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<article-id pub-id-type="doi">10.23906/ri2020.65a01</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A China e África em ascensão: trajetórias mutuamente reforçadas ou novas dependências?]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p style="text-align: right;"><b>A CHINA E &Aacute;FRICA EM ASCENS&Atilde;O</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Nota introdut&oacute;ria</b></p>     <p><b>A China e &Aacute;frica em ascens&atilde;o: trajet&oacute;rias mutuamente refor&ccedil;adas ou novas depend&ecirc;ncias?</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Alexandra Magn&oacute;lia Dias e Carmen Amado Mendes</b></p>     <p>* NOVA FCSH | Avenida de Berna 26C, 1069061 Lisboa | <a href="mailto:alexandradias@fcsh.unl.pt">alexandradias@fcsh.unl.pt</a></p>     <p>** Universidade de Coimbra | Av. Dr. Dias da Silva, 165, 3004512 Coimbra |&nbsp; <a href="mailto:carmen.mendes@fe.uc.pt">carmen.mendes@fe.uc.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>2020 &eacute; um ano central para a China e para as rela&ccedil;&otilde;es China-&Aacute;frica. Em outubro de 2020 assinalam-se justamente vinte anos do F&oacute;rum de Coopera&ccedil;&atilde;o China-&Aacute;frica (FCCA). Quando come&ccedil;&aacute;mos a preparar o n&uacute;mero especial t&iacute;nhamos em vista 2020 como um <i>milestone</i> rumo &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es para a concretiza&ccedil;&atilde;o do &laquo;Sonho Chin&ecirc;s&raquo; e da &laquo;renascen&ccedil;a chinesa&raquo; tal como definidos por Xi Jinping na celebra&ccedil;&atilde;o de dois centen&aacute;rios: o do Partido Comunista da China (PCC), em 2021, e o da funda&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Popular da China (RPC), em 2049. Sob Xi Jinping, o PCC assume um papel cada vez mais central e no 19.&ordm; Congresso do partido, em 2017, o l&iacute;der deixou-o claro nos seguintes termos: &laquo;governo, militares, sociedade, escolas, norte, sul, este, oeste &ndash; o Partido a todos lidera&raquo;<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A import&acirc;ncia da Belt and Road Initiative (BRI) na pol&iacute;tica externa da China de Xi Jinping e as suas implica&ccedil;&otilde;es para &Aacute;frica confirmam a sua centralidade para a afirma&ccedil;&atilde;o da China enquanto pot&ecirc;ncia global. A China em &Aacute;frica tomou as primeiras medidas que permitem inferir o seu reposicionamento enquanto ator e pot&ecirc;ncia global. Apesar do seu estatuto de pot&ecirc;ncia, a China no s&eacute;culo XXI continuou a apresentar-se face aos atores africanos como parceira privilegiada na coopera&ccedil;&atilde;o Sul-Sul e enquanto pot&ecirc;ncia global interessada numa coopera&ccedil;&atilde;o mutuamente ben&eacute;fica. Em janeiro de 2020, confirmando a tradi&ccedil;&atilde;o dos seus antecessores no in&iacute;cio de cada ano, o ministro dos Neg&oacute;cios Estrangeiros da China, Wang Yi, efetuou um p&eacute;riplo por cinco Estados africanos: Egito, Jibuti, Eritreia, Burundi e Zimbabu&eacute;. Em mar&ccedil;o de 2020, a China assume um papel importante na ajuda &agrave; expans&atilde;o da covid19 a 43 dos Estados africanos<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>. Mas este tema est&aacute; para al&eacute;m dos objetivos centrais do n&uacute;mero especial. Vejamos abaixo quais s&atilde;o os contributos do presente n&uacute;mero.</p>     <p>A partir desta contextualiza&ccedil;&atilde;o, importa-nos compreender e analisar as rela&ccedil;&otilde;es globais emergentes de atores africanos e a quest&atilde;o da ascens&atilde;o da China permanece uma das dimens&otilde;es mais interessantes do desenvolvimento e da narrativa da ascens&atilde;o de &Aacute;frica<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>.</p>     <p>Com efeito, o empenhamento de Pequim em rela&ccedil;&atilde;o ao continente impulsionou um renovado interesse da parte de Washington, T&oacute;quio, Moscovo e Paris, entre outros. Numa fase em que as pot&ecirc;ncias tradicionais se tentam reposicionar em &Aacute;frica face &agrave; presen&ccedil;a chinesa, este n&uacute;mero especial visa compreender de que forma os pa&iacute;ses africanos ampliaram a sua ag&ecirc;ncia e/ou diminu&iacute;ram a sua depend&ecirc;ncia face a outros atores externos ao virarem-se para a China ou se, ao inv&eacute;s, se mant&ecirc;m em situa&ccedil;&otilde;es de depend&ecirc;ncia cl&aacute;ssica face ao exterior. Dito de outro modo, em que medida as rela&ccedil;&otilde;es sino-africanas se inserem num modelo alternativo de integra&ccedil;&atilde;o de &Aacute;frica na economia pol&iacute;tica global e conferem um maior grau de equidade nas suas rela&ccedil;&otilde;es no &acirc;mbito SulSul<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a> ou da emerg&ecirc;ncia de um Sul global?