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<article-id pub-id-type="doi">10.23906/ri2020.65a08</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O Império do Brasil (1844-1864): Os reflexos do café na formação econômica do Brasil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The Empire of Brazil (1844-1864): the coffee economy]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper talks about the main factors for the socioeconomic changes that occurred in Brazil during the second half of the 19th century. This research seeks to reflect the consequences of the coffee production in the formation and consolidation of the Brazilian State and the National Economy. In fact, the economy based on coffee production expanded the domestic and international market. In addition, the taxation gave to the Brazilian Government the ability to expand its control over society.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>O Imp&eacute;rio do Brasil (1844-1864)</b>: <b>Os reflexos do caf&eacute; na forma&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica do Brasil</b></p>     <p><b>The Empire of Brazil (1844-1864): the coffee economy</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><B>Rodolfo Raja Gabaglia Artiaga</B></p>     <p>&nbsp;Faculdades PAN Padr&atilde;o | Av. Anhanguera, S/N Rodovi&aacute;rio, Goi&acirc;nia GO, 74430-030, Brasil | <a href="mailto:rodolfo@guadvogados.com">rodolfo@guadvogados.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este artigo tem como objetivo apresentar os principais fatores para as transforma&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas ocorridas na segunda metade do s&eacute;culo XIX no Brasil. Esta pesquisa busca refletir as consequ&ecirc;ncias do complexo cafeeiro na forma&ccedil;&atilde;o e consolida&ccedil;&atilde;o do Estado brasileiro e da economia nacional<b>. </b>De fato, a economia cafeeira nacional impulsionou o mercado interno e ampliou as rela&ccedil;&otilde;es comerciais externas. Al&eacute;m disso, o tributo conferiu ao Estado a capacidade de ampliar o seu controle sobre a sociedade.</p>     <p><b>Palavras-chave</b><i>: </i>Imp&eacute;rio do Brasil, economia pol&iacute;tica internacional, pol&iacute;tica externa brasileira, poder pol&iacute;tico.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This paper talks about the main factors for the socioeconomic changes that occurred in Brazil during the second half of the 19th century. This research seeks to reflect the consequences of the coffee production in the formation and consolidation of the Brazilian State and the National Economy. In fact, the economy based on coffee production expanded the domestic and international market. In addition, the taxation gave to the Brazilian Government the ability to expand its control over society.</p>     <p><b>Keywords</b><i>: </i>Brazilian Empire, International Political Economy, Brazilian Foreign Policy, Political Power.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>As transforma&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas, ocorridas ao longo do s&eacute;culo XIX foram extremamente importantes para a consolida&ccedil;&atilde;o e para a forma&ccedil;&atilde;o do Estado e da economia nacional no Brasil. Entre os acontecimentos importantes na hist&oacute;ria brasileira, destacam-se o interc&acirc;mbio econ&ocirc;mico e a organiza&ccedil;&atilde;o de uma economia cafeeira de exporta&ccedil;&atilde;o, orientada sob um regime escravocrata. Ao longo desse per&iacute;odo, observa-se a crescente presen&ccedil;a do mercado brasileiro no com&eacute;rcio internacional como um pa&iacute;s produtor de mat&eacute;rias-primas. Por exemplo, o Brasil era um grande exportador de a&ccedil;&uacute;car, fumo, couro, erva-mate, arroz, cacau, madeira e borracha. Apesar da diversidade na produ&ccedil;&atilde;o, foi o caf&eacute; que possibilitou a reinser&ccedil;&atilde;o do Brasil no mercado mundial, ap&oacute;s o decl&iacute;nio da produ&ccedil;&atilde;o de exporta&ccedil;&atilde;o do Nordeste e do ciclo do ouro<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>.</p>     <p>O fim do Pacto Colonial e a Abertura dos Portos s&atilde;o as duas principais express&otilde;es da crise da economia colonial brasileira. A forma&ccedil;&atilde;o do Estado brasileiro foi resultado de uma crise da economia colonial, ainda que os rumos da crise n&atilde;o estivessem de forma alguma prefixados. Ao se abrir para o mundo, o Brasil poderia perfeitamente ter regredido &agrave; economia escravista de subsist&ecirc;ncia. Fato &eacute; que a crescente produ&ccedil;&atilde;o de caf&eacute; na regi&atilde;o do Vale do Para&iacute;ba possibilitou o surgimento das condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para transformar o pa&iacute;s em uma economia mercantil-escravista cafeeira nacional<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>.</p>     <p>Ao longo da segunda metade do s&eacute;culo XIX, o caf&eacute; se tornou o principal produto exportado pelo Brasil. Essa mudan&ccedil;a na pauta de exporta&ccedil;&atilde;o ocasionou um deslocamento do eixo econ&ocirc;mico para a regi&atilde;o Sudeste (principal regi&atilde;o produtora de caf&eacute;). Esta mudan&ccedil;a n&atilde;o foi suficiente para esgotar a economia escravista ou afastar os males das flutua&ccedil;&otilde;es externas. Fato &eacute; que a altera&ccedil;&atilde;o do eixo econ&ocirc;mico para o Sudeste e a cafeicultura, ao longo do s&eacute;culo XIX, induziram um amplo processo de rearticula&ccedil;&atilde;o interna e externa do Estado nacional, ora em forma&ccedil;&atilde;o, o que alterou para sempre e deu novos contornos a vida urbana no Brasil<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>.</p>     <p>No s&eacute;culo XIX, a expans&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o de caf&eacute;, no Vale do Para&iacute;ba, ocasionou um consider&aacute;vel aumento na balan&ccedil;a comercial brasileira. A exporta&ccedil;&atilde;o de caf&eacute; para a Europa e para os Estados Unidos reativou o com&eacute;rcio interno e exterior brasileiro. Nesse sentido, o avan&ccedil;o da produ&ccedil;&atilde;o cafeeira alterou significativamente a estrutura socioecon&ocirc;mica e a organiza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tico-administrativa do Imp&eacute;rio Brasileiro, como poder&aacute; ser observado ao longo deste trabalho<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>.