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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A cultura dos dois lados do Atlântico: Um olhar sobre as relações culturais luso-brasileiras entre 1945 e 1953]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article examines Luso-Brazilian cultural relations between the end of World War II in 1945 and the Treaty of Friendship and Consultation signed between Portugal and Brazil in 1953. Taking advantage of the bases launched during the validity of the Brazilian state-novitiate regime, namely the Cultural Agreement of 1941, cultural relations between Portugal and Brazil ranged in several dimensions. The signing of the Treaty of Friendship and Consultation in 1953, which enshrines the Portuguese-Brazilian community, was the high point in relations between Portugal and Brazil during the analyzed period. In general, the analysis reveals that Portuguese-Brazilian cultural relations in the immediate post-Second World War had varying degrees of intensity, corresponding to the importance given to them by the governments of Lisbon and Rio de Janeiro.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>A cultura dos dois lados do Atl&acirc;ntico: Um olhar sobre as rela&ccedil;&otilde;es culturais luso-brasileiras entre 1945 e 1953</b></p>     <p><b>Culture on both sides of the Atlantic: A look at Portuguese-Brazilian cultural relations between 1945 and 1953</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Rosa Ana Pato</b></p>     <p>ISCTE-IUL | Av. das For&ccedil;as Armadas, 1649-026 Lisboa | <a href="mailto:rasrp@iscte-iul.pt">rasrp@iscte-iul.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este artigo examina as rela&ccedil;&otilde;es culturais luso-brasileiras, entre o final da Segunda Guerra Mundial, em 1945, e o Tratado de Amizade e Consulta, assinado entre Portugal e o Brasil em 1953. Aproveitando as bases lan&ccedil;adas durante a vig&ecirc;ncia do regime estado-novista brasileiro, nomeadamente o Acordo Cultural de 1941, as rela&ccedil;&otilde;es culturais entre Portugal e o Brasil pautaram-se por diversas dimens&otilde;es. A assinatura do Tratado de Amizade e Consulta, que consagra a Comunidade Luso-Brasileira, ter&aacute; sido o ponto alto nas rela&ccedil;&otilde;es entre Portugal e o Brasil no per&iacute;odo analisado. Em geral, a an&aacute;lise revela que as rela&ccedil;&otilde;es culturais luso-brasileiras no imediato p&oacute;s-Segunda Guerra Mundial tiveram v&aacute;rios graus de intensidade, correspondendo &agrave; import&acirc;ncia que lhes era dada pelos governos de Lisboa e do Rio de Janeiro.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Portugal, Brasil, Estado Novo, rela&ccedil;&otilde;es culturais.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This article examines Luso-Brazilian cultural relations between the end of World War II in 1945 and the Treaty of Friendship and Consultation signed between Portugal and Brazil in 1953. Taking advantage of the bases launched during the validity of the Brazilian state-novitiate regime, namely the Cultural Agreement of 1941, cultural relations between Portugal and Brazil ranged in several dimensions. The signing of the Treaty of Friendship and Consultation in 1953, which enshrines the Portuguese-Brazilian community, was the high point in relations between Portugal and Brazil during the analyzed period. In general, the analysis reveals that Portuguese-Brazilian cultural relations in the immediate post-Second World War had varying degrees of intensity, corresponding to the importance given to them by the governments of Lisbon and Rio de Janeiro.</p>     <p><b>Keywords</b>: Portugal, Brazil, Estado Novo, cultural relations.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>Este estudo vai analisar os diferentes aspetos que sustentaram as rela&ccedil;&otilde;es culturais luso-brasileiras, entre o final da Segunda Guerra Mundial, em 1945, e a assinatura do Tratado de Amizade e Consulta, entre Portugal e Brasil, em 1953. O conflito mundial trouxe mudan&ccedil;as a n&iacute;vel interno nos dois pa&iacute;ses. No P&oacute;s-Guerra, o Brasil fez a sua transi&ccedil;&atilde;o para a democracia, apesar de esta transi&ccedil;&atilde;o ter sido controlada por for&ccedil;as pol&iacute;ticas ligadas ao Estado Novo. Neste per&iacute;odo, o Estado Novo brasileiro de Get&uacute;lio Vargas desapareceu e o primeiro presidente eleito democraticamente, logo em 1945, foi o general Eurico Gaspar Dutra. No caso portugu&ecirc;s, o Estado Novo persistiu, principalmente atrav&eacute;s de algumas ced&ecirc;ncias &laquo;cosm&eacute;ticas&raquo; ou concess&otilde;es. Uma das principais ocorreu com a mudan&ccedil;a de nome do Secretariado da Propaganda Nacional (SPN) para Secretariado Nacional da Informa&ccedil;&atilde;o, Cultura Popular e Turismo (SNI), que aconteceu em mar&ccedil;o de 1944<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>.</p>     <p>A escolha deste per&iacute;odo cronol&oacute;gico, 1945-1953, reflete os anos em que as rela&ccedil;&otilde;es culturais luso-brasileiras apresentaram per&iacute;odos de forte aproxima&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s das presid&ecirc;ncias de Get&uacute;lio Vargas e Juscelino Kubitschek de Oliveira, referidos como amigos de Portugal, e um per&iacute;odo de arrefecimento, aquando da Presid&ecirc;ncia de Eurico Gaspar Dutra, apesar da assinatura de um Acordo de Coopera&ccedil;&atilde;o Intelectual. De forma a compreender claramente o per&iacute;odo 1945-1953 das rela&ccedil;&otilde;es culturais luso-brasileiras &eacute; necess&aacute;rio ter em considera&ccedil;&atilde;o v&aacute;rios aspetos, tais como as altera&ccedil;&otilde;es na pol&iacute;tica externa portuguesa e brasileira do P&oacute;s-Guerra que levaram &agrave;s dificuldades nas negocia&ccedil;&otilde;es do Acordo Ortogr&aacute;fico de 1945 e at&eacute; &agrave; assinatura do Acordo de Coopera&ccedil;&atilde;o Intelectual, em 1948, e do Tratado de Amizade e Consulta, em 1953. Os dois acordos e o tratado anteriormente referidos aparecem mais como instrumentos de cariz pol&iacute;tico-diplom&aacute;tico que de propaganda cultural<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>PORTUGAL E BRASIL NO P&Oacute;S-GUERRA</b></p>     <p>O conflito mundial, terminado em 1945, trouxe mudan&ccedil;as em ambos os pa&iacute;ses aqui analisados. No P&oacute;s-Guerra, o Estado Novo portugu&ecirc;s persistiu, principalmente, sob as ordens de Ant&oacute;nio de Oliveira Salazar que assumiu o cargo de presidente do Conselho entre 1932 e 1968. De 1968 at&eacute; ao golpe de Estado de 25 de abril de 1974, foi Marcelo Caetano quem assumiu o cargo m&aacute;ximo do regime. Ant&oacute;nio de Oliveira Salazar foi empossado como chefe de governo a 5 de julho de 1932, ap&oacute;s uma marcante presen&ccedil;a na pasta das Finan&ccedil;as, consolidando a sua lideran&ccedil;a pol&iacute;tica na ditadura. Segundo Fernando Rosas, o Estado Novo portugu&ecirc;s foi &laquo;a mais longa ditadura da Europa do s&eacute;culo XX&raquo;<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>. De referir que, no P&oacute;s-Guerra, o Estado Novo conseguiu manter-se devido a algumas ced&ecirc;ncias &laquo;cosm&eacute;ticas&raquo;, acompanhadas de pequenos ajustes mais formais que de conte&uacute;do<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>. Neste per&iacute;odo, assiste-se a uma remodela&ccedil;&atilde;o ministerial, &agrave; recomposi&ccedil;&atilde;o das For&ccedil;as Armadas, da PSP e da GNR, e ao esbatimento do papel da Legi&atilde;o Portuguesa<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>. Ap&oacute;s a vit&oacute;ria dos Aliados e o derrube dos fascismos europeus, Portugal era visto como um dos pa&iacute;ses pertencentes &agrave; comunidade internacional embora atravessasse &laquo;um per&iacute;odo de (&hellip;) alguma indefini&ccedil;&atilde;o na sua pol&iacute;tica externa&raquo;<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>. Para Nuno Severiano Teixeira, a entrada de Portugal na NATO em 1949 marcou o in&iacute;cio de uma &eacute;poca de grandes realiza&ccedil;&otilde;es na