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<article-id pub-id-type="doi">10.6063/motricidade.10(1).2456</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Valores normativos do desempenho motor: Construção de cartas percentílicas baseadas no método LMS de Cole & Green]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade do Porto Faculdade de Desporto Centro de Investigação, Formação, Inovação e Intervenção em Desporto]]></institution>
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<institution><![CDATA[,University of Saskatchewan College of Graduate Studies and Research ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The main purpose of this study was to construct reference standards for physical fitness (PF) values, and to graphically highlight differences between Vouzela children and adolescents’ PF levels with those from other national and international references samples. Sample comprised 1920 children and adolescents aged 7 to 17 years. PF was assessed by five tests: handgrip, standing jump, shuttle run, 50-yard dash and 1-mile walk/run. Centile charts were constructed using the LMS method using the LMSchartmarker Pro software. Results suggest pervasive interindividual differences in motor performance. Boys showed higher values than girls for all tests, mainly during the pubertal period. Vouzela children and adolescents had similar performance to other samples in handgrip test, while the 50th percentile values from US sample were higher in standing jump, shuttle run, 50-yard dash tests. Vouzela performance in one mile walk/run was better than Azores and US samples.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[aptidão física]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p> <font face="Verdana">     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Valores normativos do desempenho motor: Construção de    cartas percentílicas baseadas no método LMS de Cole &amp; Green</b></font></p> <font face="Verdana">     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><b><font size="3" face="Verdana">Motor   performance reference values: Percentile charts based on Cole and Green LMS   method</font></b></p> <font face="Verdana">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Raquel Nichele de Chaves<sup>1, <a href="#end">*</a><a name="topo"></a></sup>; Adam   Baxter-Jones<sup>2</sup>; José António Ribeiro Maia<sup>1</sup></b></font></p>      <p><font face="Verdana"><sup><font size="2">1</font></sup> <font size="2">CIFI2D -   Faculdade de Desporto, Universidade do Porto, Portugal    <br>   <sup>2</sup> College     of Graduate Studies and Research University of Saskatchewan, Canadá</font></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O propósito principal deste estudo foi construir   valores de referência percentílica para provas de aptidão física (AptF), ao   mesmo tempo que contrasta, graficamente, os níveis de AptF de crianças e   adolescentes vouzelenses com os de outras pesquisas nacionais e internacionais.   Foi avaliada uma amostra de 1920 crianças e adolescentes, com idades entre os 7   e os 17 anos em cinco testes motores: dinamometria manual, impulsão horizontal,   corrida vaivém, corrida de 50 jardas e corrida/marcha da milha. As cartas   percentílicas foram construídas com base no método LMS, implementado no <i>software</i> LMSchartmarker Pro versão 2.54.   Os resultados sugerem forte variabilidade interindividual no desempenho motor.   Em todas as provas, os rapazes apresentaram valores médios mais elevados do que   as raparigas, sobretudo durante o período circum-pubertário. Na comparação do   percentil 50 da prova de força manual, crianças e jovens vouzelenses tiveram   desempenho similar aos de outros estudos, enquanto nas provas de impulsão   horizontal, corrida vaivém e de 50 jardas constatou-se superioridade da amostra   norte-americana. Na corrida/marcha da milha, a performance dos vouzelenses foi   superior às amostras açoriana e americana.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave: </b>aptidão física, cartas de referência, percentis, crianças, adolescentes</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">The   main purpose of this study was to construct reference standards for physical   fitness (PF) values, and to graphically highlight differences between Vouzela   children and adolescents’ PF levels with those from other national and   international references samples. Sample comprised 1920 children and   adolescents aged 7 to 17 years. PF was assessed by five tests: handgrip,   standing jump, shuttle run, 50-yard dash and 1-mile walk/run. Centile charts   were constructed using the LMS method using the LMSchartmarker Pro software.   Results suggest pervasive interindividual differences in motor performance.   Boys showed higher values than girls for all tests, mainly during the pubertal   period. Vouzela children and adolescents had similar performance to other   samples in handgrip test, while the 50th percentile values from US sample were   higher in standing jump, shuttle run, 50-yard dash tests. Vouzela performance   in one mile walk/run was better than Azores and US samples.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords: </b>physical fitness, reference charts, percentile,   children, adolescents</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <font size="3" face="Verdana"><b>INTRODUÇÃO</b></font><font face="Verdana">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2">A aptidão física (AptF) procura expressar, de forma       integrada, um conjunto multivariado e parcimonioso de funções e estruturas corporais       envolvidas na performance desportivo-motora (Ardoy et al., 2011), usualmente       designadas de componentes morfológica, muscular, motora, cardiorrespiratória e       metabólica (Bouchard &amp; Shephard, 1994). Não obstante a pluralidade do seu       conceito (Freitas, Marques, &amp; Maia, 1997), pode ser genericamente definida       como o estado ou a condição que permite a execução de atividades físico-motoras       que envolvem esforços físicos, sem que se instale fadiga excessiva (Malina,       Bouchard, &amp; Bar-Or, 2004). Além disso, tem sido consensual classificar as       suas componentes em dois domínios aparentemente distintos: (1) as que se       associam ao desempenho atlético, necessários à eficiência desportiva, e (2) as       que se associam ao estado de saúde, isto é, as que atuam na promoção da saúde     (Guedes, 2007; Safrit, 1990).