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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A influência da dança na percepção de estruturas rítmicas monotônicas em adolescentes surdos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Dance activities were administered to a group of deaf adolescents via visual and auditory stimuli in order to improve their perceptions of monotonic rhythmic structures. Status of psychomotor development was also assessed before and after participation in the program. Twenty deaf adolescents (ages between 12 and 13 years) were divided into two groups, experimental (EG) and control (CG). Before and after participating in the program for 26 weeks, participants were evaluated in rhythmical tasks adapted from the classical test of M. Stambak. The tasks included the perception of drum beats, actually viewed hit movements, or heard via a sound amplifier. Psychomotor tests were administered only to the EG. The period of practice with dance activities changed the individuals’ performance in the monotonic rhythmic test. Also, the success rate improved in both, visual and auditory input tasks. Individuals in the CG showed no changes in performance. For the EG, in the post-test, the status of psychomotor development was six months below the target age of the tests (i.e., 11 years). Findings suggested that dance activities can change deaf individuals’ auditory perception of rhythmic structures. Participation in such a program can also positively affect psychomotor development.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  		    <p> 			<b>A influ&ecirc;ncia da dan&ccedil;a na percep&ccedil;&atilde;o de estruturas r&iacute;tmicas monot&ocirc;nicas em adolescentes surdos</b> 		</p> 		    <p>&nbsp;</p> 				 		    <p> 			<b>E. Mauerberg-deCastro<sup>I</sup>,</b> 			<b>R. Moraes<sup>II</sup></b> 		</p> 		 		    <p> 			<sup>I</sup>Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, Brasil. <br /> 			<sup>II</sup>Universidade de S&atilde;o Paulo, Ribeir&atilde;o Preto, Brasil. 		</p> 		 		    <p><i><a name="top0"></a><a href="#0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></i></p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>RESUMO</b></p> 		 		    <p> 			Um programa de dan&ccedil;a foi administrado para um grupo de surdos com o objetivo de melhorar a percep&ccedil;&atilde;o de estruturas r&iacute;tmicas monot&ocirc;nicas via est&iacute;mulos visuais e est&iacute;mulos  			auditivos. O n&iacute;vel do desenvolvimento psicomotor tamb&eacute;m foi analisado antes e depois da participa&ccedil;&atilde;o no programa. Vinte participantes surdos foram divididos em dois grupos,  			experimental (GE) e controle (GC). Antes e ap&oacute;s a participa&ccedil;&atilde;o no programa de 26 semanas, os participantes foram avaliados em tarefas de estrutura&ccedil;&atilde;o r&iacute;tmica adaptadas das  			cl&aacute;ssicas provas de ritmo de M. Stambak. Ambas as tarefas inclu&iacute;ram a percep&ccedil;&atilde;o de batidas em um tambor, visualizadas ou ouvidas por amplifica&ccedil;&atilde;o sonora. As respostas foram  			igualmente batidas no tambor. O per&iacute;odo de pr&aacute;tica com atividades de dan&ccedil;a modificou o desempenho do grupo de surdos nas tarefas de estrutura&ccedil;&atilde;o r&iacute;tmica. A taxa de acerto ao longo  			das estruturas, de complexidade crescente, melhorou, tanto quando apresentadas de forma visual, como de forma auditiva. O GC n&atilde;o alterou seu desempenho. Com rela&ccedil;&atilde;o ao status do  			desenvolvimento psicomotor do GE no p&oacute;s-teste, a m&eacute;dia ficou seis meses abaixo da idade limite das provas (11 anos). Um programa de dan&ccedil;a pode alterar a percep&ccedil;&atilde;o auditiva de  			surdos para estruturas r&iacute;tmicas. A participa&ccedil;&atilde;o de surdos neste tipo de programa tamb&eacute;m resulta em mudan&ccedil;as no desenvolvimento psicomotor. 		</p> 		    <p><i>Palavras-chave</i>: dan&ccedil;a, surdez, percep&ccedil;&atilde;o auditiva, ritmo</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Effects of dance on perception of monotonic rhythmical stimuli in deaf adolescents</b></p> 		 		    <p><b>ABSTRACT</b></p> 		 		    <p> 			Dance activities were administered to a group of deaf adolescents via visual and auditory stimuli in order to improve their perceptions of monotonic rhythmic structures. Status of  			psychomotor development was also assessed before and after participation in the program. Twenty deaf adolescents (ages between 12 and 13 years) were divided into two groups,  			experimental (EG) and control (CG). Before and after participating in the program for 26 weeks, participants were evaluated in rhythmical tasks adapted from the classical test of  			M. Stambak. The tasks included the perception of drum beats, actually viewed hit movements, or heard via a sound amplifier. Psychomotor tests were administered only to the EG. The  			period of practice with dance activities changed the individuals’ performance in the monotonic rhythmic test. Also, the success rate improved in both, visual and auditory input  			tasks. Individuals in the CG showed no changes in performance. For the EG, in the post-test, the status of psychomotor development was six months below the target age of the tests  			(i.e., 11 years). Findings suggested that dance activities can change deaf individuals’ auditory perception of rhythmic structures. Participation in such a program can also  			positively affect psychomotor development. 		</p> 		    <p><i>Keywords</i>: dance, deafness, auditory perception, rhythm</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p> 			N&iacute;veis severos de perda auditiva em idades precoces limitam a aprendizagem n&atilde;o s&oacute; da comunica&ccedil;&atilde;o oral atrav&eacute;s da escuta, mas de diversos processos perceptivos da audi&ccedil;&atilde;o ligados a  			atividades diversas, como a m&uacute;sica e a dan&ccedil;a. Propriedades temporais dos espectros ac&uacute;sticos da m&uacute;sica regulam a diversidade das atividades motoras presentes na dan&ccedil;a e nas  			atividades r&iacute;tmicas expressivas, de forma geral. Tais propriedades n&atilde;o s&atilde;o processadas de forma espont&acirc;nea ou natural pelo sistema auditivo do surdo. Entretanto, assim como os  			surdos tornam-se instrumentados para atingir n&iacute;veis de comunica&ccedil;&atilde;o complexa e sofisticada atrav&eacute;s da l&iacute;ngua de sinais, tamb&eacute;m podem se tornar ex&iacute;mios dan&ccedil;arinos. O Gallaudet Dance  			Program &eacute; uma dentre as muitas companhias de dan&ccedil;a formada por surdos pelo mundo afora que registra e promove atividades profissionais de dan&ccedil;arinos surdos h&aacute; mais de 50 anos  			(Hottendorf &amp; Gill-Doleac, 2005).  		</p> 		 		    <p> 			“Os sons e os movimentos c&iacute;clicos ressoam na express&atilde;o criativa das pessoas que dan&ccedil;am. Ouvir ou n&atilde;o os sons tem menos import&acirc;ncia do que expressar o ritmo, seja interno,  			coordenado com o outro, seja restrito pela t&eacute;cnica de uma coreografia” (Mauerberg-deCastro, 2011, p. 392).  		</p> 		 		    <p> 			O surdo comunica sua exist&ecirc;ncia, as suas ideias e a sua cultura, atrav&eacute;s de gestos e sinais precisos da l&iacute;ngua de sinais, mas tamb&eacute;m &eacute; capaz de dominar t&eacute;cnicas e est&eacute;tica  			corporal atrav&eacute;s da dan&ccedil;a e ricas combina&ccedil;&otilde;es de padr&otilde;es r&iacute;tmicos. Sua percep&ccedil;&atilde;o de ritmo, entretanto, amplia-se atrav&eacute;s da intera&ccedil;&atilde;o entre m&uacute;ltiplos sistemas perceptivos, onde  			dicas visuais, est&iacute;mulos vibrot&aacute;teis em contato direto com o corpo e sensa&ccedil;&otilde;es de esfor&ccedil;o culminam em estrutura&ccedil;&atilde;o r&iacute;tmica, seja ela expressa na fala, seja ela expressa no  			movimento dan&ccedil;ado. Cada sistema sensorial tem variados n&iacute;veis de efici&ecirc;ncia e tamb&eacute;m limita&ccedil;&otilde;es na transdu&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o temporal (Yuko, Reiki, &amp; Kazuo, 1999). Para o  			surdo, a percep&ccedil;&atilde;o auditiva do ritmo (sons da m&uacute;sica) &eacute; vaga e depende do res&iacute;duo auditivo e de oportunidades de treinamento. 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			Programas de dan&ccedil;a e express&atilde;o para surdos s&atilde;o comuns em escolas e institutos educacionais que atendem crian&ccedil;as e adolescentes surdos (Luiz &amp; Ara&uacute;jo, 2003; Lopes &amp; Ara&uacute;jo,  			2009; Mauerberg-deCastro, 1989; Pelc, 2002; Reber &amp; Sherrill, 1981). Da mesma forma, &eacute; comum no dia a dia encontrar surdos adolescentes e adultos exibindo prefer&ecirc;ncias por  			estilos musicais e frequentando clubes na noite onde dan&ccedil;am em companhia dos amigos.  		