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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[As eleições europeias de 2019 na Espanha: Uma segunda volta das Generales?]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The eighth European Parliament (EP) election in Spain was held in a socially and politically turbulent time. The campaign was dominated by national issues, which seems to fit in the second-order election theory. Yet, the electoral behaviour patterns raise some questions about the suitability of this model's predictions. On the one hand, the electoral turnout had a significant rise, even though lower than in the previous national election; on the other hand, the election was won by the newly elected PSOE with no punishment while the PP achieved slightly better results than those of the parliamentary elections. Broadly speaking, one could argue that the 2019 ep elections in Spain were first and foremost a second round of the April legislative election.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p style="text-align: right;"><b>AS ELEI&Ccedil;&Otilde;ES EUROPEIAS DE 2019 NA EUROPA DO SUL</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>As elei&ccedil;&otilde;es europeias de 2019 na Espanha: Uma segunda volta das <i>Generales</i>?</b></p>     <p><b>The 2019 European elections in Spain: a second round to <i>Generales</i>?</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Susana Rogeiro Nina* e Ana Lu&iacute;sa Prado**</b></p>     <p>* ICS-UL | Av. Prof. An&iacute;bal Bettencourt 9, 1600-189 Lisboa | <a href="mailto:susana.nina@ics.ulisboa.pt">susana.nina@ics.ulisboa.pt</a></p>     <p>** UBI | R. Marqu&ecirc;s de &Aacute;vila e Bolama, 6201-001 Covilh&atilde; | <a href="mailto:ana.prado.silva@ubi.pt">ana.prado.silva@ubi.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As oitavas elei&ccedil;&otilde;es para o Parlamento Europeu na Espanha decorreram num clima de instabilidade pol&iacute;tica e social. O foco nacional dos temas de campanha est&aacute; em conson&acirc;ncia com o modelo de elei&ccedil;&otilde;es de segunda ordem. Contudo, os padr&otilde;es do comportamento eleitoral suscitam algumas quest&otilde;es sobre a adequabilidade das previs&otilde;es do modelo. Por um lado, a participa&ccedil;&atilde;o eleitoral, apesar de mais baixa do que nas elei&ccedil;&otilde;es nacionais, foi das mais elevadas de sempre; por outro, o PSOE rec&eacute;m-eleito saiu vencedor, sem qualquer penaliza&ccedil;&atilde;o, enquanto o PP replicou a pesada derrota das gerais, embora tenha ganho algum f&ocirc;lego. Em linhas gerais, as europeias de 2019 na Espanha parecem ter constitu&iacute;do uma segunda volta das elei&ccedil;&otilde;es gerais de abril.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Espanha, elei&ccedil;&otilde;es europeias, campanha eleitoral, elei&ccedil;&otilde;es de segunda ordem.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The eighth European Parliament (EP) election in Spain was held in a socially and politically turbulent time. The campaign was dominated by national issues, which seems to fit in the second-order election theory. Yet, the electoral behaviour patterns raise some questions about the suitability of this model&rsquo;s predictions. On the one hand, the electoral turnout had a significant rise, even though lower than in the previous national election; on the other hand, the election was won by the newly elected PSOE with no punishment while the PP achieved slightly better results than those of the parliamentary elections. Broadly speaking, one could argue that the 2019 ep elections in Spain were first and foremost a second round of the April legislative election.</p>     <p><b>Keywords:</b> Spain, European elections, electoral campaign, second-order elections.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>No dia 26 de maio de 2019, a Espanha foi pela oitava vez a elei&ccedil;&otilde;es para o Parlamento Europeu (PE), num escrut&iacute;nio que marcou o fim de um ciclo eleitoral iniciado no m&ecirc;s anterior pelas elei&ccedil;&otilde;es gerais para o Parlamento nacional. Refor&ccedil;ando a ideia de que nas elei&ccedil;&otilde;es de segunda ordem a penaliza&ccedil;&atilde;o do partido incumbente depende do ciclo eleitoral<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>, o PSOE (Partido Socialista Oper&aacute;rio Espanhol) n&atilde;o foi punido, apresentando uma perda de um punhado de votos (provavelmente para a absten&ccedil;&atilde;o) mas um aumento de quatro pontos percentuais face ao resultado obtido em abril. Por seu turno, o Vox, apesar de ligeiramente penalizado face &agrave;s elei&ccedil;&otilde;es gerais, conseguiu, pela primeira vez, colocar a extrema-direita espanhola no PE.</p>     <p>O contexto pol&iacute;tico e social em que as elei&ccedil;&otilde;es europeias decorreram parece ter contribu&iacute;do para uma das taxas de participa&ccedil;&atilde;o mais elevadas de sempre na Espanha. O adiamento da decis&atilde;o da solu&ccedil;&atilde;o governativa encabe&ccedil;ada pelo PSOE para o per&iacute;odo p&oacute;s-europeias, o efeito de cont&aacute;gio que a concomit&acirc;ncia de elei&ccedil;&otilde;es europeias, regionais e locais parece ter tido e, ainda, o amplo debate sobre a crise da Catalunha, com os dois principais l&iacute;deres do movimento pela independ&ecirc;ncia a apresentarem candidaturas ao PE, nacionalizou de forma definitiva os temas durante a campanha eleitoral. O predom&iacute;nio dos temas nacionais sobre as quest&otilde;es europeias acentuou-se na Espanha com os atores pol&iacute;ticos e os meios de comunica&ccedil;&atilde;o nacional a assumirem que as europeias de 2019 seriam a prova dos nove para o PSOE e para o PP (Partido Popular).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neste artigo, exploramos a rela&ccedil;&atilde;o entre o contexto e os resultados destas elei&ccedil;&otilde;es espanholas, com o aux&iacute;lio do modelo das elei&ccedil;&otilde;es de segunda ordem, introduzido por Reif e Schmitt<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>. Come&ccedil;amos por apresentar os estudos mais relevantes sobre as elei&ccedil;&otilde;es para o PE na Espanha, descrevendo de seguida os principais protagonistas pol&iacute;ticos e as transforma&ccedil;&otilde;es que se t&ecirc;m verificado no sistema partid&aacute;rio. A sec&ccedil;&atilde;o seguinte &eacute; dedicada ao contexto em que a campanha eleitoral teve lugar, com refer&ecirc;ncia ao ambiente pol&iacute;tico e social, aos temas mais relevantes em discuss&atilde;o e ao posicionamento dos principais partidos em competi&ccedil;&atilde;o. Terminamos com uma an&aacute;lise comparada do resultado das elei&ccedil;&otilde;es de maio de 2019 e com uma breve reflex&atilde;o sobre a adequabilidade das previs&otilde;es do modelo de elei&ccedil;&otilde;es de segunda ordem neste contexto.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ELEI&Ccedil;&Otilde;ES EUROPEIAS NA ESPANHA &Agrave; LUZ DO MODELO DE ELEI&Ccedil;&Otilde;ES DE SEGUNDA ORDEM</b></p>     <p>A maioria dos estudos sobre as elei&ccedil;&otilde;es europeias na Espanha &eacute; focada nos tr&ecirc;s &uacute;ltimos escrut&iacute;nios. A grande exce&ccedil;&atilde;o &eacute; o estudo de Freire e Teperoglou<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a> que analisa longitudinalmente (1970-2004) os pa&iacute;ses da Europa do Sul. As conclus&otilde;es obtidas relativamente &agrave; Espanha revelam que o modelo de elei&ccedil;&otilde;es de segunda ordem descreve bem o comportamento de voto dos espanh&oacute;is: a tend&ecirc;ncia &eacute; o partido incumbente ser penalizado nas elei&ccedil;&otilde;es para o PE, enquanto os partidos maiores sofrem perdas eleitorais e os pequenos s&atilde;o beneficiados; a taxa de absten&ccedil;&atilde;o tende tamb&eacute;m a ser mais baixa que em elei&ccedil;&otilde;es de primeira ordem. Apenas 2004 n&atilde;o corresponde a este padr&atilde;o: Schmitt<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a> verificou que dos Estados-Membros da UE, a Espanha foi o &uacute;nico pa&iacute;s em que o modelo n&atilde;o se confirmou. O PSOE de Zapatero, incumbente, n&atilde;o foi penalizado, tendo inclusive melhorado os seus resultados face &agrave;s elei&ccedil;&otilde;es parlamentares, e os pequenos partidos n&atilde;o viram a sua presta&ccedil;&atilde;o melhorar.</p>     <p>O tema &eacute; aprofundado por Sanz<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a> e Skrinis e Teperoglou<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a> atrav&eacute;s da compara&ccedil;&atilde;o das europeias com outras elei&ccedil;&otilde;es de segunda ordem, como as locais e regionais. Ambos os estudos conclu&iacute;ram que os crit&eacute;rios usados para definir o sentido de voto variam em fun&ccedil;&atilde;o da elei&ccedil;&atilde;o. Sanz<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a> verifica que &eacute; o interesse pessoal e regional que prevalece nas elei&ccedil;&otilde;es regionais, enquanto nas europeias tendem a sobressair as prefer&ecirc;ncias ideol&oacute;gicas. Skrinis e Teperoglou<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a> corroboram, sublinhando que nas europeias h&aacute; a tend&ecirc;ncia para avaliar os candidatos e partidos de acordo com os padr&otilde;es registados ao n&iacute;vel nacional.