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<article-id pub-id-type="doi">10.6063/motricidade.9(3).1097</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação das oportunidades de desenvolvimento motor na habitação familiar de crianças entre 18 e 42 meses]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study aimed to assess the opportunities for motor development in the family home of children that are between 18 and 42 months old, comparing the age groups (18 - 30 months and 31 - 42 months), gender, living with children and other conditions socioeconomic Characterized as an observational, descriptive and transversal study. The study included 88 children from the city of Sapucaia do Sul/ RS. Was used a structured and validated previously questionnaire called Affordances in the Home Environment Motor Development of children that are between 18 - 42 months, during home visits. There was no difference between gender and age groups. It was found that the number of adults are associated with better scores of interior space. The parents’ education is associated with greater supply of toys and materials of skills fine motor (p < .005). The number of children at home is associated with a better variety of stimulation (p < .001). Family income has a significant relationship with the interior space (p < .005), exterior space (p < .001), materials of skills fine motor (p < .005) and gross motor (p < .001). The child who had more daily social interaction has more variety of stimulation (p < .001). However, it is important to increase attention to children and advising their parents about the development.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[desenvolvimento infantil]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[toys]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[  		    <p> 			<b>Avalia&ccedil;&atilde;o das oportunidades de desenvolvimento motor na habita&ccedil;&atilde;o familiar de crian&ccedil;as entre 18 e 42 meses</b> 		</p> 		    <p> 			<b>Assessment of opportunities for motor development in the family home of children between 18 and 42 months of age</b> 		</p> 		    <p>&nbsp;</p>  		    <p> 			<b> 				L.G. Giordani<sup>I</sup>, 				C.S. Almeida<sup>II</sup>, 				A.M. Pacheco<sup>II</sup> 			</b> 		</p>  		    <p> 			<sup>I</sup>Unisinos, Brasil.<br /> 			<sup>II</sup>Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil. 		</p>  		    <p><i><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></i></p>  		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>RESUMO</b></p>  		    <p> 			O trabalho teve o objetivo de avaliar as oportunidades para o desenvolvimento motor na habita&ccedil;&atilde;o familiar de crian&ccedil;as entre 18 e 42 meses, comparando as 			faixas et&aacute;rias (18 a 30 meses e 31 a 42 meses), os g&ecirc;neros, o conv&iacute;vio com outras crian&ccedil;as e as condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas. Caracterizou-se como um estudo 			observacional, descritivo, do tipo transversal. Participaram do estudo 88 crian&ccedil;as da cidade de Sapucaia do Sul/RS. Foi utilizado o question&aacute;rio <i> 			Affordances in the Home Environment Motor Development</i> em crian&ccedil;as de 18 - 42 meses, durante visita domiciliar. N&atilde;o houve diferen&ccedil;a entre o g&ecirc;nero e as 			faixas et&aacute;rias. Verificou-se que o n&uacute;mero de adultos estavam associados com melhor escore de espa&ccedil;o interior. A escolaridade dos pais associou-se com maior 			oferta de brinquedos e materiais de motricidade fina (<i>p </i>&lt; .005). O n&uacute;mero de crian&ccedil;as no domic&iacute;lio estava associado com uma melhor variedade de 			estimula&ccedil;&atilde;o (<i>p </i>&lt; .001). A renda familiar estabeleceu rela&ccedil;&atilde;o significativa com o espa&ccedil;o interior (<i>p </i>&lt; .005), espa&ccedil;o exterior (<i>p </i> 			&lt; .001), materiais de motricidade fina (<i>p </i>&lt; .005) e de motricidade ampla (<i>p </i>&lt; .001). A crian&ccedil;a que apresentou conv&iacute;vio social di&aacute;rio 			teve melhor variedade de est&iacute;mulo (<i>p </i>&lt; .001). Contudo, &eacute; importante incrementar a aten&ccedil;&atilde;o &agrave; crian&ccedil;a e orientar seus respons&aacute;veis acerca do 			desenvolvimento. 		