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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Economia, motor da interação humana com o Oceano]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The pace of use of the oceans by humans is far exceeding the pace of consensus that humanity is achieving in international forums. This divergence of rhythms is putting the oceans on a dangerous route that can generate excessive environmental, social and economic tensions, with unpredictable consequences. Some signs of overuse of the oceans are already clearly identified, in plastic “islands” that exist in all oceans and in the extreme indices of coastal pollution, identified in the Pacific Ocean and the Asian Indian Ocean, as well as in the Gulf of Guinea and in parts of the Pacific Ocean in Central America. Using the mechanisms that led to the creation of space-oriented agencies, countries that use the oceans the most should consider creating or upgrading national agencies for sustainable development across oceans, seas, lakes and rivers.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[economia azul]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[socio-economic infrastructure and sustainable development]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p style="text-align: right;"><b>O FUTURO DO OCEANO GLOBAL</b></p>     <p><b>Economia, motor da intera&ccedil;&atilde;o humana com o Oceano</b></p>     <p><b>Economy, engine of human interaction with the Ocean</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Miguel Marques</b></p>     <p>ISCAC &ndash; Coimbra Business School | Quinta Agr&iacute;cola &ndash; Bencanta, 3040-316 Coimbra | <a href="mailto:miguel.marques.contact@gmail.pt">miguel.marques.contact@gmail.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O ritmo de utiliza&ccedil;&atilde;o dos oceanos pelo ser humano est&aacute; a ser muito superior ao ritmo dos consensos que a humanidade tem conseguido atingir em f&oacute;runs internacionais. Esta diverg&ecirc;ncia de ritmos coloca os oceanos numa rota perigosa que pode gerar excessivas tens&otilde;es ambientais, sociais e econ&oacute;micas, de consequ&ecirc;ncias imprevis&iacute;veis. Alguns sinais de excessivo uso dos oceanos j&aacute; se conseguem identificar claramente, em &laquo;ilhas&raquo; de pl&aacute;stico que existem em todos os oceanos e nos extremos &iacute;ndices de polui&ccedil;&atilde;o costeira, identificados no Oceano Pac&iacute;fico e no oceano &Iacute;ndico asi&aacute;ticos, bem como no golfo da Guin&eacute; e em partes do oceano Pac&iacute;fico na Am&eacute;rica Central. Utilizando os mecanismos que levaram &agrave; cria&ccedil;&atilde;o das ag&ecirc;ncias vocacionadas para o espa&ccedil;o, os pa&iacute;ses que mais utilizam os oceanos devem ponderar a cria&ccedil;&atilde;o ou <i>upgrade</i> de ag&ecirc;ncias nacionais para o desenvolvimento sustent&aacute;vel atrav&eacute;s dos oceanos, mares, lagos e rios.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> economia azul, Oceano, infraestrutura socioecon&oacute;mica e desenvolvimento sustent&aacute;vel.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The pace of use of the oceans by humans is far exceeding the pace of consensus that humanity is achieving in international forums. This divergence of rhythms is putting the oceans on a dangerous route that can generate excessive environmental, social and economic tensions, with unpredictable consequences. Some signs of overuse of the oceans are already clearly identified, in plastic &ldquo;islands&rdquo; that exist in all oceans and in the extreme indices of coastal pollution, identified in the Pacific Ocean and the Asian Indian Ocean, as well as in the Gulf of Guinea and in parts of the Pacific Ocean in Central America. Using the mechanisms that led to the creation of space-oriented agencies, countries that use the oceans the most should consider creating or upgrading national agencies for sustainable development across oceans, seas, lakes and rivers.</p>     <p><b>Keywords</b>: blue economy, Ocean, socio-economic infrastructure and sustainable development.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>&laquo;Ilhas&raquo; de pl&aacute;stico que existem em todos os oceanos e extremos &iacute;ndices de polui&ccedil;&atilde;o costeira, identificados no oceano Pac&iacute;fico e no oceano &Iacute;ndico asi&aacute;ticos, bem como no golfo da Guin&eacute; e em partes do oceano Pac&iacute;fico na Am&eacute;rica Central s&atilde;o preocupantes sinais do excessivo uso dos oceanos, num contexto de acelerado crescimento da popula&ccedil;&atilde;o mundial e respetiva press&atilde;o sobre os recursos naturais.