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<article-id pub-id-type="doi">10.23906/ri2019.64a07</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[As eleições europeias de 2019 em Chipre: Entre a consolidação dos velhos protagonistas e a ameaça de uma nova força política]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In this article, the results of the 2019 European Elections in Cyprus are analysed from a longitudinal perspective according to the scientific literature and the national political context. Although the results of the 2019 Elections show that the four main parties kept the same number of mandates they had received in the 2014 elections, they also suggest a change in the political context. The distance between the conservative incumbent DISY and the communist AKEL (the main opposition party) decreased, some smaller parties had more votes and the electoral climbing of the far-right party, ELAM, continued.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p style="text-align: right;"><b>AS ELEI&Ccedil;&Otilde;ES EUROPEIAS DE 2019 NA EUROPA DO SUL</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>As elei&ccedil;&otilde;es europeias de 2019 em Chipre: Entre a consolida&ccedil;&atilde;o dos velhos protagonistas e a amea&ccedil;a de uma nova for&ccedil;a pol&iacute;tica</b></p>     <p><b>The 2019 European elections in Cyprus: between the consolidation of the old protagonists and the threat of a new political force</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Viriato Queiroga</b></p>     <p>CIES-IUL e ISCTE-IUL | Av. das For&ccedil;as Armadas, 1649-026 Lisboa | <a href="mailto:viriatoqueiroga@gmail.com">viriatoqueiroga@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Neste artigo, s&atilde;o analisados os resultados das elei&ccedil;&otilde;es europeias de 2019 em Chipre em perspetiva longitudinal, &agrave; luz da literatura cient&iacute;fica e do contexto pol&iacute;tico cipriota. Apesar de os resultados das elei&ccedil;&otilde;es de 2019 demonstrarem uma manuten&ccedil;&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o dos assentos parlamentares pelos quatro principais partidos face &agrave;s elei&ccedil;&otilde;es de 2014, sugerem uma tend&ecirc;ncia de altera&ccedil;&atilde;o no contexto pol&iacute;tico: constatou-se uma redu&ccedil;&atilde;o da dist&acirc;ncia entre o incumbente conservador DISY e o comunista AKEL (o principal partido da oposi&ccedil;&atilde;o), um aumento de vota&ccedil;&atilde;o nalguns partidos mais pequenos e a continua&ccedil;&atilde;o da escalada eleitoral do ELAM, de extrema-direita.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave</b>: elei&ccedil;&otilde;es europeias de 2019, Chipre, Europa do Sul, partidos pol&iacute;ticos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>In this article, the results of the 2019 European Elections in Cyprus are analysed from a longitudinal perspective according to the scientific literature and the national political context. Although the results of the 2019 Elections show that the four main parties kept the same number of mandates they had received in the 2014 elections, they also suggest a change in the political context. The distance between the conservative incumbent DISY and the communist AKEL (the main opposition party) decreased, some smaller parties had more votes and the electoral climbing of the far-right party, ELAM, continued.</p>     <p><b>Keywords:</b> 2019 European elections, Cyprus, Southern Europe, political parties.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>Desde a entrada de Chipre na Uni&atilde;o Europeia (UE), a 1 de maio de 2004, foram realizadas quatro elei&ccedil;&otilde;es europeias (frequentemente apelidadas como &laquo;elei&ccedil;&otilde;es de segunda ordem&raquo;<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>): 2004, 2009, 2014 e 2019. Neste artigo, analisaremos as elei&ccedil;&otilde;es de 2019, que apresentam diversas caracter&iacute;sticas relevantes em termos de contexto: &agrave; falha das negocia&ccedil;&otilde;es para a reunifica&ccedil;&atilde;o da ilha<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a> juntou-se o per&iacute;odo p&oacute;s-interven&ccedil;&atilde;o da Troika e recupera&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica acentuada, a instabilidade pol&iacute;tica e militar na S&iacute;ria e na Turquia e, por fim, um epis&oacute;dio de viola&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o econ&oacute;mico exclusivo cipriota por parte da Turquia.</p>     <p>O principal assunto pol&iacute;tico &eacute;, historicamente, a Quest&atilde;o Cipriota, dado que a n&atilde;o resolu&ccedil;&atilde;o da divis&atilde;o da ilha entre a Rep&uacute;blica Turca de Chipre do Norte e a Rep&uacute;blica de Chipre provoca uma divis&atilde;o entre partidos<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>. As europeias de 2019 apresentaram duas particularidades: foi a primeira vez que um candidato turco-cipriota se apresentou como um dos favoritos &agrave; elei&ccedil;&atilde;o para o Parlamento Europeu (PE), e a primeira onde um partido de extrema-direita com ideias muito radicais a respeito desta quest&atilde;o foi apontado como um s&eacute;rio candidato &agrave; elei&ccedil;&atilde;o de um eurodeputado. Mas outros assuntos marcaram a campanha eleitoral: a elevada absten&ccedil;&atilde;o nas anteriores elei&ccedil;&otilde;es europeias e legislativas (que criou o receio de que a mesma se repetisse nas elei&ccedil;&otilde;es de 2019); a imigra&ccedil;&atilde;o que tem vindo a ocorrer na Europa (e que tem chegado &agrave; ilha de Chipre); a insatisfa&ccedil;&atilde;o causada pela Grande Crise e assist&ecirc;ncia financeira da Troika, resultando num aumento do desemprego e um recuo do PIB do qual Chipre s&oacute; come&ccedil;ou a recuperar em 2016; e a falta de rea&ccedil;&atilde;o por parte do Governo contra a prospe&ccedil;&atilde;o de hidrocarbonetos pela Turquia.</p>     <p>A expetativa de que o DISY (Uni&atilde;o Democr&aacute;tica) vencesse as elei&ccedil;&otilde;es era contrastada pela esperan&ccedil;a do principal partido de oposi&ccedil;&atilde;o, o AKEL (Partido Progressista do Povo Trabalhador), de que o potencial voto de perto de 81 mil novos eleitores turco-cipriotas no candidato Kizily&uuml;rek (tamb&eacute;m turco-cipriota), junto com a insatisfa&ccedil;&atilde;o com o Governo, pudesse levar &agrave; sua vit&oacute;ria. Como veremos mais &agrave; frente, os resultados eleitorais significaram uma vit&oacute;ria do DISY, com alguma perda de vota&ccedil;&atilde;o, enquanto o AKEL, apesar de derrotado, recuperou alguma confian&ccedil;a eleitoral. J&aacute; os partidos mais pequenos, mas com representa&ccedil;&atilde;o no PE (um deputado eleito cada), DIKO (Partido Democrata) e EDEK (Movimento pela Social-Democracia), aumentaram as respetivas vota&ccedil;&otilde;es, assim como o ELAM (Frente Popular Nacional), que ficou em quinto lugar nestas elei&ccedil;&otilde;es, refor&ccedil;ando novamente a sua vota&ccedil;&atilde;o, embora n&atilde;o tenha elegido um eurodeputado.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O principal objetivo deste artigo &eacute; o de analisar os resultados das elei&ccedil;&otilde;es europeias de 2019 em Chipre, discutindo em que medida o modelo de elei&ccedil;&otilde;es de segunda ordem se adequa &agrave;s elei&ccedil;&otilde;es europeias mais recentes. Para isto, apresenta-se a literatura cient&iacute;fica acerca das elei&ccedil;&otilde;es europeias, depois os principais protagonistas destas elei&ccedil;&otilde;es, caracterizando os principais partidos pol&iacute;ticos cipriotas e o sistema eleitoral usado nas elei&ccedil;&otilde;es para o pe. Posteriormente, &eacute; analisada a campanha eleitoral, nomeadamente os assuntos de maior relevo, os resultados eleitorais e as consequ&ecirc;ncias pol&iacute;ticas dos mesmos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>AS ELEI&Ccedil;&Otilde;ES EUROPEIAS EM CHIPRE: O QUE DIZ A LITERATURA?