pol&iacute;tica externa. Esta &eacute;poca terminou com a entrada na ONU, em 1955, e com o come&ccedil;o da contesta&ccedil;&atilde;o internacional &agrave; pol&iacute;tica colonial de Salazar. No entanto, tanto a op&ccedil;&atilde;o atl&acirc;ntica como a presen&ccedil;a na NATO v&atilde;o manter-se como pilares da pol&iacute;tica externa portuguesa quer no final do regime como no per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o para a democracia<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>. Em dezembro de 1955, Portugal foi admitido como membro da ONU, em conjunto com outros pa&iacute;ses, incluindo a Espanha. Nesta altura iniciou-se um movimento de sentido inverso da posi&ccedil;&atilde;o internacional entre os dois pa&iacute;ses ib&eacute;ricos: a entrada da Espanha significou o princ&iacute;pio do fim do isolamento internacional do regime de Franco, para Portugal, foi o fim da toler&acirc;ncia internacional para com o Estado Novo e, sobretudo, o in&iacute;cio da contesta&ccedil;&atilde;o internacional &agrave; sua pol&iacute;tica colonial<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por seu lado, o Estado Novo brasileiro iniciou-se mais tarde, em 1937, e prolongou-se at&eacute; 1945, um regime ditatorial encabe&ccedil;ado por Get&uacute;lio Vargas e suportado no poder pelos militares. Este foi um per&iacute;odo marcado por altera&ccedil;&otilde;es e adapta&ccedil;&otilde;es do regime, quer devido aos acontecimentos a n&iacute;vel interno, quer devido ao deflagrar da Segunda Guerra Mundial<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>. A entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial, em 1942, ditou que este fosse o primeiro pa&iacute;s da Am&eacute;rica Latina a abandonar a sua pol&iacute;tica de neutralidade e fez surgir os Acordos de Washington, celebrados entre os Estados Unidos e o Brasil, tornando o Brasil no fornecedor de materiais estrat&eacute;gicos para os Estados Unidos<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>.</p>     <p>Tanto a democracia como as elei&ccedil;&otilde;es livres voltaram ao pa&iacute;s em 1945, sendo que estas foram uma disputa entre dois oficiais do Ex&eacute;rcito, Eurico Gaspar Dutra e Eduardo Gomes. A corrida eleitoral foi realizada entre o PSD e a UDN, um partido que apoiava o Estado Novo e um partido contra o Estado Novo. De referir que a 30 de outubro de 1945, Get&uacute;lio Vargas foi enviado para o ex&iacute;lio e, segundo Thomas Skidmore, foram, mais uma vez, os militares os detentores do poder. A &laquo;democratiza&ccedil;&atilde;o&raquo; do Brasil, em 1945 e 1946, no final da Segunda Guerra Mundial, fez parte de uma onda de democratiza&ccedil;&atilde;o latino-americana e, at&eacute; mesmo, mundial<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a>. Em janeiro de 1946, Dutra &eacute; empossado como presidente, dando in&iacute;cio ao redigir de uma nova Constitui&ccedil;&atilde;o, conhecida como a Constitui&ccedil;&atilde;o de 1946. O Governo de Dutra desenvolveu uma pol&iacute;tica externa de alinhamento &laquo;autom&aacute;tico&raquo; com os Estados Unidos, esperando continuar a beneficiar com esta aproxima&ccedil;&atilde;o, tal como tinha acontecido durante a Segunda Guerra Mundial<sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>.</p>     <p>A 31 de janeiro de 1951, o Presidente Dutra completou o seu mandato e entregou o poder a Get&uacute;lio Vargas, como resultado das elei&ccedil;&otilde;es &agrave; Presid&ecirc;ncia de outubro de 1950<sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>. Segundo Skidmore, &laquo;pela primeira e &uacute;nica vez, Vargas alcan&ccedil;ava a presid&ecirc;ncia pelo voto popular direto&raquo;<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a>. Get&uacute;lio Vargas tornou-se presidente ganhando em todas as grandes cidades brasileiras, incluindo o Distrito Federal, Rio de Janeiro. Entre junho e agosto de 1953, houve uma remodela&ccedil;&atilde;o ministerial que pretendeu dar continuidade a uma pol&iacute;tica de concilia&ccedil;&atilde;o e de procura de consensos interpartid&aacute;rios. Esta fase conheceu uma aproxima&ccedil;&atilde;o &agrave; UDN e Vicente Rao, simpatizante do partido, tornou-se ministro das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores. Ap&oacute;s o suic&iacute;dio de Get&uacute;lio Vargas, em agosto de 1954, o seu Vice-Presidente, Caf&eacute; Filho, assumiu a Presid&ecirc;ncia do Brasil at&eacute; &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de novas elei&ccedil;&otilde;es, que tiveram lugar ainda durante os anos 1950<sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>OS DEPARTAMENTOS DE PROPAGANDA E AS RELA&Ccedil;&Otilde;ES CULTURAIS LUSO-BRASILEIRAS ENTRE 1945 E 1953</b></p>     <p>As rela&ccedil;&otilde;es culturais entre Portugal e o Brasil come&ccedil;aram a afirmar-se por volta de 1922 e Ant&oacute;nio Ferro foi, desde logo, apontado como um dos &laquo;grandes obreiros&raquo; desta aproxima&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>. No entanto, s&oacute; a partir de 1930, com a presid&ecirc;ncia brasileira de Get&uacute;lio Vargas, se iniciou uma &eacute;poca de aproxima&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel &agrave; negocia&ccedil;&atilde;o de acordos entre os dois pa&iacute;ses. Get&uacute;lio Vargas foi Presidente do Brasil entre 1930 e 1945 e de 1951 a 1954. Este clima de aproxima&ccedil;&atilde;o prosperou, tamb&eacute;m, durante a Presid&ecirc;ncia de Juscelino Kubitschek de Oliveira, entre 1956 e 1961.</p>     <p>A aproxima&ccedil;&atilde;o luso-brasileira foi, claramente, influenciada e beneficiada pelos contextos pol&iacute;tico-ideol&oacute;gicos semelhantes vividos nos dois pa&iacute;ses, uma vez que os dois governos &laquo;desenvolviam pol&iacute;ticas p&uacute;blicas direcionadas para a valoriza&ccedil;&atilde;o da nacionalidade, apoiadas em determinadas concep&ccedil;&otilde;es de hist&oacute;ria, que procuravam atrav&eacute;s do passado legitimar o presente&raquo;<sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>. Get&uacute;lio Vargas apoiava a intensifica&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es entre Portugal e o Brasil, utilizando-as como um motor no projeto de constru&ccedil;&atilde;o do nacionalismo brasileiro<sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>. Para que esta aproxima&ccedil;&atilde;o vingasse os dois Estados contaram, durante os anos 1930 e 1940, com os seus departamentos de propaganda, o SPN, em Portugal, e o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), do Brasil.</p>     <p>O ano de 1933 apresentou-se como o ano em que se lan&ccedil;aram as principais estruturas do regime do Estado Novo portugu&ecirc;s. Em outubro desse ano, Portugal era o &uacute;nico regime autorit&aacute;rio que ainda n&atilde;o possu&iacute;a um organismo respons&aacute;vel pela propaganda do Estado, apesar de j&aacute; possuir o seu aparelho de repress&atilde;o montado desde a promulga&ccedil;&atilde;o da Constitui&ccedil;&atilde;o, em abril de 1933. Foi Ant&oacute;nio Ferro quem incentivou Salazar a criar o SPN, sendo escolhido para seu primeiro diretor e aparecendo como principal ide&oacute;logo da propaganda do regime. O SPN imiscuiu-se no panorama cultural portugu&ecirc;s e passou a controlar todas as formas de express&atilde;o art&iacute;stica nacional. Revelou-se um organismo de poder de apoio ao Estado Novo, interessando-se apenas por produ&ccedil;&otilde;es nacionais. As letras, as artes, as t&eacute;cnicas e as ci&ecirc;ncias tornavam-se elementos do regime, funcionando como parte do aparelho pol&iacute;tico atrav&eacute;s da m&aacute;quina da propaganda, apesar de fazerem parte do espetro cultural, do Estado Novo. O SPN tinha como fun&ccedil;&atilde;o organizar toda a informa&ccedil;&atilde;o que fosse produzida dentro do territ&oacute;rio nacional e aproximar as diferentes institui&ccedil;&otilde;es governativas.