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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A contribuição da estimulação psicomotora para o processo de independência do deficiente visual]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Viçosa  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study aimed at developing and implementing a program of psychomotor stimulation process-based orientation and mobility of the visually impaired, since this type of commitment has a direct influence on psychomotor development of the individual, affecting their autonomy and independence. The program was implemented in the Laboratory of Psychomotor Stimulation of the Federal University of Viçosa, with the theoretical basis of Psychomotricity. We chose the intrinsic case study, to observe and evaluate better the difficulties encountered by the technique of systematic observation and informal interviews with parents. One can perceive evolutions in visually handicapped studied in terms equilibrium, concept space and body schema, and also willing to perform activities of daily living, which interfere in their locomotion. We concluded that the process of orientation and mobility is paramount in the work of independence of the visually impaired, and that it is needed a psychomotor development stimulus since the beginning of his life, because the delays that may arise during their growth and maturation. It becomes important to apply qualitative approaches for further studies but with larger samples.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  		    <p> 			<b>A contribui&ccedil;&atilde;o da estimula&ccedil;&atilde;o psicomotora para o processo de independ&ecirc;ncia do deficiente visual</b> 		</p> 		    <p>&nbsp;</p>  		    <p> 			<b>F.A. Soares<sup>I</sup>,</b> 			<b>T.R. Silva<sup>I</sup>,</b> 			<b>D.P. Gomes<sup>I</sup>,</b> 			<b>E.T. Pereira<sup>I</sup></b> 		</p> 		 		    <p> 			<sup>I</sup>Universidade Federal de Vi&ccedil;osa, Minas Gerais, MG, Brasil. 		</p> 	 		    <p><i><a name="top0"></a><a href="#0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></i></p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>RESUMO</b></p> 		 		    <p> 			O presente estudo objetivou elaborar e aplicar um programa de estimula&ccedil;&atilde;o psicomotora baseado no processo de orienta&ccedil;&atilde;o e mobilidade do deficiente visual. Este tipo de  			comprometimento influencia diretamente o desenvolvimento psicomotor do indiv&iacute;duo e condiciona a autonomia e independ&ecirc;ncia do mesmo. O programa foi aplicado no Laborat&oacute;rio de  			Estimula&ccedil;&atilde;o Psicomotora da Universidade Federal de Vi&ccedil;osa, com o embasamento te&oacute;rico da Psicomotricidade. O indiv&iacute;duo estudado possuia um diagn&oacute;stico m&eacute;dico de grave problema  			visual desde a inf&acirc;ncia e optou-se pelo estudo de caso intr&iacute;nseco, para observar e avaliar melhor dificuldades encontradas, mediante a t&eacute;cnica da observa&ccedil;&atilde;o sistematizada e  			entrevista informal com os pais. P&ocirc;de-se perceber evolu&ccedil;&otilde;es no deficiente visual estudado, no que tange ao equil&iacute;brio, no&ccedil;&atilde;o espacial e esquema corporal e tamb&eacute;m na disposi&ccedil;&atilde;o em  			realizar atividades da vida di&aacute;ria, o que interferiu diretamente na sua locomo&ccedil;&atilde;o. Concluiu-se que o processo de orienta&ccedil;&atilde;o e mobilidade &eacute; primordial no trabalho de independ&ecirc;ncia  			do deficiente visual e que este necessita de um est&iacute;mulo ao desenvolvimento psicomotor desde o in&iacute;cio da sua vida, visto os atrasos que poder&atilde;o surgir durante o seu crescimento e  			matura&ccedil;&atilde;o, devido a poss&iacute;veis dificuldades com o meio interno e externo gerados pelo comprometimento citado. Torna-se importante a aplica&ccedil;&atilde;o de novos estudos com amostras maiores  			que se utilizem tamb&eacute;m abordagens qualitativas. 		</p> 		    <p><i>Palavras-chave</i>: defici&ecirc;ncia visual, estimula&ccedil;&atilde;o psicomotora, orienta&ccedil;&atilde;o, mobilidade</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		    <p><b>The contribution of a psychomotor stimulation to the process of independence for a visually impaired</b></p> 		 		    <p><b>ABSTRACT</b></p> 		 		    <p> 			This study aimed at developing and implementing a program of psychomotor stimulation process-based orientation and mobility of the visually impaired, since this type of commitment  			has a direct influence on psychomotor development of the individual, affecting their autonomy and independence. The program was implemented in the Laboratory of Psychomotor  			Stimulation of the Federal University of Vi&ccedil;osa, with the theoretical basis of Psychomotricity. We chose the intrinsic case study, to observe and evaluate better the difficulties  			encountered by the technique of systematic observation and informal interviews with parents. One can perceive evolutions in visually handicapped studied in terms equilibrium,  			concept space and body schema, and also willing to perform activities of daily living, which interfere in their locomotion. We concluded that the process of orientation and  			mobility is paramount in the work of independence of the visually impaired, and that it is needed a psychomotor development stimulus since the beginning of his life, because the  			delays that may arise during their growth and maturation. It becomes important to apply qualitative approaches for further studies but with larger samples. 		