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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação das habilidades motoras de crianças participantes de projetos sociais/esportivos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Besides the biological evolutionary process, studies have shown that environmental and social factors can influence the motor development. The aim of this study was to evaluate the motor skills of students participating in social educational projects, sports projects and those not engaged in structured extracurricular activities in Florianópolis - SC - Brazil.Were evaluated 136 children 8 - 9 years old, both sexes, from 40 public schools. For data collection was used the Motor Development Scale and a structured interview regarding the activities undertaken by the child during the period that they are not in school. Descriptive statistics, ANOVA and the Post-hoc test of Tukey were used to data analysis, with significance level p < .05. The results showed higher patterns of motor development in children that participating in social projects with sport character and expressive low coordination patterns in children who do not participate in structured activities or projects outside of school.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  		    <p> 			<b>Avalia&ccedil;&atilde;o das habilidades motoras de crian&ccedil;as participantes de projetos sociais/esportivos</b> 		</p> 		    <p><b>Evaluation of motor skills in children participating in social/sports projects</b></p> 		    <p>&nbsp;</p> 		 		    <p> 			<b>A.M. Santos<sup>I</sup></b>, 			<b>F.R. Neto<sup>I</sup></b>, 			<b>R.A. Pimenta<sup>II</sup></b> 		</p> 		 		    <p> 			<sup>I</sup>Universidade Estadual de Santa Catarina - UDESC, Brasil. <br /> 			<sup>II</sup>Faculdade de Desporto, Universidade do Porto, Portugal. 		</p> 		 		    <p><i><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></i></p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>RESUMO</b></p> 		 		    <p> 			Al&eacute;m do processo evolutivo biol&oacute;gico, estudos t&ecirc;m demonstrado que fatores ambientais e sociais podem influenciar o desenvolvimento motor. O objetivo do  			estudo foi avaliar as habilidades motoras de escolares participantes dos projetos sociais educacionais, projetos esportivos e de n&atilde;o participantes em  			atividades estruturadas extraclasse na cidade de Florian&oacute;polis – SC – Brasil. Foram avaliadas 136 crian&ccedil;as de 8 a 9 anos, de ambos os sexos, de 40 escolas  			p&uacute;blicas. Foi utilizado para coleta dos dados a Escala de Desenvolvimento Motor e uma entrevista estruturada referente &agrave;s atividades realizadas pela  			crian&ccedil;a no per&iacute;odo em que n&atilde;o est&atilde;o na escola. Utilizou-se a estat&iacute;stica descritiva, ANOVA e o teste de Tukey como Post-hoc para an&aacute;lise dos dados, com  			n&iacute;vel de signific&acirc;ncia <i>p</i> &lt; .05. Os resultados evidenciaram padr&otilde;es de desenvolvimento motor mais elevados em crian&ccedil;as participantes de projetos  			com car&aacute;ter esportivo e padr&otilde;es expressivos de baixa coordena&ccedil;&atilde;o nas crian&ccedil;as que n&atilde;o participam de projetos ou atividades estruturadas fora da escola. 		</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Palavras-chave</i>: habilidade motora, projetos sociais, pr&aacute;tica esportiva</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		 		    <p><b>ABSTRACT</b></p> 		 		    <p> 			Besides the biological evolutionary process, studies have shown that environmental and social factors can influence the motor development. The aim of this  			study was to evaluate the motor skills of students participating in social educational projects, sports projects and those not engaged in structured  			extracurricular activities in Florian&oacute;polis - SC - Brazil.Were evaluated 136 children 8 - 9 years old, both sexes, from 40 public schools. For data  			collection was used the Motor Development Scale and a structured interview regarding the activities undertaken by the child during the period that they are  			not in school. Descriptive statistics, ANOVA and the Post-hoc test of Tukey were used to data analysis, with significance level <i>p</i> &lt; .05. The  			results showed higher patterns of motor development in children that participating in social projects with sport character and expressive low coordination  			patterns in children who do not participate in structured activities or projects outside of school. 		</p> 		    <p><i>Keywords</i>: motor skill, social projects, sports practice</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p> 			O impacto dos fatores biol&oacute;gicos, ambientais e sociais no desenvolvimento infantil tem sido objeto de muitos estudos nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas. H&aacute; uma  			preocupa&ccedil;&atilde;o crescente em identificar quais s&atilde;o as condi&ccedil;&otilde;es de risco para qualquer altera&ccedil;&atilde;o no desenvolvimento (Zajons, Muller, &amp; Valentini, 2008). 		</p> 		 		    <p> 			Quanto ao desenvolvimento motor, os estudos t&ecirc;m demonstrado que al&eacute;m da biologia do indiv&iacute;duo, fatores como n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico, intera&ccedil;&atilde;o com outras  			crian&ccedil;as, estrutura familiar, espa&ccedil;os dentro de casa, viv&ecirc;ncias pr&aacute;ticas de atividades f&iacute;sicas, entre outros, podem influenciar o padr&atilde;o de movimento na  			inf&acirc;ncia (Nobre et al., 2009). Pesquisas recentes apontam a baixa condi&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica como aspecto fortemente prejudicial nesse processo de aquisi&ccedil;&atilde;o  			das habilidades (Barros, Fragoso, &amp; Oliveira, 2003; Campos, Silva, Pereira, Rocha, &amp; Tudella, 2008). 		