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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Portugal holds a central role in ocean governance, both internally and at the international level. The current situation of pandemic that the world is facing compels us to reflect on the effects that it might have on the Sustainable Development Goals. And requires that we turn to the ocean, knowing that it is vital to engage society in a new way of governing our planet. The United Nations Secretary General António Guterres, stated that this is the time for science and solidarity. Let us recall that these are also guiding principles for the ocean.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p style="text-align: right;"><b>O FUTURO DO OCEANO GLOBAL</b></p>     <p><b>Portugal na raz&atilde;o do azul</b></p>     <p><b>Portugal, the Reason of the Blue</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Ricardo Serr&atilde;o Santos</b></p>     <p>Minist&eacute;rio do Mar | Pra&ccedil;a do Com&eacute;rcio, 1100--038 Lisboa | <a href="mailto:gabinete.mm@mm.gov.pt">gabinete.mm@mm.gov.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Portugal tem assumido um papel central e pioneiro na governa&ccedil;&atilde;o do Oceano, n&atilde;o s&oacute; na dimens&atilde;o interna mas tamb&eacute;m no quadro da pol&iacute;tica externa. O atual contexto de pandemia em que o mundo vive obriga a uma reflex&atilde;o sobre os efeitos que esta poder&aacute; ter na concretiza&ccedil;&atilde;o dos Objetivos de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel. E exige olhar para o Oceano, sabendo que este &eacute; essencial para uma nova forma de governar o planeta. O secret&aacute;rio-geral das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, Ant&oacute;nio Guterres, afirmou que este &eacute; o tempo da ci&ecirc;ncia e da solidariedade. Recordemos que estes s&atilde;o eixos norteadores do Oceano.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Portugal, Oceano, Objetivos de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel, governa&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Portugal holds a central role in ocean governance, both internally and at the international level. The current situation of pandemic that the world is facing compels us to reflect on the effects that it might have on the Sustainable Development Goals. And requires that we turn to the ocean, knowing that it is vital to engage society in a new way of governing our planet. The United Nations Secretary General Ant&oacute;nio Guterres, stated that this is the time for science and solidarity. Let us recall that these are also guiding principles for the ocean.</p>     <p><b>Keywords</b>: Portugal, Ocean, Sustainable Development Goals, governance.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p><b>PORTUGAL NA <i>RAZ&Atilde;O DO AZUL</i><sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a></b></p>     <p>Eduardo Louren&ccedil;o referiu-se a Portugal como &laquo;navio-na&ccedil;&atilde;o&raquo;, sublinhando a unicidade do territ&oacute;rio terrestre e mar&iacute;timo<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>. Por&eacute;m, a dimens&atilde;o mar&iacute;tima de Portugal tem assumido uma natureza &laquo;ondulante&raquo; que requer percorrer brevemente a hist&oacute;ria recente e o momento atual. Mas, al&eacute;m do passado e do presente, as particulares circunst&acirc;ncias que o mundo enfrenta hoje exigem tamb&eacute;m uma reflex&atilde;o prospetiva, condicionada por uma enorme incerteza.</p>     <p>Elisabeth Mann Borgese escrevia, em 1998, ano marcante para os oceanos em Portugal e no mundo (declarado Ano Internacional dos Oceanos, pelas Na&ccedil;&otilde;es Unidas), que &laquo;a governa&ccedil;&atilde;o dos oceanos, nos &uacute;ltimos 30 anos, tem passado certamente por uma mudan&ccedil;a de sistema, que ainda se encontra em evolu&ccedil;&atilde;o&raquo;<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>. Tamb&eacute;m em 1998, Jorge Sampaio, na abertura da Expo&rsquo;98, declarava: &laquo;Come&ccedil;amos hoje a ter uma clara perce&ccedil;&atilde;o de que as grandes quest&otilde;es que respeitam aos Oceanos, n&atilde;o deixando de ter uma forte, e at&eacute; por vezes decisiva, componente t&eacute;cnica e cient&iacute;fica, s&atilde;o, no fundamental, eminentemente pol&iacute;ticas &ndash; e como tal dever&atilde;o por todos ser assumidas&raquo;<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>. Tanto no plano nacional, como internacional, a grandeza da transforma&ccedil;&atilde;o na governa&ccedil;&atilde;o do mar remete-nos exatamente para uma mudan&ccedil;a sist&eacute;mica.</p>     <p>As altera&ccedil;&otilde;es verificadas nos &uacute;ltimos cinquenta anos, se tomarmos a d&eacute;cada de 1970 como ponto de partida, abrangem as estruturas institucionais, os regimes jur&iacute;dicos criados ou as ci&ecirc;ncias do Oceano.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O marco de 1970 explica-se pelas significativas altera&ccedil;&otilde;es, no plano nacional e internacional, que se verificaram nesses anos. Em 1972, decorreu a Confer&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Ambiente Humano e, em 1973, deu-se in&iacute;cio &agrave; Terceira Confer&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre o Direito do Mar, que levaria &agrave; ado&ccedil;&atilde;o, em 1982, da Conven&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM). No mesmo per&iacute;odo, a Pol&iacute;tica Comum de Pescas autonomizou-se da Pol&iacute;tica Agr&iacute;cola Comum, no contexto europeu, revelando j&aacute; a influ&ecirc;ncia das negocia&ccedil;&otilde;es da CNUDM, designadamente com a cria&ccedil;&atilde;o das zonas econ&oacute;micas exclusivas (ZEE).</p>     <p>A d&eacute;cada de 1970 assistiu tamb&eacute;m a numerosos desenvolvimentos cient&iacute;ficos, como a descoberta dos ecossistemas hidrotermais quimiossint&eacute;ticos de grande profundidade na expedi&ccedil;&atilde;o da Woods Hole Oceanographic Institution, ao largo das ilhas Gal&aacute;pagos em 1977. Esta descoberta abria a porta a um outro mundo e relan&ccedil;ou a investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica no mar profundo<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>. A Confer&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Ci&ecirc;ncia e Tecnologia para o Desenvolvimento decorreu dois anos mais tarde. A n&iacute;vel nacional, a Revolu&ccedil;&atilde;o de Abril de 1974 veio introduzir profundas altera&ccedil;&otilde;es, pol&iacute;ticas, institucionais, sociais. Em 1985, Portugal assinava o tratado de ades&atilde;o &agrave; Comunidade Econ&oacute;mica Europeia (CEE). Seguir-se-iam mudan&ccedil;as significativas no sistema cient&iacute;fico nacional, onde as ci&ecirc;ncias do mar viriam a sobressair a partir dos anos 1990<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>.</p>     <p>&Eacute; este o lastro que nos conduz ao tempo presente, influenciado agora por particulares circunst&acirc;ncias que moldar&atilde;o o futuro.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>UM PERCURSO PELAS &Uacute;LTIMAS CINCO D&Eacute;CADAS</b></p>     <p><b>A DIMENS&Atilde;O NACIONAL</b></p>     <p>A ideia de uma identidade associada ao mar, frequentemente exemplificada com os Descobrimentos ou com o &laquo;des&iacute;gnio&raquo;, tem sido vista com prud&ecirc;ncia por diferentes historiadores, sublinhando o refor&ccedil;o hist&oacute;rico da mesma em finais do s&eacute;culo XIX, per&iacute;odo de excel&ecirc;ncia do romantismo e das ideias de nacionalismo que &agrave;quele se associaram, e, mais tarde, durante o Estado Novo<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>. Neste per&iacute;odo, as configura&ccedil;&otilde;es de aproxima&ccedil;&atilde;o ao mar estiveram ligadas ao pa&iacute;s dos conquistadores, da extens&atilde;o ultramarina ou do &laquo;luso-tropicalismo&raquo;.