<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1646-107X</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Motricidade]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Motri.]]></abbrev-journal-title>
<issn>1646-107X</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Edições Desafio Singular]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1646-107X2010000200005</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Relação entre a gordura corporal e indicadores antropométricos em adultos frequentadores de academia]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Relationship between percentage of body fat and anthropometric indicators in individuals attending a gym]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Grossl]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lima]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.R. Augustemak de]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Karasiak]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.C.]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,UFSC  - Universidade Federal de Santa Catarina CDS - Centro de Desportos LAEF - Laboratório de Esforço Físico]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Florianópolis SC]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,UFSC  - Universidade Federal de Santa Catarina NUCIDH - Núcleo de Pesquisa em Cineantropometria e Desempenho Humano ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Florianópolis SC]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2010</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2010</year>
</pub-date>
<volume>6</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>35</fpage>
<lpage>45</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-107X2010000200005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-107X2010000200005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-107X2010000200005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O objetivo do estudo foi verificar a relação entre o percentual de gordura corporal (% GC) e indicadores antropométricos em frequentadores de academia. A amostra foi composta por 438 alunos frequentadores de academia, sendo 195 homens e 243 mulheres, amplitude de 18 a 50 anos de idade. O % GC foi estimado pelo método das dobras cutâneas. Os seguintes indicadores antropométricos foram avaliados: circunferência da cintura, circunferência do abdômen (CA), razão cintura quadril, índice de massa corporal (IMC) e razão cintura estatura. Utilizou-se da correlação linear de Pearson e análise de regressão linear simples para verificar a relação entre as variáveis. No sexo feminino, o IMC apresentou-se como o indicador mais fortemente correlacionado com o % GC (r = .73), enquanto que para o sexo masculino, a CA demonstrou maior correlação com o % GC (r = .73). Foram observadas correlações significantes entre todos os indicadores antropométricos analisados e % GC, com variações em sua magnitude.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim of this study was to investigate the relationship between percentage of body fat (% BF) and anthropometric indicators in individuals attending a gym. Four hundred and thirty eight individuals, 195 men and 243 women, from 18 to 50 years of age took part in this study. The % BF was estimated by the skinfold method. The following anthropometric indicators were assessed: waist circumference, abdomen circumference (AC), waist-to-hip ratio, body mass index (BMI) and waist-height ratio. Linear Pearson correlation and simple linear regression analysis were used to investigate the relationship between variables. For women, BMI strongly correlated with % BF (r = .73), whereas for males, AC showed high correlation with % BF (r = .73). With varying degrees of magnitude, there were significant correlations between all of the anthropometric indicators analyzed and % BF.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[composição corporal]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[índice de massa corporal]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[circunferência abdominal]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[body composition]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[body mass index]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[abdomen circumference]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><b>Relação entre a gordura corporal e indicadores antropométricos em adultos    frequentadores de academia</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>T. Grossl <sup>1</sup>, L.R. Augustemak de Lima <sup>2</sup>, F.C.    Karasiak <sup>1</sup></b></p>      <p><sup>1</sup> Mestrando do Programa de Pós Graduação em Educação Física da Universidade    Federal de Santa Catarina (UFSC), Laboratório de Esforço Físico (LAEF), Florianópolis    (SC) – Brasil.</p>      <p><sup>2</sup> Mestrando do Programa de Pós Graduação em Educação Física da Universidade    Federal de Santa Catarina (UFSC), Núcleo de Pesquisa em Cineantropometria e    Desempenho Humano (NUCIDH), Florianópolis (SC) – Brasil.