<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1646-107X</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Motricidade]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Motri.]]></abbrev-journal-title>
<issn>1646-107X</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Edições Desafio Singular]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1646-107X2009000400006</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Modelagem de Equações Estruturais: Apresentação de uma abordagem estatística multivariada para pesquisas em Educação Física]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Structural Equations Modeling: Presentation of a multivariate statistical approach to research in Physical Education]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Campana]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.N.]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tavares]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.C.]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas FEF  - Faculdade de Educação Física Departamento de Estudos de Atividade Física Adaptada]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas FEF  - Faculdade de Educação ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2009</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2009</year>
</pub-date>
<volume>5</volume>
<numero>4</numero>
<fpage>59</fpage>
<lpage>80</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-107X2009000400006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-107X2009000400006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-107X2009000400006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[A modelagem de Equações Estruturais é uma técnica estatística multivariada que permite avaliar, simultaneamente, relações entre múltiplos construtos. O objetivo deste artigo é apresentar os princípios desta abordagem, seus elementos, características, etapas de execução e limitações. Por fim, apresentamos perspectivas futuras e possibilidades de uso da técnica nas pesquisas em Educação Física.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Structural equation modeling is a multivariate statistical technique for assessing, simultaneously, relationships between multiple constructs. The aim of this paper is to present the principles of this approach, its elements, its characteristics, its stages of implementation and its limitations. Finally, we present future perspectives and possibilities of applying this statistical technique in studies of Physical Education.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[modelos de equações estruturais]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[análise de dados multivariados]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[educação física]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[structural equation modeling]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[multivariate data analysis]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[physical education]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><b>Modelagem de Equações Estruturais: Apresentação de uma abordagem estatística    multivariada para pesquisas em Educação Física</b></p>     <p>A.N. Campana<sup><a href="#1">1</a></sup>, M.C. Tavares<sup><a href="#2">2</a></sup>,    D. Silva<sup><a href="#3">3</a><a name="top1"></a><a name="top2"></a><a name="top3"></a></sup></p>     <p>&nbsp;</p>       <p>A modelagem de Equações Estruturais é uma técnica estatística multivariada      que permite avaliar, simultaneamente, relações entre múltiplos construtos.      O objetivo deste artigo é apresentar os princípios desta abordagem, seus elementos,      características, etapas de execução e limitações. Por fim, apresentamos perspectivas      futuras e possibilidades de uso da técnica nas pesquisas em Educação Física.</p>       <p>Palavras-chave: modelos de equações estruturais, análise de dados multivariados,      educação física</p>      <p>&nbsp; </p>     <p><b>Structural Equations Modeling: Presentation of a multivariate statistical    approach to research in Physical Education</b></p>       <p>Structural equation modeling is a multivariate statistical technique for      assessing, simultaneously, relationships between multiple constructs. The      aim of this paper is to present the principles of this approach, its elements,      its characteristics, its stages of implementation and its limitations. Finally,      we present future perspectives and possibilities of applying this statistical      technique in studies of Physical Education.</p>        <p>Key words: structural equation modeling; multivariate data analysis, physical    education</p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Na Educação Física, por muitas vezes, debruçamo-nos no entendimento de atitudes    de nossos alunos, atletas, ou mesmo de nosso publico que consome esportes. Temas    como motivação, ansiedade corporal, satisfação corporal, violência esportiva,    desistência da prática esportiva, relações entre gêneros, estigmatização são    abordados pelos pesquisadores na área de Educação Física. Como são atitudes    humanas, é impossível medi-las diretamente. De acordo com Hair Jr., Anderson,    Tatham e Black (2005), não sendo possível a mensuração direta, os construtos    devem ser medidos através de indicadores – também denominados variáveis manifestas    ou valores observados. Estes indicadores são componentes das escalas de atitude,    e uma análise adequada destes dados pode nos oferecer respostas sólidas para    nossas pesquisas.</p>     <p>A Modelagem de Equações Estruturais (<i>Structural Equation Modeling</i> -    SEM) é uma técnica estatística robusta, que pertence à segunda geração de técnicas    estatísticas multivariadas para análise de dados. A SEM permite aos pesquisadores    responderem a uma série de perguntas inter-relacionadas de uma forma simples,    sistemática e abrangente. Consegue este intento ao modelar simultaneamente as    relações entre múltiplos construtos dependentes e independentes (Gefen, Straub,    &amp; Boudreau, 2000). </p>     <p>A área da educação física e esportes ainda não tem tradição no uso dessa técnica    estatística. Os trabalhos pioneiros de Fernandes e Vasconcelos-Raposo (2005)    e Fernandes, Vasconcelos-Raposo, Lázaro e Dosil (2004) apontam para a validade    do uso da SEM na educação física e desporto. Os autores debruçaram-se sobre    o entendimento da motivação intrínseca na prática esportiva, elaborando modelos    preditivos. Entretanto, mais temas podem ser explorados e mesmo, outros modelos    explicativos para a motivação intrínseca podem ser elaborados. </p>     <p>Reconhecendo esta lacuna metodológica em nossa área, o propósito deste artigo    teórico é descrever os princípios da SEM, seus elementos, características, etapas    de execução e limitações. Nosso intuito com este trabalho é de fornecer ao pesquisador    brasileiro, em especial da área da Educação física, os conhecimentos básicos    para a implementação da SEM em suas investigações futuras.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Definição e elementos principais</b></p>     <p>Segundo Klem (2006) a SEM, da forma que é conhecida hoje, se estruturou no    ano de 1970, quando o estatístico Karl Jöreskog teve a ideia de combinar a econometria    e a psicometria num único modelo. Esta é a ideia original, que formou a base    da SEM - combinação de análise fatorial e análise de caminhos (<i>path analysis</i>).    É uma técnica muito mais confirmatória do que exploratória, o pesquisador a    usará para determinar se dado modelo teórico é válido, perante os dados reais    observados (Hox &amp; Bechger, 1998; Rigdon, 2009). Pode receber outros nomes    como LISREL – em referência ao conhecido programa estatístico de mesmo nome    – análise de estruturas de covariância, modelagem causal, análise causal, modelagem    de equações simultâneas (Ullman, 2001). </p>     <p>Os modelos SEM, num sentido amplo, representam a interpretação de uma série    de relações hipotéticas de causa-efeito entre variáveis para uma composição    de hipóteses, que considera os padrões de dependência estatística. Os relacionamentos    dentro desta composição, são descritos pela magnitude do efeito (direto ou indireto)    que as variáveis independentes (observada ou latentes) têm nas variáveis dependentes    (observada ou latentes) (Hershberger, Marcoulides, &amp; Parramore, 2003).</p>     <p>A variável independente ou exógena é aquela que age apenas preditora ou “causadora”    de um efeito em outra variável/construto no modelo teórico. É determinada fora    do modelo e suas causas não são nele especificadas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A variável dependente ou endógena é aquela que resulta de pelo menos uma relação    causal. O pesquisador conseguirá distinguir quais variáveis independentes prevêem    cada variável dependente apoiando-se na teoria e também em suas próprias experiências    prévias (Hair Jr. et al., 2005; Hershberger et al., 2003; Klem, 2006)</p>     <p>O construto ou variável latente é aquela variável hipotética ou teórica que    não pode ser diretamente medida – como, por exemplo, qualidade, beleza, satisfação    - mas que pode ser representada por outros indicadores, constituídos pelos itens    das escalas ou pela observação do pesquisador, que em conjunto permitirão que    ele obtenha uma medida razoavelmente precisa da atitude (Hair Jr. et al., 2005).</p>     <p>A variável observada, por sua vez, é o valor observado que é usado para medir    a variável latente. São usadas como os indicadores da atitude que se quer medir.    É recomendado que o pesquisador use múltiplos indicadores para cada variável    latente, de forma a obter um entendimento mais completo e confiável do construto.    