</p>     <p>Portugal projetou-se como o pa&iacute;s de marinheiros, desde os pescadores distantes da Terra Nova, &agrave;s comunidades piscat&oacute;rias, representadas nas Casas de Pescadores, que foram, e s&atilde;o, componente fundamental da sociedade<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>. No p&oacute;s-25 de Abril, esta liga&ccedil;&atilde;o sofreu um abrandamento atrav&eacute;s de uma conjuga&ccedil;&atilde;o de diversos fatores. Portugal deixa de ser uma <i>pot&ecirc;ncia mar&iacute;tima</i> para passar a assumir-se fundamentalmente como um <i>Estado costeiro</i><sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>.</p>     <p>Em primeiro lugar, afirma-se a recusa da vis&atilde;o, apoiada no Estado Novo, de uma &laquo;na&ccedil;&atilde;o ultramarina&raquo;, veiculada, entre outros momentos, na Exposi&ccedil;&atilde;o do Mundo Portugu&ecirc;s, de 1940, idealizada por Ant&oacute;nio Ferro, em que as col&oacute;nias e a sua liga&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima tinham um papel central<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>. A associa&ccedil;&atilde;o de na&ccedil;&atilde;o &agrave;s &laquo;col&oacute;nias&raquo; constitu&iacute;a um pilar da ideologia do regime, essencial no contexto da Guerra Colonial.</p>     <p>Como descreve Jos&eacute; Mattoso</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&laquo;foi preciso a democratiza&ccedil;&atilde;o da sociedade portuguesa, e a perda das col&oacute;nias, para que o passado deixasse de ser visto como um tempo glorioso ou como uma &ldquo;idade de ouro&rdquo;. A Hist&oacute;ria passou, ent&atilde;o, a poder narrar um passado real, com ganhos e perdas, com avan&ccedil;os e recuos, fidelidades e trai&ccedil;&otilde;es, sucessos e insucessos, unanimidades e contradi&ccedil;&otilde;es&raquo;<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a>.</p>     <p>Os primeiros governos constitucionais preconizaram medidas que se vieram a revelar eixos centrais na pol&iacute;tica do mar. Na verdade, ainda no per&iacute;odo dos governos provis&oacute;rios, foi concretizada a Junta Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica e T&eacute;cnica, que inclu&iacute;a os institutos das Pescas e Recursos, da Tecnologia dos Produtos de Pesca e do Ambiente Aqu&aacute;tico e Polui&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>. E logo o programa do I Governo Constitucional estabelecia a cria&ccedil;&atilde;o de um &laquo;programa de investiga&ccedil;&atilde;o dos recursos vivos&raquo;<sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>. Esta &aacute;rea veio-se desenvolvendo timidamente ao longo dos anos, presente na maior parte dos programas de governo, tendo-se tornado, em anos recentes, um dos principais eixos da pol&iacute;tica do mar.</p>     <p>Em segundo lugar, o per&iacute;odo democr&aacute;tico trouxe tamb&eacute;m um movimento de interioridade e a necessidade de desenvolver infraestruturas essenciais em v&aacute;rios dom&iacute;nios, olhando particularmente para o pa&iacute;s rural.</p>     <p>Finalmente, a prepara&ccedil;&atilde;o e posterior ades&atilde;o &agrave; CEE, j&aacute; na d&eacute;cada de 1980, dirigiu o &laquo;investimento&raquo; pol&iacute;tico para o espa&ccedil;o continental.</p>     <p>Foi o final dos anos 1990 e, principalmente, o in&iacute;cio do novo mil&eacute;nio, que viu surgir novamente uma outra perspetiva, colhendo de iniciativas como a Comiss&atilde;o Nacional para as Comemora&ccedil;&otilde;es dos Descobrimentos Portugueses ou da Expo&rsquo;98, cujo tema foi precisamente &laquo;Os oceanos &ndash; um patrim&oacute;nio para o futuro&raquo;.</p>     <p>Nesse mesmo ano, 1998, foram publicadas diversas resolu&ccedil;&otilde;es do Conselho de Ministros (&laquo;Conselho de Ministros do Mar&raquo;), que lan&ccedil;aram as bases de alguns desenvolvimentos pol&iacute;ticos e institucionais atuais<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a>. Entre elas, destacam-se: a Resolu&ccedil;&atilde;o n.&ordm; 88/98, de 10 de julho, que criou a Comiss&atilde;o Oceanogr&aacute;fica Intersectorial (COI), reconhecendo a import&acirc;ncia da investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica e da coopera&ccedil;&atilde;o entre Estados; a Resolu&ccedil;&atilde;o n.&ordm; 89/98, de 10 de julho, que aprovou o Programa Dinamizador das Ci&ecirc;ncias e Tecnologias do Mar; ou a Resolu&ccedil;&atilde;o n.&ordm; 90/98, de 10 de julho, que criou uma comiss&atilde;o para desenvolver uma proposta de delimita&ccedil;&atilde;o da plataforma continental, que mais tarde deu origem &agrave; Estrutura de Miss&atilde;o para a Extens&atilde;o da plataforma continental, criada pela Resolu&ccedil;&atilde;o do Conselho de Ministros n.&ordm; 9/2005, de 17 de janeiro<sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>, e que, ap&oacute;s a submiss&atilde;o da proposta relativa ao limite exterior da plataforma continental para al&eacute;m das 200 milhas, a 11 de maio de 2009, presentemente se encontra em di&aacute;logo com a Comiss&atilde;o de Limites da Plataforma Continental das Na&ccedil;&otilde;es Unidas.</p>     <p>Estes passos concretizaram uma vis&atilde;o de modernidade em rela&ccedil;&atilde;o ao Oceano, para a qual muito contribuiu a ci&ecirc;ncia, que, a par do envolvimento da sociedade atrav&eacute;s de iniciativas como a Expo&rsquo;98, voltou a trazer o tema a p&uacute;blico em Portugal.</p>     <p>Os programas de governo acentuaram tamb&eacute;m a diferencia&ccedil;&atilde;o que Portugal queria ver marcada, de Estado mar&iacute;timo no quadro europeu. Para este movimento contribuiu, de forma fundamental, mas discreta, o Professor M&aacute;rio Ruivo, ocean&oacute;grafo e humanista que dedicou a sua vida ao servi&ccedil;o do Oceano, como foi reconhecido pela Comiss&atilde;o Oceanogr&aacute;fica Intergovernamental da UNESCO (COI-UNESCO) aquando da sua morte<sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a> e nas numerosas homenagens que t&ecirc;m ocorrido<sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>.</p>     <p>Portugal foi-se assumindo como &laquo;Estado arquipel&aacute;gico&raquo;, ainda que n&atilde;o formalmente, numa dupla ace&ccedil;&atilde;o: de Estado cujo territ&oacute;rio se comp&otilde;e em larga medida por mar, mas tamb&eacute;m de Estado em que os arquip&eacute;lagos dos A&ccedil;ores e da Madeira desempenham um papel particularmente relevante no dom&iacute;nio mar&iacute;timo e atl&acirc;ntico. Os anos 2000 viram serem incentivadas as &aacute;reas de desenvolvimento ligadas ao mar, incluindo &laquo;no campo da investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica e na gest&atilde;o dos recursos vivos, valorizando patrim&oacute;nios &uacute;nicos como os campos hidrotermais submarinos nos A&ccedil;ores&raquo;<sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a> <sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a> .</p>     <p>O per&iacute;odo de crise econ&oacute;mica e financeira global, marcado simbolicamente pela queda do Lehman Brothers nos Estados Unidos, em 2008, trouxe momentaneamente o refor&ccedil;o da ideia de mar como &laquo;des&iacute;gnio&raquo;: a &laquo;t&aacute;bua de salva&ccedil;&atilde;o&raquo; num pa&iacute;s em dificuldades, sublinhando a dimens&atilde;o &laquo;econ&oacute;mica&raquo; do mar, que se vinha a afirmar desde finais da d&eacute;cada de 1990.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este movimento &laquo;pendular&raquo;, facilmente verific&aacute;vel no contexto pol&iacute;tico, econ&oacute;mico e social, em que a presen&ccedil;a do mar se revela de forma mais ou menos expressiva conforme os per&iacute;odos, n&atilde;o esbate uma tradi&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima cont&iacute;nua e latente, desde logo pelas caracter&iacute;sticas geogr&aacute;ficas do territ&oacute;rio, mas tamb&eacute;m concretizada na vertente cultural. Na tradi&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria, Portugal &eacute; &laquo;praia&raquo; e &laquo;cais&raquo;: o poema nacional, Os <i>Lus&iacute;adas</i>, reflete de forma exemplar essa presen&ccedil;a: &laquo;se Os <i>Lus&iacute;adas</i> s&atilde;o uma epopeia &eacute; porque s&atilde;o a epopeia do mar&raquo;<sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>.