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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Escala de Identidade Profissional de Professores de Educação Física: Procedimentos de construção e validação]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Aberta Departamento de Educação e Ensino à Distância ]]></institution>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Coimbra Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper reports the procedures to design a physical education teachers&#8217; professional identity scale and its psychometric features. After reflecting on the construct and its operationalisation, we analyzed the procedures required for its design and validity of the construct (factorial analysis) and analyzed the internal consistency by calculating the Cronbach alpha coefficient. After carrying out a pre-test and then administering a scale to a sample of 206 physical education teachers, we concluded that the instrument has satisfactory psychometric qualities. The analysis of the internal consistency of the two factors identified showed that the instrument is reliable. Thus, because these factors are internally consistent and well defined by the items, we concluded that the scale has psychometric qualities that support its use as a reliable research instrument. Further to providing good validity indicators, the measures applied are characterized by being reliable or adequately reliable and having interpretable factorial structures, suggesting that they consistently assess the variables they intend to measure, thus being an appropriate instrument to assess the professional identity of physical education teachers.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[identidade docente]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[escala de avaliação]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="4" face="Verdana">Escala de Identidade Profissional de Professores de   Educa&#231;&#227;o F&#237;sica: Procedimentos de constru&#231;&#227;o e valida&#231;&#227;o </font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">Scale of   Professional Identity of Physical Education Teachers: Development and validation procedures </font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Jos&#233; Ant&#243;nio Marques Moreira<sup>1,<a href="#end">*</a><a name="topo"></a></sup>; Ant&#243;nio Gomes   Ferreira<sup>2</sup>; Joaquim Armando Ferreira<sup>2</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>1</sup><i >Departamento de Educa&#231;&#227;o e Ensino &#224; Dist&#226;ncia, Universidade Aberta, Porto, Portugal    <br> </i></font><font size="2" face="Verdana"><sup>2</sup><i >Faculdade de Psicologia e Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o da Universidade de Coimbra, Coimbra, Portugal</i> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente estudo descreve os procedimentos da   constru&#231;&#227;o de uma escala de identidade profissional de professores da &#225;rea da   educa&#231;&#227;o f&#237;sica e as suas qualidades psicom&#233;tricas. Depois de breves considera&#231;&#245;es   sobre o construto e sua operacionaliza&#231;&#227;o, realizou-se a an&#225;lise dos   procedimentos da sua constru&#231;&#227;o e procedeu-se &#224; an&#225;lise de validade de   construto (an&#225;lise fatorial) e &#224; an&#225;lise da consist&#234;ncia interna atrav&#233;s do   c&#225;lculo do coeficiente alfa de Cronbach. Depois de realizado um pr&#233;-teste, e,   posteriormente, administrada a escala a uma amostra de 206 professores de   educa&#231;&#227;o f&#237;sica, concluiu-se que o instrumento possui qualidades psicom&#233;tricas   satisfat&#243;rias. A an&#225;lise da consist&#234;ncia interna dos dois fatores identificados   revelou que se trata de um instrumento fidedigno. Assim, uma vez que estes   fatores se apresentam internamente consistentes e bem definidos pelos itens e   logicamente, conclu&#237;mos que a escala revela qualidades psicom&#233;tricas que   recomendam o seu uso como instrumento de investiga&#231;&#227;o. Para al&#233;m de bons   indicadores de validade, as medidas aplicadas caraterizam-se por uma fidelidade   boa ou adequada e estruturas fatoriais interpret&#225;veis, sugerindo que avaliam,   de forma consistente, as vari&#225;veis que pretendem medir, constituindo-se como um   instrumento adequado para avaliar a identidade profissional dos professores de educa&#231;&#227;o f&#237;sica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave: </b>identidade docente, educa&#231;&#227;o f&#237;sica escolar, escala de avalia&#231;&#227;o </font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >ABSTRACT</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">This   paper reports the procedures to design a physical education teachers&#8217;   professional identity scale and its psychometric features. After reflecting on   the construct and its operationalisation, we analyzed the procedures required   for its design and validity of the construct (factorial analysis) and analyzed   the internal consistency by calculating the Cronbach alpha coefficient. After   carrying out a pre-test and then administering a scale to a sample