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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[As motivações políticas e económicas da presença chinesa em Angola]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper aims to investigate the Sino-Angolan relations between the establishment of the People's Republic of China in 1949 and the end of José Eduardo dos Santos's presidential mandate in Angola in 2017. The analysis of the links between these two countries allows to highlight the two main objectives underlying Chinese operations in Angola. From a political point of view, it is possible to see that the People's Republic of China has sought to promote a positive image among the international community through the implementation of Development Cooperation projects in several developing countries, including Angola. From an economic stance, it is possible to conclude that the Chinese government seeks to increase the market share of Chinese companies in the Angolan market, as well as guarantee their access to Angolan natural resources, most notably oil.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[República Popular da China]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p style="text-align: right;"><b>A CHINA E ÃFRICA EM ASCENSÃƒO</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>As motiva&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas e econ&oacute;micas da presen&ccedil;a chinesa em Angola</b></p>     <p><b>The political and economic motivations behind China&rsquo;s presence in Angola</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Carmen Amado Mendes* e Xintong Tian**</b></p>     <p>* Universidade de Coimbra | Av. Dr. Dias da Silva, 165, 3004â€‘512 Coimbra | <a href="mailto:carmen.mendes@fe.uc.pt">carmen.mendes@fe.uc.pt</a></p>     <p>** Universidade de Estudos Internacionais de Pequim | Rua Xueyuan, 100083 Pequim, China | <a href="mailto:ruitongtong@163.com">ruitongtong@163.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este artigo analisa as rela&ccedil;&otilde;es sinoâ€‘angolanas desde a funda&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Popular da China, em 1949, ao fim do mandato presidencial de Jos&eacute; Eduardo dos Santos em Angola, em 2017, evidenciando dois objetivos principais subjacentes &agrave; atua&ccedil;&atilde;o chinesa neste pa&iacute;s africano. Do ponto de vista pol&iacute;tico, a China tem procurado promover uma imagem positiva atrav&eacute;s da implementa&ccedil;&atilde;o de projetos de Coopera&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento em v&aacute;rios pa&iacute;ses africanos, nomeadamente Angola. &Eacute; a partir de 2002 que as motiva&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas da presen&ccedil;a chinesa em Angola se tornam mais evidentes, tendo a China procurado aumentar a quota de mercado das suas empresas no mercado angolano e garantir o acesso a recursos naturais, principalmente petr&oacute;leo.</p>     <p><b>Palavras-chave</b><i>: </i>Rep&uacute;blica Popular da China, &Aacute;frica, Angola, Coopera&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This paper aims to investigate the Sinoâ€‘Angolan relations between the establishment of the People&rsquo;s Republic of China in 1949 and the end of Jos&eacute; Eduardo dos Santos&rsquo;s presidential mandate in Angola in 2017. The analysis of the links between these two countries allows to highlight the two main objectives underlying Chinese operations in Angola. From a political point of view, it is possible to see that the People&rsquo;s Republic of China has sought to promote a positive image among the international community through the implementation of Development Cooperation projects in several developing countries, including Angola. From an economic stance, it is possible to conclude that the Chinese government seeks to increase the market share of Chinese companies in the Angolan market, as well as guarantee their access to Angolan natural resources, most notably oil.</p>     <p><b>Keywords</b><i>: </i>People&rsquo;s Republic of China, Angola, Development Cooperation.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>Este artigo analisa as rela&ccedil;&otilde;es sinoâ€‘angolanas desde a funda&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Popular da China (RPC), em 1949, ao fim do mandato presidencial de Jos&eacute; Eduardo dos Santos em Angola, em 2017, evidenciando dois objetivos principais subjacentes &agrave; atua&ccedil;&atilde;o chinesa neste pa&iacute;s africano. A inclus&atilde;o de um per&iacute;odo temporal t&atilde;o abrangente &eacute; importante, na medida em que permite compreender qual o ponto de partida para as rela&ccedil;&otilde;es sinoâ€‘angolanas e de que forma &eacute; que as mesmas evolu&iacute;ram at&eacute; &agrave; sa&iacute;da de Jos&eacute; Eduardo dos Santos. Importa fazer um enquadramento hist&oacute;rico do per&iacute;odo que antecedeu o restabelecimento das rela&ccedil;&otilde;es bilaterais, em 2002, nomeadamente sobre as rela&ccedil;&otilde;es que os l&iacute;deres chineses estabeleceram com os movimentos de liberta&ccedil;&atilde;o nacional face ao colonialismo portugu&ecirc;s. Do ponto de vista pol&iacute;tico, a China procurou promover uma imagem positiva atrav&eacute;s da implementa&ccedil;&atilde;o de projetos de Coopera&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento em v&aacute;rios pa&iacute;ses africanos, nomeadamente em Angola. No entanto, a partir de 2002, os interesses econ&oacute;micos sobrep&otilde;emâ€‘se &agrave;s motiva&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, tendo a China procurado aumentar a quota de mercado das suas empresas no mercado angolano e garantir o acesso a recursos naturais, principalmente petr&oacute;leo.</p>     <p>O refor&ccedil;o da presen&ccedil;a da China em &Aacute;frica nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, incluindo o caso de Angola, tem sido um tema bastante estudado, incluindo o seu contributo no &acirc;mbito do desenvolvimento internacional<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>. Alden<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a> considera que o papel pol&iacute;tico, econ&oacute;mico e comercial da China no continente africano se tem vindo a consolidar, enquanto Taylor<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a> oferece uma descri&ccedil;&atilde;o detalhada da rela&ccedil;&atilde;o das elites pol&iacute;ticas chinesas com os movimentos independentistas angolanos. Vines et al.<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a> e Corkin<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a> estudam a forma como a RPC tem conseguido aceder aos recursos naturais, principalmente ao petr&oacute;leo, atrav&eacute;s da implementa&ccedil;&atilde;o de projetos de Coopera&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento e da concess&atilde;o de empr&eacute;stimos ao Governo angolano, e como este gere as linhas de cr&eacute;dito chinesas<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>. Ao contr&aacute;rio de alguns autores que demonstram que a rela&ccedil;&atilde;o bilateral pode ser mutuamente ben&eacute;fica, Malaquias<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a> e Kiala<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a> argumentam que os projetos beneficiam maioritariamente a China, mesmo tendo em considera&ccedil;&atilde;o que esta n&atilde;o imp&otilde;e condicionalidades pol&iacute;ticas a Angola. Embora haja pouca informa&ccedil;&atilde;o sobre o caso espec&iacute;fico de Angola, em parte devido &agrave; falta de transpar&ecirc;ncia nas rela&ccedil;&otilde;es sinoâ€‘angolanas, nos &uacute;ltimos anos t&ecirc;m surgido alguns estudos com o fim de suprir este vazio<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>. O presente artigo visa contribuir para este esfor&ccedil;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tal como Callahan<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>, Jia<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a> e Wang<sup>12 </sup>mencionam nas suas publica&ccedil;&otilde;es, observamos que a vis&atilde;o que a China tem de si mesma &eacute; influenciada por duas perce&ccedil;&otilde;es distintas: a de que foi sempre uma pot&ecirc;ncia hist&oacute;rica e a de que passou pelo &laquo;S&eacute;culo das Humilha&ccedil;&otilde;es&raquo;. Aquilo que os chineses identificam como o &laquo;S&eacute;culo das Humilha&ccedil;&otilde;es&raquo;, um per&iacute;odo temporal que decorreu entre a eclos&atilde;o da Primeira Guerra do &Oacute;pio, em 1839, e a funda&ccedil;&atilde;o da RPC, em 1949, caracterizado pela perda de autonomia e submiss&atilde;o &agrave;s pot&ecirc;ncias ocidentais, teve grande influ&ecirc;ncia na sua forma de pensar, pois colocou em causa alguns dos alicerces desta civiliza&ccedil;&atilde;o, nomeadamente atrav&eacute;s da desintegra&ccedil;&atilde;o do sistema tribut&aacute;rio<sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>. As elites pol&iacute;ticas retiraram daqui duas ila&ccedil;&otilde;es: para transmitir uma imagem positiva, a RPC teria de se integrar na comunidade internacional, composta por pot&ecirc;ncias ocidentais; e a sua seguran&ccedil;a nacional dependia do desenvolvimento das suas capacidades econ&oacute;micas, militares e tecnol&oacute;gicas. Tendo em considera&ccedil;&atilde;o o seu hist&oacute;rico secular enquanto pot&ecirc;ncia na regi&atilde;o asi&aacute;tica e o per&iacute;odo temporal de submiss&atilde;o &agrave;s pot&ecirc;ncias ocidentais, a partir de 1949 a China come&ccedil;ou a considerarâ€‘se como v&iacute;tima do colonialismo ocidental e como um pa&iacute;s em desenvolvimento, sendo, consequentemente, parceira dos restantes pa&iacute;ses com este estatuto. &Eacute; neste contexto que a RPC inicia o seu apoio a diversos movimentos independentistas africanos a favor do anticolonialismo e do antiâ€‘imperialismo, nomeadamente a luta dos angolanos pela independ&ecirc;ncia &ndash; as rela&ccedil;&otilde;es diplom&aacute;ticas entre a RPC e Angola datam de 1950, quando esta ainda era uma col&oacute;nia portuguesa, at&eacute; &agrave; sua independ&ecirc;ncia em 1975.