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<article-id pub-id-type="doi">10.6063/motricidade.10(1).1544</article-id>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study aimed to characterize the transition defense-attack in association football using the social networks analysis method. Four competitive matches from the 1st Portuguese League were analyzed with a total of 52 offensive patterns of play identified. Using SocNetV 0.81 software we computed the Betweenness (%BC) and In-Out centralities (%IDC and %ODC). Data showed that the team in analysis have two preferential patterns of play for this moment of game: i) supported play, with the defensive midfielder being the player that received more often the ball in the defensive central zone of the field and present the highest influence on the network of passing balls, and ii) direct play, with the centre forward being the player that received more long balls in the first offensive central zone or on the first right wing zone of the offensive midfield. It is also suggested that the number of players surrounding the ball allow the emergence of a short or long pass. Using this type of methodology is possible to better identify and quantify the patterns of play of a team, providing reliable data that help coaches to improve performance of their teams.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p> <font face="Verdana">     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Caraterização da transição defesa-ataque de uma equipa   de Futebol</b></font></p> <font face="Verdana">     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><b><font size="3" face="Verdana">Characterization   of the defense-attack transition of a soccer team</font></b></p> <font face="Verdana">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Pedro Malta<sup>1</sup>; Bruno Travassos<sup>1, 2, <a href="#end">*</a><a name="topo"></a></sup></b></font></p>      <p><font face="Verdana"><sup><font size="2">1</font></sup> <font size="2">Departamento de Ci&ecirc;ncias do Desporto, Universidade   da Beira Interior, Covilh&atilde;, Portugal    <br>   <sup>2</sup> Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Desporto, Sa&uacute;de e     Desenvolvimento Humano, Vila Real, Portugal</font></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este trabalho teve como objetivo caraterizar a   transição defesa-ataque de uma equipa de futebol com recurso ao método de análise   de redes. Foram analisados quatro jogos oficiais da 1ª Liga Portuguesa,   registando-se 52 sequências de padrão de jogo. Utilizando o software SocNetV   0.81 foram calculadas as variáveis centralidade de intermediação (% BC) e   centralidade de entrada e saída (IDC% e ODC%). Os resultados sugerem que a   equipa em análise tem dois padrões preferenciais para este momento de jogo: i)   o jogo indireto, tendo o Médio Defensivo como principal elemento para receber   bolas na zona central defensiva do campo, apresentando a maior influência sobre   a rede de passes, e ii) o jogo direto, tendo como referência o Ponta de Lança   para bolas mais longas, sobre a primeira zona central ofensiva, ou na primeira   zona ofensiva sobre o corredor lateral direito. Os resultados também sugerem   que o número de jogadores que cercam a bola influencia a decisão do tipo de   passe utilizado (curto ou longo). Usando este tipo de metodologia é possível   identificar e quantificar os padrões de jogo de uma equipa, fornecendo dados objetivos que podem ajudar os treinadores a melhorar o desempenho das suas equipas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave: </b>análise de jogo, padrões de jogo, transição defesa-ataque, análise de redes sociais</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">This   study aimed to characterize the transition defense-attack in association   football using the social networks analysis method. Four competitive matches   from the 1<sup>st</sup> Portuguese League were analyzed with a total of 52   offensive patterns of play identified. Using SocNetV 0.81 software we computed   the Betweenness (%BC) and In-Out centralities (%IDC   and %ODC). Data showed that the team in analysis have two preferential patterns   of play for this moment of game: i) supported play, with the defensive midfielder   being the player that received more often the ball in the defensive central   zone of the field and present the highest influence on the network of passing   balls, and ii) direct play, with the centre forward being the player that   received more long balls in the first offensive central zone or on the first   right wing zone of the offensive midfield. It is also suggested that the number   of players surrounding the ball allow the emergence of a short or long pass.   Using this type of methodology is possible to better identify and quantify the   patterns of play of a team, providing reliable data that help coaches to improve performance of their teams.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords: </b>game analysis, patterns of play, defense-attack transition, networks</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <font size="3" face="Verdana"><b>INTRODUÇÃO</b></font><font face="Verdana">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2">O Futebol é um jogo desportivo coletivo no qual a sua   dinâmica resulta da competição entre duas equipas pela conquista da posse da   bola, com o de objetivo introduzir a bola o maior número de vezes possível na baliza   adversária e evitar que esta entre na sua própria baliza (Castelo, 2009). Face   aos constantes ajustes no comportamento dos 22 jogadores para potenciar a ação   de uma equipa em relação ao adversário, o jogo de Futebol encerra uma grande   complexidade de relações que lhe permitem ter uma dinâmica própria mas de   resultado sempre imprevisível. Ao longo dos anos tem existido uma tentativa de   tornar a fronteira do desconhecido cada vez menor, já que uma decisão errada   pode significar a derrota (Oliveira, 1993). Neste sentido, o esforço para   entender os fatores que permitem aos atletas e às equipas alcançar melhores   níveis de performance, tem sido um dos focos da investigação da análise de jogo, Psicologia do Desporto, Fisiologia e Biomecânica (Glazier, 2010).