</p> 		    <p><i>Keywords</i>: visual impairment, psychomotor stimulation, orientation, mobility</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p> 			O &uacute;ltimo censo demogr&aacute;fico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica indicou, dentre as v&aacute;rias pesquisas realizadas, a exist&ecirc;ncia de mais de 25 milh&otilde;es de brasileiros que  			possuem algum tipo de defici&ecirc;ncia. Tra&ccedil;ando um panorama mundial, o Brasil ocupa o s&eacute;timo lugar em um ranking que estabelece propor&ccedil;&otilde;es de pessoas com defici&ecirc;ncia (a cada 100  			brasileiros, cerca de 15 comp&otilde;em esse grupo) na popula&ccedil;&atilde;o. No quadro dos diversos tipos de defici&ecirc;ncia f&iacute;sica, sensorial ou cognitiva, aparece em destaque a defici&ecirc;ncia visual  			(DV) e, no Brasil, existem hoje mais de 15 milh&otilde;es de deficientes visuais. A DV compreende desde pequenas altera&ccedil;&otilde;es na acuidade visual at&eacute; a aus&ecirc;ncia de percep&ccedil;&atilde;o de luz, mas as  			altera&ccedil;&otilde;es que t&ecirc;m implica&ccedil;&otilde;es mais s&eacute;rias para a vida das pessoas com necessidades especiais e para as suas fam&iacute;lias s&atilde;o a baixa vis&atilde;o e a cegueira (Laplane &amp; Batista, 2008). 		</p> 		 		    <p> 			A cegueira &eacute; definida como a perda total da vis&atilde;o at&eacute; a aus&ecirc;ncia de proje&ccedil;&atilde;o de luz. J&aacute; a baixa vis&atilde;o &eacute; definida como uma perda severa, sendo a acuidade visual inferior a 20/60 ou  			campo visual inferior a 10 graus do seu ponto de fixa&ccedil;&atilde;o, de forma que n&atilde;o h&aacute; como realizar corre&ccedil;&atilde;o por meio do uso de &oacute;culos convencionais, por tratamento cl&iacute;nico nem mesmo por  			interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica (Santos, Passos, &amp; Rezende, 2007).  		</p> 		 		    <p> 			Existe uma intera&ccedil;&atilde;o muito pr&oacute;xima entre vis&atilde;o e desenvolvimento, de forma que a diminui&ccedil;&atilde;o das capacidades visuais implica uma s&eacute;rie de comprometimentos em outras &aacute;reas do  			comportamento, dentre elas a &aacute;rea motora. A fim de se evitar o surgimento de comprometimentos nessa &aacute;rea, percebeu-se a necessidade de estimular o deficiente visual (DV) e  			permitir que o mesmo tenha um desenvolvimento adequado. Esse panorama propicia a aplica&ccedil;&atilde;o de trabalhos de estimula&ccedil;&atilde;o, como os que se baseiam na metodologia denominada  			Psicomotricidade, que ser&aacute; o alicerce te&oacute;rico para aplica&ccedil;&atilde;o deste trabalho. Meur e Staes (1984) a definem como uma corrente que permite relacionar tr&ecirc;s vertentes: a motricidade,  			a mente e a afetividade, que posteriormente facilitar&aacute; a abordagem global do indiv&iacute;duo por meio da t&eacute;cnica da observa&ccedil;&atilde;o sistematizada. 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Estimula&ccedil;&atilde;o psicomotora e DV</b></p> 		 		    <p> 			O processo de crescimento e desenvolvimento do indiv&iacute;duo &eacute; marcado por comportamentos espec&iacute;ficos para cada fase de matura&ccedil;&atilde;o. Estas fases, determinadas pelas diferentes escalas,  			como a de Gallahue (2005), traduzem a&ccedil;&otilde;es, que refletem as formas com que cada um dos indiv&iacute;duos v&ecirc; o mundo e o seu corpo e progride em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; idade. Padronizou-se aquilo que  			certa idade faz ou n&atilde;o e a partir da&iacute; se v&ecirc;em quais s&atilde;o os est&iacute;mulos necess&aacute;rios para se chegar a este padr&atilde;o e quais as interfer&ecirc;ncias que condicionam o n&atilde;o fazer.  		</p> 		 		    <p> 			V&aacute;rios fatores podem ser relacionados como influenciadores deste sistema de desenvolvimento humano. Matura&ccedil;&atilde;o neural, problemas na transmiss&atilde;o de est&iacute;mulo neural, defici&ecirc;ncias ou  			poucos est&iacute;mulos e ainda os elementos culturais podem ser citados como exemplos desses fatores que influenciam o desenvolvimento, tanto para al&eacute;m quanto para aqu&eacute;m do considerado  			“normal”.  		</p> 		 		    <p> 			A articula&ccedil;&atilde;o entre motricidade, cogni&ccedil;&atilde;o e afetividade centra-se na id&eacute;ia de que os conceitos b&aacute;sicos de aprendizagem (dentro/fora, grande/pequeno, etc.) s&atilde;o experimentados  			primeiramente no corpo do sujeito para que depois passem a ser representados. Sendo assim, quando o indiv&iacute;duo se depara com um conflito, ele usar&aacute; os esquemas que j&aacute; disp&otilde;e para  			resolv&ecirc;-los, e estes esquemas s&atilde;o, em sua maioria, esquemas psicomotores, esquemas corporais.  		</p> 		 		    <p> 			Dessa maneira, s&atilde;o definidos alguns fundamentos b&aacute;sicos para o trabalho de estimula&ccedil;&atilde;o psicomotora: esquema corporal (essencial na forma&ccedil;&atilde;o da identidade); orienta&ccedil;&atilde;o  			espa&ccedil;o-temporal (possibilidade de exercer as capacidades corporais); equil&iacute;brio (manter-se sobre uma base reduzida de sustenta&ccedil;&atilde;o do corpo); coordena&ccedil;&atilde;o (tanto de habilidades  			motoras grossas quanto finas); lateralidade (a domin&acirc;ncia lateral diz respeito a dados neurol&oacute;gicos, mas pode ser influenciada por h&aacute;bitos sociais). 		</p> 		 		    <p> 			A vis&atilde;o possui um papel chave no desenvolvimento motor, pois coloca o indiv&iacute;duo em contato com a realidade externa e fornece est&iacute;mulos que auxiliam na orienta&ccedil;&atilde;o e no controle da  			a&ccedil;&atilde;o corporal. Grande parte das experi&ecirc;ncias na explora&ccedil;&atilde;o do meio, na descoberta do pr&oacute;prio corpo e na rela&ccedil;&atilde;o com os outros tem uma participa&ccedil;&atilde;o direta da vis&atilde;o, que se torna um  			elemento chave na organiza&ccedil;&atilde;o da a&ccedil;&atilde;o motora volunt&aacute;ria, consciente e segura. A diminui&ccedil;&atilde;o severa da vis&atilde;o, portanto, implica uma situa&ccedil;&atilde;o oposta, que coloca o indiv&iacute;duo em uma  			s&eacute;ria situa&ccedil;&atilde;o de risco: a falta de est&iacute;mulos pode acarretar d&eacute;ficits em fun&ccedil;&otilde;es nas quais o DV, a priori, n&atilde;o possui nenhum tipo de comprometimento, destacando a import&acirc;ncia do  			acompanhamento precoce nessa condi&ccedil;&atilde;o (Santos et al., 2007). 		</p> 		 		    <p> 			Os comprometimentos acarretados por essa defici&ecirc;ncia podem ser de cunho prim&aacute;rio (a n&iacute;vel org&acirc;nico) ou cunho secund&aacute;rio (a n&iacute;vel psicossocial), sendo este &uacute;ltimo o foco deste  			trabalho, que se refere a dificuldades de significa&ccedil;&atilde;o de sensa&ccedil;&otilde;es corporais, constru&ccedil;&atilde;o de pistas ambientais, autoconhecimento do corpo e reconhecimento do ambiente externo.  			