<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a> Nesta rela&ccedil;&atilde;o, quem dita os termos? Mant&eacute;m &Aacute;frica um papel de subordina&ccedil;&atilde;o face &agrave; China enquanto ator externo ou ampliou a sua ag&ecirc;ncia?</p>     <p>A literatura &eacute; muito rica na encruzilhada de Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais e Estudos Africa nos<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>, nas &aacute;reas de &Aacute;frica nas Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais Globais<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a> e dos Estudos China&Aacute;frica<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>. Lan&ccedil;&aacute;mos o desafio aos autores de questionarem a tend&ecirc;ncia da literatura que mostra que a China tende a dominar a agenda e a ser o principal benefici&aacute;rio dessa rela&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s da an&aacute;lise cuidada de uma variedade de estudos de caso. &Eacute; realista esperar mais semelhan&ccedil;as ou variedade face &agrave; constata&ccedil;&atilde;o de que a China tem uma pol&iacute;tica para &Aacute;frica, mas o reverso n&atilde;o se aplica. Face aos objetivos definidos, os artigos que se seguem oferecem-nos pistas de reflex&atilde;o nem sempre consensuais. Na sec&ccedil;&atilde;o seguinte, revelamos de forma resumida alguns dos contributos centrais que os autores nos oferecem para pensar os termos desta rela&ccedil;&atilde;o e inferir as suas principais tend&ecirc;ncias. O primeiro artigo, da autoria de Rui Pereira, espelha a representa&ccedil;&atilde;o bin&aacute;ria que durante d&eacute;cadas caracterizou as rela&ccedil;&otilde;es com os denominados doadores tradicionais do Comit&eacute; de Ajuda ao Desenvolvimento (CAD) da Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvi mento Econ&oacute;mico (OCDE), de parceria <i>versus</i> depend&ecirc;ncia face &agrave; problem&aacute;tica da crescente d&iacute;vida africana. Este artigo &eacute; um contributo essencial para rever a estrat&eacute;gia da coopera&ccedil;&atilde;o mutuamente ben&eacute;fica baseada no mote <i>win-win</i> &agrave; luz dos seus efeitos e ou danos colaterais. Ser&aacute; que a China apresenta um modelo verdadeiramente alternativo evitando as cl&aacute;ssicas situa&ccedil;&otilde;es de depend&ecirc;ncia face &agrave; ajuda externa? A qualidade da ajuda chinesa permanece uma quest&atilde;o a ponderar na medida em que se revela uma forma tradicional de promover uma entrada das suas empresas em &Aacute;frica e parece ainda longe de contribuir para que os pa&iacute;ses africanos alcancem a autossufici&ecirc;ncia desej&aacute;vel face ao exterior. No entanto, &eacute; importante sublinhar que os termos do envolvimento da China com os diversos atores africanos n&atilde;o vieram diminuir a sua ag&ecirc;ncia face aos atores externos ou face &agrave; China; neste sentido, o envolvimento crescente e sustentado da China em &Aacute;frica ampliou a ag&ecirc;ncia dos atores africanos, nomeadamente dos Estados, face ao exterior. De certa forma, revela-se paradoxal. Se por um lado houve um aumento de depend&ecirc;ncia face &agrave; China, por outro lado houve uma diminui&ccedil;&atilde;o da mesma face a outros atores externos. Em boa verdade, o artigo termina questionando, a partir do que foi exposto, qual a tend&ecirc;ncia que se afigura, e conclui que &eacute; demasiado cedo para inferir tend&ecirc;ncias. O que poder&aacute; constituir uma mudan&ccedil;a cr&iacute;tica ou um indicador decisivo que nos permita aferir se essa rela&ccedil;&atilde;o se vai basear ou orientar para uma parceria estrat&eacute;gica ou para uma maior depend&ecirc;ncia? Tal s&oacute; poder&aacute; ser aferido caso a caso e com base em trabalho de campo que tenha em conta as conting&ecirc;ncias de cada contexto. O artigo de Carla Fernandes tem por enfoque a evolu&ccedil;&atilde;o da coopera&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica chinesa com &Aacute;frica. No contexto da BRI, a coopera&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica envolve a defini&ccedil;&atilde;o de uma vis&atilde;o e de um conjunto de a&ccedil;&otilde;es por parte da China que a autora analisa em detalhe ao longo do artigo. No &acirc;mbito da BRI, ou das Novas Rotas da Seda, o artigo explora a parceria para a energia que inclui a Arg&eacute;lia, Cabo Verde, a Guin&eacute; Equatorial, o N&iacute;ger, a Rep&uacute;blica do Congo e o Sud&atilde;o. Carla Fernandes vem relembrar que a presen&ccedil;a chinesa no setor do petr&oacute;leo em &Aacute;frica n&atilde;o &eacute; recente, tendo sido liderada pela estatal China National Petroleum Corporation (CNPC), que chegou ao Sud&atilde;o em 1995, preenchendo o vazio deixado pela retirada da empresa americana Chevron, antes de uma guerra civil em expans&atilde;o.</p>     <p>No artigo seguinte, C&aacute;tia Miriam Costa reflete acerca da evolu&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es internacionais da China desde a Confer&ecirc;ncia de Bandung at&eacute; ao p&oacute;s-Guerra Fria e, em particular, sobre as implica&ccedil;&otilde;es da sua maior abertura e envolvimento na sociedade internacional para a ordem mundial. Com efeito, a autora revela a opera&ccedil;&atilde;o de mudan&ccedil;a pol&iacute;tica e de revela&ccedil;&atilde;o da China, j&aacute; n&atilde;o como um pa&iacute;s oprimido e subalternizado pelos poderes internacionais, mas como um pa&iacute;s com vontade de participar na ordem mundial, aceitando compromissos e fortalecendo la&ccedil;os atrav&eacute;s do bilateralismo, regionalismo e multilateralismo. O artigo oferece um contributo importante permitindo refletir acerca das modalidades de aproxima&ccedil;&atilde;o, envolvimento e oportunidades criadas pelo F&oacute;rum para a Coopera&ccedil;&atilde;o Econ&oacute;mica e Comercial entre a China e os Pa&iacute;ses de L&iacute;ngua Portuguesa (F&oacute;rum de Macau) enquanto plataforma multilateral com capacidade de fomentar acordos bilaterais, disponibiliza&ccedil;&atilde;o de empr&eacute;stimos e o incremento das rela&ccedil;&otilde;es entre Estados participantes.</p>     <p>O artigo identifica o seguinte paradoxo: ao conceder uma voz concertada aos pa&iacute;ses africanos de l&iacute;ngua portuguesa, o F&oacute;rum de Macau aumenta a sua ag&ecirc;ncia e for&ccedil;a enquanto bloco; no entanto, enquanto Macau e a China t&ecirc;m direito a um representante permanente no topo da estrutura, os restantes membros t&ecirc;m apenas direito a um representante pelo coletivo, de forma rotativa e por ordem alfab&eacute;tica. A autora conclui que o F&oacute;rum de Macau conferiu um maior equil&iacute;brio &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es entre a China e os restantes parceiros, embora os projetos de maior sucesso tenham sido os bilaterais. O artigo revela que as rela&ccedil;&otilde;es bilaterais acabam por ter preced&ecirc;ncia sobre as multilaterais, faltando o tratamento diferenciado do relacionamento entre os diversos participantes e a China individualmente considerados. Os estudos de caso dos artigos que se seguem acabam por confirmar este padr&atilde;o, mas por raz&otilde;es diversas, a saber: Angola, Cabo Verde e Jibuti.</p>     <p>Carmen Amado Mendes e Xintong Tian analisam o per&iacute;odo de 1949 a 2017 para compreender a evolu&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es internacionais da China e Angola at&eacute; ao fim da era do Presidente Jos&eacute; Eduardo dos Santos na lideran&ccedil;a do Estado angolano. O estudo centra-se nas dimens&otilde;es pol&iacute;tica e econ&oacute;mica dessa rela&ccedil;&atilde;o, providenciando um importante enquadramento hist&oacute;rico das rela&ccedil;&otilde;es sino-angolanas em que distingue quatro fases, sendo que os autores privilegiaram o apoio oferecido aos movimentos de liberta&ccedil;&atilde;o nacional e durante a Guerra Fria e, em termos de motiva&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas, se tenham centrado no per&iacute;odo mais relevante &ndash; de 2002 a 2017.