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<journal-title><![CDATA[Motricidade]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Edições Desafio Singular]]></publisher-name>
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<article-id>S1646-107X2011000300002</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Influência da dançaterapia na mobilidade funcional de crianças com paralisia cerebral hemiparética espástica]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Influence of dance therapy on the functional mobility of children with spastic hemiparetic cerebral palsy]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal de São Carlos  ]]></institution>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Sergipe  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim of this study was to investigate the influence of dance therapy on the functional mobility of children with spastic hemiparetic cerebral palsy. Ten female children (mean age 7.2 ± 1.2 years) diagnosed with cerebral palsy were included. In order to evaluate their functional mobility, standing (D) and walking, running and jumping (E) dimensions from GMFM were applied, and measurements were carried out in two phases: 1) control, six weeks without any motor intervention, and 2) activity, 18 sessions of dancing. Children were assessed three times: first, before the control phase, second, after the control phase, and third, at the end of the dancing phase. Kruskal-Wallis (p < .05) and Dunn tests (p < .05) were used. There were no changes in performance between the two first phases of evaluation (p = 1.00), however, at the end of the dancing phase a significant increase was measured in relation to D (p < .01) and E dimensions (p < .01). Results showed that dance therapy influences children's functional mobility.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[paralisia cerebral]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[dançaterapia]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Influência da dançaterapia na mobilidade funcional de crianças com paralisia    cerebral hemiparética espástica</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>D.C. Garção <sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup> Fisioterapeuta, Especialista em Intervenção em Neuropediatria    pela Universidade Federal de São Carlos – UFSCar; Mestre em Fisioterapia pela    Universidade Federal de São Carlos – UFSCar; Doutorando em Fisioterapia pela    Universidade Federal de São Carlos – UFSCar; Professor Adjunto Substituto de    Fisioterapia Neurofuncional da Universidade Federal de Sergipe – UFS, Brasil.</p>     <p><i><a name="top0"></a><a href="#0">Endereço para correspondência</a></i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O objetivo deste estudo foi investigar a influência da dançaterapia na mobilidade    funcional de crianças com paralisia cerebral hemiparética espástica. Participaram    10 crianças de sexo feminino, com idade média de 7.2 anos (&plusmn; 1.2 anos)    e diagnóstico de paralisia cerebral. Para avaliar a mobilidade funcional, utilizaram-se    as dimensões D (em pé) e E (andar, correr e pular) da escala GMFM. Foram realizadas    duas etapas, a primeira composta por seis semanas, em que as pacientes não eram    submetidas a intervenção motora (etapa controle), e a segunda composta por 18    sessões de dançaterapia. As crianças foram avaliadas três vezes durante a pesquisa,    sendo a primeira (I) antes da etapa controle; a segunda (II) após a fase controle;    e a terceira (III) ao término da aplicação da dançaterapia. Os dados das dimensões    D e E nas três avaliações foram analisados por meio do teste Kruskal-Wallis    (<i>p</i> &lt; .05), seguido do teste Dunn (<i>p</i> &lt; .05). Nas duas dimensões,    constatou-se que não houve mudança dos desempenhos entre a avaliação I e II    (<i>p</i> = 1.00), permanecendo os participantes com itens similares. Entretanto,    na avaliação III observou-se um aumento significativo em relação aos desempenhos    das avaliações I e II para a dimensão D (<i>p</i> &lt; .01) e E (<i>p</i> &lt;    .01). Os resultados demonstram que a dançaterapia propicia estímulos que influenciam    a mobilidade funcional.</p>     <p><i>Palavras-chave:</i> paralisia cerebral, reabilitação motora, dançaterapia</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Influence of dance therapy on the functional mobility of children with spastic    hemiparetic cerebral palsy</b></p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The aim of this study was to investigate the influence of dance therapy on    the functional mobility of children with spastic hemiparetic cerebral palsy.    