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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim of this study was to evaluate the effect of hand and foot preferences, sex and age on motor coordination (MC) in children. We evaluated the hand preference (HP) through the Card-reaching task (Carlier et al., 2006, adapted from Bishop et al., 1996) and the Dutch Handedness Questionnaire (Van Strien, 2002). Foot preference (FP) was evaluated inviting the subjects to kicking a ball (Hart & Gabbard, 1996). We applied the Movement Assessment Battery for Children MC test (Henderson & Sugden, 1992) to 319 children (7.96 ± 2.38 y). The results show that right handers have better performance on manual dexterity (MD) and ball skills (BS) with their preferred hand (PH). Left-handers perform better with their non-preferred hand (NPH) in MD and have a better static balance (SB) with your non-preferred foot (NPF). Girls had better MD with NPH and better SB with NPF. We observed a better MD performance with PH and NPH, BS with NPH and SB with the PF and NPF in the younger children. PH×Age and Mp×Age×Sex interactions were also verified. It can be concluded that the laterality, sex and age have significant effects on children MC.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p> <font face="Verdana">     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Preferência lateral e coordenação motora</b></font></p> <font face="Verdana">     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Lateral preference and motor coordination</b></font></p> <font face="Verdana">     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2">Cidália Freitas<sup>1,2<a name="topo"></a>,<a href="#end">*</a></sup>; Manuel   Botelho<sup>1,2</sup>; Olga Vasconcelos<sup>1,2</sup></font></b></p> </font>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>1</sup><i>Faculdade de Desporto da Universidade do   Porto (FADEUP), Portugal    <br>   </i><sup>2</sup><i>Laborat&oacute;rio de Aprendizagem e Controlo Motor, CIFI2D &ndash; Universidade do Porto, Portugal</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>  <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste estudo pretendemos verificar o efeito da   preferência manual (PM) e podal (PP), do sexo e da idade na coordenação motora   (CM) em crianças. Para avaliar a PM aplicou-se a <i>Card-reaching task</i> (Carlier   et al. 2006, adaptada de Bishop et al., 1996) e o Questionário de PM de Van   Strien (2002). Para avaliar a PP recorreu-se à tarefa de pontapear uma bola   (Hart &amp; Gabbard, 1996). A CM foi avaliada através do Movement Assessment   Battery for Children (M-ABC) de Henderson e Sugden (1992) em 319 crianças (7.96±2.38   anos). Os resultados revelam que destrímanos possuem melhor desempenho na   destreza manual (DM) e nas habilidades com bola (HB) com a sua mão preferida   (Mp). Os sinistrómanos apresentam melhor desempenho com a sua mão não preferida   (MNp) na DM. As crianças com PP esquerda são melhores com o seu pé não   preferido (PNp) no equilíbrio estático (EE). As meninas apresentaram melhor DM   com a MNp e melhor EE com o PNp. Verificamos melhor desempenho da DM com a Mp e   MNp, das HB com a MNp e do EE com o pé preferido (Pp) e PNp nos mais novos.   Verificou-se um efeito da interação PM×Idade e da PM×Idade×Sexo. Concluímos que   a lateralidade, o sexo e a idade apresentam efeitos significativos na CM das crianças.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> lateralidade, coordenação motora, M-ABC, crianças</font></p> <hr size="1">       <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">The aim of this study was to evaluate     the effect of hand and foot preferences, sex and age on motor coordination (MC)     in children. We evaluated the hand preference (HP) through the Card-reaching     task (Carlier et al., 2006, adapted from Bishop et al., 1996) and the Dutch     Handedness Questionnaire (Van Strien, 2002). Foot preference (FP) was evaluated     inviting the subjects to kicking a ball (Hart &amp; Gabbard, 1996). We applied     the Movement Assessment Battery for Children MC test (Henderson &amp; Sugden,     1992) to 319 children (7.96 ± 2.38 y). The results show that right handers have     better performance on manual dexterity (MD) and ball skills (BS) with their     preferred hand (PH). Left-handers perform better with their non-preferred hand     (NPH) in MD and have a better static balance (SB) with your non-preferred foot     (NPF). Girls had better MD with NPH and better SB with NPF. We observed a     better MD performance with PH and NPH, BS with NPH and SB with the PF and NPF in     the younger children. PH×Age and Mp×Age×Sex interactions were also verified. It     can be concluded that the laterality, sex and age have significant effects on children MC.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords: </b>laterality, motor coordination, M-ABC, children</font></p>   <hr size="1">       <p>&nbsp;</p>       <p>&nbsp;</p>   <font face="Verdana"><b><font size="3">INTRODUÇÃO</font></b>  </font>     <p><font size="2" face="Verdana">A lateralidade funcional pode ser definida como a     preferência por um dos membros ou dos órgãos dos sentidos. A preferência manual     (PM) é o índice de preferência lateral mais estudado e é expresso pela preferência     de utilização de uma mão em relação à outra. Enquanto uns autores observaram     uma associação entre a PM e a proficiência manual (Annett, 2004; Bagi, Kudachi,   &amp; Goudar, 2011; Hausmanm, Kirk, &amp; Corballis, 2004), outros sugerem que     nem sempre a mão com melhor desempenho corresponde à mão preferida (Mp) (Porac   &amp; Coren, 1981). Tal como a PM, a preferência podal (PP) constitui uma     expressão da lateralidade humana e reporta-se, neste caso, ao pé mais     frequentemente utilizado na execução de tarefas motoras unipodais. Estas podem     ser divididas em tarefas estáticas, como o equilíbrio (Eq) num só pé, e     dinâmicas, como chutar uma bola. Nas estáticas, o pé preferido (Pp) é   normalmente utilizado para efetuar o apoio; nas dinâmicas, o Pp é geralmente     usado para executar o movimento e o pé não preferido (PNp) serve de apoio. Tal     como se verifica na PM, na PP também se distingue a preferência da     proficiência. Por exemplo, tarefas envolvendo força, como carregar num pedal,     ou tarefas de precisão, como pontapear uma bola para determinada zona da     baliza, são executadas pelo pé mais proficiente, que nem sempre coincide com o   Pp.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A proporção de sinistrómanos na população é de     aproximadamente 10% (McManus, 2002), podendo variar entre os 0.6 e os 19.8%     dependendo de fatores culturais e étnicos (Porac, Rees, &amp; Buller, 1990).     