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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study aimed to find parameters to characterize heart rate variability (HRV) and discriminate healthy subjects and patients with heart diseases. The parameters used for discrimination characterize the different components of HRV memory (short and long) and are extracted from HRV recordings using parametric as well as non parametric methods. Thus, the parameters are: spectral components at low frequencies (LH) and high frequencies (HF) which are associated with the short memory of HRV and the long memory parameter (d) obtained from autoregressive fractionally integrated moving average (ARFIMA) models. In the non parametric context, short memory (&#945;1) and long memory (&#945;2) parameters are obtained from detrended fluctuation analysis (DFA). The sample used in this study contains 24-hour Holter HRV recordings of 30 subjects: 10 healthy individuals, 10 patients suffering from congestive heart failure and 10 heart transplanted patients from the Noltisalis database. It was found that short memory parameters present higher values for the healthy individuals whereas long memory parameters present higher values for the diseased individuals. Moreover, there is evidence that ARFIMA modeling allows the discrimination between the 3 groups under study, being advantageous over DFA.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p> <font face="Verdana">     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="4">Análise da   variabilidade da frequência cardíaca em indivíduos saudáveis, doentes com   insuficiência cardíaca e doentes transplantados</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3">Heart rate   variability analysis in healthy subjects, patients suffering from congestive heart failure and heart transplanted patients</font></b></p> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana"><b>A. Leite<sup>I</sup>, M.E.   Silva<sup>II</sup>, A.P. Rocha<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Departamento de Matemática, Escola de Ciências e   Tecnologia, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e CM-UTAD, Vila Real, Portugal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>II</sup>Faculdade de Economia, Universidade do Porto e CIDMA, Porto, Portugal.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><sup>III</sup>Departamento de Matemática, Faculdade de Ciências, Universidade do Porto e CMUP, Porto, Portugal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="topo"></a><a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O objetivo deste estudo foi determinar parâmetros de   caracterização da variabilidade da frequência cardíaca (VFC) em indivíduos   saudáveis e doentes que permitam a sua discriminação. Os parâmetros usados   descrevem as diferentes componentes de memória (curta e longa) da VFC e são   calculados por métodos paramétricos e não paramétricos. Assim, foram   consideradas as componentes espectrais das baixas frequências (LF) e altas   frequências (HF) associadas à memória curta e o parâmetro de memória longa (<i>d</i>) obtidos por modelação autoregressiva   de médias móveis integrados fracionariamente (ARFIMA). Analogamente, no   contexto não paramétrico, foi utilizado o método <i>detrended fluctuation analysis</i> (DFA) no cálculo dos parâmetros de   memória curta (&#945;<sub>1</sub>)   e longa (&#945;<sub>2</sub>).   A amostra foi constituída por 30 registos de 24 horas da base de dados   Noltisalis: 10 indivíduos saudáveis, 10 doentes com insuficiência cardíaca e 10   doentes após transplante cardíaco. Observou-se que os parâmetros que   caracterizam a memória curta apresentam valores mais elevados para o grupo dos   indivíduos saudáveis, enquanto os parâmetros de memória longa têm valores mais   elevados para os grupos dos doentes. Concluiu-se que a modelação ARFIMA permite discriminar os 3 grupos de dados em estudo, apresentando vantagens sobre o DFA.