</p>     <p>A 24 de novembro de 1944, com a vit&oacute;ria iminente dos Aliados na guerra mundial,<br />   o Secretariado da Propaganda Nacional passou a designar-se Secretariado Nacional da Informa&ccedil;&atilde;o, Cultura Popular e Turismo (SNI). Apesar da mudan&ccedil;a de nome manteve as fun&ccedil;&otilde;es anteriores e o diretor ao mesmo tempo que integrava, tamb&eacute;m, os servi&ccedil;os de censura que at&eacute; a&iacute; se encontravam noutras depend&ecirc;ncias. O organismo que nasceu mostrou-se diferente do inicial porque p&ocirc;de atuar em campos onde o anterior n&atilde;o podia, especificamente na censura, na r&aacute;dio e no turismo. Em 1949, Ant&oacute;nio Ferro deixou o cargo de diretor, sendo, segundo Adinolfi, &laquo;v&iacute;tima&raquo; de um p&oacute;s-guerra que colocou em causa &laquo;o regime e a sua est&eacute;tica&raquo;<sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>.</p>     <p>Tamb&eacute;m o regime brasileiro contou com um departamento de propaganda durante o seu regime autorit&aacute;rio. No in&iacute;cio dos anos 1930, deu-se a primeira &laquo;experi&ecirc;ncia de cria&ccedil;&atilde;o, no Brasil, de um &oacute;rg&atilde;o de propaganda diretamente vinculado ao Estado&raquo;, quando se fundou um departamento oficial de propaganda, apenas formalizado em 1934, com o nome de Departamento de Propaganda e Difus&atilde;o Cultural, orientado pelo jornalista Lourival Fontes<sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>. Foi a 27 de dezembro de 1939, atrav&eacute;s do decreto-lei n.&ordm; 1 915, que se criou o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP). O DIP foi fortemente influenciado pela publicidade comercial nos Estados Unidos e pelo Minist&eacute;rio da Informa&ccedil;&atilde;o Popular e Propaganda, de Joseph Goebbels, na Alemanha nazi. Este &oacute;rg&atilde;o de propaganda &laquo;(possu&iacute;a) uma dupla fun&ccedil;&atilde;o, diferenciando-se dos seus predecessores pela maior elabora&ccedil;&atilde;o do seu regulamento interno e do seu car&aacute;ter censor&raquo;<sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a>. Este departamento permanecia subordinado diretamente &agrave; Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica e era chefiado por Lourival Fontes. A a&ccedil;&atilde;o do DIP reca&iacute;a sobre dois pontos principais: a propaganda do regime e o papel de censor, &laquo;o que vai torn&aacute;-lo famoso e temido nos anos compreendidos entre 1940 e 1945&raquo;<sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A 17 de junho de 1942, o diretor do DIP demitiu-se depois de ser acusado de alinhar com os regimes fascistas europeus. Ap&oacute;s a sa&iacute;da de Lourival Fontes, &laquo;h&aacute; uma esp&eacute;cie de &ldquo;esvaziamento&rdquo; das atividades culturais e os pedidos de demiss&atilde;o nas diversas divis&otilde;es (&hellip;) desarticulam o trabalho at&eacute; ent&atilde;o realizado&raquo;<sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a>. Com o final da Segunda Guerra Mundial aproximou-se, tamb&eacute;m, o fim do DIP. O decreto-lei n.&ordm; 7582, de 25 de maio de 1945, oficializava a sua extin&ccedil;&atilde;o, ao mesmo tempo que criava o Departamento Nacional de Informa&ccedil;&atilde;o (DNI). Os servi&ccedil;os do DIP mostravam ser impr&oacute;prios para um pa&iacute;s em democracia. O DNI ficou, tal como o seu antecessor, subordinado ao Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a. Foi extinto a 6 de setembro de 1946, pelo decreto-lei n.&ordm; 9788, no Governo de Dutra. Neste decreto mantinha-se a Ag&ecirc;ncia Nacional, subordinada ao Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, com uma fun&ccedil;&atilde;o &laquo;meramente informativa das atividades nacionais&raquo;, mantendo o jornal cinematogr&aacute;fico de car&aacute;ter noticioso e o boletim informativo radiof&oacute;nico do pa&iacute;s<sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a>.</p>     <p>Com a entrada de Dutra no poder e atrav&eacute;s da Constitui&ccedil;&atilde;o de 1946 consagraram-se &laquo;as liberdades expressas na Constitui&ccedil;&atilde;o de 1934, que haviam sido retiradas em 1937&raquo;<sup><a href="#25">25</a></sup><a name="top25"></a>. Manteve-se, apenas, a censura pr&eacute;via para apresenta&ccedil;&otilde;es art&iacute;sticas, em espet&aacute;culos e divers&otilde;es p&uacute;blicas.</p>     <p>Apesar das diferen&ccedil;as entre Portugal e o Brasil, em termos de interesses, Ant&oacute;nio da Silva Rego refere que &laquo;houve sempre um aspeto a respeito do qual n&atilde;o se podia deixar de se registar uniformidade: o cultural&raquo;<sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a>.</p>     <p>Num dos primeiros momentos de aproxima&ccedil;&atilde;o luso-brasileira, em 1937, o embaixador de Portugal no Brasil, Martinho Nobre de Mello, foi respons&aacute;vel por uma confer&ecirc;ncia vista como a grande impulsionadora do refor&ccedil;o das rela&ccedil;&otilde;es luso-brasileiras, em que sugeria a resolu&ccedil;&atilde;o definitiva da quest&atilde;o ortogr&aacute;fica. Um dos primeiros acordos que tentava resolver a quest&atilde;o ortogr&aacute;fica luso-brasileira foi assinado entre os dois pa&iacute;ses a 30 de abril de 1931, simultaneamente, em Lisboa e no Rio de Janeiro, pela Academia das Ci&ecirc;ncias de Lisboa e pela Academia Brasileira de Letras. No entanto, apesar da assinatura deste acordo continuaram a existir diverg&ecirc;ncias e desacordos ortogr&aacute;ficos que deram origem a v&aacute;rias negocia&ccedil;&otilde;es entre 1943 e 1945, ano das duas conven&ccedil;&otilde;es Ortogr&aacute;ficas. Com Dutra no poder existiu um arrefecimento na quest&atilde;o ortogr&aacute;fica, que se manteve apesar de Get&uacute;lio Vargas ter regressado ao poder em 1951<sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>.</p>     <p>&Eacute;, portanto, durante os anos 1940 que as rela&ccedil;&otilde;es culturais entre Portugal e o Brasil se intensificam, com a assinatura do Acordo Cultural Luso-Brasileiro, entre o SPN e o DIP. Este foi um acordo firmado entre os organismos respons&aacute;veis pela propaganda dos dois regimes e seria utilizado para a difus&atilde;o cultural de forma rec&iacute;proca. Foi a partir deste acordo que nasceu a revista <i>Atl&acirc;ntico</i>, uma publica&ccedil;&atilde;o semestral dedicada &agrave; cultura e literatura luso-brasileiras, publicada entre 1942 e 1950. Esta revista demonstra a vontade de coopera&ccedil;&atilde;o e interc&acirc;mbio cultural entre os dois pa&iacute;ses, sendo de car&aacute;cter oficial e afeta aos regimes vigentes.</p>     <p>No final dos anos 1940, e apesar do esfriamento das rela&ccedil;&otilde;es culturais entre os dois pa&iacute;ses durante a Presid&ecirc;ncia de Dutra, o ministro das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores do Brasil, Raul Fernandes, visitou oficialmente Lisboa. Nesta visita, em 1948, assinou-se um acordo cultural, desta vez designado para o campo universit&aacute;rio, campo que carecia de um acordo, o Acordo de Coopera&ccedil;&atilde;o Intelectual<sup><a href="#28">28</a></sup><a name="top28"></a>. O &uacute;ltimo vetor de an&aacute;lise deste artigo, o Tratado de Amizade e Consulta de 1953, firmado entre Portugal e o Brasil, &laquo;foi o instrumento jur&iacute;dico que deu forma &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas luso-brasileiras na d&eacute;cada de 50&raquo;<sup><a href="#29">29</a></sup><a name="top29"></a>. Este tratado foi assinado ainda durante o Governo de Get&uacute;lio Vargas, ratificado no mandato de Caf&eacute; Filho, em 1954, mas s&oacute; foi regulamentado no Governo de Juscelino Kubitschek, em 1960. A escolha do Tratado de Amizade e Consulta luso-brasileiro como o culminar de um per&iacute;odo de avan&ccedil;os e recuos nas rela&ccedil;&otilde;es culturais luso-brasileiras, assinalou-se, principalmente, devido &agrave; import&acirc;ncia do estabelecimento formal da Comunidade Luso-Brasileira.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>O ACORDO ORTOGR&Aacute;FICO DE 1945</b></p>     <p>Todos os acontecimentos dos anos 1930 e 1940 em rela&ccedil;&atilde;o ao tema da ortografia luso-brasileira s&atilde;o parte da &laquo;velha quest&atilde;o ortogr&aacute;fica&raquo;, tal como apelidada por Ant&oacute;nio da Silva Rego<sup><a href="#30">30</a></sup><a name="top30"></a>.