</p>     <p>Partindo dos conceitos de infraestrutura natural azul e de infraestrutura socioecon&oacute;mica azul e da necessidade de uma vis&atilde;o abrangente e integrada das diversas atividades que se relacionam direta e indiretamente com o mar no sentido de se alcan&ccedil;ar mais desenvolvimento sustent&aacute;vel, respeitando o meio ambiente e promovendo o conhecimento, a inova&ccedil;&atilde;o e o bem-estar econ&oacute;mico-social das pessoas, pretende-se neste artigo descrever, atrav&eacute;s de informa&ccedil;&atilde;o quantitativa, o estado da economia do mar no contexto mundial e sugerir alguns caminhos de futuro<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>OCEANO &ndash; INFRAESTRUTURA NATURAL AZUL</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O planeta Terra &eacute; um planeta privilegiado do sistema solar. Tem condi&ccedil;&otilde;es naturais capazes de suportar vida tal qual a conhecemos. Uma das condi&ccedil;&otilde;es-chave para a exist&ecirc;ncia de vida no nosso planeta &eacute; a exist&ecirc;ncia de &aacute;gua e de oxig&eacute;nio. Coberto por &aacute;gua em mais de 70% da sua &aacute;rea, a infraestrutura natural do planeta &eacute; composta por oceanos completamente interligados entre si.</p>     <p>A hidrologia, a ci&ecirc;ncia que estuda o ciclo hidrol&oacute;gico, comummente conhecido por ciclo da &aacute;gua, esclarece-nos que a maior parte do vapor de &aacute;gua que se evapora dos oceanos e que, pela a&ccedil;&atilde;o dos ventos, da precipita&ccedil;&atilde;o e do escoamento superficial passa pela terra, lagos, e rios, retorna aos oceanos.</p>     <p>Este artigo aborda os oceanos, mas tem sempre presente que os mesmos est&atilde;o interligados entre si e, atrav&eacute;s do ciclo da &aacute;gua, est&atilde;o tamb&eacute;m interligados com a terra, os rios e os lagos.</p>     <p>Com um ou outro per&iacute;odo de exce&ccedil;&atilde;o, como foi o caso do designado como &laquo;Per&iacute;odo dos Descobrimentos&raquo;, durante o qual os povos europeus seguiram a abertura do mar oceano, iniciada pelos portugueses, desde sempre o ritmo de conhecimento dos oceanos tem sido lento.</p>     <p>Prova desta lentid&atilde;o &eacute; o pr&oacute;prio nome &laquo;Oceano&raquo;, que resulta da ideia greco-romana de que o mundo era um disco, que tinha no centro um mar ladeado por terra, a que chamaram de mediterr&acirc;neo (<i>Mediterraneus</i> &ndash; mar no meio de terra), e um rio que circundava a periferia do disco, envolvendo a terra, a que chamavam de Oceano (<i>Oceanus</i> &ndash; nome de um tit&atilde; que simbolizava o rio que circundava externamente o disco terrestre, que contrastava com o mar interior mediterr&acirc;neo). Durante muito tempo o Oceano era referenciado como mar oceano, long&iacute;nquo e desconhecido.</p>     <p>Atualmente, na maior parte dos dicion&aacute;rios a defini&ccedil;&atilde;o da palavra &laquo;oceano&raquo; &eacute; breve. Muitas vezes &eacute; referida como vasta &aacute;rea de &aacute;gua salgada que circunda o planeta Terra. Algumas vezes, &eacute; referido que &eacute; comum dividir-se o Oceano em cinco partes:</p> <ul>       <li>oceano Pac&iacute;fico: situado entre as Am&eacute;ricas, a &Aacute;sia e a Oce&acirc;nia;</li>       <li>oceano Atl&acirc;ntico: situado entre a Europa, a &Aacute;frica e as Am&eacute;ricas;</li>       <li>oceano &Iacute;ndico: situado entre a &Aacute;frica, a &Aacute;sia e a Oce&acirc;nia;</li>       <li>oceano Ant&aacute;rtico: extens&atilde;o sul dos oceanos Pac&iacute;fico, Atl&acirc;ntico e &Iacute;ndico;</li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li>oceano &Aacute;rtico: extens&atilde;o norte dos oceanos Pac&iacute;fico e Atl&acirc;ntico.</li>     </ul>     <p>Infelizmente, este profundo desconhecimento dos oceanos por parte do ser humano faz com que a perce&ccedil;&atilde;o que a maioria das pessoas tem ainda seja um pouco como no passado, isto &eacute;, o Oceano, o mar alto, est&aacute; para l&aacute; da terra, fora do horizonte visual dos seres terrestres, &eacute; salgado, parecendo que esta caracter&iacute;stica o faz ser mais homog&eacute;neo entre si do que heterog&eacute;neo. No entanto, o Oceano &eacute; bem mais heterog&eacute;neo do que parece. Em boa verdade, cada ponto do Oceano &eacute; distinto entre si. Tem a sua pr&oacute;pria profundidade, temperatura, dire&ccedil;&atilde;o de correntes, salinidade, entre outras caracter&iacute;sticas que identificam, quase como &laquo;impress&otilde;es digitais&raquo;, cada ponto no Oceano.