Muitas teorias tentaram explicar as taxas desproporcionadas entre destrímanos e     sinistrómanos. O modelo genético mais amplamente aceite é o <i>Right Shift</i> (Annett, 1985), o qual refere que a lateralidade é definida por um gene que     influencia a tendência que o indivíduo apresenta com relação à própria     lateralidade. Outra teoria genética (similar), o <i>Dextral Chance </i>(McManus,     1985) propõe que o genótipo DD produz apenas destrímanos, o genótipo CC produz     uma mistura aleatória de 50% destrímanos e 50% de sinistrómanos, e o genótipo     heterozigoto DC produz 25% de sinistrómanos e 75% de destrímanos. Se por um     lado, todas as teorias concordam que a PM é biologicamente determinada (Annett,     1985), por outro as teorias envolvem também a aceitação dos constrangimentos     sociais e culturais, que conduzem a percentagens diferentes de sinistrómanos     entre as várias culturas. A hipótese do mundo orientado à direita (&quot;<i>right-based       world</i>&quot;, Porac &amp; Coren, 1981) revela que o ambiente físico favorece     os destrímanos e impõe uma adaptação aos sinistrómanos que, face à falta de     equipamentos e utensílios apropriados (abre latas, tesouras, …), são forçados a     utilizar a sua mão não preferida (MNp) na realização de tarefas na sua vida   diária.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A literatura sugere que os sinistrómanos são menos     lateralizados do que os destrímanos (Gurd, Schulz, Cherkas, &amp; Ebers, 2006)     e que na sequência da sua adaptação a um mundo destro são mais proficientes com     a sua MNp (Judge &amp; Stirling, 2003). Este aspeto tem como consequência uma     menor assimetria motora funcional, por parte dos sinistrómanos, a qual parece     proporcionar vantagem em tarefas de coordenação combinada de ambos os membros   (Gorynia &amp; Egenter, 2000).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O desenvolvimento de competências motoras depende de vários     fatores, como a lateralidade, o sexo e a idade. No âmbito da lateralidade e das     assimetrias funcionais dela decorrentes, a literatura revela que os     sinistrómanos não são tão lateralizados quanto os destrímanos (Bagi, Kudachi, &amp;   Goudar, 2011; Steenhuis &amp; Bryden, 1999) e apresentam, comparativamente a     estes, uma performance superior com a MNp, em muitas tarefas, como por exemplo,     as que envolvem destreza manual (DM) fina (&quot;<i>Peg-moving</i>&quot;,     Annett &amp; Kilshaw, 1983), DM fina e força de preensão (Bagi et al., 2011;     Steenhuis &amp; Bryden, 1999) e destreza digital (&quot;<i>Finger tapping</i>&quot;,     Schmidt, Oliveira, Krahe, &amp; Filgueiras, 2000). O estudo de Vasconcelos     (1993), com 253 crianças dos 11 aos 14 anos, revela que os destros apresentaram     melhores desempenhos com a Mp, os sinistrómanos foram superiores com a MNp e     apresentaram, na tarefa de força, melhores desempenhos, com qualquer das mãos,     comparativamente aos destrímanos. Por outro lado, algumas investigações apontam     uma melhor coordenação motora em destrímanos (Giagazoglu, Potiadou,     Angelopoulou, Tsikoulas, &amp; Tsimaras, 2001; Kastner-Koller, Deimann, &amp;   Bruckner, 2007). Relativamente ao sexo, alguns autores (e.g., Engel-Yeger,   Rosenblum, &amp; Josman, 2010; Livesey, Coleman, &amp; Piek, 2007) referem, que     as meninas apresentam melhor desempenho no Eq e na DM e que os meninos revelam     um melhor desempenho nas habilidades com bola (HB). No entanto, outros estudos     não verificaram diferenças na coordenação motora (CM) entre sexos (e.g., Shala,     2009; Venetsanou, &amp; Kambas, 2010). Quanto à idade, a literatura revela     resultados controversos na CM avaliada através do Movement Assessment Battery     for Children (M-ABC) de Henderson e Sugden (1992). Este instrumento é   reconhecido a nível mundial como uma medida de ouro na avaliação das     dificuldades da CM (Blank, Smits-Engelsman, Polatajko, &amp; Wilson, 2012).     Enquanto alguns estudos verificaram melhores desempenhos por parte das crianças     mais velhas (Chow, Yung-Wen, Henderson, Barnett, &amp; Sing Kai, 2006;     Henderson &amp; Sugden, 1992) outros observaram piores desempenhos (e.g., Silva &amp; Beltrame, 2013; Valentini et al., 2012).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Como profissionais de Educação Física e Desporto, sobretudo     intervindo junto da população infanto-juvenil, devemos ter um conhecimento     aprofundado sobre as questões coordenativas, de importância crucial neste     período da vida, e da relação destas questões com variáveis que interferem no     processo de ensino-aprendizagem. A lateralidade é uma dessas variáveis, pois a     literatura remete-nos para um efeito da PM e da PP no desempenho motor de crianças     e jovens. São vários os estudos sugerindo, por exemplo, que os sinistrómanos     são mais proficientes do que os destrímanos no que respeita à MNp (Judge &amp;   Stirling, 2003) e também que são menos assimétricos do que os destrímanos     (Rousson, Gasser, Caflisch, &amp; Jenni, 2009). Procurando contribuir para o     conhecimento neste domínio, o nosso estudo pretende verificar o efeito da PM,     da PP, da idade e do sexo na CM das crianças, de modo a podermos intervir com     mais conhecimento e de forma mais consciente no processo de   ensino-aprendizagem.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <font face="Verdana"><b><font size="3">MÉTODO</font></b></font>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente estudo é de natureza experimental e transversal.</font></p> <font size="2" face="Verdana"><b>Participantes</b></font><font face="Verdana">     <p><font size="2">Tendo em consideração que o objetivo deste estudo foi       comparar as crianças com diferente preferência manual, numa fase inicial       realizamos o levantamento de todas as crianças com preferência manual esquerda       através da mão da escrita e sem experiência desportiva. Estes dados iniciais       foram levantados em crianças entre os 4 aos 12 anos de idade, em 8 escolas       públicas pertencentes ao distrito do Porto (Portugal), num total de 1700       crianças. Estas crianças foram convidadas a participar neste estudo e foram       selecionadas, posteriormente, de forma aleatória, crianças com a mesma idade,       sexo e sem experiência desportiva dentro da mesma turma. Assim, foi elaborada       uma amostra de conveniência constituída por 319 crianças, dos 4 aos 12 anos de       idade (7.96±2.38 anos). Os dados relativos à prática desportiva das crianças       foram obtidos através de um questionário preenchido pelos encarregados de       educação e apenas foram incluídas no estudo as crianças que não apresentavam       experiência desportiva extracurricular. A PM foi confirmada através do <i>Card-reaching         task</i> (Carlier et al. 2006, adaptada de Bishop et al., 1996) e do       Questionário de PM de Van Strien (2002). Assim, 154 crianças foram       classificadas como fortemente destrímanas e 119 crianças como fortemente       sinistrómanas, tendo sido expurgadas 46 crianças na análise da PM. Relativamente   à PP, avaliada através da tarefa de pontapear uma bola (Hart &amp; Gabbard,       1996), 225 crianças apresentaram PP direita e 94 crianças a PP esquerda.       Relativamente ao sexo, 167 eram do sexo masculino e 151 do sexo feminino. A       amostra foi subdividida em 4 grupos de idade, conforme as bandas de idade do       teste M-ABC (Henderson &amp; Sugden, 1992): Banda 1 (4-6 anos, n= 100); Banda 2   (7-8 anos, n= 89); Banda 3 (9-10 anos, n= 71) e Banda 4 (11-12 anos, n= 59).