</p>     <p>Um dos primeiros acordos que tentavam resolver a quest&atilde;o ortogr&aacute;fica foi assinado entre os dois pa&iacute;ses a 30 de abril de 1931, simultaneamente, em Lisboa e no Rio de Janeiro, pela Academia das Ci&ecirc;ncias de Lisboa e pela Academia Brasileira de Letras. Este acordo ortogr&aacute;fico tinha como objetivo &laquo;preservar a unidade e promover a expans&atilde;o da l&iacute;ngua portuguesa&raquo;<sup><a href="#31">31</a></sup><a name="top31"></a>. No entanto, e apesar desta assinatura, continuavam a existir diverg&ecirc;ncias ortogr&aacute;ficas entre os dois pa&iacute;ses, o que levou a que se organizasse uma Conven&ccedil;&atilde;o Ortogr&aacute;fica Luso-Brasileira, assinada em Lisboa, a 21 de dezembro de 1943. Desacordos cont&iacute;nuos fizeram com que existissem novas negocia&ccedil;&otilde;es entre as delega&ccedil;&otilde;es portuguesa e brasileira, que deram origem &agrave; Conven&ccedil;&atilde;o Ortogr&aacute;fica Luso-Brasileira, a 8 de dezembro de 1945.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ap&oacute;s o golpe militar de 1945, as novas elei&ccedil;&otilde;es, e a subida do marechal Gaspar Dutra &agrave; Presid&ecirc;ncia, &laquo;o governo brasileiro informou a embaixada portuguesa no Rio de Janeiro que, tendo os dois acordos ortogr&aacute;ficos de 1943 e 1945 sido aprovados por decretos governamentais, seria necess&aacute;rio submet&ecirc;-los &agrave; aprova&ccedil;&atilde;o do Congresso brasileiro&raquo;, e, apesar de Get&uacute;lio Vargas ter regressado ao poder, o Parlamento brasileiro n&atilde;o aprovou o acordo de 1945<sup><a href="#32">32</a></sup><a name="top32"></a>. O Acordo Ortogr&aacute;fico de 1945 foi, portanto, aplicado em Portugal, mas n&atilde;o no Brasil, que continuou com o acordo anterior, o de 1943. A quest&atilde;o ortogr&aacute;fica continua a ser atual nos dias de hoje, uma vez que nas d&eacute;cadas seguintes, depois do acordo de 1945, existiram v&aacute;rias tentativas de consenso. Nenhuma foi aprovada oficialmente at&eacute; ao Acordo Ortogr&aacute;fico de 1990, que j&aacute; inclu&iacute;a pa&iacute;ses de l&iacute;ngua oficial portuguesa para al&eacute;m dos mencionados Portugal e Brasil.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A REVISTA <i>ATL&Acirc;NTICO</i></b></p>     <p>A revista <i>Atl&acirc;ntico</i>, uma publica&ccedil;&atilde;o semestral dedicada &agrave; cultura e literatura luso-brasileiras, publicada entre 1942 e 1950, nasceu do Acordo Cultural de 1941, provando ser uma publica&ccedil;&atilde;o de car&aacute;cter oficial e afeta aos regimes vigentes. Este acordo foi assinado entre os dois departamentos de propaganda ainda gerenciados pelo Estado Novo, o SPN, de Ant&oacute;nio Ferro, e o Departamento de Imprensa e Propaganda, de Lourival Fontes.</p>     <p>O Acordo Cultural Luso-Brasileiro de 1941 foi &laquo;uma das opera&ccedil;&otilde;es mais bem conseguidas de Ant&oacute;nio Ferro&raquo;<sup><a href="#33">33</a></sup><a name="top33"></a>. A assinatura do mesmo tornou-se crucial para o in&iacute;cio do projeto de uma comunidade luso-brasileira. Desta forma, tanto Get&uacute;lio Vargas como Oliveira Salazar se mostravam satisfeitos com o &laquo;sucesso da iniciativa&raquo;<sup><a href="#34">34</a></sup><a name="top34"></a>. Tal como j&aacute; referido anteriormente, a exist&ecirc;ncia da revista <i>Atl&acirc;ntico</i> demonstra a vontade de coopera&ccedil;&atilde;o e interc&acirc;mbio cultural entre os dois pa&iacute;ses.</p>     <p>A an&aacute;lise feita &agrave; revista <i>Atl&acirc;ntico</i> centrou-se nas duas &uacute;ltimas s&eacute;ries, a partir de 1945, sendo que se analisaram dez publica&ccedil;&otilde;es entre 1946 e 1950, todas existentes na Biblioteca Nacional de Portugal. Foi o DIP o respons&aacute;vel pela edi&ccedil;&atilde;o brasileira da revista <i>Atl&acirc;ntico</i> at&eacute; 1945. A partir dessa data, foi o DNI que controlou a edi&ccedil;&atilde;o da &laquo;Nova s&eacute;rie&raquo; e, entre 1947 e 1950, foi a Ag&ecirc;ncia Nacional o &oacute;rg&atilde;o respons&aacute;vel pela edi&ccedil;&atilde;o da parte brasileira da revista <i>Atl&acirc;ntico</i>. Do lado portugu&ecirc;s foram o SPN, at&eacute; 1945, e, da&iacute; em diante, o SNI, at&eacute; 1950, os respons&aacute;veis pela parte portuguesa da mesma revista. A forma de abordagem desta tem&aacute;tica centrou-se na escolha de dois escritores portugueses que participaram nesta publica&ccedil;&atilde;o, Jos&eacute; Os&oacute;rio de Oliveira e Jo&atilde;o de Castro Os&oacute;rio, identificando-os como exemplo de coopera&ccedil;&atilde;o intelectual e cultural entre Portugal e o Brasil, a partir de 1945. Muitos dos seus artigos na <i>Atl&acirc;ntico</i>, no per&iacute;odo definido, demonstravam o prop&oacute;sito de manter os dois pa&iacute;ses mais ligados nas letras.</p>     <p>Jos&eacute; Os&oacute;rio de Oliveira demonstrou ser um dos escritores portugueses mais dedicados ao estreitar das rela&ccedil;&otilde;es luso-brasileiras no in&iacute;cio do s&eacute;culo XX, delegando em si o papel de divulgador da literatura e cultura brasileiras em Portugal. J&aacute; o seu irm&atilde;o, Jo&atilde;o de Castro Os&oacute;rio, tem um papel de extrema import&acirc;ncia uma vez que era um escritor solicitado pelo SNI, dirigido por Ant&oacute;nio Ferro at&eacute; ao final dos anos 1940. Jo&atilde;o de Castro Os&oacute;rio foi um intelectual que fez carreira promovendo o regime salazarista atrav&eacute;s das suas obras liter&aacute;rias, como ensaios pol&iacute;ticos e culturais.</p>     <p>Os dois autores escolhidos como base de an&aacute;lise faziam parte de um grupo restrito, de elite, em termos de educa&ccedil;&atilde;o e de rela&ccedil;&otilde;es, que circulava em torno de Ant&oacute;nio Ferro e que tinham um acesso direto &agrave; revista e &agrave; sua audi&ecirc;ncia. Atrav&eacute;s da an&aacute;lise dos seus artigos, percebe-se que Jos&eacute; Os&oacute;rio de Oliveira foi realmente um dos maiores divulgadores da cultura brasileira em Portugal, sediando esta sua vontade numa das revistas que tencionavam &laquo;revelar Portugal novo aos brasileiros. Revelar o novo Brasil aos portugueses&raquo;<sup><a href="#35">35</a></sup><a name="top35"></a>. O autor abordou, em todos os n&uacute;meros, artigos referentes ao tema da cultura luso-brasileira. Tamb&eacute;m Jo&atilde;o de Castro Os&oacute;rio publicou grandemente nesta revista, sendo que os temas que abordou foram mais variados, principalmente focando a poesia ou a literatura. No entanto, em alguns dos seus artigos tamb&eacute;m podemos compreender a import&acirc;ncia que d&aacute; &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es culturais luso-brasileiras e &agrave; aproxima&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria entre os dois pa&iacute;ses.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>O ACORDO DE COOPERA&Ccedil;&Atilde;O INTELECTUAL</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O per&iacute;odo da Presid&ecirc;ncia de Dutra, entre 1946 e 1950, ficou marcado pelo arrefecimento das rela&ccedil;&otilde;es culturais luso-brasileiras, uma vez que o seu governo desenvolveu uma pol&iacute;tica externa de alinhamento com os Estados Unidos, esperando continuar a beneficiar com esta aproxima&ccedil;&atilde;o, tal como tinha acontecido durante a Segunda Guerra Mundial<sup><a href="#36">36</a></sup><a name="top36"></a>. No entanto, apesar deste arrefecimento, em dezembro de 1948 teve lugar um importante momento das rela&ccedil;&otilde;es culturais entre os dois pa&iacute;ses, com a visita do ministro das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores do Brasil, Raul Fernandes, a Lisboa<sup><a href="#37">37</a></sup><a name="top37"></a>.