</p>     <p>A tend&ecirc;ncia de nacionaliza&ccedil;&atilde;o das elei&ccedil;&otilde;es europeias &eacute; refor&ccedil;ada por Torcal e Font<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>, que, numa an&aacute;lise do escrut&iacute;nio de 2009, concluem que este constituiu um bar&oacute;metro da situa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica espanhola nacional e foi, sobretudo, instrumentalizado pelo principal partido da oposi&ccedil;&atilde;o (PP), que fez delas uma desmonstra&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;a para colocar em causa o Governo socialista.</p>     <p>Analisando as europeias de 2014, Schmitt e Teperoglou<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a> e Cordero e Montero<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a> constataram que a Espanha apresentou padr&otilde;es de comportamento eleitoral em plena conson&acirc;ncia com o esperado em sufr&aacute;gios para o PE, registando, inclusive, a taxa de absten&ccedil;&atilde;o mais elevada de sempre. Estas elei&ccedil;&otilde;es foram marcadas n&atilde;o s&oacute; pela puni&ccedil;&atilde;o do incumbente (PP), mas tamb&eacute;m pela do partido da oposi&ccedil;&atilde;o (PSOE), com os dois partidos a registarem os piores resultados em trinta anos. Em sentido inverso, os pequenos e os novos partidos alcan&ccedil;aram resultados sem precedentes. Atrav&eacute;s da mobiliza&ccedil;&atilde;o do eleitorado de esquerda e centro-esquerda, tradicionalmente propenso a baixos n&iacute;veis de participa&ccedil;&atilde;o eleitoral, a IU (Esquerda Unida) e o Podemos quase triplicaram o n&uacute;mero de votos face &agrave;s europeias de 2009 e duplicaram-nos face &agrave;s gerais de 2011. Os autores afirmam, assim, que, pela primeira vez desde que a Espanha compete para o PE, nas elei&ccedil;&otilde;es de 2014 as ace&ccedil;&otilde;es do modelo de segunda ordem foram completamente cumpridas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>O SISTEMA PARTID&Aacute;RIO ESPANHOL: VELHOS E NOVOS PROTAGONISTAS </b></p>     <p>Ao longo de quase quarenta anos de democracia, o eleitorado espanhol consolidou um sistema bipartid&aacute;rio com um grande partido do centro-direita, o PP, e um grande partido do centro-esquerda, o PSOE, que t&ecirc;m alternado entre si na lideran&ccedil;a do governo espanhol<sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>. Contudo, a crise econ&oacute;mica e financeira que marcou a Europa teve o cond&atilde;o de revolucionar alguns sistemas partid&aacute;rios europeus, com a ascens&atilde;o de novos partidos pol&iacute;ticos um pouco por toda a Europa<sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>. A Espanha n&atilde;o foi exce&ccedil;&atilde;o: a crise financeira que afetou o pa&iacute;s e as medidas de austeridade implementadas conduziram a uma quebra de popularidade e de confian&ccedil;a nos partidos tradicionais<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a>. A desilus&atilde;o e a descren&ccedil;a do eleitorado na capacidade de resposta do PSOE e do PP aos novos desafios permitiram a emerg&ecirc;ncia de dois novos partidos pol&iacute;ticos com possibilidade de atrair o eleitorado de esquerda e de direita e, sobretudo, partilhar o protagonismo pol&iacute;tico com os socialistas e os populares<sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Num primeiro momento tudo parecia indicar que a decad&ecirc;ncia do bipartidarismo iria afetar apenas a esquerda, com o Podemos (fundado em 2014 por Pablo Iglesias) a capitalizar o descontentamento do eleitorado socialista e comunista. Com uma linha ideol&oacute;gica antieuropeia e antissistema, o resultado que obteve nas europeias de 2014 (7,9%, quatro eurodeputados eleitos) foi o primeiro grande sinal do fim da posi&ccedil;&atilde;o hegem&oacute;nica do PSOE junto do eleitorado de esquerda. Por&eacute;m, tamb&eacute;m o Cidad&atilde;os (Cs) viu nas elei&ccedil;&otilde;es europeias uma rampa de lan&ccedil;amento para ocupar o espa&ccedil;o deixado aberto &agrave; direita pelo PP, apresentando-se como um ref&uacute;gio para o eleitorado de centro-direita insatisfeito com os populares. Fundado em 2006 por Albert Rivera, ex-membro do PP, como um movimento de resposta ao independentismo catal&atilde;o e defendendo o liberalismo econ&oacute;mico e o federalismo europeu, conseguiu em 2014 entrar no PE, o que foi determinante para o seu alargamento a todo o Estado espanhol<sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>.</p>     <p>Os sinais transmitidos pelas elei&ccedil;&otilde;es europeias de 2014 e, sobretudo, pelas elei&ccedil;&otilde;es gerais de 2015<sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a> de que o bipartidarismo tinha chegado ao fim foram confirmados nas elei&ccedil;&otilde;es regionais da Andaluzia em dezembro de 2018, com a entrada em cena de uma nova for&ccedil;a pol&iacute;tica, o Vox. Criado em 2013 por antigos militantes do PP insatisfeitos com a pol&iacute;tica seguida por Mariano Rajoy relativamente ao estatuto das regi&otilde;es aut&oacute;nomas e aos grupos separatistas e independentistas<sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>, obteve resultados residuais tanto nas elei&ccedil;&otilde;es europeias de 2014 como nas gerais de 2015 e 2016. Contudo, o contexto pol&iacute;tico e social espanhol dos &uacute;ltimos anos, em particular a crise da Catalunha em 2017<sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a> e a intensifica&ccedil;&atilde;o dos fluxos migrat&oacute;rios em 2018<sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>, constitu&iacute;ram terreno f&eacute;rtil para o partido de Santiago Abascal.</p>     <p>Nas elei&ccedil;&otilde;es de 26 de maio de 2019, das dez for&ccedil;as pol&iacute;ticas em escrut&iacute;nio (<a href="#t1">Tabela 1</a>), quatro eram coliga&ccedil;&otilde;es compostas por partidos regionais: <i>i</i>) Agora Rep&uacute;blicas, liderada pelo l&iacute;der catal&atilde;o Oriol Junqueras e que agregou partidos nacionalistas da Catalunha, do Pa&iacute;s Basco e da Galiza; <i>ii</i>) Livres pela Europa, do antigo presidente da Catalunha, Carles Puigdemont, que englobou diversos partidos regionais catal&atilde;es; <i>iii</i>) Coliga&ccedil;&atilde;o por Uma Europa Solid&aacute;ria (CEUS), liderada pelo basco Izaskun Bilbau e da qual faziam parte partidos regionais da Galiza e das Can&aacute;rias; e <i>iv</i>) Compromisso pela Europa, sucessora da coliga&ccedil;&atilde;o Primavera Europeia, liderada por Jordi Sebasti&aacute; e composta por partidos regionais de Palma de Maiorca, ilhas Can&aacute;rias, Andaluzia e alguns partidos ecologistas. &Eacute; de salientar o car&aacute;cter temporal limitado da maioria das coliga&ccedil;&otilde;es: tanto o Agora Rep&uacute;blicas como a coliga&ccedil;&atilde;o CEUS e o Compromisso pela Europa resultaram de alian&ccedil;as constitu&iacute;das em 2019 com o &uacute;nico prop&oacute;sito de concorrer ao PE, n&atilde;o havendo presun&ccedil;&atilde;o de continuidade ap&oacute;s o ato eleitoral. De sublinhar tamb&eacute;m que o elevado n&uacute;mero de coliga&ccedil;&otilde;es feitas entre os partidos regionais das v&aacute;rias prov&iacute;ncias espanholas resulta da lei eleitoral espanhola que estipula que a elei&ccedil;&atilde;o dos 54 eurodeputados &eacute; feita atrav&eacute;s do m&eacute;todo D&rsquo;Hondt num &uacute;nico c&iacute;rculo eleitoral nacional, o que prejudica a representa&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as pol&iacute;ticas muito concentradas numa regi&atilde;o. Tal como j&aacute; acontecera em abril, o Podemos apresentou-se em coliga&ccedil;&atilde;o (Unidas Podemos: Cambiar Europa) com a IU e dois partidos menores.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/ri/n64/n64a03t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>COMO O CONTEXTO POL&Iacute;TICO E SOCIAL CONDICIONOU A CAMPANHA ELEITORAL</b></p>     <p>A Espanha, tal como a maioria dos pa&iacute;ses europeus, tende a apresentar uma elevada sali&ecirc;ncia de temas nacionais em detrimento das quest&otilde;es europeias durante a campanha das elei&ccedil;&otilde;es para o PE<sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a>. O contexto pol&iacute;tico e social vivido na Espanha acentuou este fen&oacute;meno.