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>MOTIVA&Ccedil;&Otilde;ES POL&Iacute;TICAS</b></p>     <p>&Eacute; poss&iacute;vel diferenciar as rela&ccedil;&otilde;es sinoâ€‘angolanas em quatro per&iacute;odos distintos: o primeiro per&iacute;odo come&ccedil;a em 1949 e termina em 1963, no decurso do debate ideol&oacute;gico sinoâ€‘sovi&eacute;tico; o segundo per&iacute;odo decorre entre 1963 e 1974 e caracterizaâ€‘se pela pol&iacute;tica antiâ€‘hegemonia da RPC; o terceiro per&iacute;odo, desde a erup&ccedil;&atilde;o da guerra civil em Angola, em 1974, e 2002, destacouâ€‘se pela reduzida presen&ccedil;a chinesa; o quarto per&iacute;odo come&ccedil;ou em 2002, com o restabelecimento das rela&ccedil;&otilde;es bilaterais. A entrada numa nova fase das rela&ccedil;&otilde;es sinoâ€‘angolanas justifica a atribui&ccedil;&atilde;o de algum destaque ao per&iacute;odo temporal situado entre 2002 e 2017.</p>     <p>A luta angolana pela sua independ&ecirc;ncia de Portugal teve in&iacute;cio em 1961, na sequ&ecirc;ncia da dissemina&ccedil;&atilde;o das campanhas anticoloniais que estavam a decorrer noutras col&oacute;nias africanas, e terminou apenas em 1975. A resist&ecirc;ncia angolana foi maioritariamente assumida por tr&ecirc;s movimentos distintos: o Movimento Popular de Liberta&ccedil;&atilde;o de Angola (MPLA), a Frente Nacional de Liberta&ccedil;&atilde;o de Angola (FNLA) e a Uni&atilde;o Nacional para a Independ&ecirc;ncia Total de Angola (UNITA). O MPLA foi estabelecido em 1956 na sequ&ecirc;ncia da fus&atilde;o entre diversos pequenos grupos anticoloniais<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a>. Ant&oacute;nio Agostinho Neto, anteriormente representante da Juventude das Col&oacute;nias Portuguesas junto do Movimento de Unidade Democr&aacute;tica, foi um dos fundadores do MPLA e o seu principal l&iacute;der durante v&aacute;rias d&eacute;cadas<sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>. Na sua fase inicial, o MPLA recebeu apoio da RPC<sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>, sob a forma de armamento, treino militar e, inclusive, bens alimentares, apoio esse que foi essencial para a sobreviv&ecirc;ncia do movimento de resist&ecirc;ncia angolana. N&atilde;o obstante, a partir de 1963 o interesse das elites pol&iacute;ticas chinesas foi capturado pela FNLA, que tinha sido recentemente reconhecida pela Organiza&ccedil;&atilde;o da Unidade Africana (OUA) como o &uacute;nico movimento de resist&ecirc;ncia angolana leg&iacute;timo. Mais ainda, outro dos fatores que culminaram na clivagem entre a RPC e o MPLA foi a aproxima&ccedil;&atilde;o do movimento independentista &agrave; URSS. De facto, a partir de 1964, na sequ&ecirc;ncia de uma visita de Ant&oacute;nio Agostinho Neto &agrave; URSS, o MPLA come&ccedil;ou a manifestar uma certa afinidade com a URSS<sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>, passando a ser dominado pelas ideologias marxistasâ€‘leninistas e iniciando uma estreita rela&ccedil;&atilde;o com os pa&iacute;ses do bloco sovi&eacute;tico durante a Guerra Fria<sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>. Esta rela&ccedil;&atilde;o permitiu ao movimento de resist&ecirc;ncia obter um consider&aacute;vel apoio militar do bloco sovi&eacute;tico para suportar os custos da luta pela independ&ecirc;ncia angolana<sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>.</p>     <p>Em julho de 1971, Ant&oacute;nio Agostinho Neto endere&ccedil;ou uma carta a Mao Ts&eacute;â€‘Tung, entregue atrav&eacute;s de uma delega&ccedil;&atilde;o do MPLA &agrave; RPC, na qual o l&iacute;der angolano cumprimentou respeitosamente o seu hom&oacute;logo chin&ecirc;s<sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>. As elites pol&iacute;ticas chinesas optaram ent&atilde;o por atribuir um apoio substancial ao MPLA por tr&ecirc;s raz&otilde;es principais: queriam apoiar a luta independentista angolana; procuravam redirecionar as for&ccedil;as armadas americanas presentes na sua fronteira para &aacute;reas mais remotas, como o continente africano; consideravam que financiar o MPLA aumentaria a sua influ&ecirc;ncia na Confer&ecirc;ncia das Organiza&ccedil;&otilde;es Nacionalistas das Col&oacute;nias Portuguesas (CONCP), uma organiza&ccedil;&atilde;o fundada em 1961 que reunia os principais movimentos de liberta&ccedil;&atilde;o existentes nos PALOP.</p>     <p>Contrariamente ao MPLA, cujos apoiantes residiam maioritariamente nas cidades, a FNLA detinha o seu maior apoio nas zonas rurais do Norte do pa&iacute;s. Foi fundada em 1961 a partir de dois grupos anticoloniais, a Uni&atilde;o das Popula&ccedil;&otilde;es de Angola (upa) e o Partido Democr&aacute;tico de Angola, por Holden Roberto, que anunciou o estabelecimento do Governo Revolucion&aacute;rio de Angola em Ex&iacute;lio (GRAE) no Congoâ€‘Quinxasa, atualmente Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo, e assumiu a sua presid&ecirc;ncia. N&atilde;o obstante ser reconhecida pela OUA logo ap&oacute;s o seu estabelecimento<sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a>, as a&ccedil;&otilde;es levadas a cabo pela FNLA impuseram fortes limita&ccedil;&otilde;es. Em primeiro lugar, tratavaâ€‘se de um movimento malâ€‘organizado, uma vez que as ideias individuais de Holden Roberto, que considerava que a luta independentista angolana n&atilde;o deveria ser associada ao confronto ideol&oacute;gico da Guerra Fria, eram o &uacute;nico pilar que regulava as opera&ccedil;&otilde;es<sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>. Em segundo lugar, a FNLA recorria &agrave; viol&ecirc;ncia extrema de forma a alcan&ccedil;ar os seus objetivos, havendo ind&iacute;cios de ter sido respons&aacute;vel pelo planeamento e execu&ccedil;&atilde;o de um massacre contra imigrantes europeus brancos em 1961, que resultou na morte de cerca de duas mil pessoas<sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a>. Por &uacute;ltimo, este movimento de resist&ecirc;ncia angolana mostrou sempre bastante hostilidade contra o MPLA e a UNITA, mesmo tendo em considera&ccedil;&atilde;o que o objetivo dos tr&ecirc;s movimentos era o mesmo: a independ&ecirc;ncia de Angola.</p>     <p>Tal como mencionado anteriormente, o primeiro contacto entre a FNLA e a RPC decorreu imediatamente ap&oacute;s o reconhecimento por parte da OUA. De facto, em dezembro de 1963, Holden Roberto e Chen Yi, ministro dos Neg&oacute;cios Estrangeiros da RPC, chegaram a um acordo que estipulava o apoio chin&ecirc;s ao movimento independentista<sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a>. N&atilde;o obstante, esse acordo n&atilde;o viria a ser cumprido, uma vez que os bens de apoio que a RPC tinha enviado para a FNLA foram alvo de obstru&ccedil;&atilde;o por parte do Governo congol&ecirc;s, levando &agrave; paralisa&ccedil;&atilde;o dos contactos entre as elites pol&iacute;ticas chinesas e a FNLA, tendo o contacto sido retomado apenas em 1973<sup><a href="#25">25</a></sup><a name="top25"></a>. No ano seguinte, a FNLA recebeu um grupo de cerca de 110 instrutores chineses que forneceram treino militar, assim como um navio com 450 toneladas de armas e muni&ccedil;&otilde;es<sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a>.</p>     <p>Durante o seu afastamento do MPLA e da FNLA, a RPC orientou os seus esfor&ccedil;os para a UNITA, liderada por Jonas Savimbi, que tinha sido secret&aacute;rioâ€‘geral da upa e ministro das Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais do GRAE<sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>. Fundada em 1966 por dissidentes da FNLA e do GRAE, a UNITA foi respons&aacute;vel por guerrilhas anticoloniais nas &aacute;reas rurais do Leste de Angola<sup><a href="#28">28</a></sup><a name="top28"></a>. Em julho de 1964 e janeiro de 1965, ainda antes do estabelecimento da UNITA, Jonas Savimbi visitou a RPC, encontrandoâ€‘se com Mao Ts&eacute;â€‘Tung e Xu Enlai para obter apoio do Governo chin&ecirc;s e, inclusive, recebendo forma&ccedil;&atilde;o militar na Academia Militar de Nanjing<sup><a href="#29">29</a></sup><a name="top29"></a>. Embora inicialmente as elites pol&iacute;ticas chinesas se tenham mantido reticentes quanto &agrave; postura de Jonas Savimbi, que tinha criticado a aproxima&ccedil;&atilde;o de outros pa&iacute;ses africanos &agrave; RPC<sup><a href="#30">30</a></sup><a name="top30"></a>, quando a UNITA declarou que tinha adotado o mao&iacute;smo como a ideologia oficial do movimento, a RPC refor&ccedil;ou o seu apoio. No entanto, contrariamente &agrave;quilo que aconteceu com o MPLA e a FNLA, este apoio traduziuâ€‘se maioritariamente em treino militar e men&ccedil;&otilde;es &agrave; UNITA nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o social do Governo chin&ecirc;s<sup><a href="#31">31</a></sup><a name="top31"></a>, tendo Jonas Savimbi v&aacute;rias vezes demonstrado o seu desagrado sobre a falta de apoio substancial por parte da RPC<sup><a href="#32">32</a></sup><a name="top32"></a>.