<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1646-107X</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Motricidade]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Motri.]]></abbrev-journal-title>
<issn>1646-107X</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Edições Desafio Singular]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1646-107X2015000200007</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.6063/motricidade.3551</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Evidências de validade da versão brasileira do Exercise Motivation Inventory-2 em contexto de academia e personal training]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Validity evidences of the Brazilian version of the Exercise Motivation Inventory-2 in the context of health clubs and personal training]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Klain]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ingi P]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Matos]]></surname>
<given-names><![CDATA[Dihogo Gama de]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cid]]></surname>
<given-names><![CDATA[Luís]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Aidar]]></surname>
<given-names><![CDATA[Felipe José]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A04"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Leitão]]></surname>
<given-names><![CDATA[José Carlos]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Moutão]]></surname>
<given-names><![CDATA[João Miguel]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro Departamento de Ciências do Desporto, Exercício e Saúde ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Vila Real ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Instituto Politécnico de Santarém Escola Superior de Desporto de Rio Maior ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Santarém ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="A03">
<institution><![CDATA[,Centro de Investigação em Desporto, Saúde e Desenvolvimento Humano  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="A04">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Sergipe Departamento de Educação Física ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<volume>11</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>62</fpage>
<lpage>74</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-107X2015000200007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-107X2015000200007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-107X2015000200007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Este estudo teve como objetivos verificar a validade fatorial e a validade interna da versão brasileira do Exercise Motivation Inventory-2 (EMI-2) e comparar os principais motivos para prática de exercício tendo em conta os contextos de academia e personal training. Um total de 588 praticantes de exercício da cidade de Pelotas/RS/Brasil (405 de academia e 183 de personal training) preencheram o EMI-2, o qual é constituído por 51 itens, agrupados em 14 motivos (fatores) para prática de exercício físico. A validade fatorial do EMI-2 foi testada através da realização de análises fatoriais confirmatórias e a validade interna através do alfa de Cronbach. Para a verificar o efeito do contexto nos motivos foi utilizada a MANOVA e calculado o tamanho do efeito. Os resultados obtidos dão suporte à estrutura original do EMI-2 com 14 fatores, nesta amostra. Verificou-se um efeito multivariado significativo do contexto sobre os motivos de prática [Wilks’ &#955; = 0.912, F (14, 573.000) = 3.9, p < 0.001, &#951;² = 0.088]. Os motivos de “Prazer”, “Força e resistência”, “Desafio”, “Socialização”, “Competição” e “Reconhecimento Social” foram significativamente superiores no contexto de academia e os motivos de “Agilidade” e “Prevenção de Doenças” foram significativamente superiores no contexto de personal training.