<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1646-107X</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Motricidade]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Motri.]]></abbrev-journal-title>
<issn>1646-107X</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Edições Desafio Singular]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1646-107X2012000400006</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.6063/motricidade.8(4).1552</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Pico da carreira desportiva em nadadores de nível mundial: análise das idades dos participantes nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Peak career in world-ranked swimmers: age’s analysis of 2008 Beijing Olympic Games participants]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Barbosa]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.M.]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.J.]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mejias]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Marinho]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.A.]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Louro]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A04"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.J.]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A05"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Nanyang Technological University  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
<country>Singapura</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Centro de Investigacao em Desporto, Saúde e Desenvolvimento Humano  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Vila Real ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="A03">
<institution><![CDATA[,Universidade da Beira Interior  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Covilhã ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="A04">
<institution><![CDATA[,Escola Superior de Desporto de Rio Maior  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Rio Maior ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="A05">
<institution><![CDATA[,Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Vila Real ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<volume>8</volume>
<numero>4</numero>
<fpage>52</fpage>
<lpage>61</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-107X2012000400006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-107X2012000400006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-107X2012000400006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Foi objetivo deste trabalho efetuar: (i) uma análise descritiva das idades de todos os participantes nas provas de Natação Pura Desportiva nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 e; (ii) uma análise comparativa das idades com base no sexo. Foram analisadas 1101 inscrições (588 masculinas e 513 femininas) em todas as provas dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008: 50 metros livres (L50), 100 metros livres (L100), 200 metros livres (L200), 400 metros livres (L400), 800 metros livres (L800, apenas sexo feminino) 1500 metros livres (L1500, apenas sexo masculino), 100 metros costas (C100), 200 metros costas (C200), 100 metros bruços (B100), 200 metros bruços (B200), 100 metros mariposa (M100), 200 metros mariposa (M200). Foram consultadas as listas finais de resultados disponibilizadas no site oficial dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 para identificação das identidades e idade cronológica dos nadadores. A idade cronológica (dia, mês, ano) foi convertida em idade decimal no dia de realização das eliminatórias de cada prova. Da análise quartílica, verifica-se uma tendência para a mediana da idade decimal, bem como a variância, diminuírem com o aumento da distância nadada em todos os estilos em ambos os sexos. Verificaram-se variações significativas de acordo com o sexo na idade decimal nas provas de L400 (p = .01), L1500/L800 (p = .02), C100 (p < .01), C200 (p < .01), B100 (p = .02), B200 (p = .04), M100 (p = .05) e M200 (p < .01). Em todos esses casos, a idade decimal foi significativamente superior nos nadadores do que nas nadadoras.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim of this paper was to: (i) describe the Beijing 2008 Olympic Games swimmer’s ages and; (ii) compare ages according to swimmer’s gender. It was analyzed 1101 inscriptions (588 men and 513 women) for all swimming events held at the Beijing 2008 Olympic Games: 50 meters freestyle (L50), 100 meters freestyle (L100), 200 meters freestyle (L200), 400 meters freestyle (L400), 800 meters freestyle (L800, only women) 1500 meters freestyle (L1500, only men), 100 meters backstroke (C100), 200 meters backstroke (C200), 100 meters breaststroke (B100), 200 meters breaststroke (B200), 100 meters butterfly (M100), 200 meters butterfly (M200). The final result lists was consulted at the Beijing 2008 Olympic Games official internet site, collecting the swimmer’s name and chronological age for each event. Afterwards, chronological age was converted into decimal age at the day of the event heats. From the quartile analysis became clear that there was a tendency for the age median and variance to decrease from the shorter to the longest events for both genders. There were significant variations in the age, according to gender at the L400 (p = .01), L1500/L800 (p = .02), C100 (p < .01), C200 (p < .01), B100 (p = .02), B200 (p = .04), M100 (p = .05) and M200 (p < .01). For all these events, decimal age was higher for men than for women.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[natação]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[performance]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[idade decimal]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[competição]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[swimming]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[performance]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[decimal age]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[competition]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[  		    <p> 			<b>Pico da carreira desportiva em nadadores de n&iacute;vel mundial: an&aacute;lise das idades dos participantes nos Jogos Ol&iacute;mpicos de Pequim 2008</b> 		</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		 		    <p> 			<b>T.M. Barbosa<sup>I</sup>,</b> 			<b>M.J. Costa<sup>II</sup>,</b> 			<b>E. Mejias<sup>II</sup>,</b> 			<b>D.A. Marinho<sup>III</sup>,</b> 			<b>H. Louro<sup>IV</sup>,</b> 			<b>A.J. Silva<sup>V</sup></b> 		</p> 		 		    <p> 			<sup>I</sup>Nanyang Technological University, Singapura. <br /> 			<sup>II</sup>Centro de Investigacao em Desporto, Sa&uacute;de e Desenvolvimento Humano, Vila Real, Portugal. <br /> 			<sup>III</sup>Universidade da Beira Interior, Covilh&atilde;, Portugal. <br /> 			<sup>IV</sup>Escola Superior de Desporto de Rio Maior, Rio Maior Portugal. <br /> 			<sup>V</sup>Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal. 		