</b></p>     <p>O quadro conceptual das elei&ccedil;&otilde;es de segunda ordem<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a> tem vindo a ser utilizado para analisar as elei&ccedil;&otilde;es europeias em Chipre. Desta forma, em rela&ccedil;&atilde;o ao desempenho eleitoral dos partidos no governo (que se pressup&otilde;e inferior ao das elei&ccedil;&otilde;es de primeira ordem anteriores, embora tal dependa do ciclo eleitoral), na primeira elei&ccedil;&atilde;o europeia (2004) ocorreu uma perda de apoio eleitoral do partido no governo (AKEL) na ordem dos 6,8 pontos percentuais<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>, face &agrave;s elei&ccedil;&otilde;es de 2001<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>; por&eacute;m, em 2009<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>, regista-se um aumento de 3,8 pontos percentuais no apoio ao incumbente (AKEL) em compara&ccedil;&atilde;o com a elei&ccedil;&atilde;o parlamentar de 2006. Contudo, nos seis pa&iacute;ses da Europa do Sul em que o estudo foi feito, este padr&atilde;o foi observado apenas em Chipre e na It&aacute;lia, com os partidos incumbentes nos restantes pa&iacute;ses a perderem votos. O mesmo ocorreu nas elei&ccedil;&otilde;es de 2014, desta feita com um novo incumbente, o DISY<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>.</p>     <p>Por sua vez, o desempenho dos partidos das franjas na elei&ccedil;&atilde;o para o PE em 2004 foi melhor que nas legislativas anteriores<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>. Por&eacute;m, em 2009<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>, os partidos mais pequenos perderam vota&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s elei&ccedil;&otilde;es parlamentares de 2006, n&atilde;o confirmando o modelo. J&aacute; em 2014<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a>, a vota&ccedil;&atilde;o nos partidos pequenos aumentou novamente face aos resultados obtidos nas parlamentares de 2011.</p>     <p>Quanto &agrave; participa&ccedil;&atilde;o, nas elei&ccedil;&otilde;es de 2004 registou-se um decr&eacute;scimo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s legislativas de 2001<sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>. No que concerne &agrave;s europeias de 2009, a mesma tend&ecirc;ncia de menor participa&ccedil;&atilde;o face &agrave;s legislativas manteve-se<sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>; apesar de a participa&ccedil;&atilde;o ter sido superior &agrave; m&eacute;dia da UE, registou-se a maior absten&ccedil;&atilde;o alguma vez observada em Chipre. Esta tend&ecirc;ncia manteve-se nas elei&ccedil;&otilde;es europeias de 2014<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a>, com as perdas de vota&ccedil;&atilde;o a serem as maiores, entre os pa&iacute;ses da Europa do Sul, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s elei&ccedil;&otilde;es parlamentares (um decr&eacute;scimo de 34,7%). Vale a pena sublinhar que a absten&ccedil;&atilde;o aumentou, progressivamente, entre 2004 e 2014 (27,5% em 2004, 40,6% em 2009 e 56% em 2014).</p>     <p>Assim, a conclus&atilde;o, do ponto de vista da literatura, &eacute; de que apesar de Chipre n&atilde;o seguir de forma clara todos os pressupostos do modelo de elei&ccedil;&otilde;es de segunda ordem, a sucessiva baixa participa&ccedil;&atilde;o nas mesmas &eacute; o indicador mais est&aacute;vel. Neste sentido, as elei&ccedil;&otilde;es europeias cipriotas s&atilde;o elei&ccedil;&otilde;es de segunda ordem devido a uma tend&ecirc;ncia geral de baixa participa&ccedil;&atilde;o eleitoral dos cidad&atilde;os, existindo, contudo, diferen&ccedil;as comportamentais dos cidad&atilde;os cipriotas face aos seus pares europeus, j&aacute; que tendem a punir a oposi&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o o governo<sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>. A maior absten&ccedil;&atilde;o deve-se &agrave; relev&acirc;ncia do impacto da crise financeira, por um lado, e &agrave; desafei&ccedil;&atilde;o dos abstencionistas, mais cr&iacute;ticos do Governo<sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>SISTEMA ELEITORAL E PROTAGONISTAS DAS ELEI&Ccedil;&Otilde;ES PARA O PARLAMENTO EUROPEU DE 2019 EM CHIPRE</b></p>     <p>Algumas particularidades do sistema eleitoral cipriota usado em elei&ccedil;&otilde;es europeias devem ser referidas: em primeiro lugar, o voto &eacute; obrigat&oacute;rio (apesar de as multas, no valor de 342 euros, n&atilde;o serem aplicadas aos abstencionistas) e de tipo preferencial (os eleitores podem expressar at&eacute; duas prefer&ecirc;ncias por candidatos), sendo que existe apenas um &uacute;nico c&iacute;rculo eleitoral, de baixa magnitude: o pa&iacute;s elege apenas seis eurodeputados<sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>. A distribui&ccedil;&atilde;o dos mandatos &eacute; realizada de forma proporcional, mediante a quota de Hare<sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>. Na lei cipriota encontra-se inscrita, desde 1996, uma cl&aacute;usula-barreira m&iacute;nima de 1,8% (sendo que, no caso de uma coliga&ccedil;&atilde;o de dois ou mais partidos, a cl&aacute;usula-barreira aumenta para 10% e 20%, respetivamente), e a percentagem m&iacute;nima para eleger um segundo deputado &eacute; de 3,6%. Estas normas s&atilde;o v&aacute;lidas para todas as elei&ccedil;&otilde;es no pa&iacute;s<sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>. Por&eacute;m, uma vez que a atribui&ccedil;&atilde;o de mandatos &eacute; realizada de acordo com a quota de Hare aplicada a seis mandatos, a barreira efetiva para o acesso de um partido cipriota a um mandato no PE &eacute; de 16,6%<sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O sistema partid&aacute;rio cipriota apresenta uma divis&atilde;o em torno da Quest&atilde;o Cipriota<sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a> e da perten&ccedil;a &agrave; UE<sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>, sendo ainda poss&iacute;vel dividir os partidos que o comp&otilde;em entre novos e velhos protagonistas, de acordo com a sua data de funda&ccedil;&atilde;o: at&eacute; &agrave; queda do Muro de Berlim e da URSS, fundaram-se os partidos mais antigos e que t&ecirc;m tido maior representa&ccedil;&atilde;o parlamentar nacional e europeia; depois de 1989, os outros.</p>     <p>O primeiro partido no grupo dos &laquo;velhos protagonistas&raquo; &eacute; o DISY, fundado em 1976, tendo participado em todas as elei&ccedil;&otilde;es realizadas desde ent&atilde;o<sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a>. Trata-se de um partido democrata-crist&atilde;o, conservador e economicamente liberal, com uma posi&ccedil;&atilde;o pr&oacute;-europe&iacute;sta<sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a>. Com diversas participa&ccedil;&otilde;es governativas, &eacute;, desde 2018, o partido incumbente. Tem participado em diversas conversa&ccedil;&otilde;es para a resolu&ccedil;&atilde;o da Quest&atilde;o Cipriota, mantendo uma posi&ccedil;&atilde;o pr&oacute;-ocidental<sup><a href="#25">25</a></sup><a name="top25"></a>. O DISY integra, desde 2004, o Partido Popular Europeu.</p>     <p>Por sua vez, o AKEL foi fundado em 1941, mantendo-se ativo desde ent&atilde;o, tendo participado nas conversa&ccedil;&otilde;es para a resolu&ccedil;&atilde;o da Quest&atilde;o Cipriota, seja atrav&eacute;s da sua a&ccedil;&atilde;o no governo, seja atrav&eacute;s da express&atilde;o de apoio e posi&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas (como declara&ccedil;&otilde;es e aprova&ccedil;&atilde;o de mo&ccedil;&otilde;es) face aos respons&aacute;veis das negocia&ccedil;&otilde;es. O partido defende a solu&ccedil;&atilde;o de divis&atilde;o federal da ilha, tendo sido favor&aacute;vel ao Plano Annan de reestrutura&ccedil;&atilde;o federal do Estado cipriota (submetido a referendo em 2004 e rejeitado pela maioria dos cipriotas gregos). &Eacute; um partido de ideologia comunista (marxista-leninista), tendo conseguido sempre representa&ccedil;&atilde;o parlamentar nacional e europeia e vencendo as elei&ccedil;&otilde;es legislativas em maio de 2001 (j&aacute; as havia vencido em 1970 e 1981), com 34,7% dos votos e 20 deputados<sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a>. O partido tem evolu&iacute;do na sua posi&ccedil;&atilde;o face &agrave; UE: inicialmente c&eacute;tico, em 1995 apresentou um documento em que se demonstra favor&aacute;vel &agrave; ades&atilde;o, vendo-a como um fator de estabilidade<sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>. O AKEL pertence desde 2004 ao Partido da Esquerda Europeia.