</p>     <p>As diferentes esta&ccedil;&otilde;es do ano (primavera, ver&atilde;o, outono e inverno), alteram correntes, temperaturas das &aacute;guas, fazendo com que as &laquo;impress&otilde;es digitais&raquo; variem com a esta&ccedil;&atilde;o. As r&aacute;pidas altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas fazem com que a mesma esta&ccedil;&atilde;o do ano seja muito diferente de um ano para o outro.</p>     <p>     <blockquote>&laquo;Devido &agrave; press&atilde;o provocada pelo peso da &aacute;gua e ao facto de a luz s&oacute; conseguir iluminar, de forma a permitir a fotoss&iacute;ntese, cerca de 200 metros de profundidade da &aacute;gua, na coluna de &aacute;gua, acabam por existir ecossistemas diferentes, por camadas de &aacute;gua, uns em cima dos outros&raquo;<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>.</blockquote>     <p></p>     <p>Ainda segundo o mesmo autor, percebe-se bem a heterogeneidade da coluna de &aacute;gua:</p>     <p>     <blockquote>&laquo;Num grande pa&iacute;s mar&iacute;timo como &eacute; Portugal, com uma Zona Econ&oacute;mica Exclusiva que se aproxima dos 2.000.000 Km2, a larga maioria dos lugares azuis localiza-se no oceano, o que faz com que, os lugares tenham uma tridimensionalidade pr&oacute;pria. Ou seja, no mar, entre a superf&iacute;cie da &aacute;gua e a superf&iacute;cie do leito marinho, existe a coluna de &aacute;gua, que se divide em v&aacute;rias camadas. No mar, existem lugares azuis diferentes, que est&atilde;o, literalmente, uns em cima dos outros.         ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p>         <p>Agrupando esses lugares em zonas, temos as seguintes camadas de zonas: Epipel&aacute;gica (tem luz solar suficiente para permitir a fotoss&iacute;ntese &ndash; em m&eacute;dia a profundidade m&aacute;xima s&atilde;o os 200 m), Mesopel&aacute;gica (tem uma pequena luz crepuscular que n&atilde;o permite a fotoss&iacute;ntese &ndash; em m&eacute;dia a profundidade est&aacute; na faixa dos 200 m aos 1.000 m), Batipel&aacute;gica (n&atilde;o tem luz do sol &ndash; em m&eacute;dia a profundidade est&aacute; na faixa dos 1.000 aos 4.000 m), Abissopel&aacute;gica e Hadopel&aacute;gica.&raquo;<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>   </blockquote>     <p></p>     <p>Pelo descrito acima se percebe que o Oceano &eacute; uma enorme infraestrutura natural azul, interligada com a terra, os rios e os lagos, bem mais heterog&eacute;nea do que parece e em acelerada transforma&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>INTERA&Ccedil;&Atilde;O HUMANA COM OS OCEANOS &ndash; INFRAESTRUTURA SOCIOECON&Oacute;MICA AZUL</b></p>     <p>     <blockquote>&laquo;Os oceanos sempre foram um dos maiores recursos naturais para a humanidade. No passado, inicialmente pela vertente alimentar, de constru&ccedil;&atilde;o naval, transporte e defesa; mais recentemente pelo petr&oacute;leo e g&aacute;s, assim como pelo turismo; e agora, e cada vez mais, pela biotecnologia &ldquo;azul&rdquo;, rob&oacute;tica, min&eacute;rios do subsolo mar&iacute;timo e energia renov&aacute;vel&raquo;<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>.</blockquote>     <p></p>     <p>Tem sido a necessidade de alimenta&ccedil;&atilde;o, de transporte de pessoas e de bens, de defesa, de energia e de descanso que tem incentivado o ser humano, desde tempos imemoriais, a interagir com o mar, mesmo em condi&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis em termos de salvaguarda da vida. Para seres terrestres como n&oacute;s, operar no mar &eacute; um desafio, no entanto, quando a expetativa de retorno econ&oacute;mico-social, em termos de alimentos, desloca&ccedil;&atilde;o, defesa e energia &eacute; maior que o risco a enfrentar, o ser humano lan&ccedil;a-se ao mar, na esperan&ccedil;a de ter um amanh&atilde; melhor do que o presente em que vive.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A fileira alimentar do mar foi e continua a ser uma das ind&uacute;strias mais relevantes, pois representa a produ&ccedil;&atilde;o de alimentos, bens essenciais ao desenvolvimento das na&ccedil;&otilde;es. Com um crescimento de cerca de 400 milh&otilde;es de pessoas em cada cinco anos, o mundo enfrenta o desafio de alimentar uma popula&ccedil;&atilde;o adicional, 40 vezes superior ao n&uacute;mero da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa (ver <a href="#t1">tabela 1</a>) em cada quinqu&eacute;nio.