</p> 		 		    <p><i><a name="top0"></a><a href="#0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></i></p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>RESUMO</b></p> 		 		    <p> 			Foi objetivo deste trabalho efetuar: (i) uma an&aacute;lise descritiva das idades de todos os participantes nas provas de Nata&ccedil;&atilde;o Pura Desportiva nos Jogos Ol&iacute;mpicos de Pequim 2008 e;  			(ii) uma an&aacute;lise comparativa das idades com base no sexo. Foram analisadas 1101 inscri&ccedil;&otilde;es (588 masculinas e 513 femininas) em todas as provas dos Jogos Ol&iacute;mpicos de Pequim 2008:  			50 metros livres (L50), 100 metros livres (L100), 200 metros livres (L200), 400 metros livres (L400), 800 metros livres (L800, apenas sexo feminino) 1500 metros livres (L1500,  			apenas sexo masculino), 100 metros costas (C100), 200 metros costas (C200), 100 metros bru&ccedil;os (B100), 200 metros bru&ccedil;os (B200), 100 metros mariposa (M100), 200 metros mariposa  			(M200). Foram consultadas as listas finais de resultados disponibilizadas no site oficial dos Jogos Ol&iacute;mpicos de Pequim 2008 para identifica&ccedil;&atilde;o das identidades e idade cronol&oacute;gica  			dos nadadores. A idade cronol&oacute;gica (dia, m&ecirc;s, ano) foi convertida em idade decimal no dia de realiza&ccedil;&atilde;o das eliminat&oacute;rias de cada prova. Da an&aacute;lise quart&iacute;lica, verifica-se uma  			tend&ecirc;ncia para a mediana da idade decimal, bem como a vari&acirc;ncia, diminu&iacute;rem com o aumento da dist&acirc;ncia nadada em todos os estilos em ambos os sexos. Verificaram-se varia&ccedil;&otilde;es  			significativas de acordo com o sexo na idade decimal nas provas de L400 (<i>p </i> = .01), L1500/L800 (<i>p </i> = .02), C100 (<i>p </i> &lt; .01), C200 (<i>p </i> &lt; .01), B100  			(<i>p </i> = .02), B200 (<i>p </i> = .04), M100 (<i>p </i> = .05) e M200 (<i>p </i> &lt; .01). Em todos esses casos, a idade decimal foi significativamente superior nos nadadores  			do que nas nadadoras. 		</p> 		    <p><i>Palavras-chave</i>: nata&ccedil;&atilde;o, performance, idade decimal, competi&ccedil;&atilde;o</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Peak career in world-ranked swimmers: age’s analysis of 2008 Beijing Olympic Games participants</b></p> 		 		    <p><b>ABSTRACT</b></p> 		 		    <p> 			The aim of this paper was to: (i) describe the Beijing 2008 Olympic Games swimmer’s ages and; (ii) compare ages according to swimmer’s gender. It was analyzed 1101 inscriptions  			(588 men and 513 women) for all swimming events held at the Beijing 2008 Olympic Games: 50 meters freestyle (L50), 100 meters freestyle (L100), 200 meters freestyle (L200), 400  			meters freestyle (L400), 800 meters freestyle (L800, only women) 1500 meters freestyle (L1500, only men), 100 meters backstroke (C100), 200 meters backstroke (C200), 100 meters  			breaststroke (B100), 200 meters breaststroke (B200), 100 meters butterfly (M100), 200 meters butterfly (M200). The final result lists was consulted at the Beijing 2008 Olympic  			Games official internet site, collecting the swimmer’s name and chronological age for each event. Afterwards, chronological age was converted into decimal age at the day of the  			event heats. From the quartile analysis became clear that there was a tendency for the age median and variance to decrease from the shorter to the longest events for both genders.  			There were significant variations in the age, according to gender at the L400 (<i>p </i> = .01), L1500/L800 (<i>p </i> = .02), C100 (<i>p </i> &lt; .01), C200 (<i>p </i> &lt;  			.01), B100 (<i>p </i> = .02), B200 (<i>p </i> = .04), M100 (<i>p </i> = .05) and M200 (<i>p </i> &lt; .01). For all these events, decimal age was higher for men than for women. 		</p> 		    <p><i>Keywords</i>: swimming, performance, decimal age, competition</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p> 			A Nata&ccedil;&atilde;o Pura Desportiva &eacute; um desporto condicionado por diversos fatores, onde os pressupostos fisiol&oacute;gicos e os biomec&acirc;nicos t&ecirc;m um peso determinante na performance (Barbosa et  			al., 2009; 2010). Talvez por esses motivos, o in&iacute;cio da carreira desportiva na modalidade seja, por vezes, considerada como se dando precocemente. Com efeito, a tem&aacute;tica da  			especializa&ccedil;&atilde;o precoce foi particularmente focada nos debates sobre treino desportivo nos anos oitenta e noventa (Personne, 1987). Essas discuss&otilde;es incidiram de forma ac&eacute;rrima nas  			chamadas modalidades c&iacute;clicas e fechadas como &eacute; o caso da Nata&ccedil;&atilde;o Pura Desportiva (Makarenko, 2001; Platonov &amp; Fessenko, 1994; Wilke &amp; Madsen, 1990). 		</p> 		 		    <p> 			A esta ideia da precocidade do in&iacute;cio da carreira desportiva em Nata&ccedil;&atilde;o Pura Desportiva, aglutinou-se uma outra: A precocidade com que se atinge o pico de performance, quando  			balizada pela carreira desportiva planeada. De uma forma prosaica, n&atilde;o foi raro considerar-se que os praticantes de Nata&ccedil;&atilde;o Pura Desportiva atingem o pico da carreira desportiva  			mais cedo do que noutras modalidades desportivas (Platonov &amp; Fessenko, 1994; Silva et al., 2006; Silva et al., 2007). Isto apesar de, pelo menos a idade dos finalistas nas  			provas ol&iacute;mpicas de Nata&ccedil;&atilde;o Pura Desportiva dos anos oitenta, n&atilde;o serem diferentes dos restantes desportos (Lavoie &amp; Montpetit, 1986). 		</p> 		 		    <p> 			Lavoie e Montpetit (1986) descreveram as idades dos participantes nas quatro edi&ccedil;&otilde;es dos Jogos Ol&iacute;mpicos realizados entre 1964 e 1980. Em ambos os sexos houve uma tend&ecirc;ncia de  			aumento da idade, passando de 19.9 &plusmn; 0.96 anos para 20.6 &plusmn; 0.91 anos para os nadadores e de 17.3 &plusmn; 0.97 anos para 17.8 &plusmn; 0.97 anos para as nadadoras durante esse per&iacute;odo. Numa  			outra perspetiva, Platonov e Fessenko (1994) postularam que as idades para obten&ccedil;&atilde;o das melhores marcas estavam relacionadas com o sexo e a dist&acirc;ncia nadada. Nas provas de 100 e  			200 metros a maioria dos homens apresentou-se com idades compreendidas entre os 18 e os 22 anos (79.5%), no caso das mulheres entre os 16 e os 20 anos (50%). Nas provas mais  			longas (i.e., 400, 800 e 1500 metros), os nadadores apresentaram entre os 17 e os 20 anos (56.7%) e as nadadoras entre os 15 e os 18 anos (70.8%). Weineck (2002) apresentou a  			evolu&ccedil;&atilde;o dos tempos dos nadadores de 100 m Livres durante os anos setenta, sugerindo que a idade de pico de performance foi aproximadamente os 22 anos. 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			As competi&ccedil;&otilde;es mais importantes a n&iacute;vel internacional s&atilde;o as mais apropriadas para se analisar o momento do pico de carreira desportiva dos nadadores de elite. Os Jogos Ol&iacute;mpicos  			s&atilde;o a competi&ccedil;&atilde;o mais importante e onde a larga maioria dos nadadores de n&iacute;vel mundial procura atingir o pico de forma no quadro de um planeamento e periodiza&ccedil;&atilde;o da carreira  			desportiva (Maglischo, 2003). Com efeito, o pr&oacute;prio processo de identifica&ccedil;&atilde;o de talentos assenta num modelo operativo que toma em considera&ccedil;&atilde;o este facto (Silva et al. 2010).  			