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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Imagem corporal em mulheres submetidas à cirurgia bariátrica: Interações socioculturais]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Listed as a global epidemic obesity is being treated through bariatric surgery, that is a more invasive method, however, considered the most efficient. Thus, this study aimed to investigate socio-cultural aspects and their impact on body image of women who underwent bariatric surgery in pre and post-surgery periods. We interviewed 20 women who underwent gastroplasty for at least one year in the Service Control Hypertension Diabetes and Obesity (SCHDO). Data were analyzed from a qualitative perspective and submitted to Content Analysis. The interaction between body image and socio-cultural context were configured in the follow categories: discrimination, perception of other’s gaze before and after surgery, and own body´s perception before and after surgery. It was found that body image was drawn from the environment that the research group had lived. The external environment has provided to the subjects some feelings such as body inadequacy, sadness, social exclusion and inferiority, resulting in a negative self-concept. These feelings were minimized after bariatric surgery, providing to the group a positive self-concept, due to a greater social inclusion.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  		    <p> 			<b>Imagem corporal em mulheres submetidas &agrave; cirurgia bari&aacute;trica: Intera&ccedil;&otilde;es socioculturais</b> 		</p> 		    <p> 			<b>Body image in women undergone bariatric surgery: Sociocultural interactions</b> 		</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		 		    <p> 			<b> 				M.R. Castro<sup>I</sup>,  				V.N. Ferreira<sup>I</sup>,  				R.C. Chinelato<sup>I</sup>,  				M.E. Ferreira<sup>I</sup> 			</b> 		</p> 		 		    <p> 			<sup>I</sup> Universidade Federal de Juiz de Fora, Brasil.<br /> 		</p> 		 		    <p><i><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></i></p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>RESUMO</b></p> 		 		    <p> 			Apontada como epidemia global a obesidade vem sendo tratada atrav&eacute;s da cirurgia bari&aacute;trica, m&eacute;todo invasivo, por&eacute;m, considerado o mais eficiente.  			Objetivou-se investigar aspectos socioculturais e seu impacto sobre a imagem corporal de mulheres submetidas &agrave; cirurgia bari&aacute;trica nos per&iacute;odos pr&eacute; e  			p&oacute;s-cir&uacute;rgico. Foram entrevistadas 20 mulheres submetidas &agrave; gastroplastia h&aacute; pelo menos um ano no Servi&ccedil;o de Controle de Hipertens&atilde;o Diabetes e Obesidade  			(SCHDO). Os dados foram analisados sob a perspectiva qualitativa e submetidos &agrave; An&aacute;lise de Conte&uacute;do. A intera&ccedil;&atilde;o entre o contexto sociocultural e imagem  			corporal configurou-se nas categorias: discrimina&ccedil;&atilde;o, percep&ccedil;&atilde;o do olhar do outro antes e ap&oacute;s cirurgia, e percep&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio corpo antes e ap&oacute;s  			cirurgia. Constatou-se que a imagem corporal foi elaborada a partir do meio em que viveu o grupo pesquisado. O meio externo propiciou ao sujeito  			sentimentos de inadequa&ccedil;&atilde;o corporal, tristeza, exclus&atilde;o social e inferioridade, resultando em autoconceito negativo. Tais sentimentos foram amenizados ap&oacute;s  			a cirurgia bari&aacute;trica proporcionando ao grupo autoconceito positivo decorrente de uma maior inser&ccedil;&atilde;o social. 		</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Palavras-chave</i>: obesidade, corpo, sa&uacute;de, mulher</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>ABSTRACT</b></p> 		 		    <p> 			Listed as a global epidemic obesity is being treated through bariatric surgery, that is a more invasive method, however, considered the most efficient.  			Thus, this study aimed to investigate socio-cultural aspects and their impact on body image of women who underwent bariatric surgery in pre and  			post-surgery periods. We interviewed 20 women who underwent gastroplasty for at least one year in the Service Control Hypertension Diabetes and Obesity  			(SCHDO). Data were analyzed from a qualitative perspective and submitted to Content Analysis. The interaction between body image and socio-cultural context  			were configured in the follow categories: discrimination, perception of other&rsquo;s gaze before and after surgery, and own body&acute;s perception before and after  			surgery. It was found that body image was drawn from the environment that the research group had lived. The external environment has provided to the  			subjects some feelings such as body inadequacy, sadness, social exclusion and inferiority, resulting in a negative self-concept. These feelings were  			minimized after bariatric surgery, providing to the group a positive self-concept, due to a greater social inclusion. 		</p> 		    <p><i>Keywords</i>: obesity, body, health, women</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p> 			Em relat&oacute;rio recente a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (World Health Organization, 2012) destaca que 2,8 milh&otilde;es de pessoas morrem ao ano em consequ&ecirc;ncia do  			excesso de peso, 12% da popula&ccedil;&atilde;o mundial pode ser considerada obesa, e refor&ccedil;a a aten&ccedil;&atilde;o para o agravamento de doen&ccedil;as potencializadas pelo ac&uacute;mulo de  			gordura como hipertens&atilde;o e diabetes, al&eacute;m dos fatores psicossociais que atingem o obeso.  		</p> 		 		    <p> 			Atualmente, para o controle da obesidade est&atilde;o dispon&iacute;veis diversos tratamentos: dietas, programas de atividade f&iacute;sica, medicamentos e psicoterapia. No  			entanto, em alguns casos, como na obesidade m&oacute;rbida tais interven&ccedil;&otilde;es podem n&atilde;o surtir efeito, sendo necess&aacute;ria a realiza&ccedil;&atilde;o da cirurgia bari&aacute;trica ou  			gastroplastia (Marcelino &amp; Patr&iacute;cio, 2011). Esta tem sido considerada a forma mais eficaz no emagrecimento e no controle das comorbidades de obesos  			m&oacute;rbidos (Adams et al., 2007; Santos, Burgos, &amp; Silva, 2006; Segal &amp; Fandino, 2002) .  		</p> 		 		    <p> 			De acordo com Marcelino e Patr&iacute;cio (2011), ao primeiro ano de realizada a cirurgia bari&aacute;trica a taxa de emagrecimento chega a atingir em m&eacute;dia de 40% a 60%  			do peso corporal. Assim, n&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil imaginar que tal procedimento pode provocar mudan&ccedil;as significativas tanto em aspectos da sa&uacute;de geral, quanto em  			aspectos psicossociais que envolvem sujeitos que a ela se submetem. 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			Candidatos &agrave; cirurgia bari&aacute;trica normalmente possuem elevados &iacute;ndices de depress&atilde;o, humor negativo, insatisfa&ccedil;&atilde;o corporal e baixa autoestima (Carr, &amp;  			Jaffe, 2012; Kaufman, 1993; Sarwer et al., 2010). Isso &eacute; atribu&iacute;do, muitas vezes, &agrave; &ecirc;nfase cultural da magreza, nem sempre ating&iacute;vel por todos (Petroski,  			Pelegrini, &amp; Glaner, 2009) e do estigma mais duradouro da sociedade: a obesidade (Cash &amp; Pruzinsky, 1990; Puhl &amp; Heuer, 2009). O estudo de Puhl  			e Heuer (2009) realizado com americanos revela que pessoas obesas passam a ter uma auto cr&iacute;tica negativa por considerarem que a sociedade os colocam em uma  			categoria inaceit&aacute;vel. 		</p> 		 		    <p> 			Esse cen&aacute;rio vem chamando a aten&ccedil;&atilde;o dos pesquisadores de diversas &aacute;reas para as rela&ccedil;&otilde;es existentes entre obesidade e imagem corporal. Essa &eacute; considerada a  			representa&ccedil;&atilde;o mental do corpo abrangendo aspectos fisiol&oacute;gicos, sociais, afetivos e libidinais (Schilder, 1994), e se relaciona com a experi&ecirc;ncia  			psicol&oacute;gica do sujeito sobre sua apar&ecirc;ncia e o funcionamento do seu corpo (Campana &amp; Tavares, 2009).  		