</p>     <p>A economia brasileira, a partir da d&eacute;cada de 1840, deve ser entendida por meio de tr&ecirc;s caracter&iacute;sticas dominantes. A primeira variante &eacute; a presen&ccedil;a das grandes propriedades rurais. A segunda &eacute; a concentra&ccedil;&atilde;o da economia na monocultura de caf&eacute;. A terceira &eacute; o significativo aumento do trabalho escravo no pa&iacute;s. Esse modelo econ&ocirc;mico cafeeiro favoreceu a continuidade de mercados internos isolados ou com pequena intera&ccedil;&atilde;o entre as regi&otilde;es econ&ocirc;micas. Diante do avan&ccedil;o da economia cafeeira, a regi&atilde;o Sudeste se tornou a &laquo;locomotiva&raquo; produtiva do pa&iacute;s, pois &eacute; a principal &aacute;rea de gera&ccedil;&atilde;o e de concentra&ccedil;&atilde;o de riqueza<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A economia cafeeira de exporta&ccedil;&atilde;o foi a solu&ccedil;&atilde;o encontrada para um pa&iacute;s com uma economia perif&eacute;rica, sem t&eacute;cnica pr&oacute;pria e no qual praticamente n&atilde;o se formavam capitais que pudessem ser desviados para novas atividades. Nesse sentido, o desenvolvimento do caf&eacute; foi respons&aacute;vel por possibilitar uma relativa autonomia no modo de produ&ccedil;&atilde;o e certamente foi o respons&aacute;vel pelo in&iacute;cio da integra&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica do pa&iacute;s<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>. O caf&eacute; se tornou um importante produto na pauta de exporta&ccedil;&otilde;es do Brasil e passou a orientar toda a produ&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica do pa&iacute;s, principalmente, pela tend&ecirc;ncia declinante dos outros produtos prim&aacute;rios. Por exemplo, o aumento da produ&ccedil;&atilde;o de caf&eacute; afetou as produ&ccedil;&otilde;es de a&ccedil;&uacute;car, algod&atilde;o, fumo, couros, arroz, cacau, pois estes produtos j&aacute; n&atilde;o eram t&atilde;o atrativos como o caf&eacute;<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>.</p>     <p>De fato, o caf&eacute; foi o &uacute;nico produto que reuniu as condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para fortalecer o Estado e a expans&atilde;o da economia nacional. Em outras palavras, a transforma&ccedil;&atilde;o do caf&eacute; em produto de exporta&ccedil;&atilde;o marcou o in&iacute;cio de uma nova fase na hist&oacute;ria do Brasil<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>. A primeira fase de expans&atilde;o cafeeira transcorreu com pouco interesse pelos produtores brasileiros, principalmente, em decorr&ecirc;ncia da prec&aacute;ria condi&ccedil;&atilde;o dos fatores de produ&ccedil;&atilde;o no Brasil e pelos pre&ccedil;os declinantes dos produtos de exporta&ccedil;&atilde;o. Desde a decad&ecirc;ncia da minera&ccedil;&atilde;o, a produ&ccedil;&atilde;o de caf&eacute; se tornou a oportunidade mais vi&aacute;vel para realocar os recursos produtivos semiociosos da economia brasileira<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>.</p>     <p>&Eacute; importante observar que existiram dois per&iacute;odos marcantes na produ&ccedil;&atilde;o cafeeira: o de generaliza&ccedil;&atilde;o do consumo mundial e o de p&oacute;s-generaliza&ccedil;&atilde;o. O per&iacute;odo de generaliza&ccedil;&atilde;o do consumo de caf&eacute; &eacute; marcado pelo decl&iacute;nio de pre&ccedil;os, o que possibilitou o amplo consumo de caf&eacute; pelas camadas da popula&ccedil;&atilde;o dos pa&iacute;ses importadores. O per&iacute;odo de p&oacute;s-generaliza&ccedil;&atilde;o do caf&eacute; &eacute; marcado pela fixa&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;os e pelo consumo generalizado e popular.</p>     <p>A fase de forma&ccedil;&atilde;o e consolida&ccedil;&atilde;o da economia cafeeira ocorreu nos segundo e terceiro quart&eacute;is do s&eacute;culo XIX. A cafeicultura tornou-se gradualmente atrativa aos produtores brasileiros e alcan&ccedil;ou pleno desenvolvimento em raz&atilde;o da utiliza&ccedil;&atilde;o intensiva de m&atilde;o-de-obra escrava e do grau de capitaliza&ccedil;&atilde;o muito mais baixo do que o exigido pela economia a&ccedil;ucareira. Os custos de produ&ccedil;&atilde;o tornaram-se menores que os da empresa a&ccedil;ucareira. Al&eacute;m disso, a abund&acirc;ncia de terra possibilitou um crescimento cont&iacute;nuo nesse setor. Fato &eacute; que a abund&acirc;ncia de terra e os m&iacute;nimos fatores de produ&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;veis pelo ciclo a&ccedil;ucareiro e de ouro possibilitaram essa r&aacute;pida expans&atilde;o agr&iacute;cola na atual regi&atilde;o Sudeste<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>.</p>     <p>A etapa de forma&ccedil;&atilde;o cafeeira no Brasil &eacute; extremamente importante para uma plena compreens&atilde;o sobre o desenvolvimento socioecon&ocirc;mico e pol&iacute;tico do pa&iacute;s. Afinal, a economia cafeeira foi respons&aacute;vel pelo surgimento de uma nova &laquo;classe empres&aacute;ria&raquo; e uma incipiente classe urbana que desempenhar&aacute;, ao longo do s&eacute;culo XIX, papel fundamental no desenvolvimento econ&ocirc;mico do Brasil<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a>.</p>     <p>A economia brasileira prosperou durante toda a segunda metade do s&eacute;culo XIX, pois a produ&ccedil;&atilde;o de caf&eacute; garantiu a estabilidade das contas nacionais. A produ&ccedil;&atilde;o de caf&eacute; avan&ccedil;ou pela Baixada fluminense, pelo Vale do Para&iacute;ba at&eacute; adentrar o Oeste paulista, o que possibilitou a incorpora&ccedil;&atilde;o de novas &aacute;reas ao eixo econ&ocirc;mico dominante, ou seja, atual regi&atilde;o Sudeste. A combina&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o de caf&eacute; com os surtos ocorridos nesses per&iacute;odos de cana-de-a&ccedil;&uacute;car, de algod&atilde;o, de borracha e de outros produtos prim&aacute;rios, favoreceu a diversifica&ccedil;&atilde;o paulatina da produ&ccedil;&atilde;o brasileira e contribuiu para o nascimento e o fortalecimento de uma economia nacional e de um sistema social<sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>.</p>     <p>A evolu&ccedil;&atilde;o do com&eacute;rcio exterior brasileiro foi possibilitada pela expans&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o cafeeira e pode ser observada por meio da exporta&ccedil;&atilde;o do Brasil, que cresceu cerca de 200%, entre 1851-1860 e 1891 e 1900. Caio Prado J&uacute;nior afirma que parte desse valor se reverteu em capital aplicado internamente na continuidade e na expans&atilde;o da economia cafeeira, sendo que outras parcelas foram aplicadas em atividades incipientes, como no com&eacute;rcio de produtos manufaturados, na produ&ccedil;&atilde;o artesanal e fabril e no setor de servi&ccedil;os<sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>.</p>     <p>O fortalecimento do com&eacute;rcio exterior brasileiro ocorreu ap&oacute;s a relativa integra&ccedil;&atilde;o de outros setores da incipiente economia brasileira com o complexo cafeeiro, o que contribuiu para ampliar o volume de exporta&ccedil;&otilde;es e importa&ccedil;&otilde;es do Brasil. O complexo cafeeiro, em toda a etapa de gesta&ccedil;&atilde;o, vinculou os interesses da produ&ccedil;&atilde;o aos do com&eacute;rcio, reintegrando o Brasil no processo de expans&atilde;o do com&eacute;rcio mundial. Ap&oacute;s esse processo, a economia cafeeira alcan&ccedil;ou as condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para autofinanciar a sua extraordin&aacute;ria transforma&ccedil;&atilde;o do cen&aacute;rio socioecon&ocirc;mico brasileiro<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a>.</p>     <p>Ao longo de 1840 a 1864, ocorreu uma significativa amplia&ccedil;&atilde;o do volume de exporta&ccedil;&atilde;o e de importa&ccedil;&atilde;o de mercadorias de modo que em vinte anos o pa&iacute;s triplicou esses valores, como pode ser observado nos Relat&oacute;rios do Minist&eacute;rio da Fazenda do Imp&eacute;rio do Brasil (1844-1864). Al&eacute;m disso, percebe-se que ocorre a amplia&ccedil;&atilde;o de um intenso com&eacute;rcio e uma intensa navega&ccedil;&atilde;o entre as prov&iacute;ncias e outros pa&iacute;ses, como os do Rio da Prata<sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>.