</p>     <p>Outros dois partidos, mais pequenos, mas importantes, s&atilde;o o DIKO, fundado em 1976, e o EDEK, fundado em 1969. O primeiro &eacute; um partido nacionalista, centrista e liberal, tendo mantido uma posi&ccedil;&atilde;o pr&oacute;-europeia e contra a ocupa&ccedil;&atilde;o turca. Est&aacute; no Parlamento nacional desde 1976 e no Parlamento Europeu desde 2004, embora apenas em 2019 se tenha juntado a um partido europeu, o Partido Socialista Europeu (PSE)<sup><a href="#28">28</a></sup><a name="top28"></a>. O EDEK, por outro lado, &eacute; um partido de centro-esquerda, socialista, pr&oacute;-europeu, que tem estado presente na pol&iacute;tica cipriota desde a sua funda&ccedil;&atilde;o, tendo conseguido eleger deputados para o Parlamento nacional e o Europeu (excetuando 2004, em que perdeu a elei&ccedil;&atilde;o de um eurodeputado por 37 votos)<sup><a href="#29">29</a></sup><a name="top29"></a>. Faz parte do PSE desde 2009.</p>     <p>Por fim, &eacute; poss&iacute;vel dividir os novos protagonistas do sistema partid&aacute;rio cipriota entre partidos pr&oacute;-europeus e euroc&eacute;ticos (<a href="#t1">Tabela 1</a>). Entre os pr&oacute;-europeus, deveremos referir o KA (Movimento Solid&aacute;rio), que foi fundado por dissidentes do DISY em 2016 e pelo EVROKO (Partido Europeu: direita nacionalista greco-cipriota, fundado em 2006 e que, por sua vez tinha sido originado pelo GTE (Pela Europa)). O KA mant&eacute;m uma posi&ccedil;&atilde;o pr&oacute;-europeia, liberal e conservadora, sendo definido como um partido de centro-direita<sup><a href="#30">30</a></sup><a name="top30"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/ri/n64/n64a07t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Entre os partidos mais ou menos euroc&eacute;ticos, o KOSP (Movimento de Ecologistas &ndash; Coopera&ccedil;&atilde;o de Cidad&atilde;os) &eacute; o mais antigo (fundado em 1996, apesar de ter mudado de nome v&aacute;rias vezes), e mant&eacute;m uma representa&ccedil;&atilde;o parlamentar nacional desde 2001, tendo em 2014 integrado uma coliga&ccedil;&atilde;o com o EDEK para as elei&ccedil;&otilde;es europeias. &Eacute; um partido de esquerda, moderadamente euroc&eacute;tico, defensor de pol&iacute;ticas verdes e antiocupa&ccedil;&atilde;o turca. Tamb&eacute;m euroc&eacute;tico &eacute; o SYPOL (Alian&ccedil;a Cidad&atilde;), que se define como um partido centrista e defensor do nacionalismo greco-cipriota<sup><a href="#31">31</a></sup><a name="top31"></a>, e se apresentou coligado, &agrave;s elei&ccedil;&otilde;es de 2019, com o KOSP. Por fim, o ELAM &eacute; um partido de extrema-direita, com fortes liga&ccedil;&otilde;es ao partido grego Aurora Dourada, que conseguiu entrar no Parlamento cipriota em 2016, tendo eleito dois deputados. Apresenta uma trajet&oacute;ria eleitoral ascendente desde a sua cria&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#32">32</a></sup><a name="top32"></a>.</p>     <p>No &acirc;mbito da elei&ccedil;&atilde;o para o PE de 2019, al&eacute;m dos j&aacute; referenciados, salienta-se a candidatura de sete micropartidos, de entre os quais se destacam o DIPA (Alinhamento Democr&aacute;tico) e o Movimento Jasmim, bem como tr&ecirc;s candidatos independentes (Charis Aristeidou, Chrysanthos Mardapittas e Michalis Paraskeva). Nenhum destes partidos conseguiu eleger deputados<sup><a href="#33">33</a></sup><a name="top33"></a> <sup><a href="#34">34</a></sup><a name="top34"></a> <sup><a href="#35">35</a></sup><a name="top35"></a> <sup><a href="#36">36</a></sup><a name="top36"></a> <sup><a href="#37">37</a></sup><a name="top37"></a> .</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>A CAMPANHA</b></p>     <p>A campanha das europeias de 2019 em Chipre afigurava-se polarizada: de um lado, o incumbente DISY, no poder desde 2013 (aquando da elei&ccedil;&atilde;o presidencial) e com maioria parlamentar desde 2011<sup><a href="#38">38</a></sup><a name="top38"></a>; do outro, o AKEL, que apresentava como um dos principais candidatos um pol&iacute;tico de origem turco-cipriota; se juntarmos a isto a inscri&ccedil;&atilde;o de perto de 81 mil eleitores turco-cipriotas que, tradicionalmente, votam AKEL (embora tamb&eacute;m se abstenham mais do que os greco-cipriotas), encontramos os motivos pelos quais este partido tinha a expetativa de poder ultrapassar o DISY<sup><a href="#39">39</a></sup><a name="top39"></a>. Por outro lado, todos os principais partidos manifestaram preocupa&ccedil;&atilde;o com a escalada eleitoral do partido de extrema-direita, ELAM, em particular o EDEK; as sondagens permitiam antever uma disputa muito renhida entre os dois para a elei&ccedil;&atilde;o do &uacute;ltimo eurodeputado cipriota<sup><a href="#40">40</a></sup><a name="top40"></a>.</p>     <p>Do ponto de vista socioecon&oacute;mico, as condi&ccedil;&otilde;es tinham melhorado substancialmente desde as elei&ccedil;&otilde;es europeias de 2014 (e da interven&ccedil;&atilde;o da Troika): o PIB encontrava-se, novamente, em crescimento desde 2015, com a infla&ccedil;&atilde;o sob controlo e o desemprego a baixar de 16,1% (2014) para 8,4% em 2018 (<a href="#t2">Tabela 2</a>). A imigra&ccedil;&atilde;o, mensurada na <a href="#t2">Tabela 2</a> em n&uacute;mero total de imigrantes, aumentou na sequ&ecirc;ncia da crise migrat&oacute;ria europeia (embora estes n&iacute;veis sejam compar&aacute;veis aos registados antes da crise).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2"></a> <img src="/img/revistas/ri/n64/n64a07t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Quanto ao posicionamento ideol&oacute;gico dos participantes na elei&ccedil;&atilde;o, a informa&ccedil;&atilde;o fornecida pela aplica&ccedil;&atilde;o de aconselhamento ao voto &laquo;euandi2019&raquo;, apresentada na <a href="#f1">Figura 1</a>, permite observar que os principais partidos cipriotas que concorriam nestas elei&ccedil;&otilde;es se localizavam, essencialmente, &agrave; esquerda em termos econ&oacute;micos, com alguma dispers&atilde;o no que respeita &agrave; sua posi&ccedil;&atilde;o face &agrave; UE e a tem&aacute;ticas ligadas &agrave; dicotomia conservador/liberal. O posicionamento dos partidos pelo &laquo;euandi2019&raquo; resulta de uma an&aacute;lise de programas eleitorais e outros documentos program&aacute;ticos, destinada a identificar a posi&ccedil;&atilde;o de cada partido pol&iacute;tico face a 22 tem&aacute;ticas politicamente relevantes.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/ri/n64/n64a07f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>De entre os partidos mais euroc&eacute;ticos, o ELAM destaca-se com a posi&ccedil;&atilde;o mais conservadora e anti-UE. O partido &eacute; totalmente contr&aacute;rio &agrave; integra&ccedil;&atilde;o europeia, e apresenta posi&ccedil;&otilde;es desfavor&aacute;veis face &agrave; imigra&ccedil;&atilde;o e &agrave; legaliza&ccedil;&atilde;o do casamento homossexual, da eutan&aacute;sia e das drogas leves. Economicamente, tende a ser favor&aacute;vel a mais apoios e programas sociais, embora demonstre uma posi&ccedil;&atilde;o neutra face a aumentos de impostos, o que explica a posi&ccedil;&atilde;o mais &agrave; esquerda do ponto de vista econ&oacute;mico.</p>     <p>Relativamente similar, embora menos euroc&eacute;tica, &eacute; a posi&ccedil;&atilde;o do AKEL, que em 2019 apresenta posi&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas de esquerda (favor&aacute;veis a mais apoios sociais e contr&aacute;rias &agrave; redu&ccedil;&atilde;o de impostos que teriam como consequ&ecirc;ncia diminuir os gastos do Estado) e, quanto &agrave; Europa, tende a ser contra um maior investimento na pol&iacute;tica de defesa, uma a&ccedil;&atilde;o &uacute;nica na diplomacia europeia e um maior poder de veto de outros pa&iacute;ses. Um pouco mais &agrave; esquerda, o EDEK tem posi&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas de esquerda, sendo neutro face ao casamento homossexual, contra a eutan&aacute;sia e as drogas leves, muito favor&aacute;vel a mais restri&ccedil;&otilde;es &agrave; imigra&ccedil;&atilde;o e, simultaneamente, favor&aacute;vel &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o de imigrantes pela UE. Em rela&ccedil;&atilde;o a esta &uacute;ltima, tende a apoiar a integra&ccedil;&atilde;o europeia, a moeda &uacute;nica e um maior investimento em defesa, mas tamb&eacute;m defende menos poder de veto para cada Estado-Membro.