</p> 		 		    <p> 			Pesquisadores (Benedetti, 2003; Santos, 2005; Castro, Carvalho, Ferreira &amp; Ferreira, 2010) v&ecirc;m destacando o processo de constru&ccedil;&atilde;o da imagem corporal  			de indiv&iacute;duos obesos, passando a (re) pensar o corpo n&atilde;o apenas sob a &oacute;tica biol&oacute;gica da patologia obesidade e seu tratamento, mas tamb&eacute;m enfatizando seus  			aspectos culturais e psicossociais. Carels et al. (2012) citam como exemplos desses aspectos a internaliza&ccedil;&atilde;o de modelos corporais propostos pela m&iacute;dia, o  			que pode gerar um descontentamento com a apar&ecirc;ncia que somados a fatores como discrimina&ccedil;&atilde;o e exclus&atilde;o social pode propiciar uma autoimagem negativa. 		</p> 		 		    <p> 			Esta nova abordagem dada aos estudos sobre a obesidade agrega ao componente fisiopatol&oacute;gico outros fatores como os sentidos e significados de se ter o  			corpo doente, limitado e &lsquo;teoricamente&rsquo; fora dos padr&otilde;es vigentes (Castro et al.,2010). Al&eacute;m disso, tal vertente vem disponibilizando dados que podem  			auxiliar na recupera&ccedil;&atilde;o e qualidade de vida desses sujeitos nos per&iacute;odos pr&eacute; e p&oacute;s cir&uacute;rgico.  		</p> 		 		    <p> 			Outros estudos realizados demonstraram a articula&ccedil;&atilde;o entre fun&ccedil;&atilde;o (Castro et al.,2010), apar&ecirc;ncia (Castro, Ferreira, Braga, &amp; Mauerberg-deCastro, 2011)  			e imagem corporal sob a perspectiva intr&iacute;nseca desses sujeitos, a qual se refere suas cren&ccedil;as, valores e sentimentos. Al&eacute;m desses fatores, o meio que cerca  			o sujeito contribui e influencia na constru&ccedil;&atilde;o da imagem corporal (Schilder, 1994). Assim, para este estudo o olhar sobre os discursos de mulheres  			submetidas &agrave; cirurgia bari&aacute;trica teve como objetivo investigar como o contexto sociocultural &eacute; percebido por esse p&uacute;blico nos per&iacute;odos pr&eacute; e p&oacute;s cir&uacute;rgico  			e qual impacto dessa percep&ccedil;&atilde;o sobre a elabora&ccedil;&atilde;o da imagem corporal. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>M&Eacute;TODO</b></p> 		 		    <p><b>Amostra</b></p> 		 		    <p> 			A institui&ccedil;&atilde;o pesquisada foi o Servi&ccedil;o de Controle de Hipertens&atilde;o e Diabetes (SCHDO), p&oacute;lo de obesidade do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de que possui equipe  			multidisciplinar composta por cardiologista, urologista, psic&oacute;logo, enfermeiro e nutricionista. Obesos m&oacute;rbidos candidatos &agrave; cirurgia bari&aacute;trica s&atilde;o  			submetidos &agrave; triagem composta de avalia&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de geral e psicol&oacute;gicas para ent&atilde;o encaminh&aacute;-las ao procedimento cir&uacute;rgico. Do quadro de pessoas aptas &agrave;  			cirurgia bari&aacute;trica foram selecionadas 20 mulheres, sendo o crit&eacute;rio de inclus&atilde;o ter realizado a cirurgia bari&aacute;trica h&aacute; pelo menos um ano, os crit&eacute;rios de  			exclus&atilde;o foram ter tempo de cirurgia inferior a um ano e indisposi&ccedil;&atilde;o para ser entrevistada.  		</p> 		 		    <p> 			O tamanho da amostra foi determinado seguindo orienta&ccedil;&otilde;es de Fontanella, Ricas e Turato (2008) sobre o princ&iacute;pio da satura&ccedil;&atilde;o: quando n&atilde;o h&aacute; necessidade de  			incluir mais participantes, pois os resultados (na vis&atilde;o do pesquisador) passam a se apresentar redundantes. Tal t&eacute;cnica atualmente vem sendo utilizada em  			diferentes &aacute;reas no campo da sa&uacute;de com intuito de dar fechamento amostral. Foi tomado o devido cuidado, como recomenda os autores, para que essa avalia&ccedil;&atilde;o  			n&atilde;o fosse feita de forma acr&iacute;tica e nem superficial, e, sobretudo para que tivesse pertin&ecirc;ncia te&oacute;rica e articula&ccedil;&atilde;o com o objeto estudado. Assim, trata-se  			de amostra n&atilde;o probabil&iacute;stica constitu&iacute;da em fun&ccedil;&atilde;o da uni&atilde;o das caracter&iacute;sticas a serem estudadas. 		</p>  		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Instrumentos</b></p> 		 		    <p> 			Foi utilizada pesquisa qualitativa pela por permitir um detalhamento mais amplo e minucioso da realidade de forma complexa e contextualizada (L&uuml;dke &amp;  			Andr&eacute;, 1986). Foi elaborado um roteiro de entrevista semiestruturada composta por perguntas abertas e fechadas sobre dados pessoais do sujeito e a tem&aacute;tica  			estudada. Para tal, foi realizado uma aproxima&ccedil;&atilde;o do campo a ser estudado por meio de observa&ccedil;&otilde;es ao longo de 6 meses no intuito de que fossem coletadas  			informa&ccedil;&otilde;es que auxiliassem na estrutura&ccedil;&atilde;o coerente e pertinente do instrumento. Em seguida, este foi revisado pelas pesquisadoras e submetido &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o  			de cinco ju&iacute;zes doutores especialistas na tem&aacute;tica. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Procedimentos e An&aacute;lise Estat&iacute;stica</b></p> 		 		    <p> 			Os discursos foram gravados, transcritos na &iacute;ntegra, tratados e analisados em duas fases: qualitativa e quantitativa. Na primeira os discursos foram  			organizados de acordo com uma ordem tem&aacute;tica, definida &agrave; medida que foram sendo lidos, e em sequ&ecirc;ncia separados por categorias. Estas foram tratadas e  			analisadas a partir da An&aacute;lise de Conte&uacute;do (Bardin, 2008). Paralelo a esse trabalho foi feita contagem das falas recorrentes, sendo esta a fase  			quantitativa na qual foi realizada an&aacute;lise estat&iacute;stica descritiva dos dados (frequ&ecirc;ncia absoluta e relativa das respostas), considerando que as respostas  			n&atilde;o eram mutuamente excludentes, podendo-se obter para uma mesma pergunta mais de uma resposta por entrevistada. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>RESULTADOS</b></p> 		 		    <p> 			Participaram diretamente desse estudo quatro profissionais especialistas na &aacute;rea da imagem corporal, sendo dois psic&oacute;logos e dois educadores f&iacute;sicos, al&eacute;m  			de toda equipe m&eacute;dica (cirurgi&atilde;o, cardiologista, urologista), enfermagem e nutricionista do SCHDO. O grupo pesquisado apresentou o seguinte perfil: idade  			m&eacute;dia de 40 anos (&plusmn; 7.85), tempo m&eacute;dio de realiza&ccedil;&atilde;o da cirurgia de 2,85 anos (&plusmn; .988). A m&eacute;dia de peso e do IMC no per&iacute;odo pr&eacute;-operat&oacute;rio  			era de 137.1 Kg (&plusmn; 15.57) e 53.26 Kg/m<sup>2</sup> (&plusmn; 6.23), respectivamente, sendo tais valores reduzidos para 79.41 Kg (&plusmn; 9.82) e  			30.79 Kg/m<sup>2</sup> (3.74) ap&oacute;s o procedimento. Em um ano em m&eacute;dia as entrevistadas perderam 44.88% do peso corporal total.  		</p> 		 		    <p> 			Nos discursos das colaboradoras entrevistadas constam o per&iacute;odo da obesidade m&oacute;rbida e o per&iacute;odo ap&oacute;s a cirurgia bari&aacute;trica. Como principal resultado  			destaca-se a constru&ccedil;&atilde;o da autoimagem em ambos os per&iacute;odos em resposta ao meio em que se vive. Assim, a rela&ccedil;&atilde;o entre o contexto sociocultural e imagem  			corporal se configurou nas seguintes categorias: discrimina&ccedil;&atilde;o, percep&ccedil;&atilde;o do olhar do outro antes e ap&oacute;s cirurgia e percep&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio corpo ante e ap&oacute;s  			cirurgia. Indicadores de autoimagem negativa e positiva emergiram dos discursos referentes aos per&iacute;odos pr&eacute; e p&oacute;s cir&uacute;rgico respectivamente. A an&aacute;lise  			quantitativa simples percentual das categorias e respectivas subcategorias est&aacute; expressa na <a href="/img/revistas/mot/v9n3/9n3a10t1.jpg">Tabela 1</a> abaixo. 		