</font></p>     <p><font size="2">Este estudo foi realizado segundo as normas da Declaração de       Helsínquia. Foi obtido um termo de consentimento informado dos encarregados de       educação das crianças participantes, no qual foram apresentados os       procedimentos, a duração do experimento e os seus direitos como participantes       da pesquisa. Os procedimentos experimentais foram aprovados pelo Comité de   Ética da Universidade do Porto. Não foram incluídas crianças com necessidades       educativas especiais comprovadas ou com diagnóstico de deficiência motora,   problemas neurológicos, comportamentais ou ortopédicos.</font></p>     <p><font size="2">Todos os participantes realizaram os testes numa sala ampla       e isolada, no seu estabelecimento de ensino, durante o tempo letivo. A   aplicação dos testes teve uma duração total de aproximadamente 35 minutos.</font></p>     <font size="2"><b>Instrumentos</b>         <p>Para avaliar a PM das crianças aplicamos o <i>Card-reaching     task</i> (Carlier et al. 2006, adaptada de Bishop et al., 1996) e o Questionário     de PM de Van Strien (2002). Para avaliar a PP aplicou-se a tarefa de pontapear     uma bola (Hart &amp; Gabbard, 1996). </p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Card-reaching task (Carlier et al. 2006, adaptada de Bishop et al., 1996) </p>         <p>Numa mesa são colocados 21 cartões com diferentes figuras,     cada uma repetida em 3 cartões sobrepostos, posicionados conforme a <a href="#f1">figura 1</a>. O     participante sentado em frente a uma mesma com as mãos nos joelhos, coloca os     cartões no recipiente (caixa), colocado na linha média, conforme a ordem     indicada pelo avaliador. É registada a mão utilizada em cada uma das 21     tentativas. A criança é classificada como destrímana quando alcança no mínimo     11 vezes com a mão direita e como sinistrómana quando alcança as cartas no     mínimo 11 vezes com a mão esquerda.</p>         <p><a name="f1"></a></p>         <p>&nbsp;</p>         <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><img src="/img/revistas/mot/v10n2/10n2a03f1.jpg" width="371" height="265"></font></p>     </font></font>     
<p align="center">&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Questionário de PM de Van Strien (2002)</font></p>        <p><font size="2" face="Verdana">Foi registada a mão utilizada em 10 tarefas: pegar no lápis       quando desenha; segurar a escova; lavar os dentes; desenroscar a tampa de uma       garrafa; lançar uma bola; dar as cartas de um baralho; pegar numa raquete;       abrir a tampa de uma caixa; pegar numa colher quando come sopa; apagar com uma       borracha; abrir uma porta com uma chave. Para a opção pela mão direita       atribuiu-se o valor +1, para a opção pela mão esquerda o valor &#8722;1, e à   opção por “qualquer delas”, o valor 0. Os participantes foram classificados       como fortemente destrímanos (com valores entre 8 e 10) e fortemente sinistrómanos (com valores entre &#8722;10 e &#8722;8).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tarefa de pontapear uma bola (Hart &amp; Gabbard, 1996)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram classificados com PP direita as crianças que em três       tentativas de pontapear uma bola, utilizaram o pé direito pelo menos 2 vezes e com PP esquerda as que utilizaram o pé esquerdo pelo menos 2 vezes. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A CM foi avaliada através do teste motor do M-ABC de       Henderson e Sugden (1992). Este teste foi concebido para avaliar os níveis de       coordenação motora de crianças dos 4 aos 12 anos de idade, combinando dados       quantitativos e qualitativos resultantes da avaliação de testes estandardizados       para a motricidade fina e global. Esta bateria é constituída por trinta e duas       provas e uma lista de verificação que avalia o impacto das dificuldades motoras       da criança em contexto educacional. Para cada uma das quatro faixas etárias       (4-6 anos; 7-8 anos; 9-10 anos e 11-12 anos), a bateria avalia três capacidades       através da execução de oito provas: três de DM, duas de HB, uma de equilíbrio       estático (EE) e duas de equilíbrio dinâmico. Esta bateria foi traduzida e       adaptada culturalmente para a população portuguesa relativamente às quatro       bandas de idade e foram estudadas as suas qualidades através de uma análise da       equivalência métrica (sensibilidade e fiabilidade) com amostras da população       portuguesa (Cardoso, Silva, Silva, &amp; Vasconcelos, 2009, 2009). O primeiro       passo é registar a pontuação do desempenho de cada tarefa do teste e colocar um   “F” se a criança não completar a tarefa, um “I” se a tarefa for inapropriada ou       um “R” se a criança não quiser cooperar. Relativamente aos valores de       desempenho de cada tarefa este é convertido numa escala de pontuação que varia       de zero a cinco, representando as pontuações mais baixas os melhores       desempenhos. Assim, o valor zero é atribuído ao sucesso completo numa determinada       tarefa avaliada, sendo que o valor cinco significa uma falha. Um “F”, “I” ou “R” é convertido numa pontuação de cinco valores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para este estudo consideramos apenas as provas motoras       unilaterais, isto é, aquelas que são executadas, à vez, pelo membro preferido e       pelo membro não preferido. Foi então possível obter, nas 4 bandas de idade, a       média da DM (provas 1 e 3) e das HB (prova 5) para a Mp e para a MNp e a média       do EE (prova 6) para o Pp e para o PNp (ver <a href="/img/revistas/mot/v10n2/10n2a03t1.jpg">Tabela 1</a>). De referir que, nas       provas motoras, as crianças foram contrabalançadas em relação ao membro de       início da tarefa. A pontuação atribuída, quer para o membro preferido, quer       para o membro não preferido, teve por base a mesma cotação, isto é, a do membro preferido.</font></p>     
<p><font face="Verdana">    <b><font size="2">Análise Estatística</font></b>     </font></p>          <p><font size="2" face="Verdana">Foi efetuada a análise exploratória dos dados de forma a   avaliar a normalidade da distribuição correspondente a cada uma das variáveis   em estudo e a eventual presença de outliers, utilizando o teste   Kolmogorov-Smirnov (K-S). Efetuámos uma ANOVA multivariada 2 (PM ou PP) × 2   (sexo) × 4 (banda de idade) para examinar o efeito dos fatores principais no   desempenho da CM. O teste post hoc utilizado foi o de Bonferroni e o nível de   significância foi fixado em <i>p</i>&#8804; 0.05. Os resultados serão   apresentados versando os fatores principais ou interações com significado   estatístico.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <font face="Verdana"><b><font size="3">RESULTADOS</font></b></font>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="/img/revistas/mot/v10n2/10n2a03t2.jpg">Tabela 2</a> apresenta os valores médios correspondentes às   provas que avaliam as capacidades de DM, HB e EE, com os membros preferido e   não preferido, para cada grupo de preferência (manual ou podal).