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Pr&oacute;ximo do centro de ambos os espectros encontramos o DISY, cuja posi&ccedil;&atilde;o consensualmente &eacute; mais pr&oacute;-europeia e mais &agrave; direita. Esta posi&ccedil;&atilde;o de 2019 deve-se &agrave; op&ccedil;&atilde;o por menos impostos (apesar de defender mais programas sociais); quanto &agrave; UE, tem uma posi&ccedil;&atilde;o tendencialmente mais favor&aacute;vel (a mais poder de veto, &agrave; moeda &uacute;nica e a uma pol&iacute;tica de defesa comum mais forte).</p>     <p>Igualmente no centro do eixo vertical encontramos o DIKO, que tende a expressar posi&ccedil;&otilde;es economicamente de esquerda, apoia a aceita&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o de imigrantes, bem como a legaliza&ccedil;&atilde;o das drogas leves e do casamento homossexual (apesar de ser contra a eutan&aacute;sia). As posi&ccedil;&otilde;es face &agrave; UE s&atilde;o mais favor&aacute;veis em assuntos como a integra&ccedil;&atilde;o europeia, a moeda &uacute;nica e um maior investimento na defesa.</p>     <p>&Eacute; a coliga&ccedil;&atilde;o Symmaxia-Ecologist (entre os partidos KOSP e SYPOL) que apresenta a posi&ccedil;&atilde;o mais liberal e, surpreendentemente, pr&oacute;-europeia. &Eacute; tamb&eacute;m uma das for&ccedil;as partid&aacute;rias mais &agrave; esquerda, posi&ccedil;&atilde;o devida &agrave; concord&acirc;ncia com mais programas sociais e &agrave; disc&oacute;rdia com a redu&ccedil;&atilde;o da despesa para redu&ccedil;&atilde;o dos impostos. Quanto &agrave; UE, apresenta posi&ccedil;&otilde;es muito favor&aacute;veis (a mais poder de veto, &agrave; integra&ccedil;&atilde;o europeia, &agrave; moeda &uacute;nica e a uma pol&iacute;tica de defesa comum), apresentando-se, tamb&eacute;m, como desfavor&aacute;vel &agrave; restri&ccedil;&atilde;o de imigrantes e favor&aacute;vel ao casamento homossexual e &agrave; legaliza&ccedil;&atilde;o das drogas leves.</p>     <p>Por fim, o Movimento Jasmim apresenta-se &agrave; esquerda, mas pr&oacute;ximo do centro do espectro liberal-conservador. O partido tende a concordar com mais programas sociais e a discordar com a redu&ccedil;&atilde;o da despesa para redu&ccedil;&atilde;o dos impostos. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; UE, v&ecirc; a integra&ccedil;&atilde;o como positiva, mas discorda da implementa&ccedil;&atilde;o da moeda &uacute;nica e de maior poder de veto dos Estados, concordando com mais restri&ccedil;&otilde;es para a entrada de imigrantes. Por&eacute;m, tende a concordar com a legaliza&ccedil;&atilde;o do casamento homossexual, das drogas leves e da eutan&aacute;sia.</p>     <p>Durante o per&iacute;odo eleitoral, os m&eacute;dia deram prioridade aos assuntos nacionais em detrimento dos europeus. Entre estes, destaca-se a crise das rela&ccedil;&otilde;es com a Turquia, uma vez que esta sondava as &aacute;guas cipriotas em busca de hidrocarbonetos com o objetivo de os explorar, violando a soberania cipriota<sup><a href="#41">41</a></sup><a name="top41"></a>. Os partidos da oposi&ccedil;&atilde;o acusaram o Governo liderado pelo Presidente Anastasiades (DISY) de incompet&ecirc;ncia, causando um clima de crispa&ccedil;&atilde;o entre DISY e AKEL. Esta crise veio agravar os problemas hist&oacute;ricos decorrentes da ocupa&ccedil;&atilde;o turca do Norte da ilha e subsequente divis&atilde;o da mesma &ndash; assunto que foi, tamb&eacute;m ele, prevalente ao longo da campanha<sup><a href="#42">42</a></sup><a name="top42"></a>.</p>     <p>Outros dois assuntos que marcaram a campanha foram a discuss&atilde;o em torno da investiga&ccedil;&atilde;o da queda do Banco Cooperativo de Chipre, em 2018, e sucessiva venda do mesmo (motivando diversas trocas de acusa&ccedil;&otilde;es entre o DISY e o AKEL)<sup><a href="#43">43</a></sup><a name="top43"></a> e o estabelecimento do sistema nacional de sa&uacute;de (que j&aacute; havia sido decidido em 2013, mas apenas anunciado em 2015), com o objetivo de alcan&ccedil;ar a cobertura universal da popula&ccedil;&atilde;o cipriota.</p>     <p>A origem do candidato pelo AKEL, Niyazi Kizily&uuml;rek, que, apesar de n&atilde;o ser cabe&ccedil;a de lista, foi referido como um dos favoritos para esta elei&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m mereceu destaque. Sendo de origem turco-cipriota, sofreu diversos ataques pol&iacute;ticos por este motivo, mas, simultaneamente, alguns candidatos e figuras p&uacute;blicas cipriotas sa&iacute;ram em defesa do candidato do AKEL, enquanto outras figuras da direita (pertencentes ao DISY e ao DIKO) e da extrema-direita (ELAM) acusavam a candidatura de Kizily&uuml;rek de ter motiva&ccedil;&otilde;es anticipriotas<sup><a href="#44">44</a></sup><a name="top44"></a>.</p>     <p>No que concerne &agrave; elei&ccedil;&atilde;o europeia, o DISY manifestou a sua preocupa&ccedil;&atilde;o com a elei&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as antieuropeias, n&atilde;o se focando, apenas, na extrema-direita cipriota: as suas cr&iacute;ticas inclu&iacute;am os partidos de esquerda, apesar de o AKEL (cr&iacute;tico de algumas medidas da UE, como a inclus&atilde;o de refugiados) ter manifestado, tal como o DISY, particular preocupa&ccedil;&atilde;o com o aumento de inten&ccedil;&otilde;es de voto no ELAM<sup><a href="#45">45</a></sup><a name="top45"></a>. Os diversos partidos mostraram-se ainda preocupados com a tend&ecirc;ncia de decr&eacute;scimo de participa&ccedil;&atilde;o nas elei&ccedil;&otilde;es europeias. Al&eacute;m disto, houve a expetativa de uma maior vota&ccedil;&atilde;o por parte dos turco-cipriotas, com membros do AKEL e do DISY a declararem que esperavam que o voto destes pudesse decidir as elei&ccedil;&otilde;es, e os partidos de direita (DISY e DIKO) a tem&ecirc;-lo, e a enquadr&aacute;-lo como um desafio ao nacionalismo cipriota<sup><a href="#46">46</a></sup><a name="top46"></a>.</p>     <p>Entretanto, as sondagens reportavam uma vantagem eleitoral do DISY sobre o principal partido de oposi&ccedil;&atilde;o, o AKEL. Por&eacute;m, &agrave; medida que o dia das elei&ccedil;&otilde;es se aproximava, a vantagem reduziu-se gradualmente at&eacute; se encontrar dentro da margem de erro. As sondagens tamb&eacute;m apontavam para um aumento de votantes no ELAM, colocando-o a par do EDEK, e, portanto, em competi&ccedil;&atilde;o pela elei&ccedil;&atilde;o do sexto eurodeputado cipriota<sup><a href="#47">47</a></sup><a name="top47"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>OS RESULTADOS ELEITORAIS</b></p>     <p>A an&aacute;lise dos resultados da noite eleitoral de 26 de maio de 2019 em Chipre permite aferir, antes de mais, que a absten&ccedil;&atilde;o continuou extremamente elevada, considerando que o pa&iacute;s tem voto obrigat&oacute;rio, e muito superior &agrave; das legislativas de 2016 (<a href="#t3">Tabela 3</a>). Houve uma ligeira redu&ccedil;&atilde;o da absten&ccedil;&atilde;o face &agrave;s europeias anteriores (de 56%, em 2014, para 55%), mas esta encontra-se muito acima da registada em 2009 (40,6%) e 2004 (38,5%). Ou seja, apesar de estes resultados sugerirem alguma estabiliza&ccedil;&atilde;o da absten&ccedil;&atilde;o, apontam tamb&eacute;m para que esta poder&aacute; continuar a ser elevada nos anos vindouros, seguindo a tend&ecirc;ncia apresentada nos restantes pa&iacute;ses da UE, onde a absten&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia, apesar de ter decrescido (57,4% em 2014, para 49,4%), continua a ser substancial<sup><a href="#48">48</a></sup><a name="top48"></a>. Al&eacute;m disto, a expetativa de que o voto dos turco-cipriotas aumentasse concretizou-se (passou de 1856 votantes em 2014, para 5804 em 2019).