</font></p>       <p><font size="2">Algumas das principais razões da pesquisa dos níveis de AptF       associada à saúde de crianças e jovens, não atletas, centram-se no fato da       infância e adolescência serem consideradas janelas críticas para o       desenvolvimento de proficiência motora, além de serem, também, momentos       sensíveis à influência de fatores ambientais que condicionam a estabilização de       comportamentos saudáveis (Bustamante, Beunen, &amp; Maia, 2012; Freitas et al.,       2002; Guedes &amp; Guedes, 1997; Ortega et al., 2011; Silva, Beunen, &amp; Maia,       2011), isto é, a participação efetiva em atividades desportivas e/ou da prática       regular de exercício físico (Guedes, 2007). Estilos de vidas construídos e       desenvolvidos nestes períodos, saudáveis ou não, poderão influenciar     comportamentos e estados de saúde na fase adulta (Malina, 2001). </font></p>       <p><font size="2">É compromisso do estado Português, consagrado pela Lei de       Bases do Sistema Educativo nº46/86 e pela Organização da Estrutura Curricular       do Ensino Básico e Secundário (Jacinto, Carvalho, Comédias, &amp; Mira, 2001;       Ministério da Educação e da Ciência [MEC], 1991a, 1991b, 1998, 2004), a       promoção e desenvolvimento físico-motor adequados à infância e à adolescência.       Neste sentido, a Educação Física Escolar possui um valor educativo       inquestionável em termos da promoção de atividades físicas e desportivas,       pedagogicamente orientadas, para o desenvolvimento multilateral e harmonioso do       aluno, tendo definido como um dos principais propósitos, em todos os blocos de       ensino, elevar o nível funcional das capacidades motoras condicionais de modo       específico a cada nível de escolaridade (Jacinto et al., 2001; MEC, 1991a,       1991b, 1998, 2004). Embora tais aspetos devam ser desenvolvidos, também, em       parceria com a comunidade, sobretudo na iniciação à prática desportiva em       clubes, é atribuído ao Professor de Educação Física a diligência de identificar       os níveis de desempenho motor de seus alunos com avaliações periódicas,       monitorizar a sua mudança ao longo dos anos letivos, bem como proporcionar       oportunidades diferenciadas para elevar as capacidades motoras a nível       funcional, ou seja, conceber e realizar atividades físico-motoras sintonizadas       com as necessidades das crianças e/ou do adolescentes (Jacinto et al., 2001;     MEC, 1991a, 1991b, 1998, 2004).</font></p>       <p><font size="2">A Organização da Estrutura Curricular do Ensino Básico e       Secundário (Jacinto et al., 2001; MEC, 1991a, 1991b, 1998, 2004) sugere a       avaliação criterial da AptF relacionada com a saúde, isto é, o uso adequado dos       resultados dos testes motores administrados para inferir sobre o desempenho nas       capacidades motoras avaliadas de acordo com valores de corte pré-estabelecidos.       Contudo, tais pontos de corte não provêm de estudos na população portuguesa, a       que se adiciona o fato de não existir, atualmente, um mecanismo confiável à   proposição desta classificação, sugerindo níveis mínimos necessários à redução       de risco de doenças crónico-degenerativas (Guedes, 2007; Pate &amp; Daniels,     2013). </font></p>       <p><font size="2">O estudo da variabilidade dos níveis de AptF, sobretudo       relacionada com a saúde, tem procurado produzir valores de referência locais,       ou seja, específicos de diferentes populações, contextos ambientais e condições       socioculturais (Bustamante et al., 2012; Maia et al., 2007; Silva et al.,       2011). A construção de cartas percentílicas locais (i.e., específicas da       região) representa um capital informativo importante na gestão sistemática e       eficiente do processo de ensino-aprendizagem, no âmbito escolar e desportivo,       bem como no auxílio ao planeamento de estratégias e intervenções de órgãos       institucionais, neste caso, os departamentos de desporto das Câmaras       Municipais. É evidente que estes propósitos têm uma elevada generalização a       qualquer região, indiferentemente do seu país de origem. Daqui que o principal       propósito da presente pesquisa seja apresentar valores de referência       percentílica para cinco provas de AptF, nomeadamente, dinamometria manual,       impulsão horizontal, corrida vaivém, corrida de 50 jardas e corrida/marcha da       milha. Do mesmo modo, contrastará, graficamente, e atribuirá significado aos       valores das crianças e jovens vouzelenses relativamente ao desempenho       apresentado noutros estudos desenvolvidos no país, precisamente no arquipélago       dos Açores (Maia et al., 2007), e no exterior, concretamente na Espanha (Serrano       et al., 2009), no Brasil (Silva et al., 2011) e nos EUA (Maia &amp; Lopes,     2007; Safrit, 1990).</font></p>     </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana"><font size="3"><b>MÉTODO</b></font></font></p>     <p><font face="Verdana"><font size="2"><b>Participantes</b> </font></font></p> <font face="Verdana"><font size="2">     <p>Os participantes desta pesquisa provêm do “Projeto Vouzela     Ativo”, um estudo auxológico e epidemiológico, com delineamento transversal,     sobre crescimento somático, desenvolvimento e saúde da população escolar do     Concelho de Vouzela, Distrito de Viseu. A amostra foi constituída por crianças     e adolescentes das 20 escolas municipais do Concelho, com idades compreendidas     entre os 7 e os 17 anos, avaliados no ano de 2010. Somente na avaliação da     aptidão cardiorrespiratória a amostra foi ampliada por dois momentos distintos: 2008 e 2010.</p>     <p>A <a href="/img/revistas/mot/v10n1/10n1a07t1.jpg">Tabela 1</a> mostra o número de indivíduos agrupados por idade     e sexo, representando &#8776;70% das crianças e adolescentes da rede escolar pública de Vouzela.</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Instrumentos e Procedimentos</b></p>     <p>O projeto e os protocolos de avaliação foram aprovados pela     Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, pelos diretores dos agrupamentos     escolares, e pelo Centro de Saúde de Vouzela. O consentimento livre e informado foi assinado pelos pais e/ou encarregados de educação dos alunos.