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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The motivational orientation of an athlete aims to improve their skills (task) and getting a good result in a given competition (ego). Thus, the purpose of the present study was to compare players of one Portuguese team handball club. The independent variables were: competitive levels, years as competitors, time presence as player in the club and competitive position. The dependent variables were motivational orientations: task and ego. The sample consisted of 57 male athletes borne between 1977 and 1997. The Task and Ego Orientation Questionnaire in Sport (TEOSQp), validated by Fernandes and Vasconcelos-Raposo (2010) was used. Results revealed that the handball players in the club studied present high scores on both task and ego orientation with a higher score at the level of task orientation. The present results are not in accordance with previous studies. However they do not contradict consolidated theoretical proposal. Senior athletes presented higher scores in task orientation and lower on ego. Comparisons by years in competition, time presence in the club and competitive position in the do influence significantly the motivational orientation among this club team handball players.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  		    <p> 			<b>Clima motivacional em jogadores de uma equipa de andebol</b> 		</p> 		    <p> 			<b>Motivational climate in a team handball players</b> 		</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		 		    <p> 			<b> 				J. Vasconcelos-Raposo<sup>I</sup>,  				J.M. Moreira<sup>I</sup>,  				C.M. Teixeira<sup>I</sup> 			</b> 		</p>  		    <p> 			<sup>I</sup>Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal. 		</p> 		 		    <p><i><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></i></p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>RESUMO</b></p> 		 		    <p> 			A orienta&ccedil;&atilde;o motivacional de um atleta visa a melhoria das suas capacidades (tarefa) e a obten&ccedil;&atilde;o de um bom resultado numa dada competi&ccedil;&atilde;o (ego). Desta  			forma, objetivou-se comparar andebolistas de um clube portugu&ecirc;s de diferentes escal&otilde;es competitivos, anos de pr&aacute;tica da modalidade, tempo de presen&ccedil;a no  			clube e posi&ccedil;&atilde;o competitiva ao n&iacute;vel das suas orienta&ccedil;&otilde;es motivacionais. A amostra contou com 57 atletas do sexo masculino nascidos entre 1977 e 1997. Foi  			utilizado o Question&aacute;rio sobre a Orienta&ccedil;&atilde;o para a Tarefa e para o Ego no Desporto (TEOSQp) de Fernandes e Vasconcelos-Raposo (2010). Os resultados revelam  			que os andebolistas deste estudo t&ecirc;m uma forte orienta&ccedil;&atilde;o para a tarefa, apresentando uma m&eacute;dia de 4.03 (&plusmn; .37), superior &agrave; m&eacute;dia da orienta&ccedil;&atilde;o para  			o ego (3.78 &plusmn; .49), o que vai de encontro aos valores obtidos noutros estudos que consolidaram a proposta te&oacute;rica. Averiguou-se ainda que existem  			diferen&ccedil;as significativas entre os escal&otilde;es na orienta&ccedil;&atilde;o para a tarefa e que os atletas s&eacute;nior apresentam as m&eacute;dias mais altas na orienta&ccedil;&atilde;o para a tarefa  			e as mais baixas na orienta&ccedil;&atilde;o para o ego. Os anos de pr&aacute;tica da modalidade, o tempo de presen&ccedil;a no clube e a posi&ccedil;&atilde;o competitiva n&atilde;o parecem influenciar,  			significativamente, a orienta&ccedil;&atilde;o motivacional dos andebolistas. 		</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Palavras-chave</i>: orienta&ccedil;&atilde;o para o ego, tarefa, andebol</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>ABSTRACT</b></p>  		    <p> 			The motivational orientation of an athlete aims to improve their skills (task) and getting a good result in a given competition (ego). Thus, the purpose of  			the present study was to compare players of one Portuguese team handball club. The independent variables were: competitive levels, years as competitors,  			time presence as player in the club and competitive position. The dependent variables were motivational orientations: task and ego. The sample consisted of  			57 male athletes borne between 1977 and 1997. The Task and Ego Orientation Questionnaire in Sport (TEOSQp), validated by Fernandes and Vasconcelos-Raposo  			(2010) was used. Results revealed that the handball players in the club studied present high scores on both task and ego orientation with a higher score at  			the level of task orientation. The present results are not in accordance with previous studies. However they do not contradict consolidated theoretical  			proposal. Senior athletes presented higher scores in task orientation and lower on ego.  Comparisons by years in competition, time presence in the club and  			competitive position in the do influence significantly the motivational orientation among this club team handball players. 		</p> 		    <p><i>Keywords</i>: task and ego orientation; handball</p> 		    <p>&nbsp;</p>  		    <p>&nbsp;</p> 		    <p> 			A motiva&ccedil;&atilde;o representa for&ccedil;as externas e internas que produzem a inicia&ccedil;&atilde;o, dire&ccedil;&atilde;o, intensidade e persist&ecirc;ncia de um comportamento direcionado a um  			objetivo espec&iacute;fico e &eacute; uma das vari&aacute;veis cognitivas determinantes na ado&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos desportivos (Buckworth &amp; Dishman, 2007). Sem a  			motiva&ccedil;&atilde;o apropriada &eacute; dif&iacute;cil que os atletas se dediquem &agrave; pr&aacute;tica desportiva com o sacrif&iacute;cio e perseveran&ccedil;a que &eacute; exigido ao mais alto n&iacute;vel de  			rendimento desportivo. 		