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<article-id>S1646-107X2014000200012</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Revisões sistemáticas em desporto e saúde: Orientações para o planeamento, elaboração, redação e avaliação]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Guidelines for planning, conducting, reporting and evaluating: Systematic Reviews in Sport and Health]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Reliable summaries of the available evidence are essential to help researchers and practitioners make well-informed decisions. For this reason, the quality of the final result depends on the accuracy in each stage of the development of a systematic review. The aim of the present study is to draw guidelines and recommendations for planning, conducting, reporting and evaluating systematic reviews that support the work of researchers and reviewers. Initially, we address the main characteristics and differences of a systematic review compared to other literature reviews. Then, we describe the main procedures and concerns to be considered in each phase of developing a systematic review. Finally, we present a commented version of a checklist for reporting systematic reviews and guide the reader. We intend to contribute to the set of standards for the structure and quality of knowledge published in review papers, in the fields of Sport and Health, which support more informed decisions.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <font face="Verdana" size="2">     <p align="right"><b>ARTIGO DE REVIS&Atilde;O</b></p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Revisões sistemáticas em desporto e saúde: Orientações   para o planeamento, elaboração, redação e avaliação</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Guidelines for planning, conducting, reporting   and evaluating Systematic Reviews in Sport and Health</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Teresa Bento<sup>1,2,<a name="topo"></a><a href="#end">*</a></sup> </b></p>     <p><sup>1</sup><i>Escola Superior de Desporto de Rio Maior,   IPS, Rio Maior, Portugal    <br>   </i><sup>2</sup><i>Centro de Investigação em Desporto, Saúde e Desenvolvimento Humano (CIDESD), Vila Real, Portugal</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Sumários da evidência disponível que sejam credíveis     são fundamentais para o apoio à tomada de decisão de investigadores e     profissionais no desempenho do seu trabalho. Por esta razão, a qualidade do     trabalho final deve depender e refletir o rigor aplicado em todas as etapas de     elaboração dos trabalhos de revisão. O objetivo do presente trabalho é compilar     orientações e recomendações para o planeamento, elaboração e redação de     revisões sistemáticas, que sirvam de apoio à melhor consecução do trabalho de     investigadores e revisores. Inicialmente situam-se os trabalhos de revisão     sistemática no âmbito de outros trabalhos de síntese da literatura,     identificando as suas características distintivas. Posteriormente,     apresentam-se as etapas de desenvolvimento de trabalhos de revisão sistemática,     destacando-se as principais preocupações e cuidados no cumprimento de cada uma.     Finalmente, será apresentada uma versão comentada de uma <i>checklist</i> de     redação de estudos, que facilite a redação de futuros trabalhos desta natureza.     Pretende-se descrever as principais tarefas e preocupações em cada fase de     elaboração de revisões sistemáticas no sentido de contribuir para a uniformização     da estrutura dos trabalhos bem como da qualidade dos mesmos, de modo a que o     conhecimento disponível em sínteses da literatura constitua uma fonte fiável de fundamento para a tomada de decisão.</p>     <p><b>Palavras-chave: </b>revisão sistemática, recomendações, metodologia da investigação, síntese</p> <hr size="1">     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Reliable summaries of the available     evidence are essential to help researchers and practitioners make well-informed     decisions. For this reason, the quality of the final result depends on the     accuracy in each stage of the development of a systematic review. The aim of     the present study is to draw guidelines and recommendations for planning,     conducting, reporting and evaluating systematic reviews that support the work     of researchers and reviewers. Initially, we address the main characteristics     and differences of a systematic review compared to other literature reviews.     Then, we describe the main procedures and concerns to be considered in each     phase of developing a systematic review. Finally, we present a commented     version of a checklist for reporting systematic reviews and guide the reader.     We intend to contribute to the set of standards for the structure and quality     of knowledge published in review papers, in the fields of Sport and Health, which support more informed decisions.</p>     <p><b>Keywords: </b>systematic review, guidelines, research methodology, synthesis</p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODUÇÃO</b></font><font face="Verdana" size="2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De acordo com a Fundação Cochrane (Higgins &amp; Green,     2011), a revisão sistemática é uma forma de executar sínteses da literatura     abrangentes e de forma não tendenciosa, ou seja, obedecendo a um método e     critérios de seleção explícitos. Trata-se de um estudo secundário, na medida em     que os sujeitos da investigação são estudos primários (unidades de análise). </p>     <p>Em oposição, por revisão narrativa, o tipo de revisões de     literatura ditas “tradicionais”, entende-se um trabalho de síntese que tende a     ser de natureza descritiva e informativa, e que não envolve uma pesquisa     sistemática da literatura (Uman, 2011). Por esta razão, às revisões narrativas     podem apontar-se questões como a existência de vieses de seleção, já que estas     podem restringir a sua amostra a estudos “disponíveis” numa determinada área, a     estudos com resultados dentro do “expectável” (já que estudos com resultados     contrários ao “expectável” têm tendência a não ser publicados), ou a estudos     selecionados de acordo com o critério/conveniência do autor (Dubben &amp;   Beck-Bornholdt, 2005). Deste modo, as revisões narrativas poderão não ajudar a     clarificar a tendência dos resultados de forma a orientar a prática ou futuras     investigações, como seria de esperar. </p>     <p>As revisões sistemáticas destacam-se ainda das revisões     narrativas pelo facto de pretenderem ser exaustivas e replicáveis por outros     investigadores e permitirem a utilização de métodos estatísticos no processo de     revisão com o intuito de analisar e sumariar os resultados dos estudos (caso     das revisões sistemáticas com meta-análise).</p>     <p>De acordo com Bastian, Glasziou e Chalmers (2010), na área     da saúde estima-se que diariamente sejam publicados cerca de 75 ensaios e 11     revisões sistemáticas. Assim, sumários da evidência disponível que sejam     fiáveis e precisos revelam-se, não só importantes, como fundamentais para a     tomada de decisão de investigadores e profissionais no desempenho do seu     trabalho. Por esta constante necessidade de atualização do conhecimento     científico disponível, as revisões sistemáticas são cada vez mais valorizadas     pela comunidade científica.</p>     <p>A qualidade do conhecimento disponível em revisões     sistemáticas é da responsabilidade dos investigadores, dos corpos editoriais, e     ainda dos profissionais que a elas recorrem como fonte de informação. Para     Moher e colegas (Moher, Liberati, Tetzlaff, &amp; Altman, 2009) a qualidade de     uma revisão sistemática, não se resume ao produto final, mas exige que todas as     etapas de elaboração se revistam de preocupações que permitam, a cada passo,     ter certezas relativamente à qualidade do trabalho que se desenvolve. </p>     <p>Perante o exposto, o objetivo central do presente artigo é   sintetizar orientações e recomendações para o planeamento, elaboração e redação     de revisões sistemáticas no âmbito das ciências do desporto e da saúde. Como     destinatários desta informação estarão todos os investigadores que pretendam     realizar trabalhos de síntese de literatura de acordo com o método sistemático,     bem como os revisores que necessitam de apoio à melhor decisão de publicação de     revisões sistemáticas.</p>     <p>Mais especificamente, este documento pretende: i) Situar os     trabalhos de revisão sistemática no âmbito de outros trabalhos de síntese da     literatura, identificando as suas características distintivas; ii) Enumerar as     etapas de desenvolvimento de trabalhos de revisão sistemática, destacando as     principais preocupações e cuidados no cumprimento de cada uma delas; iii)     Apresentar a adaptação de uma <i>checklist</i> de redação de estudos, por forma     a constituir documentação de apoio que facilite a redação de futuros trabalhos     desta natureza.