Mais ainda, a idade previs&iacute;vel para obten&ccedil;&atilde;o dos melhores resultados &eacute; um t&oacute;pico de interesse para os envolvidos em Nata&ccedil;&atilde;o Pura Desportiva (Silva et al., 2006; Silva et al.,  			2007). Silva et al. (2006; 2007) analisaram a evolu&ccedil;&atilde;o da carreira em nadadores portugueses do sexo masculino e feminino, respetivamente, utilizando modela&ccedil;&otilde;es matem&aacute;ticas. Com  			base na an&aacute;lise dos resultados obtidos, foi poss&iacute;vel verificar que, em Portugal, tanto os nadadores como as nadadoras tendem a obter as suas melhores marcas mais cedo quanto mais  			longa for a dist&acirc;ncia da prova. Isto apesar das nadadoras atingirem as melhores marcas mais cedo do que os nadadores (provas de 100 m: 19.00 vs. 21.98 anos, provas de 200 m: 18,11  			vs. 20,82 anos, 400 m: 17.44 vs. 20.66 anos) (Silva et al., 2006; 2007). Com efeito, estes resultados parecem corroborar a tend&ecirc;ncia internacional (Ivkovic, Bojanic &amp; Ivkovic,  			2001; Sambanis, Kofotolis, Kalogeropoulou, Noussios, Sambanis &amp; Kalogeropoulos, 2003; Stafford, 2005). A maior precocidade das nadadoras face aos nadadores ser&aacute; explic&aacute;vel  			pelo facto de tamb&eacute;m elas apresentarem uma maior precocidade do ponto de vista da matura&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica. Contudo, salvo melhor opini&atilde;o, n&atilde;o parece que exista na literatura qualquer  			trabalho revisitando ou atualizando os estudos citados anteriormente sobre a idade de pico de carreira desportiva em nadadores de elevado n&iacute;vel competitivo. 		</p> 		 		    <p> 			No que se refere &agrave;s idades &oacute;timas de obten&ccedil;&atilde;o dos resultados desportivos, Silva et al. (2006) apela &agrave; necessidade da estrutura&ccedil;&atilde;o racional da prepara&ccedil;&atilde;o da carreira desportiva,  			visando o alcance dos melhores resultados desportivos, justificando-se a altera&ccedil;&atilde;o da estrutura de programa&ccedil;&atilde;o desportiva a longo e m&eacute;dio prazo, de tal forma que: (i) a estrutura  			do processo de treino esteja em estreita correspond&ecirc;ncia com as particularidades individuais dos nadadores (velocistas, meio-fundistas e fundistas); (ii) se verifique um  			redirecionamento da orienta&ccedil;&atilde;o dos conte&uacute;dos de treino e sua magnitude, face aos condicionalismos existentes e; (iii) sejam viabilizadas medidas de promo&ccedil;&atilde;o e enquadramento  			institucional especiais face &agrave; especificidade da prepara&ccedil;&atilde;o desportiva. 		</p> 		 		    <p> 			Desde logo emerge a quest&atilde;o se na entrada da segunda d&eacute;cada do s&eacute;culo XXI, a perspetiva de precocidade no alcance do pico de carreira desportiva em Nata&ccedil;&atilde;o Pura se mant&ecirc;m, como  			postulado nas d&eacute;cadas anteriores. Mais ainda, sendo a Nata&ccedil;&atilde;o Pura uma das modalidades desportivas com uma maior mutabilidade nos anos recentes, expressa pela facilidade e  			quantidade de recordes do mundo batidos, faz com que o conhecimento da idade de pico de carreira permite aos treinadores de escal&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o e de escal&otilde;es absolutos balizar e  			definir uma plano de carreira otimizado para que os seus nadadores atinjam tamb&eacute;m eles o pico na idade adequada. Assim, visa-se fornecer aos t&eacute;cnicos no terreno informa&ccedil;&otilde;es &uacute;teis  			e da m&aacute;xima relev&acirc;ncia para a maximiza&ccedil;&atilde;o do rendimento dos seus nadadores. 		</p> 		 		    <p> 			Foi objetivo deste trabalho efetuar: (i) uma an&aacute;lise descritiva das idades de todos os participantes nas provas de Nata&ccedil;&atilde;o Pura Desportiva nos Jogos Ol&iacute;mpicos de Pequim 2008 e;  			(ii) uma an&aacute;lise comparativa das idades com base no sexo. Definiu-se como hip&oacute;teses que os nadadores das provas mais curtas seriam mais velhos do que os das provas mais longas e,  			que os nadadores seriam mais velhos do que as nadadoras. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>M&Eacute;TODO</b></p> 		 		    <p><b>Amostra</b></p> 		 		    <p> 			Foram analisadas 1101 inscri&ccedil;&otilde;es (588 masculinas e 513 femininas) em todas as provas dos Jogos Ol&iacute;mpicos de Pequim 2008. No caso das provas masculinas de 50 metros livres (L50),  			100 metros livres (L100), 200 metros livres (L200), 400 metros livres (L400), 1500 metros livres (L1500), 100 metros costas (C100), 200 metros costas (C200), 100 metros bru&ccedil;os  			(B100), 200 metros bru&ccedil;os (B200), 100 metros mariposa (M100) e 200 metros mariposa (M200) inscreveram-se respetivamente 97, 64, 55, 36, 35, 45, 40, 64, 52, 65 e 45 nadadores. Nas  			competi&ccedil;&otilde;es femininas nas provas de L50, L100, L200, L400, 800 metros livres (L800), C100, C200, B100, B200, M100 e M200 foram inscritas respetivamente 90, 48, 46, 41, 35, 47, 34,  			50, 40, 48 e 34 nadadoras. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Instrumentos e Procedimentos</b></p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Identifica&ccedil;&atilde;o dos nadadores</i></p> 		 		    <p> 			Considerou-se como fator de inclus&atilde;o o sujeito: (i) participar nos Jogos Ol&iacute;mpicos de Pequim 2008; (ii) estar inscrito em pelo menos uma prova do calend&aacute;rio ol&iacute;mpico de Nata&ccedil;&atilde;o  			Pura Desportiva; (iii) a inscri&ccedil;&atilde;o ter sido efetuada pelo respetivo Comit&eacute; Ol&iacute;mpico nacional com base em tempos m&iacute;nimos de admiss&atilde;o, competi&ccedil;&otilde;es eliminat&oacute;rias de n&iacute;vel nacional  			(i.e. National Trials) ou atrav&eacute;s de admiss&atilde;o livre (i.e., Wild cards) previstos em casos particulares pelo Comit&eacute; Ol&iacute;mpico Internacional; (iv) o site oficial da competi&ccedil;&atilde;o  			disponibilizar cumulativamente a classifica&ccedil;&atilde;o final, a identifica&ccedil;&atilde;o do nadador e a sua idade cronol&oacute;gica (dia, m&ecirc;s e ano de nascimento), o tempo de prova, bem como, a data de  			realiza&ccedil;&atilde;o das eliminat&oacute;rias (dia, m&ecirc;s e ano). 		</p> 		 		    <p> 			Para identifica&ccedil;&atilde;o das identidades, idade cronol&oacute;gica (ano, m&ecirc;s e dia de nascimento) e respetiva classifica&ccedil;&atilde;o final dos nadadores em cada prova nadada, recorreu-se &agrave;s listas  			finais de resultados disponibilizadas no site oficial dos Jogos Ol&iacute;mpicos de Pequim 2008 (<a href="http://results.beijing2008.cn" target="_blank">http://results.beijing2008.cn</a>) acedidos em junho de 2009. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><i>C&aacute;lculo da idade decimal</i></p> 		 		    <p> 			A idade cronol&oacute;gica foi convertida em idade decimal. O c&aacute;lculo da idade decimal foi efetuada de acordo com o procedimento largamente difundido na literatura (Brown, &amp; Barrett,  			1969; Markuske, 1971) em que: 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><img src="/img/revistas/mot/v8n4/8n4a06e1.jpg"></p> 		    