Ten female children (mean age 7.2 &plusmn; 1.2 years) diagnosed with cerebral    palsy were included. In order to evaluate their functional mobility, standing    (D) and walking, running and jumping (E) dimensions from GMFM were applied,    and measurements were carried out in two phases: 1) control, six weeks without    any motor intervention, and 2) activity, 18 sessions of dancing. Children were    assessed three times: first, before the control phase, second, after the control    phase, and third, at the end of the dancing phase. Kruskal-Wallis (<i>p</i>    &lt; .05) and Dunn tests (<i>p</i> &lt; .05) were used. There were no changes    in performance between the two first phases of evaluation (<i>p</i> = 1.00),    however, at the end of the dancing phase a significant increase was measured    in relation to D (<i>p</i> &lt; .01) and E dimensions (<i>p</i> &lt; .01). Results    showed that dance therapy influences children's functional mobility.</p>     <p><i>Keywords:</i> cerebral palsy, motor rehabilitation, dance therapy</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A paralisia cerebral (PC) descreve um grupo de desordens do desenvolvimento    do movimento e postura, causando limitação da atividade, que são atribuídos    a distúrbios não progressivos que ocorrem no desenvolvimento do cérebro fetal    ou infantil até o segundo ano de vida pós-natal. As desordens motoras da PC    podem frequentemente estar acompanhadas por distúrbios sensoriais, percepção,    cognição, comunicação, comportamental, desordens epiléticas, dentre outros prejuízos    (B-Jan, 2006; Blair &amp; Watson, 2006; Stanley, Blair, &amp; Alberman, 2000).</p>     <p>A etiologia da PC é multifatorial e geralmente não é estabelecida, devido a    dificuldade de precisar a causa e o momento exato da lesão (Greenwood, Yudkin,    Sellers, Impey, &amp; Doyle, 2005). No entanto, a etiologia compreende aspectos    pré-natais (malformações do sistema nervoso central, infecções congênitas e    quadros de hipóxia), peri-natais (anóxia peri-natal) e pós-natais (meningites,    infecções, lesões traumáticas e tumorais) (Blair &amp; Watson, 2006; Cans et    al., 2007; Garne, Dolk, Krägeloh-Mann, Holst-Ravn, &amp; Cans, 2008).</p>     <p>O quadro clínico da PC é caracterizado por uma disfunção predominantemente    sensório-motora, com alterações do tônus muscular, da postura e da movimentação    voluntária e involuntária (Morris, Kurinczuk, Fitzpatrick, &amp; Rosenbaum,    2006). Dentre os tipos de alterações de tônus a forma espástica é a mais frequente,    sendo caracterizada por hipertonia muscular associada à persistência de reflexos    posturais primitivos que alteraram os padrões de movimento e todo o organograma    de aprendizagem e aquisição motora (Pato, Souza, &amp; Leite, 2002).</p>     <p>Topograficamente, a PC é classificada em tetraparética com acometimento simétrico    e equivalente nos 4 membros (40%), sendo estes casos os mais graves e de prognóstico    de reabilitação limitado; diparética com acometimento dos membros inferiores,    contudo, os membros superiores são levemente afetados, promovendo melhor prognóstico    e maior chance de aquisição de marcha (35%); e hemiparética no qual apenas um    dimídio corporal encontra-se alterado (25%) (Moura &amp; Silva, 2005).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Diante dos prejuízos ocasionados por essa patologia, a fisioterapia objetiva    estimular as aquisições motoras e minimizar as contraturas/deformidades, tornando    as crianças mais independentes possíveis. Existem diversos métodos para abordar    os pacientes com paralisia cerebral. Neste contexto, diversos estudos demonstraram    os benefícios da dançaterapia tanto nos aspectos cognitivos, como hiperatividade    e agressi-vidade, quanto nos aspectos físicos/motores, como flexibilidade, coordenação,    equilíbrio e mobilidade funcional (Pacchetti et al., 2000; Palo-Bengtsson, Winblad,    &amp; Ekman, 1998). Adicionalmente, estudos utilizando dança-terapia em indivíduos    com patologias neurológicas, como autismo e doença de Parkinson, relataram refinamento    e/ou aquisição de habilidades motoras (Erfer, 1995; Protas et al., 2005).</p>     <p>Diante do exposto, o objetivo desse estudo foi investigar a influência da dançaterapia    na mobilidade funcional de crianças com paralisia cerebral hemiparética espástica.    