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b>  análise espectral, memória longa, método DFA, modelos ARFIMA, variabilidade da frequência cardíaca</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">This   study aimed to find parameters to characterize heart rate variability (HRV) and   discriminate healthy subjects and patients with heart diseases. The parameters   used for discrimination characterize the different components of HRV memory   (short and long) and are extracted from HRV recordings using parametric as well   as non parametric methods. Thus, the parameters are: spectral components at low   frequencies (LH) and high frequencies (HF) which are associated with the short   memory of HRV and the long memory parameter (<i>d</i>) obtained from autoregressive fractionally integrated moving   average (ARFIMA) models. In the non parametric context, short memory (&#945;<sub>1</sub>) and long memory (&#945;<sub>2</sub>) parameters are obtained from detrended   fluctuation analysis (DFA). The sample used in this study contains 24-hour   Holter HRV recordings of 30 subjects: 10 healthy individuals, 10 patients   suffering from congestive heart failure and 10 heart transplanted patients from   the Noltisalis database. It was found that short memory parameters present   higher values for the healthy individuals whereas long memory parameters   present higher values for the diseased individuals. Moreover, there is evidence   that ARFIMA modeling allows the discrimination between the 3 groups under study, being advantageous over DFA.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords:</b> spectral analysis, long memory, detrended fluctuation analysis (DFA), ARFIMA models, heart rate variability</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os sinais de natureza cardiovascular, como a frequência   cardíaca, a pressão arterial e a forma dos complexos QRS no eletrocardiograma   (ECG) apresentam variabilidade batimento a batimento. O estudo da   variabilidade da frequência cardíaca (VFC) reveste-se de enorme importância,   uma vez que permite aceder ao mecanismo de controlo do sistema cardiovascular,   constituindo um meio não invasivo para estudar a sua integridade, em variados   estados de doença (Apple, Berger,   Saul, Smith, &amp; Cohen, 1989). O ECG é um dos meios de diagnóstico de   mais baixo custo e de uso clínico mais generalizado. O tacograma, isto é, a   sequência dos intervalos de tempo (RR) entre batimentos sucessivos no ECG é o   sinal cardiovascular mais simples para a caracterização da VFC. A análise   destes sinais e em particular a redução da VFC é suscetível de várias   aplicações clínicas, em doenças cardiovasculares e não cardiovasculares (Task Force of European Society of   Cardiology and the North American Society of Pacing Electrophysiology [ESC/NASPE], 1996).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A utilização das séries de VFC obtidas em regime ambulatório   (registadores de Holter) é fundamental como meio auxiliar de diagnóstico e   estratificação de risco. As séries de VFC de Holter são tipicamente longas,   correspondendo a registos de 24 horas (aproximadamente 100000 batimentos) e   permitem identificar patologias, nomeadamente arritmias malignas as quais não   são detetadas nos registos de rotina do ECG. As séries longas de VFC   apresentam características não estacionárias complexas, com ocorrência de   pontos de mudança, de valores em falta ou <i>outliers</i> (batimentos incorretamente detetados) e evidenciando elevados e diferentes   níveis de incerteza, decorrentes da variabilidade inter e intra individual e das diversas situações da vida diária.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O estudo dos sinais de VFC é efetuado recorrendo a métodos   de processamento de sinal e análise de séries temporais no domínio do tempo e   no da frequência (Task Force of ESC/NASPE, 1996). Para ilustrar a análise   tradicional considere-se um tacograma de um indivíduo saudável, representado na   <a href="/img/revistas/mot/v9n4/9n4a08f1.jpg">Figura 1 (a)</a>: 512 batimentos no período do sono. O primeiro passo consiste em   modelar o tacograma com um modelo autoregressivo (AR). Seguidamente faz-se uma   análise espetral paramétrica AR do tacograma que está representada na <a href="/img/revistas/mot/v9n4/9n4a08f1.jpg">Figura 1  (b)</a>. Esta análise permite identificar diversas componentes associadas à   atividade do sistema nervoso autónomo (simpático e parassimpático),   nomeadamente uma componente associada à atividade respiratória. No espectro é   notória uma componente significativa abaixo de 0.04 Hz, denominada de muito   baixa frequência (VLF) e duas outras componentes nas baixas frequências (LF:   0.04-0.15 Hz) e altas frequências (HF: 0.15-0.4 Hz), centradas respetivamente,   na gama aproximada de 0.1 Hz e na frequência respiratória. É correntemente   referido que a componente HF está relacionada apenas com a atividade do sistema   nervoso parassimpático, enquanto a LF pode estar relacionada com a atividade do   sistema nervoso simpático e parassimpático (Malik &amp; Camm, 1995). Alternativamente,   poder-se-ia considerar uma análise espectral não paramétrica. No entanto, a   análise paramétrica AR apresenta, em relação a esta, a vantagem de permitir que   as componentes espetrais sejam calculadas automaticamente através da identificação da frequência central de cada componente, como se ilustra na <a href="/img/revistas/mot/v9n4/9n4a08f1.jpg">Figura 1 (b)</a>.