Cabe destacar, a partir da&iacute;, atrasos na constru&ccedil;&atilde;o do esquema corporal (Meur e Staes (1984) definem esquema corporal como um elemento b&aacute;sico indispens&aacute;vel para a forma&ccedil;&atilde;o da  			personalidade da crian&ccedil;a, uma representa&ccedil;&atilde;o relativamente global, cient&iacute;fica e diferenciada que a crian&ccedil;a tem de seu pr&oacute;prio corpo), devido &agrave; perda de elementos da comunica&ccedil;&atilde;o  			n&atilde;o-verbal (posturas, gestos e express&otilde;es faciais) e da no&ccedil;&atilde;o espacial, visto que os cegos normalmente t&ecirc;m capacidade limitada em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s habilidades de imagens espaciais  			(Postma, Zuidhoek, Noordzij, &amp; Kappers, 2008). 		</p> 		 		    <p> 			Normalmente, os comprometimentos secund&aacute;rios surgem com maior intensidade, devido &agrave;s barreiras f&iacute;sicas, educacionais e atitudinais impostas pela sociedade para a participa&ccedil;&atilde;o  			social e cultural da pessoa com DV. Esses comprometimentos a n&iacute;vel psicossocial podem acontecer de forma mais intensa, porque s&atilde;o mediados socialmente e est&atilde;o relacionados ao fato  			do universo cultural estar constru&iacute;do em fun&ccedil;&atilde;o de um padr&atilde;o de normalidade (Nuernberg, 2008). Os comprometimentos secund&aacute;rios, consequentemente, geram atrasos e d&eacute;ficits no  			desenvolvimento do DV, que podem interferir nos ganhos de autonomia e independ&ecirc;ncia, dadas as dificuldades encontradas no desenvolvimento do esquema corporal e da no&ccedil;&atilde;o espacial.  			Paralelamente a esse aspecto, surge a necessidade de trabalhos espec&iacute;ficos sobre orienta&ccedil;&atilde;o e mobilidade do indiv&iacute;duo, pois, de acordo com Melo (1991), esses itens s&atilde;o os  			principais elementos na constru&ccedil;&atilde;o da independ&ecirc;ncia do DV. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Orienta&ccedil;&atilde;o e mobilidade</b></p> 		 		    <p> 			A orienta&ccedil;&atilde;o &eacute; definida por Melo (1991) como um processo em que o DV usa de outros sentidos para o estabelecimento de suas posi&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o com todos os objetos significativos  			do seu meio circundante. A mobilidade, por sua vez, &eacute; a capacidade de deslocamento do ponto em que se encontra o indiv&iacute;duo para alcan&ccedil;ar outra zona desse meio.  		</p> 		 		    <p> 			Santin e Simmons (1977) relatam que, para o DV, a mobilidade &eacute; necess&aacute;ria para se estabelecer um elo prim&aacute;rio com o mundo exterior, um elo sem o qual ficaria prejudicado o seu  			desenvolvimento auditivo e t&aacute;til. O DV tem pouca evid&ecirc;ncia da estrutura do espa&ccedil;o que o rodeia at&eacute; poder movimentar-se no sentido de descobrir essa evid&ecirc;ncia.  Santos (2005)  			mostra que os sentimentos de autoestima e intera&ccedil;&atilde;o est&atilde;o relacionados com a independ&ecirc;ncia f&iacute;sica e a capacidade de movimentar-se livremente leva a uma melhor participa&ccedil;&atilde;o e a um  			maior reconhecimento dos demais cidad&atilde;os. 		</p> 		 		    <p> 			Lam&ocirc;nica et al. (2008) descrevem como as barreiras arquitet&ocirc;nicas interferem na vida do DV, podendo deix&aacute;-lo segregado da conviv&ecirc;ncia e vida social e que este &eacute; um fator que fere  			o direito de acessibilidade dos mesmos. Com este panorama, existe uma crescente demanda por profissionais com capacidade de desenvolver trabalhos especializados e com compet&ecirc;ncias  			para atuar junto a esse p&uacute;blico da sociedade. A partir disso, percebe-se que o professor de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica poderia ser um agente importante na aplica&ccedil;&atilde;o de um trabalho em prol da  			orienta&ccedil;&atilde;o e mobilidade do DV. O foco se d&aacute; no resgate da funcionalidade e independ&ecirc;ncia na vida do mesmo, atrav&eacute;s de exerc&iacute;cios para marcha, coordena&ccedil;&atilde;o motora, lateralidade,  			orienta&ccedil;&atilde;o espa&ccedil;o-temporal, equil&iacute;brio, esquema corporal, itens que caracterizam os fundamentos da Psicomotricidade. 		</p> 		 		    <p> 			Nesta perspectiva, o objetivo deste estudo foi elaborar um programa de estimula&ccedil;&atilde;o psicomotora para um DV, visando a locomo&ccedil;&atilde;o e mobilidade do mesmo. A partir da sua execu&ccedil;&atilde;o, o  			DV ter&aacute; maiores oportunidades de desenvolver-se adequadamente e alcan&ccedil;ar sua independ&ecirc;ncia e autonomia. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Caracteriza&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo</b></p> 		 		    <p> 			O participante desta pesquisa, aqui referido como L, do sexo masculino, 23 anos de idade, 1.62 m e 64 kg, vivia na cidade de Vi&ccedil;osa/MG. O diagn&oacute;stico m&eacute;dico do oftalmologista  			dizia que L tinha um grave problema visual desde a inf&acirc;ncia. Seus res&iacute;duos visuais o permitem enxergar apenas vultos e feixes luminosos de cores em ambos os olhos (&lt; 20/1600 na  			Snellen em AO).  		</p> 		 		    <p> 			De acordo com Dantona e Dantona (citado por Salom&atilde;o, Mitsuhiro, e Belfort, 2009), n&iacute;veis de acuidade visual &lt; 20/400 ou &lt; 20/200, no melhor olho, s&atilde;o a refer&ecirc;ncia para se  			definir a cegueira, sendo que a DV &eacute; determinada pela acuidade visual de 20/60 ou menos, referente ao melhor olho. Nas perspectivas desses autores, L poderia ser caracterizado  			como cego, tendo em considera&ccedil;&atilde;o o seu n&iacute;vel de acuidade visual. O diagn&oacute;stico m&eacute;dico apontava ainda para a presen&ccedil;a de ceratocone (doen&ccedil;a n&atilde;o-inflamat&oacute;ria degenerativa do olho,  			que pode causar distor&ccedil;&atilde;o substancial da vis&atilde;o, m&uacute;ltiplas imagens, raios e sensibilidades &agrave; luz, que s&atilde;o freq&uuml;entemente relatados pelos pacientes) em ambos os olhos, tendo havido  			transplante de c&oacute;rnea do olho esquerdo, devido &agrave; degenera&ccedil;&atilde;o ter sido mais grave. Esse processo cir&uacute;rgico teve consequ&ecirc;ncias, desencadeando uma crise de epilepsia meses ap&oacute;s. A  			crise resultou num traumatismo e o transplante teve que ser refeito em car&aacute;ter emergencial.  		