</p> <b>Desenvolvimento</b>     <p>Nesta seção pretende-se, seguindo a lógica das etapas de     desenvolvimento do trabalho e a sequência dos itens a incluir na redação de uma     revisão sistemática, apresentar orientações e recomendações para o cumprimento     das mesmas.</p>     <p>Apesar de existirem outras entidades que descrevem as fases     de elaboração de uma revisão sistemática, como é o caso do National Health     Service United Kingdom (NHS UK), ou o Centre for Reviews and Dissemination     (CRD), tomamos como referência a sequência das etapas tal como preconizadas     pelo método definido por Cochrane (Higgins &amp; Green, 2011), e que são as     seguintes: 1. Formulação da pergunta; 2. Localização e seleção dos estudos em     bases de dados; 3. Avaliação crítica dos estudos; 4. Recolha de dados; 5. Análise     e apresentação dos dados; 6. Interpretação dos dados; e, 7. Aperfeiçoamento e     atualização da revisão.</p>     <p>Teremos também em consideração as orientações da PRISMA     (Moher et al., 2009) para a redação das revisões sistemáticas, da qual,     apresentamos uma versão adaptada e comentada, no final do documento (Anexo I).</p> <b>A - Planeamento da revisão</b>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Avaliação da realização da revisão, definição do âmbito, enquadramento e objetivos da revisão sistemática</p>     <p>Antes de iniciar um trabalho de revisão sistemática, deverá     ser avaliada a necessidade de realização da mesma. Esta tarefa implica a realização     de uma pesquisa exploratória sobre o assunto. Esta pesquisa exploratória, passa     pela identificação de revisões publicadas (sistemáticas ou não), e pela leitura     atenta das seções “limitações” e “conclusões” das mesmas. Se bem redigidos, os     trabalhos anteriores permitirão identificar que lacunas do conhecimento estão     por preencher, no que às revisões sistemáticas diz respeito, já que os autores     deverão referir-se às “implicações para a prática e investigações futuras” nos     seus trabalhos. </p>     <p>Da pesquisa exploratória, podem surgir resultados que nos     indicam que não existem trabalhos de revisão sobre o assunto, pelo que poderá   ser pertinente a sua realização. Neste caso, será fundamental avançar para a     pesquisa do manancial de estudos primários que justifiquem a elaboração do     trabalho. Numa outra perspetiva, poderão já existir trabalhos de revisão sobre     o assunto, mas que apresentam argumentos para a realização de uma atualização     do conhecimento na matéria de estudo. </p>     <p>Em qualquer uma das situações, a necessidade de realização     de um trabalho de síntese deve ser devidamente justificada, fundamentada e     enquadrada no âmbito das revisões já publicadas sobre o assunto, não sendo     suficiente dizer da necessidade de “mais” conhecimento sobre o mesmo, já que se     tratam de situações diferentes: uma a necessidade de saber “mais”, outra a     necessidade de reunir a informação disponível sobre o tema.</p>     <p>Será determinante, nesta altura, definir o âmbito, ou o     alcance que se pretende com o estudo. Definir se é intenção realizar a secção     de Revisão ou Enquadramento da uma tese, realizar um trabalho de cariz mais     técnico, publicar o trabalho numa revista de impacto internacional, ou outro.     Esta definição do âmbito irá, como veremos adiante, ser essencial para a definição     da estratégia de pesquisa, dos critérios de inclusão e exclusão, entre outros.</p>     <p>Noutras situações ainda, poderá verificar-se que, por     iniciativa do corpo editorial de uma revista, seja solicitada a um investigador     (ou equipa de investigadores) de reconhecido mérito científico numa área, a     elaboração de um trabalho de síntese sobre um tópico específico, onde é notória     a necessidade da mesma. </p>     <p>Definição da questão de pesquisa</p>     <p>À semelhança de um estudo empírico, o objetivo primordial da     revisão sistemática é levantar questões acerca de determinado tema, procurando     a sua resposta objetiva (Higgins &amp; Green, 2011). Assim, será necessário     definir, de forma muito concreta, a questão que se pretende ver respondida com     o trabalho. Esta tarefa, que corresponderá à “Etapa 1 – Formulação da     Pergunta”, segundo a Fundação Cochrane, implica que seja estruturada a questão     como resposta aos seguintes tópicos: Identificação da população em estudo (em     inglês: <i>population</i>); Tipo de intervenção (em inglês: <i>intervention</i>);     Tipo de análise (em inglês: <i>comparison</i>); Variáveis avaliadas, ou o     resultado espectável (em inglês: <i>outcomes</i>) e Desenho do estudo (em     inglês: <i>study design</i>).</p>     <p>As questões acima descritas são muitas vezes designadas pelo     acrónimo “PICOS”. Este agrega as iniciais dos itens (em inglês): “<i>Population</i>”,   “<i>Intervention</i>”, “<i>Comparison</i>”, “<i>Outcome</i>” e “<i>Study design</i>”,     resumindo os aspetos fundamentais relacionados com o estudo.</p>     <p>Uma boa revisão dependerá assim, em grande medida, de uma     questão inicial pertinente e bem formulada. Esta definirá quais as estratégias     a adotar para identificação e seleção dos estudos, e quais os dados a recolher     de cada um destes. Indefinições na elaboração da pergunta de base do estudo     poderão comprometer a realização das etapas seguintes da elaboração da revisão     sistemática. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Protocolo e registo da revisão sistemática</p>     <p>É também importante que se defina o protocolo de revisão, a     seguir. À semelhança de um estudo empírico, o protocolo de revisão visa     explicar em detalhe as opções metodológicas do investigador, bem como a     sequência e procedimentos a implementar na realização do estudo, e poderá, por     si só, constituir trabalho a publicar como forma de validação da metodologia a     utilizar.</p>     <p>O recurso a um protocolo que se adeque ao tipo de estudos     que estamos a analisar poderá ajudar-nos a justificar alterações ao processo de     pesquisa dos artigos (desde que o protocolo o permita) sem que possam, essas     alterações, ser entendidas como inadequadas (Liberati et al., 2009). A título     de exemplo: podemos alargar o período de pesquisa para permitir a inclusão de     estudos mais antigos, ou mais recentes, alargar critérios de seleção que se     tenham verificado ser demasiado limitados, desde que devidamente justificados.</p>     <p>Em alguns casos, e à semelhança do que acontece com os <i>Randomized     Controlled Trials</i> (RCTs), o protocolo poderá exigir o registo da revisão     sistemática (Moher et al., 2009). No âmbito da saúde, e no sentido de reduzir     os vieses de publicação associados a estudos em que se exige elevada qualidade     e rigor, pelas implicações a que as suas conclusões podem conduzir como é o     caso dos RCTs, ou para evitar a duplicação de conhecimento, foi introduzido     como requisito de publicação, o registo do ensaio no International Commitee of     Medical Journal Editors (De Angelis et al., 2004), por revistas como a “The     Lancet” e a “British Medical Journal”. Também no âmbito das revisões sistemáticas     poderá ser exigido o seu registo, como requisito para publicação.</p> <b>B – Realização da revisão</b>     <p>Localização e seleção dos estudos (fontes de pesquisa, estratégias de pesquisa e critérios de inclusão e exclusão)</p>     <p>As fontes de pesquisa podem incluir bases de dados     eletrónicas, bibliotecas pessoais ou públicas, repositórios científicos, entre     outros. A sua identificação é relevante na medida em que se pretende fornecer     todo o detalhe da pesquisa, que permita a replicação do estudo, bem como     permitir esclarecer opções tomadas.</p>     <p>Estão disponíveis bases de dados específicas de uma área de     estudo, ou de tipos de estudos, que podem ser utilizadas, como são exemplos: a)     A Cochrane Central Register of Controlled Trials (CENTRAL) da Cochrane, que se     constitui como a maior fonte de dados de ensaios clínicos. Esta base de dados,     recolhe não só referências do Grupo Cochrane mas também de bases de dados como     a MEDLINE e Embase; b) A PEDro Physiotherapy Evidence Database que conta com 16     000 referências de RCTs, revisões sistemáticas e outras <i>guidelines</i> de     prática clínica baseada na evidência, relevantes na área da fisioterapia e     publicados desde 1930; ou c) A International Clinical Trials Registry Plattform     (ICTRP) da Organização Mundial de Saúde. </p>     <p>Por outro lado, outros recursos como a OVID ou a Web of     Knowledge, não sendo específicas de um tipo ou desenho de estudo, permitem que     uma única pesquisa sintetize os resultados de várias bases de dados, evitando     dados redundantes. No entanto, na escolha por esta opção, será necessário     conhecer em profundidade todas as potencialidades dessa base de dados para     garantir que o resultado aí obtido seja equivalente a pesquisar em várias bases     de dados.