</p>     <p>Um m&ecirc;s antes das elei&ccedil;&otilde;es para o PE, a Espanha fora a votos e o escrut&iacute;nio de dia 28 de abril ditara a derrota da direita (com o PP a perder metade dos lugares no parlamento) e a vit&oacute;ria, ainda que sem maioria, do PSOE de Pedro S&aacute;nchez. O esc&acirc;ndalo legal e medi&aacute;tico em que o PP se viu envolvido em maio de 2018 ap&oacute;s o Supremo Tribunal Espanhol condenar 29 membros do partido por pr&aacute;ticas de corrup&ccedil;&atilde;o e financiamento partid&aacute;rio ilegal levara &agrave; aprova&ccedil;&atilde;o da mo&ccedil;&atilde;o de censura ao chefe de governo e l&iacute;der do PP Mariano Rajoy apresentada por S&aacute;nchez. Ap&oacute;s a queda do Governo de Rajoy, em junho de 2018, &eacute; inaugurado um ciclo pol&iacute;tico que viria a definir o tom de incerteza que marca o atual contexto pol&iacute;tico-partid&aacute;rio espanhol<sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>. As dificuldades enfrentadas por S&aacute;nchez em constituir um governo est&aacute;vel (resultado da fragmenta&ccedil;&atilde;o do parlamento) e a n&atilde;o aprova&ccedil;&atilde;o do Or&ccedil;amento de Estado precipitaram a convoca&ccedil;&atilde;o de elei&ccedil;&otilde;es antecipadas para abril de 2019. A vit&oacute;ria do PSOE nestas elei&ccedil;&otilde;es n&atilde;o garantiu, por&eacute;m, uma maioria parlamentar, deixando em aberto v&aacute;rios cen&aacute;rios de coliga&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-eleitorais: se o PSOE priorizava um governo minorit&aacute;rio suportado por um pacto parlamentar com o Podemos, Pablo Iglesias descartou esta hip&oacute;tese, preferindo a forma&ccedil;&atilde;o de uma coliga&ccedil;&atilde;o. A solu&ccedil;&atilde;o governativa foi protelada para o per&iacute;odo p&oacute;s-elei&ccedil;&otilde;es europeias, tornando-se, inevitavelmente, um dos principais temas durante a campanha eleitoral. A tend&ecirc;ncia de enfoque dom&eacute;stico da campanha foi acentuada n&atilde;o s&oacute; pelo relegar da defini&ccedil;&atilde;o do governo para o per&iacute;odo p&oacute;s-europeias, especulando-se frequentemente sobre eventuais coliga&ccedil;&otilde;es e pactos p&oacute;s-eleitorais, mas igualmente pelo desejo expresso do PP em usar estas elei&ccedil;&otilde;es como prova de recupera&ccedil;&atilde;o do partido<sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a>.</p>     <p>Al&eacute;m disso, pela primeira vez em trinta e dois anos, as elei&ccedil;&otilde;es locais e regionais foram coincidentes com o sufr&aacute;gio para o PE, o que aumentou a tend&ecirc;ncia para o enfoque em temas internos ao longo da campanha eleitoral. A disputa de alguns munic&iacute;pios importantes, como Madrid ou Barcelona, centralizou a aten&ccedil;&atilde;o dos l&iacute;deres dos principais partidos e, consequentemente, dos m&eacute;dia. Apesar de o PSOE se apresentar como o favorito &agrave; vit&oacute;ria nas elei&ccedil;&otilde;es locais e regionais, o l&iacute;der do PP caracterizou estas elei&ccedil;&otilde;es, a par das elei&ccedil;&otilde;es europeias, como uma segunda volta das elei&ccedil;&otilde;es gerais, antecipando a possibilidade de o seu partido recuperar dos maus resultados obtidos<sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a>. A reminisc&ecirc;ncia das elei&ccedil;&otilde;es de dezembro na Andaluzia e a incerteza quanto ao sucesso de novos partidos de extrema-direita, como o Vox, ter&atilde;o tamb&eacute;m contribu&iacute;do para este enfoque em temas n&atilde;o relacionados com a UE na campanha.</p>     <p>A crise catal&atilde; &eacute;, tamb&eacute;m, um fator a ter em conta, j&aacute; que durante as elei&ccedil;&otilde;es europeias a pol&eacute;mica voltou a marcar presen&ccedil;a. Tanto Oriol Junqueras, vice-presidente da Catalunha preso preventivamente pelos incidentes de outubro de 2017, como Carles Puigdemont, antigo presidente do Governo Regional da Catalunha, procurado pela justi&ccedil;a espanhola e exilado na B&eacute;lgica, repetiram o que j&aacute; haviam feito para as elei&ccedil;&otilde;es legislativas de 2019: ambos se apresentaram como candidatos ao PE com processos judiciais contra si em curso. A autoriza&ccedil;&atilde;o concedida pelo Supremo Tribunal Espanhol &agrave; candidatura de Puigdemont foi amplamente debatida nos m&eacute;dia e instrumentalizada pelos dois maiores partidos espanh&oacute;is. Tanto o PSOE como o PP utilizaram esta decis&atilde;o como ponto de clivagem sobre a forma como o governo nacional deve lidar com as ambi&ccedil;&otilde;es separatistas das regi&otilde;es aut&oacute;nomas, em particular da Catalunha. Para o PP, o governo dever&aacute; ser centralizado; para o PSOE, o caminho passar&aacute; por conceder mais voz &agrave;s regi&otilde;es aut&oacute;nomas em quest&otilde;es judiciais e governativas. Tamb&eacute;m o Vox aproveitou a pol&eacute;mica em torno de Puidgemont para reiterar que defende a cessa&ccedil;&atilde;o imediata da condi&ccedil;&atilde;o de regi&atilde;o aut&oacute;noma da Catalunha<sup><a href="#25">25</a></sup><a name="top25"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar da acentuada nacionaliza&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do dos temas de campanha, certos t&oacute;picos referentes &agrave; UE foram debatidos: a relev&acirc;ncia do projeto europeu, o aprofundamento da integra&ccedil;&atilde;o europeia ou a forma como as pol&iacute;ticas europeias podem contribuir para a consolida&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento da economia espanhola marcaram presen&ccedil;a, ainda que de forma pouco saliente. &Eacute; de sublinhar, ainda, o facto de a campanha ter focado temas europeus pouco comuns, como as quest&otilde;es identit&aacute;rias, a solidariedade europeia ou o que significa ser europeu num contexto p&oacute;s-crise da zona euro<sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a>.</p>     <p>As quest&otilde;es econ&oacute;micas n&atilde;o foram negligenciadas, embora a recupera&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica espanhola ap&oacute;s a crise enfrentada em 2011 pare&ccedil;a ter contribu&iacute;do para uma menor &ecirc;nfase destes temas durante a campanha eleitoral. De facto, no segundo quadrimestre de 2019 o PIB espanhol cresceu 0,5% em compara&ccedil;&atilde;o com o per&iacute;odo hom&oacute;logo de 2018; tamb&eacute;m a taxa de desemprego melhorou face ao contexto das europeias anteriores com valores de 14,1% em maio de 2019 contra 24,5% em 2014<sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>. Foram, assim, temas como a necessidade de uma economia sustent&aacute;vel, a avalia&ccedil;&atilde;o do p&oacute;s-crise da zona euro e a carga fiscal a serem discutidos durante a campanha. Quanto aos temas sociais, quest&otilde;es como a igualdade de g&eacute;nero, prote&ccedil;&atilde;o da mulher e multiculturalismo, foram propostos pelos partidos de esquerda, particularmente pelo Unidas Podemos, ao promover um or&ccedil;amento para combater a viol&ecirc;ncia de g&eacute;nero, e o PSOE, que defendeu um pacto nacional para a igualdade de g&eacute;nero<sup><a href="#28">28</a></sup><a name="top28"></a>.</p>     <p>Analisemos agora o posicionamento (nos espectros esquerda/direita e conservador e anti-UE/liberal e pr&oacute;-UE) dos partidos pol&iacute;ticos nesta campanha eleitoral<sup><a href="#29">29</a></sup><a name="top29"></a>. Como vimos acima, a Espanha conta atualmente com tr&ecirc;s partidos de direita relevantes, o Cs, o PP e o Vox. A grande diferen&ccedil;a entre estas for&ccedil;as pol&iacute;ticas reside no seu posicionamento face &agrave; ue: enquanto o Cidad&atilde;os apoia o federalismo europeu, promovendo-se como liberal, o Vox &eacute; um partido conservador, de extrema-direita, que surfa a onda do nacionalismo espanhol e do euroceticismo. J&aacute; o PP, na sua g&eacute;nese um partido de centro-direita conservador e pr&oacute;-europeu, tem assumido nos &uacute;ltimos tempos, pela m&atilde;o de Pablo Casado, posi&ccedil;&otilde;es mais extremas, com um discurso com tra&ccedil;os euroc&eacute;ticos, numa tentativa de evitar a perda de votos para o Vox<sup><a href="#30">30</a></sup><a name="top30"></a>. Quanto aos restantes partidos e coliga&ccedil;&otilde;es em jogo, s&atilde;o ideologicamente de esquerda liberal e partilham, com maior ou menor intensidade, uma posi&ccedil;&atilde;o pr&oacute;-europeia. De salientar que o Podemos tem sido frequentemente apelidado de extrema-esquerda, neopopulista e antieurope&iacute;sta, mas em 2019 tende a assumir uma posi&ccedil;&atilde;o c&eacute;ptica mas acima de tudo reformista, defendendo no seu programa eleitoral &laquo;a elabora&ccedil;&atilde;o de uma Carta Democr&aacute;tica Europeia, vinculativa para todos os pa&iacute;ses da UE, que incorpore mecanismos de participa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde; na tomada de decis&otilde;es sobre quest&otilde;es comuns&raquo;<sup><a href="#31">31</a></sup><a name="top31"></a>. De qualquer maneira, o seu car&aacute;cter liberal em termos de costumes empurrou-o para o quadrante da esquerda liberal/pr&oacute;-UE. Entre as for&ccedil;as em competi&ccedil;&atilde;o, &eacute; a coliga&ccedil;&atilde;o Agora Rep&uacute;blicas, composta por partidos de esquerda nacionalista e republicana, que se situa mais &agrave; esquerda. O PSOE reitera a sua posi&ccedil;&atilde;o de partido de centro-esquerda apoiante do projeto europeu, posi&ccedil;&atilde;o, no geral, partilhada pelas coliga&ccedil;&otilde;es CEUS e Compromisso pela Europa. O quadrante da esquerda conservadora e euroc&eacute;tica encontra-se vazio de for&ccedil;as pol&iacute;ticas relevantes (<a href="#f1">Figura 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/ri/n64/n64a03f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Quanto ao posicionamento dos partidos em rela&ccedil;&atilde;o a temas concretos, analisamos sete grandes dimens&otilde;es (<a href="#f2">Figura 2</a>). A grande