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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The effect of distance increased over the basketball jump shot performed by children was analyzed. Fifteen children (~12 years old and with 1,3 years of experience) were analyzed cinematically (2D, 100Hz, saggital plane) performing the basketball jump shot. As distance increased there was a decrease in shot accuracy. Low release height, small release angle, and great release velocity, modified in function of the changes in the movement control parameters, were suggested as the main factors that reduced shot accuracy as distance was increased.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  		    <p> 			<b>Efeito da dist&acirc;ncia sobre o arremesso no basquetebol desempenhado por crian&ccedil;as</b> 		</p> 		 		    <p><b>The effect of distance increase on basketball shot performed by children</b></p> 		    <p>&nbsp;</p> 		 		 		    <p> 			<b>V.A. Okazaki<sup>I</sup></b>, 			<b>L. Lamas<sup>II</sup></b>, 			<b>F.A. Okazaki<sup>III</sup></b>, 			<b>A.L. Rodacki<sup>IV</sup></b>  		</p>  		    <p> 			Neuroci&ecirc;ncias Motoras (NEMO), Universidade Estadual de Londrina, Paran&aacute;, Brasil. <br /> 			Escola de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica e Esporte, Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo, Brasil. <br /> 			Centro de Estudos do Movimento Humano, CEMOVH, Brasil. <br /> 			Centro de Estudos do Comportamento Motor, Universidade Federal do Paran&aacute;, Paran&aacute;, Brasil.		 		</p> 		 		    <p><i><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></i></p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>RESUMO</b></p> 		 		    <p> 			Foi analisado o efeito do aumento na dist&acirc;ncia do arremesso tipo jump do basquetebol (ATJ) realizado por crian&ccedil;as. Quinze crian&ccedil;as (~12 anos e 1,3 anos de  			experi&ecirc;ncia) foram analisadas cinematicamente (2D, 100Hz, no plano sagital) enquanto realizavam o ATJ. Verificou-se que o aumento na dist&acirc;ncia do arremesso  			implicou na diminui&ccedil;&atilde;o de sua precis&atilde;o. A redu&ccedil;&atilde;o na altura, a diminui&ccedil;&atilde;o no &acirc;ngulo e o acr&eacute;scimo na velocidade de lan&ccedil;amento da bola, modificados em  			fun&ccedil;&atilde;o das altera&ccedil;&otilde;es nos par&acirc;metros de controle movimento, foram sugeridos como os principais fatores que reduziram a precis&atilde;o do arremesso com o aumento  			na dist&acirc;ncia. 		</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Palavras-chave</i>: precis&atilde;o, an&aacute;lise cinem&aacute;tica, coordena&ccedil;&atilde;o intersegmentar, &acirc;ngulo e altura de lan&ccedil;amento, biomec&acirc;nica</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		 		    <p><b>ABSTRACT</b></p> 		 		    <p> 			The effect of distance increased over the basketball jump shot performed by children was analyzed. Fifteen children (~12 years old and with 1,3 years of  			experience) were analyzed cinematically (2D, 100Hz, saggital plane) performing the basketball jump shot. As distance increased there was a decrease in shot  			accuracy. Low release height, small release angle, and great release velocity, modified in function of the changes in the movement control parameters, were  			suggested as the main factors that reduced shot accuracy as distance was increased. 		</p> 		    <p><i>Keywords</i>: accuracy, kinematic analysis, intersegmental coordination, release angle and height, biomechanics</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p> 			O arremesso tipo jump (ATJ) pode ser considerado a t&eacute;cnica de arremesso mais importante no basquetebol pelas vantagens que apresenta em rela&ccedil;&atilde;o aos demais  			tipos de arremessos (Okazaki, Rodaki, Sarraf, Dezan &amp; Okazaki, 2004). As vantagens do ATJ s&atilde;o associadas &agrave; obten&ccedil;&atilde;o de maior precis&atilde;o, maior velocidade  			em sua realiza&ccedil;&atilde;o, melhor prote&ccedil;&atilde;o contra marca&ccedil;&atilde;o e melhor desempenho em diversas dist&acirc;ncias da cesta (Okazaki, Okazaki, Rodacki &amp; Lima, 2009). Estes  			crit&eacute;rios evidenciam ser o ATJ a t&eacute;cnica de arremesso mais eficiente e tamb&eacute;m a mais utilizada no basquetebol, independente da fun&ccedil;&atilde;o desempenhada pelos  			jogadores (Knudson, 1993; Okazaki et al., 2004). Por outro lado, o ATJ &eacute; uma habilidade motora especializada, que envolve padr&atilde;o distinto do movimento  			fundamental de arremessar. Sua complexidade t&eacute;cnica a torna dif&iacute;cil de ser ensinada &agrave;s crian&ccedil;as iniciantes no basquetebol e faz necess&aacute;rio que as vari&aacute;veis  			associadas ao seu desempenho sejam amplamente investigadas. 		