</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Palavras-chave</i>: desenvolvimento infantil, ambiente, jogos e brinquedos</p>  		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>ABSTRACT</b></p>  		    <p> 			This study aimed to assess the opportunities for motor development in the family home of children that are between 18 and 42 months old, comparing the age 			groups (18 - 30 months and 31 - 42 months), gender, living with children and other conditions socioeconomic Characterized as an observational, descriptive 			and transversal study. The study included 88 children from the city of Sapucaia do Sul/ RS. Was used a structured and validated previously questionnaire 			called Affordances in the Home Environment Motor Development of children that are between 18 - 42 months, during home visits. There was no difference 			between gender and age groups. It was found that the number of adults are associated with better scores of interior space. The parents’ education is 			associated with greater supply of toys and materials of skills fine motor (<i>p</i> &lt; .005). The number of children at home is associated with a better 			variety of stimulation (<i>p</i> &lt; .001). Family income has a significant relationship with the interior space (<i>p</i> &lt; .005), exterior space (<i>p 			</i> &lt; .001), materials of skills fine motor (<i>p</i> &lt; .005) and gross motor (<i>p</i> &lt; .001). The child who had more daily social interaction 			has more variety of stimulation (<i>p</i> &lt; .001). However, it is important to increase attention to children and advising their parents about the 			development. 		</p> 		    <p><i>Keywords</i>: child development, environment, toys</p> 		    <p>&nbsp;</p>  		    <p>&nbsp;</p> 		    <p> 			Desenvolvimento motor &eacute; definido como um processo permanente de altera&ccedil;&atilde;o no n&iacute;vel de funcionamento de um indiv&iacute;duo. Isso significa que, no decorrer da  			vida, s&atilde;o necess&aacute;rios ajustes, compensa&ccedil;&otilde;es ou mudan&ccedil;as a fim de obter ou manter alguma habilidade. Ele abrange as necessidades biol&oacute;gicas, ambientais e  			ocupacionais, al&eacute;m das habilidades motoras. A aquisi&ccedil;&atilde;o de alguma habilidade ir&aacute; depender da exig&ecirc;ncia da tarefa, resultando da intera&ccedil;&atilde;o entre o indiv&iacute;duo  			(fatores biol&oacute;gicos, hereditariedade) e o ambiente (fatores de experi&ecirc;ncia e aprendizagem). Esses fatores podem ser transformados, um pelo outro (Gallahue  			&amp; Ozmun, 2005). 		</p> 		 		    <p> 			Nicoletti e Manoel (2007) acrescentam que o desenvolvimento motor constitui um conjunto de mudan&ccedil;as que capacita o indiv&iacute;duo a interagir com os meios  			f&iacute;sico e social, n&atilde;o envolvendo apenas mudan&ccedil;as nos movimentos, mas tamb&eacute;m nas rela&ccedil;&otilde;es e objetivos relacionados com o ambiente. Tipicamente, existe uma  			sequ&ecirc;ncia na aquisi&ccedil;&atilde;o das habilidades. Um beb&ecirc; normal, por exemplo, consegue engatinhar, caminhar e depois correr em certa etapa do desenvolvimento. A  			hereditariedade estabelece as bases para o desenvolvimento, por&eacute;m, o ambiente/experi&ecirc;ncia &eacute; quem afeta o ritmo e a aquisi&ccedil;&atilde;o das habilidades motoras. Al&eacute;m  			disso, o ambiente desempenha importante papel no desenvolvimento da linguagem enquanto a cogni&ccedil;&atilde;o e a personalidade s&atilde;o mais influenciadas por varia&ccedil;&otilde;es de  			experi&ecirc;ncia (Gabbard, Ca&ccedil;ola, &amp; Rodrigues, 2008). 		</p> 		 		    <p> 			Ao contr&aacute;rio do que muitos acreditam, a maioria das crian&ccedil;as n&atilde;o aprende os movimentos fundamentais “automaticamente”. O aprendizado envolve uma s&eacute;rie de  			fatores, tais como, oportunidades pr&aacute;ticas, encorajamento, instru&ccedil;&otilde;es e condi&ccedil;&otilde;es ambientais para realizar a tarefa (Gallahue &amp; Ozmun, 2005). A  			investiga&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento infantil sugere que um &oacute;timo n&iacute;vel de desenvolvimento acontece em ambientes favor&aacute;veis. Nesse sentido, a habita&ccedil;&atilde;o familiar  			constitui um agente primordial para a aprendizagem. As oportunidades oferecidas &agrave; crian&ccedil;a &eacute; que potencializam o desenvolvimento das habilidades (Gabbard et  			al., 2008; Rodrigues, Saraiva, &amp; Gabbard, 2005). Na primeira inf&acirc;ncia, os principais v&iacute;nculos, bem como os cuidados e est&iacute;mulos necess&aacute;rios ao  			crescimento e desenvolvimento, s&atilde;o fornecidos pela fam&iacute;lia. A qualidade do cuidado, nos aspectos f&iacute;sico e afetivo-social, decorre de condi&ccedil;&otilde;es est&aacute;veis de  			vida, tanto socioecon&ocirc;micas quanto psicossociais (Andrade et al., 2005).  O ambiente familiar &eacute; um dos agentes primordiais para o desenvolvimento infantil.  			Apesar disso, existe pouca investiga&ccedil;&atilde;o acerca dessa situa&ccedil;&atilde;o (Rodrigues et al., 2005).   		