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</front><body><![CDATA[ <p style="text-align: right;"><b>RECENS&Atilde;O</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Extrema-direita em Portugal: Uma hist&oacute;ria contempor&acirc;nea</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Raquel da Silva</b></p>     <p>Universidade de Birmingham e CEI-IUL | Birmingham B15 2TT, Reino Unido, e Av. das For&ccedil;as Armadas, 1649-026 Lisboa | <a href="mailto:r.b.p.dasilva@bham.ac.uk">r.b.p.dasilva@bham.ac.uk</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RICCARDO MARCHI</b></p>     <p><b>The Portuguese Far Right: Between Late Authoritarianism and Democracy (1945-2015) Londres, Routledge, 2019, 208 p&aacute;ginas, ISBN 9781138218987</b></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A extrema-direita tem capturado, nos &uacute;ltimos anos, v&aacute;rios esfor&ccedil;os de investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica devido &agrave; ocorr&ecirc;ncia global de casos de viol&ecirc;ncia emblem&aacute;ticos relacionados com esta fam&iacute;lia pol&iacute;tica. Nestes incluem-se o assassinato da deputada brit&acirc;nica Jo Cox, em 2016, o ataque em Finsbury Park em 2017, tamb&eacute;m no Reino Unido (do qual resultou um morto), o tiroteio em Munique em 2017 (do qual resultaram nove mortos), os ataques a refugiados na It&aacute;lia em fevereiro de 2018, e, mais recentemente, o ataque na cidade neozelandesa de Christchurch em mar&ccedil;o de 2019 (do qual resultaram 51 mortos). Neste contexto, a investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; extrema-direita, violenta e n&atilde;o violenta, tem ocorrido de forma mais sistem&aacute;tica, procurando, por exemplo, entender o que impulsiona o ativismo antiminorit&aacute;rio<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>, o que caracteriza os antecedentes e comportamentos pr&eacute;-ataque de terroristas de extrema-direita<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>, e quais s&atilde;o as tipologias de terrorismo e viol&ecirc;ncia de extrema-direita na Europa Ocidental<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>.</p>     <p>A monografia em an&aacute;lise contribui para esse esfor&ccedil;o, reconstruindo, pela primeira vez, a hist&oacute;ria dos setenta anos da extrema-direita portuguesa, desde o final da Segunda Guerra Mundial at&eacute; aos dias de hoje. Ao longo destas d&eacute;cadas, a extrema-direita portuguesa sofreu profundas altera&ccedil;&otilde;es, acompanhando as mudan&ccedil;as nos contextos pol&iacute;ticos nacionais e internacionais. Nesse sentido, Marchi n&atilde;o examina apenas esta fam&iacute;lia pol&iacute;tica no contexto portugu&ecirc;s, mas tamb&eacute;m no contexto de outros pa&iacute;ses ocidentais que compartilharam hist&oacute;rias semelhantes (por exemplo, Espanha e Gr&eacute;cia, que igualmente mantiveram regimes autorit&aacute;rios de direita ap&oacute;s a Segunda Guerra Mundial) ou que influenciaram a extrema-direita portuguesa ao longo dos anos (por exemplo, Fran&ccedil;a, Inglaterra e Alemanha, que forneceram discursos racistas e de anti-imigra&ccedil;&atilde;o nos anos 1980). Assim, para reconstruir esta din&acirc;mica hist&oacute;rica, a pesquisa apresentada nesta monografia baseia-se numa metodologia qualitativa que incluiu entrevistas com tr&ecirc;s gera&ccedil;&otilde;es de ativistas de extrema-direita e a an&aacute;lise de uma vasta gama de documenta&ccedil;&atilde;o arquivada.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ESTRUTURA E CONTE&Uacute;DO</b></p>     <p>A monografia apresenta-se dividida em tr&ecirc;s partes que representam tr&ecirc;s per&iacute;odos-chave da hist&oacute;ria contempor&acirc;nea da extrema-direita portuguesa &ndash; autoritarismo, transi&ccedil;&atilde;o para a democracia e democracia estabelecida. Cada parte &eacute; composta por tr&ecirc;s cap&iacute;tulos. A primeira parte abrange o per&iacute;odo de 1945-1974. Nesta, o primeiro cap&iacute;tulo trata o per&iacute;odo imediato do P&oacute;s-Guerra, de 1945 at&eacute; o in&iacute;cio dos anos 1960, apresentando uma gera&ccedil;&atilde;o de jovens intelectuais sob a orienta&ccedil;&atilde;o de Alfredo Pimenta, um monarquista de extrema-direita e figura importante da fa&ccedil;&atilde;o pr&oacute;-Eixo no regime portugu&ecirc;s durante a guerra. Marchi debru&ccedil;a-se sobre as publica&ccedil;&otilde;es e debates da altura, num clima pol&iacute;tico em que, em 1945, o fascismo &eacute; derrotado ao n&iacute;vel global, mas &eacute; preservado ao n&iacute;vel