</p> 		 		    <p> 			Muitos estudos relatam efeitos indiretos da participa&ccedil;&atilde;o de surdos em programas de dan&ccedil;a como, por exemplo, melhoria em tarefas avaliando originalidade, iniciativa e pensamento  			cr&iacute;tico (Reber &amp; Sherrill, 1981), mudan&ccedil;a de atitudes com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; inclus&atilde;o (Jarvis &amp; Iantaffi, 2006), melhoria no desempenho acad&ecirc;mico, tomadas de decis&atilde;o assertivas,  			iniciativa durante conversas, autoconsci&ecirc;ncia de estados de relaxamento e tens&atilde;o (Pelc, 2002), assim como efeitos diretos em par&acirc;metros fisiol&oacute;gicos (i.e., consumo m&aacute;ximo de  			oxig&ecirc;nio, tempo de exaust&atilde;o) (Tsimaras et al., 2010). 		</p> 		 		    <p> 			Em menor express&atilde;o est&aacute; o interesse em avaliar os efeitos da dan&ccedil;a como um contexto de influ&ecirc;ncia na percep&ccedil;&atilde;o de ritmos sonoros. Em 1989, usando m&eacute;todos psicof&iacute;sicos,  			Mauerberg-deCastro demonstrou que um programa de dan&ccedil;a de 12 semanas para surdos influenciava significativamente a discrimina&ccedil;&atilde;o auditiva de frequ&ecirc;ncias tonais e a discrimina&ccedil;&atilde;o  			da dura&ccedil;&atilde;o de sons apresentados aos pares (Mauerberg-deCastro, 1989). Embora o estudo n&atilde;o tenha inclu&iacute;do um grupo controle, a estimula&ccedil;&atilde;o auditiva em outros contextos de  			conviv&ecirc;ncia do surdo n&atilde;o parece refor&ccedil;ar naturalmente seu interesse por sons. De fato, o treinamento auditivo sempre depende de orienta&ccedil;&atilde;o profissional. Neste programa, durante as  			sess&otilde;es, a estimula&ccedil;&atilde;o integrando sons (musicais e ambientais) via a&eacute;rea e via vibra&ccedil;&atilde;o em tablado de madeira com as atividades perceptivo-motoras propiciava aos participantes  			surdos um espont&acirc;neo interesse pelos sons, segundo a autora. Os participantes eram encorajados a perceber e integrar o movimento dentro de sequ&ecirc;ncias r&iacute;tmicas de ambas as  			modalidades, ac&uacute;stica e vibrot&aacute;til.  		</p> 		 		    <p> 			Em programas de dan&ccedil;a para surdos, o uso do tablado de madeira como meio de condu&ccedil;&atilde;o vibrot&aacute;til mostra uma &oacute;bvia limita&ccedil;&atilde;o por causa do car&aacute;ter intermitente de contato t&aacute;til, ou  			seja, a informa&ccedil;&atilde;o temporal &eacute; percebida apenas quando o indiv&iacute;duo mant&eacute;m-se fisicamente ligado &agrave; superf&iacute;cie que vibra. A &aacute;rea de contato com estas superf&iacute;cies geralmente s&atilde;o os  			membros inferiores que, em movimento, acabam restringindo a exatid&atilde;o t&aacute;til. Al&eacute;m disso, particularidades ac&uacute;sticas (como espectro tonal) raramente s&atilde;o processadas via vibra&ccedil;&atilde;o  			&oacute;ssea t&atilde;o eficientemente como a vibra&ccedil;&atilde;o a&eacute;rea - detectada no ouvido interno. 		</p> 		 		    <p> 			Yuko et al. (1999) demonstraram que surdos podem eficientemente detectar o ritmo com as m&atilde;os e os p&eacute;s durante atividades de dan&ccedil;a utilizando est&iacute;mulos vibrot&aacute;teis em contato com a  			pele. Para os autores, os surdos n&atilde;o aproveitam eficientemente a informa&ccedil;&atilde;o ac&uacute;stica via aural de est&iacute;mulos musicais para detectar e acompanhar ritmos atrav&eacute;s da dan&ccedil;a. Quando  			dan&ccedil;am, surdos parecem detectar estruturas r&iacute;tmicas via vis&atilde;o e via est&iacute;mulo vibrot&aacute;til. Neste &uacute;ltimo caso, somente se a fonte de est&iacute;mulo vibrot&aacute;til estiver em contato com a pele.  		</p> 		 		    <p> 			A dan&ccedil;a &eacute; um contexto que tipicamente combina estruturas r&iacute;tmicas sonoras com movimentos corporais c&iacute;clicos. Uma quest&atilde;o importante &eacute; observar se existem possibilidades de  			transfer&ecirc;ncia dos benef&iacute;cios da percep&ccedil;&atilde;o do ritmo, via vis&atilde;o, tato e audi&ccedil;&atilde;o, para tarefas ac&uacute;sticas em contextos dissociados da dan&ccedil;a. Shahin (2011) afirma que o treinamento  			musical pode propiciar uma liga&ccedil;&atilde;o neurofisiol&oacute;gica com a fun&ccedil;&atilde;o percep&ccedil;&atilde;o da fala em surdos e duros de ouvido. A percep&ccedil;&atilde;o da fala certamente envolve habilidades de discrimina&ccedil;&atilde;o  			do ritmo, tons, modula&ccedil;&atilde;o da intensidade e timbre, tal como a percep&ccedil;&atilde;o da m&uacute;sica. Embora hemisf&eacute;rios cerebrais diferentes atuem no processamento dessas modalidades perceptuais, o  			movimento corporal como contexto r&iacute;tmico pode tamb&eacute;m refletir mudan&ccedil;as no processamento de sinais ac&uacute;sticos com propriedades c&iacute;clicas, como &eacute; o caso do ritmo sonoro. 		</p> 		 		    <p> 			O objetivo deste estudo foi avaliar a influ&ecirc;ncia de um programa de dan&ccedil;a de 26 semanas na percep&ccedil;&atilde;o de estruturas r&iacute;tmicas com sequ&ecirc;ncias monot&ocirc;nicas<sup><a href="#nota1">1</a><a  			name="topnota1"></a></sup>. Sequ&ecirc;ncias monot&ocirc;nicas n&atilde;o refletem padr&otilde;es temporais como aqueles encontrados em ritmos musicais, da&iacute; a possibilidade de observar-se como a fun&ccedil;&atilde;o  			perceptiva da audi&ccedil;&atilde;o amplia o seu funcionamento a partir da estimula&ccedil;&atilde;o no programa de dan&ccedil;a. Outro objetivo foi observar se indiv&iacute;duos surdos percebem de forma similar as  			tarefas com estruturas r&iacute;tmicas apresentadas com input auditivo e com input visual.  		</p> 		 		    <p> 			Um objetivo espec&iacute;fico com o grupo experimental foi observar mudan&ccedil;as no desenvolvimento psicomotor como resultado da experi&ecirc;ncia no programa de dan&ccedil;a. Existem v&aacute;rias evid&ecirc;ncias  			de atrasos no sistema postural de surdos com perdas neurossensoriais que acabam refletindo em tarefas de mobilidade (Brunt &amp; Broadhead, 1982; Brunt, Layne, Cook, &amp; Rowe,  			1987; Lima, Pereira, &amp; Moraes, 2011; Savelsbergh &amp; Netelenbos, 1992). As perdas, que decorrem de comprometimento vestibular, podem ser atenuadas em seus efeitos no  			equil&iacute;brio, se oportunidades de atividades psicomotoras forem incorporadas na rotina do indiv&iacute;duo surdo, especialmente na inf&acirc;ncia (Campos, 2003; Rine et al., 2004). 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>M&Eacute;TODO</b></p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Amostra</b></p> 		 		    <p> 			Vinte participantes surdos com diagn&oacute;stico de surdez neurossensorial bilateral, alunos do Instituto Londrinense de Educa&ccedil;&atilde;o de Surdos (ILES), Londrina, Brasil, foram volunt&aacute;rios  			neste estudo. A amostragem por conveni&ecirc;ncia foi subdividida em dois grupos com 10 participantes cada. Um grupo foi designado como experimental (GE) e outro como controle (GC). O  			Quadro I re&uacute;ne dados sobre g&ecirc;nero, idade, n&iacute;vel de perda e diagn&oacute;stico da perda auditiva dos participantes de ambos os grupos. Todos tiveram autoriza&ccedil;&atilde;o para participa&ccedil;&atilde;o  			fornecida pelos pais com anu&ecirc;ncia da equipe t&eacute;cnica do instituto.<sup><a name="topnota2"><a href="#nota2">2</a></a></sup> 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p>Quadro I</p> 		    <p> 			<i> 				Dados sobre g&ecirc;nero, idade, n&iacute;vel de perda e diagn&oacute;stico da perda auditiva dos participantes do GE e GC. 			</i> 		</p> 		    <p><img src="/img/revistas/mot/v9n1/9n1a08q1.jpg"></p> 		    
<p>&nbsp;</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Procedimentos</b></p> 		 		    <p><i>Interven&ccedil;&atilde;o: atividades de dan&ccedil;a</i></p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			O programa de dan&ccedil;a foi administrado num per&iacute;odo aproximado de 26 semanas, iniciando em abril e encerrando no in&iacute;cio de novembro, com um intervalo de um m&ecirc;s no per&iacute;odo de f&eacute;rias  			escolares em julho. Os encontros ocorreram duas vezes por semana com sess&otilde;es com dura&ccedil;&atilde;o de uma hora e meia. O local das atividades incluiu um tablado com assoalho de madeira  			elevado a 30 cm de uma superf&iacute;cie de cimento, tornando oco o espa&ccedil;o entre o tablado e a superf&iacute;cie de cimento. Amplificadores foram conectados a seis caixas ac&uacute;sticas com pot&ecirc;ncia  			de 200 watts cada, duas suspensas a uma altura de 1.5 metros da superf&iacute;cie, posicionadas no fundo da &aacute;rea do tablado. Quatro caixas ac&uacute;sticas adicionais foram posicionadas  			voltadas para a superf&iacute;cie de madeira nos cantos do tablado. 		</p> 		 		    <p> 			A estrutura do programa de dan&ccedil;a foi dividida nas seguintes atividades (ver Quadro II para detalhes do programa): 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p>Quadro II</p> 		    <p> 			<i> 				Estrutura do programa de dan&ccedil;a. 			</i> 		</p> 		    <p><img src="/img/revistas/mot/v9n1/9n1a08q2.jpg"></p> 		    