<p>&nbsp;</p> 		 		    <p> 			Onde DA &eacute; a data de avalia&ccedil;&atilde;o e DN a data do nascimento. O c&aacute;lculo da idade decimal tamb&eacute;m &eacute; adotado em determinados tipos de investiga&ccedil;&otilde;es em Nata&ccedil;&atilde;o Pura Desportiva (Taylor,  			Stratton, Lees, Atkinson &amp; MacLaren, 2001). A idade decimal de cada nadador foi calculada considerando como DA o dia das eliminat&oacute;rias das provas em que se encontrava  			inscrito. Todas as eliminat&oacute;rias das provas decorreram entre os dias 09 e 15 de agosto de 2008. 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		    <p><b>An&aacute;lise Estat&iacute;stica</b></p> 		 		    <p> 			A an&aacute;lise explorat&oacute;ria dos dados incluiu a determina&ccedil;&atilde;o dos pressupostos de normalidade atrav&eacute;s do teste de Shapiro-Wilk, testando a hip&oacute;tese nula que os dados selecionados t&ecirc;m  			uma distribui&ccedil;&atilde;o normal. Foram calculadas diversas estat&iacute;sticas descritivas (m&eacute;dia, 1 desvio-padr&atilde;o, vari&acirc;ncia, quartis) para todas as provas de Nata&ccedil;&atilde;o Pura Desportiva do  			calend&aacute;rio ol&iacute;mpico em ambos os sexos. Para an&aacute;lise da vari&acirc;ncia das idades decimais entre sexos para cada prova recorreu-se &agrave; ANOVA a um fator (sexo: masculino vs feminino). Em  			todas as situa&ccedil;&otilde;es o n&iacute;vel de signific&acirc;ncia foi determinado para <i>p</i> &le; .05. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>RESULTADOS</b></p> 		 		    <p> 			As figuras 1 e 2 apresentam respetivamente os boxplot simples para distribui&ccedil;&atilde;o quart&iacute;lica das idades decimais de todas as provas masculinas e femininas em estudo. Em ambos os  			casos verifica-se uma tend&ecirc;ncia para a mediana da idade decimal, bem como a vari&acirc;ncia, diminu&iacute;rem ligeiramente com o aumento da dist&acirc;ncia nadada em todos os estilos. Para as  			provas masculinas de L50, L100, L200, L400 e L800 a vari&acirc;ncia foi de 20.34, 13.70, 12.37, 11.47 e 15.59. A vari&acirc;ncia foi de 27.26, 17.81, 11.33, 10.03 e 13.11 para as provas  			femininas de L50, L100, L200, L400 e L800 respetivamente. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><img src="/img/revistas/mot/v8n4/8n4a06f1.jpg"></p> 		    
<p> 			<i>Figura 1.</i> Percentis das idades decimais dos participantes masculinos nas provas de Nata&ccedil;&atilde;o Pura Desportiva nos Jogos Ol&iacute;mpicos de Pequim 2008. 		</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		    <p><img src="/img/revistas/mot/v8n4/8n4a06f2.jpg"></p> 		    
<p> 			<i>Figura 2.</i> Percentis das idades decimais das participantes femininas nas provas de Nata&ccedil;&atilde;o Pura Desportiva nos Jogos Ol&iacute;mpicos de Pequim 2008. 		</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		 		    <p> 			A tabela 1 apresenta as m&eacute;dias e os desvios-padr&atilde;o das idades decimais de ambos os sexos. Para o sexo masculino, a prova onde os nadadores inscritos apresentaram uma m&eacute;dia de  			idades mais reduzida foi a L200 (22.53 &plusmn; 3.51 anos) e mais elevada a C100 (24.29 &plusmn; 3.70 anos). Para o caso do sexo feminino, a prova com a m&eacute;dia et&aacute;ria mais reduzida  			foi a C200 (20.43 &plusmn; 2.93 anos) e a mais elevada a M100 (22.61 &plusmn; 4.05 anos). 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p>Tabela 1</p> 		    <p> 			<i> 				M&eacute;dia e 1 desvio-padr&atilde;o das idades decimais de ambos os sexos nas provas de Nata&ccedil;&atilde;o Pura Desportiva dos Jogos Ol&iacute;mpicos de Pequim 2008. 			</i> 		</p> 		    <p><img src="/img/revistas/mot/v8n4/8n4a06t1.jpg"></p> 		    
<p>&nbsp;</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			A tabela 2 descreve a an&aacute;lise da vari&acirc;ncia das idades decimais entre as mesmas provas entre os dois sexos. No caso da dist&acirc;ncia mais longa no estilo livre, optou-se pela  			compara&ccedil;&atilde;o entre a L1500 do sexo masculino com a L800 do sexo feminino. Verificaram-se varia&ccedil;&otilde;es significativas na idade decimal nas provas de L400, L1500/L800, C100, C200, B100,  			B200, M100 e M200. Em todos estes casos, a idade decimal foi significativamente superior nos nadadores do que nas nadadoras. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p>Tabela 2</p> 		    <p> 			<i> 				An&aacute;lise da vari&acirc;ncia das idades decimais entre sexos. 			</i> 		</p> 		    <p><img src="/img/revistas/mot/v8n4/8n4a06t2.jpg"></p> 		    
<p>&nbsp;</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p> 		 		    <p> 			O presente estudo teve como objetivo realizar uma an&aacute;lise descritiva das idades de todos os participantes nas provas de Nata&ccedil;&atilde;o Pura Desportiva nos Jogos Ol&iacute;mpicos de Pequim 2008  			e uma compara&ccedil;&atilde;o das mesmas com base no sexo. Constatou-se que existe uma tend&ecirc;ncia para os nadadores das provas mais curtas serem mais velhos do que os das provas mais longas em  			ambos os sexos, e os nadadores serem mais velhos do que as nadadoras. 		</p> 		 		    <p> 			Verifica-se uma tend&ecirc;ncia para a mediana da idade decimal diminuir ligeiramente com o aumento da dist&acirc;ncia nadada em todos os estilos nos dois sexos. Na realidade, alguns autores  			estudaram outras vari&aacute;veis de tend&ecirc;ncia central que n&atilde;o a mediana. Antes, optaram pela m&eacute;dia (Lavoie &amp; Montpetit, 1986; Platonov &amp; Fessenko, 1994) ou a moda (Platonov &amp; 			 Fessenko, 1994; Weineck, 2002). Todavia, dada a natureza do estudo em causa, parece ser mais pertinente averiguar a mediana das idades, j&aacute; que esta indica at&eacute; que idade decimal  			se encontravam 50% dos nadadores(as) participantes em cada prova do calend&aacute;rio ol&iacute;mpico (i.e. o percentil 50). A ado&ccedil;&atilde;o exclusiva quer da m&eacute;dia, quer a moda, implicava uma an&aacute;lise  			de vari&aacute;veis de dispers&atilde;o. Desta forma, optou-se pela descri&ccedil;&atilde;o dos valores de mediana, m&eacute;dia e desvio-padr&atilde;o. 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			A figura 3 apresenta a compara&ccedil;&atilde;o do pico que carreira dos nadadores ol&iacute;mpicos aqui analisados com a previs&atilde;o efetuada para nadadores portugueses dos sexo masculino (Silva et al.,  			2006) e sexo feminino (Silva et al., 2007). Da compara&ccedil;&atilde;o transparece que, de forma gen&eacute;rica, o pico de forma na realidade portuguesa ocorre mais cedo do que nos nadadores  			ol&iacute;mpicos. Este facto pode estar associado a quest&otilde;es mais de &iacute;ndole s&oacute;cio-cultural e n&atilde;o tanto do treino desportivo propriamente dito. A realidade da nata&ccedil;&atilde;o portuguesa &eacute;  			distinta da verificada nos pa&iacute;ses que s&atilde;o pot&ecirc;ncias da nata&ccedil;&atilde;o mundial. Em Portugal os nadadores n&atilde;o s&atilde;o semiprofissionais nem t&atilde;o pouco se dedicam a cem por cento &agrave; modalidade. A  			pr&aacute;tica da Nata&ccedil;&atilde;o Pura faz-se em articula&ccedil;&atilde;o com outras atividades como a acad&eacute;mica ou a laboral. Consequentemente, a entrada para o ensino superior por volta dos 18 a 20 anos  			leva a que uma parte substancial dos nadadores ou abandone a modalidade ou lhe passe a dedicar menos tempo. Seria interessante uma reflex&atilde;o an&aacute;loga para outras realidades como a  			brasileira, a angolana, a mo&ccedil;ambicana ou qualquer outro dos PALOPs. Todavia, salvo melhor opini&atilde;o n&atilde;o existe na literatura qualquer estudo a este respeito. O mais pr&oacute;ximo foi o  			estudo de Darido e Farinha (1995) que verificaram na realidade brasileira um abandono da modalidade entre os 17 e os 21 anos. Este facto parece ser similar &agrave; realidade portuguesa  			como descrito anteriormente. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><img src="/img/revistas/mot/v8n4/8n4a06f3.jpg"></p> 		    
