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</front><body><![CDATA[ <p style="text-align: right;"><b>RECENS&Atilde;O</b></p>     <p><b>A t&eacute;cnica no poder: A ascens&atilde;o dos tecnocratas ao governo na Europa</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Pedro Silveira</b></p>     <p>IPRI-NOVA | Rua de D. Estef&acirc;nia, 195, 5.&ordm; Dt.&ordm;, 1000-155 Lisboa | <a href="mailto:pedro.silveira@fcsh.unl.pt">pedro.silveira@fcsh.unl.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ANT&Oacute;NIO COSTA PINTO, MAURIZIO COTTA E PEDRO TAVARES DE ALMEIDA (EDS.) Technocratic Ministers and Political Leadership in European Democracies, Londres, Palgrave Macmillan, 295 p&aacute;ginas</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Quando Max Weber<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a> alertou para o perigo de os ministros verem a sua atua&ccedil;&atilde;o capturada pelos t&eacute;cnicos &ndash; j&aacute; que estes det&ecirc;m maior <i>know-how</i> &ndash;, estava longe de intuir que tamb&eacute;m eles poderiam chegar em massa ao cargo ministerial. Com efeito, &agrave; mesma mesa do conselho de ministros, sentam-se hoje indiv&iacute;duos com uma vasta experi&ecirc;ncia pol&iacute;tica e outros cuja &uacute;nica viv&ecirc;ncia pol&iacute;tica se deve ao seu lugar &agrave;quela mesa. Em muitos pa&iacute;ses &ndash; incluindo Portugal &ndash;, o governo j&aacute; n&atilde;o &eacute; constitu&iacute;do quase exclusivamente por pol&iacute;ticos de carreira, porquanto os ministros politicamente inexperientes deixaram de ser casos excecionais, dignos de curiosidade. Por&eacute;m, pouco se sabe ainda sobre este fen&oacute;meno de ascens&atilde;o dos tecnocratas ao poder. Qu&atilde;o generalizado &eacute; na Europa? Quais os seus principais fatores explicativos? Estas s&atilde;o as duas perguntas que orientam o livro <i>Technocratic Ministers and Political Leadership in European Democracies</i>. Em cada cap&iacute;tulo, os autores visaram responder-lhes, tendo em considera&ccedil;&atilde;o um pa&iacute;s (ou conjunto de pa&iacute;ses) espec&iacute;fico &ndash; Eslov&aacute;quia, Espanha, Fran&ccedil;a, Est&oacute;nia, Hungria, It&aacute;lia, Let&oacute;nia, Litu&acirc;nia, Pol&oacute;nia, Portugal, Rep&uacute;blica Checa, Rom&eacute;nia, Su&eacute;cia e Turquia. A escolha de poucos casos permitiu a an&aacute;lise profunda de cada um, bem como a discuss&atilde;o comparativa dos resultados finais. Tendo em conta que, como referiremos mais &agrave; frente, &eacute; contemplada uma pluralidade de fatores explicativos, esta op&ccedil;&atilde;o revelou-se frutuosa. Cada autor p&ocirc;de ter em conta o contexto nacional e comparar o peso explicativo de cada fator, deixando uma perspetiva global aos editores. Assim, coube a Ant&oacute;nio Costa Pinto, Maurizio Cotta e Pedro Tavares de Almeida, autores com vasta obra sobre o recrutamento das elites governativas na Europa, utilizar o primeiro e o &uacute;ltimo cap&iacute;tulos para proporcionar ao leitor um enquadramento te&oacute;rico e um olhar panor&acirc;mico sobre os resultados.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><i>CURSUS HONORUM</i>: O FIM DE UMA ERA?</b></p>     <p>Esta obra enquadra-se na mais recente tend&ecirc;ncia liter&aacute;ria de (re)problematiza&ccedil;&atilde;o dos resultados sobre o recrutamento ministerial. Na verdade, muitos dos autores deram anteriormente contributos pioneiros para responder &agrave; pergunta &laquo;Quem governa?&raquo; nos seus pa&iacute;ses e visaram agora aprofundar esses resultados e compreender as suas causas. Neste contexto, o enfoque no estudo do perfil tecnocr&aacute;tico dos ministros &eacute; particularmente pertinente. Por um lado, permitiu identificar uma vari&aacute;vel dependente espec&iacute;fica e, por outro, estabelecer pontes com a literatura sobre governo, pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e qualidade da democracia. Ademais, proporcionou a reavalia&ccedil;&atilde;o e atualiza&ccedil;&atilde;o dos estudos cl&aacute;ssicos sobre elites pol&iacute;ticas na Europa<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>.