</p> 		 		    <p> 			Especificamente em Florian&oacute;polis, uma em cada cinco crian&ccedil;as vive em condi&ccedil;&otilde;es de pobreza, sujeita a situa&ccedil;&otilde;es de risco social (ICom - Instituto  			Comunit&aacute;rio Grande Florian&oacute;polis, 2010). Lamentavelmente, a n&iacute;vel estadual e nacional, esses indicadores s&atilde;o ainda mais preocupantes. Nesse contexto, as  			organiza&ccedil;&otilde;es governamentais e privadas t&ecirc;m apoiado o desenvolvimento comunit&aacute;rio a partir de Projetos Sociais. Segundo Brauner (2010), o engajamento de  			crian&ccedil;as e jovens em Projetos Sociais tem se mostrado fundamental, o que contribui para a diminui&ccedil;&atilde;o da exposi&ccedil;&atilde;o a fatores de risco.  		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			Geralmente os programas s&atilde;o oferecidos &agrave;s escolas p&uacute;blicas e visam atender crian&ccedil;as e adolescentes que se encontram em situa&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidade social.  			Grande parte dos projetos oferece atividades em contraturno, atrav&eacute;s de parcerias com ONG’s e Centros de Educa&ccedil;&atilde;o Complementar (CEC’s).  		</p> 		 		    <p> 			Os projetos t&ecirc;m por objetivo oferecer oficinas variadas (dan&ccedil;a, teatro, m&uacute;sica, artes visuais, esportes em suas diferentes modalidades) e atuar como  			incentivo para o aumento no rendimento escolar (Florian&oacute;polis, 2011). 		</p> 		 		    <p> 			Pesquisas atuais t&ecirc;m reconhecido os benef&iacute;cios proporcionados pela pr&aacute;tica regular de esportes, seja na forma&ccedil;&atilde;o moral ou da personalidade dos seus  			praticantes (Vianna &amp; Lovisolo, 2009). Vale lembrar que, o esporte sempre foi visto pelas classes menos favorecidas como uma forma de alcan&ccedil;ar posi&ccedil;&otilde;es  			na vida, de superar barreiras da ascens&atilde;o social e de, potencialmente, obter sucesso (Brasil, 2011). 		</p> 		 		    <p> 			Nesse contexto, crian&ccedil;as que praticam atividades esportivas demonstram vantagens em muitas situa&ccedil;&otilde;es, como na aprendizagem de habilidades complexas, na  			precis&atilde;o dos movimentos (Vieira et al., 2009), na leitura e na escrita, assim como nas mais simples tarefas do dia a dia.  		</p> 		 		    <p> 			Muitos desses estudos t&ecirc;m revelado uma forte rela&ccedil;&atilde;o entre o desenvolvimento motor e a aprendizagem escolar (Amaro, Jatob&aacute;, Santos, &amp; Rosa Neto, 2010;  			Medina-Papst &amp; Marques, 2010; Rosa Neto, Santos, Xavier, &amp; Amaro, 2010; Santos, Weiss, &amp; Almeida, 2010) sendo atribu&iacute;das vantagens &agrave;s crian&ccedil;as  			com maior acesso &agrave;s atividades f&iacute;sicas e esportivas (Pelozin, Folle, Collet, Botti, &amp; Nascimento, 2009; Rondon, Baruki, Cruz, &amp; Macedo, 2010).  		</p> 		 		    <p> 			O envolvimento de crian&ccedil;as e jovens em atividades f&iacute;sicas &eacute;, sem d&uacute;vida, um dos mais estudados assuntos no desenvolvimento motor (Saraiva &amp; Rodrigues,  			2010). Por&eacute;m, especificamente quanto &agrave;s atividades f&iacute;sicas desenvolvidas em projetos sociais, constata-se uma escassez de estudos a esse respeito. Das  			poucas pesquisas realizadas, foram comprovadas a efic&aacute;cia da pr&aacute;tica dessas atividades para melhoria das habilidades motoras ( Brauner, 2010;  Souza,  			Berleze, &amp; Valentini, 2008). Das demais pesquisas referentes aos projetos sociais, muitas se atentam &agrave; tem&aacute;tica da gest&atilde;o e das avalia&ccedil;&otilde;es das a&ccedil;&otilde;es,  			que quando aplicadas, limitam-se a controlar investimentos financeiros realizados ou simplesmente servir como relat&oacute;rio das atividades desenvolvidas, n&atilde;o  			refletindo em efetividade para atribuir valor ou m&eacute;rito da a&ccedil;&atilde;o social (Assump&ccedil;&atilde;o &amp; Campos, 2011). 		</p> 		 		    <p> 			Segundo o Instituto Comunit&aacute;rio da Grande Florian&oacute;polis - ICOM (2010), a falta de dados integrados e de f&aacute;cil acesso sobre crian&ccedil;as dificulta o  			planejamento de pol&iacute;ticas e servi&ccedil;os para atendimento deste p&uacute;blico. Nesse sentido, o acompanhamento da aptid&atilde;o motora de crian&ccedil;as em idade escolar  			constitui atitude preventiva e diagn&oacute;stica para os profissionais envolvidos com a aprendizagem, tornando poss&iacute;vel um conhecimento mais aprofundado das  			possibilidades e limita&ccedil;&otilde;es reais da crian&ccedil;a (Rosa Neto, et al., 2010). Al&eacute;m disso, nos primeiros anos do Ensino Fundamental, os projetos se destacam no  			desenvolvimento dessas crian&ccedil;as, uma vez que toda e qualquer experi&ecirc;ncia adquirida nesta fase da vida constitui uma base para outras etapas.  		</p> 		 		    <p> 			Partindo da exist&ecirc;ncia da intera&ccedil;&atilde;o entre o indiv&iacute;duo, o ambiente e a tarefa como aspectos influenciadores do processo de desenvolvimento motor (Haywood  			&amp; Getchell, 2010) &eacute; coeso que diversos s&atilde;o os fatores de riscos podem aumentar a probabilidade de atrasos no desenvolvimento. Nesse sentido,  			verifica-se que em muitas situa&ccedil;&otilde;es pode haver a superposi&ccedil;&atilde;o desses fatores (Zajons, et al., 2008), ou em outros casos pode haver uma compensa&ccedil;&atilde;o desses  			fatores, como o caso da participa&ccedil;&atilde;o em projetos sociais aos efeitos negativos das circunst&acirc;ncias sociais peculiares.  		