</p>     <p>Controlo da qualidade da informação</p>     <p>O controlo da qualidade da informação passou por cinco     etapas: (1) treino da equipe de avaliação por parte de avaliadores experientes     (primeiro e último autores do presente artigo); (2) realização de retestes com     uma amostra aleatória de 185 crianças e jovens num intervalo de duas semanas;     (3) aplicação das provas sob a supervisão da primeira autora; (4) controlo da     entrada da informação e análise exploratória prévia para identificar erros na     entrada dos dados; (5) cálculo de estimativas de fiabilidade com base no     coeficiente de correlação intraclasse (<i>R</i>)     e respetivos intervalos de confiança a 95%: dinamometria manual, <i>R</i>= 0.973 (IC95%= 0.964&#8722;0.980);     impulsão horizontal, <i>R</i>= 0.933 (IC95%=     0.910&#8722;0.951); corrida vai-vém, <i>R</i>= 0.812 (IC95%=0.748&#8722;0.860); corrida de 50 jardas, <i>R</i>= 0.905 (IC95%= 0.823&#8722; 0.980); corrida/marcha da milha, <i>R</i>= 0.854 (IC95%= 0.735&#8722;0.920).</p>     <p>Avaliação da aptidão física</p>     <p>Foi utilizado um conjunto de testes oriundos das baterias da <i>AAHPER Youth Fitness Test</i> (American     Alliance for Health, Physical Education, and Recreation [AAHPER], 1976) e <i>Fitnessgram</i> (Welk &amp; Meredith, 2008)     marcadores das seguintes componentes da AptF: agilidade e velocidade (corrida vaivém     e corrida de 50 jardas), força explosiva dos membros inferiores (impulsão     horizontal) e estática da mão (preensão), e capacidade aeróbia (corrida/ marcha da milha).</p>     <p>Comparação com outros estudos</p>     <p>A comparação dos níveis de AptF das crianças e adolescentes     vouzelenses com resultados de pesquisas prévias foi efetuada com base nos     valores medianos (P50). Deste modo, foram selecionados estudos de referência     nacional e internacional que apresentam valores percentílicos das diferentes     provas de AptF utilizadas nesta pesquisa: o <i>Youth     Fitness Test</i>, publicado pela <i>American     Alliance for Health, Physical Education, Recreation and Dance</i> (AAHPER,     1976), desenvolvido na população norte-americana; o estudo sobre crescimento e     desempenho motor de crianças e jovens açorianos com idades entre os 6 e os 18     anos (Maia et al., 2007); o estudo realizado na região do Cariri, estado do     Ceará, Brasil, designado “Crescer com Saúde no Cariri” (Silva et al., 2011); a pesquisa     desenvolvida em Madrid, a qual é proveniente de um projeto maior, designado “Nutrição e Biodiversidade Humana” (Serrano et al., 2009).</p> <b>Análise Estatística</b>     <p>Inicialmente foi efetuada a análise exploratória dos dados     para detetar possíveis <i>outliers</i>, bem     como analisar as distribuições das variáveis; de seguida foram calculadas a     média, desvio-padrão e amplitude. A construção das cartas percentílicas foi     efetuada, separadamente, para cada uma das provas de AptF em cada sexo. Os     percentis foram obtidos pelo método LMS (Cole &amp; Green, 1992) implementado     no software LMSchartmarker Pro versão 2.54 (Pan &amp; Cole, 2011). Para     normalizar a distribuição dos valores em cada uma das variáveis, o método LMS     recorre à transformação Box-Cox, específica para cada idade; os valores L, M e     S são <i>Cubic Splines</i> em cada intervalo     etário. Três curvas suavizadas e específicas de cada idade são produzidas,     designadas de curva L (transformação Box-Cox), curva M (mediana) e curva S (coeficiente de variação) com base na seguinte <a href="#e1">equação</a>,</p>     <p><a name="e1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/mot/v10n1/10n1a07e1.jpg" width="325" height="68"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>em que Z<sub>&#945;</sub> é o desvio normal     equivalente para a amostra total, &#945; e <i>C<sub>100&#945;</sub> (t)</i> o percentil correspondente. A complexidade da suavização de cada curva   é medida pelos graus de liberdade equivalentes para <i>L(t)</i>,<i> M (t) </i>e<i> S (t)</i>. Foram utilizados testes Q (Pan   &amp; Cole, 2004; Royston &amp; Wright, 2000) para ajuizar da adequação do     ajustamento, bem como das representações de <i>Worm plots</i> (Pan &amp; Cole, 2004; van Buuren &amp; Fredriks, 2001).</p> </font></font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana"><font size="3"><b>RESULTADOS</b> </font></font></p> <font face="Verdana"><font size="2">     <p>A <a href="/img/revistas/mot/v10n1/10n1a07t2.jpg">Tabela 2</a> apresenta a distribuição dos scores <i>z</i> das provas de AptF, nomeadamente,     dinamometria manual, impulsão horizontal, corrida vaivém, corrida de 50 jardas     e corrida/marcha da milha, para meninos e meninas. Esta distribuição foi     comparada com as proporções esperadas de uma distribuição normal nos seguintes     percentis: P3, P10, P25, P50, P75, P90, P97. Os resultados mostram elevada proximidade     entre os valores esperados e os observados, sugerindo bom ajustamento das curvas percentílicas.</p>     
<p>As curvas de referência para as provas de AptF das crianças     e adolescentes vouzelenses, com idades compreendidas entre os 7 e os 17 anos e de ambos os sexos, são apresentadas nas <a href="/img/revistas/mot/v10n1/10n1a07f1.jpg">Figuras 1</a> e <a href="/img/revistas/mot/v10n1/10n1a07f2.jpg">2</a>.</p>     
<p>Os valores percentílicos estão descritos nas <a href="/img/revistas/mot/v10n1/10n1a07t3.jpg">Tabelas 3</a> e <a href="/img/revistas/mot/v10n1/10n1a07t4.jpg">4</a>.</p>     
<p>Em todas as provas os rapazes vouzelenses apresentaram     valores mais elevados do que as meninas. Estas diferenças tendem a aumentar com     a idade, sendo maiores durante o período circum-pubert&aacute;rio. Nas provas de     for&ccedil;a explosiva e est&aacute;tica, nomeadamente de preens&atilde;o e impuls&atilde;o horizontal,     verifica-se aumento dos valores de for&ccedil;a ao longo da idade. O comportamento das     curvas percent&iacute;licas &eacute; distinto entre rapazes e raparigas, i.e., rapazes apresentam     incrementos cont&iacute;nuos at&eacute; os 17 anos, enquanto as raparigas tendem a     estabilizar gradativamente e/ou aumentar ligeiramente os ganhos de for&ccedil;a. Na     prova de agilidade e de velocidade, os rapazes apresentam decr&eacute;scimos de tempo     de conclus&atilde;o da prova ao longo das idades, sobretudo nas mais avan&ccedil;adas. As     meninas reduzem este tempo, consideravelmente, at&eacute; os 12 anos de idade e, a     partir da&iacute;, tendem a estabilizar. Na corrida/marcha da milha, o comportamento     das curvas entre rapazes e raparigas s&atilde;o similares. Os rapazes t&ecirc;m melhores     desempenhos em todas as idades e percentis, cujas diferen&ccedil;as se situam em torno     dos 28 s a 1.52 min. Constata-se que os rapazes e as raparigas reduzem o tempo     de conclus&atilde;o de prova at&eacute; os 12 anos de idade e, a partir desta idade, tendem a     manter e/ou diminuir o desempenho. Ressalta-se, ainda, que as raparigas, ap&oacute;s os 13 anos de idade, t&ecirc;m maior aumento no tempo de realiza&ccedil;&atilde;o desta prova.