<p> 			<i>Figura 3.</i> Compara&ccedil;&atilde;o do pico de carreira dos nadadores participantes nos Jogos Ol&iacute;mpicos de Pequim 2008 com os nadadores portugueses do sexo masculino (Silva et al., 2006)  			e do sexo feminino (Silva et al., 2007). 		</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		 		    <p> 			Lavoie e Montpetit (1986) descreveram que as idades dos participantes nas quatro edi&ccedil;&otilde;es dos Jogos Ol&iacute;mpicos entre 1964 e 1980 variaram entre os 19.9 &plusmn; 0.96 anos para os  			20.6 &plusmn; 0.91 anos no caso dos nadadores e dos 17.3 &plusmn; 0.97 anos para os 17.8 &plusmn; 0.97 anos no caso das nadadoras. Tentando uma compara&ccedil;&atilde;o mais “qualitativa” dos  			dados destes dois autores com os do presente estudo, parece que os nadadores de elite do s&eacute;culo XXI s&atilde;o claramente mais velhos do que os dos anos 60, 70 e 80 do s&eacute;culo XX. Mais  			ainda, alguns autores tendiam a sugerir que a idade de pico de forma da carreira seria atingida bem mais cedo do que se verifica hoje em dia (Platonov &amp; Fessenko, 1994;  			Weineck, 2002). Todavia, pode acontecer que a idade em que se atinja o pico de carreira, aconte&ccedil;a dentro dos limites balizados pela literatura. Diversos autores consideram esse  			facto, n&atilde;o s&oacute; no contexto da nata&ccedil;&atilde;o Portuguesa (Silva et al., 2006; 2007) mas tamb&eacute;m da nata&ccedil;&atilde;o internacional (Ivkovic, Bojanic, &amp; Ivkovic, 2001; Sambanis, Kofotolis,  			Kalogeropoulou, Noussios, Sambanis, &amp; Kalogeropoulos, 2003; Stafford, 2005). Assim, poder-se-&aacute; especular que apesar da idade de obten&ccedil;&atilde;o do pico de carreira n&atilde;o se ter  			alterado de forma decisiva, o que possibilitou aos nadadores manterem-se durante mais tempo ao mais alto n&iacute;vel competitivo. 		</p> 		 		    <p> 			Esta manuten&ccedil;&atilde;o durante mais tempo em competi&ccedil;&otilde;es de n&iacute;vel internacional pode ser constatada pela an&aacute;lise da vari&acirc;ncia das idades decimais. No atual estudo constatou-se uma  			tend&ecirc;ncia para a vari&acirc;ncia diminuir com o aumento da dist&acirc;ncia do nado em todos os estilos em ambos os sexos. A maior vari&acirc;ncia nas provas mais curtas ser&aacute; explicada pela  			participa&ccedil;&atilde;o nessas provas de nadadores(as) de idades mais avan&ccedil;adas, o que aumenta a vari&acirc;ncia e o desvio-padr&atilde;o. N&atilde;o se querendo fazer generaliza&ccedil;&otilde;es a partir de casos  			particulares, foi particularmente medi&aacute;tica a participa&ccedil;&atilde;o em finais ol&iacute;mpicas de alguns nadadores, de ambos os sexos, na casa dos trinta e muitos anos conseguindo obter em alguns  			casos lugares no p&oacute;dio. Este prolongar da carreira desportiva parece ser uma prem&ecirc;ncia dos debates decorridos nos anos oitenta e noventa sobre a especializa&ccedil;&atilde;o precoce de atletas  			e a consequente entrada em burn out tamb&eacute;m ela mais cedo do que desej&aacute;vel (Makarenko, 2001; Personne, 1987; Platonov &amp; Fessenko, 1994; Wilke, &amp; Madsen, 1990). Todo esse  			debate ter&aacute; levado ao interesse de se desenvolver modelos de treino e periodiza&ccedil;&atilde;o que permitissem em circunst&acirc;ncias particulares a perpetua&ccedil;&atilde;o dos atletas na carreira desportiva  			ao mais alto n&iacute;vel (Maglischo, 2003). Isto apesar da tend&ecirc;ncia para a diminui&ccedil;&atilde;o da performance com o aumento da idade (Rubin &amp; Rahe, 2010). Mais ainda, os pr&oacute;prio processo de  			treino e de periodiza&ccedil;&atilde;o para as provas mais curtas parece ser especialmente favor&aacute;vel &agrave; perpetua&ccedil;&atilde;o dos nadadores em atividade, j&aacute; que tem um car&aacute;ter distinto do ponto de vista  			da carga interna e externa de treino das restantes especialidades (Maglischo, 2003; Silva et al., 2010). 		</p> 		 		    <p> 			A capacidade dos jovens para os esfor&ccedil;os anaer&oacute;bios &eacute; inferior aos adultos. Isto deve-se a um menor n&iacute;vel da atividade da glic&oacute;lise anaer&oacute;bia, j&aacute; que a atividade das enzimas  			glicol&iacute;ticas tamb&eacute;m &eacute; inferior nos jovens (Reis, 1996). A pot&ecirc;ncia anaer&oacute;bia e a capacidade anaer&oacute;bia aumentam progressivamente durante o crescimento e matura&ccedil;&atilde;o. Mais ainda, as  			curtas dist&acirc;ncias (50 e 100 m) requerem mais pot&ecirc;ncia muscular e velocidade que atingem o pico m&aacute;ximo no t&eacute;rmino do salto pubert&aacute;rio, aproximadamente aos 16 anos (Silva et al.,  			2007). Consequentemente a possibilidade de evolu&ccedil;&atilde;o do rendimento nas provas de curta dist&acirc;ncia &eacute; maior do que nas provas de longa dist&acirc;ncia numa perspetiva de carreira desportiva. 		</p> 		 		    <p> 			Ao comparar-se a idade decimal com base no sexo, esta foi sempre significativamente superior nos nadadores do que nas nadadoras com exce&ccedil;&atilde;o das provas de L50, L100 e L200. Mesmo  			nesses tr&ecirc;s casos os nadadores foram em m&eacute;dia mais velhos do que as nadadoras. Com efeito, a literatura parece ser consistente nesta ideia de, ao longo das d&eacute;cadas, os nadadores  			tenderem a ser mais velhos do que os seus pares do sexo feminino para determinada dist&acirc;ncia/prova nadada (Lavoie &amp; Montpetit, 1986; Platonov &amp; Fessenko, 1994). Inclusive  			esta tend&ecirc;ncia internacional para as nadadoras serem mais novas do que os nadadores tamb&eacute;m &eacute; constat&aacute;vel na realidade da nata&ccedil;&atilde;o Portuguesa (Silva et al., 2006; 2007). Este facto  			est&aacute; claramente relacionado com quest&otilde;es de &iacute;ndole maturacional onde os sujeitos do sexo feminino tendem a apresentar uma maior precocidade desenvolvimentista do que os sujeitos  			do sexo masculino (Duke, Liff &amp; Gross, 1980). Com efeito, este fen&oacute;meno transborda para o contexto da Nata&ccedil;&atilde;o Pura Desportiva j&aacute; que as nadadoras s&atilde;o tidas como mais  			desenvolvidas maturacionalmente do que os nadadores para uma determinada idade cronol&oacute;gica durante o per&iacute;odo pubert&aacute;rio (Lavoie &amp; Montpetit, 1986, Sokolovas, 1999). Este facto  			leva a que os modelos de plano de carreira das nadadoras considerem uma maior “precocidade” nas etapas de desenvolvimento desportivo do que nos nadadores (Silva et al., 2010). 		