</font></p>     <p><font size="2">No Futebol, a análise de jogo é uma tarefa que ganha cada   vez mais preponderância no planeamento e preparação das equipas. Os treinadores   têm aumentado a informação sobre o desempenho individual, ou coletivo, através   de vários métodos, que vão desde a análise notacional utilizando lápis e papel   (Hughes &amp; Franks, 2004) até à tecnologia de vídeo-computorização, ou à   captura em tempo real de variáveis posicionais (Carling, Bloomfield, Nel­sen,   &amp; Reilly, 2008). A análise de jogo é atualmente considerada pelos especialistas,   um momento imprescindível e fundamental do processo de preparação nos jogos   desportivos coletivos (Moutinho, 1991), bem como um processo de vital   importância para o fornecimento de feedback no decorrer do treino e também do   jogo/competição (Franks, 1997). Desta forma, tanto a observação e análise de   jogo da própria equipa como do adversário, constituem-se como momentos de grande relevância na preparação das equipas e dos jogadores. </font></p>     <p><font size="2">A exploração de informação sobre os adversários, normalmente   designada por <i>Scouting</i>, tem sido   usada pelos treinadores para identificar tendências de jogo do próximo   adversário e deste modo preparar a sua equipa para o confronto (Franks, 1997;   McGarry &amp; Franks, 2003). O <i>Scouting</i> é um processo de análise da performance individual e coletiva, que visa dotar o   treinador de informações sobre o adversário, capacitando-o para o desenvolvimento   estratégico-tático de um jogo (Hughes &amp; Franks, 2008). No entanto, a   variabilidade de comportamentos que jogadores e equipas demonstram, quando   jogam contra diferentes adversários em diferentes jogos, dificulta a tarefa de   identificar “assinaturas de desempenho”, ou seja, traços comuns de comportamento   que se manifestam ao longo de vários jogos (McGarry, Anderson, Wallace, Hughes,   &amp; Franks, 2002). McGarry et al. (2002) sugere que para uma válida descrição   do comportamento de uma equipa enquanto sistema, há que identificar padrões de   coordenação espácio-temporais inter e intra-equipa, que caracterizem os desportos de equipa como sendo sistemas dinâmicos auto-organizados.</font></p>     <p><font size="2">Em termos metodológicos identificar e interpretar as   relações existentes entre jogadores, foi na última década, um desafio para a   análise de performance em desportos coletivos. Vários estudos foram   desenvolvidos, com o objetivo comum de perceber relações interpessoais   intra-equipa (i.e., entre jogadores da mesma equipa) e inter-equipa (i.e.,   entre jogadores de diferentes equipas) (e.g. Travassos, Araújo, Vilar, &amp;   McGarry, 2011; Vilar, Araújo, Davids, &amp; Travassos, 2012), bem como relações   entre equipas, em relação ao contexto competitivo (e.g. Duarte et al., 2012;   Sampaio &amp; Maçãs, 2012; Travassos, Araújo, Duarte, &amp; McGarry, 2012).   Apesar das diferenças entre níveis de análise, o objetivo dos diferentes   estudos foi comum: identificar padrões de coordenação espácio-temporais que   expressassem dinâmica relacional entre jogadores e equipas num momento   específico de jogo. Por exemplo, em termos de coordenação interpessoal,   Travassos et al. (2011) mos­traram que numa situação de superioridade numérica   do ataque, os defensores apresentam maior coordenação entre si e com a bola do   que em relação aos adversários, fundamentalmente em termos de deslocamentos   laterais. Vilar et al. (2012) mostraram ainda que a forte coordenação observada   entre defensores se deve à necessidade de manter o ângulo entre a posição da   bola e a baliza fechado no sentido de não permitir remates ou progressões para   a baliza. Por outro lado, em termos de uma análise coletiva, verificou-se que   os padrões de coordenação dos jogadores em relação ao comportamento da equipa   variavam em função do processo de aprendizagem (Sampaio &amp; Maçãs, 2012). As   equipas mais experientes revelaram comportamentos individuais mais regulares que contribuíram para uma maior coordenação da equipa.</font></p>     <p><font size="2">Ainda no que diz respeito à análise das ligações interpessoais,   foi proposta recentemente a utilização do método de análise de redes para a   identificação de regularidades do comportamento coletivo das equipas, tendo por   base as interações geradas pela circulação da bola entre jogadores (Passos et   al., 2011). Ao analisar duas equipas de Polo Aquático, no que diz respeito às   ligações existentes na circulação da bola durante um determinado momento do   jogo, os autores concluíram que um maior número de ligações entre os vários   elementos da equipa correspondeu a uma maior probabilidade de sucesso. A equipa   que registava maior número de ligações apresentava uma percentagem de sucesso   superior, quando comparada com a equipa com menor número de ligações registadas   (Passos et al., 2011). Do mesmo modo, aplicada ao futebol, a análise de redes   permitiu também a avaliação dos desempenhos individuais dos jogadores e sua   influência no desempenho coletivo da equipa no campeonato da Europa de 2008   (Duch, Waitzman, &amp; Amaral, 2010). Para o efeito, os autores realizaram uma   análise de fluxos onde identificaram os padrões de circulação da bola que   resultaram em finalização. Por intermédio da análise da centralidade,   conseguiram identificar o jogador que maior influência registava em cada equipa   analisada. Partindo de uma lista