</p> 		 		    <p> 			O quadro atual de L mostra que ele &eacute; af&aacute;cico (falta do cristalino), tem corectopia OE (situa&ccedil;&atilde;o anormal da pupila no olho esquerdo, n&atilde;o se encontrando no centro da &iacute;ris) e  			nistagmo (movimentos oculares oscilat&oacute;rios, r&iacute;tmicos e repetitivos dos olhos). Com os aspectos citados, o diagn&oacute;stico m&eacute;dico concluiu n&atilde;o haver, no momento, um caminho que permita  			a recupera&ccedil;&atilde;o da vis&atilde;o. 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			Associado &agrave; DV, L apresenta um quadro de esquizofrenia e hipertens&atilde;o arterial, fazendo atualmente uso dos seguintes medicamentos: Carbamazepina 200 mg (Anticrise convulsiva,  			rem&eacute;dio utilizado para o tratamento da epilepsia), Haloperidol 5 mg (controle da agressividade), Risperidona 2 mg e Clorpomazina 100 mg (ambos para tratamento da esquizofrenia),  			Biperideno 50 mg (utilizado para evitar rea&ccedil;&otilde;es adversas extrapiramidais induzidas pelos neurol&eacute;ticos), Melleril 50 mg (aplicado na terap&ecirc;utica nervosa) e Captopril 25 mg  			(tratamento da hipertens&atilde;o arterial). 		</p> 		 		    <p> 			Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s caracter&iacute;sticas motoras, L possui passadas curtas, tanto pela inseguran&ccedil;a que a defici&ecirc;ncia pode trazer, bem como pela dificuldade na coordena&ccedil;&atilde;o motora, e, al&eacute;m  			disso, anda com rota&ccedil;&atilde;o externa do quadril em ambos os lados. L consegue realizar apenas algumas atividades b&aacute;sicas e intermedi&aacute;rias da vida di&aacute;ria, AVD’s (Cotton, 1998), como,  			por exemplo, vestir-se e pentear-se, sendo que n&atilde;o consegue arrumar sua pr&oacute;pria cama e preparar suas refei&ccedil;&otilde;es. Entretanto, esses aspectos que dizem respeito &agrave; sua capacidade  			funcional est&atilde;o ligados n&atilde;o s&oacute; &agrave; cegueira, mas tamb&eacute;m ao seu cotidiano excessivamente protegido pela fam&iacute;lia, quadro que o tornou uma pessoa dependente, afirma&ccedil;&atilde;o feita a partir  			de di&aacute;logos com os pais, que relatam a depend&ecirc;ncia de L em arrumar a pr&oacute;pria cama, preparar suas refei&ccedil;&otilde;es, organizar seus utens&iacute;lios pessoais, etc.. Esse comportamento perdura  			pelo papel de m&atilde;e superprotetora que interfere negativamente no processo de independ&ecirc;ncia do filho, sendo que as entrevistas e conversas informais constantes com a m&atilde;e reafirmaram  			esse panorama. No que diz respeito aos comprometimentos sociais, L n&atilde;o possui dificuldades de intera&ccedil;&atilde;o e consegue se comunicar muito bem.  		</p> 		 		    <p> 			Pode-se inferir, atrav&eacute;s das observa&ccedil;&otilde;es, atrasos significativos no que tange ao seu desenvolvimento cognitivo. Mesmo aos 23 anos de idade, L n&atilde;o consegue realizar somas simples  			de Matem&aacute;tica ou mesmo reconhecer letras do alfabeto. Possivelmente, isso poderia ter acontecido devido &agrave; falta de acessibilidade, dos quatro aos 11 anos de idade, a uma escola  			adaptada e adequada &agrave;s suas defici&ecirc;ncias e pela aus&ecirc;ncia de estimula&ccedil;&atilde;o, conforme relatado pela m&atilde;e. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>M&Eacute;TODO</b></p> 		 		    <p><b>Amostra</b></p> 		 		    <p> 			A aplica&ccedil;&atilde;o desta pesquisa deu-se no Laborat&oacute;rio de Estimula&ccedil;&atilde;o Psicomotora (LEP) situado no Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica da Universidade Federal de Vi&ccedil;osa (UFV). Todo o  			procedimento foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisas com Seres Humanos da Universidade Federal de Vi&ccedil;osa, atendendo &agrave;s orienta&ccedil;&otilde;es da Resolu&ccedil;&atilde;o 196/96 do CNS de 10/10/96  			sobre experimentos com seres humanos. 		</p> 		 		    <p> 			No primeiro encontro preencheu-se uma ficha cadastral com a m&atilde;e de L, contendo informa&ccedil;&otilde;es como dados gerais (nome, endere&ccedil;o, etc.), tipo de comprometimento (atrav&eacute;s de exames e  			diagn&oacute;sticos trazidos pelos pais), hist&oacute;rico m&eacute;dico e familiar, se possui alguma doen&ccedil;a (se sim, qual), medicamentos tomados, como &eacute; a alimenta&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria, desempenho nas AVD`s  			(tomar banho sozinho, se alimentar, vestir-se e pentear-se, etc.). Esse primeiro contato serviu para se estabelecer um di&aacute;logo entre professor e aluno e para que o primeiro  			pudesse compreender os comprometimentos e necessidades do indiv&iacute;duo a ser analisado. Ap&oacute;s isso, deu-se o primeiro atendimento, onde atividades de cada tema da Psicomotricidade  			foram aplicadas. A partir da observa&ccedil;&atilde;o desse primeiro momento da estimula&ccedil;&atilde;o, tra&ccedil;ou-se a periodiza&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica do aluno. 		</p> 		 		    <p> 			Para o desenvolvimento deste estudo, optou-se pelo uso do m&eacute;todo denominado como estudo de caso intr&iacute;nseco definido por Stake (citado por Mazzoti, 2006) como: 		</p> 		 		    <p> 			“Aqui, o estudo n&atilde;o &eacute; empreendido primariamente porque o caso representa outros casos ou porque ilustra um tra&ccedil;o ou problema particular, mas porque, em todas as suas  			particularidades e no que tem de comum, este caso &eacute; de interesse em si. O pesquisador, pelo menos temporariamente, subordina outras curiosidades para que as hist&oacute;rias dos que  			‘vivem o caso’ emerjam.” 