</p>     <p>A cria&ccedil;&atilde;o do sistema de cafeicultura escravista-exportador gerou uma economia nacional muito mais complexa do que uma simples <i>plantation </i>escravista ligada ao mercado internacional. Os produtores brasileiros criaram, ainda que de modo imperfeito, uma economia nacional cuja base est&aacute; na cafeicultura. No Brasil, o capital mercantil vai al&eacute;m da sua apropria&ccedil;&atilde;o, pois uma parcela de sua acumula&ccedil;&atilde;o &eacute; reinvestida na produ&ccedil;&atilde;o interna de modo cont&iacute;nuo. Fato &eacute; que a cafeicultura possibilitou a acumula&ccedil;&atilde;o de riquezas no Brasil, o que transformou a realidade socioecon&ocirc;mica do pa&iacute;s<sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>AS EXTERNALIDADES DA CAFEICULTURA: A CRIA&Ccedil;&Atilde;O DO COMPLEXO CAFEEIRO</b><sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a></p>     <p>As d&eacute;cadas de 1840 e 1850 foram &eacute;pocas em que v&aacute;rias medidas foram adotadas como consequ&ecirc;ncia do processo de transforma&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica do Brasil. A forma&ccedil;&atilde;o do Estado e da economia brasileira pode ser observada a partir da extin&ccedil;&atilde;o do tr&aacute;fico de escravos, da Lei de Terras, do C&oacute;digo Comercial<sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>.</p>     <p>A d&eacute;cada de 1840 marca o in&iacute;cio de um processo irrevers&iacute;vel de transforma&ccedil;&atilde;o da estrutura socioecon&ocirc;mica brasileira. Fato &eacute; que o pa&iacute;s se consolidou como uma economia mercantil-escravista cafeeira nacional, cujo dinamismo da economia brasileira foi garantido por meio da expans&atilde;o cafeeira pelo Vale do Para&iacute;ba. Assim, o surgimento de uma economia nacional deve ser entendido, de certo modo, como obra do capital mercantil nacional associado &agrave; produ&ccedil;&atilde;o cafeeira<sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>.</p>     <p>Nesse sentido, a economia cafeeira foi obra do capital mercantil nacional, j&aacute; em forma&ccedil;&atilde;o desde o final do s&eacute;culo XVIII, que recebeu not&aacute;vel impulso do capital financeiro ingl&ecirc;s e do Estado imperial que garantiu os juros para investimentos na moderniza&ccedil;&atilde;o da infraestrutura do pa&iacute;s. A abund&acirc;ncia de capital somada &agrave; infraestrutura, &agrave; redistribui&ccedil;&atilde;o da m&atilde;o-de-obra escrava e &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es excepcionais de plano e solo f&eacute;rtil garantiram a r&aacute;pida expans&atilde;o do complexo cafeeiro<sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>.</p>     <p>A etapa de forma&ccedil;&atilde;o cafeeira no Brasil &eacute; extremamente importante para se entender o desenvolvimento socioecon&ocirc;mico e pol&iacute;tico do pa&iacute;s no s&eacute;culo XIX, pois a economia cafeeira impulsionou a expans&atilde;o da vida urbana. O complexo cafeeiro ampliou a vida urbana e consequentemente aumentou o consumo de diversos produtos pela popula&ccedil;&atilde;o. A expans&atilde;o do consumo interno possibilitou um significativo aumento na navega&ccedil;&atilde;o e no com&eacute;rcio com as principais pot&ecirc;ncias e tamb&eacute;m com os vizinhos do Cone Sul<sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a>. A economia brasileira prosperou durante toda a segunda metade do s&eacute;culo XIX, esse r&aacute;pido desenvolvimento econ&ocirc;mico foi resultado de uma significativa expans&atilde;o do com&eacute;rcio exterior do Brasil. Fato &eacute; que parte desse valor foi revertido em investimentos na agricultura, especialmente na cafeicultura. Outras parcelas foram revertidas em investimentos nas atividades urbanas, pois &agrave; medida que crescia a renda nacional, tamb&eacute;m se desenvolvia o com&eacute;rcio de produtos de manufaturados, a produ&ccedil;&atilde;o artesanal e fabril e o setor de servi&ccedil;os. Assim, o complexo cafeeiro se tornou a locomotiva da incipiente economia nacional brasileira<sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>.</p>     <p>O complexo cafeeiro, impulsionado pelo <i>boom </i>do caf&eacute;, restaurou o equil&iacute;brio das contas externas. A partir de 1860, o com&eacute;rcio exterior teve super&aacute;vits crescentes, apesar da expans&atilde;o das importa&ccedil;&otilde;es que atendiam ao aumento de consumo interno, ou mesmo ao aparelhamento em infraestrutura. Nesse sentido, pela primeira vez a riqueza nacional transformou o cen&aacute;rio da vida urbana no pa&iacute;s. Por exemplo, na d&eacute;cada de 1860, o Rio de Janeiro tinha mais de 60 ind&uacute;strias, 14 bancos, 20 empresas de navega&ccedil;&atilde;o, oito mineradoras e v&aacute;rias estradas de ferro<sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a>.</p>     <p>O aumento da renda nacional estimulou a atividade comercial e industrial no Brasil. Entre 1850 e 1870, o n&uacute;mero de estabelecimentos industriais multiplicou por dez vezes. A vida urbana ganhou novos contornos, com a clara expans&atilde;o dos setores manufatureiros e de servi&ccedil;os. O complexo cafeeiro ocasionou uma verdadeira transforma&ccedil;&atilde;o no sistema ocupacional da popula&ccedil;&atilde;o. Aos poucos se constitu&iacute;a uma relativa divis&atilde;o do trabalho no Brasil<sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a>.</p>     <p>Em 1872, quando o complexo cafeeiro estava em pleno auge, foi realizado um censo demogr&aacute;fico da popula&ccedil;&atilde;o brasileira, observa-se as variedades de profiss&otilde;es liberais, industriais, comerciais, manuais, agr&iacute;colas e de assalariados. De fato, a expans&atilde;o do consumo urbano foi fundamental para o surgimento de novas profiss&otilde;es e consequentemente para a amplia&ccedil;&atilde;o da m&atilde;o-de-obra. Desde 1840 se observa o desenvolvimento de novos centros urbanos, entre o Rio de Janeiro e Santos, que passaram a ser o principal eixo exportador e de consumo do pa&iacute;s<sup><a href="#25">25</a></sup><a name="top25"></a>.</p>     <p>O complexo cafeeiro favoreceu a cria&ccedil;&atilde;o de um ambiente urbano ativo. Durante a segunda metade do s&eacute;culo XIX, o progresso econ&ocirc;mico implicou uma acumula&ccedil;&atilde;o de riqueza e uma eleva&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de vida, ainda que restritas. A expans&atilde;o da economia cafeeira impulsionou o desenvolvimento de centros urbanos e comerciais. Entre as mudan&ccedil;as ocorridas no Brasil, ao longo desse per&iacute;odo, destaca-se a moderniza&ccedil;&atilde;o do sistema de transportes com uma significativa expans&atilde;o do sistema ferrovi&aacute;rio e portu&aacute;rio<sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Entre os motivos que justificam a moderniza&ccedil;&atilde;o na infraestrutura est&atilde;o a libera&ccedil;&atilde;o de capitais resultantes do fim da importa&ccedil;&atilde;o do tr&aacute;fico de escravos e um aumento da renda nacional. Uma parte desses capitais associados aos investimentos externos foi direcionada a uma relativa moderniza&ccedil;&atilde;o &laquo;capitalista&raquo;, ou seja, a uma tentativa de se criar mercados de trabalho, de se disponibilizar novas terras e de se utilizar outros recursos dispon&iacute;veis<sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>.