</p> 		 		    <p> 			O ATJ de crian&ccedil;as apresenta diferen&ccedil;as motoras e f&iacute;sicas em rela&ccedil;&atilde;o aos arremessos desempenhados por adultos experientes (Okazaki, Rodacki, Dezan &amp;  			Sarraf, 2006b). Okazaki e colaboradores (2006b) demonstraram que crian&ccedil;as utilizam a estrat&eacute;gia de arremessar a bola por meio de movimento em fase, no qual  			as articula&ccedil;&otilde;es dos membros superiores (ombro, cotovelo e punho) realizam uma a&ccedil;&atilde;o simult&acirc;nea para lan&ccedil;ar a bola. Tal estrat&eacute;gia tem sido relacionada &agrave;  			simplifica&ccedil;&atilde;o na demanda de controle do sistema nervoso central para facilitar a regula&ccedil;&atilde;o do movimento (Newell &amp; Vaillancourt, 2001; Temprado,  			Della-Grasta, Farrel &amp; Laurent, 1997; Vereijken, Van Emmerik, Whiting &amp; Newell, 1992). Esta facilita&ccedil;&atilde;o no controle do movimento diminui o  			aproveitamento da energia reativa do movimento (Newell &amp; Vaillancourt, 2001; Vereijken et al., 1992; Hudson, 1986), e da energia de um pr&eacute;-estiramento  			na musculatura extensora do cotovelo num contramovimento (Hudson, 1986; Okazaki , Rodacki &amp; Okazaki, 2006a). Al&eacute;m disso, ainda limita a transfer&ecirc;ncia  			de energia de uma articula&ccedil;&atilde;o para a outra atrav&eacute;s de uma sequ&ecirc;ncia pr&oacute;ximo-distal (Okazaki et al., 2006a; Okazaki, Okazaki &amp; Kopp, 2008a), como tem  			sido reportado em adultos habilidosos (Elliott, 1992; Okazaki et al., 2006b; Okazaki et al, 2009). Deste modo, &eacute; poss&iacute;vel afirmar que o ATJ de crian&ccedil;as  			possui estrat&eacute;gias coordenativas distintas e menos eficientes quando comparadas &agrave; adultos experientes. 		</p> 		 		    <p> 			Outra caracter&iacute;stica do ATJ de crian&ccedil;as &eacute; a dificuldade em sincronizar o lan&ccedil;amento da bola com os instantes em que os maiores valores das velocidades  			angulares ocorrem nas articula&ccedil;&otilde;es (ombro, cotovelo e punho) respons&aacute;veis pelo lan&ccedil;amento da bola (Okazaki &amp; Rodacki, 2005; Okazaki et al., 2006b).  			Esta limita&ccedil;&atilde;o, associada &agrave; pequena capacidade em gerar for&ccedil;a para lan&ccedil;ar a bola, pode acarretar em maior utiliza&ccedil;&atilde;o da articula&ccedil;&atilde;o do ombro no lan&ccedil;amento  			para estabiliza&ccedil;&atilde;o do movimento. Al&eacute;m disso, em crian&ccedil;as a articula&ccedil;&atilde;o do ombro tamb&eacute;m parece contribuir para a determina&ccedil;&atilde;o da altura e do &acirc;ngulo &oacute;timo de  			lan&ccedil;amento da bola (Knudson, 1993). Grande amplitude de flex&atilde;o de ombro &eacute; sugerida para tentar garantir maior &acirc;ngulo e altura de lan&ccedil;amento da bola  			(Knudson, 1993). A utiliza&ccedil;&atilde;o de grandes &acirc;ngulos de lan&ccedil;amento permite maiores &acirc;ngulos de entrada da bola na cesta, o que implica em maior &aacute;rea de passagem  			da bola dentro da cesta (alvo virtual; cf. Miller &amp; Bartlett, 1996). J&aacute; a maior altura de lan&ccedil;amento implica em menor trajet&oacute;ria para a bola chegar &agrave;  			cesta. Como a redu&ccedil;&atilde;o na trajet&oacute;ria demanda menor gera&ccedil;&atilde;o de impulso mec&acirc;nico, tal fator pode auxiliar na manuten&ccedil;&atilde;o da precis&atilde;o, pois quanto maior a  			gera&ccedil;&atilde;o de impulso, maior a variabilidade da resposta de movimento, ou seja, menor precis&atilde;o (Meyer, Abrams, Kornblum, Wright &amp; Smith, 1988; Schmidt,  			Zelaznik, Hawkins, Frank &amp; Quinn, 1979). Entretanto, s&atilde;o necess&aacute;rios estudos que analisem o efeito de vari&aacute;veis capazes de modificar as estrat&eacute;gias de  			regula&ccedil;&atilde;o da gera&ccedil;&atilde;o de impulso e da manuten&ccedil;&atilde;o da precis&atilde;o do arremesso em crian&ccedil;as para melhor compreens&atilde;o do papel das articula&ccedil;&otilde;es no movimento.  			Especialmente, porque, tratando-se o ombro de uma articula&ccedil;&atilde;o proximal, pequenas mudan&ccedil;as nesta articula&ccedil;&atilde;o podem levar &agrave;s grandes varia&ccedil;&otilde;es na posi&ccedil;&atilde;o da  			m&atilde;o para lan&ccedil;ar a bola, gerando maior instabilidade e, consequentemente, menor precis&atilde;o do arremesso. 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			A gera&ccedil;&atilde;o de impulso e os n&iacute;veis de precis&atilde;o do arremesso tamb&eacute;m s&atilde;o influenciados pela altera&ccedil;&atilde;o  na dist&acirc;ncia do arremesso. O aumento da dist&acirc;ncia torna  			necess&aacute;rio maior produ&ccedil;&atilde;o de impulso para lan&ccedil;ar a bola e maior precis&atilde;o para arremessar. O aumento no impulso decorre do aumento na trajet&oacute;ria que a bola  			deve percorrer com o acr&eacute;scimo na dist&acirc;ncia. J&aacute; a maior precis&atilde;o &eacute; necess&aacute;ria devido &agrave; menor possibilidade de erro (menor alvo virtual) decorrente do  			aumento na dist&acirc;ncia do arremesso. Em adultos, algumas estrat&eacute;gias de organiza&ccedil;&atilde;o do movimento t&ecirc;m sido verificadas. Uma delas &eacute; o aumento da dist&acirc;ncia no  			arremesso como maior flex&atilde;o do ombro e extens&atilde;o do cotovelo, associados