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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Efeitos da vibração do corpo todo sobre a força e potência muscular de idosos: Uma revisão sistemática]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Effects of whole-body vibration on muscle strength and power of elderly: A systematic review]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Gama Filho  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim of this systematic review was to summarize available scientific evidence on the utilization of whole body vibration as an alternative method to promote effective modifications on muscle strength and power in the aging population. Scientific studies were retrieved from the following databases: Medline, Scielo, Lillacs, Cochrane Library, PEDro and Science Citation Index. The PEDro scale was used to assess the quality of the included studies, while content went through a critical analysis. From the 91 studies retrieved, 75 were excluded and 16 attended the selection criteria. From the16, the majority (68.8%) presented from moderate to high methodological quality. Whole-body vibration associated to both isometric and dynamic exercises seemed to constitute an alternative for therapeutic intervention to improve muscular strength and power of healthy elderly. However, due to the characteristics of the designs of the studies reviewed and the threats to their internal validity (i.e., the absence of the control condition to the vibratory stimulus) it was challenging to establish the additional effects of the whole-body vibration on the target population. Divergent findings were found for the whole-body vibration effect on muscular power. It is still necessary to conduct randomized control trials to establish the real effectiveness of this kind of intervention.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO DE REVIS&Atilde;O</b></font></p> <font face="Verdana">     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Efeitos da vibração do corpo todo sobre a força e   potência    muscular de idosos: Uma revisão sistemática</b></font></p> <font face="Verdana">     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><b><font size="3" face="Verdana">Effects of   whole-body vibration on muscle strength and power of elderly: A systematic review</font></b></p> <font face="Verdana">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Monique Opuszcka Campos<sup>1</sup>; Paulo Sergio   Chagas Gomes<sup>1, <a name="topo"></a><a href="#end">*</a></sup></b></font></p>      <p><font face="Verdana"><sup><font size="2">1</font></sup> <font size="2">Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias do   Exerc&iacute;cio e do Esporte da Universidade Gama Filho, Rio de Janeiro - RJ, Brasil</font></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O objetivo desta revisão sistemática foi sintetizar as evidências   científicas disponíveis sobre a utilização do treino com vibração do corpo todo   (VCT) como uma alternativa para a obtenção de modificações efetivas sobre a   força e a potência muscular de idosos. Foram recuperados artigos das bases de   dados Medline, SciELO, Lilacs, Biblioteca Cochrane, PEDro e Science Citation   Index. A avaliação da qualidade dos estudos foi realizada pela escala PEDro e a   análise dos estudos foi feita por meio de uma revisão crítica dos conteúdos.   Dos 91 estudos recuperados, 75 foram excluídos e 16 atenderam aos critérios de   seleção. A maioria (68.8%) apresentou moderada a alta qualidade metodológica. A   VCT associada aos exercícios isométricos e dinâmicos demonstrou-se como uma   alternativa de intervenção terapêutica para a melhoria da força muscular de   idosos. No entanto, as características dos delineamentos experimentais e a   presença de ameaças à validade interna (ausência da condição controle para o   estímulo vibratório) dificultam estabelecer os efeitos adicionais da VCT na   população alvo. Achados divergentes foram encontrados para o efeito da VCT   sobre a potência muscular. São necessários ensaios clínicos randomizados e   controlados para estabelecer a real efetividade deste tipo de intervenção.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave: </b>envelhecimento, estímulo vibratório, exercício físico, sarcopenia</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">The   aim of this systematic review was to summarize available scientific evidence on   the utilization of whole body vibration as an alternative method to promote   effective modifications on muscle strength and power in the aging   population.  Scientific studies were   retrieved from the following databases: Medline, Scielo, Lillacs, Cochrane   Library, PEDro and Science Citation Index. The PEDro scale was used to assess the   quality of the included studies, while content went through a critical   analysis. From the 91 studies retrieved, 75 were excluded and 16 attended the   selection criteria. From the16, the majority (68.8%) presented from moderate to   high methodological quality. Whole-body vibration associated to both isometric   and dynamic exercises seemed to constitute an alternative for therapeutic   intervention to improve muscular strength and power of healthy elderly.   However, due to the characteristics of the designs of the studies reviewed and   the threats to their internal validity (i.e., the absence of the control condition   to the vibratory stimulus) it was challenging to establish the additional   effects of the whole-body vibration on the target population. Divergent   findings were found for the whole-body vibration effect on muscular power. It   is still necessary to conduct randomized control trials to establish the real effectiveness   of this kind of intervention.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords: </b>aging, vibratory stimulus, physical exercise,   sarcopenia</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <font size="3" face="Verdana"><b>INTRODUÇÃO</b></font><font face="Verdana">     <p><font size="2">O envelhecimento está associado à deterioração dos sistemas       neuromuscular (Frontera et al., 2000) e sensorial (Evans et al., 2002), bem       como a do processamento central (Fathi et al., 2010), fatores estes que estão       diretamente envolvidos com comprometimentos físicos, prejuízos psicológicos e       consequente perda da autonomia e qualidade de vida (Chu, Chiu, &amp; Chi,     2006).</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2">A redução da massa e da força muscular representa uma grande       preocupação diante do envelhecimento, uma vez que contribuem para o aumento do       risco de quedas (Chu et al., 2006), fraturas (Baumgartner et al., 1998), perda       da independência funcional e apresentam alto impacto na qualidade de vida (Chu     et al., 2006).