</p>     <p>Tradicionalmente, estes estudos apontavam para a valoriza&ccedil;&atilde;o do <i>cursus honorum</i>, ou seja, de um percurso pol&iacute;tico gradual e pr&eacute;-definido como condi&ccedil;&atilde;o da nomea&ccedil;&atilde;o para o governo. Os ministros apenas poderiam aspirar ao cargo depois de uma longa carreira pol&iacute;tica, em particular no partido e no parlamento. Por&eacute;m, se em alguns pa&iacute;ses (como o Reino Unido ou a B&eacute;lgica) essas credenciais pol&iacute;ticas continuam a ser vitais, em muitos outros elas t&ecirc;m perdido relev&acirc;ncia. Assim, tem despontado um pouco por toda a Europa uma elite governativa menos politizada e mais especializada. Entre ela contam-se, para al&eacute;m das celebridades, indiv&iacute;duos com compet&ecirc;ncias t&eacute;cnicas diferenciadas &ndash; os tecnocratas.</p>     <p>Este livro conceptualiza os ministros tecnocratas como os que, antes da sua primeira nomea&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o tinham sido deputados ou dirigentes partid&aacute;rios (pp. 19-20). Seguindo esta operacionaliza&ccedil;&atilde;o, os autores reconhecem que a generalidade dos pa&iacute;ses analisados tem um n&uacute;mero muito significativo destes ministros (atingindo os 58% na Turquia, entre 1950 e 2011). No entanto, a partir daqui os resultados deixam de ser t&atilde;o lineares. Por um lado, na Fran&ccedil;a, na Rom&eacute;nia, na It&aacute;lia e na Su&eacute;cia, a propor&ccedil;&atilde;o de tecnocratas &eacute; muito menor, n&atilde;o ultrapassando os 16% na Fran&ccedil;a (entre 1958 e 2014). Por outro, n&atilde;o se confirma uma tend&ecirc;ncia un&iacute;voca de aumento dos tecnocratas. Apesar de serem poucos os casos em que se pode fazer essa leitura no longo prazo (Fran&ccedil;a, It&aacute;lia, Su&eacute;cia, Turquia, Portugal e Espanha), a tend&ecirc;ncia de crescimento apenas &eacute; clara para a It&aacute;lia e Portugal. A principal explica&ccedil;&atilde;o sugerida para estas diferen&ccedil;as assenta no facto de os pa&iacute;ses com menos tecnocratas terem democracias mais antigas (com exce&ccedil;&atilde;o da Rom&eacute;nia), pelo que os dados remontam a uma &eacute;poca em que a partidocracia era maior ap&oacute;s a implanta&ccedil;&atilde;o do regime democr&aacute;tico.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>GOVERNO DE PARTIDOS SEM NOMEA&Ccedil;&Otilde;ES PARTID&Aacute;RIAS?</b></p>     <p>Para enquadrar teoricamente e problematizar estes resultados, os autores utilizam a teoria da delega&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica, que perspetiva a democracia representativa como uma cadeia de delega&ccedil;&atilde;o entre eleitores, parlamento, governo e administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>. Apesar de nem todos os autores a utilizarem de modo sistem&aacute;tico (veja-se, por exemplo, a diferen&ccedil;a entre o cap&iacute;tulo sobre a Su&eacute;cia e o cap&iacute;tulo sobre a Fran&ccedil;a), ela est&aacute; presente como pano de fundo em todos os cap&iacute;tulos e &eacute; sobremaneira &uacute;til para justificar a relev&acirc;ncia do perfil dos agentes ministeriais no funcionamento concreto da democracia. Adicionalmente, utiliza-se como referencial te&oacute;rico o &laquo;governo de partidos&raquo; (<i>party government</i>), que enfatiza o papel fundamental do partido no parlamento e no governo<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>. Segundo este modelo, para influenciar estas institui&ccedil;&otilde;es (e assegurar a liga&ccedil;&atilde;o com a escolha dos eleitores), o partido disp&otilde;e de tr&ecirc;s mecanismos fundamentais: nomea&ccedil;&otilde;es, pol&iacute;ticas e patrocinato. Tendo em conta o primeiro destes mecanismos &ndash; as nomea&ccedil;&otilde;es &ndash;, o livro permite avaliar empiricamente em que medida (e por que raz&atilde;o) os partidos deixaram de ser decisivos na escolha dos ministros.