</p>     <p>Como descreveu Borges de Macedo, &laquo;a vida portuguesa tem continuado indissoluvelmente ligada ao mar. (...) Cada &eacute;poca, cada per&iacute;odo, revela uma forma de influ&ecirc;ncia do mar, como presen&ccedil;a, assimila&ccedil;&atilde;o, riqueza e conceito da vida pol&iacute;tica&raquo;<sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A DIMENS&Atilde;O INTERNACIONAL</b></p>     <p>No plano internacional, a d&eacute;cada de 1970 representa igualmente um marco transformador.</p>     <p>O principal acontecimento deste per&iacute;odo foi a Terceira Confer&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre o Direito do Mar que decorreu entre 1973 e 1982 e que negociou a Conven&ccedil;&atilde;o do Direito do Mar. Basta pensar que existem &laquo;dois livros principais&raquo; no direito do mar: o primeiro, <i>Mare Liberum</i>, de Hugo Gr&oacute;cio, publicado em 1609, consagrando a doutrina da liberdade dos mares, e o segundo, a Conven&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM) que veio, em 1982, instituir um novo regime para o Oceano<sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>. Esta perspectiva d&aacute; bem ideia do significado da CNUDM.</p>     <p>Os trabalhos preparat&oacute;rios da Terceira Confer&ecirc;ncia resultaram da a&ccedil;&atilde;o do Comit&eacute; das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Utiliza&ccedil;&atilde;o Pac&iacute;fica dos Fundos Marinhos, criado em 1968, na sequ&ecirc;ncia da interven&ccedil;&atilde;o do embaixador de Malta, Arvid Pardo, em 1967, na Assembleia Geral das Na&ccedil;&otilde;es Unidas<sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a>.</p>     <p>A confer&ecirc;ncia foi marcada por diversas iniciativas e tend&ecirc;ncias que se desenhavam no panorama internacional, incluindo o Tratado sobre os Usos Pac&iacute;ficos do Espa&ccedil;o Exterior, de 1966, a Confer&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Ambiente Humano, de 1972, e a Confer&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Ci&ecirc;ncia e Tecnologia para o Desenvolvimento, de 1979. Recebeu tamb&eacute;m a influ&ecirc;ncia da Carta dos Direitos Econ&oacute;micos e Sociais das Na&ccedil;&otilde;es Unidas<sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a>.</p>     <p>De significado relevante, no prisma ideol&oacute;gico, foi ainda a declara&ccedil;&atilde;o e o programa de a&ccedil;&atilde;o para o estabelecimento de uma nova ordem econ&oacute;mica internacional (New International Economic Order &ndash; NIEO)<sup><a href="#25">25</a></sup><a name="top25"></a>.</p>     <p>A NIEO concretizou a proposta de uma nova ordem econ&oacute;mica, assente na dupla dimens&atilde;o de autonomiza&ccedil;&atilde;o dos Estados e da maior solidariedade entre pa&iacute;ses, enfatizando a coopera&ccedil;&atilde;o entre pa&iacute;ses desenvolvidos e em desenvolvimento. Esta proposta pol&iacute;tico-econ&oacute;mica viu o seu retrocesso dar-se nos anos 1980 e 1990. Foi nesta &uacute;ltima d&eacute;cada que a CNUDM entrou em vigor, a 14 de novembro de 1994, um ano depois da ratifica&ccedil;&atilde;o do 60.&ordm; Estado.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Soberanizando o espa&ccedil;o mar&iacute;timo, at&eacute; a&iacute;, em grande parte, <i>mare liberum</i>, a Conven&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deixou de reconhecer que o Oceano &eacute; uno e comum e que os ecossistemas n&atilde;o obedecem a fronteiras f&iacute;sicas. Esta mensagem resulta logo do pre&acirc;mbulo da CNUDM, onde se afirma que &laquo;Os Estados Partes nesta Conven&ccedil;&atilde;o (&hellip;) conscientes de que os problemas do espa&ccedil;o oce&acirc;nico est&atilde;o estreitamente inter-relacionados e devem ser considerados como um todo&raquo;<sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a>.</p>     <p>Esta dial&eacute;tica &eacute; vis&iacute;vel em diversas disposi&ccedil;&otilde;es e de forma muito concreta no regime da investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica marinha (parte XIII), no qual a delega&ccedil;&atilde;o portuguesa teve uma especial participa&ccedil;&atilde;o, designadamente no empenho na coopera&ccedil;&atilde;o internacional e da import&acirc;ncia de criar estruturas regionais e internacionais de investiga&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>.</p>     <p>N&atilde;o &eacute; de mais enfatizar o relevo deste &laquo;novo regime&raquo; que veio n&atilde;o s&oacute; definir espa&ccedil;os mar&iacute;timos, alterando a dimens&atilde;o territorial dos Estados e a forma de estes organizarem e regularem estes espa&ccedil;os; introduzir um novo quadro normativo na condu&ccedil;&atilde;o de diversas atividades, desde logo na investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica marinha, mas tamb&eacute;m na navega&ccedil;&atilde;o ou na conserva&ccedil;&atilde;o do meio marinho; mas que adicionalmente criou novas estruturas internacionais, com compet&ecirc;ncias relevantes, como a Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos e o Tribunal Internacional do Direito do Mar.</p>     <p>Al&eacute;m da &laquo;Constitui&ccedil;&atilde;o dos Oceanos&raquo; &ndash; na conhecida express&atilde;o de Tommy Koh, presidente da Terceira Confer&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre o Direito do Mar e negociador principal da Agenda 21 &ndash; outros desenvolvimentos pol&iacute;ticos marcaram a agenda internacional.</p>     <p>Ainda na d&eacute;cada de 1990, dois acordos vieram completar a CNUDM &ndash; o Acordo Relativo &agrave; Aplica&ccedil;&atilde;o da Parte XI (adotado em 1994) e o Acordo Relativo a` Aplicac¸a~o das Disposic¸o~es da Convenc¸a~o das Nac¸o~es Unidas sobre o Direito do Mar Respeitantes a` Conservac¸a~o e Gesta~o das Populac¸o~es de Peixes Transzonais e das Populac¸o~es de Peixes Altamente Migradores (adotado em 1995) &ndash;, estando atualmente em discuss&atilde;o um terceiro acordo sobre a biodiversidade al&eacute;m das jurisdi&ccedil;&otilde;es nacionais.</p>     <p>A par destes instrumentos, a dimens&atilde;o mar&iacute;tima tem vindo a integrar diversos outros acordos e conven&ccedil;&otilde;es. A este prop&oacute;sito vale a pena mencionar, no contexto da Conven&ccedil;&atilde;o sobre a Diversidade Biol&oacute;gica (assinada em 1992), o Mandato de Jacarta (1995), que veio refor&ccedil;ar a import&acirc;ncia das &aacute;reas marinhas, e o Protocolo de Nagoia sobre o acesso a recursos gen&eacute;ticos e a partilha justa e equitativa dos benef&iacute;cios que adv&ecirc;m da sua utiliza&ccedil;&atilde;o (adotado em 2010).</p>     <p>Desde o in&iacute;cio do novo mil&eacute;nio, a aten&ccedil;&atilde;o sobre o meio marinho tem vindo progressivamente a aumentar. A inclus&atilde;o de um objetivo espec&iacute;fico para o Oceano nos ODS (ODS 14) &ndash; ao contr&aacute;rio do que sucedeu nos antecessores Objetivos de Desenvolvimento do Mil&eacute;nio (2000) &ndash;, o refor&ccedil;o da import&acirc;ncia do Oceano na declara&ccedil;&atilde;o &laquo;The Future We Want&raquo; sobre os oceanos, emanada da Confer&ecirc;ncia RIO+20 (2012)<sup><a href="#28">28</a></sup><a name="top28"></a>, ou, mais recentemente, a inten&ccedil;&atilde;o de organizar a 25.&ordf; Confer&ecirc;ncia das Partes da Conven&ccedil;&atilde;o-Quadro das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre as Altera&ccedil;&otilde;es Clim&aacute;ticas (cop25) como uma &laquo;blue cop&raquo;, s&atilde;o indicadores n&atilde;o exaustivos que revelam a tend&ecirc;ncia internacional para o reconhecimento do papel fundamental dos oceanos. Sem esquecer o conhecimento, nas suas v&aacute;rias vertentes, promovido em processos como o United Nations Regular Process for Global Reporting and Assessment of the State of the Marine Environment, including Socioeconomic Aspects, ou atrav&eacute;s da proclama&ccedil;&atilde;o da D&eacute;cada da Ci&ecirc;ncia do Oceano para o Desenvolvimento Sustent&aacute;vel.