of 206   physical education teachers, we concluded that the instrument has satisfactory   psychometric qualities. The analysis of the internal consistency of the two   factors identified showed that the instrument is reliable. Thus, because these   factors are internally consistent and well defined by the items, we concluded   that the scale has psychometric qualities that support its use as a reliable research   instrument. Further to providing good validity indicators, the measures applied   are characterized by being reliable or adequately reliable and having   interpretable factorial structures, suggesting that they consistently assess   the variables they intend to measure, thus being an appropriate instrument to assess the professional identity of physical education teachers. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords: </b>teaching identity, school physical education,   assessment scale </font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODU&#199;&#195;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A educa&#231;&#227;o f&#237;sica em Portugal nos &#250;ltimos 70 anos tem sido   marcada por muitas mudan&#231;as que t&#234;m influenciado o seu rumo concetual e   metodol&#243;gico (Oliveira, 2012), com reflexos evidentes na constru&#231;&#227;o e   desenvolvimento da identidade profissional dos professores desta &#225;rea (Ferreira   & Moreira, 2010, 2012; Ferreira, Moreira & Ferreira, 2011; Moreira   & Ferreira, 2011, 2012). Nesse sentido procur&#225;mos desenvolver um estudo que   indagasse a forma como os professores de educa&#231;&#227;o f&#237;sica provindo de diferentes   escolas de forma&#231;&#227;o existentes em Portugal desde a cria&#231;&#227;o do Instituto   Nacional de Educa&#231;&#227;o F&#237;sica, que se afirmou como a primeira grande escola de   forma&#231;&#227;o de professores desta &#225;rea, na d&#233;cada de 40 do s&#233;culo XX, se percecionam   e se avaliam enquanto docentes; como se percecionam relativamente a colegas do   grupo disciplinar, a colegas de profiss&#227;o de outros grupos disciplinares, aos   seus alunos e a outros profissionais; ou como definem a sua profiss&#227;o. Ap&#243;s uma   an&#225;lise exaustiva da literatura acerca do fen&#243;meno identit&#225;rio construto em   quest&#227;o, verific&#225;mos a inexist&#234;ncia de instrumentos que nos permitissem avaliar   a identidade profissional dos professores deste grupo disciplinar, que   apresenta algumas especificidades devido &#224; natureza da disciplina. Assim,   baseados na literatura e na revis&#227;o de estudos na &#225;rea, sobretudo no quadro   concetual definido por Kelchtermans (1993, 1995) operacionaliz&#225;mos o conceito   de identidade profissional em tr&#234;s dimens&#245;es: a dimens&#227;o motivacional, relativa   ao projeto profissional e incidindo na escolha da doc&#234;ncia e na motiva&#231;&#227;o para   a mesma; a dimens&#227;o representacional, relacionada com a perce&#231;&#227;o profissional,   no plano da imagem de si enquanto professor e da imagem da profiss&#227;o; e a   dimens&#227;o socioprofissional, localizada aos n&#237;veis social e relacional,   baseando-se sobretudo nos processos de socializa&#231;&#227;o profissional. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ap&#243;s a defini&#231;&#227;o deste quadro concetual e de ter realizado   um conjunto de 15 entrevistas (semiestruturadas) a professores de educa&#231;&#227;o   f&#237;sica de diferentes escolas de forma&#231;&#227;o inicial, que procurou definir um   quadro emp&#237;rico e interpretativo das opini&#245;es destes professores, partimos para   a constru&#231;&#227;o de uma escala que nos permitisse avaliar as diferentes dimens&#245;es   da identidade profissional dos professores deste grupo disciplinar. S&#227;o as   principais etapas e procedimentos da constru&#231;&#227;o dessa escala, que intitul&#225;mos   de Escala de Identidade Profissional de Professores de Educa&#231;&#227;o F&#237;sica (EIPPEF) e as suas qualidades psicom&#233;tricas, que iremos aqui apresentar. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Assim, neste estudo descreveremos os principais   procedimentos relativos &#224; sua constru&#231;&#227;o e valida&#231;&#227;o, tendo como refer&#234;ncia: as   etapas da sua conce&#231;&#227;o, o que mede especificamente; o tipo de operacionaliza&#231;&#227;o   que representa; a an&#225;lise de validade de construto e a an&#225;lise da consist&#234;ncia interna, atrav&#233;s do c&#225;lculo do coeficiente alfa de Cronbach. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>M&#201;TODO</b>   </font>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Pr&#233; Teste: amostra e procedimentos</b>   </font>     <p><font size="2" face="Verdana">Ap&#243;s a defini&#231;&#227;o de um sistema de categorias, resultante do   quadro concetual existente e da an&#225;lise de um conjunto de entrevistas que   realiz&#225;mos previamente, procurando definir um quadro categorial interpretativo   das opini&#245;es dos professores a n&#237;vel do construto analisado, definimos um   conjunto de itens relativos a esta categoriza&#231;&#227;o. Assim, a Escala de Identidade   Profissional dos Professores de Educa&#231;&#227;o F&#237;sica (EIPPEF) ficou com 40 itens,   sendo composta exclusivamente, por respostas fechadas e estruturadas segundo o   modelo da escala de Likert. Depois da sua elabora&#231;&#227;o, a escala foi testada,   junto de 8 professores especialistas, com o intuito de verificar, entre outros   aspetos, se todas as quest&#245;es eram compreendidas pelos inquiridos, se n&#227;o   haveria perguntas inadequadas &#224; informa&#231;&#227;o pretendida ou repetitivas, se n&#227;o   faltariam itens relevantes ou se os inquiridos n&#227;o considerariam a escala   demasiado longa e dif&#237;cil. Para al&#233;m destes aspetos de natureza estrutural, a   nossa inten&#231;&#227;o com a testagem foi, tamb&#233;m, avaliar os seus &#237;ndices   psicom&#233;tricos. Este procedimento permitiu, tamb&#233;m, averiguar as condi&#231;&#245;es em   que a escala deveria ser aplicada, a sua qualidade gr&#225;fica e a adequa&#231;&#227;o das   instru&#231;&#245;es que a acompanham. Este grupo de professores foi encorajado a fazer   observa&#231;&#245;es e sugest&#245;es respeitantes &#224; estrutura da escala e a cada uma das   suas perguntas. </font>     <p><font size="2" face="Verdana">De seguida, conduziu-se um pr&#233;-teste, sendo a escala   aplicada a uma amostra de 40 professores de Educa&#231;&#227;o F&#237;sica dos 2.&#186; e 3.&#186;   ciclos do Ensino B&#225;sico e Ensino Secund&#225;rio de escolas dos distritos de   Bragan&#231;a e do Porto, pertencentes &#224; popula&#231;&#227;o do inqu&#233;rito (mas que n&#227;o fizeram parte da amostra selecionada). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dos 40 professores iniciais a nossa amostra ficou reduzida a   33, devido &#224; omiss&#227;o de dados pessoais ou profissionais e/ou por falta ou   duplica&#231;&#227;o de respostas a alguns itens da escala e cuja caracteriza&#231;&#227;o por   sexo, idade, institui&#231;&#227;o de forma&#231;&#227;o inicial, tempo de servi&#231;o, situa&#231;&#227;o profissional e habilita&#231;&#245;es acad&#233;micas se encontra sistematizada na <a href="#t1">Tabela 1</a>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/mot/v10n3/10n3a10t1.jpg" width="337" height="594"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Procedemos, depois, &#224; an&#225;lise de consist&#234;ncia interna da   escala global e das diferentes dimens&#245;es da EIPPEF, que veio a revelar uma boa   consist&#234;ncia interna com um valor de 0.87, enquanto as diferentes dimens&#245;es,   Motivacional, Representacional e Socioprofissional, apresentaram respetivamente   valores de 0.76, 0.54 e 0.29. Partindo do pressuposto que um instrumento que   apresente uma consist&#234;ncia interna de 0.70 (Cronbach, 1984; Nunnally, 1978)   pode ser considerado adequado para avaliar a vari&#225;vel que se pretende medir,   consider&#225;mos que o instrumento apresentou, nesta fase, uma consist&#234;ncia interna   adequada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com o intuito de aumentar o coeficiente de fiabilidade,   calcul&#225;mos a correla&#231;&#227;o item/ question&#225;rio e, para uma an&#225;lise mais precisa,   relativa a cada uma das dimens&#245;es do instrumento, calcul&#225;mos ainda a correla&#231;&#227;o   item/ dimens&#227;o, isto porque assumindo que cada item contribui para a forma&#231;&#227;o   da atitude que se quer medir deve, pois, existir uma correla&#231;&#227;o estatisticamente   significativa e relativamente forte entre cada item e o total (Oppenheim,   1979). No processo de valida&#231;&#227;o de instrumento, a an&#225;lise da correla&#231;&#227;o de cada   item com o total da escala a que pertence, excluindo o item em causa, &#233; sempre   efetuada no sentido de escolher os melhores itens (Nunnally, 1978). Para um   maior rigor na sua sele&#231;&#227;o, alguns autores consideram, tamb&#233;m, que os itens   devem apresentar correla&#231;&#245;es com o total da escala superiores a 0.30 (Cronbach, 1984; Nunnally, 1978). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados da an&#225;lise da consist&#234;ncia interna da EIPPEF,   com 40 itens, sugeriram a elimina&#231;&#227;o do item 3 que apresentou um valor de   0.201. Apesar de outros itens apresentarem uma correla&#231;&#227;o fraca, e estarem   pr&#243;ximos dos valores cr&#237;ticos, consider&#225;mos que, por exemplo, os itens 12, 25 e   31 n&#227;o deviam ser rejeitados nesta fase, porque apresentaram validade de conte&#250;do, medindo diretamente aspetos ligados &#224;s dimens&#245;es em quest&#227;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ap&#243;s a elimina&#231;&#227;o do item 3 a EIPPEF ficou com 39 itens.   Atendendo ao reduzido tamanho da amostra, opt&#225;mos por uma sele&#231;&#227;o menos   exigente, mantendo alguns dos itens que n&#227;o estavam correlacionados de forma   significativa com o instrumento na sua globalidade, mas cuja exclus&#227;o   conduziria a valores mais baixos da escala total e da dimens&#227;o de que faziam parte. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>O estudo final: caracteriza&#231;&#227;o da amostra</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com a realiza&#231;&#227;o do pr&#233;-teste pretend&#237;amos realizar uma   abordagem preliminar &#224; adequa&#231;&#227;o da metodologia e ao comportamento psicom&#233;trico   do instrumento de avalia&#231;&#227;o. Este, como verific&#225;mos apresentou &#237;ndices de consist&#234;ncia   interna satisfat&#243;rios, permitindo-nos avan&#231;ar para um estudo final, abrangendo   uma amostra mais extensa e diversificada de professores. No entanto, e tendo em   conta que a constru&#231;&#227;o de instrumentos de avalia&#231;&#227;o &#233; um processo cont&#237;nuo de   an&#225;lise das qualidades psicom&#233;tricas das medidas elaboradas, recorremos   novamente nesta fase ao c&#225;lculo dos coeficientes alfa de Cronbach para a escala   total e para cada uma das dimens&#245;es e &#224; an&#225;lise fatorial, permitindo-nos obter   evid&#234;ncias de validade de construto da escala, nomeadamente acerca da sua dimensionalidade. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Nesta fase, a popula&#231;&#227;o deste estudo contemplou professores   de educa&#231;&#227;o f&#237;sica a lecionar em diferentes escolas de Portugal. Distribu&#237;mos   260 question&#225;rios por diferentes escolas do pa&#237;s e ap&#243;s termos percorrido todas   as etapas do processo t&#237;nhamos na nossa posse 206 question&#225;rios que foi   considerado o N da nossa amostra e que correspondeu a uma taxa de retorno de   79.2%, n&#250;mero suficiente para conduzir uma an&#225;lise fatorial, tendo em conta o n&#250;mero de itens da escala (Stevens, 1986; Tinsley & Tinsley, 1987). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Assim, fizeram parte da amostra do nosso estudo 206   professores, cuja carateriza&#231;&#227;o por sexo, idade, institui&#231;&#227;o de forma&#231;&#227;o   inicial, tempo de servi&#231;o, situa&#231;&#227;o profissional, habilita&#231;&#245;es acad&#233;micas e outras atividades se encontra sistematizada na <a href="#t2">Tabela 2</a>. </font></p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/mot/v10n3/10n3a10t2.jpg" width="337" height="865"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Como podemos verificar na <a href="#t2">Tabela 2</a>, dos 206 professores de   Educa&#231;&#227;o F&#237;sica de diferentes escolas do pa&#237;s que participaram na investiga&#231;&#227;o,   41.3% s&#227;o do sexo feminino e 58.7% do sexo masculino. Relativamente &#224; idade,   40.3% dos professores encontram-se entre os 26 e 35 anos, seguindo-se as faixas   et&#225;rias, dos 36 aos 45 anos com 35.9% dos professores e a dos 46 aos 55 anos,   com 16.5%. Observamos, tamb&#233;m, que apenas 5.6% dos inquiridos t&#234;m idade inferior   a 25 anos e 1.5% idade superior a 56 anos. Notamos, pois, por estes dados que,   pelo menos, 75% dos professores que constituem a amostra t&#234;m idade inferior a   45 anos, sendo, pois, um grupo de professores ainda n&#227;o muito envelhecido. </font>     <p><font size="2" face="Verdana">Por sua vez, no que diz respeito &#224; institui&#231;&#227;o de forma&#231;&#227;o   inicial foram obtidas 195 respostas. Como seria de esperar o n&#250;mero de diplomados   pelo Instituto Nacional de Educa&#231;&#227;o F&#237;sica &#233; muito pouco expressivo,   representando apenas 4.5% dos professores da amostra, o que n&#227;o deixa de ser um   n&#250;mero razo&#225;vel, tendo em conta o n&#250;mero muito limitado de professores formados   por esta escola ainda no ativo. O mesmo se aplica aos diplomados pelos Institutos   Superiores de Educa&#231;&#227;o F&#237;sica de Lisboa e do Porto que representam uma minoria   de professores no ativo, que se traduziu na nossa amostra numa percentagem de   13.3%. Como seria expect&#225;vel a maioria dos inquiridos 54.9% fizeram a sua   forma&#231;&#227;o nas institui&#231;&#245;es mais recentes, nomeadamente no ensino universit&#225;rio,   p&#250;blico e privado, e 27.2% no ensino polit&#233;cnico, concretamente em escolas superiores de educa&#231;&#227;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No que diz respeito &#224;s habilita&#231;&#245;es acad&#233;micas, observamos   que a maioria dos professores inquiridos, 80.5%, tem como grau acad&#233;mico a   licenciatura, enquanto 17% possuem mestrado, 1% o grau de doutor e apenas 1.5%   tem o grau de bacharelato. A maioria dos professores que constitui a amostra do   estudo, 67.5%, referiu ainda que possui outras atividades profissionais ligadas   &#224; educa&#231;&#227;o f&#237;sica. Entre estes profissionais, 54%, afirmaram exercer atividades   em clubes e 23% em gin&#225;sios, tendo apenas 5% respondido exercer atividades de   anima&#231;&#227;o desportiva, enquanto 18% disseram participar/pertencer a outros espa&#231;os n&#227;o nomeados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Finalmente, no respeitante &#224; situa&#231;&#227;o profissional, e   diretamente relacionado com o tempo de servi&#231;o, 28.4% dos professores est&#227;o em   regime de contrato, enquanto 52.8% s&#227;o professores do quadro de nomea&#231;&#227;o definitiva e 18.8% pertencem ao quadro de zona pedag&#243;gica. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Instrumento</b>   </font>     <p><font size="2" face="Verdana">A escala, depois de modificada e adaptada, fruto da nossa   reflex&#227;o pessoal, ap&#243;s a consulta a especialistas e &#224; literatura da &#225;rea, dos   pr&#233;-testes efetuados e dos estudos de validade e fidelidade realizados (e.g.,   an&#225;lise da consist&#234;ncia interna, an&#225;lise fatorial explorat&#243;ria e confirmat&#243;ria),   deu origem &#224; vers&#227;o final que a seguir apresentamos com uma estrutura segundo o   modelo da escala de tipo Likert, a exigir que os professores respondam de   acordo com as seguintes alternativas: Discordo Totalmente (DT): 1, Discordo   (D): 2, Nem Concordo/Nem Discordo (NC/ ND): 3, Concordo (C): 4 e Concordo   Totalmente (CT): 5 (<a href="/img/revistas/mot/v10n3/10n3a10a1.jpg">Anexo 1</a>). </font>     
<p><font size="2" face="Verdana">A primeira dimens&#227;o, Envolvimento Pedag&#243;gico, composta por   seis itens (<a href="#t3">Tabela 3</a>), trata-se de uma dimens&#227;o fulcral na defini&#231;&#227;o da   identidade do professor de educa&#231;&#227;o f&#237;sica, relacionando-se com a perce&#231;&#227;o do   seu envolvimento no processo pedag&#243;gico, composta por itens relacionados com a   forma como define o seu trabalho, como se relaciona com os seus alunos e, sobretudo, como se perceciona enquanto professor. </font></p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/mot/v10n3/10n3a10t3.jpg" width="337" height="385"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por sua vez, a segunda dimens&#227;o, designada de Motivacional,   composta por cinco itens (<a href="#t4">Tabela 4</a>), aponta para os aspetos motivacionais   relacionados com a pr&#225;tica profissional.</font></p>     <p><a name="t4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/mot/v10n3/10n3a10t4.jpg" width="340" height="248"></p>     
<p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No que diz respeito aos estudos de fidelidade e validade da   escala, realiz&#225;mos a sua an&#225;lise em duas etapas distintas. Numa primeira etapa,   com o objetivo de avaliar as propriedades dos itens calcul&#225;mos as suas m&#233;dias,   desvios-padr&#227;o e correla&#231;&#227;o com a escala (excetuando o item 3) e realiz&#225;mos a   an&#225;lise da consist&#234;ncia interna atrav&#233;s do coeficiente alfa de Cronbach. Numa   segunda etapa, realiz&#225;mos o processo de valida&#231;&#227;o da escala, avaliando os   resultados das an&#225;lises fatoriais a que foram submetidos. Opt&#225;mos por esta   an&#225;lise, porque este m&#233;todo &#233; considerado como um dos mais eficazes e poderosos,   sendo, frequentemente, utilizado com instrumentos de avalia&#231;&#227;o psicol&#243;gica, a   fim de calcular a sua adequa&#231;&#227;o para medir a dimens&#227;o que pretende avaliar (Bryan   & Cramer, 1993; Cronbach, 1984; Nunnally, 1978; Stevens, 1986; Tinsley & Tinsley, 1987). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No presente estudo, a validade fatorial do instrumento foi   inicialmente avaliada atrav&#233;s da an&#225;lise de componentes principais (ACP), e,   posteriormente, atrav&#233;s da an&#225;lise fatorial confirmat&#243;ria, testando um modelo   de dois fatores, que emergiram como interpret&#225;veis a partir da an&#225;lise fatorial   explorat&#243;ria, sendo que revelaram igualmente indicadores de consist&#234;ncia   interna bastante satisfat&#243;rios, considerando o n&#250;mero relativamente reduzido de   itens das duas dimens&#245;es, designadamente a de Envolvimento Pedag&#243;gico e a Motivacional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>An&#225;lise da consist&#234;ncia interna</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A an&#225;lise dos itens permitiu-nos verificar que dos 39 itens   apenas os itens 5, 6, 13, 14, 17, 18, 19, 21, 22, 25, 29, 30, 36 e 37 se   correlacionam com a escala total de forma significativa (valores &#62; a 0.30; ver <a href="/img/revistas/mot/v10n3/10n3a10t5.jpg">Tabela 5</a>). </font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">Todos os outros apresentaram valores de magnitude baixa ou   moderada, por isso opt&#225;mos por elimin&#225;-los. Ap&#243;s a sua elimina&#231;&#227;o, foi   encontrado um alfa de Cronbach para a escala total de 0.81, valor que se pode considerar bastante razo&#225;vel.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>An&#225;lise fatorial explorat&#243;ria</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Para avaliar a dimensionalidade da escala da EIPPEF   recorremos &#224; an&#225;lise fatorial explorat&#243;ria, em componentes principais, com   rota&#231;&#227;o Varimax. Os resultados revelaram uma estrutura em tr&#234;s fatores com   valores pr&#243;prios superiores a 1, explicando 50.08% da vari&#226;ncia dos resultados.   Na <a href="/img/revistas/mot/v10n3/10n3a10t6.jpg">tabela 6</a> &#233; apresentada a distribui&#231;&#227;o final dos itens pelos referidos   fatores, bem como os seus valores de satura&#231;&#227;o.