</p>     <p>As elites pol&iacute;ticas chinesas investiram assim no relacionamento com os tr&ecirc;s movimentos independentistas angolanos com o objetivo de alargar a sua influ&ecirc;ncia no continente africano<sup><a href="#33">33</a></sup><a name="top33"></a>. No entanto, o ano de 1974 correspondeu ao in&iacute;cio de um per&iacute;odo de insucesso da pol&iacute;tica chinesa em Angola. No seguimento da guerra pela independ&ecirc;ncia e da sa&iacute;da dos portugueses, o pa&iacute;s ficou sujeito a interven&ccedil;&otilde;es externas<sup><a href="#34">34</a></sup><a name="top34"></a> e a URSS, juntamente com Cuba, iniciou o seu apoio ao MPLA. O mapa geopol&iacute;tico de Angola alterouâ€‘se ent&atilde;o consideravelmente: para contrariar a presen&ccedil;a do bloco sovi&eacute;tico e a sa&iacute;da da China, os Estados Unidos refor&ccedil;aram a sua presen&ccedil;a. A retirada chinesa de Angola tornouâ€‘se oficial depois de o secret&aacute;rio de Estado Henry Kissinger garantir que os Estados Unidos contrabalan&ccedil;ariam a influ&ecirc;ncia do bloco sovi&eacute;tico no pa&iacute;s africano<sup><a href="#35">35</a></sup><a name="top35"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No final da d&eacute;cada de 1970, as elites pol&iacute;ticas chinesas legitimaram a sua reaproxima&ccedil;&atilde;o com Angola com uma nova ret&oacute;rica de apoio aos restantes pa&iacute;ses em desenvolvimento no &acirc;mbito da coopera&ccedil;&atilde;o Sulâ€‘Sul<sup><a href="#36">36</a></sup><a name="top36"></a>. A partir de 1984, a RPC implementou alguns projetos de Coopera&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento, embora o volume da ajuda fosse relativamente pequeno at&eacute; 2002, quando o acordo de cessarâ€‘fogo foi assinado entre o Governo angolano e a oposi&ccedil;&atilde;o liderada pela UNITA<sup><a href="#37">37</a></sup><a name="top37"></a>. A partir deste momento, que constituiu um marco importante nas rela&ccedil;&otilde;es sinoâ€‘angolanas, a China consolidou a sua presen&ccedil;a cada vez mais vis&iacute;vel no pa&iacute;s. O per&iacute;odo p&oacute;sâ€‘conflito apresentou bastantes desafios ao MPLA, confrontado com a obrigatoriedade de reconstruir o pa&iacute;s depois da guerra civil, que tinha resultado numa crise humanit&aacute;ria sem precedentes. Estat&iacute;sticas do Alto Comissariado das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para os Refugiados (ACNUR) destacam que cerca de quatro milh&otilde;es de angolanos se viram for&ccedil;ados a fugir dos locais de confronto e a deslocarâ€‘se para outras regi&otilde;es do pa&iacute;s<sup><a href="#38">38</a></sup><a name="top38"></a>. Neste contexto, Jos&eacute; Eduardo dos Santos, eleito presidente do MPLA em 1979 ap&oacute;s a morte de Ant&oacute;nio Agostinho Neto e, consequentemente, Presidente da Rep&uacute;blica Popular de Angola e comandanteâ€‘chefe das For&ccedil;as Armadas Populares de Liberta&ccedil;&atilde;o de Angola, decidiu implementar um programa de reconstru&ccedil;&atilde;o nacional intitulado Programa de Reconstru&ccedil;&atilde;o e Reabilita&ccedil;&atilde;o (PRR).</p>     <p>Uma das principais iniciativas do PRR passava por obter apoio internacional de doadores ocidentais. N&atilde;o obstante, o programa n&atilde;o teve os resultados esperados, nem para Angola nem para os doadores ocidentais<sup><a href="#39">39</a></sup><a name="top39"></a>, que viram as suas doa&ccedil;&otilde;es circunscreveremâ€‘se aos setores de constru&ccedil;&atilde;o e infraestruturas e negligenciarem setores relacionados com o bemâ€‘estar social dos angolanos e com a provis&atilde;o de servi&ccedil;os p&uacute;blicos. Algumas das justifica&ccedil;&otilde;es para a n&atilde;o concess&atilde;o de financiamento ao Governo angolano relacionaramâ€‘se com o n&atilde;o cumprimento por parte das elites pol&iacute;ticas angolanas das condi&ccedil;&otilde;es exigidas pelos doadores ocidentais e a oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o de reformas econ&oacute;micas e sociais. Mas no plano da implementa&ccedil;&atilde;o de reformas econ&oacute;micas, o Governo angolano interpretou a ades&atilde;o de uma economia de mercado, sugerida pelos pa&iacute;ses doadores, como um insulto ao seu direito de soberania<sup><a href="#40">40</a></sup><a name="top40"></a>. O Programa das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) identificou os Estados Unidos e a Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&oacute;mico (OCDE) como os principais doadores de Angola antes de a RPC refor&ccedil;ar a sua presen&ccedil;a no pa&iacute;s africano. No entanto, o falhan&ccedil;o das negocia&ccedil;&otilde;es com os pa&iacute;ses doadores ocidentais levou &agrave; recetividade angolana em rela&ccedil;&atilde;o ao apoio financeiro chin&ecirc;s<sup><a href="#41">41</a></sup><a name="top41"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>MOTIVA&Ccedil;&Otilde;ES ECON&Oacute;MICAS</b></p>     <p>O primeiro contrato de Coopera&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento foi assinado logo em 2002, entre o Banco de Constru&ccedil;&atilde;o da China, o Banco para a Exporta&ccedil;&atilde;o e Importa&ccedil;&atilde;o da China (Eximbank) e Angola, estimado na ordem dos 150 milh&otilde;es de d&oacute;lares<sup><a href="#42">42</a></sup><a name="top42"></a>. O Eximbank destacaâ€‘se por ser um dos dois <i>policy banks </i>controlados pelo governo chin&ecirc;s, sendo respons&aacute;vel pela execu&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas econ&oacute;micas, com enfoque na promo&ccedil;&atilde;o do com&eacute;rcio e do investimento internacional, e por gerir os fundos destinados &agrave; Coopera&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento. Em Angola, o banco atuou com muita prud&ecirc;ncia devido aos elevados n&iacute;veis de risco, sendo os novos projetos de assist&ecirc;ncia analisados por v&aacute;rios departamentos governamentais. O procedimento por detr&aacute;s da cria&ccedil;&atilde;o de novos projetos divideâ€‘se geralmente em nove etapas<sup><a href="#43">43</a></sup><a name="top43"></a>, que evidenciam que, na realidade, os projetos de Coopera&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento n&atilde;o devem ser interpretados como verdadeira ajuda, mas, pelo contr&aacute;rio, como empr&eacute;stimos. Mais ainda, destacaâ€‘se o facto de que o montante de financiamento nunca entra no sistema financeiro do pa&iacute;s recetor, uma vez que o Eximbank fica encarregue de fazer o pagamento &agrave; empresa respons&aacute;vel pela execu&ccedil;&atilde;o do projeto.</p>     <p>Apesar do valor pouco significativo, este primeiro contrato foi importante na medida em que possibilitou uma aproxima&ccedil;&atilde;o entre os governos dos dois pa&iacute;ses. Se, por um lado, o apoio demonstrava que a capacidade financeira chinesa era bastante mais avultada do que a dos Estados Unidos ou da Uni&atilde;o Europeia, por outro lado evidenciava o interesse chin&ecirc;s em explorar o mercado angolano e obter acesso a recursos naturais e m&atilde;o de obra barata. Em mar&ccedil;o de 2003, a assinatura do Primeiro Acordoâ€‘Quadro de Financiamento entre o Minist&eacute;rio das Finan&ccedil;as de Angola e o Minist&eacute;rio do Com&eacute;rcio da China permitiu a Angola obter acesso a uma linha de cr&eacute;dito de dois mil milh&otilde;es de d&oacute;lares, linha de cr&eacute;dito essa a que o Governo angolano p&ocirc;de aceder entre 2004 e 2007<sup><a href="#44">44</a></sup><a name="top44"></a>.</p>     <p>A Coopera&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento chinesa baseiaâ€‘se em conceitos como os Cinco Princ&iacute;pios de Coexist&ecirc;ncia Pac&iacute;fica e os Oitos Princ&iacute;pios para a Coopera&ccedil;&atilde;o Econ&oacute;mica e a Assist&ecirc;ncia T&eacute;cnica, princ&iacute;pios anunciados por Xu Enlai, primeiroâ€‘ministro chin&ecirc;s entre 1954 e 1964. Os Cincos Princ&iacute;pios de Coexist&ecirc;ncia Pac&iacute;fica compreendem: respeito m&uacute;tuo pela soberania e integridade territorial, n&atilde;o agress&atilde;o m&uacute;tua, n&atilde;o inger&ecirc;ncia nos assuntos internos de outros Estados, igualdade e benef&iacute;cio m&uacute;tuo, e coexist&ecirc;ncia pac&iacute;fica<sup><a href="#45">45</a></sup><a name="top45"></a>. Os Oito Princ&iacute;pios para a Coopera&ccedil;&atilde;o Econ&oacute;mica e a Assist&ecirc;ncia T&eacute;cnica determinam que: 1) o Governo chin&ecirc;s baseiaâ€‘se sempre no princ&iacute;pio da igualdade e do benef&iacute;cio m&uacute;tuo na assist&ecirc;ncia a outros Estados; 2) o Governo chin&ecirc;s respeita a soberania dos Estados recetores de assist&ecirc;ncia; 3) a RPC providencia assist&ecirc;ncia econ&oacute;mica sob a forma de empr&eacute;stimos com taxas de juro nulas ou reduzidas; 4) o objetivo do Governo chin&ecirc;s n&atilde;o &eacute; tornar os pa&iacute;ses recetores dependentes da China; 5) o Governo chin&ecirc;s empreende os seus melhores esfor&ccedil;os para ajudar os pa&iacute;ses recetores a desenvolverem projetos que lhes permitam aumentar os seus rendimentos e acumular capital; 6) o Governo chin&ecirc;s providencia equipamento e material da melhor qualidade e da sua pr&oacute;pria manufatura aos pre&ccedil;os do mercado internacional; 7) no fornecimento de assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica, o Governo chin&ecirc;s pretende que a m&atilde;o de obra dos pa&iacute;ses recetores domine as t&eacute;cnicas utilizadas; e 8) os especialistas enviados pela RPC para auxiliar nos projetos de coopera&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica e assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica ter&atilde;o as mesmas condi&ccedil;&otilde;es de vida que os especialistas dos pa&iacute;ses recetores<sup><a href="#46">46</a></sup><a name="top46"></a>.