de 20 jogadores identificados pelos   espectadores e analistas, como sendo os mais influentes de cada equipa, estes   autores pretenderam verificar a relação entre a análise qualitativa de   espectadores e analistas, e a análise quantitativa resultante do estudo. Dos 20   jogadores identificados, verificou-se correspondência entre resultados qualitativos e quantitativos em 8 jogadores (Duch et al., 2010). </font></p>     <p><font size="2">No entanto, apesar dos resultados já alcançados contribuírem   para uma melhor caracterização da forma de jogar de uma equipa, bem como para a   identificação de padrões associados ao sucesso e insucesso, pensamos que a   informação proveniente dessa análise, poderá conter ainda maior relevância para   o treinador quando contextualizada em relação ao momento do jogo e à relação   estabelecida com os jogadores da equipa adversária. Desta forma, consideramos   que para um melhor entendimento do jogo é necessário avaliar as relações interpessoais   entre jogadores, tendo em consideração os diferentes momentos do jogo, o espaço onde se desenvolvem, bem como ao tipo de relações que exigem.</font></p>     <p><font size="2">Vários autores têm desenvolvido estudos centrados nos   processos ofensivo e defensivo (Garganta &amp; Pinto, 1998; Lago &amp; Martín,   2007; Maçãs, 1997; Seabra &amp; Dantas, 2006; Tenga, Holme, Ronglan, &amp;   Bahr, 2010). No entanto e no que diz respeito ao estudo das transições, o   número de trabalhos desenvolvidos nesta área é escasso, representando uma   lacuna, dada a sua importância no Futebol atual. Castelo (2009) considera a   velocidade de transição, um dos pressupostos essenciais de qualquer método   ofensivo, realçando assim a pertinência de uma equipa conseguir rapidamente   chegar a zonas de finalização, logo após a recuperação da posse de bola.   Segundo Silva (1998), na transição de um momento defensivo para um momento   ofensivo, o objetivo fundamental é progredir em direção à baliza adversária, de   uma forma rápida e eficaz, aproveitando a desorganização posicional do   adversário. De acordo com Castelo (2009), saber quem, onde e como a equipa o   faz é um aspeto a ter em consideração para potenciar a análise de jogo da   equipa adversária e na nossa opinião pouco explorado em contextos de intervenção e de investigação.</font></p>     <p><font size="2">Face ao exposto anteriormente, foi objetivo deste estudo   caracterizar a transição defesa-ataque de uma equipa de futebol com recurso ao   método de análise de redes (Passos et al., 2011). Para o efeito, foram   analisadas as ligações interpessoais existentes entres jogadores após a   recuperação de posse de bola, na sua zona defensiva e sobre os corredores   laterais (de acordo com Taylor e Williams (2002) o espaço privilegiado para   recuperação da posse de bola), como forma de verificar se existem tendências de   jogo no momento de transição ofensiva (defesa-ataque). Para isso foram identificados   quais os jogadores e as zonas do terreno de jogo mais solicitadas, através da   análise do primeiro passe, após a recuperação da posse de bola. Como forma de   definir o estilo de jogo utilizado preferencialmente, o primeiro passe   realizado após recuperação de posse de bola foi analisado quanto ao tipo (i.e.,   curto, longo) (Silva, 1998), assim como o número de passes realizados entre   jogadores até à chegada da bola à zona de finalização (Castelo, 1996; Garganta,   Arda, &amp; Lago, 2002; Lago-Balleste­ros &amp; Lago-Peñas, 2010; Lago &amp;   Martín, 2007). Considerando que o estilo de jogo da equipa pode ser fortemente   condicionado pelo posicionamento e número de jogadores adversários, avaliámos   ainda o número de jogadores adversários na zona de recuperação de bola. Pretendemos   com este trabalho verificar: i) quais os jogadores que se apresentam como   opções preferenciais após recuperação da posse de bola; ii) as zonas do terreno   de jogo preferenciais para passe após recuperação e posse de bola; iii) a   identificação do estilo de jogo da equipa, i.e., direto ou indireto, em função   do número de adversários presentes próximo da bola; e iv) a relação entre estilo de jogo e o número de passes até à finalização.</font></p> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana"><font size="3"><b>MÉTODO</b></font></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana"><font size="2"><b>Amostra</b> </font></font></p> <font face="Verdana"><font size="2">     <p>A amostra foi constituída por 4 jogos de uma equipa da 1ª     Liga Portuguesa (Liga Zon Sagres), referentes à época de 2011/12, de onde foram     retiradas 52 sequências de transições ofensivas para posterior análise. Foram     recolhidas 4 gravações de jogos televisionados, num período compreendido entre janeiro     e março de 2012. Os jogos em análise tiveram em conta o contexto visitante     (jogos na casa do adversário) e dizem respeito a uma fase intermédia do     campeonato. Foi escolhido o contexto visitante, como forma de observar maior número de transições ofensivas.</p> <b>Instrumentos</b>     <p>Cada jogo foi fragmentado com recurso ao software de análise de vídeo Ulead Video Studio 10, de acordo com os seguintes critérios:</p>     <p>1. Todas as bolas recuperadas na zona defensiva, num dos corredores laterais.</p>     <p>2. Após recuperação     da posse de bola, chegada da mesma a zona de finalização (representa o último     terço do campo ofensivo, também denominada por fase de finalização (Quina, 1999)).</p>     <p>Dos 4 vídeos analisados, foram retiradas 52 sequências de     transições ofensivas, tendo em conta os critérios definidos. Em cada situação, foi apenas analisado o primeiro passe efetuado, após recuperação de posse de bola.