</p>     <p>Tamb&eacute;m no plano europeu se deu uma grande transforma&ccedil;&atilde;o, desde o in&iacute;cio da Pol&iacute;tica Comum de Pescas, associada &agrave; Pol&iacute;tica Agr&iacute;cola Comum antes da d&eacute;cada de 1970, at&eacute; &agrave; vis&atilde;o integrada emanada do Livro Verde (2005), sucedido pelo Livro Azul (2007)<sup><a href="#29">29</a></sup><a name="top29"></a> da Pol&iacute;tica Mar&iacute;tima Integrada para a Uni&atilde;o Europeia, ou diversos instrumentos jur&iacute;dicos e regulat&oacute;rios, incluindo a Diretiva-Quadro &laquo;Estrat&eacute;gia Marinha&raquo;<sup><a href="#30">30</a></sup><a name="top30"></a>, a Agenda Marinha e Mar&iacute;tima para o Crescimento e o Emprego (Declara&ccedil;&atilde;o de Limassol, 2012), ou a Agenda para o Futuro dos Oceanos, adotada em 2016 pela Comiss&atilde;o Europeia<sup><a href="#31">31</a></sup><a name="top31"></a>. Atualmente, a dimens&atilde;o mar&iacute;tima europeia abrange a Pol&iacute;tica Mar&iacute;tima Integrada, a Pol&iacute;tica Comum de Pescas, a Bioeconomia, o Horizonte 2020 e o futuro Horizonte Europa, onde se destaca a &Aacute;rea de Miss&atilde;o &laquo;Healthy oceans, seas, coastal and inland waters&raquo;.</p>     <p>A par da dimens&atilde;o social e econ&oacute;mica, a relev&acirc;ncia central do Oceano no continente europeu &eacute; patente tamb&eacute;m no enfrentamento da crise ambiental, perspetiva refor&ccedil;ada pela Estrat&eacute;gia de Biodiversidade da Uni&atilde;o Europeia para 2020<sup><a href="#32">32</a></sup><a name="top32"></a> e, no final de 2019, no Pacto Ecol&oacute;gico Europeu, apresentado pela Comiss&atilde;o Europeia.</p>     <p>&Agrave; semelhan&ccedil;a do que sucedeu em Portugal, tamb&eacute;m no contexto internacional e europeu a import&acirc;ncia do Oceano tem vindo a ser refor&ccedil;ada, tendo-se caminhado, nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, para um cen&aacute;rio que n&atilde;o privilegia apenas a dimens&atilde;o econ&oacute;mica e social ou a ambiental, mas que gradualmente foi evoluindo para a vis&atilde;o, hoje maiorit&aacute;ria, da necessidade de conjugar estes v&aacute;rios &acirc;ngulos, reconhecendo as suas interdepend&ecirc;ncias.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>O OCEANO, HOJE E AMANH&Atilde;</b></p>     <p>Navegando ciclos e contraciclos, Portugal tem hoje uma vis&atilde;o clara para o Oceano. Sem recusar o passado, esta vis&atilde;o n&atilde;o assenta numa perspetiva historicista, mas n&atilde;o vive tamb&eacute;m &laquo;de costas voltadas para o mar&raquo;.</p>     <p>O Oceano &eacute; compreendido de forma integrada num entendimento do que significa para a vida no planeta, em termos ambientais, mas tamb&eacute;m, tal como evidenciado nos Objetivos de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (ODS), adotados em 2015 atrav&eacute;s da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustent&aacute;vel, pelo contributo que oferece para a concretiza&ccedil;&atilde;o dos ODS, cujo prop&oacute;sito final &eacute; a elimina&ccedil;&atilde;o da fome e da pobreza.</p>     <p>Portugal &eacute; hoje uma voz reconhecida internacionalmente na governa&ccedil;&atilde;o do Oceano, comprometido com quatro principais eixos de atua&ccedil;&atilde;o:</p> <ul>       <li>um Oceano cuja governa&ccedil;&atilde;o assenta no conhecimento cient&iacute;fico, tal como preconiza a D&eacute;cada (das Na&ccedil;&otilde;es Unidas) da Ci&ecirc;ncia do Oceano para o Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (2021-2030), ao afirmar como objetivo &laquo;trazer a ci&ecirc;ncia para o futuro que queremos&raquo;<sup><a href="#33">33</a></sup><a name="top33"></a>, garantindo que as ci&ecirc;ncias do Oceano podem contribuir para um Oceano sustent&aacute;vel e para a concretiza&ccedil;&atilde;o da Agenda 2030;</li>       <li>um Oceano em que a coopera&ccedil;&atilde;o e solidariedade entre pa&iacute;ses &eacute; fundamental, como revelam os ODS, mas como espelham tamb&eacute;m outros processos negociais internacionais, tal como o acordo sobre a conserva&ccedil;&atilde;o e utiliza&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel da biodiversidade marinha em &aacute;reas al&eacute;m da jurisdi&ccedil;&atilde;o nacional, a ser negociado nas Na&ccedil;&otilde;es Unidas, no quadro da Conven&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre o Direito do Mar;</li>       <li>um Oceano que tem um papel vital na regula&ccedil;&atilde;o do clima e na crise ambiental que o mundo atravessa;</li>       <li>um Oceano que &eacute; defendido por todos, atrav&eacute;s da educa&ccedil;&atilde;o e da consci&ecirc;ncia cidad&atilde;.</li>     </ul>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esta vis&atilde;o norteia a governa&ccedil;&atilde;o do Oceano, nacional e internacional, concretizando-se em v&aacute;rios dom&iacute;nios.</p>     <p>No plano nacional, est&aacute; em elabora&ccedil;&atilde;o uma nova Estrat&eacute;gia Nacional para o Mar, refletindo o Oceano de hoje e amanh&atilde;, mais bem enquadrada na Agenda 2030 das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para o Desenvolvimento Sustent&aacute;vel.</p>     <p>No plano internacional, v&aacute;rias a&ccedil;&otilde;es est&atilde;o igualmente em curso, incluindo o envolvimento de Portugal no High Level Panel for a Sustainable Ocean Economy (Painel de Alto N&iacute;vel para uma Economia Sustent&aacute;vel do Oceano), que re&uacute;ne 14 pa&iacute;ses de todos os continentes que se destacam na governa&ccedil;&atilde;o do Oceano. Este painel, criado em 2018, apresentar&aacute;, em 2021, compromissos comuns e transformadores, assumidos a n&iacute;vel mundial, baseados no conhecimento produzido por quase duas dezenas de relat&oacute;rios cient&iacute;ficos sobre as mais prementes tem&aacute;ticas da economia azul<sup><a href="#34">34</a></sup><a name="top34"></a>.</p>     <p>Do mesmo passo, o apoio e aprofundamento do papel das organiza&ccedil;&otilde;es regionais, como &eacute; o caso da Comiss&atilde;o de Prote&ccedil;&atilde;o do Ambiente Marinho do Atl&acirc;ntico Nordeste (OSPAR), insere-se na perspetiva da necessidade de proceder a um efetivo planeamento regional, vital no caso do Oceano. De facto, a escala regional &eacute; a que melhor traduz, em diversos casos, os problemas que afetam o Oceano, sendo essencial este n&iacute;vel de abordagem.</p>     <p>Portugal iria receber em julho deste ano a Reuni&atilde;o Ministerial da OSPAR, celebrando os dez anos da estrat&eacute;gia 2010-2020 e lan&ccedil;ando a estrat&eacute;gia 2020-2030 para um Atl&acirc;ntico Nordeste saud&aacute;vel e sustent&aacute;vel.</p>     <p>No m&ecirc;s anterior, dando tradu&ccedil;&atilde;o concreta ao papel de destaque assumido no palco internacional, teria lugar em Lisboa a segunda Confer&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre o Oceano, organizada por Portugal e pelo Qu&eacute;nia. Esta confer&ecirc;ncia, acolhendo todos os pa&iacute;ses membros das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, destina-se a apoiar a implementa&ccedil;&atilde;o do ODS14 &ndash; &laquo;Conservar e usar de forma sustent&aacute;vel os oceanos, mares e recursos marinhos para o desenvolvimento sustent&aacute;vel&raquo;, procurando dar resposta &agrave;s urg&ecirc;ncias que o Oceano enfrenta.</p>     <p>A atual situa&ccedil;&atilde;o, fazendo face a uma pandemia que tem obrigado a respostas in&eacute;ditas, adiou estes dois importantes eventos para 2021. O ano de 2020 vinha a ser designado nos fora internacionais como o &laquo;superano&raquo; do Oceano. Perspetiva-se agora que este &laquo;superano&raquo; do Oceano seja 2021, coincidentemente o ano em que se inicia a D&eacute;cada (das Na&ccedil;&otilde;es Unidas) da Ci&ecirc;ncia do Oceano para o Desenvolvimento Sustent&aacute;vel.