</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">Relativamente à Mp, as crianças fortemente destrímanas   apresentam melhores desempenhos do que as crianças fortemente sinistrómanas na   DM (<i>F</i><sub> 1,257</sub>= 30.378, <i>p</i>&lt; 0.001) e nas HB (<i>F</i><sub> 1,257</sub>= 5.481, <i>p</i>= 0.020). Em contrapartida, no que respeita à MNp,   as crianças fortemente sinistrómanas apresentam um desempenho   significativamente superior na DM (<i>F</i><sub>1,257</sub>=20.558, <i>p</i>&lt;   0.001) relativamente às fortemente destrímanas. No que respeita à PP,   considerando o PNp, as crianças com PP esquerda demonstram um EE   significativamente (<i>F</i><sub> 1,302</sub>= 4.695, <i>p</i>= 0.031) mais   proficiente comparativamente às crianças com PP direita. Não se verificaram   diferenças significativas entre a preferência direita e esquerda nas HB com a MNp e no EE com o Pp.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="/img/revistas/mot/v10n2/10n2a03t3.jpg">Tabela 3</a> mostra os valores médios correspondentes às   provas que avaliam as capacidades de DM, HB e EE, com os membros preferido e   não preferido, para cada sexo.</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">O sexo feminino obteve um melhor desempenho comparativamente   ao sexo masculino, com diferenças estatisticamente significativas na DM com a   MNp (<i>F</i><sub> 1,257</sub>= 5.574,<i> p</i>= 0.019) e no EE com o PNp (<i>F</i><sub> 1,302</sub>= 5.134, <i>p</i>= 0.024). Não se verificaram diferenças   significativas entre os sexos nas HB com a Mp e com a MNp, na DM com a Mp e no EE com o Pp.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="/img/revistas/mot/v10n2/10n2a03t4.jpg">Tabela 4</a> expõe os valores médios relativos às provas que   avaliam as capacidades de DM, HB e EE, com os membros preferido e não preferido,   para as quatro bandas de idade.</font></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Verificamos que a banda de idade 1 (4-6 anos) apresenta um   desempenho significativamente superior na DM com a Mp (<i>F</i><sub>3,257</sub><i>= </i>65.85, <i>p</i>&lt; 0.001) e com a MNp (<i>F</i><sub>3,257</sub>= 77.80, <i>p</i>&lt;   0.001), para a sua idade, comparativamente aos restantes grupos, o mesmo   constatamos nas HB com a MNp (<i>F</i><sub>3,257</sub>= 4.07, <i>p</i>= 0.008).   Observamos que a banda de idade 2 é aquela que apresenta um melhor EE quer com   o Pp (<i>F</i><sub>3,302</sub>=38.82, <i>p</i>&lt;   0.001), quer com o PNp (<i>F</i><sub>3,302</sub>=28.59, <i>p</i>&lt; 0.001),   seguindo-se a banda 1 (4-6 anos), a banda 3 (9-10 anos) e, por fim, a banda 4   (11-12 anos). Verificamos um pior desempenho da DM, das HB e do EE nas idades   mais avançadas, realçando todavia o carácter transversal e não longitudinal do presente estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Verificamos uma interação estatisticamente significativa (<i>F</i><sub>3,257</sub>=   6.760, <i>p</i>&lt; 0.001) entre a PM e a Idade, na DM com a Mp. Pela análise   da <a href="#f2">Figura 2</a>, podemos constatar que a diferença encontrada entre fortemente   destrímanos e fortemente sinistrómanos é superior nas bandas de idade mais   avançadas, com os destrímanos a evidenciar melhor desempenho.</font></p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/mot/v10n2/10n2a03f2.jpg" width="361" height="296"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A interação PM×Idade×Sexo também evidenciou um efeito   significativo na DM com a Mp (<i>F</i><sub>3,257</sub>= 3.290, <i>p</i>= 0.021).   Pela análise da <a href="#f3">Figura 3</a> e da <a href="#f4">Figura 4</a>, observamos diferenças superiores entre   fortemente sinistrómanos e fortemente destrímanos nas idades mais avançadas   (banda de idade 3, dos 9-10 anos, e banda de idade 4, dos 11-12 anos), no sexo   masculino e no sexo feminino. Todavia, esta diferença expressa-se diferentemente   em cada sexo.</font></p>     <p><a name="f3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/mot/v10n2/10n2a03f3.jpg" width="364" height="306"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="f4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/mot/v10n2/10n2a03f4.jpg" width="364" height="306"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Verificamos que a DM com a Mp dos meninos destrímanos e   sinistrómanos (<a href="#f3">Figura 3</a>) é semelhante no grupo etário mais novo (4-6 anos) e   que através das faixas etárias a diferença entre os dois grupos de PM aumenta.   A partir dos 7-8 anos é evidente que os rapazes fortemente destrímanos   apresentam uma melhor proficiência com a sua Mp na DM, comparativamente aos   rapazes fortemente sinistrómanos do mesmo grupo de idade. Esta diferença   acentua-se nas restantes bandas de idade (9-10 e 11-12 anos).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nas meninas fortemente destrímanas e fortemente   sinistrómanas, observamos que a DM com a Mp é distinta nas quatro bandas de   idade (<a href="#f4">Figura 4</a>), apresentando-se mais acentuada esta diferença na banda dos 9-10   anos. </font></p>     <p>&nbsp;</p> <font face="Verdana"><b><font size="3">DISCUSSÃO</font></b> <font size="2">      <p>&nbsp;</p>     <p>Com este estudo pretendemos verificar o efeito da PM, da PP, da idade e do    sexo na CM de crianças entre os 4 e os 12 anos.</p> <b>Lateralidade</b>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os resultados revelaram, quanto à PM, que as crianças fortemente destrímanas    demonstraram um melhor desempenho na DM e nas HB com a sua Mp, comparativamente    às crianças fortemente sinistrómanas. Por sua vez, as crianças fortemente sinistrómanas    apresentaram um melhor desempenho com a sua MNp na DM. Relativamente à PP, as    crianças com PP esquerda demonstraram um melhor EE com o seu PNp, comparativamente    às crianças com PP direita. Ao observar um efeito da PM na DM, o nosso estudo    confirma os resultados de estudos anteriores (Hill &amp; Khanem, 2009; Vasconcelos,    1993). Embora os autores tenham aplicado outros instrumentos de avaliação da    DM, estes verificaram uma melhor proficiência das crianças destrímanas comparativamente    às sinistrómanas, ao nível da Mp. O mesmo se confirmou no que respeita à MNp    na DM, em que os sinistrómanos demonstram melhor performance que os destrímanos.    