</p>     <p>No caso da utilização de várias bases de dados eletrónicas,     estas devem ser identificadas de acordo com o potencial de recolha de informação     e relevância, e os limites ou as características de cada pesquisa (em cada     uma), como sendo: a existência de opções de bloqueio de expressões (como as   “aspas” - “), de pesquisa de partes de expressões (como o “asterisco” - *), ou     de termos associados, devem ser identificadas como opção na descrição dos     termos de pesquisa. </p>     <p>A evolução tecnológica associada à pesquisa nas bases de     dados e a utilização de gestores de bibliografia (como é o exemplo do Endnote,     Endnote Web, Procite, Zotero, entre outros) permite, hoje em dia, uma pesquisa     mais exaustiva e, ao mesmo tempo, mais eficiente. Na realidade, a introdução de     filtros de pesquisa nas bases de dados, permitem selecionar <i>a priori</i> critérios básicos como: grupo de idade, sexo, tipo de estudos, entre outros, evitando     a repetição das pesquisas com alteração das palavras-chave e das condições de     busca. A disponibilização da gravação das pesquisas e a importação automática     das referências bibliográficas permitem uma gestão mais eficiente da     documentação e das respetivas fontes. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De referir, ainda, que algumas bases de dados possuem a     opção de pesquisa por indexação de palavras - MESH <i>terms</i> (na Pubmed) ou     EMTREE (na Embase). A pesquisa por estes termos, conhecidos como “universos de     palavras”, ou seja, expressões que são agrupadas num mesmo âmbito ou área,     permitirá alcançar diferentes terminologias evitando a pesquisa por vários     sinónimos de palavras. No entanto, esta opção não permitirá alcançar, por exemplo,     estudos que aguardam indexação, ou estudos mais recentes, já que a afiliação a     MESH <i>terms</i>, se faz retrospetivamente. Assim, a opção por uma pesquisa combinada     de MESH <i>terms</i> e texto livre (<i>free-text</i>) será mais adequada, por     ser mais sensível.</p>     <p>As listas de bibliografia dos estudos encontrados também     devem ser utilizadas como recursos de pesquisa. Desta forma, poderão ser     identificados outros estudos que não tenham sido obtidos nos recursos     considerados anteriormente. O contacto direto com os autores dos trabalhos para     a obtenção dos manuscritos, ou de dados omissos, pode ser também considerado     como recurso de pesquisa e o seu reporte é, normalmente, valorizado.</p>     <p>Os critérios de inclusão e exclusão dos estudos deverão ser     definidos <i>a priori</i>. Para o efeito, deve tomar-se como ponto de partida a     questão inicial, e considerar critérios de inclusão que sejam específicos do     assunto em análise. A título de exemplo, critérios de inclusão (ou exclusão)     podem enumerar-se: a idade, a condição de saúde dos indivíduos, o método (ou     métodos) de avaliação das variáveis principais e secundárias, os procedimentos     utilizados para a recolha de dados, o facto da investigação ter sido conduzida     em humanos, o tipo, ou o período de tempo da intervenção, entre outros. </p>     <p>Apesar de uma revisão sistemática dever ser o mais exaustiva     possível na identificação dos estudos realizados e publicados sobre determinado     assunto, poderão existir critérios definidos pelas revistas que lhes estabelece     limitações. Dois dos critérios mais comuns são a inclusão de estudos não     publicados, ou publicados em língua diferente da inglesa. </p>     <p>O primeiro critério relaciona-se com trabalhos designados     como “<i>grey literature</i>”, ou seja, documentos como relatórios ou teses,     produzidos ao nível governamental, académico, no âmbito dos negócios ou da     indústria, distribuídos fora dos canais convencionais, que não estão tão     facilmente acessíveis, ou que não estão sujeitos a uma avaliação por pares, e     aos quais se levantam questões de validade e qualidade. </p>     <p>Numa outra perspetiva desta discussão, a identificação de     estudos não publicados tem também sido apontada como relevante para a     diminuição do enviesamento dos resultados, uma vez que a não inclusão dos     estudos não publicados, reduzem a abrangência dos trabalhos de revisão (Smith   &amp; Roberts, 1997). Neste sentido, várias ferramentas têm vindo a ser desenvolvidas     no sentido de tornar mais fácil o acesso a estes trabalhos, como é o caso do     Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP), onde se pretende     que estejam disponíveis todos os trabalhos de âmbito académico das universidades     e politécnicos portugueses; do Conference Papers Index, Dissertation Abstracts     ou o System for Information on Grey Literature in Europe (SIGLE). </p>     <p>Relativamente à inclusão de estudos publicados noutra língua     que não a inglesa, os corpos editoriais tendem a apontar como fragilidades     desses trabalhos, as questões relacionadas com a necessidade de tradução, que     podem implicar com a interpretação do conteúdo original dos trabalhos. </p>     <p>Estes são dois exemplos em que a definição do âmbito do     trabalho será determinante. Ou seja, se pretendemos publicar um estudo de     impacto internacional, numa revista com arbitragem científica (<i>peer-review</i>),     temos de considerar estas duas situações como critérios de exclusão dos     estudos. Em alternativa, se pretendemos realizar um estudo de âmbito mais abrangente     ou mais “técnico”, então será pertinente a inclusão destes estudos já que de     outra forma poderia não ser sequer possível obter dados para o trabalho de     síntese.</p>     <p>Finalmente, em relação ao período temporal (ou de recuo) de     pesquisa, esta deve ser definida tendo em conta a contextualização do assunto     em estudo. Neste âmbito, a tomada de decisão para o período temporal a definir     deve ser devidamente justificado, à semelhança de todas as restantes opções     metodológicas aqui enumeradas. Por outro lado, a janela temporal em que a     pesquisa nas bases de dados decorre também deve ser reportada. Assim, para     estas situações não existe uma regra estabelecida, devendo apenas o período ou     limites de tempo serem adequados aos propósitos da revisão sistemática.</p>     <p>No que diz respeito à definição da estratégia de pesquisa, a     definição da PICOS é determinante para a adequada escolha das palavras-chave,     bem como do tipo de estudos que se pretendem alcançar com a mesma. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>É importante que as palavras-chave que sejam utilizadas na     pesquisa dos trabalhos sejam indicados, quer sejam pesquisadas de forma     isolada, ou em combinação com outras. Do mesmo modo, os prefixos utilizados     nessa mesma combinação (e.g., “<i>and</i>”, “<i>or</i>”, entre outros), as     variantes de uma mesma palavra (e.g., <i>age</i>, <i>aging</i>), ou a sequência     dos termos da busca efetuada. </p>     <p>Não obstante estas preocupações, de acordo com Lefebvre,     Glanville, Wieland, Coles e Weightman (2013) a tendência e o desenvolvimento     tecnológico tem sido orientado no sentido de que, para a pesquisa, se utilize a     PICOS combinada com outros conceitos, de forma a atingir todo o potencial do     assunto a ser estudado, baseando a pesquisa no significado semântico da palavra     e não, apenas, na “palavra por si só”. Esta abordagem está ainda a ser     desenvolvida.</p>     <p>Definidas todas as fontes de dados e devidamente     justificados todos os critérios de inclusão e exclusão, assim como as     estratégias de pesquisa, poderá avançar-se para o processo de seleção dos     estudos. É recomendável que o mesmo seja realizado por (pelo menos) dois     investigadores independentes no sentido de minimizar vieses de seleção. As     discrepâncias encontradas deverão ser resolvidas por reuniões de consenso ou     através de procedimentos estatísticos (de acordo com o protocolo escolhido), e     devidamente reportadas na secção de metodologia.</p>     <p>Avaliação da qualidade dos estudos</p>     <p>Como já foi referido, numa revisão sistemática é um dever     garantir a qualidade e a credibilidade dos resultados finais da síntese de estudos.     Para tal, deve considerar-se a avaliação da qualidade dos estudos primários que     nela serão incluídos, recorrendo-se a escalas de avaliação da qualidade     metodológica ou a <i>checklists</i>. A importância da utilização deste tipo de     ferramentas está descrita na literatura como um incentivo para a melhoria da     qualidade da redação dos manuscritos, bem como evidência do rigor associado às     metodologias utilizadas nos estudos (Moseley, Herbert, Maher, Sherrington,   &amp; Elkins, 2011).