</p> 		 		    <p> 			Para que o desenvolvimento das habilidades motoras ocorra de maneira apropriada, s&atilde;o cruciais as oportunidades para a pr&aacute;tica esportiva - atrav&eacute;s de  			experi&ecirc;ncias diversificadas e sistem&aacute;ticas, bem como o encorajamento e a instru&ccedil;&atilde;o. Nesse contexto, as experi&ecirc;ncias proporcionadas em um programa de  			atividade f&iacute;sica, interagem com as caracter&iacute;sticas do pr&oacute;prio indiv&iacute;duo e do ambiente de forma que o sujeito atinja n&iacute;veis mais elevados de desempenho  			(Brauner 2010). 		</p> 		 		    <p> 			Nessa perspectiva, o objetivo da atual pesquisa foi de avaliar as habilidades motoras de escolares participantes dos projetos sociais educacionais,  			projetos esportivos e de n&atilde;o participantes em atividades estruturadas extraclasse na cidade de Florian&oacute;polis – SC – Brasil. Espera-se com esse estudo,  			contribuir para que gestores, professores e monitores envolvidos nesse processo, principalmente os profissionais de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica, possam dispor de  			informa&ccedil;&otilde;es v&aacute;lidas e fidedignas sobre o perfil de desenvolvimento motor de crian&ccedil;as atendidas nesses projetos, e dessa maneira conduzir suas interven&ccedil;&otilde;es  			com efic&aacute;cia, contribuindo para a efici&ecirc;ncia, qualidade e aprimoramento dos programas sociais. 		</p>  		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		    <p><b>M&Eacute;TODO</b></p> 		 		    <p><b>Amostra</b></p> 		 		    <p> 			Participaram deste estudo 136 escolares, com idade entre 8 e 9 anos, sendo 59 (43.4%) do sexo feminino e 77 (56.6%) do sexo masculino, de 40 escolas  			p&uacute;blicas (1 federal, 25 estaduais, 14 municipais) de 24 bairros da cidade de Florian&oacute;polis, Santa Catarina, Brasil, divididos em tr&ecirc;s grupos como  			apresentados na <a href="/img/revistas/mot/v9n2/9n2a06t1.jpg">Tabela 1</a>. 		</p> 		 		    
<p>&nbsp;</p> 		<a href="/img/revistas/mot/v9n2/9n2a06t1.jpg">Tabela 1</a> 		    
<p>&nbsp;</p> 		 		    <p> 			Para o delineamento da pesquisa, os escolares foram divididos em tr&ecirc;s grupos: Grupo I, crian&ccedil;as que n&atilde;o participam de projetos sociais, assim como n&atilde;o  			frequentavam nenhuma atividade programada extraclasse; Grupo II, participantes de projetos educacionais com atividades diversas; Grupo III, participantes  			de projetos esportivos educacionais. Os grupos II e III foram formados conforme os pressupostos do Instituto Comunit&aacute;rio Grande Florian&oacute;polis (ICom -  			Instituto Comunit&aacute;rio Grande Florian&oacute;polis, 2010), quanto &agrave; caracteriza&ccedil;&atilde;o de projeto social.  		</p> 		 		    <p> 			Os escolares foram selecionados de maneira intencional, buscando avaliar somente os que fizeram parte de uma pesquisa anterior realizada no ano de 2002, na  			qual foi avaliado o desenvolvimento neuropsicomotor de crian&ccedil;as entre 6 e 24 meses de creches de Florian&oacute;polis-SC (Souza, 2003). Os demais crit&eacute;rios de  			inclus&atilde;o nesse estudo foram: I) ser aluno da rede p&uacute;blica de ensino; II) possuir o termo de consentimento assinado por um dos respons&aacute;veis; III) interesse  			da crian&ccedil;a em participar da coleta de dados; IV) n&atilde;o possuir algum problema f&iacute;sico e/ou condi&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica geral que o impedisse tempor&aacute;ria ou definitivamente  			de realizar a coleta; V) quanto a participa&ccedil;&atilde;o em projetos, esses n&atilde;o poderiam ser projetos de car&aacute;ter privado (pago), deveriam ser projetos sociais (de  			atividades diversas ou esportivos). 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Instrumentos</b></p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			Para avaliar as habilidades motoras dos escolares foi utilizada a Escala de Desenvolvimento Motor – EDM (Rosa Neto, 2010), da qual determinou a idade  			motora (IM), o quociente motor geral (QMG), e os quocientes das &aacute;reas motoras espec&iacute;ficas: motricidade fina (QM1), motricidade global (QM2), equil&iacute;brio  			(QM3), esquema corporal (QM4), organiza&ccedil;&atilde;o espacial (QM5), organiza&ccedil;&atilde;o temporal (QM6).  		</p> 		 		    <p> 			Cada &aacute;rea avaliada, consiste em 10 tarefas motoras cada, distribu&iacute;das entre 2 e 11 anos, organizadas progressivamente em grau de complexidade, sendo  			atribu&iacute;do para cada tarefa, em caso de &ecirc;xito, um valor correspondente a idade motora, expressa em meses. Em cada bateria, o teste &eacute; interrompido quando a  			crian&ccedil;a n&atilde;o concluir a tarefa com &ecirc;xito, conforme protocolo. Ao final da aplica&ccedil;&atilde;o, dependendo do desempenho individual em cada bateria, &eacute; atribu&iacute;da &agrave;  			crian&ccedil;a uma determinada IM, em cada uma das &aacute;reas referidas anteriormente, sendo, ap&oacute;s, calculado os quocientes motores, que permitem classificar as  			habilidades analisadas em padr&otilde;es: “muito superior” (130 ou mais), “superior” (120-129), “normal alto” (110-119), “normal m&eacute;dio” (90-109), “normal baixo”  			(80-89), “inferior” (70-79) e “muito inferior” (69 ou menos). 		