Baseados na ideia suportada por Steenhuis e Bryden (1999), que verificaram que    os sinistrómanos não são tão lateralizados quanto os destrímanos, tais resultados    sugerem que, apresentando os sinistrómanos uma menor assimetria motora funcional,    estes poderão apresentar um melhor desempenho com a sua MNp. Esta hipótese,    partilhada mais tarde por Sainburg (2002), denomina-se hipótese dinâmica da    dominância na lateralização motora e foi recentemente confirmada em participantes    sinistrómanos (Przybyla, Good, &amp; Sainburg, 2012). Os resultados deste estudo    demonstraram que os sinistrómanos, nas tarefas motoras, apresentam um padrão    de controlo neuromuscular dos movimentos semelhante ao dos destrímanos. Todavia,    no que respeita ao membro não preferido, os sinistrómanos desenvolveram um controlo    dos movimentos mais coordenado do que os destrímanos, resultando numa assimetria    menos acentuada na sua coordenação intersegmentar, apesar de manterem a prevalência    da Mp sobre a MNP, na manifestação da preferência, como têm demonstrado estudos    como os de Rodrigues, Lamboglia, Cabral, Barreiros e Vasconcelos (2009). Apesar    da menor assimetria, não só na manifestação da preferência mas também na expressão    da proficiência, também os sinistrómanos têm apresentado um desempenho superior    da sua Mp no desempenho de tarefas de CM (Gurd et al., 2006). Como foi já referido,    esta menor lateralização dos sinistrómanos poderá resultar de uma menor intensidade    na preferência pelo uso da Mp como resultado de uma maior frequência no uso    da MNp, consequência da vivência num mundo favorecendo o uso do lado direito    (&quot;<i>right-based world</i>&quot;, Porac &amp; Coren, 1981). Por outro lado,    concordamos com Swinnen, Jardin e Meulenbroek (1996), que justificam os melhores    desempenhos dos destrímanos com a sua Mp referindo o facto de estes usarem quase    sempre esta mão nas atividades unimanuais e raramente recorrerem à sua MNp.    Contrariamente, os sinistrómanos, devido ao facto de viveram num mundo “enviesado”    à direita, utilizam com alguma frequência a sua MNp, sendo então esta mais proficiente    do que a MNp dos destrímanos. Em consequência, verifica-se uma menor assimetria    funcional nos sinistrómanos e alguma perda de funcionalidade da sua Mp. Isto    é, os sinistrómanos são “menos sinistrómanos” dos que os destrímanos são destrímanos.</p> <b>Sexo</b>      <p>Quanto ao fator sexo, verificaram-se diferenças na DM com a MNp e no EE com    o PNp, apresentando o sexo feminino um melhor desempenho do que o sexo masculino.    O melhor desempenho na DM por parte do sexo feminino corrobora com vários estudos    (Brito &amp; Santos-Morales, 2002; Ruiz &amp; Graupera, 2003; Sigmundsson &amp;    Rostoft, 2003; Vedul-Kjelsås, Stensdotter, &amp; Sigmundsson, 2012), tal como    o Eq (Chow et al., 2006; Lam, Ip, Lui, &amp; Koong, 2003; Lejarraga et al.,    2002; Nolan, Grigorenko, &amp; Thorstensson, 2005). No entanto, alguns estudos    não verificaram diferenças entre sexos na DM (Vedul-Kjelsås et al., 2012) e    no equilíbrio (Kourtessis et al., 2008; Shala, 2009; Van Waelvelde, Peersman,    Lenoir, Smits Engelsman, &amp; Henderson, 2008; Venetsanou &amp; Kambas, 2010).    Tal como alguns autores, não encontramos diferenças significativas entre os    sexos nas HB (Sigmundsson &amp; Rostoft, 2003). Contrariamente aos nossos resultados,    diversas investigações verificaram um melhor desempenho nas HB por parte dos    rapazes com diferenças significativas (Chow et al., 2006; Engel-Yeger et al.,    2010; Livesey et al., 2007; Ruiz &amp; Graupera, 2003; Vedul-Kjelsås et al.,    2012). As questões de âmbito cultural foram, em geral, apontadas como justificação    para os resultados encontrados nestas investigações. Relativamente ao nosso    estudo, como possível explicação, sugerimos que a falta de espaços recreativos    e desportivos apropriados para a realização de jogos com bola dos meninos estudados    na nossa amostra poderá justificar as semelhanças encontradas nas HB entre os    sexos. </p>     <p>No caso do nosso estudo, pensamos que as diferenças entre os sexos relativas    ao membro não preferido, nos testes de DM e de EE, poderão ter origem no envolvimento    sociocultural onde a criança se insere. No geral, as raparigas tendem a ser    mais estimuladas para tarefas que requerem DM, nomeadamente, para a realização    de tarefas que requerem DM fina, por exemplo, a elaboração de colares, a reprodução    e recorte de desenhos projetados em papel, fazer penteados (como tranças), bordados    e enfeites. Por outro lado, elas tendem a realizar mais jogos recreativos ou    tradicionais que apelam ao desenvolvimento do Eq (estático e dinâmico), nomeadamente    jogos como o macaquinho chinês, a estátua, a macaca, saltar à corda, entre outros.    A DM e o EE podem ser desenvolvidos em atividades executadas com ambos os membros    ou apenas com um, podendo ser mais evidente a diferença entre o sexo masculino    e feminino com o membro não preferido mais estimulado pelas meninas. </p>     <p>Por outro lado, os nossos resultados podem ser complementados pelos de Roeder    et al. (2008) que verificaram uma menor assimetria funcional nas meninas relativamente    aos meninos. Neste estudo foi aplicado o PANESS (Physical Neurological Assessment    of Subtle Signs - Exame físico e neurológico de sinais subtis) a 130 crianças    destrímanas (65 meninos e 65 meninas), dos 7 aos 14 anos, que realizaram tarefas    cronometradas com o pé, mão e dedo. Os resultados revelaram um efeito do sexo,    revelando os meninos uma maior diferença entre o lado direito e esquerdo. Os    autores justificaram os resultados referindo-se a uma maturação mais precoce,    nas meninas, das estruturas cerebrais que suportam a CM e a velocidade.</p> <b>Idade</b>      <p>No que respeita à idade constatamos que o grupo de crianças mais novas (banda    1) apresenta, para a sua idade, um melhor desempenho na DM com a Mp e com a    MNp. O mesmo verificou-se nas HB com a MNp. A banda de idade 2 apresentou um    melhor EE, para a sua idade, com o Pp e com o PNp, seguindo-se as bandas 3 e    4. As idades mais avançadas apresentaram piores resultados, para a sua idade,    na DM, nas HB e no EE. Estes resultados corroboram com algumas investigações    neste âmbito realizadas com o M-ABC, em que as crianças mais velhas apresentaram    piores desempenhos na coordenação motora (Engel-Yeger et al., 2010; Ruiz &amp;    Graupera, 2003; Silva &amp; Beltrame, 2013; Valentini et al., 2012). Contrariamente,    outros estudos com o M-ABC verificaram um melhor desempenho por parte das crianças    mais velhas (Chow et al., 2006; Henderson &amp; Sugden, 1992; Livesey et al.,    2007b). Uma possível interpretação para os nossos resultados, no que respeita    à DM, baseia-se na observação das brincadeiras e atividades lúdicas das crianças    da nossa amostra, despendendo as crianças mais novas maiores períodos de tempo    em atividades que solicitam a DM, as HB e o EE. Além disso, estas experimentam    também uma maior diversidade de ações motoras envolvendo as referidas capacidades.    Estas atividades, de âmbito recreativo e contextualizadas também no período    de tempo destinado à Educação Física, são bastante desenvolvidas na idade pré-escolar.    