</p>     <p>E se o contexto de pandemia que atingiu o planeta trar&aacute; consequ&ecirc;ncias s&eacute;rias, ainda dif&iacute;ceis de concretizar, em especial para os mais fr&aacute;geis e desprotegidos, &eacute; tamb&eacute;m verdade que permite uma reflex&atilde;o mais alargada sobre a necessidade de mudar paradigmas globais, n&atilde;o s&oacute; em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; degrada&ccedil;&atilde;o dos ecossistemas ambientais, incluindo os ecossistemas marinhos, mas, num n&iacute;vel mais geral, de refor&ccedil;ar a prote&ccedil;&atilde;o intergeracional e das comunidades<sup><a href="#35">35</a></sup><a name="top35"></a>.</p>     <p>Esta reflex&atilde;o n&atilde;o deixar&aacute; de ser feita em diferentes dom&iacute;nios, mas, desde logo, a situa&ccedil;&atilde;o atual torna especialmente oportuna uma comemora&ccedil;&atilde;o que ter&aacute; lugar, ainda em 2020, dos 25 anos da constitui&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o Mundial Independente para os Oceanos, cujo relat&oacute;rio &laquo;O Oceano, nosso futuro&raquo;, foi apresentado, como se indicou, em 1998.</p>     <p>A oportunidade desta revisita&ccedil;&atilde;o assenta precisamente no facto de nos encontrarmos num momento de charneira para o Oceano, multiplicando-se as press&otilde;es que este enfrenta.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No relat&oacute;rio da CMIO, um conjunto de cerca de 100 especialistas debru&ccedil;ou-se, de forma integrada, sobre as quest&otilde;es ambientais, econ&oacute;micas, pol&iacute;ticas e sociais atinentes ao Oceano. Por&eacute;m, aquilo que &eacute; evidente na leitura deste documento &eacute; a atualidade que transporta que, s&oacute; por si, justifica uma nova leitura.</p>     <p>No que se refere &agrave; governa&ccedil;&atilde;o e aos desafios de um meio que, fisicamente, n&atilde;o tem fronteiras, o relat&oacute;rio enuncia um conjunto de institui&ccedil;&otilde;es competentes no dom&iacute;nio mar&iacute;timo, revelando tamb&eacute;m as dificuldades de articula&ccedil;&atilde;o e coopera&ccedil;&atilde;o entre estas. Ao lado da estrutura criada pela CNUDM, que integra a Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos e o Tribunal Internacional do Direito do Mar, surge o sistema da Organiza&ccedil;&atilde;o Mar&iacute;tima Internacional (imo), ambos de natureza global, que s&atilde;o depois complementados por uma mir&iacute;ade de organismos de &acirc;mbito espec&iacute;fico, regionais ou setoriais. Entre os regionais, contam-se organiza&ccedil;&otilde;es de diversa &iacute;ndole, abrangendo as v&aacute;rias &aacute;reas do planeta &ndash; no contexto portugu&ecirc;s, destaque-se a OSPAR, mas poder&atilde;o indicar-se diversas outras, como a Declara&ccedil;&atilde;o de Hamilton para a Conserva&ccedil;&atilde;o do Mar dos Sarga&ccedil;os &ndash;, incluindo os seus polos, como &eacute; o caso do Conselho do &Aacute;rtico ou do sistema do Tratado da Ant&aacute;rtida. No caso dos organismos e conven&ccedil;&otilde;es internacionais setoriais, a abrang&ecirc;ncia de temas inclui desde acordos para esp&eacute;cies espec&iacute;ficas (tun&iacute;deos e similares, baleias, etc.), a instrumentos que lidam com problemas concretos, como a polui&ccedil;&atilde;o marinha.</p>     <p>Como descreve o relat&oacute;rio da CMIO, esta complexa teia traduz-se frequentemente no &laquo;&ldquo;congestionamento de tratados&rdquo;, ou seja, uma prolifera&ccedil;&atilde;o de institui&ccedil;&otilde;es e regimes&raquo;<sup><a href="#36">36</a></sup><a name="top36"></a>.</p>     <p>Outra das &aacute;reas abordadas no relat&oacute;rio &eacute; a educa&ccedil;&atilde;o, e os alertas refletem tamb&eacute;m a atualidade deste tema: de forma clara, o documento identifica a necessidade da consciencializa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica para a import&acirc;ncia do Oceano e de promover pol&iacute;ticas ativas de envolvimento das sociedades<sup><a href="#37">37</a></sup><a name="top37"></a>.</p>     <p>O programa educativo Escola Azul, tutelado pelo Minist&eacute;rio do Mar, tem procurado responder a este apelo, colaborando com v&aacute;rias outras entidades e com a sociedade. Trata-se de um projeto &uacute;nico que pretende promover a literacia do Oceano, distinguindo as escolas que trabalham em temas ligados ao mar. Atualmente, a rede de escolas que comp&otilde;em o projeto inclui j&aacute; escolas fora do territ&oacute;rio portugu&ecirc;s, como &eacute; o caso da distin&ccedil;&atilde;o de uma escola na Noruega, pa&iacute;s igualmente de forte presen&ccedil;a mar&iacute;tima.</p>     <p>O relat&oacute;rio debru&ccedil;a-se ainda sobre v&aacute;rios outros assuntos, incluindo os enormes desafios da &laquo;equidade&raquo; no Oceano, quest&otilde;es de paz e seguran&ccedil;a, o uso sustent&aacute;vel dos recursos marinhos e costeiros, ou os desafios cient&iacute;ficos e tecnol&oacute;gicos.</p>     <p>Mas no contexto presente, algumas recomenda&ccedil;&otilde;es do painel da CMIO merecem reflex&atilde;o. Desde logo, a proposta de realiza&ccedil;&atilde;o de uma &laquo;Confer&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Quest&otilde;es Oce&acirc;nicas&raquo;. Curiosamente, j&aacute; antes a delega&ccedil;&atilde;o portuguesa &agrave; Terceira Confer&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre o Direito do Mar, liderada por M&aacute;rio Ruivo, fizera uma proposta semelhante, sugerindo que se realizassem confer&ecirc;ncias internacionais regulares com o objetivo de debater o estado do Oceano. M&aacute;rio Ruivo afirmava, em 1978, que confer&ecirc;ncias peri&oacute;dicas deveriam ter lugar para debater &laquo;grandes tend&ecirc;ncias de utiliza&ccedil;&atilde;o dos oceanos, novas tecnologias, avan&ccedil;os no conhecimento cient&iacute;fico, temas de gest&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o de significado internacional, desenvolvimentos institucionais e legais e outros aspetos relevantes das rela&ccedil;&otilde;es oce&acirc;nicas internacionais&raquo;<sup><a href="#38">38</a></sup><a name="top38"></a>.</p>     <p>Esta proposta viu a sua concretiza&ccedil;&atilde;o quase vinte anos mais tarde, em 2017, na Primeira Confer&ecirc;ncia dos Oceanos das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, e ter&aacute; a sua segunda edi&ccedil;&atilde;o em 2021, em Lisboa.</p>     <p>O relat&oacute;rio prop&otilde;e tamb&eacute;m a cria&ccedil;&atilde;o de um &laquo;Observat&oacute;rio Mundial das Quest&otilde;es Oce&acirc;nicas&raquo;, &laquo;para acompanhar, de forma independente, o sistema de governa&ccedil;&atilde;o dos oceanos e manter uma vigil&acirc;ncia cont&iacute;nua e permanente sobre as quest&otilde;es oce&acirc;nicas&raquo;<sup><a href="#39">39</a></sup><a name="top39"></a>, e a organiza&ccedil;&atilde;o de um &laquo;F&oacute;rum Mundial Independente para os Oceanos&raquo;, que &laquo;permitiria an&aacute;lises p&uacute;blicas preparadas por assembleias independentes, representativas da sociedade civil e de todos os interessados&raquo;<sup><a href="#40">40</a></sup><a name="top40"></a>.</p>     <p>Estes mecanismos n&atilde;o viram (ainda) a sua concretiza&ccedil;&atilde;o, mas n&atilde;o deve ser esquecido que Portugal criou o F&oacute;rum Permanente para os Assuntos do Mar, em maio de 2008, cujo objetivo era promover &laquo;o estabelecimento de um grupo de reflex&atilde;o e acompanhamento para os assuntos do mar&raquo;<sup><a href="#41">41</a></sup><a name="top41"></a> aberto &agrave; sociedade civil. Embora j&aacute; extinto, tratou-se de uma experi&ecirc;ncia de envolvimento cidad&atilde;o que revela a tend&ecirc;ncia inovadora que o pa&iacute;s tem assumido na governa&ccedil;&atilde;o do Oceano.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>CONCLUS&Atilde;O</b></p>     <p>As mudan&ccedil;as das &uacute;ltimas d&eacute;cadas foram profundas. Em cinquenta anos, passou-se da liberdade dos mares para a &laquo;territorializa&ccedil;&atilde;o&raquo; do Oceano, com todas as consequ&ecirc;ncias associadas a este movimento.