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			Gil (1987) caracteriza o estudo de caso como um estudo profundo, exaustivo, de um ou de poucos objetos, de maneira a permitir conhecimento amplo e detalhado do mesmo. Essas  			caracter&iacute;sticas explicam o porqu&ecirc; da escolha do estudo de caso intr&iacute;nseco, visto ainda que ele &eacute; recomend&aacute;vel na investiga&ccedil;&atilde;o de temas pol&ecirc;micos. Como mostra May (2004), o  			trabalho se d&aacute; com necessidades que s&atilde;o “t&iacute;picas” em algum sentido ou s&atilde;o tomadas como “cr&iacute;ticas” naquilo em que s&atilde;o diferentes. 		</p> 		 		    <p> 			O planejamento da interven&ccedil;&atilde;o foi realizado a partir da estimula&ccedil;&atilde;o psicomotora e do registro de observa&ccedil;&atilde;o sistematizada, bem como a an&aacute;lise do comportamento motor do DV em  			quest&atilde;o, englobando os seguintes aspectos: rela&ccedil;&otilde;es do DV com o seu pr&oacute;prio corpo, com o espa&ccedil;o, o tempo, o objeto e o outro. Para tanto, o olhar focou-se sobre a expressividade  			motora do indiv&iacute;duo, visando identificar dificuldades e atrasos no seu desenvolvimento psicomotor, para a posterior elabora&ccedil;&atilde;o de um programa de estimula&ccedil;&atilde;o psicomotora. 		</p> 		 		    <p> 			Os itens a serem observados durante as sess&otilde;es de estimula&ccedil;&atilde;o foram subdivididos de acordo com o fundamento psicomotor: lateralidade (homog&ecirc;nea, ambidestra ou cruzada), no&ccedil;&atilde;o  			espa&ccedil;o-temporal (sucess&atilde;o de acontecimento, no&ccedil;&atilde;o de tempo e no&ccedil;&atilde;o de ritmo), esquema corporal (sentido cinest&eacute;sico, auto-imagem, imita&ccedil;&atilde;o de gestos e reconhecimento de  			direita/esquerda e frente/atr&aacute;s) coordena&ccedil;&atilde;o motora (grossa e fina) e equil&iacute;brio (est&aacute;tico e din&acirc;mico).  		</p> 		 		    <p> 			A t&eacute;cnica da observa&ccedil;&atilde;o citada acima permite flexibilidade na pesquisa e, como explicado por May (2004), ajuda a transpor a lacuna entre o entendimento dos estilos de vida  			alternativos das pessoas e os preconceitos com que a diferen&ccedil;a e a diversidade defrontam-se com tanta frequ&ecirc;ncia.  		</p> 		 		    <p> 			Ao fim de cada sess&atilde;o de estimula&ccedil;&atilde;o, o professor elaborou relat&oacute;rios que serviram como instrumentos de registro dessa observa&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o do aluno, focando nos itens  			psicomotores a serem observados e pautando-se em quatro t&oacute;picos: tipo de comprometimento, consequ&ecirc;ncias observ&aacute;veis desse comprometimento no desenvolvimento motor, cognitivo e  			social, respostas &agrave;s atividades desenvolvidas e coment&aacute;rios pessoais sobre a din&acirc;mica da aula e comportamento do aluno.  		</p> 		 		    <p> 			Foi recolhido tamb&eacute;m, semanalmente, um relato escrito pelos pais do DV, onde todas as melhorias conseguidas com o Projeto e verificadas no lar foram explicitadas, o que  			caracterizou uma entrevista informal com o pesquisador. Optou-se pelo uso desse tipo de entrevista pela possibilidade de oferecer uma vis&atilde;o mais pr&oacute;xima do problema pesquisado. 		</p> 		 		    <p> 			Os m&eacute;todos e t&eacute;cnicas dessa pesquisa foram utilizados visando respeitar a individualidade do participante, pois no LEP a avalia&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se d&aacute; atrav&eacute;s de compara&ccedil;&otilde;es a padr&otilde;es, mas  			sim na evolu&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o a si pr&oacute;prio. Caracterizou-se, assim, a avalia&ccedil;&atilde;o referenciada a si pr&oacute;prio, que requer a interpreta&ccedil;&atilde;o do resultado do indiv&iacute;duo comparando com o  			resultado anterior do mesmo. 		</p> 		 		    <p> 			Essa proposi&ccedil;&atilde;o tende a superar qualquer no&ccedil;&atilde;o da pessoa com defici&ecirc;ncia em refer&ecirc;ncia ao pressuposto da normalidade, bem como valorizar a melhora qualitativa dos gestos motores  			do individuo, que n&atilde;o s&atilde;o assimilados por t&eacute;cnicas de coletas quantitativas (Nuernberg, 2008). 		</p> 		 		    <p> 			Com os aspectos metodol&oacute;gicos citados, os atendimentos com o DV em quest&atilde;o deram-se durante tr&ecirc;s meses, com dura&ccedil;&atilde;o de 50 minutos cada sess&atilde;o e frequ&ecirc;ncia de uma vez por semana,  			perfazendo um total de 11 encontros. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Procedimentos</b></p> 		 		    <p> 			Para aplicar o trabalho de estimula&ccedil;&atilde;o psicomotora com L, realizaram-se 11 encontros, sendo o primeiro utilizado para analisar os principais d&eacute;ficits e, dessa forma, estabelecer  			os temas das 10 aulas posteriores, a fim de se permitir uma evolu&ccedil;&atilde;o gradativa na sua independ&ecirc;ncia. A periodiza&ccedil;&atilde;o deu-se da seguinte forma: 		</p> 		 		    <p> 			- Semana 1: Primeiros contatos (atrav&eacute;s de di&aacute;logos e preenchimento da ficha cadastral com a respons&aacute;vel, no caso a m&atilde;e) e trabalhos com atividades para cada fator da  			Psicomotricidade (observa&ccedil;&atilde;o dos poss&iacute;veis atrasos do aluno); 		</p> 		 		    <p> 			- Semana 2: Equil&iacute;brio (banco sueco, trave de equil&iacute;brio, plataforma de equil&iacute;brio e circuito com obst&aacute;culos - primeiramente o DV realizava o primeiro contato com o aparelho -  			interven&ccedil;&otilde;es cinest&eacute;sicas a todo o momento por parte do professor); 		</p> 		 		    <p> 			- Semana 3: Esquema corporal e lateralidade (quebra-cabe&ccedil;a corporal e “jogos com bola de guizo” - uso deste material como adapta&ccedil;&atilde;o, trazendo um est&iacute;mulo sonoro ao aluno); 		</p> 		 		    <p> 			- Semana 4: Marcha (p&eacute;s de EVA – interven&ccedil;&otilde;es cinest&eacute;sicas a todo o momento) e circuito com obst&aacute;culos – nessa atividade o professor modificava o posicionamento dos objetos a cada  			repeti&ccedil;&atilde;o executada por L. Al&eacute;m disso, teve in&iacute;cio nessa atividade a implementa&ccedil;&atilde;o do uso de uma bengala adaptada: um cabo de vassoura. Esse objeto passou a ser utilizado para que  			