<sup><a href="#49">49</a></sup><a name="top49"></a> </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"></a> <img src="/img/revistas/ri/n64/n64a07t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os resultados das elei&ccedil;&otilde;es europeias de 2019 em Chipre n&atilde;o foram inesperados: o vencedor foi, como prognosticado pela imprensa e antecipado pelas sondagens, o partido do Presidente Anastasiades: DISY (<a href="#t3">Tabela 3</a>). Por&eacute;m, a diferen&ccedil;a de 1,5 pontos percentuais entre o DISY e o principal partido de oposi&ccedil;&atilde;o, AKEL, atendendo &agrave; diferen&ccedil;a de cinco pontos percentuais em 2016, e de 10,8 pontos percentuais nas europeias de 2014, implica uma redu&ccedil;&atilde;o de vantagem pol&iacute;tica muito significativa (embora, do ponto de vista da representa&ccedil;&atilde;o europeia, nada tenha mudado, com os dois partidos a elegerem dois deputados, tal como em 2014). O DISY acaba por vencer a elei&ccedil;&atilde;o de forma tangencial face ao seu mais direto advers&aacute;rio (AKEL), que encurta significativamente a desvantagem dos anos transatos. Estes resultados tiveram um impacto pol&iacute;tico no DISY: dado que a sua vota&ccedil;&atilde;o foi mais baixa do que a que havia obtido nas elei&ccedil;&otilde;es legislativas de 2016, v&aacute;rios l&iacute;deres do partido declararam que iriam tentar recuperar a confian&ccedil;a perdida pelos seus eleitores<sup><a href="#50">50</a></sup><a name="top50"></a>.</p>     <p>O DIKO e o EDEK mantiveram os seus eurodeputados, refor&ccedil;ando a sua base de vota&ccedil;&atilde;o face &agrave;s elei&ccedil;&otilde;es de 2014; por&eacute;m, quando em compara&ccedil;&atilde;o com as legislativas de 2016, mant&eacute;m-se a observa&ccedil;&atilde;o de crescimento do EDEK, ao passo que o DIKO perde 0,7 pontos percentuais de vota&ccedil;&atilde;o. Estes resultados t&ecirc;m como consequ&ecirc;ncia a redu&ccedil;&atilde;o da dist&acirc;ncia entre estes partidos e os dois maiores. Vale a pena sublinhar que o ELAM, apontado pelos quatro maiores partidos como uma amea&ccedil;a (e tendo eleito dois deputados ao Parlamento cipriota em 2016), foi capaz de, pela s&eacute;tima elei&ccedil;&atilde;o consecutiva, aumentar a sua vota&ccedil;&atilde;o. Esperava-se que o ELAM e o EDEK disputassem a elei&ccedil;&atilde;o do &uacute;ltimo eurodeputado, com uma diferen&ccedil;a de vota&ccedil;&atilde;o relativamente pequena. Tal acabou por acontecer, com o EDEK a obter 10,6%, e o ELAM 8,3%: uma diferen&ccedil;a de 2,3 pontos percentuais.</p>     <p>Outros destaques dignos de nota foram a elei&ccedil;&atilde;o de Kizily&uuml;rek (AKEL), que se tornou no primeiro cipriota-turco no PE e, por outro lado, a aus&ecirc;ncia de representa&ccedil;&atilde;o feminina neste &oacute;rg&atilde;o: n&atilde;o houve mulheres eleitas (situa&ccedil;&atilde;o que s&oacute; tinha sucedido em 2004), sendo que em 2009 haviam sido eleitas duas mulheres (33,3% dos deputados) e uma em 2014 (16,7%)<sup><a href="#51">51</a></sup><a name="top51"></a>. Todavia, a nomea&ccedil;&atilde;o do elemento cipriota na Comiss&atilde;o Europeia recaiu sobre Stella Kyriakides.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>De acordo com o modelo de elei&ccedil;&otilde;es de segunda ordem, as elei&ccedil;&otilde;es europeias tendem a produzir resultados diferentes das elei&ccedil;&otilde;es legislativas. A elei&ccedil;&atilde;o cipriota de 2019 permite uma an&aacute;lise relevante desta teoria. Em primeiro lugar, podemos observar que a absten&ccedil;&atilde;o se manteve bastante elevada, quando comparada com as legislativas<sup><a href="#52">52</a></sup><a name="top52"></a>. Em segundo lugar, se at&eacute; aqui os partidos no governo haviam frequentemente conseguido refor&ccedil;ar as suas vota&ccedil;&otilde;es nas elei&ccedil;&otilde;es europeias, na elei&ccedil;&atilde;o de 2019 verificou-se o contr&aacute;rio: o DISY sofre uma perda de 1,7 pontos percentuais face &agrave;s legislativas de 2016. Esta perda, apesar de pequena, &eacute; importante, uma vez que quebra o padr&atilde;o at&eacute; aqui seguido pelos eleitores cipriotas, sugerindo que os mesmos tiveram um comportamento mais pr&oacute;ximo do teorizado<sup><a href="#53">53</a></sup><a name="top53"></a>. Em terceiro lugar, os resultados de alguns partidos mais pequenos (em particular EDEK e ELAM) foram superiores em rela&ccedil;&atilde;o aos obtidos na elei&ccedil;&atilde;o parlamentar de 2016, embora o peso eleitoral agregado dos dois maiores partidos vis-&agrave;-vis os restantes se tenha mantido essencialmente inalterado.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por &uacute;ltimo, merecem destaque os grandes vencedores das elei&ccedil;&otilde;es europeias: o DISY encarou a perda de votos como uma admoesta&ccedil;&atilde;o do eleitorado, enquanto o AKEL e o EDEK ganharam um maior peso na disputa pol&iacute;tica. O resultado imediato foi que o Governo cipriota tomou a atitude de confrontar a Turquia com a prospe&ccedil;&atilde;o de hidrocarbonetos<sup><a href="#54">54</a></sup><a name="top54"></a> e retomou novas conversa&ccedil;&otilde;es com Chipre do Norte, com vista &agrave; reunifica&ccedil;&atilde;o, tendo o Presidente Anastasiades reatado tentativas de comunica&ccedil;&atilde;o com o Presidente turco, Erdogan, e com o secret&aacute;rio-geral da ONU, Ant&oacute;nio Guterres<sup><a href="#55">55</a></sup><a name="top55"></a>. Todavia, o destaque deve ser dado ao ganho eleitoral do partido de extrema-direita, ELAM, cuja vota&ccedil;&atilde;o aumentou bastante, ficando pr&oacute;ximo de eleger um eurodeputado. Num contexto em que o PE inclui 73 deputados de partidos de extrema-direita, euroc&eacute;ticos e anti-imigra&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m este partido cipriota amea&ccedil;a obter maior relev&acirc;ncia pol&iacute;tica num futuro pr&oacute;ximo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>     <p>AGAPIOU-JOSEPHIDES, Kalliope &ndash; &laquo;Changing patterns of euroscepticism in Cyprus: European discourse in a divided polity and society&raquo;. In <i>South European Society and Politics</i>. Vol. 16, N.&ordm; 1, 2011, pp. 159-184.</p>     <p>&laquo;ANASTASIADES sends message to Erdogan through Mitsotakis: we want a BBF&raquo;. In <i>CyprusMail</i>. 25 de setembro de 2019. (Consultado em: 16 de outubro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://cyprus-mail.com/2019/09/25/anastasiades-sends-message-to-erdogan-through-mitsotakis-we-want-a-bbf/" target="_blank">https://cyprus-mail.com/2019/09/25/anastasiades-sends-message-to-erdogan-through-mitsotakis-we-want-a-bbf/</a>.</p>     <p>ANDREOU, Evie &ndash; &laquo;Lack of female MEPS indicates a &ldquo;serious democracy deficit&rdquo;&raquo;. In <i>CyprusMail</i>. 27 de maio de 2019. (Consultado em: 14 de outubro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://cyprus-mail.com/2019/05/27/lack-of-female-meps-indicates-a-serious-democracy-deficit/" target="_blank">https://cyprus-mail.com/2019/05/27/lack-of-female-meps-indicates-a-serious-democracy-deficit/</a>.</p>     <p>CHARALAMBOUS, Giorgos; PAPAGEORGIOU, Bambos; PEGASIOU, Adonis &ndash; &laquo;Surprising elections in exciting times? Of proxies and second-order events in the 2014 european election in Cyprus&raquo;. In <i>South European Society and Politics</i>. Vol. 20, N.&ordm; 3, 2015, pp. 403-424.</p>     <p>&laquo;COLLAPSE of the Cyprus Cooperative Bank and the Anastasiades-DISY government&rsquo;s responsibilities&raquo;. In <i>News in Cyprus</i>. 17 de mar&ccedil;o de 2019. (Consultado em: 15 de outubro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.newsincyprus.com/news/172417/collapse-of-the-cyprus-cooperative-bank-and-the-anastasiades-DISY-government-s-responsibilities" target="_blank">http://www.newsincyprus.com/news/172417/collapse-of-the-cyprus-cooperative-bank-and-the-anastasiades-DISY-government-s-responsibilities</a>.</p>     <p>&laquo;CYPRUS confident of tougher EU stance against Turkey in offshore gas dispute&raquo;. In <i>EuroNews</i>. 