Nessa direção, existe a recomendação geral de que pelo menos três variáveis    observadas devem estar relacionadas a cada variável latente (Garver &amp; Mentzer,    1999; Geffen et al., 2000; Hair Jr et al., 2005; Hershberger et al., 2003).  </p>     <p>A SEM é uma técnica apropriada e mais eficiente para a análise uma série de    equações múltiplas, sendo caracterizada por dois componentes básicos: o modelo    estrutural e o modelo de mensuração (Hair Jr. et al., 2005). </p>     <p>O modelo estrutural relaciona as variáveis dependentes e independentes. É nele    que se sumarizam as relações causais entre as variáveis latentes. O modelo de    mensuração especifica os indicadores de cada variável latente e permite avaliar    a confiabilidade de cada construto ao estimar as relações causais que nele ocorrem    (Geffen et al., 2000; Hershberger et al., 2003).</p>     <p>Essa análise combinada do modelo estrutural e de mensuração permite medir os    erros das variáveis observadas como partes integradas do modelo e a combina    a análise fatorial com a hipótese testada, numa única operação (Geffen et al.,    2000).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Os dados de pesquisa</b></p>     <p>A SEM tem três suposições relativas aos dados da pesquisa: (1) observações    independentes; (2) amostragem aleatória; e, (3) linearidade de todas as relações.  </p>     <p>As observações independentes são obtidas quando diversos sujeitos respondem    apenas uma vez ao instrumento de pesquisa ou são observados apenas uma vez pelo    pesquisador – são dados não-pareados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A amostragem aleatória pode ser obtida quando o pesquisador forma sua amostra    de pesquisa, tendo “oferecido” à população em geral, chances iguais de participar    da amostra – por sorteio, por estratificação ou por um sistema de escolhas.</p>     <p>A linearidade implica em prever valores que recaem numa linha reta, que tem    uma mudança com unidade constante da variável dependente em relação a uma mudança    com unidade constante da variável independente.</p>     <p>Os métodos mais usados de estimação da SEM exigem a comprovação da normalidade    multivariada. Então, além destas três suposições, a normalidade multivariada    dos dados também deve ser garantida. Isso significa que deve ser garantido que    as distribuições univariadas são normais, que a distribuição conjunta de qualquer    par de variáveis tem normalidade bivariada e que todos os gráficos bivariados    são lineares e homocedásticos, da mesma forma que deve ser evitada uma forte    assimetria nos dados (Hair Jr et al., 2005, Kline, 1998, Levin, 1987).</p>     <p>O pesquisador pode utilizar o teste de Mardia, baseado em testes de assimetria    e curtose, para verificar a normalidade multivariada (Mardia, 1970). A análise    dos dados por este teste é o mais adequado, sendo superior a outras alternativas,    como por exemplo, a generalização do teste univariado de normalidade de Shapiro-Wilks,    por haver maior possibilidade de cometer um erro tipo I na análise dos dados    (Cantelmo &amp; Ferreira, 2007). Entretanto, é válido caracterizar a distribuição    dos dados amostrais em termos de localização (<i>skewness</i>) e variabilidade    (<i>kurtosis</i>) e os testes univariados de normalidade podem ser usados para    este fim (Howell, 1999).</p>     <p>Quanto à amostra, há uma variação em relação à técnica de estimação. O método    de Estimação de Máxima Verossimilhança permite que se usem amostras menores,    entre 100 e 200. Já o método de Estimação Assintoticamente Independente de Distribuição    exige amostras maiores, para compensar a falta de normalidade multivariada dos    dados. Neste caso, pode-se lançar mão da regra que determina a razão entre sujeitos    e variáveis, que recomenda usar a razão 10:1, sendo ideal 15:1 ou 20:1 (Hair    Jr et al., 2005; Klem, 2006; Schumacker &amp; Lomax, 2004).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Terminologia da SEM</b></p>     <p>O modelo de uma equação estrutural, conforme popularizada por Jöreskog – criador    do LISREL – tem terminologia específica para o modelo estrutural e para o modelo    de medida.</p>     <p>Na terminologia LISREL, o modelo estrutural é composto pela variável latente    endógena, chamada de<b> &#951;</b> (Eta); pela variável latente exógena, chamada    de <b>&#958;</b> (Ksi); pelos caminhos que conectam <b>&#951;</b> a <b>&#958;,</b>    chamado de coeficiente <b>&#947; </b>(Gama); pelos caminhos que conectam <b>&#951;</b>    a outra <b>&#951;</b>, chamados de <b>&#946; </b>(beta) matriz de correlação    entre<b> </b>as variáveis exógenas latente <b>&#963;</b>, chamada de <b>&#934;    </b>(Phi); a matriz de correlação entre erros das variáveis latentes endógenas,    chamado de <b>&#936;</b> (Psi) e o erro de mensuração, chamado de <b >&#950;</b> (Zeta) (Geffen et al. 2000; Klem, 2006).</p>     <p>Já o modelo de mensuração consiste em variáveis observadas que estão associadas    aos construtos exógenos (X) e que estão associadas aos construtos endógenos    (Y); em caminhos entre as variáveis observadas e o construto exógeno aos quais    estão associadas, chamado de <b>&#955;</b>X (Lambda X); em caminhos entre as    variáveis observadas e o construto endógeno ao qual estão associadas, chamado    de <b>&#955;</b>Y (Lambda Y) e o erro de variância associado com cada variável    observada, indicando que a variável não está representando a variável latente    exógena que está associado, chamado de <b >&#920;&#948; </b>(Theta Delta) (Geffen et al., 2000; Klem, 2006) (ver tabela    1).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center">Tabela 1.  Variáveis e Parâmetros na SEM</p>     <div align=center>    <table class=MsoNormalTable border=0 cellspacing=0 cellpadding=0 width=510  style='width:382.75pt;border-collapse:collapse;mso-yfti-tbllook:160;  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <tr style='mso-yfti-irow:0;mso-yfti-firstrow:yes'>        <td width=79 valign=top style='width:59.55pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-left:none;mso-border-top-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-bottom-alt:   solid windowtext .5pt;mso-border-right-alt:solid windowtext .5pt;padding:   0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpFirst><b>Notação            do Lisrel</b></p></td>       <td width=431 style='width:323.2pt;border-top:solid windowtext 1.0pt;   border-left:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:none;   mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-top-alt:solid windowtext .5pt;   mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-bottom-alt:solid windowtext .5pt;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpLast><b>Variáveis</b></p></td>     </tr>     <tr style='mso-yfti-irow:1'>        <td width=79 valign=top style='width:59.55pt;border:none;border-right:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-top-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-top-alt:solid windowtext .5pt;   mso-border-right-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpFirst>&#951;</p></td>       <td width=431 valign=top style='width:323.2pt;border:none;mso-border-top-alt:   solid windowtext .5pt;mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>              <p class=TextoTabelasCxSpLast align=left style='margin-left:8.8pt;mso-add-space:   auto;text-align:left'>Variável dependente, endógena: latente</p></td>     </tr>     <tr style='mso-yfti-irow:2'>        <td width=79 valign=top style='width:59.55pt;border:none;border-right:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-right-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpFirst><b>&#958;</b></p></td>       <td width=431 valign=top style='width:323.2pt;border:none;mso-border-left-alt:   solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpLast align=left style='margin-left:8.8pt;mso-add-space:   auto;text-align:left'>Variável independente, exógena: latente</p></td>     </tr>     <tr style='mso-yfti-irow:3'>        <td width=79 valign=top style='width:59.55pt;border:none;border-right:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-right-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpFirst><b>&#936;</b></p></td>       <td width=431 valign=top style='width:323.2pt;border:none;mso-border-left-alt:   solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p class=TextoTabelasCxSpLast align=left style='margin-left:8.8pt;mso-add-space:   auto;text-align:left'>Indicador de variável dependente: observada</p></td>     </tr>     <tr style='mso-yfti-irow:4'>        <td width=79 valign=top style='width:59.55pt;border:none;border-right:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-right-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpFirst><b>&#926;</b></p></td>       <td width=431 valign=top style='width:323.2pt;border:none;mso-border-left-alt:   solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpLast align=left style='margin-left:8.8pt;mso-add-space:   auto;text-align:left'>Indicador de variável independente: observada</p></td>     </tr>     <tr style='mso-yfti-irow:5'>        <td width=79 valign=top style='width:59.55pt;border:none;border-right:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-right-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpFirst><b>&#949;</b></p></td>       <td width=431 valign=top style='width:323.2pt;border:none;mso-border-left-alt:   solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpLast align=left style='margin-left:8.8pt;mso-add-space:   auto;text-align:left'>Erro na variável dependente observada</p></td>     </tr>     <tr style='mso-yfti-irow:6'>        <td width=79 valign=top style='width:59.55pt;border:none;border-right:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-right-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpFirst>&#948;</p></td>       <td width=431 valign=top style='width:323.2pt;border:none;mso-border-left-alt:   solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpLast align=left style='margin-left:8.8pt;mso-add-space:   auto;text-align:left'>Erro na variável independente observada</p></td>     </tr>     <tr style='mso-yfti-irow:7'>        <td width=79 valign=top style='width:59.55pt;border:none;border-right:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-right-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpFirst><b>&#950;            </b></p></td>       <td width=431 valign=top style='width:323.2pt;border:none;border-bottom:solid black 1.0pt;   mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;   mso-border-bottom-alt:solid black .