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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Efeitos da música eletrônica nos sistemas neuromuscular, cardiovascular e parâmetros psicofisiológicos durante teste incremental exaustivo]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim of this study was to analyze the music effects on physiological and psychophysiological responses, as well as on the maximum power output attained during an incremental test. A sample of 10 healthy individuals (20.8 ± 1.4 years, 77.0 ± 12.0 kg, 179.2 ± 6.3 cm) participated in this study. It was recorded the electromyographic activity (muscles Rectus Femoris - RF and Vastus Lateralis - VL), heart rate (HR), rating of perceived exertion (RPE), ratings of perceived time (RPT) and the maximum power output attained (PMax) during music (WM) and without music (WTM) conditions. The individuals completed four maximal incremental tests (MIT) ramp-like on a cycle simulator with initial load of 100 W and increments of 10 W·min-1. The mean values of PMax between conditions WTM (260.5 ± 27.7 W) and WM (263.2 ± 17.2 W) were not statistically different. The comparison between the rates of increase of the values expressed in root-mean-square (RMS) and median frequency (MF) for both muscles (RF and VL) also showed no statistical difference, as well as HR, RPE and RPT. It is concluded that the use of the electronic music during an incremental test to exhaustion showed no effect on the analyzed variables for the investigated group.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Efeitos da música eletrônica nos sistemas neuromuscular, cardiovascular    e parâmetros psicofisiológicos durante teste incremental exaustivo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>B.P.C. Smirmaul <sup>1</sup>, J.L. Dantas <sup>2</sup>, E.B. Fontes <sup>1</sup>,    A.C. Moraes <sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup> Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Campinas – SP, Brasil.</p>     <p><sup>2</sup> Universidade Estadual de Londrina (UEL), Londrina – PR, Brasil.</p>     <p><i><a name="top0"></a><a href="#0">Endereço para correspondência</a></i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O objetivo do presente estudo foi analisar o efeito da música sobre respostas    fisiológicas e psicofisiológicas, assim como sobre a potência máxima alcançada    durante um teste incremental. Uma amostra de 10 indivíduos saudáveis (20.8 &plusmn;    1.4 anos, 77.0 &plusmn; 12.0 kg, 179.2 &plusmn; 6.3 cm) participou deste estudo.    Foram coletadas a atividade eletromiográfica (músculos Reto Femoral - RF e Vasto    Lateral - VL), a frequência cardíaca (FC), a percepção subjetiva de esforço    (PSE), a percepção subjetiva de tempo (PST) e a potência máxima alcançada (PMax)    durante as situações com música (CM) e sem música (SM). Os indivíduos completaram    quatro testes incrementais máximos (TIMax) do tipo rampa em um ciclossimulador    com uma carga inicial de 100 W e aumentos de 10 W&middot;min<sup>-1</sup>. As    médias dos valores de PMax entre as situações SM (260.5 &plusmn; 27.7 W) e CM    (263.2 &plusmn; 17.2 W) não apresentaram diferença significativa. A comparação    entre as taxas de aumento dos valores expressos em <i>root-mean-square</i> (RMS)    e frequência mediana (FM) para os dois músculos (RF e VL) também não apresentaram    diferença significativa, assim como a FC, PSE e PST. Conclui-se que a música    eletrônica durante um teste incremental até a exaustão não surtiu efeito sobre    as variáveis analisadas para o grupo investigado.</p>     <p><i>Palavras-chave</i>: eletromiografia, música, ciclismo, frequência cardíaca,    percepção de esforço</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Electronic music effects on neuromuscular and cardiovascular systems and    psychophysiological parameters during exhaustive incremental test</b></p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The aim of this study was to analyze the music effects on physiological and    psychophysiological responses, as well as on the maximum power output attained    during an incremental test. A sample of 10 healthy individuals (20.8 &plusmn;    1.4 years, 77.0 &plusmn; 12.0 kg, 179.2 &plusmn; 6.3 cm) participated in this    study. It was recorded the electromyographic activity (muscles Rectus Femoris    - RF and Vastus Lateralis - VL), heart rate (HR), rating of perceived exertion    (RPE), ratings of perceived time (RPT) and the maximum power output attained    (PMax) during music (WM) and without music (WTM) conditions. The