer]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CIUTA]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Narratives of security: strategy and identity in the European context]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[MOLE]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Discursive Constructions of Identity in European Politics]]></source>
<year>2007</year>
<page-range>190-207</page-range><publisher-loc><![CDATA[BasingstokeHampshire ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Palgrave Macmillan]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CHRISTIANSEN]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[JØRGENSEN]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[WIENER]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Social Construction of Europe]]></source>
<year>2001</year>
<publisher-loc><![CDATA[Londres ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[SAGE Publications]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CHECKEL]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The constructive turn in International Relations theory]]></article-title>
<source><![CDATA[World Politics]]></source>
<year>1998</year>
<volume>50</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>324-348</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CHECKEL]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Social construction and European integration]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[CHRISTIANSEN]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[JØRGENSEN]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[WIENER]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Social Construction of Europe]]></source>
<year>2001</year>
<page-range>50-64</page-range><publisher-loc><![CDATA[Londres ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[SAGE Publications]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CHECKEL]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Constructivism and EU politics]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[JØRGENSEN]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[POLLACK]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[ROSAMOND]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Handbook of European Union Politics]]></source>
<year>2006</year>
<page-range>57-76</page-range><publisher-loc><![CDATA[Thousand Oaks ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[SAGE Publications]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[COWLES]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[CAPORASO]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[RISSE]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Transforming Europe: Europeanization and Domestic Change]]></source>
<year>2001</year>
<publisher-loc><![CDATA[Ithaca^eNYLondres NY]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cornell University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[COWLES]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[SMITH]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The State of the European Union Risks, Reform, Resistance, and Revival]]></source>
<year>2001</year>
<publisher-loc><![CDATA[Oxford ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Oxford University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FLIGSTEIN]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[POLYAKOVA]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[SANDHOLTZ]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[European integration, nationalism and European identity]]></article-title>
<source><![CDATA[JCMS: Journal of Common Market Studies]]></source>
<year>2012</year>
<volume>50</volume>
<page-range>106-122</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FOUCAULT]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A Ordem do Discurso]]></source>
<year>1997</year>
<edition>1</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Relógio D'Água]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[GRIFFITHS]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Europe's First Constitution: The European Political Community, 1952­-1954]]></source>
<year>2000</year>
<publisher-loc><![CDATA[Londres ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Federal Trust]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[HAAS]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Technocracy, pluralism and the new Europe]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[NYE]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[International Regionalism]]></source>
<year>1968</year>
<publisher-loc><![CDATA[Boston ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Little, Brown]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[HAAS]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The study of regional integration: reflections on the joy and anguish of pretheorising]]></article-title>
<source><![CDATA[International Organization]]></source>
<year>1970</year>
<volume>24</volume>
<page-range>607-646</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[HABERMAS]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Citizenship and national identity: some reflections on the future of Europe]]></article-title>
<source><![CDATA[Praxis International]]></source>
<year>1992</year>
<volume>12</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>1-19</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[HABERMAS]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The European Nation State. Its achievement and its limitations. On the past and future of sovereignty and citizenship]]></article-title>
<source><![CDATA[Ratio Juris]]></source>
<year>1996</year>
<volume>9</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>125-137</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[HERMENEGILDO]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Uma matriz teórica da “Segurança Interna” da União Europeia]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Nação e Defesa]]></source>
<year>2017</year>
<numero>146</numero>
<issue>146</issue>
<page-range>106-133</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[HOFFMANN]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[“Obstinate or obsolete?” The fate of the Nation State and the case of Western Europe]]></article-title>
<source><![CDATA[Daedalus]]></source>
<year>1966</year>
<volume>95</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>862-915</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[HOOGHE]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[MARKS]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Multilevel Governance and European Integration]]></source>
<year>2001</year>
<publisher-loc><![CDATA[Nova York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Rowman & LittleWeld]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[HOPF]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The promise of constructivism in International Relations theory]]></article-title>
<source><![CDATA[International Security]]></source>
<year>1998</year>
<volume>23</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>171-200</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[HORSPOOL]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[HUMPHREYS]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[European Union Law]]></source>
<year>2012</year>
<edition>7</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Oxford ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Oxford University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[HOWORTH]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Security and Defence Policy in the European Union]]></source>
<year>2014</year>
<edition>2</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Basingstoke ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Palgrave Macmillan]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[JUPILLE]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[CAPORASO]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[CHECKEL]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Integrating institutions: rationalism, constructivism, and the study of the European Union]]></article-title>
<source><![CDATA[Comparative Political Studies]]></source>
<year></year>
<volume>36</volume>
<numero>1-2</numero>
<issue>1-2</issue>
<page-range>7-40</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[KATZENSTEIN]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Alternative perspectives on national security]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[KATZENSTEIN]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Culture of National Security]]></source>
<year>1996</year>
<page-range>1-32</page-range><publisher-loc><![CDATA[Nova York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Columbia University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[LEONARD]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[ROTTGEN]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A new beginning for European defence]]></article-title>