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpLast align=left style='margin-left:8.8pt;mso-add-space:   auto;text-align:left'>Erro de mensuração  de h</p></td>     </tr>     <tr style='mso-yfti-irow:8;height:24.55pt'>        <td width=79 valign=top style='width:59.55pt;border:none;border-right:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-right-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:24.55pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpFirst>&nbsp;</p></td>       <td width=431 style='width:323.2pt;border:none;border-bottom:solid black 1.0pt;   mso-border-top-alt:solid black .5pt;mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;   mso-border-top-alt:solid black .5pt;mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;   mso-border-bottom-alt:solid black .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:24.55pt'>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p class=TextoTabelasCxSpLast><b>Parâmetros</b></p></td>     </tr>     <tr style='mso-yfti-irow:9'>        <td width=79 valign=top style='width:59.55pt;border:none;border-right:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-right-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpFirst><b>&#955;</b>Y</p></td>       <td width=431 valign=top style='width:323.2pt;border:none;mso-border-top-alt:   solid black .5pt;mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>              <p class=TextoTabelasCxSpLast align=left style='margin-left:8.8pt;mso-add-space:   auto;text-align:left'>Coeficientes que relacionam variáveis dependentes            latentes a variáveis dependentes observadas</p></td>     </tr>     <tr style='mso-yfti-irow:10'>        <td width=79 valign=top style='width:59.55pt;border:none;border-right:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-right-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpFirst><b>&#955;</b>X</p></td>       <td width=431 valign=top style='width:323.2pt;border:none;mso-border-left-alt:   solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpLast align=left style='margin-left:8.8pt;mso-add-space:   auto;text-align:left'>Coeficientes que relacionam variáveis independentes            latentes a variáveis independentes observadas</p></td>     </tr>     <tr style='mso-yfti-irow:11'>        <td width=79 valign=top style='width:59.55pt;border:none;border-right:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-right-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpFirst><b>&#946;</b></p></td>       <td width=431 valign=top style='width:323.2pt;border:none;mso-border-left-alt:   solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpLast align=left style='margin-left:8.8pt;mso-add-space:   auto;text-align:left'>Coeficientes que relacionam as variáveis dependentes            latentes entre si</p></td>     </tr>     <tr style='mso-yfti-irow:12'>        <td width=79 valign=top style='width:59.55pt;border:none;border-right:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-right-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpFirst><b>&#915;</b></p></td>       <td width=431 valign=top style='width:323.2pt;border:none;mso-border-left-alt:   solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpLast align=left style='margin-left:8.8pt;mso-add-space:   auto;text-align:left'>Coeficientes que relacionam as variáveis independentes            latentes a variáveis dependentes latentes</p></td>     </tr>     <tr style='mso-yfti-irow:13'>        <td width=79 valign=top style='width:59.55pt;border:none;border-right:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-right-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpFirst><b>&#934; </b></p></td>       <td width=431 valign=top style='width:323.2pt;border:none;mso-border-left-alt:   solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p class=TextoTabelasCxSpLast align=left style='margin-left:8.8pt;mso-add-space:   auto;text-align:left'>Variâncias e covariâncias  entre variáveis independentes            latentes</p></td>     </tr>     <tr style='mso-yfti-irow:14'>        <td width=79 valign=top style='width:59.55pt;border:none;border-right:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-right-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpFirst><b>&#936;</b></p></td>       <td width=431 valign=top style='width:323.2pt;border:none;mso-border-left-alt:   solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpLast align=left style='margin-left:8.8pt;mso-add-space:   auto;text-align:left'>Variâncias e covariâncias  entre os erros</p></td>     </tr>     <tr style='mso-yfti-irow:15'>        <td width=79 valign=top style='width:59.55pt;border:none;border-right:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-right-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpFirst>&#920;&#949;</b></p></td>       <td width=431 valign=top style='width:323.2pt;border:none;mso-border-left-alt:   solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpLast align=left style='margin-left:8.8pt;mso-add-space:   auto;text-align:left'>Variâncias e covariâncias  entre erros na variáveis            dependentes observadas</p></td>     </tr>     <tr style='mso-yfti-irow:16;mso-yfti-lastrow:yes'>        <td width=79 valign=top style='width:59.55pt;border-top:none;border-left:   none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-bottom-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-right-alt:solid windowtext .5pt;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpFirst><b>&#920;&#948</b></p></td>       <td width=431 valign=top style='width:323.2pt;border:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;   mso-border-bottom-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpLast align=left style='margin-left:8.8pt;mso-add-space:   auto;text-align:left'>Variâncias e covariâncias  entre erros na variáveis            independentes observadas</p></td>     </tr>   </table> </div>     <blockquote>        <blockquote>          <blockquote>            ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>              <blockquote>                <blockquote>                 <p><i> Nota: </i>Adaptado de<b> </b>Klem (2006)</p>           </blockquote>         </blockquote>       </blockquote>     </blockquote>   </blockquote> </blockquote>     <p>&nbsp;</p>     <p>Na pesquisa, é comum encontrar a representação pictórica das relações entre    as variáveis latentes e observadas (figura 1).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><b> <img src="/img/revistas/mot/v5n4/5n4a06f1.jpg" width="510" height="307"></b></p>     
<p align="center">Figura 1. Representação gráfica de um modelo de equação estrutural</p>     <p align="center"><i>Nota:</i> Adaptado deGefen et al. (2000)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>As setas indicam o tipo de relação entre as variáveis latentes e observadas.    Se a seta for unidirecional ela indicará uma relação recursiva entre as variáveis.    Se a seta for bidirecional, ela indicará uma relação não recursiva entre as    variáveis, ou seja, elas têm uma relação mútua e recíproca. Cada construto no    par estabelece uma relação com outro construto. A linha curvada, bidireccional,    existente entre duas variáveis latentes representa a correlação e a covariância    destas variáveis no modelo (Garver &amp; Mentzer, 1999; Hair Jr et al., 2005;    Hershberger et al., 2003). No modelo, as elipses/círculos sempre representarão    as variáveis latentes e os quadrados/retângulos representarão as variáveis observadas    (Hershberger et al., 2003).</p>     <p>Nem sempre o pesquisador se deparará com fenômenos que podem ser explicados    apenas pela relação entre variáveis observada e latente. Neste tipo de modelo,    variável latente é determinada diretamente pelos indicadores: avalia-se uma    série de aspectos da variável latente, e os resultados dos itens desta avaliação    permitirão que o pesquisador confirme sua teoria para aquele fenômeno. Este    modelo é chamado de modelo de medida de primeira ordem (Garver &amp; Mentzer,    1999). </p>     <p>Em outros casos, o pesquisador se deparará com um fenômeno mais complexo, que    exige um maior grau de abstração e sua explicação exigirá a reunião de uma série    de variáveis latentes para explicá-lo. Nesta situação, os indicadores representarão    as variáveis latentes de primeira ordem. Estas, por sua vez, agem como múltiplos    indicadores que são causados pela variável latente de segunda ordem. Este tipo    de modelo é chamado de modelo de medida de segunda ordem (Garver &amp; Mentzer,    1999).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Estágios na Modelagem de Equações Estruturais</b></p>     <p>Com o propósito de garantir que ambos os modelos estrutural e de mensuração    estejam especificados de forma correta e que os resultados sejam válidos, uma    série de passos ou estágios sistemáticos devem ser seguidos. Para Schumacker    e Lomax (2004) são cinco os passos fundamentais: (1) especificação do modelo,    (2) identificação do modelo, (3) estimação do modelo, (4) testagem do modelo    e (5) modificação do modelo. Hair Jr et al. (2005) distinguem sete estágios    que todo pesquisador deverá passar ao trabalhar com a SEM: (1) desenvolvimento    de um modelo teórico; (2) construção de um diagrama de caminhos de relações    causais; (3) conversão do diagrama de caminhos construído anteriormente em um    conjunto de modelos estrutural e de mensuração; (4) escolha do tipo de matriz    dos dados e estimação do modelo proposto; (5) avaliação da identificação do    modelo estrutural; (6) avaliação dos critérios de qualidade do ajuste e (7)    interpretação e modificação do modelo. São estes sete estágios que descreveremos    a seguir.