</font></p>       <p><font size="2">O declínio da massa muscular, e consequentemente da força,       está associado ao aumento da sarcopenia, cujos mecanismos desencadeadores       incluem: a diminuição no número e no tamanho das fibras musculares (Frontera et       al., 2000), a redução na síntese proteica (Rooyackers, Adey, Ades, &amp; Nair,       1996), o aumento do componente não contrátil do tecido muscular (Kent-Braun, Ng,   &amp; Young, 2000), a diminuição do número e no recrutamento das unidades       motoras (Erim, Beg, Burke, &amp; de Luca, 1999), as alterações na arquitetura       muscular e nas propriedades da estrutura tendínea (Onambele, Narici, &amp;   Maganaris, 2006), assim como a redução da função mitocondrial (Short et al.,     2005).</font></p>       <p><font size="2">A presença da sarcopenia pode, adicionalmente, contribuir       para o desenvolvimento de desordens crónicas comummente relacionadas ao       envelhecimento (Di Monaco, Vallero, Di Monaco, &amp; Tappero, 2010;       Miljkovic-Gacic et al., 2008), ressaltando ainda mais a necessidade de       valorização de programas de intervenção voltados para a otimização do     desempenho muscular nesta população.</font></p>       <p><font size="2">O exercício físico é capaz de induzir adaptações no sentido       de retardar, assim como atenuar o declínio de diversas funções orgânicas       desencadeadas a partir do envelhecimento. Além disso, a prática do exercício       físico é defendida na tentativa de otimizar o desempenho neuromuscular de       idosos (Nelson et al., 2004; Ryan et al., 2004). Os exercícios resistidos (ER)       vêm sendo apresentados como uma importante estratégia para minimizar os efeitos       da sarcopenia, através das adaptações neurais e estruturais decorrentes desta       intervenção (Hakkinen, Kraemer, Newton, &amp; Alen, 2001; Kubo, Kanehisa,     Miyatani, Tachi, &amp; Fukunaga, 2003). </font></p>       <p><font size="2">Recentemente, a utilização de estímulos com cargas       vibratórias, conhecido como vibração do corpo todo (VCT), tem sido sugerido       como uma forma alternativa de intervenção capaz de otimizar a força muscular de       idosos (Bogaerts et al., 2007; Machado, Garcia-Lopez, Gonzalez-Gallego, &amp;   Garatachea, 2010; Roelants, Delecluse, &amp; Verschueren, 2004; Verschueren et       al., 2011; Von Stengel, Kemmler, Engelke, &amp; Kalender, 2012). Diante disso,       este estudo teve como objetivo sintetizar, a partir de uma revisão sistemática,       as evidências científicas disponíveis sobre a utilização do treino com VCT como       uma alternativa para a obtenção de modificações efetivas sobre a força e a     potência muscular de idosos.</font></p>     </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana"><font size="3"><b>MÉTODO</b> </font></font></p> <font face="Verdana"><font size="2">     <p>Os estudos selecionados foram recuperados das bases Medline,     SciELO, Lilacs, Biblioteca Cochrane, PEDro e Science Citation Index, entre 1982     e dezembro de 2012, a partir da estratégia de busca incluindo a combinação das     palavras-chave (“<i>whole body vibration</i>” <i>OR</i> “<i>vibration exercise</i>” <i>OR</i> “<i>vibration training</i>”) <i>AND</i> (“<i>muscle strength</i>” <i>OR</i> “<i>strength</i>” <i>OR</i> “<i>force</i>” <i>OR</i> &quot;<i>muscle power</i>” <i>OR</i> “<i>power</i>”) <i>AND</i> (“<i>elderly</i>” <i>OR</i> “<i>older</i>”). Os descritores utilizados na     base Medline foram: (<i>muscle strength</i> <i>OR</i> <i>strength</i> <i>OR</i> <i>force</i>) <i>AND</i> (<i>elderly</i> <i>OR</i> <i>older</i>) <i>AND</i> (<i>vibration</i> <i>exercise</i> <i>OR</i> <i>vibration</i> <i>training</i> <i>OR</i> <i>whole</i> <i>body</i> <i>vibration</i>) <i>AND</i> (<i>power</i> <i>OR</i> <i>muscle</i> <i>power</i>). Adicionalmente, os seguintes limites foram     utilizados para a consulta: acima de 60 anos, <i>humans</i>, <i>english</i>, <i>spanish</i> e <i>portuguese</i>, <i>clinical</i> <i>trial</i> <i>and</i> <i>randomized</i> <i>controlled</i> <i>clinical</i> <i>trial</i>. O período de busca dos estudos ocorreu entre 8 de dezembro e 20 de dezembro de 2012. </p>     <p>Dois pesquisadores fizeram a busca de forma independente e     cega e posteriormente estes resultados foram confrontados e diante de alguma     discordância um terceiro avaliador foi convocado objetivando um consenso. Os     critérios de inclusão utilizados para a seleção dos estudos foram: tipo de     estudo (ensaio clínico controlado e ensaio clínico controlado e randomizado),     artigos disponíveis na íntegra em espanhol, inglês, e português, indivíduos com     idade acima de 60 anos e de ambos os sexos e estudos investigando o efeito da     intervenção com VCT sobre a força e a potência muscular. Os estudos contendo a     comparação dos efeitos da VCT com outros modelos de intervenção também foram     incluídos. Foram excluídos os estudos conduzidos em idosos com qualquer     diagnóstico de enfermidades neuromusculares e disfunções osteomioarticulares,     estudos com proposta de investigar o efeito agudo da VCT, assim como, textos oriundos de artigos de revisão, teses/dissertações, resumos e de congressos.</p>     <p>Seguindo os critérios de elegibilidade, inicialmente foram     analisados os títulos e os resumos dos artigos, e aqueles apontados como     relevantes foram adquiridos em versão completa para a elaboração de uma análise     mais criteriosa. Diante da impossibilidade de obtenção do estudo na íntegra,     ainda foi feita uma tentativa de contato com os autores para a sua obtenção,     assim como para a possível identificação de estudos adicionais. Referências     bibliográficas dos estudos originais recuperados, assim como de revisões da     literatura, também foram consultadas objetivando adicionar estudos para a presente revisão. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A análise dos artigos foi conduzida a partir de um roteiro     estruturado que considerava os seguintes componentes: característica da amostra,     desenho experimental, característica do treinamento vibratório, instrumentos de     medida de força e potência muscular e desfechos encontrados. A análise dos dados foi realizada a partir de uma revisão crítica de conteúdo. </p>     <p>A análise da qualidade metodológica dos estudos foi     realizada com base na escala PEDro. O instrumento consiste em uma escala com 11     critérios contemplando a análise de validade interna e informações estatísticas     para que os resultados dos estudos possam ser interpretados. A pontuação varia     de zero a dez, sendo que o critério 1 (validade externa) não é utilizado para     calcular a pontuação. Em virtude das características dos ensaios clínicos desta     revisão sistemática, ressalta-se a dificuldade de se alcançar certas condições     como &quot;cegamento&quot; dos terapeutas ou sujeitos em estudos de intervenção.     