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			O objetivo do presente estudo foi avaliar as oportunidades para o desenvolvimento motor na habita&ccedil;&atilde;o familiar de crian&ccedil;as entre 18 e 42 meses, comparando  			as faixas et&aacute;rias (18 a 30 meses e 31 a 42 meses), os g&ecirc;neros, o conv&iacute;vio com outras crian&ccedil;as e as condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>M&Eacute;TODO</b></p> 		 		    <p> 			Estudo observacional, descritivo, do tipo transversal realizado com crian&ccedil;as em idades entre 18 e 42 meses, independente da ra&ccedil;a, de ambos g&ecirc;neros,  			residentes nas Vilas Colonial e Fortuna que s&atilde;o atendidas pelo programa de Fisioterapia Comunit&aacute;ria da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos,  			localizadas na cidade de Sapucaia do Sul/RS. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Amostra</b></p> 		 		    <p> 			A popula&ccedil;&atilde;o refer&ecirc;ncia do estudo foi de 139 indiv&iacute;duos &#91;levantamento realizado em conjunto com os Agentes Comunit&aacute;rios de Sa&uacute;de (ACS)&#93;. Cada um dos postos  			atendia a seis micro-&aacute;reas. Das 139 crian&ccedil;as mapeadas para a avalia&ccedil;&atilde;o do presente estudo, apenas 88 finalizaram o processo. Isso aconteceu devido a alguns  			fatores como: falta de identifica&ccedil;&atilde;o das moradias, crian&ccedil;as que alternavam as resid&ecirc;ncias (casa dos pais, av&oacute;s), mudan&ccedil;a de endere&ccedil;o e recusa por parte do  			respons&aacute;vel. 		</p> 		 		    <p> 			O presente estudo passou pela aprova&ccedil;&atilde;o do Comit&ecirc; de &Eacute;tica da Universidade que deu origem ao estudo, seguindo os par&acirc;metros &eacute;ticos da resolu&ccedil;&atilde;o 196/96, do  			Conselho Nacional da Sa&uacute;de sob o protocolo de n&ordm; 08/061. Os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) em duas vias e  			foram submetidos a um question&aacute;rio estruturado e previamente validado com a finalidade de obter informa&ccedil;&otilde;es inerentes a pesquisa. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Instrumentos</b></p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			O instrumento utilizado foi o <i>Affordances in the Home Environment Motor Development</i> (AHEMD) traduzido para o portugu&ecirc;s como Oportunidades de  			Estimula&ccedil;&atilde;o Motora na Casa Familiar. &Eacute; considerado um instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o de f&aacute;cil aplica&ccedil;&atilde;o e definido para cada faixa et&aacute;ria. A vers&atilde;o utilizada foi  			a 18 - 42 meses (Rodrigues et al., 2005). O question&aacute;rio &eacute; composto por 67 itens que contempla a caracteriza&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a e da fam&iacute;lia, espa&ccedil;o f&iacute;sico da  			resid&ecirc;ncia (interior e exterior), atividades di&aacute;rias e brinquedos e materiais existentes na habita&ccedil;&atilde;o. Inclui perguntas com respostas dicot&ocirc;micas, escala  			Likert e descritivas, conforme exemplo (<a href="/img/revistas/mot/v9n3/9n3a11f1.jpg">Figura 1</a>).  		</p> 		 		    
<p> 			A organiza&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio &eacute; baseada em cinco subescalas: espa&ccedil;o exterior, espa&ccedil;o interior, variedade de estimula&ccedil;&atilde;o, materiais de motricidade fina e  			materiais de motricidade ampla. Al&eacute;m das pontua&ccedil;&otilde;es de cada subescala foi constru&iacute;do um indicador global denominado AHEMD total, constitu&iacute;do pela soma dos  			anteriores. Quanto maior a pontua&ccedil;&atilde;o, maiores eram as oportunidades de desenvolvimento motor. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Procedimentos</b></p> 		 		    <p> 			O instrumento foi aplicado sempre pelo mesmo pesquisador durante visita ao domic&iacute;lio das fam&iacute;lias, de forma oral, com o objetivo de manter um padr&atilde;o de  			resposta e oferecer alternativas para o levantamento do n&uacute;mero de materiais. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>An&aacute;lise Estat&iacute;stica</b></p> 		 		    <p> 			Os dados categ&oacute;ricos foram descritos atrav&eacute;s de frequ&ecirc;ncias e percentuais. As vari&aacute;veis quantitativas foram descritas pela m&eacute;dia &plusmn; desvio padr&atilde;o da  			m&eacute;dia. A compara&ccedil;&atilde;o entre os achados conforme g&ecirc;nero e faixa et&aacute;ria foi realizada atrav&eacute;s do teste <i>t</i> de <i>student</i> para amostras independentes.  			