</p> 		 		    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		    <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p> 		 		    <p> 			Foi poss&iacute;vel verificar que apar&ecirc;ncia f&iacute;sica e beleza afetaram as rela&ccedil;&otilde;es sociais e exerceram efeitos inter e intrapessoais no grupo pesquisado,  			consequentemente a imagem corporal &eacute; moldada de tal forma que pode delimitar atitudes relacionadas ao corpo (Amaral, Cord&aacute;s, Conti, &amp; Ferreira, 2011).  			Assim, &eacute; poss&iacute;vel dizer que a imagem que o sujeito tem de si &eacute; criada em resposta ao meio em que o mesmo vive (Cash &amp; Pruzinsky, 1990), essa din&acirc;mica  			aqui figurou nas entrelinhas dos discursos organizadas nas categorias discutidas abaixo. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Discrimina&ccedil;&atilde;o</b></p> 		 		    <p> 			Pessoas gravemente obesas s&atilde;o alvo de discrimina&ccedil;&atilde;o, estigmatiza&ccedil;&atilde;o e preconceito em raz&atilde;o de sua apar&ecirc;ncia (Dixon, Dixon &amp; O&rsquo;Brien, 2002) em diversas  			situa&ccedil;&otilde;es, locais, formas e pessoas. Tal fato pode ser verificado amplamente nos discursos das entrevistadas que deram destaque &agrave; discrimina&ccedil;&atilde;o por  			sentirem-se, por vezes, rejeitadas em fun&ccedil;&atilde;o de sua obesidade m&oacute;rbida, em especial em lojas de roupas, como informa a Participante 3: 		</p> 		 		    <p> 			&ldquo;<i>Eu sofri muito preconceito. De chegar em loja e uma vendedora virar as costas e sair pra l&aacute; e a outra virar pra mim e falar: &ldquo;n&atilde;o tenho  			nada do seu tamanho &#91;...&#93;</i>&rdquo; 		</p> 		 		    <p> 			A roupa tem aqui um sentido espec&iacute;fico de identidade entre os indiv&iacute;duos, pois, sendo incorporada &agrave; imagem corporal dos sujeitos os transformam, seja  			positiva ou negativamente (Schilder, 1994). No entanto, pode ser fator de exclus&atilde;o da mulher com obesidade m&oacute;rbida. 		</p> 		 		    <p> 			Essa diferencia&ccedil;&atilde;o e distanciamento de um padr&atilde;o de tamanho, forma e beleza podem gerar sentimentos de tristeza e at&eacute; mesmo de inferioridade como afirma a  			Participante 10: 		</p> 		 		    <p> 			&ldquo;<i>Na &eacute;poca da obesidade, eu n&atilde;o me sentia inferior no dia-a-dia, eu me sentia inferior quando acontecia um lance desses. Quando o preconceito  			ficava bem transparente. Nesse caso, da loja, do &ocirc;nibus... N&atilde;o sei se inferior, mas eu me sentia mal. Isso me fazia mal, me dava tristeza.</i>&rdquo; 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			O relato acima demonstra que indiv&iacute;duos obesos ao internalizarem esses sentimentos podem se culpar, ter altera&ccedil;&otilde;es em seu estado de humor e sentimento  			negativo com rela&ccedil;&atilde;o a si pr&oacute;prio (Schwartz &amp; Brownell, 2002). Al&eacute;m disso, em pesquisa com o mesmo p&uacute;blico, Marcelino e Patr&iacute;cio (2011) destacam  			elevada incid&ecirc;ncia de estados de tristeza, ansiedade e depress&atilde;o devido &agrave; discrimina&ccedil;&atilde;o. 		</p> 		 		    <p> 			Ambientes de alimenta&ccedil;&atilde;o como restaurantes, lanchonetes e festas s&atilde;o apontados como locais em que o grupo foi alvo de cr&iacute;ticas devido ao excesso de peso,  			destacado pela Participante 11: 		</p> 		 		    <p> 			&ldquo;<i>a&iacute; voc&ecirc; vai numa festa n&atilde;o come de vergonha porque as pessoas olham como se voc&ecirc; fosse acabar com tudo o que tem.</i>&rdquo; 		</p> 		 		    <p> 			O peso social da obesidade recai sobre o indiv&iacute;duo de acordo com o entendimento de obesidade de que o grupo ao qual ele pertence possui e no que ele  			pr&oacute;prio tamb&eacute;m acredita. A forma como a pessoa se v&ecirc; est&aacute; inundada desses aspectos sociais sobre sua apar&ecirc;ncia, pap&eacute;is sociais e/ou seu comportamento  			(Fischler, 1995). 		</p> 		 		    <p> 			Coment&aacute;rios e chacotas pela condi&ccedil;&atilde;o da obesidade foi algo destacado nos depoimentos e atividades cotidianas e em ambientes de trabalho a exemplo da  			Participante 3:  		</p> 		 		    <p> 			&ldquo;<i>S&atilde;o coment&aacute;rios rid&iacute;culos, chacotas, voc&ecirc; n&atilde;o consegue passar despercebido do mundo, o mundo te olha com o olho mais gordo do que voc&ecirc; que n&atilde;o t&aacute;  			cabendo naquela roupa. O olhar de terceiros te machuca.</i>&rdquo; 		</p> 		 		    <p> 			Al&eacute;m disso, tais coment&aacute;rios que expressam o preconceito sobre o obeso pode se estender a toda rede de rela&ccedil;&otilde;es sociais (Benedetti, 2003) como no caso das  			Participantes 11 que relata a rejei&ccedil;&atilde;o da filha na escola: 		</p> 		 		    <p> 			&ldquo;<i>A minha filha foi muito recriminada por minha causa na escola &#91;...&#93; as m&atilde;es n&atilde;o deixam brincar com filho de gordo n&atilde;o! Com coisa que &eacute;  			uma doen&ccedil;a que vai pegar... Minha filha foi muito discriminada, muito sozinha.</i>&rdquo; 		</p> 		 		    <p> 			Os relatos expressam que o estigma da obesidade somado a discrimina&ccedil;&atilde;o, problemas de sa&uacute;de e redu&ccedil;&atilde;o das possibilidades de inser&ccedil;&atilde;o social s&atilde;o fatores que  			podem impulsionar pessoas com obesidade a realizar a gastroplastia (Marcelino &amp; Patr&iacute;cio 2011).  		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Percep&ccedil;&atilde;o do olhar do outro antes da cirurgia bari&aacute;trica</b></p> 		 		    <p> 			A percep&ccedil;&atilde;o do olhar do outro incidiu sobre quest&otilde;es relativas &agrave; apar&ecirc;ncia, pois, esta &eacute; elaborada mediante a indexa&ccedil;&atilde;o do olhar do outro, sendo de fato  			importante na constru&ccedil;&atilde;o e interpreta&ccedil;&atilde;o de sua pr&oacute;pria imagem (Malysse, 2007). Isso porque, a imagem corporal compreende tamb&eacute;m a rela&ccedil;&atilde;o entre como a  			pessoa se v&ecirc; e como ela acredita ser vista (Lovo, 2006).  		</p> 		 		    <p> 			Assim, o mundo externo influencia na constru&ccedil;&atilde;o da identidade e na imagem corporal da pessoa, a tal ponto que o olhar e os coment&aacute;rios do outro s&atilde;o  			internalizados passando a ser parte dela (Schilder, 1994). Al&eacute;m disso, as intera&ccedil;&otilde;es sociais s&atilde;o o espelho a partir do qual os indiv&iacute;duos formatam  			atitudes, cren&ccedil;as ou imagens sobre si mesmos (Cash &amp; Fleming, 2002).  		</p> 		 		    <p> 			Isso &eacute; evidenciado quando as entrevistadas explanam sobre a percep&ccedil;&atilde;o do olhar cr&iacute;tico onde ser obeso tornou-se algo &ldquo;anormal&rdquo;, presente nos  			seguintes relatos: 		</p> 		 		    <p> 			&ldquo;<i>Era vista como um bicho, como diferente... muito ruim &#91;...&#93;porque antes a pessoa te v&ecirc; colorida na rua. Com coisa que voc&ecirc; se pintou de  			vermelho, roxo laranja, voc&ecirc; est&aacute; com uma melancia na cabe&ccedil;a.</i>&rdquo; 		</p> 		 		    <p> 			(Participante 11) 		</p> 		 		    <p> 			&ldquo;<i>Eu pensava que meus pais gostavam mais dos meus irm&atilde;os do que de mim &#91;...&#93; nossa que enorme! Com certeza, era isso que as pessoas  			pensavam. Essas coisas que as pessoas pensam influenciam muito.</i>&rdquo;  		</p> 		 		    <p> 			(Participante 1) 		</p> 		 		    <p> 			Fica claro que o olhar do outro &eacute; muito importante na configura&ccedil;&atilde;o da imagem corporal, pois, esta mudar&aacute; dependendo da aceita&ccedil;&atilde;o e do julgamento que os  			outros fazem da imagem de seu semelhante. H&aacute; uma inter-rela&ccedil;&atilde;o na qual n&atilde;o se percebe o in&iacute;cio e fim (Barros, 2001).  		</p> 		 		    <p> 			A penaliza&ccedil;&atilde;o do outro sobre o obeso figurou nos discursos, podendo ser retratada pela fala da Participante 20: 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			&ldquo;<i>Aquela sensa&ccedil;&atilde;o de que todo mundo t&aacute; te olhando com aquela coisa de pena, coitadinha, novinha t&atilde;o bonita e gorda, sabe, ou ent&atilde;o, aquela coisa  			que eu tinha que achar que eu era aben&ccedil;oada porque eu era casada, por ter conseguido um marido gordo &#91;...&#93; se algum mo&ccedil;o bonito passasse e olhasse  			pra mim, eu nunca iria achar que ele estava me achando bonita, sempre achava que estava com olhar de cr&iacute;tica.