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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A importância do desporto de alto rendimento na inclusão social dos cegos: Um estudo centrado no Instituto Benjamin Constant - Brasil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The population of disabled people is growing each day, producing social problems that interfere straightly in the capacity of life of this segment. The objective of this inquiry was to investigate the high performance sport as a contribution for social inclusion of blind athletes of the Benjamin Constant Institute. It was observed that the previous students of the Institute, up to two decades before, did not proceed in their studies, although they had egalitarian and constitutional opportunity as a Brazilian citizen. Ten blind athletes, previous students of the Institute from 1994 to 1998, were interviewed. They had, at the time of the research, the high performance athletes’ condition and were at the same time citizens, who work, study and are independent. The inquiry used the qualitative method, employing the semi-structured interview as the instrument of investigation (Flick, 2005; Ruquoy, 2005). The “Content Analysis” technique was used to treat the data (Minayo et al., 2002). The results were organized around three categories: the importance of the sport, orientation and mobility, and life before and after being an athlete. The inquiry concluded that high performance sport contributed to the social inclusion of all the interviewed ones. His testimonies hold the sport responsible as a primordial factor for realization of part of his ideals, suggesting this practice in all the institutions of special teaching.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  		    <p> 			<b>A import&acirc;ncia do desporto de alto rendimento na inclus&atilde;o social dos cegos: Um estudo centrado no Instituto Benjamin Constant - Brasil</b> 		</p> 		 		    <p><b>The importance of high performance sports in social inclusion of blind people: A study centered on  		Benjamin Constant Institute - Brazil</b></p> 		    <p>&nbsp;</p> 		 		 		    <p> 			<b>R. Pereira<sup>I</sup></b>, 			<b>R. Osborne<sup>II</sup></b>, 			<b>A. Pereira<sup>III</sup></b>, 			<b>S.I. Cabral<sup>I</sup></b> 		</p> 		 		    <p> 			<sup>I</sup>Instituto Benjamin Constant, Rio de Janeiro, Brasil. <br/> 			<sup>II</sup>Universidade Salgado de Oliveira, S&atilde;o Gon&ccedil;alo, RJ, Brasil. <br/> 			<sup>III</sup>Escola Superior de Educa&ccedil;&atilde;o de Viseu, Viseu, Portugal. 		</p> 		 		    <p><i><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></i></p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>RESUMO</b></p> 		 		    <p> 			A popula&ccedil;&atilde;o de pessoas deficientes vem crescendo a cada dia, gerando problem&aacute;ticas sociais que interferem diretamente na qualidade de vida deste segmento. O  			objetivo dessa pesquisa foi investigar o esporte de alto rendimento como contribui&ccedil;&atilde;o para inclus&atilde;o social de atletas cegos do Instituto Benjamin Constant.  			Observou-se que os alunos egressos do Instituto, at&eacute; duas d&eacute;cadas atr&aacute;s, n&atilde;o davam prosseguimento aos seus estudos, embora gozassem de oportunidade  			igualit&aacute;ria e constitucional como cidad&atilde;o brasileiro. Foram entrevistados dez atletas cegos egressos do Instituto, que estudaram entre 1994 e 1998, tendo na  			&eacute;poca da pesquisa a condi&ccedil;&atilde;o de atletas de alto rendimento e ao mesmo tempo cidad&atilde;os, que trabalham, estudam e s&atilde;o independentes. A pesquisa utilizou o  			m&eacute;todo qualitativo, empregando como instrumento de investiga&ccedil;&atilde;o a entrevista semi-estruturada (Flick, 2005; Ruquoy, 2005). Para tratamento dos dados  			utilizou-se a t&eacute;cnica de “An&aacute;lise de Conte&uacute;do” (Minayo, Deslandes, Neto, &amp; Gomes, 2002). Os resultados foram organizados em torno de tr&ecirc;s categorias: a  			import&acirc;ncia do esporte, orienta&ccedil;&atilde;o e mobilidade, e a vida antes e depois de ser atleta. A pesquisa concluiu que o esporte de alto rendimento contribuiu para  			a inclus&atilde;o social de todos os entrevistados. Seus depoimentos responsabilizam o esporte como fator primordial para realiza&ccedil;&atilde;o de parte de seus ideais,  			sugerindo esta pr&aacute;tica em todas as institui&ccedil;&otilde;es de ensino especial. 		</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Palavras-chave</i>: cegos, esporte, inclus&atilde;o social</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		 		 		    <p><b>ABSTRACT</b></p> 		 		    <p> 			The population of disabled people is growing each day, producing social problems that interfere straightly in the capacity of life of this segment. The  			objective of this inquiry was to investigate the high performance sport as a contribution for social inclusion of blind athletes of the Benjamin Constant  			Institute. It was observed that the previous students of the Institute, up to two decades before, did not proceed in their studies, although they had  			egalitarian and constitutional opportunity as a Brazilian citizen. Ten blind athletes, previous students of the Institute from 1994 to 1998, were  			interviewed. They had, at the time of the research, the high performance athletes’ condition and were at the same time citizens, who work, study and are  			independent. The inquiry used the qualitative method, employing the semi-structured interview as the instrument of investigation (Flick, 2005; Ruquoy,  			2005). The “Content Analysis” technique was used to treat the data (Minayo et al., 2002). The results were organized around three categories: the importance  			of the sport, orientation and mobility, and life before and after being an athlete. The inquiry concluded that high performance sport contributed to the  			social inclusion of all the interviewed ones. His testimonies hold the sport responsible as a primordial factor for realization of part of his ideals,  			suggesting this practice in all the institutions of special teaching. 		</p> 		    <p><i>Keywords</i>: blind men, sport, social inclusion</p> 		    <p>&nbsp;</p>  		    <p>&nbsp;</p> 		    <p> 			A sociedade muitas vezes valoriza de tal forma a apar&ecirc;ncia das pessoas, que a sua ess&ecirc;ncia fica em segundo plano. Quint&atilde;o (2005) e Rechineli, Porto, e  			Moreira (2008) retratam bem esta ideia descrevendo a impatia da sociedade quando deparada com a deformidade de um corpo, sendo esta uma das primeiras  			barreiras a serem ultrapassadas. 		</p> 		 		    <p> 			Assim sendo, as conquistas alcan&ccedil;adas pelas pessoas deficientes t&ecirc;m se arrastado atrav&eacute;s de muitas d&eacute;cadas. No caso espec&iacute;fico do deficiente visual no  			Brasil, foi o Instituto Benjamin Constant (IBC) que em 1854 deu in&iacute;cio ao atendimento educacional dos cegos deste pa&iacute;s e o faz at&eacute; os dias de hoje (Vieira,  			1998). Entretanto, apesar deste avan&ccedil;o nota-se que persiste ainda algumas barreiras que precisam ser removidas. &Eacute; o caso, por exemplo, da inclus&atilde;o social. 		</p> 		 		    <p> 			Por muitos anos, os alunos que conclu&iacute;am o primeiro grau (oitava s&eacute;rie), n&atilde;o tinham perspectiva de vida fora da institui&ccedil;&atilde;o, consequentemente permaneciam  			vagando durante o dia nos corredores e bancos do IBC, voltando para suas casas durante a noite, regressando para o IBC ao amanhecer. A grande maioria vivia  			de esmolas e benef&iacute;cios do governo. Apenas um reduzido contingente dava prosseguimento aos seus estudos e a conclu&iacute;a cursos de qualifica&ccedil;&atilde;o (Vieira, 2006). 