</p>     <p>As comparações dos valores medianos das crianças e     adolescentes vouzelenses com outras referências, nacional e internacionais, nas     provas de preensão e impulsão horizontal estão apresentadas na <a href="/img/revistas/mot/v10n1/10n1a07f3.jpg">Figura 3</a>. Na     preensão, o comportamento da curva mediana é similar entre as amostras     vouzelense, carirense, açoriana e espanhola, bem como os valores medianos em     cada idade. A amostra espanhola apresenta menores valores neste teste. Na prova     de impulsão horizontal, a amostra proveniente dos EUA tem valores superiores em     ambos os sexos e um comportamento distinto nas raparigas. Crianças e adolescentes     vouzelenses reportam valores superiores aos açorianos em todas as idades; o     mesmo não ocorre em comparação aos carirenses, os quais mostram valores mais     elevados nas raparigas até os 10 anos e nos rapazes entre os 7 e os 14 anos de idade.</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>A <a href="#f4">Figura 4</a> ilustra as comparações dos valores medianos nas     provas de corrida vaivém, corrida de 50 jardas e corrida/marcha da milha. Na     corrida vaivém, os jovens norte-americanos apresentam melhores desempenhos,     enquanto os vouzelenses realizam a corrida vaivém em menor tempo relativamente aos açorianos. As diferen&ccedil;as entre os valores medianos     das tr&ecirc;s amostras reduzem-se ao longo da idade, em ambos os sexos, e a partir     dos 15 anos a diferen&ccedil;a &eacute; quase irrelevante. Na corrida de 50 jardas, rapazes e     raparigas norte-americanos s&atilde;o os mais r&aacute;pidos, e os vouzelenses t&ecirc;m melhores     resultados que os a&ccedil;orianos. A amplitude das diferen&ccedil;as entre a&ccedil;orianos e     vouzelenses mostra-se mais elevada at&eacute; aos 10 anos de idade; as diferen&ccedil;as de     desempenho entre vouzelenses e norte-americanos s&atilde;o insignificantes aos 17 anos, em ambos os sexos.</p>     <p><a name="f4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/mot/v10n1/10n1a07f4.jpg" width="572" height="977"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>As crianças e adolescentes vouzelenses têm melhor     resistência cardiorrespiratória que norte-americanos, exceto nos meninos a     partir dos 14 anos, e nos seus pares açorianos. Ao contrário do que ocorre na     maioria das provas anteriormente descritas, o comportamento das curvas medianas     de cada amostra é distinto, sobretudo na amostra norte-americana. Os jovens     vouzelenses e açorianos reduzem o tempo de realização de prova, de modo linear,     até os 12 anos; a partir desta idade, há incrementos dos valores medianos nos     vouzelenses, manutenção do tempo de prova nas raparigas açorianas e decréscimos     sucessivos nos rapazes açorianos. Não se verifica linearidade na curva mediana     dos jovens norte-americanos, mas sim oscilações consecutivas, incrementos e decréscimos, ao longo da idade.</p> </font></font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana"><font size="3"><b>DISCUSSÃO</b> </font></font></p> <font face="Verdana"><font size="2">     <p>Esta pesquisa foi realizada com o propósito de construir     valores de referência percentílica para cinco provas de AptF, inspecionando o     desempenho motor das crianças e jovens vouzelenses relativamente aos seus pares     residentes em locais socioeconómica e geograficamente distintos, nomeadamente,     Brasil, Espanha, EUA e Região Autónoma dos Açores. O uso de cartas     percentílicas para descrever aspetos da trajetória modal e da variabilidade     interindividual é uma das formas mais interessantes de apresentar o comportamento     dos valores normativos em diferentes provas de AptF, face à sua relevância     pedagógica e epidemiológica, sobretudo, quando são construídas com base em     procedimentos metodológicos e analíticos robustos (Silva et al., 2011),     assegurando o equilíbrio entre a fidedignidade dos resultados obtidos e a     parcimónia estatística dos modelos produzidos. O método LMS apresenta estas     características, sendo uma ferramenta estatística muito atual, vantajoso em     comparação com outros métodos de estimação (Roelants, Hauspie, &amp;   Hoppenbrouwers, 2009), com uma distinta representação gráfica e numérica dos perfis     configuracionais do desempenho motor. A parcimónia no ajustamento dos modelos     para cada prova e sexo é constatada com base nos resultados (não apresentados     no texto) dos testes Q sugeridos por Royston e Wright (2000) e por Pan e Cole     (2004), e na adequação da distribuição dos percentis, cujos resultados apontam     diferenças muito pequenas entre os valores esperados e os observados em cada     categoria percentílica, que se assemelham aos produzidos por Silva et al.     (2011). Na fiabilidade do desempenho nas cinco provas de AptF, os valores de     correlação intraclasse apresentados foram elevados, entre 0.81 (corrida vaivém)     e 0.97 (dinamometria manual), ressaltando a elevada consistência da performance     motora de crianças e jovens vouzelenses, tal como reportado em outros estudos (Safrit, 1990; Silva et al, 2011). </p>     <p>Em geral, as curvas percentílicas construídas no presente     estudo mostram uma forte variabilidade interindividual no desempenho das cinco     provas utilizadas para avaliar a AptF de crianças e adolescentes vouzelenses,     cujo perfil se assemelha ao reportado em outras regiões. Em consonância com a     literatura prévia (Bustamante et al., 2012; Maia et al., 2007; Ortega et al.,     2011; Silva et al., 2011), a expressão desta variabilidade é distinta entre os     sexos e específica de cada prova, cujas trajetórias percentílicas estão     condicionadas à idade, sendo notória a superioridade do desempenho dos rapazes     em todas as provas de AptF. O comportamento distinto dos incrementos no desempenho     das provas de força, velocidade e agilidade em rapazes e raparigas refletem uma     interação complexa entre fatores biológicos e culturais associados à maturação     biológica, diferenças de dimensões corporais, oportunidades e motivos para a prática de atividades desportivo-motoras (Malina et al., 2004).