</p> <b>Procedimentos</b>     <p>Para o tratamento das 52 sequências de transição, foi     identificado o sistema tático utilizado pela equipa tendo como objetivo identificar     o posicionamento de cada jogador em campo. Os jogadores foram codificados     quanto à sua posição em: GR – Guarda Redes, LD – Lateral Direito, DC1 – Defesa     Central Direito, DC2 – Defesa Central Esquerdo, LE – Lateral Esquerdo, MD1 –     Médio Defensivo Direito, MD2 - Médio Defensivo Esquerdo, AD – Ala Direito, AE –     Ala Esquerdo, MO – Médio Ofensivo e PL – Ponta de Lança. Com o objetivo de     identificar os locais do campo em que era realizada a recuperação defensiva,     bem como o local para onde era realizado o primeiro passe, o campo foi dividido em 18 zonas (ver <a href="#f1">Figura 1</a>) (Carling, Williams, &amp; Reilly, 2005).</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/mot/v10n1/10n1a04f1.jpg" width="339" height="308"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> </font></font><font face="Verdana"><font size="2">     <p>De acordo com a proposta de Silva (1998), para a avaliação     do tipo de passe, considerámos como passe curto, todos aqueles que foram     executados para uma zona adjacente ao local onde a bola foi recuperada e como     passe longo todos os passes em que a bola foi colocada num espaço que tivesse no     mínimo uma zona de intervalo, entre o local onde esta foi recuperada e a zona de destino final.</p>     <p>Para a análise de cada unidade de transição foi elaborada     uma matriz de adjacência (<a href="#f2">Figura 2</a>), com todos os jogadores da equipa representados     pelas suas posições de campo, num sistema de “n × n”. Nessa tabela foi     registada a ocorrência segundo um critério de códigos, onde o “1” correspondeu     a um passe do jogador “n1” para o jogador “n2”, e o código de “0” correspondeu     a todos os jogadores que não tiveram interferência na ação. Foi elaborada uma     matriz de adjacência para cada unidade de transição, num total de cinquenta e     duas. Do somatório de todos os resultados parciais registados nas cinquenta e     duas unidades de transição, resultou uma tabela total definitiva. O mesmo     procedimento foi realizado para a análise das zonas de ligação num sistema de “n × n” espaços.</p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/mot/v10n1/10n1a04f2.jpg" width="341" height="270"></p>     
<p>&nbsp;</p> <b>Análise Estatística</b>     <p>O tratamento estatístico dos dados foi realizado através do     software de livre utilização “Social Network Visualizer (SocNetV 0.81)”.     Através deste software foi possível obter a visualização gráfica das ligações     entre jogadores e da sua força, bem como da ligação entre espaços do campo (as     linhas mais carregadas significam que existiu maior número de ligações entre os     jogadores ou os espaços ligados). Para uma melhor compreensão da influência dos     jogadores intervenientes, ou espaços em que existiu maior ligação no processo     de transição ofensiva, foi também calculado: i) o valor de centralidade de     intermediação (<i>betweenness centrality</i>)     que permitiu identificar o jogador/ espaço com maior número de ligações com os     restantes agentes da rede; ii) centralidade de entrada (<i>In-degree centrality</i>) que permitiu identificar qual o     jogador/espaço para onde são efetuados mais passes; e iii) centralidade de     saída (<i>Out-degree centrality</i>) que     permitiu identificar qual o jogador/espaço de onde foram efetuados mais passes.     Para análise estatística, os pressupostos de normalidade e homocedasticidade     dos dados, foram analisados pelo teste Shapiro-Wilk e de Levene, respetivamente.     Para verificar a influência do número de jogadores no tipo de passe realizado,     bem como o número de passes realizados em cada tipo de passe, foi utilizado o     método de análise de variância ANOVA <i>one-way</i> utilizando o software SPSS v.19.0. (SPSS Inc., Chicago, IL). O nível de significância foi fixado em <i>p</i>&lt; 0.05.</p> </font></font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana"><font size="3"><b>RESULTADOS</b></font></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana"><font size="2"><b>Relações interpessoais</b> </font></font></p> <font face="Verdana"><font size="2">     <p>Como podemos verificar visualmente na <a href="#f3">Figura 3</a>, o jogador     MD2 apresentou os valores mais elevados de centralidade de intermediação, com um     valor de 75.39%. Podemos ainda destacar o facto do jogador MO apresentar     valores de 15.87%, seguidos do jogador MD1 com 6.34%. No que diz respeito à     centralidade de entrada por jogador, podemos referir o jogador MD2 com maior     número de passes recebidos (35.29%), o jogador PL (21.57%) e os jogadores MD1 e     AD (13.72%). Em relação à centralidade de saída, o jogador que realiza mais passes é o LD (31.37%) e destacamos ainda o jogador MD2 com 13.72% (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</p>     <p><a name="f3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/mot/v10n1/10n1a04f3.jpg" width="342" height="349"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/mot/v10n1/10n1a04t1.jpg" width="343" height="424"></p>     
<p>&nbsp;</p> </font></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana"><font size="2"><b>Relações espaciais</b> </font></font></p> <font face="Verdana"><font size="2">    <p>Como podemos verificar visualmente na <a href="#f4">Figura 4</a>, a zona 14     revelou o maior valor de centralidade de intermediação, com 40.63% seguida das     zonas 8 e 9 com valores de 21.87%, assim como a zona 16 com 12.5%. No que diz     respeito à centralidade de entrada por espaço de jogo, verificamos que o     corredor central (CC) é o mais solicitado. Em destaque a zona 8 com 34.62%,     seguida pelas zonas 9 e 10 com 15.38%. É de destacar também a zona 16, com     9.61% dos passes recebidos. Em relação à centralidade de saída por zona,     podemos destacar a zona 14 com 26.92%, a zona 13 com 17.30% e a zona 1 com 13.46% dos passes (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</p>     <p><a name="f4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/mot/v10n1/10n1a04f4.jpg" width="346" height="371"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/mot/v10n1/10n1a04t2.jpg" width="344" height="588"></p>     