<source><![CDATA[European Council for Foreign Relations]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[LINDBERG]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Political Dinamics of European Economic Integration]]></source>
<year>1963</year>
<publisher-loc><![CDATA[Stanford ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cambridge University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[LOBO-FERNANDES]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Da integração à governação europeia: Portugal, europeização e o carácter multi-sistémico da UE]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Nação e Defesa]]></source>
<year></year>
<numero>115</numero>
<issue>115</issue>
<page-range>143-165</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MAJONE]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Dilemmas of European Integration: The Ambiguities and Pitfalls of Integration by Stealth]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[Oxford ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Oxford University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B38">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MARKS]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[HOOGHE]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[BLANK]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[European integration from the 1980s]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Common Market Studies]]></source>
<year>1996</year>
<volume>34</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>341-378</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B39">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MILWARD]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The European Rescue of the Nation-State]]></source>
<year>2000</year>
<edition>2</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Londres ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Routledge]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B40">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MITRANY]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A Working for Peace System: An Argument for the Functional Development of International Organizations]]></source>
<year>1943</year>
<publisher-loc><![CDATA[Londres ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[RIIA]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B41">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MOLE]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Talking security? The discourse of European identity in the Baltic State]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[MOLE]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Discursive Constructions of Identity in European Politics]]></source>
<year>2007</year>
<page-range>149-169</page-range><publisher-loc><![CDATA[Basingstoke-Hampshire ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Palgrave Macmillan]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B42">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MORAVCSIK]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Preferences and power in the European Community: a liberal intergovernmentalist approach]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Common Market Studies]]></source>
<year>1993</year>
<volume>31</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>473-524</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B43">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MORAVCSIK]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Taking preferences seriously: a liberal theory of international politics]]></article-title>
<source><![CDATA[International Organization]]></source>
<year>1997</year>
<volume>51</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>513-553</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B44">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MORAVCSIK]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Choice for Europe: Social Purpose and State Power from Messina to Maastricht]]></source>
<year>1998</year>
<publisher-loc><![CDATA[Londres ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[UCL Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B45">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MORAVCSIK]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The future of European integration: social science or social theory?]]></article-title>
<source><![CDATA[Millennium: Journal of International Studies]]></source>
<year>1999</year>
<volume>28</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>371-391</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B46">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MORAVCSIK]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[SCHIMMELFENNIG]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Liberal intergovernmentalism]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[WIENER]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[DIEZ]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[European Integration Theory]]></source>
<year>2009</year>
<edition>2</edition>
<page-range>67-86</page-range><publisher-loc><![CDATA[Oxford ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Oxford University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B47">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[NELSEN]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[STUBB]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The European Union: Readings on the Theory and Practice of European Integration]]></source>
<year>1994</year>
<publisher-loc><![CDATA[Colorado ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Lynne RIenner Publishers, Inc,]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B48">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[NIEMANN]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[SCHMITTER]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Neofunctionalism]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[WIENER]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[DIEZ]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[European Integration Theory]]></source>
<year>2009</year>
<edition>2</edition>
<page-range>45-66</page-range><publisher-loc><![CDATA[Oxford ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Oxford University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B49">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[O'NEILL]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Politics of European Integration]]></source>
<year>1996</year>
<publisher-loc><![CDATA[Londres ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Routledge]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B50">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ONUF]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[World of Our Making: Rules and Rule in Social Theory and International Relations]]></source>
<year>1989</year>
<publisher-loc><![CDATA[Columbia ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[University of South Carolina Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B51">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[PENTLAND]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[International Theory and European Integration]]></source>
<year>1973</year>
<publisher-loc><![CDATA[Londres ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Farber and Farber]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B52">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[PETERSON]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Decision-making in the European Union: towards a framework for analysis]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of European Public Policy]]></source>
<year>1995</year>
<volume>2</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>69-93</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B53">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[PETERSON]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[BOMBERG]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Institutions, rules, norms]]></article-title>
<source><![CDATA[Decision-making in the European Union]]></source>
<year>1999</year>
<page-range>31-59</page-range><publisher-loc><![CDATA[Nova York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[St. Martin's Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B54">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[PIRIS]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Future of Europe: Towards a Two-speed EU?]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-loc><![CDATA[CambridgeNova York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cambridge University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B55">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[POLLACK]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Theorizing EU policy-making]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Wallace]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[POLLACK]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[YOUNG]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Policy-making in the European Union]]></source>