Nesta fase, as crianças possuem muito tempo para as brincadeiras e jogos, nomeadamente    com bola, e os professores dispõem de períodos mais alargados de tempo para    as estimular e envolver de forma mais intensa nas aprendizagens motoras, com    o correspondente desenvolvimento dos padrões básicos do movimento e das respetivas    capacidades motoras. Por outro lado, ao entrarem no 1º Ciclo ou deste para o    2º Ciclo, as crianças acabam por direcionar essencialmente o seu tempo para    as tarefas cognitivas, como a aprendizagem e o desenvolvimento da leitura, da    interpretação de textos, da escrita e do cálculo, possuindo menos tempo para    se envolver em atividades lúdicas. Outro aspeto que nos parece importante referir    na interpretação das diferenças encontradas entre a banda 1 e as outras bandas,    é o facto de termos constatado que nas Escolas do Agrupamento da nossa amostra    os alunos apenas começam a ter a disciplina de Educação Física a partir do 4º    ano (isto é, a partir dos 9-10 anos de idade). Por outro lado, nas turmas do    1º Ciclo às quais foi aplicado o M-ABC, a expressão físico-motora não é desenvolvida    pela maioria dos professores do 1º Ciclo, evocando argumentos tais como o extenso    conteúdo curricular nas outras áreas (Português, Matemática e Estudo do Meio),    a falta de habilitação e de motivação para lecionar esta componente e, principalmente,    a limitação, inadequação ou inexistência de espaços recreativos e desportivos,    assim como falta de materiais lúdicos e desportivos. Todo este contexto ambiental    e educativo parece justificar os resultados encontrados, levando a que os mais    novos apresentem, para a sua idade, melhores desempenhos na DM do que os mais    velhos. Hirtz e Hultz (1987) referem que é entre os 6 e os 9 anos que as crianças    se encontram mais disponíveis para a aquisição e desenvolvimento das capacidades    coordenativas, uma vez que nesta fase acontece uma rápida maturação do sistema    nervoso central. Assim, as crianças da nossa amostra parecem não possuir uma    estimulação suficiente em idades cujo desenvolvimento da CM é fundamental. Apenas    por volta dos 10 anos é que estas crianças voltam a ser estimuladas na escola    no sentido de desenvolver os padrões motores básicos e aprender algumas habilidades    motoras, que deveriam ter sido desenvolvidos e aprendidas mais cedo. Assim,    quando chegam aos 12 anos, elas não apresentam a eficiência que normalmente    deveriam demonstrar a nível coordenativo, caso tivesse ocorrido uma estimulação    frequente e diversificada ao longo do 1º Ciclo de ensino. Mais uma vez sugerimos    que tal ocorrência poderá explicar o motivo pelo qual as crianças mais velhas    apresentaram, para a sua idade, um pior desempenho motor comparativamente às    mais novas. Por outro lado, a banda de idade 2 foi aquela que apresentou melhor    EE, comparativamente aos restantes grupos de idade. Este resultado pode-se justificar    pelo desenvolvimento maturacional da criança de 7-8 anos comparativamente à    criança de 4-6 anos e pela escassa estimulação desta capacidade nas restantes    bandas de idade subsequentes (9-10 anos e 11-12 anos).</p>     <p>&nbsp;</p> </font> <font size="3"><b>CONCLUSÕES</b></font> <font size="2">     <p>Concluímos que a PM, o sexo e a idade pos­suem efeitos significativos na CM    das crianças entre os 4 e os 12 anos de idade. Verificamos que as crianças fortemente    destrímanas demonstraram um melhor desempenho na DM e nas HB com a sua Mp e    as crianças fortemente sinistrómanas apresentam um melhor desempenho com a sua    MNp na DM. As crianças com PP esquerda apresentam um melhor EE com o seu PNp    do que as crianças com PP direita. O sexo feminino apresentou melhor DM com    a MNp e melhor EE com o PNp do que o sexo masculino. Observamos ainda um melhor    desempenho da DM, das HB e do EE nas crianças pertencentes às bandas de idade    mais novas. Sugerimos mais investigações neste âmbito englobando a comparação    de sujeitos fortemente lateralizados versus sujeitos fracamente lateralizados,    à esquerda e à direita, de modo a compreender melhor a relação entre a PM e    a CM. Por outro lado, sugerimos mais estudos no sentido de clarificar o efeito    da idade e do tipo de envolvimento e de estimulação motora nos vários parâmetros    da CM, em crianças do 1º e 2º Ciclos de ensino. Independentemente da preferência    lateral, da idade ou do sexo, pensamos que é essencial proporcionar às crianças    diversas experiências motoras desde os primeiros anos de vida, de modo a desenvolver    o seu reportório motor, permitindo-lhes desempenhos mais proficientes e aprendizagens    motoras mais eficazes e, sobretudo, mais eficientes ao longo da sua vida.</p> </font>      <p>&nbsp;</p> <font size="3"><b>REFERÊNCIAS</b></font> <font size="2">     <!-- ref --><p>Annett, M. (1985). <i>Left, right hand and brain: The right shift theory</i>.    London: Lawrence Erlbaum Associates.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S1646-107X201400020000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Annett, M. (2004). Hand preference observed in large healthy samples: classification,    norms and interpretations of increased non-right handedness by the right shift    theory. <i>British Journal of Psychology, 95</i>(3), 339-353.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S1646-107X201400020000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Annett, M., &amp; Kilshaw, D. (1983). Right- and left-hand skill II: Estimating    the parameters of the distribution of L-R differences in males and females.    <i>British Journal of Psychology, 74</i>(Pt 2), 269-283.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S1646-107X201400020000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Bagi, J., Kudachi, P., &amp; Goudar, S. (2011). Influence of motor task on    handedness. <i>Al Ameen Journal of Medical Sciences, 4</i>(1), 87-91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S1646-107X201400020000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bishop, D. V., Ross, V., Daniels, M. S., &amp; Bright, P. (1996). The measurement    of hand preference: A validation study comparing three groups of right-handers.    <i>British Journal of Psychology, 87</i>(2), 269-285.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S1646-107X201400020000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Blank, R., Smits-Engelsman, B., Polatajko, H., &amp; Wilson, P. (2012). European    Academy for Childhood Disability (EACD): Recommendations on the definition,    diagnosis and intervention of developmental coordination disorder (long version).    <i>Developmental Medicine &amp; Child Neurology, 54</i>(1), 54-93. doi: 10.1111/j.1469-8749.2011.04171.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S1646-107X201400020000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Brito, G. N., &amp; Santos-Morales, T. R. (2002). Developmental norms for the    Gardner Steadiness Test and the Purdue Pegboard: A study with children of a    metropolitan school in Brazil. <i>Brazilian Journal of Medical and Biological    Research, 35</i>, 931-949. doi: 10.1590/S0100-879X2002000800011 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1646-107X201400020000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cardoso, J., Silva, A., Silva, M., &amp; Vasconcelos, O. (2009). Contributo    para a validação da bateria de avaliação Movement Assessment Battery for Children    para a população Portuguesa. In L. P. Rodrigues, L. Saraiva, J. Barreiros &amp;    O. Vasconcelos (Eds.), <i>Estudos em Desenvolvimento Motor II </i>(pp. 147-155).    Viana do Castelo: ESE-IPVC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S1646-107X201400020000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Carlier, M., Doyen, A. L., &amp; Lamard, C. (2006). Midline crossing: Developmental    trend from 3 to 10 years of age in a preferential Card-reaching task. <i>Brain    and Cognition, 61</i>(3), 255-261.