<p>&nbsp;</p> </font></font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Estilo de jogo</b></font></p> <font face="Verdana"><font size="2">    <p>No que diz respeito ao estilo de jogo da equipa em análise,     verificamos que em 60% das situações ocorreu passe curto (i.e., jogo apoiado) e     em 40% passe longo (i.e., jogo direto). Quando a equipa utilizou passe curto, utilizou     em média menor número de jogadores em torno da bola do que quando foi realizado     um passe longo (<i>F</i><sub>(1,51)</sub>=     5.87, <i>p</i>= 0.019; <i>M</i>= 2.00 ± 0.73 e <i>M</i>= 2.52     ± 0.81 jogadores, respetivamente). Analisando o número de passes efetuados     desde o momento da recuperação, até à chegada da bola em zona de finalização,     verificamos que com a utilização de passe curto foram realizados em média maior     número de passes do que quando utilizado passe longo (<i>F</i><sub>(1,51)</sub>= 12.99, <i>p</i>&lt; 0.001; <i>M</i>= 3.16 ± 0.97 e <i>M</i>= 2.14 ± 0.85 passes, respetivamente).</p> </font></font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana"><font size="3"><b>DISCUSSÃO</b> </font></font></p> <font face="Verdana"><font size="2">     <p>Este estudo teve como objetivo analisar as ligações     interpessoais existentes entre jogadores após a recuperação de posse de bola,     como forma de verificar se é possível identificar tendências de jogo no momento     de transição ofensiva (defesa-ataque), tal como sugerido em trabalhos     anteriores (Duch et al., 2010; Passos et al., 2011). Os resultados obtidos,     permitem-nos graficamente e com evidência estatística perceber em função do     contexto de jogo, quais os jogadores mais influentes da equipa, em que zonas     esses jogadores recebem a bola, qual o jogador que executa o primeiro passe e     de que zona é realizado, o tipo de passe mais frequente, o número de passes     efetuados até à fase de finalização. Esta informação recolhida pode ser de     elevada importância para o treinador, no processo de treino e preparação de uma     competição, pois permite um conhecimento profundo da forma de jogar do opositor     (Moutinho, 1991). Identificando os pontos fortes e fracos do adversário, será     possível ao treinador potenciar a sua equipa estratégica e taticamente para     explorar os pontos fracos e anular os pontos fortes do adversário (Franks, 1997). </p>     <p>No que diz respeito à análise das ligações interpessoais, verificamos     que o jogador com maior influência no momento de transição é o MD2 (Médio     Defensivo 2). Este é o jogador com maior centralidade no que diz respeito às     ligações interpessoais (Duch et al., 2010; Passos et al., 2011). É nele que a     bola tende a ser colocada com mais frequência neste momento do jogo, pelo que     deve existir uma especial atenção por parte da equipa que perde a posse de     bola. Se este é o jogador mais influente da equipa, limitando a sua ação, a     equipa adversária pode sentir dificuldades em ligar a sua transição ofensiva. Estaremos desta forma mais perto de anular um ponto forte do opositor.</p>     <p>Os dados referentes às ligações recebidas por jogador, para     além da confirmação da importância do MD2 (35.29%), identificaram o PL (Ponta     de Lança) como segunda opção de passe (21.56%). Assim sendo, de acordo com a     proposta de Castelo (1996) podemos referir que a equipa em análise apresenta     duas possíveis “ligações” para transitar, dentro do mesmo momento do jogo: I)     um estilo de jogo indireto através de passe lateral, com a solicitação do MD2,     e II) um estilo de jogo direto com passe com solicitação do PL. No entanto, e     tendo em conta os valores das ligações recebidas, o MD2 regista maior percentagem     de solicitação, quando comparado com o PL, o que sugere uma maior utilização do     apoio mais próximo/lateral. Se analisarmos os resultados das ligações por zona,     comprovamos que a equipa procura utilizar em maior percentagem a zona 8 (34.61%),     sobre o corredor central (CC), quando em comparação com zonas mais ofensivas     como a zona 10 (15.38%), ou zona 16 (9.61%). O facto de a zona 16 estar     incluída no grupo das mais utilizadas e sendo esta no meio campo ofensivo e     sobre o corredor lateral direito (CLD), permite identificar a tendência que o     PL apresenta em descair sobre o referido corredor. A anulação dos jogadores MD2     e o PL, procurando reduzir espaço sobre a zona 8 e tendo em consideração o     espaço nas costas do bloco defensivo, principalmente sobre o corredor lateral     para onde o PL apresenta maior tendência para receber o passe, são informações     quantificáveis referentes a um padrão de comportamento da equipa em análise,     que podem ser uteis para o processo de treino/competição do treinador (dessa     mesma equipa, ou para um treinador de uma equipa adversária) (Passos et al., 2011).