</p>     <p>O artigo argumenta que, ainda que &agrave; primeira vista a implementa&ccedil;&atilde;o destes projetos de Coopera&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento seja vista como um mecanismo de melhoria da qualidade de vida dos angolanos, uma leitura e an&aacute;lise mais atenta destes fen&oacute;menos permite concluir que estes projetos beneficiam maioritariamente o Governo chin&ecirc;s e as empresas chinesas. O artigo traz-nos um contributo s&oacute;lido no que toca &agrave; corrobora&ccedil;&atilde;o de um dos principais debates na literatura, a saber, os projetos apoiados pela China permitiram aumentar o investimento em Angola e incentivar o crescimento econ&oacute;mico do lado chin&ecirc;s. Com efeito, tal como os autores salientam, a presen&ccedil;a chinesa &eacute; mais vantajosa para Pequim do que para o Governo ou sociedade angolanos, tendo Angola continuado a ser percecionada como um parceiro fundamental para a estrat&eacute;gia nacional e internacional da China.</p>     <p>O artigo de Jorge Tavares da Silva e Jo&atilde;o Paulo Varela oferece um contributo importante em termos de enquadramento hist&oacute;rico para a compreens&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es China-&Aacute;frica desde o s&eacute;culo XV, at&eacute; ao apoio aos movimentos de liberta&ccedil;&atilde;o e ao maior envolvimento no p&oacute;s-Guerra Fria, em particular desde o final do s&eacute;culo XX. O estudo de caso de Cabo Verde revela-se de particular interesse, de acordo com os autores, por duas raz&otilde;es: por um lado, escapa ao paradigma de rela&ccedil;&otilde;es privilegiadas mantidas pela China com os Estados africanos ricos em recursos naturais (em contraste com o artigo de Fernandes) e, por outro lado, pela sua posi&ccedil;&atilde;o geoestrat&eacute;gica assume import&acirc;ncia acrescida no contexto da BEI (igualmente em contraste com Ferras relativamente ao papel do Jibuti no oceano &Iacute;ndico, como veremos adiante). Por fim, tal como os autores argumentam ao longo do artigo, esta rela&ccedil;&atilde;o e, em particular, esta &uacute;ltima orienta&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;tica externa da China acarretam oportunidades, mas comportam igualmente um conjunto de amea&ccedil;as/riscos.</p>     <p>Finalmente, o artigo de Patrick Ferras revela a forma como os Estados-Membros da Uni&atilde;o Europeia e, em particular, a Fran&ccedil;a no caso do Jibuti enquanto antiga pot&ecirc;ncia colonial, n&atilde;o acompanharam com a devida aten&ccedil;&atilde;o a evolu&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es entre Pequim e os seus parceiros africanos e acabaram perdendo a vantagem competitiva do passado<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>. O Jibuti, devido &agrave; sua localiza&ccedil;&atilde;o geoestrat&eacute;gica e import&acirc;ncia no &acirc;mbito da BRI, revela de forma concentrada precisamente as tens&otilde;es e os dilemas de um pequeno Estado face &agrave;s agendas de atores externos. As din&acirc;micas de seguran&ccedil;a do Jibuti, de acordo com Patrick Ferras, devem ser analisadas no contexto da pol&iacute;tica da China em rela&ccedil;&atilde;o ao oceano &Iacute;ndico e face &agrave;s rivalidades entre grandes pot&ecirc;ncias: Fran&ccedil;a, Estados Unidos e China. N&atilde;o &eacute; de descurar igualmente as rivalidades entre estes atores e pot&ecirc;ncias emergentes n&atilde;o ocidentais nesta regi&atilde;o: o Corno de &Aacute;frica. Mais do que revelar uma pol&iacute;tica externa chinesa com uma dimens&atilde;o militar em &Aacute;frica de cariz mais forte, Ferras argumenta que o envolvimento sustentado e consolidado da China no continente vem revelar as fraquezas do Ocidente, obrigando os Estados-Membros da Uni&atilde;o Euro peia, em particular, a retirar li&ccedil;&otilde;es e repensar o seu envolvimento com &Aacute;frica &agrave; luz do exemplo da China. O artigo de Ferras vem confirmar como a pol&iacute;tica externa da China de Xi Jinping contrasta com a era de desenvolvimento pac&iacute;fico de Hu Jintao e assume contornos de diplomacia de grande pot&ecirc;ncia, sem, no entanto, oferecer ind&iacute;cios de vontade de empenhamento militar para al&eacute;m da sua participa&ccedil;&atilde;o em opera&ccedil;&otilde;es de apoio &agrave; paz e na prote&ccedil;&atilde;o dos seus investimentos econ&oacute;micos<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>. Neste sentido, &eacute; importante ligar este contributo com o reconhecimento por parte de outros autores de que foi a recorr&ecirc;ncia de conflitos e a instabilidade de regimes que for&ccedil;aram a China a assumir um papel mais ativo no dom&iacute;nio militar para proteger os seus interesses<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a>. O F&oacute;rum China-&Aacute;frica de Defesa e Seguran&ccedil;a decorreu pela primeira vez em Pequim em julho de 2018 e foi organizado pelo Minist&eacute;rio da Defesa da