</p>     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Endereço para correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O objetivo do estudo foi verificar a relação entre o percentual de gordura corporal (% GC) e indicadores antropométricos em frequentadores de academia. A amostra foi composta por 438 alunos frequentadores de academia, sendo 195 homens e 243 mulheres, amplitude de 18 a 50 anos de idade. O % GC foi estimado pelo método das dobras cutâneas. Os seguintes indicadores antropométricos foram avaliados: circunferência da cintura, circunferência do abdômen (CA), razão cintura quadril, índice de massa corporal (IMC) e razão cintura estatura. Utilizou-se da correlação linear de Pearson e análise de regressão linear simples para verificar a relação entre as variáveis. No sexo feminino, o IMC apresentou-se como o indicador mais fortemente correlacionado com o % GC (<i>r</i> = .73), enquanto que para o sexo masculino, a CA demonstrou maior correlação com o % GC (<i>r</i> = .73). Foram observadas correlações significantes entre todos os indicadores antropométricos analisados e % GC, com variações em sua magnitude.</p>      <p><i>Palavras-chave</i>: composição corporal, índice de massa corporal, circunferência    abdominal</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Relationship between percentage of body fat and anthropometric indicators    in individuals attending a gym</b></p>      <p><b>ABSTRACT</b></p>      <p>The aim of this study was to investigate the relationship between percentage of body fat (% BF) and anthropometric indicators in individuals attending a gym. Four hundred and thirty eight individuals, 195 men and 243 women, from 18 to 50 years of age took part in this study. The % BF was estimated by the skinfold method. The following anthropometric indicators were assessed: waist circumference, abdomen circumference (AC), waist-to-hip ratio, body mass index (BMI) and waist-height ratio. Linear Pearson correlation and simple linear regression analysis were used to investigate the relationship between variables. For women, BMI strongly correlated with % BF (<i>r</i> = .73), whereas for males, AC showed high correlation with % BF (<i>r</i> = .73). With varying degrees of magnitude, there were significant correlations between all of the anthropometric indicators analyzed and % BF.</p>      <p><i>Keywords</i>: body composition, body mass index, abdomen circumference</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>      <p>A literatura tem apontado que a concentração de gordura na região abdominal,    independentemente da gordura corporal total, é fator determinante de múltiplos    distúrbios cardiovasculares e metabólicos (Goodpaster et al. 2005; Rexrode et    al., 1998; Silva, Barbosa, Oliveira, &amp; Guedes, 2006). O aumento excessivo    da gordura corporal está fortemente associado com o risco de morte (Wannamethee,    Shaper, Lennon, &amp; Whincup, 2007), representando assim, um dos maiores problemas    atuais de saúde pública (Cavalcanti, Carvalho, &amp; De Barros, 2009).</p>      <p>A absortometria radiológica de dupla energia (DXA) é um método bem estabelecido no meio científico, com acurácia e reprodutibilidade válida na estimativa da gordura corporal, no entanto, é uma técnica que requer elevado custo operacional e técnicos especializados (Ellis, 2000). Dessa forma, métodos indiretos como a mensuração de dobras cutâneas têm sido utilizados, por meio de equações de regressão para a estimativa da gordura corporal, tendo como vantagens a aplicabilidade em grandes grupos, rapidez, baixo custo operacional e ser um método não invasivo (Carvalho &amp; Pires Neto, 1999).</p>      <p>Ainda no contexto antropométrico, vários indicadores são propostos na literatura para a avaliação do estado nutricional, bem como o diagnóstico de riscos à saúde por conta de aumentos na gordura corporal. O índice de massa corporal (IMC), desenvolvido por Quetelet em 1871, é um dos procedimentos mais usados para avaliação do excesso de peso e obesidade em estudos epidemiológicos (NHLBI, 1998; Rech, Petroski, Silva, &amp; Silva, 2006). </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), além da massa corporal e da estatura, devem ser medidos a circunferência da cintura (CC) e circunferência do quadril (CQ), pois o aumento da deposição de gordura abdominal na população pode fornecer um indicador sensível (WHO, 1995). Entretanto, estudos apontam para perda da sensibilidade quando utilizado a razão cintura-quadril (RCQ) como indicador de risco, pois o quadril inclui a gordura subcutânea pélvica, a massa muscular e o tamanho do osso pélvico horizontal (Page et al., 2009). Uma alternativa proposta, ainda utilizando a CC, é a razão cintura-estatura (RCE), onde ocorre um ajuste da CC pela estatura (Flegal et al., 2009). A circunferência abdominal (CA) também tem sido utilizada como um indicador da distribuição central da gordura corporal (Alvarez, Vieira, Sichieri, &amp; Veiga, 2008). Nesse sentido, os indicadores antropométricos têm como objetivo refletir o excesso de gordura corporal, esse fato se torna importante pela praticidade na utilização desses indicadores por profissionais na área da saúde.