</p> 		 		    <p> 			Para Vasconcelos-Raposo e Mahl (2005) a motiva&ccedil;&atilde;o pode ser definida como a dire&ccedil;&atilde;o e intensidade de um esfor&ccedil;o. Se um indiv&iacute;duo procura aproximar-se ou &eacute;  			atra&iacute;do para determinadas situa&ccedil;&otilde;es, estamos perante a dire&ccedil;&atilde;o do esfor&ccedil;o. A quantidade de esfor&ccedil;o que um atleta coloca numa determinada situa&ccedil;&atilde;o refere-se  			&agrave; intensidade do esfor&ccedil;o (Weinberg &amp; Gould, 2007). 		</p> 		 		    <p> 			A psicologia da motiva&ccedil;&atilde;o tem como objetivo responder a quest&otilde;es gerais como: por que raz&atilde;o &eacute; que alguns indiv&iacute;duos participam em desportos e outros n&atilde;o?  			Por que &eacute; que uns atletas praticam futebol e outros atletismo ou esqui? Quais os fatores que s&atilde;o importantes para manter algu&eacute;m otimamente motivado num  			desporto e como manter esse n&iacute;vel &oacute;timo de motiva&ccedil;&atilde;o? Ou por outro lado, por que &eacute; que alguns atletas abandonam antecipadamente a pr&aacute;tica desportiva?  		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			Parece existir consenso quando atletas e treinadores afirmam que um atleta com elevados n&iacute;veis de motiva&ccedil;&atilde;o utiliza a sua energia para estabelecer  			objetivos e para cumpri-los, emprega vontade de resolver os problemas, evidencia elevados n&iacute;veis de aten&ccedil;&atilde;o e concentra&ccedil;&atilde;o e demonstra entusiasmo e gosto  			pela participa&ccedil;&atilde;o desportiva. Por estas raz&otilde;es &eacute; da maior import&acirc;ncia que a motiva&ccedil;&atilde;o e os processos associados a esta sejam objecto de permanente  			preocupa&ccedil;&atilde;o por parte das equipas t&eacute;cnicas. 		</p> 		 		    <p> 			A motiva&ccedil;&atilde;o para a realiza&ccedil;&atilde;o afeta o desempenho e a participa&ccedil;&atilde;o no que diz respeito &agrave; pr&aacute;tica. Relaciona-se com os esfor&ccedil;os de um indiv&iacute;duo em dominar  			uma tarefa, atingir os seus limites, superar obst&aacute;culos, ter um melhor desempenho que os outros e ter orgulho do seu talento (Ferreira, Costa, Penna,  			Samulsky, &amp; Moraes, 2012).  		</p> 		 		    <p> 			Diferenciam-se dois tipos de orienta&ccedil;&otilde;es motivacionais: a orienta&ccedil;&atilde;o para a tarefa e a orienta&ccedil;&atilde;o para o ego. Orienta&ccedil;&atilde;o para a tarefa (ou mestria) &eacute; a  			preocupa&ccedil;&atilde;o do atleta no desenvolvimento da sua compet&ecirc;ncia e das suas habilidades na melhoria de uma tarefa (Vasconcelos-Raposo &amp; Mahl, 2005). Um  			indiv&iacute;duo com esta orienta&ccedil;&atilde;o motivacional sentir-se-&aacute; bem-sucedido quando atingir o desenvolvimento de mestria e melhorar as suas pr&oacute;prias capacidades.  			Arriscamos afirmar que o atleta est&aacute; motivado a melhorar os seus n&iacute;veis de desempenho anteriores, tendo em vista a autossupera&ccedil;&atilde;o. 		</p> 		 		    <p> 			Um indiv&iacute;duo orientado para o ego n&atilde;o objetiva superar-se a si mesmo, mas sim superar os outros, a sua perce&ccedil;&atilde;o de sucesso baseia-se na compara&ccedil;&atilde;o com os  			colegas, tendo necessidade de se sentir superior a eles. Vasconcelos-Raposo e Mahl (2005) defendem que o crit&eacute;rio de alta perce&ccedil;&atilde;o de habilidade dos  			atletas orientados para o ego (resultado) depende do alcance de resultados t&atilde;o bons ou melhor do que os outros e de prefer&ecirc;ncia num menor esfor&ccedil;o poss&iacute;vel. 		</p> 		 		    <p> 			Em idades inferiores, a pr&oacute;pria habilidade &eacute; vista pelo atleta como melhor ou pior tendo em conta o desempenho realizado anteriormente por ele mesmo, em  			idades mais avan&ccedil;adas h&aacute; j&aacute; uma tend&ecirc;ncia de comparar a sua habilidade com a habilidade dos outros (Cox, 2007).  		</p> 		 		    <p> 			Silva (2006) encontrou elevada orienta&ccedil;&atilde;o para a tarefa nos atletas de escal&otilde;es competitivos superiores. Contudo, num estudo de Coroa (2009) este verificou  			que atletas muito novos, com idades compreendidas entre os 8 e os 11 anos, tamb&eacute;m se orientam preferencialmente para a tarefa. Lib&oacute;rio (2007) encontrou  			valores superiores relativamente &agrave; orienta&ccedil;&atilde;o para o ego nos escal&otilde;es inferiores. Rodrigues, L&aacute;zaro, Fernandes e Vasconcelos-Raposo (2009) verificaram que  			a orienta&ccedil;&atilde;o para a tarefa &eacute; superior nos atletas com mais anos de experi&ecirc;ncia. Nesse mesmo estudo n&atilde;o se encontraram diferen&ccedil;as significativas entre os  			anos de pr&aacute;tica da modalidade e a orienta&ccedil;&atilde;o para o ego. Num estudo de Vasconcelos-Raposo e Mahl (2005) verificou-se que a posi&ccedil;&atilde;o competitiva n&atilde;o  			evidenciou diferen&ccedil;as significativas relativamente &agrave; orienta&ccedil;&atilde;o cognitiva adotada.   		</p> 		 		    <p> 			Face aos resultados constatados na literatura optamos por assumir como objectivos espec&iacute;ficos para o presente trabalho fazer as seguintes compara&ccedil;&otilde;es em  			fun&ccedil;&atilde;o das orienta&ccedil;&otilde;es motivacionais: 1- escal&atilde;o competitivo; 2- anos de pr&aacute;tica; e 3- anos de presen&ccedil;a na eauipa; 4- posi&ccedil;&atilde;o competitiva. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>M&Eacute;TODO</b></p> 		 		    <p><b>Amostra</b></p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			A amostra &eacute; constitu&iacute;da por 57 atletas nascidos entre 1977 e 1997 do sexo masculino de diferentes escal&otilde;es competitivos, 14 (24.6%) iniciados nascidos em  			1996 e 1997, 21 (36.8%) juvenis nascidos entre 1993 e 1995, 8 (14.0%) juniores nascidos entre 1990 e 1992 e 14 (24.6%) seniores nascidos entre 1977 e 1992.  			