</p> 		 		    <p> 			Os dados referentes &agrave; participa&ccedil;&atilde;o, ou n&atilde;o, das crian&ccedil;as em Projetos sociais e/ou esportivos foram coletados por meio de entrevista estruturada com  			perguntas referentes &agrave;s atividades realizadas no per&iacute;odo em que est&atilde;o fora da escola. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Procedimentos</b></p> 		 		    <p> 			A pesquisa foi aprovada pelo comit&ecirc; de &Eacute;tica envolvendo seres humanos da UDESC, sob protocolo n&ordm; 14/2010. 		</p> 		 		    <p> 			Para a execu&ccedil;&atilde;o do estudo foi feito contato pr&eacute;vio com as Secretarias de Educa&ccedil;&atilde;o, onde foi emitido parecer favor&aacute;vel para a realiza&ccedil;&atilde;o da pesquisa nas  			Unidades Educativas correspondentes. 		</p> 		 		    <p> 			A busca dos alunos foi feita a partir das Secretarias de Educa&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s dos sistemas inform&aacute;ticos de registro escolar SERIE e EDUCACENSO.  		</p> 		 		    <p> 			Das 221 crian&ccedil;as que participaram da pesquisa anterior, 154 foram localizadas como alunos regularmente matriculados no Ensino Fundamental das escolas de  			Florian&oacute;polis. A partir desses achados, iniciou-se contatos com as escolas, onde foi apresentado o projeto &agrave; dire&ccedil;&atilde;o e/ou coordena&ccedil;&atilde;o, sendo explicado  			verbalmente os objetivos e a din&acirc;mica da pesquisa. Em seguida, os alunos receberam os Termos de Consentimento Livre e Esclarecido, para que fossem  			assinados pelos pais ou respons&aacute;veis, autorizando a participa&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a no estudo. 		</p> 		 		    <p> 			A coleta de dados foi realizada em 136 escolares que cumpriram os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o, no per&iacute;odo de Abril &agrave; Dezembro de 2010, e a EDM foi aplicada  			integralmente por uma avaliadora, previamente treinada, profissional de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica e mestranda em Ci&ecirc;ncias do Movimento Humano do CEFID/UDESC. A  			aplica&ccedil;&atilde;o foi feita na pr&oacute;pria escola em que a crian&ccedil;a estuda, no hor&aacute;rio de aula, em um espa&ccedil;o silencioso (sala, ou quadra esportiva) disponibilizado pela  			dire&ccedil;&atilde;o da escola. O tempo m&eacute;dio de aplica&ccedil;&atilde;o dos testes motores foi de 35 minutos. 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		    <p><b>An&aacute;lise Estat&iacute;stica</b></p> 		 		    <p> 			Para a an&aacute;lise descritiva dos dados foi utilizado o c&aacute;lculo das m&eacute;dias, desvios padr&atilde;o e percentuais. Para a compara&ccedil;&atilde;o entre os grupos, utilizou-se a  			an&aacute;lise de vari&acirc;ncia ANOVA e o teste Post-hoc de Tukey para identificar eventuais diferen&ccedil;as, com n&iacute;vel de signific&acirc;ncia <i>p </i>&lt; .05. Os dados foram  			armazenados e analisados no programa estat&iacute;stico SPSS 17.0. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>RESULTADOS</b></p> 		 		    <p> 			As crian&ccedil;as apresentaram idade m&eacute;dia entre de 110.98 meses e idade motora de 99.97 meses, o que representou uma idade motora negativa de – 11.03. 		</p> 		 		    <p> 			No total, dezoito projetos sociais distintos foram citados. Grande parte deles pertencia aos Programas governamentais com parceria dos Centros de Educa&ccedil;&atilde;o  			Complementar, principalmente aqueles em que as crian&ccedil;as permaneciam por um per&iacute;odo de tempo maior. J&aacute; os projetos de car&aacute;ter Esportivo Educacional,  			realizados uma a duas vezes por semana, eram promovidos pelas ONGs, na sua maioria.  		</p> 		 		    <p> 			Na <a href="#f1">figura 1</a>, s&atilde;o apresentadas as classifica&ccedil;&otilde;es do padr&atilde;o desenvolvimento motor (QMG), com a distribui&ccedil;&atilde;o percentual dos escolares dentro dos grupos. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		<a name="f1"></a> 		<img src="/img/revistas/mot/v9n2/9n2a06f1.jpg"> 		    
<p>&nbsp;</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			Pode-se verificar (<a href="#f1">figura 1</a>) que nas crian&ccedil;as que n&atilde;o frequentam projetos (Grupo I), s&atilde;o maiores os padr&otilde;es de desenvolvimento “Inferior” e “Normal Baixo”.  			J&aacute; quando considerada a participa&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as em Projetos Sociais, observa-se a diminui&ccedil;&atilde;o nos valores “Normal Baixo” e “Inferior”, e a presen&ccedil;a do  			padr&atilde;o de desenvolvimento “Normal Alto”, al&eacute;m de um acr&eacute;scimo nos valores “Normal M&eacute;dio”, principalmente para o Projeto de car&aacute;ter esportivo (Grupo III).  		</p> 		 		    <p> 			Tais padr&otilde;es de desenvolvimento podem ser melhor compreendidos ao analisarmos as diferen&ccedil;as significativas encontradas na compara&ccedil;&atilde;o desses tr&ecirc;s grupos,  			das quais s&atilde;o destacadas as habilidades motoras isoladamente (<a href="/img/revistas/mot/v9n2/9n2a06t2.jpg">Tabela 2</a>). 		</p> 		 		    
<p>&nbsp;</p> 		<a href="/img/revistas/mot/v9n2/9n2a06t2.jpg">Tabela 2</a> 		    