individuals    completed four maximal incremental tests (MIT) ramp-like on a cycle simulator    with initial load of 100 W and increments of 10 W&middot;min<sup>-1</sup>. The    mean values of PMax between conditions WTM (260.5 &plusmn; 27.7 W) and WM (263.2    &plusmn; 17.2 W) were not statistically different. The comparison between the    rates of increase of the values expressed in root-mean-square (RMS) and median    frequency (MF) for both muscles (RF and VL) also showed no statistical difference,    as well as HR, RPE and RPT. It is concluded that the use of the electronic music    during an incremental test to exhaustion showed no effect on the analyzed variables    for the investigated group.</p>     <p><i>Keywords</i>: electromyography, music, cycling, heart rate, rating of perceived    exertion</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A psicofisiologia é um ramo da fisiologia que estuda a inter-relação entre    os fenômenos físicos e mentais (Random House, 2005). Segundo Cacioppo, Tassinary    e Berntson (2000), a psicofisiologia pode ser descrita como uma extensão natural    da anatomia e da fisiologia objetivando entender cientificamente o comportamento    e os processos humanos, inter-relacionando o corpo humano com o ambiente. Os    conceitos de psicofisiologia têm sido cada vez mais utilizados por pesquisadores    no ramo do esporte e do exercício, a fim de elucidar questões referentes aos    processos do sistema nervoso central e suas influências na atividade física    (Kayser, 2003; Noakes, St Clair Gibson, &amp; Lambert, 2005).</p>     <p>Dentre os vários aspectos da psicofisiologia, uma relação que tem sido abordada    é a influência da música no organismo humano. Essas investigações variam desde    estudos sobre o impacto na dor (Cepeda, Carr, Lau, &amp; Alvarez, 2006; Klassen,    Liang, Tjosvold, Klassen, &amp; Hartling, 2008), na recuperação de lesões (Sarkamo    et al., 2008), na cognição (Mammarella, Fairfield, &amp; Cornoldi, 2007), até    o impacto da música na atividade física (Etzel, Johnsen, Dickerson, Tranel,    &amp; Adolphs, 2006; Karageorghis, Jones, &amp; Stuart, 2008; Khalfa, Roy, Rainville,    Dalla Bella, &amp; Peretz, 2008). Simpson e Karageorghis (2006) mencionam que    a música é um recurso de motivação e inspiração muito valioso no campo do esporte    e do exercício. Considerando ainda que a fadiga possa ser vista como uma percepção    sensorial, muito além de apenas um evento físico (St Clair Gibson &amp; Noakes,    2004), a música poderia, de alguma forma, alterar seu processo, retardando o    ritmo de sua instalação.</p>     <p>A utilização de músicas do tipo “eletrônica” pela maioria das academias parte    de encontro com os achados de Karageorghis, Jones e Low (2006), que constataram    uma significante preferência pelas músicas rápidas (140 bpm), comparado às médias    (120 bpm) e lentas (80 bpm). Diversos estudos revelaram mudanças psicofisiológicas    no organismo perante a música (Boutcher &amp; Trenske, 1990; Copeland &amp;    Franks, 1991; Karageorghis &amp; Terry, 1997; Lee, 1989; Lucaccini &amp; Kreit,    1972), sendo a Teoria da Atenção Restrita (Hernandez-Peon, Brust-Carmona, Penaloza-Rojas,    &amp; Bach-Y-Rita, 1961) uma das mais citadas para explicar essas mudanças.    Segundo essa teoria, a quantidade de estímulos que podem ser processados em    um único momento pelo sistema nervoso é limitada. Sendo assim, uma música estimulante    e/ou agradável poderia inibir as sensações “desagradáveis” associadas à fadiga    (Tenenbaum et al., 2004), diminuindo a atenção do indivíduo a essas sensações    e consequentemente aumentando a motivação para a tarefa e protelando o ponto    de exaustão.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A música se tornou elemento indispensável para a maioria dos praticantes de    atividade física, principalmente dentro de academias de ginástica. O aumento    da utilização dos aparelhos musicais portáteis permite que muitos usufruam desse    instrumento durante a prática de exercícios físicos. Apesar dessa massiva utilização    e aumento do interesse de pesquisadores nessa área, os efeitos da música durante    o exercício têm sido estudados principalmente analisando-se a percepção de esforço    (campo psicológico) e as respostas cardíacas (campo fisiológico) (Karageorghis    et al., 2006; Karageorghis &amp; Terry, 1997; Yamashita, Iwai, Akimoto, Sugawara,    &amp; Kono, 2006).