marca distintiva entre as v&aacute;rias for&ccedil;as pol&iacute;ticas concerne &agrave; quest&atilde;o da imigra&ccedil;&atilde;o, da seguran&ccedil;a e da economia, por um lado, e a quest&otilde;es sociais e de integra&ccedil;&atilde;o europeia, por outro. Tanto o PP como o Vox promovem um refor&ccedil;o do Estado securit&aacute;rio, o acentuar de uma pol&iacute;tica financeira mais restritiva acompanhada pela liberaliza&ccedil;&atilde;o da economia, ao mesmo tempo que defendem uma pol&iacute;tica de imigra&ccedil;&atilde;o mais musculada. No seu programa eleitoral, o Vox &eacute; a favor da &laquo;deporta&ccedil;&atilde;o de imigrantes ilegais para os seus pa&iacute;ses de origem. (&hellip;) qualquer imigrante que tenha entrado ilegalmente na Espanha ficar&aacute; incapaz, para toda a vida, de legalizar a sua situa&ccedil;&atilde;o e, portanto, receber qualquer tipo de ajuda administrativa&raquo;<sup><a href="#32">32</a></sup><a name="top32"></a>, enquanto o PP defende &laquo;uma pol&iacute;tica legal de imigra&ccedil;&atilde;o, ordenada e vinculada ao mercado de trabalho&raquo; e a &laquo;amplia&ccedil;&atilde;o dos tratados internacionais de retorno e expuls&atilde;o de imigrantes irregulares&raquo;<sup><a href="#33">33</a></sup><a name="top33"></a>. Ao promover a prote&ccedil;&atilde;o da soberania nacional, o Vox defende um retrocesso do processo de integra&ccedil;&atilde;o europeia, regressando &agrave; fase anterior ao Tratado de Maastricht, em linha com o que &eacute; defendido pelos pa&iacute;ses de Visegrado em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; pol&iacute;tica de fronteiras, de soberania e respeito pelos valores da cultura europeia<sup><a href="#34">34</a></sup><a name="top34"></a>. Quanto ao Cs, o partido apoia o federalismo europeu: &laquo;O Cidad&atilde;os &eacute; um partido europeu. Somos a favor de continuar a avan&ccedil;ar nos diferentes processos de integra&ccedil;&atilde;o que levam &agrave; uni&atilde;o pol&iacute;tica efetiva (...) O objetivo deste processo de integra&ccedil;&atilde;o &eacute; a conquista dos Estados Unidos da Europa&raquo;<sup><a href="#35">35</a></sup><a name="top35"></a>. J&aacute; o PSOE, no seu programa eleitoral, promove um aprofundar da integra&ccedil;&atilde;o europeia, assim como um conjunto de medidas que fortale&ccedil;am a UE, como pol&iacute;ticas de imigra&ccedil;&atilde;o pouco restritivas ou coordena&ccedil;&atilde;o fiscal: &laquo;A UEM carece de uma dimens&atilde;o fiscal (...) A uni&atilde;o fiscal baseia-se em tr&ecirc;s pilares: combate &agrave; fraude e evas&atilde;o fiscal a n&iacute;vel europeu, maior harmoniza&ccedil;&atilde;o fiscal e exist&ecirc;ncia de impostos europeus&raquo;<sup><a href="#36">36</a></sup><a name="top36"></a>. Vale a pena sublinhar que a Unidas Podemos e as coliga&ccedil;&otilde;es Compromisso pela Europa e Agora Rep&uacute;blicas defendem uma liberaliza&ccedil;&atilde;o da sociedade mais acentuadamente que o PSOE ou a coliga&ccedil;&atilde;o CEUS.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"></a> <img src="/img/revistas/ri/n64/n64a03f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>OS RESULTADOS</b></p>     <p>Os resultados da elei&ccedil;&atilde;o de maio de 2019 espelham um claro dom&iacute;nio do PSOE, mas revelam tamb&eacute;m a for&ccedil;a das coliga&ccedil;&otilde;es de car&aacute;cter independentista e nacionalista. Para percebermos melhor o equil&iacute;brio de for&ccedil;as, olhamos para os dados agregados em perspetiva comparada com as europeias de 2014 e gerais de abril de 2019 (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="t2"></a> <img src="/img/revistas/ri/n64/n64a03t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>O primeiro aspeto a salientar &eacute; a elevada taxa de participa&ccedil;&atilde;o: 64,3%. O contexto sequencial de elei&ccedil;&otilde;es, assim como a mobiliza&ccedil;&atilde;o eleitoral para as elei&ccedil;&otilde;es regionais e locais, parecem ter provocado um efeito de cont&aacute;gio na participa&ccedil;&atilde;o eleitoral<sup><a href="#37">37</a></sup><a name="top37"></a>. Em compara&ccedil;&atilde;o com 2014, a participa&ccedil;&atilde;o aumentou 20 pontos percentuais, verificando-se nestas elei&ccedil;&otilde;es de 2019 a segunda taxa mais baixa de absten&ccedil;&atilde;o registada na Espanha em sufr&aacute;gios europeus (35,7%)<sup><a href="#38">38</a></sup><a name="top38"></a>. Contudo, n&atilde;o se conseguiu superar a participa&ccedil;&atilde;o registada nas elei&ccedil;&otilde;es gerais do m&ecirc;s anterior (75,7%), o que contribui para a caracteriza&ccedil;&atilde;o das elei&ccedil;&otilde;es europeias de 2019 na Espanha como de segunda ordem.</p>     <p>Um segundo aspeto que merece ser referido concerne &agrave; estabiliza&ccedil;&atilde;o do PSOE como principal partido pol&iacute;tico. A vit&oacute;ria do PSOE nas elei&ccedil;&otilde;es gerais foi capitalizada pelo partido nas europeias, em que obt&eacute;m mais seis lugares do que nas elei&ccedil;&otilde;es de 2014. Em sentido oposto, o PP, que tinha apostado nas europeias para a recupera&ccedil;&atilde;o eleitoral, n&atilde;o obstante ter tido um melhor resultado em termos de n&uacute;mero e percentagem de votos, n&atilde;o cresce o suficiente e v&ecirc; o desaire eleitoral de abril replicado em linhas gerais, com a vit&oacute;ria dos socialistas e a perda de quatro lugares no pe. Os resultados obtidos pelos partidos de direita nas gerais demonstraram uma tend&ecirc;ncia de dispers&atilde;o de votos entre o PP, o Cs e o Vox<sup><a href="#39">39</a></sup><a name="top39"></a>, fen&oacute;meno que se esbateu nas europeias. Quanto ao Vox, n&atilde;o conseguiu igualar os 10,2% obtidos nas gerais, embora o seu resultado tenha tido como consequ&ecirc;ncia a entrada, pela primeira vez, da extrema-direita espanhola no PE, com tr&ecirc;s assentos. Tamb&eacute;m o Cs v&ecirc; a sua presta&ccedil;&atilde;o melhorar relativamente &agrave;s europeias de 2014, conseguindo passar de dois eurodeputados para sete, mas reduzir-se consideravelmente face a abril. Este resultado vem reconfigurar a oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; direita do PSOE, permitindo antever uma redu&ccedil;&atilde;o da tend&ecirc;ncia dispersiva do eleitorado de direita. Nas elei&ccedil;&otilde;es gerais, tanto o PP como o Cs tinham obtido uma percentagem muito semelhante de votos (16,7% e 15,9%, respetivamente), e viram as europeias como uma oportunidade para determinar qual dos partidos lideraria a oposi&ccedil;&atilde;o ao governo de esquerda. Apesar de o Cidad&atilde;os ter melhorado o seu desempenho relativamente a 2014, enquanto o PP perdeu a hegemonia que detinha no PE, a verdade &eacute; que o partido de Rivera perdeu muito apoio eleitoral no espa&ccedil;o de um m&ecirc;s, enquanto os populares viram os seus n&uacute;meros subir. &Agrave; esquerda, a Unidas Podemos tamb&eacute;m v&ecirc; o seu apoio eleitoral esfumar-se consideravelmente em rela&ccedil;&atilde;o a abril, tanto em termos de n&uacute;mero como de propor&ccedil;&atilde;o de votos. H&aacute; que destacar ainda os resultados dos independentistas catal&atilde;es: Puigdemont e Junqueras conseguiram ser eleitos, n&atilde;o obstante o primeiro estar exilado na B&eacute;lgica e o segundo preso preventivamente (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</p>     <p>Vale ainda a pena olhar para a percentagem de votos obtidos pelas principais for&ccedil;as pol&iacute;ticas em competi&ccedil;&atilde;o em cada comunidade aut&oacute;noma. Quatro padr&otilde;es sobressaem: <i>i</i>) o predom&iacute;nio do PSOE na maioria das regi&otilde;es; <i>ii</i>) a fragmenta&ccedil;&atilde;o da direita na Comunidade Aut&oacute;noma de Madrid, com o PP a dividir os votos com o Cs e o Vox; <i>iii</i>) a afirma&ccedil;&atilde;o do Vox em regi&otilde;es marcadas por problemas sociais associados &agrave; imigra&ccedil;&atilde;o; <i>iv</i>) os resultados expressivos das coliga&ccedil;&otilde;es em comunidades com ambi&ccedil;&otilde;es separatistas e nacionalistas<sup><a href="#40">40</a></sup><a name="top40"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>A 26 de maio de 2019, a Espanha foi a elei&ccedil;&otilde;es para o Parlamento Europeu. Tradicionalmente, as elei&ccedil;&otilde;es europeias t&ecirc;m sido caracterizadas como elei&ccedil;&otilde;es de segunda ordem, isto porque, n&atilde;o estando em causa a elei&ccedil;&atilde;o do poder executivo nacional, s&atilde;o percecionadas como tendo menos import&acirc;ncia. Os resultados das elei&ccedil;&otilde;es de maio na Espanha levantam algumas quest&otilde;es quanto &agrave; aplicabilidade das previs&otilde;es do modelo. Vejamos porqu&ecirc;.