</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">O tacograma pode ser adicionalmente caracterizado no   domínio do tempo pela sua função de autocorrelação (ACF). A forma como se   verifica o decaimento desta função pode interpretar-se como uma medida da   memória do processo. As funções de autocorrelação amostral das séries de VFC   apresentam um decaimento muito lento para zero, dito decaimento hiperbólico,   designado na literatura por memória longa (Boukhan, Oppenheim, &amp; Taqqu, 2003). Esta característica   indica que a dependência entre observações distantes apesar de ser pequena não   é desprezável. No entanto, a ACF dos modelos AR apresenta uma característica   diferente, decaindo exponencialmente para zero, sendo por isso os modelos AR   designados por modelos de memória curta (Brockwell &amp; Davis, 1991). A   característica de memória longa é ilustrada na <a href="/img/revistas/mot/v9n4/9n4a08f2.jpg">Figura 2</a>, considerando em (a)   um tacograma de um indivíduo saudável e em (b) a correspondente ACF amostral e   a ACF do modelo AR ajustado. Os registos curtos deste tipo são globalmente   estacionários, apresentando, no entanto, ciclos ou tendências locais. No   domínio da frequência, esta propriedade de memória longa reflete-se em   espectros ilimitados próximo da origem, <a href="/img/revistas/mot/v9n4/9n4a08f2.jpg">Figura 2 (c)</a>. Ao invés, a memória curta   pode ser caracterizada na VFC através das componentes espectrais tradicionais, LH e HF.</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">A característica de memória longa em registos de VFC foi   inicialmente observada por Kobayashi e Musha (1982) e posteriormente confirmada   por Saul, Albrecht, Berger e Cohen (1987),   usando um conjunto numeroso de registos de 24 horas. Esta característica tem   sido usada na caracterização da VFC, permitindo detetar alterações nos   registos de VFC mais eficientemente do que os parâmetros tradicionalmente   usados (Mäkikallio, Perkiömäki, &amp;   Huikuri, 2004). Em particular, permite distinguir entre indivíduos   saudáveis e doentes (Bigger et al.,   1996; Cerutti, Esposti, Ferrario, Sassi, &amp; Signorini, 2007; Peng, Havlin,   Stanley, &amp; Golberger, 1995), caracterizar os períodos de dormir e   acordado (Ivanov et al., 1999) e ainda monitorizar o efeito da idade (Iyengar, Peng, Morin, Goldberger, &amp; Lipsitz, 1996; Struzik, Hayano, Soma, Kwak, &amp; Yamamoto, 2006). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para estimar a memória longa em registos não estacionários   de VFC têm sido usados vários métodos não paramétricos, nomeadamente a <i>rescaled range analysis</i> (R/S) (Hurst, 1951), <i>coarse graining spectral analysis</i> (Yamamoto &amp; Hughson, 1991) e <i>detrended fluctuation analysis</i> (DFA) (Peng et al., 1995). O método não paramétrico DFA tem sido a   técnica mais utilizada na estimação da componente de memória longa em registos   de VFC (Baumert et al., 2012; Cerutti et al., 2007; Ivanov et   al., 1999; Peng et al., 1995; Penzel,   Kantelhardt, Grote, Peter, &amp; Bunde, 2003). Leite, Rocha, Silva e Costa (2006) propuseram em alternativa   uma metodologia paramétrica, baseada nos modelos autoregressivos de médias   móveis integrados fracionariamente (ARFIMA). Estes modelos são uma extensão dos   modelos AR e incorporam a modelação conjunta de estruturas de correlação de   termo curto e termo longo. Com efeito, a modelação ARFIMA permite estimar e   remover a memória longa dos registos de VFC, conduzindo a uma melhor descrição   dos parâmetros que caracterizam a memória curta, nomeadamente das componentes espectrais LF e HF (Leite et al., 2006).