Optou-se por consultar e manter o escore estabelecido dos estudos selecionados     que estavam indexados na base de dados PEDro e que por sua vez já apresentavam     a avaliação metodológica. Os escores iguais ou superiores a 5 foram     considerados de moderada a alta qualidade (Moseley, Herbert, Sherrington &amp;   Maherz 2002). Para os estudos que não estivessem disponíveis na base de dados     PEDro foi realizada uma análise de forma independente por dois investigadores. Em seguida, as diferenças entre os avaliadores foram discutidas e corrigidas.</p> </font></font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana"><font size="3"><b>RESULTADOS</b> </font></font></p> <font face="Verdana"><font size="2">     <p>Dos 91 artigos recuperados, 75 foram excluídos, pois 30 não     atenderam aos critérios de inclusão estabelecidos e 45 também foram     desconsiderados por serem referências redundantes. Desta forma, foram     selecionados 16 estudos para a apreciação crítica quanto aos efeitos do treino de VCT sobre a força e potência muscular de idosos (<a href="#f1">Figura 1</a>).</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/mot/v10n1/10n1a09f1.jpg" width="488" height="733"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Diante da apreciação dos estudos que investigaram o efeito     da VCT sobre a força muscular e compararam com a presença de um grupo controle     (ausência de intervenção), foram identificados doze estudos (75%), sendo que     83.3% destes encontraram que o estímulo vibratório foi superior à condição     controle (<a href="/img/revistas/mot/v10n1/10n1a09t1.jpg">Tabela 1</a>). Já Vershueren et al. (2011) ao compararem um grupo de VCT associado à suplementação de vitamina D <i>vs.</i> a condição controle (apenas suplementação de vitamina D) observaram que ambas as condições     promoveram melhora na força muscular dinâmica dos extensores do joelho (6.4 a 7.9%)     após seis meses de intervenção, não indicando efeitos adicionais a partir do     estímulo vibratório. De forma similar, Da Silva et al. (2009) não verificaram a     presença de efeitos a partir de 13 semanas no grupo de VCT, assim como na condição controle. </p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dos 16 artigos elegíveis para compor a presente revisão     sistemática, 7 estudos (44%) compararam a vibração do corpo todo com outra     modalidade de exercício físico e os seus respetivos efeitos sobre a força     muscular (<a href="/img/revistas/mot/v10n1/10n1a09t1.jpg">Tabela 1</a>). Desses estudos, 3 utilizaram os exercícios resistidos (42.8%),     3 estudos incluíram exercícios de multimodalidades (42.8%) e apenas um propôs a     comparação com exercícios aeróbios (14.4%) (<a href="/img/revistas/mot/v10n1/10n1a09t1.jpg">Tabela 1</a>). Os três estudos que comparam     o treino de VCT com as rotinas de exercícios de multimodalidades verificaram     que ambas as intervenções promoveram uma melhoria da força muscular isométrica     (9.4 a 16.2%) dos extensores do joelho em programas variando de 12 a 18 meses     de intervenção, não existindo diferenças entre as abordagens de intervenção. De forma similar, Roelands et     al. (2004) e Vershueren et al. (2004) também não observaram diferença     nos ganhos de força muscular isométrica e dinâmica dos extensores do joelho,     após 24 semanas, entre o grupo de VCT (15 a 16.5%) quando comparado com o     exercício resistido (13.9 a 18.4%). Diferentemente, Bemben, Palmer, Bemben e     Knehans (2010) verificaram que, após 8 meses, o treino de VCT foi superior na     otimização da força muscular dos abdutores (60%) e adutores (40%) do quadril     quando comparada com a condição de treino de força. Entretanto, não houve     nenhuma diferença entre os grupos referente à força muscular dos extensores e     flexores do quadril. O único estudo que propôs um protocolo de exercícios     aeróbios versus o treino de VCT não identificou nenhuma modificação na força muscular após 8 meses de intervenção. </p>     
<p>Considerando os efeitos sobre a potência muscular, foi     identificada a presença de sete estudos, sendo que nenhum efeito foi reportado     entre os quatro (57.1%) que compararam o treino de VCT com um grupo controle     (<a href="/img/revistas/mot/v10n1/10n1a09t2.jpg">Tabela 2</a>). Três estudos (42.9%) compararam as rotinas de VCT com outras     modalidades de intervenção, entretanto, apenas Raimundo, Gusi e Tomas-Carus     (2009) observaram que o grupo submetido ao treino vibratório obteve um aumento     significativo de 7% na potência muscular, medida pelo salto, quando comparado com o grupo que praticou exercícios aeróbios. </p>     
<p>A análise do conteúdo dos estudos selecionados revelou     heterogeneidade dos protocolos de intervenção de VCT que identificaram o     aumento da força e da potência muscular em idosos. Os efeitos sobre o aumento     nas variáveis estudadas foram obtidos em ensaios clínicos envolvendo um período     variando de 8 semanas (Rees, Murphy, &amp; Watsford, 2008) a 18 meses (Von     Stengel et al., 2012) de intervenção, com uma frequência entre duas (Da Silva     et al., 2009; Verschueren et al., 2004; Von Stengel et al., 2012) a cinco     sessões (Machado et al., 2010) semanais. A maioria dos artigos (12 estudos)     propôs um programa com uma frequência de três sessões semanais (Bautmans, Van     Hees, Lemper, &amp; Mets, 2005; Bogaerts et al., 2007, 2009; Mikhael, Orr,     Amsen, Greene, &amp; Singh, 2010; Raimundo et al., 2009; Rees et al., 2007,     2008; Roelants et al., 2004; Von Stengel, Kemmler, Bebeneck, Engelke, &amp;   Kalender, 2011), intercaladas por um dia. As intensidades do treino utilizadas   variaram de 1 (Mikhael et al., 2010) a 12 mm (Von Stengel et al., 2011) de   amplitude de deslocamento e uma frequência de 12 (Mikhael et al., 2010; Von     Stengel et al., 2011) a 40 Hz (Bautmans et al., 2005; Bogaerts et al., 2007, 2009;     Da Silva et al., 2009; Machado et al., 2010; Roelants et al., 2004; Verschueren     et al., 2004). Grande parte dos estudos (43.7%) adotou como procedimento a     realização de 30 a 40 Hz de frequência. O volume típico encontrado,     considerando a duração do estímulo de VCT, incluiu protocolos de 30 (Bautmans     et al., 2005; Bogaerts et al., 2007, 2009; Da Silva et al., 2009; Machado et al., 2010) a 90 segundos (Von Stengel et al., 2011).</p>     <p>O tamanho da amostra e a idade média dos participantes       variaram de 19 (Mikhael et al., 2010) a 214 idosos (Bogaerts et al., 2009) e de   62.3 (Mikhael et al., 2010) a 79.3 anos (Machado et al., 2010), respetivamente. </p>     <p>Dentre as formas de medida de força muscular estão: o teste     de uma repetição máxima (1RM) (Bemben et al., 2010; Mikhael et al., 2010),     dinamómetro isocinético (Bautmans et al., 2005; Bogaerts et al., 2007, 2009; Da     Silva et al., 2009; Raimundo et al., 2009; Rees et al., 2007, 2008; Roelants et     al., 2004; Verschueren et al., 2004) e plataforma de força (Machado et al.,     2010; Von Stengel et al., 2011, 2012). A força muscular dinâmica foi avaliada     em 10 estudos (Bautmans et al., 2005; Bemben et al., 2010; Da Silva et al.,     2009; Mikhael et al., 2010; Raimundo et al., 2009; Rees et al., 2007, 2008; Roelants     et al., 2004; Verschueren et al., 2004, 2011) e a isométrica em 9 estudos (Bogaerts     et al., 2007, 2009, 2011; Machado et al., 2010; Roelants et al., 2004;     Verschueren et al., 2004, 2011; Von Stengel et al., 2011, 2012). As medidas de     pot&ecirc;ncia muscular foram realizadas a partir dos testes de salto (Raimundo et     al., 2009; Von Stengel et al., 2011, 2012) e diante do dinam&oacute;metro isocin&eacute;tico     (Da Silva et al., 2009; Machado et al., 2010; Rees et al., 2008). Um resumo de todos os estudos e seus desfechos est&aacute; dispon&iacute;vel nas <a href="/img/revistas/mot/v10n1/10n1a09t1.jpg">tabelas 1</a> e <a href="/img/revistas/mot/v10n1/10n1a09t2.jpg">2</a>.</p>     