Assim, a compreensão dos fatores que influenciam as aquisições motoras é essencial    para a prática clínica, uma vez que a estrutura teórica poderá ser utilizada    para validar os métodos clínicos de avaliação e intervenção em pacientes com    distúrbios neuro-sensório-motores.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>MÉTODO</b></p>     <p><b>Amostra</b></p>     <p>Participaram deste estudo 10 crianças do sexo feminino, com idade média de    7.2 anos (&plusmn; 1.2 anos), diagnóstico de paralisia cerebral hemiparética    espástica (CID-10 G80.0) e nível III no <i>Gross Motor Function Classification    System</i> (GMFCS).</p>     <p>Foram excluídas as crianças que apresentavam distúrbios associados como retardo    mental, malformações congênitas, síndromes genéticas, alterações sensoriais    (i.e., visuais ou auditivas), bem como as que foram submetidas a procedimentos    cirúrgicos nos últimos 12 meses e mudança da dose de relaxante muscular durante    o período da pesquisa. Os critérios de inclusão foram: capacidade de compreender    ordens simples, possuir comprometimento topográfico apenas de um hemicorpo e    níveis de gravidade III definido pela <i>Gross Motor Function Classification    System</i> (GMFCS).</p>     <p>O presente estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa em Seres Humanos    da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e os responsáveis pela criança    assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido após serem informados    de todos os procedimentos de avaliação e intervenção fisioterapêutica durante    o estudo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Instrumentos</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A escala <i>Gross Motor Function Measure</i> (GMFM), criada por um grupo de    pesquisadores canadenses, é um instrumento padronizado voltado especialmente    para crianças com paralisia cerebral, que tem por finalidade mensurar a função    motora grossa e suas mudanças em um determinado período de tempo, focado no    quesito quantitativo. Essa ferramenta tem se mostrado útil como teste que preenche    os critérios de confiabilidade e validade para os fins acima relatados (Ketelaar    &amp; Vermeer, 1998; Mancini et al., 2002; Russel, Rosembaum, &amp; Cadman,    1989, 2002).</p>     <p>Totalizando 88 itens, o teste envolve cinco grandes áreas motoras denominadas    dimensões, as quais contemplam as seguintes habilidades: deitar e rolar (dimensão    A), sentar (dimensão B), gatinhar e ajoelhar (dimensão C), em pé (dimensão D),    e por fim, andar, correr e pular (dimensão E). Cada dimensão possui um número    específico de itens e a pontuação de cada item é determinada pela maior pontuação    adquirida dentro de três tentativas para atingir o objetivo da atividade. Com    o resultado de cada dimensão é possível determinar as áreas que necessitarão    maior enfoque terapêutico, denominadas áreas metas. Neste estudo, as áreas metas    avaliadas e selecionadas foram as dimensões D e E, em virtude dos sujeitos possuírem    nível III sendo capazes de andar em espaços internos e externos sobre superfícies    regulares usando aparelhos auxiliares de locomoção. Para a aplicação da escala,    foram utilizados como materiais uma bola pequena, carrinhos e bonequinhos, com    o objetivo de estimular ao máximo a criança e assim elucidar suas habilidades    motoras.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Procedimentos</b></p>     <p>O estudo foi dividido em duas etapas, sendo a primeira etapa constituída de    período controle, em que as crianças não foram submetidas a nenhum tipo de tratamento,    e a segunda etapa em que foi aplicado um protocolo de dançaterapia (a partir    desse ponto em diante serão tratados como primeira e segunda etapa). Foram realizadas    mensurações da função motora grossa das dimensões D (de pé) e E (andar/correr/pular)    com a escala GMFM antes da primeira etapa (I), após a primeira etapa (II) e    após a segunda etapa (III), realizadas sempre com os mesmos critérios e pelo    mesmo avaliador. O avaliador possuía formação e treinamento para aplicação da    GMFM.</p>     <p>Inicialmente, as crianças foram submetidas ao teste GMFM nas dimensões D e    E. Em seguida, foi iniciada a primeira etapa do estudo, composta por um período    de seis semanas que as pacientes não eram submetidas a nenhuma intervenção motora    (controle).