<p>&nbsp;</p> 		 		    <p> 			Os dados demonstram vantagens no desempenho nas tarefas motoras daquelas crian&ccedil;as participantes de projetos com diversas atividades (Grupo II), e um  			desempenho ainda maior e significativo nas crian&ccedil;as que participam de projetos de car&aacute;ter esportivo (Grupo III), tanto no quociente motor geral, quanto em  			quatro das seis &aacute;reas especificas do desenvolvimento, quando comparados &agrave;s crian&ccedil;as que n&atilde;o frequentam projetos sociais (Grupo I). 		</p> 		 		    <p> 			Na compara&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as participantes de projetos educacionais (Grupo II), com as que participam de projetos esportivos (Grupo III), constatou-se  			diferen&ccedil;a significativa apenas para a motricidade fina, com igualdade no esquema corporal, com valores ligeiramente melhores aos participantes de projetos  			esportivos. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p> 		 		    <p> 			Independente aos esfor&ccedil;os dos projetos sociais em diversas atividades, os dados apontam para um alto &iacute;ndice de escolares que n&atilde;o frequentam nenhum tipo de  			atividade extra-escolar. Esses dados s&atilde;o de certa forma esperados, uma vez que, diversos estudos t&ecirc;m verificado que o n&iacute;vel de atividade f&iacute;sica das  			crian&ccedil;as durante o tempo livre est&aacute; abaixo das expectativas (Bergmann, Garlipp, Silva, &amp; Gaya, 2009; Lima, Fermino, Seabra, Garganta, &amp; Maia,  			2010), ao passo que v&aacute;rios estudos t&ecirc;m mostrado um deteriorar das habilidades motoras das crian&ccedil;as nas d&eacute;cadas mais recentes (Lopes, Lopes, Santos, &amp;  			Pereira, 2011). 		</p> 		 		    <p> 			Dentro desse contexto, acredita-se que os projetos sociais est&atilde;o contribuindo para as quest&otilde;es do engajamento em atividades f&iacute;sicas e esportivas,  			envolvendo a melhora ou aprimoramento do desenvolvimento motor, al&eacute;m de colaborar para diminui&ccedil;&atilde;o do sedentarismo e consequentemente para a diminui&ccedil;&atilde;o do  			risco social (Santos &amp; Freire, 2006).  		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			Entre outras influ&ecirc;ncias positivas da participa&ccedil;&atilde;o em projetos sociais, podemos citar a pesquisa realizada por Machado, Cassepp-Borges, Dell&acute;Aglio e Koller  			(2007), no qual avaliou o impacto de um Projeto de Educa&ccedil;&atilde;o pelo Esporte no rendimento escolar, stress infantil e qualidade de vida de crian&ccedil;as de 6 a 12  			anos, e constatou que as melhoras no rendimento escolar dessas crian&ccedil;as podem ter sido influenciadas pelo projeto, e que a redu&ccedil;&atilde;o do stress infantil foi  			significativa p&oacute;s participa&ccedil;&atilde;o no programa.  		</p> 		 		    <p> 			Atrav&eacute;s dos resultados da atual pesquisa (<a href="#f1">figura 1</a>), podem-se verificar padr&otilde;es de desenvolvimento “inferior” e “normal baixo” n&atilde;o  			crian&ccedil;as que n&atilde;o frequentam projetos, e a presen&ccedil;a de padr&atilde;o “normal alto” e um acr&eacute;scimo nos valores “normal m&eacute;dio”, principalmente no grupo de crian&ccedil;as  			participantes de projeto com car&aacute;ter esportivo. 		</p> 		 		    <p> 			De maneira semelhante, Collet, Folle, Pelozin, Botti e Nascimento (2008) ao analisarem o n&iacute;vel de coordena&ccedil;&atilde;o motora de 234 escolares da rede estadual de  			Florian&oacute;polis, constatou que praticantes de esportes em hor&aacute;rio extra classe possu&iacute;am &iacute;ndices mais elevados de coordena&ccedil;&atilde;o motora e consequentemente uma  			maior concentra&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as que praticam esportes com alta coordena&ccedil;&atilde;o, enquanto os que n&atilde;o praticavam concentraram-se mais nas categorias normal e  			baixa. Dados semelhantes foram relatados por Pelozin, et al (2009), na pesquisa tamb&eacute;m com escolares de Florian&oacute;polis/SC. 		</p> 		 		    <p> 			Uma quest&atilde;o relevante ao presente estudo &eacute; o fato de que as crian&ccedil;as participantes de projetos esportivos, n&atilde;o tiveram suas habilidades motoras  			potencializadas a n&iacute;veis de performance “superiores” ou ”muitos superiores” de acordo com a classifica&ccedil;&atilde;o da EDM. Nessa perspectiva, n&atilde;o se atribui as  			mudan&ccedil;as no desenvolvimento motor somente em fun&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas ambientais, at&eacute; porque, numa vis&atilde;o contextualizada e atualizada do que &eacute; o  			desenvolvimento motor, sabe-se que al&eacute;m do ambiente em que as crian&ccedil;as est&atilde;o inseridas, fatores de ordem individuais (gen&eacute;tica), al&eacute;m dos requisitos das  			tarefas exercem influ&ecirc;ncia no desenvolvimento motor e nos resultados obtidos em testes motores espec&iacute;ficos (Haywood &amp; Getchell, 2010). 		</p> 		 		    <p> 			Souza (2003), ao avaliar o desenvolvimento neuropsicomotor dessas mesmas crian&ccedil;as nas creches de Florian&oacute;polis em 2002, no per&iacute;odo de 6 &agrave; 24 meses de  			idade, constatou que o padr&atilde;o de desenvolvimento neuropsicomotor da amostra geral estiveram dentro da normalidade. Diante dessa constata&ccedil;&atilde;o, ao compararmos  			com o estudo atual, podemos pressupor que o componente gen&eacute;tico &eacute; um importante fator influenciador nesse processo, uma vez que tais escolares com  			desenvolvimento motor “normal” quando beb&ecirc;s apresentaram tamb&eacute;m desenvolvimento motor “normal” ap&oacute;s o transcurso de oito anos. Rosa Neto et al. (2010), ao  			avaliar o desenvolvimento motor de escolares atribu&iacute;ram aos resultados grande import&acirc;ncia dos fatores de ordem individuais, sendo que para os valores  			distanciados da normalidade, ponderou-se a possibilidade de as crian&ccedil;as estarem usufruindo o contexto que est&atilde;o inseridos de maneiras desiguais. 		