Os anos de pr&aacute;tica da modalidade variaram entre 1 e 22 anos, os atletas foram divididos em 4 grupos, 18 (31.6%) t&ecirc;m 3 ou menos anos de pr&aacute;tica de andebol,  			entre 4 e 8 anos eram 17 (29.8%), entre 9 e 13 anos eram 14 (24.6%) e com mais de 14 anos de pr&aacute;tica de andebol eram 8 (14.0%). Os anos de presen&ccedil;a no  			clube variaram entre 1 e 13 anos, foram divididos em 4 grupos, os que se encontravam h&aacute; um ano ou menos no clube eram 17 (29.8%), com 2 a 4 anos eram 27  			(47.4%), com 5 a 7 anos eram 5 (8.8%) e 8 (14.0%) estavam h&aacute; 8 anos ou mais no clube. Relativamente &agrave; posi&ccedil;&atilde;o competitiva eram 9 (15.8%) guarda-redes, 9  			(15.8%) centrais, 12 (21.1%) laterais, 11 (19.3%) pontas, 10 (17.5%) pivots e 6 (10.5%) universais. 		</p>  		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Instrumentos</b></p> 		 		    <p> 			O Question&aacute;rio de Orienta&ccedil;&atilde;o para a Tarefa e para o Ego no Desporto (TEOSQp) visa saber a opini&atilde;o do atleta acerca do significado do sucesso no contexto  			desportivo. A vers&atilde;o utilizada foi desenvolvida por Fernandes e Vasconcelos-Raposo (2010) e &eacute; constitu&iacute;da por 13 itens que se encontram agrupados em dois  			fatores de orienta&ccedil;&atilde;o cognitiva, 6 de orienta&ccedil;&atilde;o para o ego e 7 de orienta&ccedil;&atilde;o para a tarefa. Os 13 itens foram respondidos numa escala tipo <i>Likert</i> de 5 pontos  			(variando entre 1=discordo completamente e 5=concordo completamente). 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Procedimentos</b></p> 		 		    <p> 			Os question&aacute;rios foram entregues a todos os atletas pertencentes &agrave; modalidade de um clube profissional de andebol portugu&ecirc;s. Para o tratamento estat&iacute;stico  			dos dados recorreu-se ao programa <i>SPSS 2</i>0 (<i>Statistical Package for the Social Sciences</i>). Atrav&eacute;s do c&aacute;lculo da m&eacute;dia, desvio padr&atilde;o, valor  			m&aacute;ximo e m&iacute;nimo realizou-se a an&aacute;lise descritiva dos dados. O estudo da normalidade das distribui&ccedil;&otilde;es foi concretizado atrav&eacute;s da an&aacute;lise das medidas de  			simetria (<i>Skewness</i>) e achatamento (<i>Kurtosis</i>). A homogeneidade das vari&acirc;ncias foi analisada atrav&eacute;s do teste de Levene. O efeito das vari&aacute;veis  			independentes no conjunto das dimens&otilde;es abrangidas pelos instrumentos utilizados foi estudado atrav&eacute;s da an&aacute;lise de vari&acirc;ncia multivariada (MANOVA a um  			fator). Foram utilizados os testes <i>Post-Hoc</i> para compara&ccedil;&atilde;o entre grupos e identifica&ccedil;&atilde;o de poss&iacute;veis diferen&ccedil;as significativas. Estabeleceu-se um  			n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 5% (<i>p</i> &le; .05) em toda a an&aacute;lise dos dados. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>RESULTADOS</b></p> 		 		    <p> 			No <a href="/img/revistas/mot/v9n3/9n3a13q1.jpg">quadro 1</a> s&atilde;o apresentados a m&eacute;dia, desvio padr&atilde;o, os valores m&iacute;nimo e m&aacute;ximo, o Skewness e  			Kurtosis das orienta&ccedil;&otilde;es cognitivas da popula&ccedil;&atilde;o em estudo. 		</p> 		 		    
]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			Uma vez que o TEOSQp contempla uma escala tipo <i>Likert</i> de 5 pontos, pode-se afirmar que os andebolistas participantes nesta investiga&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m uma  			forte orienta&ccedil;&atilde;o para a tarefa, apresentando uma m&eacute;dia de 4.03 (&plusmn; .37). A orienta&ccedil;&atilde;o para o ego tem uma m&eacute;dia inferior &agrave; orienta&ccedil;&atilde;o para a tarefa  			(3.78 &plusmn; .49). Analisando o <i>Skewness</i> e <i>Kurtosis</i> verifica-se a normalidade das distribui&ccedil;&otilde;es. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><i>Escal&atilde;o competitivo</i></p> 		 		    <p> 			Quanto &agrave; compara&ccedil;&atilde;o entre escal&otilde;es no que toca &agrave;s orienta&ccedil;&otilde;es cognitivas, a an&aacute;lise de vari&acirc;ncia multivariada (Manova a um fator) revelou existir um efeito  			diferenciador significativo &#91;&lambda; de <i>Wilks</i> = .788, F<sub>(3,53)</sub> = 2.193, <i>p</i> = .049 e <i>&eta;</i><sub>p</sub><sup>2</sup> = .112&#93;.  			Apesar de apenas a orienta&ccedil;&atilde;o para a tarefa (<i>p</i> = .007) mostrar diferen&ccedil;as significativas, ambas as dimens&otilde;es do TEOSQp parecem evidenciar algumas  			rela&ccedil;&otilde;es causa-efeito. Foi obtido efeito forte, sugerindo que 21% da varia&ccedil;&atilde;o na combina&ccedil;&atilde;o linear da orienta&ccedil;&atilde;o para a tarefa pode ser atribu&iacute;do ao  			escal&atilde;o competitivo. Foram obtidos efeitos m&eacute;dios, sugerindo que 11% da varia&ccedil;&atilde;o na combina&ccedil;&atilde;o linear da orienta&ccedil;&atilde;o para o ego pode ser atribu&iacute;do ao  			escal&atilde;o competitivo. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		<a href="/img/revistas/mot/v9n3/9n3a13q2.jpg">Quadro 2</a> 		    