</p>     <p>Após a primeira etapa, as crianças foram novamente submetidas às avaliações    das dimensões D e E da escala GMFM. A segunda etapa foi composta por três sessões    de 60 minutos durante seis semanas, totalizando 18 sessões de programa de exercícios    baseado em dança. As sessões foram elaboradas baseando-se nos conhecimentos    sobre dança de Laban, progressão qualitativa do movimento (PQM) e dançaterapia    de Fux. A dinâmica das sessões foi estruturada da seguinte maneira: No início    da sessão as crianças realizavam alongamento bilateral ativo-assistido dos músculos    dos membros superiores (bíceps braquial, tríceps, flexores e extensores do punho)    e membros inferiores (quadríceps, isquio-tibiais e solear) sendo realizadas    três séries de quinze segundos em cada músculo. Em seguida, foi aplicada a dançaterapia.    Durante a dançaterapia, foram realizadas atividades visando a aquisição/aprimoramento    da mobilidade funcional utilizando bastões, bolas e bancos; sendo realizadas    atividades individuais e grupos. Por fim, foram repetidos os mesmos exercícios    de alongamentos realizados no início da sessão.</p>     <p>Ao final das 18 sessões de tratamento, as crianças foram novamente submetidas    ao teste GMFM, seguindo os mesmos critérios da avaliação I e II.</p>     <p>As variáveis estudadas foram as pontuações das dimensões D e E da GMFM da primeira    avaliação (início da etapa I), segunda avaliação (final da etapa I) e a terceira    avaliação (após a etapa II). Os resultados foram comparados mediante os desempenhos    das três avaliações realizadas durante o estudo.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Análise Estatística</b></p>     <p>Os dados dos desempenhos funcionais de cada dimensão (D e E) do teste GMFM    das três avaliações (I, II e III) foram submetidos às análises de homogeneidade    (Levene) e normalidade (Shapiro-Wilk), seguidos por meio do teste Kruskal-Wallis    (<i>p</i> &lt; .05). O teste de comparações múltiplas utilizado foi o teste    de Dunn (<i>p</i> &lt; .05).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p>Os efeitos da dançaterapia são demonstrados nas Figuras 1 e 2, que apresentam    as percentagens dos desempenhos obtidos nas três avaliações para a dimensão    D (em pé) e dimensão E (andar, correr e pular). A Figura 1 demonstra os resultados    do desempenho da dimensão D nas três avaliações. Constata-se que não houve mudança    de desempenho da primeira para a segunda avaliação (<i>p</i> = 1.00), permanecendo    as participantes com itens similares nas mesmas. Entretanto, na terceira avaliação    observou-se aumento significativo em relação às performances anteriores para    a habilidade em pé (<i>p</i> &lt; .01).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/mot/v7n3/7n3a02f1.jpg"></p>     
<p><i>Figura 1</i>. Médias e desvio padrão (&plusmn; DP) das percentagens de desempenho    na dimensão D</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/mot/v7n3/7n3a02f2.jpg"></p>     
<p><i>Figura 2</i>. Médias e desvio padrão (&plusmn; DP) das percentagens de desempenho    na dimensão E</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Nota-se na Figura 2 que o comportamento motor na primeira avaliação da dimensão    E é apresentado na segunda avaliação da mesma dimensão, em que houve igualdade    dos desempenhos para os itens de habilidades motoras de andar, correr e pular    (<i>p</i> = 1.00). Contudo, na avaliação III, verificou-se um aumento significativo    em relação às avaliações I e II (<i>p</i> &lt; .01).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>DISCUSSÃO</b></p>     <p>Durante anos, o planejamento e execução do movimento voluntário foram relacionados    apenas a uma região específica do córtex e que cada movimento estava codificado    no córtex motor como um padrão de impulsos nervosos transmitido apenas pelo    trato cortiço-espinhal aos neurônios motores associados, a fim de produzir o    movimento desejado (Kottke &amp; Lehmann, 1994). Atualmente, vários estudos    sugerem que o movimento automático é resultado da integração de múltiplos sistemas,    e não apenas músculos e motoneurônios estão envolvidos, mas todos os elementos    do organismo participam conjuntamente para assegurar um resultado funcional    (Thelen, 1995). Entre esses elementos estão incluídos os sistemas sensoriais,    integrações de componentes neurais, suporte vegetativo, tais como a respiração    e a função cardíaca, e os elementos anatômicos (Newel, McDonald, &amp; Baillargeon,    1993).