</p>      <p>Os profissionais envolvidos em programas interdisciplinares para redução/controle da gordura corporal necessitam de ferramentas válidas para prescrever exercícios e monitorar a efetividade do programa em grandes grupos de praticantes, sobretudo quando o objetivo é a modificação na quantidade de gordura corporal (Costa, Guiselini, &amp; Fisberg, 2007). Assim pode-se hipotetizar que os indicadores antropométricos (IMC, CC, RCQ, RCE e CA) possuem relação com o percentual de gordura corporal (% GC) em frequentadores de academia de ambos os sexos.</p>      <p>Dessa forma, os objetivos do presente estudo foram: 1) verificar a utilidade dos indicadores antropométricos (IMC, CC, RCQ, RCE e CA) em frequentadores de academia de ambos os sexos; 2) analisar e comparar as diferenças dos indicadores entre as faixas etárias e sexos; e, 3) verificar a magnitude da relação entre os indicadores antropométricos com o %GC.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>MÉTODO</b></p>      <p><b>Amostra</b></p>      <p>Participaram do estudo 438 alunos praticantes de exercícios físicos de uma    academia de ginástica de Florianópolis/SC/Brasil, sendo 195 homens e 243 mulheres,    com idade média de 31.3 ± 8.1 anos e 32.2 ± 8.6 anos, respectivamente, com amplitude    de 18 a 50 anos de idade. Foram selecionados por procedimento não-probabilístico,    do tipo intencional, onde os alunos que realizavam exercícios resistidos por    no mínimo um mês passaram por uma rotina de avaliações de aptidão física, incluindo    a realização de medidas antropométricas. Esta pesquisa seguiu os princípios    éticos de respeito à autonomia das pessoas, apontados pela Resolução n° 196/1996,    do Conselho Nacional de Saúde. Todos os sujeitos que participaram do estudo    assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido.</p>      <p><b>Procedimentos</b></p>      <p>Foram mensuradas as variáveis de massa corporal e estatura por meio de uma balança eletrônica WELMY, modelo R-110 (precisão de .1 kg) e estadiômetro portátil SANNY, EUA (precisão de .1 cm), respectivamente, atendendo às padronizações sugeridas por Gordon, Chumlea e Roche (1991). As medidas de peso e estatura foram utilizadas para o cálculo do IMC, onde o peso (kg) é dividido pelo quadrado da estatura (m), utilizando-se os pontos de corte propostos pela WHO (1995).</p>      <p>A medida da CC foi realizada utilizando o procedimento descrito por Callaway et al. (1991), onde a fita inelástica é colocada horizontalmente, no seu menor perímetro. As medidas foram realizadas com a fita sobre a pele, todavia sem compressão dos tecidos. Foi utilizada uma fita métrica flexível com precisão de 1 mm. A RCE foi calculada por meio da razão da CC (cm) pela estatura (cm). </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A CQ foi mensurada com uma fita métrica, colocada horizontalmente em volta do quadril na parte mais saliente dos glúteos (Callaway et al., 1991). A RCQ foi obtida pela divisão da CC (cm) pela CQ (cm). A CA foi identificada em seu maior perímetro, não sendo necessariamente localizada sobre a cicatriz umbilical (Callaway et al., 1991). A fita foi colocada em torno do abdômen do avaliado, de trás para frente, mantendo-a no plano horizontal e após uma expiração normal.</p>      <p>Para a medida critério, foram mensuradas as dobras cutâneas com a utilização    de um plicômetro SANNY, modelo AD-1010 (precisão de 1 mm). Todas as dobras cutâneas    foram realizadas no hemicorpo direito do sujeito, seguindo o padrão descrito    por Harisson et al. (1991). Mensuraram-se três medições em todas as medidas    antropométricas, adotando-se a média como valor final, assim como foram realizadas    por um mesmo avaliador. A estimativa da densidade corporal foi obtida pelo modelo    de regressão proposto por Jackson e Pollock (1978) para homens, onde são mensuradas    três dobras cutâneas (peitoral, abdominal e coxa média). Para as mulheres foram    mensuradas as dobras cutâneas das regiões tricipital, supra-ilíaca e coxa média    (Jackson, Pollock, &amp; Ward, 1980). O cálculo do % GC foi realizado pela conversão    da densidade corporal utilizando a equação de Siri (1961).</p>      <p><b>Análise estatística</b></p>      <p>Empregou-se a análise descritiva (média, desvio-padrão e amplitudes) para apresentação inicial dos resultados. Verificou-se a distribuição normal dos dados por meio da análise gráfica dos histogramas. A comparação entre os sexos foi testada por meio do teste t de Student para amostras independentes, ainda, para testar a diferença entre as faixas etárias, utilizou-se a ANOVA one-way, seguido do post-hoc de Tukey. Para verificar a relação dos indicadores antropométricos com o % GC, utilizou-se a correlação linear de Pearson e a análise de regressão linear simples, respectivamente. Em todas as análises foi utilizado o pacote estatístico <i>Statistical Package for the Social Sciences</i> (SPSS), versão 15.0 para Windows, estabelecendo um nível de significância de 5%.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>RESULTADOS</b></p>      <p>Com o objetivo de visualizar as características da amostra avaliada, o quadro 1 apresenta os valores médios e desvios padrão dos participantes do estudo, estratificada por sexo e faixas etárias. Em todas as variáveis analisadas, houve diferenças significativas entre os sexos (<i>p</i> &lt; .05).</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><a href="/img/revistas/mot/v6n2/6n2a05q1.jpg" target="_blank">Quadro 1</a></p>      