</p>     <p>Analisando agora as ligações efetuadas pelos jogadores,     verificamos que o LD (Lateral Direito) apresenta maior valor de percentagem (31.37%),     quando comparado com o LE (11.76%). Se a estes valores juntarmos o indicador     das ligações efetuadas por zona, podemos afirmar que esta equipa recupera maior     quantidade de bolas no seu meio campo defensivo e sobre o corredor lateral     direito (CLD), principalmente nas zonas 13 (17.30%) e 14 (26.92%). Esta ideia     fica ainda mais sustentada quando observamos um valor de 40.62% de centralidade     para a zona 14. Sabendo que o LD é o jogador que tem maior percentagem de     passes executados, podemos ainda deduzir que este é responsável pela maioria     das ligações estabelecidas com o MD2 e o PL, a partir das zonas 13 e 14. Ainda     relativamente às ligações efetuadas pelos jogadores, 13.72% dos passes são efetuados     pelo MD2 e 9.80% pelo MD1 (Médio Defensivo1). Estes valores permitem-nos deduzir     que estes jogadores recuperaram também a bola sobre os corredores laterais,     ajudando na pressão sobre os mesmos. Podemos, de certa forma, interpretar este     facto como uma tentativa de criar superioridade numérica sobre os corredores     laterais, para uma maior pressão e rápida recuperação da posse de bola, i.e., um bloco defensivo agressivo sobre os corredores laterais.</p>     <p>Após a recuperação da posse de bola, saber quem, onde e como     a equipa se organiza para receber o primeiro passe é um aspeto preponderante     para a compreensão da dinâmica da equipa adversária (Castelo, 2009). No que diz     respeito ao tipo de passe utilizado, segundo os resultados obtidos, a equipa     apresenta uma maior tendência para utilizar o passe curto como principal opção     (60%) e o passe longo como segunda opção (40%). Estes valores indicam que, no     momento imediato à recuperação da posse de bola, o passe curto é a primeira     opção sendo o jogador MD2 a principal referência sobre o corredor central     (Zonas 8 e 9). Podemos ainda referir, que uma segunda hipótese de “ligação”   para transição ofensiva é a utilização do passe longo para a solicitação do jogador PL, tendo em conta os valores das suas ligações recebidas. </p>     <p>No entanto, os resultados previamente descritos não ocorrem     de forma mecânica e são condicionados grandemente pelo posicionamento dos     adversários em torno da bola (Travassos, Araújo, Davids, Esteves, &amp; Fernandes,     2012). Os resultados mostram que após a recuperação da posse de bola a equipa     procura utilizar passe longo, sempre que em média tem a oposição de 3 jogadores     na zona de recuperação. Por outro lado, a equipa procura sair tendencialmente     com passe curto, quando em média se encontram 2 jogadores adversários próximos     da bola. Assim, podemos concluir que existe uma dependência contextual     (McGarry, 2009; Travassos, Davids, Araujo, &amp; Esteves, 2013) na forma como     esta equipa potencia a sua transição defesa-ataque. Quanto maior for a pressão     adversária sobre a bola, maior é a tendência para que a equipa utilize passe     longo, i.e., estilo de jogo direto. Pelo contrário, quando a pressão adversária   é menor, a equipa utiliza preferencialmente o passe curto (estilo de jogo indireto).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Verificámos ainda que em média, a equipa realiza 3 passes     quando utiliza passe curto (jogo indireto), e 2 passes quando utiliza passes longos     (jogo direto). Os resultados obtidos relativamente ao número de passes vão ao     encontro do referido em estudos anteriores, onde se refere que 99% das     situações de transição são realizadas com um número de passes compreendido     entre 1 e 4 (Garganta et al., 2002). Os nossos resultados vêm acrescentar que     em função do tipo de jogo adotado neste momento existe uma ligeira oscilação no     número de passes realizados, tal como seria de esperar face aos diferentes objetivos de cada um dos estilos de jogo (Lago &amp; Martín, 2007).</p>     <p>Sugerimos ainda que, de modo a melhorar os resultados     obtidos por este tipo de análise em futuros estudos se analise: i) a     percentagem de sucesso/insucesso das transições ofensivas, tendo em     consideração o posicionamento da equipa adversária, como forma de estabelecer     uma relação entre o comportamento observado, a equipa adversária e o sucesso do     mesmo; ii) um maior número de passes, como forma de perceber a dinâmica de     circulação de bola no campo de jogo desde a 1ª fase de construção até ao     momento de finalização; iii) o comportamento de transição ofensivo em jogos em     casa e fora; e iv) se considere o resultado do jogo como uma variável     situacional que pode descriminar diferentes comportamentos de transição ofensiva     da equipa em análise. Apenas tendo por base a conjugação de todas estas variáveis     será possível caracterizar objetivamente a forma de jogar da equipa em análise, com consequências ao nível do processo de treino.</p> </font></font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana"><font size="3"><b>CONCLUSÕES</b> </font></font></p> <font face="Verdana"><font size="2">     <p>Em suma, consideramos que o conhecimento do comportamento do     adversário tal como foi descrito anteriormente é de elevada importância na     preparação de uma competição. Saber como, onde e por quem o adversário vai procurar     jogar em determinado momento, permite uma adaptação adequada da nossa equipa,     no sentido de anular um eventual ponto forte, ou explorar um ponto fraco do     opositor. Consideramos que este estudo permite avançar conhecimento às     metodologias de <i>Scouting</i>, ao apresentar     dados quantitativos e gráficos que exprimem uma tendência de atuação, ao invés     das metodologias tradicionalmente utilizadas, que têm por base observações     qualitativas do jogo onde a subjetividade é enorme, pois dependem muito do observador que as realiza (Travassos, Araújo, Correia, &amp; Esteves, 2010).</p>     <p>Por fim, tratando-se o futebol de um jogo que coloca em     oposição duas equipas distintas em momentos distintos (ter, ou não ter a posse     de bola), o facto de o nosso estudo ter em conta a influência que o opositor     tem no comportamento de uma equipa é sem dúvida um ponto de inovação     relativamente aos estudos anteriormente desenvolvidos. Este conhecimento     permite ao treinador direcionar os jogadores para os constrangimentos     informacionais do jogo, i.e., as “assinaturas de desempenho” dos adversários     para uma adaptação mais funcional das suas ações individuais e coletivas (McGarry et al., 2002).