</p>     <p>A dança é uma abordagem corporal, com o objetivo de proporcionar e automatizar    novos movimentos, além de promover resultados no âmbito psicológico (Pratt,    2004). A dança-terapia é definida como o uso terapêutico do movimento que fornece    integração emocional, social, cognitivo e físico no indivíduo. Este método vem    sendo utilizado com o objetivo de reabilitar pessoas com prejuízo físico e/ou    psicológico (Xia &amp; Grant, 2009). A prática da dançaterapia busca estimular    a aquisição motora de forma lúdica e prazerosa, desenvolvendo habilidades, tanto    em indivíduos típicos, como em indivíduos com alguma patologia e/ou disfunção,    tornando-se uma ferramenta adequada para o tratamento de comprometimentos funcionais    e motores (Fux, 1988). Estudos utilizando tomografia por emissão de pósitrons    do encéfalo demons-traram que durante a realização da dançaterapia diversas    regiões, tais como o córtex pré-frontal, cerebelo e núcleos da base, são ativadas    devido às novas experiências motoras (ritmo, velocidade, coordenação e equilíbrio)    e emocionais (motivação, auto-estima e bem-estar) em que os praticantes são    expostos (Brown, Martinez, &amp; Parsons, 2006).</p>     <p>Diversos autores documentaram os efeitos da dançaterapia no sistema cardiorrespiratório    e redução da obesidade (Ahn, Im, Hong, &amp; Hur, 2007; Emery, Hsiao, Hill,    &amp; Frid, 2003; Noreau, Martineau, Roy, &amp; Belzile, 1995; Noreau, Moffet,    Drolet, &amp; Parent, 1997). No entanto, outros benefícios são observados com    a utilização dessa técnica. Lundy e McGuffin (2005) verificaram que a dançaterapia    reduz significativamente comportamentos agressivos em crianças com desordens    mentais. Outro estudo propõe efeitos positivos no desempenho cognitivo de idosos    com demência após 25 sessões de dançaterapia (1 sessão semanal) (Verghese, 2006).    No mesmo estudo, outro achado foi o aumento do tempo de balanço e diminuição    do tempo de apoio duplo nos indivíduos do grupo submetidos à dança, indicando    resultados benéficos desta técnica na marcha. Adicionalmente, idosos submetidos    a um programa de exercício baseado em dança obtiveram melhor equilíbrio (Escala    de Berg) e mobilidade funcional (Teste <i>Time “up and go”</i>) quando comparados    ao grupo que praticou exercícios físicos aeróbicos (Hackney, Kantorovich, Levin,    &amp; Earhart, 2007). A dançaterapia também melhorou a imagem corporal e auto-percepção    física em adolescentes (Burgess, Grogan, &amp; Burwitz, 2006). No presente estudo,    os resultados mostraram que a dançaterapia proporcionou benefícios na mobilidade    funcional de crianças com paralisia cerebral.</p>     <p>Em um contexto teórico, a abordagem dos sistemas dinâmicos abrange vários conceitos    da física, da matemática e da biologia. Essa abordagem aplicada ao desenvolvimento    motor é composta de vários pressupostos e princípios que tentam explicar como    ocorre o comportamento motor. Entre eles, estão os conceitos baseados em restrições,    exploração-seleção e auto-organização (Thelen, 1995).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As restrições referem-se aos elementos do organismo, da tarefa e do ambiente,    que influenciam ou delineiam a realização do comportamento motor. As restrições    do ambiente incluem fatores como a gravidade, a temperatura, meio (aquático/terrestre)    e barreiras arquitetônicas; as restrições da tarefa referem-se aos movimentos    que necessitam ser realizados para que o objetivo da tarefa seja atingido e    as restrições do organismo são limitações impostas por características motoras/físicas    da criança, que neste caso, é a lesão neurológica do tipo hemiplegia (Newel,    McDonald, &amp; Baillargeon, 1993).</p>     <p>Sendo assim, observando as alterações entre a segunda e a terceira avaliação    das dimensões D e E, percebe-se que a diminuição da influência das restrições    da tarefa, relacionada às características dos movimentos utilizados durante    a dançaterapia, modificaram as denominadas restrições e se tornaram fatores    favoráveis para a criança realizar os determinados movimentos nas habilidades    funcionais estudadas. Além disso, acredita-se que as semelhanças dos resultados    entre a primeira e a segunda avaliação podem estar associadas à manutenção das    restrições da tarefa; em virtude que após alteradas com a utilização da técnica    utilizada, a criança apresentou evolução. Tal pode ser explicado pelo sistema    motor mostrar adaptabilidade e flexibilidade na