18 de junho de 2019. (Consultado em: 16 de outubro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.euronews.com/2019/06/18/cyprus-confident-of-tougher-eu-stance-against-turkey-in-offshore-gas-dispute" target="_blank">https://www.euronews.com/2019/06/18/cyprus-confident-of-tougher-eu-stance-against-turkey-in-offshore-gas-dispute</a>.</p>     <p>&laquo;DISY apologises for president&rsquo;s AKEL &ldquo;are zeros&rdquo; comment&raquo;. In <i>CyprusMail</i>. 20 de maio de 2019. (Consultado em: 16 de setembro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://cyprus-mail.com/2019/05/20/DISY-apologises-for-presidents-AKEL-are-zeros-comment/" target="_blank">https://cyprus-mail.com/2019/05/20/DISY-apologises-for-presidents-AKEL-are-zeros-comment/</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&laquo;DISY prepares for election post mortem?&raquo;. In <i>CyprusMail</i>. 10 de junho de 2019. (Consultado em: 16 de outubro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://cyprus-mail.com/2019/06/10/DISY-prepares-for-election-post-mortem" target="_blank">https://cyprus-mail.com/2019/06/10/DISY-prepares-for-election-post-mortem</a>.</p>     <p>&laquo;DISY-AKEL clash over co-op, Laiki, as accusations fly (Updated)&raquo;. In <i>CyprusMail</i>. 4 de abril de 2019. (Consultado em: 15 de outubro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://cyprus-mail.com/old/2019/04/04/blame-game-at-parliament-over-co-op-demise" target="_blank">https://cyprus-mail.com/old/2019/04/04/blame-game-at-parliament-over-co-op-demise</a>.</p>     <p>&laquo;EURO-election winners DISY and AKEL concerned over support for Elam (Update 8)&raquo;. In <i>CyprusMail</i>. 26 de maio de 2019. (Consultado em: 21 de setembro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://cyprus-mail.com/2019/05/26/exit-polls-in-european-elections-shows-close-DISY-AKEL-race" target="_blank">https://cyprus-mail.com/2019/05/26/exit-polls-in-european-elections-shows-close-DISY-AKEL-race</a>.</p>     <p>EUROPEAN PARLIAMENT &ndash; European Election Results: Turnout. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://election-results.eu/turnout/" target="_blank">https://election-results.eu/turnout/</a>.</p>     <p>HAZOU, Elias &ndash; &laquo;Poll indicates strong gains for Elam in European elections&raquo;. In <i>CyprusMail</i>. 1 de abril de 2019. (Consultado em: 21 de setembro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://cyprus-mail.com/2019/04/01/poll-indicates-strong-gains-for-ELAM-in-european-elections/" target="_blank">https://cyprus-mail.com/2019/04/01/poll-indicates-strong-gains-for-ELAM-in-european-elections/</a>.</p>     <p>KATSOURIDES, Yiannos &ndash; &laquo;Europeanization and political parties in accession countries: the political parties of Cyprus&raquo;. EpsNet 2003 Plenary Conference. 2003, p. 17. (Consultado em: 3 de agosto de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://edz.bib.uni-mannheim.de/daten/edz-k/gde/03/Katsourides.pdf" target="_blank">https://edz.bib.uni-mannheim.de/daten/edz-k/gde/03/Katsourides.pdf</a>.</p>     <p>KATSOURIDES, Yiannos &ndash; &laquo;Determinants of extreme right reappearance in Cyprus: The National Popular Front (ELAM), golden dawn&rsquo;s sister party&raquo;. In <i>South European</i> <i>Society and Politics</i>. Vol. 18, N.&ordm; 4, 2013, pp. 567-589.</p>     <p>KATSOURIDES, Yiannos &ndash; &laquo;Partisan responses to the European Union in Cyprus&raquo;. In <i>Journal of European Integration</i>. Vol. 36, N.&ordm; 7, 2014, pp. 641-658.</p>     <p>KATSOURIDES, Yiannos &ndash; &laquo;The Cypriot European elections, May 2014: Dealignment in process?&raquo;. In <i>Journal of Modern Greek Studies</i>. Vol. 33, N.&ordm; 2, 2015, pp. 317-343.</p>     <p>LANSFORD, Tom &ndash; <i>Political Handbook of the World 2016-2017</i>. Londres: SAGE, 2017, pp. 382-388.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>MICHAEL, Peter &ndash; &laquo;DISY leader says TCS will decide EU elections if GCS abstain&raquo;. In <i>CyprusMail</i>. 22 de maio de 2019. (Consultado em: 21 de setembro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://cyprus-mail.com/2019/05/22/DISY-leader-says-tcs-will-decide-eu-elections-if-gcs-abstain/" target="_blank">https://cyprus-mail.com/2019/05/22/DISY-leader-says-tcs-will-decide-eu-elections-if-gcs-abstain/</a>.</p>     <p>OELBERMANN, Kai-Friederike; PUKELSHEIM, Friedrich &ndash; &laquo;European elections 2014: from voters to representatives, in twenty-eight way&raquo;. In <i>European Electoral Studies</i>. Vol. 10, N.&ordm; 2, 2015, pp. 91-124.</p>     <p>PSYLIDES, George &ndash; &laquo;Daughter of DISY founder defends AKEL Turkish Cypriot candidate&raquo;. In <i>CyprusMail</i>. 13 de maio de 2019. (Consultado em: 15 de outubro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://cyprus-mail.com/2019/05/13/daughter-of-DISY-founder-defends-AKEL-turkish-cypriot-candidate/" target="_blank">https://cyprus-mail.com/2019/05/13/daughter-of-DISY-founder-defends-AKEL-turkish-cypriot-candidate/</a>.</p>     <p>REIF, Karlheinz &ndash; &laquo;National electoral cycles and European elections: 1979 and 1984&raquo;. In <i>Electoral Studies</i>. Vol. 3, N.&ordm; 3, 1984, pp. 244-255.</p>     <p>REIF, Karlheinz; SCHMITT, Hermann &ndash; &laquo;Nine second-order national elections: a conceptual framework for the analysis of European election results&raquo;. In <i>European Journal of Political Research</i>. Vol. 8, N.&ordm; 1, 1980, pp. 3-44.</p>     <p>REPUBLIC OF CYPRUS &ndash; &laquo;Elections in Cyprus&raquo;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://results.elections.moi.gov.cy" target="_blank">http://results.elections.moi.gov.cy</a>.</p>     <p>SCHMITT, Hermann &ndash; &laquo;The European Parliament elections of June 2004: still second-order?&raquo;. In <i>West European Politics</i>. Vol. 28, N.&ordm; 3, 2005, pp. 650-679.</p>     <p>SCHMITT, Hermann; TEPEROGLOU, Eftichia &ndash; &laquo;The 2014 European Parliament elections in Southern Europe: second-order or critical elections?&raquo;. In <i>South European Society and Politics</i>. Vol. 20, N.&ordm; 3, 2015, pp. 287-309.</p>     <p>SCHMITT, Hermann; TOYG&Uuml;R, Ilke &ndash; &laquo;European Parliament elections of May 2014: driven by national politics or EU policy making?&raquo;. In <i>Politics and Governance</i>. Vol. 4, N.&ordm; 1, 2016, pp. 167-181.</p>     <p>SMITH, Helena &ndash; &laquo;Cyprus: likely gas field find raises prospect of tension with Turkey&raquo;. In <i>The Guardian</i>. 25 de fevereiro de 2019. (Consultado em: 15 de outubro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.theguardian.com/environment/2019/feb/25/cyprus-gas-field-find-raises-prospect-fresh-tension-turkey-exxonmobil" target="_blank">https://www.theguardian.com/environment/2019/feb/25/cyprus-gas-field-find-raises-prospect-fresh-tension-turkey-exxonmobil</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>TEPEROGLOU, Eftichia &ndash; &laquo;A chance to blame the government? The 2009 European election in Southern Europe&raquo;. In <i>South European Society and Politics</i>. Vol. 15, N.&ordm; 2, 2010, pp. 247-272.</p>     <p>TEPEROGLOU, Eftichia &ndash; &laquo;The 2014 European parliament elections in Southern Europe: second-order or critical elections?&raquo;. In <i>South European Society and Politics</i>. Vol. 20, N.&ordm; 3, 2015, pp. 287-309.</p>     <p>VASSILIOU, Giorgos &ndash; &laquo;The Nicosia wall: political prospects for a solution&raquo;. In <i>Futuribili. Rivista di Studi Sul Futuro e di Previsione Sociale</i>. Vol. 23, N.&ordm; 1, 2018, pp. 241-268.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Data de rece&ccedil;&atilde;o: 21 de setembro de 2019 | Data de aprova&ccedil;&atilde;o: 1 de novembro de 2019</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> REIF, Karlheinz &ndash; &laquo;National electoral cycles and European elections: 1979 and 1984&raquo;. In <i>Electoral Studies</i>. Vol. 3, N.&ordm; 3, 1984, pp. 244-255; REIF, Karlheinz; SCHMITT, Hermann &ndash; &laquo;Nine second order national elections: a conceptual framework for the analysis of European election results&raquo;. In <i>European Journal of Political Research</i>. Vol. 8, N.&ordm; 1, 1980, pp. 3-44.