</p>     <p>No primeiro estágio, desenvolvimento de um modelo teórico, o que deve guiar    o pesquisador é a premissa de que a modelagem de equações estruturais é baseada    em relações causais, onde a mudança numa variável inevitavelmente acarretará    mudança em outra variável. Aqui, vale salientar que nenhum método estatístico,    por mais robusto que seja, é capaz de transformar dados transversais (correlacionais)    em dados longitudinais (causais). A causalidade da qual se fala na SEM implica,    na verdade, em fortes e multivariadas relações causais. Na interpretação dos    dados transversais e do modelo SEM, deve-se trabalhar com a ideia de preditor    x consequência e não exatamente, causa x efeito, como nas pesquisas longitudinais    (Mueler, 1997).</p>     <p>O pesquisador deverá ter um conhecimento profundo do tema para determinar quais    variáveis são dependentes e independentes. Esse cuidado, assegurará que sejam    respeitados os quatro critérios para causalidade estabelecida pela SEM: (1)    associação suficiente entre duas variáveis; (2) evidências anteriores de causa    x efeito; (3) falta de variáveis causais alternativas e (4) uma base teórica    para a relação. Hair Jr et al. (2005) reconhecem que nem sempre é possível atender    a todos os critérios, mas que frente a uma sólida perspectiva teórica, é possível    fazer afirmações de causalidade. Além de possibilitar reconhecer as relações    entre as variáveis para atender à causalidade, o conhecimento teórico aprofundado    do tema permite que o pesquisador evite erros de especificação. O erro de especificação    ocorre quando se omite uma variável relevante ao modelo, o que causa uma avaliação    errônea da importância das demais variáveis e por conseguinte, falta de qualidade    no ajuste do modelo proposto. </p>     <p>No segundo estágio, construção de um diagrama de caminhos de relações causais,    o pesquisador deve determinar, esquematicamente, as relações causais (preditivas)    e associativas (correlações) entre as variáveis dependentes e independentes.    Deve-se usar setas retilíneas para determinar as relações causais e setas curvilíneas    para determinar associações entre os construtos, e em alguns casos, até mesmo    entre os indicadores (Hair Jr et al., 2005) (ver figura 2).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p class=MsoNormal align=center style='text-align:center'> <img src="/img/revistas/mot/v5n4/5n4a06f2.jpg" width="484" height="112"></p>     
<p align="center">Figura 2. Exemplo de um diagrama de caminhos</p>     <p align="center"><i>Nota: </i>Adaptado de<b> </b>Hair Jr et al. (2005)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>No terceiro estágio, conversão do diagrama de caminhos construído anteriormente    em um conjunto de modelos estrutural e de mensuração, o pesquisador deverá definir    o modelo de uma forma mais formal, através de equações que definem o modelo    estrutural, o modelo de mensuração e um conjunto de matrizes indicando correlações    teorizadas entre construtos e variáveis.</p>     <p>Transformar um diagrama de caminhos em equações que formaram o modelo estrutural    é uma passagem direta, que implica, entretanto, no reconhecimento dos construtos    endógenos e exógenos. Os construtos endógenos formam as variáveis dependentes    na equação e os construtos exógenos formam as variáveis independentes (ver figura    3). Para definir o modelo de mensuração, o pesquisador deverá especificar quais    variáveis definem cada construto. As variáveis observadas – que são os itens    respondidos pela amostra nos questionários – são os indicadores e os construtos    latentes são os fatores. Deve-se ter o cuidado em determinar o número de indicadores    – mais que um, por volta de 3, no máximo 5 ou 7 – e em determinar a confiabilidade    dos indicadores. O pesquisador, na análise confirmará esta associação que ele    determinou no modelo de mensuração. Finalizando os requisitos do terceiro estágio,    deve-se verificar a existência de correlações entre construtos endógenos – o    que é comum, representado uma influência compartilhada sobre as variáveis –    ou entre os exógenos – que tem menos aplicações apropriadas e pode acarretar    má interpretação das equações estruturais (Hair Jr et al., 2005).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"> <img src="/img/revistas/mot/v5n4/5n4a06f3.jpg" width="480" height="184"></b></p>     
<p align="center">Figura 3. Exemplo da transformação de um diagrama de caminhos    em equação estrutural</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>        <blockquote>          <blockquote>           <p><i>Nota: </i>Adaptado de<b> </b>Hair Jr et al. (2005) – <b><i>b</i></b>          é o coeficiente estrutural de cada efeito teorizado e <b>e</b> é o erro          que é formado pelos erros de especificação e pelos erros aleatórios de          mensuração.</p>     </blockquote>   </blockquote> </blockquote>     <p>&nbsp;</p>     <p>No quarto estágio, escolha do tipo de matriz dos dados e estimação do modelo    proposto<i>, </i>o pesquisador deverá atentar para a entrada dos dados de forma    apropriada e para a seleção dos procedimentos de estimação. </p>     <p>Quanto à escolha do tipo de matriz dos dados, na SEM, a entrada dos dados de    todos os indicadores do modelo será feita por uma matriz de variância-covariância    ou de correlação. Originalmente, a SEM foi formulada para trabalhar com matrizes    de variância-covariância. A vantagem do uso deste tipo de matriz é  a possibilidade    de comparar diferentes amostras e populações, na medida que ela fornece comparações    válidas para esta finalidade. Na matriz de correlação, esta possibilidade de    comparações não ocorre. <i>“O uso de correlações é adequado quando o objetivo    da pesquisa é apenas compreender o padrão de relações entre os construtos, mas    não aplicar a variância total de um construto” </i>(Hair Jr et al., 2005, p.    484).</p>     <p>Tendo isto em vista, é recomendado que na testagem de uma teoria, seja aplicada    a matriz de variância-covariância, por esta ser a forma apropriada de validar    relações causais.   É importante que os dados supram as três suposições da SEM,    já anteriormente apresentadas: observações independentes, amostragem aleatória    e linearidade das relações. É nesse estágio que o pesquisador também determina    como tratará os dados perdidos. A opção <i>listwise </i>– que elimina    todos os dados daquela observação independente no qual um ou mais dados foram    perdidos – <i> </i>pode acarretar uma perda amostral, entretanto, o pesquisador    se precavê de causar irregularidades na matriz de dados. Este é justamente o    risco associado à abordagem pairwise<i>, </i>que pode induzir a problemas no    processo de estimação. Estas duas opções podem ser viáveis quando não ocorre    uma perda amostra muito grande. Outra opção que pode ser usada em perdas amostrais    maiores, é a abordagem <i>Expectation-Maximization</i> (EM), uma alternativa    de tratamentos de dados perdidos oferecida pelo programa <i>Statistical Package    for Social Science</i> (SPSS). A vantagem desta abordagem é que ela induz a    um menor viés nos modelos estimados (Hair Jr et al., 2005).</p>     <p>Quanto a estimação do modelo proposto, o pesquisador deverá escolher entre    as técnicas existentes, a que mais se adequa aos seus dados. As  técnicas mais    comuns são (Hair Jr et al., 2005; Schumacker &amp; Lomax, 2004; Thompson, 2006):</p>     <blockquote>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p>(i) Mínimos quadrado ordinários (OLS): que não têm hipóteses de distribuição,       nem testes estatísticos associados.  Provêm estimativas coerentes e dependentes      da escala, isto é, mudanças na variável observada da escala  acarretam soluções      diferentes ou um conjunto de estimativas diferentes;</p>       <p>(ii) Máxima Verossimilhança (MLE): na qual se requer que os dados tenham      distribuição normal multivariada e que a amostra seja em torno de 100 a 200 casos. A amostra não      deve ultrapassar de 400 a      500 respondentes, pois acima deste tamanho amostral a técnica se torna muito      sensível, e dessa forma, todas as medidas de qualidade do ajuste tendem a      ser ruins. Na maioria dos programas para análise da SEM é a técnica pré-selecionada;</p>       <p>(iii) Mínimos Quadrados Generalizados (GLS): onde se deve trabalhar com dados      aderentes à curva gaussiana. Exige uma amostra grande – entre 400 e 500 respondentes;</p>       <p>(iv) Estimação Assintoticamente Livre de Distribuição (ADF): na qual a não-normalidade      dos dados na provoca qualquer interferência, mas exige um tamanho amostral      maior, por volta de 20:1, ou seja, quinze respondentes para cada indicador      do modelo.</p> </blockquote>     <p>Além da técnica de estimação, Hair Jr et al. (2005) afirmam que o pesquisador    deve escolher um entre os processos de estimação: (1) Estimação direta, no qual    o modelo é diretamente estimado com um procedimento selecionado, sendo que o    erro amostral é que fundamenta o intervalo de confiança e o erros padrão de    cada estimativa; (2) <i>Bootstrapping, </i>que faz uma reamostragem dos dados    originais, calculando-se as estimativas de parâmetros e erros padrão com base    nos dados da pesquisa; (3) Simulação, que também faz uma reamostragem, mas diferentemente    do bootstrappingpode alterar determinadas características da amostra    para atender aos objetivos da pesquisa e do pesquisador e (4) <i>Jackknifing,    </i>que como nos dois processos anteriores também  faz uma reamostragem, sendo    que a diferença para os anteriores está em criar <i>N</i> novas amostras,    sendo <i>N</i> o tamanho da amostra original, com o detalhe de que a cada nova    amostra que é criada, uma observação é omitida.