A associa&ccedil;&atilde;o entre o conv&iacute;vio com outras crian&ccedil;as e n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico com os escores das subescalas do AHEMD foram avaliados atrav&eacute;s do coeficiente de  			correla&ccedil;&atilde;o de Spearman. A associa&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis categ&oacute;ricas foi avaliada atrav&eacute;s do teste qui-quadrado de Pearson. O n&iacute;vel de signific&acirc;ncia adotado  			no estudo foi de <i>p</i> &le; .05. Os dados foram processados e analisados com o aux&iacute;lio dos programas <i>Microsoft Office Excel </i>2007 e <i>Statistical  			Package for Social Science</i> (SPSS) para <i>Windows</i>, vers&atilde;o 18.0. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>RESULTADOS</b></p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			Das 88 crian&ccedil;as estudadas, 50% eram meninos (<i>n</i> = 44), tinham idade entre 18 e 42 meses, sendo que a m&eacute;dia de idade foi de 30.40 meses. N&atilde;o houve  			diferen&ccedil;a estatisticamente significativa (<i>p</i> = .182) entre os g&ecirc;neros e entre as faixas et&aacute;rias observadas (18 a 30 meses e 31 a 42 meses). Os pais  			das crian&ccedil;as, em sua maioria, estudaram at&eacute; o Ensino Fundamental (5&ordf; a 8&ordf; s&eacute;rie) e a renda familiar mensal para 60.2% da amostra era inferior a  			R$ 1.000.00. O escore m&eacute;dio da amostra para as oportunidades de desenvolvimento na habita&ccedil;&atilde;o familiar foi de 10.30 &plusmn; 1.90, pr&oacute;ximo do limite  			inferior para a classifica&ccedil;&atilde;o adequada (para o AHEMD total, escore maior que 10). Na <a href="#t1">Tabela 1</a> podem-se observar as frequ&ecirc;ncias, m&eacute;dias e desvios-padr&atilde;o que  			qualificam a amostra do estudo. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		<a name="t1"></a> 		<img src="/img/revistas/mot/v9n3/9n3a11t1.jpg"> 		    
<p>&nbsp;</p> 		 		    <p> 			Na <a href="#t2">Tabela 2</a> observa-se a distribui&ccedil;&atilde;o da classifica&ccedil;&atilde;o de acordo com as subescalas do question&aacute;rio AHEMD: espa&ccedil;o interior, espa&ccedil;o  			exterior e variedade de estimula&ccedil;&atilde;o. A classifica&ccedil;&atilde;o mais freq&uuml;ente para interior foi muito boa (68.2%), para exterior boa (55.7%) e para variedade de  			estimula&ccedil;&atilde;o muito boa (51.1%). 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		<a name="t2"></a> 		<img src="/img/revistas/mot/v9n3/9n3a11t2.jpg"> 		    
<p>&nbsp;</p> 		 		    <p> 			Na <a href="/img/revistas/mot/v9n3/9n3a11t3.jpg">Tabela 3</a> est&atilde;o descritas as associa&ccedil;&otilde;es entre as vari&aacute;veis. Pode-se observar que o n&uacute;mero de adultos e de quartos est&aacute; associado com  			melhor qualidade do espa&ccedil;o interior. A renda apresenta-se relacionada tanto com a qualidade do ambiente interior e exterior como com a oferta de materiais  			e brinquedos de motricidade fina e ampla. Quanto maior o n&uacute;mero de adulto no domic&iacute;lio, mais prejudicado era a variedade de estimula&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as. A  			presen&ccedil;a de outras crian&ccedil;as melhora a variedade de estimula&ccedil;&atilde;o. A oferta de materiais de motricidade fina est&aacute; associada com a escolaridade dos pais. 		</p> 		 		    
<p> 			Dentre os materiais ofertados as crian&ccedil;as a maioria consiste em brinquedos de faz de conta (42.0%) e materiais educacionais (22.0%). Se observarmos apenas  			o g&ecirc;nero feminino, o primeiro sobe para 44.0%. Realmente este n&uacute;mero &eacute; ainda maior, visto que o question&aacute;rio classifica at&eacute; cinco itens em cada tipo de  			brinquedo (seis quest&otilde;es referentes a brinquedos de faz de conta). Existe uma grande car&ecirc;ncia de materiais de montar/encaixar/empilhar (classificados como  			puzzles e materiais de constru&ccedil;&atilde;o) visto que apenas 22 meninos e 20 meninas do total de 88 crian&ccedil;as possuem esse tipo de brinquedo em suas resid&ecirc;ncias  			totalizando 2.0% dos materiais encontrados. Isso talvez aconte&ccedil;a devido ao menor apelo comercial para esse tipo de material. Foram identificadas poucas  			ocorr&ecirc;ncias de materiais violentos, (arma de fogo, espada) e os mesmos n&atilde;o foram classificados porque n&atilde;o contemplaram a descri&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio  			utilizado. Materiais musicais apresentaram uma freq&uuml;&ecirc;ncia de 15.0%, materiais locomotores 7.0%, materiais manipulativos 6.0% e materiais de explora&ccedil;&atilde;o  			global 4.0%.  		