</p>     <p>A regi&atilde;o Sudeste se tornou a principal beneficiada pelos investimentos do complexo cafeeiro. Por exemplo, h&aacute; uma expans&atilde;o dos munic&iacute;pios em toda regi&atilde;o de S&atilde;o Paulo. Por exemplo, surgem as cidades de Campinas, Judiai, Itu, Mogi, Amparo, Rio Claro. O pa&iacute;s aos poucos integrou novas regi&otilde;es ao seu centro econ&ocirc;mico, as quais pelas riquezas viam o desenvolvimento urbano florescer. Al&eacute;m disso, o pa&iacute;s multiplicava seu contingente populacional. Fato &eacute; que, em um espa&ccedil;o de vinte anos, o pa&iacute;s viu o seu n&uacute;mero populacional dobrar, como pode ser observado nas estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica<sup><a href="#28">28</a></sup><a name="top28"></a>.</p>     <p>Nessa perspectiva, as atividades de produ&ccedil;&atilde;o e de exporta&ccedil;&atilde;o do caf&eacute; geraram demanda para o desenvolvimento de novos setores da economia. Por exemplo, houve demanda pela cria&ccedil;&atilde;o de ind&uacute;strias, de infraestrutura de transportes ferrovi&aacute;rios e portu&aacute;rios e principalmente deu origem a um relativo surto de urbaniza&ccedil;&atilde;o. Definitivamente, o pa&iacute;s caminhava para um novo rumo ao progresso econ&ocirc;mico sem volta<sup><a href="#29">29</a></sup><a name="top29"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>AS EXTERNALIDADES DO COMPLEXO CAFEEIRO: EXPANS&Atilde;O DO MERCADO INTERNO</b></p>     <p>Os quarenta anos que separam a Rep&uacute;blica da segunda metade do s&eacute;culo XIX constituem uma fase hist&oacute;rica em que, por meio do complexo cafeeiro, o com&eacute;rcio exterior se ampliou de modo significativo e se formaram os sistemas monet&aacute;rios e de cr&eacute;ditos nacionais. As atividades ligadas a esse processo, como as v&aacute;rias atividades de infraestrutura e de ind&uacute;stria, ocasionaram a expans&atilde;o da atividade urbana<sup><a href="#30">30</a></sup><a name="top30"></a>.</p>     <p>Nesse sentido, a oferta de capital nacional e estrangeiro favoreceu de modo significativo a estabilidade e a continuidade da economia cafeeira. Os produtores de caf&eacute; aliados ao seu patrim&ocirc;nio se acham integrados ao c&iacute;rculo que move o capital mercantil. O com&eacute;rcio foi a primeira express&atilde;o do sucesso do capital mercantil associado ao complexo cafeeiro. A expans&atilde;o do com&eacute;rcio foi respons&aacute;vel em grande parte por uma crescente disponibilidade de capital, que est&aacute; na origem do cr&eacute;dito, do pr&oacute;prio sistema monet&aacute;rio, tribut&aacute;rio e banc&aacute;rio do pa&iacute;s<sup><a href="#31">31</a></sup><a name="top31"></a>. O r&aacute;pido crescimento do com&eacute;rcio pode ser observado na expans&atilde;o da navega&ccedil;&atilde;o de longo curso e de cabotagem no Brasil. A participa&ccedil;&atilde;o nacional, em percentual, do per&iacute;odo de 1840 a 1870, se aproxima da primeira fase da &eacute;poca republicana. Nesse sentido, o com&eacute;rcio brasileiro tornou-se mais din&acirc;mico e importante no cen&aacute;rio internacional, o que propiciou de modo relativo uma autonomia nas rela&ccedil;&otilde;es internacionais. Ao longo de toda a segunda metade do s&eacute;culo XIX, a participa&ccedil;&atilde;o do Brasil na navega&ccedil;&atilde;o mundial de longo curso e de cabotagem foi superior a 50%, exceto nos momentos de crise econ&ocirc;mica causados por guerras<sup><a href="#32">32</a></sup><a name="top32"></a>.</p>     <p>A partir de 1840, houve uma significativa mudan&ccedil;a no padr&atilde;o de vida urbana. Al&eacute;m disso, o desenvolvimento do sistema monet&aacute;rio, tribut&aacute;rio, banc&aacute;rio e a interrup&ccedil;&atilde;o do tr&aacute;fico internacional de escravos, como fator aut&ocirc;nomo, promoveram um influxo extraordin&aacute;rio de riquezas. De fato, a expans&atilde;o da renda nacional gerou um maior consumo dos insumos industriais e de alimentos estrangeiros e nacionais. A riqueza nacional pode ser observada no significativo aumento de testamentos passados no munic&iacute;pio da Corte, pois essa quantidade triplicou em um espa&ccedil;o de quinze anos<sup><a href="#33">33</a></sup><a name="top33"></a>. O Brasil, na &eacute;poca da produ&ccedil;&atilde;o de caf&eacute;, teve uma taxa de crescimento econ&ocirc;mico elevada, se comparada com o desenvolvimento da economia mundial. Celso Furtado apresenta valores comparativos em que, na segunda metade do s&eacute;culo XIX, o Brasil multiplicou a renda real por 5,4, sendo que a taxa de crescimento anual foi de 3,5% e a <i>per capita </i>de 1,5%. Durante a mesma &eacute;poca os Estados Unidos, por exemplo, multiplicaram a renda real por 5,7. Assim, &eacute; poss&iacute;vel observar que durante esse per&iacute;odo houve um ritmo de desenvolvimento socioecon&ocirc;mico acima da m&eacute;dia mundial<sup><a href="#34">34</a></sup><a name="top34"></a>.</p>     <p>O capital mercantil influenciou o processo de forma&ccedil;&atilde;o da economia nacional e alcan&ccedil;ou o seu auge de import&acirc;ncia em 1850. Posteriormente, o capital mercantil ocasionou a exist&ecirc;ncia de um sistema monet&aacute;rio brasileiro que passou a financiar o complexo cafeeiro. Os bancos comerciais cafeeiros come&ccedil;aram a se formar na d&eacute;cada de 1850 e desde ent&atilde;o se tornaram os verdadeiros agentes de financiamento do processo de produ&ccedil;&atilde;o cafeeiro<sup><a href="#35">35</a></sup><a name="top35"></a>. Ap&oacute;s 1850, com a expans&atilde;o do complexo cafeeiro e das novas atividades comerciais e urbanas, o Banco do Brasil, antes de car&aacute;ter provincial, passa a operar em bases nacionais e como um banco comercial. Ressalta-se o surgimento dos bancos de capital privado nacional, como o Banco Mau&aacute; e o Mac Gregor &amp; Cia, ambos influenciados pelo avan&ccedil;o da economia brasileira. Al&eacute;m disso, os bancos de iniciativa estrangeira passaram a operar no Brasil, a partir de 1860. Por exemplo, o London &amp; Brazilian Bank. As pra&ccedil;as estrangeiras eram geralmente autorizadas a operar nos servi&ccedil;os de c&acirc;mbio, dep&oacute;sitos, descontos e financiamentos. Destaca-se tamb&eacute;m o papel das seguradoras no setor financeiro. Entre 1860 e 1875, havia 21 seguradoras estrangeiras registradas no pa&iacute;s, o que garantiu certa estabilidade nos investimentos voltados a importa&ccedil;&atilde;o e exporta&ccedil;&atilde;o brasileira<sup><a href="#36">36</a></sup><a name="top36"></a>.</p>     <p>O exponencial aumento dos investimentos estrangeiros no Brasil ocorreu paralelamente &agrave; grande expans&atilde;o mundial do sistema banc&aacute;rio brit&acirc;nico e ao crescimento expressivo do com&eacute;rcio internacional, o qual se d&aacute; a partir da aboli&ccedil;&atilde;o das Leis do Trigo e Atos de Navega&ccedil;&atilde;o. Entre 1840 e 1870, o volume das exporta&ccedil;&otilde;es e importa&ccedil;&otilde;es mundiais seria quintuplicado, assim como ocorreu com o com&eacute;rcio exterior brasileiro<sup><a href="#37">37</a></sup><a name="top37"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>J&aacute; na segunda metade do s&eacute;culo XIX, o Brasil era o principal fluxo de investimentos brit&acirc;nicos na Am&eacute;rica Latina. &Eacute;poca em que os fluxos de investimentos para a Argentina e para o Chile ainda eram incipientes. Fato &eacute; que o Brasil recebeu quatro vezes mais capital ingl&ecirc;s do que o Chile e duas vezes mais que o vizinho argentino. Nesse sentido, as exporta&ccedil;&otilde;es inglesas para o Brasil tamb&eacute;m n&atilde;o pararam de crescer ao longo das d&eacute;cadas de 1860 e 1870, pois aumentaram em mais de 100%. O com&eacute;rcio brasileiro tamb&eacute;m se expandiu para outras regi&otilde;es como os Estados Unidos e a regi&atilde;o do Prata, em decorr&ecirc;ncia do fortalecimento da economia cafeeira, entre outros fatores<sup><a href="#38">38</a></sup><a name="top38"></a>.