<p><i>Valores médios e desvios padrão das características antropométricas dos    participantes do estudo</i></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>De acordo com a classificação do IMC proposta pela WHO (1995), verificou-se    uma frequência relativa de 42.1% dos sujeitos, do sexo masculino, sendo identificados    como eutróficos, 47.1% apresentaram sobrepeso e 10.8% obesidade. Em contrapartida,    para o sexo feminino, observou-se que 84.8% foram classificadas como eutróficas,    11.9% apresentaram sobrepeso e 3.3% obesidade.</p>      <p>O quadro 2 mostra os valores médios e desvios padrão dos indicadores antropométricos. Novamente foram encontradas diferenças significativas entre os sexos em todos indicadores antropométricos avaliados na pesquisa (<i>p</i> &lt; .05). </p>      <p>&nbsp;</p>      <p><a href="/img/revistas/mot/v6n2/6n2a05q2.jpg" target="_blank">Quadro 2</a></p>      
<p><i>Valores médios e desvios padrão dos indicadores antropométricos</i></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>A faixa etária de 40 a 50 anos apresentou diferença significante (<i>p</i> &lt; .05) para todos os indicadores antropométricos ao serem comparadas com as faixas etárias mais jovens, nas mulheres. Os resultados no sexo masculino mostraram que tanto a CC como RCE foi significantemente menor (<i>p</i> &lt; .05) para o grupo mais jovem comparado com as faixas etárias de 30 a 39 anos e 40 a 50 anos. Já a RCQ apresentou diferença significativa (<i>p</i> &lt; .05) em todos os grupos de homens, divididos por faixas etárias.</p>      <p>O quadro 3 apresenta os valores da correlação linear de Pearson e coeficientes de determinação entre o % GC com os indicadores antropométricos avaliados. Observa-se que o IMC foi o indicador que teve maior correlação com o % GC para as mulheres. Entretanto, para esse sexo, estratificado por faixas etárias nota-se uma aproximação muito grande na correlação entre o % GC com o IMC, CA, CC e RCE. Já para os homens, em todas as faixas etárias, a CA foi indicador antropométrico com mais forte relação com o % GC. A RCQ foi o indicador com menor relação com o % GC em ambos os sexos (quadro 3).</p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="/img/revistas/mot/v6n2/6n2a05q3.jpg" target="_blank">Quadro 3</a></p>      
<p><i>Coeficientes de correlação linear (r) e coeficientes de determinação (R<sup>2</sup>)    entre o % GC com os indicadores antropométricos</i></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>A figura 1 apresenta gráficos de dispersão, onde é possível verificar a disposição e tendências na relação entre o IMC e CA com o % GC, estratificados por sexo. Observa-se maior variabilidade dos respectivos indicadores antropométricos no sexo masculino, quando comparado ao feminino.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><i><a href="/img/revistas/mot/v6n2/6n2a05f1.jpg" target="_blank">Figura 1</a></i>. Gráfico de dispersão    entre o % GC e os indicadores antropométricos IMC e CA</p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>DISCUSSÃO</b></p>       <p>O principal objetivo deste estudo foi verificar a relação de diferentes indicadores antropométricos com a gordura corporal relativa em adultos frequentadores de academia de ambos os sexos. O achado mais importante do presente estudo foi evidenciar que todos os indicadores antropométricos tiveram uma correlação positiva e significante com o %GC, com ênfase, o IMC e a CA foram os indicadores que apresentaram maior força na relação, em mulheres e homens, respectivamente. Essa análise reforça a possibilidade de utilizar indicadores antropométricos como uma alternativa na avaliação e prescrição de exercícios em grupos de larga escala. A praticidade e o baixo custo na avaliação permitem uma maior amplitude no escopo de monitoramento do estado nutricional da população, auxiliando programas de intervenções a nível epidemiológico.</p>      <p>As medidas antropométricas são frequentemente utilizadas como indicadores da localização de gordura central, em estudos epidemiológicos, que visam identificar o risco para doenças cardiovasculares (Page et al., 2009). No entanto, ainda há discussões sobre a melhor medida para este fim, uma vez que um bom indicador de localização deveria associar-se de maneira independente de sexo, idade e adiposidade total, com os marcadores de risco para as doenças cardiovasculares (Alvarez et al., 2008).