</p>     <p>&nbsp;</p> </font></font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFERÊNCIAS</b></font></p> <font face="Verdana"><font size="2">     <!-- ref --><p>Carling, C., Bloomfield, J., Nelsen, L., &amp;     Reilly, T. (2008). The role of motion analysis in elite soccer: Contemporary performance measurement techniques and work rate data. <i>Sports Medicine, 38</i>(10), 839-862.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S1646-107X201400010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Carling, C., Williams, A., &amp; Reilly, T.     (2005). <i>Handbook of soccer match analysis: A systematic approach to improving performance</i>. Oxon: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S1646-107X201400010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Castelo, J. (1996). <i>Futebol: Organização do Jogo</i>. Lisboa: Edições FMH.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S1646-107X201400010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Castelo, J. (2009). <i>Futebol - Organização dinâmica do jogo</i> (3ª ed.). Lisboa: Edições Universitárias Lusófonas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S1646-107X201400010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></a></p>     <!-- ref --><p>Duarte, R., Araújo, D.,     Freire, L., Folgado, H., Fernandes, O., &amp; Davids, K. (2012). Intra-     and inter-group coordination patterns reveal collective behaviours of football     players near the scoring zone. <i>Human Movement Science, 31</i>(6), 1639-1651. doi: 10.1016/j.humov.2012.03.001&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S1646-107X201400010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Duch, J., Waitzman, J.S., &amp; Amaral, L.A.     (2010). Quantifying the performance of individual players in a team activity. <i>PloS One, 5</i>(6), e10937. doi:10.1371/journal.pone.0010937&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1646-107X201400010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Franks, I. (1997). Use of feedback by coaches     and players. In T. Reilly, J. Bangsbo &amp; M. Hughes (Eds.), <i>Science and football III</i> (pp. 267-268). London: SponPress.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1646-107X201400010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Garganta, J., Arda, A.,   &amp; Lago, C. (Eds.) (2002). <i>A Investigação em Futebol - Estudos Ibéricos</i>. Porto: Univ. Porto Editorial.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1646-107X201400010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Garganta, J., &amp; Pinto,     J. (1998). O ensino do futebol. In A. Graça &amp; J. Oliveira (Eds.), <i>O ensino dos jogos desportivos</i> (pp. 95-135). Lisboa: CEFD.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1646-107X201400010000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Glazier, P. S. (2010). Game, Set and Match?     Substantive Issues and future directions in performance analysis. <i>Sports Medicine, 40</i>(8), 625-634. doi: 0112-1642/10/0008-0625&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1646-107X201400010000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hughes,   M., &amp; Franks, I. (2004). <i>Notational     analysis of sport: Systems for better coaching and performance in sport</i> (2ª ed.). London: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1646-107X201400010000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hughes, M., &amp; Franks, I. (2008). <i>The essentials of performance analysis</i>. New York: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1646-107X201400010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lago-Ballesteros, J., &amp; Lago-Peñas, C.     (2010). Performance in team sports: Identifying the     keys to success in soccer. <i>Journal of Human Kinetics, 25</i>, 85-91. doi: 10.2478/v10078-010-0035-0&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1646-107X201400010000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lago, C., &amp; Martín, R. (2007). Determinants     of possession of the ball in soccer. <i>Journal of Sports Sciences, 25</i>(9), 969-974. doi: 10.1080/02640410600944626&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1646-107X201400010000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Maçãs, V. (1997). <i>Análise do jogo em futebol: Identificação e caracterização do processo ofensivo em Seleções Nacionais de Futebol Júnior.</i> Dissertação de Mestrado, Universidade Técnica de Lisboa, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1646-107X201400010000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>McGarry, T. (2009). Applied     and theoretical perspectives of performance analysis in sport: Scientific     issues and challenges. <i>International Journal of Performance Analysis in Sport, 9</i>, 128-140.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1646-107X201400010000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>McGarry, T., Anderson, D. I., Wallace, S. A.,     Hughes, M. D., &amp; Franks, I. M. (2002). Sport competition as a dynamical     self-organizing system. <i>Journal of Sports Sciences, 20</i>(10), 771-781. doi: 10.1080/026404102320675620&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1646-107X201400010000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>McGarry, T., &amp; Franks, I. M. (2003). The     science of match analysis. In T. Reilly &amp; M. Williams (Eds.), <i>Science and Soccer</i> (2ª ed., pp. 265-275). London: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1646-107X201400010000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Moutinho, C. (1991). A importância     da análise do jogo no processo de preparação desportiva nos jogos desportivos     coletivos: O exemplo do voleibol. In J. Bento &amp; A. Marques (Eds.), <i>As ciências do desporto e a prática desportiva</i> (pp. 265-275). Porto: Univ. Porto Editorial.