</p>     <p>Em primeiro lugar, a literatura sobre elei&ccedil;&otilde;es de segunda ordem sublinha que nas europeias os eleitores tendem a penalizar os partidos grandes, e em particular o partido no governo, e votar nos pequenos partidos, fazendo uso do voto de protesto como forma de expressar a sua insatisfa&ccedil;&atilde;o com o desempenho do partido incumbente ou do principal partido da oposi&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#41">41</a></sup><a name="top41"></a>. Na Espanha, os partidos pequenos como o Vox, a coliga&ccedil;&atilde;o Unidas Podemos e o Cs apresentaram um desempenho inferior ao das elei&ccedil;&otilde;es de abril, embora tenham conseguido melhorar o seu desempenho face a 2014. Em conjunto, estes tr&ecirc;s partidos, que em abril congregavam 40% dos votos, captaram menos de 30% das prefer&ecirc;ncias dos eleitores espanh&oacute;is. Por sua vez, tanto o PP como o PSOE t&ecirc;m resultados favor&aacute;veis, com o primeiro a estabilizar o n&uacute;mero de votos e a crescer em termos de propor&ccedil;&atilde;o e o segundo a recuperar algum apoio face ao m&ecirc;s anterior. Em conjunto, os dois principais partidos espanh&oacute;is passam de agregar 45% para conquistar 53% das prefer&ecirc;ncias do eleitorado. A &uacute;nica nota congruente com as elei&ccedil;&otilde;es de segunda ordem s&atilde;o os bons resultados agregados das for&ccedil;as eleitorais muito pequenas, muitas das quais coliga&ccedil;&otilde;es, face a abril.</p>     <p>A inexistente penaliza&ccedil;&atilde;o do PSOE nas europeias parece alicer&ccedil;ar-se no ciclo eleitoral vivido. A literatura afirma que a penaliza&ccedil;&atilde;o &eacute; especialmente dura se as elei&ccedil;&otilde;es de segunda ordem ocorrerem no momento do ciclo eleitoral em que a popularidade do governo est&aacute; em baixo<sup><a href="#42">42</a></sup><a name="top42"></a>. O PSOE havia ganhado as elei&ccedil;&otilde;es apenas um m&ecirc;s antes e as negocia&ccedil;&otilde;es para uma alternativa governativa &agrave; esquerda ainda decorriam, possivelmente colocando os socialistas num per&iacute;odo de lua de mel com o eleitorado. Por outro lado, apesar de o PP n&atilde;o se conseguir reafirmar completamente, reflexo da pluraliza&ccedil;&atilde;o da direita espanhola e dos esc&acirc;ndalos internos em que se viu envolvido, parece ter conseguido combater a fragmenta&ccedil;&atilde;o do seu espectro ideol&oacute;gico num tipo de elei&ccedil;&atilde;o que prescreveria o fen&oacute;meno oposto.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quanto &agrave; absten&ccedil;&atilde;o, apesar de se ter registado a segunda taxa de participa&ccedil;&atilde;o mais alta na Espanha desde que ocorrem neste pa&iacute;s elei&ccedil;&otilde;es para o Parlamento Europeu, esta foi inferior &agrave; das elei&ccedil;&otilde;es gerais de abril. O modelo de segunda ordem estipula que, havendo menos em jogo, &eacute; menos prov&aacute;vel que os eleitores considerem estas elei&ccedil;&otilde;es suficientemente importantes para se deslocarem &agrave;s urnas. Apesar de a concomit&acirc;ncia com elei&ccedil;&otilde;es regionais e locais parecer ter ajudado a um aumento da participa&ccedil;&atilde;o eleitoral nas europeias e a superar o receio de satura&ccedil;&atilde;o do eleitorado ap&oacute;s as gerais de abril, n&atilde;o foi suficiente para igualar os padr&otilde;es de participa&ccedil;&atilde;o nos dois tipos de elei&ccedil;&atilde;o. Para entender a elevada participa&ccedil;&atilde;o nas europeias de 2019, &eacute; necess&aacute;rio ter em conta o papel que os m&eacute;dia tiveram durante o per&iacute;odo de campanha eleitoral. A tend&ecirc;ncia registada durante as elei&ccedil;&otilde;es europeias &eacute; a preval&ecirc;ncia dos temas nacionais sobre as quest&otilde;es europeias. O contexto pol&iacute;tico e social vivido na Espanha acentuou este fen&oacute;meno, contribuindo para a perce&ccedil;&atilde;o junto do eleitorado de que as europeias seriam, em grande medida, uma segunda volta das gerais.</p>     <p>Tal como j&aacute; havia acontecido em 2014, o enquadramento de elei&ccedil;&otilde;es europeias de 2019 na Espanha nos pressupostos do modelo de elei&ccedil;&otilde;es de segunda ordem n&atilde;o &eacute; completo, especialmente no que ao equil&iacute;brio de for&ccedil;as entre partidos diz respeito. Contudo, a conjuntura pol&iacute;tica e social do pa&iacute;s e, acima de tudo, o calend&aacute;rio eleitoral espanhol, podem lan&ccedil;ar luz sobre a incongru&ecirc;ncia entre os padr&otilde;es de voto e a leitura destas elei&ccedil;&otilde;es como de segunda ordem. A interpreta&ccedil;&atilde;o destas elei&ccedil;&otilde;es por parte do eleitorado como uma segunda volta das gerais, em que talvez fosse necess&aacute;rio refor&ccedil;ar os partidos tradicionalmente encarregados de governar o pa&iacute;s e punir os partidos de m&eacute;dia dimens&atilde;o, poder&aacute; estar na base dos padr&otilde;es de comportamento eleitoral observados.</p>     <p>Se era expect&aacute;vel que a instabilidade vivida na Espanha terminasse com as elei&ccedil;&otilde;es para o PE, per&iacute;odo apontado pelos l&iacute;deres pol&iacute;ticos para o fim da incerteza pol&iacute;tica e o an&uacute;ncio dos moldes em que seria formada a solu&ccedil;&atilde;o governativa espanhola, a verdade &eacute; que tal n&atilde;o aconteceu. A aus&ecirc;ncia de acordo entre o PSOE e o Podemos empurrou o pa&iacute;s para novas elei&ccedil;&otilde;es gerais, marcadas para 10 de novembro; a Espanha ir&aacute; pela quarta vez &agrave;s urnas este ano, naquela que ser&aacute; a quarta elei&ccedil;&atilde;o geral em quatro anos. Este desfecho est&aacute; sem sombra de d&uacute;vidas ligado aos resultados eleitorais obtidos em maio. A vit&oacute;ria dos socialistas nas europeias redobrou a confian&ccedil;a do PSOE, com Pedro S&aacute;nchez a acreditar que conseguir&aacute; uma vit&oacute;ria com maioria absoluta, e enfraqueceu a posi&ccedil;&atilde;o do Podemos. As sondagens mais recentes<sup><a href="#43">43</a></sup><a name="top43"></a> apontam ainda para o decl&iacute;nio do Cs e do Vox, o que poder&aacute; significar que o PP tem conseguido travar o avan&ccedil;o do Cs para a posi&ccedil;&atilde;o de principal partido de centro-direita e recuperar o eleitorado de direita. A este puzzle h&aacute; ainda que adicionar o M&aacute;s Madrid, partido rec&eacute;m-criado por I&ntilde;igo Errej&oacute;n, ex-membro fundador do Podemos, que espera mobilizar o eleitorado descontente com o fracasso das negocia&ccedil;&otilde;es com o PSOE<sup><a href="#44">44</a></sup><a name="top44"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>     <!-- ref --><p>BOSCO, Anna; VERNEY, Susannah ? &laquo;Electoral epidemic: the political cost of economic crisis in Southern Europe, 2010-2011&raquo;. In <i>South European Society and Politics</i>. Vol. 17, N.&ordm; 2, 2012, pp. 129-154.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=624671&pid=S1645-9199201900040000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BOSCO, Anna; VERNEY, Susannah ? &laquo;From electoral epidemic to government epidemic: the next level of the crisis in Southern Europe&raquo;. In <i>South European Society and Politics</i>. Vol. 21, N.&ordm; 4, 2016, pp. 383-406.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=624673&pid=S1645-9199201900040000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>CASTA&Ntilde;OS, S&eacute;rgio P&eacute;rez; CEREZO, Jos&eacute;; HIPOLOA, Giselle; RODRIGUEZ, Alberto ? &laquo;Spain&raquo;. In NOVELLI, Edoardo; JOHANSSON, Bengt, eds. ? <i>2019 European Elections Campaing &ndash; Images,</i> <i>Topics, Media in the 28 Member States</i>. Roma: Universit&agrave; degli Studi di Roma Tre, 2019, pp. 240-245.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>CIUDADANOS &ndash; <i>Nuestros valores</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.ciudadanos-cs.org/nuestros-valores" target="_blank">https://www.ciudadanos-cs.org/nuestros-valores</a>.</p>     <!-- ref --><p>CORDERO, Guillermo; MONTERO, Jos&eacute; R&aacute;mon ? &laquo;Against bipartyism towards dealignment? The 2014 European election in Spain&raquo;. In <i>South European Society and Politics</i>. Vol. 20, N.&ordm; 3, 2015, pp. 357-379.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=624677&pid=S1645-9199201900040000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DE VREESE, Claes; BANDUCCI, Susan; SEMETKO, Holli; BOOMGAARDEN, Hajo ? &laquo;The news coverage of the 2004 European Parliamentary election campaign in 25 countries&raquo;. In <i>European</i> <i>Union Politics</i>. Vol. 7, N.&ordm; 4, 2006, pp. 447-504.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=624679&pid=S1645-9199201900040000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&laquo;ECONOMIC indicators&raquo;. EUROSTAT. 2019. (Consultado em: 30 de agosto de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://ec.europa.eu/eurostat/cache/infographs/economy/desktop/index.html" target="_blank">https://ec.europa.eu/eurostat/cache/infographs/economy/desktop/index.html</a>.</p>     <p>&laquo;ELEI&Ccedil;&Otilde;ES na Andaluzia marcam a ascens&atilde;o da extrema direita na Espanha&raquo;. In <i>El Pa&iacute;s</i>. 3 de dezembro de 2018. (Consultado em: 12 de outubro de 2019). Dispon&iacute;vel em <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2018/12/02/internacional/1543765846_278055.html" target="_blank">https://brasil.elpais.com/brasil/2018/12/02/internacional/1543765846_278055.html</a>.</p>     <!-- ref --><p>FRAILE, Marta; HERN&Aacute;NDEZ, Enrique ? &laquo;Spain: the endless election sequence&raquo;. In DE SIO, L.; FRANKLIN, M. N.; RUSSO, L. ? <i>The European Parliament Elections of 2009</i>. Roma: Luiss University Press, 2019, pp. 254-259.