</i>&rdquo; 		</p> 		 		    <p> 			Tal situa&ccedil;&atilde;o trouxe a esse grupo sentimentos de inferioridade, maior conformismo com sua situa&ccedil;&atilde;o e aceita&ccedil;&atilde;o do m&iacute;nimo que possui em sua vida, sendo  			talvez por isso que, na maioria dos casos, os indiv&iacute;duos n&atilde;o faziam nada para se tratar, ou ent&atilde;o a fal&ecirc;ncia no tratamento levava logo &agrave; desist&ecirc;ncia por  			parte do sujeito. Kaufman (1993) interpreta tal fato como mecanismos de defesa, e mais que a mulher obesa n&atilde;o tem ideia de sua identidade feminina. Tais  			argumentos n&atilde;o coincidem com nossa linha de racioc&iacute;nio, pois, em nossos achados ocorre o oposto: inicialmente as participantes elaboraram outra identidade  			que as deixasse mais confort&aacute;vel, e a longo prazo a cirurgia culmina pela necessidade de reduzir o peso por quererem de volta sua identidade feminina. 		</p> 		 		    <p> 			Nesse &iacute;nterim, frente a uma necessidade de sentirem-se integradas e aceitas pelo meio, as mulheres tentavam se mostrar alegres e simp&aacute;ticas o tempo todo,  			mesmo que, no momento, n&atilde;o se sentissem assim. A Participante 16 explica tal sensa&ccedil;&atilde;o: 		</p> 		 		    <p> 			&ldquo;<i>&Agrave;s vezes, eu fazia coisas pra agradar os outros porque eu n&atilde;o queria ser aquela gorda chata, al&eacute;m de ser gorda eu n&atilde;o queria ser tachada de nada  			mais</i>&rdquo;.  		</p> 		 		    <p> 			O que ocorre &eacute; que o obeso assumir&aacute; um determinado papel/personagem social, que ser&aacute; o pre&ccedil;o que ele pagar&aacute; para n&atilde;o ser rejeitado totalmente em seu meio  			(Fischler, 1995). Aceitar esse papel de &ldquo;gordo simp&aacute;tico&rdquo; implica em, muitas vezes, que o indiv&iacute;duo seja &ldquo;sacrificado em sua ess&ecirc;ncia,  			massificado e reduzido mesmo a um elemento &uacute;til ou in&uacute;til do sistema&rdquo; (Tavares, 2003). Dessa maneira, o indiv&iacute;duo pode se afastar de si mesmo, de sua  			realidade, e suas a&ccedil;&otilde;es passam a ser direcionadas por gratifica&ccedil;&otilde;es secund&aacute;rias, que aqui significava ser inserida no contexto social. 		</p> 		 		    <p> 			Ainda com rela&ccedil;&atilde;o ao impacto do olhar do outro no per&iacute;odo pr&eacute; cir&uacute;rgico, um inc&ocirc;modo presente nas respostas versa sobre os coment&aacute;rios feitos apenas sobre  			o rosto. Este conforme Schilder (1994) possui uma import&acirc;ncia especial por ser a parte mais expressiva do corpo: &eacute; vista por todos e possui significado  			psicol&oacute;gico por ser um dos principais meios de comunica&ccedil;&atilde;o. O depoimento da Participante 2 confirma tal reflex&atilde;o: 		</p> 		 		    <p> 			&ldquo;<i>Todo mundo fala: voc&ecirc; tem um rostinho t&atilde;o lindo, porque n&atilde;o emagrece? Todo gordo ouve isso. E a gente odeia. Porque voc&ecirc; n&atilde;o &eacute; um peda&ccedil;o e daqui  			(do pesco&ccedil;o pra baixo) pra l&aacute; n&atilde;o deu certo. Voc&ecirc; &eacute; um conjunto.</i>&rdquo; 		</p> 		 		    <p> 			Outro destaque a respeito da percep&ccedil;&atilde;o do olhar do outro citado pelo grupo pesquisado trata-se da qualifica&ccedil;&atilde;o de desleixado, como no seguinte relato:  			&ldquo;as pessoas acham que a gente &eacute; gordo porque quer&rdquo; (Participante 19), ou como melhor explica essa sensa&ccedil;&atilde;o, a Participante 20, enfatizando  			ainda as diferen&ccedil;as e exig&ecirc;ncias que a sociedade coloca entre os g&ecirc;neros: 		</p> 		 		    <p> 			&ldquo;<i>Porque a mulher gorda parece dar a impress&atilde;o de desleixo e homem gordo parece que n&atilde;o, parece que d&aacute; a sensa&ccedil;&atilde;o  			de fartura, sei l&aacute;. Por exemplo, meu marido &eacute; gordo, pesa 120 kg, e ningu&eacute;m implica, ningu&eacute;m fala nada. Mas comigo era diferente, parece que o olhar de  			aceita&ccedil;&atilde;o &eacute; diferente. Se voc&ecirc; v&ecirc; um homem gordo com uma mulher bonita ningu&eacute;m fala nada, agora se for o contr&aacute;rio, as pessoas pensam: ser&aacute; que ele gosta  			dela mesmo? Como ele gosta dela gorda desse jeito?</i>&rdquo;<i></i> 		</p> 		 		    <p> 			&Eacute; comum a gordura, a flacidez ou a moleza serem tomadas como s&iacute;mbolos tang&iacute;veis da indisciplina, do desleixo, da pregui&ccedil;a, da falta de certa virtude, isto  			&eacute;, da falta de investimento do indiv&iacute;duo em si mesmo (Goldenberg &amp; Ramos, 2007). Ou seja, estar acima do peso pode significar n&atilde;o ter responsabilidade  			com o seu corpo, e isso, em tempos em que a sa&uacute;de e a boa forma est&atilde;o em primeiro lugar, &eacute; quase que transgredir uma lei.  		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Percep&ccedil;&atilde;o do olhar do outro ap&oacute;s a cirurgia bari&aacute;trica </b></p> 		 		    <p> 			As situa&ccedil;&otilde;es descritas acima s&atilde;o modificadas ap&oacute;s a cirurgia bari&aacute;trica, provocando nas entrevistadas novas sensa&ccedil;&otilde;es e rea&ccedil;&otilde;es ao olhar alheio que observa  			as mudan&ccedil;as sofridas em sua apar&ecirc;ncia f&iacute;sica ap&oacute;s sua significativa perda de peso. O grupo pesquisado aponta que o olhar antes preconceituoso passa a ser  			admirador: &ldquo;a maioria dos olhares s&atilde;o de admira&ccedil;&atilde;o: nossa voc&ecirc; foi t&atilde;o corajosa!&rdquo; (Participante 1). A receptividade a esses coment&aacute;rios e a  			rela&ccedil;&atilde;o de cada sujeito com seu eu e suas sensa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o alguns dos fatores que determinar&aacute; o quanto esse olhar influenciar&aacute; e, at&eacute; mesmo, direcionar&aacute; a  			imagem de si e suas a&ccedil;&otilde;es. 		</p> 		 		    <p> 			A rea&ccedil;&atilde;o mais relatada &eacute; a de sentir-se uma pessoa normal &eacute; exemplificado aqui pelas Participantes 3 e 11 respectivamente:  		</p> 		 		    <p> 			&ldquo;<i>Para as pessoas desconhecidas, eu sou uma pessoa normal. Mais um rosto na multid&atilde;o, por sinal um rosto muito bonito v&aacute;rios homens olhavam. A  			coisa muda completamente.</i> 		</p> 		 		    <p> 			<i>Hoje sou normal. Hoje as pessoas me olham normal. Hoje ningu&eacute;m me olha reparando, ningu&eacute;m cochicha.</i>&rdquo; 		</p> 		 		    <p> 			O sentimento de &lsquo;normalidade&rsquo; enfatizado pelas entrevistadas tem a conota&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o se destacar negativamente no meio dos demais, por isso toma  			aqui um sentido especial de invisibilidade, o que traz satisfa&ccedil;&atilde;o a essas mulheres, como expresso abaixo: 		</p> 		 		    <p> 			&ldquo;<i>A minha sensa&ccedil;&atilde;o hoje &eacute; que eu n&atilde;o me destaco mais no meio das pessoas, eu me sinto igual a todo mundo. Eu chego no restaurante e ningu&eacute;m vai  			olhar pro meu prato, ent&atilde;o a imagem que eu tenho de mim &eacute; que eu sou igual a todo mundo. Dentro da minha casa, eu n&atilde;o sou mais a gorda da fam&iacute;lia, eu n&atilde;o  			sou ponto de refer&ecirc;ncia. Eu converso com todo mundo... Hoje as pessoas falam menos.</i>&rdquo; 		</p> 		 		    <p> 			(Participante 20) 		</p> 		 		    <p> 			Deixar de ser percebida como &ldquo;um monstro&rdquo; (Participante 11) e passar a ser considerada &ldquo;normal&rdquo; demonstram como &ldquo;as imagens  			corporais nunca est&atilde;o isoladas&rdquo; (Schilder, 1994). Isto &eacute;, ser belo, feio, gordo e/ou magro s&oacute; &eacute; validado diante da audi&ecirc;ncia do outro, quando ao  			mesmo tempo se &eacute; ator e espectador, ou seja, existe uma influ&ecirc;ncia m&uacute;tua entre as pessoas sobre suas imagens mentais de corpos. Como consequ&ecirc;ncia, afirmam  			Alves, Pinto, Alves, Mota e Leir&oacute;s (2009) o sujeito moldar&aacute; suas a&ccedil;&otilde;es e comportamentos baseados no que se &eacute; considerado &lsquo;normal&rsquo; para o seu  			meio. &Eacute; por isso, que a imagem corporal &eacute; elaborada de acordo com necessidades e tend&ecirc;ncias, no entanto, sofre altera&ccedil;&otilde;es de acordo com o estado emocional  			do indiv&iacute;duo (Schilder, 1994). 