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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Nível de concentração e precisão de árbitros de futebol ao longo de uma partida]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim of this study was to assess whether there are differences in the level attention focused and accuracy judges of soccer referee during the soccer match. For this purpose, the sample was composed of eight male referees accredited by the Paulista Football Federation, who officiate official matches of the U-20 Paulista championship in 2003. The test used was Concentrated Attention - Toulouse Piéron, which is designed to measure the speed and accuracy when performing simple tasks of identifying squares, perceptual in nature, without resorting to intellectual functions. The tests were recorded in real time during matches with a digital cam HANDYCAMTM model DCR. The chi-square test showed a significant difference between decisions taken in the first 30 minutes of the second half of the game when compared to the final fifteen minutes (p = 0.003). The test t-paired showed significant difference to the speed of concentration before and after the game (p = 0.005), was not significant for the concentration quality (p = 0.209). It was observed that the referees showed fewer tendencies to make mistake in the final fifteen minutes of the game and had higher test speed in concentration after the game, not going to the same concentration quality.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  		    <p> 			<b>N&iacute;vel de concentra&ccedil;&atilde;o e precis&atilde;o de &aacute;rbitros de futebol ao longo de uma partida</b> 		</p> 		    <p><b>Concentration and accuracy level of soccer referees during match</b></p> 		    <p>&nbsp;</p> 	 		    <p> 			<b>M.C. Oliveira<sup>I</sup></b>,  			<b>A.I. Silva<sup>II</sup></b>, 			<b>M.C. Agresta<sup>I</sup></b>, 			<b>T.L. Barros Neto<sup>I</sup></b>, 			<b>M.F. Brand&atilde;o<sup>III</sup></b> 		</p> 		 		    <p> 			<sup>I</sup> Universidade Federal de S&atilde;o Paulo – Escola Paulista de Medicina – CEMAFE, Brasil. <br /> 			<sup>II</sup>Universidade Estadual de Ponta Grossa – UEPG, Brasil. <br /> 			<sup>III</sup> Universidade S&atilde;o Judas Tadeu, Brasil. 		</p> 		 		    <p><i><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></i></p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>RESUMO</b></p> 		 		    <p>	 			O objetivo deste estudo foi avaliar se o n&iacute;vel de aten&ccedil;&atilde;o concentrada e de precis&atilde;o das marca&ccedil;&otilde;es do &aacute;rbitro de futebol se altera durante a partida de  			futebol. Para tanto, a amostra foi composta por oito &aacute;rbitros credenciados pela Federa&ccedil;&atilde;o Paulista de Futebol, do sexo masculino, que atuaram em oito  			partidas oficiais do Campeonato Paulista Sub-20, no ano 2003. Foi utilizado o teste de Aten&ccedil;&atilde;o Concentrada – Toulouse Pi&eacute;ron, Fator P, que destina-se a  			medir a rapidez e exatid&atilde;o ao executar tarefas simples de identifica&ccedil;&atilde;o de quadrados, de natureza perceptiva, sem recorrer &agrave;s fun&ccedil;&otilde;es intelectuais. Foram  			feitas filmagens em tempo real durante as partidas, com uma c&acirc;mera de v&iacute;deo digital HANDYCAMTM modelo DCR. O teste qui-quadrado apresentou diferen&ccedil;a  			significante entre as decis&otilde;es tomadas nos 30 minutos iniciais do segundo tempo do jogo quando comparadas com os quinze minutos finais (<i>p </i>= .003). O  			teste t-pareado demonstrou diferen&ccedil;a significante para a rapidez de concentra&ccedil;&atilde;o antes e ap&oacute;s o jogo (<i>p </i>= .005); para a qualidade de concentra&ccedil;&atilde;o  			n&atilde;o foi significante (<i>p </i>= .209). Observou-se que os &aacute;rbitros demonstraram tend&ecirc;ncia a errar menos nos quinze minutos finais dos jogos e apresentaram  			maior rapidez no teste de concentra&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s o jogo, n&atilde;o acontecendo o mesmo para qualidade de concentra&ccedil;&atilde;o. 		</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Palavras-chave</i>: &aacute;rbitro, futebol, aten&ccedil;&atilde;o, precis&atilde;o, psicologia</p> 				 		    <p>&nbsp;</p> 		 		    <p><b>ABSTRACT</b></p> 		 		    <p> 			The aim of this study was to assess whether there are differences in the level attention focused and accuracy judges of soccer referee during the soccer  			match. For this purpose, the sample was composed of eight male referees accredited by the Paulista Football Federation, who officiate official matches of  			the U-20 Paulista championship in 2003. The test used was Concentrated Attention - Toulouse Pi&eacute;ron, which is designed to measure the speed and accuracy  			when performing simple tasks of identifying squares, perceptual in nature, without resorting to intellectual functions. The tests were recorded in real  			time during matches with a digital cam HANDYCAMTM model DCR. The chi-square test showed a significant difference between decisions taken in the first 30  			minutes of the second half of the game when compared to the final fifteen minutes (p = 0.003). The test t-paired showed significant difference to the speed  			of concentration before and after the game (p = 0.005), was not significant for the concentration quality (p = 0.209). It was observed that the referees  			showed fewer tendencies to make mistake in the final fifteen minutes of the game and had higher test speed in concentration after the game, not going to  			the same concentration quality. 		