</p>     <p>No entanto, dentro do nosso conhecimento, pouco se sabe sobre as respostas    do sistema neuromuscular nessa situação. Diante da perspectiva supracitada sobre    o efeito ergogênico da música, relacioná-la com parâmetros neuromusculares pode    ampliar e trazer novos achados a respeito dos efeitos da música no exercício,    esclarecendo melhor como se dá essa influência.</p>     <p>Assim, o objetivo do presente estudo foi analisar o efeito ergogênico da música    sobre as respostas fisiológicas (sinal eletromiográfico - EMG e frequência cardíaca),    psicofisiológicas (percepção subjetiva de esforço e percepção subjetiva de tempo)    e desempenho (potência máxima) alcançado durante a realização de um teste incremental    exaustivo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>MÉTODO</b></p>     <p><b>Amostra</b></p>     <p>Participaram do estudo 10 voluntários saudáveis (20.8 &plusmn; 1.4 anos, 77.0    &plusmn; 12.0 kg, 179.2 &plusmn; 6.3 cm), sem histórico de lesões musculares    nos membros inferiores nos seis meses anteriores ao experimento. Os voluntários    eram fisicamente ativos (2-4 sessões semanais de atividades físicas recreacionais),    porém, não treinados. Todos foram orientados a se alimentarem e se hidratarem    normalmente no período anterior aos testes, não ingerindo qualquer tipo de bebida    que pudesse afetar o rendimento (bebidas energéticas, alcoólicas, cafeinadas,    etc.) e também a não praticarem exercícios físicos vigorosos nas 24 horas precedentes    aos testes.</p>     <p>Todos os voluntários assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido,    após serem devidamente informados sobre os detalhes e procedimentos do presente    estudo, o qual foi previamente aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa (CEP)    da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Universidade Estadual de Campinas    (UNICAMP) sob protocolo número 626/2008, de acordo com as normas da Resolução    196/96 do Conselho Nacional de Saúde sobre pesquisa envolvendo seres humanos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Instrumentos e Procedimentos</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Delineamento Experimental</i></p>     <p>As coletas do presente estudo foram realizadas durante um período de seis semanas.    Após um aquecimento de um minuto no ciclossimulador a 150 W, os indivíduos realizaram,    em dias diferentes, quatro testes incrementais máximos (TIMax) do tipo rampa    em um ciclossimulador modelo CompuTrainer DYNAFIT&trade; (RacerMate&reg;, Seattle,    WA, USA) com uma carga inicial de 100 W e aumentos de 10 W&middot;min<sup>-1</sup>,    até a exaustão voluntária ou incapacidade de manter a cadência estipulada de    60 rotações por minuto (rpm) por mais de cinco segundos.</p>     <p>Os dois primeiros TIMax tiveram como objetivo a familiarização com os procedimentos,    sendo que um foi realizado com música (CM) e o outro sem música (SM). O terceiro    e o quarto TIMax também consistiram das mesmas duas situações (CM e SM). Tanto    a ordem dos testes de familiarização, como dos dois últimos foi contrabalanceada.</p>     <p>Os indivíduos foram orientados a se concentrarem para pedalar o maior tempo    possível, uma vez que não houve estímulo verbal durante nenhuma das condições    de teste, visando evitar outro fator influenciador na motivação dos voluntários,    além da música. Ajustes de altura no ciclossimulador foram reproduzidos durante    todos os testes, evitando assim interferência nos resultados (Ashe et al., 2003).</p>     <p>As músicas utilizadas foram do gênero “eletrônico”, comumente usadas em academias,    e utilizou-se o software Audacity&reg; 1.3.3 (Microsoft Windows) para garantir    uma batida superior a 130 bpm. Todos os testes da situação CM foram realizados    com a mesma sequência de músicas e intensidade de som. Foi utilizado um fone    de ouvido Headset Profissional (Bright, USA). O intervalo entre cada teste para    um mesmo indivíduo foi de, no mínimo, 48 horas.</p>     <p>Durante todos os testes foram coletados: a atividade eletromiográfica (ver    Coleta e Processamento das Variáveis), a frequência cardíaca (FC), a percepção    subjetiva de esforço (PSE), a percepção subjetiva de tempo (PST) e a potência    máxima alcançada (PMax).</p>     <p>A FC foi aferida com um cardio-frequencímetro da marca Polar, modelo S810I    (POLAR&reg;, Finlândia).</p>     <p>A PSE foi aferida a cada dois minutos de teste através da escala de 15 pontos    (6-20) de Borg (Borg, 1982), que foi fixada em frente aos voluntários, objetivando    a fácil visualização pelos mesmos. Para todos os experimentos os voluntários    foram instruídos a responder a questão: “O quão intenso está a tarefa neste    momento?” (Borg, 1970; Garcin, Fleury, Mille-Hamard, &amp; Billat, 2005). Os    valores para percepção extremamente fácil (7) e o valor extremamente difícil    (19) serviram de âncora para a instrução dos voluntários.