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S1646-107X201400020000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Chow, S. M. K., Yung-Wen, H., Henderson, S. E., Barnett, A. L., &amp; Sing    Kai, L. (2006). The Movement ABC: A cross-cultural comparison of preschool children    from Hong Kong, Taiwan, and the USA. <i>Adapted Physical Activity Quarterly,    23</i>(1), 31-48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S1646-107X201400020000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Engel-Yeger, B., Rosenblum, S., &amp; Josman, N. (2010). Movement Assessment    Battery for Children (M-ABC): Establishing construct validity for Israeli children.    <i>Research in Developmental Disabilities, 31</i>(1), 87-96. doi: 10.1016/j.ridd.2009.08.001&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S1646-107X201400020000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Giagazoglu, P., Potiadou, E., Angelopoulou, N. Tsikoulas, J. &amp; Tsimaras,    V. (2001). Gross and fine motor skills of left-handed preschool children. <i>Perceptual    and Motor Skills, 92</i>, 1122-1128. doi: 10.2466/PMS.92.3.1122-1128 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1646-107X201400020000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gorynia, I., &amp; Egenter, D. (2000). Intermanual coordination in relation    to handedness, familial sinistrality and lateral preferences. <i>Cortex, 36</i>(1),    1-18. doi: 10.1016/S0010-9452(08)70832-3&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1646-107X201400020000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gurd, J. M., Schulz, J., Cherkas, L., &amp; Ebers, G. C. (2006). Hand preference    and performance in 20 pairs of monozygotic twins with discordant handedness.    <i>Cortex, 42</i>(6), 934-945. doi: 10.1016/S0010-9452(08)70438-6&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1646-107X201400020000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hart, S., &amp; Gabbard, C. (1996). Brief communication: Bilateral footedness    and task complexity. <i>The International Journal of Neuroscience, 88</i>(1-2),    141-146.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1646-107X201400020000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Hausmann, M., Kirk, I. J., &amp; Corballis, M. C. (2004). Influence of task    complexity on manual asymmetries. <i>Cortex, 40</i>(1), 103-110.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1646-107X201400020000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Henderson, S. E., &amp; Sugden, D.A. (1992). <i>Movement assessment battery    for children: Manual</i>. Londres: Psychological Corporation.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1646-107X201400020000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hill, E. L., &amp; Khanem, F. (2009). The development of hand preference in    children: The effect of task demands and links with manual dexterity. <i>Brain    and Cognition, 71</i>(2), 99-107. doi: 10.1016/j.bandc.2009.04.006&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1646-107X201400020000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hirtz, P., &amp; Hultz, D. (1987). Como aperfeiçoar as capacidades coordenativas:    Exemplos concretos. <i>Horizonte, 3</i>(17), 166-171.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1646-107X201400020000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Judge, J, &amp; Stirling, J. (2003). Fine motor skill performance in left-    and right-handers: Evidence of an advantage for left-handers. <i>Laterality,    8</i>(4), 297-306. doi: 10.1080/13576500342000022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1646-107X201400020000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kastner-Koller, U., Deimann, P. &amp; Bruckner, J. (2007). Assessing handedness    in pre-schoolers: Construction and initial validation of a hand preference test    for 4-6-year-olds. <i>Psychology Science, 49</i>(3), 239-254.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1646-107X201400020000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kourtessis, T., Thomaidou, E., Liveri-Kantere, A., Michalopoulou, M., Kourtessis,    K., &amp; Kioumourtzoglou, E. (2008). Prevalence of developmental coordination    disorder among Greek children with learning disabilities. <i>European Psychomotricity    Journal, 1</i>(2), 10-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1646-107X201400020000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Lam, M .Y., Ip, M. H., Lui, P. K., &amp; Koong, M. K. (2003). How teachers    can assess kindergarten children's motor performance in Hong Kong. <i>Early    Child Development and Care, 173</i>(1), 109-118. doi: 10.1080/0300443022000022468  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1646-107X201400020000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lejarraga, H., Pascucci, M. C., Krupitzky, S., Kelmansky, D., Bianco, A., Martinez,    E., ... Cameron, N. (2002). Psychomotor development in Argentinean children    aged 0-5 years. <i>Paediatric Perinatal Epidemiology, 16</i>, 47-60. doi: 10.1046/j.1365-3016.2002.00388.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1646-107X201400020000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Livesey, D., Coleman, R., &amp; Piek, J. (2007). Performance on the Movement    Assessment Battery for Children by Australian 3- to 5-year-old children. <i>Child:    Care, Health and Development, 33</i>(6), 713-719. doi: 10.1111/j.1365-2214.2007.00733.x  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1646-107X201400020000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>McManus, I. C. (1985). Handedness, language dominance and aphasia: A genetic    model. <i>Psychological Medicine Monographs Supplement, 8</i>, 1-140.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1646-107X201400020000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>McManus, I. C. (2002). <i>Right hand, left hand: The origins of asymmetry in    brains, bodies, atoms and cultures</i>. Londres: Weidenfeld and Nicolson.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1646-107X201400020000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Nolan, L., Grigorenko, A., &amp; Thorstensson, A. (2005). Balance control:    Sex and age differences in 9- to 16-year-olds. <i>Developmental Medicine &amp;    Child Neurology, 47</i>(7), 449-454. doi: 10.1017/S0012162205000873&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1646-107X201400020000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Porac, C., &amp; Coren, S. (1981). <i>Lateral preferences and human behavior</i>.    New York: Springer.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1646-107X201400020000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Porac, C., Rees, L., &amp; Buller, T. (1990). Switching hands: A place for    left hand use in a right hand world. In S. Coren (Ed.), <i>Left handedness:    Behavioural implications and abnormalities</i>. Amsterdam: Elsevier Science.