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1646-107X201400010000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Oliveira, J. (1993). A análise do jogo em basquetebol. In J. Bento &amp; A. Marques (Eds.), <i>A ciência do desporto, a cultura e o Homem</i> (pp. 297-306). Porto: Univ. Porto Editorial.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1646-107X201400010000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Passos, P., Davids, K.,     Araujo, D., Paz, N., Minguéns, J., &amp; Mendes, J. (2011). Networks     as a novel tool for studying team ball sports as complex social systems. <i>Journal of Science and Medicine in Sport, 14</i>(2), 170-176. doi: 10.1016/j.jsams.2010.10.459&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1646-107X201400010000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Quina, J. (1999). <i>Futebol: Referências para a organização do Jogo</i>. Bragança: Instituto Politécnico de Bragança Edições.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1646-107X201400010000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sampaio, J., &amp; Maçãs, V. (2012). Measuring     Football Tactical Behaviour. <i>International Journal of Sports Medicine, 33</i>, 1-7. doi: 10.1055/s-0031-1301320&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1646-107X201400010000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Seabra, F., &amp; Dantas, L. E. (2006). Space     definition for match analysis in soccer. <i>International Journal of Performance Analysis in Sport, 6</i>(2), 97-113.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1646-107X201400010000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Silva, J. (1998). <i>Os processos ofensivos no futebol – Estudo     comparativo entre equipas masculinas de diferentes níveis competitivos.</i> Dissertação de Mestrado, Universidade do Porto, Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1646-107X201400010000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Taylor, S., &amp;   Williams, M. (2002). A quantitative analysis of Brazil`s   performances. <i>FA Coaches Association Journal, 3</i>, 28-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1646-107X201400010000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Tenga, A., Holme, I., Ronglan, L., &amp; Bahr,     R. (2010). Effect of playing tactics on achieving score-box possessions in a     random series of team possessions from Norwegian professional soccer matches. <i>Journal of Sports Sciences, 28</i>(3), 245-255. doi: 10.1080/02640410903502766&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1646-107X201400010000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Travassos, B., Araújo, D., Correia, V., &amp;   Esteves, P. T. (2010). Eco-dynamics approach to the study of team sports   performance. <i>The Open Sports Sciences Journal, 3</i>, 56-57. doi: 10.2174/1875399X01003010056&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S1646-107X201400010000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Travassos, B., Araújo, D., Davids, K., Esteves,     P., &amp; Fernandes, O. (2012). Improving passing actions in team sports by     developing interpersonal interactions between players. <i>International Journal of Sports Sciences and Coaching, 7</i>(4), 677-688. doi: 10.1260/1747-9541.7.4.677&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1646-107X201400010000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Travassos, B., Araújo, D., Duarte, R., &amp;   McGarry, T. (2012). Spatiotemporal coordination patterns in futsal (indoor football) are guided by informational game constraints. <i>Human Movement Science, 31</i>(4), 932-945. doi: 10.1016/j.humov.2011.10.004&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1646-107X201400010000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Travassos, B., Araújo, D., Vilar, L., &amp;   McGarry, T. (2011). Interpersonal coordination and ball dynamics in futsal   (indoor football). <i>Human Movement Science, 30</i>, 1245-1259. doi: 10.1016/j.humov.2011.04.003&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1646-107X201400010000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Travassos, B., Davids, K., Araujo, D., &amp;   Esteves, P. T. (2013). Performance analysis in team sports: Advances from an   Ecological Dynamics approach. <i>International Journal of Performance Analysis in Sport, 13</i>(1), 83-95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1646-107X201400010000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Vilar, L., Araújo, D.,     Davids, K., &amp; Travassos, B. (2012). Constraints on competitive     performance of attacker–defender dyads in team sports. <i>Journal of Sport Sciences, 30</i>(5), 459-469. doi: 10.1080/02640414.2011.627942&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1646-107X201400010000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font></font>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Agradecimentos:</b>    <br> Nada a declarar.<b>    <br> Conflito de Interesses:</b>    <br> Nada a declarar.    <br> <b>Financiamento:    <br> </b>Nada a declarar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Artigo recebido a 30.12.2012; 1&ordf; Revis&atilde;o 14.06.2013; Aceite 20.06.2013</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a name="end"></a><a href="#topo">*</a><i> Autor correspondente</i>:   Departamento de Ci&ecirc;ncias do Desporto, Universidade da Beira Interior, Convento   de St&ordm; Ant&oacute;nio, 6201-001 Covilh&atilde;, Portugal; <i>E-mail</i>: <a href="mailto:bruno.travassos@ubi.pt">bruno.travassos@ubi.pt</a></font></p>      ]]></body><back>
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