</p>     <p>A Fundação Cochrane tem, desde 1993, contribuído para o     desenvolvimento de materiais e ferramentas de avaliação da qualidade metodológica     dos estudos, de identificação de vieses dos mesmos, assinalando-se como marco     histórico neste âmbito, a criação da Cochrane Risk of Bias (RoB) Tool, em 2008.     Outra referência, considerada como um dos maiores contributos para a qualidade     de redação de ensaios clínicos aleatórios (RCTs), foi a publicação do CONSORT     Statement (Begg et al., 1996). Esta <i>checklist</i> inicialmente criada em     1996 por um grupo de epidemiologistas, estatísticos, investigadores e médicos,     enumera os itens a serem considerados no relato dos dados de um estudo desta     natureza (Kenneth, Douglas, &amp; David, 2010; Moher, Schulz, &amp; Altman,     2001). Assim, as primeiras escalas de avaliação da qualidade e <i>checklists</i> surgem da necessidade de garantir a qualidade dos resultados das intervenções     em RCTs (Moher et al., 1995). </p>     <p>Será importante referir que <i>checklists</i> poderão não     constituir escalas de avaliação da qualidade metodológica dos trabalhos, já   que, o propósito de uma <i>checklist</i> é, normalmente, fornecer orientações     para a redação dos trabalhos, no sentido de indicar que informação (estrutura e     conteúdo) determinado tipo de estudo, ou trabalho, deverá conter. São designadas     como “<i>reporting checklists</i>”. Por outro lado, as escalas de avaliação da     qualidade dão ao leitor um índice quantitativo da probabilidade da metodologia     e resultados reportados nos estudos estarem isentos de vieses. No entanto,     algumas das <i>checklists</i> de “<i>reporting</i>” incorporam já preocupações     das escalas de avaliação dos estudos. </p>     <p>Acerca deste assunto, e considerando as especificidades das   áreas ou contextos em que são realizadas as revisões sistemáticas (medicina,     saúde pública, reabilitação, desporto), e tomando por referência que, para além     destas, existem outras questões associadas ao tipo de estudo, e que destes     podem resultar diferentes resultados, vários autores têm vindo a analisar e     comparar resultados da aplicação das escalas (Bhogal, Teasell, Foley, &amp;   Speechley, 2005; Colle, Rannou, Revel, Fermanian, &amp; Poiraudeau, 2002; Jüni,     Witschi, Bloch, &amp; Egger, 1999; Moher et al., 1995), e a discutir a eventual     necessidade da utilização de várias escalas para a tarefa (Bhogal et al., 2005;     da Costa, Hilfiker, &amp; Egger, 2013). </p>     <p>Tal como noutros “momentos” do trabalho de elaboração de uma     revisão sistemática, é fundamental ter em mente que tipo (ou tipos) de estudos,     irão ser incluídos na análise. Assim, descrevemos adiante algumas escalas de     avaliação e <i>checklists</i> de “<i>reporting</i>”, a título de exemplo.</p>     <p>Escalas de Avaliação</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Escala PEDro</p>     <p>A Escala PEDro, da Physiotherapy Evidence Database (PEDro),     foi desenhada para a área da fisioterapia pelo Centre for Evidence-Based     Physiotherapy (CEBP) com base na Lista de Delphi. Pretende avaliar estudos     aleatórios ou quasi-aleatórios, e inclui 11 itens/critérios (dos quais apenas     10 são pontuáveis) e que são avaliados em “sim” (se se verifica o cumprimento     do critério na sua totalidade), ou “não” (se não se verifica). A escala inclui     esclarecimentos sobre os requisitos de cada critério, e encontra-se traduzida     em várias línguas. Tal como informam os autores (Maher, Sherrington, Herbert,     Moseley, &amp; Elkins, 2003), a escala PEDro constitui uma ferramenta que     avalia a qualidade das opções metodológicas tomadas pelos investigadores, mas o     seu resultado final não deve ser utilizado para avaliar a validade ou qualidade     das conclusões dos estudos. </p>     <p>Comparativamente a outras escalas (caso da Jadad, adiante     descrita), a PEDro ao apresentar vários itens relacionados com a “cegueira” (<i>blinding</i>)     a vários níveis (sujeito, avaliador e administrador do tratamento), demonstra o     seu entendimento para uma realidade que, por vezes, não é possível concretizar,     tornando-se por isso, mais flexível. </p>     <p>Escala de Downs &amp; Black</p>     <p>Esta escala (Downs &amp; Black, 1998) foi desenvolvida com o     intuito de colmatar a necessidade, à data, de avaliar estudos que não RCTs, já   que em algumas áreas do conhecimento poucos são os estudos disponíveis que     seguem, ou conseguem seguir, este desenho de estudo. </p>     <p>Esta escala inclui 5 subitens relacionados com: i) a forma     de reportar os resultados (se a informação apresentada no estudo permite ao     leitor interpretar os dados e resultados sem enviesamento), ii) a validade     externa, iii) os vieses, iv) os fatores de confusão, e a v) potência do estudo.     Para corresponder a estes subitens estão listados 27 critérios que, caso o avaliador     os identifique, serão pontuados com “um” valor. A ausência de critério     corresponde a avaliação de “zero”. Nestes critérios incluem-se aspetos como: se     as hipóteses e objetivos são descritos, se as variáveis a ser medidas estão     descritas na secção de introdução e métodos, se os indivíduos perdidos em <i>follow-up</i> foram ou não reportados, se está garantida a aleatoriedade da amostra, o     anonimato dos sujeitos, se há referência aos procedimentos estatísticos, entre     outros.</p>     <p>Esta escala é reconhecida como “metodologicamente forte” e é   mais flexível que outras, já que permite avaliar de forma credível, um maior     leque de tipos de estudo. Tem também a vantagem de ser possível avaliar e     destacar as potenciais forças e fraquezas dos estudos em avaliação. Apresenta     como desvantagem o facto de ser extensa, ao incluir 27 itens de avaliação.</p>     <p>Jadad Scale and Allocation Concealment for     Quality Assessment of RCTs</p>     <p>A Escala de Jadad (Jadad et al., 1996), originalmente criada     para avaliar estudos no âmbito da “dor”, é uma escala devidamente validada     (Clark et al., 1999) e baseia-se apenas em três critérios pontuáveis (até cinco     pontos): um ponto para a referência ao desenho de estudo como aleatório, um     para a indicação de estudo duplamente cego, e outro ponto para a descrição das     desistências do estudo. O estudo pode ainda pontuar, se o procedimento for     devidamente descrito ou considerado adequado. Foi advertido por alguns autores     que a Jadad não é conveniente ser utilizada para avaliar estudos que não sejam     duplamente cegos no seu desenho (Bhogal et al., 2005). </p>     <p>Cochrane Risk of Bias (RoB) Tool </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A abordagem preconizada pela Fundação Cochrane para a     avaliação a qualidade dos estudos não se materializa numa <i>checklist</i> ou     numa escala. A sua abordagem constitui uma avaliação em vários domínios (<i>domain-based     evaluation</i>), que resultou na criação de uma ferramenta que, de acordo com o     grupo que a desenvolveu, garante que, para cada estudo incluído na revisão     sistemática, seja utilizada uma escala específica que permite avaliar a     influência dos potenciais vieses nos estudos (por tipos de vieses). Esta     ferramenta, amplamente utilizada na área da saúde foi, entretanto, integrada no     Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation (GRADE)     (Guyatt et al., 2008).</p>     <p>Nesta perspetiva, cada potencial viés é avaliado e     classificado em “Baixo risco”, “Alto risco” e “Risco indeterminado”, de acordo     com as orientações descritas no Handbook da Fundação Cochrane (Higgins &amp;   Green, 2011), e apresentados sob a forma de tabela. Foi também desenvolvido um <i>software</i>,     i.e., o RevMan, que apoia a realização desta tarefa. </p>     <p>Avaliação da qualidade das revisões     sistemáticas – A measurement tool to assess the methodological quality of     systematic reviews AMSTAR (Shea et al., 2007)</p>     <p>Considerando que o presente manuscrito se debruça sobre o     método de revisão sistemático, apresentamos também esta ferramenta de avaliação     das revisões sistemáticas, que pode ser utilizada por qualquer pessoa que     pretenda avaliar um estudo desta natureza.</p>     <p>A AMSTAR foi desenvolvida para avaliar a qualidade     metodológica de trabalhos de revisão sistemática, sobretudo na área da saúde     pública. É constituída por 11 itens cujo critério de avaliação está descrito, e     que resulta em “sim, “não”, “impossível responder” ou “não aplicável”. Foi     publicada em 2007 (Shea et al., 2007), está devidamente validada (Shea et al.,     2007, 2009) e tem já uma versão revista por um painel de especialistas (Kung et     al., 2010) que introduziu uma forma de classificação quantitativa.