</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em estudo recente, Costa et al. (2007), identificaram a relação do % GC com o IMC em 799 frequentadores de academia com idade entre os 20 e os 50 anos (363 homens e 436 mulheres) e tiveram como resultados uma correlação maior entre as variáveis quando comparado ao atual estudo (<i>R</i><sup>2</sup> = .58 para homens e <i>R</i><sup>2</sup> = .68 para mulheres). Em adição, os dados também indicaram uma relação maior para as mulheres do que para os homens.</p>      <p>A diferença entre as correlações do % GC com o IMC entre homens e mulheres (<i>r</i> = .54 e <i>r</i> = .73, respectivamente) eram esperadas visto que os homens possuem uma maior quantidade de massa corporal magra comparado às mulheres. Nesse caso, com a utilização do IMC existe a possibilidade de diagnosticar falsos-positivos, ou seja, identificar indivíduos como sobrepeso e obesos enquanto eles possuem aumentos na massa corporal magra, indicando um diagnóstico inadequado. No entanto, não foi o objetivo do presente estudo testar a sensibilidade e especificidade dos pontos de corte.</p>      <p>Ao analisar o <a href="/img/revistas/mot/v6n2/6n2a05q3.jpg" target="_blank">quadro 3</a>    percebe-se que no sexo masculino, o IMC teve maior correlação com o % GC na    faixa etária de 40 a 50 anos (<i>r</i> = .71) do que as faixas etárias anteriores    (<i>r</i> = .49 para 18 a 29 anos e <i>r</i> = .55 para 30 a 39 anos). Com o    passar dos anos, especialmente dos 40 aos 60 anos de idade, ocorre, gradativamente,    um aumento do peso corporal e uma diminuição da estatura, explicada, em grande    parte, pela perda de massa óssea, o que influencia diretamente no IMC (Matsudo,    Matsudo, &amp; Barros Neto, 2000). Os autores acrescentam que o processo de    envelhecimento inclui um aumento da gordura corporal, diminuição da massa livre    de gordura e seus principais componentes (mineral, água, proteína e potássio),    diminuição da taxa metabólica de repouso, massa muscular esquelética e massa    óssea. Corroborado por um estudo longitudinal, no qual foi identificado aumento    na gordura corporal total em 54 homens e 75 mulheres com idade média de 60.4    ± 7.8 anos (Hughes et al., 2004).</p>      
<p>O IMC explicou, em média, 53% da variação do % GC nas mulheres e 29% nos homens. A correlação do IMC com o % GC foi mais forte na idade de 18 a 29 anos para as mulheres, explicando 62% da variação do % GC, e na faixa etária entre 40 e 50 anos para os homens, explicando 50% dessa variação, como já demonstrado anteriormente.</p>      <p>Ao analisar a relação do IMC e CC com a distribuição da gordura corporal, Janssen, Heymsfield, Allison, Kotler e Ross (2002) observaram correlações significantes e em magnitudes similares entre o IMC e CC com a gordura total, não abdominal e gordura subcutânea da região abdominal, em mulheres. Enquanto para os homens foram observadas as mesmas correlações com as medidas de gordura corporal, porém o IMC (<i>r</i> = .78) demonstrou maior correlação quando comparado a CC (<i>r</i> = .68), discordando do presente estudo, onde o IMC obteve correlações de menor magnitude, para o sexo masculino. Análises subsequentes da pesquisa supracitada identificaram que a CC, independente do sexo, apresentou correlações mais fortes com a gordura visceral do que o IMC.</p>      <p>A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO, 1998) aceita que a simples determinação da CC pode ser suficiente para categorizar, conforme o sexo, o risco de complicações metabólicas. Wang et al. (2003) realizaram comparações entre quatro protocolos utilizados para a mensuração da CC: imediatamente abaixo da última costela, menor circunferência da cintura, ponto médio entre a última costela e a crista ilíaca, e imediatamente acima da crista ilíaca. Os quatro protocolos testados apresentaram alta reprodutibilidade e foram correlacionados significantemente com a gordura corporal total, em ambos os sexos. Entretanto, quando realizada a correlação dos protocolos de CC com o % GC, somente foram encontradas relações significantes para o sexo feminino. Nesse sentido, os resultados discordaram parcialmente do atual estudo. Estas divergências podem, em parte, serem atribuídas às diferenças do método de mensuração da gordura corporal e às características da amostra (etnia e idade).</p>      <p>Na adiposidade central, a distribuição do tecido adiposo se dá preferencialmente no nível do tronco com a deposição aumentada na região intra-abdominal (Mancini, 2001). De um modo geral, os estudos utilizam a região da menor circunferência do tronco entre a última costela e a crista ilíaca para a medida da CC (Callaway et al., 1991). Entretanto, alguns autores usam a denominação e os pontos de corte da CC, mas aferem a medida na cicatriz umbilical (Daniels, Khoury, &amp; Morrison, 2000; Ribeiro, Gimeno, Andreoni, &amp; Ferreira, 2006). Porém, de acordo com Callaway et al. (1991), a localização desta medida seria para aferição da CA. Esta aparente confusão de padronizações pode gerar incoerências na interpretação de resultados referentes à utilização das medidas antropométricas de acúmulo de gordura central (Alvarez et al., 2008).