<p>&nbsp;</p> 		 		    <p> 			1. Movimentos de coordena&ccedil;&atilde;o, equil&iacute;brio e ritmo 		</p> 		 		    <p> 			2. Movimentos de express&atilde;o corporal utilizando recursos audiovisuais 		</p> 		 		    <p> 			3. Estimula&ccedil;&atilde;o auditiva com amplifica&ccedil;&atilde;o sonora via a&eacute;rea e via contato no tablado 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			4. Composi&ccedil;&atilde;o coreogr&aacute;fica e temas para dramatiza&ccedil;&atilde;o 		</p> 		 		    <p> 			Os participantes do GC participaram normalmente das aulas de educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica da institui&ccedil;&atilde;o durante o per&iacute;odo de realiza&ccedil;&atilde;o do experimento. Conforme programa do professor de  			educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica da institui&ccedil;&atilde;o as atividades inclu&iacute;am inicia&ccedil;&atilde;o esportiva no voleibol, handebol e basquetebol. Os participantes do GE tiveram permiss&atilde;o para substituir as aulas de  			educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica pelas atividades do programa de dan&ccedil;a. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><i>Avalia&ccedil;&atilde;o dos efeitos da participa&ccedil;&atilde;o no programa de interven&ccedil;&atilde;o</i></p> 		 		    <p> 			Percep&ccedil;&atilde;o de estruturas r&iacute;tmicas monot&ocirc;nicas (Prova de ritmo de Mira Stambak) 		</p> 		 		    <p> 			Ambos os grupos foram avaliados antes de iniciar o protocolo de interven&ccedil;&atilde;o (pr&eacute;-teste) nas tarefas de percep&ccedil;&atilde;o de estruturas r&iacute;tmicas monot&ocirc;nicas. As estruturas r&iacute;tmicas  			monot&ocirc;nicas foram baseadas na segunda, dentre as tr&ecirc;s provas de estrutura&ccedil;&atilde;o r&iacute;tmica das provas de ritmo de Mira Stambak publicado em 1951 (Zazzo, 1968), posteriormente  			simplificado em Picq e Vayer (1985) e mais recentemente em Rosa Neto (2002). Neste estudo, adaptou-se a prova da vers&atilde;o original de Stambak para tarefas com input visual e input  			auditivo. Imediatamente ao final do per&iacute;odo de interven&ccedil;&atilde;o, o p&oacute;s-teste foi administrado.  		</p> 		 		    <p> 			A tarefa com estruturas r&iacute;tmicas monot&ocirc;nicas incluiu pulsos emitidos em forma de batidas em um tambor cujos est&iacute;mulos foram detectados visual e auditivamente (Quadro III). O  			est&iacute;mulo visual foi detectado atrav&eacute;s da observa&ccedil;&atilde;o das batidas no tambor feitas pelo experimentador. Neste caso, o participante permaneceu com fones de ouvido conectados a um  			aparelho audiom&eacute;trico (marca Oticon Delta) emitindo ru&iacute;do branco (um tipo de chiado, como quando um r&aacute;dio est&aacute; fora de sintonia). Na condi&ccedil;&atilde;o auditiva, o est&iacute;mulo foi transmitido  			por meio do microfone do aparelho audiom&eacute;trico, onde os ajustes foram feitos individualmente, desde que n&atilde;o excedessem 110 dB, que n&atilde;o causassem dor e preservassem o conforto na  			escuta, conforme informado pelo participante. &Eacute; importante ressaltar que, al&eacute;m da caracter&iacute;stica tonal grave, o volume de ondas emitido pela vibra&ccedil;&atilde;o da batida em um tambor &eacute;  			consideravelmente superior ao de um tom puro, como &eacute; o caso do est&iacute;mulo gerado em um teste padr&atilde;o de audiometria tonal. Desta forma, a informa&ccedil;&atilde;o auditiva tem melhor potencial de  			recep&ccedil;&atilde;o por ativar, de forma mais complexa e generalizada, as c&eacute;lulas ciliadas distribu&iacute;das ao longo do &oacute;rg&atilde;o de Corti no ouvido interno. Todos os participantes surdos declararam  			ser capazes de detectar o som emitido no tambor via fone de ouvido (inclusive, participantes com aus&ecirc;ncia de resposta audiom&eacute;trica). A resposta do participante foi emitida em  			outro tambor e visualmente inspecionada e avaliada segundo o crit&eacute;rio “passa-falha” pelo experimentador. O crit&eacute;rio de sucesso em cada estrutura r&iacute;tmica baseou-se em reproduzir o  			n&uacute;mero de estruturas e sua distribui&ccedil;&atilde;o com pulsos e pausas. Uma vez explicada a tarefa, tanto por meio de express&atilde;o oral como por sinaliza&ccedil;&atilde;o, duas tentativas de ensaio foram  			apresentadas antes de se iniciar a tarefa em si. A primeira estrutura ensaio foi: 00; seguida de 0    0. Os intervalos curtos foram de aproximadamente &frac14; de segundo e os longos  			de &frac12; segundo. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p>Quadro III</p> 		    <p> 			<i> 				Composi&ccedil;&atilde;o das estruturas r&iacute;tmicas monot&ocirc;nicas da segunda prova do teste de ritmo de Mira Stambak (Zazzo, 1968). 			</i> 		</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/mot/v9n1/9n1a08q3.jpg"></p> 		    
<p>&nbsp;</p> 		 		    <p> 			Cada estrutura foi apresentada uma vez e, em seguida, reproduzida pelo participante. Se o participante falhava, nova demonstra&ccedil;&atilde;o era realizada. Se o erro persistia, a pr&oacute;xima  			sequ&ecirc;ncia era apresentada at&eacute; que todas as estruturas fossem testadas. A sequ&ecirc;ncia das duas condi&ccedil;&otilde;es de tarefa sempre iniciava com a condi&ccedil;&atilde;o visual, seguida da auditiva. A cada  			sequ&ecirc;ncia correta um ponto era atribu&iacute;do, num total de 21 pontos se todas as sequ&ecirc;ncias fossem corretamente reproduzidas. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><i>Provas psicomotoras</i></p> 		 		    <p> 			As provas psicomotoras foram sempre administradas ap&oacute;s a avalia&ccedil;&atilde;o nas tarefas de estruturas r&iacute;tmicas e em dias diferentes. Dada a indisponibilidade de v&aacute;rios participantes do GC  			ao final do per&iacute;odo da pesquisa para avalia&ccedil;&otilde;es, apenas os participantes do GE realizaram as quatro provas de Ozeretski-Guilmain compiladas na bateria psicomotora de Picq e Vayer  			(1985) antes e ap&oacute;s o per&iacute;odo de interven&ccedil;&atilde;o. Este fato representou uma limita&ccedil;&atilde;o importante neste estudo.  		</p> 		 		    <p> 			A bateria de Picq e Vayer se divide em duas etapas do desenvolvimento psicomotor, a pequena inf&acirc;ncia (de dois a cinco anos), e a m&eacute;dia ou grande inf&acirc;ncia (de seis a 11 anos).  			Neste estudo utilizou-se apenas quatro provas para a m&eacute;dia ou grande inf&acirc;ncia. As provas inclu&iacute;ram tarefas designadas para idades espec&iacute;ficas entre seis e 11 anos: coordena&ccedil;&atilde;o  			din&acirc;mica das m&atilde;os, coordena&ccedil;&atilde;o din&acirc;mica geral, controle postural —  equil&iacute;brio e controle segment&aacute;rio. Certas provas que requeriam execu&ccedil;&atilde;o com os membros superiores ou inferiores  			separadamente, tiveram seis meses de idade atribu&iacute;dos para o membro corporal; se o participante falhava com ambos os membros a idade atribu&iacute;da era a imediatamente anterior. Se a  			prova era corretamente executada apenas com um dos membros (direito ou esquerdo), o participante tinha atribu&iacute;da a idade anterior mais seis meses. Os participantes realizaram duas  			tentativas e executaram todas as provas sequencialmente, independentemente da idade cronol&oacute;gica. As instru&ccedil;&otilde;es foram feitas com demonstra&ccedil;&otilde;es e explica&ccedil;&otilde;es atrav&eacute;s de instru&ccedil;&otilde;es  			orais e sinalizadas. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>An&aacute;lise de dados</b></p> 		 		    <p> 			Devido &agrave; caracter&iacute;stica de complexidade crescente na prova de ritmo de Mira Stambak, o total de pontos acumulados na tarefa de estruturas r&iacute;tmicas monot&ocirc;nicas para cada tipo de  			est&iacute;mulo processado antes e depois do programa de treinamento, foi submetido &agrave; an&aacute;lise estat&iacute;stica ANOVA para tr&ecirc;s fatores (2 testes x 2 tipos de est&iacute;mulos x 2 grupos) com medidas  			repetidas nos dois primeiros fatores. Quando um efeito principal ou intera&ccedil;&atilde;o significativa foi detectado, computou-se o tamanho do efeito usando o par&acirc;metro eta squared (&eta;2).  			De acordo com Thalheimer e Cook (2002), um efeito de tamanho da amostra de 0.8 &eacute; alto e ideal, 0.5 &eacute; m&eacute;dio ou moderado, e 0.2 &eacute; baixo. Valores de correla&ccedil;&atilde;o de Pearson e de  			regress&atilde;o linear entre as duas tarefas de estrutura&ccedil;&atilde;o r&iacute;tmica monot&ocirc;nica foram calculados com o objetivo de analisar a rela&ccedil;&atilde;o entre as sequ&ecirc;ncias r&iacute;tmicas e seus n&iacute;veis  			progressivos de complexidade. N&iacute;veis de correla&ccedil;&atilde;o foram computados entre as provas psicomotoras. 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			Como o &iacute;ndice psicomotor na bateria de Picq e Vayer gera uma idade psicomotora, as suas mudan&ccedil;as decorrentes da participa&ccedil;&atilde;o no programa de dan&ccedil;a foram analisadas usando uma ANOVA  			para dois fatores (2 testes x 4 provas psicomotoras) com medidas repetidas em todos os fatores. O n&iacute;vel de signific&acirc;ncia foi definido como 0,05. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>RESULTADOS</b></p> 		 		    <p><i>O perfil de acuidade auditiva</i></p> 		 		    <p> 			A Figura 1 ilustra a curva de acuidade auditiva dos participantes surdos que foi determinada atrav&eacute;s de teste de audiometria tonal. Na banda das frequ&ecirc;ncias centrais da fala (500,  			1000 e 2000 Hz), dois participantes do GE foram incapazes de detectar pelo menos uma das tr&ecirc;s frequ&ecirc;ncias teste no melhor ouvido (Figura 1a). No GC, o n&uacute;mero foi de quatro  			participantes (Figura 1b). C&aacute;lculo de ANOVA (2 grupos x 2 ouvidos x 7 frequ&ecirc;ncias teste) com medidas repetidas nos dois &uacute;ltimos fatores mostrou que os grupos n&atilde;o diferiam entre si  			quanto aos n&iacute;veis de acuidade auditiva, assim como estes n&iacute;veis s&atilde;o semelhantes entre os dois ouvidos. As frequ&ecirc;ncias teste diferiam entre si (F6,108 = 22.39, <i>p</i> &le;  			.0001), confirmando a caracter&iacute;stica de perda neurossensorial. Perdas condutivas em geral mostram apenas rebaixamento da acuidade nas diferentes frequ&ecirc;ncias. A an&aacute;lise pos-hoc de  			Bonferroni mostrou que os pares que diferiam entre si (<i>p</i> &le; .05) eram: 125 e 1000, 125 e 2000, 125 e 4000, 125 e 8000 Hz; 250 Hz contra todas as demais frequ&ecirc;ncias acima  			de 500 Hz; e entre os pares 500 Hz contra todas as frequ&ecirc;ncias acima de 1000 Hz. No eixo secund&aacute;rio das Figuras 1a e 1b, respectivamente GE e GC, observa-se que o n&uacute;mero de  			participantes com aus&ecirc;ncia de resposta aumenta predominantemente para as frequ&ecirc;ncias acima de 2000 Hz. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><img src="/img/revistas/mot/v9n1/9n1a08f1.jpg"></p> 		    
<p> 			<i>Figura 1.</i> 		</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Influ&ecirc;ncia da dan&ccedil;a na percep&ccedil;&atilde;o de estruturas r&iacute;tmicas</i></p> 		 		    <p> 			O per&iacute;odo de 26 semanas de pr&aacute;tica com atividades de dan&ccedil;a modificou o desempenho do grupo de surdos nas tarefas com as estruturas r&iacute;tmicas monot&ocirc;nicas. A pontua&ccedil;&atilde;o pelo grupo ao  			longo das estruturas, de complexidade crescente, melhorou, tanto quando apresentadas de forma apenas visual, como quando apresentadas de forma auditiva. O grupo controle,  			submetido apenas &agrave; rotina escolar n&atilde;o exibiu mudan&ccedil;as no desempenho nessas tarefas. As Figuras 2a e 2b, respectivamente GE e GC, ilustram essas mudan&ccedil;as atrav&eacute;s dos valores de  			m&eacute;dia e desvio-padr&atilde;o para cada vari&aacute;vel. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><img src="/img/revistas/mot/v9n1/9n1a08f2.jpg"></p> 		    
<p> 			<i>Figura 2.</i> 		</p> 		    <p>&nbsp;</p> 				 		    <p> 			Os resultados da ANOVA para tr&ecirc;s fatores (2 testes x 2 tipos de est&iacute;mulos x 2 grupos) com medidas repetidas nos dois primeiros fatores mostraram efeito principal para teste (F<sub> 			1.18</sub> = 16.001; <i>p</i> &le; .0001; &eta;2 = .471) e tipos de est&iacute;mulos (F<sub>1.18</sub> = 12.542; <i>p</i> &lt; .0002; &eta;2 = .411), mas n&atilde;o para o efeito de grupo (F 			<sub>1.18</sub> = 0.128; <i>p</i> &lt; .725). Por&eacute;m a intera&ccedil;&atilde;o significativa entre teste e grupo (F<sub>1.18</sub> = 41.838; <i>p</i> &le; .0001; &eta;2 = .699) comprovou que o  			GE melhorou seu desempenho em ambas condi&ccedil;&otilde;es de tarefas com estruturas r&iacute;tmicas monot&ocirc;nicas ap&oacute;s a participa&ccedil;&atilde;o no programa de dan&ccedil;a. O GE aumentou em 100% a m&eacute;dia de sucesso na  			tarefa visual e 104% na tarefa auditiva em compara&ccedil;&atilde;o ao GC que, por sua vez, reduziu a taxa de sucesso em 8.6% na tarefa visual e 25.9% na tarefa auditiva.  		</p> 		 		    <p> 			Uma an&aacute;lise pareada utilizando teste t para amostras independentes foi usada para comparar o desempenho dos grupos GE e GC entre pr&eacute;- e p&oacute;s-teste, separadamente nas tarefas  			auditiva e visual. Os resultados mostram que o GE diferiu do GC apenas no p&oacute;s-teste para as tarefas com est&iacute;mulos auditivos (t<sub>18</sub> = 2.45; <i>p</i> &lt; .025). Na an&aacute;lise  			pareada entre pr&eacute;- e p&oacute;s-teste para o GE, ambas as tarefas mostraram uma evolu&ccedil;&atilde;o significativa (visual, t<sub>9</sub> = -5.752; <i>p</i> &le; .0001; auditiva, t<sub>9</sub> =  			-7.339; <i>p</i> &le; .0001).  		</p> 		 		    <p> 			O desempenho pelos participantes surdos nestas tarefas foi altamente correlacionado, tanto entre a tarefa visual e a auditiva, como entre pr&eacute;- e p&oacute;s-teste. A Tabela 1 inclui os  			n&iacute;veis de correla&ccedil;&atilde;o para os pares de compara&ccedil;&otilde;es. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tabela 1</p> 		    <p> 			<i> 				N&iacute;veis de correla&ccedil;&atilde;o para os pares de compara&ccedil;&otilde;es dos GE e GC para as duas condi&ccedil;&otilde;es, visual e auditiva, nos dois momentos de avalia&ccedil;&atilde;o, pr&eacute;- e p&oacute;s-teste. 			</i> 		</p> 		    <p><img src="/img/revistas/mot/v9n1/9n1a08t1.jpg"></p> 		    
<p>&nbsp;</p> 		 		    <p> 			Uma vez que a sequ&ecirc;ncia das tarefas com estruturas r&iacute;tmicas monot&ocirc;nicas progride em complexidade, realizou-se uma an&aacute;lise de regress&atilde;o linear para a pontua&ccedil;&atilde;o alcan&ccedil;ada por cada  			grupo em cada condi&ccedil;&atilde;o de tarefa e teste (Tabela 2). A inclina&ccedil;&atilde;o da reta no pr&eacute;-teste foi menos acentuada para o GE, enquanto que o GC mostrou uma inclina&ccedil;&atilde;o mais acentuada. O GE  			aumentou ligeiramente a inclina&ccedil;&atilde;o da reta no p&oacute;s-teste, enquanto o GC manteve a inclina&ccedil;&atilde;o constante. A maior inclina&ccedil;&atilde;o da reta no p&oacute;s-teste indica que a taxa de acerto aumentou  			no in&iacute;cio do cont&iacute;nuo, chegando a dobrar nas estruturas iniciais, tal como confirmado pelos valores do intercepto. As Figuras 3 e 4 ilustram a curva de ajuste em torno dos pontos  			representativos de acertos dos participantes. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p>Tabela 2</p> 		    <p> 			<i> 				Par&acirc;metros estimados na an&aacute;lise de regress&atilde;o linear para os GE e GC nas duas condi&ccedil;&otilde;es, visual e auditiva, nos dois momentos de avalia&ccedil;&atilde;o, pr&eacute;- e p&oacute;s-teste. 			</i> 		</p> 		    <p><img src="/img/revistas/mot/v9n1/9n1a08t2.jpg"></p> 		    
<p>&nbsp;</p> 		 	 		<a href ="/img/revistas/mot/v9n1/9n1a08f3.jpg">Figura 3</a> 		    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		 	 		<a href ="/img/revistas/mot/v9n1/9n1a08f4.jpg">Figura 4</a> 		    
<p>&nbsp;</p> 		 		    <p> 			O coeficiente de determina&ccedil;&atilde;o (r<sup>2</sup>) indica que a varia&ccedil;&atilde;o na taxa de acerto ao longo das estruturas, entre 73% e 94%, foi associada com a mudan&ccedil;a na complexidade das  			estruturas r&iacute;tmicas. Isto significa que a progress&atilde;o na complexidade foi percebida pelos participantes resultando em proporcional redu&ccedil;&atilde;o na taxa de acertos. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p>		 		    <p><i>Mudan&ccedil;as psicomotoras influenciadas pela dan&ccedil;a</i></p> 		 		    <p> 			Antes e depois do programa de dan&ccedil;a, os participantes surdos do GE foram avaliados em seu desempenho em provas espec&iacute;ficas de desenvolvimento psicomotor. A Figura 5 resume as  			idades psicomotoras atingidas nos quatro dom&iacute;nios psicomotores em ambos os momentos, pr&eacute;- e p&oacute;s-testes. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><img src="/img/revistas/mot/v9n1/9n1a08f5.jpg"></p> 		    
<p> 			<i>Figura 5.</i> 		</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			A vari&aacute;vel dependente destas quatro provas foi a idade psicomotora, resultante da pontua&ccedil;&atilde;o nestas provas do tipo “passa-falha”. O desempenho inicial foi mantido entre oito e meio  			e nove anos. No p&oacute;s-teste, as idades psicomotoras nos testes aumentaram para 10 e 11 anos. &Eacute; importante relembrar que a bateria oferece um diagn&oacute;stico at&eacute; os onze anos e que a  			idade cronol&oacute;gica do grupo de surdos foi de treze anos e meio. 		</p> 		 		    <p> 			A idade psicomotora, par&acirc;metro da ANOVA para dois fatores (2 testes x 4 provas psicomotoras) com medidas repetidas nos dois fatores, mostrou efeito principal para o fator teste (F 			<sub>1.9</sub> = 110.002; <i>p</i> &le; .0001; &eta;2 = .924) e aus&ecirc;ncia de intera&ccedil;&atilde;o. Estes resultados indicam que o aumento na idade psicomotora entre pr&eacute;- e p&oacute;s-teste foi  			similar para todas as provas psicomotoras. 		</p> 		 		    <p> 			Apenas as provas de coordena&ccedil;&atilde;o das m&atilde;os e equil&iacute;brio mostraram alta correla&ccedil;&atilde;o entre pr&eacute; - e p&oacute;s-teste, <i>r </i>= .797; <i>p </i>&lt; .006 e <i>r </i>= .746; <i>p </i>&lt; .013.  			As demais compara&ccedil;&otilde;es n&atilde;o revelaram nem relacionamento entre os testes, nem entre as situa&ccedil;&otilde;es de pr&eacute;- e p&oacute;s-teste. 		</p> 		 		    <p> 			A Figura 6 ilustra a magnitude na diferen&ccedil;a entre a idade psicomotora testada e a idade computada a partir das respostas em cada prova. Em geral, o grupo reduziu a discrep&acirc;ncia  			entre a idade-teste e a idade observada para menos de seis meses, ap&oacute;s a participa&ccedil;&atilde;o no programa de dan&ccedil;a. O maior decl&iacute;nio ocorreu para as provas de equil&iacute;brio e controle  			segment&aacute;rio. A variabilidade no pr&eacute;-teste e p&oacute;s-teste esteve acima de 40% para todas as observa&ccedil;&otilde;es (Figura 6). A variabilidade da diferen&ccedil;a entre idade psicomotora teste e idade  			observada foi usada como par&acirc;metro da ANOVA para dois fatores (2 testes x 4 provas psicomotoras) com medidas repetidas nos dois fatores. O resultado mostrou efeito principal para  			o fator teste (F<sub>1.9</sub> = 28.161; <i>p</i> &le; .0001; &eta;2 = .758) e nenhuma intera&ccedil;&atilde;o. Este resultado mostra que a redu&ccedil;&atilde;o da variabilidade entre pr&eacute;- e p&oacute;s-teste  			declinou proporcionalmente com a m&eacute;dia.  		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><img src="/img/revistas/mot/v9n1/9n1a08f6.jpg"></p> 		    