</p>     <p>Já a PST foi aferida através de uma pergunta (“Quanto tempo acha que passou    desde o início do teste?”). Vale ressaltar que os indivíduos não possuíam acesso    a nenhuma informação (tempo decorrido e FC).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Coleta e Processamento das Variáveis</i></p>     <p>Foram analisados os sinais eletro-miográficos dos músculos Reto Femoral (RF)    e Vasto Lateral (VL), dois importantes músculos solicitados durante o ciclismo    (Lucia, Sanchez, Carvajal, &amp; Chicharro, 1999). Para a coleta dos sinais    eletromiográficos foi utilizado um eletromiógrafo da marca BIOPAC (BIOPAC System,    Inc., Santa Barbara, CA, USA), modelo MP150, contendo 16 canais. A frequência    de aquisição dos sinais eletromiográficos foi estabelecida em 2000 Hz e o filtro    passa-banda aplicado foi de 20-500 Hz. Os limites de entrada dos sinais foram    estabelecidos em &plusmn; 5 mV. Para a captação e processamento dos sinais foi    utilizado o software AcqKnowledge 3.8.1 (BIOPAC System, Inc., Santa Barbara,    CA, USA). Inicialmente, foi realizada assepsia dos locais utilizando álcool,    seguido de curetagem para reduzir a impedância da pele. Para a coleta dos sinais    eletromiográficos foram utilizados eletrodos ativos (BIOPAC System, Inc., Santa    Barbara, CA, USA) modelo TSD 150B (CMRR - relação de rejeição do modo comum    &gt; 95 dB), que foram dispostos nos músculos analisados conforme posicionamento    de referência descrito por Hermens, Freriks, Disselhorst-Klug e Rau (2000).</p>     <p>Para o músculo RF, o eletrodo foi posicionado no ponto mediano da distância    entre a crista ilíaca ântero-superior e a borda superior da patela, e para o    músculo VL, foi utilizado o ponto localizado a dois terços da distância entre    a crista ilíaca ântero-superior e a borda lateral da patela. Os eletrodos foram    colocados nos músculos do membro direito do voluntário, sendo a distância intereletrodos    fixada em dois centímetros (centro a centro). Foi utilizada fita adesiva (Transpore,    3M do Brasil, Inc.) para a fixação dos eletrodos sobre a pele. O eletrodo de    referência (terra) foi posicionado na protuberância óssea do acrômio do lado    direito do voluntário.</p>     <p>Após coletados, os dados foram filtrados e expressos em <i>root mean square</i>    (RMS) e frequência mediana (FM). Cada ponto foi calculado a partir de uma média    a cada período de dois minutos. Para o cálculo da FC foram utilizados os 15    segundos precedentes e posteriores a cada período de dois minutos de teste,    totalizando 30 segundos em cada amostragem (ex: para o primeiro ponto, utilizava-se    do tempo 1:45 ao 2:15, para o segundo ponto, do tempo 3:45 ao 4:15, e assim    por diante). Anotaram-se os valores da taxa de aumento (SLOPE) e coeficiente    de explicação (R<sup>2</sup>) das variáveis EMG, obtidos por meio de regressão    linear dos pontos em relação ao tempo, adquirindo assim, uma informação global    do comportamento de cada variável ao longo de todo o teste, sendo o mesmo feito    para a análise da FC.</p>     <p>O mesmo procedimento também foi realizado para as outras variáveis (PSE e PST),    porém com os valores obtidos a cada dois minutos para PSE, enquanto para a PST    os períodos eram de três em três minutos. Para mascarar o efeito da temporização    da sequência de perguntas nas respostas de PST, a PSE era solicitada também    em momentos variados, fora do período de dois minutos, porém, essas não eram    anotadas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Análise Estatística</b></p>     <p>Primeiramente os dados foram submetidos à estatística descritiva. Posteriormente    foi aplicado o teste de Shapiro-Wilk para testar a normalidade dos dados.</p>     <p>Para comparação da PMax entre as situações CM e SM, assim como para comparação    entre os SLOPES das variáveis RMS, FM, FC, PSE e PST, foi utilizado o teste    t de Student para amostras dependentes.