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			A mudan&ccedil;a na apar&ecirc;ncia f&iacute;sica provoca reajustes na din&acirc;mica supracitada. Estar com o corpo &ldquo;socialmente&rdquo; aceit&aacute;vel aparece nos discursos  			juntamente com o surgimento do sentimento de liberdade para ir onde e quando elas quiserem, al&eacute;m de usarem qualquer tipo de roupa sem serem recriminadas,  			exposto pela Participante14:  		</p> 		 		    <p> 			&ldquo;<i>Eu uso as roupas que eu gosto, por exemplo, vermelhas, porque chama a aten&ccedil;&atilde;o, porque n&atilde;o? A gente perde aquele medo de entrar numa loja e ter  			coment&aacute;rio.</i>&rdquo; 		</p> 		 		    <p> 			Assim, pode-se inferir que quebrar as amarras da estigmatiza&ccedil;&atilde;o pode significar a redu&ccedil;&atilde;o da dist&acirc;ncia social. Um exemplo disso &eacute; a atra&ccedil;&atilde;o pelo sexo  			oposto destacado pelas participantes 12 e 10, respectivamente: &ldquo;Hoje eu sou mais paquerada do que antigamente. Com 50 anos, eu sou mais paquerada! 			&rdquo; e &ldquo;Agora, quando eu passo, os homens j&aacute; mexem!&rdquo; tais relatos demonstram que estar bem com o seu corpo faz com que esses sujeitos  			consigam se perceber, sendo, inclusive, desejados sexualmente. 		</p> 		 		    <p> 			Destacam-se, tamb&eacute;m, as falas divergentes, ou seja, apesar do sentimento de liberdade ap&oacute;s a cirurgia bari&aacute;trica ser expresso na maioria dos relatos, no  			discurso da Participante 16, a cobran&ccedil;a do olhar do outro ainda a incomoda profundamente, representando aqui do seguinte modo: 		</p> 		 		    <p> 			&ldquo;<i>Eu estou vivendo uma cobran&ccedil;a muito grande. Porque a gente opera e as pessoas pensam: nossa, ela est&aacute; comendo! &#91;...&#93; Voc&ecirc; &eacute; muito  			observado sim. Mas eu acho que, em geral, o gordo &eacute; muito observado. Quando a gente &eacute; gorda, o povo olha pra ver o quanto a gente come. Agora, quando a  			gente emagrece, observa pra ver se n&atilde;o est&aacute; comendo al&eacute;m. Cuidado: a cobran&ccedil;a continua!</i>&rdquo; 		</p> 		 		    <p> 			Tal sentimento de cobran&ccedil;a constante pode advir das experi&ecirc;ncias corporais iniciais e se estende para a forma de lidar com o pr&oacute;prio corpo e com o meio  			externo. Desse modo, os mecanismos de defesa utilizados a priori s&atilde;o internalizados e (re) utilizados inconscientemente mesmo que n&atilde;o haja mais necessidade  			deles (Pruzinsky &amp; Cash, 1990). 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Percep&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio corpo antes da cirurgia bari&aacute;trica</b></p> 		 		    <p> 			Similarmente a outros estudos, como o de Yokokura et al. (2011), as participantes n&atilde;o se percebiam obesas ou isso ocorria apenas diante do olhar de outra  			pessoa e do espelho, foi relatado em mais da metade dos discursos: 		</p> 		 		    <p> 			&ldquo;<i>A gente se v&ecirc; muito obesa quando os outros olham muito, a&iacute; voc&ecirc; assusta, ou quando voc&ecirc; olha no espelho, se voc&ecirc; n&atilde;o tiver perante um espelho e  			estiver feliz, voc&ecirc; n&atilde;o v&ecirc; que voc&ecirc; est&aacute; obeso, voc&ecirc; v&ecirc; o seu ser, se voc&ecirc; tiver uma vida tranquila e feliz, voc&ecirc; n&atilde;o se v&ecirc; obesa.</i>&rdquo; 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			(Participante 5) 		</p> 		 		    <p> 			&ldquo;<i>Todo mundo falava que eu estava muito gorda, mas eu n&atilde;o me via gorda, eu me via gr&aacute;vida, eu achava assim: minha filha nasceu no outro m&ecirc;s eu j&aacute;  			estaria magra, eu n&atilde;o achava que continuaria gorda.</i>&rdquo;  		</p> 		 		    <p> 			(Participante 20) 		</p> 		 		    <p> 			Existe a&iacute; uma rejei&ccedil;&atilde;o, mesmo que inconsciente, ao corpo real do indiv&iacute;duo, por motivos diversos. Em algumas ocasi&otilde;es, quando ocorre qualquer incapacidade  			ou deformidade, h&aacute; no sujeito uma necessidade de camuflar isso. Ou seja, podemos querer esquecer um defeito, e at&eacute; desejar suprimir a ideia de que estamos  			incapacitados, mas a consci&ecirc;ncia atormentada pela exist&ecirc;ncia do mesmo estar&aacute; sempre emergindo (Schilder, 1994).  		</p> 		 		    <p> 			Ao rejeitar sua realidade corp&oacute;rea, o obeso, muitas vezes, distancia-se de seu eu corporal, o que pode significar uma forma de prote&ccedil;&atilde;o de suas limita&ccedil;&otilde;es  			internas (Tavares, 2003). Importa ressaltar que o enfrentamento de estar morbidamente ou patologicamente obeso, provocou, nessas mulheres, o olhar sobre si  			como algo diferente de tudo, uma aberra&ccedil;&atilde;o, como destacado a seguir:  		</p> 		 		    <p> 			&ldquo;<i>&Eacute; quando voc&ecirc; come&ccedil;a a olhar &agrave; sua volta e voc&ecirc; percebe que o mundo todo tem outro par&acirc;metro, outro padr&atilde;o, e voc&ecirc; est&aacute; fora dele.</i>&rdquo; 		</p> 		 		    <p> 			(Participante 3) 		</p> 		 		    <p> 			&ldquo;<i>Eu me via um monstro, n&atilde;o sa&iacute;a pra lugar nenhum. Evitava o m&aacute;ximo de sair para os lugares, n&atilde;o levava minha filha em teatro, cinema, nesses  			lugares quem levava era meu marido.</i>&rdquo; 		</p> 		 		    <p> 			(Participante 11) 		</p> 		 		    <p> 			Notou-se que a condi&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica do sujeito obeso e suas consequentes avalia&ccedil;&otilde;es sociais negativas repercutem no desenvolvimento de um autoconceito tamb&eacute;m  			negativo (Benedetti, 2003). Talvez por isso uma forma de defesa tenha sido se esconder atr&aacute;s da gordura, ou se imaginando com outro corpo, como contam as  			Participantes 17 e 10, respectivamente: &ldquo;Eu me tranquei no meu mundinho, n&atilde;o tinha vida social&rdquo; e &ldquo;Imaginava assim que eu era como estou  			agora, era como se eu n&atilde;o fosse gorda, como se eu tivesse outro corpo. Eu me via em outro corpo&rdquo;. 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			A cirurgia bari&aacute;trica, no p&uacute;blico pesquisado, parece ter sido um &ldquo;divisor de &aacute;guas&rdquo; tanto nos aspectos sociais quanto com o pr&oacute;prio corpo.  			Justamente por isso, Cash e Strachan (2002) recomendam a promo&ccedil;&atilde;o da aceita&ccedil;&atilde;o da realidade corporal juntamente ao tratamento da obesidade. Al&eacute;m disso,  			Marcelino e Patr&iacute;cio (2011) alertam que a ideia da transforma&ccedil;&atilde;o &lsquo;milagrosa&rsquo; de uma pessoa obesa m&oacute;rbida a pessoa sadia deve ser evitada, pois,  			a maioria continua convivendo com problemas limitantes, tanto no aspecto funcional, como artroses, excesso de pele, por exemplo, quanto de ordem  			psicol&oacute;gica ainda resqu&iacute;cios de seu hist&oacute;rico de obesidade. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Percep&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio corpo ap&oacute;s a cirurgia bari&aacute;trica</b></p> 		 		    <p> 			No per&iacute;odo p&oacute;s-cir&uacute;rgico, conceitos, emo&ccedil;&otilde;es e comportamentos apresentam-se alterados, pois, as pesquisadas relataram se sentir felizes e bonitas, como  			observado nos depoimentos das Participantes 10 e 6, respectivamente: 		</p> 		 		    <p> 			&ldquo;<i>Eu n&atilde;o me vejo uma pessoa diferente em tudo. A minha ess&ecirc;ncia n&atilde;o mudou... Mas meu corpo, meu comportamento sim</i>&rdquo; e &ldquo;<i>Estou bem!  			Maravilhosa! Tudo que eu coloco fica bom: saia, blusa, vestidinho. Ent&atilde;o estou &oacute;tima! Tem gente que se ainda se v&ecirc; como obesa, eu n&atilde;o me vejo.