</p>     <p>Os investimentos brit&acirc;nicos eram expressivos e, sobretudo, realizados nas atividades de intermedia&ccedil;&atilde;o comercial e banc&aacute;ria. A participa&ccedil;&atilde;o inglesa pode ser percebida tamb&eacute;m em setores ligados ao processo de urbaniza&ccedil;&atilde;o das cidades portu&aacute;rias ou pra&ccedil;as financeiras, como no Rio de Janeiro, S&atilde;o Paulo, Santos e Recife. Percebe-se a presen&ccedil;a inglesa em v&aacute;rios setores da economia brasileira, como no com&eacute;rcio mar&iacute;timo, no sistema banc&aacute;rio, na d&iacute;vida externa, na pol&iacute;tica fiscal, na diplomacia e no processo de urbaniza&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#39">39</a></sup><a name="top39"></a>. O com&eacute;rcio mar&iacute;timo sempre foi muito importante para o Brasil, principalmente devido as suas dimens&otilde;es geogr&aacute;ficas. Dessa forma, os transportes mar&iacute;timos internacionais eram controlados em sua maioria pelas frotas inglesas. Os ingleses tinham dez vezes mais companhias de navega&ccedil;&atilde;o autorizadas a atuar no Brasil do que os Estados Unidos. Somente a partir de 1860 outras companhias de navega&ccedil;&atilde;o de nacionalidades diversas passaram a operar no pa&iacute;s em decorr&ecirc;ncia da r&aacute;pida expans&atilde;o cafeeira no Brasil<sup><a href="#40">40</a></sup><a name="top40"></a>.</p>     <p>Os portos brasileiros foram, ao longo do s&eacute;culo XIX, reflexo do grande crescimento econ&ocirc;mico do pa&iacute;s. Sendo assim, a produ&ccedil;&atilde;o nacional foi favorecida, em decorr&ecirc;ncia dessa melhoria na infraestrutura do pa&iacute;s. Os principais produtos nacionais foram exportados em grande volume para diversas na&ccedil;&otilde;es. Por exemplo, destaca-se o aumento do com&eacute;rcio exterior com todos os pa&iacute;ses da regi&atilde;o do Rio da Prata<sup><a href="#41">41</a></sup><a name="top41"></a>.</p>     <p>O movimento portu&aacute;rio brasileiro revela que boa parte das navega&ccedil;&otilde;es de longo curso era realizada pelos negociantes ingleses, sob investimentos desses, contudo, a navega&ccedil;&atilde;o de cabotagem aumentou sob dom&iacute;nio dos negociantes brasileiros. Fato &eacute; que a navega&ccedil;&atilde;o de bandeira brasileira foi respons&aacute;vel por abastecer o mercado interno e os pa&iacute;ses vizinhos com insumos b&aacute;sicos. A amplia&ccedil;&atilde;o do com&eacute;rcio interno foi respons&aacute;vel pelo incipiente processo de integra&ccedil;&atilde;o entre algumas regi&otilde;es do pa&iacute;s. A partir de 1840, h&aacute; uma n&iacute;tida expans&atilde;o do movimento portu&aacute;rio, por exemplo, a navega&ccedil;&atilde;o de longo curso aumentou aproximadamente 180% entre 1840 e 1860 e mais de 50% em cabotagem no mesmo per&iacute;odo<sup><a href="#42">42</a></sup><a name="top42"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A EXPANS&Atilde;O DO TR&Aacute;FICO DE MERCADORIAS E A TRIBUTA&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>A expans&atilde;o da cafeicultura, com o complexo cafeeiro, gerou melhorias significativas na infraestrutura do pa&iacute;s, o que possibilitou uma maior integra&ccedil;&atilde;o dos mercados, que em outro momento estavam completamente isolados. O sistema portu&aacute;rio brasileiro foi o principal respons&aacute;vel pela movimenta&ccedil;&atilde;o de mercadorias e de pessoas no pa&iacute;s. Os portos, ao longo de todo s&eacute;culo XIX, foram as &laquo;portas de entrada&raquo; do Brasil. Afinal, o sistema portu&aacute;rio &eacute; muito importante, sob a perspectiva de arrecada&ccedil;&atilde;o de tributos, tendo em vista que a tributa&ccedil;&atilde;o sobre as importa&ccedil;&otilde;es e as exporta&ccedil;&otilde;es representava quase a totalidade do montante da receita p&uacute;blica nacional<sup><a href="#43">43</a></sup><a name="top43"></a>.</p>     <p>O Brasil percebeu rapidamente a necessidade de se aprofundar nas quest&otilde;es acerca da montagem da infraestrutura econ&ocirc;mica direta ou indiretamente relacionada ao complexo cafeeiro. Na d&eacute;cada de 1840, o pa&iacute;s buscou reformular toda a pol&iacute;tica alfandeg&aacute;ria brasileira para torn&aacute;-la mais eficiente e, com isso, aumentar a base tribut&aacute;ria nacional<sup><a href="#44">44</a></sup><a name="top44"></a>. O governo brasileiro aumentou o controle alfandeg&aacute;rio sobre as importa&ccedil;&otilde;es, exporta&ccedil;&otilde;es (longo curso) e cabotagem em todo o territ&oacute;rio nacional, inclusive nos portos fluviais diante da expans&atilde;o do sistema portu&aacute;rio. A situa&ccedil;&atilde;o tornou-se agravante com o avan&ccedil;o da economia cafeeira, pois os portos brasileiros j&aacute; n&atilde;o eram os mais adequados a um movimento crescente do com&eacute;rcio mar&iacute;timo brasileiro. Al&eacute;m disso, foi fundamental aumentar a arrecada&ccedil;&atilde;o de tributos do Estado, em decorr&ecirc;ncia do endividamento p&uacute;blico herdado do Primeiro Reinado e ampliado na complexa conjuntura pol&iacute;tica do Per&iacute;odo Regencial<sup><a href="#45">45</a></sup><a name="top45"></a>.</p>     <p>O Brasil tem uma d&iacute;vida externa crescente, ao longo do Imp&eacute;rio, causada por situa&ccedil;&otilde;es diversas, todavia, dois momentos ampliaram de forma significativa as despesas brasileiras. O primeiro foi durante a &laquo;diplomacia de reconhecimento e estabilidade do Estado Nacional&raquo;. Por exemplo, o primeiro empr&eacute;stimo do Brasil foi contra&iacute;do para indenizar Portugal por perder o Brasil e outros empr&eacute;stimos foram contra&iacute;dos para custear as revoltas e guerras com pa&iacute;ses vizinhos. O segundo momento ocorreu com os empr&eacute;stimos contra&iacute;dos junto aos bancos ingleses para custear a Guerra do Paraguai. Nunca &eacute; demais lembrar que o Estado brasileiro buscou realizar, a partir da d&eacute;cada de 1840, uma reforma nas tarifas de importa&ccedil;&atilde;o, sob proposta do ministro da Fazenda Manuel Alves Branco em 1844, com o objetivo principal de diminuir o d&eacute;ficit p&uacute;blico brasileiro<sup><a href="#46">46</a></sup><a name="top46"></a>. O per&iacute;odo Alves Branco foi o marco do per&iacute;odo de revisionismo da pol&iacute;tica econ&ocirc;mica brasileira. A reforma econ&ocirc;mica brasileira ao longo das d&eacute;cadas de 1840, 1850 e 1860 atingiu diretamente o sistema de infraestrutura, em especial, o sistema portu&aacute;rio do pa&iacute;s, pois a estrutura de receita do Governo Imperial dependia de uma eficiente pol&iacute;tica alfandeg&aacute;ria e de uma eficiente estrutura de arrecada&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#47">47</a></sup><a name="top47"></a>.