</p> 		 		    <p> 			Enquanto implica&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica para os t&eacute;cnicos no terreno emerge que a carreira desportiva dos nadadores velocistas &eacute; mais longa do que a dos fundistas. O pico de carreira  			desportiva deve ser planeado para ser atingida sensivelmente entre os 23 e os 27 anos em nadadores de provas curtas e entre os 19 e 24 anos para nadadores de provas longas. Assim  			sendo, o plano de carreira de um velocista pode e deve ser estruturado sem uma exagerada centraliza&ccedil;&atilde;o no primado do rendimento durante os escal&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o j&aacute; que a carreira  			quer-se mais prolongada do que no caso dos nadadores de provas mais longas. A excessiva focaliza&ccedil;&atilde;o no rendimento em escal&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o pode-se revestir de uma press&atilde;o extra  			para o nadador, levando a quadros de sobretreino e/ou burnout inviabilizando o alcance do pico de carreira em idades pr&oacute;ximas das verificadas nos nadadores de elite. 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			Comparando a idade de obten&ccedil;&atilde;o do pico de carreira por t&eacute;cnica de nado, para dist&acirc;ncias comuns (L100 vs C100 vs B100 vs M100 e L200 vs C200 vs B200 vs M200) a tend&ecirc;ncia &eacute; a mesma  			para ambos os sexos. Constata-se que as idades de pico para as provas de 200 metros s&atilde;o inferiores &agrave;s provas de 100 metros pelos motivos explanados previamente. Para cada  			dist&acirc;ncia em apre&ccedil;o (100 metros e 200 metros) n&atilde;o se verificam diferencias substanciais entre as quatro t&eacute;cnicas de nado. Desta forma, enquanto implica&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica para os t&eacute;cnicos  			sugere-se que o plano de carreira a desenhar pode ser muito similar independentemente da especializa&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica que &eacute; feita por volta dos escal&otilde;es de juvenil e j&uacute;nior. 		</p> 		 		    <p> 			Dito isto, h&aacute; a sublinhar que se podem configurar como limita&ccedil;&otilde;es deste estudo: (i) a an&aacute;lise se cingir a nadadores de n&iacute;vel mundial, pelo que a sua extrapola&ccedil;&atilde;o para outros  			n&iacute;veis competitivos e/ou contextos deve ser efetuada com cautela; (ii) haver nadadores que participam em mais de uma prova, pelo que o n&uacute;mero de inscri&ccedil;&otilde;es n&atilde;o representa de forma  			v&aacute;lida o n&uacute;mero de atletas participantes no calend&aacute;rio ol&iacute;mpico; (iii) a necessidade de futuramente se tentar uma abordagem determin&iacute;stica, compreendendo as hipot&eacute;ticas rela&ccedil;&otilde;es  			entre a idade e a performance obtida ou outras caracter&iacute;sticas pertinentes, estabelecendo inclusive grupos de coorte por prova se isso for vi&aacute;vel. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p> 		 		    <p> 			Pode-se ent&atilde;o concluir que: (i) em ambos os sexos existe uma tend&ecirc;ncia para os nadadores das provas mais curtas serem mais velhos do que os das provas mais longas; (ii) a  			dispers&atilde;o das idades &eacute; superior nas provas mais curtas e; (iii) por prova, os nadadores s&atilde;o mais velhos do que as nadadoras. 		</p> 		 		    <p> 			Assim sendo, os treinadores podem desenhar um plano de carreira sem um excesso de preocupa&ccedil;&atilde;o com o rendimento nos escal&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o, evitando as principais causas de  			desist&ecirc;ncia de forma precoce da carreira desportiva, sem que se chegue a atingir o momento de m&aacute;xima performance. Mais ainda, este estudo corrobora a necessidade de se considerar  			os pressupostos da matura&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica e da respetiva precocidade das nadadoras em compara&ccedil;&atilde;o com os nadadores. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p>		 		    <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Barbosa, T.M., Lima, V., Mejias, E., Costa, M.J., Marinho, D.A., Garrido, N., Silva, A.J., &amp; Bragada, J.A. (2009). A efici&ecirc;ncia propulsiva e a performance em nadadores n&atilde;o  			experts. <i>Motricidade, 5,</i> 27-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S1646-107X201200040000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> 			Barbosa, T.M., Bragada, J.A., Reis, V.M., Marinho, D.A., Carvalho, C., &amp; Silva A.J. (2010). Energetics and biomechanics as determining factors of swimming performance:  			updating the state of the art. <i>Journal of Science and Medicine in Sports, 13</i>, 262-269.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S1646-107X201200040000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Brown, T., &amp; Barrett, M.J. (1969). Tables for decimal age conversion by computer. <i>Australian Dentist Journal, 14</i>, 197-198.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S1646-107X201200040000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Darisa, S.C. &amp; Farinha, F.K. (1995). Especializa&ccedil;&atilde;o precoce na nata&ccedil;&atilde;o e seus efeitos na idade adulta. <i>Motriz, 1</i>, 59-70 		&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S1646-107X201200040000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> 			Duke, P.M., Liff, I.F., &amp; Gross, R.T. (1980). Adolescents’ self-assessment of sexual maturation. <i>Pediatrics, 66</i>, 918-920 		&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1646-107X201200040000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> 			Ivkovic, A., Bojanic, I., &amp; Ivkovic, M. (2001). The female athlete triad. <i>Lijec Vjesn, 123</i>, 200-206.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S1646-107X201200040000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Lavoie, J.M., &amp; Montpetit, R. (1986). Applied Physiology of swimming. <i>Sports Medicine, 3</i>, 165-188.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1646-107X201200040000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> 			Maglischo, E. (2003). <i>Swimming fastest</i>. Champaign, Illinois: Human Kinetics.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1646-107X201200040000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Makarenko, L. (2001). <i>Nata&ccedil;&atilde;o – sele&ccedil;&atilde;o de talentos e inicia&ccedil;&atilde;o desportiva</i>. Porto Alegre: Artmed Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1646-107X201200040000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Markuske, H (1971). Tabulations on the age of children: advantages of decimal values. <i>Dtsch Gesundheitsw</i></a><i>, 26</i>, 1797-1798.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1646-107X201200040000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Personne, J. (1987). <i>Nenhuma medalha vale a sa&uacute;de de uma crian&ccedil;a</i>. Lisboa: Livros Horizonte.