</p> 		    <p><i>Keywords</i>: referee, soccer, attention, precision, psychology</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p> 			De acordo com Vald&eacute;s e Brand&atilde;o (2003) e Brand&atilde;o, Serpa, Krebs, Ara&uacute;jo, e Machado (2011), a arbitragem esportiva deveria ser um campo espec&iacute;fico de  			investiga&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que o comportamento dos &aacute;rbitros tem grande impacto n&atilde;o somente no desempenho dos jogadores (Philippe, Vallerand, Andrianarisoa, &amp;  			Brunel, 2009), mas tamb&eacute;m no resultado final de um jogo ou de uma competi&ccedil;&atilde;o, mesmo que involuntariamente (Guill&eacute;n &amp; Jim&eacute;nez, 2001). Para Guill&eacute;n e  			Jim&eacute;nez (2001), ao contr&aacute;rio do que possa parecer, a arbitragem apresenta grande complexidade, fazendo-se necess&aacute;rio maior conhecimento e profundidade da  			mesma. 		</p> 		 		    <p> 			O &aacute;rbitro principal tem a autoridade total para fazer cumprir as regras do jogo para o qual for designado, pois suas decis&otilde;es sobre os acontecimentos no  			jogo s&atilde;o definitivas. Al&eacute;m do mais, pode interromper, suspender ou finalizar o jogo em caso de qualquer interfer&ecirc;ncia. De acordo com Gimeno, Buceta, Lahoz,  			e Sanz (1998), o labor arbitral leva, em suma, o &aacute;rbitro a tomar decis&otilde;es em d&eacute;cimos de segundo e que s&atilde;o irrevers&iacute;veis, o que demanda alto n&iacute;vel de  			responsabilidade. 		</p> 		 		    <p> 			Um &aacute;rbitro de elite toma, em m&eacute;dia, 137 decis&otilde;es observ&aacute;veis por jogo, em torno de 3 a 4 por minuto (Helsen &amp; Bultynck, 2004), o que torna o processo  			de aten&ccedil;&atilde;o concentrada uma importante vari&aacute;vel para o sucesso na carreira arbitral. De forma geral, a aten&ccedil;&atilde;o concentrada &eacute; entendida como um estado  			seletivo, intensivo e dirigido da percep&ccedil;&atilde;o que permite ao indiv&iacute;duo interpretar as informa&ccedil;&otilde;es do ambiente e agir (Samulski, 2002). Estar concentrado  			significa se ater aos est&iacute;mulos relevantes das situa&ccedil;&otilde;es de jogo; desvios da aten&ccedil;&atilde;o para sinais irrelevantes frequentemente levam a erros de avalia&ccedil;&atilde;o e,  			consequentemente, a erros de tomada de decis&atilde;o (Brand&atilde;o &amp; Casal, 2003). 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			Os conceitos de aten&ccedil;&atilde;o e concentra&ccedil;&atilde;o s&atilde;o frequentemente tratados como sin&ocirc;nimos. Aten&ccedil;&atilde;o pode ser definida como um mecanismo interno, na qual um  			indiv&iacute;duo elabora e interpreta uma informa&ccedil;&atilde;o, para organiz&aacute;-la e dar-lhe sentido. &Eacute; um processo suscet&iacute;vel de ser adquirido, pois &eacute; seletivo, limitado e,  			como qualquer outra habilidade verbal ou motora, pode ser melhorada atrav&eacute;s de sua pr&aacute;tica (Salazar, Rojas, &amp; Paz, 2009). Segundo estes autores, a  			arbitragem &eacute; uma atividade psicol&oacute;gica, que se baseia no processamento de informa&ccedil;&otilde;es para se emitir uma an&aacute;lise (marca&ccedil;&atilde;o). Os autores acrescentam, ainda,  			que, no futebol, dadas as suas caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas, o desempenho do &aacute;rbitro est&aacute; sempre sob a interfer&ecirc;ncia, tanto da opini&atilde;o (vis&atilde;o) dos  			espectadores, como, tamb&eacute;m, dos jogadores.  		</p> 		 		    <p> 			Desta forma, podemos dizer que as marca&ccedil;&otilde;es recaem sobre os &aacute;rbitros como uma responsabilidade social. 		</p> 		 		    <p> 			Embora n&atilde;o sejam objetos do nosso estudo, sabemos que diferentes aspectos podem interferir no processo de aten&ccedil;&atilde;o de um &aacute;rbitro. A falta de aptid&atilde;o f&iacute;sica  			pode provocar confus&atilde;o no momento de tomada de decis&atilde;o, durante a execu&ccedil;&atilde;o de exerc&iacute;cio extenuante, e, consequentemente, pode prejudicar a capacidade de  			julgamento das pessoas nessa situa&ccedil;&atilde;o (Da Silva, Fernandes, &amp; Fernandez, 2011). Al&eacute;m de boa prepara&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica para poder avaliar as jogadas, evitando  			com isso que as regras sejam violadas, o &aacute;rbitro deve tamb&eacute;m estar bem posicionado para visualizar as agress&otilde;es entre os atletas, pois o risco de um  			jogador sofrer ferimento &eacute; cerca de 1.000 vezes maior do que o encontrado na maioria de outras profiss&otilde;es (Fuller, Junge, &amp; Dvorak, 2004). 		</p> 		 		    <p> 			Jones, Paull, e Erskine (2002) estudaram o impacto da reputa&ccedil;&atilde;o agressiva de um time nas decis&otilde;es tomadas por &aacute;rbitros de futebol, sendo que o time com uma  			reputa&ccedil;&atilde;o agressiva foi penalizado mais severamente do que o outro time. Messner e Schmid (2007) observaram que, durante uma partida, se uma das equipes  			for da mesma cultura do &aacute;rbitro, esta tem vantagem sobre a outra. Folkesson, Nyberg, Archer, e Norlander (2002) mostraram que a concentra&ccedil;&atilde;o e o desempenho  			dos &aacute;rbitros, particularmente dos mais jovens, s&atilde;o influenciados pelas amea&ccedil;as e agress&otilde;es dos jogadores, dos treinadores e do p&uacute;blico. Entretanto,  			&aacute;rbitros experientes provavelmente teriam maior controle sobre suas emo&ccedil;&otilde;es (Hardy, Jones, &amp; Gould, 1996). 		</p> 		 		    <p> 			Pelo exposto acima, parece justificada a necessidade de se avaliar o n&iacute;vel de aten&ccedil;&atilde;o e de precis&atilde;o de &aacute;rbitros de futebol. Assim, o objetivo deste estudo  			foi avaliar se o n&iacute;vel de aten&ccedil;&atilde;o concentrada e de precis&atilde;o das marca&ccedil;&otilde;es do &aacute;rbitro de futebol se altera durante uma partida de futebol. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>M&Eacute;TODO</b></p> 		 		    <p><b>Amostra</b></p> 		 		    <p> 			Este estudo se caracterizou como de cunho descritivo de campo. A popula&ccedil;&atilde;o deste estudo foi composta por &aacute;rbitros profissionais credenciados pela Federa&ccedil;&atilde;o  			Paulista de Futebol, S&atilde;o Paulo, Brasil. A amostra foi composta por oito &aacute;rbitros, do sexo masculino, com m&eacute;dia de idade de 26.75 &plusmn; 4.13 anos,  			estatura m&eacute;dia de 179.62 &plusmn; 6.56 cm e massa corporal m&eacute;dia de 74.77 &plusmn; 7.88 kg, que atuaram em oito partidas oficiais do Campeonato Paulista  			Sub-20 no ano de 2003, com experi&ecirc;ncia, entre o grupo, de dois anos e dez meses em arbitragem. Cada &aacute;rbitro submetido &agrave;s avalia&ccedil;&otilde;es foi avaliado em apenas  			uma partida de futebol e todos que participaram deste estudo foram submetidos periodicamente a testes f&iacute;sicos e a exame de acuidade visual. Foram adotados  			os seguintes crit&eacute;rios de inclus&atilde;o: o &aacute;rbitro deveria ser filiado &agrave; Federa&ccedil;&atilde;o Paulista de Futebol (FPF); estar de acordo em participar do estudo, seguir &agrave;s  			orienta&ccedil;&otilde;es feitas pelos avaliadores antes e ap&oacute;s as partidas de futebol. Entretanto, um &aacute;rbitro era exclu&iacute;do da pesquisa quando n&atilde;o desejasse participar  			de forma volunt&aacute;ria, n&atilde;o seguisse as orienta&ccedil;&otilde;es feitas pelo avaliador, antes e ap&oacute;s uma partida, e quando estivesse atuando em categorias inferiores ou  			superiores &agrave; sub-20. 		</p> 		 		    <p> 			Este estudo foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Universidade Federal de S&atilde;o Paulo (UNIFESP), Brasil, sob o processo de n&uacute;mero CEP 0213/03. Um  			consenso informativo foi obtido de todos os participantes, com o conhecimento de que eles estariam livres para deixar o estudo a qualquer momento. 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Instrumentos</b></p> 		 		    <p> 			Para se determinar a aten&ccedil;&atilde;o concentrada do &aacute;rbitro, optou-se por utilizar um dos testes que comp&otilde;em a Bateria CEPA (Testes de Aptid&otilde;es Espec&iacute;ficas). Foi  			aplicado o Teste Toulouse Pi&eacute;ron – Fator P, que avalia a Aten&ccedil;&atilde;o Concentrada (Centro Editor de Psicologia Aplicada [CEPA], 2001). O teste de aten&ccedil;&atilde;o  			concentrada tem por objetivo medir a rapidez de rea&ccedil;&atilde;o e exatid&atilde;o (qualidade) ao executar uma tarefa de natureza perceptiva. O instrumento &eacute; validado e  			padronizado por normas internacionais. A aplica&ccedil;&atilde;o foi controlada, respeitando-se as normas de sua padroniza&ccedil;&atilde;o. Foi tamb&eacute;m utilizado um cron&ocirc;metro para  			controlar o tempo da aplica&ccedil;&atilde;o. O sujeito deveria procurar e marcar todas as Figuras id&ecirc;nticas ao modelo em destaque no tempo de 5 minutos, antes e ap&oacute;s as  			partidas. Antes de iniciar, foi dada instru&ccedil;&atilde;o ao avaliado e, em seguida, este utilizou as duas &uacute;ltimas linhas como treinamento. 		</p> 		 		    <p> 			Para que os resultados fossem significativos, foram comparados com grupos previamente estudados e foram expressos atrav&eacute;s da escala de percentil.  			Posteriormente, para melhor compreens&atilde;o dos resultados, estes foram analisados de acordo com as categorias. Desta forma, os dados obtidos pelo teste foram  			classificados de acordo com os seguintes crit&eacute;rios, estabelecidos pelo CEPA (2001): categorias 1, 2, 3 (n&iacute;vel de concentra&ccedil;&atilde;o: mau); categoria 4 (n&iacute;vel de  			concentra&ccedil;&atilde;o: m&eacute;dio); categoria 5 (n&iacute;vel de concentra&ccedil;&atilde;o: bom); categoria 6 (n&iacute;vel de concentra&ccedil;&atilde;o: muito bom) e categoria 7 (n&iacute;vel de concentra&ccedil;&atilde;o:  			excelente). 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Procedimentos</b></p> 		 		    <p><i>determina&ccedil;&atilde;o da precis&atilde;o</i></p> 		 		    <p> 			Para obten&ccedil;&atilde;o dos dados das partidas, foram utilizados uma c&acirc;mera de v&iacute;deo digital HANDYCAMTM modelo DCR, um suporte de c&acirc;mera port&aacute;til VolbonTM DF-30, uma  			fita de mensura&ccedil;&atilde;o FeelingTM, um cron&ocirc;metro SPORTTM e fitas SONYTM para o armazenamento das imagens. A c&acirc;mera foi sempre posicionada em um local alto e  			central nas arquibancadas. O recurso de zoom n&atilde;o foi usado durante a obten&ccedil;&atilde;o das imagens da partida. As dimens&otilde;es do campo de futebol foram mensuradas  			para posteriores an&aacute;lises gr&aacute;ficas computadorizadas, usando-se o programa Discreet 3D Studio Max 4.0. Ap&oacute;s o final de uma partida, a fita correspondente  			foi examinada e, no momento em que o apito do &aacute;rbitro era ouvido, a imagem era congelada e capturada pelo pacote de edi&ccedil;&atilde;o de v&iacute;deo-imagem (Perpection  			PVR-2500, Sistema de Processamento Digital) para an&aacute;lise gr&aacute;fica. Os eventos dos quais o &aacute;rbitro consultou um de seus assistentes foram exclu&iacute;dos deste  			estudo. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><i>Determina&ccedil;&atilde;o de marca&ccedil;&otilde;es certas e erradas</i></p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			Uma grava&ccedil;&atilde;o compacta somente com jogadas que resultavam em faltas foi mostrada a tr&ecirc;s renomados &aacute;rbitros de elite atuantes no Estado de S&atilde;o Paulo. Estes  			profissionais foram informados sobre o prop&oacute;sito do presente estudo e assinaram o termo de consentimento. Cada revisor recebeu um formul&aacute;rio para  			preencher, contendo um n&uacute;mero que correspondia &agrave; falta exibida seguidos por tr&ecirc;s caixas sobre as legendas: decis&atilde;o correta, decis&atilde;o incorreta e imposs&iacute;vel  			determinar, na qual apenas uma deveria ser marcada. Eles estavam livres para assistir cada jogada quantas vezes fossem necess&aacute;rias.  		