</i>&rdquo;  		</p> 		 		    <p> 			Apesar disso, em um primeiro momento n&atilde;o se reconheceram no p&oacute;s-cir&uacute;rgico como esclarece a Participante 3: 		</p> 		 		    <p> 			&ldquo;<i>A minha alma n&atilde;o foi operada, a minha alma &eacute; gord&iacute;ssima. A coisa mais simp&aacute;tica, &agrave; medida que eu fui emagrecendo, andando no centro da cidade, eu  			passava em frente &agrave;s portas de banco, olhava e pensava: quem &eacute; essa? J&aacute; tiveram vezes de eu voltar pra ver se era eu mesma. N&atilde;o me reconhecia. Eu ainda  			tenho essa sensa&ccedil;&atilde;o. No principio, j&aacute; tinha emagrecido 40 quilos e eu ca&iacute;a da cama &agrave; noite, porque eu fazia uma for&ccedil;a pra virar e, como eu tinha muito  			menos, eu ca&iacute;a da cama.</i>&rdquo; 		</p> 		 		    <p> 			Isso pode ocorrer porque a mudan&ccedil;a na estrutura corporal nem sempre &eacute; seguida, imediatamente, por uma modifica&ccedil;&atilde;o da imagem corporal, podendo inclusive,  			segundo Steffen et al. (2012) gerar consequ&ecirc;ncias negativas. A acomoda&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica &eacute; mais f&aacute;cil quando a mudan&ccedil;a f&iacute;sica ocorre de forma amena e n&atilde;o  			brusca, como no caso da cirurgia bari&aacute;trica. Ou seja, o indiv&iacute;duo que perdeu grandes quantidades de peso de forma acelerada ret&eacute;m em si uma imagem de  			obeso. Tal imagem desaparecer&aacute; &agrave; medida que a perda de peso vai sendo elaborada com o tempo (Pruzinsky &amp; Edgerdon, 1990).  		</p> 		 		    <p> 			Em certos casos, os sujeitos relataram oscilar a imagem que t&ecirc;m de si, vendo-se ora magros, ora obesos, expresso atrav&eacute;s do relato da Participante 1:  			&ldquo;Me d&aacute; uma inseguran&ccedil;a, &agrave;s vezes, eu me pego com pensamento da Alice (nome fict&iacute;cio) de antes... Com pensamento negativo, eu j&aacute; falo: sai de mim,  			esse esp&iacute;rito &eacute; muito gordo pra caber em mim!&rdquo; e enfatizado pela Participante 8: 		</p> 		 		    <p> 			&ldquo;<i>Ent&atilde;o, tem hora que eu ainda me pego assim: obesa. Eu me sinto n&atilde;o sei como... ah! Eu n&atilde;o sei! Tem gente que diz que a gente muda muito. Mas do  			mesmo jeito que eu n&atilde;o me sentia engordando daquele jeito, eu ainda n&atilde;o senti esse emagrecimento todo. &#91;...&#93; A gente se v&ecirc; no espelho, v&ecirc; nas  			roupas, mas voc&ecirc; fala: meu Deus! Se sente bem pra andar, mas parece que fica aquilo guardado na mem&oacute;ria. Eu n&atilde;o sei te explicar direito. Mas eu vou, &agrave;s  			vezes, numa loja, a&iacute; fico assim: ah! &#91;...&#93; a gente que &eacute; gorda n&atilde;o tem nada que serve!</i>&rdquo; 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			Ao mudar as dimens&otilde;es corporais, &eacute; fato que muitas circunst&acirc;ncias tamb&eacute;m mudam na vida de um indiv&iacute;duo, suas aptid&otilde;es, sua forma de relacionar com o mundo  			e consigo. No entanto, ter um corpo magro n&atilde;o &eacute; garantia de que essas rela&ccedil;&otilde;es sejam qualitativamente melhores. Dessa forma, o bem-estar psicossocial  			depender&aacute; da capacidade do sujeito lidar com a nova situa&ccedil;&atilde;o (Benedetti, 2003). 		</p> 		 		    <p> 			Partindo-se dessa reflex&atilde;o, pode-se inferir que o emagrecimento n&atilde;o implica necessariamente e naturalmente em uma imagem corporal positiva. Parece haver  			uma exig&ecirc;ncia sobre a capacidade de mudan&ccedil;a e adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; nova situa&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o pode ser esperada de forma igual para todas as mulheres. Percebeu-se, por  			exemplo, na fala da Participante 5, em que ela afirma que s&oacute; ficar&aacute; bem ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o de cirurgias pl&aacute;sticas: &ldquo;o corpo t&aacute; muito feio, n&atilde;o d&aacute; pra  			admirar nada n&atilde;o, s&oacute; depois, acho que da pl&aacute;stica, pelo menos abdome e seios, bra&ccedil;o e perna&rdquo;.  		</p> 		 		    <p> 			Essa preocupa&ccedil;&atilde;o com a forma corporal provocada pelo excesso de pele ap&oacute;s emagrecimento excessivo &eacute; pontuada nos estudos de Steffen et al. (2012),  			Marcelino e Patr&iacute;cio (2011), Sarwer, Dilks e Spitzer (2011), Palmeira et al. (2010) e Sarwer et al. (2010) nos quais os autores ao encontrar dados  			similares, destacam que o desejo pelo cirurgia pl&aacute;stica pode indicar uma imagem corporal negativa possivelmente carregada dos aspectos de insatisfa&ccedil;&atilde;o e  			distor&ccedil;&atilde;o da percep&ccedil;&atilde;o do &lsquo;corpo emagrecido&rsquo;. 		</p> 		 		    <p> 			Em outro extremo, a cirurgia bari&aacute;trica trouxe satisfa&ccedil;&atilde;o e um significado descrito como um &lsquo;nascer de novo&rsquo; tamb&eacute;m encontrado por Yokokura et  			al.(2011) em estudo com o mesmo p&uacute;blico, e aqui expressando-se do seguinte modo: &ldquo;eu acho que eu nasci de novo, que eu sou uma nova pessoa. Aquela  			Ta&iacute;s (nome fict&iacute;cio) obesa, deprimida, com press&atilde;o alta ficou para tr&aacute;s&rdquo;.  		</p> 		 		    <p> 			Embora a cirurgia bari&aacute;trica promova mudan&ccedil;as na imagem corporal por alterar significativamente formas corporais, Sawer et al. (2011) destacam que outros  			m&eacute;todos de emagrecimento como dieta, tratamento medicamentoso, atividade f&iacute;sica, terapia cognitivo-comportamental podem promover benef&iacute;cios a pessoas  			obesas. No entanto, em seus estudos os autores ponderam sobre o fato que tais estrat&eacute;gias de perda de peso n&atilde;o s&atilde;o eficientes na obesidade extrema,  			inicialmente por reduzirem pouco o peso e segundo por n&atilde;o garantirem por longos per&iacute;odos a manuten&ccedil;&atilde;o dessa perda. 		</p> 		 		    <p> 			Ademais, ao falar de mudan&ccedil;as corporais, n&atilde;o se deve subestimar a import&acirc;ncia da beleza e fei&uacute;ra na vida das pessoas, pois, s&atilde;o elementos que n&atilde;o contam  			apenas para a imagem que o sujeito tem de si, mas para a imagem que os outros constroem a seu respeito e que &eacute; tomada por ele de volta. N&atilde;o sendo,  			portanto, componentes isolados e sim fen&ocirc;menos sociais de maior import&acirc;ncia e integradores da imagem corporal (Schilder, 1994). Dessa forma, a beleza pode  			se tornar o caminho para a satisfa&ccedil;&atilde;o do sujeito e a fei&uacute;ra o oposto.  		</p> 		 		    <p> 			Os depoimentos demonstraram que uma nova realidade foi criada &agrave; qual os antigos costumes, cren&ccedil;as e valores j&aacute; n&atilde;o serviam mais. O corpo obeso foi  			transformado em corpo magro, em curto espa&ccedil;o de tempo, necessitando de uma adapta&ccedil;&atilde;o interna a essa nova realidade, adapta&ccedil;&atilde;o esta que se configurou aqui  			pela estreita rela&ccedil;&atilde;o entre a redu&ccedil;&atilde;o de peso e altera&ccedil;&otilde;es na autoestima, insatisfa&ccedil;&atilde;o corporal, depress&atilde;o e humor. Esses achados corroboram com as  			pesquisas de Palmeira et al. (2010) e Sarwer et al. (2010) nas quais os autores ainda refor&ccedil;am que indiv&iacute;duos que possuem melhoras nesses aspectos  			psicol&oacute;gicos n&atilde;o s&oacute; alcan&ccedil;am uma adapta&ccedil;&atilde;o corporal melhor, mas tamb&eacute;m tendem a manter a redu&ccedil;&atilde;o de peso por quest&otilde;es motivacionais. 		</p> 		 		    <p> 			Como fator limitante da pesquisa destaca-se a necessidade de amplia&ccedil;&atilde;o da amostra e elabora&ccedil;&atilde;o de instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o espec&iacute;ficos para essa popula&ccedil;&atilde;o  			afim de que sejam poss&iacute;veis generaliza&ccedil;&otilde;es. Al&eacute;m disso, se por um lado os question&aacute;rios e as entrevistas permitem avaliar as influ&ecirc;ncias s&oacute;cio-culturais no  			comportamento, por outro, podem ser questionadas por sua subjetividade, sendo esta a maior limita&ccedil;&atilde;o da metodologia escolhida para o estudo. No entanto,  			isso &eacute; contornado pela fidedignidade e validade das falas das entrevistadas e por terem sido os autores atentos &agrave;s devidas precau&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas e  			metodol&oacute;gicas ao utilizar esta ferramenta, e considerar este estudo de car&aacute;ter qualitativo explorat&oacute;rio o primeiro passo para constru&ccedil;&atilde;o de ferramenta  			espec&iacute;fica para avaliar imagem corporal nesse grupo espec&iacute;fico. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			Diante dos dados obtidos foi poss&iacute;vel notar que a rela&ccedil;&atilde;o do sujeito com o meio em que vive constitui elemento fundamental na constru&ccedil;&atilde;o da imagem corporal  			para o grupo de mulheres obesas submetidas &agrave; cirurgia bari&aacute;trica. A internaliza&ccedil;&atilde;o de sentimentos como tristeza, inferioridade e inadequa&ccedil;&atilde;o ao padr&atilde;o  			corporal vigente trouxe como consequ&ecirc;ncia impacto negativo na imagem corporal das entrevistadas, interferindo por vezes em seu comportamento e afastando-as  			de sua realidade interna. O emagrecimento ap&oacute;s a gastroplastia proporcionou &agrave;s entrevistadas uma melhor inser&ccedil;&atilde;o na sociedade - por n&atilde;o se destacar  			negativamente – resultando em maior liberdade em suas a&ccedil;&otilde;es, e um autoconceito positivo, o que as direcionou para uma restitui&ccedil;&atilde;o de sua identidade  			corporal.  		</p> 		 		    <p> 			Fica evidente a relev&acirc;ncia da avalia&ccedil;&atilde;o da imagem corporal em interven&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, em especial aquelas em que h&aacute; mudan&ccedil;as bruscas na apar&ecirc;ncia. &Eacute; preciso  			assim, refinar o entendimento de tal constructo no contexto m&eacute;dico, com o objetivo de identificar quais sujeitos sofrem, ou n&atilde;o, impacto em sua imagem  			corporal como rea&ccedil;&atilde;o ao tratamento, pois n&atilde;o necessariamente todos os pacientes ter&atilde;o uma mesma resposta. Desse modo, intervir na problem&aacute;tica da  			obesidade, em especial no p&oacute;s-cir&uacute;rgico, &eacute; marcante e pode significar um salto qualitativo no tratamento de muitas outras pessoas que se submeter&atilde;o a tal  			procedimento. 		</p> 	 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Adams, T.D., Gress, R.E., Smith, S.C., Halverson, R.C., Simper, S.C., Rosamond, W.D.,… Hunt, S.T. (2007). Long-Term Mortality after Gastric Bypass Surgery.  			<i>New England Journal of  Medicine, 357</i>(8), 753-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1646-107X201300030001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Alves, D., Pinto, M., Alves, S., Mota, A. ,&amp; Leir&oacute;s, V. (2009). Cultura e imagem corporal. <i>Revista Motricidade, 5</i>(1), 1-20. doi:  			10.6063/motricidade.5(1).184 		&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1646-107X201300030001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> 			Amaral, A.C.S., Cord&aacute;s T.A., Conti M.A. ,&amp; Ferreira, M.E.C. (2011). Equival&ecirc;ncia sem&acirc;ntica e avalia&ccedil;&atilde;o da consist&ecirc;ncia interna da vers&atilde;o em portugu&ecirc;s  			do Sociocultural Attitudes Towards Appearance Questionnaire-3 (SATAQ-3). <i>Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica, 27</i>(8), 1487-1497. doi:  			10.1590/S0102-311X2011000800004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1646-107X201300030001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Arasaki, C.H. (2005). Cirurgia Bari&aacute;trica para tratamento da obesidade. In  A.M., Claudino, ,&amp; M.T., Zanella (Eds.), <i>Guia de transtornos alimentares  			e obesidade</i> (2&ordf; ed., pp. 287-296).  S&atilde;o Paulo, SP: Manole Barueri.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1646-107X201300030001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Bardin L. (2008). <i>An&aacute;lise de conte&uacute;do</i> (1&ordf; ed.). Lisboa, Distrito de Lisboa: Lisboa Edi&ccedil;&otilde;es.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S1646-107X201300030001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Barros, D.D. (2001). <i>Estudo da imagem corporal da mulher: corpo (ir) real x corpo ideal</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em  			Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S1646-107X201300030001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Benedetti, C. (2009). <i>De obeso a magro: a trajet&oacute;ria psicol&oacute;gica</i><i> </i>(1&ordf; ed.). S&atilde;o Paulo, SP: Vetor.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S1646-107X201300030001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Campana A.N.N.B. ,&amp; Tavares M.C.G.C.F. (2009). <i>Avalia&ccedil;&atilde;o da imagem corporal: instrumentos e diretrizes para pesquisa</i>. (1&ordm; ed.). S&atilde;o Paulo,  			SP: Phorte Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S1646-107X201300030001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Carels, R.A., Burmeister, J., Oehlhlf, M.W., Hinman  N., Leroy M., Bannon, E., … Ashrafloun, L. (2012). Internalized weight bias: ratings of the self,  			normal weight, and obese individuals and psychological maladjustment. <i>Journal of Behavioral Medicine. 35</i>(1). doi: 10.1007/s10865-012-9402-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S1646-107X201300030001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Carr, D. ,&amp; Jaffe, K., The psychological consequences of weight change trajectories: Evidence from quantitative and qualitative data. (2012). <i> 			Economics and Human Biology</i>. doi: /10.1016/j.ehb.2012.04.007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S1646-107X201300030001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Cash, T.F. ,&amp; Fleming, E.C. (2002). Body image and social relations. In T.F. Cash, ,&amp; T. Pruzinsky (Eds.), <i>Body image: a handbook of theory,  			research, and clinical practice</i> (1&ordf; ed., pp. 277-286). New York, NY: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S1646-107X201300030001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Cash, T.F. ,&amp; Pruzinsky, T. (1990). <i>Body Image: development, deviance and change</i> (1&ordf; ed.). New York, NY: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S1646-107X201300030001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Cash, TF ,&amp; Strachan MD. (2002) .Cognitive-behavioral approaches to changing body image. In T.F. Cash, ,&amp; T. Pruzinsky (Eds.), <i>Body image: a  			handbook of theory, research, and clinical practice</i> (1&ordf; ed., pp. 478-486). New York, NY: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S1646-107X201300030001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Castro, M.R., Ferreira, V.N., Carvalho, R.S. ,&amp; Ferreira, M.E.C. (2010). Fun&ccedil;&atilde;o e imagem corporal: uma an&aacute;lise a partir do discurso de mulheres  			submetidas &agrave; cirurgia bari&aacute;trica. <i>Revista Brasileira de Ci&ecirc;ncias do Esporte, 32</i>(2-4), 167-183. doi:10.1590/S0101-32892010000200012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S1646-107X201300030001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Castro, M.R., Ferreira, M.E., Braga, G. ,&amp; Mauerberg-deCastro, E. (2011). Rela&ccedil;&atilde;o entre apar&ecirc;ncia e imagem corporal em pacientes submetidas &agrave; cirurgia  			bari&aacute;trica. <i>Revista Motriz, 17</i>(Supl.1), S162.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S1646-107X201300030001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <p> 			Dixon, J.B., Dixon, M.E. ,&amp; O&rsquo;Brien, P.E. (2002). Body Image: Appearance Orientation and Evaluation in the Severely Obese. Changes with weight  			loss. <i>Obesity Surgery, 12</i>(1), 65-71. doi: 10.1381/096089202321144612. 		</p> 		 		    <p> 			Fischler, C. (1995). Obeso benigno, obeso maligno. In D.B., Sant&rsquo;ana, (Eds.), <i>Pol&iacute;ticas do Corpo</i> (1&ordf; ed. pp. 69-80) S&atilde;o Paulo, SP:  			Esta&ccedil;&atilde;o Liberdade.  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Fontanella, B.J.B., Ricas, J. ,&amp; Turato, E.R. (2008). Amostragem por satura&ccedil;&atilde;o em pesquisas qualitativas em sa&uacute;de: contribui&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas. <i>Cadernos  			de Sa&uacute;de P&uacute;blica, 24</i>(1), 17-27. doi: 10.1590/S0102-311X2008000100003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S1646-107X201300030001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Goldenberg, M. ,&amp; Ramos, M.S. (2007). A civiliza&ccedil;&atilde;o das formas: o corpo como valor. In M. Goldenberg, (Ed.), <i>Nu e vestido - dez antrop&oacute;logos revelam  			a cultura do corpo carioca</i> (2&ordf; ed., pp. 19-40) Rio de Janeiro, RJ: Record.