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A aptidão muscular refere-se, muito genericamente, à   capacidade individual de gerar tensão contra uma resistência externa, resistir     a repetidas contrações ou manter a contração máxima voluntária por um período     de tempo prolongado e realizar uma contração máxima dinâmica (Ruiz et al.,     2006). As provas de dinamometria manual e de impulsão horizontal têm sido     amplamente aplicadas, sobretudo em estudos epidemiológicos, para a avaliação da     força estática e força explosiva dos membros inferiores, respetivamente     (Ortega, Ruiz, Castillo, &amp; Sjostrom, 2008). Os resultados encontrados na     amostra vouzelense seguem um padrão semelhante ao referido em estudos prévios     (Maia et al., 2007; Serrano et al., 2009; Silva et al., 2011) ou seja, o     aumento linear da força ao longo da idade, cujas diferenças entre sexos são     mais expressivas durante e após o período pubertário, face às mudanças na     dinâmica muscular, sobretudo na maturação do tecido muscular, a qual ocorre     diferentemente em meninos e meninas (Malina et al., 2004). Deste modo, os     rapazes tendem a aumentar os seus níveis de força muscular, sobretudo após os     13 e 14 anos de idade, enquanto as meninas tendem a estabilizar seus ganhos e/ou apresentar ligeiros incrementos após esta idade. </p>     <p>Não obstante serem componentes associadas ao desempenho     atlético (Guedes, 2007; Safrit, 1990), é sugerido que a agilidade e a     velocidade, quando aliadas à melhoria dos níveis de aptidão muscular e     cardiorrespiratória, podem apresentar efeitos positivos na saúde esquelética     (Ortega et al., 2008). Embora haja uma ampla variedade de testes para avaliar     tais capacidades e a necessidade de se obter mais informações a respeito da     precisão, validade e fiabilidade dos resultados obtidos na aplicação destes     testes (Ortega et al., 2008), é relativamente consensual que a corrida das 50     jardas e corrida vaivém, ambos provenientes da bateria de testes AAHPER     (AAHPER, 1976; AAHPERD, 1988) se mostram eficientes, de fácil aplicação e de     resultados altamente fiáveis (Safrit, 1990). Os resultados da amostra vouzelense     refletem um padrão de variação esperado e similar entre os dois testes, ou seja,     rapazes e raparigas diminuem seu tempo de prova ao longo da idade, mas de modo     distinto; os rapazes apresentam melhor desempenho, sobretudo após os 12/13 anos.</p>     <p>Em termos comparativos, nacional e internacionalmente, os     valores medianos da dinamometria manual são muito similares. Na prova de     impulsão horizontal, as diferenças são mais expressivas, sobretudo entre as     meninas, salientando a superioridade de desempenho da amostra norte-americana.     Nas corridas de vaivém e de 50 jardas, tal como mencionado anteriormente, a     amostra dos EUA é mais veloz e ágil comparativamente aos seus pares açorianos e     vouzelenses; nas idades mais avançadas (após os 15 anos), sobretudo na     agilidade, os valores medianos tornam-se muito similares. Importa salientar     que, para além de eventuais diferenças nos fatores biológicos, culturais e     socioeconómicos, específicos de cada população, a que se associam fatores     motivacionais relativos à prática desportiva, é provável que a desfasagem     temporal, i.e., 32 anos entre o presente estudo e o estudo norte-americano, e     aspetos estatísticos do cálculo dos percentis possam estar na origem da superioridade     de valores medianos das crianças e jovens norte-americanos. É importante     referir que os valores da amostra norte-americana provêm do<i> Youth Fitness Test</i>, publicado em 1976 pela <i>American Alliance for Health, Physical Education, Recreation and Dance</i> (AAHPER, 1976), cujos percentis foram calculados de modo empírico, i.e., sem recurso a um qualquer modo matemático-estatístico.</p>     <p>Não obstante um esforço atual em reportar mudanças seculares     no desempenho motor, e a presença de um certo conflito entre os resultados     disponíveis (Smpokos, Linardakis, Papadaki, Lionis, &amp; Kafatos, 2012), há   evidências de declínio dos valores médios de distintas componentes da AptF     (Nishijima, Kokudo, &amp; Ohsawa, 2003; Tomkinson, 2007). Daqui que a superioridade     dos resultados da amostra norte-americana possa estar condicionada à presença     de uma tendência secular negativa no desempenho da força muscular explosiva dos     membros inferiores, da agilidade e da velocidade de resultados mais atuais, sobretudo da amostra vouzelense.</p>     <p>A capacidade aeróbia tem sido uma das componentes mais     estudadas no universo da AptF (Welk &amp; Meredith, 2008), seja na sua     associação com a saúde, por estar associada à diminuição de diferentes fatores     de risco de doenças cardiovasculares (Barlow et al., 2012; Blair et al., 1996;     Grundy, Barlow, Farrell, Vega, &amp; Haskell, 2012), ou seja na sua relação com     o desempenho atlético, já que níveis satisfatórios de aptidão     cardiorrespiratória estão intimamente ligados à participação efetiva de     crianças e jovens em inúmeras atividades físico-desportivas (Safrit, 1990). A     corrida/marcha da milha tem sido amplamente utilizada para avaliar a     resistência cardiorrespiratória de crianças e adolescentes, e em Portugal, é   uma prova comummente aplicada nos diferentes níveis de ensino pelos professores     de Educação Física (Jacinto et al., 2001; MEC, 1991a, 1991b, 1998, 2004). De     acordo com Malina et al. (2004) é expetável uma melhoria da capacidade aeróbia     ao longo da idade, sendo distinta entre os sexos, i.e., nos meninos verifica-se     um aumento contínuo até aos 16 anos, enquanto as meninas tendem a aumentar sua     capacidade aeróbia até aos 13 anos de idade. A partir destas idades, verifica-se     a presença de um “plateau” de desempenho. Comportamentos similares são     evidentes nas crianças e jovens açorianos. Não obstante terem melhor     desempenho, os jovens vouzelenses têm um comportamento distinto - os rapazes     estabilizam o seu desempenho por volta dos 12 anos e as meninas mostram um     ligeiro aumento no tempo de prova, ou seja, uma diminuição dos níveis de     capacidade aeróbia. Estas diferenças podem ser devidas a aspetos alométricos,     precisamente pelo aumento corporal, muitas vezes não proporcional ao     desenvolvimento dos órgãos do sistema cardiorrespiratório, e incrementos na     quantidade massa gorda (Astrand &amp; Rodahl, 1986). Outro aspeto importante a     ser ressaltado refere-se às condições socioeconómicas entre as amostras     consideradas, sobretudo para explicar a melhor performance dos vouzelenses na     corrida/marcha da milha. O Concelho de Vouzela preserva características     peculiares de um contexto rural, divergindo dos grandes complexos urbanos, que     influenciam a organização da rotina diária das crianças e dos jovens, fortemente     condicionada pelo espaço disponível para o desenvolvimento de atividades lúdicas. </p>     <p>O presente estudo apresenta