<p>Dentre os 16 estudos encontrados, 81.3% apresentavam os     resultados da análise metodológica disponíveis para consulta na base Pedro. Dos     estudos que não apresentavam a análise da qualidade metodológica, dois foram     identificados com baixa qualidade. Dos artigos que compõem a presente revisão, 68.8% apresentaram escores &#8805; 5 na escala de avaliação, considerados assim, de moderada a alta qualidade.</p> </font></font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana"><font size="3"><b>DISCUSSÃO</b></font></font></p>     <p><font face="Verdana"><font size="2"><b>Efeitos da VCT sobre a força muscular</b> </font></font></p> <font face="Verdana"><font size="2">     <p>De modo geral, os estudos evidenciam o aumento da força     muscular isométrica e dinâmica diante da intervenção com VCT, incluindo     programas, variando entre 2 e 18 meses. Apenas três estudos não identificaram     efeito induzido pela VCT sobre a força muscular (Bautmans et al., 2005; Da Silva et al., 2009; Raimundo et al., 2009). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Bautmans et al. (2005) não observaram modificações na força     muscular dos extensores do joelho de mulheres idosas institucionalizadas, após     6 semanas de intervenção com VCT (35-40Hz; 2-5mm). No entanto, mesmo sem     efeitos sobre a variável de desempenho muscular, observou-se uma melhoria     significativa nas tarefas funcionais no grupo de vibração, quando comparadas à   condição controle. A falta de descrição do ângulo de flexão durante a isometria     e o facto de os autores avaliarem a força de forma dinâmica, apesar dos     sujeitos terem sofrido a intervenção com exercícios estáticos, limitam a     interpretação destes achados. Além disto, ressalta-se a curta duração do estudo     (6 semanas), e o baixo tempo total do estímulo vibratório (3 a 6 minutos),     quando comparado a outros estudos (<a href="/img/revistas/mot/v10n1/10n1a09t1.jpg">Tabela 1</a>). De forma similar, Raimundo et al.     (2009) também não observaram efeitos dos exercícios isométricos concomitantes a     VCT (12.6Hz; 3-6mm) sobre a força muscular dinâmica de mulheres, após 8 meses     de intervenção. Entretanto, a amostra reduzida, a utilização de uma baixa     frequência de VCT (12.6Hz), assim como a falta de informações sobre a aderência     ao programa, representam importantes ameaças à validade interna deste experimento. </p>     
<p>Da Silva et al. (2009) também não identificaram a presença     de efeitos nas variáveis de força e potência muscular, após 13 semanas de     exercícios isométricos com VCT (30-40Hz; 2.0-6.0mm) em idosos ativos. No     entanto, a presença de limitações metodológicas restringe a interpretação     destes resultados, como a ausência de randomização, falta de uma condição     controle para as posturas utilizadas durante a VCT, ausência de critérios de     elegibilidade para as amostras, variação entre os géneros e a carência dos dados de aderência ao programa.</p>     <p>Além das limitações metodológicas apresentadas, é possível     identificar na <a href="/img/revistas/mot/v10n1/10n1a09t1.jpg">Tabela 1</a>, que os estudos que não apontaram efeito da intervenção     com VCT sobre a força muscular contemplam a realização exclusiva de exercícios     isométricos e em contrapartida, a mensuração da variável resposta envolve     medidas de produção de força dinâmica (Bautmans et al., 2005; Da Silva et al.,     2009; Raimundo et al., 2009). Tais condições podem justificar os resultados encontrados.</p>     
<p>Embora a maior parte da literatura revisada assinale uma     melhora significativa da força muscular a partir da VCT (<a href="/img/revistas/mot/v10n1/10n1a09t1.jpg">Tabela 1</a>), e também     apresente indicativos de alta a moderada qualidade metodológica, a presença de     algumas variáveis intervenientes merecem ser consideradas para um melhor esclarecimento dos resultados encontrados. </p>     
<p>Bogaerts     et al. (2011) e Machado et al. (2010) identificaram um aumento     significativo da força dos extensores de joelho de idosos, após 6 meses (força     isométrica &#8722; 14.9%) e 10 semanas (força isométrica &#8722; 38%), respetivamente,     de exercícios estáticos e dinâmicos associados a VCT, 1.6-2.2g/30-40 Hz     (Bogaerts et al., 2011) e 2.0-4.0mm/20-40Hz (Machado et al., 2010), quando     comparados com o grupo controle. Após 6 meses de intervenção com VCT foi     identificada uma menor adaptação muscular quando comparado com a rotina de     apenas 10 semanas de intervenção com vibração. Tais resultados podem ser explicados pelo facto da amostra ser composta por idosos institucionalizados.</p>     <p>Após 12 meses de um programa de exercícios dinâmicos     associados à VCT do tipo vertical (35Hz; 1.7mm) mulheres pós-menopausa     apresentaram aumento de 24.4% na força dos extensores de joelho e na densidade     mineral óssea da lombar. Os mesmos efeitos foram observados no grupo de idosas     que foram submetidas à vibração através de uma plataforma do tipo rotatória (12.5Hz; 12mm) quando comparado com o grupo controle (Von Stengel et al., 2011).</p>     <p>Analisando os estudos que utilizaram um desenho experimental     com situação controle do estímulo vibratório (Bautmans et al., 2005; Mikhael et     al., 2010; Rees et al., 2007, 2008; Von Stengel et al., 2012), observa-se que a     maior parte dos estudos não demonstrou efeitos adicionais diante da VCT.     Portanto, pode-se atribuir que as modificações parecem resultar das adaptações musculares provocadas pelos exercícios e não pelo estímulo vibratório.