</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">O primeiro fator, designado por Envolvimento Pedag&#243;gico,   agrupa os itens 13, 19, 21, 25, 29 e 37, explica 19.6% da vari&#226;ncia; o segundo   fator, denominado de Motivacional agrupa os itens 5, 14, 22, 30 e 36, explica   18.75% da vari&#226;ncia; o terceiro fator, que agrupa os itens 6, 17 e 18, explica   11.73%, mas n&#227;o se revelou muito interpret&#225;vel. Importa, no entanto, sublinhar   que os dois fatores emergentes da an&#225;lise fatorial mostraram-se internamente consistentes, apresentando alfas de Cronbach no valor de 0.73 e 0.78, respetivamente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>An&#225;lise fatorial confirmat&#243;ria </b>   </font>     <p><font size="2" face="Verdana">As medidas de avalia&#231;&#227;o do ajustamento para verificar a adequabilidade   do modelo aos resultados foram as seguintes: <i >chi square</i> (X&#178;), <i >ratio chi square statistics</i>/<i >degrees     of freedom</i> (X&#178;/df), <i >comparative fit       index</i> (CFI), <i >goodness of fit index</i> (GFI), <i >adjusted goodness of fit index</i> (AGFI) e <i >root mean square error of approximation</i> (RMSEA).    </font>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados revelaram um X&#178; significativo (67.56, df= 43, <i >p</i>&#60; 0.001), sugerindo que o modelo em   estudo n&#227;o se adequa aos dados. No entanto, considerando que o X&#178; &#233; bastante sens&#237;vel   ao tamanho da amostra, muitos investigadores t&#234;m sugerido a utiliza&#231;&#227;o do r&#225;cio   X&#178;/df, havendo algum consenso para se considerar valores inferiores a 3 como   satisfat&#243;rios. No presente estudo o r&#225;cio X&#178;/df foi de 1.57, revelando um   ajustamento adequado. Os outros indicadores de ajustamento, designadamente o   CFI com um valor de 0.951, o GFI com 0.942, o AGFI com 0.911 e o RMSEA com 0.053   sugerem, igualmente, que o modelo com dois fatores se ajusta aos dados, confirmando   uma estrutura em duas dimens&#245;es na avalia&#231;&#227;o da identidade profissional dos   professores de educa&#231;&#227;o f&#237;sica. Temos, assim, como primeiro fator o   Envolvimento Pedag&#243;gico, que compreende os itens 13, 19, 21, 25, 29 e 37 e como   segundo fator o Motivacional, que compreende os itens 5, 14, 22, 30 e 36. </font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p align="center"><img src="/img/revistas/mot/v10n3/10n3a10f1.jpg" width="308" height="531"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSS&#195;O</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Numa sociedade onde a mudan&#231;a ocupa um lugar central, a   compreens&#227;o da identidade profissional docente tem de considerar, necessariamente,   o professor em exerc&#237;cio em ambiente profissional e formativo, ou seja, tem de   considerar a exist&#234;ncia de uma identidade que &#233; criada tanto no palco da   profiss&#227;o, como no palco da forma&#231;&#227;o (inicial e cont&#237;nua) porque n&#227;o pode   deixar de estar sujeita &#224; influ&#234;ncia das experi&#234;ncias pessoais e profissionais (Borges, 2003; Lahire, 2002; Rezer, 2007). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ora a indaga&#231;&#227;o da identidade profissional do professor de   educa&#231;&#227;o f&#237;sica, nestes diferentes palcos, afigura-se como uma tarefa complicada,   porque estudar a sua identidade profissional implica tamb&#233;m o reconhecimento da   heterogeneidade que carateriza este grupo disciplinar. Assim, desde as   diferen&#231;as individuais dos percursos de forma&#231;&#227;o inicial e cont&#237;nua at&#233; &#224;s   afinidades grupais que distinguem, aproximam ou op&#245;em uns professores em   rela&#231;&#227;o aos outros no seio do mesmo grupo disciplinar, &#233; poss&#237;vel encontrar uma   grande diversidade de vari&#225;veis que sustentam esta heterogeneidade (Moreira   & Ferreira, 2011). A prolifera&#231;&#227;o dos cursos a partir da d&#233;cada de noventa   e que se foram apresentando com designa&#231;&#245;es diferenciadas, em v&#225;rias   institui&#231;&#245;es do setor estatal e do dom&#237;nio privado, concorreram para a heterogeneidade   da identidade dos professores de educa&#231;&#227;o f&#237;sica (Moreira, 2013). Sendo numerosas   as vari&#225;veis que concorrem para esta heterogeneidade, podendo considerar-se,   entre outras, o n&#237;vel de ensino em que os professores lecionam, a situa&#231;&#227;o   profissional, a habilita&#231;&#227;o acad&#233;mica, o tempo de servi&#231;o e a posi&#231;&#227;o na   carreira, a experi&#234;ncia profissional, entendemos importante estabelecer o que os define como docentes no espa&#231;o de educa&#231;&#227;o formal. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Motivados, pois, por esta complexa tarefa procur&#225;mos   desenvolver um estudo que possibilitasse indagar a forma como estes professores   de educa&#231;&#227;o f&#237;sica, provindo de diferentes escolas de forma&#231;&#227;o existentes em   Portugal desde a d&#233;cada de 40 do s&#233;culo XX, se percecionam no exerc&#237;cio da sua   profiss&#227;o e se afirmam enquanto docentes de uma disciplina singular no contexto   escolar. Diante da dificuldade de encontrar um instrumento espec&#237;fico fidedigno   para avaliar a identidade dos professores de educa&#231;&#227;o f&#237;sica, o que, de algum   modo, se alinha diante da ideia de outros investigadores que referem a escassez   de estudos relacionados com a identidade profissional destes docentes (Dowling,   2006, 2011; Gomes et al., 2013), decidimos construir uma escala de avalia&#231;&#227;o da   identidade profissional para este grupo disciplinar, inspirados, sobretudo, nos   estudos desenvolvidos por Kelchtermans (1993, 1995), que se revelaram   determinantes para o desencadear da etapa inicial da explora&#231;&#227;o e clarifica&#231;&#227;o das principais dimens&#245;es da identidade docente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ap&#243;s a realiza&#231;&#227;o de um pr&#233;-teste, e posteriormente   administrada a Escala de Identidade Profissional de Professores de Educa&#231;&#227;o   F&#237;sica, a uma amostra de 206 professores de educa&#231;&#227;o f&#237;sica, concluiu-se que o   instrumento possui qualidades psicom&#233;tricas satisfat&#243;rias. A an&#225;lise da   consist&#234;ncia interna dos dois fatores identificados - Envolvimento   Pedag&#243;gico e Motivacional - revelou que se trata de um instrumento fidedigno.   Ora, uma vez que estes fatores se apresentam internamente consistentes, bem   definidos pelos itens, conclu&#237;mos que a escala revela qualidades psicom&#233;tricas   pelo que nos parece interessante o seu uso em futuros estudos a desenvolver nesta &#225;rea. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na verdade, para al&#233;m de bons indicadores de validade,   globalmente, as medidas aplicadas caraterizam-se por uma fidelidade que consideramos   boa ou adequada e com estruturas fatoriais interpret&#225;veis, pressupondo,   portanto, que avaliam, de forma consistente, as vari&#225;veis que pretendem medir,   constituindo-se como uma escala capaz de contribuir para o esclarecimento da identidade profissional dos professores de educa&#231;&#227;o f&#237;sica. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUS&#213;ES </b>      </font>     <p><font size="2" face="Verdana">Em s&#237;ntese, podemos afirmar que o instrumento de   investiga&#231;&#227;o que constru&#237;mos &#233; v&#225;lido para avaliar a identidade profissional   destes professores, medindo duas dimens&#245;es distintas deste construto: a   dimens&#227;o Envolvimento Pedag&#243;gico relacionada com a forma como o professor   define o seu trabalho, como se relaciona com os alunos e, sobretudo como se perceciona   enquanto profissional e a dimens&#227;o Motivacional que aponta para aspetos motivacionais relacionados com a pr&#225;tica profissional.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFER&#202;NCIAS</b>    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Borges, C. (2003). <i >O professor de educa&#231;&#227;o f&#237;sica e a constru&#231;&#227;o do saber</i>. Campinas:   Papirus.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S1646-107X201400030001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Bryan, A., & Cramer, D. (1993). <i >An&#225;lise de dados em ci&#234;ncias sociais:   Introdu&#231;&#227;o &#224;s t&#233;cnicas utilizando o SPSS</i>. Oeiras: Celta Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S1646-107X201400030001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Cronbach, L. (1984). <i >Essencial of psychological testing</i>. New York: Harper & Row.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S1646-107X201400030001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Dowling, F. (2006). Physical education teacher educators' professional   identities, continuing professional development and the issue of gender   equality. <i >Physical Education and Sport     Pedagogy, 3</i>, 247-263.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S1646-107X201400030001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Dowling, F. (2011). Are PE teacher identities fit for postmodern schools   or are they clinging to modernist notions of professionalism&#8204; <i >Sport, Education and Society, 2</i>, 201-222.   doi: 10.1080/13573322.2011.540425    </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1646-107X201400030001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Ferreira, A. G., & Moreira, J. A. (2010). A auto-estima   profissional dos professores de Educa&#231;&#227;o F&#237;sica em Portugal. <i >Exedra, 4</i>, 65-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1646-107X201400030001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Ferreira, A. G., & Moreira, J. A. (2012). Perceptions of Pedagogical Practices   of Physical Education Teachers in Portugal since the 1970s. <i >SportLogia Journal, 8</i>, 21-28. doi:   10.5550/sgia.120801.en.021F </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1646-107X201400030001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Ferreira, A. G., Moreira, J. A., &   Ferreira, J. A. (2011). Percep&#231;&#245;es sobre o Estatuto Socioprofissional dos   Professores de Educa&#231;&#227;o F&#237;sica em Portugal. <i >Revista     Portuguesa de Pedagogia, Extra-S&#233;rie</i>, 205-223.