presença de mudanças biomecânicas    de propriedades motoras durante o desenvolvimento e em condições de diferentes    tarefas (Kottke &amp; Lehmann, 1994). Para Barela e Duarte (2006), as restrições    impostas na ação se auto-organizam de acordo com as circunstâncias impostas    por cada tarefa. Desse modo, acredita-se que as mudanças na tarefa promoveram    alterações no repertório motor da criança em virtude das novas experiências    sensoriais, motoras e emocionais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>CONCLUSÕES</b></p>     <p>Conclui-se que a dançaterapia é um método de tratamento que propicia estímulos    capazes de influenciar na aquisição da mobilidade funcional de crianças com    paralisia cerebral hemiparética espástica. Sugere-se a inclusão da dançaterapia    como recurso fitoterapêutico na rotina das clínicas de reabilitação e a realização    de uma abordagem multiprofissional que possa incluir essa técnica nos tratamentos    das crianças com PC, que tem como objetivo melhorar a mobilidade funcional.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERÊNCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>Ahn, H. Y., Im, S. B., Hong, K. J., &amp; Hur, M. H. (2007). 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Biomechanical characteristics of elderly    individuals walking on land and in water. <i>Journal of Electromyography and    Kinesiology, 28</i>, 446-454.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S1646-107X201100030000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>B-Jan, M. M. (2006). Cerebral palsy: Comprehensive review and update. <i>Annals    of Saudi Medicine, 26</i>(2), 123-132.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S1646-107X201100030000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Blair, E., &amp; Watson, L. (2006). Epidemiology of cerebral palsy. <i>Seminars    in Fetal &amp; Neonatal Medicine, 11</i>, 117-125.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S1646-107X201100030000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brown, S. B., Martinez, M. J., &amp; Parsons, L. M. (2006). <i>The neural basis    of human dance. Cerebral Cortex, 16</i>(8), 1157-1167.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S1646-107X201100030000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Burgess, G., Grogan, S., &amp; Burwitz, L. (2006). <i>Effects of a 6-week aerobic    dance intervention on body image and physical self-perceptions in adolescent    girls. Body Image, 3</i>(1), 57-66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S1646-107X201100030000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cans, C., McManus, V., Crowey, M., Guillem, P., Platt, M. J., Johnson, A.,    ... Surveillance of Cerebral Palsy in Europe Collaborative Group (2007). Cerebral    palsy of post-neonatal origin: Characteristics and risk factors. <i>Paediatric    and Perinatal Epidemiology, 18</i>, 214-220.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S1646-107X201100030000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Emery, C. F., Hsiao, E. T., Hill, S. M., &amp; Frid, D. J. (2003). Short-term    effects of exercise and music on cognitive performance among participants in    a cardiac rehabilitation program. <i>Heart Lung, 32</i>, 368-373.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S1646-107X201100030000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Erfer, T. (1995). <i>Treating children with autism: Dance and other expressive    art therapies</i>. New York: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S1646-107X201100030000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fux, M. (1988). <i>Programa de exercícios baseado em dança</i>. São Paulo:    Summus.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S1646-107X201100030000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Garne, E., Dolk, H., Krägeloh-Mann, I., Holst-Ravn, S., &amp; Cans, C. (2008).    Cerebral palsy and congenital malformations. <i>European Paediatric Neurology,    12</i>(2), 82-88.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S1646-107X201100030000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Greenwood, C., Yudkin, P., Sellers, S., Impey, L., &amp; Doyle, P. (2005).    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Functional motor abilities of children    with cerebral palsy: A systematic review of assessment measures. <i>Clinical    Rehabilitation, 12</i>, 369-380.