</p>     <p>O Acordo de Coopera&ccedil;&atilde;o Intelectual tornou-se importante para Portugal e para o Brasil ao visar o campo universit&aacute;rio dos dois pa&iacute;ses e promover o interc&acirc;mbio de recursos humanos e ideias. Os dois governos, dispon&iacute;veis para colaborar num &laquo;esp&iacute;rito de amistosa compreens&atilde;o&raquo;, revelavam-se dispostos a &laquo;traduzir num instrumento de coopera&ccedil;&atilde;o intelectual o prop&oacute;sito de promover um interc&acirc;mbio mais intenso de ideias e informa&ccedil;&otilde;es entre os seus homens de pensamento, os seus institutos de ensino e de educa&ccedil;&atilde;o, os mestres da cultura&raquo;<sup><a href="#38">38</a></sup><a name="top38"></a>. Uma das grandes preocupa&ccedil;&otilde;es portuguesas em rela&ccedil;&atilde;o ao Acordo de Coopera&ccedil;&atilde;o Intelectual tem a ver com o receio que o Acordo de 1941, anteriormente assinado entre os dois pa&iacute;ses, fosse anulado e, por conseguinte, o seu impacto positivo a n&iacute;vel cultural desaparecesse. Os dois governos continuaram a trabalhar no sentido de manter uma coopera&ccedil;&atilde;o no campo universit&aacute;rio, dado que em agosto de 1960 apareceu um Projeto de Protocolo adicional ao Acordo de Coopera&ccedil;&atilde;o Intelectual. Este projeto demonstrava um esfor&ccedil;o feito por Portugal de &laquo;ampliar as disposi&ccedil;&otilde;es&raquo; do Acordo de Coopera&ccedil;&atilde;o Intelectual de 1948, apesar de n&atilde;o se terem encontrado evid&ecirc;ncias da sua concretiza&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#39">39</a></sup><a name="top39"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>O TRATADO DE AMIZADE E CONSULTA DE 1953</b></p>     <p>O Tratado de Amizade e Consulta de 1953<sup><a href="#40">40</a></sup><a name="top40"></a>, firmado entre Portugal e o Brasil, &laquo;foi o instrumento jur&iacute;dico que deu forma &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas luso-brasileiras na d&eacute;cada de 50&raquo;<sup><a href="#41">41</a></sup><a name="top41"></a>. Este tratado foi assinado ainda durante o Governo de Get&uacute;lio Vargas, ratificado no mandato de Caf&eacute; Filho, em 1954, mas s&oacute; foi regulamentado no Governo de Juscelino Kubitschek, em 1960.</p>     <p>No in&iacute;cio dos anos 1950, j&aacute; existiam projetos delineados, da autoria de Jo&atilde;o Neves da Fontura, antigo embaixador brasileiro em Portugal, durante a Segunda Guerra Mundial, como esbo&ccedil;o do que se tornou este tratado. Em maio de 1952, o Minist&eacute;rio informa a Embaixada portuguesa atrav&eacute;s de um telegrama que o &laquo;governo (considerava) com o maior interesse (a) celebra&ccedil;&atilde;o (de um) Acordo pol&iacute;tico (de) Amizade&raquo;<sup><a href="#42">42</a></sup><a name="top42"></a> sendo que a proposta do lado portugu&ecirc;s seria comunicada muito brevemente ao embaixador Gracie, embaixador do Brasil em Lisboa entre 1947 e 1952.</p>     <p>Foi no dia 16 de novembro de 1953 que se assinou, no Pal&aacute;cio do Itamaraty, o Tratado de Amizade e Consulta entre Portugal e o Brasil. Como plenipotenci&aacute;rios, pelo Brasil, encontrava-se o professor Vicente Rao, ministro das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores, e, da parte de Portugal, o embaixador Ant&oacute;nio de Faria<sup><a href="#43">43</a></sup><a name="top43"></a>. Durante o seu discurso, o embaixador Ant&oacute;nio de Faria sublinhou ser &laquo;a primeira vez que se (traduzia) em forma jur&iacute;dica e num documento diplom&aacute;tico solene a situa&ccedil;&atilde;o especial que, de facto e desde sempre, portugueses e brasileiros (tiveram) respetivamente no Brasil e em Portugal&raquo;<sup><a href="#44">44</a></sup><a name="top44"></a>. Com este tratado, os dois pa&iacute;ses &laquo;(comprometem-se) a desenvolver o progresso, a harmonia e o prest&iacute;gio da comunidade luso-brasileira no mundo&raquo;. Para Ant&oacute;nio de Faria, era esperado que a assinatura deste tratado, &laquo;determinando uma mais &iacute;ntima e fecunda colabora&ccedil;&atilde;o dos dois Governos na esfera da sua pol&iacute;tica externa, (marcasse) o in&iacute;cio de uma nova e proveitosa fase nas rela&ccedil;&otilde;es entre Portugal e o Brasil&raquo;<sup><a href="#45">45</a></sup><a name="top45"></a>.</p>     <p>De referir que este tratado foi assinado depois de conclu&iacute;do um longo per&iacute;odo de negocia&ccedil;&atilde;o devido aos interesses naturais dos dois pa&iacute;ses envolvidos e deveria servir para dar exist&ecirc;ncia jur&iacute;dica &agrave; Comunidade Luso-Brasileira. No Governo de Juscelino Kubitschek tornou-se o alicerce essencial para a pol&iacute;tica colonialista portuguesa. O Brasil foi o aliado preferencial de Portugal ao longo deste per&iacute;odo, principalmente na defesa internacional das col&oacute;nias portuguesas, nas Na&ccedil;&otilde;es Unidas, enquanto Portugal resistia aos movimentos anticolonialistas.</p>     <p>O Tratado de Amizade e Consulta foi o tratado que deu forma &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es luso-brasileiras ao longo da d&eacute;cada de 1950. Apesar dos avan&ccedil;os e recuos na regulamenta&ccedil;&atilde;o deste tratado, ele marcou o final de uma &eacute;poca onde as rela&ccedil;&otilde;es culturais entre os dois pa&iacute;ses se encontravam fortalecidas, principalmente com elementos que auxiliavam a aproxima&ccedil;&atilde;o de Portugal ao Brasil e vice-versa. Durante os anos 1950 procedeu-se &agrave; regulamenta&ccedil;&atilde;o do Tratado de Amizade e, a partir dos anos 1960, uma nova &eacute;poca se iniciou, com o Brasil a n&atilde;o apoiar Portugal externamente nas Na&ccedil;&otilde;es Unidas. De referir que este Tratado de Amizade e Consulta de 1953 renovou-se por volta de 2000, quando foi assinado um novo Tratado de Amizade, Coopera&ccedil;&atilde;o e Consulta entre Portugal e o Brasil.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>Este artigo focou as rela&ccedil;&otilde;es culturais luso-brasileiras, entre o final da Segunda Guerra Mundial, em 1945, e o Tratado de Amizade e Consulta, assinado entre Portugal e o Brasil, em 1953.</p>     <p>A principal conclus&atilde;o aponta que as rela&ccedil;&otilde;es culturais luso-brasileiras foram relevantes na pol&iacute;tica externa portuguesa e brasileira entre 1945 e 1953. Portugal foi o principal instigador de avan&ccedil;os nesse campo, apesar da exist&ecirc;ncia de presidentes brasileiros como Get&uacute;lio Vargas ou Juscelino Kubitschek de Oliveira que foram apelidados como &laquo;amigos de Portugal&raquo;. Com o final do Estado Novo no Brasil e com a Presid&ecirc;ncia de Dutra, houve hesita&ccedil;&otilde;es nas rela&ccedil;&otilde;es com Portugal. A aproxima&ccedil;&atilde;o a Portugal ficou num plano secund&aacute;rio, algo vis&iacute;vel na diminui&ccedil;&atilde;o da intensidade nas rela&ccedil;&otilde;es culturais luso-brasileiras. Foi, no entanto, durante a sua presid&ecirc;ncia que se firmou o Acordo de Coopera&ccedil;&atilde;o Intelectual entre Portugal e o Brasil, em dezembro de 1948. Este foi um dos &uacute;nicos acordos assinados durante a Presid&ecirc;ncia de Dutra, que ficou marcada pela paragem nas negocia&ccedil;&otilde;es do Acordo Ortogr&aacute;fico de 1945 e pela impaci&ecirc;ncia demonstrada por Salazar, o presidente do Conselho portugu&ecirc;s.</p>     <p>O Acordo Cultural de 1941 deu origem &agrave; revista <i>Atl&acirc;ntico</i>, uma publica&ccedil;&atilde;o semestral dedicada &agrave; cultura e literatura luso-brasileiras, publicada entre 1942 e 1950. A partir de 1945, em pleno P&oacute;s-Guerra, poderia ter-se colocado em causa a continua&ccedil;&atilde;o desta revista luso-brasileira, principalmente devido &agrave;s mudan&ccedil;as ocorridas no Brasil, com o final do Estado Novo e a chegada da democracia, atrav&eacute;s da Presid&ecirc;ncia de Gaspar Dutra. No entanto, mesmo apesar das mudan&ccedil;as pol&iacute;ticas ocorridas no Brasil, houve um esfor&ccedil;o para que a revista se mantivesse por ser uma forma de coopera&ccedil;&atilde;o cultural e intelectual luso-brasileira. A revista <i>Atl&acirc;ntico</i> era um dos garantes da intensa coopera&ccedil;&atilde;o cultural entre os dois pa&iacute;ses. Para a abordagem deste vetor de an&aacute;lise utilizaram-se dois escritores portugueses, Jos&eacute; Os&oacute;rio de Oliveira e Jo&atilde;o de Castro Os&oacute;rio, que se encontravam muito interessados em explorar a literatura e a cultura brasileiras, dando uma &ecirc;nfase enorme &agrave; cultura luso-brasileira. Muitos dos seus artigos na <i>Atl&acirc;ntico</i>, no per&iacute;odo definido, demonstravam este prop&oacute;sito de manter os dois pa&iacute;ses mais ligados nas letras.