algumas limitações que importa     referir. Em primeiro lugar há que mencionar a dimensão amostral e sua     representatividade, sobretudo nas idades mais avançadas, embora sejam     reportados estudos prévios de maior representatividade nacional na Suíça, cuja     amostra foi de 662 crianças e adolescentes entre os 5 e os 18 anos de idade     (Largo, Fischer, &amp; Rousson, 2003; McCarthy, Cole, Fry, Jebb, &amp;   Prentice, 2006), i.e., efetivos semelhantes aos do presente estudo. Salientamos,   também, que as estimativas das curvas L, M e S dos resultados vouzelenses     apresentam erros-padrão reduzidos, assegurando precisão no cálculo dos     percentis. Em segundo lugar, a dificuldade em efetuar comparações mais objetivas     entre diferentes populações repousa, necessariamente, em diferenças     metodológicas na aplicação dos testes, bem como na obtenção dos valores     percentílicos, a que se adicionam fatores condicionantes do desempenho,     nomeadamente socioeconómicos, culturais e biológicos, para além dos efeitos da     desfasagem temporal. Não obstante estes aspetos, o presente estudo possui     alguns pontos fortes que passamos a referir: (1) a utilização de um método     matemático-estatístico robusto, sofisticado e muito atual de estimação numérica     e representação gráfica dos perfis configuracionais do desempenho motor das     diferentes provas de AptF; (2) a aplicação rigorosa de testes com resultados     altamente fiáveis da avaliação de diferentes componentes da AptF; (3) a apresentação     de valores normativos do desempenho motor de crianças e jovens em idade     escolar, de uma região de Portugal Continental; e (4) uma nova contribuição     para ajuizar acerca do valor do planeamento e organização mais esclarecida e     eficiente da prática educativa do Professor de Educação Física, sobretudo com a     utilização de valores de referência mais próximos da realidade portuguesa,     apresentando-se como um auxiliar importante em pesquisas sobre o crescimento e o desenvolvimento de crianças e jovens.</p> </font></font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana"><font size="3"><b>CONCLUSÕES</b> </font></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Em conclusão, os valores de referência construídos pelo     presente estudo sugerem a forte variabilidade interindividual do desempenho     motor nas diferentes provas de AptF, fato que fortalece a necessidade de     estruturar a prática pedagógica de modo diversificado, criando oportunidades de     vivências motoras capazes de atingir diferentes níveis de desempenho e,     independentemente do grau de performance, garantir a melhoria da AptF de     crianças e jovens. Relativamente às comparações dos valores medianos da prova     de dinamometria manual, crianças e jovens vouzelenses tiveram desempenhos     similares aos de outros estudos, enquanto nas provas de impulsão horizontal,     corrida vaivém e de 50 jardas constatou-se superioridade da amostra     norte-americana. Na corrida/marcha da milha, a performance dos vouzelenses foi     superior às amostras açoriana e americana. Diferentes aspetos de natureza biológica,     cultural e socioeconómica, específicos de cada população, a que se associam fatores     motivacionais relativos à prática desportiva, bem como as características     metodológicas e temporais de cada estudo, podem estar na origem das diferenças encontradas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>REFERÊNCIAS</b></font></p> <font face="Verdana"><font size="2">    <!-- ref --><p>American Alliance for Health, Physical Education, and Recreation     [AAHPER] (1976). <i>Youth Fitness Test Manual</i>. Washington, DC: AAHPER.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S1646-107X201400010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>American Alliance for Health, Physical Education, Recreation and Dance     [AAHPERD] (1988). <i>Physical best: A physical fitness education and assessment program best.</i> Reston, VA: AAHPERD.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S1646-107X201400010000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ardoy, D.N., Fernandez-Rodriguez, J.M., Ruiz, J.R., Chillon, P., Espana-Romero,     V., Castillo, M.J., &amp; Ortega, F.B. (2011). Improving physical fitness in adolescents through a school-based intervention: The EDUFIT study. <i>Revista Española de Cardiologia, 64</i>(6), 484-491. doi: 10.1016/j.recesp.2011.01.009&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S1646-107X201400010000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Astrand, P. O., &amp; Rodahl, K. (1986). <i>Textbook of work physiology</i> (3ª ed). New York: McGraw-Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S1646-107X201400010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Barlow, C.E., Defina, L.F., Radford, N.B., Berry, J.D., Cooper, K.H.,     Haskell, W.L., ... Lakoski, S.G. (2012). Cardiorespiratory fitness and     long-term survival in &quot;low-risk&quot; adults. <i>Journal of the American Heart Association, 1</i>(4), e001354. doi: 10.1161/JAHA.112.001354&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S1646-107X201400010000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Blair, S.N., Kampert, J.B., Kohl, H.W., Barlow, C.E., Macera, C.A.,     Paffenbarger, R.S., Jr., &amp; Gibbons, L.W. (1996). Influences of cardiorespiratory     fitness and other precursors on cardiovascular disease and all-cause mortality     in men and women. <i>Journal of the American Medical Association, 276</i>(3), 205-210.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S1646-107X201400010000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Bouchard, C., &amp; Shephard, R. (1994). Physical activity, fitness, and     health: The model and key concepts. In C. Bouchard, R. Shephard &amp; T. Stephens     (Eds.), <i>Physical activity, fitness, and     health - International Proceedings and Consensus Statement</i> (pp. 77-88). Champaign, Il: Human Kinetics.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S1646-107X201400010000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bustamante, A., Beunen, G., &amp; Maia, J. A.     (2012). Valoración de la     aptitud física en niños y adolescentes: Construcción de cartas percentílicas     para la región central del Perú. <i>Revista Peruana de Medicina Experimental y Salud Pública, 29</i>(2), 188-197.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S1646-107X201400010000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Cole, T. J., &amp; Green, P. J. (1992). Smoothing reference centile curves: The LMS method and penalized likelihood. <i>Statistics in Medicine, 11</i>(10), 1305-1319.