</p>     <p>Dada a relevância desta etapa na garantia da qualidade do     trabalho final, esta avaliação deve ser efetuada por mais do que um avaliador/ revisor     e as discrepâncias encontradas entre ambos devem ser resolvidas por consenso,     ou através de métodos estatísticos, e devem ser reportados os resultados     obtidos em cada estudo.</p>     <p>Reporting Checklists</p>     <p>PRISMA Checklist</p>     <p>Relativamente a “<i>reporting checklists</i>”, a <i>checklist</i> da PRISMA (Moher et al., 2009) pretende ser um documento orientador para todos     aqueles que, não só na área da saúde, pretendem efetuar um trabalho de revisão     sistemática. Tem sido adotada por várias revistas como orientação para a     redação dos artigos de revisão e pretende ser um instrumento que ajude à disseminação     do conhecimento existente na área da metodologia da investigação e das revisões     sistemáticas.</p>     <p>Teve origem num documento anterior, o QUORUM, que foi     revisto e melhorado para atender às necessidades da evolução do conhecimento na   área, e da ampla utilização do método.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>CONSORT checklist</p>     <p>A Consolidated Standards of Reporting Trials (CONSORT)     checklist (Begg et al., 1996) fornece linhas orientadoras para a redação de     estudos aleatórios controlados (RCTs). É composta por 25 itens e, apesar de não     pretender dar orientações sobre a forma como devem ser conduzidos os estudos,     dá indicações sobre como deve ser reportado o desenho, a análise e a interpretação     do estudo. Exige o recurso a um fluxograma que indique o progresso dos participantes     no ensaio e permite perceber das eventuais fragilidades dos estudos.</p>     <p>STROBE checklist</p>     <p>Finalmente, a STrengthening the Reporting of OBservational     studies in Epidemiology (STROBE) checklist (von Elm et al., 2008) é uma     ferramenta que pretende dar orientações para a condução e disseminação de     estudos observacionais (ou epidemiológicos). Tem disponíveis várias escalas, de     acordo com os tipos de estudos. </p>     <p>Extração dos dados</p>     <p>Dos estudos que cumpram os critérios de inclusão irão     inicialmente extrair-se dados que dizem respeito, quer aos estudos em si     (autor, ano de publicação, PICOS, métodos, características e efeitos das     intervenções), quer às variáveis e resultados dos mesmos. A criação de quadros     onde se introduz a informação de forma esquemática é recomendável pois orienta     o tipo de análise a realizar, e ajuda a listar os dados que irão posteriormente     ser extraídos. </p>     <p>Apesar de existirem dados que são mais comumente reportados,     não existe uma regra rígida relativamente aos dados a extrair. Na verdade,     estes podem estar relacionados com a PICOS mas, para além disto, devem ser     específicos e associados ao tema em estudo, variando de trabalho para trabalho.</p>     <p>Um formulário de dados a extrair deverá estar previsto no     planeamento da revisão, mas poderá sofrer alterações à medida que formos     avançando no trabalho. Por vezes, esta tarefa decorre ao mesmo tempo que se     realiza a avaliação da qualidade dos estudos, já que é um dos itens a reportar     na caracterização dos estudos.</p>     <p>Para limitar a possibilidade de erros, é recomendável que a     extração dos dados seja feita por dois revisores, podendo as suas divergências     ser resolvidas pela mediação de um terceiro investigador, ou em alternativa,     obtida por consenso. De referir que existem já <i>softwares</i> que apoiam a     realização do trabalho de extração dos dados tal como o EPPI-Reviewer, o RevMan     ou o TrialStat SRS. </p>     <p>Apresentação dos dados, análise e discussão dos resultados</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na apresentação dos dados, deverá ser exposto um     perfil/esquema que sintetize o processo de seleção dos estudos através de um     fluxograma. Este esquema apresenta, para cada fase do processo, o número de     estudos elegíveis, excluídos, e as respetivas justificações. Pode utilizar-se     como referência, o preconizado pela PRISMA - Preferred reporting items for systematic     reviews and meta-analyses (Moher et al., 2009).</p>     <p>A análise dos dados pressupõe a compilação, combinação e o     resumo dos resultados dos estudos. Poderá recorrer-se à utilização de métodos     estatísticos (meta-análise), ou optar por uma síntese narrativa para o fazer. A     opção por apenas uma destas situações poderá resultar numa análise pouco     pormenorizada, já que (entre outros) pode verificar-se uma grande heterogeneidade     de estudos, ou a falta de detalhe no reporte dos dados pelos autores. Nestes     casos, poderá optar-se por uma abordagem “mista” em que parte dos dados é   analisada com recurso aos procedimentos estatísticos e, noutros casos,     analisados de forma mais descritiva. Esta opção deverá estar prevista <i>a     priori</i> e não obriga a nenhuma ordem em particular, isto é, poderá   iniciar-se com uma síntese narrativa passando depois para a análise     quantitativa dos dados disponíveis, ou vice-versa. </p>     <p>Em qualquer uma das opções, a análise deve iniciar-se com a     descrição das características dos estudos incluídos. Nesta análise descritiva     podem referir-se informações como: tipo de estudo, intervenção, número de     participantes e respetivas características, variáveis e instrumentos usados     para medir as variáveis. Por norma, a apresentação destes dados é feita em     forma de quadro, e pretende facilitar a disponibilização de informações gerais     dos dados, possibilitando a sua fácil consulta. </p>     <p>O trabalho de síntese dos estudos e resultados, em especial     a narrativa, não deve cingir-se à descrição dos mesmos, e esta componente   “narrativa” não deve ser confundida com o método de revisão narrativa - não     sistemática. Deve adotar-se a componente textual para situar o assunto em     termos teóricos seguido de uma síntese preliminar dos estudos. Posteriormente,     devem apresentar-se os pontos de convergência e divergência entre estudos, e as     eventuais justificações para as mesmas, agrupando estudos ou resultados,     tentando alertar para a robustez da síntese efetuada. A robustez da síntese     produzida pode também relacionar-se com a qualidade dos estudos incluídos, com     a quantidade de evidências analisadas ou com a transparência metodológica que a     revisão sistemática apresenta (C.R.D., 2009). Finalmente, reforçar a ideia de     que, mesmo que se opte por uma análise quantitativa, esta não deve ser     desprovida de um enquadramento teórico que a oriente. A análise quantitativa     remete-nos para os pormenores que poderão ser noutras instâncias aprofundados,     como a meta-análise.</p>     <p>Após a apresentação dos dados, é altura para a realização da     discussão. A discussão pressupõe a exposição das principais conclusões, a     apresentação das forças e fragilidades da revisão e dos estudos nela incluídos     (apreciação da qualidade da revisão, identificação da relação com outras     revisões, em particular em relação às diferenças com as anteriores), significado     das conclusões da revisão (direção e magnitude dos efeitos observados nos     estudos selecionados, aplicabilidade dos resultados da revisão) e implicação     para a prática e ao nível de futuras investigações (Docherty &amp; Smith,     1999).