</p>     <p>Os dados de desempenho (PMax) foram expressos em média e desvio padrão (<i>M</i>    &plusmn; <i>DP</i>), enquanto os dados fisiológicos e psicofisiológicos foram    expressos em média, erro padrão (EP), valor mínimo e máximo. O coeficiente de    determinação (R<sup>2</sup>) da regressão para determinação dos coeficientes    de inclinação (SLOPE) das variáveis analisadas também foi utilizado para demonstrar    a explicação compartilhada da variação dos índices fisiológicos em relação ao    tempo em teste, permitindo verificar se a música influenciaria a dispersão da    relação entre as variáveis. Os dados de R<sup>2</sup> das variáveis RMS, FM,    FC, PSE foram contrastados por meio de teste t de Student para amostras dependentes,    e para a variável PST foi utilizado o teste não-paramétrico de Wilcoxon.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O nível de significância adotado foi de <i>p</i> &lt; .05.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p>As médias dos valores de PMax entre as situações não apresentaram diferença    estaticamente significante (<i>p</i> &lt; .05) (Figura 1).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/mot/v7n3/7n3a03f1.jpg"></p>     
<p><i>Figura 1.</i> Valores da potência máxima alcançada (PMax) durante os TIMax    nas condições sem música (SM) e com música (CM)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A comparação entre os SLOPES das variáveis RMS e FM para os dois músculos (RF    e VL) também não apresentaram diferença significativa, assim como a FC, PSE    e PST (<i>p</i> &gt; .05) (ver Tabela 1). De todos os voluntários (<i>n</i>    = 10), apenas o sinal do músculo RF de um sujeito teve que ser retirada, devido    à má qualidade do sinal. Não houve diferença significativa para nenhuma comparação    de SLOPES entre as situações SM e CM (<i>p</i> &gt; .05).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tabela 1</p>     <p><i>Taxa de aumento (SLOPE) expressos em média, erro-padrão (EP), mínimo, máximo    e R<sup>2</sup> das variáveis RMS (mV.2min<sup>-1</sup>) e FM (Hz.2min<sup>-1</sup>)    para os músculos (RF) e (VL), FC (bpm.2min<sup>-1</sup>), PSE (PSE.2min<sup>-1</sup>)    e PST (segundos.3min<sup>-1</sup>), para as condições com música (CM) e sem    música (SM)</i></p>     <p><img src="/img/revistas/mot/v7n3/7n3a03t1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>DISCUSSÃO</b></p>     <p>Há divergência na literatura quanto ao efeito ergogênico da música em exercícios    de moderada a alta intensidade (Nakamura, Pereira, Papini, Nakamura, &amp; Kokubun,    2010), acarretando em um prolongamento do exercício, o que em nosso estudo seria    representado por uma PMax superior na condição CM. Com esse prolongamento, poderia    haver mudanças nos parâmetros relacionados com a exaustão e tolerância ao exercício    (EMG, FC, PSE e PST). Porém, os resultados do presente estudo demonstraram que    isso não ocorreu. Os resultados indicam que a música eletrônica não alterou    o desempenho entre as duas situações estudadas. Segundo a Teoria da Atenção    Restrita de Hernandez-Peon et al. (1961), o cérebro possui uma quantidade limitada    de informações que podem ser processadas ao mesmo tempo e, a música, acabaria    por inibir sensações “desagradáveis” resultante do exercício físico, atenuando    a sensação de esforço do indivíduo. Essa teoria tem sido utilizada para explicar    os efeitos da música durante o exercício físico (Karageorghis &amp; Terry, 1997;    Szmedra &amp; Bacharach, 1998). Nossa hipótese era de que com uma atenuação    da sensação de esforço, um prolongamento do exercício poderia ocorrer, causando    assim, mudanças não apenas sensoriais, mas também metabólicas. Ao contrário    de Szmedra e Bacharach (1998) que encontraram diminuição significativa da PSE    durante um protocolo submáximo a 70% do VO<sub>2</sub>máx com a utilização de    música, o presente estudo não demonstrou efeito da música nesta variável. Boutcher    e Trenske (1990) também encontraram redução da PSE com utilização de música,    porém, apenas para a intensidade mais leve. Durante as intensidades moderada    e pesada, a música não surtiu efeito sobre a PSE. O fato do presente estudo    não verificar nenhuma alteração nas respostas da PSE pode dar-se pelo fato de    que, apesar dos voluntários relatarem se sentirem mais motivados para pedalar    com música, nosso protocolo consistiu em um teste incremental até a exaustão,    em que provavelmente o constante aumento da carga impossibilitou que a música    exercesse algum tipo de efeito ergogênico.