</p>     <p>O momento de transforma&ccedil;&atilde;o viu surgirem duas tend&ecirc;ncias de sentido contr&aacute;rio, uma favor&aacute;vel a uma perspetiva territorial e outra de pendor universalista, na sequ&ecirc;ncia das propostas de Arvid Pardo perante a Assembleia Geral das Na&ccedil;&otilde;es Unidas.</p>     <p>Hoje &eacute; j&aacute; incontest&aacute;vel que os pa&iacute;ses s&atilde;o soberanos sobre o seu territ&oacute;rio mar&iacute;timo, mas assiste-se em simult&acirc;neo ao reconhecimento de que, neste meio, a coopera&ccedil;&atilde;o e a partilha s&atilde;o fundamentais.</p>     <p>Portugal fez tamb&eacute;m o seu percurso, desde um Oceano que era o passado, seguido de um Oceano ignorado, at&eacute; &agrave; atualidade, em que o Oceano &laquo;de crise&raquo; se apresenta como um singular meio que apela &agrave; partilha, coopera&ccedil;&atilde;o, repara&ccedil;&atilde;o ambiental e concretiza&ccedil;&atilde;o dos Objetivos de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel, incluindo sociais e econ&oacute;micos.</p>     <p>Portugal assume-se como pa&iacute;s empenhado na governa&ccedil;&atilde;o do Oceano, colaborando com outros Estados com os quais forjou rela&ccedil;&otilde;es pr&oacute;ximas, desde a Noruega, a norte, at&eacute; &agrave; rela&ccedil;&atilde;o especial com os pa&iacute;ses da Comunidade dos Pa&iacute;ses de L&iacute;ngua Portuguesa, ou mesmo acolhendo as preocupa&ccedil;&otilde;es de realidades t&atilde;o distintas como os Estados do Pac&iacute;fico ou da &Aacute;sia. O que de melhor ficou de experi&ecirc;ncias passadas, no &acirc;mbito nacional, foi a voca&ccedil;&atilde;o universalista, e esta &eacute; inerente ao Oceano.</p>     <p>A situa&ccedil;&atilde;o internacional, o contexto de pandemia em que o mundo vive, obriga tamb&eacute;m a um olhar universal, especialmente tendo em conta os efeitos que ter&aacute; na concretiza&ccedil;&atilde;o dos ODS, lembrando que os objetivos de justi&ccedil;a e equidade social devem ser especialmente sublinhados neste momento. Como afirmou o secret&aacute;rio-geral das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, Ant&oacute;nio Guterres, este &eacute; o tempo da ci&ecirc;ncia e da solidariedade<sup><a href="#42">42</a></sup><a name="top42"></a>, eixos norteadores tamb&eacute;m do Oceano, pelo que procuremos cumprir perante este momento particular, os princ&iacute;pios que nos guiam: uma governa&ccedil;&atilde;o assente no conhecimento cient&iacute;fico, na coopera&ccedil;&atilde;o e solidariedade entre pa&iacute;ses, e no compromisso perante a crise ambiental, ancorados na consci&ecirc;ncia cidad&atilde;.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>BARATA, Andr&eacute;; SCHMIDT, Lu&iacute;sa; MOLDER, Maria Filomena; CARMO, Renato Miguel do; SOROMENHO-MARQUES, Viriato &ndash; &laquo;As escolhas da Europa&raquo;. In <i>Di&aacute;rio de Not&iacute;cias</i>. 4 de abril de 2020. (Consultado em: 5 de abril de 2020). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.dn.pt/edicao-do-dia/04-abr-2020/as-escolhas-da-europa--12027828.html" target="_blank" >https://www.dn.pt/edicao-do-dia/04-abr-2020/as-escolhas-da-europa--12027828.html</a>.</p>     <p>BEBIANNO, Maria Jo&atilde;o; GUERREIRO, Jo&atilde;o; CARVALHO, Telmo; GAMEIRO, Maria In&ecirc;s, eds. &ndash; <i>Sic memorat. Desenvolvimento Sustent&aacute;vel do Oceano: Uma Utopia &Uacute;til, Homenagem ao Professor M&aacute;rio Ruivo</i>. Faro: Universidade do Algarve, 2018. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://sapientia.ualg.pt/handle/10400.1/10685" target="_blank" >https://sapientia.ualg.pt/handle/10400.1/10685</a>.</p>     <p>BORGESE, Elisabeth Mann &ndash; <i>The Oceanic Circle: Governing the Seas as a Global Resource</i>. Nova York: United Nations University Press, 1998.</p>     <p>COELHO, Eduardo Prado &ndash; <i>A Raz&atilde;o do Azul</i>. Lisboa: Quasi Edi&ccedil;&otilde;es, 2004.</p>     <p>COMISS&Atilde;O MUNDIAL INDEPENDENTE PARA OS OCEANOS &ndash; <i>O Oceano Nosso Futuro &ndash; Relat&oacute;rio da Comiss&atilde;o Mundial Independente para os Oceanos</i>. Lisboa: Expo&rsquo;98/Funda&ccedil;&atilde;o M&aacute;rio Soares, 1998.</p>     <p>GARRIDO, &Aacute;lvaro &ndash; <i>A Campanha do Argus, Uma Viagem na Pesca do Bacalhau</i>. Introdu&ccedil;&atilde;o, tradu&ccedil;&atilde;o do original em l&iacute;ngua inglesa de 1951, de Alan Villiers. Lisboa: Cavalo de Ferro, 2005.</p>     <p>GARRIDO, &Aacute;lvaro &ndash; <i>Economia e Pol&iacute;tica das Pescas Portuguesas, Ci&ecirc;ncia, Direito e Diplomacia nas Pescarias do Bacalhau (1945-1974)</i>. Lisboa: Imprensa de Ci&ecirc;ncias Sociais, 2006.</p>     <p>GON&Ccedil;ALVES, Maria Eduarda &ndash; &laquo;Les nouvelles fronti&egrave;res de la &laquo;&ldquo;mer portugaise&rdquo;, droit de la mer et politique maritime au Portugal&raquo;. In <i>M&eacute;langes offerts &agrave; Jorge Campinos</i>. Paris: Presses Universitaires de France et Facult&eacute; de Droit et des Sciences Sociales de Poitiers, 1996, vol. XXIX, pp. 331-351.</p>     <p>GON&Ccedil;ALVES, Maria Eduarda &ndash; &laquo;Le Portugal et le droit de la mer&raquo;. In <i>The Law of the Sea, The</i> <i>European Union and its Member States</i>. Boston: Martinus Nijhoff Publishers, 1997, vol. 28.</p>     <p>GON&Ccedil;ALVES, Maria Eduarda; GAMEIRO, Maria In&ecirc;s &ndash; &laquo;Marine scientific research under Part XIII UNCLOS: Portugal&rsquo;s input to UNCLOS, and experience in addressing foreign research entities&rsquo; requests for access&raquo;. In <i>Sic memorat. Desenvolvimento Sustent&aacute;vel do Oceano: Uma Utopia &Uacute;til, Homenagem ao Professor M&aacute;rio Ruivo</i>. Faro: Universidade do Algarve, 2018. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://sapientia.ualg.pt/handle/10400.1/10685" target="_blank" >https://sapientia.ualg.pt/handle/10400.1/10685</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>LOUREN&Ccedil;O, Eduardo &ndash; <i>A Nau de &Iacute;caro seguido de Imagem e Miragem da Lusofonia</i>. Lisboa: Gradiva, 2004.</p>     <p>MACEDO, Jorge Borges de &ndash; &laquo;O mar e a hist&oacute;ria&raquo;. In <i>Oceanos</i>. N.&ordm; 10, abril de 1992, pp. 65-71.</p>     <p>MATOS, Maria Vitalina Leal de &ndash; &laquo;O mar em Cam&otilde;es&raquo;. In <i>Oceanos</i>. N.&ordm; 23, julho-setembro de 1995, pp. 54-65.</p>     <p>MATTOSO, Jos&eacute; &ndash; <i>A Identidade Nacional</i>. Lisboa: Gradiva, 2003.</p>     <p>MONTEIRO, Nuno G.; PINTO, Ant&oacute;nio Costa &ndash; &laquo;A identidade nacional&raquo;. In <i>Portugal</i> <i>Contempor&acirc;neo</i>. Lisboa: D. Quixote, 2005.</p>     <p>RIBEIRO, Marta Chantal; SANTOS, Ricardo Serr&atilde;o &ndash; &laquo;Ecossistemas de profundidade, AMPs oce&acirc;nicas, plataforma continental al&eacute;m das 200mn e pioneirismo portugu&ecirc;s&raquo;. In <i>Revista do</i> <i>Centro de Estudos de Direito do Ordenamento, do Urbanismo e do Ambiente (RevCEDOUA)</i>. N.&ordm; 25, Ano XIII, 2011, pp. 117-129.</p>     <p>SAMPAIO, Jorge &ndash; <i>Discurso de Apresenta&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica do Relat&oacute;rio da Comiss&atilde;o Mundial Independente para os Oceanos</i>. 1 de setembro de 1998. (Consultado em: 5 de abril de 2020). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://jorgesampaio.arquivo.presidencia.pt/pt/noticias/noticias/discursos-479.html" target="_blank" >http://jorgesampaio.arquivo.presidencia.pt/pt/noticias/noticias/discursos-479.html</a>.</p>     <p>SANTOS, Ricardo Serr&atilde;o &ndash; &laquo;As ci&ecirc;ncias do mar no contexto da UE, de Portugal e dos A&ccedil;ores&raquo;. In <i>A&ccedil;ores: Uma Reflex&atilde;o Jur&iacute;dica</i>. Coimbra: Coimbra Editora, 2011, pp. 139-149.</p>     <p>SANTOS, Ricardo Serr&atilde;o; Bettencourt, Raul; Cola&ccedil;o, Ana &ndash; &laquo;Os campos hidrotermais e a sua biosfera&raquo;. <i>In Atas do II Congresso &laquo;Os Mares da Lusofonia&raquo;</i>. Instituto dos Mares da Lusofonia, 2012, pp. 191-218.