<p>&nbsp;</p> 		 		    <p> 			Os seniores evidenciam m&eacute;dias superiores na orienta&ccedil;&atilde;o para a tarefa e os iniciados evidenciam uma m&eacute;dia mais alta na orienta&ccedil;&atilde;o para o ego. Os juvenis s&atilde;o  			aqueles que apresentam m&eacute;dias mais baixas nas orienta&ccedil;&otilde;es cognitivas, havendo diferen&ccedil;as significativas entre este grupo e o grupo de seniores,  			especialmente na orienta&ccedil;&atilde;o para a tarefa em que o escal&atilde;o superior apresenta m&eacute;dias mais altas.   		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><i>Anos de pr&aacute;tica da modalidade</i></p> 		 		    <p> 			Para diferenciar a experi&ecirc;ncia competitiva quanto &agrave;s dimens&otilde;es do TEOSQp, procedeu-se a uma Manova (a um fator) que denunciou n&atilde;o existir um efeito  			diferenciador significativo por parte da vari&aacute;vel anos de pr&aacute;tica da modalidade &#91;&lambda; de <i>Wilks</i> = .859, F<sub>(3,53)</sub> = 1.368, <i>p</i>  			= .234 e <i>&eta;</i><sub>p</sub><sup>2</sup> = .073&#93;. O teste de <i>Levene</i> demonstrou que a igualdade de vari&acirc;ncias entre os grupos pode ser assumida em  			ambas as orienta&ccedil;&otilde;es cognitivas. Apesar de nenhuma das orienta&ccedil;&otilde;es cognitivas mostrar diferen&ccedil;as significativas, ambas parecem evidenciar algumas rela&ccedil;&otilde;es  			causa-efeito. Foram obtidos efeitos m&eacute;dios, sugerindo que 12% (orienta&ccedil;&atilde;o para a tarefa) e 6% (orienta&ccedil;&atilde;o para o ego) das varia&ccedil;&otilde;es na combina&ccedil;&atilde;o linear  			das vari&aacute;veis dependentes podem ser atribu&iacute;dos aos anos de pr&aacute;tica da modalidade. 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		<a href="/img/revistas/mot/v9n3/9n3a13q3.jpg">Quadro 3</a> 		    
<p>&nbsp;</p> 		 		    <p> 			De um modo geral n&atilde;o houve um aumento progressivo das m&eacute;dias de ambas as orienta&ccedil;&otilde;es cognitivas com o aumento dos anos de pr&aacute;tica da modalidade. Contudo, o  			grupo dos que praticam a modalidade h&aacute; mais tempo evidenciou m&eacute;dias superiores aos restantes grupos tanto na orienta&ccedil;&atilde;o para a tarefa como na orienta&ccedil;&atilde;o  			para o ego. O grupo 2 (4-8) evidenciou m&eacute;dias mais baixas para ambas as orienta&ccedil;&otilde;es cognitivas.  		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><i>Tempo de presen&ccedil;a no clube</i></p> 		 		    <p> 			Quanto &agrave; compara&ccedil;&atilde;o entre grupos no que toca &agrave;s orienta&ccedil;&otilde;es cognitivas, a Manova revelou n&atilde;o existir um efeito diferenciador significativo &#91;&lambda; de  			<i>Wilks</i> = .828, F<sub>(3,53)</sub> = 1.713, p = .125 e <i>&eta;</i><sub>p</sub><sup>2</sup> = .090&#93;. Apesar de apenas a  			orienta&ccedil;&atilde;o para a tarefa (<i>p</i> = .03) mostrar diferen&ccedil;as significativas, ambas as dimens&otilde;es do TEOSQp parecem evidenciar algumas rela&ccedil;&otilde;es causa-efeito.  			Foi obtido efeito forte, sugerindo que 15% da varia&ccedil;&atilde;o na combina&ccedil;&atilde;o linear da orienta&ccedil;&atilde;o para a tarefa pode ser atribu&iacute;do ao tempo de presen&ccedil;a no clube.  			Foi obtido efeito m&eacute;dio, sugerindo que 7% da varia&ccedil;&atilde;o na combina&ccedil;&atilde;o linear da orienta&ccedil;&atilde;o para o ego pode ser atribu&iacute;do ao tempo de presen&ccedil;a no clube. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		<a href="/img/revistas/mot/v9n3/9n3a13q4.jpg">Quadro 4</a> 		    
<p>&nbsp;</p> 		 		    <p> 			De uma forma generalizada n&atilde;o se verificou um aumento ou diminui&ccedil;&atilde;o graduais nas orienta&ccedil;&otilde;es cognitivas com o aumento do tempo de presen&ccedil;a no clube. O  			grupo2 (2-4 anos) mostrou m&eacute;dia mais alta na orienta&ccedil;&atilde;o para a tarefa; quanto &agrave; orienta&ccedil;&atilde;o para o ego, aqueles que se encontram h&aacute; mais tempo no clube  			apresentaram m&eacute;dia mais alta do que os restantes grupos. O grupo 3 (5-7) evidenciou m&eacute;dias mais baixas para ambas as orienta&ccedil;&otilde;es cognitivas.  		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Posi&ccedil;&atilde;o competitiva</i></p> 		 		    <p> 			Com o objetivo de comparar as diferentes posi&ccedil;&otilde;es competitivas, efetuou-se uma Manova (a um fator) que revelou n&atilde;o existir um efeito diferenciador  			significativo por parte da vari&aacute;vel posi&ccedil;&atilde;o competitiva &#91;&lambda; de <i>Wilks</i> = .832, F<sub>(5,51)</sub> = .965, <i>p</i> = .478 e <i>&eta;</i><sub>p 			</sub><sup>2</sup> = .088&#93;. Apesar de nenhuma das orienta&ccedil;&atilde;o cognitivas mostrar diferen&ccedil;as significativas, ambas as dimens&otilde;es do TEOSQp parecem  			evidenciar algumas rela&ccedil;&otilde;es causa-efeito. Foram obtidos efeitos m&eacute;dios, sugerindo que 9% (orienta&ccedil;&atilde;o para o ego) e 6% (orienta&ccedil;&atilde;o para a tarefa) das  			varia&ccedil;&otilde;es na combina&ccedil;&atilde;o linear das vari&aacute;veis dependentes podem ser atribu&iacute;dos &agrave; posi&ccedil;&atilde;o competitiva. 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		<a href="/img/revistas/mot/v9n3/9n3a13q5.jpg">Quadro 5</a> 		    
<p>&nbsp;</p> 		 		    <p> 			De uma forma geral n&atilde;o existem diferen&ccedil;as evidentes entre as v&aacute;rias posi&ccedil;&otilde;es competitivas no que toca a ambas &agrave;s orienta&ccedil;&otilde;es cognitivas. Os jogadores  			universais s&atilde;o aqueles que apresentam uma m&eacute;dia superior na orienta&ccedil;&atilde;o para a tarefa e inferior na orienta&ccedil;&atilde;o para o ego. Os pontas s&atilde;o os jogadores que  			apresentam uma m&eacute;dia superior na orienta&ccedil;&atilde;o para o ego e os centrais os que t&ecirc;m m&eacute;dia inferior na orienta&ccedil;&atilde;o para a tarefa. 		</p>  		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p> 		 		    <p> 			Na nossa investiga&ccedil;&atilde;o, os andebolistas revelaram uma maior orienta&ccedil;&atilde;o para a tarefa do que para o ego, tal como nos estudos de Almeida (2009) e  			Vasconcelos-Raposo e Mahl (2005). Acreditamos que isto ocorre pelo facto do estudo se ter realizado numa modalidade coletiva o que leva a que,  			habitualmente, os jogadores sejam incentivados a dirigir preferencialmente os seus esfor&ccedil;os e a sua presta&ccedil;&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o da equipa ao inv&eacute;s de valorizarem  			em demasia as suas metas pessoais. 		