</p>     <p>Em contrapartida, efeitos adicionais foram encontrados em     dois estudos conduzidos pelo mesmo grupo de pesquisadores (Rees et al., 2007,     2008), com desenhos experimentais, número e característica dos participantes     muito semelhantes, incluindo grupos independentes, onde um foi submetido a oito     semanas com uma frequência de três sessões semanais de VCT (26Hz; 5-8mm)     associados a exercícios estáticos e dinâmicos (EX+VCT), enquanto um outro grupo     foi conduzido a uma condição controle (EX), incluindo exatamente os mesmos     procedimentos, exceto o estímulo de vibração. No primeiro, Rees et al. (2007)     não identificaram efeitos sobre a força muscular do quadril nos grupos     investigados, no entanto, o grupo de EX+VIB (8.1%) e o EX (7.2%) apresentaram     valores similares para o aumento da força dinâmica dos extensores do joelho     quando comparados com os valores pré-intervenção. Apenas os resultados para o     desempenho muscular dos flexores plantares apresentaram um aumento     significativo (18.5%) no grupo EX+VCT. No estudo subsequente os autores (Rees     et al., 2008) observaram resultados similares, onde os valores de força     muscular dinâmica dos flexores plantares só apresentaram diferença     significativa no grupo de vibração (18.2%), enquanto nenhuma mudança foi identificada     no grupo EX. Diante da condição controle apresentada nos dois ensaios experimentais     (Rees et al., 2007, 2008), parece que a VCT foi capaz de induzir maiores     adaptações na resposta muscular do tríceps sural do que apenas a partir dos     exercícios dinâmicos e estáticos. Entretanto, os mesmos efeitos não foram     observados no desempenho muscular dos flexores e extensores do quadril e do joelho. </p>     <p>A divergência na caracterização da amostra, as diferentes     formas de mensuração da variável resposta, a grande heterogeneidade dos protocolos     de vibração, contendo as variáveis de volume e intensidade, e a ampla variação     nos desenhos experimentais (<a href="/img/revistas/mot/v10n1/10n1a09t1.jpg">Tabela 1</a>), prejudicam a comparação e inferência de     tais resultados. Nos estudos revisados é evidente a constante falta de controle     dos procedimentos realizados associados ao estímulo vibratório, sendo que a     principal limitação consiste na ausência de um grupo controle incluindo os     mesmos exercícios realizados no grupo de VCT (Bemben et al., 2010; Bogaerts et     al., 2007, 2009, 2011; Da Silva et al., 2009; Machado et al., 2010; Roelants et     al., 2004; Verschueren et al., 2011; Von Stengel et al., 2011). Tal limitação     torna os achados questionáveis, já que não é possível identificar se os resultados são realmente induzidos pela vibração.</p> <b>Efeitos dos exercícios concomitantes à VCT versus outras modalidades de intervenção</b>     
<p>Bogaerts et al. (2007, 2009) identificaram em dois estudos     com o mesmo procedimento experimental, que os modelos de intervenção incluindo     a VCT concomitantes a exercícios estáticos e dinâmicos <i>versus</i> os exercícios incluindo multimodalidades – alongamento,     aeróbio, coordenação, força e equilíbrio – apresentaram efeitos similares no     desempenho muscular isométrico dos extensores do joelho, variando de 9.4 a 9.8% no grupo de VCT e de 9.8 a 13.1% no grupo de multimodalidades.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os estudos que compararam as condições experimentais de VCT <i>versus</i> o ER apresentaram achados     contraditórios (Bemben et al., 2010; Roelants et al., 2004). Roelants et al.     (2004) verificaram um aumento significativo na força muscular isométrica (15.0%)     e dinâmica (16.1%) induzido a partir de 24 semanas de intervenção incluindo     exercícios estáticos e dinâmicos associados à VCT (35-40Hz; 2.5-5.5mm). No     entanto, efeitos similares (18.4% na força isométrica e 13.9% na força     dinâmica) foram encontrados no grupo submetido ao ER (cadeira extensora e     Leg-Press – 2x, 12 a 15 RM). Em um ensaio clínico controlado e randomizado, com     duração de 24 semanas, Verschueren et al. (2004) encontraram achados similares:     um aumento significativo de 15% e de 16.5% foi apresentado no grupo de VCT para     as variáveis de força muscular isométrica e dinâmica dos extensores do joelho,     respectivamente. Os resultados para o desempenho muscular dos extensores do     joelho, no grupo de idosos submetidos a ER, também demonstraram aumento     significativo (variando de 10.6 a 16%), sem no entanto, diferença significativa entre os grupos experimentais. </p>     <p>Contrariando estes achados, Bemben et al. (2010)     evidenciaram um aumento significativo de 60% na força muscular dos abdutores,     assim como de 68% na adução do quadril, após 8 meses de intervenção de VCT (2-4     mm; 30-40Hz), associada ao ER (3x 10 rep; 80% 1RM), quando comparado aos     efeitos do ER isolado. Entretanto, nos dois grupos foram encontrados efeitos     similares para força muscular dos extensores/flexores do quadril e extensores     do joelho. Uma possível justificativa, para tais resultados, pode ser o padrão     em cadeia cinética fechada realizada a partir da intervenção com VCT. Tais     efeitos podem ser atribuídos à especificidade da posição em agachamento, onde     há uma demanda constante de ativação dos músculos adutores e abdutores que     atuam como importantes estabilizadores pélvicos. Desta maneira, considerando a     especificidade e a falta de um grupo controle incluindo apenas a posição em     cadeia cinética fechada sem o estímulo vibratório, questiona-se o maior     desempenho muscular dos abdutores e adutores do quadril a partir do estímulo mecânico de vibração.</p>     <p>Resumindo, a ausência de uma condição controle, com os     mesmos exercícios usados e posturas semelhantes às da VCT, sugerem um fator de confundimento na interpretação dos resultados.</p> <b>Efeitos da VCT sobre a potência muscular</b>     <p>A manifestação rápida da força de membros inferiores tem     sido sugerida como um melhor preditor de quedas e de desempenho funcional de     idosos (Izquierdo, Aguado, Gonzalez, Lopez, &amp; Hakkinen, 1999). Estudos têm     verificado que idosos com histórico de quedas demonstram menor potência nos     músculos da perna do que idosos não caidores (Perry, Carville, Smith,     Rutherford, &amp; Newham, 2007; Skelton, Kennedy, &amp; Rutherford, 2002).     Dentro deste contexto, torna-se relevante verificar se os efeitos da VCT estão associados ao aumento da potência muscular.</p>     <p>Machado et al. (2010) não identificaram efeito sobre a     potência muscular dos extensores do joelho, após 10 semanas de intervenção de     exercícios dinâmicos e estáticos associados à VCT (2.0-4.0mm; 20-40Hz). Da     mesma forma, outros autores (Bautmans et al., 2005; Da Silva et al., 2009;     Mikhael et al., 2010; Von Stengel et al., 2011) também não observaram efeitos     induzidos da VCT sobre a potência muscular, após programas de 6 semanas a 12 meses de intervenção.