</p>     <p>Outra das caracter&iacute;sticas da Coopera&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento chinesa relacionaâ€‘se com a incondicionalidade do apoio chin&ecirc;s<sup><a href="#47">47</a></sup><a name="top47"></a>, uma vez que Pequim n&atilde;o estabelece condi&ccedil;&otilde;es aos pa&iacute;ses recetores para al&eacute;m do reconhecimento do princ&iacute;pio da &laquo;China &Uacute;nica&raquo;. O respeito pela reciprocidade, em que as rela&ccedil;&otilde;es de Coopera&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento devem ser ben&eacute;ficas para o pa&iacute;s recetor e para o pa&iacute;s doador, tamb&eacute;m &eacute; um dos tra&ccedil;os caracter&iacute;sticos da pol&iacute;tica chinesa<sup><a href="#48">48</a></sup><a name="top48"></a>, caracter&iacute;sticas geralmente percecionadas como positivas por parte dos pa&iacute;ses recetores. A popularidade da pol&iacute;tica de assist&ecirc;ncia chinesa atualmente tamb&eacute;m est&aacute; associada &agrave; &laquo;Belt and Road Initiative&raquo; (BRI), que tem atra&iacute;do bastante aten&ccedil;&atilde;o por parte de diversos governos, mas tamb&eacute;m por parte dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o social. Apesar de evidenciar a preocupa&ccedil;&atilde;o chinesa de construir uma imagem internacional pac&iacute;fica, esta iniciativa &eacute;, em parte, um instrumento utilizado por Pequim para fornecer uma alternativa aos valores e institui&ccedil;&otilde;es ocidentais. Este projeto do Presidente Xi Jinping pressup&otilde;e a renova&ccedil;&atilde;o da Rota da Seda atrav&eacute;s de investimentos em infraestruturas de grande escala capazes de impulsionar a circula&ccedil;&atilde;o de capitais, recursos naturais e produtos entre a &Aacute;sia, a Europa e o continente africano, sendo que o Fundo da Rota da Seda proporciona capital pass&iacute;vel de ser utilizado para financiamento de projetos espec&iacute;ficos relacionados com a iniciativa chinesa. Angola assumeâ€‘se como uma das prioridades chinesas no continente africano, n&atilde;o s&oacute; devido ao seu estatuto como um dos principais exportadores de petr&oacute;leo para a China, mas tamb&eacute;m devido &agrave; sua localiza&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica como local de passagem de capitais e mercadorias chineses para o resto do mundo<sup><a href="#49">49</a></sup><a name="top49"></a>.</p>     <p>Os investimentos no estrangeiro tamb&eacute;m s&atilde;o parte de uma estrat&eacute;gia do Governo chin&ecirc;s para lidar com o excesso de reservas internacionais, que pode dar origem a tend&ecirc;ncias inflacionistas, contribuindo para a subida da taxa de c&acirc;mbio do Renminbi e prejudicando a exporta&ccedil;&atilde;o de produtos chineses<sup><a href="#50">50</a></sup><a name="top50"></a>. Aquando da assinatura do Primeiro Acordoâ€‘Quadro de Financiamento com Angola em 2003, as reservas internacionais da RPC tinham aumentado de forma consider&aacute;vel, tendo em conta o crescimento m&eacute;dio do PIB de cerca de 11% nos &uacute;ltimos vinte e cinco anos<sup><a href="#51">51</a></sup><a name="top51"></a>. A &laquo;Going Out Strategy&raquo; foi anunciada pelo ent&atilde;o viceâ€‘primeiroâ€‘ministro da RPC Wu Bangguo, no F&oacute;rum de Investimento Internacional, realizado em 2001<sup><a href="#52">52</a></sup><a name="top52"></a>. Esta estrat&eacute;gia, decorrente da press&atilde;o imposta pelas empresas estatais chinesas que procuravam criar bases produtivas no estrangeiro e maioritariamente implementada atrav&eacute;s da cria&ccedil;&atilde;o de <i>joint-ventures </i>com empresas ocidentais ou da aquisi&ccedil;&atilde;o de empresas ocidentais, tamb&eacute;m passou a beneficiar da Coopera&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento enquanto instrumento para a sa&iacute;da de produtos e servi&ccedil;os chineses para os mercados dos pa&iacute;ses recetores.</p>     <p>No &acirc;mbito da &laquo;Going Out Strategy&raquo; para os servi&ccedil;os de empresas chinesas, os projetos chaveâ€‘naâ€‘m&atilde;o s&atilde;o particularmente valorizados pelo Governo e pelas empresas chinesas, sendo estas respons&aacute;veis por todo o processo, desde a fase da conce&ccedil;&atilde;o, &agrave; constru&ccedil;&atilde;o e sua implementa&ccedil;&atilde;o. Neste processo, os chineses ficam ainda encarregues de providenciar todos os equipamentos e materiais necess&aacute;rios para a execu&ccedil;&atilde;o destes projetos, assim como pela contrata&ccedil;&atilde;o da m&atilde;o de obra necess&aacute;ria. Esta quest&atilde;o &eacute; particularmente interessante, uma vez que a RPC determina que estes equipamentos e materiais devem ser adquiridos ao pa&iacute;s, excetuando os casos em que a China n&atilde;o produza esses equipamentos ou materiais. De facto, o Minist&eacute;rio do Com&eacute;rcio chin&ecirc;s &eacute; respons&aacute;vel pela reda&ccedil;&atilde;o de um documento com os principais equipamentos, materiais e produtos recomendados para projetos de Coopera&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento, lista essa intitulada &laquo;List of Recommended Equipments, Materials, and Products for Foreign Aid in Kind Projects&raquo;<sup><a href="#53">53</a></sup><a name="top53"></a>. Este tipo de coopera&ccedil;&atilde;o, geralmente definido como ajuda condicional, pressup&otilde;e a exist&ecirc;ncia de rela&ccedil;&otilde;es hist&oacute;ricas e comerciais entre os dois pa&iacute;ses e permite a explora&ccedil;&atilde;o do mercado do pa&iacute;s recetor, enquanto possibilita o escoamento dos produtos do pa&iacute;s doador<sup><a href="#54">54</a></sup><a name="top54"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os projetos de Coopera&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento foram e continuam a ser maioritariamente destinados &agrave; constru&ccedil;&atilde;o e requalifica&ccedil;&atilde;o de infraestruturas. N&atilde;o obstante, alguns destes projetos destinamâ€‘se a outros setores e atividades, tais como agricultura, eletricidade, tratamento de &aacute;guas, educa&ccedil;&atilde;o, transportes e sa&uacute;de. Ainda que &agrave; primeira vista a implementa&ccedil;&atilde;o destes projetos de Coopera&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento seja vista como um mecanismo de melhoria da qualidade de vida dos angolanos, uma leitura e an&aacute;lise mais atenta destes fen&oacute;menos permite concluir que estes projetos beneficiam maioritariamente o Governo chin&ecirc;s e as empresas chinesas<sup><a href="#55">55</a></sup><a name="top55"></a>. Em primeiro lugar, os projetos s&atilde;o geralmente atribu&iacute;dos a empresas chinesas, embora a concorr&ecirc;ncia pela sua concess&atilde;o conte com a participa&ccedil;&atilde;o de empresas locais e tamb&eacute;m de empresas estrangeiras origin&aacute;rias de outros pa&iacute;ses. Atualmente, o Minist&eacute;rio do Com&eacute;rcio da RPC det&eacute;m uma lista com cerca de 35 empresas chinesas com autoriza&ccedil;&atilde;o para se candidatarem &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o destes projetos. Em segundo lugar, estes projetos, quando concessionados a empresas chinesas, possibilitam um crescimento consider&aacute;vel da exporta&ccedil;&atilde;o de bens e servi&ccedil;os chineses. Por &uacute;ltimo, estes projetos tornamâ€‘se um instrumento pol&iacute;tico que as elites pol&iacute;ticas chinesas usam para demonstrar a atitude benevolente da RPC, enquanto trazem benef&iacute;cios consider&aacute;veis para o seu pa&iacute;s.</p>     <p>Tr&ecirc;s exemplos deste fen&oacute;meno s&atilde;o: a requalifica&ccedil;&atilde;o da Estrada Kifangondoâ€‘Caxitoâ€‘U&iacute;geâ€‘Negage, cujo projeto foi aprovado no Primeiro Acordoâ€‘Quadro de Financiamento em mar&ccedil;o de 2003 e atribu&iacute;do &agrave; China Road and Bridge Corporation; a constru&ccedil;&atilde;o do Hospital Geral de Luanda, que foi concessionada &agrave; Chinese Overseas Engineering Company; e a requalifica&ccedil;&atilde;o do sistema de abastecimento de &aacute;gua de Caxito, projeto realizado pela China National Electronics Import and Export Corporation<sup><a href="#56">56</a></sup><a name="top56"></a>. Outra das quest&otilde;es que merecem an&aacute;lise no &acirc;mbito da implementa&ccedil;&atilde;o dos projetos de Coopera&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento &eacute; o aumento consider&aacute;vel da quota de empresas chinesas no mercado angolano e, particularmente, no setor da constru&ccedil;&atilde;o. Em 2004, o setor de constru&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s africano era, na sua maioria, dominado por empresas portuguesas, tais como a Teixeira Duarte, a Mota Engil e a Soares da Costa, e empresas brasileiras, como a Oderbrecht<sup><a href="#57">57</a></sup><a name="top57"></a>. N&atilde;o obstante, a presen&ccedil;a destas empresas tem sido particularmente prejudicada pela crescente e intensa competi&ccedil;&atilde;o chinesa<sup><a href="#58">58</a></sup><a name="top58"></a>.