</p> 		 		    <p> 			A elevada orienta&ccedil;&atilde;o para a tarefa por parte dos atletas em estudo resulta dos feedbacks que estes recebem de todos aqueles que interv&ecirc;m na sua pr&aacute;tica  			desportiva. Quando um treinador d&aacute; feedbacks positivos aos atletas ap&oacute;s a correta execu&ccedil;&atilde;o de uma tarefa e critica quando executam de forma errada o  			exerc&iacute;cio, o treinador est&aacute; a optar por um sistema de refor&ccedil;os. Os atletas ir&atilde;o manter os comportamentos que forem refor&ccedil;ados, isto &eacute;, se o treinador  			elogia a execu&ccedil;&atilde;o de um exerc&iacute;cio, o atleta tender&aacute; a manter a conduta.  		</p> 		 		    <p> 			Vejamos um exemplo da aplica&ccedil;&atilde;o de refor&ccedil;o para a mestria, se um guarda-redes obt&eacute;m 100% de efic&aacute;cia de defesa numa s&eacute;rie de 10 remates e o treinador  			corrigir a sua postura, a posi&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; baliza, o timing de sa&iacute;da &agrave; bola, o posicionamento dos bra&ccedil;os e das pernas, etc., significa que est&aacute;  			preocupado com a correta execu&ccedil;&atilde;o da tarefa por parte do atleta e n&atilde;o com o resultado. Isto quer dizer que o treinador valoriza a orienta&ccedil;&atilde;o para a  			mestria, preocupando-se com a melhoria das habilidades do atleta numa dada tarefa ao inv&eacute;s da preocupa&ccedil;&atilde;o com o resultado.  		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 			No que concerne ao escal&atilde;o competitivo, os iniciados apresentam m&eacute;dias mais elevadas tanto na orienta&ccedil;&atilde;o cognitiva para o ego como na orienta&ccedil;&atilde;o cognitiva  			para a tarefa, seguidos dos jogadores seniores. Os nossos resultados v&atilde;o de encontro ao estudo de Lib&oacute;rio (2007) que encontrou valores superiores na  			orienta&ccedil;&atilde;o para o ego nos escal&otilde;es inferiores, e ao estudo de Coroa (2009) que verificou que atletas muito novos se orientam preferencialmente para a  			tarefa. Verificaram-se apenas diferen&ccedil;as significativas na orienta&ccedil;&atilde;o para a tarefa entre o escal&atilde;o de seniores e o escal&atilde;o de juvenis, sendo que os  			primeiros apresentam m&eacute;dias mais altas. Os juvenis e juniores apresentam m&eacute;dias mais baixas em ambas as orienta&ccedil;&otilde;es cognitivas. 		</p> 		 		    <p> 			Os nossos resultados podem ser explicados pelo facto dos jogadores iniciados serem muito jovens, com idades compreendidas entre os 14 e 15 anos, e ainda  			n&atilde;o terem adquirido uma clara defini&ccedil;&atilde;o e perce&ccedil;&atilde;o dos conceitos abordados nos question&aacute;rios. Em idades mais tenras, &eacute; habitual os atletas responderem &agrave;s  			perguntas da forma que consideram ser mais positiva e correta, muitas vezes n&atilde;o correspondendo exatamente &agrave; realidade daquilo que vivenciam em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;  			orienta&ccedil;&atilde;o das suas motiva&ccedil;&otilde;es. Tal como afirma Vygotsky (1994), nos primeiros est&aacute;gios de desenvolvimento do jogo, a defini&ccedil;&atilde;o funcional dos conceitos e  			dos objetos ainda n&atilde;o foi atingida e as palavras ainda n&atilde;o se tornaram em algo concreto. Em idade mais avan&ccedil;adas, a compreens&atilde;o de conceitos mais complexos  			vai aumentando e verifica-se assim um decr&eacute;scimo de ambas as orienta&ccedil;&otilde;es cognitivas. Acreditamos que os atletas mais velhos respondem aos question&aacute;rios com  			mais consci&ecirc;ncia e realismo que os atletas mais jovens. Elkonin (1998) defende que o jogo possibilita &agrave;s crian&ccedil;as transcender tend&ecirc;ncias imediatas,  			enraizadas em motiva&ccedil;&otilde;es mais biol&oacute;gicas e primitivas, para seguir as regras sociais e atuar espelhando-se na realidade.  		</p> 		 		    <p> 			No escal&atilde;o s&eacute;nior verifica-se um aumento de ambas as orienta&ccedil;&otilde;es cognitivas que pode ser explicado com a profissionaliza&ccedil;&atilde;o destes atletas. Com a  			profissionaliza&ccedil;&atilde;o da atividade desportiva acresce-se, n&atilde;o s&oacute; o envolvimento do atleta na modalidade que pratica, como tamb&eacute;m a responsabilidade para com a  			equipa onde se insere. Exige-se ao atleta que, n&atilde;o s&oacute; execute as tarefas da maneria mais correta poss&iacute;vel (orienta&ccedil;&atilde;o para a tarefa), mas tamb&eacute;m que os  			resultados apare&ccedil;am (orienta&ccedil;&atilde;o para o ego), uma vez que o caracter competitivo est&aacute; inerente &agrave; profissionaliza&ccedil;&atilde;o de uma modalidade. Os feedbacks dados  			aos atletas acerca dos seus desempenhos na fase de aprendizagem (juvenis/juniores) t&ecirc;m um impacto evidente nas orienta&ccedil;&otilde;es cognitivas. Um feedback  			autorreferenciado vincula-se a uma orienta&ccedil;&atilde;o maior &agrave; tarefa, feedbacks socialmente comparados est&atilde;o relacionados com uma maior orienta&ccedil;&atilde;o para o ego (Shih  			&amp; Alexander, 2000). A estabiliza&ccedil;&atilde;o das m&eacute;dias das orienta&ccedil;&otilde;es cognitivas verificada no escal&atilde;o s&eacute;nior pode ser sustentada pela intera&ccedil;&atilde;o entre o  			desenvolvimento de cren&ccedil;as autorreferenciadas e a promo&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias em busca do melhor resultado, o que, segundo Bandura (1997), tem uma influ&ecirc;ncia  			na a&ccedil;&atilde;o, motiva&ccedil;&atilde;o e nos processos cognitivos.  		