</p>     <p>No quinto estágio – avaliação da identificação do modelo estrutural<i>,</i>    a questão central é a de identificação do modelo. Segundo Hoyle (1995), “<i>a    identificação diz respeito à correspondência entre a informação a ser estimada    – os parâmetros livres – e a informação da qual será estimada – a variâncias    e covariâncias observadas</i>” (p.4). Ullman (2001) fornece um exemplo simples    que explica a questão da identificação do modelo:</p>     <blockquote>        <p><i>Um modelo é dito identificado quando há apenas uma solução numérica para      cada parâmetro no modelo. Por exemplo, tenhamos a variância Y=10 e a variância      Y=&#945;+&#946; .Quaisquer valores podem ser substituídos por &#945; e &#946;       desde que somem 10. Não há uma solução única nem para a e nem para b; isto      posto, há um infinito número de combinações entre os dois números que podem      resultar em 10. Dessa forma, esta equação simples não está identificada. Entretanto,      se fixássemos o valor de &#945; como 0, então haveria uma única solução para &#946;, 10,      e a equação estaria identificada </i>(p.691).</p> </blockquote>     <p>&nbsp;</p>     <p>Para Schumacker e Lomax (2004), a identificação do modelo depende da designação    dos parâmetros como livres, fixos e condicionados. Tendo o modelo especificado    e as especificações dos parâmetros determinadas, os parâmetros são combinados    para formar uma, e apenas uma <b>&#8721;</b>    (matriz de variância-covariância).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">Hair Jr et al. (2005) afirmam que para fins de identificação,    o pesquisador deve preocupar-se com a diferença entre o tamanho relativo da    matriz de covariância  - ou de correlação -  em relação ao número de coeficientes    estimados. Esta diferença é chamada de graus de liberdade, que é calculada como:</p>     <p align="center"><i>df    = ½ [(p+q)(p+q+1)] –t</i></p>     <blockquote>        <blockquote>         <p>onde: <i>df</i>= graus de liberdade; <i>p</i>= número de indicadores endógenos;        <i>q</i>= número de indicadores exógenos e <i>t</i>= número de coeficientes        estimados no modelo proposto</p>   </blockquote> </blockquote>     <p>&nbsp;</p>     <p>Hair Jr et al. (2005) ainda esclarecem que existem duas regras básicas para    determinar a identificação do modelo: condição de ordem e de ordenação. A regra    da condição de ordem impõe que os graus de liberdade do modelo devem ser maiores    ou iguais a zero. A condição de ordenação pressupõe que se determine algebricamente    se cada parâmetro está univocamente identificado. Para resolver esta complexa    tarefa o pesquisador pode lançar mão da regra das três medidas - todo e qualquer    construto com três ou mais indicadores será sempre identificado -  e da regra    dos modelos recursivos – modelos recursivos com construtos identificados serão    sempre identificados.</p>     <p>Tradicionalmente, existem três níveis de identificação dos modelos (Hair Jr    et al., 2005, Schumacker &amp; Lomax, 2004): </p>     <blockquote>        <p>(i) Modelo subidentificado: modelo com quantidade negativa de graus de liberdade,      o que significa que um ou mais parâmetros não podem se runicamente identificados      porque não há informações suficientes para isso. Este modelo não está identificado      e não poderá ser estimado até que o pesquisador fixe ou condicione alguns      parâmetros; </p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>(ii) Modelo exatamente identificado: modelo com zero grau de liberdade. Todos      os parâmetros estão unicamente determinados e há a quantidade de informações      exatas para serem analisadas.</p>       <p>(iii) Modelo superidentificado: modelo que dever ser perseguido pelo pesquisador.      Ele tem um número de graus de liberdade maior que zero, ou seja,  mais informações      na matriz de dados que o número de parâmetros a serem estimados. Dessa forma      há mais de uma maneira de ajustá-lo, buscando o maior número de graus de liberdade      possível. Essa condição permite a generalização do modelo.</p> </blockquote>     <p>Hair Jr et al. (2005) propõem quatro ações corretivas para resolver problemas    de identificação do modelo. As ações devem ser executadas na seguinte ordem:    (1) construir um modelo com um número mínimo de coeficientes; (2) caso seja    possível, fixar as variâncias de erros de mensuração; (3) fixar os coeficientes    de estruturais conhecidos; e, (4) eliminar variáveis problemáticas. Se os problemas    persistirem, os autores recomendam que o pesquisador volte ao primeiro estágio    da SEM e lance mão de um novo modelo teórico.</p>     <p>O sexto e penúltimo passo, avaliação dos critérios de qualidade do ajuste<i>,    </i>deve ser iniciado com a identificação de estimativas transgressoras. Os    casos de estimativas transgressoras mais comuns são: (1) variáveis <i>Heywood</i>    - variáveis com variância negativa; (2) coeficientes padronizados excedentes    ou muito próximos  a 1; e, (3) erros padrão elevados. Caso as encontre, o pesquisador    deverá primeiramente resolve-las, com as mesmas estratégias para resolver os    problemas de identificação, antes de analisar os demais resultados e do modelo    (Hair Jr et al., 2005).</p>     <p>Após ter corrigido as estimativas transgressoras, o pesquisador deverá avaliar    o ajuste geral do modelo. Para isso, ele deverá observar uma ou mais medidas    de qualidade do ajuste, pois são elas que lhe permitirão avaliar se o seu modelo    teórico pode ser confirmado frente aos dados observados. Existem três tipos    de medidas de ajuste gerais do modelo: (1) medidas de ajuste absoluto, que indicam    o ajuste geral do modelo; (2) medidas de ajuste incremental, que comparam o    modelo proposto ao modelo nulo – aquele que é ponto de referencia ou padrão    de comparação – e (3) medidas de ajuste parcimonioso, que compara o ajuste do    modelo aos parâmetros estimados necessários para alcançar um nível específico    de ajuste (Hair Jr et al., 2005, Schumacker &amp; Lomax, 2004; Ullman, 2001)    (ver tabela 2).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center">Tabela 2<b>.  </b>Medidas de Ajuste Geral do Modelo <sup>*</sup></p>     <div align=center>    <table class=MsoNormalTable border=0 cellspacing=0 cellpadding=0 width=510  style='width:382.75pt;border-collapse:collapse;mso-yfti-tbllook:160;  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <tr style='mso-yfti-irow:0;mso-yfti-firstrow:yes'>        <td width=42 valign=top style='width:31.2pt;border-top:solid windowtext 1.0pt;   border-left:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:none;   mso-border-top-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-bottom-alt:solid windowtext .5pt;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpFirst><b>&nbsp;</b></p></td>       <td width=217 valign=top style='width:163.1pt;border-top:solid windowtext 1.0pt;   border-left:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:none;   mso-border-top-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-bottom-alt:solid windowtext .5pt;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpMiddle><b>Medida</b></p></td>       <td width=251 valign=top style='width:188.45pt;border-top:solid windowtext 1.0pt;   border-left:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:none;   mso-border-top-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-bottom-alt:solid windowtext .5pt;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p class=TextoTabelasCxSpLast><b>Valor            aceitável</b></p></td>     </tr>     <tr style='mso-yfti-irow:1'>        <td width=42 rowspan=5 style='width:31.2pt;border:none;border-right:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-top-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-top-alt:solid windowtext .5pt;   mso-border-right-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpFirst style='margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;   mso-add-space:auto'>Medidas de ajuste</p>             <p class=TextoTabelasCxSpMiddle style='margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;   mso-add-space:auto'>absoluto</p></td>       <td width=217 style='width:163.1pt;border:none;mso-border-top-alt:solid windowtext .5pt;   mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpMiddle>Qui-quadrado             ( <b style='mso-bidi-font-weight:   normal'>&#967;</b><b><sup>2</sup></b>)</p></td>       <td width=251 style='width:188.45pt;border:none;mso-border-top-alt:solid windowtext .5pt;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpLast>Valores menores            resultam em maiores níveis de significância: a matriz verdadeira não            é estatisticamente diferente da prevista</p></td>     </tr>     <tr style='mso-yfti-irow:2'>        <td width=217 style='width:163.1pt;border:none;mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpMiddle>Parâmetro de não            centralidade (<b>NCP</b>)</p></td>       <td width=251 style='width:188.45pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpLast>Valores            mais perto de zero são melhores.