</p> 		 		    <p> 			No presente estudo, nos casos de desenvolvimento abaixo da normalidade (inferior) acreditam-se ter rela&ccedil;&atilde;o direta com as condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas, e nesse  			estudo, os projetos sociais contribu&iacute;ram para minimiza&ccedil;&atilde;o dos efeitos prejudiciais, uma vez que houve um decr&eacute;scimo nos valores “inferiores” e “normal  			baixo” com a participa&ccedil;&atilde;o nesses projetos.  Souza (2003) verificou que os ambientes das creches em que as crian&ccedil;as frequentaram em 2002, parece ter  			proporcionado uma normaliza&ccedil;&atilde;o e at&eacute; benef&iacute;cios nas &aacute;reas motora, cognitiva e social do desenvolvimento, na medida em que oferece maiores possibilidades de  			espa&ccedil;o, brinquedos, materiais e recursos humanos habilitados ao desenvolvimento infantil, do que em geral pode ser ofertado nos lares. 		</p> 		 		    <p> 			Corroborando com tais achados, a teoria de Haywood e Getchel (2010), coloca que o desenvolvimento do indiv&iacute;duo depende da implementa&ccedil;&atilde;o de contextos  			apropriados, entre eles as condi&ccedil;&otilde;es sociais e culturais, a motiva&ccedil;&atilde;o, os contextos de ensino, e as experi&ecirc;ncias passadas. 		</p> 		 		    <p> 			Retomando ao fato de n&atilde;o haver elevados padr&otilde;es de performance motora (n&iacute;veis “muito superior”) nas crian&ccedil;as participantes de projetos esportivos, um fator  			que pode justificar tal situa&ccedil;&atilde;o diz respeito &agrave;s tarefas propostas, uma vez que as atividades s&atilde;o voltadas ao Esporte Educacional e n&atilde;o ao Esporte de Alto  			Rendimento, que visa o talento esportivo.  Segundo Canfield e Ferreira Netto (1995), a implementa&ccedil;&atilde;o de tarefas mais complexas e contextualizadas nas  			atividades conduzem ao desenvolvimento motor superior quando comparadas a pr&aacute;ticas menos complexas. Diante desse contexto, os melhores resultados  			presenciados nos participantes de projetos sociais esportivos, quando comparado ao projeto com atividades diversas, tamb&eacute;m demonstram a influ&ecirc;ncia das  			tarefas no processo de desenvolvimento motor. Uma vez que as atividades propostas nesses projetos est&atilde;o mais voltadas ao esporte em si, acredita-se que os  			efeitos das pr&aacute;ticas tornam-se mais expressivos. Para P&iacute;ffero e Valentini (2010) crian&ccedil;as que vivenciam pr&aacute;tica motora rotineira de um esporte espec&iacute;fico  			adquirem, de forma consistente, habilidades motoras b&aacute;sicas a este esporte atrav&eacute;s da aprendizagem de seus fundamentos t&eacute;cnicos.  		</p> 		 		    <p> 			Na an&aacute;lise referente &agrave;s diferen&ccedil;as significativas entre os grupos, os resultados evidenciaram que a participa&ccedil;&atilde;o em projetos de car&aacute;ter esportivo (Grupo  			III) garante um bom desempenho motor aos participantes, uma vez que tanto o quociente motor geral, quanto os espec&iacute;ficos (motricidade fina, motricidade  			global, organiza&ccedil;&atilde;o espacial e temporal) foram significativamente maiores nas crian&ccedil;as que frequentam projetos esportivos, quando comparadas &agrave;s crian&ccedil;as  			que n&atilde;o participam de atividades extraclasse (Grupo I).  		</p> 		 		    <p> 			A partir desses achados, pode-se presumir uma rela&ccedil;&atilde;o positiva entre pr&aacute;ticas esportivas e desenvolvimento motor. Dados recentes como os apresentados por  			Mazzardo (2008) tamb&eacute;m t&ecirc;m demonstrado tais rela&ccedil;&otilde;es, mas ressaltam a import&acirc;ncia em se considerar a quantidade e a qualidade das pr&aacute;ticas esportivas.  			Brauner (2010), ao verificar o impacto de um projeto social esportivo em crian&ccedil;as, constatou que quando o projeto &eacute; baseado em propostas metodol&oacute;gicas  			eficazes e condizentes com as necessidades dos participantes promovem mudan&ccedil;as positivas em par&acirc;metros motores e psicol&oacute;gicos. Nesse contexto, vale  			ressaltar a import&acirc;ncia da atua&ccedil;&atilde;o do profissional de educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica nas tarefas propostas (Safrit &amp; Wood, 1995).  		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			Na compara&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as participantes de projetos educacionais (Grupo II), com as que participam de projetos esportivos (Grupo III), constatou-se  			diferen&ccedil;a significativa apenas para a motricidade fina, com igualdade no esquema corporal, com valores ligeiramente melhores aos participantes de projetos  			esportivos. Apesar de a perman&ecirc;ncia di&aacute;ria nos projetos ser diferente entre os grupos, o tempo total despendido nas atividades esportiva parece ser  			similar, no entanto, esperava-se uma maior habilidade motora fina no grupo de crian&ccedil;as que participam do projeto de atividades diversas, j&aacute; que esses  			incluem oficinas de artes entre outras atividades desse tipo.  		</p> 		 		    <p> 			De maneira semelhante &agrave; atual pesquisa, Brauner e Valentini (2009), ao analisarem o desempenho motor de crian&ccedil;as participantes de um programa de atividade  			f&iacute;sica (comparando crian&ccedil;as participantes somente das atividades f&iacute;sicas com crian&ccedil;as participantes de atividades diversas desenvolvidas pelo programa) n&atilde;o  			encontraram diferen&ccedil;as significativas entre os dois grupos. J&aacute; na compara&ccedil;&atilde;o entre as crian&ccedil;as que estavam envolvidas em outras atividades f&iacute;sicas al&eacute;m das  			atividades do pr&oacute;prio programa, tamb&eacute;m n&atilde;o foram constatadas diferen&ccedil;as significativas nas habilidades locomotoras, somente uma tend&ecirc;ncia a signific&acirc;ncia  			na categoria de movimentos manipulativos, favor&aacute;vel ao grupo de crian&ccedil;as que participa de outras atividades f&iacute;sicas al&eacute;m do programa. 		