</p> 		 		    <p> 			Na <a href="#t4">Tabela 4</a>, apresenta-se a associa&ccedil;&atilde;o do escore de AHEMD com conv&iacute;vio social. Observa-se que a crian&ccedil;a que apresentou conv&iacute;vio social di&aacute;rio teve melhor  			variedade de est&iacute;mulo (<i>p</i> = .001). 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		<a name="t4"></a> 		<img src="/img/revistas/mot/v9n3/9n3a11t4.jpg"> 		    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p> 		 		    <p> 			Na primeira inf&acirc;ncia, a qualidade da rela&ccedil;&atilde;o com outras pessoas, al&eacute;m da manuten&ccedil;&atilde;o dos processos org&acirc;nicos, favorece a aquisi&ccedil;&atilde;o de habilidades. O  			desenvolvimento infantil &eacute; favorecido pela gen&eacute;tica, mas as potencialidades s&oacute; se desenvolvem na medida em que existe um meio favor&aacute;vel f&iacute;sico e  			emocionalmente. &Eacute; atrav&eacute;s das rela&ccedil;&otilde;es que a crian&ccedil;a se descobre, constr&oacute;i a sua personalidade (Andrade et al., 2005). 		</p> 		 		    <p> 			Um dos principais elementos para uma adequada estimula&ccedil;&atilde;o no ambiente familiar &eacute; o conv&iacute;vio da crian&ccedil;a com adultos ou at&eacute; mesmo outras crian&ccedil;as. O conv&iacute;vio  			familiar possibilita que a crian&ccedil;a desenvolva sua percep&ccedil;&atilde;o e comportamento, adquira conhecimentos e habilidades e estabele&ccedil;a rela&ccedil;&otilde;es no seu  			microssistema, reconhecendo-se como parte integrante dele (Andrade et al., 2005; Bronfenbrenner, 2002).  		</p> 		 		    <p> 			A fam&iacute;lia, al&eacute;m de ser respons&aacute;vel pelos cuidados, deve proporcionar os est&iacute;mulos necess&aacute;rios para o crescimento e desenvolvimento infantil. Al&eacute;m disso,  			deve garantir &agrave; crian&ccedil;a as necessidades fisiol&oacute;gicas, afetivas, cognitivas, al&eacute;m de seguran&ccedil;a e estabilidade (Andrade et al., 2005). 		</p> 		 		    <p> 			Atualmente existem novos arranjos de fam&iacute;lia diferentes da nuclear, constitu&iacute;da por casal e filhos, dominante tempos atr&aacute;s. A fam&iacute;lia, independentemente de  			como se estrutura, desempenha o papel de mediadora entre a crian&ccedil;a e a sociedade, constituindo um meio relacional (Bronfenbrenner, 2002). O fato observado  			nos resultados de quanto maior o n&uacute;mero de adultos na resid&ecirc;ncia, menor a variedade de estimula&ccedil;&atilde;o, provavelmente, &eacute; devido &agrave; aglutina&ccedil;&atilde;o das forma&ccedil;&otilde;es  			familiares. Por exemplo: uma fam&iacute;lia constitu&iacute;da pelo pai, m&atilde;e e dois filhos adolescentes. Um dos filhos engravida a namorada e a mesma vem com o seu filho  			para morar na casa dos av&oacute;s. A casa passa a ter cinco adultos e uma crian&ccedil;a, constituindo dessa maneira, possivelmente, um ambiente com menor variedade de  			estimula&ccedil;&atilde;o. 		</p> 		 		    <p> 			Outra informa&ccedil;&atilde;o importante &eacute; de que a presen&ccedil;a de companheiro no ambiente familiar interfere positivamente na variedade de estimula&ccedil;&atilde;o. Isso pode estar  			relacionado tamb&eacute;m ao desempenho da fun&ccedil;&atilde;o materna. As condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de na inf&acirc;ncia s&atilde;o influenciadas pela progress&atilde;o da renda familiar e crescente  			escolaridade de seus membros. Quanto maior o n&iacute;vel de escolaridade, melhores poder&atilde;o ser as oportunidades de emprego, o que resultar&aacute; em melhor renda e  			oportunidade de oferecer est&iacute;mulos adequados para favorecer o desenvolvimento da crian&ccedil;a. A escolaridade, por sua vez, exerce influ&ecirc;ncia sobre as  			oportunidades de emprego, dessa forma, condicionando o poder aquisitivo das fam&iacute;lias (Maria-Mengel &amp; Linhares, 2007; Monteiro &amp; Freitas, 2000).  		</p> 		 		    <p> 			Existe uma constante associa&ccedil;&atilde;o entre a qualidade do ambiente e o desenvolvimento das crian&ccedil;as. Alguns fatores de risco, tais como, baixo peso ao nascer,  			desnutri&ccedil;&atilde;o, baixa renda familiar, baixa escolaridade dos pais e fam&iacute;lias muito numerosas exercem influ&ecirc;ncia na qualidade do ambiente e desenvolvimento  			infantil (M&uuml;ller, 2008; Schobert, 2008). 		</p> 		 		    <p> 			O ambiente exerce um papel fundamental no desenvolvimento das crian&ccedil;as. Um n&iacute;vel &oacute;timo de desenvolvimento &eacute; identificado, principalmente, em contextos com  			suporte e estimula&ccedil;&atilde;o adequada (Rodrigues et al., 2005). 