</p></td>     </tr>     <tr style='mso-yfti-irow:3'>        <td width=217 style='width:163.1pt;border:none;mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpMiddle>Índice de qualidade            do ajuste (<b>GFI</b>)</p></td>       <td width=251 style='width:188.45pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpLast>Varia            de zero (ajuste nulo) a 1 (ajuste perfeito)</p></td>     </tr>     <tr style='mso-yfti-irow:4'>        <td width=217 style='width:163.1pt;border:none;mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpMiddle>Raiz do resíduo            quadrático médio (<b>RMSR</b>)</p></td>       <td width=251 style='width:188.45pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p class=TextoTabelasCxSpLast>Valores            inferiores a 0,10</p></td>     </tr>     <tr style='mso-yfti-irow:5'>        <td width=217 style='width:163.1pt;border:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;   mso-border-bottom-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpMiddle>Raiz            do erro quadrático médio de aproximação (<b>RMSEA</b>)</p></td>       <td width=251 style='width:188.45pt;border:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-bottom-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpLast>Valores            inferiores a 0,08</p></td>     </tr>     <tr style='mso-yfti-irow:6'>        <td width=42 rowspan=2 style='width:31.2pt;border:none;border-right:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-right-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpFirst style='margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;   mso-add-space:auto'>Medidas de ajuste incremental</p></td>       <td width=217 style='width:163.1pt;border:none;mso-border-top-alt:solid windowtext .5pt;   mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpMiddle>Índice            ajustado de qualidade do ajuste (<b>AGFI</b>)</p></td>       <td width=251 style='width:188.45pt;border:none;mso-border-top-alt:solid windowtext .5pt;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpLast>Varia de zero (ajuste            nulo) a 1 (ajuste perfeito), recomenda-se acima de 0,90</p></td>     </tr>     <tr style='mso-yfti-irow:7;height:46.5pt'>        <td width=217 style='width:163.1pt;border:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;   mso-border-bottom-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:46.5pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpMiddle>Índice de Tuker-Lewis (<b>TLI</b>) ou </p>             <p class=TextoTabelasCxSpMiddle>Índice de ajuste não- ponderado (<b>NNFI</b>)</p></td>       <td width=251 style='width:188.45pt;border:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-bottom-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:46.5pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpLast>Varia de zero (ajuste nulo) a            1 (ajuste perfeito), recomenda-se acima de 0,90</p></td>     </tr>     <tr style='mso-yfti-irow:8'>        <td width=42 rowspan=6 style='width:31.2pt;border-top:none;border-left:none;   border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-bottom-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-right-alt:solid windowtext .5pt;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p>Medidas de ajuste</p>             ]]></body>
<body><![CDATA[<p class=TextoTabelasCxSpMiddle style='margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;   mso-add-space:auto'>parcimonioso</p></td>       <td width=217 style='width:163.1pt;border:none;mso-border-top-alt:solid windowtext .5pt;   mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpMiddle>Índice            de ajuste ponderado (<b>NFI</b>)</p></td>       <td width=251 style='width:188.45pt;border:none;mso-border-top-alt:solid windowtext .5pt;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpLast>Varia de zero (ajuste            nulo) a 1 (ajuste perfeito), recomenda-se acima de 0,90</p></td>     </tr>     <tr style='mso-yfti-irow:9'>        <td width=217 style='width:163.1pt;border:none;mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpMiddle>Índice de ajuste            comparativo (<b>CFI</b>)</p></td>       <td width=251 style='width:188.45pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpLast>Varia            de zero (ajuste nulo) a 1 (ajuste perfeito)</p></td>     </tr>     <tr style='mso-yfti-irow:10'>        <td width=217 style='width:163.1pt;border:none;mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpMiddle>Índice de ajuste            incremental (<b>IFI</b>)</p></td>       <td width=251 style='width:188.45pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpLast>Varia            de zero (ajuste nulo) a 1 (ajuste perfeito)</p></td>     </tr>     <tr style='mso-yfti-irow:11'>        <td width=217 style='width:163.1pt;border:none;mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpMiddle>Índice de ajuste            relativo (<b>RFI</b>)</p></td>       <td width=251 style='width:188.45pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpLast>Varia            de zero (ajuste nulo) a 1 (ajuste perfeito)</p></td>     </tr>     <tr style='mso-yfti-irow:12'>        <td width=217 style='width:163.1pt;border:none;mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpMiddle>Critério de informação            Akaike (<b>AIC</b>)</p></td>       <td width=251 style='width:188.45pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p class=TextoTabelasCxSpLast>Varia            de zero (ajuste perfeito) a um valor negativo (ajuste nulo)</p></td>     </tr>     <tr style='mso-yfti-irow:13;mso-yfti-lastrow:yes'>        <td width=217 style='width:163.1pt;border:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;   mso-border-bottom-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpMiddle>Qui-quadrado             ponderado**</p></td>       <td width=251 style='width:188.45pt;border:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-bottom-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>     <p class=TextoTabelasCxSpLast style='margin-right:-8.25pt;mso-add-space:auto'>Valores            inferiores a 1 indicam um ajuste pobre;  valores acima de 5 indicam            necessidade de ajuste. O valor aceitável deve ser igual ou menor a 5</p></td>     </tr>   </table> </div>     <blockquote>        <blockquote>          <blockquote>           <p> Nota: Adaptado de Hair Jr et al. (2005).</p>           <blockquote>             <p><sup>*</sup>Apresenta-se os valores sugeridos pelo sistema LISREL.</p>             <p><sup>**</sup> Qui-quadrado ponderado: divide-se o valor do &#967;<sup>2</sup>pelo            número de graus de liberdade (c<sup>2</sup>/<sub>df</sub>).</p>       </blockquote>     </blockquote>   </blockquote> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Convém salientar que há uma ampla discussão da área sobre os valores de <i>cut-off</i>    dos testes, mas esta discussão está fora do escopo deste artigo. Entretanto,    o domínio desse conhecimento é de extrema relevância e por isso, sugere-se alguns    artigos sobre este tópico (Barret, 2007; Bentler, 2007; Dion, 2008; Hu &amp;    Bentler, 1999; Markland, 2007; Marsh, Hau, &amp; Wen, 2004).</p>     <p>Após a análise destes ajustes globais, deve-se atentar aos ajustes específicos    do modelo de mensuração e do modelo estrutural. Quanto ao modelo de mensuração,    deve-se avaliar a unidimensionalidade e a confiabilidade.</p>     <p>A unidimensionalidade é a “<i>característica de um conjunto de indicadores    que tem apenas um  traço inerente ou conceito em comum</i>”(Hair Jr et al.,    2005, p.470). Avaliar a unidimensionalidade consiste em verificar se os indicadores    estabelecidos representam de fato um único construto. Uma medida aceitável da    unidimensionalidade deverá revelar baixos resíduos padronizados. Se os resíduos    estiverem altos, ao examiná-los o pesquisador deve procurar identificar padrões    destes resíduos, que deverão ser maiores que 2 ou 2,58, dependendo do <i>alpha</i>    escolhido. Se estes resíduos estiverem associados com um conjunto de indicadores    usados para medir a mesma variável latente, então este conjunto de indicadores    irá representar, provavelmente, seu próprio fator unidimensional. Por outro    lado, grandes resíduos sem nenhum padrão aparente indicam um item ruim (Garver    &amp; Mentzer, 1999).</p>     <p>Hair Jr et al. (2005) afirmam que a unidimensionalidade é uma premissa para    a confiabilidade do construto. A confiabilidade indica o “<i>grau em que um    conjunto de indicadores de construtos latentes é consistente em suas mensurações</i>”    (Hair Jr et al., 2005, p.467). Pode-se usar a seguinte fórmula para calcular    a confiabilidade composta do construto:</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/mot/v5n4/5n4a06e1.jpg" width="485" height="82"></p>        
<blockquote>        <blockquote>         <p>onde: &#955;j é a carga fatorial padronizada do indicador (assertiva) <i>j        e E<sub>j </sub></i>é o erro de mensuração do indicador <i>j</i>, calculado        como 1- confiabilidade do indicador</p>   </blockquote> </blockquote> </blockquote>     <p>Valores aceitáveis são iguais ou superiores a 0,70 (Garver &amp; Mentzer, 1999;    Hair Jr et al., 2005). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Uma medida complementar da confiabilidade é a medida da variância extraída.    Ela reflete a quantidade total de variância dos indicadores explicada pela variável    latente. A  medida da variância extraída pode ser calculada pela seguinte fórmula:</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/mot/v5n4/5n4a06e2.jpg" width="298" height="75"></p>     