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=624683&pid=S1645-9199201900040000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FRAILE, Marta; MEIL&Aacute;N, Xavier ? &laquo;Los medios de comunicaci&oacute;n y la informaci&oacute;n pol&iacute;tica en las elecciones europeas de 2009&raquo;. In FONT, Joan; TORCAL, Mariano, ed. ? <i>Elecciones europeas</i> <i>2009</i>. Madrid: CIS, Centro de Investigaciones Sociol&oacute;gicas, 2012, pp. 109-139.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=624685&pid=S1645-9199201900040000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>FREIRE, Andr&eacute;; TEPEROGLOU, Eftichia ? &laquo;European elections and national politics: lessons from the &ldquo;new&rdquo; Southern European democracies&raquo;. In <i>Journal of Elections, Public Opinion and Parties</i>. Vol. 17, N.&ordm; 1, 2007, pp. 101-122.</p>     <!-- ref --><p>HERNANDEZ, Enrique; KRIESI, Hanspeter ? &laquo;The electoral consequences of the financial and economic crisis in Europe&raquo;. In <i>European Journal of Political Research</i>. Vol. 55, N.&ordm; 2, 2016, pp. 203-224.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=624688&pid=S1645-9199201900040000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>IBARRA, Karen Arriaza ? &laquo;Spain: a clear centre-left victory&raquo;. In BOLIN, N.; FALASCA, K.; GRUSELL, M.; NORD, L., eds. ? <i>Euroflections, Leading Academics on the European Elections 2019</i>. Demicon- Report, N.&ordm; 40, 2019, p. 67.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=624690&pid=S1645-9199201900040000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&laquo;INDEFINIDAS, elei&ccedil;&otilde;es na Espanha colocam em jogo Catalunha, imigra&ccedil;&atilde;o e temas sociais&raquo;. In <i>Globo</i>. 27 de abril de 2019. (Consultado em: 11 de outubro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/04/27/indefinidas-eleicoes-na-espanha-colocam-em-jogo-catalunha-imigracao-e-temas-sociais.ghtml" target="_blank">https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/04/27/indefinidas-eleicoes-na-espanha-colocam-em-jogo-catalunha-imigracao-e-temas-sociais.ghtml</a>.</p>     <p>&laquo;INFLATION Spain 2014&raquo;. Inflation.eu. (Consultado em: 30 de agosto de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.inflation.eu/inflation-rates/spain/historic-inflation/cpi-inflation-spain-2014.aspx" target="_blank">https://www.inflation.eu/inflation-rates/spain/historic-inflation/cpi-inflation-spain-2014.aspx</a>.</p>     <p>JUNTA ELECTORAL CENTRAL, 2019. (Consultado em: 12 de outubro de 2019.) Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.juntaelectoralcentral.es/cs/jec/elecciones/Europeas-mayo2019?p=1379061494795#resultados" target="_blank">http://www.juntaelectoralcentral.es/cs/jec/elecciones/Europeas-mayo2019?p=1379061494795#resultados</a>.</p>     <p>JUNTA ELECTORAL CENTRAL, 2019. (Consultado em: 12 de outubro de 2019.) Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.juntaelectoralcentral.es/cs/jec/elecciones/coalicionesJECEuropeas" target="_blank">http://www.juntaelectoralcentral.es/cs/jec/elecciones/coalicionesJECEuropeas</a>; <a href="http://www.juntaelectoralcentral.es/cs/jec/elecciones/Europeas-mayo2019?p=1379061494795#candidaturas" target="_blank">http://www.juntaelectoralcentral.es/cs/jec/elecciones/Europeas-mayo2019?p=1379061494795#candidaturas</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>KIOUPKIOLIS, Alexandros ? &laquo;Podemos: the ambiguous promises of left-wing populism in contemporary Spain&raquo;. In <i>Journal of Political Ideologies</i>. Vol. 21, N.&ordm; 2, 2016, pp. 99-120.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=624696&pid=S1645-9199201900040000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&laquo;MARIANO Rajoy ousted as Spain&rsquo;s prime minister&raquo;. In <i>The Guardian</i>. 1 de junho de 2018. (Consultado em: 12 de outubro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.theguardian.com/world/2018/jun/01/mariano-rajoy-ousted-as-spain-prime-minister" target="_blank">https://www.theguardian.com/world/2018/jun/01/mariano-rajoy-ousted-as-spain-prime-minister</a>.</p>     <!-- ref --><p>MART&Iacute;N, Irene; URQUIZO-Sancho, Ignazio ? &laquo;The 2011 general election in Spain: the collapse of the Socialist Party&raquo;. In <i>South European Society and Politics</i>. Vol. 17, N.&ordm; 2, 2012, pp. 347-363.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=624699&pid=S1645-9199201900040000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&laquo;M&Aacute;S Madrid se presentar&aacute; a las elecciones generales del 10-N&raquo;. In La Vanguardia. 22 de setembro de 2019. (Consultado em: 12 de outubro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.lavanguardia.com/politica/20190922/47549310289/inigo-errejon-elecciones-generales-10-n-mas-madrid-asamblea.html" target="_blank">https://www.lavanguardia.com/politica/20190922/47549310289/inigo-errejon-elecciones-generales-10-n-mas-madrid-asamblea.html</a>.</p>     <p>MEDIA, T., 2019, Inflation Spain 2014 &ndash; CPI inflation Spain 2014. (Consultado em: 30 de agosto de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.inflation.eu/inflation-rates/spain/historic-inflation/cpi-inflation-spain-2014.aspx" target="_blank">https://www.inflation.eu/inflation-rates/spain/historic-inflation/cpi-inflation-spain-2014.aspx</a>.</p>     <p>PARTIDO POPULAR &ndash; Seguir avanzando. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.pp.es/sites/default/files/documentos/programa-electoral-elecciones-generales-2016.pdf" target="_blank">http://www.pp.es/sites/default/files/documentos/programa-electoral-elecciones-generales-2016.pdf</a>.</p>     <p>PODEMOS ? <i>Democracia Internacional de Podemos: 20 MEDIDAS para un nuevo pa&iacute;s</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://podemos.info/wp-content/uploads/2019/04/Separata_democracia_internacional.pdf" target="_blank">https://podemos.info/wp-content/uploads/2019/04/Separata_democracia_internacional.pdf</a>.</p>     <!-- ref --><p>RAILE, Marta; MEIL&Aacute;N, Xavier ? &laquo;Los medios de comunicaci&oacute;n y la informaci&oacute;n pol&iacute;tica en las elecciones europeas de 2009&raquo;. In TORCAL, Mariano; FONT, Joan ? <i>Elecciones europeas 2009</i>. Madrid: CIS, Centro de Investigaciones Sociol&oacute;gicas, 2012, pp. 109-139.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=624705&pid=S1645-9199201900040000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>REIF, Karlheinz; SCHMITT, Hermann ? &laquo;Nine second-order national elections: a conceptual framework for the analysis of European election results&raquo;. In <i>European Journal of Political</i> <i>Research</i>. Vol. 8, N.&ordm; 1, 1980, pp. 3-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=624707&pid=S1645-9199201900040000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&laquo;RICCARDO Marchi: &ldquo;A entrada do Vox no Parlamento espanhol quebrou o mito da Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica imune &agrave; extrema-direita&rdquo;&raquo;. In <i>Expresso</i>. 16 de maio de 2019. (Consultado em: 12 de outubro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://expresso.pt/europeias-2019/2019-05-16-Riccardo-Marchi-A-entrada-do-Vox-no-Parlamento-espanhol-quebrou-o-mito-da-Pensinsula-Iberica-imune-a-extrema-direita" target="_blank">https://expresso.pt/europeias-2019/2019-05-16-Riccardo-Marchi-A-entrada-do-Vox-no-Parlamento-espanhol-quebrou-o-mito-da-Pensinsula-Iberica-imune-a-extrema-direita</a>.</p>     <!-- ref --><p>ROM&Atilde;O, Filipe Vasconcelos ? &laquo;Podemos e Ciudadanos: o fim do bipartidarismo em Espanha?&raquo;. In <i>Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais</i>. N.&ordm; 45, 2015, pp. 81-95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=624710&pid=S1645-9199201900040000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SANZ, Alberto ? &laquo;Split-ticket voting in multi-level electoral competition: European, national and regional concurrent elections in Spain&raquo;. In <i>The Multilevel Electoral System of the</i> <i>EU</i>. Connex Report series 4, 2008, pp. 101-135.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=624712&pid=S1645-9199201900040000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SCHMITT, Hermann ? &laquo;The European Parliament elections of June 2004: still second-order?&raquo;. In <i>West European Politics</i>. Vol. 28, N.&ordm; 3, 2005, pp. 650-679.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=624714&pid=S1645-9199201900040000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>SCHMITT, Hermann; TEPEROGLOU, Eftichia ? &laquo;The 2014 European Parliament elections in Southern Europe: second-order or critical elections?&raquo;. In <i>South European Society and Politics</i>. Vol. 20, N.&ordm; 3, 2015, pp. 287-309.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=624716&pid=S1645-9199201900040000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SKRINIS, Stavros; TEPEROGLOU, Eftichia ? &laquo;Studying and comparing second-order elections. Examples from Greece, Portugal and Spain&raquo;. In <i>The Multilevel Electoral System of the EU</i>. Connex Report series 4, 2008, pp. 163-189.