</p>     <p>Em contrapartida, Rees et al. (2008) observaram um aumento     de 12.3% na potência muscular dos flexores e de 10.6% dos extensores do joelho,     a partir de 8 semanas de exercícios estáticos e dinâmicos associados à VCT. O     grupo controle, que foi submetido às mesmas intervenções da condição     experimental, exceto pela adição do estímulo vibratório, apresentou aumentos     similares da potência muscular dos flexores e extensores do joelho, variando de     6.3% a 7.9%. Os benefícios superiores da VCT, quando comparados com a condição     controle, só foram evidenciados para a potência muscular dos flexores     plantares, que apresentaram ganhos de 20.4% após a intervenção. Nenhum efeito     adicional foi encontrado para a potência muscular dos flexores e extensores do     quadril e para os músculos dorsiflexores do tornozelo. Considerando que o     controle do equilíbrio corporal também é promovido a partir das estratégias     motoras do tornozelo, do quadril e do passo, os ganhos evidenciados na potência     dos flexores plantares após o estímulo vibratório podem contribuir de alguma     forma para a melhora na manutenção da estabilidade corporal e dos ajustes     antecipatórios, entretanto, como isso não foi investigado no estudo citado a     possível inferência desses achados é apenas uma especulação. Raimundo et al.     (2009) também encontraram um aumento de 7% na potência muscular, a partir do     salto vertical, após 8 meses de intervenção, mesmo diante de uma baixa     frequência de VCT (12.6 Hz), quando comparado com o grupo que realizou apenas exercícios aeróbios.</p>     <p>A quantidade limitada de estudos e os achados divergentes na     literatura considerando a influência da VCT sobre a potência muscular de idosos restringe fortemente a interpretação destes achados.</p> <b>Prescrição da VCT na intervenção terapêutica de idosos</b>     <p>Doze estudos (75% dos trabalhos) propõem um programa com uma     frequência de três sessões semanais, intercaladas por um dia, sendo utilizado     em 43.7% dos estudos a realização de um programa com uma frequência de 30 a 40     Hz. O volume típico encontrado, considerando a duração do estímulo de VCT,     incluiu protocolos de 30 a 60 s aplicados concomitantes aos exercícios estáticos e dinâmicos e a realização de 1 a 3 séries com 60 s de repouso.</p>     <p>Contrariando a maior parte dos desenhos experimentais     conduzidos, Mikhael et al. (2010) utilizaram um estímulo intermitente de 20     minutos de vibração (1 minuto de estímulo por 1 minuto de repouso) e     observaram, após 13 semanas (12 Hz; 1mm), aumento significativo da força muscular, mensurado a partir do agachamento (1RM – 10.7 a 14.4%).</p>     <p>Na prática clínica é comum a utilização da VCT, incluindo     protocolos de agachamento associando as atividades isométricas, concêntricas e     excêntricas. As evidências disponíveis apontam para a manutenção destas     rotinas, uma vez que os estudos que conduziram o programa de intervenção apenas     com exercícios estáticos não obtiveram efeitos sobre a força muscular de idosos     (Bautmans et al., 2005; Da Silva et al., 2009; Raimundo et al., 2009). No     entanto, poucos estudos contemplam a informação da amplitude de movimento do     joelho durante o estímulo com VCT (Mikhael et al., 2010). Desta forma, torna-se     necessário o desenvolvimento de novos ensaios clínicos objetivando verificar os     efeitos de diferentes amplitudes de movimento do joelho e suas implicações sobre o desempenho muscular em indivíduos idosos.</p> <b>Mecanismos associados ao efeito do estímulo de vibração sobre a força muscular </b>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A hipótese defendida na literatura da especialidade é que     diante da ação mecânica da vibração alterações no comprimento da unidade músculo-tendão     são produzidas e este estímulo é detetado pelos recetores sensoriais     desencadeando uma resposta do sistema neuromuscular de contração muscular     reflexa (Cardinale &amp; Bosco, 2003), conhecida como reflexo vibratório tónico     (RVT) (Abercromby et al., 2007; Hazell, Jakobi, &amp; Kenno, 2007; Roelants,     Verschueren, Delecluse, Levin, &amp; Stijnen, 2006). A onda vibratória é   considerada um poderoso estímulo dos aferentes Ia do fuso muscular (Roll &amp; Vedel, 1982; Roll, Vedel, &amp; Ribot, 1989). </p>     <p>A melhora na coordenação intra e intermuscular induzida pelo     aumento temporário do drive neural para os músculos com um maior recrutamento e     sincronização das unidades motoras provocadas durante a aplicação do estímulo     vibratório são defendidos como possíveis mecanismos que colaboram para o aumento     do controle neuromuscular (Abercromby et al., 2007; Hazell et al., 2007;     Roelants et al., 2006). Entretanto, tais mecanismos carecem de evidência experimental.</p>     <p>As modificações no trofismo muscular são apresentadas como     os mecanismos estruturais envolvidos na otimização da força muscular, a partir     da VCT. Machado et al. (2010) identificaram um aumento variando de 8.7 a 15.5%     na área de secção transversa, medida a partir de tomografia computadorizada,     para o bíceps femoral e o vasto medial após 10 semanas de intervenção de     exercícios estáticos e dinâmicos associados à VCT (20-40Hz; 2-4mm). De forma     similar, Bogaerts et al. (2007) relataram um aumento significativo de 3.4% no     volume de massa muscular (cm<sup>3</sup>) da perna &#8722; análise através da tomografia computadorizada &#8722; após 12 meses de intervenção com VCT (30-40Hz; 2.5-5.0mm).</p>     <p>No     entanto, Mikhael et al. (2010) e Verschueren et al. (2011) não     identificaram a presença de tais modificações após a VCT, incluindo um programa     de intervenção de 13 semanas e 6 meses, respetivamente. No estudo conduzido por     Mikhael et al. (2010) cabe ressaltar que a VCT de baixa frequência (12Hz), o   ângulo de 20º de flexão do joelho e a característica estática do exercício,     podem ter contribuído para a ausência de efeitos após a intervenção. Outra limitação consiste na reduzida amostra de investigação.</p> </font></font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana"><font size="3"><b>CONCLUSÕES</b> </font></font></p> <font face="Verdana"><font size="2">     <p>Os resultados encontrados, limitados pelos procedimentos     experimentais utilizados, sugerem que a VCT concomitante aos exercícios     isométricos e dinâmicos promovem aumento da força muscular de idosos. No     entanto, nos experimentos com a presença da condição controle dos exercícios     utilizados durante o estímulo vibratório, observa-se que a maior parte dos estudos     não demonstra efeitos adicionais decorrentes da VCT. Estes achados sugerem que     as adaptações musculares possivelmente podem ter sido provocadas pelos     exercícios e não necessariamente pelo estímulo vibratório empregado, pelo menos nas frequências de vibração utilizadas (12 a 40 Hz). </p>     <p>Diante da quantidade limitada (31.2%) de estudos que se     preocuparam em incluir um grupo controle constituído dos mesmos exercícios     realizados no grupo de vibração, assim como diante da grande diversidade dos     protocolos empregados nas rotinas de vibração, ainda não é possível determinar     se o estímulo vibratório, por si só, é capaz de promover efeitos sobre a força     muscular de idosos. A partir dos experimentos realizados, não foi identificada     uma relação de dose-resposta do estímulo vibratório, variável fundamental na     tentativa de nortear a prática clínica na população alvo. A quantidade limitada     de estudos e os achados divergentes na literatura destacam a necessidade de     cautela na inferência dos dados sobre o efeito da VCT sobre a potência muscular.