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/ri/n66/n66a05t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>No que se refere &agrave;s pescas, o total de capturas tem-se mantido est&aacute;vel nas &uacute;ltimas duas d&eacute;cadas, entre os 55 e os 60 milh&otilde;es de toneladas/ano (ver <a href="#t2">tabela 2</a>). No entanto, a concentra&ccedil;&atilde;o &eacute; elevada. Cerca de cinco pa&iacute;ses &ndash; China, Indon&eacute;sia, Estados Unidos, R&uacute;ssia e Peru &ndash; representam mais de 40% das capturas mundiais. Com a China, a Indon&eacute;sia e a R&uacute;ssia em grande crescimento. Ou seja, embora o n&iacute;vel anual de capturas, medidas em peso, esteja est&aacute;vel, existem pa&iacute;ses a crescer muito e outros a decrescer significativamente.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2"></a> <img src="/img/revistas/ri/n66/n66a05t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em 2003, a China representava cerca de 12 milh&otilde;es de toneladas de peixe pescado; em apenas treze anos, a China cresceu para cerca de 15 milh&otilde;es de toneladas/ano. O mesmo aconteceu com a Indon&eacute;sia que, em 2003, reportava cerca de quatro milh&otilde;es de toneladas de pesca e em 2016 cerca de seis milh&otilde;es de toneladas. A R&uacute;ssia tamb&eacute;m cresceu de cerca de tr&ecirc;s milh&otilde;es de toneladas de pesca para cerca de quatro milh&otilde;es de toneladas entre 2003 e 2016. Os Estados Unidos, com uma pesca anual constante de cerca de cinco milh&otilde;es de toneladas, mantiveram a sua posi&ccedil;&atilde;o no <i>top 3</i> dos pa&iacute;ses que mais pescam no mundo. Em contrapartida, pa&iacute;ses como o Peru (2003: seis milh&otilde;es de toneladas; 2016: 3,7 milh&otilde;es de toneladas), o Jap&atilde;o (2003: 4,6 milh&otilde;es de toneladas; 2016: tr&ecirc;s milh&otilde;es de toneladas) e o Chile (2003: 3,6 milh&otilde;es de toneladas; 2016: 1,5 milh&otilde;es de toneladas) decresceram significativamente a quantidade pescada entre 2003 e 2016.</p>     <p>Em termos de alimentos do mar, de forma global, tem sido a aquacultura que tem conseguido dar resposta ao vertiginoso aumento da popula&ccedil;&atilde;o mundial (ver <a href="#t3">tabela 3</a>). Entre 2010 e 2016 a quantidade produzida em aquacultura aumentou 36%. Este &eacute; um grande exemplo do aumento da atividade usando os planos de &aacute;gua, pelo ser humano, para dar resposta &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o das suas necessidades. &Eacute; tamb&eacute;m um exemplo de extrema concentra&ccedil;&atilde;o do uso da &aacute;gua. A &Aacute;sia domina esta ind&uacute;stria, com a China a representar 62% do total da produ&ccedil;&atilde;o mundial, em quantidade. Em 2010 o total de toneladas produzidas em aquacultura era de cerca de 59 milh&otilde;es de toneladas, tendo esta quantidade crescido para 80 milh&otilde;es de toneladas em 2016. No ano de 2016 a quantidade de produ&ccedil;&atilde;o da aquacultura, medida em toneladas, era equivalente &agrave; quantidade de pesca mundial. Ambas rondavam os 80 milh&otilde;es de toneladas/ano. Neste per&iacute;odo de dezassete anos (2010-2016) todos os principais pa&iacute;ses que investem na aquacultura aumentaram significativamente a sua produ&ccedil;&atilde;o. A China passou de 36 milh&otilde;es de toneladas, em 2010, para 49 milh&otilde;es de toneladas, em 2016. A &Iacute;ndia passou de 3,7 milh&otilde;es de toneladas, em 2010, para 5,7 milh&otilde;es de toneladas, em 2016. A Indon&eacute;sia passou de 2,3 milh&otilde;es de toneladas, em 2010, para 4,9 milh&otilde;es de toneladas, em 2016.