</p> <b>C - Conclusões, recomendações e divulgação dos resultados</b>     <p>No caso da Fundação Cochrane, não sendo indicada como     obrigatória, é recomendada a apresentação do resumo dos resultados sob a forma     de quadros, designados por Summary of Findings Table (SoF Table). Estes     pretendem dar a conhecer, de forma concisa e de fácil interpretação, os     principais resultados obtidos com a RS. Para além destas SoF Tables, destinadas     aos profissionais e à comunidade científica, a Fundação Cochrane apresenta como     solução de apresentação, para melhor distribuição e acesso aos resultados de     uma revisão sistemática à comunidade em geral, resumos facilmente     interpretáveis, os Plain Language Summaries (PLS) onde, utilizando uma linguagem     mais “corrente”, sem recurso a expressões “científicas”, uma audiência ampla,     que não específica da área de estudo, consegue interpretar o resultado da     investigação. </p>     <p>Considerando que muitos leitores irão ler diretamente as     conclusões das revisões sistemáticas, por falta de disponibilidade para ler     todo o documento, será conveniente que, apesar de descritas e analisadas na     discussão, as conclusões sejam apresentadas de forma objetiva e que sejam     baseadas apenas na evidência analisada no estudo. </p>     <p>Existem várias convenções para a apresentação das conclusões     de uma revisão, considerando o protocolo utilizado e, noutros casos, os     objetivos ou enquadramento da realização da mesma. No caso da Fundação     Cochrane, por exemplo, não são incluídas recomendações de políticas de ação nas     conclusões. Já a Database of Uncertainties about the Effects of Treatments     (DUETS), recomenda que sejam elaboradas as recomendações de forma estruturada     com base no seguinte acrónimo: EPICOT (Evidence – evidência, Population(s) -     população, Intervention(s) - Intervenção, Comparison(s) - análise, Outcome(s) –   variáveis ou desfechos, Time stamp – limite temporal). </p>     <p>De uma forma geral, e na ausência de uma orientação, as     recomendações do estudo devem ser elaboradas considerando as implicações para a     prática (e.g., se é aconselhada, ou não a utilização de determinada     intervenção); e das implicações para a investigação (e.g., que outras pesquisas     futuras poderão ser realizadas, orientadas para a pergunta inicial do estudo da     revisão sistemática), sempre com base no exclusivo conhecimento adquirido pela     revisão.</p>     <p>As recomendações devem ser objetivas e dar orientações para     investigações futuras. Devem ser enumeradas as lacunas do conhecimento e     identificadas eventuais questões de pesquisa que deverão ser futuramente estudadas     e, se foram levantadas questões metodológicas, devem ser enumeradas as estratégias     para futuras abordagens.</p> <b>Considerações finais</b>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O presente manuscrito teve como objetivo central orientar e     descrever as principais tarefas e preocupações em cada fase de trabalho de     elaboração de revisões sistemáticas, no sentido de contribuir para a     uniformização da estrutura dos trabalhos publicados. </p>     <p>Considerando que o manancial de publicação de estudos     primários na área do desporto e saúde justificam uma necessidade real e atual     de sínteses facilitadoras do conhecimento científico fundamentais para a tomada     de decisão, assim como a importância e implicação prática que os mesmos têm,     pretendeu-se contribuir para a qualidade e fiabilidade do conhecimento     disponível em sínteses da literatura futuras a realizar neste âmbito.</p>     <p>&nbsp;</p> </font><font size="3" face="Verdana"><b>REFERÊNCIAS</b></font><font face="Verdana" size="2">      <!-- ref --><p>Bastian, H., Glasziou, P., &amp; Chalmers, I. (2010). Seventy-five trials and    eleven systematic reviews a day: How will we ever keep up? <i>PLOS Medicine,    7</i>(9), e1000326. doi: 10.1371/journal.pmed.1000326&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1646-107X201400020001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Begg, C., Cho, M., Eastwood, S., Horton, R., Moher, D., &amp; Olkin, E. (1996).    Improving the quality of reporting of randomized controlled trials: The consort    statement. <i>Journal of the American Medical Association, 276</i>(8), 637-639.    doi: 10.1001/jama.1996.03540080059030&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1646-107X201400020001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bhogal, S. K., Teasell, R. W., Foley, N. C., &amp; Speechley, M. R. (2005).    The PEDro scale provides a more comprehensive measure of methodological quality    than the Jadad Scale in stroke rehabilitation literature. <i>Journal of Clinical    Epidemiology, 58</i>(7), 668-673. doi: 10.1016/j.jcli nepi.2005.01.002&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1646-107X201400020001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>C.R.D. (2009). <i>Systematic reviews: CRD’s guidance for undertaking reviews    in health care</i>. York: Centre for Reviews and Dissemination. doi: 10.1016/S1473-3099(10)70065-7&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1646-107X201400020001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Clark, H. D., Wells, G. A., Huët, C., McAlister, F. A., Salmi, L. R., &amp;    Fergusson, D. (1999). Assessing the quality of randomized trials: Reliability    of the Jadad Scale. <i>Controlled Clinical Trials, 20</i>(5), 448-452. doi:    10.1016/S0197-2456(99)00026-4&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1646-107X201400020001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Colle, F., Rannou, F., Revel, M., Fermanian, J., &amp; Poiraudeau, S. (2002).    Impact of quality scales on levels of evidence inferred from a systematic review    of exercise therapy and low back pain. <i>Archives of Physical Medicine and    Rehabilitation, 83</i>(12), 1745-1752. doi: 10.1053/apmr.2002.35657&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1646-107X201400020001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>da Costa, B. R., Hilfiker, R., &amp; Egger, M. (2013). PEDro's bias: Summary    quality scores should not be used in meta-analysis. <i>Journal of Clinical Epidemiology,    66</i>(1), 75-77. doi: 10.1016/j.jclinepi.2012.08.003&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1646-107X201400020001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>De Angelis, C., Drazen, J. M., Frizelle, F. A., Haug, C., Hoey, J., &amp; Horton,    R. (2004). Clinical trial registration: A statement from the International Committee    of Medical Journal Editors. <i>The Lancet, 364</i>(9438), 911-912. doi: 10.1016/S0140-6736(04)17034-7&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1646-107X201400020001200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Docherty, M., &amp; Smith, R. (1999). The case for structuring the discussion    of scientific papers. <i>British Medical Journal, 318</i>(7193), 1224-1225.    doi: 10.1136/bmj.318.7193.1224&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1646-107X201400020001200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Downs, S., &amp; Black, N. (1998). The feasibility of creating a checklist    for the assessment of the methodological quality both of randomised and non-randomised    studies of health care interventions. <i>Journal of Epidemiology and Community    Health, 52</i>, 377-384. doi: 10.1136/jech.52.6.377&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1646-107X201400020001200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dubben, H., &amp; Beck-Bornholdt, H. (2005). Systematic review of publication    bias in studies on publication bias. <i>British Medical Journal, 331</i>(7514),    433-434. doi: 10.1136/bmj.38478.497164.F7&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1646-107X201400020001200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Guyatt, G. H., Oxman, A., Vist, G. E., Kunz, R., Falck-Ytter, Y., &amp; Alonso-Coello,    P. (2008). GRADE: An emerging consensus on rating quality of evidence and strength    of recommendations. <i>British Medical Journal, 336</i>(7650), 924-926. doi:    10.1136/bmj.39489.470347.AD&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1646-107X201400020001200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Higgins, J., &amp; Green, S. (2011). <i>Cochrane Handbook for Systematic Reviews    of Interventions V5.1.0</i>. Disponível em <a href="http://www.cochrane-handbook.org" target="_blank">www.cochrane-handbook.org</a>.    doi: 10.1002/9780470712184&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1646-107X201400020001200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Jadad, A. R., Moore, R. A., Carroll, D., Jenkinson, C., Reynolds, D. J., &amp;    Gavaghan, D. J. (1996). Assessing the quality of reports of randomized clinical    trials: Is blinding necessary? <i>Controlled Clinical Trials, 17</i>(1), 1-12.    doi: 10.1016/0197-2456(95)00134-4&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1646-107X201400020001200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Jüni, P., Witschi, A., Bloch, R., &amp; Egger, M. (1999). The hazards of scoring    the quality of clinical trials for meta-analysis. <i>Journal of the American    Medical Association, 282</i>(11), 1054-1060. doi: doi:10.1001/jama.282.11.1054&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1646-107X201400020001200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kenneth, F. S., Douglas, G. A., &amp; David, M. (2010). CONSORT 2010 Statement:    Updated guidelines for reporting parallel group randomised trials. <i>British    Medical Journal, 340</i>, 698-702. doi: 10.1136/bmj.c332&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1646-107X201400020001200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kung, J., Chiappelli, F., Cajulis, O. O., Avezova, R., Kossan, G., &amp; Chew,    L. (2010). From Systematic reviews to clinical recommendations for evidence-based    health care: Validation of Revised Assessment of Multiple Systematic Reviews    (R-AMSTAR) for grading of clinical relevance. <i>Open Dentistry Journal, 4</i>,    84-91. doi: 10.2174/1874210601004020084&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1646-107X201400020001200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lefebvre, C., Glanville, J., Wieland, L., Coles, B., &amp; Weightman, A. (2013).    