<blockquote>        <p>onde: &#955;j é a carga fatorial padronizada do indicador (assertiva) <i>j</i>      e <i>Ej</i> é o erro de mensuração do indicador <i>j</i>, calculado como 1-      confiabilidade do indicador</p> </blockquote>     <p>&nbsp;</p>     <p>A diferença entre a confiabilidade composta do construto e a medida da variância    extraída é que nesta última as cargas padronizadas são elevadas ao quadrado    antes de serem somadas. Bons valores para um construto devem ser iguais ou acima    de 0,5 (50%) (Garver &amp; Mentzer, 1999; Hair Jr et al., 2005).</p>     <p>Após o estabelecimento da unidimensionalidade, a validade de construto deverá    ser investigada. “<i>A validade diz respeito ao aspecto da medida ser congruente    com a propriedade medida dos objetos, e não com a exatidão com que a mensuração    é feita</i>” (Pasquali, 2003, p.158). É a validade de construto que nos assegura    que estamos medindo o construto que nos propusemos a medir. A validade convergente    e a validade discriminante são os dois tipos de validade mais comummente usados    para confirmar a validade de construto. Porém, a validade preditiva – um subtipo    da validade de critério – também pode ser investigada (Dunn, Seaker &amp; Waller,    1994; Garver &amp; Mentzer, 1999).</p>     <p>A validade preditiva avalia se o construto de interesse prediz ou não construtos    que seria esperado que ele predissesse. Pode ser testada no modelo de mensuração,    se ele tiver um construto, que teoricamente, pudesse ser predito pelo construto    de interesse. Esta avaliação se dá pela correlação com os outros construtos    que o construto de interesse devesse predizer (Garver &amp; Mentzer, 1999).</p>     <p>A validade convergente diz respeito à extensão com que a variável latente correlaciona-se    com os itens escolhidos para medir aquela variável latente, ou seja, se os indicadores    designados a formar a variável latente estatisticamente convergem. A avaliação    da unidimensionalidade fornece informações para a verificação da validade convergente,    na medida em que determina quais indicadores representam a variável latente.    Uma das formas de avaliar a validade convergente é verificar o valor do quadrado    da carga da variável latente que o conjunto de indicadores representa. Todas    as cargas fatoriais deverão ser estatisticamente significantes, indicando que    a validade convergente foi estabelecida (Bagozzi, Yi &amp; Phillips, 1991; Dunn    et al., 1994).</p>     <p>A análise da validade discriminante envolve a comparação das correlações entre    os construtos do modelo e com um modelo teórico. Neste modelo teórico, todas    as correlações entre os construtos está determinada como sendo de valor 1,00,    o que permite realizar o teste da diferença do qui-quadrado. Para realizar este    teste, calcula-se a diferença entre os valores do qui-quadrado e a diferença    dos graus de liberdade para os dois modelos. Para determinar a significância    estatística do teste da diferença do qui-quadadro, analise os valores da diferença    do qui-quadrado e os valores dos graus de liberdade numa tabela de qui-quadrado:    valores estatisticamente significantes indicam a existência de validade discriminante.    O teste deverá ser realizados em cada par de construtos (Garver &amp; Mentzer,    1999) Anderson e Gerbin (1988) e Garver e Mentzer (1999) chamam a atenção para    um detalhe importante: à medida que o pesquisador realiza os testes de diferença    do qui-quadrado para os pares de construto, o nível de significância de cada    teste deverá ser ajustado para manter o nível total “real” de significância    para a família de testes. Dessa forma, dever-se usar a fórmula:</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">&#945;<sub>0</sub> = 1 –  (1 – &#945;<sub>i</sub>)<sup>T</sup></p>     <blockquote>        <p>onde: &#945;0 é a significância do teste, sendo 0,05 o valor normalmente      adotado; &#945;i é o nível de significância que deverá ser adotado em cada      análise da validade discriminante e T é o número de testes realizados</p> </blockquote>     <p>&nbsp;</p>     <p>Anderson e Gerbin (1988) ainda consideram  a utilização de um teste complementar    para a análise da validade discriminante. Este teste consiste em determinar    se o intervalo de confiança (± dois desvios-padrão) da correlação entre a estimativa    de dois construtos inclui 1,00. Caso o intervalo de confiança não contenha 1,00,    então os dois construtos poderão ser considerados diferentes, tendo validade    discriminante</p>     <p>O sétimo e último passo, interpretação e modificação do modelo, envolve a interpretação    dos resultados. O pesquisador deverá avaliar se os resultados obtidos para o    modelo de mensuração proposto permitem dar significado aos construtos. Deverá    também avaliar se é possível aceitar as relações entre os construtos endógenos    e exógenos propostos no modelo estrutural, com base nas significâncias dos parâmetros    deste modelo. O pesquisador, após interpretar o modelo, poderá procurar por    métodos para melhorar seu ajuste, e ao fazer isso, ele iniciará a reespecificação    do modelo. Para iniciar sua procura por melhoramentos no modelo, o pesquisador    pode avaliar os resíduos da matriz de correlação ou de covariância prevista.    Valores residuais acima de ±2,58 são considerados estatisticamente significantes,    num intervalo de confiança de 95%. A existência de resíduos significantes indica    erro na previsão para um par de indicadores, que poderão ser revistos na reespecificação    do modelo. Os índices de modificação – valores calculados para cada relação    não estimada possível em um modelo – são a segunda fonte para o pesquisador    identificar fontes de melhoramento no modelo. Os índices de modificação correspondem    à redução provocada pela estimação de um coeficiente, em qui-quadrado. Valores    iguais ou acima de 3,84 sugerem uma redução estatisticamente significante no    qui-quadrado, caso aquele determinado parâmetro seja estimado (Hair Jr et al,    2005).</p>     <p>Quando o modelo é reespecificado, o pesquisador deve retornar ao estágio 4    e reavaliá-lo. Hair Jr et al. (2005) advertem os pesquisadores a proceder com    as modificações com cautela e que, um modelo modificado deverá passar por uma    validação cruzada – com dados diferentes daqueles usados para estimar o modelo    anterior – antes de ser aceite.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Limitações e críticas à SEM</b></p>     <p>As críticas que tem sido feitas à SEM se  agregam em dois tópicos principais:    qualidade/quantidade da amostra e  interpretação causal (Hox &amp; Becher, 1998).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para Thompson (2006), grandes amostras são inerentes à SEM. Essa afirmação    pode ser melhor entendida ao nos atentarmos que as covariâncias e correlações    são menos estáveis quando estimadas em amostras pequenas (Ullman, 2001). Thompson    (2006) ilustra 4 casos onde pode se notar a sucessiva necessidade de grandes    amostras: (1) modelos com um grande número de indicadores pedem amostras maiores;    (2) amostras maiores ainda são necessárias quando o modelo com mais indicadores    se torna mais complexo; (3) amostras maiores ainda são necessárias quando se    adopta teorias elegantes de estimação de parâmetros; e, (4) a amostra ficará    maior ainda se o pesquisador quiser conduzir alguma pesquisa de especificação    do modelo. </p>     <p>Deve-se considerar também a exigência da normalidade dos dados para usar a    maioria das técnicas de estimação, inclusive a mais comum: o método de estimação    de Máxima Verossimilhança. Caso a normalidade multivariada seja violada e o    pesquisador queira usar estas técnicas de estimação, serão necessárias amostras    muito grandes – acima de 2500 respondentes – para compensar a não-normalidade    (Ullman, 2001). Esta necessidade de grandes amostras para corrigir a não normalidade    pode “afugentar” pesquisadores com delineamentos amostrais menores, como o das    pesquisas experimentais. </p>     <p>Quanto à interpretação causal, Mueller (1997) declara que “<i>a SEM apenas    pode ser benéfica ao pesquisador se uma forte teoria está subjacente ao modelo    inicialmente hipotetizado. Baseado em dados correlacionais, os métodos estatísticos    não podem, por exemplo, estabelecer ou provar relações causais entre as variáveis</i>”    (p.355).</p>     <p>Para Mueller (1997), os métodos estatísticos aplicados aos dados correlacionais    podem auxiliar a identificar algumas evidências empíricas, que levarão a rejeitar    ou aceitar teorias de hipóteses causais ou ainda, avaliar a força e a direção    das causalidades hipotetizadas ou das relações estruturais em um dado modelo. </p>     <p>Outros autores criticam a “causalidade” da SEM. Para Thompson (2006) uma evidência    causal apenas pode ser extrapolada quando os dados provêm de pesquisas experimentais.    Num desing de pesquisa não-experimental, os resultados da análise de correlação    dos dados têm uma ambiguidade intrínseca. Já para Cliff (1983), a única forma    de demonstrar causalidade é o controlo das variáveis no tempo, quando é permitido    avaliar a complexidade das relações entre as variáveis dependentes e independentes.    No design transversal, as variáveis não podem ser isoladas, de forma que não    é possível identificar a natureza das relações entre elas, podendo-se apenas    estabelecer correlações entre as variáveis estudadas. </p>     <p>Entretanto os mesmos autores que fazem estas críticas não perdem de vista que    a elaboração do modelo exige um conhecimento profundo da teoria do tema investigado,    e que esta pode ser a chave para evitar relações causais equivocadas. Argumentando    favoravelmente à causalidade implícita à SEM, Cliff (1983) frisa que os dados    correlacionais podem ser sugestivos de relações causais. Para Thompson (2006)    a escolha acertada das variáveis e a identificação correta das que são dependentes    e independentes podem levar a SEM a ser mais forte nas questões de causalidade.    O autor conclui seu argumento relembrando que mesmo frente a um bom ajuste,    não existe um único modelo para aquelas variáveis estudadas, os modelos são    concorrentes entre si: dessa forma há uma grande variedade de formas válidas    de explicar determinadas relações de regressão entre os construtos. </p>     <p>Para Mueller (1997) não se pode perder de vista que estabelecer relações causais    isoladas não é o único objetivo da SEM. Para que a interpretação dos dados da    SEM ficasse clara, deveria ser abandonada a ideia de causa x efeito e adoptar    a ideia de preditores x consequência. Essa postura vem de encontro à adoptada    por Hair et al. (2005) que argumentam que a causalidade na SEM não é raramente    encontrada da forma causa x efeito. Entretanto, “<i>na prática, forte apoio    teórico pode tornar possível a estimação teórica de causalidade</i>” (p. 466).