<p> 			<i>Figura 6.</i> 		</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			A participa&ccedil;&atilde;o do grupo de surdos no programa de dan&ccedil;a resultou em uma importante e significativa melhoria na percep&ccedil;&atilde;o das estruturas r&iacute;tmicas monot&ocirc;nicas, tanto na tarefa com  			est&iacute;mulos visuais como na tarefa com est&iacute;mulos auditivos. Apesar do processamento das sequ&ecirc;ncias monot&ocirc;nicas visuais ter sido superior &agrave;s auditivas, o desempenho em ambas melhorou  			de forma proporcional ap&oacute;s a participa&ccedil;&atilde;o no programa de dan&ccedil;a. O grupo controle n&atilde;o mostrou altera&ccedil;&otilde;es no desempenho ap&oacute;s o intervalo de 26 semanas.  		</p> 		 		    <p> 			Lima, Pereira, e Moraes (2011), ao comparar crian&ccedil;as surdas e ouvintes na bateria de testes psicomotores, similar ao aqui utilizado, observaram que o desempenho das crian&ccedil;as  			ouvintes nos testes de organiza&ccedil;&atilde;o temporal (os quais incluem as provas de ritmo de M. Stambak) foi melhor do que o de crian&ccedil;as surdas na faixa et&aacute;ria de seis a oito anos. Os  			autores deduzem que o desempenho inferior das crian&ccedil;as surdas pode ser reflexo de uma estimula&ccedil;&atilde;o perceptivo-motora insuficiente na rotina escolar. A recomenda&ccedil;&atilde;o destes autores &eacute;  			de que programas de atividade f&iacute;sica devam estimular o sistema postural, as habilidades motoras grossas e finas e igualmente as atividades r&iacute;tmicas. 		</p> 		 		    <p> 			N&atilde;o &eacute; surpresa que indiv&iacute;duos surdos exibam melhor desempenho visual, mesmo em tarefas r&iacute;tmicas como a de estrutura&ccedil;&atilde;o r&iacute;tmica monot&ocirc;nica. Entretanto, o fato de o GE ter melhorado  			seu desempenho em ambas as modalidades da tarefa de estrutura&ccedil;&atilde;o r&iacute;tmica monot&ocirc;nica indica que estrat&eacute;gias visuais e auditivas podem ser igualmente treinadas nos surdos. A  			aparente superioridade do GC em rela&ccedil;&atilde;o ao GE nas duas tarefas, visual e auditiva no pr&eacute;-teste n&atilde;o foi estatisticamente significativa e a evolu&ccedil;&atilde;o do GE no p&oacute;s-teste confirma a  			efic&aacute;cia da estimula&ccedil;&atilde;o inserida no programa de dan&ccedil;a.   		</p> 		 		    <p> 			Ouvir &eacute; um processo de escolha onde o c&eacute;rebro seleciona as informa&ccedil;&otilde;es contidas numa mistura de sons ambientais familiares ou n&atilde;o (Mauerberg-deCastro, 2011). A m&uacute;sica e sons  			dentro de um programa de dan&ccedil;a inicialmente provocam estados de &acirc;nimo positivos para o participante surdo, mas n&atilde;o necessariamente promovem a sua compreens&atilde;o sobre o conte&uacute;do  			ac&uacute;stico. O sincronismo r&iacute;tmico do corpo em movimento com sons musicais durante uma dan&ccedil;a depende da pr&aacute;tica e da disponibilidade das informa&ccedil;&otilde;es visuais e auditivas. Aten&ccedil;&atilde;o,  			capacidade de discrimina&ccedil;&atilde;o sonora e reconhecimento de transi&ccedil;&otilde;es coreogr&aacute;ficas integradas &agrave; m&uacute;sica s&atilde;o capacidades que devem ser treinadas num programa de dan&ccedil;a. Esta  			recomenda&ccedil;&atilde;o &eacute; especialmente apropriada ao surdo. N&atilde;o deve-se presumir que o dan&ccedil;arino surdo seja incapaz de selecionar adequadamente sons pertinentes com seu movimento corporal,  			por&eacute;m, &eacute; pouco prov&aacute;vel que um surdo com perda profunda identifique espectros completos de uma pe&ccedil;a musical. No entanto, elementos sonoros de destaque (particularmente com sons  			graves e especialmente com instrumentos de percuss&atilde;o) lhe propiciam informa&ccedil;&atilde;o r&iacute;tmica &agrave; qual podem ser emparelhadas dicas visuais. 		</p> 		 		    <p> 			O teste de ritmo de Mira Stambak foi originalmente constru&iacute;do para detectar problemas de dislexia em crian&ccedil;as na idade escolar. Aos 12 anos, crian&ccedil;as com desenvolvimento t&iacute;pico  			costumam cometer erros em at&eacute; quatro estruturas, geralmente nas &uacute;ltimas sequ&ecirc;ncias do teste (Zazzo, 1968). Aos seis anos, os erros chegam a 14 estruturas. Mais de 70% dos casos de  			crian&ccedil;as com dist&uacute;rbios de aprendizagem investigados por Stambak (em torno de nove anos de idade) tiveram desempenho compar&aacute;vel &agrave;s crian&ccedil;as de seis anos. Para os presentes  			participantes surdos do GE, a m&eacute;dia no volume de erros foi de 14.3 erros no pr&eacute;-teste (tarefa visual) e 14.8 (tarefa auditiva). O GC exibiu um volume m&eacute;dio de erros menor na  			tarefa visual, 10.6. Na tarefa auditiva, o volume foi semelhante ao do GE. No p&oacute;s-teste, o GC manteve o mesmo volume de erros, enquanto o GE teve um volume de 7.6 erros na tarefa  			visual e 10 na tarefa auditiva. A possibilidade de melhoria no desempenho dos surdos neste tipo de teste confirma, de um lado, o potencial de aprendizagem em tarefas  			perceptivo-motoras e, de outro, o fato de que o teste n&atilde;o &eacute; uma assinatura de dist&uacute;rbios de aprendizagem, como verificado em popula&ccedil;&otilde;es disl&eacute;xicas, mas sim um meio de se avaliar o  			impacto da priva&ccedil;&atilde;o sensorial para certas capacidades, como o ritmo. 		</p> 		 		    <p> 			Foxton, Nandy, e Griffiths (2006) utilizaram tarefas com sequ&ecirc;ncias tonais monot&ocirc;nicas e com acentos distribu&iacute;dos aleatoriamente em pares de sequ&ecirc;ncias com cinco notas cada. Cada  			sequ&ecirc;ncia tinha intervalos com dura&ccedil;&otilde;es fixas (300 ou 600 ms) e com intervalos de dura&ccedil;&otilde;es vari&aacute;veis que imprimiam um ritmo (300, 600, 300, e 600 ms). Pacientes com amusia (surdez  			tonal causada por les&atilde;o no hemisf&eacute;rio direito), em compara&ccedil;&atilde;o com um grupo controle, mostraram dificuldades em discriminar que sequ&ecirc;ncia do par continha as estruturas r&iacute;tmicas, ou  			seja, com intervalos de dura&ccedil;&atilde;o vari&aacute;veis. 		</p> 		 		    <p> 			Apesar do senso comum de que estruturas neurossensoriais, uma vez lesadas, n&atilde;o podem ser substitu&iacute;das ou regeneradas, existem caracter&iacute;sticas de plasticidade perif&eacute;rica em &oacute;rg&atilde;os  			sensoriais que devem ser levadas em considera&ccedil;&atilde;o, quando interpretando mudan&ccedil;as funcionais na modalidade sensorial (Robertson &amp; Irvine, 1989). Mesmo a tecnologia de implantes  			cocleares introduzida no final dos anos 80 (Harrison, Gordon, &amp; Mount, 2005) n&atilde;o garante desempenho espont&acirc;neo (i.e., reconhecimento da informa&ccedil;&atilde;o auditiva) a partir da  			estimula&ccedil;&atilde;o digital dos sinais ac&uacute;sticos. O treino auditivo continua sendo um requerimento essencial, especialmente se um adulto surdo — que n&atilde;o aprendeu a falar atrav&eacute;s da escuta  			— escolher o implante coclear como alternativa na reabilita&ccedil;&atilde;o perif&eacute;rica do &oacute;rg&atilde;o auditivo. 		</p> 		 		    <p> 			Perdas auditivas neurossensoriais raramente implicam em completo dano &agrave;s estruturas ciliadas do &oacute;rg&atilde;o de Corti. A caracter&iacute;stica anat&ocirc;mica deste &oacute;rg&atilde;o (em forma de caracol com  			duas voltas e meia) protege c&eacute;lulas distribu&iacute;das ao longo da membrana basilar. C&eacute;lulas sensoriais localizadas na por&ccedil;&atilde;o proximal do &oacute;rg&atilde;o de Corti s&atilde;o sens&iacute;veis a frequ&ecirc;ncias do  			espectro da fala, mas tamb&eacute;m est&atilde;o mais expostas a danos, tanto causados por v&iacute;rus e outros terat&oacute;genos como os danos decorrentes de heran&ccedil;a. Este preju&iacute;zo na fala ocorre por  			causa da especialidade de recep&ccedil;&atilde;o das c&eacute;lulas ciliadas no &oacute;rg&atilde;o de Corti que se localizam no in&iacute;cio da rampa da membrana basilar. Esta especialidade na ativa&ccedil;&atilde;o &eacute; chamada  			organiza&ccedil;&atilde;o tonot&oacute;pica (Mauerberg-deCastro, 2011), a qual reflete o mapeamento frequ&ecirc;ncia espec&iacute;fica no c&oacute;rtex temporal (Harrison et al., 2005).  		