</p> 		 		    <p> 			Em suma, al&eacute;m dos benef&iacute;cios ao desenvolvimento motor que a participa&ccedil;&atilde;o em projetos sociais pode oferecer aos seus participantes, acredita-se que os  			programas esportivos educacionais deve ser prioridade para as crian&ccedil;as e jovens em situa&ccedil;&atilde;o de risco social, pelo potencial imenso de realiza&ccedil;&atilde;o que o  			esporte tem. A educa&ccedil;&atilde;o fora da escola pode ser colocada em pr&aacute;tica a partir desses projetos, ensinando solidariedade, compaix&atilde;o, respeito ao pr&oacute;ximo e  			erradicando a viol&ecirc;ncia. S&atilde;o necess&aacute;rias pol&iacute;ticas p&uacute;blicas mais afins do esporte educacional, com o intuito de deixar um legado educacional ao pa&iacute;s, numa  			&eacute;poca em que as Olimp&iacute;adas e a Copa do Mundo fazem-se presentes. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p> 		 		    <p> 			O presente estudo revelou que as crian&ccedil;as que frequentam projetos sociais apresentam melhor padr&atilde;o de desenvolvimento motor quando comparado &agrave;s crian&ccedil;as  			que n&atilde;o participam de projetos sociais e que tamb&eacute;m n&atilde;o participam atividades extraclasses.  		</p> 		 		    <p> 			Especificamente, podemos afirmar que a pr&aacute;tica de atividades esportivas, realizadas atrav&eacute;s dos projetos esportivos, demonstrou ser um fator  			significativamente favor&aacute;vel &agrave; motricidade de seus participantes, que levam consigo j&aacute; a quest&atilde;o do n&iacute;vel s&oacute;cio-econ&ocirc;mico como aspecto fortemente  			prejudicial ao seu desenvolvimento motor.  		</p> 		 		    <p> 			Visto que a frequ&ecirc;ncia, dura&ccedil;&atilde;o e intensidade dos exerc&iacute;cios apresentam implica&ccedil;&otilde;es diversificadas no desenvolvimento em geral, e no motor em particular, o  			fato de n&atilde;o haver diferen&ccedil;as significativas (exceto na &aacute;rea da motricidade fina) na compara&ccedil;&atilde;o dos grupos II e III, pode ser justificado pela n&atilde;o  			aprecia&ccedil;&atilde;o dessas vari&aacute;veis nas atividades desenvolvidas por esses programas. 		</p> 		 		    <p> 			Diante do exposto, considera-se a relev&acirc;ncia, a import&acirc;ncia e o valor s&oacute;cio-educacional dos projetos educacionais e esportivos em crian&ccedil;as em situa&ccedil;&otilde;es de  			risco social.  Para informa&ccedil;&otilde;es mais precisas, sugerem-se novas pesquisas que avaliem, atrav&eacute;s de uma an&aacute;lise pr&eacute; e p&oacute;s interven&ccedil;&atilde;o, o impacto desses  			projetos n&atilde;o s&oacute; no desenvolvimento motor, mas tamb&eacute;m nos aspectos f&iacute;sicos, sociais e emocionais, considerando as tarefas propostas, como tamb&eacute;m, a dura&ccedil;&atilde;o  			das atividades, al&eacute;m da interven&ccedil;&atilde;o do profissional de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica nesse processo. 		</p>  		    <p>&nbsp;</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Amaro, K. N., Jatob&aacute;, L., Santos, A. P. M., &amp; Rosa Neto, F. (2010). Desenvolvimento motor em escolares com dificuldades na aprendizagem. <i>Movimento  			&amp; Percep&ccedil;&atilde;o, 11</i>(16), 39-47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S1646-107X201300020000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Assump&ccedil;&atilde;o, J. J., &amp; Campos, L. M. S. C. (2011). Avalia&ccedil;&atilde;o de projetos sociais em ONGs da Grande Florian&oacute;polis: um estudo sobre modelos relacionados ao  			foco de atua&ccedil;&atilde;o. <i>Revista de Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica, 45 </i>(1), 209-242.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1646-107X201300020000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Barros, K. M. F. T., Fragoso, A. G. C., &amp; Oliveira, A. L. B. (2003). Influ&ecirc;ncias do ambiente podem alterar a aquisi&ccedil;&atilde;o de habilidades motoras? Uma  			compara&ccedil;&atilde;o entre pr&eacute;-escolares de creches p&uacute;blicas e escolas privadas. <i>Arq Neuropsiquiatr, 6</i>(2), 170-175.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1646-107X201300020000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Bergmann, G. G., Garlipp, D. C., Silva, G. M. G., &amp; Gaya, A. (2009). Crescimento som&aacute;tico de crian&ccedil;as e adolescentes brasileiros. <i>Revista Brasileira  			de Sa&uacute;de Materno Infantil 9</i>(1), 85-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1646-107X201300020000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Brasil. (2011). Esporte Educacional: Programas e Projetos. <i>Minist&eacute;rio do Esporte</i> Retrieved 05 jul 2011, from <a href= 			"http://www.esporte.gov.br/snee/programasProjetos.jsp" target="_blank">http://www.esporte.gov.br/snee/programasProjetos.jsp</a> 		&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1646-107X201300020000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> 			Brauner, L. M. (2010). <i>Projeto Social Esportivo: Impacto no desempenho motor, na percep&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncia e na rotina das atividades  			infantis dos participantes</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1646-107X201300020000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Brauner, L. M., &amp; Valentini, N. C. (2009). An&aacute;lise do desempenho motor de crian&ccedil;as participantes de um programa de atividades f&iacute;sicas. <i>Revista de  			Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica/UEM 20</i>(2), 205-216.