</p> 		 		    <p> 			Quanto aos anos de pr&aacute;tica da modalidade, os nossos resultados v&atilde;o de encontro ao do estudo de Rodrigues, L&aacute;zaro, Fernandes e Vasconcelos-Raposo (2009)  			onde verificaram que a orienta&ccedil;&atilde;o para a tarefa &eacute; superior nos atletas com mais anos de experi&ecirc;ncia. Santos (2009) tamb&eacute;m verificou no seu estudo que &agrave;  			medida que aumentam os anos de pr&aacute;tica desportiva, aumenta a orienta&ccedil;&atilde;o motivacional para a tarefa. Verificou-se que os atletas mais experientes (grupo 4)  			apresentaram &iacute;ndices mais elevados tanto na orienta&ccedil;&atilde;o para o ego como na orienta&ccedil;&atilde;o para a tarefa, seguidos dos atletas do grupo 1. Aproximadamente na  			altura em que os atletas passam do grupo 1 para o grupo 2 e come&ccedil;am a adquirir mais viv&ecirc;ncias desportivas ocorre um per&iacute;odo de descentraliza&ccedil;&atilde;o cognitivo,  			por esse facto o grupo 2 &eacute; aquele que apresenta m&eacute;dias mais baixas relativamente &agrave;s orienta&ccedil;&otilde;es cognitivas. Ao longo dos tempos, v&aacute;rios autores (Piaget,  			1982; Elkonin, 1998) destacaram a import&acirc;ncia do jogo para a supera&ccedil;&atilde;o do egocentrismo cognitivo e emocional, defendem que, atrav&eacute;s dele, a crian&ccedil;a come&ccedil;a  			a reconhecer outros pontos de vista, a colocar-se no lugar do outro, perceber melhor o mundo que as rodeia e a estabelecer de forma mais eficaz  			inter-rela&ccedil;&otilde;es. Este conjunto de mudan&ccedil;as permite que se constituam novas opera&ccedil;&otilde;es intelectuais e que o pensamento atinja um n&iacute;vel mais elevado. 		</p> 		 		    <p> 			Posteriormente, com o aumento da experi&ecirc;ncia desportiva, &eacute; importante conceder aos atletas uma grande variedade de est&iacute;mulos e viv&ecirc;ncias desportiva, bem  			como valorizar as aprendizagens t&eacute;cnicas e t&aacute;ticas. A estimula&ccedil;&atilde;o das capacidades dos atletas permitir&aacute; a importante aquisi&ccedil;&atilde;o da motricidade fina e a  			possibilidade de um novo acr&eacute;scimo das m&eacute;dias das orienta&ccedil;&otilde;es cognitivas. R&eacute; (2011) acredita que o desenvolvimento em fases posteriores &eacute; influenciado pelo  			processo de aquisi&ccedil;&atilde;o de habilidades e capacidades motoras, o desempenho desportivo e a qualidade e quantidade dos est&iacute;mulos vivenciados em fases iniciais.  			O mesmo autor defende ainda que na adolesc&ecirc;ncia o atleta deve j&aacute; possuir um padr&atilde;o coordenativo e cognitivo, para que seja implementado o treino da for&ccedil;a,  			velocidade e resist&ecirc;ncia que conduzam posteriormente &agrave; especializa&ccedil;&atilde;o de um atleta numa determinada modalidade.  		</p> 		 		    <p> 			Numa fase mais avan&ccedil;ada, quando os jogadores j&aacute; det&ecirc;m de uma elevada experi&ecirc;ncia desportiva, as m&eacute;dias de ambas as orienta&ccedil;&otilde;es cognitivas tendem a  			aproximar-se devido &agrave; estabiliza&ccedil;&atilde;o caracter&iacute;stica dos atletas profissionais. Para jogadores com v&aacute;rios anos de experi&ecirc;ncia &eacute; t&atilde;o importante executar bem  			uma tarefa (orienta&ccedil;&atilde;o para a tarefa), como obter o melhor resultado numa dada competi&ccedil;&atilde;o (orienta&ccedil;&atilde;o para o ego), caracter&iacute;sticas resultantes da  			profissionaliza&ccedil;&atilde;o enquanto atleta.  		</p> 		 		    <p> 			N&atilde;o foram encontrados outros estudos que tivessem correlacionado o tempo de presen&ccedil;a no clube com as orienta&ccedil;&otilde;es cognitivas dos atletas e por esse motivo  			n&atilde;o podemos comparar os resultados obtidos nesta investiga&ccedil;&atilde;o. Em todos os grupos a orienta&ccedil;&atilde;o para a tarefa est&aacute; mais desenvolvida que a orienta&ccedil;&atilde;o para o  			ego, n&atilde;o se evidenciando diferen&ccedil;as significativas entre eles. No entanto, a orienta&ccedil;&atilde;o para a tarefa encontra-se mais desenvolvida nos grupos 2 e 4. Isto  			pode ser explicado pelo facto de inicialmente quando os atletas integram o clube ainda n&atilde;o t&ecirc;m uma clara defini&ccedil;&atilde;o das suas orienta&ccedil;&otilde;es motivacionais. Com  			o aumento do tempo de presen&ccedil;a no clube, estes v&atilde;o valorizando mais a orienta&ccedil;&atilde;o para a tarefa uma vez que na fase de aprendizagem (camadas jovens) v&atilde;o  			recebendo feedbacks no sentido da autorreferencia&ccedil;&atilde;o e melhoria da execu&ccedil;&atilde;o de uma tarefa ao inv&eacute;s da valoriza&ccedil;&atilde;o do resultado. Contudo, quando j&aacute; se  			encontram no clube h&aacute; algum tempo, al&eacute;m de lhes ser solicitado que sejam perfeccionistas nas suas presta&ccedil;&otilde;es, tamb&eacute;m esperam que eles obtenham os melhores  			resultados nas competi&ccedil;&otilde;es disputadas. O clube estudado tem como preocupa&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o s&oacute; que os atletas evoluam t&eacute;cnica e taticamente, mas tem tamb&eacute;m como lema  			entrar numa competi&ccedil;&atilde;o sempre para vencer. Deste modo, o grupo com mais de 7 anos de perman&ecirc;ncia foram os que obtiveram n&atilde;o s&oacute; m&eacute;dias mais altas na  			orienta&ccedil;&atilde;o para a tarefa como obtiveram, tamb&eacute;m, as m&eacute;dias mais altas na orienta&ccedil;&atilde;o para o ego.  		</p> 		 		    <p> 			Cada clube tem uma filosofia e ideais que v&atilde;o sendo transmitidos aos atletas e outros agentes desportivos que dele fazem parte. A filosofia do clube  			envolve regras desportivas e sociais que v&atilde;o sendo adquiridas e interiorizadas pelos atletas &agrave; medida que vai aumentando o seu tempo de presen&ccedil;a no clube.  			