</p> 		 		    <p> 			Outro aspecto &eacute; que a extens&atilde;o do dano neurossensorial pode restringir a atividade de c&eacute;lulas vizinhas no que se refere &agrave; plasticidade do sistema auditivo. Ou seja, a  			reorganiza&ccedil;&atilde;o funcional ao n&iacute;vel perif&eacute;rico e do nervo auditivo pode ser mais limitada, se a extens&atilde;o do dano for extensa, especialmente durante per&iacute;odos cr&iacute;ticos do  			desenvolvimento infantil (Robertson &amp; Irvine, 1989). Mecanismo semelhante de plasticidade &eacute; observado tamb&eacute;m para c&eacute;lulas sensoriais do sistema vestibular que foram lesadas  			(Hara, Takeno, Shimogori, &amp; Yamashita, 2005).  		</p> 		 		    <p> 			Frequ&ecirc;ncias baixas (ou graves) s&atilde;o processadas em por&ccedil;&otilde;es terminais e difusas no &oacute;rg&atilde;o de Corti. Assim, o treinamento auditivo ao incluir o ritmo com sons diversificados preserva  			o aspecto temporal do espectro ac&uacute;stico, independente de sua banda de frequ&ecirc;ncias. Isto significa que ritmo, com eventos distribu&iacute;dos temporalmente entre pulsos e pausas, &eacute;  			provavelmente uma caracter&iacute;stica potencialmente preservada enquanto fun&ccedil;&atilde;o auditiva na condi&ccedil;&atilde;o de surdez. Assim, o ritmo pode ser considerado um fen&ocirc;meno primitivo, de menor  			complexidade e com ativa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o seletiva de c&eacute;lulas sensoriais como &eacute; o caso da discrimina&ccedil;&atilde;o de tons (ou frequ&ecirc;ncia). Nesse caso, o sistema auditivo s&oacute; teria que preservar uma  			sequ&ecirc;ncia de eventos com altern&acirc;ncia entre presen&ccedil;a e aus&ecirc;ncia de sons. Esta sequ&ecirc;ncia cont&eacute;m repeti&ccedil;&otilde;es de sons e suas pausas que, no caso da prova de M. Stambak, n&atilde;o mant&eacute;m  			simetria (ao contr&aacute;rio dos ritmos musicais). No presente estudo, a percep&ccedil;&atilde;o da simetria de ritmos musicais certamente esteve em demanda durante o treinamento com a dan&ccedil;a e  			atividades r&iacute;tmicas, que, por sua vez, proporcionou uma transfer&ecirc;ncia para a percep&ccedil;&atilde;o das estruturas r&iacute;tmicas monot&ocirc;nicas no p&oacute;s-teste. 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			A mudan&ccedil;a no desempenho em tarefas auditivas foi demonstrada por Mauerberg-deCastro em um estudo, em 1989, com um grupo de surdos expostos a um programa de dan&ccedil;a. Neste estudo, as  			tarefas auditivas compreenderam a percep&ccedil;&atilde;o de tons apresentados aos pares, compreendendo a discrimina&ccedil;&atilde;o de tons graves e agudos. Aqui, as frequ&ecirc;ncias teste foram as da banda da  			fala. O programa de treinamento com dan&ccedil;a proporcionou benef&iacute;cios na capacidade de discrimina&ccedil;&atilde;o tonal e discrimina&ccedil;&atilde;o de dura&ccedil;&atilde;o de tons apresentados aos pares. Os participantes  			aumentaram a frequ&ecirc;ncia de respostas corretas de 30 para 80% nas tarefas auditivas ap&oacute;s a participa&ccedil;&atilde;o (Mauerberg-deCastro, 1989). 		</p> 		 		    <p> 			No presente estudo, o treinamento auditivo foi integrado ao programa de dan&ccedil;a de modo a refletir mudan&ccedil;as na capacidade de perceber, tanto visualmente, como auditivamente as  			estruturas r&iacute;tmicas monot&ocirc;nicas. A melhoria no escore em ambas as tarefas indica o potencial do programa como um recurso no treino da audi&ccedil;&atilde;o, onde os surdos puderam reconhecer  			sons mais complexos do que a simples detec&ccedil;&atilde;o de sinal. Al&eacute;m disso, o programa de dan&ccedil;a &eacute; uma estrat&eacute;gia positiva para melhorar a motiva&ccedil;&atilde;o e interesse por sons de modo geral.  			Embora o treino auditivo para o desenvolvimento da fala fosse rotina para todos os alunos da institui&ccedil;&atilde;o, a capacidade de percep&ccedil;&atilde;o auditiva nem sempre era amplamente integrada &agrave;  			realidade da escuta dos surdos. O treinamento durante a adapta&ccedil;&atilde;o a aparelhos individuais para amplificar sons &eacute; amplamente usado dentro de metodologias de ensino, tanto oralista,  			bil&iacute;ngue, como de comunica&ccedil;&atilde;o total. Entretanto, quando o assunto &eacute; comunica&ccedil;&atilde;o, a tend&ecirc;ncia dos surdos &eacute; usar o recurso visual da l&iacute;ngua de sinais, por ser a mais eficiente e  			naturalmente adquirida. Com o recurso de implantes cocleares e tecnologia digital de processamento de sinais dos novos aparelhos auditivos, os surdos ampliaram suas op&ccedil;&otilde;es,  			inclusive no mundo dos sons. Por&eacute;m, para aqueles que cresceram afastados das possibilidades de audi&ccedil;&atilde;o, a aprendizagem sobre os conte&uacute;dos ac&uacute;sticos, sejam eles ligados &agrave; fala,  			sejam &agrave; m&uacute;sica, depender&aacute; das oportunidades de sucesso no entendimento desses conte&uacute;dos.  		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><i>Influ&ecirc;ncias da dan&ccedil;a e atividades r&iacute;tmicas no desenvolvimento psicomotor</i></p> 		 		    <p> 			De modo geral, observou-se que o grupo que participou do programa de dan&ccedil;a exibia atrasos psicomotores importantes antes da interven&ccedil;&atilde;o. Com idade cronol&oacute;gica m&eacute;dia de 13 anos, o  			grupo exibiu uma idade psicomotora m&eacute;dia de oito anos e meio (dois anos e meio abaixo da idade m&aacute;xima da bateria, 11 anos) no pr&eacute;-teste. No p&oacute;s-teste, a m&eacute;dia melhorou, mas ainda  			ficou seis meses abaixo da idade limite das provas de m&eacute;dia inf&acirc;ncia. Enquanto um par&acirc;metro diagn&oacute;stico, estes resultados acusam evid&ecirc;ncias importantes sobre a consequ&ecirc;ncia da  			falta de oportunidades psicomotoras na rotina destes surdos. Em geral, o atraso psicomotor destes participantes revela, de um lado, falhas no desenvolvimento possivelmente de  			origem vestibular, e de outro, a falta de oportunidades com atividades motoras e f&iacute;sicas nas suas rotinas. 		</p> 		 		    <p> 			As provas de coordena&ccedil;&atilde;o das m&atilde;os, por empregarem atividades de coordena&ccedil;&atilde;o olho-m&atilde;o, n&atilde;o deveriam representar grandes dificuldades ao grupo, uma vez que a vis&atilde;o e gestos s&atilde;o uma  			rotina preferencial nas atividades de comunica&ccedil;&atilde;o pelos surdos. Por&eacute;m, as provas de nove e 11 anos<sup><a href="#nota3">3</a><a name="topnota3"></a></sup> desta modalidade compreendem precis&atilde;o na pontaria e no tempo de  			contato, respectivamente. Estas duas provas foram aquelas com maior &iacute;ndice de fracasso pelo grupo. Nestas provas, o controle visual &eacute; mantido com eventos distais tanto de alvos  			parados, como em movimento, e que est&atilde;o relativamente longe do corpo. O gesto &eacute; discreto. As demais provas s&atilde;o predominantemente c&iacute;clicas e os contatos com os alvos ou materiais  			s&atilde;o proximais. O controle visuomotor, neste caso, envolve apenas requerimentos posturais de estabiliza&ccedil;&atilde;o do tronco.  		</p> 		 		    <p> 			A complexa intera&ccedil;&atilde;o entre sistemas vestibular, visual, somatossens&oacute;rio, e destes com estruturas centrais, como o cerebelo e hipot&aacute;lamo, por exemplo, pode justificar como as  			limita&ccedil;&otilde;es evoluem ao longo do desenvolvimento do sistema postural. Da mesma forma, pode explicar lacunas na coordena&ccedil;&atilde;o visuomotora, locomo&ccedil;&atilde;o e fun&ccedil;&otilde;es baseadas nas refer&ecirc;ncias  			corporais e no meio externo. As pesquisas mostram que existe uma rela&ccedil;&atilde;o estreita entre perda de equil&iacute;brio e deteriora&ccedil;&atilde;o auditiva em crian&ccedil;as surdas pequenas (Brunt &amp;  			Broadhead, 1982; Brunt et al., 1987; Savelsbergh &amp; Netelenbos, 1992). As pesquisas tamb&eacute;m mostram que o desempenho de surdos em testes de equil&iacute;brio melhora com a idade  			(Butterfield &amp; Ersing, 1986) e com oportunidades de experi&ecirc;ncias motoras (Campos, 2003; Rine et al., 2004). Ainda n&atilde;o &eacute; claro, entretanto, se o desenvolvimento global de  			habilidades motoras, as quais dependem da aquisi&ccedil;&atilde;o postural (habilidades locomotoras, por exemplo), pode ser afetado em seus padr&otilde;es ou taxas de aquisi&ccedil;&atilde;o (Mauerberg-deCastro,  			2000).  		</p> 		 		    <p> 			A literatura mostra resultados que tanto confirmam como negam haver diferen&ccedil;as no desenvolvimento motor entre crian&ccedil;as surdas comparadas &agrave;s ouvintes (Dummer, Haubenstricker, &amp;  			Stewart, 1996).  