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			Portanto, dois pontos s&atilde;o primordiais para melhor entendimento sobre inclus&atilde;o social e esporte para pessoas cegas, sendo estes: a imagem do “eu” para o cego  			e a rela&ccedil;&atilde;o esporte / cego. A n&atilde;o aceita&ccedil;&atilde;o de um indiv&iacute;duo em um grupo, em muitos casos, tem sua origem na rejei&ccedil;&atilde;o pessoal, acarretando obst&aacute;culos para a  			sua sociabiliza&ccedil;&atilde;o (Maciel, 2001; Quint&atilde;o, 2005; Ribeiro, 2003). Os mesmos afirmam que quando uma pessoa cega n&atilde;o tem conhecimento do seu potencial, nem da  			estrutura do seu corpo, seu relacionamento com a sociedade torna-se muito mais dif&iacute;cil.  		</p> 		 		    <p> 			Para Mart&iacute;n e Bueno (1997) existe uma defasagem na primeira inf&acirc;ncia de uma crian&ccedil;a cega em rela&ccedil;&atilde;o a uma crian&ccedil;a normal. Nota-se um atraso no  			desenvolvimento cognitivo e psicomotor, confirmando a maior perda no per&iacute;odo sens&oacute;rio-motor, pela necessidade de interagir com o ambiente que o cerca. 		</p> 		 		    <p> 			Outros autores destacam a import&acirc;ncia da pr&aacute;tica esportiva durante a primeira fase de vida do cego, sendo esta primordial para a sua rela&ccedil;&atilde;o com o psiquismo  			e o desenvolvimento cognitivo, diretamente relacionado na sua conduta na fase adulta (Mart&iacute;n &amp; Bueno, 1997; Rechineli, Porto, &amp; Moreira, 2008). 		</p> 		 		    <p> 			Cratty e Thereza (1984) estudaram o comportamento de uma menina cega com seu irm&atilde;o g&ecirc;meo, normovisual. Perceberam que a irm&atilde; cega n&atilde;o teve oportunidade de  			receber informa&ccedil;&otilde;es sobre seus atributos motores, constatadas na investiga&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de testes motores e cognitivos. Para Rechineli e colaboradores (2008)  			uma boa imagem corporal &eacute; essencial para uma efetiva capacidade motriz. 		</p> 		 		    <p> 			Contudo a pr&aacute;tica esportiva desenvolvida por atletas cegos &eacute; pouco conhecida pela sociedade, sendo este um dos caminhos investigados por Pereira (2008) para  			a inclus&atilde;o desta clientela nas discuss&otilde;es sobre o Desenvolvimento Sustent&aacute;vel. Al&eacute;m disso, este entre outros estudos apontam para os benef&iacute;cios da pr&aacute;tica  			esportiva no desenvolvimento motor e cognitivo do cego, refletindo ainda na qualidade de vida e no cotidiano dessas pessoas (Pereira, 2008; Maciel, 2001;  			Rechineli et al., 2008).  		</p> 		 		    <p> 			Nesse sentido, o estudo de Monteiro (1999) utilizou vinte e quatro indiv&iacute;duos cegos cong&ecirc;nitos, praticantes e n&atilde;o praticantes de atividade f&iacute;sica. Chegou &agrave;  			conclus&atilde;o que os indiv&iacute;duos praticantes de atividade f&iacute;sica possu&iacute;am uma influ&ecirc;ncia positiva na amplitude da passada, melhor desenvolvimento da orienta&ccedil;&atilde;o  			espacial e melhor conhecimento do pr&oacute;prio corpo. 		</p> 		 		    <p> 			Outro estudo sobre os benef&iacute;cios da atividade f&iacute;sica para cegos foi realizado em Porto Alegre - Rio Grande do Sul. Ribeiro (2003) estudou duas pessoas  			cegas, uma de cada sexo, concluindo que a atividade f&iacute;sica diminu&iacute;a o n&iacute;vel de depress&atilde;o e ansiedade, contribuindo para a melhora na auto estima. Brancatti,  			Viana, e Vilela (2001) fizeram um estudo similar em Presidente Prudente, S&atilde;o Paulo, chegando a mesma conclus&atilde;o. 		</p> 		 		    <p> 			Outra justificativa para a import&acirc;ncia da pr&aacute;tica esportiva para cegos &eacute; o trabalho com a reabilita&ccedil;&atilde;o de pessoas que ficam cegas, na fase adulta e s&atilde;o  			atendidas no IBC. Nesta reconstru&ccedil;&atilde;o social a pr&aacute;tica esportiva se faz presente com grande &ecirc;xito, por caracterizar atividades grupais, acess&iacute;veis a todos e  			melhorando a auto estima. 		</p> 		 		    <p> 			Franco (2001) relata que a reabilita&ccedil;&atilde;o de uma pessoa cega, ser&aacute; uma reorganiza&ccedil;&atilde;o total de sua vida, diante da perda deste sentido. Esta reorganiza&ccedil;&atilde;o  			implica na readapta&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, psicol&oacute;gica, social e profissional como um todo, e durante este processo viv&ecirc;ncia momentos de revolta, ansiedade, ang&uacute;stia e  			nega&ccedil;&atilde;o da defici&ecirc;ncia sem esperan&ccedil;a de cura e descreve a import&acirc;ncia da pr&aacute;tica esportiva neste processo de reabilita&ccedil;&atilde;o.  		</p> 		 		    <p> 			Para Guaragna, Pick, e Valentini (2005) e Rechineli et al. (2008) o desenvolvimento social origina-se na pr&aacute;tica esportiva, desenvolvendo habilidades de  			comunica&ccedil;&atilde;o, na troca de id&eacute;ias e na supera&ccedil;&atilde;o das dificuldades, refor&ccedil;ando a confian&ccedil;a. 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			Guaragna et al. (2005) cr&ecirc;em na pr&aacute;tica esportiva como ferramenta para aperfei&ccedil;oar as rela&ccedil;&otilde;es sociais entre as crian&ccedil;as, diminuindo as atitudes auto  			agressivas, percebidas geralmente ap&oacute;s frustra&ccedil;&otilde;es, rejei&ccedil;&otilde;es, ansiedade e tens&atilde;o. 		</p> 		 		    <p> 			Desta forma, percebemos que a pr&aacute;tica esportiva contribui na melhoria de v&aacute;rios aspectos, em todas as faixas et&aacute;rias (Guaragna et al., 2005; Labronici,  			Cunha, Oliveira, &amp; Gabbai, 2000; Pereira, 2008; Rechineli et al., 2008; Vieira, 2006), principalmente sendo utilizada para o benef&iacute;cio social da  			popula&ccedil;&atilde;o de deficientes visuais no Brasil.  		</p> 		 		    <p> 			A pr&aacute;tica esportiva de alto rendimento proporciona oportunidades para o indiv&iacute;duo deficiente desenvolver as suas potencialidades, sentir alegria e prazer,  			experimentar o sucesso e superar os seus limites (DePauw &amp; Gavron, 2005). Por outro lado, estes desportistas funcionam como modelo de supera&ccedil;&atilde;o para  			outros indiv&iacute;duos com defici&ecirc;ncia, estimulando-os na busca de solu&ccedil;&otilde;es para ultrapassar as suas pr&oacute;prias barreiras, facilitando a integra&ccedil;&atilde;o na sociedade  			(Winnick, 2005; Woods, 2008).  		</p> 		 		    <p> 			A pr&aacute;tica esportiva contribui para a sociabiliza&ccedil;&atilde;o da pessoa com defici&ecirc;ncia na medida em que facilita a comunica&ccedil;&atilde;o, a realiza&ccedil;&atilde;o pessoal, a auto-imagem,  			o auto-conceito e a autonomia, al&eacute;m de relativizar as suas limita&ccedil;&otilde;es, uma vez que valoriza e divulga as suas capacidades f&iacute;sicas. Promove assim uma  			acentua&ccedil;&atilde;o das capacidades em desfavor das limita&ccedil;&otilde;es. O desporto tamb&eacute;m refor&ccedil;a a auto-estima, dando-lhe alegria de viver, melhorando a qualidade de vida,  			favorecendo a comunica&ccedil;&atilde;o e o conv&iacute;vio social. 		</p> 		 		    <p> 			V&aacute;rios autores (Bento, 2004; Bodas, L&aacute;zaro, &amp; Fernandes, 2007; Garcia &amp; Lemos, 2005; Marques, Castro, &amp; Silva, 2001; Winnick, 2005) evidenciam  			os benef&iacute;cios psicol&oacute;gicos, f&iacute;sicos, fisiol&oacute;gicos, sociais, entre outros, do desporto para a pessoa com defici&ecirc;ncia.  		</p> 		 		    <p> 			Hamel (1992) e Sherrill (1986) alertam para este envolvimento do esporte praticado por pessoas deficientes e o esporte praticado por atletas convencionais.  			Os autores afirmam a contribu&iacute;&ccedil;&atilde;o satisfat&oacute;ria na troca de atitudes sobre a capacidade das pessoas deficientes perante a sociedade. 		