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1646-107X201300020000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Campos, A. C. d., Silva, L. H., Pereira, K., Rocha, N. A. C. F., &amp; Tudella, E. (2008). Interven&ccedil;&atilde;o psicomotora em crian&ccedil;as de n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico  			baixo. <i>Fisioterapia e Pesquisa, 15</i>, 188-193.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1646-107X201300020000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Canfield, M. S., &amp; Ferreira Neto, C. A. (1995). Aprendizagem da tarefa de rebater sob duas condi&ccedil;&otilde;es diferentes de incerteza ambiental  			em crian&ccedil;as de 6 a 9 anos de idade. <i>Revista Brasileira de Ci&ecirc;ncias do Esporte, 16</i>(2), 14-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1646-107X201300020000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Collet, C., Folle, A., Pelozin, F., Botti, M., &amp; Nascimento, J. V. (2008). N&iacute;vel de coordena&ccedil;&atilde;o motora de escolares da rede estadual da cidade de  			Florian&oacute;polis. <i>Motriz, 14</i>(4), 373-380.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1646-107X201300020000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> 			Florian&oacute;polis. (2011). Projetos Educacionais. <i>Prefeitura de florian&oacute;polis / Secretaria Municipal de Educa&ccedil;&atilde;o</i> Retrieved 05 jul 2011, from <a href= 			"http://www.pmf.sc.gov.br/entidades/educa/" target="_blank">http://www.pmf.sc.gov.br/entidades/educa/</a> 		&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1646-107X201300020000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> 			Haywood, K. M., &amp; Getchell, N. (2010). <i>Desenvolvimento Motor ao longo da vida</i> (5 ed.). Porto Alegre: Artimed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1646-107X201300020000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			ICom - Instituto Comunit&aacute;rio Grande Florian&oacute;polis. (2010). <i>Somos todos cidad&atilde;os? Sinais vitais Florian&oacute;polis 2010</i>. Florian&oacute;polis: ICom.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1646-107X201300020000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Lima, R. B., Fermino, R. C., Seabra, A., Garganta, R., &amp; Maia, J. A. R. (2010). 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A import&acirc;ncia da avalia&ccedil;&atilde;o motora em escolares: an&aacute;lise da confiabilidade da  			Escala de Desenvolvimento Motor – EDM. <i>Revista brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano, 12</i>(6), 422-427.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1646-107X201300020000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Safrit, M., &amp; Wood, T. (1995). <i>Introduction to Mesurement in Physical Education and Exercise Science.</i> St. Louis: Mosby.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1646-107X201300020000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Santos, A. P. M. d., Weiss, S. L. I., &amp; Almeida, G. M. F. d. (2010). 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Educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e esporte no terceiro setor: estrat&eacute;gias utilizadas no ensino e aprendizagem de valores, atitudes e  			normas no projeto esporte talento. <i>Revista Mackenzie de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica e Esporte, 5</i>(1), 35-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S1646-107X201300020000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Saraiva, J. P., &amp; Rodrigues, L. P. (2010). Rela&ccedil;&otilde;es entre actividade f&iacute;sica, aptid&atilde;o f&iacute;sica, morfol&oacute;gica e coordenativa na inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia. <i> 			Motricidade, 6</i>(4), 35-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S1646-107X201300020000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Souza, J. M. (2003). <i>Avalia&ccedil;&atilde;o do Desenvolvimento Neuropsicomotor de crian&ccedil;as entre 6 e 24 meses das Creches de Florian&oacute;polis-SC</i>. 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Efeitos de um programa de educa&ccedil;&atilde;o pelo esporte no dom&iacute;nio das habilidades motoras fundamentais e  			especializadas: &ecirc;nfase na dan&ccedil;a. <i>Revista de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica/UEM, 19</i>(4), 509-519.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S1646-107X201300020000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Vianna, J. A., &amp; Lovisolo, H. R. (2009). Projetos de inclus&atilde;o social atrav&eacute;s do esporte: notas sobre a avalia&ccedil;&atilde;o. <i>Movimento, 15</i> (3), 145-162.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S1646-107X201300020000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Vieira, L. F., Teixeira, C. A., Silveira, J. M., Teixeira, C. L., Luis Filho, A., &amp; Rorato, W. R. (2009). Crian&ccedil;as e desempenho motor: um estudo  			associativo. <i>Motriz, 15</i> (4), 804-809.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S1646-107X201300020000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Zajons, R., Muller, A. B., &amp; Valentini, N. C. (2008). 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