Lima et al. (2011), utilizando a bateria de testes psicomotores (similares a deste estudo) compilada por Rosa Neto (2002), avaliaram crian&ccedil;as surdas e ouvintes  			entre seis e oito anos e observaram que ambos os grupos exibiram um desempenho similar para a motricidade fina, motricidade global e equil&iacute;brio. Por&eacute;m, na organiza&ccedil;&atilde;o temporal, as  			crian&ccedil;as surdas tiveram um desempenho pior do que as crian&ccedil;as ouvintes. No mesmo estudo, contr&aacute;rio ao resultado na prova de equil&iacute;brio de Rosa Neto, as crian&ccedil;as surdas tiveram  			maior dificuldade do que as ouvintes no equil&iacute;brio em tarefas espec&iacute;ficas de controle postural em posi&ccedil;&atilde;o unipodal e posi&ccedil;&atilde;o Romberg sobre superf&iacute;cie inst&aacute;vel sem vis&atilde;o. Na  			bateria de Rosa Neto, a prova de equil&iacute;brio para a idade de seis anos tamb&eacute;m &eacute; feita com os olhos fechados, por&eacute;m, neste estudo, n&atilde;o parece ter resultado em dificuldade para o  			grupo surdo. 		</p> 		 		    <p> 			Embora a surdez n&atilde;o implique em atrasos motores de origem central, quando h&aacute; comprometimento vestibular, o equil&iacute;brio pode ser substancialmente comprometido, especialmente em  			tarefas com posi&ccedil;&otilde;es est&aacute;ticas, e mais ainda quando a vis&atilde;o &eacute; obstru&iacute;da. Um problema com as provas psicomotoras, quando aplicadas para surdos, &eacute; a adapta&ccedil;&atilde;o com instru&ccedil;&atilde;o e a  			decis&atilde;o do experimentador sobre quando iniciar a observa&ccedil;&atilde;o do comportamento a partir do entendimento do participante. Isso &eacute; particularmente importante para aquelas provas que  			requerem o desempenho dentro de um tempo restrito.  		</p> 		 		    <p> 			No caso da avalia&ccedil;&atilde;o no presente estudo, a probabilidade de perda neurossensorial associada com dano vestibular &eacute; grande, embora nenhuma avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica tenha sido realizada  			nestes participantes. O evidente atraso em v&aacute;rias capacidades psicomotoras ao longo das v&aacute;rias provas para diferentes idades da m&eacute;dia inf&acirc;ncia pode ter sido causado pelo  			comprometimento vestibular. Danos no sistema vestibular nem sempre s&atilde;o irrevers&iacute;veis, uma vez que plasticidade funcional ao n&iacute;vel da estrutura pode ser induzida por estimula&ccedil;&atilde;o  			espec&iacute;fica (Hara et al, 2005). Al&eacute;m disso, a fun&ccedil;&atilde;o do equil&iacute;brio pode ser recuperada ap&oacute;s estimula&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica ao sistema postural, uma vez que v&aacute;rias estruturas tomam parte na  			fun&ccedil;&atilde;o do equil&iacute;brio.  		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			A mudan&ccedil;a no desempenho nestas provas decorrente da participa&ccedil;&atilde;o do programa de dan&ccedil;a sugere que as atividades foram diversificadas o suficiente para provocar um impacto positivo  			na motricidade como um fen&ocirc;meno amplo. A oferta de um programa de dan&ccedil;a, como estruturado neste estudo, permitiu ao grupo de surdos atingir importantes ganhos funcionais, tanto na  			capacidade perceptiva auditiva para tarefas de estrutura&ccedil;&atilde;o r&iacute;tmica, como em fun&ccedil;&otilde;es psicomotoras de forma geral. A diversidade no programa permitiu uma participa&ccedil;&atilde;o  			individualizada, criativa e motivadora. A dan&ccedil;a como um instrumento a servi&ccedil;o da imagina&ccedil;&atilde;o prop&otilde;e oportunidades ao professor para avaliar o n&iacute;vel de desenvolvimento e  			conhecimento sobre seu aluno. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p> 		 		    <p> 			Um programa de interven&ccedil;&atilde;o com dan&ccedil;a pode promover altera&ccedil;&otilde;es em par&acirc;metros de percep&ccedil;&atilde;o auditiva utilizando tarefas com estruturas r&iacute;tmicas monot&ocirc;nicas em surdos. O desempenho  			perceptivo visual requerido nas tarefas r&iacute;tmicas foi superior ao desempenho auditivo, embora neste estudo ambas as modalidades tenham sido igualmente sens&iacute;veis &agrave;s mudan&ccedil;as  			causadas pela estimula&ccedil;&atilde;o inespec&iacute;fica do programa de dan&ccedil;a. O n&iacute;vel do desenvolvimento psicomotor dos surdos pode ser positivamente influenciado por um programa de dan&ccedil;a. 		</p> 		 		    <p> 			“O surdo que comunica sua exist&ecirc;ncia e sua cultura em gestos precisos, complexos, tamb&eacute;m repassa uma est&eacute;tica corporal universal atrav&eacute;s da dan&ccedil;a. (...) O som e o sentido se  			fundem atrav&eacute;s do movimento de quem dan&ccedil;a. A m&uacute;sica representa um portal para a composi&ccedil;&atilde;o corporal, seja na dramatiza&ccedil;&atilde;o, seja no estilo t&eacute;cnico coreogr&aacute;fico, seja na  			possibilidade de aprendizagem.” (Mauerberg-deCastro, 2011, p. 392) 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p>		 		    <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Brunt, D., &amp; Broadhead, G. D. (1982). Motor proficiency traits of deaf children. <i>Research Quarterly for Exercise and Sport, 53</i>, 236-238.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S1646-107X201300010000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Brunt, D., Layne, C. S., Cook, M., &amp; Rowe, L. (1987). Response patterns to postural perturbation in deaf children with vestibular disfunction. <i>Journal of Human Movements  			Studies, 13</i>, 1-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S1646-107X201300010000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Butterfield, S. A., &amp; Ersing, W. F. (1986). Influence of age, sex, etiology, and hearing loss on balance performance by deaf children. <i>Perceptual and Motor Skill, 62</i>,  			659-663.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S1646-107X201300010000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Campos, C. (2003). Efeitos de um programa de treinamento com trampolim acrob&aacute;tico sobre o equil&iacute;brio de crian&ccedil;as surdas. <i>Revista da Sociedade Brasileira de Atividade Motora  			Adaptada, 8</i>, 21-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S1646-107X201300010000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Dummer, G. M., Haubenstricker, J. L., &amp; Stewart, D. A. (1996). Motor skill performances of children who are deaf. <i>Adapted Physical Activity Quarterly, 13</i>, 400-414.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S1646-107X201300010000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Foxton, J. M., Nandy, R. K., &amp; Griffiths, T. D. (2006). Rhythm deficits in ‘tone deafness’. <i>Brain and Cognition, 62</i>, 24–29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S1646-107X201300010000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Hara, H., Takeno, K., Shimogori, H., &amp; Yamashita, H. (2005). CGRP expression in the vestibular periphery after transient blockage of bilateral vestibular input. <i> 			Otorhinolaryngology, 67</i>, 259–265. Retrieved from <a href="http://dx.doi.org/10.1159/000089405" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1159/000089405</a> 		&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S1646-107X201300010000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> 			Harrison, R. V., Gordon, K. A., &amp; Mount, R. J. (2005). Is there a critical period for cochlear implantation in congenitally deaf children? Analyses of hearing and speech  			perception performance after implantation. <i>Developmental Psychobiology, 46</i>, 252–261.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S1646-107X201300010000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Hottendorf, D., &amp; Gill-Doleac, S. (2005). Deaf Dancers Celebrate 50 Years of Dance! Teaching Dance to Deaf and Hard of Hearing Students: The Gallaudet University Way. <i> 			Dancer Magazine, 3</i>, 42-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S1646-107X201300010000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Jarvis, J., &amp; Iantaffi, A. (2006). Deaf people don’t dance’: Challenging student teachers’ perspectives of pupils and inclusion. <i>Deafness and Education International, 8</i> 			, 75-87. Retrieved from <a href="http://dx.doi.org/10.1002/dei.191" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1002/dei.191</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S1646-107X201300010000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Lima, T. C. S., Pereira, M. C. C., &amp; Moraes, R. (2011). Influ&ecirc;ncia da surdez no desenvolvimento motor e do equil&iacute;brio em crian&ccedil;as. <i>Brazilian Journal of Motor Behavior, 6</i> 			, 16-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S1646-107X201300010000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Lopes, K. F., &amp; Ara&uacute;jo, P. F. (2009). Proposta de ensino de sapateado para crian&ccedil;as surdas. <i>Revista Brasileira de Ci&ecirc;ncia e Movimento, 17</i>. 