</p> 		 		    <p> 			A pr&aacute;tica esportiva para pessoas com defici&ecirc;ncia procura tamb&eacute;m o rendimento. O treinamento de alto rendimento para deficientes carreia consigo metas  			facilitadoras de problem&aacute;ticas sociais, tais como conscientizar a sociedade para a inclus&atilde;o, com a&ccedil;&otilde;es voltadas para a qualidade de vida, a supera&ccedil;&atilde;o do  			preconceito e o cultivo da solidariedade. 		</p> 		 		    <p> 			West (1994) e Nixon (1989) refor&ccedil;am este pensamento exemplificando provas com a participa&ccedil;&atilde;o de atletas convencionais e atletas em cadeiras de rodas. Os  			autores citam a Maratona de Boston e a Maratona de Nova York, cuja participa&ccedil;&atilde;o conjunta oportuniza a inclus&atilde;o, mas chamam a aten&ccedil;&atilde;o que esta ideia  			ainda encontra resist&ecirc;ncia por parte da organiza&ccedil;&atilde;o destes eventos, baseado em quest&otilde;es de seguran&ccedil;a. 		</p> 		 		    <p> 			Brasile (1990) refor&ccedil;a que as provas conjuntas, com deficientes e n&atilde;o deficientes, devem ser valorizadas pela possibilidade dos benef&iacute;cios de reintegra&ccedil;&atilde;o  			social. Concordamos com o valor das provas conjuntas, mas entendemos que a competi&ccedil;&atilde;o envolve compara&ccedil;&atilde;o e nesse caso os deficientes est&atilde;o em desvantagem em  			rela&ccedil;&atilde;o aos n&atilde;o-deficientes, sendo imposs&iacute;vel aferir quem s&atilde;o os melhores. Nas provas conjuntas o deficiente ser&aacute; reconhecido por sua participa&ccedil;&atilde;o, mas n&atilde;o  			tem a chance de ser o vencedor. S&oacute; em condi&ccedil;&otilde;es semelhantes aos oponentes &eacute; poss&iacute;vel vivenciar a vit&oacute;ria, de acordo com marcas e resultados. 		</p> 		 		    <p> 			O &iacute;cone do desporto de alto rendimento para deficientes &eacute; a Paraolimp&iacute;ada, sendo esta uma conquista para o segmento, demonstrando ao mundo o potencial dos  			deficientes. Portanto &eacute; uma oportunidade &iacute;mpar de mostrar uma imagem positiva para seus pares, que ainda sentem vergonha de suas defici&ecirc;ncias (Vieira, 2006). 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			No Paraolimpismo, as ideias de rendimento e de supera&ccedil;&atilde;o est&atilde;o igualmente representadas, constituindo um verdadeiro apelo &agrave; m&aacute;xima <i>citius, altuis, fortius 			</i> (mais veloz, mais alto e mais forte). A pessoa com defici&ecirc;ncia ao superar-se est&aacute; igualmente vencendo preconceitos e tabus. Tal como afirmam Garcia e  			Lemos (2005), tem pela frente um duplo desafio. O primeiro &eacute; o ato de praticar uma atividade f&iacute;sica com poucas oportunidades e o segundo treinar cada vez  			mais para superar seus advers&aacute;rios.  		</p> 		 		    <p> 			Na perspectiva de melhorar a qualidade de vida das pessoas cegas, usando como amostra atletas do Instituto Benjamin Constant (IBC), esta investiga&ccedil;&atilde;o  			estudou a rela&ccedil;&atilde;o do esporte como fator transformador na vida dessas pessoas, direcionando-os para a sociabiliza&ccedil;&atilde;o, assim como a aceita&ccedil;&atilde;o de suas  			defici&ecirc;ncias, sendo este um dos maiores problemas do contexto social brasileiro atual. 		</p> 		 		    <p> 			O IBC &eacute; um &oacute;rg&atilde;o da administra&ccedil;&atilde;o direta do Minist&eacute;rio de Educa&ccedil;&atilde;o do Brasil, tendo a compet&ecirc;ncia, dentre outras, de promover a educa&ccedil;&atilde;o de deficientes  			visuais e cegos, visando possibilitar o pleno exerc&iacute;cio da cidadania e o resgate da imagem social desses indiv&iacute;duos. 		</p> 		 		    <p> 			Foi relevante neste estudo dar “voz” ao grupo de atletas cegos do IBC, nos aspectos positivos e negativos de suas vidas com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; inclus&atilde;o social,  			oportunizando investigar a sua capacidade de participa&ccedil;&atilde;o.  		</p> 		 		    <p> 			Nessa perspectiva, optamos pela utiliza&ccedil;&atilde;o de uma metodologia de perfil qualitativo uma vez que, devido &agrave;s suas potencialidades (Denzin &amp; Lincon, 2000;  			Strauss &amp; Corbin, 1998), pode proporcionar um conjunto de dados que nos ajudem a compreender as percep&ccedil;&otilde;es e entendimentos que estes atletas apresentam  			relativamente a sua inclus&atilde;o social.  		</p> 		 		    <p> 			Na tentativa de possibilitar um melhor entendimento e atrav&eacute;s da conviv&ecirc;ncia de parte dos autores desta investiga&ccedil;&atilde;o h&aacute; mais de uma d&eacute;cada e meia no IBC,  			notando a diferen&ccedil;a entre alunos cegos e os atletas cegos, no que diz respeito as suas vidas, este estudo surgiu com a indaga&ccedil;&atilde;o: qual a import&acirc;ncia do  			desporto de alto rendimento para os atletas cegos do IBC na inclus&atilde;o social?  		</p> 		 		    <p> 			Com esta indaga&ccedil;&atilde;o surge o objetivo geral, sendo este: investigar como o esporte de alto rendimento melhorou a qualidade de vida e facilitou a inclus&atilde;o  			social desses indiv&iacute;duos na sociedade brasileira.  		</p> 		 		    <p> 			A pouca bibliografia existente com o tema desta investiga&ccedil;&atilde;o e ao mesmo tempo relevante socialmente para o segmento em quest&atilde;o, oportuniza as institui&ccedil;&otilde;es  			educacionais utilizar deste meio para inclus&atilde;o social das pessoas cegas. 		</p> 		 		    <p> 			Desta forma, esperamos os resultados dessa pesquisa sirvam para incentivo de a&ccedil;&otilde;es voltadas para o desporto para deficientes, fazendo deste uma ferramenta  			para inclus&atilde;o social, j&aacute; que no Brasil esta pr&aacute;tica &eacute; muito difundida. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>M&Eacute;TODO</b></p> 		 		    <p><b>Amostra</b></p> 		 		    <p> 			Este artigo decorre de um projeto de pesquisa de Mestrado em Ci&ecirc;ncias da Atividade F&iacute;sica da Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO) no Brasil. O local  			da pesquisa foi o IBC, Refer&ecirc;ncia Brasileira nas quest&otilde;es da pesquisa, aprendizagem e fomento do desenvolvimento integral dos cegos e deficientes visuais. 		</p> 		 		    <p> 			Nesta pesquisa foram entrevistados dez alunos cegos egressos IBC, do sexo masculino, que vivem nos sub&uacute;rbios do Munic&iacute;pio do Rio de Janeiro, selecionados a  			partir dos seus momentos atuais, isto &eacute;, levando em conta sua forma&ccedil;&atilde;o, comprometimento trabalhista e a satisfa&ccedil;&atilde;o em suas realiza&ccedil;&otilde;es atuais, com m&eacute;dia de  			faixa et&aacute;ria de 32.5 + 7.5 anos.  		</p> 		 		    <p> 			Os participantes fazem parte de Associa&ccedil;&otilde;es que disputam os campeonatos organizados pela Confedera&ccedil;&atilde;o Brasileira de Desporto de Deficientes Visuais (CBDV)  			desde 1994, nas modalidades de nata&ccedil;&atilde;o, atletismo, futebol cinco, jud&ocirc;, xadrez e goalball (esporte espec&iacute;fico para deficientes visuais).  		</p> 		 		    <p> 			Para defini&ccedil;&atilde;o dos atletas cegos, utilizou-se a classifica&ccedil;&atilde;o oftalmol&oacute;gica da CBDV, que &eacute; institu&iacute;da pela Associa&ccedil;&atilde;o Internacional de Esporte para Cegos  			(IBSA), para legitimar ou n&atilde;o a participa&ccedil;&atilde;o de um atleta deficiente visual e cego, nas competi&ccedil;&otilde;es oficiais nacionais e internacionais. Os participantes  			deste estudo s&atilde;o atletas B1(cegos), sendo que 70% adquiriu a cegueira atrav&eacute;s do glaucoma e 40% &eacute; cego cong&ecirc;nito e 60% ficaram cegos com idade m&eacute;dia de 10 +  			2 anos .  		</p> 		 		    <p> 			A maioria dos atletas entrevistados fazem parte da equipe de Futebol de 5 do IBC, com alguns integrantes das equipes de goalball, atletismo e nata&ccedil;&atilde;o. Parte  			desta amostra representa o Brasil em campeonatos internacionais, como as Paraolimpiadas, Mundiais e Parapanamericanos.  		