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			V&aacute;rios estudos apontam que a escolaridade materna funciona como um fator de prote&ccedil;&atilde;o para o desenvolvimento das crian&ccedil;as (Andrade et al., 2005; Martins,  			Costa, Saforcada, &amp; Cunha, 2004). No presente estudo n&atilde;o houve associa&ccedil;&atilde;o significativa entre a escolaridade materna em quatro estratos e o escore do  			question&aacute;rio. Talvez isso seja devido &agrave; caracter&iacute;stica do local da amostra. A presente pesquisa foi realizada em comunidades carentes, na periferia da  			cidade. Outros estudos analisaram em &aacute;reas centrais e perif&eacute;ricas, talvez por este motivo tenham encontrado associa&ccedil;&atilde;o (Andrade et al., 2005; Martins et  			al., 2004). 		</p> 		 		    <p> 			Estudo longitudinal realizado por Martins, Costa, Saforcada e Cunha (2004), na cidade de Pelotas/RS, utilizou o invent&aacute;rio <i>Home Observation for the  			Measurement of the Environment</i> (HOME) e encontrou associa&ccedil;&atilde;o entre a menor escolaridade dos pais e diminui&ccedil;&atilde;o da qualidade do ambiente. Os ambientes  			negativos tamb&eacute;m estavam associados ao n&uacute;mero elevado de irm&atilde;os (quatro ou mais) e &agrave; pr&aacute;tica de dormir com os pais. Apesar disso, mais do que o grau de  			instru&ccedil;&atilde;o, o comportamento afetivo, a estabilidade do relacionamento e os cuidados dispensados &agrave; crian&ccedil;a s&atilde;o fatores de prote&ccedil;&atilde;o para o desenvolvimento  			infantil (Martins et al., 2004). 		</p> 		 		    <p> 			Estudo realizado por Andrade et al. (2005) em 350 crian&ccedil;as com idade entre 17 e 42 meses utilizando o invent&aacute;rio HOME verificou que o n&iacute;vel de escolaridade  			materna estava associado positivamente com a qualidade de estimula&ccedil;&atilde;o ambiental. Al&eacute;m disso, quando superior a cinco anos de estudo estava associada tamb&eacute;m  			&agrave; melhor organiza&ccedil;&atilde;o do ambiente f&iacute;sico e temporal, a maior varia&ccedil;&atilde;o na estimula&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria, disponibilidade de materiais e jogos apropriados e maior  			envolvimento emocional e verbal da m&atilde;e com a crian&ccedil;a (Andrade et al., 2005). 		</p> 		 		    <p> 			Conforme a teoria ecol&oacute;gica, a escolaridade e ocupa&ccedil;&atilde;o dos pais interferem diretamente nas rela&ccedil;&otilde;es sociais proximais que ocorrem no microssistema  			familiar, influenciando, dessa maneira, o desenvolvimento das crian&ccedil;as (Bronfenbrenner, 2002; Maria-Mengel &amp; Linhares, 2007). No contexto da pesquisa  			realizada, &eacute; pertinente afirmar que muitas crian&ccedil;as da comunidade convivem com situa&ccedil;&otilde;es de riscos psicossociais constantemente. Isso abrange tanto a baixa  			escolariza&ccedil;&atilde;o quanto a renda familiar insuficiente para prover recursos e materiais b&aacute;sicos para o sustento da fam&iacute;lia, afetando, dessa forma, o  			desenvolvimento dos sujeitos. 		</p> 		 		    <p> 			O brincar constitui uma forma complexa e indispens&aacute;vel ao desenvolvimento infantil (Aranega Nassim, &amp; Chiappetta, 2006). O brinquedo estimula a crian&ccedil;a  			e a convida para determinada atividade. &Eacute; a partir da brincadeira que a crian&ccedil;a consegue se comparar com os outros (Cordazzo &amp; Vieira, 2007). 		</p> 		 		    <p> 			A brincadeira constitui uma atividade espont&acirc;nea que permite condi&ccedil;&otilde;es apropriadas para o desenvolvimento biopsicossocial da crian&ccedil;a. O brinquedo favorece  			o desenvolvimento infantil em todas as dimens&otilde;es, incluindo aspectos f&iacute;sicos e sensoriais (percep&ccedil;&atilde;o, habilidade motora, for&ccedil;a, resist&ecirc;ncia,  			termorregula&ccedil;&atilde;o e controle de peso), estimula&ccedil;&atilde;o intelectual e socializa&ccedil;&atilde;o (Cordazzo &amp; Vieira, 2007; Melo &amp; Valle, 2005).  		</p> 		 		    <p> 			O conv&iacute;vio social &eacute; um ponto que merece destaque, pois est&aacute; relacionado intimamente com a qualidade na variedade de estimula&ccedil;&atilde;o. Na brincadeira &eacute; que o  			desenvolvimento tem a sua express&atilde;o m&aacute;xima. Os jogos ou brincadeiras entre os pares possibilitam a crian&ccedil;a vivenciar situa&ccedil;&otilde;es, realizar questionamentos e  			formular estrat&eacute;gias para superar determinado problema. &Eacute; nesse momento que ela formula as rela&ccedil;&otilde;es de causa-efeito. Numa atmosfera com seguran&ccedil;a emocional  			e aus&ecirc;ncia de perigo, a crian&ccedil;a &eacute; quem vai encontrar solu&ccedil;&otilde;es baseadas em seus erros