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<body><![CDATA[<!-- ref --><p> 			Luiz, T. R. B., &amp; Ara&uacute;jo, P. F. (2003). Avalia&ccedil;&atilde;o de um programa de atividade r&iacute;tmica adaptada para varia&ccedil;&atilde;o dos par&acirc;metros de velocidade do ritmo para pessoas surdas. <i> 			Revista Brasileira de Ci&ecirc;ncia e Movimento, 11</i>, 27-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S1646-107X201300010000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Mauerberg-deCastro, E. (1989). <i>Influ&ecirc;ncia do treinamento sens&oacute;rio-motor no desenvolvimento da discrimina&ccedil;&atilde;o auditiva em indiv&iacute;duos com perda auditiva neurossensorial profunda  			</i>(Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado). Universidade de S&atilde;o Paulo: Ribeir&atilde;o Preto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S1646-107X201300010000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Mauerberg-deCasto, E. (2000). Desenvolvimento da locomo&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as surdas: uma an&aacute;lise qualitativa do andar e do correr. <i>Revista da Sociedade Brasileira de Atividade Motora  			Adaptada, 5</i>, 9-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S1646-107X201300010000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Mauerberg-deCastro, E. (2011). <i>Atividade F&iacute;sica Adaptada</i> (2&ordf; edi&ccedil;&atilde;o). Ribeir&atilde;o Preto: Novo Conceito.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S1646-107X201300010000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Pelc, Z. (2002). Therapeutic values of dance movement and its influence on psychomotor development of deaf persons as a form of socialization and integration with the environment.  			<i>Wiad Lek, 55</i>(Suppl), 845-849.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S1646-107X201300010000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> 			Picq, L., &amp; Vayer, P. (1985). <i>Educa&ccedil;&atilde;o psicomotora e retardo mental. Aplica&ccedil;&atilde;o aos diferentes tipos de inadapta&ccedil;&atilde;o</i> (4&ordf; ed.). S&atilde;o Paulo: Manole.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S1646-107X201300010000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Reber, R., &amp; Sherrill, C. (1981). Creative thinking and dance/movement skills of hearing-impaired youth: An experimental study. <i>American Annals of the Deaf, 126</i>,  			1004-1009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S1646-107X201300010000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Rine, R. M., Braswell, J., Fisher, D., Joyce, K., Kalar, K., &amp; Shaffer, M. (2004). Improvement of motor development and postural control following intervention in children  			with sensorineural hearing loss and vestibular impairment. <i>International Journal of Pediatric Otorhinolaryngology, 68</i>, 1141-1148.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S1646-107X201300010000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Robertson, D., &amp; Irvine, D. R. F. (1989). Plasticity of frequency organization in auditory cortex of guinea pigs with partial unilateral deafness. <i>Journal of Comparative  			Neurology, 282</i>, 456–471.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S1646-107X201300010000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Rosa Neto, F. (2002). <i>Manual de avalia&ccedil;&atilde;o motora</i>. Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000191&pid=S1646-107X201300010000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> 			Savelsbergh, G. J. P., &amp; Netelenbos, J. B. (1992). Can the developmental lag in motor abilities of deaf children be partly attributed to localization problems? <i>Adapted  			Physical Activity Quarterly, 9</i>, 343-352.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000193&pid=S1646-107X201300010000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Shahin, A. J. (2011). Neurophysiological influence of musical training on speech perception. <i>Frontiers in Psychology, 2</i>, 126. Recuperado de <a href= 			"http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21716639" target="_blank">http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21716639</a> 		&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S1646-107X201300010000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> 			Thalheimer, W., &amp; Cook, S. (2002, August). How to calculate effect sizes from published research articles: A simplified methodology. <i>A Work-Learning Research Publication</i> 			. Recuperado de <a href="http://docs.docstoc.com/pdf/5121652/6af10ee0-3d03-46ac-bd77-6a17477830e7.pdf" target="_blank"> 			http://docs.docstoc.com/pdf/5121652/6af10ee0-3d03-46ac-bd77-6a17477830e7.pdf</a> 		&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000196&pid=S1646-107X201300010000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> 			Tsimaras, V. K., Kyriazis, D. A., Christoulas, K. I., Fotiadou, E. G., Kokaridas, D.G., &amp; Angelopoulou, N. A. (2010). The effect of a traditional dance training program on the  			physical fitness of adults with hearing loss. <i>Journal of Strength and Conditioning Research, 24</i>, 1052-1058.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000197&pid=S1646-107X201300010000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Yuko, O., Reiki, Y., &amp; Kazuo, K. (1999). Dance timing for deaf person through vibrotactile stimuli: Technical report. <i>Institute of Electronics, Information and  			Communication Engineers, 99</i>, 35-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000199&pid=S1646-107X201300010000800027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->   		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Zazzo, R. (1968). <i>Manual para o exame psicol&oacute;gico da crian&ccedil;a</i>. S&atilde;o Paulo: Mestre Jou.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000201&pid=S1646-107X201300010000800028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		    <p> 			<i><a name="0"></a><a href="#top0">Endere&ccedil;o para Correspond&ecirc;ncia:</a></i> 			Profa. Dra. Eliane Mauerberg-deCastro, Laborat&oacute;rio de A&ccedil;&atilde;o e Percep&ccedil;&atilde;o, Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Av. 24-A, 1515, Rio Claro, SP  			13506-900, Brasil. 			<i>E-mail:</i> <a href="mailto:mauerber@rc.unesp.br">mauerber@rc.unesp.br</a> 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Agradecimentos</b>:</p> 		 		    <p> 			&Agrave; equipe t&eacute;cnica do Instituto Londrinense de Educa&ccedil;&atilde;o de Surdos e a todos os participantes surdos que aceitaram participar neste estudo. Agradecemos tamb&eacute;m &agrave; valiosa contribui&ccedil;&atilde;o  			dos revisores an&ocirc;nimos da Revista Motricidade. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p>Submetido: 28.02.2012   &brvbar;   Aceite: 12.12.2012</p>	 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>NOTAS:</b></p> 		    <p> 			<sup><a href="#topnota1">1</a><a name="nota1"></a></sup> Sequ&ecirc;ncias monot&ocirc;nicas s&atilde;o repeti&ccedil;&otilde;es de pulsos intervalados que podem se repetir em sequ&ecirc;ncias temporais de dura&ccedil;&atilde;o crescente, mas sem acentos em seus pulsos tal como observados  			na m&eacute;trica musical estruturada em compassos bin&aacute;rios ou tern&aacute;rios, por exemplo. O som emitido por um metr&ocirc;nomo ou simplesmente bater palmas durante um exerc&iacute;cio repetitivo  			caracteriza um ritmo monot&ocirc;nico. Surdos com perdas auditivas precoces geralmente exibem uma fala monot&ocirc;nica, pois n&atilde;o conseguem modular acentos tonais que comp&otilde;em espectros  			ac&uacute;sticos de palavras e frases. 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			<sup><a href="#topnota2">2</a><a name="nota2"></a></sup> O estudo foi conduzido em 1984, per&iacute;odo durante o qual n&atilde;o existia regulamenta&ccedil;&atilde;o nacional sobre comit&ecirc;s de &eacute;tica no Brasil. Nesta &eacute;poca o ILES adotava integralmente  			o m&eacute;todo oral de educa&ccedil;&atilde;o de surdos. Atualmente segue abordagem bil&iacute;ng&uuml;e e a comunica&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da L&iacute;ngua Brasileira de Sinais (LIBRAS).  		</p> 		 		    <p> 			<sup><a href="#topnota3">3</a><a name="nota3"></a></sup> A prova de coordena&ccedil;&atilde;o das m&atilde;os revista para nove anos de idade requer que o participante arremesse uma bolinha de pl&aacute;stico de seis cm de di&acirc;metro contra um alvo de  			25 x 25 cm localizado a um metro e meio de dist&acirc;ncia na altura do seu peito. A prova de 11 anos requer que o participante agarre esta bolinha lan&ccedil;ada pelo experimentador a tr&ecirc;s  			metros de dist&acirc;ncia. O experimentador pede ao participante manter os bra&ccedil;os ao lado do tronco e s&oacute; iniciar o movimento ap&oacute;s a instru&ccedil;&atilde;o “pegue” que &eacute; dada no momento do lan&ccedil;amento. 		</p> 	     ]]></body><back>
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