ao aumento na velocidade do centro de massa do indiv&iacute;duo em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; cesta, como  			mecanismo compensat&oacute;rio &agrave; medida que a dist&acirc;ncia do arremesso foi aumentada (Miller &amp; Bartlett, 1993). Com isso, os autores sugerem maior papel do  			ombro e do cotovelo na gera&ccedil;&atilde;o de impulso para lan&ccedil;ar a bola e maior papel do punho para a manuten&ccedil;&atilde;o da precis&atilde;o no arremesso (Miller &amp; Bartlett,  			1993). A an&aacute;lise das diferentes estrat&eacute;gias de controle no arremesso desempenhado por adultos como efeito da manipula&ccedil;&atilde;o da vari&aacute;vel dist&acirc;ncia n&atilde;o tem, at&eacute;  			o momento, sua contrapartida para a an&aacute;lise do ATJ em crian&ccedil;as.  		</p> 		 		    <p> 			A an&aacute;lise do desempenho do arremesso de crian&ccedil;as, em fun&ccedil;&atilde;o do aumento da dist&acirc;ncia, pode auxiliar na compreens&atilde;o das vari&aacute;veis que influenciam as  			estrat&eacute;gias de gera&ccedil;&atilde;o de impulso e da manuten&ccedil;&atilde;o na precis&atilde;o para lan&ccedil;ar a bola. E, deste modo, contribuir para a otimiza&ccedil;&atilde;o do processo  			ensino-aprendizagem, atrav&eacute;s de subs&iacute;dios para um treinamento mais especializado. Dentro deste escopo, o presente estudo objetivou investigar o efeito do  			aumento na dist&acirc;ncia sobre o desempenho do ATJ de crian&ccedil;as. Foi levantada a hip&oacute;tese de que o ombro &eacute; uma das principais articula&ccedil;&otilde;es respons&aacute;veis pela  			gera&ccedil;&atilde;o de impulso no arremesso em maiores dist&acirc;ncias, que ser&aacute; inferido por meio de maiores amplitude e velocidade no instante de lan&ccedil;amento da bola.  			Ainda, que as crian&ccedil;as utilizam a estrat&eacute;gia de aumentar a velocidade concomitantemente nas articula&ccedil;&otilde;es (ombro, cotovelo e punho) do membro respons&aacute;vel  			por lan&ccedil;ar a bola. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>M&Eacute;TODO</b></p> 		 		    <p><b>Amostra</b></p> 		 		    <p> 			Quinze crian&ccedil;as destras do sexo masculino (idade M = 12.1 anos e DP = 1.44; peso M = 53.3 kg e DP = 14.4; estatura M = 1.62 m e DP = 0.16) foram  			aleatoriamente selecionadas para participar do estudo. As crian&ccedil;as realizavam tr&ecirc;s sess&otilde;es de treinamento por semana com a pr&aacute;tica sistem&aacute;tica de  			basquetebol (experi&ecirc;ncia M = 1.3 anos e DP = 1.2). N&atilde;o foram reportadas les&otilde;es, fadiga ou outros fatores que pudessem interferir na realiza&ccedil;&atilde;o do  			arremesso. Os respons&aacute;veis e as crian&ccedil;as assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido de participa&ccedil;&atilde;o para o estudo. Os procedimentos do estudo  			foram aprovados pelo comit&ecirc; de &eacute;tica em pesquisa da universidade local. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Procedimentos</b></p> 		 		    <p> 			Antes da filmagem dos arremessos, foi permitido aos participantes um per&iacute;odo de aquecimento de 10 - 20 minutos. O aquecimento incluiu exerc&iacute;cios  			generalizados e espec&iacute;ficos de arremessos. Depois do aquecimento, marcas autorreflexivas (1.5 cm de di&acirc;metro) foram afixadas sobre a pele e roupas dos  			participantes para identificar os centros articulares segundo o modelo biomec&acirc;nico proposto (<a href="#f1">figura 1</a>). Foram utilizadas as seguintes refer&ecirc;ncias  			anat&ocirc;micas para a elabora&ccedil;&atilde;o do modelo biomec&acirc;nico: (1) eixo articular da 5&ordf; falange do p&eacute; – base do 5&ordm; metatarso falangeano, (2) tornozelo – mal&eacute;olo  			lateral da f&iacute;bula, (3) joelho – epic&ocirc;ndilo lateral do f&ecirc;mur, (4) quadril – troc&acirc;nter maior do f&ecirc;mur, (5) tronco – crista il&iacute;aca, (6) ombro – tub&eacute;rculo  			maior do &uacute;mero (3-5 cm abaixo do acr&ocirc;mio), (7) cotovelo – epic&ocirc;ndilo lateral do &uacute;mero, (8) punho – processo estiloide da ulna, (9) eixo articular da 5&ordf;  			falange – base do 5&ordm; metacarpo falangeano (<a href="#f1">figura 1</a>). Ap&oacute;s, os participantes realizaram mais uma s&eacute;rie de arremessos, durante aproximadamente dois minutos,  			para adaptar a movimenta&ccedil;&atilde;o corporal &agrave;s marcas autorreflexivas colocadas. A seguir, foram filmados dez arremessos realizados por cada um dos participantes.  			Foi solicitado aos participantes que realizassem arremessos diretamente &agrave; cesta, sem o recurso da tabela antes da bola chegar &agrave; cesta. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		<a name="f1"></a> 		<img src="/img/revistas/mot/v9n2/9n2a07f1.jpg"> 		    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		 		    <p> 			A ordem das dist&acirc;ncias (2.8 m, 4.6 m e 6.4 m) foram randomizadas entre os sujeitos para a realiza&ccedil;&atilde;o dos arremessos. Foi permitido um intervalo de  			descanso, sempre que solicitado pelas crian&ccedil;as, para evitar qualquer aparecimento de fadiga. A an&aacute;lise cinem&aacute;tica foi realizada em duas dimens&otilde;es. Uma  			filmadora (JVC modelo GR-DVL 9500E, Japan) com frequ&ecirc;ncia de amostragem de 100 Hz foi posicionada aproximadamente a 8 m do plano sagital do lado preferido  			dos participantes (lado direito). O local de filmagem foi representado esquematicamente na <a href="#f2">figura 2</a>. Tr&ecirc;s arremessos bem sucedidos, da s&eacute;rie dos dez  			arremessos filmados, foram aleatoriamente selecionados para as an&aacute;lises cinem&aacute;ticas do arremesso. Em situa&ccedil;&otilde;es nas quais as crian&ccedil;as n&atilde;o conseguiram tr&ecirc;s  			arremessos bem sucedidos, foram realizados arremessos complementares. Estes arremessos complementares n&atilde;o foram utilizados no c&aacute;lculo da precis&atilde;o dos  			arremessos. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		<a name="f2"></a> 		<img src="/img/revistas/mot/v9n2/9n2a07f2.jpg"> 		    
<p>&nbsp;</p> 		 		    <p> 			O in&iacute;cio do movimento foi definido no instante em que os participantes iniciaram a eleva&ccedil;&atilde;o da bola (flex&atilde;o do ombro ou do cotovelo) enquanto o final foi  			definido 0.1 segundo (10 quadros) depois do lan&ccedil;amento da bola (instante em que a bola perde o contato com a m&atilde;o). As marcas do modelo biomec&acirc;nico foram  			manualmente digitalizadas por um &uacute;nico avaliador experiente por meio de um software espec&iacute;fico para an&aacute;lise de movimento (SIMI Motion&reg;). O centro da bola  			foi digitalizado e utilizado para identificar os par&acirc;metros relacionados &agrave; sua trajet&oacute;ria. 		</p> 		 		    <p> 			O &acirc;ngulo, a altura (deslocamento linear vertical), e a velocidade (vertical, horizontal e resultante) no instante de lan&ccedil;amento da bola foram analisados. O  			&acirc;ngulo de lan&ccedil;amento foi obtido atrav&eacute;s da determina&ccedil;&atilde;o de um &acirc;ngulo formado pela trajet&oacute;ria da bola e de uma linha horizontal, calculados ap&oacute;s 0.05  			segundos do instante de libera&ccedil;&atilde;o da bola. Atrav&eacute;s dos pontos anat&ocirc;micos descritos na <a href="#f1">Figura 1</a> como par&acirc;metros cinem&aacute;ticos para an&aacute;lise do movimento do  			arremesso foram determinadas as seguintes vari&aacute;veis: (a) maior e menor deslocamento angular; (b) amplitude angular; (c) &acirc;ngulo no instante de lan&ccedil;amento;  			(d) maior e menor velocidade angular; (e) tempo de movimento total e at&eacute; o instante de lan&ccedil;amento. O deslocamento e a velocidade linear do centro de massa  			tamb&eacute;m foram analisados. O centro de massa foi analisado por meio da marca do modelo biomec&acirc;nico colocada para representar o quadril. Assim, foi assumido  			que esta marca no quadril teria comportamento pr&oacute;ximo ao apresentado pelo centro de massa (cf. Abernethy et al., 2005, p.69). A precis&atilde;o dos arremessos foi  			analisada de acordo com a representa&ccedil;&atilde;o esquem&aacute;tica da <a href="#f3">figura 3</a>. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		<a name="f3"></a> 		<img src="/img/revistas/mot/v9n2/9n2a07f3.jpg"> 		    
<p>&nbsp;</p> 		 		    <p> 			Um filtro recursivo passa baixa do tipo Butterworth de 4&ordm; ordem foi aplicado para reduzir os componentes de frequ&ecirc;ncia mais altos. Foi utilizada uma  			frequ&ecirc;ncia de corte de 6 Hz determinada por meio do m&eacute;todo de an&aacute;lise residual (Winter, 1990). A determina&ccedil;&atilde;o da intensidade da filtragem foi realizada com  			base no deslocamento angular do cotovelo, pelo fato desta articula&ccedil;&atilde;o apresentar maiores velocidades angulares. Depois da filtragem, o deslocamento e a  			velocidade angulares foram calculados. 		</p> 		 		    <p> 			A precis&atilde;o na digitaliza&ccedil;&atilde;o dos dados foi determinada pela an&aacute;lise de um v&iacute;deo aleatoriamente selecionado, o qual foi digitalizado tr&ecirc;s vezes e as  			vari&aacute;veis do cotovelo calculadas. Uma ANOVA com medidas repetidas demonstrou n&atilde;o haver diferen&ccedil;as entre as tentativas e as compara&ccedil;&otilde;es absolutas n&atilde;o  			apresentaram diferen&ccedil;as significantes (erros &lt; 1%) tanto para o deslocamento, para a velocidade angular e deslocamento linear (<i>p</i> &gt; .0). 		</p>  		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		    <p><b>An&aacute;lise Estat&iacute;stica</b></p> 		 		    <p> 			Inicialmente, os dados foram analisados utilizando estat&iacute;stica descritiva (m&eacute;dia e desvio padr&atilde;o). Os testes de Kolmogorov-Smirnov e Hartley foram  			utilizados para verificar a normalidade e a homogeneidade, respetivamente. A compara&ccedil;&atilde;o entre as condi&ccedil;&otilde;es de dist&acirc;ncia, para as vari&aacute;veis cinem&aacute;ticas  			(espaciais e temporais) e da precis&atilde;o do arremesso foi realizada atrav&eacute;s de uma ANOVA com medidas repetidas. A compara&ccedil;&atilde;o posterior foi realizada pelo  			teste de Tukey. As an&aacute;lises estat&iacute;sticas foram realizadas com n&iacute;vel de signific&acirc;ncia estabelecido em <i>p</i> &le; .05. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>RESULTADOS</b></p> 		 		    <p> 			As vari&aacute;veis que descreveram a trajet&oacute;ria da bola, em fun&ccedil;&atilde;o do efeito da dist&acirc;ncia no arremesso em crian&ccedil;as, foram expressas na <a href="/img/revistas/mot/v9n2/9n2a07t1.jpg">tabela 1</a>. Na <a href="/img/revistas/mot/v9n2/9n2a07t2.jpg">tabela 2</a> 			encontram-se as vari&aacute;veis relativas ao comportamento do centro de massa. As vari&aacute;veis cinem&aacute;ticas de deslocamento angular e de velocidade angular, foram  			expressas nas tabelas <a href="/img/revistas/mot/v9n2/9n2a07t3.jpg">3</a> e <a href="/img/revistas/mot/v9n2/9n2a07t4.jpg">4</a>, respetivamente. 		</p> 		 		    
<p>&nbsp;</p> 		<a href="/img/revistas/mot/v9n2/9n2a07t1.jpg">Tabela 1</a> 		    
<p>&nbsp;</p> 		 		 		<a href="/img/revistas/mot/v9n2/9n2a07t2.jpg">Tabela 2</a> 		    
<p>&nbsp;</p> 		 		 		<a href="/img/revistas/mot/v9n2/9n2a07t3.jpg">Tabela 3</a> 		    
<p>&nbsp;</p> 		 	 		<a href="/img/revistas/mot/v9n2/9n2a07t4.jpg">Tabela 4</a> 		    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 				 		 		    <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p> 		 		    <p> 			Os resultados do presente estudo contribuem para explicar a diminui&ccedil;&atilde;o na precis&atilde;o do arremesso com o aumento na dist&acirc;ncia do arremesso tipo jump (ATJ) em  			crian&ccedil;as. Com o aumento na dist&acirc;ncia do ATJ, ocorre maior demanda de impulso para realiza&ccedil;&atilde;o do arremesso. Al&eacute;m disso, &agrave; medida que a dist&acirc;ncia do  			arremesso aumenta, o tamanho do alvo virtual diminui (Brancazio, 1981; Miller &amp; Bartlett, 1993), provocando maior demanda na acur&aacute;cia. Nessas  			situa&ccedil;&otilde;es, a maior produ&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;a necess&aacute;ria para suprir a necessidade de impulso ocasiona altera&ccedil;&otilde;es cinem&aacute;ticas no movimento. Da mesma forma, a  			manuten&ccedil;&atilde;o da acur&aacute;cia tamb&eacute;m exige ajustes cinem&aacute;ticos. No presente estudo, as crian&ccedil;as n&atilde;o se mostraram capazes de realizar de maneira eficiente as  			altera&ccedil;&otilde;es nas estrat&eacute;gias de controle para que o desempenho fosse mantido frente &agrave; maior demanda por for&ccedil;a produzida e acur&aacute;cia no ATJ. 		</p> 		 		    <p> 			Houve modifica&ccedil;&atilde;o significante em todas as vari&aacute;veis cinem&aacute;ticas relacionadas &agrave; trajet&oacute;ria da bola com o aumento da dist&acirc;ncia de arremesso, com exce&ccedil;&atilde;o no  			tempo total e no tempo at&eacute; o lan&ccedil;amento. O aumento da velocidade resultante de lan&ccedil;amento, decorrente dos aumentos de velocidade vertical e horizontal,  			al&eacute;m da diminui&ccedil;&atilde;o da altura e &acirc;ngulo de lan&ccedil;amento refletem claramente ajustes no movimento com o objetivo de cumprir a tarefa, caracterizando o aumento  			na demanda de gera&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;a para a realiza&ccedil;&atilde;o de arremessos mais longos. Al&eacute;m disso, altera&ccedil;&otilde;es de altura e &acirc;ngulo de lan&ccedil;amento t&ecirc;m sido relacionadas &agrave;  			diminui&ccedil;&atilde;o na precis&atilde;o do arremesso (Knudson, 1993) e est&atilde;o em conson&acirc;ncia com resultados verificados em arremessos de adultos com o acr&eacute;scimo na dist&acirc;ncia  			(Miller &amp; Bartlett, 1996; Satern, 1993). 		</p> 		 		    <p> 			A menor altura de lan&ccedil;amento pode ocorrer em fun&ccedil;&atilde;o de diferentes fatores, tais como a redu&ccedil;&atilde;o na altura do salto (Elliott, 1992), o lan&ccedil;amento da bola  			antes do ponto mais alto do salto (Knudson, 1993), diminui&ccedil;&atilde;o na flex&atilde;o do ombro (Elliott &amp; White, 1989; Miller &amp; Bartlett, 1993), diminui&ccedil;&atilde;o na  			extens&atilde;o do cotovelo no instante de lan&ccedil;amento da bola (Knudson, 1993), e maior inclina&ccedil;&atilde;o do tronco para frente (Elliott &amp; White, 1989). No presente  			estudo, as crian&ccedil;as apenas demonstraram redu&ccedil;&atilde;o na altura do salto na dist&acirc;ncia de lance livre, em compara&ccedil;&atilde;o &agrave;s demais dist&acirc;ncias. Mudan&ccedil;as mais  			expressivas no deslocamento do centro de massa para ATJ mais longos ocorreram com signific&acirc;ncia para a velocidade vertical total, sendo tamb&eacute;m significante  			a velocidade vertical do centro de massa no instante de lan&ccedil;amento, o que pode estar relacionado &agrave; tentativa de gerar maior impulso ao movimento com o  			aumento na dist&acirc;ncia de arremesso. 		