</p>     <p>VIDAS, Davor &ndash; &laquo;Two books of the law of the sea&raquo;. In <i>Tidalectics, Imagining an Oceanic</i> <i>Worldview through Art and Science</i>. Cambridge; Massachusetts; Londres: The MIT Press, 2018, pp. 231-240.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Data de rece&ccedil;&atilde;o: 20 de abril de 2020 | Data de aprova&ccedil;&atilde;o: 8 de maio de 2020</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> COELHO, Eduardo Prado &ndash; <i>A Raz&atilde;o do Azul</i>. Lisboa: Quasi Edi&ccedil;&otilde;es, 2004.</p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> LOUREN&Ccedil;O, Eduardo &ndash; <i>A Nau de &Iacute;caro seguido de Imagem e Miragem da Lusofonia</i>. Lisboa: Gradiva, 2004, p. 66.</p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> BORGESE, Elisabeth Mann &ndash; <i>The Oceanic Circle: Governing the Seas as a Global Resource</i>. Nova York: United Nations University Press, 1998, p. 197.</p>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> SAMPAIO, Jorge &ndash; <i>Discurso de Apresenta&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica do Relat&oacute;rio da Comiss&atilde;o Mundial Independente para os Oceanos</i>. 1 de setembro de 1998. (Consultado em: 5 de abril de 2020). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://jorgesampaio.arquivo.presidencia.pt/pt/noticias/noticias/discursos-479.html" target="_blank" >http://jorgesampaio.arquivo.presidencia.pt/pt/noticias/noticias/discursos-479.html</a>.</p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> Cf. SANTOS, Ricardo Serr&atilde;o; BETTENCOURT, Raul; COLA&Ccedil;O, Ana &ndash; &laquo;Os campos hidrotermais e a sua biosfera&raquo;. In <i>Atas do II Congresso &laquo;Os Mares da Lusofonia&raquo;. Instituto dos Mares da Lusofonia</i>, 2012, pp. 191-218.</p>     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> Cf. SANTOS, Ricardo Serr&atilde;o &ndash; &laquo;As ci&ecirc;ncias do mar no contexto da UE, de Portugal e dos A&ccedil;ores&raquo;. In <i>A&ccedil;ores: Uma Reflex&atilde;o Jur&iacute;dica</i>. Coimbra: Coimbra Editora, 2011, pp. 139-149.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> Cf. MONTEIRO, Nuno G.; PINTO, Ant&oacute;nio Costa &ndash; &laquo;A identidade nacional&raquo;. In <i>Portugal</i> <i>Contempor&acirc;neo</i>. Lisboa: D. Quixote, 2005.</p>     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> Um dos s&iacute;mbolos da &laquo;maritimidade&raquo; portuguesa era a pesca do bacalhau. Os pescadores viviam com frequ&ecirc;ncia da pesca costeira em determinado per&iacute;odo do ano, pescando ao largo da Terra Nova ou da Gronel&acirc;ndia nos restantes meses. Cf. GARRIDO, &Aacute;lvaro &ndash; <i>A Campanha do</i> <i>Argus, Uma Viagem na Pesca do Bacalhau</i>. Introdu&ccedil;&atilde;o, tradu&ccedil;&atilde;o do original em l&iacute;ngua inglesa de 1951, de Alan Villiers. Lisboa: Cavalo de Ferro, 2005, p. 24.</p>     <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> GARRIDO, &Aacute;lvaro &ndash; <i>Economia e Pol&iacute;tica das Pescas Portuguesas, Ci&ecirc;ncia, Direito e Diplomacia nas Pescarias do Bacalhau (1945-1974)</i>. Lisboa: Imprensa de Ci&ecirc;ncias Sociais, 2006, p. 146; GON&Ccedil;ALVES, Maria Eduarda &ndash; &laquo;Les nouvelles fronti&egrave;res de la &laquo;&ldquo;mer portugaise&rdquo;, droit de la mer et politique maritime au Portugal&raquo;. In <i>M&eacute;langes offerts &agrave; Jorge Campinos</i>. Paris: Presses Universitaires de France et Facult&eacute; de Droit et des Sciences Sociales de Poitiers, 1996, vol. XXIX, pp. 331-351, p. 331 e ss.; GON&Ccedil;ALVES, Maria Eduarda &ndash; &laquo;Le Portugal et le droit de la mer&raquo;. In <i>The Law of the Sea, The European Union and its Member States</i>. Boston: Martinus Nijhoff Publishers, 1997, vol. 28, p. 428.</p>     <p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> Cf. MATTOSO, Jos&eacute; &ndash; <i>A Identidade Nacional</i>. Lisboa: Gradiva, 2003, pp. 103 e 104, e, a prop&oacute;sito da Exposi&ccedil;&atilde;o do Mundo Portugu&ecirc;s, MONTEIRO, Nuno G.; PINTO, Ant&oacute;nio Costa &ndash; &laquo;A identidade nacional&raquo;, p. 61.</p>     <p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> MATTOSO, Jos&eacute; &ndash; <i>A Identidade Nacional</i>, p. 104.</p>     <p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup> Programa do III Governo Provis&oacute;rio, 1974, pp. 92 e 93. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.historico.portugal.gov.pt/pt/o-governo/arquivo-historico/governos-provisorios/gp03/programa-do-governo/programa-do-iii-governo-provisorio.aspx" target="_blank" >https://www.historico.portugal.gov.pt/pt/o-governo/arquivo-historico/governos-provisorios/gp03/programa-do-governo/programa-do-iii-governo-provisorio.aspx</a>.</p>     <p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> Programa do I Governo Constitucional, 1976, p. 46. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.historico.portugal.gov.pt/pt/o-governo/arquivo-historico/governos-constitucionais/gc01/programa-do-governo/programa-do-i-governo-constitucional.aspx" target="_blank" >https://www.historico.portugal.gov.pt/pt/o-governo/arquivo-historico/governos-constitucionais/gc01/programa-do-governo/programa-do-i-governo-constitucional.aspx</a>.</p>     <p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> Elenco das resolu&ccedil;&otilde;es do Conselho de Ministros de 10 de julho de 1998: Resolu&ccedil;&atilde;o do Conselho de Ministros n.&ordm; 82/98, de 10 de julho &ndash; medidas de a&ccedil;&atilde;o relativas ao Livro Branco &laquo;Pol&iacute;tica Mar&iacute;timo-Portu&aacute;ria Rumo ao S&eacute;culo XXI&raquo;; Resolu&ccedil;&atilde;o do Conselho de Ministros n.&ordm; 83/98, de 10 de julho &ndash; orienta&ccedil;&otilde;es para a defini&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica da pol&iacute;tica nacional para os oceanos; Resolu&ccedil;&atilde;o do Conselho de Ministros n.&ordm; 84/98, de 10 de julho &ndash; reestrutura&ccedil;&atilde;o do Sistema de Autoridade Mar&iacute;tima (SAM); Resolu&ccedil;&atilde;o do Conselho de Ministros n.&ordm; 85/98, de 10 de julho &ndash; cria&ccedil;&atilde;o das Reservas Marinhas da Arr&aacute;bida e das Berlengas; Resolu&ccedil;&atilde;o do Conselho de Ministros n.&ordm; 86/98, de 10 de julho &ndash; linhas de orienta&ccedil;&atilde;o do Governo sobre a estrat&eacute;gia para a orla costeira portuguesa; Resolu&ccedil;&atilde;o do Conselho de Ministros n.&ordm; 87/98, de 10 de julho &ndash; orienta&ccedil;&otilde;es para o desenvolvimento da aquicultura como sector estrat&eacute;gico para uma pol&iacute;tica de desenvolvimento sustent&aacute;vel em Portugal; Resolu&ccedil;&atilde;o do Conselho de Ministros n.&ordm; 88/98, de 10 de julho &ndash; cria&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o Oceanogr&aacute;fica Intersectorial, na depend&ecirc;ncia do Ministro da Ci&ecirc;ncia e da Tecnologia; Resolu&ccedil;&atilde;o do Conselho de Ministros n.&ordm; 89/98, de 10 de julho &ndash; cria&ccedil;&atilde;o do Programa Dinamizador das Ci&ecirc;ncias e Tecnologias do Mar e respetiva equipa de miss&atilde;o; Resolu&ccedil;&atilde;o do Conselho de Ministros n.&ordm; 90/98, de 10 de julho &ndash; cria&ccedil;&atilde;o de uma comiss&atilde;o com o objetivo de investigar, desenvolver e apresentar uma proposta de delimita&ccedil;&atilde;o da Plataforma Continental de Portugal.</p>     <p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup> O mandato desta estrutura foi prorrogado recentemente pela Resolu&ccedil;&atilde;o do Conselho de Ministros n.&ordm; 191/2019, de 11 de dezembro.