</p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> As negocia&ccedil;&otilde;es para a reunifica&ccedil;&atilde;o falharam em 2014, foram reatadas em 2015, e falharam novamente em 2017. Ver VASSILIOU, Giorgos &ndash; &laquo;The Nicosia wall: political prospects for a solution&raquo;. In <i>Futuribili. Rivista di Studi Sul Futuro e di Previsione Sociale</i>. Vol. 23, N.&ordm; 1, 2018, p. 265.</p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> LANSFORD, Tom &ndash; <i>Political Handbook of the World 2016-2017</i>. Londres: SAGE, 2017, pp. 382-388.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> REIF, Karlheinz; SCHMITT, Hermann &ndash; &laquo;Nine second-order national elections&hellip;&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> Nos estudos referenciados, as elei&ccedil;&otilde;es europeias s&atilde;o apresentadas em compara&ccedil;&atilde;o com as elei&ccedil;&otilde;es legislativas.</p>     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> SCHMITT, Hermann &ndash; &laquo;The European Parliament elections of June 2004: still second-order?&raquo;. In <i>West European Politics</i>. Vol. 28, N.&ordm; 3, 2005, p. 651; SCHMITT, Hermann; TEPEROGLOU, Eftichia &ndash; &laquo;The 2014 European Parliament elections in Southern Europe: second-order or critical elections?&raquo;. In <i>South European Society and Politics</i>. Vol. 20, N.&ordm; 3, 2015, p. 300.</p>     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> TEPEROGLOU, Eftichia &ndash; &laquo;A chance to blame the government? The 2009 European election in Southern Europe&raquo;. In <i>South European Society and Politics</i>. Vol. 15, N.&ordm; 2, 2010, p. 263.</p>     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> TEPEROGLOU, Eftichia &ndash; &laquo;The 2014 European parliament elections in Southern Europe...&raquo;, p. 297; SCHMITT, Hermann; TOYG&Uuml;R, Ilke &ndash; &laquo;European Parliament elections of May 2014: driven by national politics or EU policy making?&raquo;. In <i>Politics and</i> <i>Governance</i>. Vol. 4, N.&ordm; 1, 2016, p. 172; CHARALAMBOUS, Giorgos; PAPAGEORGIOU, Bambos; PEGASIOU, Adonis &ndash; &laquo;Surprising elections in exciting times? Of proxies and second-order events in the 2014 european election in Cyprus&raquo;. In <i>South European Society and Politics</i>. Vol. 20, N.&ordm; 3, 2015, p. 414.</p>     <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> SCHMITT, Hermann &ndash; &laquo;The European Parliament elections of June 2004&hellip;&raquo;, pp. 652 e 653.</p>     <p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> TEPEROGLOU, Eftichia &ndash; &laquo;A chance to blame the government?...&raquo;, p. 267.</p>     <p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> SCHMITT, Hermann; TEPEROGLOU, Eftichia &ndash; &laquo;The 2014 European Parliament elections in Southern Europe&hellip;&raquo;, p. 297; SCHMITT, Hermann; TOYG&Uuml;R, Ilke &ndash; &laquo;European Parliament elections of May 2014&hellip;&raquo;, p. 172; CHARALAMBOUS, Giorgos; PAPAGEORGIOU, Bambos; PEGASIOU, Adonis &ndash; &laquo;Surprising elections in exciting times?...&raquo;, p. 414.</p>     <p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup> SCHMITT, Hermann &ndash; &laquo;The European Parliament elections of June 2004&hellip;&raquo;, p. 649.</p>     <p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> SCHMITT, Hermann; TEPEROGLOU, Eftichia &ndash; &laquo;The 2014 European Parliament elections in Southern Europe&hellip;&raquo;, p. 294.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> Ibidem, p. 297; SCHMITT, Hermann; TOYG&Uuml;R, Ilke &ndash; &laquo;European Parliament elections of May 2014&hellip;&raquo;, p. 172; CHARALAMBOUS, Giorgos; PAPAGEORGIOU, Bambos; PEGASIOU, Adonis &ndash; &laquo;Surprising elections in exciting times?...&raquo;, p. 414.</p>     <p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup> KATSOURIDES, Yiannos &ndash; &laquo;The Cypriot European elections, May 2014: Dealignment in process?&raquo;. In <i>Journal of Modern Greek Studies</i>. Vol. 33, N.&ordm; 2, 2015, p. 331.</p>     <p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup> CHARALAMBOUS, Giorgos; PAPAGEORGIOU, Bambos; PEGASIOU, Adonis &ndash; &laquo;Surprising elections in exciting times?...&raquo;, p. 419.</p>     <p><Sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></Sup> OELBERMANN, Kai-Friederike; PUKELSHEIM, Friedrich &ndash; &laquo;European elections 2014: from voters to representatives, in twenty-eight way&raquo;. In <i>European Electoral</i> <i>Studies</i>. Vol. 10, N.&ordm; 2, 2015, p. 101.</p>     <p><Sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></Sup> A explica&ccedil;&atilde;o completa sobre o modo como a distribui&ccedil;&atilde;o de mandatos &eacute; realizada no sistema cipriota encontra-se no s&iacute;tio <a href="https://euroelections2019.gov.cy/en/useful-information/" target="_blank">https://euroelections2019.gov.cy/en/useful-information/</a>.</p>     <p><Sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></Sup> AGAPIOU-JOSEPHIDES, Kalliope &ndash; &laquo;Changing patterns of euroscepticism in Cyprus: European discourse in a divided polity and society&raquo;. In <i>South European Society</i> <i>and Politics</i>. Vol. 16, N.&ordm; 1, 2011, p. 166.</p>     <p><Sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></Sup> Press Room PE. Informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel em:: <a href="http://www.europarl.europa.eu/news/en/press-room/20190516BKG51011/european-elections-2019-country-sheets/4/cyprus" target="_blank">http://www.europarl.europa.eu/news/en/press-room/20190516BKG51011/european-elections-2019-country-sheets/4/cyprus</a>.</p>     <p><Sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></Sup> LANSFORD, Tom &ndash; <i>Political Handbook of the World 2016-2017</i>, p. 386.</p>     <p><Sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></Sup> KATSOURIDES, Yiannos &ndash; &laquo;Partisan responses to the European Union in Cyprus&raquo;. In <i>Journal of European Integration</i>. Vol. 36, N.&ordm; 7, 2014, p. 642.</p>     <p><Sup><a name="23"></a><a href="#top23">23</a></Sup> LANSFORD, Tom &ndash; <i>Political Handbook of the World 2016-2017</i>, p. 386.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="24"></a><a href="#top24">24</a></Sup> KATSOURIDES, Yiannos &ndash; &laquo;Partisan responses to the European Union in Cyprus&raquo;, p. 643.</p>     <p><Sup><a name="25"></a><a href="#top25">25</a></Sup> KATSOURIDES, Yiannos &ndash; &laquo;Determinants of extreme right reappearance in Cyprus: The National Popular Front (ELAM), golden dawn&rsquo;s sister party&raquo;. In <i>South European</i> <i>Society and Politics</i>. Vol. 18, N.&ordm; 4, 2013, pp. 567-589; LANSFORD, Tom &ndash; Political <i>Handbook of the World 2016-2017</i>, p. 386.</p>     <p><Sup><a name="26"></a><a href="#top26">26</a></Sup> KATSOURIDES, Yiannos &ndash; &laquo;Europeanization and political parties in accession countries: the political parties of Cyprus&raquo;. EpsNet 2003 Plenary Conference. 2003, p. 17. (Consultado em: 3 de agosto de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://edz.bib.uni-mannheim.de/daten/edz-k/gde/03/Katsourides.pdf" target="_blank">https://edz.bib.uni-mannheim.de/daten/edz-k/gde/03/Katsourides.pdf</a>.</p>     <p><Sup><a name="27"></a><a href="#top27">27</a></Sup> <i>Ibidem</i>, p. 6.</p>     <p><Sup><a name="28"></a><a href="#top28">28</a></Sup> LANSFORD, Tom &ndash; <i>Political Handbook of the World 2016-2017</i>, p. 386.</p>     <p><Sup><a name="29"></a><a href="#top29">29</a></Sup> <i>Ibidem</i>, p. 387.</p>     <p><Sup><a name="30"></a><a href="#top30">30</a></Sup> <i>Ibidem</i>, pp. 387 e 388.</p>     <p><Sup><a name="31"></a><a href="#top31">31</a></Sup> <i>Ibidem</i>.</p>     <p><Sup><a name="32"></a><a href="#top32">32</a></Sup> <i>Ibidem</i>.</p>     <p><Sup><a name="33"></a><a href="#top33">33</a></Sup> KATSOURIDES, Yiannos &ndash; &laquo;Partisan responses to the European Union in Cyprus&raquo;; Lansford, Tom &ndash; <i>Political Handbook of the World 2016-2017</i>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="34"></a><a href="#top34">34</a></Sup> Coligado com EVROKO.</p>     <p><Sup><a name="35"></a><a href="#top35">35</a></Sup> Coligado com KA.