</p>     <p>Algumas regi&otilde;es eram extremamente importantes na arrecada&ccedil;&atilde;o de receitas para o governo brasileiro. Segundo os dados do Minist&eacute;rio da Fazenda de 1865, o Munic&iacute;pio da Corte e o Rio de Janeiro correspondiam a mais de 50% da receita arrecadada no per&iacute;odo de 1864-1865, Pernambuco aparecia em segundo lugar com mais de 16%, e em terceiro lugar estavam S&atilde;o Pedro, Santa Catarina e Paran&aacute;, com mais de 5%. Sendo assim, a regi&atilde;o Sul ultrapassa em arrecada&ccedil;&atilde;o de receitas regi&otilde;es econ&ocirc;micas tradicionais do pa&iacute;s como Bahia e Minas Gerais, as quais juntas correspondem a mais de 4%. As regi&otilde;es de fronteiras como Mato Grosso e Goi&aacute;s, apesar de representarem uma pequena parcela no total das receitas (aproximadamente 0,5%) assemelham-se a regi&otilde;es como o Amazonas, mas que consomem valores significativos da d&iacute;vida interna do pa&iacute;s<sup><a href="#48">48</a></sup><a name="top48"></a>. Ao longo de todo s&eacute;culo XIX, o endividamento externo constituiu-se em uma pr&aacute;tica sistem&aacute;tica da economia brasileira. N&atilde;o foi apenas o Governo Imperial que ampliou o seu capital, por meio de empr&eacute;stimos externos, pois as prov&iacute;ncias tamb&eacute;m colaboraram para ampliar a d&iacute;vida interna do Estado. Desde a cria&ccedil;&atilde;o do complexo cafeeiro, as prov&iacute;ncias ampliaram, de modo significativo, os gastos p&uacute;blicos, a fim de suprir as necessidades decorrentes do desenvolvimento urbano e da economia nacional. Todavia, parte da d&iacute;vida do Estado era direcionada a implanta&ccedil;&atilde;o do capital produtivo<sup><a href="#49">49</a></sup><a name="top49"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os relat&oacute;rios da Fazenda de 1841 a 1857 demonstram uma forte expans&atilde;o da d&iacute;vida interna, com o crescimento na ordem de quase 100%. D&iacute;vida esta que parece pequena se comparada com o endividamento externo ou com o d&eacute;ficit nas contas p&uacute;blicas, contudo, a diferen&ccedil;a entre as receitas e os gastos era impressionante. A d&iacute;vida em sua grande maioria atendeu os interesses do complexo cafeeiro, seja por meio de pol&iacute;ticas econ&ocirc;micas que favoreceram o desenvolvimento agr&iacute;cola, seja por permitir ganhos necess&aacute;rios ao com&eacute;rcio. Fato &eacute; que o pa&iacute;s crescia economicamente e se transformava socialmente<sup><a href="#50">50</a></sup><a name="top50"></a>.</p>     <p>Em 1845, por exemplo, segundo os relat&oacute;rios da Fazenda do Governo Imperial, a d&iacute;vida ativa total do Munic&iacute;pio e das prov&iacute;ncias subtra&iacute;a valores significativos da receita do Estado. O Rio de Janeiro e o Munic&iacute;pio Neutro (atual munic&iacute;pio do Rio de Janeiro) tinham o maior valor entre as prov&iacute;ncias, contudo, destaca-se que as prov&iacute;ncias de Goi&aacute;s, de Mato Grosso e de S&atilde;o Pedro (Santa Catarina, Paran&aacute; e Rio Grande do Sul), se somadas, tinham uma d&iacute;vida maior do que v&aacute;rias prov&iacute;ncias do Nordeste e Norte. Em 1864, segundo o Tesouro Nacional o quadro n&atilde;o se alterou, ao contr&aacute;rio, Mato Grosso, Goi&aacute;s e S&atilde;o Pedro tiveram ampliadas as suas parcelas na d&iacute;vida do Brasil<sup><a href="#51">51</a></sup><a name="top51"></a>. Sob esse bojo, o desenvolvimento da economia mercantil-escravista cafeeira nacional resultou em uma cont&iacute;nua expans&atilde;o da infraestrutura relacionada ao complexo cafeeiro do pa&iacute;s, ao setor de com&eacute;rcio e &agrave; vida urbana. Algumas regi&otilde;es foram mais favorecidas com as reformas pol&iacute;tico-administrativas do Governo Imperial, destacando-se entre essas o Rio de Janeiro, que em 1850 detinha a hegemonia quase absoluta das exporta&ccedil;&otilde;es brasileiras. Outras regi&otilde;es do pa&iacute;s tamb&eacute;m come&ccedil;aram a se tornar centros alfandeg&aacute;rios importantes, como &eacute; o caso das regi&otilde;es tradicionais de S&atilde;o Luiz, no Maranh&atilde;o, Salvador, na Bahia, no Recife, em Pernambuco e principalmente das novas regi&otilde;es de Santos em S&atilde;o Paulo e dos portos da Prov&iacute;ncia de S&atilde;o Pedro<sup><a href="#52">52</a></sup><a name="top52"></a>.</p>     <p>De fato, novas regi&otilde;es como S&atilde;o Pedro, Santa Catarina e Mato Grosso se tornaram aos poucos din&acirc;micas e locais com plena ascens&atilde;o na arrecada&ccedil;&atilde;o de tributos. Por exemplo, Mato Grosso, ainda que em valores pequenos, em cinco anos multiplicou a sua exporta&ccedil;&atilde;o em mais 500%. Estes valores s&atilde;o significativos e, se comparados a outras regi&otilde;es do pa&iacute;s, chegam a representar metade da exporta&ccedil;&atilde;o da Bahia, segunda maior regi&atilde;o exportadora do pa&iacute;s<sup><a href="#53">53</a></sup><a name="top53"></a>.</p>     <p>A situa&ccedil;&atilde;o dos portos brasileiros tornou-se dram&aacute;tica, no final da d&eacute;cada de 1850, em algumas prov&iacute;ncias que vinham se impondo como expressivas regi&otilde;es importadoras e exportadoras de mercadorias, como era o caso de S&atilde;o Paulo, Paran&aacute;, Rio Grande do Sul, ao Sul, do Par&aacute; ao Norte e de Alagoas, Rio Grande do Norte, Para&iacute;ba, Cear&aacute;, Sergipe, no Nordeste, com uma vitalidade econ&ocirc;mica pouco anotada pela historiografia econ&ocirc;mica tradicional, mas que representam, no ano de 1868-1869, 33% das exporta&ccedil;&otilde;es brasileiras<sup><a href="#54">54</a></sup><a name="top54"></a>.</p>     <p>Sob esse aspecto, ressalta-se que o Governo Imperial buscou, no setor privado e no capital estrangeiro, em especial no capital ingl&ecirc;s, as possibilidades de estimular a forma&ccedil;&atilde;o de empresas privadas que pudessem melhorar o sistema portu&aacute;rio. O governo investiu nos portos em raz&atilde;o do novo momento da economia nacional e internacional, a fim de explorar ao m&aacute;ximo o seu movimento. O Estado brasileiro realizou parcerias com o setor privado com o objetivo de manter a economia ativa e aumentar a arrecada&ccedil;&atilde;o de impostos, por isso o com&eacute;rcio exterior promovido pelas prov&iacute;ncias se tornou essencial para as pol&iacute;ticas de Estado<sup><a href="#55">55</a></sup><a name="top55"></a>.</p>     <p>Nessa perspectiva, as pol&iacute;ticas alfandeg&aacute;rias e mesmo as desvaloriza&ccedil;&otilde;es cambiais foram importantes para que, j&aacute; a partir de 1860, o pa&iacute;s pudesse restaurar o balan&ccedil;o das contas externas. Assim, o governo restaurou as contas a um n&iacute;vel superior a tudo quanto o Brasil conhecera no passado. Al&eacute;m disso, o com&eacute;rcio exterior come&ccedil;ou a se saldar invariavelmente com super&aacute;vits crescentes. Fato &eacute; que o Brasil, por meio do com&eacute;rcio em ascens&atilde;o e associado a uma economia nacional, p&ocirc;de rever a diplomacia pol&iacute;tica e comercial do pa&iacute;s<sup><a href="#56">56</a></sup><a name="top56"></a>.</p>     <p>Diante dessas condi&ccedil;&otilde;es, observa-se que as pol&iacute;ticas alfandeg&aacute;rias n&atilde;o estavam diretamente relacionadas a pol&iacute;ticas protecionistas, apenas, visavam sustentar o or&ccedil;amento do Brasil. Afinal, se houve alguma medida protecionista, n&atilde;o foram duradouras e estavam relacionadas a outorga de isen&ccedil;&otilde;es de direitos sobre mat&eacute;ria-prima importada para as f&aacute;bricas nacionais de chap&eacute;us, sab&atilde;o, velas, couros, fundi&ccedil;&otilde;es, etc. Sendo assim, as pol&iacute;ticas relacionadas &agrave; arrecada&ccedil;&atilde;o de tributos buscavam aumentar a capacidade de arrecada&ccedil;&atilde;o de impostos, ou seja, a tributa&ccedil;&atilde;o sobre a movimenta&ccedil;&atilde;o de mercadorias torna-se elemento importante na estrat&eacute;gia do Governo Imperial para recuperar as contas nacionais<sup><a href="#57">57</a></sup><a name="top57"></a>.