</p>     <p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup> Cf. <a href="http://www.UNESCO.org/new/en/media-services/single-view/news/mario_ruivo_a_life_of_service_to_the_ocean/" target="_blank" >http://www.UNESCO.org/new/en/media-services/single-view/news/mario_ruivo_a_life_of_service_to_the_ocean/</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></Sup> E.g. BEBIANNO, Maria Jo&atilde;o; GUERREIRO, Jo&atilde;o; CARVALHO, Telmo; GAMEIRO, Maria In&ecirc;s, eds. &ndash; <i>Sic memorat. Desenvolvimento Sustent&aacute;vel do Oceano: Uma Utopia &Uacute;til, Homenagem ao Professor M&aacute;rio Ruivo</i>. Faro: Universidade do Algarve, 2018. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://sapientia.ualg.pt/handle/10400.1/10685" target="_blank" >https://sapientia.ualg.pt/handle/10400.1/10685</a>.</p>     <p><Sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></Sup> Programa do XVII Governo Constitucional, 2005, p. 118. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.historico.portugal.gov.pt/pt/o-governo/arquivo-historico/governos-constitucionais/gc17/programa-do-governo/programa-do-xvii-governo-constitucional.aspx" target="_blank" >https://www.historico.portugal.gov.pt/pt/o-governo/arquivo-historico/governos-constitucionais/gc17/programa-do-governo/programa-do-xvii-governo-constitucional.aspx</a>.</p>     <p><Sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></Sup> RIBEIRO, Marta Chantal; SANTOS, Ricardo Serr&atilde;o &ndash; &laquo;Ecossistemas de profundidade, AMPs oce&acirc;nicas, plataforma continental al&eacute;m das 200mn e pioneirismo portugu&ecirc;s&raquo;. In <i>Revista do Centro de Estudos de Direito do Ordenamento, do Urbanismo e do Ambiente (RevCEDOUA)</i>. N.&ordm; 25, Ano XIII, 2011, pp. 117-129.</p>     <p><Sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></Sup> MATOS, Maria Vitalina Leal de &ndash; &laquo;O mar em Cam&otilde;es&raquo;. In <i>Oceanos</i>. N.&ordm; 23, julho-setembro de 1995, pp. 54-65, p. 63.</p>     <p><Sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></Sup> MACEDO, Jorge Borges de &ndash; &laquo;O mar e a hist&oacute;ria&raquo;. In <i>Oceanos</i>. N.&ordm; 10, abril de 1992, pp. 65-71, p. 71.</p>     <p><Sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></Sup> Cf. VIDAS, Davor &ndash; &laquo;Two books of the law of the sea&raquo;. In <i>Tidalectics, Imagining an Oceanic Worldview through Art and Science</i>. Cambridge; Massachusetts; Londres: The MIT Press, 2018, pp. 231-240.</p>     <p><Sup><a name="23"></a><a href="#top23">23</a></Sup> Cf. Resolu&ccedil;&atilde;o da Assembleia Geral das Na&ccedil;&otilde;es Unidas n.&ordm; 2749 (XXV), 17 de dezembro de 1970. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://digitallibrary.un.org/record/201718" target="_blank" >https://digitallibrary.un.org/record/201718</a>.</p>     <p><Sup><a name="24"></a><a href="#top24">24</a></Sup> Adotada atrav&eacute;s da Resolu&ccedil;&atilde;o da Assembleia Geral das Na&ccedil;&otilde;es Unidas n.&ordm; 3281 (XXIX), 12 de dezembro de 1974. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://legal.un.org/avl/ha/cerds/cerds.html" target="_blank" >https://legal.un.org/avl/ha/cerds/cerds.html</a>.</p>     <p><Sup><a name="25"></a><a href="#top25">25</a></Sup> Resolu&ccedil;&otilde;es da Assembleia Geral n.&ordm; 3201(S-VI), &laquo;Declaration on the Establishment of a New International Economic Order&raquo;, 1 de maio de 1974; e n.&ordm; 3202 (S-VI), &laquo;Programme of Action on the Establishment of a New International Economic Order&raquo;, 1 de maio de 1974.</p>     <p><Sup><a name="26"></a><a href="#top26">26</a></Sup> Pre&acirc;mbulo da Conven&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre o Direito do Mar.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="27"></a><a href="#top27">27</a></Sup> Cf. GON&Ccedil;ALVES, Maria Eduarda; GAMEIRO, Maria In&ecirc;s &ndash; &laquo;Marine scientific research under Part XIII UNCLOS: Portugal&rsquo;s input to UNCLOS, and experience in addressing foreign research entities&rsquo; requests for access&raquo;. In <i>Sic memorat. Desenvolvimento Sustent&aacute;vel do Oceano: Uma Utopia &Uacute;til, Homenagem ao Professor M&aacute;rio Ruivo</i>. Faro: Universidade do Algarve, 2018. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://sapientia.ualg.pt/handle/10400.1/10685" target="_blank" >https://sapientia.ualg.pt/handle/10400.1/10685</a>.</p>     <p><Sup><a name="28"></a><a href="#top28">28</a></Sup> Cf. <a href="https://www.un.org/ga/search/view_doc.asp?symbol=A/RES/66/288&amp;Lang=E" target="_blank" >https://www.un.org/ga/search/view_doc.asp?symbol=A/RES/66/288&amp;Lang=E</a>.</p>     <p><Sup><a name="29"></a><a href="#top29">29</a></Sup> Cf. <a href="https://www.europarl.europa.eu/RegData/docs_autres_institutions/commission_europeenne/com/2007/0575/COM_COM(2007)0575_PT.pdf" target="_blank" >https://www.europarl.europa.eu/RegData/docs_autres_institutions/commission_europeenne/com/2007/0575/COM_COM(2007)0575_PT.pdf</a>.</p>     <p><Sup><a name="30"></a><a href="#top30">30</a></Sup> Diretiva 2008/56/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 17 de junho de 2008, que estabelece um quadro de a&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria no dom&iacute;nio da pol&iacute;tica para o meio marinho.</p>     <p><Sup><a name="31"></a><a href="#top31">31</a></Sup> Cf. <a href="https://ec.europa.eu/maritimeaffairs/sites/maritimeaffairs/files/join-2016-49_en.pdf" target="_blank" >https://ec.europa.eu/maritimeaffairs/sites/maritimeaffairs/files/join-2016-49_en.pdf</a>.</p>     <p><Sup><a name="32"></a><a href="#top32">32</a></Sup> Comunica&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o, &laquo;O nosso seguro de vida, o nosso capital natural: Estrat&eacute;gia de Biodiversidade da UE para 2020&raquo;, de 3 de maio de 2011.</p>     <p><Sup><a name="33"></a><a href="#top33">33</a></Sup> Tradu&ccedil;&atilde;o do autor.</p>     <p><Sup><a name="34"></a><a href="#top34">34</a></Sup> Cf. <a href="https://www.oceanpanel.org" target="_blank" >https://www.oceanpanel.org</a>.</p>     <p><Sup><a name="35"></a><a href="#top35">35</a></Sup> BARATA, Andr&eacute;; SCHMIDT, Lu&iacute;sa; MOLDER, Maria Filomena; CARMO, Renato Miguel do; SOROMENHO-MARQUES, Viriato &ndash; &laquo;As escolhas da Europa&raquo;. In <i>Di&aacute;rio de Not&iacute;cias</i>. 4 de abril de 2020. (Consultado em: 5 de abril de 2020). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.dn.pt/edicao-do-dia/04-abr-2020/as-escolhas-da-europa-12027828.html" target="_blank" >https://www.dn.pt/edicao-do-dia/04-abr-2020/as-escolhas-da-europa-12027828.html</a>.</p>     <p><Sup><a name="36"></a><a href="#top36">36</a></Sup> COMISS&Atilde;O MUNDIAL INDEPENDENTE PARA OS OCEANOS &ndash; <i>O Oceano Nosso Futuro &ndash; Relat&oacute;rio da Comiss&atilde;o Mundial Independente para os Oceanos</i>. Lisboa: Expo&rsquo;98/Funda&ccedil;&atilde;o M&aacute;rio Soares, 1998, p. 146.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="37"></a><a href="#top37">37</a></Sup> <i>Ibidem</i>, p. 152.</p>     <p><Sup><a name="38"></a><a href="#top38">38</a></Sup> Declaration by M. Ruivo (Portugal), United Nations, Third Conference on the Law of the Sea, Doc. A/CONF. 62/SR. 96, 9 May 1978. Prov., p. 4. Ver, a este prop&oacute;sito, GON&Ccedil;ALVES, Maria Eduarda; GAMEIRO, Maria In&ecirc;s &ndash; &laquo;Marine scientific research under Part xiii unclos&hellip;&raquo;. Tradu&ccedil;&atilde;o do autor.</p>     <p><Sup><a name="39"></a><a href="#top39">39</a></Sup> COMISS&Atilde;O MUNDIAL INDEPENDENTE PARA OS OCEANOS &ndash; <i>O Oceano Nosso Futuro</i>&hellip;, p. 161.</p>     <p><Sup><a name="40"></a><a href="#top40">40</a></Sup> Ibidem.</p>     <p><Sup><a name="41"></a><a href="#top41">41</a></Sup> Conforme definido pela Comiss&atilde;o Interministerial para os Assuntos do Mar.</p>     <p><Sup><a name="42"></a><a href="#top42">42</a></Sup> Cf. <a href="https://www.un.org/en/un-coronavirus-communications-team/time-science-and-solidarity" target="_blank" >https://www.un.org/en/un-coronavirus-communications-team/time-science-and-solidarity</a>.</p>      ]]></body><back>
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