</p>     <p><Sup><a name="36"></a><a href="#top36">36</a></Sup> Em 2019, concorreu em coliga&ccedil;&atilde;o com o KOSP, sobre o nome Symmaxia-Ecologist (Alian&ccedil;a Cidad&atilde; &ndash; Movimento de Ecologistas).</p>     <p><Sup><a name="37"></a><a href="#top37">37</a></Sup> Numa lista conjunta com o DIKO, que apresentou apenas o nome deste primeiro.</p>     <p><Sup><a name="38"></a><a href="#top38">38</a></Sup> Em 2006, o AKEL ganhou as elei&ccedil;&otilde;es legislativas, mas o DISY elegeu tantos deputados como o primeiro (18).</p>     <p><Sup><a name="39"></a><a href="#top39">39</a></Sup> MICHAEL, Peter &ndash; &laquo;DISY leader says TCS will decide EU elections if GCS abstain&raquo;. In <i>CyprusMail</i>. 22 de maio de 2019. (Consultado em: 21 de setembro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://cyprus-mail.com/2019/05/22/DISY-leader-says-tcs-will-decide-eu-elections-if-gcs-abstain/" target="_blank">https://cyprus-mail.com/2019/05/22/DISY-leader-says-tcs-will-decide-eu-elections-if-gcs-abstain/</a>.</p>     <p><Sup><a name="40"></a><a href="#top40">40</a></Sup> &laquo;EURO-election winners DISY and AKEL concerned over support for ELAM (Update 8)&raquo;. In <i>CyprusMail</i>. 26 de maio de 2019. (Consultado em: 21 de setembro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://cyprus-mail.com/2019/05/26/exit-polls-in-european-elections-shows-close-DISY-AKEL-race" target="_blank">https://cyprus-mail.com/2019/05/26/exit-polls-in-european-elections-shows-close-DISY-AKEL-race</a>; HAZOU, Elias &ndash; &laquo;Poll indicates strong gains for Elam in European elections&raquo;. In <i>CyprusMail</i>. 1 de abril de 2019. (Consultado em: 21 de setembro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://cyprus-mail.com/2019/04/01/poll-indicates-strong-gains-for-ELAM-in-european-elections/" target="_blank">https://cyprus-mail.com/2019/04/01/poll-indicates-strong-gains-for-ELAM-in-european-elections/</a>.</p>     <p><Sup><a name="41"></a><a href="#top41">41</a></Sup> &laquo;DISY apologises for president&rsquo;s AKEL &ldquo;are zeros&rdquo; comment&raquo;. In <i>CyprusMail</i>. 20 de maio de 2019. (Consultado em: 16 de setembro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://cyprus-mail.com/2019/05/20/DISY-apologises-for-presidents-AKEL-are-zeros-comment/" target="_blank">https://cyprus-mail.com/2019/05/20/DISY-apologises-for-presidents-AKEL-are-zeros-comment/</a>.</p>     <p><Sup><a name="42"></a><a href="#top42">42</a></Sup> SMITH, Helena &ndash; &laquo;Cyprus: likely gas field find raises prospect of tension with Turkey&raquo;. In <i>The Guardian</i>. 25 de fevereiro de 2019. (Consultado em: 15 de outubro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.theguardian.com/environment/2019/feb/25/cyprus-gas-field-find-raises-prospect-fresh-tension-turkey-exxonmobil" target="_blank">https://www.theguardian.com/environment/2019/feb/25/cyprus-gas-field-find-raises-prospect-fresh-tension-turkey-exxonmobil</a>.</p>     <p><Sup><a name="43"></a><a href="#top43">43</a></Sup> &laquo;DISY-AKEL clash over co-op, Laiki, as accusations fly (Updated)&raquo;. In <i>CyprusMail</i>. 4 de abril de 2019. (Consultado em: 15 de outubro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://cyprus-mail.com/old/2019/04/04/blame-game-at-parliament-over-co-op-demise" target="_blank">https://cyprus-mail.com/old/2019/04/04/blame-game-at-parliament-over-co-op-demise</a>; &laquo;COLLAPSE of the Cyprus Cooperative Bank and the Anastasiades-DISY government&rsquo;s responsibilities&raquo;. In <i>News in Cyprus</i>. 17 de mar&ccedil;o de 2019. (Consultado em: 15 de outubro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.newsincyprus.com/news/172417/collapse-of-the-cyprus-cooperative-bank-and-the-anastasiades-DISY-government-s-responsibilities" target="_blank">http://www.newsincyprus.com/news/172417/collapse-of-the-cyprus-cooperative-bank-and-the-anastasiades-DISY-government-s-responsibilities</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="44"></a><a href="#top44">44</a></Sup> PSYLIDES, George &ndash; &laquo;Daughter of DISY founder defends AKEL Turkish Cypriot candidate&raquo;. In <i>CyprusMail</i>. 13 de maio de 2019. (Consultado em: 15 de outubro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://cyprus-mail.com/2019/05/13/daughter-of-DISY-founder-defends-AKEL-turkish-cypriot-candidate/" target="_blank">https://cyprus-mail.com/2019/05/13/daughter-of-DISY-founder-defends-AKEL-turkish-cypriot-candidate/</a>.</p>     <p><Sup><a name="45"></a><a href="#top45">45</a></Sup> &laquo;EURO-election winners DISY and AKEL concerned over support for ELAM (Update 8)&raquo;; HAZOU, Elias &ndash; &laquo;Poll indicates strong gains for Elam in European elections&raquo;. In <i>CyprusMail</i>. 1 de abril de 2019. (Consultado em: 21 de setembro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://cyprus-mail.com/2019/04/01/poll-indicates-strong-gains-for-ELAM-in-european-elections/" target="_blank">https://cyprus-mail.com/2019/04/01/poll-indicates-strong-gains-for-ELAM-in-european-elections/</a>.</p>     <p><Sup><a name="46"></a><a href="#top46">46</a></Sup> <i>Ibidem</i>.</p>     <p><Sup><a name="47"></a><a href="#top47">47</a></Sup> <i>Ibidem</i>.</p>     <p><Sup><a name="48"></a><a href="#top48">48</a></Sup> EUROPEAN PARLIAMENT &ndash; European Election Results: Turnout. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://election-results.eu/turnout/" target="_blank">https://election-results.eu/turnout/</a>.</p>     <p><Sup><a name="49"></a><a href="#top49">49</a></Sup> Trata-se de um partido tecnocrata que apenas participou nas elei&ccedil;&otilde;es de 2014 (Minima Elpidas).</p>     <p><Sup><a name="50"></a><a href="#top50">50</a></Sup> &laquo;DISY prepares for election post mortem?&raquo;. In <i>CyprusMail</i>. 10 de junho de 2019. (Consultado em: 16 de outubro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://cyprus-mail.com/2019/06/10/DISY-prepares-for-election-post-mortem" target="_blank">https://cyprus-mail.com/2019/06/10/DISY-prepares-for-election-post-mortem</a></p>     <p><Sup><a name="51"></a><a href="#top51">51</a></Sup> ANDREOU, Evie &ndash; &laquo;Lack of female MEPS indicates a &ldquo;serious democracy deficit&rdquo;&raquo;. In <i>CyprusMail</i>. 27 de maio de 2019. (Consultado em: 14 de outubro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://cyprus-mail.com/2019/05/27/lack-of-female-meps-indicates-a-serious-democracy-deficit/" target="_blank">https://cyprus-mail.com/2019/05/27/lack-of-female-meps-indicates-a-serious-democracy-deficit/</a>.</p>     <p><Sup><a name="52"></a><a href="#top52">52</a></Sup> SCHMITT, Hermann; TEPEROGLOU, Eftichia &ndash; &laquo;The 2014 European Parliament elections in Southern Europe&hellip;&raquo;, p. 297; SCHMITT, Hermann; TOYG&Uuml;R, Ilke &ndash; &laquo;European Parliament elections of May 2014&hellip;&raquo;, p. 172; CHARALAMBOUS, Giorgos; PAPAGEORGIOU, Bambos; PEGASIOU, Adonis &ndash; &laquo;Surprising elections in exciting times?...&raquo;, p. 414.</p>     <p><Sup><a name="53"></a><a href="#top53">53</a></Sup> <i>Ibidem</i>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="54"></a><a href="#top54">54</a></Sup> &laquo;CYPRUS confident of tougher EU stance against Turkey in offshore gas dispute&raquo;. In <i>EuroNews</i>. 18 de junho de 2019. (Consultado em: 16 de outubro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.euronews.com/2019/06/18/cyprus-confident-of-tougher-eu-stance-against-turkey-in-offshore-gas-dispute" target="_blank">https://www.euronews.com/2019/06/18/cyprus-confident-of-tougher-eu-stance-against-turkey-in-offshore-gas-dispute</a>.</p>     <p><Sup><a name="55"></a><a href="#top55">55</a></Sup> &laquo;ANASTASIADES sends message to Erdogan through Mitsotakis: we want a BBF&raquo;. In <i>CyprusMail</i>. 25 de setembro de 2019. (Consultado em: 16 de outubro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://cyprus-mail.com/2019/09/25/anastasiades-sends-message-to-erdogan-through-mitsotakis-we-want-a-bbf/" target="_blank">https://cyprus-mail.com/2019/09/25/anastasiades-sends-message-to-erdogan-through-mitsotakis-we-want-a-bbf/</a>.</p>      ]]></body><back>
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