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study aimed to verify the factorial and internal validity of the Brazilian version of Exercise Motivation Inventory-2 (EMI-2) and compare the main reasons for exercise training considering the contexts of health clubs and personal training. A total of 588 exercisers of Pelotas city / RS / Brazil (405 from health clubs and 183 from personal training) filled the EMI-2, which consists of 51 items grouped into 14 motives (factors) for exercise. The factorial validity of the EMI-2 was tested by conducting confirmatory factorial analyzes and the internal validity by computing Cronbach’s alpha. To verify the effect of the context on the motives it was used the MANOVA test and calculated the effect-size. The results obtained support the EMI-2 original structure of 14 factors in this sample. There was a significant multivariate effect of the context on the motives for exercising [Wilks’ &#955; = 0.912, F (14, 573.000) = 3.9, p < 0.001, &#951;² = 0.088]. The motives of "Pleasure", "Strength and Endurance", "Challenge", "Socialization", "Competition" and "Social Recognition" were significantly higher in the context of health clubs and the motives of "Agility" and "Prevention of Diseases" were significantly higher in the context of personal training.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[evidências de validade]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[análise fatorial confirmatória]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[EMI-2]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[evidence of validity]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[confirmatory factor analysis]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[EMI-2]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font size="2" face="Verdana">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="4" face="Verdana">Evidências de validade da versão brasileira do Exercise Motivation   Inventory-2 em contexto de academia e <i>personal training</i></font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Validity evidences of the Brazilian version of the Exercise Motivation Inventory-2 in the context of health clubs and personal training</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Ingi   P Klain<b><sup>1,<a href="#end">*</a><a name="topo"></a></sup>;</b> Dihogo Gama de Matos<sup>1</sup>; Luís   Cid<sup>2,3</sup>; Felipe José Aidar<sup>4</sup>; José Carlos Leitão<sup>1,3</sup>; João Miguel Moutão<sup>2,3</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>1</sup> <i>Departamento de Ci&ecirc;ncias do Desporto, Exerc&iacute;cio e Sa&uacute;de, Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal    <br> </i></font><font size="2" face="Verdana"><sup>2</sup> <i>Escola Superior de Desporto de Rio Maior, Instituto Polit&eacute;cnico de Santar&eacute;m, Santar&eacute;m, Portugal    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> </i></font><font size="2" face="Verdana"><sup>3</sup> <i>Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Desporto, Sa&uacute;de e Desenvolvimento Humano, CIDESD, Portugal    <br> </i></font><font size="2" face="Verdana"><sup>4 </sup><i>Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica, Universidade Federal de Sergipe, S&atilde;o Crist&oacute;v&atilde;o, Sergipe, Brasil</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este estudo teve como objetivos verificar a validade   fatorial e a validade interna da versão brasileira do <i>Exercise Motivation     Inventory-2</i> (EMI-2) e comparar os principais motivos para prática de   exercício tendo em conta os contextos de academia e <i>personal training</i>.   Um total de 588 praticantes de exercício da cidade de Pelotas/RS/Brasil (405 de   academia e 183 de <i>personal training</i>) preencheram o EMI-2, o qual é constituído por 51 itens, agrupados em 14   motivos (fatores) para prática de exercício físico. A validade fatorial do EMI-2 foi testada através da   realização de análises fatoriais confirmatórias e a validade interna através do <i>alfa de Cronbach.</i> Para a verificar o efeito do contexto nos motivos foi   utilizada a MANOVA e calculado o tamanho do efeito. Os resultados obtidos dão   suporte à estrutura original do EMI-2 com 14   fatores, nesta amostra. Verificou-se um   efeito multivariado significativo do contexto sobre os motivos de prática   [Wilks’ &#955; = 0.912, <i>F </i>(14, 573.000) = 3.9, <i>p</i> &lt; 0.001, <i>&#951;²</i> = 0.088]. Os motivos   de “Prazer”, “Força e resistência”,   “Desafio”, “Socialização”, “Competição” e “Reconhecimento Social” foram   significativamente superiores no contexto de academia e os motivos de   “Agilidade” e “Prevenção de Doenças” foram significativamente superiores no contexto de <i>personal training.