</p> 		 		    <p> 			Hoje, em um panorama mundial do esporte para deficientes visuais, o Brasil est&aacute; entre as nove maiores pot&ecirc;ncias. A t&iacute;tulo de esclarecimento, o Brasil ficou  			em nono lugar na &uacute;ltima Paraolimpida (2008), dentre 142 pa&iacute;ses e foi o campe&atilde;o no &uacute;ltimo Parapanamericano, em Guadalajara – M&eacute;xico (2011), ficando a frente  			de pot&ecirc;ncias esportivas como Estados Unidos e Canad&aacute;. No jud&ocirc; masculino temos o atual campe&atilde;o Mundial e Paraol&iacute;mpico; no futebol somos Campe&otilde;es Mundiais  			(1998, 2000 e 2010), Paraol&iacute;mpicos (2004 e 2008) e Panamericanos (2007 e 2011); no atletismo temos o recordista mundial nos 100 e 200 metros rasos, e a  			campe&atilde; Paraol&iacute;mpica (2008) das mesmas provas, al&eacute;m de disputarmos grande parte das finais nos esportes individuais destes campeonatos. 		</p> 		 		    <p> 			Enfim, esta amostra faz parte de um grupo de atletas que representam o Brasil em competi&ccedil;&otilde;es internacionais, oriundos do IBC, contribuindo com seus  			depoimentos para esclarecer a import&acirc;ncia do esporte em suas vidas e a rela&ccedil;&atilde;o deste com a inclus&atilde;o social. 		</p>  		    <p>&nbsp;</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Instrumentos</b></p> 		 		    <p> 			O instrumento utilizado foi a entrevista semi-estruturada, que envolve perguntar quest&otilde;es previamente estabelecidas, assim como quest&otilde;es formuladas no  			momento da entrevista (Creswell, 1994; Flick, 2005; Minayo et al., 2002; Neto, 2002; Ruquoy, 2005). 		</p> 		 		    <p> 			O gui&atilde;o da entrevista foi realizado em uma pesquisa de Mestrado (Pereira, 2008), a partir dos objetivos espec&iacute;ficos da pesquisa, que eram: 1) investigar  			como o esporte promoveu a inclus&atilde;o social do deficiente visual do IBC; 2) destacar quais foram as principais diferen&ccedil;as entre a vida antes e depois da  			pr&aacute;tica de esporte de alto rendimento; 3) investigar a influ&ecirc;ncia do esporte na qualidade de vida dos participantes do estudo 4) apontar quais os benef&iacute;cios  			que o conceito de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (DS) trouxe ou trar&aacute; para sua vida; e 5) mostrar qual &eacute; o papel do deficiente visual nas discuss&otilde;es sobre o  			DS. Por&eacute;m, neste artigo, exclu&iacute;mos a tem&aacute;tica do desenvolvimento sustent&aacute;vel. 		</p> 		 		    <p> 			Seus requisitos foram elaborados de acordo com v&aacute;rios autores (Bogdan &amp; Birklen, 1994; Ghiglione &amp; Matalon, 2001; Quivy &amp; Campenhoudt, 1998;  			Ruquoy, 2005). Para aprimoramento do gui&atilde;o da entrevista Pereira (2008) realizou um estudo piloto com dois alunos atletas do IBC, que participaram do  			Campeonato Brasileiro de Futebol 5 em Campina Grande - Para&iacute;ba. 		</p> 		 		    <p> 			Ap&oacute;s este processo procedemos a determinados ajustamentos. Verificado que n&atilde;o havia mais d&uacute;vidas sobre o que se pretendia, elaborou-se a vers&atilde;o final da  			entrevista. Antes da sua aplica&ccedil;&atilde;o aos sujeitos do estudo, o gui&atilde;o da entrevista foi submetido a um grupo de professores do ensino superior, habituados a  			lidar com este tipo de instrumento, que o sancionou. A entrevista foi ent&atilde;o aplicada aos dez atletas, participantes da pesquisa (Pereira, 2008). 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Procedimentos</b></p> 		 		    <p> 			Para ordenar os procedimentos metodol&oacute;gicos adotados na presente investiga&ccedil;&atilde;o, utilizou-se as orienta&ccedil;&otilde;es de Alves-Mazzotti e Gewandsznajder (2004), Flick  			(2005) e Thomassim (2007). Nesse sentido, as entrevistas foram feitas no ambiente de treinamento dos entrevistados, compreendendo gin&aacute;sios, piscinas, pistas  			de atletismo, mas de forma reservada para n&atilde;o sofrer nenhum tipo de influ&ecirc;ncia externa e ao final de seus treinamentos. 		</p> 		 		    <p> 			Para maior confiabilidade do estudo, foram seguidas as sugest&otilde;es de Alves-Mazzotti e Gewandsznajder (2004) e Thomassim (2007) no que diz respeito ao  			esclarecimento das inclina&ccedil;&otilde;es do pesquisador e a verifica&ccedil;&atilde;o dos participantes. O estudo seguiu a Resolu&ccedil;&atilde;o 196/96 do Conselho Nacional de Sa&uacute;de do Brasil  			que informa sobre as diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. Considerando o deficiente visual independente e capaz, em  			v&aacute;rios aspectos da vida cotidiana, o termo de consentimento livre e esclarecido foi confeccionado em Braille, para maior independ&ecirc;ncia dos entrevistados. 		</p> 		 		    <p> 			Todas as entrevistas foram gravadas com a devida autoriza&ccedil;&atilde;o no ambiente do treinamento espec&iacute;fico de cada atleta, sendo transcritas e lidas a posteriori  			aos entrevistados, que pouco as modificaram. A transcri&ccedil;&atilde;o dessas entrevistas constituiu o corpus de an&aacute;lise deste estudo.  		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			A t&eacute;cnica de tratamento das informa&ccedil;&otilde;es foi a “An&aacute;lise de Conte&uacute;do” atrav&eacute;s das entrevistas, classificadas em categorias, seguindo as orienta&ccedil;&otilde;es de Minayo,  			Deslandes, Neto, e Gomes (2002) de formular categorias iniciais antes do trabalho de campo e reformul&aacute;-las na fase de coleta e an&aacute;lise dos dados.  		</p> 		 		    <p> 			Para formular as categorias utilizamos primeiro a an&aacute;lise cross-question, que analisa cada entrevista individualmente provendo ao pesquisador uma ideia da  			complexidade de cada entrevista. Ap&oacute;s essa etapa, utilizamos a an&aacute;lise cross-interview, visando comparar as entrevistas para encontrar as similaridades e  			diferen&ccedil;as entre as respostas dos entrevistados (Mayring, 1994, citado por Schilling, 2006). 		</p> 		 		    <p> 			A redu&ccedil;&atilde;o dos dados tamb&eacute;m chamada de condensa&ccedil;&atilde;o dos dados &eacute; uma forma de an&aacute;lise que separa, seleciona, sintetiza e organiza. A exposi&ccedil;&atilde;o dos dados  			consiste em organizar de uma forma compacta um conjunto de informa&ccedil;&otilde;es (Miles &amp; Huberman, 1994). Com esses dois princ&iacute;pios foi criado um quadro com  			categorias e sub-categorias, que serviu para visualizar o conjunto de resultados da pesquisa, dos quais para esse artigo selecionamos tr&ecirc;s sub-categorias.  		</p> 		 		    <p> 			Ao analisarmos as entrevistas efetuadas aos atletas cegos, as ideias que encontramos presentes de uma forma bem clara, s&atilde;o &laquo;a import&acirc;ncia do esporte&raquo;, &laquo;o  			esporte e a orienta&ccedil;&atilde;o e mobilidade&raquo; e &laquo;a vida antes e depois de ser atleta&raquo;. Estas ideias ou mensagens transparecem em muitas das “falas” dos entrevistados  			emergindo assim como categorias decisivas deste estudo. Estas, no seu conjunto, definem o quadro de preocupa&ccedil;&otilde;es, valores e atitudes que configuram a  			inclus&atilde;o social destes atletas. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>RESULTADOS E DISCUSS&Atilde;O</b></p> 		 		    <p><b>A import&acirc;ncia do esporte </b></p> 		 		    <p> 			Para melhor entendimento sobre o estudo, investigou-se a import&acirc;ncia do desporto na vida dos atletas cegos de alto rendimento do IBC, partindo, da&iacute;, para  			outros questionamentos. Todos deram grande relev&acirc;ncia a pr&aacute;tica esportiva, confirmando alguns estudos (Guaragna et al., 2005; Ruquoy, 2005; Vieira, 2006). O  			entrevistado 1 falou da seguinte forma: 		</p> 		 		    <p> 			“a pr&aacute;tica esportiva melhorou o meu desenvolvimento psicol&oacute;gico, meu desenvolvimento intelectual, meu desenvolvimento de percep&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;o, enfim todas as  			minhas faculdades, sejam elas f&iacute;sicas ou mentais”.  		