</p>     <p>Quanto à FC, Szmedra e Bacharach (1998) também encontraram significante diminuição    em determinados pontos durante o protocolo aplicado com música. Já nosso estudo    não encontrou diferença entre os SLOPES de FC. Uma possibilidade para o ocorrido,    é que utilizamos música do gênero “eletrônica”, com batidas rápidas, enquanto    Szmedra e Bacharach (1998) utilizaram música clássica para seu protocolo. Essa    diferença de gênero musical pode ter forte influência nas respostas geradas    pela música, sendo um fator muito importante, como frisado no artigo de revisão    de Karageorghis e Terry (1997). Outra variável analisada nesse estudo foi a    PST, a fim de explorar se a música poderia causar algum efeito na percepção    de tempo dos indivíduos. Caso houvesse alguma mudança nessas respostas, poderíamos    ver na música uma possibilidade de “enganar” o cérebro, fazendo o sujeito achar    que ficou menos tempo na situação com música, quando na verdade ficou o mesmo    tempo. Entretanto, os resultados mostraram que PST não foi diferente para as    duas situações. Essa variável pode servir, em estudos futuros, como mais uma    fonte de informação para avaliação subjetiva de percepção durante diferentes    protocolos.</p>     <p>A inovação deste estudo se deu na análise do comportamento do sistema neuromuscular    durante o exercício físico com e sem utilização da música. O efeito ergogênico    da música sobre o comportamento da RMS ou da FM não foi confirmada, assim como    sobre o desempenho. Apesar disso, os resultados deste estudo permitem um passo    importante na compreensão dos efeitos da interação entre o comportamento do    sistema neuromuscular e a música durante exercício. Nossos dados, comparado    com os estudos anteriormente citados, permitem supor que exista uma dependência    da tarefa para que ocorra o efeito da música no sistema nervoso central. Cargas    submáximas constantes podem permitir que em alguns momentos a música possa competir    com as informações fisiológicas advindas das alterações ocasionadas pelo exercício,    provocando um decréscimo no ritmo de aumento da PSE (Hutchinson &amp; Tenenbaum,    2007; Tenenbaum et al., 2004). Um atraso na chegada da percepção máxima durante    o exercício submáximo de carga constante permitiria o indivíduo prolongar o    tempo de exaustão. Entretanto, testes incrementais como o utilizado nesse estudo    pode vir a impedir a competição seletiva pelo processa-mento da informação no    sistema nervoso central, devido aos constantes aumentos de carga e desafio imposto    aos sistemas corporais. É demonstrado na literatura que a intensidade da carga    de exercício é fator importante para a acima referida competição seletiva de    infor-mações (Hutchinson &amp; Tenenbaum, 2007). Nossos dados sustentam esta    afirmação.</p>     <p>Tendo em vista o protocolo experimental alvo do presente trabalho, podemos    concluir que a utilização da música de gênero “eletrônica” durante um teste    incremental até a exaustão não surtiu efeito sobre as variáveis analisadas,    apesar dos voluntários relatarem maior motivação nessa situação. Esse tipo de    música é comumente utilizado em academias, em que diversas pessoas se exercitam    ouvindo a mesma música. Sugere-se maior preocupação com os quatro fatores mencionados    em uma recente revisão de Terry e Karageorghis (2006), que podem ser fundamentais    na hora se de escolher uma música para a prática esportiva: ritmo, musicalidade,    impacto cultural, e associação. Nakamura et al. (2010) mostraram que o gosto    musical afeta a presença ou não do efeito ergogênico por ela provocada. Ao se    exercitar com músicas de seu agrado, os sujeitos tiveram maior desempenho quando    comparado às músicas que eles não gostavam. Utilizamos uma mesma sequência de    música para todos, o que pode também ter influenciado os resultados, devido    a diferentes gostos pessoais. Futuros estudos com maior cautela nesse ponto,    assim como utilização de diferentes protocolos devem ser feitos para elucidar    cada vez mais os mecanismos pelos quais a música age no ser humano durante a    prática esportiva.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>REFERÊNCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>Ashe, M. C., Scroop, G. C., Frisken, P. I., Amery, C. A., Wilkins, M. A., &amp;    Khan, K. M. (2003). Body position affects performance in untrained cyclists.    <i>British Journal of Sports Medicine, 37</i>(5), 441-444.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S1646-107X201100030000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Borg, G. (1970). Perceived exertion as an indicator of somatic stress. <i>Scandinavian    Journal of Rehabilitation Medicine, 2</i>(2), 92-98.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S1646-107X201100030000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Borg, G. (1982). Psychophysical bases of perceived exertion. <i>Medicine &amp;    Science in Sports &amp; Exercise, 14</i>(5), 377-381.