</p>     <p>Além disso, poucos estudos (43.7%) comparam a VCT com outros     métodos de intervenção para a população idosa, e mesmo considerando as     limitações dos diferentes métodos adotados (exercício resistido, aeróbios e de     multimodalidades), os resultados, até ao momento, não indicaram efeitos adicionais a partir do estímulo vibratório quando comparados com outras intervenções.</p>     <p>Desta forma, torna-se relevante o desenvolvimento de novos     ensaios clínicos controlados e randomizados na tentativa de identificar a influência     de diferentes magnitudes de estímulos vibratórios (diferentes frequências e durações     de estímulo vibratórios, empregados com diferentes intervalos ente estímulo e     recuperação e diferentes volumes de treino) e o consequente efeito induzido no     desempenho muscular. A comparação dos diferentes métodos de treino com a vibração também necessita de ser melhor estudada.</p> </font></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFERÊNCIAS</b></font></p> <font face="Verdana"><font size="2">     <!-- ref --><p>Abercromby, A. F.,     Amonette, W. E., Layne, C. S., McFarlin, B. K., Hinman, M. R., &amp; Paloski,     W. H. (2007). Variation in neuromuscular responses during acute whole-body     vibration exercise. <i>Medicine</i> <i>&amp;</i> <i>Science</i> <i>in</i> <i>Sports</i> <i>&amp;</i> <i>Exercise, 39</i>(9), 1642-1650. doi: 10.1249/mss.0b013e318093f551&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S1646-107X201400010000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Baumgartner, R. N., Koehler,     K. M., Gallagher, D., Romero, L., Heymsfield, S., Ross, R. R., ... Lindeman, R.     (1998). 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Changes in balance, functional performance and fall   risk following whole body vibration training and vitamin D supplementation in institutionalized elderly women: A 6 month randomized controlled trial. <i>Gait Posture, 33</i>(3), 466-472. doi: 10.1016/j.gaitpost.2010.12.027&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S1646-107X201400010000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cardinale,     M., &amp; Bosco, C. (2003). 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<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Evans, J. R., Fletcher, A. E.,     Wormald, R. P., Ng, E. S., Stirling, S., Smeeth, L., ... Tulloch, A. (2002).     Prevalence of visual impairment in people aged 75 years and older in Britain: Results     from the MRC trial of assessment and management of older people in the community<b>. </b><i>British Journal of Ophthalmology, 86</i>(7), 795-800.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1646-107X201400010000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> </font></font>     <!-- ref --><p><font face="Verdana"><font size="2">Fathi, D., Ueki, Y., Mima, T.,   Koganemaru, S., Nagamine, T., Tawfik, A., &amp; Fukuyama, H. (2010). 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The effects of whole-body vibration on upper- and lower-body EMG during static and dynamic contractions. <i>Applied Physiology</i></a>, <i>Nutrition</i>, <i>and Metabolism</i>,<i> 32</i>(6), 1156-1163. doi: 10.1139/h07-116&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1646-107X201400010000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Izquierdo, M.,     Aguado, X., Gonzalez, R., Lopez, J. L., &amp; Hakkinen, K. (1999). Maximal and     explosive force production capacity and balance performance in men of different     ages. <i>European Journal of Applied Physiology, 79</i>(3), 260-267.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1646-107X201400010000900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Kent-Braun, J. A.,     Ng, A. V., &amp; Young, K. (2000). Skeletal muscle contractile and noncontractile components in young and older women and men. <i>Journal</i></a> <i>of</i> <i>Applied Physiology, 88</i>, 662-668.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1646-107X201400010000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Kubo, K., Kanehisa,     H., Miyatani, M., Tachi, M., &amp; Fukunaga, T. (2003). 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Whole-body     vibration training increases muscle strength and mass in older women: A     randomized-controlled trial. <i>Scandinavian Journal of Medicine</i>&amp; <i>Science</i> in <i>Sports, 20</i>(2), 200-207. doi: 10.1111/j.1600-0838.2009.00919.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1646-107X201400010000900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mikhael, M., Orr, R., Amsen, F., Greene, D.,   &amp; Singh, M. A. (2010). Effect of standing posture during whole body     vibration training on muscle morphology and function in older adults: A randomised     controlled trial. <i>BMC Geriatrics, </i>10, 74. doi: 10.1186/1471-2318-10-74&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1646-107X201400010000900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Miljkovic-Gacic, I.,     Gordon, C. L., Goodpaster, B. H., Bunker, C. H., Patrick, A. L., Kuller, L.     H.,  ... Zmuda, J. M. (2008). 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Calf     muscle-tendon properties and postural balance in old age. <i>Journal of Applied Physiology, 100</i>(6), 2048-2056.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1646-107X201400010000900026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Perry, M. C., Carville, S. F.,     Smith, I. C., Rutherford, O. M., &amp; Newham, D. J. (2007). Strength, power     output and symmetry of leg muscles: Effect of age and history of falling. <i>European Journal of Applied Physiology, 100</i>(5), 553-561. doi: 10.1007/s00421-006-0247-0&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1646-107X201400010000900027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Raimundo, A. M., Gusi, N., &amp; Tomas-Carus,     P. (2009). Fitness efficacy of vibratory exercise compared to walking in     postmenopausal women. <i>European Journal of Applied Physiology, 106</i>(5), 741-748. doi: 10.1007/s00421-009-1067-9&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1646-107X201400010000900028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Rees, S. S., Murphy, A.,   &amp; Watsford, M. (2007). Effects of vibration exercise on muscle performance and mobility in an older population. <i>Journal of</i> <i>Aging and Physical Activity</i>,<i> 15</i>, 367-381.