</p>     <p>Outra das principais motiva&ccedil;&otilde;es subjacentes ao refor&ccedil;o das rela&ccedil;&otilde;es sinoâ€‘angolanas e, inclusive, ao montante de ajuda ao desenvolvimento atribu&iacute;do pela China ao Estado africano, deveâ€‘se ao interesse chin&ecirc;s em obter acesso aos recursos naturais de Angola. Na condi&ccedil;&atilde;o de que o Governo angolano se veja impossibilitado de pagar os empr&eacute;stimos que a RPC lhe concedeu, as elites pol&iacute;ticas chinesas podem exigir o pagamento desses montantes em recursos naturais do pa&iacute;s, nomeadamente petr&oacute;leo<sup><a href="#59">59</a></sup><a name="top59"></a>. Existem ind&iacute;cios de que em 2004, aquando da compra de 50% do Bloco 18 pela China Petroleum and Chemical Cooperation, a conta de Angola referente aos projetos de Coopera&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento registou uma receita com a mesma quantia paga pelo Eximbank<sup><a href="#60">60</a></sup><a name="top60"></a>. No mesmo ano, a China Petroleum and Chemical Cooperation e a Sociedade Nacional de Combust&iacute;veis de Angola estabeleceram uma <i>joint-venture </i>denominada Sinopecâ€‘Sonangol International. Segundo dados do Banco Nacional de Angola, entre 2003 e 2013 as exporta&ccedil;&otilde;es angolanas de petr&oacute;leo bruto aumentaram de menos de cinco mil milh&otilde;es de d&oacute;lares para mais de 30 mil milh&otilde;es de d&oacute;lares<sup><a href="#61">61</a></sup><a name="top61"></a>. Este aumento consider&aacute;vel evidencia a relev&acirc;ncia da independ&ecirc;ncia energ&eacute;tica como um elemento essencial da pol&iacute;tica do Governo chin&ecirc;s. O aumento exponencial do n&uacute;mero de projetos chineses de assist&ecirc;ncia para o desenvolvimento verificouâ€‘se numa altura em que a RPC necessitava de obter acesso a elevadas quantidades de petr&oacute;leo, em parte devido &agrave; urbaniza&ccedil;&atilde;o em grande escala da pot&ecirc;ncia asi&aacute;tica e &agrave; incapacidade da produ&ccedil;&atilde;o dom&eacute;stica de petr&oacute;leo em assegurar essa urbaniza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>CONCLUS&Atilde;O</b></p>     <p>As rela&ccedil;&otilde;es sinoâ€‘angolanas, incentivadas por motiva&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas e econ&oacute;micas chinesas, representam um marco importante na hist&oacute;ria dos dois pa&iacute;ses. Do ponto de vista pol&iacute;tico, atrav&eacute;s do apoio aos movimentos de liberta&ccedil;&atilde;o angolanos, os l&iacute;deres chineses procuraram construir uma imagem internacional mais din&acirc;mica, benevolente e, consequentemente, positiva do seu pa&iacute;s. Se, por um lado, a China se posicionou como uma v&iacute;tima do colonialismo ocidental durante as suas d&eacute;cadas de desenvolvimento e crescimento econ&oacute;mico, atualmente a China apresentaâ€‘se como uma parceira privilegiada na coopera&ccedil;&atilde;o Sulâ€‘Sul e enquanto pot&ecirc;ncia global empenhada no estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es mutuamente ben&eacute;ficas<sup><a href="#62">62</a></sup><a name="top62"></a>. Do ponto de vista econ&oacute;mico, o principal objetivo da RPC consistiu na exporta&ccedil;&atilde;o dos seus bens e servi&ccedil;os e no aumento das suas quotas de mercado em Angola, bem como o acesso a recursos naturais, nomeadamente petr&oacute;leo. Os projetos de Coopera&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento tiveram um papel fundamental na tentativa chinesa de exportar os seus bens e servi&ccedil;os, assim como no aumento das quotas de mercado das empresas chinesas neste pa&iacute;s africano. Estes projetos permitiram ent&atilde;o aumentar o investimento em Angola e incentivar o crescimento econ&oacute;mico chin&ecirc;s. Assim, Angola continua a ser percecionada como um parceiro fundamental para a estrat&eacute;gia nacional e internacional da China. No entanto, h&aacute; que referir que a presen&ccedil;a chinesa &eacute; mais vantajosa para Pequim do que para o Governo ou sociedade angolanos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>     <p>ALDEN, Chris &ndash; &laquo;China and Africa: from engagement to partnership&raquo;. In <i>China and Angola: A Marriage of Convenience?</i>. Fahamu: Pambazuka Press, 2012, pp. 10-25.</p>     <p>ALDEN, Chris; LARGE, Daniel; DE OLIVEIRA, Ricardo Soares, eds. &ndash; <i>New Directions in Africa-China Studies</i>. Londres: Routledge, 2018.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>ALTO COMISSARIADO DAS NA&Ccedil;&Otilde;ES UNIDAS PARA OS REFUGIADOS &ndash; <i>Avalia&ccedil;&atilde;o do Programa de Reintegra&ccedil;&atilde;o de Refugiados do ACNUR em Angola</i>. (Consultado em: 20 de novembro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.unhcr.org/4978881f2.pdf" target="_blank">https://www.unhcr.org/4978881f2.pdf</a>.</p>     <p>ALVES, Ana Cristina &ndash; &laquo;Chinese economic diplomacy in Africa: the Lusophone strategy&raquo;. <i>In </i>ALDEN, C.; LARGE, Daniel; DE OLIVEIRA, Ricardo Soares, eds. &ndash; <i>China Returns to Africa: A Rising Power and a Continent Embrace</i>. Londres: Hurst &amp; Company, 2009, pp. 69-82.</p>     <p>BANCO MUNDIAL &ndash; <i>China GDP Growth (Annual %)</i>. (Consultado em: 20 de novembro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://data.worldbank.org/indicator/NY.GDP.MKTP.%20KD.ZG?locations=CN&amp;view=chart" target="_blank">https://data.worldbank.org/indicator/NY.GDP.MKTP. KD.ZG?locations=CN&amp;view=chart</a>.</p>     <p>BARNETT, Don; HARVEY, Roy &ndash; <i>The Revolution in Angola: MPLA, Life Histories and Documents</i>. Nova York: Bobbs-Merrill, 1972.</p>     <p>BP &ndash; <i>Country Insight &ndash; China</i>. (Consultado em: 20 de novembro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.bp.com/en/global/corporate/energyeconomics/statistical-reviewofwoldenergy/countryand-regional-insights/china.html" target="_blank">https://www.bp.com/en/global/corporate/energyeconomics/statistical-reviewofwoldenergy/countryand-regional-insights/china.html</a>.</p>     <p>BR&Auml;UTIGAM, Deborah &ndash; &laquo;Aid &ldquo;with Chinese characteristics&rdquo;: Chinese foreign aid and development finance meet the OECD-DAC aid regime&raquo;. In <i>Journal of international development</i>. Nova York. Vol. 23, N.&ordm; 5, 2011, pp. 752-764.</p>     <p>BRIDGLAND, Fred &ndash; <i>Jonas Savimbi: A Key to Africa</i>. Edimburgo: Mainstream, 1987.</p>     <p>CALLAHAN, William &ndash; &laquo;Nationalism, civilization and transnational relations: the discourse of greater China&raquo;. In <i>Journal of Contemporary China</i>. Reino Unido. Vol. 14, N.&ordm; 43, 2007, pp. 269-289. DOI: <a href="https://doi.org/10.1080/10670560500065629" target="_blank">https://doi.org/10.1080/10670560500065629</a>.</p>     <p>CHAN, Stephen &ndash; <i>The Morality of China in Africa: The Middle Kingdom and the Dark Continent</i>. Londres: Zed Books, 2013.</p>     <p>CHENG, Zhangxi; TAYLOR, Ian &ndash; <i>China&rsquo;s Aid to Africa: Does Friendship Really Matter?</i>. Londres: Routledge, 2017.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>CORKIN, Lucy &ndash; &laquo;Uneasy allies: China&rsquo;s evolving relations with Angola&raquo;. In <i>Journal of Contemporary African Studies</i>. Reino Unido. Vol. 29, N.&ordm; 2, 2011, pp. 169-180. DOI: <a href="https://doi.org/10.1080/02589001.2011.555192" target="_blank">https://doi.org/10.1080/02589001.2011.555192</a>.</p>     <p>CORKIN, Lucy &ndash; &laquo;Angolan political elites&rsquo; management of Chinese credit lines&raquo;. In <i>China and Angola: A Marriage of Convenience?. </i>Fahamu: Pambazuka Press, 2012, pp. 45-67.</p>     <p>CORKIN, Lucy; BURKE, Christopher &ndash; <i>China&rsquo;s Interest and Activity in Africa&rsquo;s Construction and Infrastructure Sectors</i>. Stellenbosch: Centre for Chinese Studies, 2006.</p>     <p>CROESE, Sylvia &ndash; &laquo;One million houses: Angola&rsquo;s national reconstruction program&raquo;. In <i>China and Angola: A Marriage of Convenience?</i>. Fahamu: Pambazuka Press, 2012, pp. 124-144.</p>     <p>DAVIES, Martyn; EDINGER, Hannah; TAY, Nastasya; NAIDU, Sanusha &ndash; <i>How China Delivers Development Assistance to Africa</i>. Stellenbosch: University of Stellenbosch.</p>     <p>DENT, Christopher M., ed. &ndash; <i>China and Africa Development Relations</i>. Londres; Nova York: Routledge, 2011.</p>     <p>DITTMER, Lowell; KIM, Samuel &ndash; &laquo;Conclusion&raquo;. In <i>China&rsquo;s Quest for National Identity</i>. Ithaca: Cornell University Press, 1994.</p>     <p>ESTEVES, Dilma &ndash; <i>Rela&ccedil;&otilde;es de Coopera&ccedil;&atilde;o China-&Aacute;frica: Caso de Angola</i>. Coimbra: Almedina, 2008.