</p>     <p>Por fim, a produ&ccedil;&atilde;o de caf&eacute; cresceu muito rapidamente, ao longo do s&eacute;culo XIX. O caf&eacute; em curto espa&ccedil;o de tempo se tornou o centro motor do desenvolvimento do Estado e da economia brasileira. O avan&ccedil;o da cafeicultura, por meio da forma&ccedil;&atilde;o do complexo cafeeiro no Brasil, foi acompanhado por uma transforma&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e socioecon&ocirc;mica. O Brasil ampliou a sua presen&ccedil;a no com&eacute;rcio internacional por meio da inser&ccedil;&atilde;o do caf&eacute;. A produ&ccedil;&atilde;o dessa mercadoria foi importante para manuten&ccedil;&atilde;o da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, para cria&ccedil;&atilde;o de novos servi&ccedil;os e principalmente para o surgimento de uma relativa integra&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica e social entre algumas regi&otilde;es do Brasil. Al&eacute;m disso, a economia do caf&eacute; representou um est&iacute;mulo a iniciativa privada e ao com&eacute;rcio interno de mercadorias<sup><a href="#58">58</a></sup><a name="top58"></a>.</p>     <p>Nesse sentido, o Imp&eacute;rio Brasileiro, j&aacute; em 1840, havia se transformado de uma economia colonial para uma economia mercantil-escravista cafeeira nacional. Essa mudan&ccedil;a significou a forma&ccedil;&atilde;o de um Estado e de uma economia nacional, a qual impulsionada pelo complexo cafeeiro formou um mercado interno e ampliou as rela&ccedil;&otilde;es comerciais externas. Al&eacute;m disso, o tributo conferiu ao Estado a capacidade de ampliar o seu controle sobre a sociedade.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>     <p>ALMEIDA, Paulo Roberto de &ndash; <i>Forma&ccedil;&atilde;o da Diplomacia Econ&ocirc;mica no Brasil: As Rela&ccedil;&otilde;es Econ&ocirc;micas Internacionais do Imp&eacute;rio</i>. 1.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo: Senac-Funag, 2001.</p>     <p>BECKER, Bertha K.; EGLER, Claudio A. G. &ndash; <i>Brasil: Uma Nova Pot&ecirc;ncia Regional na Economia Mundo</i>. 5.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2006.</p>     <p>BENTIVOGLIO, J&uacute;lio &ndash; <i>O Imp&eacute;rio das Circunst&acirc;ncias: O C&oacute;digo Comercial e a Pol&iacute;tica Econ&ocirc;mica Brasileira (1840-1860)</i>. 1.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo: Universidade de S&atilde;o Paulo, 2002.</p>     <p>CANO, Wilson &ndash; <i>Ra&iacute;zes da Concentra&ccedil;&atilde;o Industrial em S&atilde;o Paulo. </i>S&atilde;o Paulo: Instituto de Economia &ndash; UNICAMP, 1975.</p>     <p>FAUSTO, Boris &ndash; <i>Hist&oacute;ria do Brasil</i>. 4.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo: Editora Universidade de S&atilde;o Paulo, 1996.</p>     <p>Fragoso, Jo&atilde;o Lu&iacute;s &ndash; &laquo;O imp&eacute;rio escravista e a rep&uacute;blica dos plantadores: economia brasileira no s&eacute;culo XIX: mais do que uma <i>plantation </i>escravista-exportadora&raquo;. <i>In </i>LINHARES, Maria YEDDA, ed. &ndash; <i>Hist&oacute;ria Geral do Brasil</i>. Rio de Janeiro: Elsevier, 1990, p. 144.</p>     <p>FURTADO, Celso &ndash; <i>Forma&ccedil;&atilde;o Econ&ocirc;mica do Brasil</i>. 34.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo: Companhia das Letras, 2007.</p>     <p>GRAHAM, Richard &ndash; <i>Britain &amp; the Onset of Modernization in Brazil, 1850-1914</i>. Cambridge: Cambridge University Press, 1972.</p>     <p>GRANZIERA, Rui Guilherme &ndash; <i>A Guerra do Paraguai e o Capitalismo no Brasil: Moeda e Vida Urbana na Economia Brasileira</i>. 1.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo: Hucitec, 1979.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>HOLANDA, S&eacute;rgio Buarque &ndash; <i>Hist&oacute;ria Geral da Civiliza&ccedil;&atilde;o Brasileira. </i>8.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2004, tomo II, <i>O Brasil Mon&aacute;rquico</i>, vol. 3, &laquo;O Processo de Emancipa&ccedil;&atilde;o&raquo;.</p>     <p>HONORATO, C&eacute;zar T. &ndash; &laquo;O Estado Imperial e a moderniza&ccedil;&atilde;o portu&aacute;ria&raquo;. <i>In </i>Tamas, Szmrecsanyi, ed. &ndash; <i>Hist&oacute;ria Econ&ocirc;mica da Independ&ecirc;ncia e do Imp&eacute;rio</i>. S&atilde;o Paulo: Ed. Hucitec; Editora da Universidade de S&atilde;o Paulo, 2002.</p>     <p>INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTAT&Iacute;STICAS &ndash; <i>Estat&iacute;sticas Hist&oacute;ricas do Brasil, S&eacute;ries Econ&ocirc;micas, Demogr&aacute;ficas e Sociais de 1550 a 1985</i>. Rio de Janeiro: IBGE, 1987, vol. 3.</p>     <p>MELLO, Jo&atilde;o Manuel Cardoso &ndash; <i>O Capitalismo Tardio</i>. 11.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo: UNESP, 2009.</p>     <p>NORMANO, J. F. &ndash; <i>Evolu&ccedil;&atilde;o Econ&ocirc;mica do Brasil: Recenseamento do Brasil, 1920</i>. S&atilde;o Paulo: Editora Nacional, 1945, vol. 2.</p>     <p>PRADO JUNIOR, Caio &ndash; <i>Forma&ccedil;&atilde;o do Brasil Contempor&acirc;neo</i>. 23.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo: Brasiliense, 2006.</p>     <p>SENADO FEDERAL &ndash; <i>Edi&ccedil;&atilde;o Hist&oacute;rica</i>. Bras&iacute;lia: Cole&ccedil;&atilde;o Hist&oacute;rica do Senado Federal.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Data de rece&ccedil;&atilde;o: 2 de maio de 2019 | Data de aprova&ccedil;&atilde;o: 20 de dezembro de 2019</i></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> HOLANDA, S&eacute;rgio Buarque &ndash; <i>Hist&oacute;ria Geral da Civiliza&ccedil;&atilde;o Brasileira.</i> 8.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2004, tomo II, O Brasil Mon&aacute;rquico, vol. 3, &laquo;O Processo de Emancipa&ccedil;&atilde;o&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> MELLO, Jo&atilde;o Manuel Cardoso &ndash; <i>O Capitalismo Tardio</i>. 11.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo: UNESP, 2009.</p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> FURTADO, Celso &ndash; <i>Forma&ccedil;&atilde;o Econ&ocirc;mica do Brasil</i>. 34.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo: Companhia das Letras, 2007.</p>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> FAUSTO, Boris &ndash; <i>Hist&oacute;ria do Brasil</i>. 4.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo: Editora Universidade de S&atilde;o Paulo, 1996.</p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> FURTADO, Celso &ndash; <i>Forma&ccedil;&atilde;o Econ&ocirc;mica do Brasil</i>., pp. 164-172.</p>     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> <i>Ibidem</i>.</p>     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> <i>Ibidem</i>.</p>     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> <i>Ibidem</i>, p. 164.</p>     <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> <i>Ibidem</i>, p. 169.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> <i>Ibidem</i>.</p>     <p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> <i>Ibidem</i>, p. 173.</p>     <p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup> <i>Ibidem</i>.