</p>     <p>Neste contexto, s&atilde;o tidos em conta v&aacute;rios fatores que, tanto do lado da oferta como da procura do recrutamento ministerial, podem ser prejudiciais &agrave; l&oacute;gica do governo de partidos. Do lado da oferta encontram-se os fatores que criam a necessidade de um determinado tipo espec&iacute;fico de ministros. S&atilde;o fatores externos ao governo e dizem respeito ao sistema de governo, ao sistema eleitoral, &agrave; exist&ecirc;ncia de crises econ&oacute;micas, &agrave; integra&ccedil;&atilde;o europeia e &agrave; idade da democracia. Do lado da procura est&atilde;o os fatores que influenciam a exist&ecirc;ncia (ou inexist&ecirc;ncia) de um determinado tipo espec&iacute;fico de ministros. Entre estes encontram-se o tipo de governo (coliga&ccedil;&atilde;o ou minorit&aacute;rio e maiorit&aacute;rio ou minorit&aacute;rio), a fragmenta&ccedil;&atilde;o governativa e parlamentar, a personaliza&ccedil;&atilde;o do governo e o decl&iacute;nio dos partidos. A import&acirc;ncia relativa de cada um e a sua capacidade explicativa variam de pa&iacute;s para pa&iacute;s. Se, por exemplo, as crises econ&oacute;micas foram determinantes para aumentar o n&uacute;mero de tecnocratas na It&aacute;lia, elas n&atilde;o produziram o mesmo efeito em Portugal ou na Espanha.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>OS TECNOCRATAS NA EUROPA: PERGUNTAS E RESPOSTAS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Um olhar global para os resultados nacionais permite concluir que os fatores explicativos mais relevantes s&atilde;o a personaliza&ccedil;&atilde;o do governo e o enfraquecimento dos partidos. O primeiro refere-se &agrave; tend&ecirc;ncia de refor&ccedil;o da posi&ccedil;&atilde;o do chefe do executivo face aos seus ministros<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>. O segundo reflete o decl&iacute;nio organizacional e ideol&oacute;gico dos partidos, com efeitos na sua capacidade para atrair quadros especializados para as suas fileiras<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>. Estas conclus&otilde;es revelam que prevalecem os fatores internos ao governo (ou seja, do lado da oferta) e, em particular, aqueles que operam no longo prazo. Por&eacute;m, admite-se que os resultados s&atilde;o pouco conclusivos e que ainda se est&aacute; longe de uma explica&ccedil;&atilde;o compreensiva do fen&oacute;meno (p. 285).</p>     <p>Uma das fragilidades que pode estar na origem desta conclus&atilde;o prende-se com a tipologia utilizada. Como os editores reconhecem, a dicotomia entre ministros com experi&ecirc;ncia pol&iacute;tica e sem experi&ecirc;ncia pol&iacute;tica pode ser limitativa, j&aacute; que existem indiv&iacute;duos com perfis h&iacute;bridos, que combinam compet&ecirc;ncias pol&iacute;ticas e t&eacute;cnicas. Al&eacute;m disso, cada um destes polos &eacute; comp&oacute;sito: um perfil t&eacute;cnico n&atilde;o se sobrep&otilde;e necessariamente a um perfil especializado e um perfil pol&iacute;tico n&atilde;o se esgota nos cargos partid&aacute;rios e parlamentares. A utiliza&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias tipologias teria permitido uma reavalia&ccedil;&atilde;o dos mesmos dados e, porventura, resultados mais contundentes.