</p> 		 		    <p> 			Do total de 369 faltas observadas, 48 foram exclu&iacute;das deste estudo devido &agrave; marca&ccedil;&atilde;o da caixa “imposs&iacute;vel determinar”, resultando em 321 faltas, as quais  			foram analisadas estatisticamente. Se fosse confirmada a hip&oacute;tese de que as demandas f&iacute;sicas e psicol&oacute;gicas dos &aacute;rbitros aumentam durante a partida, uma  			natural redu&ccedil;&atilde;o na precis&atilde;o da decis&atilde;o dos &aacute;rbitros poderia ocorrer. Para testar esta hip&oacute;tese, a frequ&ecirc;ncia da faltas com per&iacute;odos consecutivos de 15  			minutos de jogo e um percentual respectivo de faltas corretas e erradas foram analisados. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>An&aacute;lise Estat&iacute;stica</b></p> 		 		    <p> 			Os dados s&atilde;o expressos como m&eacute;dia e desvio padr&atilde;o. O teste t de student foi usado para determinar as diferen&ccedil;as entre os dados obtidos no primeiro e no  			segundo tempos de jogo. O teste qui-quadrado e a an&aacute;lise da vari&acirc;ncia (ANOVA) foram usados para comparar as decis&otilde;es corretas e incorretas dentro de cada  			per&iacute;odo de 15 minutos da partida. Todos os testes estat&iacute;sticos foram desempenhados com n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de <i>p</i> &le; .05. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>RESULTADOS</b></p> 		 		    <p> 			As Figuras <a href="#f1">1</a> e <a href="#f2">2</a> trazem os valores relativos &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o do teste de Aten&ccedil;&atilde;o Concentrada. Pode-se observar, na <a href="#t1">Tabela 1</a>, que n&atilde;o foi encontrada diferen&ccedil;a  			estat&iacute;stica significante para a qualidade de aten&ccedil;&atilde;o concentrada antes e ap&oacute;s as partidas, de acordo com os resultados obtidos por meio do teste t-pareado ( 			<i>p</i> = .209), o que demonstra que os &aacute;rbitros avaliados apresentam n&iacute;vel de concentra&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o interfere nas decis&otilde;es. J&aacute; na <a href="#f2">Figura 2</a>, observa-se que  			houve diferen&ccedil;a estat&iacute;stica significante para a rapidez de concentra&ccedil;&atilde;o (<i>p</i> = .005) entre os resultados obtidos antes e ap&oacute;s as partidas, o que  			demonstra maior capacidade de rapidez de concentra&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s as partidas. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		<a name="f1"></a> 		<img src="/img/revistas/mot/v9n2/9n2a03f1.jpg"> 		    
<p>&nbsp;</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		<a name="f2"></a> 		<img src="/img/revistas/mot/v9n2/9n2a03f2.jpg"> 		    
<p>&nbsp;</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		<a name="t1"></a> 		<img src="/img/revistas/mot/v9n2/9n2a03t1.jpg"> 		    
<p>&nbsp;</p> 		 		    <p> 			Na <a href="#t2">Tabela 2</a>, apresentam-se as m&eacute;dias dos percentis encontradas nos testes de Aten&ccedil;&atilde;o Concentrada para qualidade e rapidez antes e ap&oacute;s as partidas. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		<a name="t2"></a> 		<img src="/img/revistas/mot/v9n2/9n2a03t2.jpg"> 		    
<p>&nbsp;</p> 		 		    <p> 			Utilizando o teste t-pareado, n&atilde;o foi encontrada diferen&ccedil;a estatisticamente significante entre a qualidade antes e ap&oacute;s (<i>p</i> = .209), mas encontrou-se  			diferen&ccedil;a estatisticamente significante entre a rapidez antes e ap&oacute;s (<i>p</i> = .005), com diferen&ccedil;a m&eacute;dia de 19.63 – com os valores de rapidez ap&oacute;s  			apresentando, em m&eacute;dia, os maiores resultados.  		</p> 		 		    <p> 			As Tabelas <a href="#t3">3</a>, <a href="#t4">4</a> e <a href="#t5">5</a> mostram a frequ&ecirc;ncia das faltas em consecutivos per&iacute;odos de 15 minutos de jogo e o percentual respectivo de decis&otilde;es corretas e  			erradas. Nenhuma diferen&ccedil;a significativa foi encontrada na precis&atilde;o da decis&atilde;o dos &aacute;rbitros entre os per&iacute;odos de 15 minutos durante o primeiro tempo de  			jogo (<a href="#t3">Tabela 3</a>). N&atilde;o foi encontrada associa&ccedil;&atilde;o entre o intervalo em que ocorreu a falta e a decis&atilde;o do &aacute;rbitro. No entanto, pode-se observar que nos  			primeiros 15 minutos de jogo houve maior quantidade de acertos em rela&ccedil;&atilde;o ao restante do tempo (<a href="#t3">Tabela 3</a>). Utilizando o teste qui-quadrado, n&atilde;o foi  			encontrada associa&ccedil;&atilde;o entre o intervalo em que ocorreu a falta e a decis&atilde;o do &aacute;rbitro ocorrida no primeiro tempo da partida (<i>p</i> = .175). 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		<a name="t3"></a> 		<img src="/img/revistas/mot/v9n2/9n2a03t3.jpg"> 		    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		<a name="t4"></a> 		<img src="/img/revistas/mot/v9n2/9n2a03t4.jpg"> 		    
<p>&nbsp;</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		<a name="t5"></a> 		<img src="/img/revistas/mot/v9n2/9n2a03t5.jpg"> 		    