</p>     <p>A quest&atilde;o ortogr&aacute;fica entre os dois pa&iacute;ses durante o per&iacute;odo 1945-1953 foi, tamb&eacute;m, escolhida como uma das linhas de an&aacute;lise das rela&ccedil;&otilde;es culturais luso-brasileiras. Desde os anos 1930 que intelectuais dos dois pa&iacute;ses tencionavam aproximar-se em termos lingu&iacute;sticos, com a fixa&ccedil;&atilde;o e uniformiza&ccedil;&atilde;o da ortografia da l&iacute;ngua portuguesa. Para que este objetivo fosse cumprido juntaram-se duas entidades, uma brasileira e outra portuguesa: a Academia Brasileira de Letras e a Academia das Ci&ecirc;ncias de Lisboa. A 30 de abril de 1931, beneficiando do clima de aproxima&ccedil;&atilde;o luso-brasileira com Get&uacute;lio Vargas no poder, foi assinado um acordo ortogr&aacute;fico simultaneamente em Portugal e no Brasil. Apesar da exist&ecirc;ncia de um acordo, as diverg&ecirc;ncias e os desacordos persistiram at&eacute; que, nos anos 1940, se organizou a vinda a Lisboa de uma delega&ccedil;&atilde;o para negociar uma conven&ccedil;&atilde;o ortogr&aacute;fica que regulasse os sistemas ortogr&aacute;ficos. Esta conven&ccedil;&atilde;o foi assinada em Lisboa em dezembro de 1943 e deu origem ao Acordo Ortogr&aacute;fico de 1943, tido como um prolongamento do anteriormente assinado em 1931. Dois anos mais tarde, com a perman&ecirc;ncia dos problemas ortogr&aacute;ficos, os governos portugu&ecirc;s e brasileiro decidiram elaborar uma nova conven&ccedil;&atilde;o, assinada em Lisboa em 1945. O final do Estado Novo brasileiro, em 1945, trouxe um arrefecimento &agrave; aproxima&ccedil;&atilde;o ortogr&aacute;fica luso-brasileira uma vez que o novo presidente, Eurico Gaspar Dutra, informava que o Governo brasileiro teria de submeter os decretos para aprova&ccedil;&atilde;o dos acordos de 1943 e 1945. J&aacute; com o regresso de Vargas &agrave; Presid&ecirc;ncia, em 1951, o Congresso brasileiro n&atilde;o aprovou a Conven&ccedil;&atilde;o de 1945. A quest&atilde;o ortogr&aacute;fica permaneceu por resolver durante todas as d&eacute;cadas posteriores &agrave; estudada, chegando mesmo aos nossos dias. No entanto, e tal como referido anteriormente, com Get&uacute;lio Vargas no poder as dificuldades encontradas com a aplica&ccedil;&atilde;o do acordo ortogr&aacute;fico n&atilde;o esmoreceram as dilig&ecirc;ncias realizadas para uma aproxima&ccedil;&atilde;o cultural luso-brasileira, principalmente atrav&eacute;s da assinatura do Tratado de Amizade e Consulta, em 1953. Este tornou-se &laquo;uma esp&eacute;cie de produto final deste per&iacute;odo de intensa aproxima&ccedil;&atilde;o cultural luso-brasileira&raquo;<sup><a href="#46">46</a></sup><a name="top46"></a>.</p>     <p>No final do per&iacute;odo analisado, o Tratado de Amizade e Consulta, assinado em 1953, representou o auge das rela&ccedil;&otilde;es culturais luso-brasileiras, pela consolida&ccedil;&atilde;o formal da Comunidade Luso-Brasileira, algo que foi aproveitado internacionalmente pelo Estado Novo portugu&ecirc;s. &Eacute; com o artigo VIII deste tratado que se consegue compreender a vontade expressa dos dois pa&iacute;ses no desenvolvimento do progresso, harmonia e prest&iacute;gio da comunidade luso-brasileira no mundo. No entanto, o Tratado de Amizade e Consulta possu&iacute;a um maior alcance do que apenas o estabelecimento jur&iacute;dico da comunidade luso-brasileira. Este tratado deu forma &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es entre Portugal e o Brasil ao longo da d&eacute;cada de 1950. O final desta d&eacute;cada, para Portugal, significou o in&iacute;cio dos problemas em rela&ccedil;&atilde;o aos movimentos de descoloniza&ccedil;&atilde;o pelo in&iacute;cio da Guerra Colonial em territ&oacute;rios das antigas col&oacute;nias em &Aacute;frica. Segundo Thiago Carvalho, a diplomacia portuguesa entendeu que o Governo brasileiro poderia vir a estar ao seu lado no que respeitava &agrave;s pol&iacute;ticas ultramarinas servindo-se do conceito da comunidade luso-brasileira criado com o Tratado de Amizade e Consulta. J&aacute; nos anos 1960, com as elei&ccedil;&otilde;es de 1961 de John Kennedy, nos Estados Unidos, e J&acirc;nio Quadros, no Brasil, e com o in&iacute;cio da luta armada nas col&oacute;nias, &laquo;essa articula&ccedil;&atilde;o defensiva (&hellip;) come&ccedil;ou a ruir&raquo;. At&eacute; aos anos 1960, Portugal tinha conseguido alcan&ccedil;ar &laquo;o ponto &oacute;timo da diplomacia portuguesa: amizade consciente com a Inglaterra e fraternidade sincera com o Brasil&raquo;<sup><a href="#47">47</a></sup><a name="top47"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>     <p>ADINOLFI, Goffredo &ndash; &laquo;Ant&oacute;nio Ferro e Salazar: entre o poder e a revolu&ccedil;&atilde;o&raquo;. In PINTO, Ant&oacute;nio Costa; MARTINHO, Francisco Palomanes, Orgs. &ndash; <i>O Corporativismo em Portugu&ecirc;s &ndash; Estado, Pol&iacute;tica e Sociedade no Salazarismo e no Varguismo</i>. Lisboa, ICS &ndash; Imprensa das Ci&ecirc;ncias Sociais, 2008.</p>     <p>AMADO, Luiz Cervo; MAGALH&Atilde;ES, Jos&eacute; Calvet de &ndash; <i>Depois das Caravelas &ndash; As Rela&ccedil;&otilde;es entre</i> <i>Portugal e o Brasil 1808-2000</i>. Lisboa: Edi&ccedil;&atilde;o do Instituto Cam&otilde;es, 2000.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>BETHELL, Leslie &ndash; <i>Brazil since 1930. The Cambridge History of Latin America</i>. Cambridge: Cambridge University Press, 2008, vol. ix.</p>     <p>BIBLIOTECA NACIONAL DE PORTUGAL &ndash; Revista <i>Atl&acirc;ntico</i>. Cota J5310B. &laquo;Notas&raquo;, n.&ordm; 1, de maio de 1942.</p>     <p>CASTA&Ntilde;O, David &ndash; &laquo;As elei&ccedil;&otilde;es &ldquo;para ingl&ecirc;s ver&rdquo;&raquo;. In REZOLA, Maria In&aacute;cia; OLIVEIRA, Pedro, Coord. &ndash; <i>O Longo Curso. Estudos em a Homenagem a Jos&eacute; Medeiros Ferreira</i>. Lisboa: Tinta-da-China, 2010, pp. 243-260.</p>     <p><i>Di&aacute;rio de Governo</i>. I s&eacute;rie &ndash; n&uacute;mero 164, s&aacute;bado, 4 de agosto de 1951.</p>     <p>GON&Ccedil;ALVES, Williams da Silva &ndash; &laquo;Brasil e Portugal no sistema internacional&raquo;. In <i>O Realismo da</i> <i>Fraternidade: Brasil-Portugal: Do Tratado de Amizade ao Caso Delgado</i>. Lisboa: ICS &ndash; Imprensa das Ci&ecirc;ncias Sociais, 2003.</p>     <p>GON&Ccedil;ALVES, Williams da Silva &ndash; &laquo;O Tratado de Amizade e Consulta e a Comunidade Luso-Brasileira&raquo;. In <i>O Realismo da Fraternidade: Brasil-Portugal: Do Tratado de Amizade ao Caso</i> <i>Delgado</i>. Lisboa: ICS &ndash; Imprensa das Ci&ecirc;ncias Sociais, 2003.</p>     <p>MAGALH&Atilde;ES, Jos&eacute; Calvet de &ndash; &laquo;As rela&ccedil;&otilde;es Portugal-Brasil no s&eacute;culo XX &ndash; acordos e tratados: 1895-1952&raquo;. In AMADO, Luiz Cervo; MAGALH&Atilde;ES, Jos&eacute; Calvet de &ndash; <i>Depois das Caravelas &ndash; As</i> <i>Rela&ccedil;&otilde;es entre Portugal e o Brasil 1808-2000</i>. Lisboa: Edi&ccedil;&atilde;o do Instituto Cam&otilde;es, 2000.</p>     <p>MINIST&Eacute;RIO DOS NEG&Oacute;CIOS ESTRANGEIROS &ndash; C&oacute;pia de Servi&ccedil;o Urgente n.&ordm; 715, de 22 de outubro de 1953. Cota PEA M.166-A, 2.&ordm; piso. C.E39.P6/2058.</p>     <p>MINIST&Eacute;RIO DOS NEG&Oacute;CIOS ESTRANGEIROS &ndash; Discurso policopiado de Ant&oacute;nio de Faria, Embaixador de Portugal no Rio de Janeiro, proferido por ocasi&atilde;o da assinatura do Tratado. Cota PEA M.166-A, 2.&ordm; piso. C.E39.P6/2058.</p>     <p>MINIST&Eacute;RIO DOS NEG&Oacute;CIOS ESTRANGEIROS &ndash; Informa&ccedil;&atilde;o de Servi&ccedil;o, Am&acirc;ndio Pinto. Of&iacute;cio da Embaixada no Rio n&ordm; 767, de 16 de novembro de 1953. Cota PEA M.166-A, 2&ordm; piso. C.E39.P6/2058.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>MINIST&Eacute;RIO DOS NEG&Oacute;CIOS ESTRANGEIROS &ndash; Projeto de Protocolo adicional ao Acordo de Coopera&ccedil;&atilde;o Intelectual. Cota PEA 173 C.E39 P8/2068.