</p> 		 		    <p> 			A maior velocidade vertical no ato do arremesso indica que o lan&ccedil;amento da bola ocorreu antes do instante de maior altura de salto. Pois, arremessos  			realizados no instante de maior altura de salto devem coincidir com velocidade nula do centro de massa. A estrat&eacute;gia de lan&ccedil;ar a bola antes do &aacute;pice do  			salto pode contribuir para o aproveitamento da energia gerada no salto para otimizar a gera&ccedil;&atilde;o de impulso no lan&ccedil;amento da bola (Elliott, 1992; Knudson,  			1993). Esta estrat&eacute;gia tem sido verificada no desempenho de crian&ccedil;as (Rodacki &amp; Okazaki, 2005), atletas com menor capacidade em gerar for&ccedil;a (Okazaki et  			al., 2006b) e em arremessos realizados em longas dist&acirc;ncias da cesta (Elliott, 1992). 		</p> 		 		    <p> 			O aumento na dist&acirc;ncia do arremesso tamb&eacute;m implicou no aumento do deslocamento horizontal, tanto durante a realiza&ccedil;&atilde;o do arremesso quanto no instante de  			lan&ccedil;amento, e no aumento da velocidade horizontal no centro de massa. Esta estrat&eacute;gia tamb&eacute;m pareceu contribuir com o aproveitamento da energia produzida  			pelo deslocamento do corpo para aumentar a gera&ccedil;&atilde;o de impulso no lan&ccedil;amento da bola. Este comportamento tamb&eacute;m foi verificado em outros estudos, com  			indiv&iacute;duos adultos (Elliott, 1992; Miller &amp; Bartlett, 1996; Satern, 1993; Walters, Hudson &amp; Bird, 1990). Por&eacute;m, esta estrat&eacute;gia parece ter efeito  			negativo sobre a precis&atilde;o no arremesso, em fun&ccedil;&atilde;o da redu&ccedil;&atilde;o na estabilidade de movimento (Elliott, 1992; Knudson, 1993; Okazaki et al., 2006b). Uma maior  			estabilidade &eacute; verificada no instante em que a velocidade vertical e horizontal se aproxima de zero, ou seja, no ponto mais alto do salto e com o menor  			deslocamento antero-posterior poss&iacute;vel. Assim, a reorganiza&ccedil;&atilde;o cinem&aacute;tica do movimento das crian&ccedil;as visando cumprir a tarefa empregando maior velocidade ao  			centro de massa n&atilde;o parece ter sido suficiente para manter o mesmo desempenho com o aumento da dist&acirc;ncia. 		</p> 		 		    <p> 			O aumento das velocidades horizontais e verticais com o aumento da dist&acirc;ncia reflete maiores amplitudes de movimento em diversas articula&ccedil;&otilde;es, tanto de  			membros inferiores quanto superiores, tais como: tornozelos, joelhos, quadril, tronco, cotovelo e punho. Verifica-se, portanto, a repercuss&atilde;o ao longo de  			todo o corpo na modifica&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias de controle no movimento para cumprir a demanda do aumento na dist&acirc;ncia de arremesso. Por outro lado,  			arremessos mais longos n&atilde;o demonstraram diminuir o &acirc;ngulo de flex&atilde;o do ombro e de extens&atilde;o do cotovelo. Logo, a redu&ccedil;&atilde;o na altura de lan&ccedil;amento da bola  			pareceu ser mais influenciada, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o do movimento, pela inclina&ccedil;&atilde;o do tronco &agrave; frente no instante de libera&ccedil;&atilde;o da bola. Esta maior  			inclina&ccedil;&atilde;o &agrave; frente no instante de lan&ccedil;amento da bola tamb&eacute;m contribui para explicar o menor &acirc;ngulo de lan&ccedil;amento da bola. Esta caracter&iacute;stica difere de  			resultados verificados em adultos, para os quais tem sido proposto que o &acirc;ngulo de lan&ccedil;amento da bola seria mais relacionado ao &acirc;ngulo de flex&atilde;o do ombro  			(Okazaki et al., 2008a). Tais resultados foram utilizados para refutar a hip&oacute;tese que apontou o ombro como a principal articula&ccedil;&atilde;o respons&aacute;vel gera&ccedil;&atilde;o de  			impulso em maiores dist&acirc;ncias. 		</p> 		 		    <p> 			Finalmente, a maior amplitude articular implicou em aumento na velocidade angular de tornozelos, joelhos, quadril, tronco, ombro, cotovelo e punho. Ou  			seja, todas as articula&ccedil;&otilde;es envolvidas se deslocaram mais rapidamente com o aumento da dist&acirc;ncia, resultando na maior velocidade de lan&ccedil;amento da bola nas  			maiores dist&acirc;ncias. Deste modo, foi aceita a hip&oacute;tese que afirmou a estrat&eacute;gia de aumentar a velocidade concomitantemente nas articula&ccedil;&otilde;es do membro  			respons&aacute;vel por lan&ccedil;ar a bola. Maiores valores de velocidade angular tamb&eacute;m t&ecirc;m sido verificados, no arremesso desempenhado por adultos, na articula&ccedil;&atilde;o do  			ombro (Elliott &amp; White, 1989; Miller &amp; Bartlett, 1996; Satern, 1993), do cotovelo (Miller &amp; Bartlett, 1993, 1996; Satern, 1993) e do punho  			(Rodacki, Okazaki, Sarraf &amp; Dezan, 2005). Contudo, de forma geral, os adultos n&atilde;o tendem a aumentar a velocidade angular de todas as articula&ccedil;&otilde;es dos  			membros inferiores, do tronco e dos membros superiores, em fun&ccedil;&atilde;o do acr&eacute;scimo na dist&acirc;ncia de arremesso. Pois, em fun&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o inversa  			velocidade-precis&atilde;o (Fitts, 1954), o aumento na gera&ccedil;&atilde;o de velocidade ao redor das articula&ccedil;&otilde;es comprometeria a precis&atilde;o do arremesso. 		