L rastreasse o ambiente, e assim, pudesse evoluir no que diz respeito &agrave; sua independ&ecirc;ncia. A t&eacute;cnica de Hoover foi utilizada como prop&otilde;e Melo (1991), em que a bengala deve ser  			tomada de maneira firme: nem frouxa, de tal maneira que fique solta dentro da m&atilde;o, nem apertada demais, a ponto de ‘rebater’, golpeando o solo com dureza e chamando a aten&ccedil;&atilde;o dos  			circunstantes, pelo ru&iacute;do produzido no solo; 		</p> 		 		    <p> 			- Semanas 5 e 6: Orienta&ccedil;&atilde;o e mobilidade (Parte principal do trabalho – caminhadas no Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica da UFV, com orienta&ccedil;&otilde;es sobre o uso da bengala); 		</p> 		 		    <p> 			- Semanas 7 e 8: Orienta&ccedil;&atilde;o e mobilidade e orienta&ccedil;&atilde;o espacial (parte principal do trabalho – caminhadas no Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica da UFV, com orienta&ccedil;&otilde;es sobre o uso da  			bengala – no fim da aula, o professor montou um circuito e constantemente mudava a ordem dos objetos, sendo que L tinha que perceber essas mudan&ccedil;as e estabelecer a rota mais  			adequada); 		</p> 		 		    <p> 			- Semana 9: Orienta&ccedil;&atilde;o e mobilidade (parte principal do trabalho – caminhadas no Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica da UFV, com orienta&ccedil;&otilde;es sobre o uso da bengala – estabelecimento  			de percursos diferentes e mais complexos, com a inclus&atilde;o de escadas, &aacute;reas n&atilde;o conhecidas anteriormente e caminhadas em volta de uma piscina) e cogni&ccedil;&atilde;o (boliche adaptado com bola  			de guizo – o objetivo principal era trabalhar de forma concreta as somas matem&aacute;ticas com o aluno, sendo que cada pino tinha o valor de um ponto); 		</p> 		 		    <p> 			- Semana 10: Cogni&ccedil;&atilde;o (boliche adaptado e tapete abeced&aacute;rio de EVA – reconhecimento das letras atrav&eacute;s da percep&ccedil;&atilde;o t&aacute;til); 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			- Semana 11: Equil&iacute;brio (mesmas atividades da semana 2, a fim de verificar alguma poss&iacute;vel evolu&ccedil;&atilde;o no comportamento de L). 		</p> 		 		    <p> 			As atividades de percep&ccedil;&atilde;o t&aacute;til e esquema corporal foram realizadas para que L aprendesse a relacionar os seus outros sistemas-guia, como o tato, a audi&ccedil;&atilde;o e o olfato, com os  			objetos significativos presentes no ambiente.  		</p> 		 		    <p> 			Castro, Paula, Tavares, e Moraes (2004) descrevem sobre a necessidade de um trabalho cognitivo apurado nesse processo, pois al&eacute;m da informa&ccedil;&atilde;o sensorial abrangente na orienta&ccedil;&atilde;o  			espacial, o uso da cogni&ccedil;&atilde;o enquanto uma fun&ccedil;&atilde;o para a constru&ccedil;&atilde;o de mapas espaciais internos acaba sendo uma esp&eacute;cie de interface entre os fatores intr&iacute;nsecos e extr&iacute;nsecos nas  			tarefas de orienta&ccedil;&atilde;o. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>RESULTADOS e DISCUSS&Otilde;ES</b></p> 		 		    <p> 			Na primeira semana de trabalho com L, observou-se, durante a sua caminhada at&eacute; o laborat&oacute;rio, um comportamento dependente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sua m&atilde;e. Esse foi mais um fator relevante no  			estabelecimento da orienta&ccedil;&atilde;o e mobilidade como foco deste trabalho. Silva e Dessen (2001) mostraram que o ambiente possui uma riqueza de elementos para o desenvolvimento do  			indiv&iacute;duo, principalmente a sua caracter&iacute;stica mut&aacute;vel, din&acirc;mica e cheia de confrontos. Se este &eacute; privado na explora&ccedil;&atilde;o do ambiente, ter&aacute; preju&iacute;zos durante o seu desenvolvimento e  			&eacute; justamente esse o panorama do caso L, onde em muitas situa&ccedil;&otilde;es L foi poupado e protegido de situa&ccedil;&otilde;es desafiadoras e estressantes. Bastos e Deslandes (2008) revelaram a falta de  			conhecimento dos pais em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; defici&ecirc;ncia dos filhos, sendo talvez essa uma importante explica&ccedil;&atilde;o para o excesso de zelo dos cuidadores. 		</p> 		 		    <p> 			Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; interven&ccedil;&atilde;o psicomotora aplicada, as observa&ccedil;&otilde;es permitiram perceber alguns resultados positivos nesses tr&ecirc;s meses. No que diz respeito ao desenvolvimento motor, L  			apresentou evolu&ccedil;&otilde;e no equil&iacute;brio, mostrando maior independ&ecirc;ncia na execu&ccedil;&atilde;o das atividades na semana 11 em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; semana dois (os desequil&iacute;brios foram reduzidos e tornaram-se  			menos acentuados, ao passo ainda que no in&iacute;cio do trabalho L s&oacute; realizava a atividade com o aux&iacute;lio do professor), na no&ccedil;&atilde;o espacial e esquema corporal, aliado &agrave; compreens&atilde;o de  			informa&ccedil;&otilde;es como “de costas” e “lateralmente”, atrav&eacute;s da viv&ecirc;ncia e experi&ecirc;ncia cinest&eacute;sica de como o corpo posiciona-se nessas situa&ccedil;&otilde;es, sendo que L teve mais dificuldades no  			que diz respeito &agrave; coordena&ccedil;&atilde;o motora, talvez pelo curto per&iacute;odo de interven&ccedil;&atilde;o. Os relatos transmitidos pelos pais demonstraram que essa interven&ccedil;&atilde;o psicomotora trouxe, numa  			an&aacute;lise em curto prazo, melhoras tamb&eacute;m no que diz respeito ao conv&iacute;vio social e essencialmente na disposi&ccedil;&atilde;o de realizar atividades da vida di&aacute;ria (AVD’s). 		</p> 		 		    <p> 			Powers (2002) descreve em seu trabalho que o maior desafio &eacute; o de promover uma vis&atilde;o ampla de inclus&atilde;o como um sistema compartilhado de valores e, em seguida, para trabalhar com  			os demais recursos de reavalia&ccedil;&atilde;o e melhorar as pr&aacute;ticas na educa&ccedil;&atilde;o de alunos especiais. J&aacute; Zaborowski (citado por Hayeems, Geller, Finkelstein, &amp; Faden, 2005) aprovou uma  			metodologia qualitativa baseada na auto-estima e na forma de enxergar a pr&oacute;pria identidade, visto que a cegueira requer mudan&ccedil;as cognitivas. Eles conclu&iacute;ram demonstrando a  			necessidade de integra&ccedil;&atilde;o e que os ajustes necess&aacute;rios implicam mudan&ccedil;as no comportamento a partir da reconstru&ccedil;&atilde;o da identidade pessoal.  		