</p>     <p>MINIST&Eacute;RIO DOS NEG&Oacute;CIOS ESTRANGEIROS &ndash; Servi&ccedil;o de Informa&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores, Rio de Janeiro, 16 de novembro de 1953. Cota PEA M.166-A, 2.&ordm; piso. C.E39.P6/2058.</p>     <p>MINIST&Eacute;RIO DOS NEG&Oacute;CIOS ESTRANGEIROS &ndash; Telegrama expedido n.&ordm; 26 para a Embaixada de Portugal no Rio de Janeiro, de 5 de maio de 1952. Cota PEA M.166-A, 2.&ordm; piso. C.E39.P6/2058.</p>     <p>PAULO, Helo&iacute;sa &ndash; <i>Estado Novo e Propaganda em Portugal e no Brasil: o SPN/SNI e o DIP</i>. Coimbra: Minerva-Hist&oacute;ria, 1994.</p>     <p>PAULO, Helo&iacute;sa &ndash; &laquo;O D.I.P. (1939-1945)&raquo;. In Paulo, Helo&iacute;sa &ndash; <i>Estado Novo e Propaganda em</i> <i>Portugal e no Brasil: o SPN/SNI e o DIP</i>. Coimbra: Minerva-Hist&oacute;ria, 1994.</p>     <p>PRESID&Ecirc;NCIA da Rep&uacute;blica, Casa Civil. Subchefia para Assuntos Jur&iacute;dicos &ndash; Decreto-lei n.&ordm; 9.788, de 6 de setembro de 1946. Consultado em: 29 de setembro de 2017. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/1937-1946/Del9788.htm" target="_blank" >http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/1937-1946/Del9788.htm</a>. 139.</p>     <p>RAIMUNDO, Orlando &ndash; &laquo;Get&uacute;lio Vargas, um cara &agrave;s direitas&raquo;. In <i>Ant&oacute;nio Ferro: O Inventor do Salazarismo &ndash; Mitos e Falsifica&ccedil;&otilde;es do Homem da Propaganda da Ditadura</i>. Lisboa: Publica&ccedil;&otilde;es Dom Quixote, 2015.</p>     <p>REGO, A. da Silva &ndash; &laquo;As rela&ccedil;&otilde;es culturais (1889-1953)&raquo;. In <i>Rela&ccedil;&otilde;es Luso-Brasileiras (1822-1953)</i>. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es Panorama, 1965, cap. IV.</p>     <p>ROSAS, Fernando, Coord. &ndash; &laquo;Saber durar (1926-1949) &ndash; Sob os ventos da guerra: a primeira crise s&eacute;ria do regime (1940-1949)&raquo;. In <i>Hist&oacute;ria de Portugal &ndash; O Estado Novo</i>. Lisboa: Editorial Estampa, 1994, vol. VII.</p>     <p>ROSAS, Fernando &ndash; &laquo;Introdu&ccedil;&atilde;o&raquo;. In <i>Salazar e o Poder: A Arte de Saber Durar</i>. 1.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Lisboa: Tinta-da-China, 2012.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>ROSAS, Fernando &ndash; <i>Salazar e o Poder: A Arte de Saber Durar</i>. 1,&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Lisboa: Tinta-da-China, 2012.</p>     <p>SCHIAVON, Carmen G. Burget &ndash; <i>Estado Novo e Rela&ccedil;&otilde;es Luso-Brasileiras (1937-1945)</i>. Tese apresentada ao Curso de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Hist&oacute;ria da Pont&iacute;fice Universidade Cat&oacute;lica do Rio Grande do Sul como requisito parcial &agrave; obten&ccedil;&atilde;o do t&iacute;tulo de Doutor em Hist&oacute;ria, 2007.</p>     <p>SKIDMORE, Thomas &ndash; <i>Brasil: De Get&uacute;lio Vargas a Castelo Branco (1930-1964)</i>. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 2007.</p>     <p>TEIXEIRA, Nuno Severiano &ndash; &laquo;Portugal e a NATO: 1949-1989&raquo;. In <i>An&aacute;lise Social</i>. Vol. XXX (133), N.&ordm; 1995.</p>     <p>TEIXEIRA, Nuno Severiano &ndash; &laquo;Pol&iacute;tica externa&raquo;. In BARRETO, Ant&oacute;nio; M&Oacute;NICA, Maria Filomena, Coord. &ndash; <i>Dicion&aacute;rio de Hist&oacute;ria de Portugal.</i> Lisboa: Figueirinhas, 2000, suplemento 9 p/z, vol. IX.</p>     <p>TEIXEIRA, Nuno Severiano &ndash; &laquo;Entre a &Aacute;frica e a Europa: a pol&iacute;tica externa portuguesa 1890-2000&raquo;. In <i>Portugal Contempor&acirc;neo</i>. Lisboa: Publica&ccedil;&otilde;es Dom Quixote, 2005.</p>     <p>VIEIRA, Nayarada Silva &ndash; <i>Entre o Imoral e o Subversivo: A Divis&atilde;o de Censura de Divers&otilde;es P&uacute;blicas (DCDP) no Regime Militar (1968-1979)</i>. Tese apresentada ao Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Hist&oacute;ria (PPHIS) da Universidade de Bras&iacute;lia (UNB) como requisito parcial para a obten&ccedil;&atilde;o do t&iacute;tulo de Mestre em Hist&oacute;ria Social, 2010.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Data de rece&ccedil;&atilde;o: 4 de novembro de 2019 | Data de aprova&ccedil;&atilde;o: 20 de abril de 2020</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> ROSAS, Fernando, Coord. &ndash; &laquo;Saber durar (1926-1949) &ndash; Sob os ventos da guerra: a primeira crise s&eacute;ria do regime (1940-1949)&raquo;. In <i>Hist&oacute;ria de Portugal &ndash; O Estado Novo</i>. Lisboa: Editorial Estampa, 1994, vol. VII, p. 376.</p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> Este artigo &eacute; uma vers&atilde;o da disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado em Hist&oacute;ria Moderna e Contempor&acirc;nea, do ISCTE-IUL, conclu&iacute;da em dezembro de 2017. Assenta em bibliografia e fontes prim&aacute;rias de arquivos como o Arquivo Nacional da Torre do Tombo, o Arquivo Hist&oacute;rico-Diplom&aacute;tico do Minist&eacute;rio dos Neg&oacute;cios Estrangeiros, bem como a Biblioteca Nacional de Portugal.</p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> ROSAS, Fernando &ndash; &laquo;Introdu&ccedil;&atilde;o&raquo;. In <i>Salazar e o Poder: A Arte de Saber Durar</i>. 1.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Lisboa: Tinta-da-China, 2012, p. 13.</p>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> Para aprofundar este tema: ROSAS, Fernando &ndash; <i>Salazar e o Poder: A Arte de Saber Durar</i>. CASTA&Ntilde;O, David &ndash; &laquo;As elei&ccedil;&otilde;es &ldquo;para ingl&ecirc;s ver&rdquo;&raquo;. In REZOLA, Maria In&aacute;cia; OLIVEIRA, Pedro, Coord. &ndash; <i>O Longo Curso. Estudos em Homenagem a Jos&eacute; Medeiros Ferreira</i>. Lisboa: Tinta-da-China, 2010, pp. 243-260.</p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> ROSAS, Fernando, Coord. &ndash; &laquo;Saber durar (1926-1949)&hellip;&raquo;, p. 376.</p>     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> TEIXEIRA, Nuno Severiano &ndash; &laquo;Pol&iacute;tica externa&raquo;. In BARRETO, Ant&oacute;nio; M&Oacute;NICA, Maria Filomena, Coord. &ndash; <i>Dicion&aacute;rio de Hist&oacute;ria de Portugal</i>. Lisboa: Figueirinhas, 2000, suplemento 9 p/z, vol. IX, p. 118.</p>     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> TEIXEIRA, Nuno Severiano &ndash; &laquo;Portugal e a NATO: 1949-1989&raquo;. In <i>An&aacute;lise Social</i>. Vol. XXX (133), N.&ordm; 4, 1995, pp. 808 e 809.</p>     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> TEIXEIRA, Nuno Severiano &ndash; &laquo;Entre a &Aacute;frica e a Europa: a pol&iacute;tica externa portuguesa 1890-2000&raquo;. In <i>Portugal Contempor&acirc;neo</i>. Lisboa: Publica&ccedil;&otilde;es Dom Quixote, 2005, p. 109.</p>     <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> PAULO, Helo&iacute;sa &ndash; <i>Estado Novo e Propaganda em Portugal e no Brasil: o SPN/SNI e o DIP</i>. Coimbra: Minerva-Hist&oacute;ria, 1994, p. 50.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> BETHELL, Leslie &ndash; <i>Brazil since 1930. The Cambridge History of Latin America</i>. Cambridge: Cambridge University Press, 2008, vol. IX, p. 67.</p>     <p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> <i>Ibidem</i>, pp. 86-89.</p>     <p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup> GON&Ccedil;ALVES, Williams da Silva &ndash; &laquo;Brasil e Portugal no sistema internacional&raquo;. In <i>O Realismo</i> <i>da Fraternidade: Brasil-Portugal: Do Tratado de Amizade ao Caso Delgado</i>. Lisboa: ICS &ndash; Imprensa das Ci&ecirc;ncias Sociais, 2003, p. 63.</p>     <p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> BETHELL, Leslie &ndash; <i>Brazil since 1930</i>&hellip;, p. 112.</p>     <p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> SKIDMORE, Thomas &ndash; <i>Brasil: De Get&uacute;lio Vargas a Castelo Branco (1930-1964)</i>. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 2007, p. 110.</p>     <p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup> BETHELL, Leslie &ndash; <i>Brazil since 1930</i>&hellip;, pp. 111-119.