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1646-107X201200040000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Platonov, V.N., &amp; Fessenko, S.L. (1994). <i>Los sistemas de entrenamiento de los mejores nadadores del mundo. Volume I</i>. Barcelona: Editorial Paidotribo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1646-107X201200040000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> 			Reis, V. (1996). Capacidade de Esfor&ccedil;o, Crescimento e Treino. <i>Revista Horizonte, 72</i>, 12-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1646-107X201200040000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Rubin, R.T., &amp; Rahe, R.H. (2010). Effects of aging in Master swimmers: 40-years review and suggestions for optimal health benefits. <i>Open Access Journal of Sports Medicine, 1 			</i>, 39-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1646-107X201200040000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Sambanis, M., Kofotolis, N., Kalogeropoulou, E., Noussios, G., Sambanis, P., &amp; Kalogeropoulos, J. (2003).  A study of the effects on the ovarian cycle of athletic training in  			different sports. <i>Journal of Sports Medicine and Physical Fitness, 43</i>, 398-403.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1646-107X201200040000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Silva, A.J., Marques, A.T., &amp; Costa, A.M. (2010). <i>Identifica&ccedil;&atilde;o de talentos no desporto. Um modelo operativo para a nata&ccedil;&atilde;o</i>. Alfragide: Texto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1646-107X201200040000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Silva, A. J., Marinho, D., Carvalhal, I. M., Dur&atilde;o, M., Reis, V., Carneiro, A. &amp; Aidar, F. (2007) An&aacute;lise da evolu&ccedil;&atilde;o da carreira desportiva de nadadores do g&eacute;nero feminino  			utilizando a modela&ccedil;&atilde;o matem&aacute;tica. <i>Revista Brasileira Medicina Esporte, 13</i>, 175-180.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1646-107X201200040000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> 			Silva, A. J., Reis, V., Gudetti, L., Sim&otilde;es, P., Carneiro, A., Raposo, J. V. &amp; Baldari, C. (2006) An&aacute;lise da Evolu&ccedil;&atilde;o da Carreira Desportiva de Nadadores do Sexo Masculino  			Utilizando a Modela&ccedil;&atilde;o Matem&aacute;tica. <i>Revista Treinamento Desportivo, 7</i>, 50-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1646-107X201200040000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Sokolovas, G. (1999). Biological maturation of swimmers. In K.L. Keskinen, P.V. Komi &amp; A.P. Hollander (Eds.), <i>Biomechanics and Medicine in Swimming VIII</i> (pp. 315-319).  			Jyvaskyla: Gummerus Printing.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1646-107X201200040000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Stafford, D.E. (2005). Altered hypothalamic-pituitary-ovarian axis function in young female athletes: implications and recommendations for management. <i>Treatment in  			Endocrinology, 4</i>, 147-154.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1646-107X201200040000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Taylor, S, Stratton, G., Lees, A., Atkinson, G., &amp; MacLaren, D. (2001). Tethered swimming force and maturation stage in competitive age group swimmers <i>Pediatric Exercise  			Science, 13</i>, 272.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1646-107X201200040000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Weineck, J. (2002). <i>Manual do treino &oacute;timo</i>. Lisboa: Instituto Piaget.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1646-107X201200040000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> 			Wilke, K. &amp; Madsen, O. (1990). <i>El entrenamiento del nadador juvenil</i>. Editorial Stadium: Buenos Aires.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1646-107X201200040000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p> 			<i><a name="0"></a><a href="#top0">Endere&ccedil;o para Correspond&ecirc;ncia:</a></i> 			Tiago M. Barbosa, Physical Education &amp; Sports Science Academic Group, National Institute of Education, Nanyang Technological University, NIE5-03-31, 1 Nanyang Walk, Singapore  			637616. 			<i>E-mail:</i> <a href="mailto:tiago.barbosa@nie.edu.sg">tiago.barbosa@nie.edu.sg</a> 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p>Submetido: 07.09.2011   &brvbar;   Aceite: 07.12.2012</p>	 	     ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Barbosa]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lima]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mejias]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Marinho]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Garrido]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bragada]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A eficiência propulsiva e a performance em nadadores não experts]]></article-title>
<source><![CDATA[Motricidade]]></source>
<year>2009</year>
<volume>5</volume>
<page-range>27-43</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Barbosa]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bragada]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Reis]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Marinho]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carvalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Energetics and biomechanics as determining factors of swimming performance: updating the state of the art]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Science and Medicine in Sports]]></source>
<year>2010</year>
<volume>13</volume>
<page-range>262-269</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Brown]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barrett]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Tables for decimal age conversion by computer]]></article-title>
<source><![CDATA[Australian Dentist Journal]]></source>
<year>1969</year>
<volume>14</volume>
<page-range>197-198</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Darisa]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Farinha]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Especialização precoce na natação e seus efeitos na idade adulta]]></article-title>
<source><![CDATA[Motriz]]></source>
<year>1995</year>
<volume>1</volume>
<page-range>59-70</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Duke]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Liff]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gross]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Adolescents’ self-assessment of sexual maturation]]></article-title>
<source><![CDATA[Pediatrics]]></source>
<year>1980</year>
<volume>66</volume>
<page-range>918-920</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ivkovic]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bojanic]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ivkovic]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The female athlete triad]]></article-title>
<source><![CDATA[Lijec Vjesn]]></source>
<year>2001</year>
<volume>123</volume>