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"></a> <img src="/img/revistas/ri/n66/n66a05t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A constru&ccedil;&atilde;o naval &eacute; uma ind&uacute;stria estruturante da economia azul. Sem embarca&ccedil;&otilde;es n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel operar no mar. Embora, nas &uacute;ltimas duas d&eacute;cadas, em termos gerais, esta ind&uacute;stria n&atilde;o tenha tido uma tend&ecirc;ncia crescente, este per&iacute;odo acabou por revelar a ascens&atilde;o da China nas ind&uacute;strias do mar, registando, entre 2003 e 2018, um crescimento da sua constru&ccedil;&atilde;o naval, medida em CGT, superior a 300%. A concentra&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica desta ind&uacute;stria &eacute; avassaladora, com a China, a Coreia do Sul e o Jap&atilde;o a representarem 82% do total da produ&ccedil;&atilde;o a n&iacute;vel mundial (ver <a href="#t4">tabela 4</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t4"></a> <img src="/img/revistas/ri/n66/n66a05t4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A ind&uacute;stria dos portos e dos transportes mar&iacute;timos &eacute; uma ind&uacute;stria essencial no atual mundo globalizado. A sua evolu&ccedil;&atilde;o est&aacute; intimamente ligada &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o do com&eacute;rcio mundial. A emerg&ecirc;ncia da China como a &laquo;grande f&aacute;brica&raquo; do mundo fez com que este pa&iacute;s tamb&eacute;m se tornasse num pa&iacute;s dominante na ind&uacute;stria dos portos e dos transportes mar&iacute;timos. Em 2017, da lista dos dez maiores portos de contentores do mundo, sete eram portos chineses (ver <a href="#t5">tabela 5</a>). Em 2017, com cerca de 40 milh&otilde;es de TEU movimentados, o porto de Xangai (China) era o porto que mais carga contentorizada movimentava no mundo. Singapura, com 33,7 milh&otilde;es de TEU movimentados no ano de 2017, foi o segundo porto com mais contentores movimentados em todo o mundo. Shenzhen (China), com cerca de 25 milh&otilde;es de TEU movimentados, ocupou o terceiro lugar, em 2017. O primeiro porto de contentores n&atilde;o asi&aacute;tico &eacute; Roterd&atilde;o (Holanda) e, em 2017, aparece apenas na d&eacute;cima primeira posi&ccedil;&atilde;o, com cerca de 13,6 milh&otilde;es de TEU movimentados.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t5"></a> <img src="/img/revistas/ri/n66/n66a05t5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>As tr&ecirc;s maiores marinhas de guerra do mundo s&atilde;o as da China, dos Estados Unidos e da R&uacute;ssia e est&atilde;o em ritmo de crescimento (ver <a href="#t6">tabela 6</a>). A China, em 2016, tinha um total de 175 equipamentos militares navais de grande porte (porta-avi&otilde;es + fragatas + destroyers + corvetas + submarinos), tendo aumentado para 204 equipamentos militares navais de grande porte em 2019. Os Estados Unidos tamb&eacute;m cresceram de 162 equipamentos militares navais de grande porte, em 2016, para 197 equipamentos militares navais de grande porte, em 2019. A R&uacute;ssia cresceu menos, mas tamb&eacute;m cresceu, passando de 161 equipamentos militares navais de grande porte, em 2016, para 165 equipamentos militares navais de grande porte, em 2019.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t6"></a> <img src="/img/revistas/ri/n66/n66a05t6.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Apesar de as capacidades das marinhas de guerra de muitos pa&iacute;ses serem elevadas e estarem em crescimento, o mundo continua a ter uma grande incid&ecirc;ncia de ataques de piratas, particularmente na Indon&eacute;sia e em &Aacute;frica (ver <a href="#t7">tabela 7</a>). Em termos acumulados, no per&iacute;odo de 2011 a 2018, a Indon&eacute;sia foi o pa&iacute;s mais fustigado por ataques de pirataria mar&iacute;tima. Os registos oficiais apontam para cerca de 569 ataques de piratas, no referido per&iacute;odo, na Indon&eacute;sia (sendo 2013, 2014 e 2015 os piores anos), que acabou por destronar a Som&aacute;lia, do <i>ranking</i> dos pa&iacute;ses mais perigosos do mundo, em termos de pirataria mar&iacute;tima. Atualmente, a Indon&eacute;sia foi ultrapassada pela Nig&eacute;ria como o pa&iacute;s com as &aacute;guas mar&iacute;timas mais perigosas do mundo, em termos de probabilidade de ataques de piratas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="t7"></a> <img src="/img/revistas/ri/n66/n66a05t7.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Curiosamente, ou talvez n&atilde;o, muita da pirataria acontece pr&oacute;ximo de localiza&ccedil;&otilde;es relevantes em termos da ind&uacute;stria do petr&oacute;leo <i>offshore</i>.</p>     <p>A ind&uacute;stria do petr&oacute;leo e g&aacute;s <i>offshore</i> tem crescido e tem tido uma consist&ecirc;ncia na sua lideran&ccedil;a, que &eacute; encabe&ccedil;ada pela Ar&aacute;bia Saudita, Qatar, Noruega, Ir&atilde;o e Brasil (ver <a href="#t8">tabela 8</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t8"></a> <img src="/img/revistas/ri/n66/n66a05t8.