</p>     <p>EXECUTIVE RESEARCH ASSOCIATES &ndash; <i>China in Africa: A Strategic Overview</i>. (Consultado em: 22 de novembro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.ide.go.jp/library/English/Data/Africa_file/Manualreport/%20pdf/china_all.pdf" target="_blank">https://www.ide.go.jp/library/English/Data/Africa_file/Manualreport/ pdf/china_all.pdf</a>.</p>     <p>FERNANDES, Sofia &ndash; <i>Os Acordos de Financiamento entre a China e Angola: Uma Reconstru&ccedil;&atilde;o P&oacute;s-Conflito sem Reformas Pol&iacute;ticas</i>. Lisboa: Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa, 2015. (Consultado em: 28 de janeiro de 2020). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://repositorio.iscteiul.pt/handle/10071/11192" target="_blank">https://repositorio.iscteiul.pt/handle/10071/11192</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>FERREIRA, Manuel &ndash; &laquo;China in Angola: just a passion for oil?&raquo;. <i>In </i>ALDEN, C.; LARGE, Daniel; DE OLIVEIRA, Ricardo Soares, eds. &ndash; <i>China Returns to Africa: A Rising Power and a Continent Embrace</i>. Londres: Hurst &amp; Company, 2009, pp. 275-294.</p>     <p>&laquo;FULL text of Chinese President Xi Jinping&rsquo;s speech at opening ceremony of 2018 FOCAC Beijing Summit&raquo;. <i>Xinhua News Agency</i>. (Consultado em: 20 de novembro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.xinhuanet.com/english/2018%2009/03/c_129946189.htm" target="_blank">http://www.xinhuanet.com/english/2018 09/03/c_129946189.htm</a>.</p>     <p>FUNDA&Ccedil;&Atilde;O ANT&Oacute;NIO AGOSTINHO NETO &ndash; <i>Bibliografia de Agostinho Neto</i>. (Consultado em: 20 de novembro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.agostinhoneto.org/index.php?option=com_content&amp;id=66&amp;lang=en" target="_blank">http://www.agostinhoneto.org/index.php?option=com_content&amp;id=66&amp;lang=en</a>.</p>     <p>HODGES, Tony &ndash; &laquo;The struggle for Angola: how the world powers entered a war in Africa&raquo;. In <i>The Round Table</i>. Reino Unido. Vol. 66, N.&ordm; 262, 1976, pp. 173-184.</p>     <p>HODGES, Tony &ndash; <i>Angola: Anatomy of an Oil State</i>. Lysaker: Fridtjof Nansen Institute, 2004.</p>     <p>ILH&Eacute;U, Fernanda; LEANDRO, Francisco; DUARTE, Paulo, eds. &ndash; <i>The New Silk Road and the Portuguese Speaking Countries in the New World Context</i>. Lisboa: Instituto Internacional de Macau e Associa&ccedil;&atilde;o dos Amigos da Nova Rota da Seda, 2019.</p>     <p>JACKSON, Steven &ndash; &laquo;China&rsquo;s third world foreign policy: the case of Angola and Mozambique, 1961-93&raquo;. In <i>The China Quarterly</i>. Cambridge. N.&ordm; 142, 1995, pp. 388-422.</p>     <p>JAMES III, W. Martin &ndash; <i>A Political History of the Civil War in Angola (1974-1990)</i>. Nova J&eacute;rsia: Transaction Publishers, 1992.</p>     <p>JEPMA, C. J. &ndash; <i>The Tying of Aid</i>. Paris: OECD, 1991.</p>     <p>JIA, Qingguo &ndash; &laquo;Disrespect and distrust: the external origins of contemporary Chinese nationalism&raquo;. In <i>Journal of Contemporary China</i>. Reino Unido. Vol. 14, N.&ordm; 2, 2006, pp. 11-21. DOI: <a href="https://doi.org/10.1080/1067056042000300754" target="_blank">https://doi.org/10.1080/1067056042000300754</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>KHAZANOV, AnatoliË˜i &ndash; <i>Agostinho Neto</i>. Moscovo: Progress Publishers, 1986.</p>     <p>KIALA, Carine &ndash; &laquo;China-Angola aid relations: strategic cooperation for development? &raquo;. In <i>South African Journal of International Affairs</i>. Vol. 17, N.&ordm; 3, 2010, pp. 313-331.</p>     <p>LANCASTER, Carol; DUSEN, Ann Van &ndash; <i>Organizing U.S. Foreign Aid: Confronting the Challenges of the Twenty-First Century</i>. Washington: Brookings Institution&rsquo;s Press, 2005.</p>     <p>LI, Zhiping &ndash; &laquo;Thinking on the management of Foreign-Exchange Reserve of China&raquo;. In <i>The Theory and Practice of Finance and Economics</i>. Vol. 23, N.&ordm; 120, pp. 50-52.</p>     <p>MALAQUIAS, Assis &ndash; &laquo;China is Angola&rsquo;s new best friend &ndash; for now&raquo;. In <i>China and Angola: A Marriage of Convenience?</i>. Fahamu: Pambazuka Press, 2012, pp. 26-44.</p>     <p>MARCUM, John &ndash; <i>The Angolan Revolution. Volume I: Anatomy of an Explosion, 1950-1962</i>. Cambridge: MIT, 1969.</p>     <p>MASON, Philip &ndash; <i>Angola: A Symposium, Views of a Revolt</i>. Londres: Oxford University Press, 1962.</p>     <p>MENDES, Carmen Amado &ndash; &laquo;Asia in Lusophone Africa&raquo;. <i>In </i>RAPOSO, Pedro; ARASE, David; CORNELISSEN, Scarlett, eds. &ndash; <i>Routledge Handbook of Africa-Asia Relations</i>. Abingdon: Routledge, 2017, pp. 321-334.</p>     <p>MINIST&Eacute;RIO DO COM&Eacute;RCIO DA REP&Uacute;BLICA POPULAR DA CHINA &ndash; <i>Speech of Vice-Premier of the Council of State Wu Bangguo on International Investment Forum</i>. (Consultado em: 22 de novembro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.mofcom.gov.cn/" target="_blank">http://www.mofcom.gov.cn/</a><a href="http://www.mofcom.gov.cn/">.</a></p>     <p>MOVIMENTO POPULAR DE LIBERTA&Ccedil;&Atilde;O DE ANGOLA &ndash; <i>Hist&oacute;ria: O Partido da Verdade, da Liberdade e do Povo</i>. (Consultado em: 20 de novembro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://m.MPLA.ao/MPLA/historia" target="_blank">http://m.MPLA.ao/MPLA/historia</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>NATHAN, Andrew; Ross, Robert &ndash; <i>The Great Wall and the Empty Fortress: China&rsquo;s Search for Security</i>. Nova York: W. W. Norton, 1997.</p>     <p>OYA, C. &ndash; <i>Comunica&ccedil;&atilde;o no Semin&aacute;rio &laquo;China como fonte de financiamento para &Aacute;frica: hip&oacute;teses, mitos e realidades no desenvolvimento africano&raquo;</i>. Lisboa: ISEG, 2011.</p>     <p>ROBERTO, Holden &ndash; &laquo;On communism and Africa&raquo;. In <i>The African Liberation Reader</i>. N.&ordm; 2, 1967, p. 101.</p>     <p>SHINN, David; EISENMANN, Joshua &ndash; <i>China and Africa: A Century of Engagement. </i>Filad&eacute;lfia: University of Pennsylvania Press, 2012.</p>     <p>&laquo;SINOPEC beats ONGC, gets Angola block&raquo;. In <i>Financial Express</i>. (Consultado em: 5 de dezembro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.financialexpress.com/%20archive/ SinopecbeatsONGC,gets-Angola-block-/171139/" target="_blank">https://www.financialexpress.com/ archive/ SinopecbeatsONGC,gets-Angola-block-/171139/</a>.</p>     <p>SPIKES, Daniel &ndash; <i>Angola and the Politics of Intervention. </i>Jefferson: McFarland, 1993.</p>     <p>TAYLOR, Ian &ndash; <i>China and Africa: Engagement and Compromise. </i>Oxon: Routledge, 2006.</p>     <p>TAYLOR, Ian &ndash; <i>China&rsquo;s New Role in Africa</i>. Boulder: Lynne Rienner, 2009.</p>     <p>TAYLOR, Ian &ndash; <i>The International Relations of Sub-Saharan Africa</i>. Nova York: Continuum, 2010.</p>     <p>TAYLOR, Ian &ndash; <i>The Forum on China-Africa Cooperation</i>. Londres: Routledge, 2011.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>TAYLOR, Ian &ndash; <i>Africa Rising? BRICS &ndash; Diversifying Dependency</i>. Oxford: James Currey, 2014.</p>     <p>TAYLOR, Ian &ndash; <i>China&rsquo;s Aid to Africa: Does Friendship Really Matter?</i>. Londres: Routledge, 2017.</p>     <p>TVEDTEN, Inge &ndash; <i>Angola: Struggle for Peace and Reconstruction. </i>Nova York: Routledge, 1997.</p>     <p>UNI&Atilde;O NACIONAL PARA A INDEPEND&Ecirc;NCIA TOTAL DE ANGOLA &ndash; <i>Bibliografia do Dr. Jonas Malheiro Savimbi. </i>(Consultado em: 20 de novembro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.UNITAangola.com/PT/affiartinouv4.awp?pArticle=13536" target="_blank">http://www.UNITAangola.com/PT/affiartinouv4.awp?pArticle=13536</a>.</p>     <p>VAN DER WAAL, W. &ndash; <i>Portugal&rsquo;s War in Angola, 1961-74. </i>Rivonia: Ashanti Publishing, 1993.</p>     <p>VINES, Alex; WONG, Lillian; WEIMER, Markus; Campos, Indira &ndash; <i>Thirst for African Oil: Asian National Oil Companies in Nigeria and Angola</i>. Londres: Chatham House.</p>     <p>WANG, Zheng &ndash; <i>Never Forget National Humiliation: Historical Memory in Chinese Politics and Foreign Relations</i>. Nova York: Columbia University Press, 2012.</p>     <p>WILSON CENTER &ndash; &laquo;The Chinese Government&rsquo;s Eight Principles for economic aid and technical assistance to other countries&raquo;. (Consultado em: 5 de dezembro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://digitalarchive.wilsoncenter.org/document/121560" target="_blank">https://digitalarchive.wilsoncenter.org/document/121560</a>.</p>     <p>WOLFERS, Michael; BERGERAD, Jane &ndash; <i>Angola in the Front-Line. </i>Londres: Zed, 1983.</p>     <p>&laquo;YOUTH delegation of Angolan People&rsquo;s Liberation Movement arrived at Beijing&raquo;. In <i>People&rsquo;s Daily</i>. (Consultado em: 20 de novembro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://data.people.com.cn/rmrb/19710709/6" target="_blank">http://data.people.com.cn/rmrb/19710709/6</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Data de rece&ccedil;&atilde;o: 10 de dezembro de 2019 | Data de aprova&ccedil;&atilde;o: 5 de janeiro de 2020</i></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> DENT, Christopher M., ed. &ndash; <i>China and Africa Development Relations</i>. Londres; Nova York: Routledge, 2011.