</p> 		 		    <p> 			Os entrevistados 2 e 3 foram apontaram para outro benef&iacute;cio da pr&aacute;tica esportiva, a orienta&ccedil;&atilde;o e mobilidade. O seu exerc&iacute;cio facilita a “independ&ecirc;ncia” da  			pessoa cega na sua rotina di&aacute;ria nos locais de sua conviv&ecirc;ncia. 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			T&atilde;o importante quanto a locomo&ccedil;&atilde;o facilitada, foi a declara&ccedil;&atilde;o do entrevistado 3 sobre a contribui&ccedil;&atilde;o do esporte para melhoria do relacionamento  			interpessoal, frisando: “o esporte nos ensina no dia a dia, como lidar com as pessoas. A gente acaba conhecendo muita gente e sabendo lidar com as mais  			diversas pessoas”.  		</p> 		 		    <p> 			A declara&ccedil;&atilde;o do entrevistado 5 mostrou um exemplo de supera&ccedil;&atilde;o. Este entrevistado ficou cego na fase adulta, atrav&eacute;s de um acidente automobil&iacute;stico e teve  			que reeducar sua vida com aus&ecirc;ncia da vis&atilde;o. Com bastante afinidade neste assunto Labronici et al. (2000), comenta que a pr&aacute;tica esportiva direciona para  			uma melhor integra&ccedil;&atilde;o social e melhor aceita&ccedil;&atilde;o da defici&ecirc;ncia.  		</p> 		 		    <p> 			Ele declara o esporte oportunizando-o a situa&ccedil;&otilde;es que quando era normovisual nunca imaginou em realizar. Ele descreve: 		</p> 		 		    <p> 			“o esporte deu um incentivo para lutar por aquilo que eu desejo; por tra&ccedil;ar metas a serem alcan&ccedil;adas efetivamente e lutar por aquilo que eu sonho. Quando  			n&oacute;s fomos inseridos no contexto de competi&ccedil;&otilde;es, voc&ecirc; consegue obter vit&oacute;rias e conquistas, percebendo que &eacute; capaz de al&ccedil;ar v&ocirc;os mais altos, vislumbrando  			novos desafios que se tornar&atilde;o conquistas no futuro. Para pessoas portadoras de defici&ecirc;ncia visual foi muito importante eu me inserir no contexto esportivo,  			isso me fez ver a vida com outros olhos, sem trocadilhos, mas foi um recome&ccedil;o de um modo geral. A partir da&iacute;, eu comecei a evoluir como pessoa, como cidad&atilde;o  			e como ser humano tamb&eacute;m.” 		</p> 		 		    <p> 			Os entrevistados 6, 8, 9 e 10 responsabilizam o esporte como principal respons&aacute;vel para melhoria da auto-estima, como nos estudos de Guaragna et al. (2005),  			Labronici et al. (2000) e Rechineli et al. (2008).  		</p> 		 		    <p> 			No depoimento do entrevistado 6 declara ter sido um menino amedrontado por ficar cego e conseq&uuml;entemente diferente de todos os outros da sua vizinhan&ccedil;a.  			Atrav&eacute;s do esporte ele aprendeu a aceitar a aus&ecirc;ncia da vis&atilde;o, realizando seus sonhos infantis. Ele narra assim:  		</p> 		 		    <p> 			“O esporte ajuda na auto-estima. Quando eu me vi cego [...] fiquei muito triste e era muito pequeno. Eu n&atilde;o conseguia entender porque as pessoas enxergavam  			e eu n&atilde;o. Aquele medo de voc&ecirc; ser o &uacute;nico diferente do mundo. Estudando no Benjamin (IBC) passei a conhecer o esporte, percebendo que eu n&atilde;o s&oacute; poderia ser  			feliz, como &uacute;til. [...] com o treinamento passei a competir concretizando a afirmativa que o esporte abriu as portas para mim.” 		</p> 		 		    <p> 			O entrevistado 7 correlaciona a pr&aacute;tica do esporte como motivador e disciplinador de suas a&ccedil;&otilde;es em sua vida. Relata que atrav&eacute;s da disciplina dos  			treinamentos, o esporte conscientiza o atleta a respeitar o pr&oacute;ximo, a conquistar os seus sonhos e interagir com o pr&oacute;ximo. Para Quint&atilde;o (2005), a sociedade  			percebe na pessoa deficiente o sin&ocirc;nimo de incapaz, o que pouco percebemos &eacute; que todos n&oacute;s somos imperfeitos. Tal como nos diz Bento (2004, p.85),  			“chamam-lhes deficientes e, ao diz&ecirc;-los assim, julgam-se normais os que o n&atilde;o s&atilde;o. Mas n&atilde;o. S&atilde;o atletas e homens especiais. Porque deficientes somos todos  			n&oacute;s”.  		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>O esporte e a orienta&ccedil;&atilde;o e mobilidade</b></p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			A pesquisa investigou a quest&atilde;o do esporte como contribui&ccedil;&atilde;o para “independ&ecirc;ncia” do cego, tendo a orienta&ccedil;&atilde;o e mobilidade como uma meta a ser alcan&ccedil;ada.  			Desta forma, perguntou-se se o esporte possibilita a melhoria da orienta&ccedil;&atilde;o e mobilidade, sendo esta uma condi&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica para independ&ecirc;ncia nos ambientes em  			que transita. A resposta foi un&acirc;nime em afirmar grandes melhorias.  		</p> 		 		    <p> 			O entrevistado 1 acrescentou que atrav&eacute;s da pr&aacute;tica esportiva de alto rendimento melhorou a sua orienta&ccedil;&atilde;o e mobilidade, possibilitando melhor dom&iacute;nio sobre  			seu corpo. Ele afirmou que a partir desta pr&aacute;tica, conheceu melhor suas limita&ccedil;&otilde;es e conseguiu acompanhar suas progress&otilde;es funcionais. Finalizou a  			declara&ccedil;&atilde;o, dizendo:  		</p> 		 		    <p> 			“se eu tenho a capacidade de jogar bola, de pular em uma piscina e correr numa pista de atletismo, eu tenho totalmente a capacidade de sair numa rua e  			chegar a um lugar que eu quero chegar, sozinho ou com o m&iacute;nimo de ajuda poss&iacute;vel; isso gra&ccedil;as ao esporte”.  		</p> 		 		    <p> 			Dando a mesma import&acirc;ncia a pr&aacute;tica esportiva o entrevistado 2 declarou que nunca precisou fazer uma aula de orienta&ccedil;&atilde;o e mobilidade, pois a pr&aacute;tica  			esportiva lhe proporcionou esta habilidade, contribuindo para sua independ&ecirc;ncia. Citou como exemplo o atravessar a rua e descreveu:  		</p> 		 		    <p> 			“as travessias s&atilde;o movimentadas, e &eacute; &oacute;bvio que as pessoas avan&ccedil;am em grupos numerosos, n&atilde;o permitindo que os carros avancem o sinal; ent&atilde;o, pela audi&ccedil;&atilde;o e  			por tudo que a gente desenvolve no esporte, atravessamos numa boa a rua, at&eacute; sem ter uma pessoa diretamente nos auxiliando, e isso &eacute; uma forma de  			independ&ecirc;ncia”. 		</p> 		 		    <p> 			O entrevistado 8 deixou bem claro a melhoria da sua orienta&ccedil;&atilde;o e mobilidade, sendo muito enf&aacute;tico na contribui&ccedil;&atilde;o do esporte nesta aquisi&ccedil;&atilde;o pessoal, a  			independ&ecirc;ncia parcial de sua locomo&ccedil;&atilde;o, relatando: 		</p> 		 		    <p> 			“O esporte me proporcionou inicialmente a independ&ecirc;ncia. Porque sa&iacute;mos da ‘saia da m&atilde;e’ para voc&ecirc; fazer as coisas sozinho. [...] e no esporte, eu comecei a  			desenvolver a motricidade, o intercambio, a independ&ecirc;ncia e at&eacute; a melhorar a minha auto-estima [...] atrav&eacute;s das competi&ccedil;&otilde;es esportivas, percebia que  			existia outros cegos que eram independentes e certamente eu me cobrava para ser como eles. Essa experi&ecirc;ncia de perceber que existem outros cegos que s&atilde;o  			independentes, trabalhando, tendo suas fam&iacute;lias e felizes, certamente foi um marco em minha vida, que o esporte proporcionou.” 		