China<sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>. Este f&oacute;rum &eacute; presidido por Hu Changming, que &eacute; o diretor da coopera&ccedil;&atilde;o internacional militar do PCC, e insere-se na altera&ccedil;&atilde;o de abordagem da China de enfoque predominantemente bilateral, para uma abordagem <i>double-track</i> de apoio bilateral e de apoio &agrave;s organiza&ccedil;&otilde;es internacionais em &Aacute;frica, &agrave; Uni&atilde;o Africana e &agrave;s organiza&ccedil;&otilde;es internacionais regionais<sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>. Esta abordagem, de acordo com alguns autores, &eacute; tribut&aacute;ria em certa medida da no&ccedil;&atilde;o chinesa de paz desenvolvimentista e do princ&iacute;pio de n&atilde;o interfer&ecirc;ncia por parte de pot&ecirc;ncias externas<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a>. Contrariamente a esta narrativa, os desenvolvimentos revelados nos artigos de Fernandes, Ferras e na literatura apontam no sentido de um atenuar do princ&iacute;pio de n&atilde;o interfer&ecirc;ncia, em particular quando est&atilde;o em causa os interesses e investimentos da China<sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No final deste n&uacute;mero especial, &eacute; poss&iacute;vel inferir tend&ecirc;ncias a partir dos dados com pilados e da an&aacute;lise efetuada e obter diversos elementos te&oacute;ricos e emp&iacute;ricos<sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a> relacionados com a quest&atilde;o inicialmente levantada, a saber, se a rela&ccedil;&atilde;o entre a China e &Aacute;frica se baseia numa parceria estrat&eacute;gica fundada sob o mote <i>win-win</i> ou na depend&ecirc;ncia da &uacute;ltima face &agrave; primeira.</p>     <p>Podemos concluir que Pequim tem vindo a consolidar uma pol&iacute;tica para o continente de forma sustentada e o vig&eacute;simo anivers&aacute;rio do FCCA &eacute; uma destas manifesta&ccedil;&otilde;es<sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>. No que toca a &Aacute;frica, o presente n&uacute;mero especial vem corroborar a tend&ecirc;ncia na literatura que converge em argumentar que &Aacute;frica &eacute; caracterizada pela inexist&ecirc;ncia de uma pol&iacute;tica consistente e coletiva unificada face &agrave; China<sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>. Tal n&atilde;o significa negligenciar a capacidade de exerc&iacute;cio de ag&ecirc;ncia por parte de atores africanos nas suas rela&ccedil;&otilde;es com Pequim<sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>. Na equa&ccedil;&atilde;o China-&Aacute;frica, o p&ecirc;ndulo n&atilde;o pode permanecer apenas num dos lados visto que os atores africanos n&atilde;o s&atilde;o meros recipientes passivos de pol&iacute;ticas por parte de atores externos. N&atilde;o obstante o reconhecimento desta ag&ecirc;ncia, h&aacute; tamb&eacute;m que ter em conta as conting&ecirc;ncias e o contexto<sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>, havendo casos em que os atores africanos se confrontaram com situa&ccedil;&otilde;es de acentuada depend&ecirc;ncia face &agrave; China e, neste sentido, houve apenas uma reprodu&ccedil;&atilde;o de um padr&atilde;o anterior e a confirma&ccedil;&atilde;o da depend&ecirc;ncia de &Aacute;frica na economia pol&iacute;tica global<sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a>.</p>     <p>Se h&aacute; potencialidades para uma parceria <i>win-win</i> em algumas &aacute;reas, em outras h&aacute; depend&ecirc;ncia da China face a &Aacute;frica (no que toca a seguran&ccedil;a energ&eacute;tica), noutras de &Aacute;frica face &agrave; China (no que toca a concess&atilde;o de d&iacute;vida, como revela o artigo de Rui Pereira). No setor energ&eacute;tico, como nos mostra Carla Fernandes, a depend&ecirc;ncia &eacute; justamente da China face aos principais parceiros africanos, o que permite, de alguma forma, equilibrar a rela&ccedil;&atilde;o e diminuir a depend&ecirc;ncia dos Estados africanos face &agrave; China. Finalmente, se &Aacute;frica n&atilde;o tem merecido destaque nos trabalhos de an&aacute;lise de pol&iacute;tica externa em que o objeto de estudo &eacute; a China, no que toca &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es internacionais africanas a China ocupa um papel central no estudo do envolvimento dos atores externos em &Aacute;frica. O caso particular do Jibuti, como o artigo de Patrick Ferras sublinhou, revela como o papel da China em &Aacute;frica &eacute; incontorn&aacute;vel para entendermos n&atilde;o s&oacute; a ressurg&ecirc;ncia de rivalidade entre grandes pot&ecirc;ncias, mas tamb&eacute;m a forma como os atores africanos se posicionam face a esta, acarretando riscos para as sociedades e cidad&atilde;os em &Aacute;frica que merecem continuar a ser estudados<sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>     <p>ALDEN, Chris; LARGE, Daniel, eds. &ndash; <i>New Directions in Africa-China Studies</i>. Londres; Nova York: Routledge, 2019.