</p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> ALDEN, Chris &ndash; &laquo;China and Africa: from engagement to partnership&raquo;. In <i>China and Angola: A Marriage of Convenience?</i>. Fahamu: Pambazuka Press, 2012, pp. 10-25.</p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> TAYLOR, Ian &ndash; <i>China and Africa: Engagement and Compromise. </i>Oxon: Routledge, 2006.</p>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> VINES, Alex; WONG, Lillian; WEIMER, Markus; CAMPOS, Indira &ndash; <i>Thirst for African Oil: Asian National Oil Companies in Nigeria and Angola</i>. Londres: Chatham House.</p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> CORKIN, Lucy &ndash; &laquo;Uneasy allies: China&rsquo;s evolving relations with Angola&raquo;. In <i>Journal of Contemporary African Studies</i>. Reino Unido. Vol. 29, N.&ordm; 2, 2011, pp. 169-180.</p>     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> CORKIN, Lucy &ndash; &laquo;Angolan political elites&rsquo; management of Chinese credit lines&raquo;. In <i>China and Angola: A Marriage of Convenience?. </i>Fahamu: Pambazuka Press, 2012, pp. 45-67.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> MALAQUIAS, Assis &ndash; &laquo;China is Angola&rsquo;s new best friend &ndash; for now&raquo;. In <i>China and Angola: A Marriage of Convenience?</i>. Fahamu: Pambazuka Press, 2012, pp. 26-44.</p>     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> KIALA, Carine &ndash; &laquo;China-Angola aid relations: strategic cooperation for development? &raquo;. In <i>South African Journal of International Affairs</i>. Vol. 17, N.&ordm; 3, 2010, pp. 313-331.</p>     <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> Ver, por exemplo: FERREIRA, Manuel &ndash; &laquo;China in Angola: just a passion for oil?&raquo;. <i>In </i>ALDEN, C.; LARGE, Daniel; DE OLIVEIRA, Ricardo Soares, eds. &ndash; <i>China Returns to Africa: A Rising Power and a Continent Embrace</i>. Londres: Hurst &amp; Company, 2009, pp. 275-294; ALVES, Ana Cristina &ndash; &laquo;Chinese economic diplomacy in Africa: the Lusophone strategy&raquo;. <i>In </i>ALDEN, C.; LARGE, Daniel; DE OLIVEIRA, Ricardo Soares, eds. &ndash; <i>China Returns to Africa..., </i>pp. 6982; MENDES, Carmen Amado &ndash; &laquo;Asia in Lusophone Africa&raquo;. <i>In </i>RAPOSO, Pedro; ARASE, David; CORNELISSEN, Scarlett, eds. &ndash; <i>Routledge Handbook of Africa-Asia Relations</i>. Abingdon: Routledge, 2017, pp. 321-334. Sofia Fernandes apresenta um estudo pormenorizado sobre os acordos de financiamento estabelecidos entre a China e Angola. FERNANDES, Sofia &ndash; <i>Os Acordos de Financiamento entre a China e Angola: Uma Reconstru&ccedil;&atilde;o P&oacute;s-Conflito sem Reformas Pol&iacute;ticas</i>. Lisboa: Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa, 2015. (Consultado em: 28 de janeiro de 2020). Dispon&iacute;vel em: https://repositorio.iscte-iul.pt/handle/10071/11192.</p>     <p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> CALLAHAN, William &ndash; &laquo;Nationalism, civilization and transnational relations: the discourse of greater China&raquo;. In <i>Journal of Contemporary China</i>. Reino Unido. Vol. 14, N.&ordm; 43, 2007, pp. 269-289.</p>     <p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> JIA, Qingguo &ndash; &laquo;Disrespect and distrust: the external origins of contemporary Chinese nationalism&raquo;. In <i>Journal of Contemporary China</i>. Reino Unido. Vol. 14, N.&ordm; 2, 2006, pp. 11-21.</p>     <p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup> WANG, Zheng &ndash; <i>Never Forget National Humiliation: Historical Memory in Chinese Politics and Foreign Relations</i>. Nova York: Columbia University Press, 2012.</p>     <p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> DITTMER, Lowell; Kim, Samuel &ndash; &laquo;Conclusion&raquo;. In <i>China&rsquo;s Quest for National Identity</i>. Ithaca: Cornell University Press, 1994.</p>     <p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> MOVIMENTO POPULAR DE LIBERTA&Ccedil;&Atilde;O DE ANGOLA &ndash; <i>Hist&oacute;ria: O Partido da Verdade, da Liberdade e do Povo</i>. (Consultado em: 20 de novembro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://m.MPLA.ao/MPLA/historia" target="_blank">http://m.MPLA.ao/MPLA/historia</a>.</p>     <p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup> FUNDA&Ccedil;&Atilde;O ANT&Oacute;NIO AGOSTINHO NETO &ndash; <i>Bibliografia de Agostinho Neto</i>. (Consultado em: 20 de novembro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.agostinhoneto.org/index.php?option=com_content&amp;id=66&amp;lang=en" target="_blank">http://www.agostinhoneto.org/index.php?option=com_content&amp;id=66&amp;lang=en</a>.</p>     <p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup> TAYLOR, Ian &ndash; <i>China and Africa&hellip;</i>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></Sup> BARNETT, Don; HARVEY, Roy &ndash; <i>The Revolution in Angola: MPLA, Life Histories and Documents</i>. Nova York: Bobbs-Merrill, 1972.</p>     <p><Sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></Sup> KHAZANOV, AnatoliË˜i &ndash; <i>Agostinho Neto</i>. Moscovo: Progress Publishers, 1986.</p>     <p><Sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></Sup> Hodges, Tony &ndash; &laquo;The struggle for Angola: how the world powers entered a war in Africa&raquo;. In <i>The Round Table</i>. Reino Unido. Vol. 66, N.&ordm; 262, 1976, pp. 173-184.</p>     <p><Sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></Sup> &laquo;YOUTH delegation of Angolan People&rsquo;s Liberation Movement arrived at Beijing&raquo;. In <i>People&rsquo;s Daily</i>. (Consultado em: 20 de novembro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://data.people.com.cn/rmrb/19710709/6" target="_blank">http://data.people.com.cn/rmrb/19710709/6</a>.</p>     <p><Sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></Sup> MARCUM, John &ndash; <i>The Angolan Revolution. Volume I: Anatomy of an Explosion, 1950-1962</i>. Cambridge: MIT, 1969.</p>     <p><Sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></Sup> ROBERTO, Holden &ndash; &laquo;On communism and Africa&raquo;. In <i>The African Liberation Reader</i>. N.&ordm; 2, 1967, p. 101.</p>     <p><Sup><a name="23"></a><a href="#top23">23</a></Sup> MASON, Philip &ndash; <i>Angola: A Symposium, Views of a Revolt</i>. Londres: Oxford University Press, 1962.</p>     <p><Sup><a name="24"></a><a href="#top24">24</a></Sup> JACKSON, Steven &ndash; &laquo;China&rsquo;s third world foreign policy: the case of Angola and Mozambique, 1961-93&raquo;. In <i>The China Quarterly</i>. Cambridge. N.&ordm; 142, 1995, pp. 388-422.</p>     <p><Sup><a name="25"></a><a href="#top25">25</a></Sup> TAYLOR, Ian &ndash; <i>China and Africa&hellip;</i>.</p>     <p><Sup><a name="26"></a><a href="#top26">26</a></Sup> TVEDTEN, Inge &ndash; <i>Angola: Struggle for Peace and Reconstruction. </i>Nova York: Routledge, 1997.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="27"></a><a href="#top27">27</a></Sup> UNI&Atilde;O NACIONAL PARA A INDEPEND&Ecirc;NCIA TOTAL DE ANGOLA &ndash; <i>Bibliografia do Dr. Jonas Malheiro Savimbi. </i>(Consultado em: 20 de novembro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.UNITAangola.com/PT/affiartinouv4.awp?pArticle=13536" target="_blank">http://www.UNITAangola.com/PT/affiartinouv4.awp?pArticle=13536</a>.</p>     <p><Sup><a name="28"></a><a href="#top28">28</a></Sup> JAMES III, W. Martin &ndash; <i>A Political History of the Civil War in Angola (1974-1990)</i>. Nova J&eacute;rsia: Transaction Publishers, 1992.</p>     <p><Sup><a name="29"></a><a href="#top29">29</a></Sup> BRIDGLAND, Fred &ndash; <i>Jonas Savimbi: A Key to Africa</i>. Edimburgo: Mainstream, 1987.</p>     <p><Sup><a name="30"></a><a href="#top30">30</a></Sup> TAYLOR, Ian &ndash; <i>China and Africa</i>&hellip;.</p>     <p><Sup><a name="31"></a><a href="#top31">31</a></Sup> JACKSON, Steven &ndash; &laquo;China&rsquo;s third world foreign policy&hellip;&raquo;, pp. 388-422.</p>     <p><Sup><a name="32"></a><a href="#top32">32</a></Sup> WOLFERS, Michael; BERGERAD, Jane &ndash; <i>Angola in the Front-Line</i>. Londres: Zed, 1983.</p>     <p><Sup><a name="33"></a><a href="#top33">33</a></Sup> SPIKES, Daniel <i>&ndash; Angola and the Politics of Intervention</i>. Jefferson: McFarland, 1993.</p>     <p><Sup><a name="34"></a><a href="#top34">34</a></Sup> VAN DER WAAL, W. &ndash; <i>Portugal&rsquo;s War in Angola, 1961-74</i>. Rivonia: Ashanti Publishing, 1993.</p>     <p><Sup><a name="35"></a><a href="#top35">35</a></Sup> SPIKES, Daniel &ndash; <i>Angola and the Politics of Intervention</i>.</p>     <p><Sup><a name="36"></a><a href="#top36">36</a></Sup> SHINN, David; EISENMANN, Joshua &ndash; <i>China and Africa: A Century of Engagement</i>. Filad&eacute;lfia: University of Pennsylvania Press, 2012.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="37"></a><a href="#top37">37</a></Sup> ESTEVES, Dilma &ndash; <i>Rela&ccedil;&otilde;es de Coopera&ccedil;&atilde;o China-&Aacute;frica: Caso de Angola</i>. Coimbra: Almedina, 2008.</p>     <p><Sup><a name="38"></a><a href="#top38">38</a></Sup> ALTO COMISSARIADO DAS NA&Ccedil;&Otilde;ES UNIDAS PARA OS REFUGIADOS &ndash; <i>Avalia&ccedil;&atilde;o do Programa de Reintegra&ccedil;&atilde;o de Refugiados do ACNUR em Angola</i>. (Consultado em: 20 de novembro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.unhcr.org/4978881f2.pdf" target="_blank">https://www.unhcr.org/4978881f2.pdf</a>.