<year>2010</year>
<edition>6</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Oxford ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Oxford University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B56">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[RADAELLI]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The europeanization of public policy]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[FEATHERSTONE]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[RADAELLI]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Politics of Europeanization]]></source>
<year>2003</year>
<page-range>27-56</page-range><publisher-loc><![CDATA[Oxford ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Oxford University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B57">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[RAMOS]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[VILA MAIOR]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Perspectivas teóricas sobre a integração europeia]]></article-title>
<source><![CDATA[Relações Internacionais]]></source>
<year>2007</year>
<numero>16</numero>
<issue>16</issue>
<page-range>103-116</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B58">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[REH]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The Lisbon Treaty: de-constitutionalizing the European Union?]]></article-title>
<source><![CDATA[JCMS: Journal of Common Market Studies]]></source>
<year>2009</year>
<volume>47</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>625-650</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B59">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[RIEKER]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Europeanization of National Security Identity: the EU and the Changing Security Identities of the Nordic states]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[Londres ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Routledge]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B60">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[RISSE]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Social constructivism and Europe integration]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[WIENER]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[DIEZ]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[European Integration Theory]]></source>
<year>2009</year>
<edition>2</edition>
<page-range>144-160</page-range><publisher-loc><![CDATA[Oxford ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Oxford University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B61">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[RISSE]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A Community of Europeans? Transnational Identities and Public Spheres]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Ithaca^eNY NY]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cornell University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B62">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ROSAMOND]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Theories of European Integration]]></source>
<year>2000</year>
<publisher-loc><![CDATA[Houndsmills ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[MacMillan Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B63">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SIEBERSON]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Dividing Lines Between the European Union and its Member States. The Impact of the Treaty of Lisbon]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[The Hague ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[T. M. C. Asser Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B64">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SPINELLI]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[ROSSI]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Ventotene Manifesto]]></source>
<year></year>
<page-range>75-96</page-range><publisher-loc><![CDATA[Ventotene ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[The Altiero Spinelli Institute for Federalist Studies]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B65">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[TAYLOR]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Functionalism: the approach of David Mitrany]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[GROOM]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[TAYLOR]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Frameworks for International Co-operation]]></source>
<year>1990</year>
<page-range>125-138</page-range><publisher-loc><![CDATA[Londres ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Pinter Publishers]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B66">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[THERBORN]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[European Modernity and Beyond]]></source>
<year>1995</year>
<publisher-loc><![CDATA[Londres ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[SAGE Publications]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B67">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[TRIANDAFYLLIDOU]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[GROPAS]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[What Is Europe]]></source>
<year>2015</year>
<publisher-loc><![CDATA[Londres ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Palgrave]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B68">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[TORRES]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[VILA MAIOR]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A contribuição da teoria das relações internacionais para a explicação do processo de integração monetária europeia]]></article-title>
<source><![CDATA[Relações Internacionais]]></source>
<year>2013</year>
<numero>39</numero>
<issue>39</issue>
<page-range>101­-112</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B69">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[WAEVER]]></surname>
<given-names><![CDATA[O.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Discursive approaches]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[WIENER]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[DIEZ]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[European Integration Theory]]></source>
<year>2004</year>
<edition>1</edition>
<page-range>197-215</page-range><publisher-loc><![CDATA[Oxford ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Oxford University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B70">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[WALLACE]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Transformation of Western Europe]]></source>
<year>1990</year>
<publisher-loc><![CDATA[Londres ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Council on Foreign Relations]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B71">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[WARLEIGH]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Democracy and the European Union: Theory, Practice and Reform]]></source>
<year>2003</year>
<publisher-loc><![CDATA[Londres ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[SAGE Publications]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B72">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[WENDT]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Social Theory of International Politics]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cambridge University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B73">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[WIENER]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[DIEZ]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[European Integration Theory]]></source>
<year>2009</year>
<edition>1</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Oxford ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Oxford University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B74">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ZEHFUSS]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Constructivism in International Relations. The Politics of Reality]]></source>
<year>2002</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cambridge University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