</p>     <p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> PRADO Junior, Caio &ndash; <i>Forma&ccedil;&atilde;o do Brasil Contempor&acirc;neo</i>. 23.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo: Brasiliense, 2006.</p>     <p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> <i>Ibidem</i>, pp. 157-168.</p>     <p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup> <i>Ibidem</i>.</p>     <p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup> FRAGOSO, Jo&atilde;o Lu&iacute;s &ndash; &laquo;O imp&eacute;rio escravista e a rep&uacute;blica dos plantadores: economia brasileira no s&eacute;culo XIX: mais do que uma plantation escravista-exportadora&raquo;. In LINHARES, Maria Yedda, ed. &ndash; <i>Hist&oacute;ria Geral do Brasil</i>. Rio de Janeiro: Elsevier, 1990, p. 144.</p>     <p><Sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></Sup> CANO, Wilson &ndash; <i>Ra&iacute;zes da Concentra&ccedil;&atilde;o Industrial em S&atilde;o Paulo</i>. S&atilde;o Paulo: Instituto de Economia &ndash; unicamp, 1975.</p>     <p><Sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></Sup> FAUSTO, Boris &ndash; <i>Hist&oacute;ria do Brasil</i>.</p>     <p><Sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></Sup> MELLO, Jo&atilde;o Manuel Cardoso &ndash; <i>O Capitalismo</i> Tardio.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></Sup> BECKER, Bertha K.; EGLER, Claudio A. G. &ndash; <i>Brasil: Uma Nova Pot&ecirc;ncia Regional na Economia Mundo</i>. 5.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2006.</p>     <p><Sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></Sup> PRADO JUNIOR, Caio &ndash; <i>Forma&ccedil;&atilde;o do Brasil Contempor&acirc;neo</i>, p. 163.</p>     <p><Sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></Sup> HOLANDA, S&eacute;rgio Buarque &ndash; <i>Hist&oacute;ria Geral da Civiliza&ccedil;&atilde;o Brasileira</i>, p. 300.</p>     <p><Sup><a name="23"></a><a href="#top23">23</a></Sup> BECKER, Bertha K.; EGLER, Claudio A. G. &ndash; Brasil..., p. 62.</p>     <p><Sup><a name="24"></a><a href="#top24">24</a></Sup> NORMANO, J. F. &ndash; <i>Evolu&ccedil;&atilde;o Econ&ocirc;mica do Brasil: Recenseamento do Brasil, 1920</i>. S&atilde;o Paulo: Editora Nacional, 1945, vol. 2, p. 133.</p>     <p><Sup><a name="25"></a><a href="#top25">25</a></Sup> <i>Ibidem</i>, p. 135.</p>     <p><Sup><a name="26"></a><a href="#top26">26</a></Sup> FAUSTO, Boris &ndash; <i>Hist&oacute;ria do Brasil</i>, p. 198.</p>     <p><Sup><a name="27"></a><a href="#top27">27</a></Sup> <i>Ibidem</i>, p. 199.</p>     <p><Sup><a name="28"></a><a href="#top28">28</a></Sup> GRANZIERA, Rui Guilherme &ndash; <i>A Guerra do Paraguai e o Capitalismo no Brasil: Moeda e Vida Urbana na Economia Brasileira</i>. 1.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo: HUCITEC, 1979.</p>     <p><Sup><a name="29"></a><a href="#top29">29</a></Sup> <i>Ibidem</i>, p. 12.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="30"></a><a href="#top30">30</a></Sup> <i>Ibidem</i>, p. 11.</p>     <p><Sup><a name="31"></a><a href="#top31">31</a></Sup> <i>Ibidem</i>, p. 13.</p>     <p><Sup><a name="32"></a><a href="#top32">32</a></Sup> INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTAT&Iacute;STICAS &ndash; <i>Estat&iacute;sticas Hist&oacute;ricas do Brasil, S&eacute;ries Econ&ocirc;micas, Demogr&aacute;ficas e Sociais de 1550 a 1985</i>. Rio de Janeiro: IBGE, 1987, vol. 3.</p>     <p><Sup><a name="33"></a><a href="#top33">33</a></Sup> GRANZIERA, Rui Guilherme &ndash; <i>A Guerra do Paraguai e o Capitalismo no Brasil</i>&hellip;, p. 13.</p>     <p><Sup><a name="34"></a><a href="#top34">34</a></Sup> FURTADO, Celso &ndash; <i>Forma&ccedil;&atilde;o Econ&ocirc;mica do Brasil</i>, p. 206.</p>     <p><Sup><a name="35"></a><a href="#top35">35</a></Sup> GRANZIERA, Rui Guilherme &ndash; <i>A Guerra do Paraguai e o Capitalismo no Brasil</i>&hellip;, p. 171.</p>     <p><Sup><a name="36"></a><a href="#top36">36</a></Sup> ALMEIDA, Paulo Roberto de &ndash; <i>Forma&ccedil;&atilde;o da Diplomacia Econ&ocirc;mica no Brasil: As Rela&ccedil;&otilde;es Econ&ocirc;micas Internacionais do Imp&eacute;rio</i>. 1.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo: Senac-Funag, 2001.</p>     <p><Sup><a name="37"></a><a href="#top37">37</a></Sup> <i>Ibidem</i>, p. 269.</p>     <p><Sup><a name="38"></a><a href="#top38">38</a></Sup> <i>Ibidem</i>, p. 270.</p>     <p><Sup><a name="39"></a><a href="#top39">39</a></Sup> <i>Ibidem</i>, p. 272.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="40"></a><a href="#top40">40</a></Sup> <i>Ibidem</i>, p. 275.</p>     <p><Sup><a name="41"></a><a href="#top41">41</a></Sup> GRAHAM, Richard &ndash; <i>Britain &amp; the Onset of Modernization in Brazil, 1850-1914</i>. Cambridge: Cambridge University Press, 1972.</p>     <p><Sup><a name="42"></a><a href="#top42">42</a></Sup> GRANZIERA, Rui Guilherme &ndash; A Guerra do Paraguai e o Capitalismo no Brasil&hellip;, p. 21.</p>     <p><Sup><a name="43"></a><a href="#top43">43</a></Sup> HONORATO, C&eacute;zar T. &ndash; &laquo;O Estado Imperial e a moderniza&ccedil;&atilde;o portu&aacute;ria&raquo;. In TAMAS, Szmrecsanyi, ed. &ndash; <i>Hist&oacute;ria Econ&ocirc;mica da Independ&ecirc;ncia e do Imp&eacute;rio</i>. S&atilde;o Paulo: Ed. Hucitec; Editora da Universidade de S&atilde;o Paulo, 2002, p. 161.</p>     <p><Sup><a name="44"></a><a href="#top44">44</a></Sup> <i>Ibidem</i>, p. 166.</p>     <p><Sup><a name="45"></a><a href="#top45">45</a></Sup> <i>Ibidem</i>, p. 164.</p>     <p><Sup><a name="46"></a><a href="#top46">46</a></Sup> <i>Ibidem</i>, p. 165.</p>     <p><Sup><a name="47"></a><a href="#top47">47</a></Sup> <i>Ibidem</i>, p. 166.</p>     <p><Sup><a name="48"></a><a href="#top48">48</a></Sup> SENADO FEDERAL &ndash; <i>Edi&ccedil;&atilde;o Hist&oacute;rica</i>. Bras&iacute;lia: Cole&ccedil;&atilde;o Hist&oacute;rica do Senado Federal.</p>     <p><Sup><a name="49"></a><a href="#top49">49</a></Sup> <i>Ibidem</i>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="50"></a><a href="#top50">50</a></Sup> BENTIVOGLIO, J&uacute;lio &ndash; <i>O Imp&eacute;rio das Circunst&acirc;ncias: O C&oacute;digo Comercial e a Pol&iacute;tica Econ&ocirc;mica Brasileira (1840-1860)</i>. 1.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo: Universidade de S&atilde;o Paulo, 2002.</p>     <p><Sup><a name="51"></a><a href="#top51">51</a></Sup> <i>Ibidem</i>, p. 3.</p>     <p><Sup><a name="52"></a><a href="#top52">52</a></Sup> HONORATO, C&eacute;zar T. &ndash; &laquo;O Estado Imperial e a moderniza&ccedil;&atilde;o portu&aacute;ria&raquo;, p. 167.</p>     <p><Sup><a name="53"></a><a href="#top53">53</a></Sup> <i>Ibidem</i>, p. 168.</p>     <p><Sup><a name="54"></a><a href="#top54">54</a></Sup> <i>Ibidem</i>, p. 171.</p>     <p><Sup><a name="55"></a><a href="#top55">55</a></Sup> <i>Ibidem</i>, p. 179.</p>     <p><Sup><a name="56"></a><a href="#top56">56</a></Sup> PRADO JUNIOR, Caio &ndash; <i>Forma&ccedil;&atilde;o do Brasil Contempor&acirc;neo</i>, p. 168.</p>     <p><Sup><a name="57"></a><a href="#top57">57</a></Sup> GRANZIERA, Rui Guilherme &ndash; <i>A Guerra do Paraguai e o Capitalismo no Brasil</i>&hellip;, p. 39.</p>     <p><Sup><a name="58"></a><a href="#top58">58</a></Sup> <i>Ibidem</i>, p. 41.</p>      ]]></body><back>
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<collab>INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICAS</collab>
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