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S1646-107X201400010000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Freitas, D., Maia, J.A.R., Beunen, G.,     Lefevre, J., Claessens, A., Marques, A., ... Crespo, M. (2002). <i>Crescimento somático, maturação biológica,     aptidão física, actividade física e estatuto sócio-económico de crianças e     adolescentes madeirenses - O Estudo de Crescimento da Madeira.</i> Funchal: Universidade da Madeira.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S1646-107X201400010000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Freitas, D., Marques, A., &amp; Maia, J.A.R.     (1997). <i>Aptidão Física da População Escolar da Região Autónoma da Madeira</i>. Funchal: Universidade da Madeira.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1646-107X201400010000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Grundy, S.M., Barlow, C.E., Farrell, S.W.,     Vega, G.L., &amp; Haskell, W.L. (2012). Cardiorespiratory fitness and metabolic risk. <i>American Journal of Cardiology, 109</i>(7), 988-993. doi: 10.1016/j.amjcard.2011.11.031&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S1646-107X201400010000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Guedes, D.P. (2007). Implicações associadas ao     acompanhamento do desempenho motor de crianças e adolescentes. <i>Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, 21</i>, 37-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S1646-107X201400010000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Guedes, D.P., &amp; Guedes, J.E. (1997). <i>Crescimento, composição corporal e desempenho motor de crianças e adolescentes</i>. São Paulo, SP: CLR Balieiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S1646-107X201400010000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jacinto, J., Carvalho, L., Comédias, J., &amp;   Mira, J. (2001). <i>Programa de Educação     Física (10º, 11º e 12º anos - Cursos Científico-Humanísticos e Cursos Tecnológicos)</i>. Lisboa: Ministério da Educação e da Ciência.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S1646-107X201400010000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Largo, R.H., Fischer, J.E., &amp; Rousson, V. (2003). Neuromotor     development from kindergarten age to adolescence: Developmental course and     variability. <i>Swiss Medical Weekly, 133</i>, 193-199.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1646-107X201400010000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Maia, J.A.R., Lopes, V.P., Bustamante, A.,     Santos, M.L., Bacalhau, F., Silva, R.G., ... Prista, A. (2007). <i>Crescimento e desempenho motor de crianças e     jovens Açorianos: Cartas de referência para uso em Educação Física, Desporto, Pediatria e Nutrição</i>. RAA; Porto: DRD/RAA - FADE/UP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1646-107X201400010000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Maia, J.A.R., &amp; Lopes, V.P. (2007). <i>Crescimento e desenvolvimento de crianças e     jovens Açorianos: O que pais, professores, pediatras e nutricionistas gostariam     de saber</i>. RAA; Porto: DRD/RAA - FADE/UP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1646-107X201400010000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Malina, R.M. (2001). Physical activity and fitness: pathways from     childhood to adulthood. <i>American Journal     of Human Biology, 13</i>(2), 162-172. doi: 10.1002/1520-6300(200102/03)13:2&lt;162 ::AID-AJHB1025&gt;3.0.CO;2-T&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1646-107X201400010000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Malina, R., Bouchard, C., &amp; Bar-Or, O. (2004). <i>Growth, maturation and physical activity</i>. Champaign, Il: Human Kinetics.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1646-107X201400010000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>McCarthy, H.D., Cole, T.J., Fry, T., Jebb, S.A., &amp; Prentice, A.M. (2006). Body fat reference curves for children. <i>International Journal of Obesity, 30</i>(4), 598-602. doi: 10.1038/sj.ijo.0803232&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1646-107X201400010000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ministério da Educação e da Ciência [MEC]     (1991a). <i>Organização Curricular e Programas (3.º ciclo do ensino básico)</i>. Lisboa: ME-DGEBS.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1646-107X201400010000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Ministério da Educação e da Ciência [MEC]     (1991b). <i>Organização Curricular e Programas (2.º ciclo do ensino básico)</i> (Vol. I). Lisboa: ME-DGEBS.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1646-107X201400010000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ministério da Educação e da Ciência [MEC]     (1998). <i>Programa Educação Física. Plano     de Organização de Ensino-Aprendizagem (2.º ciclo do ensino básico)</i> (Vol. II). Lisboa: ME-DGEBS.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1646-107X201400010000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ministério da Educação e da Ciência [MEC]     (2004). <i>Organização Curricular e     Programas - Ensino Básico: 1º Ciclo</i> (4 ed.). Algueirão-Mem Martins: Departamento da Educação Básica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1646-107X201400010000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Nishijima, T., Kokudo, S., &amp; Ohsawa, S.     (2003). Changes over the years in physical and motor ability in Japanese youth in 1964-97.<i> International Journal of Sport and Health Science, 1</i>, 164-170.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1646-107X201400010000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Ortega, F.B., Artero, E.G., Ruiz, J.R., Espana-Romero, V.,     Jimenez-Pavon, D., Vicente-Rodriguez, G., ... Castillo, M.J. (2011). Physical     fitness levels among European adolescents: The HELENA study. <i>British Journal of Sports Medicine, 45</i>(1), 20-29. doi: 10.1136/bjsm.2009.062679&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1646-107X201400010000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ortega, F.B., Ruiz, J.R., Castillo, M.J., &amp; Sjostrom, M. (2008). Physical fitness in childhood and     adolescence: A powerful marker of health. <i>International Journal of Obesity, 32</i>(1), 1-11. doi: 10.1038/sj.ijo.0803774&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1646-107X201400010000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pan, H., &amp; Cole, T.J. (2004). A comparison of goodness of fit tests     for age-related reference ranges. <i>Statistics in Medicine, 23</i>(11), 1749-1765.