</p>     <p><Sup><a name="39"></a><a href="#top39">39</a></Sup> OYA, C. &ndash; <i>Comunica&ccedil;&atilde;o no Semin&aacute;rio &laquo;China como fonte de financiamento para &Aacute;frica: hip&oacute;teses, mitos e realidades no desenvolvimento africano&raquo;</i>. Lisboa: ISEG, 2011.</p>     <p><Sup><a name="40"></a><a href="#top40">40</a></Sup> HODGES, Tony &ndash; <i>Angola: Anatomy of an Oil State</i>. Lysaker: Fridtjof Nansen Institute, 2004.</p>     <p><Sup><a name="41"></a><a href="#top41">41</a></Sup> CORKIN, Lucy &ndash; &laquo;Uneasy allies&hellip;&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="42"></a><a href="#top42">42</a></Sup> CROESE, Sylvia &ndash; &laquo;One million houses: Angola&rsquo;s national reconstruction program&raquo;. In <i>China and Angola: A Marriage of Convenience?</i>. Fahamu: Pambazuka Press, 2012, pp. 124-144.</p>     <p><Sup><a name="43"></a><a href="#top43">43</a></Sup> 1) O governo do pa&iacute;s recetor de assist&ecirc;ncia entrega uma proposta de financiamento ao Eximbank; 2) o Eximbank consulta a embaixada chinesa do pa&iacute;s recetor e envia uma equipa para avaliar a viabilidade do projeto; 3) se o projeto foi considerado vi&aacute;vel, o Minist&eacute;rio do Com&eacute;rcio chin&ecirc;s assina um acordo-quadro com o governo do pa&iacute;s recetor; 4) o governo do pa&iacute;s recetor assina um contrato com o Eximbank onde se encontram definidos o volume do financiamento, a forma de garantia, a taxa de juros e o per&iacute;odo de pagamento do empr&eacute;stimo; 5) ap&oacute;s a conclus&atilde;o do projeto, a empresa encarregada pela execu&ccedil;&atilde;o do projeto envia a sua fatura ao departamento do pa&iacute;s recetor respons&aacute;vel por supervisionar os projetos; 6) esse departamento entrega a fatura e um relat&oacute;rio de todo o processo ao Minist&eacute;rio das Finan&ccedil;as do pa&iacute;s recetor; 7) o governo do pa&iacute;s recetor informa o Eximbank da conclus&atilde;o do projeto; 8) o Eximbank faz o pagamento &agrave; empresa encarregue pela execu&ccedil;&atilde;o do projeto; 9) o pa&iacute;s recetor da assist&ecirc;ncia paga ao Eximbank o volume do financiamento e os juros de acordo com o estipulado no contrato. DAVIES, Martyn; EDINGER, Hannah; TAY, Nastasya; NAIDU, Sanusha &ndash; <i>How China Delivers Development Assistance to Africa</i>. Stellenbosch: University of Stellenbosch.</p>     <p><Sup><a name="44"></a><a href="#top44">44</a></Sup> EXECUTIVE RESEARCH ASSOCIATES &ndash; <i>China in Africa: A Strategic Overview. </i>(Consultado em: 22 de novembro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.ide.go.jp/library/English/Data/Africa_file/Manualreport/pdf/china_all.pdf" target="_blank">https://www.ide.go.jp/library/English/Data/Africa_file/Manualreport/pdf/china_all.pdf</a>.</p>     <p><Sup><a name="45"></a><a href="#top45">45</a></Sup> NATHAN, Andrew; ROSS, Robert &ndash; <i>The Great Wall and the Empty Fortress: China&rsquo;s Search for Security</i>. Nova York: W. W. Norton, 1997.</p>     <p><Sup><a name="46"></a><a href="#top46">46</a></Sup> WILSON CENTER &ndash; &laquo;The Chinese Government&rsquo;s Eight Principles for economic aid and technical assistance to other countries &raquo;. (Consultado em: 5 de dezembro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://digitalarchive.wilsoncenter.org/document/121560" target="_blank">https://digitalarchive.wilsoncenter.org/document/121560</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="47"></a><a href="#top47">47</a></Sup> &laquo;FULL text of Chinese President Xi Jinping&rsquo;s speech at opening ceremony of 2018 FOCAC Beijing Summit&raquo;. <i>Xinhua News Agency</i>. (Consultado em: 20 de novembro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.xinhuanet.com/english/2018-09/03/c_129946189.htm" target="_blank">http://www.xinhuanet.com/english/2018-09/03/c_129946189.htm</a>.</p>     <p><Sup><a name="48"></a><a href="#top48">48</a></Sup> LANCASTER, Carol; DUSEN, Ann Van &ndash; <i>Organizing U.S. Foreign Aid: Confronting the Challenges of the Twenty-First Century</i>. Washington: Brookings Institution&rsquo;s Press, 2005.</p>     <p><Sup><a name="49"></a><a href="#top49">49</a></Sup> Sobre as implica&ccedil;&otilde;es para Angola, ver, por exemplo: ILH&Eacute;U, Fernanda; LEANDRO, Francisco; DUARTE, Paulo, eds. &ndash; <i>The New Silk Road and the Portuguese Speaking Countries in the New</i> <i>World Context</i>. Lisboa: Instituto Internacional de Macau e Associa&ccedil;&atilde;o dos Amigos da Nova Rota da Seda, 2019.</p>     <p><Sup><a name="50"></a><a href="#top50">50</a></Sup> Na d&eacute;cada de 1990, por exemplo, a RPC foi alvo de subidas consider&aacute;veis da infla&ccedil;&atilde;o devido exatamente &agrave; acumula&ccedil;&atilde;o de reservas internacionais. Na altura, a RPC tinha utilizado as suas reservas internacionais para comprar t&iacute;tulos da d&iacute;vida norte-americana, o que culminou em altos riscos de deprecia&ccedil;&atilde;o das reservas internacionais chinesas devido &agrave;s baixas taxas de juro. LI, Zhiping &ndash; &laquo;Thinking on the management of Foreign-Exchange Reserve of China&raquo;. In <i>The Theory</i> <i>and Practice of Finance and Economics</i>. Vol. 23, N.&ordm; 120, pp. 50-52.</p>     <p><Sup><a name="51"></a><a href="#top51">51</a></Sup> BANCO MUNDIAL &ndash; <i>China GDP Growth (Annual %)</i>. (Consultado em: 20 de novembro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://data.worldbank.org/indicator/NY.GDP.MKTP.KD.ZG?locations=CN&amp;view=chart" target="_blank">https://data.worldbank.org/indicator/NY.GDP.MKTP.KD.ZG?locations=CN&amp;view=chart</a>.</p>     <p><Sup><a name="52"></a><a href="#top52">52</a></Sup> MINIST&Eacute;RIO DO COM&Eacute;RCIO DA REP&Uacute;BLICA POPULAR DA CHINA &ndash; <i>Speech of Vice-Premier of the Council of State Wu Bangguo on International Investment Forum</i>. (Consultado em: 22 de novembro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.mofcom.gov.cn/" target="_blank">http://www.mofcom.gov.cn/</a>.</p>     <p><Sup><a name="53"></a><a href="#top53">53</a></Sup> <i>Ibidem</i>.</p>     <p><Sup><a name="54"></a><a href="#top54">54</a></Sup> JEPMA, C. J. &ndash; <i>The Tying of Aid</i>. Paris: OECD, 1991.</p>     <p><Sup><a name="55"></a><a href="#top55">55</a></Sup> BR&Auml;UTIGAM, Deborah &ndash; &laquo;Aid &ldquo;with Chinese characteristics&rdquo;: Chinese foreign aid and development finance meet the OECDDAC aid regime&raquo;. In <i>Journal of International Development</i>. Nova York. Vol. 23, N.&ordm; 5, 2011, pp. 752-764.</p>     <p><Sup><a name="56"></a><a href="#top56">56</a></Sup> CORKIN, Lucy; BURKE, Christopher &ndash; <i>China&rsquo;s Interest and Activity in Africa&rsquo;s Construction and Infrastructure Sectors</i>. Stellenbosch: Centre for Chinese Studies, 2006.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="57"></a><a href="#top57">57</a></Sup> <i>Ibidem</i>.</p>     <p><Sup><a name="58"></a><a href="#top58">58</a></Sup> Ver, por exemplo, o estudo de FERNANDES, Sofia <i>&ndash; Os Acordos de Financiamento entre a China e Angola</i>&hellip;.</p>     <p><Sup><a name="59"></a><a href="#top59">59</a></Sup> CORKIN, Lucy &ndash; &laquo;Uneasy allies&hellip;&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="60"></a><a href="#top60">60</a></Sup> &laquo;SINOPEC beats ONGC, gets Angola block&raquo;. In <i>Financial Express</i>. (Consultado em: 5 de dezembro de 2019). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.financialexpress.com/archive/Sinopec-beats-ONGC,-gets-Angola-block-/171139/" target="_blank">https://www.financialexpress.com/archive/Sinopec-beats-ONGC,-gets-Angola-block-/171139/</a>.</p>     <p><Sup><a name="61"></a><a href="#top61">61</a></Sup> FERNANDES, Sofia &ndash; <i>Os Acordos de Financiamento entre a China e Angola</i>&hellip;.</p>     <p><Sup><a name="62"></a><a href="#top62">62</a></Sup> A maioria dos autores que trabalham na encruzilhada das Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais e dos Estudos Africanos n&atilde;o aprofunda a vis&atilde;o da China enquanto v&iacute;tima do colonialismo, mas sim enquanto parceira privilegiada na coopera&ccedil;&atilde;o Sul-Sul. Ver, por exemplo: ALDEN, C.; LARGE, Daniel; DE OLIVEIRA, Ricardo Soares, eds. &ndash; <i>New Directions in Africa-China Studies</i>. Londres: Routledge, 2018; CHAN, Stephen &ndash; <i>The Morality of China in Africa: The Middle Kingdom and the Dark Continent</i>. Londres: Zed Books, 2013; CHENG, Zhangxi; TAYLOR, Ian &ndash; <i>China&rsquo;s Aid to Africa:</i> <i>Does Friendship Really Matter?.</i> Londres: Routledge, 2017; TAYLOR, Ian &ndash; <i>Africa Rising? BRICS &ndash;</i> <i>Diversifying Dependency</i>. Oxford: James Currey, 2014; TAYLOR, Ian &ndash; <i>The Forum on China-Africa</i> <i>Cooperation</i>. Londres: Routledge, 2011; TAYLOR, Ian &ndash; <i>The International Relations of Sub-Saharan Africa</i>. Nova York: Continuum, 2010; TAYLOR, Ian &ndash; <i>China&rsquo;s New Role in Africa</i>. Boulder: Lynne Rienner, 2009; TAYLOR, Ian &ndash; <i>China and Africa&hellip;.</i></p> </html>      ]]></body><back>
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