</i> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chaves: </b>evidências de validade, análise fatorial confirmatória, EMI-2</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">This study aimed to verify the factorial and   internal validity of the Brazilian version of Exercise Motivation Inventory-2   (EMI-2) and compare the main reasons for exercise training considering the   contexts of health clubs and personal training. A total of 588 exercisers of   Pelotas city / RS / Brazil (405 from health clubs and 183 from personal   training) filled the EMI-2, which consists of 51 items grouped into 14 motives   (factors) for exercise. The factorial validity of the EMI-2 was tested by   conducting confirmatory factorial analyzes and the internal validity by   computing Cronbach’s alpha. To verify the effect of the context on the motives   it was used the MANOVA test and calculated the effect-size. The results obtained   support the EMI-2 original structure of 14 factors in this sample. There was a   significant multivariate effect of the context on the motives for exercising   [Wilks’ &#955; = 0.912, <i>F </i>(14, 573.000) = 3.9, <i>p</i> &lt; 0.001, <i>&#951;²</i> = 0.088].    The motives of &quot;Pleasure&quot;, &quot;Strength and Endurance&quot;,   &quot;Challenge&quot;, &quot;Socialization&quot;, &quot;Competition&quot; and   &quot;Social Recognition&quot; were significantly higher in the context of   health clubs and the motives of &quot;Agility&quot; and &quot;Prevention of Diseases&quot; were significantly higher in the context of personal training.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords: </b>evidence of validity, confirmatory factor analysis, EMI-2</font></p> <hr noshade size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODUÇÃO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar do conhecimento generalizado sobre os efeitos   positivos na saúde que a prática regular de atividade física pode potencializar (Lee et al., 2012), o mais recente estudo realizado de monitorização da prática de atividade física (122 países; 88,9% da população mundial) indicou que cerca de 30% da população é inativa nos países industrializados ou em desenvolvimento (Hallal et al., 2012). No caso específico do Brasil, os dados revelam que 49% dos adultos são fisicamente inativos, sendo que na cidade de Pelotas/RS esse valor se situa nos 41% (Hallal, Victora, Wells, &amp; Lima, 2003). Estes dados, tornam-se ainda mais preocupantes se considerarmos que 40%-65% dos indivíduos, que estão envolvidos em programas organizados de exercício físico, desistem nos primeiros 3-6 meses (Annesi, 2003). Se considerarmos apenas o contexto das academias, estudos recentes mostram prevalências de prática estruturada de exercícios físicos no Brasil que variam entre 1.9% e 7.8%, dependendo do período do ano (Balbinotti, Barbosa, Balbinotti, &amp; Saldanha, 2011; Liz, Crocetta, Viana, Brandt, &amp; Andrade, 2010).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Um dos aspetos que se pode assumir como importantes para a   manutenção desta prática de exercício é o da adequação dos programas de   exercício aos diferentes motivos referidos pelos praticantes. Numa recente   revisão de literatura sobre os principais motivos para a prática de exercício físico no Brasil, em contexto de academias (Liz et al., 2010), foram identificados os motivos “Saúde”, “Estética”, “Socialização”, “Melhoria da condição física” e “Bem-estar” como sendo os mais importantes. Todavia, estes motivos foram obtidos com base na análise de 13 estudos que utilizaram instrumentos de recolha de dados com nenhuma evidência sobre as suas qualidade psicométrica, nomeadamente, sobre a sua validade e fiabilidade, o que pode colocar sérias reservas à aceitação dos dados obtidos. Para além disso, os poucos estudos realizados no Brasil com a utilização de instrumentos de avaliação devidamente validados (Balbinotti &amp; Barbosa, 2008; Balbinotti &amp; Capozzoli, 2008), não foram incluídos nesta revisão. Assim, a existência de instrumentos de medida validados para a cultura brasileira visando a avaliação dos motivos para prática de exercício físico condiciona a realização de estudos confiáveis, fazendo desta uma questão central na investigação. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dos instrumentos desenvolvidos e validados para a avaliação   dos motivos de prática de exercício, destacamos o <i>Exercise Motivation Inventory</i> 2 (EMI-2) (Markland &amp; Ingledew, 1997), que representa uma versão melhorada do <i>Exercise Motivation Inventory </i>(Markland &amp; Hardy, 1993). Este questionário, constituído por 51 itens, avalia 14 motivos (fatores), que segundo os autores, podem ser organizados em cinco dimensões, sendo por isso o instrumento de avaliação que identifica uma maior diversidade de motivos para prática de exercício físico. Uma outra vantagem do EMI-2, prende-se com o facto de ser um instrumento cuja validade e fiabilidade têm sido demonstradas em diferentes culturas tão diferentes como a Inglesa (Markland &amp; Ingledew, 1997), Polaca (Zajac &amp; Schier, 2011), Alemã (Ingledew &amp; Sullivan, 2002) e Portuguesa (Alves &amp; Lourenço, 2003), permitindo dessa   forma a comparação transcultural dos resultados obtidos. Diferentes estudos   realizados revelaram que o EMI-2 permite diferenciar os indivíduos em função do   seu estádio de mudança para o exercício e prever a troca de estádio num período de três meses (Ingledew, Markland, &amp; Medley, 1998), o que tem permitido compreender a importância que os diferentes motivos têm na prática continuada de exercício (Ingledew &amp; Markland, 2008).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por essa razão, o EMI-2 tem atraído considerável atenção de   investigadores também no Brasil, o que levou a que recentemente as suas   propriedades psicométricas fossem avaliadas com recurso a uma amostra de   estudantes universitários (Guedes, Legnani, &amp; Legnani, 2012). Neste estudo, contudo, a versão brasileira apresentada do EMI-2 é constituída por apenas 44 itens agrupados em 10 motivos (fatores), constituindo-se como um instrumento de medida diferente do original EMI-2, que avalia menos motivos e impossibilita a comparação dos resultados obtidos com o EMI-2 noutras culturas. Acresce ainda, o facto de as alterações introduzidas no EMI-2 por Guedes, Legnani e Legnani (2012) terem sido introduzidas com base numa análise fatorial exploratória (AFE). Esta opção, tal como refere (Marôco, 2010), irá conduzir necessariamente a   uma estrutura fatorial diferente da original, pois o uso da regra do <i>eigenvalue</i> superior a 1 (critério de kaiser) na AFE, apesar de correta, leva a que sejam   retidos menos fatores que os necessários para explicar a variância das   variáveis manifestas. Esta questão é particularmente importante quando estamos perante um instrumento de medida com muitos fatores, como é o caso do EMI-2. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dessa forma, sendo conhecida a estrutura fatorial do EMI-2,   a sua validação de constructo passa pela confirmação desta mesma estrutura e   não a exploração de uma estrutura diferente, sendo a análise fatorial   confirmatória (AFC) a abordagem mais adequada. Por outro lado, o facto de a AFE   ter sido realizada com recurso a uma amostra de estudantes universitários coloca   reservas sobre a validade desta versão em estudos realizados em praticantes de   exercício de academia e <i>personal training</i>, os quais apresentam caraterísticas   sociodemográficas e culturais distintas. Note-se que num outro estudo prévio de validação do EMI-2, realizado por Moreira, Schneider, Stadnik, Perin, e Zych (2010), com recurso a uma amostra diferente de alunos Brasileiros do ensino médio profissionalizante, a estrutura fatorial para o EMI-2 resultante da AFE realizada foi também diferente da encontrada Guedes, Legnani e Legnani (2012).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Considerando as limitações   referidas anteriormente, foram definidos como objetivos do presente estudo: i)   verificar a fiabilidade e validade fatorial da versão brasileira do <i>Exercise     Motivation Inventory-2</i>; ii) comparar os principais motivos para prática de exercício tendo em conta os contextos de academia e <i>personal training</i>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>MÉTODO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Participantes</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Participaram deste estudo um total de 588 sujeitos: 405   praticantes de exercício em contexto de academia, do sexo feminino (<i>n</i> =   240; 59 %) e masculino (<i>n</i> = 165; 41 %), com idades entre 18 e 81 anos (<i>M</i>   = 35; <i>DP</i> = 17); 183 praticantes de exercício em contexto de <i>personal     training</i> do sexo feminino (<i>n</i> = 142; 78 %) e 41 masculino (<i>n</i> =   41; 22 %), com idades entre 18 e 88 anos (<i>M</i> = 43; <i>DP</i> = 16). Todos   os praticantes eram da cidade de Pelotas/RS/Brasil e cumpriram os seguintes   critérios de inclusão: estarem frequentando regularmente as aulas (i.e., no   mínimo duas sessões de treino por semana) dos programas de academia ou <i>personal     training</i> e concordarem em assinar o termo de consentimento. Esta   investigação carateriza-se como sendo de campo, com corte transversal e   maioritariamente do tipo quantitativa, com recurso a uma amostra intencional e não probabilística.