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1646-107X201100030000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kottke, S., &amp; Lehmann, K. (1994). <i>Tratado de medicina física e reabilitação</i>.    São Paulo: Editora Manole.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1646-107X201100030000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lundy, H., &amp; McGuffin, P. (2005). Using dance/ movement therapy to augment    the effectiveness of therapeutic holding with children. <i>Journal of Child    and Adolescent Psychiatric Nursing, 18</i>(3), 135-145.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1646-107X201100030000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mancini, M. C., Fiusa, P. M., Rebelo, J. M., Magalhães, L. C., Coelho, Z. A.,    Paixão, M. L., ... Fonseca, S. T. (2002). 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Do the abilities of children with cerebral palsy explain their activities and    participation? <i>Developmental Medicine and Child Neurology, 48</i>(12), 954-961.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1646-107X201100030000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Moura, E. W., &amp; Silva, P. A. (2005). <i>Paralisia cerebral: Aspectos clínicos    e práticos da reabilitação</i>. São Paulo: Artes médicas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1646-107X201100030000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Newel, K. M., McDonald, P. V., &amp; Baillargeon, R. (1993). Body scale and    infant grip configurations. <i>Developmental Psychobiology, 26</i>(4), 195-205.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1646-107X201100030000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Noreau, L., Martineau, H., Roy, L., &amp; Belzile, M. (1995). Effects of a    modified dance-based exercise on cardiorespiratory fitness, psychological state    and health status of persons with rheumatoid arthritis. <i>American Journal    of Physical Medicine &amp; Rehabilitation, 74</i>(1), 19-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1646-107X201100030000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Noreau, L., Moffet, H., Drolet, M., &amp; Parent, E. (1997). 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The Gross Motor Function    Measure: A means to evaluate the effects of physical therapy. <i>Developmental    Medicine and Child Neurology Journal, 31</i>(3), 341-352.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1646-107X201100030000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Russel, D., Rosembaum, P., &amp; Cadman, D. (2002). <i>Gross Motor Function    Measure (GMFM-66 &amp; GMFM-88) user´s manual</i>. London: Mackeith Presse.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1646-107X201100030000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Stanley, F. J., Blair, R., &amp; Alberman, E. (2000). <i>Cerebral palsies:    Epidemiology and causal pathways</i>. London: Makeith Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1646-107X201100030000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Thelen, E. (1995). Motor development: A new synthesis. <i>American Psychologist,    50</i>(2), 79-95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1646-107X201100030000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Verghese, J. (2006). Cognitive and mobility profile of older social dancers.    <i>Journal of the American Geriatrics Society, 54</i>(8), 1241-1244.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1646-107X201100030000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Xia, J., &amp; Grant, T. J. (2009). Dance therapy for schizophrenia. <i>Cochrane    Database of Systematic Reviews, 21</i>(1). doi: 10.1002/14651858. CD006868.pub2&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S1646-107X201100030000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>Submetido: 13.09.2009 | Aceite: 11.09.2010</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i><a name="0"></a><a href="#top0">Endereço para correspondência</a>:</i> Diogo    Costa Garção, Rua Peru, 689, Ap. 04, Bairro Nova Estância, CEP: 13566-620, São    Carlos – SP, Brasil. <i>E-mail</i>: <a href="mailto:diogoufscar@yahoo.com.br">diogoufscar@yahoo.com.br</a></p>      ]]></body><back>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The effects of a multi agent obesity control program in obese school children]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Korean Academy of Nursing]]></source>
<year>2007</year>
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