</p>     <p>ALDEN, Chris; MORPHET, Sally; VIEIRA, Marco Ant&oacute;nio, eds. &ndash; <i>The South in World Politics</i>. Basingstoke; Nova York: Palgrave Macmillan, 2010.</p>     <p>BISCHOFF, Paul-Henri; ANING, Kwesi; ACHARYA, Amitav, eds. &ndash; <i>Africa in Global International Relations: Emerging Approaches to Theory and Practice</i>. Londres; Nova York: Routledge, 2016.</p>     <p>BLAAW, Leslie &ndash; &laquo;African agency in inter-national relations: challenging great power politics?&raquo;. <i>In </i>BISCHOFF, Paul-Henri; ANING, Kwesi; ACHARYA, Amitav, eds. &ndash; <i>Africa in Global International Relations: Emerging Approaches to Theory and Practice</i>. Londres; Nova York: Routledge, 2016.</p>     <p>BRAUTIGAM, Deborah &ndash; <i>Will Africa Feed China? </i>Oxford: Oxford University Press, 2015.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>BROWN, William; HARM AN, Sophie, eds. &ndash; <i>African Agency in International Politics</i>. Londres; Nova York: Routledge, 2013.</p>     <p>CARBONE, Maurizio &ndash; &laquo;The European Union and China&rsquo;s rise in Africa: competing visions, external coherence and trilateral cooperation&raquo;. <i>In </i>KOPINSKI, D.; POLUS, Andrzej; TAYLOR, Ian, eds. &ndash; <i>China&rsquo;s Rise</i> <i>in Africa: Perspectives on a Developing Connection</i>. Londres; Nova York: Routledge, 2012.</p>     <p>CHENG, Zhangxi; Taylor, Ian &ndash; <i>China&rsquo;s Aid to Africa: Does Friendship Really Matter? </i>Abingdon; Nova York: Routledge, 2017.</p>     <p>FIDDIAN-QASMIYEH, Elena; DALEY, Patricia, eds. &ndash; <i>Routledge Handbook of South-South Relations</i>. Londres; Nova York: Routledge, 2019.</p>     <p>GASPAR, Carlos &ndash; O <i>Regresso da Anarquia: Os Estados Unidos, a R&uacute;ssia, a China e a Ordem Internacional</i>. &Oacute;bidos: Al&ecirc;theia Editores, 2019.</p>     <p>HARTMAN, Christof; NOESSELT, Nele, eds. &ndash; <i>China&rsquo;s New Role in African Politics: From Non-Intervention Towards Stabilization? </i>Londres; Nova York: Routledge, 2020.</p>     <p>&laquo;JACK Ma and Alibaba Foundations Donate Covid-19 medical equipment to African Union member states&raquo;. In <i>Africa News</i>. 23 de mar&ccedil;o de 2020. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://%20www.africanews.com/2020/03/23/jack-ma-and-alibaba-foundations-donate-covid-19-medical-equipment-to-african-union-member-states" target="_blank">https:// www.africanews.com/2020/03/23/jack-ma-and-alibaba-foundations-donate-covid-19-medical-equipment-to-african-union-member-states</a>.</p>     <p>LAMMICH, Georg &ndash; &laquo;China and regional security in Africa&raquo;. <i>In </i>HARTMAN, Christof; NOESSELT, Nele, eds. &ndash; <i>China&rsquo;s New Role in African Politics: From Non-Intervention Towards Stabilization? </i>Londres; Nova York: Routledge, 2020.</p>     <p>MAGNUS, George &ndash; &laquo;Mesut Ozil has fallen foul of an ever-more belligerent China&raquo;. In <i>Prospect</i>. 17 de dezembro de 2019. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.prospectmagazine.co.uk/economics-and-finance/mesut-ozil-has-fallen-foul-of-an-ever-more-bellige-rent-china-arsenal" target="_blank">https://www.prospectmagazine.co.uk/economics-and-finance/mesut-ozil-has-fallen-foul-of-an-ever-more-bellige-rent-china-arsenal</a>.</p>     <p>MELBER, Henning &ndash; &laquo;Africa and China: old stories or new opportunities? &raquo;. <i>In </i>MURITHI, T., ed. &ndash; <i>Handbook of Africa&rsquo;s International Relations</i>. Londres: Rout-ledge, 2014.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>MOHAN, Giles; LAMPERT, Ben &ndash; &laquo;Negotiating China: reinserting African agency into China-Africa relations&raquo;. <i>In </i>CHEESEMAN, Nic; WHITFIELD, Lindsay; DEATH, Carl, eds. &ndash; <i>The African Affairs Reader: Key Texts in Politics, Development, and International Relations</i>. Oxford: Oxford University Press, 2017.