local. O segundo cap&iacute;tulo abrange o per&iacute;odo desde o in&iacute;cio da Guerra Colonial portuguesa, em 1961, at&eacute; &agrave; morte pol&iacute;tica de Salazar, em 1968. Aqui encontramos a segunda gera&ccedil;&atilde;o de ativistas nacionalistas, influenciada pelas ideias da gera&ccedil;&atilde;o anterior e radicalizada pela Guerra Colonial. &Eacute; dada aten&ccedil;&atilde;o &agrave; mobiliza&ccedil;&atilde;o destes jovens atrav&eacute;s de organiza&ccedil;&otilde;es estudantis e de liga&ccedil;&otilde;es a for&ccedil;as de extrema-direita europeias, que tamb&eacute;m se opunham &agrave; descoloniza&ccedil;&atilde;o dos pa&iacute;ses africanos. O terceiro cap&iacute;tulo demonstra as barreiras erguidas e desafios colocados pela extrema-direita &agrave; substitui&ccedil;&atilde;o de Salazar por Marcelo Caetano entre setembro de 1968 e abril de 1974, devido a discord&acirc;ncias com as pol&iacute;ticas de liberaliza&ccedil;&atilde;o do &uacute;ltimo. Este cap&iacute;tulo concentra-se, ent&atilde;o, numa terceira gera&ccedil;&atilde;o de ativistas de extrema-direita que defendiam o imp&eacute;rio pluricontinental, que intencionavam travar a radicaliza&ccedil;&atilde;o dos movimentos de esquerda, e que se vinculavam ideol&oacute;gica e organizacionalmente a movimentos neofascistas europeus que emergiram no final das d&eacute;cadas de 1960 e 1970.</p>     <p>A segunda parte da monografia concentra-se no per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica portuguesa entre 1974 a 1982. O primeiro cap&iacute;tulo examina o per&iacute;odo entre 25 de abril de 1974 e 25 de novembro de 1975, que assistiu, por um lado, &agrave; r&aacute;pida organiza&ccedil;&atilde;o da direita portuguesa em partidos pol&iacute;ticos e, por outro, &agrave; resist&ecirc;ncia armada de extrema-direita a esse per&iacute;odo revolucion&aacute;rio liderado pela fa&ccedil;&atilde;o radical do Movimento das For&ccedil;as Armadas (MFA). O segundo cap&iacute;tulo explora o per&iacute;odo entre 1976 e 1982, focando-se em como a extrema-direita se tentou tornar parte do processo de institucionaliza&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica. Este per&iacute;odo come&ccedil;a com a contrarrevolu&ccedil;&atilde;o de 25 de novembro de 1975, da qual as for&ccedil;as de esquerda que lideravam o processo revolucion&aacute;rio saem derrotadas pela fa&ccedil;&atilde;o moderada do MFA. Nesta altura, a extrema-direita interrompe a sua atividade violenta clandestina e junta-se tamb&eacute;m ao processo legal de institucionaliza&ccedil;&atilde;o, retornando &agrave;s atividades de propaganda, cria&ccedil;&atilde;o de partidos pol&iacute;ticos, grupos de reflex&atilde;o e grupos de jovens. O terceiro cap&iacute;tulo analisa as tentativas de moderniza&ccedil;&atilde;o feitas pela extrema-direita no final da transi&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica, cujo pin&aacute;culo se d&aacute; em meados da d&eacute;cada de 1980, liderado pelos intelectuais do antigo regime influenciados pela nova direita europeia e norte-americana.</p>     <p>A terceira e &uacute;ltima parte desta monografia trata as tr&ecirc;s d&eacute;cadas de democracia consolidada entre 1982 e 2015. O primeiro cap&iacute;tulo analisa as subculturas de extrema-direita que come&ccedil;aram a surgir em Portugal no final da d&eacute;cada de 1980. Estes grupos eram compostos por indiv&iacute;duos que n&atilde;o haviam experimentado nem o regime autorit&aacute;rio nem o mito do imp&eacute;rio pluricontinental e multirracial, e que iniciaram a sua milit&acirc;ncia pol&iacute;tica uma d&eacute;cada ap&oacute;s o final do processo de descoloniza&ccedil;&atilde;o, e num sistema democr&aacute;tico amplamente consolidado. As suas influ&ecirc;ncias foram essencialmente europeias, que ajudaram a introduzir em Portugal o discurso de anti-imigra&ccedil;&atilde;o e racista j&aacute; em voga na Fran&ccedil;a, na Inglaterra e na Alemanha. Este tipo de discurso ganha for&ccedil;a em Portugal, neste per&iacute;odo, devido &agrave;s mudan&ccedil;as sociodemogr&aacute;ficas que ocorrem no pa&iacute;s, incluindo a altera&ccedil;&atilde;o da estrutura &eacute;tnica dos sub&uacute;rbios das duas principais &aacute;reas metropolitanas de Lisboa e do Porto, causada pela onda de imigra&ccedil;&atilde;o das ex-col&oacute;nias africanas. Estes imigrantes juntaram-se a um tecido social j&aacute; ocupado pelos retornados, ou seja, os ex-colonos brancos que se sentiram for&ccedil;ados a abandonar as col&oacute;nias portuguesas em &Aacute;frica ap&oacute;s