e acertos, aprendendo, dessa maneira, as normas sociais vigentes no  			seu meio relacional. O aprendizado de viver socialmente e a forma de lidar com conflitos sociais tamb&eacute;m surgem durante a brincadeira (Cordazzo &amp;  			Vieira, 2007). A brincadeira, de certa forma, satisfaz as necessidades afetivas e permite lidar com maior habilidade sobre sentimentos de ansiedade e  			ang&uacute;stia. A fam&iacute;lia e o brincar desempenham o papel de potencializadores da aprendizagem e promovem a educa&ccedil;&atilde;o para os h&aacute;bitos de vida di&aacute;ria (Cordazzo  			&amp; Vieira, 2007); al&eacute;m disso, servem de base para a assimila&ccedil;&atilde;o da cultura e constru&ccedil;&atilde;o de valores sociais (Aranega et al., 2006).  		</p> 		 		    <p> 			A fun&ccedil;&atilde;o do profissional da sa&uacute;de &eacute; auxiliar a fam&iacute;lia a desempenhar seu papel, sem substitu&iacute;-la, mas fornecendo o apoio necess&aacute;rio ao desenvolvimento de  			suas responsabilidades como tal atrav&eacute;s das interven&ccedil;&otilde;es. As interven&ccedil;&otilde;es devem ser realizadas em conjunto com a comunidade, estimulando sua mobiliza&ccedil;&atilde;o e  			participa&ccedil;&atilde;o, com a finalidade de oferecer um servi&ccedil;o vinculado aos objetivos das Secretarias de Pol&iacute;ticas de Sa&uacute;de, assim se abalizam as limita&ccedil;&otilde;es deste  			estudo que n&atilde;o teve a oportunidade de realizar interven&ccedil;&otilde;es com essas crian&ccedil;as estudadas. Sugere-se, para um pr&oacute;ximo estudo, gerar orienta&ccedil;&otilde;es de como  			melhorar estes ambientes familiares para melhorar as oportunidades de desenvolvimento motor, bem como propor interven&ccedil;&otilde;es motoras para o mesmo fim. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			Quanto maior o n&uacute;mero de adultos na casa e o n&uacute;mero de quartos, melhor o espa&ccedil;o f&iacute;sico. Quanto maior a escolaridade dos pais, melhor a oferta de brinquedos  			e materiais de motricidade fina. Quanto maior o n&uacute;mero de crian&ccedil;as no domic&iacute;lio melhor a variedade de estimula&ccedil;&atilde;o. Quanto maior a renda familiar, maior &eacute; o  			espa&ccedil;o interior, espa&ccedil;o exterior, materiais de motricidade fina e de motricidade ampla. A crian&ccedil;a que apresentou conv&iacute;vio social di&aacute;rio teve melhor  			variedade de est&iacute;mulo. Embora as condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas adversas &agrave;s comunidades estudadas, em geral, apresentaram um n&iacute;vel regular de oportunidades para  			o desenvolvimento motor das crian&ccedil;as, o conv&iacute;vio social obteve uma importante associa&ccedil;&atilde;o com a variedade de estimula&ccedil;&atilde;o oferecida. Portanto, a cria&ccedil;&atilde;o de  			ambientes saud&aacute;veis, como pra&ccedil;as, &eacute; de suma import&acirc;ncia. A orienta&ccedil;&atilde;o dos pais e respons&aacute;veis pela crian&ccedil;a a respeito das atividades indicadas para  			determinada faixa et&aacute;ria tamb&eacute;m &eacute; muito importante, visto que eles podem ser multiplicadores desse pensamento. 		</p>  		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Andrade, S. A., Santos, D. N., Bastos, A. C., Pedrom&ocirc;nico, M.R.M., Almeida-Filho, N., &amp; Barreto, M.L. (2005). Ambiente familiar e desenvolvimento  			cognitivo infantil: Uma abordagem epidemiol&oacute;gica. <i>Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica, 39</i>(4), 606-611. doi: 10.1590/S0034-89102005000400014 		&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S1646-107X201300030001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> 			Aranega, C. D. T., Nassim, C. P., &amp; Chiappetta, A. L. M. L. (2006). A import&acirc;ncia do brincar na educa&ccedil;&atilde;o infantil. <i>Revista CEFAC, 8</i>(2), 141-146.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S1646-107X201300030001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Brasil, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. (2000) Secretaria de Pol&iacute;ticas de Sa&uacute;de, Departamento de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia. <i>Revista de Sa&uacute;de  			P&uacute;blica, 34</i>(3), 316-319. doi: 10.1590/S0034-89102000000300018 		&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S1646-107X201300030001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> 			Bronfenbrenner, U. (2002). A<i> ecologia do desenvolvimento humano: Experimentos naturais e planejados</i>. Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S1646-107X201300030001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Cordazzo, S. T. D., &amp; Vieira, M. L. (2007). A brincadeira e suas implica&ccedil;&otilde;es nos processos de aprendizagem e de desenvolvimento. <i>Estudos e Pesquisas  			em Psicologia, 7</i>(1), 92-104.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S1646-107X201300030001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Gabbard, C., Ca&ccedil;ola, P., &amp; Rodrigues, L. P. (2008). A new inventory for assessing Affordances in the Home Environment for Motor Development (AHEMD-SR).  			<i>Early Childhood Education Journal, 36</i>, 5–9. doi: 10.1007/S10643-008-0235-6 		&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S1646-107X201300030001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> 			Gallahue, D. L., &amp; Ozmun, J. C. (2005) <i>Compreendendo o desenvolvimento motor: Beb&ecirc;s, crian&ccedil;as, adolescentes e adultos</i>. S&atilde;o Paulo: Phorte.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S1646-107X201300030001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Maria-Mengel, M. R. S., &amp; Linhares, M. B. M. (2007). Risk factors for infant developmental problems. <i>Revista Latino-Americana de Enfermagem, 15</i>,  			837-842.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S1646-107X201300030001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Martins, M. F. D., Costa, J. S. D. da, Saforcada, E. T., &amp; Cunha, M. D. da C. (2004). Qualidade do ambiente e fatores associados: Um estudo em crian&ccedil;as  			de Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil. <i>Caderno de Sa&uacute;de P&uacute;blica, 20</i>(3), 710-718.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S1646-107X201300030001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Melo, L. L., &amp; Valle, E. R. M. (2005). O brinquedo e o brincar no desenvolvimento infantil. <i>Psicologia Argumento, 23</i>(40), 43-48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S1646-107X201300030001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> 			Monteiro, C. A., &amp; Freitas, I. C. M. (2000). Evolu&ccedil;&atilde;o de condicionantes socioecon&ocirc;micas da sa&uacute;de na inf&acirc;ncia na cidade de S&atilde;o Paulo (1984-1996). <i> 			Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica, 34</i>(6), 8-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S1646-107X201300030001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			M&uuml;ller, A. B. (2008). E<i>feitos da interven&ccedil;&atilde;o motora em diferentes contextos no desenvolvimento da crian&ccedil;a com atraso motor</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado,  			Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S1646-107X201300030001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Nicoletti, G., &amp; Manoel, E. J. (2007). Invent&aacute;rio de a&ccedil;&otilde;es motoras de crian&ccedil;as no playground. <i>Revista da Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica/UEM Maring&aacute;, 18</i>(1),  			17-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S1646-107X201300030001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Papalia, D. E., &amp; Olds, S. W. (2000). <i>Desenvolvimento humano</i>. Porto Alegre: ARTMED.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S1646-107X201300030001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Rodrigues, L., Saraiva, L., &amp; Gabbard, C. (2005). Development and construct validation of an inventory for assessing the home environment for motor  			development. <i>Research Quarterly for Exercise and Sport, 76</i>(2), 140-148.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1646-107X201300030001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> 			Schobert, L. (2008). <i>O desenvolvimento motor de beb&ecirc;s em creches: Um olhar sobre diferentes contextos</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade Federal  			do Rio grande do Sul, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1646-107X201300030001100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p>  		    <p>&nbsp;</p> 		    <p> 			<i><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para Correspond&ecirc;ncia:</a><a name="c0"></a></i> 			Adriana Mor&eacute; Pacheco, Escola de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica – ESEF/UFRGS, Rua Felizardo, 750, Jardim Bot&acirc;nico, Porto Alegre, RS, CEP: 90690-200, Brasil. 			<i>	E-mail:</i> <a href="mailto:adrimpacheco@ufrgs.br">adrimpacheco@ufrgs.br</a> 		</p> 	 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p>Submetido: 08.08.2012   &brvbar;   Aceite: 15.05.2013</p> 	     ]]></body><back>
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