</p>      <p>Ao analisar os dados da presente investigação, percebe-se que a CA, medida na maior circunferência do abdômen, não sendo necessariamente localizada sobre a cicatriz umbilical (Callaway et al., 1991), foi a mais correlacionada com o % GC nos homens (<i>r</i> = .73). Ao analisar por faixas etárias, entre os 40 e 50 anos de idade, a CA foi aquela com maior força na correlação com o % GC para as mulheres (<i>r</i> = .69). Assim, a CA explica 53% e 49% da variação do % GC em homens e mulheres, respectivamente. Sendo que para o sexo masculino, na faixa etária de 40 a 50 anos, esta variável explicou 66% da variação do % GC.</p>      <p>Na literatura revisada não se encontrou pontos de corte recomendados para discriminar CA com riscos a saúde, entretanto é possível supor que, em função da forte correlação entre CC e CA encontrada no presente estudo (<i>r</i> = .95 e <i>r</i> = .93, <i>p</i> &lt; .001, para homens e mulheres, respectivamente), os valores dos pontos de corte ideais para os dois parâmetros sejam próximos (Hasselmann, Faerstein, Werneck, Chor, &amp; Lopes, 2008). Nessa perspectiva, necessita-se de estudos que realizem pontos de corte para a CA, verificando se os valores ficariam realmente próximos do ponto de corte para a CC, visto que os resultados do atual estudo demonstraram que a medida desta variável foi aquela que melhor se relacionou e explicou as variações do % GC em homens, principalmente naqueles com faixa etária entre 40 e 50 anos.</p>      <p>Recentemente, a RCE tem sido proposta como uma alternativa no uso de indicadores antropométricos (Flegal et al., 2009). Nesse sentido, estudos têm demonstrado que a RCE está fortemente associada aos diversos fatores de risco coronariano (Ho, Lam, &amp; Janus, 2003; Lin et al., 2002; Pitanga &amp; Lessa, 2006). Huang et al. (2002) observaram que existe uma forte associação da RCE com hipertensão arterial, intolerância a glicose, diabetes e dislipidemias, ao avaliarem 38556 sujeitos de ambos os sexos.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Page et al. (2009) realizaram um estudo longitudinal para utilizar a RCE como preditor do risco coronariano entre as mulheres, e encontraram que a CQ, IMC e RCQ foram correlacionadas positivamente com a RCE. Os mesmos autores concluíram que a RCE é superior ao IMC para predizer a incidência doenças coronarianas entre mulheres de meia-idade e idosas, sendo comparável com a RCQ e CC.</p>      <p>Na investigação de Flegal et al. (2009) foram comparados o % GC (mensurados por meio da DXA) com os indicadores antropométricos (IMC, CC e RCE), em 12901 adultos, estratificados por faixa etária. Os autores observaram que em homens, o % GC foi mais correlacionado com a CC e RCE quando comparadas ao IMC. Em relação às mulheres, o % GC foi mais correlacionado com o IMC do que a CC. Na análise estratificada por faixa etária, o % GC foi significantemente mais correlacionado com a RCE quando comparada a CC, no grupo mais jovem de ambos os sexos (20 a 39 anos). Estes dados acima corroboram com o atual estudo, onde o % GC, para as mulheres, tendeu a ser levemente mais correlacionada com a RCE (<i>r</i> = .69) quando comparada com a CC (<i>r</i> = .67). No entanto, para os homens, a RCE e CC foram igualmente correlacionadas com o % GC (<i>r</i> = .67).</p>      <p>A medida da RCQ tem sido utilizada para revelar a distribuição da gordura corporal.    Pereira, Sichieri e Marins (1999) acrescentam que não há consenso sobre a definição    do que seja uma RCQ elevada. A implicação da realização desta medida está no    fato do quadril incluir a gordura subcutânea pélvica, a massa muscular e o tamanho    do osso pélvico horizontal (Flegal et al., 2009), dessa forma, causando confusões    para a avaliação da gordura corporal. Os resultados da correlação (<a href="/img/revistas/mot/v6n2/6n2a05q3.jpg" target="_blank">quadro    3</a>) demonstram que a RCQ foi o indicador com menor relação com o % GC dentre    os indicadores analisados, em ambos os sexos.</p>      
<p>Alvarez et al. (2008), ao associarem medidas antropométricas de localização de gordura central com os componentes da síndrome metabólica em adolescentes, verificaram que a RCQ foi a medida que apresentou a menor associação, não tendo efeito significativo para nenhuma das variáveis investigadas. </p>      <p>Pode-se destacar como limitação do presente estudo, o fato deste utilizar medidas duplamente indiretas (dobras cutâneas) para o estabelecimento da medida critério de gordura corporal, entretanto, no contexto da avaliação física em academias de ginástica, as medidas antropométricas são comumente utilizadas. Ainda pode-se destacar que os sujeitos do atual estudo foram selecionados por um procedimento não probabilístico em frequen-tadores de academia.