</p> 		 		    <p> 			O entrevistado 9 conseguiu distinguir o seu estado sedent&aacute;rio antes da pr&aacute;tica esportiva. A partir dos treinamentos, ele afirmou ter melhorado a qualidade  			de vida, a independ&ecirc;ncia, a auto-estima e a orienta&ccedil;&atilde;o e mobilidade; talvez o mais importante foi a perda do medo em solicitar informa&ccedil;&otilde;es e ajuda. Neste  			trecho de sua entrevista ele descreveu: 		</p> 		 		    <p> 			“com os treinamentos eu achei que comecei a ter uma qualidade de vida melhor, mais animado, mais independente, inclusive na melhoria da minha orienta&ccedil;&atilde;o e  			mobilidade, sendo esta essencial para o meu deslocamento nas ruas do Rio de Janeiro. [...] Pelo esporte ser disciplinador voc&ecirc; acaba transferindo para seu  			dia a dia facilitando a execu&ccedil;&atilde;o de nossas tarefas. No nosso caso especifico, quando come&ccedil;amos a andar sozinhos, existe uma certa restri&ccedil;&atilde;o em pedir ajuda e  			o esporte ensina a viver em conjunto, ajudando uns aos outros, quebrando esta dificuldade gerada atrav&eacute;s da inibi&ccedil;&atilde;o, solucionada muitas vezes em solicitar  			uma informa&ccedil;&atilde;o no ponto do &ocirc;nibus, o que antes esper&aacute;vamos que algu&eacute;m prestasse este atendimento.” 		</p> 		 		    <p> 			Autores como DePauw e Gavron (2005), Guaragna et al. (2005), Lieberman (2005), Nuernberg (2008), Rechineli et al. (2008) e Vieira (1998) reconhecem estas  			dificuldades e sugerem a pr&aacute;tica esportiva como meio dinamizador de v&aacute;rios benef&iacute;cios para o cego. 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		    <p><b>A vida antes e depois de ser atleta</b></p> 		 		    <p> 			Sobre a diferen&ccedil;a entre antes e depois de serem atletas de alto rendimento, todos enfatizaram a quest&atilde;o das melhorias individuais como a locomo&ccedil;&atilde;o, a  			orienta&ccedil;&atilde;o e ao fator cognitivo, o que os tornou mais ativos.  		</p> 		 		    <p> 			O entrevistado 1 fez uma proje&ccedil;&atilde;o do que seria sua vida se n&atilde;o fosse atleta: “eu acho que eu teria que desenvolver outras formas para ter os &ecirc;xitos que eu  			tive praticando o esporte; a partir da&iacute;, eu n&atilde;o sei, teria uma vida sedent&aacute;ria”.  		</p> 		 		    <p> 			Quando Vygotski (Nuernberg, 2008) comenta em seus textos que o deficiente visual deve buscar outras alternativas para compensar a aus&ecirc;ncia da vis&atilde;o, vem de  			encontro a esta declara&ccedil;&atilde;o, em que busca alternativas para normatizar sua conviv&ecirc;ncia. 		</p> 		 		    <p> 			O entrevistado 2, confunde a vida antes e depois de ser atleta, com a vida antes e depois de ser alfabetizado no IBC. Mas, apesar da transfer&ecirc;ncia de foco,  			aponta para um detalhe muito importante, que o esporte de alto rendimento o fez participar muito mais, n&atilde;o s&oacute; entre os deficientes visuais, mas com todas as  			pessoas do meio em que vive.  		</p> 		 		    <p> 			O entrevistado 3 detectou a diferen&ccedil;a, entre antes e depois de ser atleta, por sua inclus&atilde;o nos grupos sociais pelos lugares por onde competiu, melhorando  			sua rela&ccedil;&atilde;o interpessoal.  		</p> 		 		    <p> 			O entrevistado 4 teve a percep&ccedil;&atilde;o clara a respeito desta quest&atilde;o, determinando precisamente seu comportamento antes e depois do treinamento de alto  			rendimento, declarando: 		</p> 		 		    <p> 			“eu tenho o esporte como uma linha de refer&ecirc;ncia, onde antes dele eu tinha um comportamento mais retra&iacute;do, e depois da pr&aacute;tica esportiva, das viagens das  			competi&ccedil;&otilde;es e do meu conv&iacute;vio com outras pessoas de outras culturas, eu pude me tornar mais descontra&iacute;do na minha rela&ccedil;&atilde;o com outras pessoas; por esta raz&atilde;o  			eu afirmo que o esporte me possibilitou um relacionamento melhor com as pessoas.” 		</p> 		 		    <p> 			Cavalcante e Minayo (2009) e Fran&ccedil;a e Pagliuca (2009) em suas investiga&ccedil;&otilde;es sobre os desafios de pessoas deficientes, apresentam como um deles o  			reconhecimento como cidad&atilde;o, e sugerem que os &oacute;rg&atilde;os governamentais tenham o m&iacute;nimo de conviv&ecirc;ncia com esses grupos para implementar a&ccedil;&otilde;es mais efetivas  			para inclus&atilde;o. &Eacute; certo que, se o deficiente n&atilde;o se impor, reclamar, reivindicar, dif&iacute;cil ser&aacute; escut&aacute;-los. Neste depoimento percebece a import&acirc;ncia da  			pr&aacute;tica esportiva na melhoria da auto estima e confian&ccedil;a, resultando no melhor conv&iacute;vio social. 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			Assim como os entrevistados 4 e 7, o entrevistado 5 &eacute; o caso da perda da vis&atilde;o na fase adulta. O entrevistado descreve: 		</p> 		 		    <p> 			“antes eu tinha uma vida sem sonhos a realizar, estando satisfeito no patamar em que me encontrava. Com a perda da vis&atilde;o, eu entrei no IBC e comecei a fazer  			um trabalho de reabilita&ccedil;&atilde;o, o qual me trouxe a pr&aacute;tica esportiva e a partir da&iacute; comecei a enxergar novos horizontes e a busc&aacute;-los. Eu sa&iacute; de um n&iacute;vel do  			terceiro ano prim&aacute;rio incompleto e depois de cego, a&iacute; j&aacute; esportista, completei o primeiro grau, o segundo grau e hoje estou prestes a concluir o terceiro  			grau em Direito. Isso tudo motivado pela pr&aacute;tica esportiva.” 		</p> 		 		    <p> 			Os entrevistados 6 e 10 declararam um benef&iacute;cio muito consistente: o esporte como inibidor do medo. Este medo &eacute; relatado por eles no momento da perda da  			vis&atilde;o, quando ainda eram crian&ccedil;as, sendo trabalhado com a pr&aacute;tica esportiva. Labronici et al. (2000) e Rechineli et al. (2008) constatam esta mudan&ccedil;a em  			seus estudos. Rechineli et al. (2008) descreve outros fatores ben&eacute;ficos da pr&aacute;tica esportiva como a independ&ecirc;ncia, a concentra&ccedil;&atilde;o, a integra&ccedil;&atilde;o social, a  			vida mais ativa e o respeito &agrave;s regras comunit&aacute;rias. O entrevistado 6 explica assim esta tem&aacute;tica:  		</p> 		 		    <p> 			“Eu acho que a palavra chave &eacute; o medo. O medo n&atilde;o existe mais. Eu hoje sou inserido na sociedade como um cidad&atilde;o sem medo. N&atilde;o sei se todo o deficiente, mas  			eu quando fiquei deficiente tinha muito medo de chegar nas pessoas; n&atilde;o tinha id&eacute;ia como elas iam me receber. Naquele instante eu me achava in&uacute;til. No  			momento que voc&ecirc; percebe que est&aacute; praticando esporte, sendo t&atilde;o bom quanto as pessoas que enxergam, no seu desporto, voc&ecirc; come&ccedil;a a perceber que voc&ecirc; tamb&eacute;m  			&eacute; bom, perdendo o medo de todos e chegando a conclus&atilde;o que todos s&atilde;o iguais a minha pessoa, mudando radicalmente a minha vida.” 		</p> 		 		    <p> 			O entrevistado 8 refor&ccedil;a a condi&ccedil;&atilde;o de independente, aprendida atrav&eacute;s dos treinamentos, deixando bem claro a sua import&acirc;ncia, assim como um marco em sua  			vida. Ele diz: 		</p> 		 		    <p> 			“o divisor de &aacute;guas foi ficar independente atrav&eacute;s do esporte. Eu tinha uma depend&ecirc;ncia muito grande com minha fam&iacute;lia [...] com 14 anos, quando eu comecei  			a treinar com mais afinco, dispensei todo esse aux&iacute;lio, o que me deu autoconfian&ccedil;a [...] refletindo em todas as minhas tarefas do dia. E tudo isso eu devo  			ao esporte, porque se eu conseguia vencer dentro da quadra eu conseguiria tamb&eacute;m vencer na vida, melhorando muito a minha auto-estima.” 		</p> 		 		    <p> 			Estas afirma&ccedil;&otilde;es confirmam as indica&ccedil;&otilde;es de autores como Cavalcante e Minayo (2009), DePauw e Gavron (2005), Fran&ccedil;a e Pagliuca (2009), Guaragna et al.  			(2005), Labronici et al. (2000), Lieberman (2005), Rechineli et al. (2008) e Vieira (2006), sobre as quest&otilde;es voltadas para integra&ccedil;&atilde;o social do deficiente  			a partir da melhoria da auto estima e a pr&aacute;tica esportiva leva a obten&ccedil;&atilde;o desta finalidade. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p> 		 		    <p> 			Esta investiga&ccedil;&atilde;o, conclui que o esporte de alto rendimento contribui para o atleta cego estar inclu&iacute;do socialmente. Suas entrevistas nos asseguram o  			preconceito existente em suas vidas, mas minorizadas com o exerc&iacute;cio da pr&aacute;tica esportiva. 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			Constatou-se que a pr&aacute;tica do esporte de alto rendimento foi um instrumento importante no cotidiano dos atletas do IBC, resultando na melhoria da auto  			estima e na motiva&ccedil;&atilde;o, conseq&uuml;entemente em outras virtudes estimuladas e aprendidas, facilitando a inser&ccedil;&atilde;o social. 		</p> 		 		    <p> 			A presente investiga&ccedil;&atilde;o mostra a efici&ecirc;ncia e n&atilde;o a defici&ecirc;ncia, oportuniza a igualdade e a aceita&ccedil;&atilde;o entre todos, permite referenciar a independ&ecirc;ncia  			parcial do cego, tendo como objetivo maior o exerc&iacute;cio da cidadania. Para maior reflex&atilde;o e alerta, esta investiga&ccedil;&atilde;o sugere maior aten&ccedil;&atilde;o para todos os  			segmentos negligenciados socialmente nas quest&otilde;es de justi&ccedil;a social, direitos e respeito &agrave;s resolu&ccedil;&otilde;es surgidas de seus pr&oacute;prios representantes. Alertamos  			ainda, que de forma alguma responsabilizamos o esporte como o &uacute;nico instrumento de acesso &agrave; inclus&atilde;o social dos cegos, mas apenas como um dos meios.  		</p> 		 		    <p> 			Esta investiga&ccedil;&atilde;o recomenda pesquisas voltadas para inclus&atilde;o deste segmento, oportunizando os deficientes a expor suas problem&aacute;ticas, dando voz ao segmento,  			enfim, legitimar o deficiente como cidad&atilde;o. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Alves-Mazzotti, A. J., &amp; Gewandsznajder, F. (2004). <i>O m&eacute;todo nas Ci&ecirc;ncias Naturais e Sociais: Pesquisa qualitativa e quantitativa</i>. S&atilde;o Paulo:  			Thompson.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1646-107X201300020001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Bento, J. (2004). <i>Desporto. Discurso e Subst&acirc;ncia</i>. Porto: Campo das Letras, Ed. S.A.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1646-107X201300020001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Bodas, A., L&aacute;zaro, J., &amp; Fernandes, H. (2007). Perfil psicol&oacute;gico de presta&ccedil;&atilde;o dos atletas paral&iacute;mpicos Atenas 2007. <i>Motricidade, 3</i>(3), 33-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1646-107X201300020001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Bogdan, R., &amp; Birklen, S. (1994). I<i>nvestiga&ccedil;&atilde;o qualitativa em educa&ccedil;&atilde;o. Uma introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; teoria e aos m&eacute;todos</i>. Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S1646-107X201300020001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Brancatti, P. R., Viana, E. S., &amp; Vilela, R. C. A. (2001). <i>Atividade motora adaptada para pessoas deficientes visuais</i>. Paran&aacute;: Universidade  			Estadual de Londrina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S1646-107X201300020001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Sherrill, C. (1986). <i>Sport and Disabled Athetics</i> (pp.181-187). Champaign: Human Kinetics.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1646-107X201300020001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Brasile, F. M. (1990). Wheelchair sports: A new perspective on integracion. <i>Adapted Physical Activity Quarterly, </i><i>7</i>, 3-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1646-107X201300020001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Cavalcante, F. G., &amp; Minayo M. C. S. (2009). Social representations of rights and violence in the disability field. <i>Revista Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de  			Coletiva, 1</i>, 38-47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1646-107X201300020001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Cratty, J. B., &amp; Theresa, A. S. (1984). <i>La imagen corporal de los ni&ntilde;os ciegos</i>. Cordoba - Argentina: International Council for Education of the  			Visually Hadicapped.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S1646-107X201300020001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Creswell, J. (1994). <i>Research design</i>. Qualitative &amp; quantitative approaches. London: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S1646-107X201300020001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Denzin, N., &amp; Lincon, Y. (Eds). (2000). <i>Handbook of Qualitative Research</i> (2nd ed.). London: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S1646-107X201300020001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			DePauw, K., &amp; Gavron, S. (2005). <i>Disability sport</i> (2nd Edition). Champaign: Human Kinetics.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S1646-107X201300020001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Flick, U. (2005). <i>M&eacute;todos qualitativos na investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica</i>. Lisboa: Monitor – Projectos e Edi&ccedil;&otilde;es.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S1646-107X201300020001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Fran&ccedil;a, I. S. X., &amp; Pagliuca, L. M. F.(2009). Social inclusion of disable people: Achievements, challenges and implications for the nursing area. <i> 			Revista da Escola de Enfermagem da USP, 2</i>, 16-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S1646-107X201300020001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Franco, J. R. (2001). I<i>nterven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica no processo de reabilita&ccedil;&atilde;o de adolescentes e adultos com defici&ecirc;ncia visual</i>. Paran&aacute;: Universidade  			Estadual de Londrina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S1646-107X201300020001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Garcia, R., &amp; Lemos, K. (2005). <i>Temas (quase &eacute;ticos) de Desporto</i>. Belo Horizonte: Casa da Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S1646-107X201300020001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Ghiglione, R., &amp; Matalon, B. (2001). <i>O Inqu&eacute;rito. Teoria e pr&aacute;tica</i> (4&ordf;ed.). Oeiras: Celta Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S1646-107X201300020001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Guaragna, M. M., Pick, R. K., &amp; Valentini, N. C. (2005). Percep&ccedil;&atilde;o de pais e professores da influencia de um programa motor inclusivo no comportamento  			social de crian&ccedil;as portadoras e n&atilde;o-portadoras de necessidades especiais. <i>Revista Movimento, 1</i>, 89-117.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S1646-107X201300020001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Hamel, R. (1992). Guetting into the game: New opportunities for athetes with disabilities. <i>The Physician and Sportsmedicine, 20</i>, 121.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S1646-107X201300020001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Labronici, R. H., Cunha, M. C., Oliveira, A. S., &amp; Gabbai A. A. (2000). Esporte como fator de Integra&ccedil;&atilde;o do deficiente f&iacute;sico na sociedade. <i>Revista  			Arquivos de Neuro-Psiquiatria, 2</i>, 46-55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S1646-107X201300020001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Lieberman, L. (2005). Visual impairments. In J. Winnick (Ed.), <i>Adapted Physical Education and Sport</i> (4th edition, pp. 205-220). Champaign:  Human  			Kinetics.