</p> 		 		    <p> 			Castro et al. (2004) relataram resultados positivos no seu estudo sobre aspectos da orienta&ccedil;&atilde;o espacial de participantes com DV, que podem evoluir ap&oacute;s um treinamento com a  			navega&ccedil;&atilde;o independente, atrav&eacute;s de atividades f&iacute;sicas, jogos esportivos, recrea&ccedil;&atilde;o, dan&ccedil;a e atividades aqu&aacute;ticas. Os resultados encontrados nesses trabalhos corroboram as  			melhorias obtidas com L, onde a estrat&eacute;gia foi estabelecer uma interrela&ccedil;&atilde;o entre a estimula&ccedil;&atilde;o psicomotora em prol da orienta&ccedil;&atilde;o e mobilidade do participante e a mudan&ccedil;a  			atitudinal do mesmo, principalmente no que diz respeito &agrave; busca de autonomia e independ&ecirc;ncia.  		</p> 		 		    <p> 			Kallie, Scharater, e Legge (2007) analisaram as variantes e mudan&ccedil;as de dire&ccedil;&atilde;o na marcha de indiv&iacute;duos cegos, que apresentam instabilidade, por exemplo, no andar em linha reta e  			em manter uma estabilidade na marcha. Eles relataram ainda a possibilidade de assimetrias f&iacute;sicas e biomec&acirc;nicas e a presen&ccedil;a de comportamentos em espiral durante a caminhada. 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; biomec&acirc;nica da marcha de L, a mesma foi caracterizada anteriormente como uma deambula&ccedil;&atilde;o de amplitude curta e com rota&ccedil;&atilde;o externa de quadril. Durante as atividades  			de orienta&ccedil;&atilde;o e mobilidade constantemente foram passados comandos verbais e cinest&eacute;sicos para o aumento da amplitude da passada, a fim de se retirar a inseguran&ccedil;a constante  			durante a caminhada e evitar poss&iacute;veis assimetrias f&iacute;sicas e biomec&acirc;nicas. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p> 		 		    <p> 			O uso do m&eacute;todo de estudo de caso e da t&eacute;cnica da observa&ccedil;&atilde;o, como proposto por May (2004) e Gil (1987), permitiu uma flexibilidade na pesquisa realizada e proporcionou uma maior  			compreens&atilde;o do indiv&iacute;duo estudado. Com a interven&ccedil;&atilde;o psicomotora realizada, L p&ocirc;de receber aux&iacute;lios para a sua orienta&ccedil;&atilde;o, que permitiram desenvolver, organizar e melhorar o  			entendimento das rela&ccedil;&otilde;es espaciais b&aacute;sicas, principalmente (Lam&ocirc;nica et al., 2008). Todos esses mecanismos s&atilde;o essenciais para a locomo&ccedil;&atilde;o em ambientes n&atilde;o-familiares.  			Percebeu-se que o processo de orienta&ccedil;&atilde;o e mobilidade &eacute; primordial no trabalho de independ&ecirc;ncia do DV e que este necessita de um est&iacute;mulo ao desenvolvimento psicomotor como base,  			visto os atrasos que podem surgir durante o seu crescimento e matura&ccedil;&atilde;o. Algumas limita&ccedil;&otilde;es foram enfrentadas na pesquisa, como no uso da bengala adequada. Adaptou-se a bengala,  			com a utiliza&ccedil;&atilde;o de um cabo de vassoura e diante da t&eacute;cnica de Hoover, como proposta por Melo (1991). N&atilde;o &eacute; o ideal, mas tornou-se uma importante adapta&ccedil;&atilde;o para o desenvolvimento  			do seu processo de independ&ecirc;ncia. Optou-se em qualificar os ganhos (pela observa&ccedil;&atilde;o) e torn&aacute;-las funcionais ao seu cotidiano, ao inv&eacute;s de quantificar as evolu&ccedil;&otilde;es apresentadas.  			Este estudo permitiu verificar tamb&eacute;m a necessidade de serem realizadas pesquisas com amostras maiores, sempre com o respeito das individualidades e que n&atilde;o ocorram compara&ccedil;&otilde;es a  			padr&otilde;es, dando-se maior relev&acirc;ncia ao uso do m&eacute;todo avaliativo referenciado a si pr&oacute;prio. A presente pesquisa, de car&aacute;ter explorat&oacute;rio, possibilitou ainda a elabora&ccedil;&atilde;o de uma  			perspectiva interna do fen&ocirc;meno estudado e, futuramente, as an&aacute;lises poder&atilde;o ser extrapoladas para casos similares. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Bastos, O. M., &amp; Deslandes, S. F. (2008). A experi&ecirc;ncia de ter um filho com defici&ecirc;ncia mental: Narrativas de m&atilde;es. <i>Caderno de Sa&uacute;de P&uacute;blica, 24</i>(9), 2141-2150.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S1646-107X201200040000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Castro, E. M., Paula, A. I., Tavares, C. P., &amp; Moraes, R. (2004). Orienta&ccedil;&atilde;o espacial em adultos com defici&ecirc;ncia visual: Efeitos de um treinamento de navega&ccedil;&atilde;o. <i>Psicologia:  			Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, 17</i>(2), 199-210.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S1646-107X201200040000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> 			Cotton, E. (1998). <i>Exercise for older adults: ACE’s guide for fitness profissionals</i>. Champaign: Human Kinetics.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S1646-107X201200040000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Gallahue, O. (2005). <i>Compreendendo o desenvolvimento motor de beb&ecirc;s, crian&ccedil;as, adolescentes e adultos</i>. S&atilde;o Paulo: Phorte.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S1646-107X201200040000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Gil, A. C. (1987). <i>M&eacute;todos e T&eacute;cnicas de Pesquisa Social</i>. S&atilde;o Paulo: Atlas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S1646-107X201200040000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Hayeems, R. Z., Geller, G., Finkelstein, D., &amp; Faden, R. R. (2005). How patients experience progressive loss of visual function: A model of adjustment using qualitative  			methods. <i>British Journal of Ophthalmology, 89</i> (5), 615-620.