Com o tempo, o ser humano aprende a usar racionalmente as suas capacidades, o ambiente torna-se interiorizado e o comportamento torna-se social e cultural  			(Vasconcelos-Raposo, 1993).  		</p> 		 		    <p> 			No que diz respeito &agrave; posi&ccedil;&atilde;o competitiva tamb&eacute;m n&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as significativas ao n&iacute;vel das orienta&ccedil;&otilde;es cognitivas, tal como verificou  			Vasconcelos-Raposo e Mahl (2005). Destaca-se apenas os pontas que evidenciaram uma m&eacute;dia mais alta na orienta&ccedil;&atilde;o para o ego e os jogadores universais que  			apresentaram uma m&eacute;dia mais alta na orienta&ccedil;&atilde;o para a tarefa. L&aacute;zaro, Casimiro e Fernandes (2005) admitem a dificuldade de avaliar um jogador universal,  			contudo acreditam que este possa ser um atleta dotado de um conjunto de capacidades mentais que o fazem ser eficaz em qualquer posi&ccedil;&atilde;o. Os resultados  			obtidos pelo grupo dos pontas pode ser explicado pelo facto destes jogadores n&atilde;o serem t&atilde;o participativos como um central ou um lateral na constru&ccedil;&atilde;o do  			jogo ofensivo, em que &eacute; de extrema import&acirc;ncia executar corretamente todos os passes, organizarem o jogo e orientarem os colegas (tarefas mais dirigidas  			para a mestria), e tamb&eacute;m pelo facto dos pontas serem os principais intervenientes no contra-ataque, em que o principal objetivo &eacute; marcar golo (fun&ccedil;&atilde;o mais  			relacionada com a orienta&ccedil;&atilde;o para o ego).  		</p> 		 		    <p> 			No entanto, existe uma certa dificuldade em avaliar o jogador de andebol em fun&ccedil;&atilde;o da posi&ccedil;&atilde;o competitiva uma vez que o mesmo atleta pode ocupar v&aacute;rias  			posi&ccedil;&otilde;es no decorrer de um s&oacute; jogo, ou seja, por vezes verifica-se uma falta de defini&ccedil;&atilde;o da posi&ccedil;&atilde;o do atleta (com exce&ccedil;&atilde;o dos guarda-redes). Devido &agrave;  			imprevisibilidade e din&acirc;mica do jogo de andebol, o mesmo atleta pode ocupar diferentes posi&ccedil;&otilde;es dependendo do desenho t&aacute;tico do treinador, da equipa estar  			a atacar ou defender, de estar a ganhar ou a perder, de se encontrar temporariamente sem um ou mais jogadores (devido &agrave;s habituais exclus&otilde;es de dois  			minutos), entre outras condi&ccedil;&otilde;es inesperadas. 		</p> 		 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		    <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p> 		 		    <p> 			No geral, os andebolistas abrangidos nesta investiga&ccedil;&atilde;o est&atilde;o fortemente orientados para a tarefa e para o ego, apresentando, no entanto, n&iacute;veis mais  			elevados de orienta&ccedil;&atilde;o para a tarefa, ou seja, al&eacute;m da elevada preocupa&ccedil;&atilde;o em executar corretamente uma determinada tarefa, t&ecirc;m tamb&eacute;m como objetivo a  			obten&ccedil;&atilde;o do melhor resultado numa dada competi&ccedil;&atilde;o. 		</p> 		 		    <p> 			Relativamente ao escal&atilde;o competitivo e aos anos de pr&aacute;tica da modalidade, inicialmente h&aacute; uma diminui&ccedil;&atilde;o das m&eacute;dias das orienta&ccedil;&otilde;es cognitivas devido &agrave;  			ocorr&ecirc;ncia da importante fase do descentralismo cognitivo e emocional incitada pelo pr&oacute;prio jogo. A participa&ccedil;&atilde;o num dado desporto tem um papel fundamental  			na capacidade do indiv&iacute;duo em se colocar no lugar do outro e conduzir o pensamento para n&iacute;veis mais elevados, sendo preponderante no in&iacute;cio da adolesc&ecirc;ncia  			e na inicia&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica desportiva. Ap&oacute;s esse per&iacute;odo de adapta&ccedil;&atilde;o, caracterizado por viv&ecirc;ncias desportivas, feedbacks e diversas aprendizagens, os  			atletas v&atilde;o aumentando novamente as suas orienta&ccedil;&otilde;es cognitivas. Com a experi&ecirc;ncia tendem a convergir para uma estabiliza&ccedil;&atilde;o, em que h&aacute; uma aproxima&ccedil;&atilde;o  			entre as m&eacute;dias da orienta&ccedil;&atilde;o cognitiva para a tarefa e da orienta&ccedil;&atilde;o cognitiva para o ego. 		</p> 		 		    <p> 			Ap&oacute;s um determinado tempo de presen&ccedil;a num dado clube, os atletas v&atilde;o adquirindo atitudes e seguindo orienta&ccedil;&otilde;es em conformidade com os feedbacks que v&atilde;o  			recebendo. Cada clube tem uma filosofia e ideais caracter&iacute;sticos que v&atilde;o transmitindo aos seus agentes desportivos e que v&atilde;o, consequentemente, sendo  			interiorizados e assumidos por estes, os atletas evidenciam assim caracter&iacute;sticas do clube a que pertencem. Uma vez que o clube estudado os orienta  			preferencialmente para a correta execu&ccedil;&atilde;o dos exerc&iacute;cios e movimentos do andebol, valorizando igualmente a obten&ccedil;&atilde;o do melhor resultado, os atletas  			evidenciam n&iacute;veis elevados de orienta&ccedil;&atilde;o cognitiva n&atilde;o s&oacute; para a tarefa como tamb&eacute;m para o ego.  		</p> 		 		    <p> 			H&aacute; uma certa dificuldade em avaliar o jogador de andebol em fun&ccedil;&atilde;o da posi&ccedil;&atilde;o competitiva, visto que muitas vezes os atletas precisam de estar preparados  			para assumir v&aacute;rias posi&ccedil;&otilde;es competitivas num mesmo jogo devido &agrave; din&acirc;mica e imprevisibilidade do andebol. 		</p> 		 		    <p> 			De um modo geral, defendemos que em qualquer investiga&ccedil;&atilde;o desta &aacute;rea, o desportista deve ser visto e interpretado numa perspetiva hol&iacute;stica, pois o atleta  			&eacute; o resultado de um conjunto complexo de fatores f&iacute;sicos, fisiol&oacute;gicos, sociais, culturais e psicol&oacute;gicos que interagem entre si. 		