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=624718&pid=S1645-9199201900040000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&laquo;SPAIN &mdash; November 2019 general election&raquo;. In <i>Politico</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.politico.eu/europe-poll-of-polls/spain" target="_blank">https://www.politico.eu/europe-poll-of-polls/spain</a>.</p>     <!-- ref --><p>TORCAL, Mariano; FONT, Joan ? &laquo;Conclusiones: leciones de las eleciones europeas en Espa&ntilde;a&raquo;. In TORCAL, Mariano; FONT, Joan, eds. ? <i>Elecciones europeas 2009</i>. Madrid: CIS, Centro de Investigaciones Sociol&oacute;gicas, 2012, pp. 307-347.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=624721&pid=S1645-9199201900040000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&laquo;UNI&Oacute;N fiscal&raquo;. PSOE. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.PSOE.es/programa-electoral/economia-2/integracion-economica-europea/union-fiscal/" target="_blank">https://www.PSOE.es/programa-electoral/economia-2/integracion-economica-europea/union-fiscal/</a>.</p>     <!-- ref --><p>Van DER EIJK, Cees; FRANKLIN, Mark; MARSH, Michael ? &laquo;What voters teach us about Europe-wide elections: what Europe-wide elections teach us about voters&raquo;. In <i>Electoral Studies</i>. Vol. 15, N.&ordm; 2, 1996, pp. 149-166.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=624724&pid=S1645-9199201900040000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>VOX &ndash; <i>100 medidas para la Espa&ntilde;a viva</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.voxespana.es/wp-content/uploads/2019/04/100medidasngal_101319181010040327.pdf" target="_blank">https://www.voxespana.es/wp-content/uploads/2019/04/100medidasngal_101319181010040327.pdf</a>.</p>     <p>&laquo;VOX: o que vai fazer o partido que quer acabar com as regi&otilde;es aut&oacute;nomas de Espanha?&raquo;. In <i>Di&aacute;rio de Not&iacute;cias</i>. 4 de dezembro de 2018. (Consultado em: 12 de outubro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.dn.pt/edicao-do-dia/04-dez-2018/extrema-direita-vox-lanca-se-na-andaluzia-a-reconquista-de-espanha-10270846.html" target="_blank">https://www.dn.pt/edicao-do-dia/04-dez-2018/extrema-direita-vox-lanca-se-na-andaluzia-a-reconquista-de-espanha-10270846.html</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Data de rece&ccedil;&atilde;o: 2 de setembro de 2019 | Data de aprova&ccedil;&atilde;o: 13 de outubro de 2019</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> VAN DER EIJK, Cees; FRANKLIN, Mark; MARSH, Michael ? &laquo;What voters teach us about Europe-wide elections: what Europe-wide elections teach us about voters&raquo;. In <i>Electoral Studies</i>. Vol. 15, N.&ordm; 2, 1996, pp. 149-166.</p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> REIF, Karlheinz; SCHMITT, Hermann ? &laquo;Nine second-order national elections: a conceptual framework for the analysis of European election results&raquo;. In <i>European Journal of Political Research</i>. Vol. 8, N.&ordm; 1, 1980, pp. 3-44.</p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> FREIRE, Andr&eacute;; TEPEROGLOU, Eftichia ? &laquo;European elections and national politics: lessons from the &ldquo;new&rdquo; Southern European democracies&raquo;. In <i>Journal of Elections, Public Opinion and Parties</i>. Vol. 17, N.&ordm; 1, 2007, pp. 101-122.</p>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> SCHMITT, Hermann ? &laquo;The European Parliament elections of June 2004: still second-order?&raquo;. In <i>West European Politics</i>. Vol. 28, N.&ordm; 3, 2005, pp. 650-679.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> SANZ, Alberto ? &laquo;Split-ticket voting in multi-level electoral competition: European, national and regional concurrent elections in Spain&raquo;. In <i>The Multilevel Electoral System of the EU</i>. Connex Report series 4, 2008, pp. 101-135.</p>     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> SKRINIS, Stavros; TEPEROGLOU, Eftichia ? &laquo;Studying and comparing second-order elections. Examples from Greece, Portugal and Spain&raquo;. In <i>The Multilevel Electoral System of the EU</i>. Connex Report series 4, 2008, pp. 163-189.</p>     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> SANZ, Alberto ? &laquo;Split-ticket voting in multi-level electoral competition&hellip;&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> SKRINIS, Stavros; TEPEROGLOU, Eftichia ? &laquo;Studying and comparing second-order elections&hellip;&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> TORCAL, Mariano; FONT, Joan ? &laquo;Conclusiones: leciones de las eleciones europeas en Espa&ntilde;a&raquo;. In TORCAL, Mariano; FONT, Joan, eds. ? <i>Elecciones europeas 2009</i>. Madrid: CIS, Centro de Investigaciones Sociol&oacute;gicas, 2012, pp. 307-347.</p>     <p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> SCHMITT, Hermann; TEPEROGLOU, Eftichia ? &laquo;The 2014 European Parliament elections in Southern Europe: second-order or critical elections?&raquo;. In <i>South European Society and Politics</i>. Vol. 20, N.&ordm; 3, 2015, pp. 287-309.</p>     <p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> CORDERO, Guillermo; MONTERO, Jos&eacute; R&aacute;mon ? &laquo;Against bipartyism towards dealignment? The 2014 European election in Spain&raquo;. In <i>South European Society and Politics</i>. Vol. 20, N.&ordm; 3, 2015, pp. 357-379.</p>     <p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup> A Espanha tem um sistema multipartid&aacute;rio, contudo a afirma&ccedil;&atilde;o de um terceiro partido &agrave; escala nacional n&atilde;o tem sido f&aacute;cil, muito devido &agrave; conjuga&ccedil;&atilde;o da lei eleitoral com o car&aacute;cter regional de muitos dos pequenos partidos que competem com os grandes partidos nacionais.</p>     <p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> BOSCO, Anna; VERNEY, Susannah ? &laquo;Electoral epidemic: the political cost of economic crisis in Southern Europe, 2010-11&raquo;. In <i>South European Society and Politics</i>. Vol. 17, N.&ordm; 2, 2012, pp. 129-154; BOSCO, Anna; VERNEY, Susannah ? &laquo;From electoral epidemic to government epidemic: the next level of the crisis in Southern Europe&raquo;. In <i>South European Society and Politics</i>. Vol. 21, N.&ordm; 4, 2016, pp. 383-406.</p>     <p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> HERN&Aacute;NDEZ, Enrique; KRIESI, Hanspeter ? &laquo;The electoral consequences of the financial and economic crisis in Europe&raquo;. In <i>European Journal of Political Research</i>. Vol. 55, N.&ordm; 2, 2016, pp. 203-224; KIOUPKIOLIS, Alexandros ? &laquo;Podemos: the ambiguous promises of left-wing populism in contemporary Spain&raquo;. In <i>Journal of Political Ideologies</i>. Vol. 21, N.&ordm; 2, 2016, pp. 99-120.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup> ROM&Atilde;O, Filipe Vasconcelos ? &laquo;Podemos e Ciudadanos: o fim do bipartidarismo em Espanha?&raquo;. In <i>Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais</i>. N.&ordm; 45, 2015, pp. 81-95; MART&Iacute;N, Irene; URQUIZO-SANCHO, Ignazio ? &laquo;The 2011 general election in Spain: the collapse of the Socialist Party&raquo;. In <i>South European Society and Politics</i>. Vol. 17, N.&ordm; 2, 2012, pp. 347-363.</p>     <p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup> ROM&Atilde;O, Filipe Vasconcelos ? &laquo;Podemos e Ciudadanos&hellip;&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></Sup> O PP foi o partido mais votado nas elei&ccedil;&otilde;es gerais de 2015 com 33% dos votos. A aus&ecirc;ncia de maioria absoluta por parte do vencedor e um parlamento muito fragmentado e ref&eacute;m de pactos pol&iacute;ticos aparentemente deu in&iacute;cio ao fim do bipartidarismo.</p>     <p><Sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></Sup> &laquo;RICCARDO Marchi: &ldquo;A entrada do Vox no Parlamento espanhol quebrou o mito da Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica imune &agrave; extrema-direita&rdquo;&raquo;. In <i>Expresso</i>. 16 de maio de 2019. (Consultado em: 12 de outubro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://expresso.pt/europeias-2019/2019-05-16-Riccardo-Marchi-A-entrada-do-Vox-no-Parlamento-espanhol-quebrou-o-mito-da-Pensinsula-Iberica-imune-a-extrema-direita" target="_blank">https://expresso.pt/europeias-2019/2019-05-16-Riccardo-Marchi-A-entrada-do-Vox-no-Parlamento-espanhol-quebrou-o-mito-da-Pensinsula-Iberica-imune-a-extrema-direita</a>.</p>     <p><Sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></Sup> &laquo;VOX: o que vai fazer o partido que quer acabar com as regi&otilde;es aut&oacute;nomas de Espanha?&raquo;. In <i>Di&aacute;rio de Not&iacute;cias</i>. 4 de dezembro de 2018. (Consultado em: 12 de outubro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.dn.pt/edicao-do-dia/04-dez-2018/extrema-direita-vox-lanca-se-na-andaluzia-a-reconquista-de-espanha-10270846.html" target="_blank">https://www.dn.pt/edicao-do-dia/04-dez-2018/extrema-direita-vox-lanca-se-na-andaluzia-a-reconquista-de-espanha-10270846.html</a>.