<p>&nbsp;</p> 		 		    <p> 			No segundo tempo, contudo, o percentual de decis&otilde;es corretas nos &uacute;ltimos 15 minutos da partida (85.4%) foi significativamente maior quando comparado com os  			dois primeiros per&iacute;odos de 15 minutos (54.3% e 67.2%, respectivamente) conforme apresenta-se na <a href="#t4">Tabela 4</a>. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p> 		 		    <p> 			O estudo presente teve por objetivos, como descrito anteriormente, verificar se a aten&ccedil;&atilde;o e a precis&atilde;o do &aacute;rbitro de futebol diminuiriam no decorrer da  			partida, isto &eacute;, do in&iacute;cio em compara&ccedil;&atilde;o com o final da partida. Primeiro, o estudo examinou se a aten&ccedil;&atilde;o dos &aacute;rbitros diminuiu do in&iacute;cio para o final da  			partida e depois se verificou se a precis&atilde;o nas decis&otilde;es se alterou no decorrer do jogo. 		</p> 		 		    <p> 			Como pode ser observado nas Figuras <a href="#f1">1</a> e <a href="#f2">2</a>, bem como nas Tabelas <a href="#t1">1</a> e <a href="#t2">2</a>, a aten&ccedil;&atilde;o do  			&aacute;rbitro aumentou no transcorrer da partida. Para justificar este aumento, Schimidt e Wrisberg (2001) sustentam que o aumento do n&iacute;vel de ansiedade provoca  			o estreitamento do foco de aten&ccedil;&atilde;o, fato este que ocorre com o &aacute;rbitro antes da partida. Desta forma, pode-se explicar a melhora da rapidez de concentra&ccedil;&atilde;o  			dos &aacute;rbitros avaliados ao final da partida, uma vez que, neste momento, o n&iacute;vel de tens&atilde;o diminui, levando-os a ficarem mais tranquilos. A aten&ccedil;&atilde;o &eacute; um  			aspecto importante do comportamento do &aacute;rbitro de futebol. Quando o &aacute;rbitro n&atilde;o corre no campo, ou seja, n&atilde;o esteja a uma dist&acirc;ncia satisfat&oacute;ria das faltas  			no momento que soa o apito, os jogadores criticam. Se o &aacute;rbitro frequentemente n&atilde;o sinaliza penalidades importantes, os jogadores eventualmente perder&atilde;o a  			confian&ccedil;a no &aacute;rbitro e come&ccedil;ar&atilde;o a agir agressivamente e amea&ccedil;adoramente; isto, por sua vez, pode interferir no n&iacute;vel de aten&ccedil;&atilde;o do &aacute;rbitro durante a  			partida (Friman, Nyberg, &amp; Norlander, 2004). 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			A habilidade do &aacute;rbitro em observar movimentos r&aacute;pidos, envolvendo um ou mais atletas, sequencial ou simultaneamente, sofre influ&ecirc;ncias da capacidade  			visual. Portanto, este fator pode interferir diretamente nos julgamentos das mais variadas situa&ccedil;&otilde;es.  		</p> 		 		    <p> 			Ativa&ccedil;&atilde;o &eacute; um fen&ocirc;meno multifacetado, constituindo-se da excita&ccedil;&atilde;o fisiol&oacute;gica e da interpreta&ccedil;&atilde;o de um &aacute;rbitro dessa ativa&ccedil;&atilde;o (por exemplo, confian&ccedil;a,  			ansiedade). No entanto, as emo&ccedil;&otilde;es relacionadas &agrave; ativa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o altamente individuais, ou seja, dois &aacute;rbitros participando do mesmo jogo podem n&atilde;o ter o  			mesmo n&iacute;vel de ativa&ccedil;&atilde;o. (Weinberg &amp; Gold, 1995). Segundo os autores, os efeitos da ativa&ccedil;&atilde;o podem ser positivos e facilitadores; ou negativos,  			dependendo de como a pessoa interpreta as mudan&ccedil;as. De qualquer forma, a autoconfian&ccedil;a &eacute; fundamental para se considerar que, mesmo com a ativa&ccedil;&atilde;o  			aumentada, n&atilde;o haveria preju&iacute;zos no desempenho. 		</p> 		 		    <p> 			Os &aacute;rbitros deste estudo apresentaram idade m&eacute;dia de 26.75 &plusmn; 4.13 anos, ou seja, s&atilde;o &aacute;rbitros jovens atuando como &aacute;rbitros h&aacute; dois anos e 10 meses  			em m&eacute;dia. Segundo Catteeuw, Helsen, Gilis, e Wagemans (2009), os jogadores de futebol de elite come&ccedil;am a treinar por volta dos 5 ou 6 anos de idade; em  			contrates, os indiv&iacute;duos entram para a arbitragem por volta dos 18 anos, que &eacute; a idade m&iacute;nima de entrada. Esta diferen&ccedil;a de experi&ecirc;ncia tamb&eacute;m &eacute; um fator  			que contribui para que os &aacute;rbitros mais jovens adentrem ao campo de jogo com o n&iacute;vel de estresse superior ao dos jogadores, j&aacute; que os &aacute;rbitros possuem  			menor experi&ecirc;ncia de se apresentar em p&uacute;blico. Dohmen (2008) encontrou evid&ecirc;ncias que mostram que os &aacute;rbitros mais experientes tendem a ser menos parciais,  			o que sugere que os indiv&iacute;duos podem aprender a resistir &agrave; press&atilde;o social. 		</p> 		 		    <p> 			Estudos demonstram que os &aacute;rbitros de futebol, para ter condi&ccedil;&otilde;es de arbitrar jogos de n&iacute;veis nacional e internacional, necessitam ter alguns anos de  			experi&ecirc;ncia (Jones, Paull, &amp; Erskine, 2002). Entretanto, de acordo com a literatura, o fato de os &aacute;rbitros mais experientes serem, em m&eacute;dia, 10 a 15  			anos mais velhos que os jogadores teria efeito negativo no rendimento f&iacute;sico dos atletas (Weston, Helsen, Macmahon, &amp; Kirkendall, 2004). Por causa  			disto, os &aacute;rbitros devem ser submetidos a programa de treinamento especializado, para garantir n&iacute;vel apropriado de prepara&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, para conduzir uma  			partida oficial de futebol, pois, com o aumento da idade, observou-se maior pr&eacute;-disposi&ccedil;&atilde;o para les&otilde;es musculares em &aacute;rbitros de futebol (Paes, Fernandez,  			&amp; Da Silva, 2011). 		</p> 		 		    <p> 			Em estudo sobre quem aplicava melhor as regras do futebol, envolvendo &aacute;rbitros e jogadores da B&eacute;lgica, os &aacute;rbitros obtiveram melhores resultados que os  			jogadores na aplica&ccedil;&atilde;o das leis. Isto ap&oacute;ia a ideia de que habilidades diferem de acordo com o papel desempenhado em um esporte e ilustra que, embora os  			jogadores constantemente sejam expostos &agrave; arbitragem e a decis&otilde;es de &aacute;rbitros, esta exposi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o resulta no desenvolvimento de habilidades t&atilde;o bem quanto  			&agrave;s desenvolvidas pelos &aacute;rbitros em uma tarefa espec&iacute;fica dos &aacute;rbitros, ou seja, avalia&ccedil;&atilde;o das jogadas (Macmahon, Helsen, Starkes, &amp; Weston, 2007).  			