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1646-107X201400030001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Gomes, P., Ferreira, C., Pereira, A., &   Batista, P. (2013). A identidade profissional do professor: Um estudo de   revis&#227;o sistem&#225;tica. <i >Revista Brasileira     de Educa&#231;&#227;o F&#237;sica e Esporte, 27</i>(2), 247-267. doi: 10.1590/S1807-55092013000200009 </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1646-107X201400030001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Kelchtermans, G. (1993). Getting the story, understanding the lives: From   career stories to teacher&#180;s professional development. <i >Teaching and Teacher Education, 9</i>,   443-456.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1646-107X201400030001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Kelchtermans, G. (1995). A utiliza&#231;&#227;o de   biografias na forma&#231;&#227;o de professores. <i >Aprender,     18</i>, 5-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1646-107X201400030001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Lahire, B. (2002). <i >O homem plural: Os determinantes da ac&#231;&#227;o</i>. Petr&#243;polis: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1646-107X201400030001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Moreira, J. (2013). <i >Perspetiva Hist&#243;rico-Contempor&#226;nea da Educa&#231;&#227;o F&#237;sica em Portugal</i>.   Santo Tirso: DeFacto Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1646-107X201400030001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Moreira, J. A., & Ferreira, A. G. (2011).   A Identidade Socioprofissional dos Professores de Educa&#231;&#227;o F&#237;sica em Portugal. <i >e-curriculum, 7</i>, 1-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1646-107X201400030001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Moreira, J. A., & Ferreira, A. G. (2012).   A auto-imagem profissional dos professores de Educa&#231;&#227;o F&#237;sica em Portugal. <i >Educa&#231;&#227;o & Realidade, 37</i>, 741-763.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1646-107X201400030001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Nunnaly, J. C. (1978). <i >Psychometric   theory</i>. New York: McGraw-Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1646-107X201400030001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Oliveira, J. (2012). <i >O   Ensino da Educa&#231;&#227;o F&#237;sica em Portugal: Difus&#227;o e Implementa&#231;&#227;o da Gin&#225;stica   Sueca em Portugal na Primeira Metade do S&#233;culo XX</i>. Disserta&#231;&#227;o de Doutoramento n&#227;o publicada. Universidade de Coimbra, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1646-107X201400030001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Oppenheim, A. (1979). Q<i >uestionnaire   design and attitude measurement</i>. Gr&#227;-Bretanha: Morrison & Gibb.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1646-107X201400030001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Pestana, M., & Gageiro, J. (2003). <i >An&#225;lise de dados para as Ci&#234;ncias Sociais &#8211; A complementaridade do SPSS</i> (3&#170; ed). Lisboa: Edi&#231;&#245;es S&#237;labo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1646-107X201400030001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Rezer, R. (2007). Rela&#231;&#245;es entre conhecimento   e pr&#225;tica pedag&#243;gica no campo da Educa&#231;&#227;o F&#237;sica: Pontos de vista. <i >Motriviv&#234;ncia, 19</i>, 38-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1646-107X201400030001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Stevens, J. (1986). <i >Applied multivariate   statistics for the social sciences</i>. New Jersey: Lawrence Erlbaum   Associates.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1646-107X201400030001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Tinsley, H., & Tinsley, D. (1987). Uses of factor analysis in   counseling psychology research. <i >Journal     of Counseling Psychology, 34</i>, 414-424.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1646-107X201400030001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >Agradecimentos:</b> </font>    <br>   <font size="2" face="Verdana">Nada a declarar. </font>    <br>   <font size="2" face="Verdana"><b >Conflito de Interesses:</b> </font>    <br>   <font size="2" face="Verdana">Nada a declarar. </font>    <br>   <font size="2" face="Verdana"><b >Financiamento:</b> </font>    <br>   <font size="2" face="Verdana">Estudo apoiado pela Funda&#231;&#227;o para a Ci&#234;ncia e a Tecnologia (FCT).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Artigo recebido a 25.05.2013; 1&#170; Revis&#227;o 05.09.2013;   2&#170; Revis&#227;o 13.01.2014; Aceite 16.02.2014 </font>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="end"></a><a href="#topo">*</a><i >Autor correspondente</i>:   Universidade Aberta, Departamento de Educa&#231;&#227;o e Ensino &#224; Dist&#226;ncia, Rua do   Amial, n.&#186; 752, 4200-055 Porto - Portugal; <i >E-mail</i>: <a href="mailto:jmoreira@uab.pt">jmoreira@uab.pt</a> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b><a href="/img/revistas/mot/v10n3/10n3a10a1.jpg">Anexo</a></b></font>     
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