<page-range>200-206</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lavoie]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Montpetit]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Applied Physiology of swimming]]></article-title>
<source><![CDATA[Sports Medicine]]></source>
<year>1986</year>
<volume>3</volume>
<page-range>165-188</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Maglischo]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Swimming fastest]]></source>
<year>2003</year>
<publisher-loc><![CDATA[Champaign^eIllinois Illinois]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Human Kinetics]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Makarenko]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Natação: seleção de talentos e iniciação desportiva]]></source>
<year>2001</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto Alegre ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Artmed Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Markuske]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Tabulations on the age of children: advantages of decimal values]]></article-title>
<source><![CDATA[Dtsch Gesundheitsw]]></source>
<year>1971</year>
<volume>26</volume>
<page-range>1797-1798</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Personne]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Nenhuma medalha vale a saúde de uma criança]]></source>
<year>1987</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Livros Horizonte]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Platonov]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fessenko]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Los sistemas de entrenamiento de los mejores nadadores del mundo]]></source>
<year>1994</year>
<volume>I</volume>
<publisher-loc><![CDATA[Barcelona ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editorial Paidotribo]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Reis]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Capacidade de Esforço, Crescimento e Treino]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Horizonte]]></source>
<year>1996</year>
<volume>72</volume>
<page-range>12-15</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rubin]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rahe]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Effects of aging in Master swimmers: 40-years review and suggestions for optimal health benefits]]></article-title>
<source><![CDATA[Open Access Journal of Sports Medicine]]></source>
<year>2010</year>
<volume>1</volume>
<page-range>39-44</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sambanis]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kofotolis]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kalogeropoulou]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Noussios]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sambanis]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kalogeropoulos]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A study of the effects on the ovarian cycle of athletic training in different sports]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Sports Medicine and Physical Fitness]]></source>
<year>2003</year>
<volume>43</volume>
<page-range>398-403</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Marques]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Identificação de talentos no desporto: Um modelo operativo para a natação]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Alfragide ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Texto Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Marinho]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carvalhal]]></surname>
<given-names><![CDATA[I. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Durão]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Reis]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carneiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Aidar]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise da evolução da carreira desportiva de nadadores do género feminino utilizando a modelação matemática]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Brasileira Medicina Esporte]]></source>
<year>2007</year>
<volume>13</volume>
<page-range>175-180</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Reis]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gudetti]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Simões]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carneiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Raposo]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. V.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Baldari]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise da Evolução da Carreira Desportiva de Nadadores do Sexo Masculino Utilizando a Modelação Matemática]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Treinamento Desportivo]]></source>
<year>2006</year>
<volume>7</volume>
<page-range>50-57</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sokolovas]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Biological maturation of swimmers]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Keskinen]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Komi]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.V.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hollander]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Biomechanics and Medicine in Swimming VIII]]></source>
<year>1999</year>
<page-range>315-319</page-range><publisher-loc><![CDATA[Jyvaskyla ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Gummerus Printing]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Stafford]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Altered hypothalamic-pituitary-ovarian axis function in young female athletes: implications and recommendations for management]]></article-title>
<source><![CDATA[Treatment in Endocrinology]]></source>
<year>2005</year>
<volume>4</volume>
<page-range>147-154</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Taylor]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stratton]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lees]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Atkinson]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[MacLaren]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Tethered swimming force and maturation stage in competitive age group swimmers]]></article-title>
<source><![CDATA[Pediatric Exercise Science]]></source>
<year>2001</year>
<volume>13</volume>
<page-range>272</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Weineck]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Manual do treino ótimo]]></source>
<year>2002</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto Piaget]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Wilke]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Madsen]]></surname>
<given-names><![CDATA[O.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[El entrenamiento del nadador juvenil]]></source>
<year>1990</year>
<publisher-loc><![CDATA[Buenos Aires ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editorial Stadium]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