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1646-107X201400020000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Przybyla, A., Good, D. C., &amp; Sainburg, R. L. (2012). Dynamic dominance    varies with handedness: reduced interlimb asymmetries in left-handers. <i>Experimental    Brain Research. Experimentelle Hirnforschung. Experimentation Cerebrale, 216</i>(3),    419-431. doi: 10.1007/s00221-011-2946-y&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1646-107X201400020000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Rodrigues, P., Lamboglia, C., Cabral, I., Barreiros, J., &amp; Vasconcelos,    O. (2009). <i>Degree of hand preference in right- and left-handers: Life-span    age trends</i>. Poster presented at The International Seminar Challenges to    Sport Sciences, Porto, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1646-107X201400020000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Roeder, M. B., Mahone, E. M., Larson, J. G., Mostofsky, S. H., Cutting, L.    E., Goldberg, M. C., &amp; Denckla, M. B. (2008). Left-right differences on    timed motor examination in children. <i>Child Neuropsychology, 14</i>(3), 249-262.    doi: 10.1080/09297040701370016&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1646-107X201400020000300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Rousson, V., Gasser, T., Caflisch, J., &amp; Jenni, O. G. (2009). Neuromotor    performance of normally developing left-handed children and adolescents. <i>Human    Movement Science, 28</i>(6), 809-817. doi: 10.1016/j.humov.2009.06.001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1646-107X201400020000300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Ruiz, M. L. &amp; Graupera, J. L. (2003). Competência motriz y género entre    escolares españoles. <i>Revista Internacional de Medicina y Ciência de la Actividad    Física y el Deporte, 3</i>(10), 101-111.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1646-107X201400020000300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Sainburg, R. L. (2002). Evidence for a dynamic-dominance hypothesis of handedness.    <i>Experimental Brain Research. Experimentelle Hirnforschung. Experimentation    Cerebrale, 142</i>(2), 241-258. doi 10.1007/s00221-001-0913-8&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1646-107X201400020000300036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Schmidt, S. L., Oliveira, R. M., Krahe, T. E., &amp; Filgueiras, C. C. (2000).    The effects of hand preference and gender on finger tapping performance asymmetry    by the use of an infra-red light measurement device. <i>Neuropsychologia, 38</i>(5),    529-534.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1646-107X201400020000300037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Shala, M. (2009). Assessing gross motor skills of Kosovar preschool children.    <i>Early Child Development and Care, 179</i>(7), 969-976. doi: 10.1080/03004430701667452  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1646-107X201400020000300038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Sigmundsson, H., &amp; Rostoft, M. S. (2003). Motor development: Exploring    the motor competence of 4-year-old Norwegian children. <i>Scandinavian Journal    of Educational Research, 47</i>(4), 451-459. doi: org/10.1080/00313830308588&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S1646-107X201400020000300039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Silva, J., &amp; Beltrame, T. (2013). Indicativo de transtorno do desenvolvimento    da coordenação de escolares com idade entre os 7 e os 10 anos. <i>Revista Brasileira    de Ciência do Esporte, 35</i>(1), 3-14. doi: 10.1590/S0101-32892013000100002&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1646-107X201400020000300040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Steenhuis, R. E., &amp; Bryden, M. P. (1999). The relation between hand preference    and hand performance: What you get depends on what you measure. <i>Laterality,    4</i>(1), 3-26. doi: 10.1080/713754324&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S1646-107X201400020000300041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Swinnen, S. P., Jardin, K., &amp; Meulenbroek, R. (1996). Between-limb asynchronies    during bimanual coordination: Effects of manual dominance and attentional cueing.    <i>Neuropsychologia, 34</i>(12), 1203-1213.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S1646-107X201400020000300042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Valentini, N. C., Coutinho, M. T. C., Pansera, S. M., Santos, V. A. P., Vieira,    J. L. L., Ramalho, M. H., &amp; Oliveira, M. A. (2012). Prevalência de déficits    motores e desordem coordenativa desenvolvimental em crianças da região Sul do    Brasil. <i>Revista Paulista de Pediatria, 30</i>(3), 377-384. doi: 10.1590/S0103-05822012000300011&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S1646-107X201400020000300043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Van Waelvelde, H., Peersman, W., Lenoir, M., Smits Engelsman, B. C., &amp;    Henderson, S. E. (2008). The movement assessment battery for children: Similarities    and differences between 4- and 5-year-old children from Flanders and the United    States. <i>Pediatric Physical Therapy, 20</i>, 30-38. doi: 10.1097/PEP.0b013e31815ee2b2&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S1646-107X201400020000300044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Vasconcelos, O. (1993). Asymmetries of manual motor response in relation to    age, sex, handedness, and occupational activities. <i>Perceptual and Motor Skills,    77</i>(2), 691-700.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S1646-107X201400020000300045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Vedul-Kjelsås, V., Stensdotter, A., &amp; Sigmundsson, H. (2012). Motor Competence    in 11-Year-Old Boys and Girls. <i>Scandinavian Journal of Educational Research,    57</i>(5), 1-10. doi: 10.1080/00313831.2012.732603 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S1646-107X201400020000300046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Venetsanou, F., &amp; Kambas, A. (2010). Environmental factors affecting preschoolers'    motor development. <i>Early Childhood Education Journal, 37</i>(4), 319-327.    doi: 10.1007/s10643-009-0350-z&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S1646-107X201400020000300047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> </font></font>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="end"></a><a href="#topo">*</a><i>Autor    correspondente</i>: Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, Rua Doutor    Pl&aacute;cido da Costa, 91, 4200-450 Porto, Portugal; <i>E-mail</i>: <a href="mailto:cidaliadefreitas@sapo.pt">cidaliadefreitas@sapo.pt</a>    </font></p>     <p>&nbsp;</p> <font face="Verdana"><font size="2">     <p><b>Agradecimentos:    <br>   </b>Nada a declarar.    <br>   <b>Conflito de Interesses:    <br>   </b>Nada a declarar.    <br>   <b>Financiamento:    <br>   </b>Nada a declarar.</p>     <p>Artigo recebido a 16.12.2012; 1&ordf; Revis&atilde;o 13.05.2013; 2&ordf; Revis&atilde;o    18.10.2013; Aceite 12.01.2014</p> </font></font>      ]]></body>
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