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Instrumento</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>Exercise Motivation   Inventory</i> (EMI-2) – este instrumento   desenvolvido por Markland e Ingledew (1997), é constituído por 51 itens, agrupados em 14 motivos   (fatores) para prática de exercício físico organizados em 5 dimensões:   psicológicos (“Estresse”,   “Revitalização”, “Prazer”, “Desafio”), interpessoais (“Reconhecimento social”,   “Socialização, “Competição”), de saúde (“Saúde”, “Doença”, “Manter-se saudável”),   corporais (“Peso” e “Aparência”) e de condição física (“Força e resistência” e   “Agilidade”). As respostas são dadas em   uma escala do tipo <i>Likert</i> de 6 pontos, em que “0” “significa nada pra   mim” e “5” é “completamente verdadeiro pra mim”. A importância de cada motivo é avaliada pela média obtida nos itens pertencentes   a cada dimensão. Este questionário foi traduzido e validado para a   língua portuguesa (Alves &amp; Lourenço, 2003), tendo-se obtido   valores de consistência interna   considerados recomendáveis (<i>&#945;</i> &#8805;   0.70) em todos os 14 motivos (fatores). Dadas as diferenças culturais   existentes entre Portugal e Brasil a versão portuguesa (Alves &amp; Lourenço, 2003) foi submetida a uma análise prévia de validade facial   e de conteúdo através de um processo de revisão independente com recurso a dois   painéis de especialistas: um painel composto por três especialistas em   psicologia do desporto (i.e. três docentes do ensino superior com o doutoramento   realizado nesta área de investigação) e um segundo painel constituído por três   professores de educação física com mais de 10 anos de experiência em academia.   Com base nas sugestões dadas pelos especialistas foram realizados alguns   ajustamentos semânticos em algumas das expressões e palavras utilizadas (e.g. item 46 &quot;Para libertar a tensão&quot;, foi adaptado   para a redação “Para liberar a tensão&quot;). Esta versão brasileira do <i>Exercise Motivation Inventory-2</i>   (EMI-2b) foi ainda aplicada a um grupo de 20 praticantes de academia e <i>personal     training</i>, os quais não levantaram nenhuma dúvida ou dificuldade no   preenchimento e compreensão do significado dos itens, assumindo-se a adequação cultural da mesma. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Recolha de dados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Primeiramente foram contatados   os proprietários e/ou administradores das academias e/ou centros de treinamento   personalizado mais populares da cidade, realizado convite formal e apresentação   do pré-projeto da pesquisa, buscando aprovação para realização da investigação   nos locais. Após definição das instituições interessadas, foi realizado um contato   inicial com os alunos praticantes, onde a pesquisadora se identificou e   explicou o tema da pesquisa buscando recrutar os sujeitos interessados em   participar da coleta. Seguidamente, a pesquisadora aplicou os questionários e   ficou à disposição para orientar e esclarecer possíveis dúvidas a respeito do preenchimento dos mesmos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A escolha das academias foi por conveniência. Os   questionários não foram aplicados a todos os praticantes de cada academia, pois a participação na pesquisa foi voluntária e não obrigatória. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os procedimentos metodológicos   aplicados foram aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa com seres humanos da   Escola Superior de Educação Física da Universidade Federal de Pelotas, sob o   número 016/2012 e seguiram as normas de ética em pesquisas com humanos conforme   a resolução nº 251, de 07/08/1997 do Conselho Nacional de Saúde e da resolução   nº. 196, de 10/10/1996 que dispões sobre as diretrizes e normas   regulamentadoras de pesquisa envolvendo seres humanos, em concordância com os   princípios éticos contidos na Declaração de Helsinki. Os dados foram coletados   após os participantes terem assinado o termo de consentimento livre e   esclarecido, autorizando sua participação e concordando com a divulgação dos resultados, sendo guardadas as identidades pessoais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Análise estatística</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A validade de constructo do EMI-2 foi testada através da   realização de análises fatoriais confirmatórias (AFC). Seguindo os mesmos   procedimentos adotados por Markland e Ingledew (1997), a estrutura fatorial do EMI-2 foi analisada tendo em conta os valores de ajustamento de cada um dos 14 submodelos de medida que compõem o EMI-2 (i.e. referente a cada um dos fatores), bem como para o modelo global com os 14 fatores e 51 itens em simultâneo. Para tal, foi utilizado o método de estimação da máxima verossimilhança (ML: <i>Maximum Likelihood</i>) que avalia o modelo através do teste estatístico do qui-quadrado (c<sup>2 </sup><i>Chi-Square</i>).   Considerando que a teoria subjacente ao método de estimação ML assume a multinormalidade   dos itens (Kahn, 2006) será necessário recorrer ao teste de Mardia (1970) para se avaliar este pressuposto. Derivado ao facto de na nossa amostra o valor de Mardia normalizado ser superior a 5 (Byrne, 2009) na maioria dos modelos analisados, foi utilizado o método robusto que corrige os valores do c<sup>2</sup> para a não normalidade da   distribuição dos dados (Chou &amp; Bentler, 1995), apresentando-se assim o valor de Satorra-Bentler c<sup>2 </sup>(S-B &#967;<sup>2</sup>: ver Satorra &amp; Bentler,   1994). Para além do teste S-B &#967;²,   os respetivos graus de liberdade (<i>df</i>) e o nível de significância (<i>p</i>),   serão ainda apresentadas as estimativas robustas dos seguintes índices de   ajustamento mais consensuais na literatura (L Cid, Rosado, Alves, &amp; Leitão, 2012;   Hair, Black, &amp; Babin, 2009), designadamente: <i>Standardized Root Mean Square Residual</i> (SRMR), <i>Comparative     Fit Index</i> (CFI),   <i>Non-normed Fit Index</i> (<i>NNFI</i>) e o <i>Root Mean Square Error of     Approximation </i>(RMSEA) e respetivo intervalo de confiança (IC) a 90%. Para   os índices referidos, foram adotados os valores de corte sugeridos por Hu e Bentler (1999): SRMR &#8804; 0.080, CFI e NNFI &#8805; 0.950 e RMSEA &#8804; 0.060. Para a realização destes cálculos foi utilizado o programa estatístico EQSWIN (versão 6.1).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para a análise da validade interna foram calculados os   valores de consistência interna (alfa de Cronbach) para cada um dos 14 fatores   que compõem o EMI-2, tendo sido utilizado o valor de corte de 0.70 proposto por Nunnally (1978) para uma consistência interna razoável de cada fator. De acordo com Hill &amp; Hill (2000), podemos classificar os valores de alfa de acordo com os seguintes intervalos de valores: inaceitável <i>&#945;</i> &lt; 0.60; fraca <i>&#945;</i> = 0.60-0.69; razoável <i>&#945;</i> = 0.70-0.79; boa <i>&#945;</i> = 0.80-0.89; excelente &#945; &gt; 0.89.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No que se refere às análises estatísticas univariadas   subsequentes, foram realizadas com recurso a técnicas de estatística descritiva   (Média; Desvio-padrão) e de análise da normalidade de distribuição (Assimetria;   Curtose). Para a análise do efeito do contexto de prática (i.e. academia vs <i>personal     training</i>) sobre os motivos foi utilizada a técnica estatística multivariada   MANOVA. O tamanho do efeito atribuído à variável   independente foi estimado através do cálculo do Eta quadrado (<i>&#951;²</i>), interpretados de acordo com os valores de corte   propostos por Ellis (2010), ou seja: efeitos pequenos para <i>&#951;<sup>2</sup></i> &#8805;   0.01, efeitos médios para <i>&#951;<sup>2</sup></i> &#8805; 0.06 e efeitos grandes para <i>&#951;<sup>2</sup></i> &#8805; 0.14. Estes cálculos foram realizados com recurso ao SPSS (versão 20.0), tendo sido adotado o nível de significância de <i>p </i>&lt; 0.05.