</p>     <p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup> REGO, A. da Silva &ndash; &laquo;As rela&ccedil;&otilde;es culturais (1889-1953)&raquo;. In <i>Rela&ccedil;&otilde;es Luso-Brasileiras (1822-1953)</i>. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es Panorama, 1965, cap. IV, p. 126.</p>     <p><Sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></Sup> SCHIAVON, Carmen G. Burget &ndash; <i>Estado Novo e Rela&ccedil;&otilde;es Luso-Brasileiras (1937-1945)</i>. Tese apresentada ao Curso de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Hist&oacute;ria da Pont&iacute;fice Universidade Cat&oacute;lica do Rio Grande do Sul como requisito parcial &agrave; obten&ccedil;&atilde;o do t&iacute;tulo de Doutor em Hist&oacute;ria, 2007, p. 93.</p>     <p><Sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></Sup> <i>Ibidem</i>, p. 17.</p>     <p><Sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></Sup> ADINOLFI, Goffredo &ndash; &laquo;Ant&oacute;nio Ferro e Salazar: entre o poder e a revolu&ccedil;&atilde;o&raquo;. In PINTO, Ant&oacute;nio Costa; MARTINHO, Francisco Palomanes, Orgs. &ndash; <i>O Corporativismo em Portugu&ecirc;s &ndash;</i> <i>Estado, Pol&iacute;tica e Sociedade no Salazarismo e no Varguismo</i>. Lisboa, ICS &ndash; Imprensa das Ci&ecirc;ncias Sociais, 2008, p. 136.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></Sup> PAULO, Helo&iacute;sa &ndash; &laquo;O D.I.P. (1939-1945)&raquo;. In PAULO, Helo&iacute;sa &ndash; <i>Estado Novo e Propaganda em</i> <i>Portugal</i>&hellip;, p. 139.</p>     <p><Sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></Sup> <i>Ibidem</i>, p. 140.</p>     <p><Sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></Sup> <i>Ibidem</i>, p. 140.</p>     <p><Sup><a name="23"></a><a href="#top23">23</a></Sup> <i>Ibidem</i>, p. 149.</p>     <p><Sup><a name="24"></a><a href="#top24">24</a></Sup> PRESID&Ecirc;NCIA da Rep&uacute;blica, Casa Civil. Subchefia para Assuntos Jur&iacute;dicos &ndash; Decreto-lei n.&ordm; 9.788, de 6 de setembro de 1946. Consultado em: 29 de setembro de 2017. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/1937-1946/Del9788.htm" target="_blank" >http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/1937-1946/Del9788.htm</a>.</p>     <p><Sup><a name="25"></a><a href="#top25">25</a></Sup> VIEIRA, Nayarada Silva &ndash; <i>Entre o Imoral e o Subversivo: A Divis&atilde;o de Censura de Divers&otilde;es P&uacute;blicas (DCDP) no Regime Militar (1968-1979)</i>. Tese apresentada ao Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Hist&oacute;ria (PPHIS) da Universidade de Bras&iacute;lia (UNB) como requisito parcial para a obten&ccedil;&atilde;o do t&iacute;tulo de Mestre em Hist&oacute;ria Social, 2010, p. 22.</p>     <p><Sup><a name="26"></a><a href="#top26">26</a></Sup> REGO, A. da Silva &ndash; &laquo;As rela&ccedil;&otilde;es culturais (1889-1953)&raquo;, p. 111.</p>     <p><Sup><a name="27"></a><a href="#top27">27</a></Sup> MAGALH&Atilde;ES, Jos&eacute; Calvet de &ndash; &laquo;As rela&ccedil;&otilde;es Portugal-Brasil no s&eacute;culo XX &ndash; acordos e tratados: 1895-1952&raquo;. In AMADO, Luiz Cervo; MAGALH&Atilde;ES, Jos&eacute; Calvet de &ndash; <i>Depois das Caravelas &ndash; As</i> <i>Rela&ccedil;&otilde;es entre Portugal e o Brasil 1808-2000</i>. Lisboa: Edi&ccedil;&atilde;o do Instituto Cam&otilde;es, 2000, p. 216.</p>     <p><Sup><a name="28"></a><a href="#top28">28</a></Sup> REGO, A. da Silva &ndash; &laquo;As rela&ccedil;&otilde;es culturais (1889-1953)&raquo;, p. 131.</p>     <p><Sup><a name="29"></a><a href="#top29">29</a></Sup> GON&Ccedil;ALVES, Williams da Silva &ndash; &laquo;O Tratado de Amizade e Consulta e a Comunidade Luso-Brasileira&raquo;. In O <i>Realismo da Fraternidade: Brasil-Portugal: Do Tratado de Amizade ao Caso</i> <i>Delgado</i>. Lisboa: ICS &ndash; Imprensa das Ci&ecirc;ncias Sociais, 2003, p. 99.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="30"></a><a href="#top30">30</a></Sup> REGO, A. da Silva &ndash; &laquo;As rela&ccedil;&otilde;es culturais (1889-1953)&raquo;, p. 116.</p>     <p><Sup><a name="31"></a><a href="#top31">31</a></Sup> MAGALH&Atilde;ES, Jos&eacute; Calvet de &ndash; &laquo;As rela&ccedil;&otilde;es Portugal-Brasil no s&eacute;culo XX&hellip;&raquo;, p. 216.</p>     <p><Sup><a name="32"></a><a href="#top32">32</a></Sup> <i>Ibidem</i>.</p>     <p><Sup><a name="33"></a><a href="#top33">33</a></Sup> RAIMUNDO, Orlando &ndash; &laquo;Get&uacute;lio Vargas, um cara &agrave;s direitas&raquo;. In <i>Ant&oacute;nio Ferro: O Inventor do Salazarismo &ndash; Mitos e Falsifica&ccedil;&otilde;es do Homem da Propaganda da Ditadura</i>. Lisboa: Publica&ccedil;&otilde;es Dom Quixote, 2015, p. 317.</p>     <p><Sup><a name="34"></a><a href="#top34">34</a></Sup> <i>Ibidem</i>, p. 318.</p>     <p><Sup><a name="35"></a><a href="#top35">35</a></Sup> BIBLIOTECA NACIONAL DE PORTUGAL &ndash; Revista <i>Atl&acirc;ntico</i>. Cota J5310B. &laquo;Notas&raquo;, n.&ordm; 1, maio de 1942.</p>     <p><Sup><a name="36"></a><a href="#top36">36</a></Sup> GON&Ccedil;ALVES, Williams da Silva &ndash; &laquo;Brasil e Portugal no sistema internacional&raquo;, p. 63.</p>     <p><Sup><a name="37"></a><a href="#top37">37</a></Sup> REGO, A. da Silva &ndash; &laquo;As rela&ccedil;&otilde;es culturais (1889-1953)&raquo;, p. 131.</p>     <p><Sup><a name="38"></a><a href="#top38">38</a></Sup> <i>Di&aacute;rio de Governo</i>. I s&eacute;rie &ndash; n&uacute;mero 164, s&aacute;bado, 4 de agosto de 1951.</p>     <p><Sup><a name="39"></a><a href="#top39">39</a></Sup> MINIST&Eacute;RIO DOS NEG&Oacute;CIOS ESTRANGEIROS &ndash; Projeto de Protocolo adicional ao Acordo de Coopera&ccedil;&atilde;o Intelectual. Cota PEA 173 C.E39 P8/2068.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="40"></a><a href="#top40">40</a></Sup> MINIST&Eacute;RIO DOS NEG&Oacute;CIOS ESTRANGEIROS &ndash; C&oacute;pia de Servi&ccedil;o Urgente n.&ordm; 715, de 22 de outubro de 1953. Cota PEA M.166-A, 2.&ordm; piso. C.E39.P6/2058. Refer&ecirc;ncia importante nesta c&oacute;pia de servi&ccedil;o; &laquo;o Itamaraty manifestou o desejo de que no t&iacute;tulo do Tratado figurasse a palavra Consulta pois dava muita import&acirc;ncia &agrave; clausula que estabelecia aquela forma de colabora&ccedil;&atilde;o e aproxima&ccedil;&atilde;o dos dois Governos&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="41"></a><a href="#top41">41</a></Sup> GON&Ccedil;ALVES, Williams da Silva &ndash; &laquo;O Tratado de Amizade e Consulta e a Comunidade Luso-Brasileira&raquo;, p. 99.</p>     <p><Sup><a name="42"></a><a href="#top42">42</a></Sup> MINIST&Eacute;RIO DOS NEG&Oacute;CIOS ESTRANGEIROS &ndash; Telegrama expedido n.&ordm; 26 para a Embaixada de Portugal no Rio de Janeiro, de 5 de maio de 1952. Cota PEA M.166-A, 2.&ordm; piso. C.E39.P6/2058.</p>     <p><Sup><a name="43"></a><a href="#top43">43</a></Sup> MINIST&Eacute;RIO DOS NEG&Oacute;CIOS ESTRANGEIROS &ndash; Servi&ccedil;o de Informa&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores, Rio de Janeiro, 16 de novembro de 1953. Cota PEA M.166-A, 2.&ordm; piso. C.E39.P6/2058.</p>     <p><Sup><a name="44"></a><a href="#top44">44</a></Sup> MINIST&Eacute;RIO DOS NEG&Oacute;CIOS ESTRANGEIROS &ndash; Informa&ccedil;&atilde;o de Servi&ccedil;o, Am&acirc;ndio Pinto. Of&iacute;cio da Embaixada no Rio n&ordm; 767, de 16 de novembro de 1953. Cota PEA M.166-A, 2&ordm; piso. C.E39.P6/2058.</p>     <p><Sup><a name="45"></a><a href="#top45">45</a></Sup> MINIST&Eacute;RIO DOS NEG&Oacute;CIOS ESTRANGEIROS &ndash; Discurso policopiado de Ant&oacute;nio de Faria, Embaixador de Portugal no Rio de Janeiro, proferido por ocasi&atilde;o da assinatura do Tratado. Cota PEA M.166-A, 2.&ordm; piso. C.E39.P6/2058.</p>     <p><Sup><a name="46"></a><a href="#top46">46</a></Sup> SCHIAVON, Carmen G. Burget &ndash; <i>Estado Novo e Rela&ccedil;&otilde;es Luso-Brasileiras (1937-1945)</i>, p. 126.</p>     <p><Sup><a name="47"></a><a href="#top47">47</a></Sup> GON&Ccedil;ALVES, Williams da Silva &ndash; &laquo;Brasil e Portugal no sistema internacional&raquo;, p. 85.</p>      ]]></body><back>
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