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste trabalho comparam-se os resultados da aplicação dos   modelos AR, do método DFA e dos modelos ARFIMA em registos longos de 24 horas   de VFC referentes a indivíduos saudáveis, doentes com insuficiência cardíaca e   doentes após transplante cardíaco, com a finalidade de averiguar qual é a metodologia que permite discriminar os 3 grupos de dados em estudo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>MÉTODO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Trata-se de um estudo observacional, recorrendo a métodos   de processamento de sinal e análise de séries temporais. Em particular, usam-se   métodos tradicionais para a caracterização da VFC, tais como métodos no   domínio do tempo e no da frequência (Task Force of ESC/NASPE, 1996).   Consideram-se, ainda, métodos recentemente referidos na literatura (Leite et   al., 2007) baseados em medidas não lineares, tais como DFA e ARFIMA. Opta-se   por analisar dados previamente referidos na literatura, a base de dados   Noltisalis (Signorini, Sassi, &amp; Cerutti, 2001), a fim de ser possível uma comparação de resultados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os registos constantes desta base de dados foram recolhidos   através da colaboração entre Departamentos Universitários e clínicas de   reabilitação em Itália, com a finalidade de estudar a natureza dos sinais de VFC a partir de uma perspetiva de séries temporais (Signorini et al., 2001).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo os autores do estudo (Signorini, 2001) os dados relativos   ao ECG foram registados em regime ambulatório com registadores de Holter de 24   horas. Seguidamente a extração das séries de VFC foi realizada com o auxílio   de <i>software</i> adequado e validada por médicos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Amostra</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste trabalho analisou-se um conjunto de 30 registos de VFC   referentes a três grupos de indivíduos da base de dados Noltisalis (Signorini   et al., 2001): 10 registos de indivíduos saudáveis (N, 22.5 ± 1.6 horas;   102115.2 ± 11365.4 batimentos; 42.2 ± 6.4 anos), 10 registos de indivíduos   doentes com insuficiência cardíaca (C, 22.4 ± 0.9 horas; 107170.5 ± 16689.3   batimentos; 53.6 ± 11.2 anos) e 10 registos de indivíduos doentes após transplante cardíaco (T, 22.4 ± 0.7 horas; 116043.3 ± 11913.2 batimentos; 44.9± 14.8 anos).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A base de dados inclui informação acerca da hora de início de cada registo, bem como da idade de cada indivíduo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Instrumentos e Procedimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A descrição mais simples de registos longos e não   estacionários de VFC pode ser obtida a partir de uma análise sequencial   recorrendo a uma segmentação, isto é, decomposição do registo longo em   segmentos curtos e aproximadamente estacionários. Os segmentos curtos são   caracterizados por parâmetros obtidos pela aplicação das seguintes metodologias: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>Domínio do tempo</i> (Task Force of ESC/ NASPE, 1996): valor médio dos intervalos RR (meanRR) e a   proporção de diferenças de intervalos RR sucessivos maiores que 50 msegundos (pNN50);</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><i>Modelação AR</i> (Brockwell &amp; Davis, 1991): componentes espectrais LF e HF, designadas neste   trabalho por LF<sub>AR</sub> e HF<sub>AR</sub>, (estimadas a partir das   equações de Yule-Walker com resolução através do algoritmo de Durbin-Levinson e com ordem do modelo otimizada pelo critério de informação de Akaike (AIC));</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>Método DFA</i> (Peng et al., 1995): parâmetros de memória curta &#945;<sub>1</sub> (correspondente ao período de 4 a 11 batimentos; Pikkujämsä et al., 1999) e de memória longa &#945;<sub>2</sub> (correspondente ao período de 64 a 1024 batimentos; Leite et al., 2007);</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>Modelação ARFIMA </i>(Leite   et al., 2006): parâmetro de memória longa <i>d</i>   (obtido usando o estimador local de Whittle) e componentes espectrais LF<sub>ARFIMA</sub> e HF<sub>ARFIMA</sub> (estimadas após remoção da componente de memória longa).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A segmentação do registo longo em registos curtos pode ser   fixa (todos ao segmentos têm a mesma dimensão fixa à partida) ou dita adaptativa   se os segmentos têm dimensões variáveis dependendo das suas características.   