Portanto, os &aacute;rbitros de elite n&atilde;o s&atilde;o simplesmente treinadores aposentados ou jogadores que decidiram atuar em outro papel dentro do esporte. Ao  			contr&aacute;rio, eles se especializaram cedo como &aacute;rbitros e comprometeram grande parcela de seu tempo para desenvolverem as habilidades necess&aacute;rias.  		</p> 		 		    <p> 			Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s decis&otilde;es tomadas pelos &aacute;rbitros durante a partida, as tabelas <a href="#t3">3</a>, <a href="#t4">4</a> e <a href="#t5">5</a> demonstram os dados mensurados em per&iacute;odos distintos no transcorrer  			da partida. Como pode ser observado nestas Tabelas, o n&uacute;mero de decis&otilde;es certas foi superior ao n&uacute;mero de decis&otilde;es erradas em todos os per&iacute;odos do jogo  			analisados. As decis&otilde;es erradas t&ecirc;m suas origens no processo de discernimento ou na especial dificuldade do &aacute;rbitro para formar uma opini&atilde;o. As raz&otilde;es para  			decis&otilde;es erradas est&atilde;o na percep&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es ou na falha da mem&oacute;ria (Plessner &amp; Haar, 2006). Por exemplo: um &aacute;rbitro toma uma decis&atilde;o, mesmo se  			ele estiver em uma situa&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o ter visto corretamente o lance. A percep&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o deve ser processada posteriormente. Da mesma forma, a mem&oacute;ria  			tem influ&ecirc;ncia na precis&atilde;o da arbitragem; um exemplo disso &eacute; o reconhecimento de uma repetida falta pela mem&oacute;ria, dependendo das situa&ccedil;&otilde;es de jogo  			anterior. A descri&ccedil;&atilde;o resumida dos processos de decis&atilde;o dos &aacute;rbitros de futebol foi apresentada por Mascarenhas, O’Hare, e Plessner (2006). 		</p> 		 		    <p> 			A maior quantidade de acertos ocorreu nos &uacute;ltimos 15 minutos de jogo, conforme os dados expostos na <a href="#t5">Tabela 5</a>. Tzouvaras (1992) constatou  			que quase dois ter&ccedil;os das infra&ccedil;&otilde;es ocorrem no segundo tempo de jogo. No presente estudo, esta situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se repetiu, havendo quantidade de faltas  			semelhantes entre os tempos.  		</p> 		 		    <p> 			Como n&atilde;o foi objeto de estudo desta pesquisa, n&atilde;o h&aacute; como se afirmar de forma veemente que o desgaste f&iacute;sico n&atilde;o influenciou no n&iacute;vel de aten&ccedil;&atilde;o dos  			&aacute;rbitros e que as marca&ccedil;&otilde;es corretas dos &aacute;rbitros deste estudo tenham beneficiado ou n&atilde;o uma das equipes. Isto porque a presen&ccedil;a do barulho da torcida tem  			efeito dram&aacute;tico nas decis&otilde;es tomadas pelos &aacute;rbitros. Aqueles que arbitram com gritos de torcedores ficam mais inseguros no momento de tomar a decis&atilde;o e  			marcam significativamente menos faltas contra o time da casa, quando comparado com os que arbitram em locais com pouca torcida (Nevill, Balmer, &amp;  			Williams, 2002). 		</p> 		 		    <p> 			Os &aacute;rbitros no futebol t&ecirc;m a tarefa de conduzir as partidas de forma imparcial. No entanto, h&aacute; pelo menos duas dificuldades para os &aacute;rbitros desenvolverem  			julgamentos imparciais e tomarem decis&otilde;es dificeis. Primeiro, eles devem chegar a uma decis&atilde;o rapidamente, mesmo que n&atilde;o tenham observado corretamente o  			lance da partida. E, segundo, h&aacute; lances amb&iacute;guos, nos quais s&atilde;o obrigados a tomar uma decis&atilde;o. Esta situa&ccedil;&atilde;o leva ao surgimento de decis&otilde;es tendenciosas,  			segundo Messner e Schmid (2007). 		</p> 		 		    <p> 			Al&eacute;m de beneficiar a equipe da casa, sinalizando menos infra&ccedil;&otilde;es contra esta, em um estudo desenvolvido na Espanha ficou comprovado que o &aacute;rbitro  			acrescenta mais tempo extra &agrave; partida, dependendo do placar e da composi&ccedil;&atilde;o da torcida (Garicano, Palacios-Huerta, &amp; Prendergast, 2005). Estes autores  			forneceram evid&ecirc;ncia clara de uma distinta parcialidade dos &aacute;rbitros favorecendo o time da casa, no sentido que os &aacute;rbitros acrescentam significativamente  			mais tempo (extra), caso o time da casa esteja perdendo por um gol, do que se estiver ganhando por um gol depois dos 90 minutos. J&aacute; em um estudo  			desenvolvido na Alemanha, tamb&eacute;m se constatou que os &aacute;rbitros acrescentam mais tempo caso o time da casa esteja perdendo, sendo que foi constatado que s&atilde;o  			marcados mais p&ecirc;naltis leg&iacute;timos ou ileg&iacute;timos a favor do time, indicando clara parcialidade dos &aacute;rbitros a favor dos times da casa com respeito &agrave; marca&ccedil;&atilde;o  			de p&ecirc;naltis (Sutter &amp; Kocher, 2004). 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			Para minimizar os erros de arbitragem nos lances duvidosos, apresentamos como sugest&atilde;o, o uso de microc&acirc;mera, posicionada na cabe&ccedil;a do &aacute;rbitro, de forma  			que as situa&ccedil;&otilde;es possam ser revistas por meio de um v&iacute;deo (posicionado dentro do campo), pelo &aacute;rbitro principal, assistentes e supervisores, a partir  			disto, se fazer o julgamento final. O estudo limitou-se somente &agrave; categoria Sub-20, contudo, pode ser realizado com &aacute;rbitros de outras categorias e  			experi&ecirc;ncias t&eacute;cnicas diferentes, visando observar se h&aacute; diferen&ccedil;a dos achados deste estudo. 		</p>  		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p> 		 		    <p> 			Os &aacute;rbitros apresentaram maior rapidez no teste de concentra&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s o jogo, n&atilde;o se observando o mesmo para a qualidade de concentra&ccedil;&atilde;o. 		