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S1646-107X201300030001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Kaufman, A. (1993). Obesidade feminina e sexualidade.  In A. T. Cord&aacute;s (Org.), Fome de c&atilde;o: <i>Quando o medo de ficar gordo vira doen&ccedil;a: Anorexia, bulimia,  			obesidade</i> (1&ordf; ed., pp.83-93) S&atilde;o Paulo: Maltese.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S1646-107X201300030001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Lovo, T.M.A. (2006). <i>Anosognosia: imagem corporal na hemiplegia</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica, Universidade  			Estadual de Campinas, Campinas, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S1646-107X201300030001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			L&uuml;dke, M. ,&amp; Andr&eacute;, M.E.D. (1986). <i>Pesquisa em educa&ccedil;&atilde;o: abordagens qualitativas</i> (1&ordf; ed.) S&atilde;o Paulo, SP: EPU.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S1646-107X201300030001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Malysse, S. (2007). Em busca dos (H) alteres-ego: olhares franceses nos bastidores da corpolatria carioca. In M. Goldenberg, (Ed.), <i>Nu e vestido - dez  			antrop&oacute;logos revelam a cultura do corpo carioca</i> (2&ordm; ed., pp. 79 -138) Rio de Janeiro, RJ: Record.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S1646-107X201300030001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Marcelino, L.F. ,&amp; Patr&iacute;cio, Z.M. (2011). The complexity of obesity and life after bariatric surgery: a public health issue. <i>Ci&ecirc;ncia e Sa&uacute;de  			Coletiva, 16</i>(12), 4767-4776. doi: 10.1590/S1413-81232011001300025.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S1646-107X201300030001000024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Palmeira, A.L., Branco, T.L., Martins, S.C., Minderico, C.S., Silva, M.N., Vieira, P.N., ... Teixeira, P.J. (2010). Change in body image and psychological  			well-being during behavioral obesity treatment: associations with weight loss and maintenance. <i>Body Image, 7</i>(3), 187-193.  			doi:10.1016/j.bodyim.2010.03.002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S1646-107X201300030001000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Petroski, E.L., Pelegrini, A. ,&amp; Glaner, M.F. (2009). Insatisfa&ccedil;&atilde;o corporal em adolescentes rurais e urbanos. <i>Revista Motricidade, 5</i>(4),  			13-25. doi: 10.6063/motricidade.5(4).167.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S1646-107X201300030001000026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Pruzinsky, T. ,&amp; Cash, T.F. (1990). Integrative themes in body-image development, deviance, and change. In T.F. Cash, ,&amp; T. Pruzinsky (Eds.), <i> 			Body images development, deviance, and change </i>(1&ordf; ed., pp. 337-349). New York, NY: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S1646-107X201300030001000027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Pruzinsky, T. ,&amp; Edgerdon, M.T. (1990). Body image change in cosmetic plastic surgery. In T.F. Cash, ,&amp; T. Pruzinsky (Eds.), <i>Body images  			development, deviance, and change</i> (1&ordf; ed., pp. 217-236). New York, NY: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S1646-107X201300030001000028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Puhl, R. ,&amp; Heuer, C.A. (2009). The stigma of obesity: a review and update. <i>Obesity, 17</i>(5), 941–964. doi:10.1038/oby.2008.636.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S1646-107X201300030001000029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Santos, E.M.C., Burgos, M.G.P.A. ,&amp; Silva, S.A. (2006). Perda ponderal ap&oacute;s a cirurgia bari&aacute;trica de fobi-capella: realidade de um hospital  			universit&aacute;rio do nordeste brasileiro. <i>Revista Brasileira de Nutri&ccedil;&atilde;o Cl&iacute;nica, 3</i>(21), 188-192.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000192&pid=S1646-107X201300030001000030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Santos, F.C.G. (2005). <i>Magro.</i> <i>E agora? Hist&oacute;rias de obesos m&oacute;rbidos que se submeteram &agrave; cirurgia bari&aacute;trica </i>(1&ordf; Ed.) S&atilde;o Paulo, SP: Vetor.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S1646-107X201300030001000031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Sarwer, D.B., Dilks, R.J. ,&amp; Spitzer, J.C. (2011). Weight loss and changes in body image. In T.F. Cash, ,&amp; L. Smolak (Eds.), <i>Body image: a  			handbook of science, practice, and prevention </i>(2&ordf; ed., pp. 369-377). New York, NY: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000196&pid=S1646-107X201300030001000032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Sarwer, D.B., Wadden, T.A., Moore, R.H., Eisenberg, M.H., Raper, S.E. ,&amp; Williams, N.N. (2010). Changes in quality of life and body image after gastric  			bypass surgery. Surgery for <i>Obesity and Related Diseases, 6</i>(6), 608-614. doi:10.1016/j.soard.2010.07.015 		&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000198&pid=S1646-107X201300030001000033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> 			Schilder, P. (1994). <i>A imagem do corpo: as energias construtivas da psique </i>(2&ordf; Ed.). S&atilde;o Paulo, SP: Martins Fontes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000199&pid=S1646-107X201300030001000034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Schwartz, M.B. ,&amp; Brownell, K.D. (2002). Obesity and body image. In T.F. Cash, ,&amp; T. Pruzinsky (Eds.), <i>Body image: a handbook of theory,  			research, and clinical practice</i> (1&ordf; ed., pp. 125-164). New York, NY: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000201&pid=S1646-107X201300030001000035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> 			Segal, A. ,&amp; Fandino, J. (2002). Bariatric surgery indications and contraindications. <i>Revista Brasileira de Psiquiatria, 24</i>(Supl III): 68-72.  			doi: 10.1590/S1516-44462002000700015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000203&pid=S1646-107X201300030001000036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Steffen, K.J., Sarwer, D.B., Thompson, J.K., Mueller, A., Baker, A.W. ,&amp; Mitchell, J.E. (2012). Predictors of satisfaction with excess skin and desire  			for body contouring after bariatric surgery. <i>Surgery for Obesity and Related Diseases, 8</i>(1), 92-97. doi:10.1016/j.soard.2011.06.022.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000205&pid=S1646-107X201300030001000037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Tavares, M.C.G.C.F. (2003). <i>Imagem corporal: conceito e desenvolvimento </i>(1&ordf; ed.). Barueri, SP: Manole.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000207&pid=S1646-107X201300030001000038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			World Health Organization. (2012). <i>World Health Statistcs: a snapshot of global health, Geneva</i>. &#91;Vers&atilde;o em PDF&#93;. Acesso em Julho de 2012.   			Recuperado em <a href="http://www.who.int/gho/en/" target="_blank">http://www.who.int/gho/en/</a> .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000209&pid=S1646-107X201300030001000039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Yokokura, A.V.C.P., Silva, A.A.M., Ara&uacute;jo, G.F., Cardoso, L.O., Barros, L.C.M.M. &amp; Sousa, S.M.A. (2011). Obesity and bariatric surgery from the  			perspective of morbidly ex-obese. <i>Sa&uacute;de em Debate, 35</i>(90), 462-469.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000211&pid=S1646-107X201300030001000040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p>		 		 		    ]]></body>
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