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Mais recentemente, o turismo azul tem ganhado bastante import&acirc;ncia na economia azul. Por exemplo, a ind&uacute;stria dos cruzeiros tem revelado crescimento, mas de forma muito concentrada (ver <a href="#t9">tabela 9</a>). As Cara&iacute;bas e o Mediterr&acirc;neo representam mais de 50% da quota de mercado de destino de passageiros.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t9"></a> <img src="/img/revistas/ri/n66/n66a05t9.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Pelo descrito acima, consegue-se perceber que as atividades e os interesses econ&oacute;micos s&atilde;o um grande motor da a&ccedil;&atilde;o do ser humano sobre os oceanos. A excel&ecirc;ncia dos ecossistemas naturais do planeta e dos seus oceanos, permitiu o desenvolvimento do ser humano, que, n&atilde;o sendo um ser aqu&aacute;tico, tem uma forte rela&ccedil;&atilde;o com os oceanos. Essa forte rela&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica da humanidade com os oceanos est&aacute; a refor&ccedil;ar-se de forma muito intensa, pois o r&aacute;pido aumento da popula&ccedil;&atilde;o est&aacute; a implicar um uso exponencial dos oceanos. A forma como cada ser humano v&ecirc; e se relaciona com o Oceano &eacute; distinta, existindo diferentes perce&ccedil;&otilde;es sobre o que &eacute; importante nos oceanos. Um executivo da ind&uacute;stria dos transportes mar&iacute;timos valoriza aspetos dos recursos do mar, muito diferentes dos que valoriza um executivo da fileira alimentar do mar. Ou seja, para al&eacute;m de uma infraestrutura natural azul, existe uma infraestrutura socioecon&oacute;mica azul que &eacute; necess&aacute;rio conhecer e compreender, e que &eacute; muito distinta entre si. Esta heterog&eacute;nea realidade azul, natural e humana, impele a uma vis&atilde;o integrada da intera&ccedil;&atilde;o do ser humano com o mar, necessitando de avan&ccedil;os nas ci&ecirc;ncias naturais e nas ci&ecirc;ncias sociais. No caso das ci&ecirc;ncias sociais, o progresso tem sido ainda mais lento do que nas ci&ecirc;ncias naturais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>CONCLUS&Atilde;O</b></p>     <p>Uma vis&atilde;o integrada no mar tem de ter em conta que, no mar, o tempo corre de maneira diferente. No mar, &eacute; sempre necess&aacute;rio mais tempo. S&atilde;o processos longos, que obrigam a muita coopera&ccedil;&atilde;o e coordena&ccedil;&atilde;o, assim como obrigam &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de processos de mitiga&ccedil;&atilde;o dos riscos associados ao uso excessivo dos recursos naturais. O mar &eacute; o maior ativo que o nosso planeta tem e deve ser preservado e valorizado, numa perspetiva de sustentabilidade e de respeito pelos interesses de cada na&ccedil;&atilde;o e da humanidade.</p>     <p>S&atilde;o v&aacute;rias as ind&uacute;strias que usam os recursos do mar gerando valor acrescentado e emprego. O mar tem sido uma grande fonte de alimento, gerando ind&uacute;strias da fileira alimentar do mar criadoras de emprego e que, durante muitos anos, foram sacrificadas com naufr&aacute;gios cujos riscos associados &agrave; salvaguarda da vida humana no mar devem ser mitigados.</p>     <p>Desde sempre o mar proporcionou transporte de liga&ccedil;&atilde;o entre diferentes regi&otilde;es e diferentes pa&iacute;ses. N&atilde;o existiria globaliza&ccedil;&atilde;o sem os transportes mar&iacute;timos. Atualmente, a &Aacute;sia lidera a ind&uacute;stria dos portos, sendo que a Europa tenta reagir atrav&eacute;s da transforma&ccedil;&atilde;o digital e de outros servi&ccedil;os fundamentais para o avan&ccedil;o desta relevante ind&uacute;stria. Cada vez mais a ind&uacute;stria dos transportes mar&iacute;timos associados ao turismo, como a dos cruzeiros, tem ganhado import&acirc;ncia no crescimento deste setor. As oportunidades de empregos neste setor s&atilde;o variadas e muito apelativas.</p>     <p>A investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica em termos de rob&oacute;tica e de biotecnologia tem ganhado uma crescente import&acirc;ncia nas ind&uacute;strias do mar.