</p> 		 		    <p> 			O aumento da quantidade de marca&ccedil;&otilde;es corretas nos &uacute;ltimos 15 minutos de partida pode estar associado com a redu&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de ativa&ccedil;&atilde;o. Quando os  			&aacute;rbitros est&atilde;o confiantes nas suas marca&ccedil;&otilde;es e t&ecirc;m bom desempenho, eles podem julgar as a&ccedil;&otilde;es com mais confian&ccedil;a e atuar at&eacute; o final da partida com mais  			precis&atilde;o. 		</p> 		 		    <p> 			A prepara&ccedil;&atilde;o do &aacute;rbitro visando boa performance durante uma partida, al&eacute;m de programa de treinamento f&iacute;sico, deve incluir a submiss&atilde;o dos &aacute;rbitros a  			treinamentos t&eacute;cnicos, com v&iacute;deo, e a reuni&otilde;es com seus pares e instrutores, quando os mais diversos lances ocorridos durante uma partida devem ser  			discutidos, sendo as regras constantemente consultadas. Desta forma, os &aacute;rbitros poder&atilde;o se apresentar para arbitrar uma partida, de maneira mais tranquila  			e melhor preparados psicologicamente. 		</p>  		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Brand&atilde;o, M. R., &amp; Casal, H. V. (2003). <i>A psicologia do Esporte</i>. Santa Cruz do Sul: Cinergis.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S1646-107X201300020000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> 			Brand&atilde;o, M. R., Serpa, S., Krebs, R., Ara&uacute;jo, D., &amp; Machado, A. (2011). El significado del arbitrar: Percepci&oacute;n de jueces de f&uacute;tbol profesional. <i> 			Revista de Psicolog&iacute;a del Deporte, 20</i>, 275-286.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S1646-107X201300020000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Catteeuw, P., Helsen, W., Gilis, B., &amp; Wagemans J. (2009). Decision-making skills, role specificity, and deliberate practice in association football  			refereeing. <i>Journal of Sports Sciences, 27</i>, 1125-1136. doi:10.1080/02640410903079179 		&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S1646-107X201300020000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> 			Centro Editor de Psicologia Aplicada [CEPA]. (2001). <i>Bateria Fatorial CEPA: Testes de aptid&otilde;es espec&iacute;ficas</i> (2&ordf; ed.). Rio de Janeiro: CEPA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1646-107X201300020000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Da Silva, A. I., Fernandes, L. C., &amp; Fernandez, R. (2011). Time motion analysis of football (soccer) referees during official matches in relation to  			the type of fluid consumed. <i>Brazilian Journal of Medical and Biological Research, 44</i>, 801-809.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1646-107X201300020000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Dohmen, T. J. (2008). The influence of social forces: Evidence from the behavior of football referees Economic Inquiry. <i>Economic Inquiry, 46</i>,  			411-424. doi:10.1111/j.1465-7295.2007.00112.x 		&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1646-107X201300020000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> 			Folkesson, P., Nyberg, C., Archer, T., &amp; Norlander, T. (2002). Soccer referees’ experience of threat and aggression: Effects on age, experience, and  			life orientation on outcome of coping strategy. <i>Aggressive Behavior, 28</i>, 317-327. doi:10.1002/ab.90028 		&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1646-107X201300020000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> 			Friman, M., Nyberg, C., &amp; Norlander, T. (2004). Threats and aggression directed at soccer referees: An empirical phenomenological psychological study.  			<i>The Qualitative Report, 9</i>, 652-672.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1646-107X201300020000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Fuller, C. W., Junge, A., &amp; Dvorak, J. (2004). An assessment of football referees&acute;decisions in incidents leading to player injuries. <i>The American  			Journal of Sports Medicine, 32</i>, 175-225. doi:10.1177/0363546503261249 		&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1646-107X201300020000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> 			Garicano, L., Palacios-Huerta, I., &amp; Prendergast, C. (2005). Favoritism under social pressure. <i>Review of Economics and Statistics, 87</i>, 208-216.  			doi:10.1162/0034653053970267 		&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1646-107X201300020000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> 			Gimeno, F., Buceta, J. M., Lahoz, D., &amp; Sanz, G. (1998). Evaluaci&oacute;n del proceso de toma de decisiones en el contexto del arbitraje deportivo:  			Propiedades psicom&eacute;tricas de la adaptaci&oacute;n espa&ntilde;ola del cuestionario DMQ II en &aacute;rbitros de Balonmano. <i>Revista de Psicolog&iacute;a del Deporte, 7</i>, 249-258.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1646-107X201300020000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Guill&eacute;n, F. G., &amp; Jim&eacute;nez, H. J. (2001). Caracter&iacute;sticas deseables en el arbitraje y el juicio deportivo. <i>Revista de Psicolog&iacute;a del Deporte, 10</i>,  			23-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1646-107X201300020000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Hardy, L., Jones, J. G., &amp; Gould, D. (1996). <i>Understanding psychological preparation for sport: Theory and practice of elite performers</i>.  			