a sua independ&ecirc;ncia. Este grupo de pessoas n&atilde;o foi exatamente acolhedor e, em v&aacute;rios casos, mantinha fortes sentimentos de vingan&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o aos negros e mesti&ccedil;os africanos. &Eacute; deste tecido social que surge a nova gera&ccedil;&atilde;o de ativistas de extrema-direita, que eram, em muitos casos, filhos de pais retornados e/ou prolet&aacute;rios que se estabeleceram na periferia das grandes cidades, cada vez mais ocupadas por imigrantes, bem como filhos da classe m&eacute;dia que se viam cercados por favelas tamb&eacute;m habitadas por imigrantes. Assim, este per&iacute;odo &eacute; caracterizado por uma nova extrema-direita, que exibe uma identidade e um discurso pol&iacute;tico etnonacionalistas e que funde o ultranacionalismo da velha extrema-direita e o racismo neonazi da subcultura <i>skinhead</i>. O segundo cap&iacute;tulo concentra-se na extrema-direita do in&iacute;cio do s&eacute;culo XXI (1999 a 2015) e, em particular, na evolu&ccedil;&atilde;o do Partido Nacional Renovador (PNR) e nos seus v&iacute;nculos com a onda de direita na Europa do in&iacute;cio deste s&eacute;culo. Marchi descreve tens&otilde;es palp&aacute;veis entre os velhos salazaristas e os jovens <i>skinheads</i> em termos de cultura pol&iacute;tica, identidade e estrat&eacute;gias. O terceiro cap&iacute;tulo examina o movimento identit&aacute;rio portugu&ecirc;s, que se desenvolveu paralelamente ao PNR, na &uacute;ltima d&eacute;cada. Este movimento mostra as crescentes tend&ecirc;ncias etnonacionalistas e identit&aacute;rias dos ativistas mais jovens de extrema-direita em Portugal, que foram, por um lado, ostracizados pelas gera&ccedil;&otilde;es mais antigas de nacionalistas radicais, que n&atilde;o se alinham com os pontos de vista racialistas, e, por outro lado, fortemente conectados a redes internacionais.</p>     <p>Esta monografia &eacute; de grande import&acirc;ncia para os interessados na hist&oacute;ria contempor&acirc;nea da extrema-direita portuguesa, mas tamb&eacute;m europeia, fornecendo um estudo de caso muito detalhado, bem como indicadores significativos para perspetivas comparativas. Nela, os leitores encontrar&atilde;o a explora&ccedil;&atilde;o das din&acirc;micas das fa&ccedil;&otilde;es pr&oacute;-fascistas, tanto dentro de um contexto autorit&aacute;rio quanto na transi&ccedil;&atilde;o para a democracia, a an&aacute;lise das transforma&ccedil;&otilde;es sofridas pelas sucessivas gera&ccedil;&otilde;es da extrema-direita portuguesa ao longo das d&eacute;cadas e as influ&ecirc;ncias nelas impressas. S&atilde;o tamb&eacute;m examinados os motivos subjacentes &agrave; incapacidade de a extrema-direita influenciar o discurso e a agenda pol&iacute;tica da direita portuguesa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>BOUHANA, No&eacute;mie; CORNER, Emily; GILBERT, Paul; SCHUURMAN, Bart &ndash; &laquo;Background and preparatory behaviours of right-wing extremist lone actors: a comparative study&raquo;. In <i>Perspectives on Terrorism</i>. Vol. 12, N.&ordm; 16, 2018, pp. 150-163.</p>     <p>BUSHER, Joel; HARRIS, Gareth; MACKLIN, Graham &ndash; &laquo;Chicken suits and other aspects of situated credibility contests: explaining local trajectories of anti-minority activism&raquo;. In <i>Social Movement</i> <i>Studies</i>. Vol. 18, N.&ordm; 2, 2019, pp. 193-214.</p>     <p>RAVNDAL, Jacob Aasland &ndash; &laquo;Thugs or terrorists? a typology of right-wing terrorism and violence in Western Europe&raquo;. In <i>Journal for Deradicalization</i>. Vol. 3, 2015, pp. 1-38.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> BUSHER, Joel; HARRIS, Gareth; MACKLIN, Graham &ndash; &laquo;Chicken suits and other aspects of situated credibility contests: explaining local trajectories of anti-minority activism&raquo;. In <i>Social Movement Studies</i>. Vol. 18, N.&ordm; 2, 2019, pp. 193-214.</p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> BOUHANA, No&eacute;mie; CORNER, Emily; GILBERT, Paul; SCHUURMAN, Bart &ndash; &laquo;Background and preparatory behaviours of right-wing extremist lone actors: a comparative study&raquo;. In <i>Perspectives on Terrorism</i>. Vol. 12, N.&ordm; 16, 2018, pp. 150-163.</p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> RAVNDAL, Jacob Aasland &ndash; &laquo;Thugs or terrorists? a typology of right-wing terrorism and violence in Western Europe&raquo;. In <i>Journal for Deradicalization</i>. Vol. 3, 2015, pp. 1-38.</p>      ]]></body><back>
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