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S1646-107X201100030000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Boutcher, S. H., &amp; Trenske, M. (1990). The effects of sensory deprivation    and music on perceived exertion and affect during exercise. <i>Journal of Sport    and Exercise Psychology, 12</i>(2), 167-176.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S1646-107X201100030000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cacioppo, J. T., Tassinary, L. G., &amp; Berntson, G. G. (2000). <i>Handbook    of psychophysiology</i> (3rd ed.). New York: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S1646-107X201100030000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cepeda, M. S., Carr, D. B., Lau, J., &amp; Alvarez, H. (2006). Music for pain    relief. <i>Cochrane Database Systematic Reviews, 2</i>. doi: 10.1002/14651858.    CD004843.pub2&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S1646-107X201100030000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Copeland, B. L., &amp; Franks, B. D. (1991). Effects of types and intensities    of background music on treadmill endurance. <i>Journal of Sports Medicine and    Physical Fitness, 31</i>(1), 100-103.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S1646-107X201100030000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Etzel, J. A., Johnsen, E. L., Dickerson, J., Tranel, D., &amp; Adolphs, R.    (2006). Cardiovascular and respiratory responses during musical mood induction.    <i>International Journal of Psycho-physiology, 61</i>(1), 57-69.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S1646-107X201100030000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Garcin, M., Fleury, A., Mille-Hamard, L., &amp; Billat, V. (2005). Sex-related    differences in ratings of perceived exertion and estimated time limit. <i>International    Journal of Sports Medicine, 26</i>(8), 675-681.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S1646-107X201100030000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hermens, H. J., Freriks, B., Disselhorst-Klug, C., &amp; Rau, G. (2000). Development    of recommen-dations for SEMG sensors and sensor placement procedures. <i>Journal    of Electro-myography and Kinesiology, 10</i>(5), 361-374.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S1646-107X201100030000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Hernandez-Peon, R., Brust-Carmona, H., Penaloza-Rojas, J., &amp; Bach-Y-Rita,    G. (1961). The efferent control of afferent signals entering the central nervous    system. <i>Annals of the New York Academy of Sciences, 89</i>, 866-882.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S1646-107X201100030000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hutchinson, J. C., &amp; Tenenbaum, G. (2007). Attention focus during physical    effort: The mediating role of task intensity. <i>Psychology of Sport and Exercise,    8</i>(2), 223-245.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S1646-107X201100030000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Karageorghis, C., &amp; Terry, P. C. (1997). The psychophysical effects of    music in sport and exercise. <i>Journal of Sport Behavior, 20</i>(1), 54-68.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S1646-107X201100030000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Karageorghis, C., Jones, L., &amp; Low, D. C. (2006). Relationship between    exercise heart rate and music tempo preference. <i>Research Quarterly for Exercise    and Sport, 77</i>(2), 240-250.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S1646-107X201100030000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Karageorghis, C., Jones, L., &amp; Stuart, D. P. (2008). Psychological effects    of music tempi during exercise. <i>International Journal of Sports Medicine,    29</i>(7), 613-619.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1646-107X201100030000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Kayser, B. (2003). Exercise starts and ends in the brain. <i>European Journal    of Applied Physiology, 90</i>(3/4), 411-419.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1646-107X201100030000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Khalfa, S., Roy, M., Rainville, P., Dalla Bella, S., &amp; Peretz, I. (2008).    Role of tempo entrainment in psychophysiological differentiation of happy and    sad music? <i>International Journal of Psychophysiology, 68</i>(1), 17-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1646-107X201100030000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Klassen, J. A., Liang, Y., Tjosvold, L., Klassen, T. P., &amp; Hartling, L.    (2008). Music for pain and anxiety in children undergoing medical procedures:    A systematic review of randomized controlled trials. <i>Ambulatory Pediatrics,    8</i>(2), 117-128.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1646-107X201100030000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lee, K. P. (1989). <i>The effects of musical tempos on psychophysical responding    during sub-maximal treadmill running</i>. Master Thesis, Pennsylvania State    University, Pennsylvania, USA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1646-107X201100030000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lucaccini, L. F., &amp; Kreit, L. H. (1972). Music. In W. P. Morgan (Ed.),    <i>Ergogenic aids and muscular per-formance</i> (pp. 240-245). New York: Academic.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1646-107X201100030000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Lucia, A., Sanchez, O., Carvajal, A., &amp; Chicharro, J. L. (1999). Analysis    of the aerobic-anaerobic transition in elite cyclists during incremental exercise    with the use of electromyography. <i>British Journal of Sports Medicine, 33</i>(3),    178-185.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1646-107X201100030000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mammarella, N., Fairfield, B., &amp; Cornoldi, C. (2007). Does music enhance    cognitive performance in healthy older adults? The Vivaldi effect. <i>Aging    Clinical and Experimental Research, 19</i>(5), 394-399.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1646-107X201100030000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Nakamura, P. M., Pereira, G., Papini, C. B., Nakamura, F. Y., &amp; Kokubun,    E. (2010). Effects of preferred and nonpreferred music on continuous cycling    exercise performance. <i>Perceptual and Motor Skills, 110</i>(1), 257-264.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1646-107X201100030000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Noakes, T. D., St Clair Gibson, A., &amp; Lambert, E. V. (2005). From catastrophe    to complexity: A novel model of integrative central neural regulation of effort    and fatigue during exercise in humans - Summary and conclusions. <i>British    Journal of Sports Medicine, 39</i>(2), 120-124.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1646-107X201100030000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Random House (2005). <i>Random House Webster's unabridged dictionary</i> (2<sup>nd</sup>    ed.). New York: Autor.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1646-107X201100030000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
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<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Terry, P. C., &amp; Karageorghis, C. I. (2006). Psychophysical effects of music    in sport and exercise: An update on theory, research and application. In M.    Katsikitis (Ed.), <i>Psychology bridging the Tasman: Science, culture and practice    – Proceedings of the 2006 Joint Conference of the Australian Psychological Society    and the New Zealand Psychological Society</i> (pp. 415-419). Melbourne, VIC:    Australian Psychological Society.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1646-107X201100030000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Yamashita, S., Iwai, K., Akimoto, T., Sugawara, J., &amp; Kono, I. (2006).    Effects of music during exercise on RPE, heart rate and the autonomic nervous    system. <i>Journal of Sports Medicine and Physical Fitness, 46</i>(3), 425-430.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1646-107X201100030000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Agradecimentos.</i> Os autores agradecem o apoio financeiro proporcionado    pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica – PIBIC/CNPq –    PRP. FAPESP Processo 04-12589-0 e 05-00151-2</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submetido: 25.07.2010 | Aceite: 12.09.2010</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i><a name="0"></a><a href="#top0">Endereço para correspondência</a>:</i> Bruno    de Paula Caraça Smirmaul, Avenida Érico Veríssimo, nº 701, Cidade Universitária    Zeferino Vaz, Barão Geraldo, CEP: 13083-851 Campinas/ SP, Brasil. <i>E-mail:</i>    <a href="mailto:brunosmirmaul@gmail.com">brunosmirmaul@gmail.com</a></p>     ]]></body>
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