No cálculo dos parâmetros no domínio do tempo assim como na análise pelo método   não paramétrico DFA, usam-se segmentos curtos de dimensão fixa (4096   batimentos, para permitir obter estimativas adequadas da memória longa; Leite   et al., 2007). Já as metodologias paramétricas ARFIMA (ou AR), permitem que se   considere uma segmentação adaptativa seletiva que é baseada no critério AIC.   Neste caso, a dimensão dos segmentos curtos é variável e adaptada a cada   registo (com dimensão mínima de 512 batimentos; Leite et al., 2006), permitindo   obter uma descrição mais detalhada de períodos de transição (como o deitar e o levantar).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Análise Estatística</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com a finalidade de caracterizar os diferentes grupos de   indivíduos em estudo, apresentam-se os resultados globais, considerando os   valores médios dos vários parâmetros apresentados, calculados nos períodos de   24 horas e nos períodos de sono e acordado. A base de dados Noltisalis não dá   indicação das horas referentes ao deitar e ao levantar, pelo que se consideram   para o sono um período de 6 horas durante a noite e para o período acordado 6 horas durante o dia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com o objetivo de verificar se existem diferenças   estatisticamente significativas entre os 3 grupos de dados aplicou-se   inicialmente o teste de Shapiro-Wilk de normalidade. A utilização deste teste   está relacionada com as dimensões reduzidas das amostras. Uma vez que as amostras   se revelaram não normais optou-se pelo teste não paramétrico de Kruskal-Wallis   com comparações múltiplas. No estudo considerou-se um nível de significância de   5%. Os métodos utilizados, bem como o tratamento estatístico dos dados foram realizados em ambiente Matlab.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS E DISCUSSÃO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esta secção inicia-se com uma descrição detalhada da   evolução ao longo do tempo dos parâmetros obtidos a partir da modelação ARFIMA   para um registo típico de cada grupo. Com efeito, na <a href="/img/revistas/mot/v9n4/9n4a08f3.jpg">Figura 3</a> representam-se   registos de um indivíduo saudável, N6 (a), de um doente com insuficiência   cardíaca, C10 (e) e de um doente após transplante cardíaco, T3 (i). Como seria   de esperar, observa-se que a média dos intervalos RR apresenta valores mais elevados   para os indivíduos saudáveis, assim como uma maior variabilidade. Relativamente   aos valores do parâmetro de memória longa <i>d</i>,   observa-se que variam ao longo do tempo, indicando que estes registos   apresentam características de multifractalidade. Mais, os valores de <i>d</i> apresentam uma variação circadiana com   valores mais baixos durante o período do sono (de noite). Estes resultados   estão de acordo com os obtidos por Leite et al. (2007), que aplicaram modelos   ARFIMA em registos de 24 horas de VFC referentes a indivíduos saudáveis jovens   e idosos, e com os obtidos por Baillie,   Cecen, e Erkal (2009), que também usaram modelos ARFIMA num registo de   24 horas referente a um indivíduo saudável. No que respeita às componentes   espetrais LF<sub>ARFIMA</sub> e HF<sub>ARFIMA</sub>, observa-se que também apresentam   uma variação circadiana mas com valores mais elevados durante o período do   sono. Estes resultados são consistentes com os obtidos por Leite et al. (2006) num registo de 24 horas de VFC referente a um indivíduo saudável.</font></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Os resultados globais da aplicação das metodologias   referidas na secção Instrumentos e Procedimentos estão sumariados na <a href="/img/revistas/mot/v9n4/9n4a08t1.jpg">Tabela 1</a>  para os 3 grupos de indivíduos. Observa-se que os valores médios dos parâmetros   no domínio do tempo (meanRR e pNN50) e dos parâmetros que caracterizam a   memória curta (componentes espetrais LF<sub>AR</sub>, HF<sub>AR</sub>, LF<sub>ARFIMA</sub>   e HF<sub>ARFIMA</sub> e &#945;<sub>1</sub>)   apresentam valores mais baixos para os grupos dos doentes do que para o grupo   dos indivíduos saudáveis, quer durante o período de sono, quer no período de   acordado. Em particular, os doentes transplantados apresentam valores mais   baixos do que os doentes com insuficiência cardíaca. Verifica-se que os valores   médios dos parâmetros de memória longa (&#945;<sub>2</sub>   e <i>d</i>) são mais elevados para os grupos   dos doentes do que para o grupo dos indivíduos saudáveis, quer durante o   período de sono, quer no período de acordado. Em particular, observa-se que os   doentes após transplante cardíaco têm valores mais elevados do que os doentes   com insuficiência cardíaca. Estes resultados são consistentes com os obtidos   por Cerutti et al. (2007) os quais calcularam um único parâmetro de memória   longa para cada registo de 24 horas da base de dados Nortisalis, considerando   o método DFA. A metodologia ARFIMA descrita no presente trabalho tem a   vantagem de permitir o seguimento ao longo do tempo da memória longa.   