</p> 	 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Almeida, J. (2009). <i>Perfil de actividade e altera&ccedil;&otilde;es fisiol&oacute;gicas e funcionais induzidas pelo jogo de andebol em jogadores de diferente n&iacute;vel  			competitivo</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade do Porto, Porto, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1646-107X201300030001300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Bandura, A. (1997). <i>Self-eficacy: The exercise of control</i>. New York: W.H. Freeman.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S1646-107X201300030001300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Buckworth, J., &amp; Dishman, R. (2007). Exercise adherence (pp. 509-536). In G. Tenenbaum, &amp; R. Eklund, <i>Handbook of Sport Psychology</i>. New York:  			Wiley &amp; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1646-107X201300030001300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Coroa, S. (2009). <i>Objectivos de realiza&ccedil;&atilde;o, clima motivacional e ansiedade em jogadores de futebol: Um estudo realizado no escal&atilde;o de escolas</i>.  			Disserta&ccedil;&atilde;o de Licenciatura, Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, Porto, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1646-107X201300030001300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Cox, R. (2007). <i>Sport Psychology: Concepts and applications</i> (6<sup>th</sup> Ed.). New York: McGraw-Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1646-107X201300030001300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Elkonin, D. (1998). <i>Psicologia do jogo</i>. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1646-107X201300030001300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Fernandes, H., &amp; Vasconcelos-Raposo, J. (2010). An&aacute;lise factorial confirmat&oacute;ria do TEOSQp. <i>Psicologia: Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, 23</i>(1), 92-101.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1646-107X201300030001300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Ferreira, R., Costa, V., Penna, E., Samulsky, D., &amp; Moraes, L. (2012). Habiliddes mentais de nadadores brasileiros de alto rendimento. <i>Motricidade, 8 			</i>(S2), 946-955. Doi: 10.6063/motricidade.8(0).649 		&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1646-107X201300030001300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> 			L&aacute;zaro, J., Casimiro, E., &amp; Fernandes, H. (2005). <i>Determina&ccedil;&atilde;o do perfil psicol&oacute;gico de presta&ccedil;&atilde;o de andebol portugu&ecirc;s: Um estudo em atletas da Liga  			e da Divis&atilde;o de Elite</i>. Obtido em Novembro de 2010, de psicologia.pt. 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Crescimento, matura&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento na inf&acirc;ncia e na adolesc&ecirc;ncia: implica&ccedil;&otilde;es para o esporte. <i>Motricidade, 7</i>(3), 55-67.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1646-107X201300030001300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->   		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Rodrigues, A., L&aacute;zaro, J., Fernandes, H., &amp; Vasconcelos-Raposo, J. (2009). Caracteriza&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de negativismo, activa&ccedil;&atilde;o, autoconfian&ccedil;a e  			orienta&ccedil;&otilde;es motivacionais de alpinistas. <i>Motricidade, 5</i>(2), 63-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1646-107X201300030001300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Santos, A. (2009). <i>A ansiedade e orienta&ccedil;&otilde;es motivacionais em praticantes de atletismo e basquetebol em cadeira de rodas e a sua rela&ccedil;&atilde;o com o  			rendimento desportivo</i>. Monografia, Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1646-107X201300030001300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Shih, S., &amp; Alexander, J. (2000). Interacting effects of goal setting and self or other-referenced feedback on children’s development of self-efficacy  			and cognitive skill within the Taiwanese classroom. <i>Journal of Educational Psychology, 92</i>, 536-543.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1646-107X201300030001300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Silva, M. (2006). <i>Orienta&ccedil;&atilde;o motivacional e negativismo competitivo em praticantes de canoagem de elite</i>. 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Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1646-107X201300030001300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Vasconcelos-Raposo, J., &amp; Mahl, A. (2005). Orienta&ccedil;&atilde;o cognitiva de atletas profissionais de Futebol do Brasil. <i>Motricidade, 1</i>(4), 253-265.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1646-107X201300030001300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Vygotsky, L. (1994). <i>A forma&ccedil;&atilde;o social da mente</i>. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1646-107X201300030001300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <!-- ref --><p> 			Weinberg, R., &amp; Gould, D. (2007). <i>Foundations of Sport and Exercise Psychology</i> (4<sup>th</sup> Ed.). Champaign: Human Kinetics.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1646-107X201300030001300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p> 			<i><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para Correspond&ecirc;ncia:</a><a name="c0"></a></i> 			Jos&eacute; Vasconcelos-Raposo, Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro. Rua Dr. Manuel Cardona, 5000-558 Vila Real, Portugal. 			<i>	E-mail:</i> <a href="mailto:jvraposo@utad.pt">jvraposo@utad.pt</a> 		</p> 		 		    <p>&nbsp;</p> 		    ]]></body>
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