</p>      <p>Os resultados aqui apresentados nos conduzem a concluir que existe uma relação positiva entre o % GC e os indicadores antropométricos analisados, sendo que o IMC e a CA apresentaram maior força nas correlações para o sexo feminino e masculino, respectivamente. Além disso, mostram que a RCE e CC são indicadores antropométricos que podem ser utilizados como alternativa da utilização da RCQ. Sugere-se que futuros estudos verifiquem se a combinação de indicadores antropométricos podem melhor explicar as variações no % GC.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>REFERÊNCIAS</b></p>      <p>Alvarez, M. M., Vieira, A. C. R., Sichieri, R., &amp; Veiga, G. V. (2008). Associação das medidas antropométricas de localização de gordura central com os componentes da síndrome metabólica em uma amostra probabilística de adolescentes de escolas públicas. <i>Arquivos Brasileiros de Endocrinologia e Metabologia, 52</i>(4), 640-657.</p>      <p>Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica -    ABESO (1998). <i>Consenso latino-americano em obesidade. </i>Consultado em 5    de Maio de 2009, a partir <a href="http://www.abeso.org.br/pdf/consenso.pdf" target="_blank">http://www.abeso.org.br/pdf/consenso.pdf</a></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Callaway, A. R., Chumlea, W. C., Bouchard, C., Himes, J. H., Lohman, T. G., Martin, A. D., et al. (1991). Circunferences. In T. G. Lohman, A. F. Roche, &amp; R. Martorell (Eds.), <i>Anthropometric standardization reference manual </i>(pp. 39-54). Champaign, IL: Human Kinetics.</p>      <p>Carvalho, A. B. R., &amp; Pires Neto, C. S. (1999). Composição corporal através dos métodos de pesagem hidrostática e impedância bioelétrica em universitários. <i>Revista Brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano, 1</i>(1), 18-23.</p>      <p>Cavalcanti, C. B. S., Carvalho, S. C. B., &amp; De Barros, M. V. G. (2009). Indicadores antropométricos de obesidade abdominal: Revisão dos artigos indexados na biblioteca SciELO. <i>Revista Brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano, 11</i>(2), 217-225.</p>      <p>Costa, R. F., Guiselini, M., &amp; Fisberg, M. (2007). Correlação entre porcentagem de gordura e índice de massa corporal de freqüentadores de academia de ginástica. <i>Revista Brasileira de Ciência e Movimento, 15</i>(4), 39-46.</p>      <p>Daniels, S. R., Khoury, P. R., &amp; Morrinson, J. A. (2000). Utility of different measures of body fat distribution in children and adolescents. <i>American Journal of Epidemiology, 152</i>, 1179-1184.</p>      <p>Ellis, K. J. (2000). Human body composition: In vivo methods. <i>Physiology Review, 80</i>, 649-680.</p>      <p>Flegal, K. M., Shepherd, J. A., Looker, A. C., Graubard, B. I., Borrud, L. G., Ogden, C. L., et al. (2009). Comparisons of percentage body fat, body mass index, waist circumference, and waist-stature ratio in adults. <i>American Journal of Clinical </i>, 500-558. </p>      <p>Goodpaster, B. H., Krishnaswami, S., Harris, T. B., Katsiaras, A., Kritchevsky, S. B., Simonsick, E. M., et al. (2005). Obesity, regional body fat distribution, and the metabolic syndrome in older men and women. <i>Archives of Internal Medicine, 165</i>, 777-783.</p>      <p>Gordon, C. C., Chumlea, W. C., &amp; Roche, A. F. (1991). Stature, recumbent length, and weight. In T. G. Lohman, A. F. Roche, &amp; R. Martorell (Eds). <i>Anthropometric standardization reference manual </i>(pp. 3-8). Champaign, IL: Human Kinetics. </p>      <p>Harrison, G. G., Buskirk, E. R., Carter, J. E. L., Johston, F. E., Lohman, T. G., Pollock, M. L., et al. (1991). Skinfold thickness and measurement technique. In T. G. Lohman, A. F. Roche, &amp; R. Martorell (Eds.), <i>Anthropometric standardization reference manual</i> (pp. 55-80). Champaign, IL: Human Kinetics.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Hasselmann, M. H., Faerstein, E., Werneck, G. L., Chor, D., &amp; Lopes, C. S. (2008). Associação entre circunferência abdominal e hipertensão arterial em mulheres: Estudo Pró-Saúde. <i>Caderno de Saúde Pública, 24</i>(5), 1187-1191. </p>      <p>Ho, S. Y., Lam, T. H., &amp; Janus, E. D. (2003). Waist to stature ratio is more strongly associated with cardiovascular risk factors than other simple anthropometric indices. <i>Annals of Epidemiology, 13</i>(10), 683-691. </p>      <p>Huang, K. C., Lin, W. Y., Lee, L. T., Chen, C. Y., Lo, H., Hsia, H. H., et al. (2002). Four anthropometric indices and cardiovascular risk factors in Taiwan. <i>International Journal of Obesity and Related Metabolic Disorders, 26</i>(8), 1060-1068. </p>      <p>Hughes, V. A., Roubenoff, R., Wood, M., Frontera, W. R., Evans, W. J., &amp; Fiatarone, M. A. (2004). Singh anthropometric assessment of 10-y changes in body composition in the elderly. <i>American Journal of Clinical Nutrition, 80</i>, 475-482. </p>      <p>Jackson, A. S., &amp; Pollock, M. L. (1978). Generalized equations for predicting body density of men. <i>British Journal of  Nutrition, 49</i>, 497-504.</p>      <p>Jackson, A. S., Pollock, M. L., &amp; Ward, A. N. N. (1980). Generalized equations for predicting body density of women. <i>Medicine and Science in Sports and Exercise, 12</i>(3), 175-182.