Relativamente às ordens dos modelos AR e ARFIMA, verifica-se que estas   apresentam valores médios mais elevados para os grupos dos indivíduos doentes.   Além disso, observa-se que a ordem do modelo ARFIMA é tipicamente inferior à do   modelo AR, o que está de acordo com Leite et al. (2006) que aplicam modelos AR   e ARFIMA num registo de VFC referente a um indivíduo saudável. Quanto à   dimensão dos segmentos curtos, observa-se que a metodologia ARFIMA permite   obter segmentos curtos com dimensão inferior a 4096 batimentos (dimensão mínima   para aplicar o método DFA). Com efeito, o valor médio da dimensão dos segmentos   curtos aplicando modelos ARFIMA é 1287 batimentos para o grupo N, 1317 batimentos para o grupo C e 1328 batimentos para o grupo T.</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">Finalmente, avaliaram-se as diferenças estatísticas entre   os 3 grupos de indivíduos usando os dados relativos às 24 horas (período 24   horas) através do teste de Kruskal-Wallis com comparações múltiplas. Na <a href="/img/revistas/mot/v9n4/9n4a08t2.jpg">Tabela   2</a> sumariam-se os resultados. Verifica-se que os grupos N e C, e N e T diferem   relativamente ao parâmetro no domínio do tempo pNN50, ao nível de significância   de 5%. As componentes espectrais LF<sub>AR</sub> e HF<sub>AR</sub> obtidas pela   modelação AR também permitem discriminar os mesmos grupos. Os parâmetros &#945;<sub>1</sub> e &#945;<sub>2 </sub>do   método DFA diferem entre N e T e entre C e T. Os parâmetros obtidos a partir   da modelação ARFIMA, parâmetro de memória longa <i>d </i>e componentes espectrais LF<sub>ARFIMA</sub> e HF<sub>ARFIMA</sub>,   apresentam a vantagem de permitir discriminar entre os 3 grupos de dados.   Conclusões análogas foram obtidas para os períodos dormir (6 horas) e acordado (6 horas).</font></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><font size="3">CONCLUSÕES</font></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A partir dos resultados encontrados e assumindo a limitação   da especificidade da base de dados em estudo concluiu-se que os parâmetros   correntemente utilizados para caracterizar a VFC não são suficientes para a discriminação completa dos 3 grupos de pacientes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com efeito, verificou-se que os parâmetros LF<sub>AR</sub> e   HF<sub>AR</sub> obtidos a partir da modelação tradicional AR apenas permitem   discriminar entre os grupos dos indivíduos saudáveis e dos doentes. Por outro   lado, os parâmetros de memória curta, &#945;<sub>1</sub>,   e de memória longa, &#945;<sub>2</sub>,   obtidos pelo método não paramétrico DFA permitem discriminar entre os grupos   normais e transplantados e entre os grupos de pacientes com insuficiência cardíaca e transplantados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente estudo revelou ainda que os parâmetros obtidos   pela modelação ARFIMA, parâmetros LF<sub>ARFIMA</sub> e HF<sub>ARFIMA</sub> associados à memória curta e o parâmetro de memória longa, <i>d</i>, apresentam a vantagem de permitirem discriminar os 3 grupos de   pacientes, com potencial impacto na prática e no auxílio ao diagnóstico clínico.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana"><b><font size="3">REFERÊNCIAS</font></b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Apple, M. L., Berger, R. D., Saul, J. P.,   Smith, J. M., &amp; Cohen, R. J. (1989). Beat to beat variability in   cardiovascular variables: Noise or music? <i>Journal of the American College of Cardiol</i>og<i>y, 14</i>, 1139-1148. doi: 10.1016/0735-1097(89)9040 8-7</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000062&pid=S1646-107X201300040000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Baillie, R. T., Cecen, A. A., &amp; Erkal, C.   (2009). Normal heartbeat series are nonchaotic, nonlinear, and multifractal:   New evidence from semiparametric and parametric tests. <i>Chao</i>s, 19, 028503. doi: 10.1063/1.3152006</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000063&pid=S1646-107X201300040000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Baumert, M., Javorka, M., Seeck, A., Faber, R., Sanders, P., &amp; Voss,   A. (2012). Multiscale entropy   and detrended fluctuation analysis of QT interval and heart rate variability   during normal pregnancy. <i>Computers in Biology and Medicine, 42</i>(3), 347-352. doi: 10.1016/j.compbiomed.2011.03.019</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000064&pid=S1646-107X201300040000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Bigger, J. T., Steinman, R. C., Rolnitzky, L.   M., Fleiss, J., Albrecht, P., &amp; Cohen, R. J. (1996). Power law behavior of   RR-interval variability in healthy middle-aged persons, patients with recent   acute myocardial infarction, and patients with heart transplants. <i>Circulation, 93</i>, 2142-2151. doi: 10.1161/01.CIR.93.12.2142</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000065&pid=S1646-107X201300040000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Boukhan, P., Oppenheim, G., &amp; Taqqu, M. (2003). <i>Theory and Applications of Long-Range Dependence.</i> Cambridge: Birkhäuser.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000066&pid=S1646-107X201300040000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Brockwell, P. J., &amp; Davis, R. A. (1991). <i>Time Series: Theory and Methods </i>(2ª ed.). New York: Springer-Verlag.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S1646-107X201300040000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Cerutti, S., Esposti, F., Ferrario, M.,   Sassi, R., &amp; Signorini, M. G. (2007). Long-term invariant parameters   obtained from 24-h Holter recordings: A comparison between different analysis techniques. <i>Chaos, 17</i>(1), 0151089. doi: 10.1063/1.2437155</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S1646-107X201300040000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Hurst, H. E. (1951). Long-term storage   capacity of reservoirs. <i>Transactions of the American Society of Civil Engineers, 116</i>, 770-799.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S1646-107X201300040000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Ivanov, P. C., Bunde A., Amaral L. A. N.,   Havlin S., Jritsch-Yelle J., Baevsky, R. M., …, Goldberger A. L. (1999).   Sleep-wake differences in scaling behavior of the human heartbeat: Analysis of   terrestrial and long-term space flight data. <i>Europhysics Letters, 48</i>, 594-600. doi: 10.1209/epl/i1999-00525-0</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S1646-107X201300040000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Iyengar, N., Peng, C. K., Morin, R.,   Goldberger, A. L., &amp; Lipsitz, L. A. (1996). Age-related alterations in the   fractal scaling of cardiac interbeat interval dynamics. <i>American Journal of Physiology, 271</i>, R1078-1084.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S1646-107X201300040000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Kobayashi, M., &amp; Musha, T. (1982). 1/f   fluctuation of heartbeat period. <i>IEEE Transactions on Biomedical Engineering, 29</i>(6), 456-457. doi: 10.1109/TBME.1982.324972</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S1646-107X201300040000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Leite,   A., Rocha, A., Silva, M., &amp; Costa, O. (2006). Modelling long-term   heart rate variability: An ARFIMA approach. <i>Biomedizinische Technik, 51</i>, 215-219. doi: 10.1515/BMT.2006.040</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S1646-107X201300040000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Leite,   A., Rocha, A. P., Silva, M. E., Gouveia, S., Carvalho, J., &amp; Costa, O.   (2007). Long-range dependence in heart rate variability data: ARFIMA modelling   vs detrended fluctuation analysis. <i>Computers in Cardiology, 98</i>(34), 21-24. doi: 10.1109/CIC.2007.4745411</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S1646-107X201300040000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Mäkikallio, T. H., Perkiömäki, J. S., &amp;   Huikuri, H. V. (2004). Nonlinear dynamics of RR intervals. In M. M. Malik,   &amp; A. J. Camm (Eds.), <i>Dynamic Electrocardiography</i> (pp. 22-30). Massachusetts: Blackwell Futura.