Chichester, UK: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1646-107X201300020000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Helsen, W., &amp; Bultynck, J. B. (2004). Physical and perceptual-cognitive demands of top-class refereeing in association football. <i>Journal of Sports  			Sciences, 22</i>, 179-189. doi:10.1080/02640410310001641502 		&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1646-107X201300020000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> 			Jones, M. V., Paull, G. C., &amp; Erskine, J. (2002). The impact of a team’s aggressive reputation on the decisions of association football referees. <i> 			Journal of Sports Sciences, 20</i>, 991-1000. doi:10.1080/026404102321011751 		&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1646-107X201300020000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> 			Macmahon, C., Helsen, W. F., Starkes, J. L., &amp; Weston, M. (2007). Decision-making skills and deliberate practice in elite association football  			referees. <i>Journal of Sports Sciences, 25</i>, 65-78. doi:10.1080/02640410600718640 		&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1646-107X201300020000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> 			Mascarenhas, D. R., O’Hare, D., &amp; Plessner, H. (2006). The psychological and performance demands of soccer refereeing. <i>International Journal of  			Sport Psychology, 37</i>, 99-120.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1646-107X201300020000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Messner, C., &amp; Schmid, B. (2007). &Uuml;ber die schwierigkeit, unparteiische entscheidungen zu f&auml;llen: Schiedsrichter bevorzugen fu&szlig;ballteams ihrer kultur.  			<i>Zeitschrift f&uuml;r Sozialpsychologie, 38</i>, 105-110.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1646-107X201300020000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Nevill, A. M., Balmer, N., &amp; Williams, A. (2002). The influence of crowd noise and experience upon refereeing decisions in football. <i>Psychology of  			Sport and Exercise, 3</i>, 261-272.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1646-107X201300020000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Paes, M. R., Fernandez, R., &amp; Da Silva, A. I. (2011). Injuries to football (soccer) referees during matches, training and physical tests. <i> 			International Sportmed Journal, 12</i>, 74-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1646-107X201300020000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> 			Philippe, F. L., Vallerand, R. J., Andrianarisoa, J., &amp; Brunel, P. (2009). Passion in referees: Examining their affective and cognitive experiences in  			sport situations. <i>Journal of Sport and Exercise Psychology, 31</i>, 77-96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1646-107X201300020000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Plessner, H., &amp; Haar, T. (2006). Sports performance judgments from a social cognitive perspective. <i>Psychology of Sport and Exercise, 7</i>, 555-575.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1646-107X201300020000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Salazar, M. C. R., Rojas, W. S., &amp; Paz, F. A. (2009). Juicio arbitral y desempe&ntilde;o cognoscitivo asociados con deshidrataci&oacute;n en &aacute;rbitros de f&uacute;tbol. <i> 			Revista Iberoamericana de Psicolog&iacute;a del Ejercicio y el Deporte, 4</i>(1), 29-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1646-107X201300020000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Samulski, D. (2002) <i>Psicologia do Esporte</i>. S&atilde;o Paulo: Manole.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1646-107X201300020000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Schimidt, R. A., &amp; Wrisberg, C. A. (2001). <i>Aprendizagem e performance motora</i> (2&ordf; ed.). Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1646-107X201300020000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> 			Sutter, M., &amp; Kocher, M. G. (2004). Favoritism of agents: The case of referees’ home bias. <i>Journal of Economic Psychology, 25</i>, 461-469.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1646-107X201300020000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Tzouvaras, P. (1992). <i>Referee the ultimate judge</i>. Athens: Football Referees Association of Athens.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1646-107X201300020000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Vald&eacute;s, H., &amp; Brand&atilde;o, M. R. (2003). La personalidad de los &aacute;rbitros y jueces. In F. G. Guill&eacute;n (Ed.), <i>Psicolog&iacute;a del arbitraje y del juicio  			deportivo</i>. Zaragoza: INDE Publicaiones (pp. 39-54).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1646-107X201300020000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Weston, M., Helsen, W., Macmahon, C., &amp; Kirkendall, D. (2004). The impact of specific high-intensity training sessions on football referees’ fitness  			levels. <i>The American Journal of Sports Medicine, 33</i>, 545-615. doi:10.1177/0363546503261421.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1646-107X201300020000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Weinberg, R., &amp; Gold, D. (1995) <i>Fondations of Sport and Exercise Psychology</i>. Champaign, IL: Human Kinetics.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S1646-107X201300020000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		    <p> 			<i><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para Correspond&ecirc;ncia:</a><a name="c0"></a></i> 			Alberto In&aacute;cio da Silva, Rua Santa Mariana, 35, Bairro Guanabara I, CEP 86.780-000, Paran&aacute;, Brasil. 			<i>	E-mail:</i> <a href="mailto:albertoinacio@bol.com.br">albertoinacio@bol.com.br</a> 		</p> 				 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p>Submetido: 14.02.2012   &brvbar;   Aceite: 08.04.2013</p> 	     ]]></body><back>
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