</p>      <p>Janssen, I., Heymsfield, S. B., Allison, D. B., Kotler, D. P., &amp; Ross, R. (2002). Body mass index and waist circumference independently contribute to the prediction of nonabdominal, abdominal, subcutaneous, and visceral fat. <i>American Journal of Clinical Nutrition, 75</i>, 683-688.</p>      <p>Lin, W. Y., Lee, L.T., Chen, C.Y., Lo, H. O., Hsia, H. H., Liu, I. L., et al. (2002). Optimal cut-off values for obesity: Using simple anthropometric indices to predict cardiovascular risk factors in Taiwan<i>. International Journal of Obesity and Related Metabolic Disorders, 26</i>(9), 1232-1238.</p>      <p>Mancini, M. (2001). Obstáculos diagnósticos e desafios terapêuticos no paciente obeso. <i>Arquivos Brasileiros de Endocrinologia e Metabologia, 45</i>, 584-608.</p>      <p>Matsudo, S. M., Matsudo, V. K. R., &amp; Barros Neto, T. L. (2000). Impacto do envelhecimento nas variáveis antropométricas, neuromotoras e metabólicas da aptidão física. <i>Revista Brasileira de Ciência e Movimento, 8</i>(4), 21-32.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>National Heart Lung and Blood Institute - NHLBI (1998). Clinical guidelines on the identification, evaluation, and treatment of overweight and obesity in adults: Executive summary. <i>American Journal of Clinical Nutrition, 68</i>, 899-917.</p>      <p>Page, J. H., Rexrode, K. M., Hu, F., Albert, C. M., Chae, C. U., &amp; Manson, J. E. (2009). Waist-height ratio as a predictor of coronary heart disease among woman. <i>Epidemiology, 20</i>(3), 1-6.</p>      <!-- ref --><p>Pereira, R. A., Sichieri, R., &amp; Marins, M. R. (1999). Razão cintura/quadril como preditor da hipertensão arterial. <i>Caderno de Saúde Pública, 15</i>(2), 333-344.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1646-107X201000020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Pitanga, F. J. G., &amp; Lessa, I. (2006). Razão cintura-estatura como discriminador do risco coronariano de adultos. <i>Revista da Associação Médica Brasileira, 52</i>(3), 157-161. </p>      <p>Rech, C. R., Petroski, E. L., Silva, R. C. R., &amp; Silva, J. C. N. (2006). Indicadores antropométricos de excesso de gordura corporal em mulheres. <i>Revista  Brasileira de Medicina do Esporte, 12</i>(3), 119-124.</p>      <p>Rexrode, R. M., Carey, V. J., Hennekens, C. H., Walters, E. E., Colditz, G. A., Stampfer, M. J., et al. (1998). Abdominal adiposity and coronary heart disease in women. <i>The Journal of the American Medical Association, 280</i>, 1843-1848.</p>      <p>Ribeiro, A. B., Gimeno, S. G. A., Andreoni, S., &amp; Ferreira, S. R. G. (2006). Japanese Brazilian diabetes group: Should body mass index be adjusted for relative sitting height in cross-sectional studies of chronic diseases in Japanese-Brazilians? <i>Cadernos de Saúde Pública, 22</i>, 1691-1697.</p>      <p>Silva, J. L. T., Barbosa, D. S., Oliveira, J. A., &amp; Guedes, D. P. (2006). Distribuição centrípeta da gordura corporal, sobrepeso e aptidão cardiorrespiratória: Associação com sensibilidade insulínica e alterações metabólicas. <i>Arquivos Brasileiros de Endocrinologia &amp; Metabologia, 50</i>(6), 1034-1040.</p>      <p>Siri, W. E. (1961). Body composition from fluid spaces and density: Analysis of methods. In J. Brozek &amp; A. Henschel (Eds.), <i>Techniques for measuring body composition</i> (pp. 223-244). Washington, DC: National Academic of Science.</p>      <p>Wang, J., Thornton, J. C., Bari, S., Williamson, B., Gallagher, D., Heymsfield, S. B., et al. (2003). Comparisons of waist circumferences measured at 4 sites. <i>The American Journal of Clinical Nutrition, 77</i>(2), 379-382. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Wannamethee, S. G., Shaper, A. G., Lennon, L., &amp; Whincup, P. H. (2007). Decreased muscle mass and increased central adiposity are independently related to mortality in older men. <i>The American Journal of Clinical Nutrition</i>, 86 (5), 1339-1346.</p>      <p>World Health Organization - WHO. (1995). <i>Physical status: the use and interpretation    of anthropometry</i>. Geneve: Autor.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="0"></a><a href="#top0">Endereço para correspondência</a>: </p>     <p>Talita Grossl, Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Desportos    – Laboratório de Esforço Físico, Campus Universitário – Trindade, CEP: 88040-900,    Florianópolis, SC., Brasil.</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:talitagrossl@gmail.com">talitagrossl@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submetido: 13.09.2009 | Aceite: 30.03.2010</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sichieri]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Marins]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Razão cintura/quadril como preditor da hipertensão arterial]]></article-title>
<source><![CDATA[Caderno de Saúde Pública]]></source>
<year>1999</year>
<volume>15</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>333-344</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