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S1646-107X201300020001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Maciel, M. R. C. (2001). Portadores de defici&ecirc;ncia a quest&atilde;o da inclus&atilde;o social, <i>Revista S&atilde;o Paulo em Perspectiva, 3</i>, 15-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S1646-107X201300020001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Marques, U., Castro, J. A. M. , &amp; Silva, M. A. (2001). Actividade f&iacute;sica adaptada: Uma vis&atilde;o cr&iacute;tica. <i>Revista Portuguesa de Ci&ecirc;ncias do Desporto,  			1</i>(1), 73-79.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S1646-107X201300020001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Mart&iacute;n, M. B., &amp; Bueno, S. T. (1997). Defici&ecirc;ncia visual e ac&ccedil;&atilde;o educativa. In R. Bautista (Ed.), <i>Necessidades Educativas Especiais</i> (pp.  			317-347). Lisboa: Ed. Dinalivro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S1646-107X201300020001000024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Miles, M. B., &amp; Huberman, A. M. (1994). <i>Qualitative data analysis: an expanded sourcebook</i> (2nd ed.). Thousand Oaks: SAGE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S1646-107X201300020001000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Minayo, M. C. S., Deslandes, S. F., Neto, O. C., &amp; Gomes, R. (2002). <i>Pesquisa social</i>. Petr&oacute;polis – RJ:Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S1646-107X201300020001000026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Monteiro, A. S. L. S. (1999). <i>An&aacute;lise da postura e defici&ecirc;ncia visual: influ&ecirc;ncia da atividade f&iacute;sica organizada de forma regular e sistematizada na  			postura do deficiente visual cong&ecirc;nito</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S1646-107X201300020001000027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Neto, O. C. (2002). O trabalho de campo como descoberta e cria&ccedil;&atilde;o. In M. Minayo, S. Deslandes &amp; O. Neto (Eds.), <i>Pesquisa qualitativa</i> (pp. 36-55).  			Petr&oacute;polis: Ed. Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S1646-107X201300020001000028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Nixon, H. L. (1989). Integracion of disabled people in mainstream sports: Case study of a partially sighted child. <i>Adapted Physical Activity Quarterly, 6 			</i>, 17-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S1646-107X201300020001000029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Nuernberg, A. H. (2008). Vygotski’s contributions for the education of visually disabled people. <i>Revista Psicologia em Estudo, 2</i>, 23-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S1646-107X201300020001000030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Pereira, R. (2008). <i>A contribui&ccedil;&atilde;o do esporte como meio de inclus&atilde;o dos deficientes visuais nas discuss&otilde;es sobre o Desenvolvimento Sustent&aacute;vel</i>.  			Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade Salgado de Oliveira – UNIVERSO, Rio de Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S1646-107X201300020001000031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Quint&atilde;o, D. T. R. (2005). Algumas reflex&otilde;es sobre a pessoa portadora de defici&ecirc;ncia e sua rela&ccedil;&atilde;o com o social. <i>Revista Psicologia &amp; Sociedade, 2</i> 			, 25-48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S1646-107X201300020001000032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Quivy, R., &amp; Campenhoudt, L. (1998). <i>Manual de investiga&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias Sociais</i> (2&ordf; ed.). Lisboa: Gradiva.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000192&pid=S1646-107X201300020001000033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Ribeiro, E. P. (2003). <i>A influ&ecirc;ncia da atividade f&iacute;sica nos n&iacute;veis de depress&atilde;o e ansiedade dos portadores de cegueira adquirida</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de  			Mestrado, Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S1646-107X201300020001000034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Rechineli, A., Porto, E. T. R., &amp; Moreira, W. W. (2008). Corpos deficientes, eficientes e diferentes: Uma vis&atilde;o a partir da Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica. <i>Revista  			Brasileira de Educa&ccedil;&atilde;o Especial, 14</i>(2), 45-59.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000196&pid=S1646-107X201300020001000035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Ruquoy, D. (2005). Situa&ccedil;&atilde;o de entrevista e estrat&eacute;gia do entrevistador. In C. Albarello, J. Hiernaux, C. Maroy, D. Ruquoy, &amp; P. Saint-Georges (Eds.),  			<i>Pr&aacute;ticas e m&eacute;todos de investiga&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias Sociais</i> (2&ordf; Ed., pp. 84-116). Lisboa: Gradiva – Publica&ccedil;&otilde;es Lda.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000198&pid=S1646-107X201300020001000036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Schilling, J. (2006). On the Pragamatics of Qualitative Assessment. Designing the Process of Content Analysis. <i>European Journal of Psychological  			Assessment, 22</i>(1), 28-37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000200&pid=S1646-107X201300020001000037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Strauss, A., &amp; Corbin, J. (1998). <i>Basics of qualitative research. Techniques and procedures for developing grounded theory</i> (2nd Ed.). London:  			Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000202&pid=S1646-107X201300020001000038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Vieira, C. S. (1998). <i>Influ&ecirc;ncia da pr&aacute;tica do jud&ocirc; no comportamento ansioso de adolescentes deficientes</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade  			Estadual do Rio de Janeiro, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000204&pid=S1646-107X201300020001000039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Vieira, C. S. (2006). <i>Alunos cegos egressos do Instituto Benjamin Constant (IBC) no per&iacute;odo de 1985 a 1990 e sua inser&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria</i>. Tese de  			Doutorado, Instituto Fernandes Figueira - FIOCRUZ, Rio de Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000206&pid=S1646-107X201300020001000040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Thomassim, L. E. C. (2007). Os sentidos da exclus&atilde;o na bibliografia da Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica brasileira. <i>Revista Movimento, 2</i>, 58-69.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000208&pid=S1646-107X201300020001000041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			West, J. 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(2008). <i>Social issues in sport</i>. Champaign: Human Kinetics.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000214&pid=S1646-107X201300020001000044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p> 			<i><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para Correspond&ecirc;ncia:</a><a name="c0"></a></i> 			Antonino Pereira, Escola Superior de Educa&ccedil;&atilde;o de Viseu, Rua Maximiano Arag&atilde;o, 3504-501 Viseu, Portugal. 			<i>	E-mail:</i> <a href="mailto:apereira@esev.ipv.pt">apereira@esev.ipv.pt</a> 		</p>  		    <p>&nbsp;</p> 		    <p>Submetido: 24.01.2012   &brvbar;   Aceite: 24.08.2012</p>		 	     ]]></body><back>
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