Methodological developments in searching for studies for systematic reviews:    Past, present and future?<i> Systematic Reviews, 2</i>(1), 78. doi: 10.1186/2046-4053-2-78&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1646-107X201400020001200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Liberati, A., Altman, D., Tetzlaff, J., Mulrow, C., Gotzsche, P., &amp; Ioannidis,    J. (2009). The PRISMA statement for reporting systematic reviews and meta-analyses    of studies that evaluate health care interventions: Explanation and elaboration.    <i>British Medical Journal, 339, </i>b2700. doi: 10.1136/bmj.b2700&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S1646-107X201400020001200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Maher, C. G., Sherrington, C., Herbert, R. D., Moseley, A. M., &amp; Elkins,    M. (2003). Reliability of the PEDro scale for rating quality of randomized controlled    trials. <i>Physical Therapy, 83</i>(8), 713-721.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1646-107X201400020001200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Moher, D., Jadad, A. R., Nichol, G., Penman, M., Tugwell, P., &amp; Walsh,    S. (1995). Assessing the quality of randomized controlled trials: An annotated    bibliography of scales and checklists. <i>Controlled Clinical Trials, 16</i>(1),    62-73. doi: 10.1016/0197-2456(94)00031-W&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1646-107X201400020001200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Moher, D., Liberati, A., Tetzlaff, J., &amp; Altman, D. (2009). Preferred reporting    items for systematic reviews and meta-analyses: The PRISMA statement. <i>Plos    Medicine, 6</i>(7), e1000097. doi: 10.1371/journal.pmed.1000097&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1646-107X201400020001200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Moher, D., Schulz, K., &amp; Altman, D. G. (2001). The CONSORT statement: Revised    recommendations for improving the quality of reports of parallel-group randomised    trials. <i>The Lancet, 357</i>(9263), 1191-1194. doi: 10.1016/S0140-6736(00)04337-3&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1646-107X201400020001200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Moseley, A. M., Herbert, R. D., Maher, C. G., Sherrington, C., &amp; Elkins,    M. R. (2011). Reported quality of randomized controlled trials of physiotherapy    interventions has improved over time. <i>Journal of Clinical Epidemiology, 64</i>(6),    594-601. doi: 10.1016/j.jclinepi.2010.08.009&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1646-107X201400020001200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Shea, B. J., Bouter, L., Peterson, J., Boers, M., Andersson, N., ... Grimshaw,    J. (2007). External validation of a measurement tool to assess systematic reviews    (AMSTAR). <i>PLoS One, 2</i>(12), e1350. doi: 10.1371/journal.pone.0001350&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S1646-107X201400020001200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Shea, B. J., Hamel, C., Wells, G. A., Bouter, L. M., Kristjansson, E., Grimshaw,    J., ... Boers, M. (2009). AMSTAR is a reliable and valid measurement tool to    assess the methodological quality of systematic reviews. <i>Journal of Clinical    Epidemiology, 62</i>(10), 1013-1020. doi: 10.1016/j.jclinepi.2008.10.009&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1646-107X201400020001200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Smith, R., &amp; Roberts, I. (1997). An amnesty for unpublished trials. <i>British    Medical Journal, 315</i>, 622. doi: 10.1136/gut.41.6.727&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S1646-107X201400020001200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Uman, L. (2011). Systematic Reviews and Meta-Analyses. <i>Journal of the Canadian    Academy of Child and Adolescent Psychiatry, 20</i>(11), 57-59.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S1646-107X201400020001200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>von Elm, E., Altman, D. G, Egger, M., Pocock, S., Gøtzsche, P., &amp; Vandenbroucke,    I. P. (2008). The Strengthening the Reporting of Observational Studies in Epidemiology    (STROBE) statement: Guidelines for reporting observational studies. <i>Journal    of Clinical Epidemiology, 61</i>, 344-349.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S1646-107X201400020001200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="end"></a><a href="#topo">*</a><i>Autor    correspondente</i>: Escola Superior de Desporto de Rio Maior, Instituto Polit&eacute;cnico    de Santar&eacute;m, Av. Dr. M&aacute;rio Soares, Rio Maior, 2040-413 Santar&eacute;m,    Portugal; <i>E-mail</i>: <a href="mailto:teresabento@esdrm.ipsantarem.pt">teresabento@esdrm.ipsantarem.pt</a></font></p>     <p>&nbsp;</p> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>Agradecimentos:    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </b>A autora agradece ao Professor Jos&eacute; Carlos Leit&atilde;o pela sua    colabora&ccedil;&atilde;o na revis&atilde;o final do artigo.    <br>   <b>Conflito de Interesses:    <br>   </b>Nada a declarar.    <br>   <b>Financiamento:    <br>   </b>Nada a declarar.</p>     <p>Artigo recebido a 18.11.2013; 1&ordf; Revis&atilde;o 20.03.2014; Aceite 03.04.2014  </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font>      <p>  <font size="3" face="Verdana"><b>Anexo I    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Lista de itens a considerar na redação de revisões sistemáticas e   meta-análises – versão adaptada e comentada a partir da <i>checklist</i> original da PRISMA (Moher et al., 2009)</b></font> </p> <font face="Verdana" size="2">     <p>A secção “título”</p>     <p>1. O título deve     identificar o artigo como uma RS, meta-análise ou ambos.</p>     <p><i>Informação     adicional: </i>Deverá indicar-se o tema de estudo, seguido (ou precedido) da     indicação explícita do tipo de estudo “revisão sistemática” ou “meta-análise”.     Por outro lado, deve equacionar-se incluir no título, as palavras-chave que     constituem a PICOS. Esta abordagem permite mais facilmente identificar o     trabalho numa futura pesquisa sobre o tópico. </p>     <p>A secção resumo</p>     <p>2. O resumo pode     estar organizado num formato de sumário estruturado e deve conter:</p>     <p>• O enquadramento     da questão e os objetivos do estudo;</p>     <p>• As fontes de     dados devem identificar as bases de dados (ie., lista), e outras informações     sobre as mesmas;</p>     <p>• Os métodos de     revisão devem incluir os critérios de seleção em detalhe suficiente para permitir     a replicação do estudo (ie., PICOS), devem incluir a validação dos métodos, os     dados extraídos, as características dos estudos, e a síntese quantitativa dos     dados.</p>     <p>• Dos resultados     devem fazer parte as características dos estudos incluídos e excluídos, os     resultados quantitativos e qualitativos, (i.e., estimativas e intervalos de     confiança); ou a análise de subgrupos</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>• As limitações     identificadas no estudo</p>     <p>• As conclusões     com os principais resultados.</p>     <p>• O número de     registo da RS (caso exista).</p>     <p>A secção de “Introdução”</p>     <p>3. Item   “Enquadramento” – Descrever o enquadramento para a realização da RS no contexto     do que é o conhecimento atual.</p>     <p>4. Item   “Objetivos” – Explicitar as questões que serão tratadas na RS com referência     aos participantes, intervenções, análises, variáveis e resultados, e o desenho     do estudo (PICOS). </p>     <p><i>Informação     adicional</i>: No que respeita ao enquadramento, poderá ser importante     apresentar o problema e a definição de conceitos-chave dentro da área de     estudo. Nesta secção, deve ser apresentada não só a relevância do assunto     principal de estudo para o conhecimento atual prático e científico, como deverá   ser situada de forma clara e objetiva, a revisão no âmbito de outras revisões     anteriores sobre o tema, indicando que lacunas do conhecimento pretende     colmatar. O erro mais comum nesta secção é centrar a redação da pertinência no     estudo das “variáveis”, e não na pertinência da elaboração da síntese da     literatura no panorama do conhecimento publicado na forma de “revisão” (sistemáticas,     ou não). Não esquecer que o objetivo de uma RS é sumariar, analisando de forma     crítica, a tendência dos resultados dos estudos primários e não estudar as     variáveis, em si.  </p>     <p>A secção de “Métodos”</p>     <p>5. Item   “Protocolo e registo” – Indicar que protocolo irá ser utilizado para a     realização da revisão (caso exista, indicar o endereço eletrónico onde pode ser     consultado) e, se disponível, fornecer a informação sobre o registo da RS,     incluindo o número de registo.</p>     <p>6. Item   “Critérios de Seleção” – Enumerar os critérios de inclusão e exclusão (PICOS,     duração do <i>follow-up</i>), indicar os descritores e todas as restrições     utilizadas justificando (e.g. anos considerados, estado de publicação das     referências, língua em que foi publicado).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Informação     adicional</i>: A enumeração dos critérios de inclusão pode ser feita sob a     forma de texto ou de lista de tópicos. Cada critério de seleção deve ser     devidamente clarificado. A título de exemplo, o critério “idade” deve ser clarificado     se se trata de média de idades, ou da amplitude de idades. </p>     <p>7. Item “Fontes     de informação” – Indicar todas as fontes de informação em detalhe (e.g., bases     de dados com indicação das datas de acesso, registos, ficheiros pessoais,     informação fornecida por especialistas ou obtida por pesquisa manual, contactos     com autores para obtenção de outros estudos não identificados).</p>     <p><i>Informação     adicional</i>: Devem ser listadas todas as bases de dados consultadas, e outros     recursos como a pesquisa nas listas de bibliografia e o contacto direto com     autores para obtenção de dados omissos nos artigos. Deve existir uma referência     ao período de tempo de pesquisa dos artigos e por vezes a indicação de     critérios fundamentais como os relacionados com o idioma de publicação. </p>     <p>8. Item   “Pesquisa” – Apresentar para, pelo menos uma base de dados, a pesquisa     eletrónica completa, para possibilitar a sua repetição. </p>     <p><i>Informação     adicional</i>: Devem ser apresentados todos os descritores (palavras-chave), a     respetiva sequência, bem como os operadores boleanos utilizados. Se estes     diferirem de base de dados para base de dados (por condicionantes dos filtros     das mesmas, por exemplo), devem ser apresentadas as várias sequências de     pesquisas. Se a descrição da metodologia da RS foi já publicada, deve ser     devidamente remetida para o manuscrito original, ou caso constitua informação     muito extensa, deve ser dada a indicação acerca da fonte para a obtenção da     informação detalhada. Será recomendável indicar que autores, ou quantos     autores, estiveram envolvidos na tarefa de pesquisa, e de que forma foram     resolvidas as discrepâncias.</p>     <p>9. Item “Seleção     dos estudos” – Apresentar o processo de seleção dos estudos (fases de     filtragem, elegibilidade dos estudos incluídos na RS e, se aplicável, incluídos     na meta-análise).</p>     <p><i>Informação     adicional</i>: Para além dos critérios de inclusão e exclusão, devem ser     referidos outros detalhes que constituem pormenores de tratamento dos dados dos     artigos, ou condicionantes de inclusão (ou exclusão dos estudos) durante o processo     de seleção. A título de exemplo, no caso de se utilizarem estudos com base em     programas de intervenção, devem indicar-se também que resultados irão ser     recolhidos desses estudos (os dados de “início do estudo” – <i>baseline</i>; ou     os dados “após a intervenção”), ou se irão incluir os dados publicados     anteriormente noutros trabalhos de revisão. Adicionalmente, caso se verifique a     duplicação de resultados de uma mesma amostra em vários estudos, estes devem     ser excluídos e dada a respetiva justificação. Se não foi dada a indicação     anteriormente, devem aqui referir-se que investigadores que estiveram envolvidos     na tarefa de pesquisa e de que forma foram resolvidas as discrepâncias     verificadas entre eles.</p>     <p>10. Item   “Extração dos dados” – Processo, ou processos, utilizados para a extração dos     dados dos estudos (e.g., independente ou combinada), e ainda outros processos     utilizados para obtenção ou confirmação de dados juntos dos autores dos     estudos.</p>     <p>11. Item “Itens     de informação” – Listar e definir todas as variáveis que foram procuradas (e.g.,     PICOS, fontes de financiamento), e todas os pressupostos e simplificações     efetuadas.</p>     <p>12. Item   “Avaliação do risco de enviesamento/ Avaliação da qualidade” – Apresentar os     critérios e os procedimentos utilizados para avaliação de cada estudo, e dos     seus resultados (e.g., anonimato, avaliação da qualidade, e os resultados dessa     avaliação). Indicar os procedimentos a realizar para resolver as discrepâncias     entre avaliadores, e como esta informação será utilizada na síntese dos dados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>13. Item “Sumário     dos efeitos” – Declarar os principais efeitos medidos (e.g., risco relativo,     diferença de médias).</p>     <p>14. Item “Sumário     de resultados” – Descrever os métodos utilizados no tratamento dos dados e os     métodos para combinar os resultados (testes estatísticos e intervalo de     confiança), se realizados. Incluir a forma como se avaliou a heterogeneidade.</p>     <p>15. Item “Risco     de enviesamento dos resultados, entre estudos” – Especificar como foram avaliados     os enviesamentos de publicação.</p>     <p>16. Item   “Análises adicionais” – Descrever os métodos utilizados para a realização de     outras análises realizadas (e.g., análise de sensibilidade, análise de     subgrupos, meta-regressões).</p>     <p>A secção de “Resultados”</p>     <p>17. Item “Seleção     de estudos” – Fornecer um perfil da RS que sumarie o processo de revisão.     Especificar para cada fase do processo, número de estudos elegíveis, excluídos,     e respetivas justificações. Apresentar esta informação através de um     fluxograma.</p>     <p>18. Item   “Características dos estudos” – Apresentar as características descritivas de     cada estudo (e.g., PICOS, tamanho da amostra, duração, período de <i>follow-up</i>),     indicando as respetivas referências dos mesmos.</p>     <p>19. Item   “Avaliação do risco de enviesamento/ Avaliação da qualidade”- Deve indicar-se a     avaliação da qualidade obtida, bem como o risco de enviesamento dos dados     calculados para cada estudo, de acordo com o procedimento definido na secção de     Métodos. Deve reportar consenso na seleção e avaliação da validade interna e     externa, e os resultados da avaliação das discrepâncias entre avaliadores.</p>     <p>20. Item   “Resultados individuais dos estudos” – Para cada estudo, deve apresentar-se um     sumário simples de resultados (por grupo, por ensaio, por variável): a)     apresentar os dados necessários para o cálculo dos <i>effect sizes</i> e dos     intervalos de confiança, de preferência através de um <i>forest plot</i>.</p>     <p>21. Item “Síntese     dos resultados” – Apresentar os principais resultados da revisão. Se se     realizou meta-análise, incluir para cada uma, os intervalos de confiança e a     heterogeneidade. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>22. Item “Risco     de enviesamento dos dados entre estudos” – Resultados da avaliação do risco de     enviesamento entre estudos, caso tenha sido efetuado.</p>     <p>23. Item   “Análises adicionais” – Apresentar resultados de outras análises que se tenham     realizado (E.g., análise de sensibilidade, análise de subgrupos,     meta-regressões).</p>     <p>A secção de “Discussão”</p>     <p>24. Item   “Principais resultados” – Sumariar as principais conclusões, incluindo as     evidências em cada variável em estudo, e a sua relevância. </p>     <p><i>Informação     adicional</i>: Esta seção deve iniciar-se com a referência ao objetivo da     pesquisa e que informação adicional pretendeu trazer ao conhecimento disponível     sobre o assunto em estudo. Os seus resultados devem ser analisados à luz do     conhecimento disponível.</p>     <p>25. Item   “Limitações” – Discutir as limitações do estudo em termos dos resultados das     variáveis (e.g., risco de enviesamento dos dados), ao nível do processo de revisão     (e.g., identificação de artigos suficiente ou não, vieses de publicação).</p>     <p>26. Item   “Conclusões” – Interpretar os resultados à luz da totalidade das evidências     disponíveis, sugerindo estudos futuros.</p>     <p>A secção de “Financiamento”</p>     <p>27. Item   “Financiamento” – Deve indicar-se explicitamente as fontes de financiamento     para a realização da RS ou outro tipo de apoio recebido (e.g., fornecimento de     dados), e ainda o papel dos financiadores na RS.</p> </font>      ]]></body><back>
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