</p>     <p>NDLOVU-GATSHENI, Sabelo J.; TAFIRA, Kenneth &ndash; &laquo;The invention of the Global South and the politics of South-South solidarity&raquo;. <i>In </i>FIDDIAN-QASMIYEH, Elena; DALEY, Patricia, eds. &ndash; <i>Routledge Handbook of South-South Relations</i>. Londres; Nova York: Routledge, 2019.</p>     <p>POWER, Marcus; MOHAN, Giles &ndash; &laquo;Towards a critical geopolitics of China&rsquo;s engagement with African development&raquo;. <i>In </i>YOUNG, Tom, ed. &ndash; <i>Readings in the International Relations of Africa</i>. Bloomington: Indiana University Press, 2015.</p>     <p>TAYLOR, Ian, ed. &ndash; <i>Africa Rising? Brics &ndash; Diversifying Dependency</i>. Suffolk: James Currey, 2014.</p>     <p>VOLMAN, Daniel &ndash; &laquo;China, India, Russia, and the United States: the scramble for African oil and the militarization of the continent&raquo;. <i>In </i>YOUNG, Tom, ed. &ndash; <i>Readings in the International Relations of Africa</i>. Bloomington: Indiana University Press, 2015.</p>     <p>WORLD HEALTH ORGANIZATION &ndash; <i>Covid-19: Situation Update for the World Health Organization Africa Region </i>(External Situation Report 03, 18 de mar&ccedil;o de 2020). Genebra.</p>     <p>YOUNG, Tom, ed. &ndash; <i>Readings in the International Relations of Africa</i>. Bloomington: Indiana University Press, 2015.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> MAGNUS, George &ndash; &laquo;Mesut Ozil has fallen foul of an ever-more belligerent China&raquo;. In <i>Prospect</i>. 17 de dezembro de 2019. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.pros-pectmagazine.co.uk/economics-and-finan-cemesut-ozil-has-fallen-foul-of-an-ever-more-belligerent-china-arsenal" target="_blank">https://www.pros-pectmagazine.co.uk/economics-and-finan-cemesut-ozil-has-fallen-foul-of-an-ever-more-belligerent-china-arsenal</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> A Funda&ccedil;&atilde;o Jack Ma e a Funda&ccedil;&atilde;o Alibaba desempenharam um papel central no envio de donativos para o Centro Africano de Controlo e Preven&ccedil;&atilde;o de Doen&ccedil;as para o combate &agrave; covid-19. Face aos dados dispon&iacute;veis atrav&eacute;s deste Centro da Uni&atilde;o Africana a 24 de mar&ccedil;o de 2020, o total de pa&iacute;ses n&atilde;o tocados pela pandemia em &Aacute;frica era apenas de 11: &laquo;JACK Ma and Alibaba Foundations Donate Covid-19 medical equipment to African Union member states&raquo;. In <i>Africa News</i>. 23 de mar&ccedil;o de 2020. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.africanews.com/2020/03/23/jack-ma--and-alibaba-foundations-donate-covid-19-medical-equipment-to-african-union-member-states" target="_blank">https://www.africanews.com/2020/03/23/jack-ma--and-alibaba-foundations-donate-covid-19-medical-equipment-to-african-union-member-states</a>. De acordo com o Bureau da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de para &Aacute;frica, 33 pa&iacute;ses estariam afetados pela pandemia a 18 de mar&ccedil;o de 2020: WORLD HEALTH ORGANIZATION &ndash; <i>Covid-19: Situation Update for the World Health Organization Africa Region </i>(External Situation Report 03, 18 de mar&ccedil;o de 2020). Genebra.</p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> BRAUTIGAM, Deborah &ndash; <i>Will Africa Feed China? </i>Oxford: Oxford University Press, 2015, p. 10.</p>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> ALDEN, Chris; MORPHET, Sally; VIEIRA, Marco Ant&oacute;nio, eds. &ndash; <i>The South in World Politics</i>. Basingstoke; Nova York: Palgrave Macmillan, 2010; NDLOVU-GATSHENI, Sabelo J.; TAFIRA, Kenneth &ndash; &laquo;The invention of the Global South and the politics of South-South solidarity&raquo;. <i>In </i>FIDDIAN-QASMIYEH, Elena; DALEY, Patricia, eds. &ndash; <i>Routledge Handbook of South-South Relations</i>. Londres; Nova York: Routledge, 2019.</p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> MELBER, Henning &ndash; &laquo;Africa and China: old stories or new opportunities?&raquo;. <i>In </i>MURITHI, T., ed. &ndash; <i>Handbook of Africa&rsquo;s</i> <i>International Relations</i>. Londres: Rout-ledge, 2014, p. 334.</p>     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> YOUNG, Tom, ed. &ndash; <i>Readings in the International Relations of Africa</i>. Bloomington: Indiana University Press, 2015.</p>     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> BISCHOFF, Paul-Henri; ANING, Kwesi; ACHARYA, Amitav, eds. &ndash; <i>Africa in Global International Relations: Emerging Approaches to Theory and Practice</i>. Londres; Nova York: Routledge, 2016.