</p>     <p>Sob este novo paradigma, a SEM poderia mais ajudar do que atrapalhar no esclarecimento    de relações causais, que podem estar “escondidas” em dados correlacionais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Possibilidades e Perspectivas futuras</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Uma breve pesquisa na base de teses da CAPES, usando o termo “modelagem de    equações estruturais” no tópico de busca assunto, resulta em 118 resultados,    entre teses e dissertações. Destas, apenas uma foi feita numa faculdade de educação    física, e se trata de uma escala de atitudes para verificar a sexualidade de    idosos (Viana, 2009) e a outra, duma faculdade de administração abordou estratégias    de telemarketing para fidelização de sócios de clubes esportivos (Faria, 2006).    Na base Scielo, com o mesmo descritor, temos 9 resultados, e apenas o artigo    de Fernandes e Vasconcelos-Raposo (2005) sobre o <i>continuum</i> de auto determinação    na motivação intrínseca é relevante. </p>     <p>Como se pode ver, a SEM é ainda uma técnica estatística pouco explorada em    nossa área. O propósito é que este texto teórico instigue outros pesquisadores    a diversificar sua abordagem na análise das atitudes humana, vistas à luz da    Educação Física e Esportes. É preciso ter cuidado com novas abordagens, para    uma interpretação correcta dos dados. Entretanto, acredita-se que a pesquisa    brasileira, dada a diversidade inerente ao nosso país, pode oferecer muitas    informações à ciência. Uma abordagem mais robusta às atitudes que determinam    os comportamentos do homem em relação à atividade física e aos fatores pertinentes    a ela traz benefícios não apenas para a compreensão da nossa realidade local,    mas à complexidade desse comportamento em si.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><b>Bibliografia</b></p>     <p>Anderson, J.C. &amp; Gerbing, D.W. (1988) Structural equation modeling: A review    and recommended two-step approach.  <i>Psychological Bulletin</i>, <i>103</i>,    411-423.</p>     <p>Bagozzi, R.P, Yi, Y., &amp; Phillips, L.W. (1991) Assessing construct validity    in organizational research. <i>Administrative Science Quarterly</i>, <i>36</i>,    421-458.</p>     <p>Barret, P. (2007) Structural equation modelling: Adjudging model fit. <i>Personality    and Individual Differences, 42</i>, 815-824.</p>     <p>Bentler, P.M. (2007). On tests and indices for evaluating structural models.    <i>Personality and Individual Differences, 42</i>, 825-829.</p>     <!-- ref --><p>Cantelmo, N.F. &amp; Ferreira, D.F. (2007). Desempenho de testes de normalidade    multivariados avaliado por simulação Monte Carlo. <i>Ciência e Agrotecnologia,    31, </i>1630-1636.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000241&pid=S1646-107X200900040000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Cliff, N. (1983) Some cautions concerning the application of casual modeling    methods.  <i>Multivariate Behavioural Research</i>, 18, 115-126.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dion, P.A. (2008) Interpreting structural equation modeling results: A reply    to Martin and Cullen. <i>Journal of Business Ethics, 83</i>, 365-368.</p>     <p>Dunn, S.C., Seaker, R.F., &amp; Waller, M.A.  (1994) Latent variables in business    logistics research: scale development and validation. <i>Journal of Business    Logistics</i>, 15, 145-172.</p>     <p>Faria, M.A. (2006) <i>Estratégias de Marketing para Fidelização de Sócios em    Clubes Sociais de Belo Horizonte. </i>Dissertação de Mestrado, Faculdade de    Estudos Administrativos de Minas Gerais, Belo Horizonte, Brasil.</p>     <p>Fernandes, H. &amp; Vasconcelos-Raposo, J. (2005). Continuum de autodeterminação:    validade para a sua aplicação no contexto desportivo. <i>Estudos de Psicologia    (Natal), 10</i>, 385-395.</p>     <p>Fernandes, H., Vasconcelos-Raposo, J., Lázaro, J.P., &amp; Dosil, J. (2004).    Validación e aplicación de modelos teóricos motivacionales en el contexto de    la educación física. <i>Cuadernos de Psicología del Deporte, 4</i>, 67-89.</p>     <p>Garver, M.S. &amp; Mentzer J.T. (1999) Logistics research methods: Employing    structural equation modelling to test for construct validity<i>.&nbsp;&nbsp;    Journal of Business Logistics</i>, 20, 33-57.</p>     <p>Gefen, D., Straub, D.W., &amp; Boudreau, M.C. (2000) Structural equation modeling    and regression: Guidelines for research practice. <i>Commun AIS</i>, <i>4</i>,    1-77.</p>     <p>Hair Jr, J.F., Anderson, R.E., Tatham, R.L., &amp; Black, W.C. (2005). <i>Análise    multivariada de dados (</i>5<sup>a</sup>. ed.). Porto Alegre: Bookman.</p>     <p>Hershberger, S.L., Marcoulides, G.A., &amp; Parramore, M.M. (2003) Structural    equation modeling: An introduction. In B.H. Pugesek, A. Tomer &amp; A.V. Eye    (Eds.), <i>Structural equation modeling: Applications in ecological and evolutionary    biology</i> (pp. 3-41). Cambridge: Cambridge University Press.</p>     <p>Hox, J.J. &amp; Bechger, T.M. (1998). An introduction to structural equation    modeling. <i>Family Science Review, 11</i>, 354-373.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Howell, D. (1999). <i>Fundamental statistics for the behavioral sciences. </i>Pacific    Grove: Brooks/Cole Publishing Company</p>     <p>Hoyle, R.H. (1995). <i>Structural equation modeling: Concepts, issues and applications</i>.     Thousand Oaks: Sage.</p>     <p>Hu, L.-T. &amp; Bentler, P.M. (1999). Cut-off criteria for fit indices in covariance    structure analysis: Conventional criteria versus new alternatives. <i>Structural    Equation Modeling</i>, <i>6</i>, 1-55.</p>     <p>Klem, L. (2006). Structural equation modeling. In L.G. Grimm &amp; P.R Yarnold    (Eds.), <i>Reading and understanding more multivariate statistics</i> (pp. 227-260).    Washington: American Psychological Association.</p>     <p>Kline, R.B. (1998). <i>Principles and practices of structural equation modeling</i>.    Nova Iorque: Guilford Press.</p>     <p>Levin, J. (1987). <i>Estatística aplicada às ciências humanas</i>. São Paulo:    Harbra.</p>     <p>Mardia, K.V. (1970). Measures of multivariate skewness and kurtosis with applications.    <i>Biometrika, 57</i>, 519-530.</p>     <p>Markland, D. (2007). The golden rule is that there are no golden rules: A commentary    on Paul Barrett’s recommendations for reporting model fit in structural equation    modelling. <i>Personality and Individual Differences, 42</i>, 851-858.</p>     <p>Marsh, H.W., Hau, K.-T., &amp; Wen, Z. (2004). In search of golden rules: Comment    on hypothesis testing approaches to setting cut-off values for fit indexes and    dangers in overgeneralizing Hu and Bentler's (1999) findings. <i>Structural    Equation Modeling</i>, <i>11</i>, 320-341.</p>     <p>Mueller, R.O. (1997). Structural equation modeling: Back to basics. <i>Structural    Equation Modeling</i>, <i>4</i>, 353-369.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Pasquali, L. (2003) <i>Psicometria: Teoria dos testes na psicologia e na educação</i>.    Petrópolis: Vozes.</p>     <p>Rigdon, E. (2009). <i>What is structural equation modeling</i>. Consultado    em 09 de Maio de 2009, a partir de <a href="http://www2.gsu.edu/~mkteer/sem.html" target="_blank">http://www2.gsu.edu/~mkteer/sem.html</a></p>     <p>Schumacker, R.E. &amp; Lomax, R.G. (2001). <i>A begginer’s guide to structural    equation modeling</i>. New Jersey: Lawrence Erlbaum Associates.</p>     <p>Thompson, B. (2006). Ten commandments of structural equation modeling. In L.G.    Grimm &amp; P.R. Yarnold (Eds.), <i>Reading and understanding more multivariate    statistics</i> (pp. 261-284). Washington: American Psychological Association.</p>     <p>Ullman, J.B. (2001). Structural equation modeling. In B.G. Tabachnick &amp;    L.S. Fidell (Eds.), <i>Using multivariate statistics </i>(pp. 653-771). Boston:    Ally &amp; Bacon.</p>     <p>Viana, H.B. (2008) <i>Adaptação e validação da ASKAS: Aging Sexual Knowledge    and Attitudes Scale em idosos brasileiros.</i> Tese de Doutoramento, Universidade    Estadual de Campinas, Campinas, Brasil.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submetido: 29.10.2009 | Aceite: 22.12.2009</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></sup><i>Angela Nogueira Neves Betanho    Campana</i>. Mestre em Educação Física, Adaptação e Saúde – FEF/UNICAMP. Doutoranda    em Educação Física, Adaptação e Saúde – FEF/UNICAMP. Bolsista CNPq.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></sup><i>Maria da Consolação Gomes    Cunha Fernandes Tavares</i>. Mestre e Doutora em Medicina Interna – FCM/UNICAMP.    Livre Docente em Imagem Corporal – FEF/UNICAMP. Docente do Departamento de Estudos    de Atividade Física Adaptada – FEF/UNICAMP.</p>     <p><sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></sup><i>Dirceu da Silva</i>. Mestre    em Física e Doutor em Educação pela USP. Docente do programa de pós graduação    da Faculdade de Educação – FE/UNICAMP.      <p></p>     <p><i>Endereço para correspondência</i>: Angela Campana, Rua Dr. João Arruda,    107, Apto. 6, Jardim Chapadão – CEP: 13070-050 Campinas, São Paulo, Brasil.    <i>E-mail</i>: <a href="mailto:angelanneves@yahoo.com.br">angelanneves@yahoo.com.br</a></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cantelmo]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Desempenho de testes de normalidade multivariados avaliado por simulação Monte Carlo]]></article-title>
<source><![CDATA[Ciência e Agrotecnologia]]></source>
<year>2007</year>
<volume>31</volume>
<page-range>1630-1636</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