</p>     <p>O ser humano tem de ser capaz de proteger os oceanos, para isso &eacute; fundamental ter informa&ccedil;&atilde;o em tempo real sobre o que est&aacute; a acontecer nos oceanos, &eacute; fundamental conciliar a economia com a prote&ccedil;&atilde;o do meio ambiente, &eacute; fundamental assinar e respeitar protocolos de prote&ccedil;&atilde;o dos ecossistemas, &eacute; fundamental dar a conhecer os ecossistemas e as suas intera&ccedil;&otilde;es, e &eacute; fundamental recuperar animais feridos e ecossistemas esgotados.</p>     <p>Para se conseguir ter sucesso nos assuntos do mar &eacute; muito importante fazer as perguntas certas, diagnosticar os pontos a melhorar, trabalhar em <i>cluster</i> de forma cooperativa, ter uma vis&atilde;o de longo prazo acima da espuma do dia a dia, ter uma din&acirc;mica coletiva agregadora da sociedade como um todo, gerando um esp&iacute;rito de trabalho em equipa motivador, capaz de alcan&ccedil;ar grandes des&iacute;gnios.</p>     <p>Escutar a comunidade mar&iacute;tima &eacute; fundamental para poder ajudar a construir, de forma coletiva, um futuro de desenvolvimento sustent&aacute;vel atrav&eacute;s do mar. Ap&oacute;s escutar, &eacute; fundamental analisar a informa&ccedil;&atilde;o que se recolheu e partilhar com a comunidade as conclus&otilde;es a que se chegou. Ap&oacute;s a escuta, chega o momento da partilha e da disponibilidade para responder &agrave;s quest&otilde;es que surjam.</p>     <p>N&atilde;o ser&aacute; poss&iacute;vel avan&ccedil;ar com sucesso nas quest&otilde;es do mar sem o desenvolvimento de um forte afeto e at&eacute; paix&atilde;o pelos oceanos, geradores de culturas mar&iacute;timas e de comunidades que sintam o mar como parte fundamental da sua identidade. S&oacute; este sentimento de perten&ccedil;a, cultivado desde cedo, atrav&eacute;s do contacto com o mar, poder&aacute; proteger os oceanos da tenta&ccedil;&atilde;o do excesso de sobre-explora&ccedil;&atilde;o. Saud&aacute;veis comunidades mar&iacute;timas com uma forte liga&ccedil;&atilde;o ao mar estar&atilde;o sempre na linha da frente na vigil&acirc;ncia e na prote&ccedil;&atilde;o do Oceano, pois sentem este patrim&oacute;nio natural e cultural como um legado que se deve valorizar para estar dispon&iacute;vel para as gera&ccedil;&otilde;es futuras.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esta realidade azul, natural e humana, &eacute; bastante heterog&eacute;nea, o que impele a uma vis&atilde;o integrada da intera&ccedil;&atilde;o do ser humano com o mar, necessitando de avan&ccedil;os nas ci&ecirc;ncias naturais e nas ci&ecirc;ncias sociais. Se o progresso nas ci&ecirc;ncias naturais tem sido lento, no caso das ci&ecirc;ncias sociais tem sido ainda mais lento.</p>     <p>O ritmo de utiliza&ccedil;&atilde;o dos oceanos pelo ser humano est&aacute; a ser muito superior ao ritmo dos consensos que a humanidade tem conseguido atingir em f&oacute;runs internacionais. Esta diverg&ecirc;ncia de ritmos est&aacute; a colocar os oceanos numa rota perigosa que pode gerar excessivas tens&otilde;es ambientais, sociais e econ&oacute;micas, de consequ&ecirc;ncias imprevis&iacute;veis.</p>     <p>A necessidade que a humanidade tem de encontrar respostas para uma popula&ccedil;&atilde;o mundial em acelerado crescimento est&aacute; a gerar um aumento significativo do uso dos oceanos pelo ser humano. Alguns sinais de excessivo uso dos oceanos j&aacute; se conseguem identificar claramente, em &laquo;ilhas&raquo; de pl&aacute;stico que existem em todos os oceanos e nos extremos &iacute;ndices de polui&ccedil;&atilde;o costeira, identificados no oceano Pac&iacute;fico e no oceano &Iacute;ndico asi&aacute;ticos, bem como no golfo da Guin&eacute; e em partes do oceano Pac&iacute;fico na Am&eacute;rica Central.</p>     <p>Utilizando os mecanismos que levaram &agrave; cria&ccedil;&atilde;o das ag&ecirc;ncias vocacionadas para o espa&ccedil;o, mas com um mandato que inclua n&atilde;o s&oacute; o avan&ccedil;o no conhecimento e na tecnologia necess&aacute;rio, mas tamb&eacute;m a prote&ccedil;&atilde;o ambiental e o desenvolvimento econ&oacute;mico-social (intera&ccedil;&atilde;o do ser humano com o mar), com o objetivo de complementar os esfor&ccedil;os que t&ecirc;m sido feitos por v&aacute;rias entidades internacionais no sentido do desenvolvimento sustent&aacute;vel da humanidade atrav&eacute;s dos oceanos, os pa&iacute;ses que mais utilizam os oceanos devem ponderar a cria&ccedil;&atilde;o ou <i>upgrade</i> de ag&ecirc;ncias nacionais para o desenvolvimento sustent&aacute;vel atrav&eacute;s dos oceanos, mares, lagos e rios.