</p>     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> ALDEN, Chris; LARGE, Daniel, eds. &ndash; <i>New Directions in Africa-China Studies</i>. Londres; Nova York: Routledge, 2019; FIDDIAN-QASMIYEH, Elena; DALEY, Patricia, eds. &ndash; <i>Routledge Handbook of South-South Relations</i>. Londres; Nova York: Routledge, 2019.</p>     <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> CARBONE, Maurizio &ndash; &laquo;The European Union and China&rsquo;s rise in Africa: competing visions, external coherence and trilateral cooperation&raquo;. <i>In </i>KOPINSKI, D.; POLUS, Andrzej; TAYLOR, Ian, eds. &ndash; <i>China&rsquo;s Rise in Africa: Perspectives on a Developing Connection</i>. Londres; Nova York: Routledge, 2012.</p>     <p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> GASPAR, Carlos &ndash; O <i>Regresso da Anarquia: Os Estados Unidos, a R&uacute;ssia, a China e a Ordem Internacional</i>. &Oacute;bidos: Al&ecirc;theia Editores, 2019, p. 202; ALDEN, Chris; LARGE, Daniel, eds. &ndash; <i>New Directions in Africa-China Studies</i>, p. 7.</p>     <p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> LAMMICH, Georg &ndash; &laquo;China and regional security in Africa&raquo;. <i>In </i>HARTMAN, Christof; NOESSELT, Nele, eds. &ndash; <i>China&rsquo;s New Role in African Politics: From Non-Intervention Towards Stabilization? </i>Londres; Nova York: Routledge, 2020, p. 59.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup> HARTMAN, Christof; NOESSELT, Nele, eds. &ndash; <i>China&rsquo;s New Role in African Politics: From Non-Intervention Towards Stabilization? </i>Londres; Nova York: Routledge, 2020, p. 17.</p>     <p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> LAMMICH, Georg &ndash; &laquo;China and regional security in Africa&raquo;, pp. 58-59.</p>     <p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> HARTMAN, Christof; NOESSELT, Nele, eds. &ndash; <i>China&rsquo;s New Role in African Politics&hellip;</i>, p. 10.</p>     <p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup> POWER, Marcus; MOHAN, Giles &ndash; &laquo;Towards a critical geopolitics of China&rsquo;s engagement with African development&raquo;. <i>In </i>YOUNG, Tom, ed. &ndash; <i>Readings in the International Relations of Africa</i>. Bloomington: Indiana University Press, 2015, pp. 332-333.</p>     <p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup> BROWN, William; HARMAN, Sophie, eds. &ndash; <i>African Agency in International Politics</i>. Londres; Nova York: Routledge, 2013, pp. 2-4; BLAAW, Leslie &ndash; &laquo;African agency in international relations: challenging great power politics?&raquo;. <i>In </i>BISCHOFF, Paul-Henri; ANING, Kwesi; ACHARYA, Amitav, eds. &ndash; <i>Africa in Global International Relations: Emerging Approaches to Theory and Practice</i>. Londres; Nova York: Routledge, 2016, p. 93.</p>     <p><Sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></Sup> CHENG, Zhangxi; Taylor, Ian &ndash; <i>China&rsquo;s Aid to Africa: Does Friendship Really Matter? </i>Abingdon; Nova York: Routledge, 2017, pp. 48-49.</p>     <p><Sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></Sup> TAYLOR, Ian, ed. &ndash; <i>Africa Rising? Brics</i> <i>&ndash; Diversifying Dependency</i>. Suffolk: James Currey, 2014, p. 120.</p>     <p><Sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></Sup> MOHAN, Giles; LAMPERT, Ben &ndash; &laquo;Negotiating China: reinserting African agency into China-Africa relations&raquo;. <i>In </i>CHEESE-MAN, Nic; WHITFIELD, Lindsay; DEATH, Carl, eds. &ndash; <i>The African Affairs Reader: Key Texts in Politics, Development, and International Relations</i>. Oxford: Oxford University Press, 2017.</p>     <p><Sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></Sup><i> Ibidem</i>, p. 353.</p>     <p><Sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></Sup> TAYLOR, Ian, ed. &ndash; <i>Africa Rising?</i>, p. 120.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></Sup> VOLMAN, Daniel &ndash; &laquo;China, India, Russia, and the United States: the scramble for African oil and the militarization of the continent&raquo;. <i>In </i>Young, Tom, ed. &ndash; <i>Readings in the International Relations of Africa</i>. Bloomington: Indiana University Press, 2015, pp. 320-321.</p>      ]]></body><back>
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