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1646-107X201400010000700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pan, H., &amp; Cole, T. J. (2011). <i>LMS ChartMaker, a program to construct growth references using the LMS method. Version 2.54</i>. Retrieved from <a href="http://www.healthforallchildren.co.uk/" target="_blank">http://www.healthforallchildren.co.uk/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1646-107X201400010000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pate, R.R., &amp; Daniels, S. (2013). Institute of Medicine Report on     Fitness Measures and Health Outcomes in Youth. <i>JAMA Pediatrics</i>, 167, 221-222. doi: 10.1001/jamapediatrics.2013.1464&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1646-107X201400010000700031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Roelants, M., Hauspie, R., &amp; Hoppenbrouwers, K. (2009). References     for growth and pubertal development from birth to 21 years in Flanders,     Belgium. <i>Annals of Human Biology, 36</i>(6), 680-694. doi: 10.3109/03014460903049074&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1646-107X201400010000700032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Royston, P., &amp; Wright, E. M. (2000). Goodness-of-fit statistics for     age-specific reference intervals. <i>Statistics in Medicine, 19</i>(21), 2943-2962.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1646-107X201400010000700033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ruiz, J., Ortega, F., Gutierrez, A., Meusel, D., Sjöström, M., &amp;   Castillo, M. (2006). Health-related   fitness assessment in childhood and adolescence: A European approach based on   the AVENA, EYHS and HELENA studies. <i>Journal of Public Health, 14</i>(5), 269-277. doi: 10.1007/s10389-006-0059-z&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1646-107X201400010000700034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Safrit, M. (1990). <i>Introduction to     Measurement in Physical Education and Exercise Science</i>. St. Louis, Missouri: Times Mirror/Mosby College Publishing.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1646-107X201400010000700035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Serrano, M.D., Collazos, J.F., Romero, S.M., Santurino, M.S.,     Armesilla, M.D., del Cerro, J. L., &amp; de Espinosa, M.G. (2009). Handgrip strength in children and     teenagers aged from 6 to 18 years: Reference values and relationship with size     and body composition. <i>Anales De     Pediatria, 70</i>, 340-348. doi: 10.1016/j.anpedi.2008.11.025&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1646-107X201400010000700036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Silva, S., Beunen, G., &amp; Maia, J. (2011).     Valores normativos do desempenho motor de crianças e adolescentes: O estudo     longitudinal-misto do Cariri. <i>Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, 25</i>, 111-125.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S1646-107X201400010000700037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Smpokos, E.A., Linardakis, M., Papadaki, A.,     Lionis, C., &amp; Kafatos, A. (2012). Secular trends in fitness, moderate-to-vigorous physical activity, and TV-viewing     among first grade school children of Crete, Greece between 1992/93 and 2006/07. <i>Journal of Science and Medicine in Sport, 15</i>, 129-135. doi: 10.1016/j.jsams.2011.08.006&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S1646-107X201400010000700038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Tomkinson, G. R. (2007). Global changes in anaerobic fitness test     performance of children and adolescents (1958-2003). <i>Scandinavian Journal of Medicine and Science in Sports, 17</i>(5), 497-507. doi: 10.1111/j.1600-0838.2006.00569.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1646-107X201400010000700039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>van Buuren, S., &amp; Fredriks, M. (2001). Worm plot: A simple diagnostic device for modelling     growth reference curves. <i>Statistics in Medicine, 20</i>(8), 1259-1277. doi: 10.1002/sim.746&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1646-107X201400010000700040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Welk, G. J., &amp; Meredith, M. D. (2008). <i>Fitnessgram/ Activitygram Reference Guide.</i> Dallas, TX: The Cooper Institute.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1646-107X201400010000700041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> </font></font>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Agradecimentos:</b>    <br>   Os autores agradecem &agrave; C&acirc;mara Municipal de Vouzela,     ao Agrupamento de Escolas de Vouzela e a todos os profissionais da Educa&ccedil;&atilde;o     F&iacute;sica e Desporto envolvidos no estudo; &agrave; Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia     (FCT) de Portugal (financiamento ao projeto de refer&ecirc;ncia PTDC/DES/67569/2006)     e &agrave; Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de Ensino Superior &ndash; CAPES (bolsa     de Doutorado no exterior, processo de n.&ordm; 623110-1). Um agradecimento especial     a todas as crian&ccedil;as e adolescentes participantes do projeto &ldquo;Vouzela Ativo&rdquo;. E     queremos tamb&eacute;m expressar o nosso agradecimento aos revisores pelos coment&aacute;rios e sugest&otilde;es que com certeza melhoraram o trabalho.<b>    <br> Conflito de Interesses:</b>    <br> Nada a declarar.<b>    <br> Financiamento:    <br> </b></font><font size="2" face="Verdana">Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (FCT), Portugal   (financiamento ao projeto de refer&ecirc;ncia PTDC/DES/67569/2006); Coordena&ccedil;&atilde;o de   Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de Ensino Superior &ndash; CAPES, Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, Brasil (bolsa de Doutorado no exterior, processo n.&ordm; 623110-1)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Artigo recebido a 26.02.2013; 1&ordf; Revis&atilde;o 24.06.2013;   Aceite 27.07.2013 </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="end"></a><a href="#topo">*</a><i> Autor correspondente</i>:   Laborat&oacute;rio de Cineantropometria, Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, Rua Dr. Pl&aacute;cido Costa, 91, 4200-450 Porto, Portugal; <i>E-mail</i>: <a href="mailto:raquelnichele@live.com.pt">raquelnichele@live.com.pt</a></font></p>     ]]></body>
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