</p>     <p><Sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></Sup> &laquo;ELEI&Ccedil;&Otilde;ES na Andaluzia marcam a ascens&atilde;o da extrema direita na Espanha&raquo;. In <i>El Pa&iacute;s</i>. 3 de dezembro de 2018. (Consultado em: 12 de outubro de 2019). Dispon&iacute;vel em <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2018/12/02/internacional/1543765846_278055.html" target="_blank">https://brasil.elpais.com/brasil/2018/12/02/internacional/1543765846_278055.html</a>.</p>     <p><Sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></Sup> DE VREESE, Claes; BANDUCCI, Susan; SEMETKO, Holli; BOOMGAARDEN, Hajo ? &laquo;The news coverage of the 2004 European Parliamentary election campaign in 25 countries&raquo;. In <i>European Union Politics</i>. Vol. 7, N.&ordm; 4, 2006, pp. 447-504; RAILE, Marta; MEIL&Aacute;N, Xavier ? &laquo;Los medios de comunicaci&oacute;n y la informaci&oacute;n pol&iacute;tica en las elecciones europeas de 2009&raquo;. In TORCAL, Mariano; FONT, Joan, eds. ? <i>Elecciones europeas 2009</i>. Madrid: CIS, Centro de Investigaciones Sociol&oacute;gicas, 2012, pp. 109-139.</p>     <p><Sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></Sup> &laquo;MARIANO Rajoy ousted as Spain&rsquo;s prime minister&raquo;. In <i>The Guardian</i>. 1 de junho de 2018. (Consultado em: 12 de outubro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.theguardian.com/world/2018/jun/01/mariano-rajoy-ousted-as-spain-prime-minister" target="_blank">https://www.theguardian.com/world/2018/jun/01/mariano-rajoy-ousted-as-spain-prime-minister</a>.</p>     <p><Sup><a name="23"></a><a href="#top23">23</a></Sup> FRAILE, Marta; HERN&Aacute;NDEZ, Enrique ? &laquo;Spain: the endless election sequence&raquo;. In DE SIO, L.; FRANKLIN, M. N.; RUSSO, L. ? <i>The European Parliament Elections of 2009</i>. Roma: Luiss University Press, 2019, pp. 254-259.</p>     <p><Sup><a name="24"></a><a href="#top24">24</a></Sup> CASTA&Ntilde;OS, S&eacute;rgio P&eacute;rez; CEREZO, Jos&eacute;; HIPOLOA, Giselle; RODRIGUEZ, Alberto ? &laquo;Spain&raquo;. In NOVELLI, Edoardo; JOHANSSON, Bengt, eds. ? 2<i>019 European Elections Campaing &ndash; Images, Topics, Media in the 28 Member States</i>. Roma: Universit&agrave; degli Studi di Roma Tre, 2019, pp. 240-245.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="25"></a><a href="#top25">25</a></Sup> &laquo;INDEFINIDAS, elei&ccedil;&otilde;es na Espanha colocam em jogo Catalunha, imigra&ccedil;&atilde;o e temas sociais&raquo;. In <i>Globo</i>. 27 de abril de 2019. (Consultado em: 11 de outubro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/04/27/indefinidas-eleicoes-na-espanha-colocam-em-jogo-catalunha-imigracao-e-temas-sociais.ghtml" target="_blank">https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/04/27/indefinidas-eleicoes-na-espanha-colocam-em-jogo-catalunha-imigracao-e-temas-sociais.ghtml</a>.</p>     <p><Sup><a name="26"></a><a href="#top26">26</a></Sup> CASTA&Ntilde;OS, S&eacute;rgio P&eacute;rez; CEREZO, Jos&eacute;; HIPOLOA, Giselle; RODRIGUEZ, Alberto ? &laquo;Spain&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="27"></a><a href="#top27">27</a></Sup> &laquo;ECONOMIC indicators&raquo;. EUROSTAT. 2019. (Consultado em: 30 de agosto de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://ec.europa.eu/eurostat/cache/infographs/economy/desktop/index.html" target="_blank">https://ec.europa.eu/eurostat/cache/infographs/economy/desktop/index.html</a>; Media, T., 2019, Inflation Spain 2014 &ndash; CPI inflation Spain 2014. (Consultado em: 30 de agosto de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.inflation.eu/inflation-rates/spain/historic-inflation/cpi-inflation-spain-2014.aspx" target="_blank">https://www.inflation.eu/inflation-rates/spain/historic-inflation/cpi-inflation-spain-2014.aspx</a>.</p>     <p><Sup><a name="28"></a><a href="#top28">28</a></Sup> CASTA&Ntilde;OS, S&eacute;rgio P&eacute;rez; CEREZO, Jos&eacute;; HIPOLOA, Giselle; RODRIGUEZ, Alberto ? &laquo;Spain&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="29"></a><a href="#top29">29</a></Sup> Os dados apresentados foram recolhidos pelo projeto &laquo;euandi2019&raquo;, e referem-se ao posicionamento, realizado pelos especialistas em pol&iacute;tica espanhola, dos principais partidos e coliga&ccedil;&otilde;es que participaram nas elei&ccedil;&otilde;es de 2019 relativamente a 22 t&oacute;picos com relev&acirc;ncia pol&iacute;tica.</p>     <p><Sup><a name="30"></a><a href="#top30">30</a></Sup> IBARRA, Karen Arriaza ? &laquo;Spain: a clear centre-left victory&raquo;. In BOLIN, N.; FALASCA, K.; GRUSELL, M.; NORD, L., eds. ? <i>Euroflections, Leading Academics on the European Elections 2019</i>. Demicon- Report, N.&ordm; 40, 2019, p. 67.</p>     <p><Sup><a name="31"></a><a href="#top31">31</a></Sup> PODEMOS ? <i>Democracia Internacional de Podemos: 20 MEDIDAS para un nuevo pa&iacute;s</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://podemos.info/wp-content/uploads/2019/04/Separata_democracia_internacional.pdf" target="_blank">https://podemos.info/wp-content/uploads/2019/04/Separata_democracia_internacional.pdf</a>. Tradu&ccedil;&atilde;o nossa.</p>     <p><Sup><a name="32"></a><a href="#top32">32</a></Sup> VOX &ndash; <i>100 medidas para la Espa&ntilde;a viva</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.voxespana.es/wp-content/uploads/2019/04/100medidasngal_101319181010040327.pdf" target="_blank">https://www.voxespana.es/wp-content/uploads/2019/04/100medidasngal_101319181010040327.pdf</a>. Tradu&ccedil;&atilde;o nossa.</p>     <p><Sup><a name="33"></a><a href="#top33">33</a></Sup> PARTIDO POPULAR &ndash; <i>Seguir avanzando</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.pp.es/sites/default/files/documentos/programa-electoral-elecciones-generales-2016.pdf" target="_blank">http://www.pp.es/sites/default/files/documentos/programa-electoral-elecciones-generales-2016.pdf</a>. Tradu&ccedil;&atilde;o nossa.</p>     <p><Sup><a name="34"></a><a href="#top34">34</a></Sup> FRAILE, Marta; HERN&Aacute;NDEZ, Enrique ? &laquo;Spain: the endless election sequence&raquo;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="35"></a><a href="#top35">35</a></Sup> CIUDADANOS &ndash; <i>Nuestros valores</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.ciudadanos-cs.org/nuestros-valores" target="_blank">https://www.ciudadanos-cs.org/nuestros-valores</a>. Tradu&ccedil;&atilde;o nossa.</p>     <p><Sup><a name="36"></a><a href="#top36">36</a></Sup> &laquo;UNI&Oacute;N fiscal&raquo;. PSOE. Dispon&iacute;vel em <a href="https://www.PSOE.es/programa-electoral/economia-2/integracion-economica-europea/union-fiscal/" target="_blank">https://www.PSOE.es/programa-electoral/economia-2/integracion-economica-europea/union-fiscal/</a>. Tradu&ccedil;&atilde;o nossa.</p>     <p><Sup><a name="37"></a><a href="#top37">37</a></Sup> FRAILE, Marta; HERN&Aacute;NDEZ, Enrique ? &laquo;Spain: the endless election sequence&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="38"></a><a href="#top38">38</a></Sup> Apenas em 1987 foi registado um n&iacute;vel de participa&ccedil;&atilde;o mais elevado. Contudo, h&aacute; que salientar que apesar de estas europeias tamb&eacute;m terem acontecido ao mesmo tempo que as elei&ccedil;&otilde;es regionais e locais, isso dever-se-&aacute; ao facto de terem sido as primeiras elei&ccedil;&otilde;es europeias na Espanha.</p>     <p><Sup><a name="39"></a><a href="#top39">39</a></Sup> FRAILE, Marta; HERN&Aacute;NDEZ, Enrique ? &laquo;Spain: the endless election sequence&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="40"></a><a href="#top40">40</a></Sup> Para mais informa&ccedil;&otilde;es sobre os resultados por regi&otilde;es, consultar <a href="http://www.juntaelectoralcentral.es/cs/jec/inicio" target="_blank">http://www.juntaelectoralcentral.es/cs/jec/inicio</a>.</p>     <p><Sup><a name="41"></a><a href="#top41">41</a></Sup> VAN DER EIJK, Cees; FRANKLIN, Mark; MARSH, Michael ? &laquo;What voters teach us about Europe-wide elections&hellip;&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="42"></a><a href="#top42">42</a></Sup> <i>Ibidem</i>; REIF, Karlheinz; SCHMITT, Hermann ? &laquo;Nine second-order national elections&hellip;&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="43"></a><a href="#top43">43</a></Sup> &laquo;SPAIN &mdash; November 2019 general election&raquo;. In <i>Politico</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.politico.eu/europe-poll-of-polls/spain" target="_blank">https://www.politico.eu/europe-poll-of-polls/spain</a>.</p>     <p><Sup><a name="44"></a><a href="#top44">44</a></Sup> &laquo;M&Aacute;S Madrid se presentar&aacute; a las elecciones generales del 10-N&raquo;. In <i>La Vanguardia</i>. 22 de setembro de 2019. (Consultado em: 12 de outubro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.lavanguardia.com/politica/20190922/47549310289/inigo-errejon-elecciones-generales-10-n-mas-madrid-asamblea.html">https://www.lavanguardia.com/politica/20190922/47549310289/inigo-errejon-elecciones-generales-10-n-mas-madrid-asamblea.html</a>.</p>     ]]></body>
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