</p>     <p>Assim, tendo em conta os dois objetivos iniciais &ndash; o mapeamento do fen&oacute;meno e a sua explica&ccedil;&atilde;o &ndash;, a obra concretiza melhor o primeiro. Em qualquer caso, adianta muitas pistas para o aprofundamento do segundo. Gra&ccedil;as &agrave; riqueza dos dados &ndash; tanto a n&iacute;vel nacional como comparativo &ndash;, para al&eacute;m de fornecer algumas respostas, permite suscitar v&aacute;rias perguntas. Neste sentido, como qualquer &laquo;cl&aacute;ssico imediato&raquo;, este livro possibilita uma constante descoberta de linhas de investiga&ccedil;&atilde;o inovadoras ou ainda pouco desenvolvidas. Por exemplo, a diferencia&ccedil;&atilde;o dos tecnocratas no que toca &agrave; sua carreira p&oacute;s-governativa, &agrave; sua dura&ccedil;&atilde;o no governo ou ao seu status e fun&ccedil;&otilde;es no cargo s&atilde;o temas abordados &ndash; e em alguns cap&iacute;tulos com recurso a dados &ndash; e que merecem estudos espec&iacute;ficos. Ademais, se o perfil tecnocr&aacute;tico da elite ministerial &eacute; encarado neste livro como vari&aacute;vel dependente, fica em aberto o seu tratamento como vari&aacute;vel independente. Ou seja, ficam por explorar as consequ&ecirc;ncias deste aumento de tecnocratas no governo. A <i>accountability</i> foi prejudicada? A confian&ccedil;a nas institui&ccedil;&otilde;es governativas alterou-se? A <i>performance</i> melhorou? Este &eacute;, afinal, um dos grandes m&eacute;ritos do livro: percorre um caminho e mostra o horizonte.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>     <p>BLONDEL, Jean; COTTA, Maurizio, eds. &ndash; <i>The Nature of Party Government: A Comparative European Perspective</i>. Nova York: Palgrave, 2000.</p>     <p>BLONDEL, Jean; THI&Eacute;BAULT, Jean-Louis, eds. &ndash; <i>The Profession of Government Minister in Western Europe</i>. Londres: Macmillan, 1991.</p>     <p>DALTON, Russell J.; WATTENBERG, Martin P. &ndash; <i>Parties without Partisans: Political Change in Advanced Industrial Democracies</i>. Oxford: Oxford University Press, 2002.</p>     <p>GERTH, Hans H.; MILL, C. Wright, eds. &ndash; <i>From Max Weber: Essays in Sociology</i>. Nova York: Oxford University Press, 1946.</p>     <p>POGUNTKE, Thomas; WEBB, Paul, eds. &ndash; <i>The Presidentialization of Politics: A Comparative Study</i><i>of Modern Democracies</i>. Oxford-Nova York: Oxford University Press, 2005.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>STR&Oslash;M, Kaare &ndash; &laquo;Delegation and accountability in parliamentary democracies&raquo;. In <i>European</i><i>Journal of Political Research</i>. Vol. 37, N.&ordm; 3, 2000, pp. 261-290.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> GERTH, Hans H.; MILL, C. Wright, eds. &ndash; <i>From Max Weber: Essays in Sociology</i>. Nova York: Oxford University Press, 1946, p. 232.</p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> Por todos, BLONDEL, Jean; THI&Eacute;BAULT, Jean-Louis, eds. &ndash; <i>The Profession of Government Minister in Western Europe</i>. Londres: Macmillan, 1991.</p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> STR&Oslash;M, Kaare &ndash; &laquo;Delegation and accountability in parliamentary democracies&raquo;. In <i>European Journal of Political Research</i>. Vol. 37, N.&ordm; 3, 2000, pp. 261-290.</p>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> BLONDEL, Jean; COTTA, Maurizio, eds. &ndash; <i>The Nature of Party Government: A Comparative European Perspective</i>. Nova York: Palgrave, 2000.</p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> POGUNTKE, Thomas; WEBB, Paul, eds. &ndash; <i>The Presidentialization of Politics: A Comparative Study of Modern Democracies</i>. Oxford-Nova York: Oxford University Press, 2005.</p>     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> DALTON, Russell J.; WATTENBERG, Martin P. &ndash; <i>Parties without Partisans: Political Change in Advanced Industrial Democracies</i>. Oxford: Oxford University Press, 2002.</p>      ]]></body><back>
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