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>     <p>CLIA &ndash; <i>State of the Cruise Industry Outlook 2017</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://staging.cruising.org/-/media/files/learn-about-cruising/clia-2017-state-of-the-industry.pdf" target="_blank" >https://staging.cruising.org/-/media/files/learn-about-cruising/clia-2017-state-of-the-industry.pdf</a>.</p>     <p>EUROPEAN COMMISSION &ndash; <i>The EU Blue Economy Report 2019</i>. 2.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Bruxelas: European Commission, 2019.</p>     <p>FAO &ndash; <i>The State of the World Fisheries and Aquaculture</i>. 2018. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.fao.org/3/i9540en/I9540EN.pdf" target="_blank" >http://www.fao.org/3/i9540en/I9540EN.pdf</a>.</p>     <p>GLOBAL FIREPOWER &ndash; <i>Global Firepower</i>. Junho de 2019. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.globalfirepower.com/" target="_blank" >https://www.globalfirepower.com/</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>ICC INTERNATIONAL MARITIME BUREAU &ndash; <i>Piracy and Armed Robbery Against Ships</i>. 2019. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.icc-ccs.org/reports/2019Q1_IMB_PiracyReport.pdf" target="_blank" >https://www.icc-ccs.org/reports/2019Q1_IMB_PiracyReport.pdf</a>.</p>     <p>MARQUES, Miguel &ndash; <i>Lugares Azuis Portugal</i>. 1.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es Revista de Marinha, 2019.</p>     <p>MARQUES, Miguel &ndash; <i>Circumnavigation HELM &ndash; PwC Economy of the Sea Barometer (World)</i>. 10.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Lisboa: PwC Portugal, 2020.</p>     <p>OCDE &ndash; <i>Ocean Economy in 2030 OCDE Report</i>. 1.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Paris: OCDE, 2016.</p>     <p>RYSTAD &ndash; <i>Rystad Energy Ucube</i>. 2 de agosto de 2019. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.rystadenergy.com/products/EnP-Solutions/ucube/" target="_blank" >https://www.rystadenergy.com/products/EnP-Solutions/ucube/</a>.</p>     <p>SEA EUROPE &ndash; <i>Shipbuilding Market Monitoring, Report No 46</i>. 2019. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://danskemaritime.dk/wp-content/uploads/2017/04/SEA-MM-REPORT-No-46-FY-2018.pdf" target="_blank" >https://danskemaritime.dk/wp-content/uploads/2017/04/SEA-MM-REPORT-No-46-FY-2018.pdf</a>.</p>     <p>S&Iacute;TIO da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas: <a href="https://population.un.org/wpp/Download/Standard/Population/" target="_blank" >https://population.un.org/wpp/Download/Standard/Population/</a>.</p>     <p>STATISTA &ndash; <i>Cruise industry &ndash; Statista Dossier</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.statista.com/study/11547/cruise-line-industry-statista-dossier/European " target="_blank" >https://www.statista.com/study/11547/cruise-line-industry-statista-dossier/European </a>Union internet site; <a href="https://ec.europa.eu/maritimeaffairs/policy_en" target="_blank" >https://ec.europa.eu/maritimeaffairs/policy_en</a>.</p>     <p>UNCTAD &ndash; <i>Review of Maritime Transport 2017</i>. Nova York: UNCTAD, 2018.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Data de rece&ccedil;&atilde;o: 20 de abril de 2020 | Data de aprova&ccedil;&atilde;o: 12 de maio de 2020</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> De referir ainda que este artigo foi escrito em pleno estado de emerg&ecirc;ncia em mat&eacute;ria de sa&uacute;de p&uacute;blica decorrente da situa&ccedil;&atilde;o de pandemia decretada pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de, relativa ao novo coronav&iacute;rus (covid-19), n&atilde;o incorporando qualquer dos efeitos socioecon&oacute;micos que certamente decorrer&atilde;o desta crise sanit&aacute;ria por ser imposs&iacute;vel, nesta fase, proceder a qualquer estimativa dada a extrema volatilidade e imprevisibilidade da evolu&ccedil;&atilde;o desta pandemia.</p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> MARQUES, Miguel &ndash; <i>Lugares Azuis Portugal</i>. 1.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es Revista de Marinha, 2019.</p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> Ibidem.</p>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> MARQUES, Miguel &ndash; <i>Circumnavigation HELM &ndash; PwC Economy of the Sea Barometer (World).</i> 10.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Lisboa: PwC Portugal, 2020.</p>      ]]></body><back>
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