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S1646-107X201300040000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Malik, M., &amp; Camm, A. J. (1995). <i>Heart rate variability</i>. New York: Futura Publishing Company.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S1646-107X201300040000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Peng, C.-K., Havlin, S., Stanley, H. E.,   &amp; Golberger, A. L (1995). Quantification of scaling exponents and crossover phenomena in nonsta-tionary heartbeat time series. <i>Chaos, 5</i>, 82-87. doi: 10.1063/1.166141</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S1646-107X201300040000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Penzel,   T., Kantelhardt, J. W., Grote, L., Peter, J. H., &amp; Bunde, A. (2003). Comparison   of detrended fluctuation analysis and spectral analysis for heart rate   variability in sleep and sleep apnea. <i>IEEE Transactions on Biomedical Engineering, 50</i>, 1143-1151. doi: 10.1109/TBME.2003.817636</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S1646-107X201300040000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Pikkujämsä, S. M., Mäkikallio, T. H.,   Sourander, L. B., Räihä, I. J., Puukka P., Skyttä, J., … Huikuri, H. V.  (1999). Cardiac interbeat interval dynamics   from childhood to senescence: comparison of conventional and new measures based on fractals and chaos theory. <i>Circulation</i>, <i>100</i>, 393-399. doi: 10.1161/01.CIR.100.4.393</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S1646-107X201300040000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Saul, J. P., Albrecht, P., Berger, R. D.,   &amp; Cohen, R. J. (1987). Analysis of long term heart rate variability: Methods, 1/f scaling and implications. <i>Computers in Cardiology, 14</i>, 419-422.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S1646-107X201300040000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Signorini, M. G., Sassi, R., &amp; Cerutti,   S. (2001). <i>Working on the NOLTISALIS Database: Measurement of nonlinear     properties in heart rate variability signals</i>. In Proceedings of IEEE-EMBS International Conference, Istanbul, Turkey.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S1646-107X201300040000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Struzik,   Z. R., Hayano, J., Soma, R., Kwak, S., &amp; Yamamoto, Y. (2006). Aging of   complex heart rate dynamics. <i>IEEE Transactions on Biomedical Engineering, 53</i>(1),   89-94. doi: 10.1109/TBME. 2005.859801.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S1646-107X201300040000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Task Force of European Society of Cardiology   and the North American Society of Pacing Electrophysiology (1996). Heart rate   variability: standards of measurement, physiological interpretation and clinical use. <i>Circulation, 93</i>, 1043-1065. doi: 10.1161/01.CIR.93.5.1043</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1646-107X201300040000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Yamamoto, Y., &amp; Hughson, R. L. (1991).   Coarse-graining spectral analysis: New method for studying heart rate variability. <i>Journal of Applied Physiology, 71</i>, 1143-1150.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S1646-107X201300040000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="end"></a><i><a href="#topo">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a>:</i> Argentina Leite, Universidade de Trás-os-Montes   e Alto Douro, Quinta de Prados, 5001-801 Vila Real, Portugal. <i>E-mail</i>: <a href="mailto:tinucha@utad.pt">tinucha@utad.pt</a> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Agradecimentos:</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os autores agradecem a disponibilização da base de dados Noltisalis (Signorini et al., 2001).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Conflito de Interesses:</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nada a declarar.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Financiamento:</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este trabalho foi financiado por Fundos Nacionais   através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia no âmbito dos projetos PEst-OE/MAT/UI4080/2011, PEst-C/MAT/UI0144/ 2011 e PEst-C/MAT/UI4106/2011.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Submetido: 13.09.2012   |   Aceite: 02.03.2013</font></p>      ]]></body><back>
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