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S1646-107X201200040000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Kallie, C., Scharater, P. R., &amp; Legge, G.E. (2007). Variability in stepping direction explains the veering behavior of blind walkers. Journal of Experimental Psychology: <i> 			Human Perception and Performance, 33</i>(1), 183-200.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1646-107X201200040000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> 			Lam&ocirc;nica, D. A. C., Ara&uacute;jo Filho, P., Simonelli, S. B. J., Caetano, V. L. S., Regina, M. R. R., &amp; Regiani, D. M. (2008). Acessibilidade em ambiente universit&aacute;rio:  			identifica&ccedil;&atilde;o de barreiras arquitet&ocirc;nicas no campus da USP de Bauru. <i>Revista Brasileira de Educa&ccedil;&atilde;o Especial, 14</i>(2), 177-188.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1646-107X201200040000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Laplane, A. L. F., &amp; Batista, C. G. (2008). Ver, n&atilde;o ver e aprender: A participa&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as com baixa vis&atilde;o e cegueira na escola. <i>Caderno CEDES, 28</i>(75), 209-227.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1646-107X201200040000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			May, T. (2004). <i>Pesquisa social: Quest&otilde;es, m&eacute;todos e processos</i> (C. A. S. N. Soares, Tradu&ccedil;&atilde;o). Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1646-107X201200040000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Mazzotti, A. J. A. (2006). Usos e abusos dos estudos de caso. <i>Caderno de Pesquisas, 36</i>(129), 637-651.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1646-107X201200040000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Melo, H. F. R. (1991). <i>Defici&ecirc;ncia visual: li&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas de orienta&ccedil;&atilde;o e mobilidade</i>. Campinas: Editora da Unicamp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1646-107X201200040000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> 			Meur, A., &amp; Staes, L. (1984). <i>Psychomotricit&eacute; et Re&eacute;ducation</i> (A. M. I. Galuban &amp; S. ONO, Tradu&ccedil;&atilde;o). S&atilde;o Paulo: Manole.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1646-107X201200040000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Nuernberg, A, H. (2008). Contribui&ccedil;&otilde;es de Vigotski para a educa&ccedil;&atilde;o de pessoas com defici&ecirc;ncia visual. <i>Psicologia em Estudo, 13</i>(2), 307-316.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1646-107X201200040000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Postma, A., Zuidhoek, S., Noordzij, M. L., &amp; Kappers, A. M. L. (2008). Keep an eye on your hands: on the role of visual mechanisms in processing of haptic space. <i>Cognitive  			Processing, 9</i>(1), 63-68.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1646-107X201200040000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Powers, S. (2002). From concepts to practice in deaf education: A United Kingdom Perspective on Inclusion. <i>Journal of Deaf Studies and Deaf Education, 7</i>(3), 230-243.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1646-107X201200040000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Salomao, S. R., Mitsuhiro, M. R. K. H., &amp; Belfort Junior, R. (2009).Visual impairment and blindness: an overview of prevalence and causes in Brazil. <i>Anais da Academia  			Brasileira de Ci&ecirc;ncias. 81</i>(3), 539-549.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1646-107X201200040000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> 			Santin, S., &amp; Simmons, J. N. (1977). <i>Problemas das crian&ccedil;as portadoras de defici&ecirc;ncia visual cong&ecirc;nita na constru&ccedil;&atilde;o da realidade</i>. Recuperado de  			<a href="http://www.ibc.gov.br/?itemid=95#more" target="_blank">http://www.ibc.gov.br/?itemid=95#more</a> 		&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1646-107X201200040000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> 			Santos, A. (2005). <i>O cego, o espa&ccedil;o, o corpo e o movimento: uma quest&atilde;o de orienta&ccedil;&atilde;o e mobilidade</i>. Recuperado de <a href="http://www.ibc.gov.br/?itemid=106#more" target= 			"_blank">http://www.ibc.gov.br/?itemid=106#more</a>  		&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1646-107X201200040000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> 			Santos, L. C., Passos, J. E. O. S., &amp; Rezende, A. L. G. (2007). Os efeitos da aprendizagem psicomotora no controle das atividades de locomo&ccedil;&atilde;o sobre obst&aacute;culos em crian&ccedil;as com  			defici&ecirc;ncia da vis&atilde;o. <i>Revista Brasileira de Educa&ccedil;&atilde;o Especial, 13</i>(3), 365-380.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1646-107X201200040000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Silva, N. L. P., &amp; Dessen, M. A. (2001). Defici&ecirc;ncia Mental e Fam&iacute;lia: Implica&ccedil;&otilde;es para o Desenvolvimento da Crian&ccedil;a. <i>Psicologia: Teoria e Pesquisa, 17</i>(2), 133-141.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1646-107X201200040000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p> 			<i><a name="0"></a><a href="#top0">Endere&ccedil;o para Correspond&ecirc;ncia:</a></i> 			Felipe Alves Soares, Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica/UFV, 36570-000 Vi&ccedil;osa, MG, Brasil. 			<i>E-mail:</i> <a href="mailto:felipeefi_ufv@hotmail.com">felipeefi_ufv@hotmail.com</a> 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Financiamento:</b></p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			Este estudo &eacute; oriundo da pesquisa: “An&aacute;lise da estimula&ccedil;&atilde;o psicomotora voltada ao deficiente atrav&eacute;s de um instrumento de observa&ccedil;&atilde;o”, financiada pela FUNARBE – Funda&ccedil;&atilde;o Arthur  			Bernardes.  		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p>Submetido: 08.09.2011   &brvbar;   Aceite: 02.12.2012</p>	 	     ]]></body><back>
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