</p> 		 		    <p> 			Tem sido sugerida a articula&ccedil;&atilde;o do punho como uma das principais respons&aacute;veis pela manuten&ccedil;&atilde;o da precis&atilde;o do arremesso (Miller &amp; Bartlett, 1993, 1996).  			Isto porque esta articula&ccedil;&atilde;o &eacute; a mais distal (sem levar em considera&ccedil;&atilde;o as articula&ccedil;&otilde;es das falanges) e faz a jun&ccedil;&atilde;o do segmento (m&atilde;o) que tocaria por  			&uacute;ltimo na bola. No instante do lan&ccedil;amento da bola, apenas o punho apresentou aumento significante da velocidade de flex&atilde;o, com o aumento na dist&acirc;ncia de  			arremesso. Assim, as crian&ccedil;as pareceram utilizar a articula&ccedil;&atilde;o do punho para auxiliar na gera&ccedil;&atilde;o de impulso na medida em que a dist&acirc;ncia do arremesso foi  			aumentada. Por conseguinte, aparentemente, as crian&ccedil;as utilizaram uma estrat&eacute;gia que privilegiou a gera&ccedil;&atilde;o de impulso para compensar o aumento na dist&acirc;ncia  			de arremesso, com poss&iacute;vel detrimento em sua precis&atilde;o. 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			Estas altera&ccedil;&otilde;es cinem&aacute;ticas verificadas no arremesso das crian&ccedil;as, em fun&ccedil;&atilde;o da manipula&ccedil;&atilde;o na dist&acirc;ncia, sugerem que as articula&ccedil;&otilde;es relacionadas aos  			segmentos bra&ccedil;o, antebra&ccedil;o e m&atilde;o (i.e. ombro, cotovelo e punho) teriam basicamente a mesma import&acirc;ncia na gera&ccedil;&atilde;o de impulso para o lan&ccedil;amento e na  			manuten&ccedil;&atilde;o da precis&atilde;o do arremesso. Pois, ainda que uma articula&ccedil;&atilde;o tenha maior potencial em gerar impulso para lan&ccedil;ar a bola (i.e. o cotovelo ou o ombro,  			em compara&ccedil;&atilde;o ao punho), em dist&acirc;ncias mais pr&oacute;ximas &agrave; cesta o arremesso poderia ser desempenhado basicamente pelas articula&ccedil;&otilde;es mais distais com menor  			a&ccedil;&atilde;o (maior restri&ccedil;&atilde;o) das articula&ccedil;&otilde;es mais proximais. Por outro lado, em arremessos mais distantes da cesta, apenas as altera&ccedil;&otilde;es no segmento que det&eacute;m o  			&uacute;ltimo toque na bola (m&atilde;o) n&atilde;o seria suficiente para garantir a precis&atilde;o do arremesso, pois seu &acirc;ngulo de lan&ccedil;amento tamb&eacute;m dependeria da participa&ccedil;&atilde;o de  			outras articula&ccedil;&otilde;es (tronco e ombro, por exemplo). Ou seja, &eacute; poss&iacute;vel sugerir a exist&ecirc;ncia de uma &uacute;nica sinergia na organiza&ccedil;&atilde;o do movimento de arremesso  			no basquetebol. Vale ressaltar ainda que, em contextos reais de pr&aacute;tica, esta sinergia dependeria das restri&ccedil;&otilde;es do ambiente (presen&ccedil;a de um oponente,  			arremesso livre, etc.), da tarefa (tipo de arremesso, dist&acirc;ncia do arremesso, etc.) e do arremessador (din&acirc;mica intr&iacute;nseca, ou seja, aspetos f&iacute;sicos e  			motores). 		</p> 		 		    <p> 			No caso particular das crian&ccedil;as, as estrat&eacute;gias &iacute;mpares de arremesso aqui verificadas em resposta &agrave; varia&ccedil;&atilde;o de dist&acirc;ncia do ATJ podem ser atribu&iacute;das &agrave;s  			suas caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas e motoras, em compara&ccedil;&atilde;o aos estudos realizados com adultos. Os resultados, em conjunto, indicam que a diminui&ccedil;&atilde;o da precis&atilde;o  			do ATJ com o aumento na dist&acirc;ncia pode estar relacionada ao maior impulso para lan&ccedil;ar a bola. Isto porque em arremessos mais longos a bola deve percorrer  			maior trajet&oacute;ria para chegar at&eacute; a cesta, conforme evidenciado na literatura (Satern, 1993; Walters et al., 1990) e confirmado em nossos dados. O aumento  			do impulso, por sua vez, depende de altera&ccedil;&otilde;es cinem&aacute;ticas, suficientes para ampliar a trajet&oacute;ria da bola, mas insuficientes para a manuten&ccedil;&atilde;o da sua  			precis&atilde;o. Desta forma, baseadas nas vari&aacute;veis analisadas, foram constatadas rela&ccedil;&otilde;es entre vari&aacute;veis cinem&aacute;ticas e precis&atilde;o que podem contribuir para  			explicar o decr&eacute;scimo de desempenho. Consequentemente, estes achados geram informa&ccedil;&atilde;o &uacute;til para a melhor orienta&ccedil;&atilde;o no processo de treinamento,  			especialmente na inicia&ccedil;&atilde;o do basquetebol. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p> 		 		    <p> 			Foi estabelecida evidente rela&ccedil;&atilde;o entre dist&acirc;ncia/precis&atilde;o no ATJ com altera&ccedil;&otilde;es cinem&aacute;ticas que implicaram em modifica&ccedil;&atilde;o nas estrat&eacute;gias de controle no  			arremesso das crian&ccedil;as. Uma vez que tais estrat&eacute;gias de controle no movimento falharam na tentativa de manter a precis&atilde;o, esta informa&ccedil;&atilde;o deve ser levada  			em conta na formula&ccedil;&atilde;o de sess&otilde;es de treinamentos, assim como na formula&ccedil;&atilde;o das regras de disputa das categorias et&aacute;rias envolvendo crian&ccedil;as e jovens  			iniciantes no basquetebol. Foi sugerida a realiza&ccedil;&atilde;o do ATJ com grandes altura e &acirc;ngulo de lan&ccedil;amento da bola, mas, que n&atilde;o demande grande gera&ccedil;&atilde;o de  			velocidade de lan&ccedil;amento. Ademais, devem-se evitar movimentos com exacerbada gera&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;a nas articula&ccedil;&otilde;es respons&aacute;veis por lan&ccedil;ar a bola e grandes  			deslocamentos para frente durante o salto. Pois, tais fatores podem diminuir a estabilidade e, consequentemente, a precis&atilde;o dos arremessos. Estudos que  			manipulem a velocidade, o &acirc;ngulo e a altura de lan&ccedil;amento da bola no arremesso de crian&ccedil;as, al&eacute;m da manipula&ccedil;&atilde;o de interfer&ecirc;ncias contextuais, devem ser  			realizados com o objetivo de oferecer suporte &agrave;s propostas de interven&ccedil;&atilde;o no processo de ensino-aprendizagem do ATJ no basquetebol. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Abernethy, B., Mackinnon, L.T., Kippers, V., Hanrahan, S.J., Pandy, M.G. (2005). <i>The biophysical foundations of human movement</i>. 2nd edition, Human  			Kinetics, p. 363.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S1646-107X201300020000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Brancazio, P.J. (1981). Physics of Basketball. <i>American Journal of Physics, 49</i>, 356-365.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S1646-107X201300020000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Elliott, B.C. (1992). A kinematic comparison of the male and female two-point and three-point jump shots in basketball. <i>The Australian Journal of  			Science and Medicine, 24</i>(4), 111-118.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S1646-107X201300020000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Elliott, B.C., &amp; White, E. (1989). A kinematic and kinetic analysis of the female two point and three point jump shots in basketball. <i>The Australiam  			Journal of Science and Medicine in Sport, 21</i>(2), 7-11, 1989.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S1646-107X201300020000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Fitts, P. M. (1954). The information capacity of the human motor system in controlling the amplitude of movement. <i>Journal of Experimental Psychology, 47 			</i>, 381-391.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S1646-107X201300020000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Hudson, J.L. (1986). Co-ordination of segments in vertical jump. <i>Medicine in Science in Sport and Exercise, 18</i>, 242-251.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S1646-107X201300020000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Knudson, D. (1993). Biomechanics of the basketball jump shot – six key points. <i>Journal of Physical Education, Recreation, and Dance, 64</i>, 67-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S1646-107X201300020000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Meyer, D.E., Abrams, R.A., Kornblum, S., Wright, C.E., &amp; Smith, J.E.K. (1988). Optimality in human motor performance: ideal control of rapid aimed  			movements. <i>Psychological Review, 95</i>(3), 340-370.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S1646-107X201300020000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Miller, S.A., &amp; Bartlett, R.M. (1993). 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July 03-09, Prague-Czechoslovakia, 1990.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1646-107X201300020000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Winter, D. (1990). <i>Biomechanics and Motor Control of Human Movement.</i> 2a edi&ccedil;&atilde;o, Wiley-Interscience, Toranto-Ontario.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1646-107X201300020000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p> 			<i><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para Correspond&ecirc;ncia:</a><a name="c0"></a></i> 			Victor Hugo Alves Okazaki, Universidade Estadual de Londrina, Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica, Campus Universit&aacute;rio, Rodovia Celso Garcia Cid Km 380, Caixa Postal:  			6001, CEP: 86051-990 Londrina, Paran&aacute;, Brasil. 			<i>	E-mail:</i> <a href="mailto:vhaokazaki@gmail.com">vhaokazaki@gmail.com</a> 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Agradecimentos:</b></p> 		 		    <p> 			Ao MEC/SESu pela Bolsa de Tutor do Programa de Educa&ccedil;&atilde;o Tutorial da Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica (PET-UEL) do primeiro autor e ao CNPq pela Bolsa de Produtividade em  			Pesquisa do &uacute;ltimo autor. 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		    <p>Submetido: 22.11.2011   &brvbar;   Aceite: 12.12.2012</p> 	     ]]></body><back>
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