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1646-107X201400010000900029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rees, S. S., Murphy,     A. J., &amp; Watsford, M. L. (2008). Effects of whole-body vibration exercise     on lower-extremity muscle strength and power in an older population: A     randomized clinical trial. <i>Physical Therapy, 88</i>(4), 462-470. doi: 10.2522/ptj.20070027&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1646-107X201400010000900030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Roelants, M.,     Delecluse, C., &amp; Verschueren, S. M. (2004). Whole-body-vibration training increases knee-extension strength and speed of movement in older women. <i>Journal of the American Geriatrics Society, 52</i>(6), 901-908. doi: 10.1111/j.1532-5415.2004.52256.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1646-107X201400010000900031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Roelants, M.,     Verschueren, S. M., Delecluse, C., Levin, O., &amp; Stijnen, V. (2006).     Whole-body-vibration-induced increase in leg muscle activity during different squat exercises. <i>The Journal of Strength &amp; Conditioning Research, </i>20(1), 124-129.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1646-107X201400010000900032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Roll, J.     P., &amp; Vedel, J. P. (1982). Kinaesthetic role of muscle afferents in man, studied by tendon vibration and microneurography. <i>Experimental Brain Research, </i>47(2), 177-190.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1646-107X201400010000900033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Roll, J. P., Vedel, J. P., &amp; Ribot, E.     (1989). Alteration of proprioceptive messages induced by tendon vibration in     man: A microneurographic study. <i>Experimental Brain Research, 76</i>(1), 213-222.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1646-107X201400010000900034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rooyackers, O. E., Adey, D. B., Ades, P. A.,   &amp; Nair, K. S. (1996). Effect of age on in vivo rates of mitochondrial     protein synthesis in human skeletal muscle. <i>Proceedings     of the National Academy of Sciences of the United States of America, 93</i>(26), 15364-15369.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1646-107X201400010000900035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ryan, A. S., Ivey, F.     M., Hurlbut, D. E., Martel, G. F., Lemmer, J. T., Sorkin, J. D.,  ... Hurley, B. F. (2004). Regional bone     mineral density after resistive training in young and older men and women. <i>Scandinavian Journal</i> <i>of Medicine</i> <i>&amp;</i> <i>Science</i> <i>in</i> <i>Sports, 14</i>(1), 16-23. doi: 10.1111/j.1600-0838.2003.00328&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S1646-107X201400010000900036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Short, K., Bigelow, M., Kahl, J., Singh, R.,     Coenen-Schimke, J., Raghavakaimal, S., &amp; Nair, K. S. (2005). Decline in     skeletal muscle mitochondrial function with aging in humans. <i>Proceedings of the National Academy of     Sciences of the United States of America, 102</i>(15), 5618-5623. doi: 10.1073/pnas.0501559102&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1646-107X201400010000900037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Skelton, D., Kennedy, J., &amp; Rutherford, O.     (2002). Explosive power and asymmetry in leg muscle function in frequent     fallers and non-fallers aged over 65. <i>Age and Ageing, 31</i>(2), 119-125.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S1646-107X201400010000900038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Verschueren, S.,     Bogaerts, A., Delecluse, C., Cla­essens, A., Haentjens, P., Vanderschueren, D.,   &amp; Boonen, S. (2011). The effects of whole-body vibration training and     vitamin D supplementation on muscle strength, muscle mass, and bone density in     institutionalized elderly women: A 6-month randomized, controlled trial. <i>Journal of Bone and Mineral Research, 26</i>(1), 42-49. doi: 10.1002/jbmr.181&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S1646-107X201400010000900039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Verschueren, S. M., Roelants, M., Delecluse,     C., Swinnen, S., Vanderschueren, D., &amp; Boonen, S. (2004). Effect of 6-month     whole body vibration training on hip density, muscle strength, and postural     control in postmenopausal women: A randomized controlled pilot study. <i>Journal of Bone and Mineral Research, 19</i>(3), 352-359. doi: 10.1359/jbmr.0301245&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S1646-107X201400010000900040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Von Stengel, S., Kemmler, W., Bebenek, M., En­gelke,     K., &amp; Kalender, W. A. (2011). Effects of whole-body vibration training on different devices on bone mineral density. <i>Medicine</i> <i>&amp;</i> <i>Science</i> <i>in</i> <i>Sports</i> &amp; <i>Exercise, 43</i>(6), 1071-1079. doi: 10.1249/MSS.0b013e318202f3d3&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S1646-107X201400010000900041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Von Stengel, S., Kemmler, W., Engelke, K.,   &amp; Kalender, W. A. (2012). Effect of whole-body vibration on neuromuscular     performance and body composition for females 65 years and older: A randomized-controlled trial. <i>Scandinavian</i> <i>Journal</i> <i>of</i> <i>Medicine</i> <i>&amp;</i> <i>Science</i> <i>in</i> <i>Sports, 22</i>(1), 119-127. doi: 10.1111/j.1600-0838.2010.01126&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S1646-107X201400010000900042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Agradecimentos:    <br> </b>Nada a declarar.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <b>Conflito de Interesses:</b>    <br>   Nada a declarar.    <br>   <b>Financiamento:    <br>   </b></font><font size="2" face="Verdana">M.O. Campos &eacute; bolsista do curso de doutoramento em   Ci&ecirc;ncias do Exerc&iacute;cio e do Esporte da Universidade Gama Filho, Rio de Janeiro,   Brasil. P.S.C. Gomes &eacute; bolsista de Produtividade do CNPq, Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Artigo recebido a 25.02.2013; 1&ordf; Revis&atilde;o 12.06.2013;   Aceite 29.07.2013 </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="end"></a><a href="#topo">*</a><i> Autor correspondente</i>: Laborat&oacute;rio         Crossbridges, Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias do Exerc&iacute;cio e do Esporte,         Universidade Gama Filho, Rua Manoel Vitorino 553, Piedade, CEP: 20748-900 Rio de Janeiro, RJ, Brasil; <i>E-mail</i>: <a href="mailto:gomespscg@yahoo.com.br">gomespscg@yahoo.com.br</a></font> </p>     <p></p>      ]]></body><back>
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