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Análise fatorial confirmatória</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="/img/revistas/mot/v11n2/11n2a07t1.jpg">Tabela 1</a> são apresentados os resultados das AFC   realizadas, onde se inclui os valores de ajustamento global de cada modelo testado e os respetivos pesos fatoriais de cada item. </font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">É possível verificar que todos os modelos de medida   atingiram os valores de corte tidos como adequados para os índices de ajustamento medidos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao nível do ajustamento local, referente aos valores dos   parâmetros individuais dos modelos, verifica-se que a grande maioria dos motivos   apresenta itens com pesos fatoriais acima de 0.05. No caso dos motivos   “Socialização”, “Manter-se Saudável”, “Aparência” e “Força e Resistência” o   valor mínimo dos pesos fatoriais foi ligeiramente abaixo deste valor mas ainda   assim superiores a 0.30, tido como mínimo aceitável para que possam ser interpretados (L Cid et al., 2012; Hair et al., 2009). O único item cujo peso fatorial ficou abaixo deste valor (PF = 0.25) foi o item 1 (“Para me manter elegante”) razão pela qual foi eliminado do modelo de medida do motivo “Peso”, do qual faz parte, o que fez também com que aumentasse a sua consistência interna (passou de 0.78 para 0.88).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tendo em conta os valores de ajustamento aceitáveis de cada   um dos 14 submodelos de medida foi testado em seguida o valor de ajustamento do   modelo de medida global com os 14 fatores e 51 itens em simultâneo. O   coeficiente de Mardia normalizado foi de 109.07, razão pela qual se optou mais   uma vez pela utilização do valor de c<sup>2   </sup>com correção de Satorra-Bentler. Analisando a validade de constructo do   EMI-2b, com todos os fatores e itens em simultâneo, verifica-se que o mesmo só   se ajusta aos dados após a eliminação dos itens 1 (fator “Peso”), 4 (fator   “Aparência”), 22 (fator “Força e Resistência”) e 24 (fator “Socialização”), os   quais apresentavam valores residuais muito elevados, bem como, pesos fatoriais abaixo de 0.50 (<a href="/img/revistas/mot/v11n2/11n2a07t2.jpg">Tabela 2</a>).</font></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O único item que apresenta um peso fatorial abaixo de 0.50 é   o item 7 (0.40), todos os outros itens apresentam pesos fatoriais entre 0.55 e   0.88. Não optámos pela eliminação do item 7 porque deixaria o respetivo fator a   que pertence (i.e., o fator “Manter-se Saudável”) com apenas 2 itens, o que não   deve acontecer (dado que por questões de identificação dos modelos, cada fator   deve no mínimo ser constituído por 3 itens). As correlações entre os diversos fatores situaram-se entre -0.03 e 0.86.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Consistência interna</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Relativamente à consistência interna verificamos que a   maioria dos fatores apresentou valores de alfa de Cronbach acima do nível de   corte definido (i.e. 0.70). Nos casos dos motivos “Manter-se Saudável” e “Revitalização” esses valores de alfa ficaram ligeiramente abaixo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Motivos para a prática de exercício</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="/img/revistas/mot/v11n2/11n2a07t3.jpg">Tabela 3</a> são apresentados os valores de estatística   descritiva e de medidas de dispersão dos motivos para prática de exercício,   tendo em conta a globalidade dos participantes neste estudo. Como podemos   verificar, na generalidade dos motivos, a distribuição é assimétrica negativa   (i.e. enviesada à direita), para um nível de significância de 0.05, mostrando   que há uma predominância da valorização desses motivos por parte dos sujeitos   (com exceção da “Socialização”, “Problemas saúde”, “Competição” e “Reconhecimento   social”, que apresentam uma distribuição assimétrica positiva - enviesada à   esquerda). Por outro lado, no que diz respeito ao achatamento, a distribuição é   normal (i.e. mesocúrtica) apenas nos motivos “Força e resistência”, “Aparência”   e “Competição”, sendo mais achatada do que o normal (i.e. platocúrtica) nos   motivos cujo valor z é inferior a -1.96, e menos achatada do que o normal (i.e.   leptocúrtica) nos motivos cujo valor z é superior a 1.96, sendo o caso mais   severo o motivo “Manter-se saudável”. Por último verificamos que a maioria dos   motivos não tem uma distribuição multivariada normal, uma vez que o valor de   coeficiente de Mardia normalizado é superior ao valor de corte de 5, sugerido por Byrne (2009). </font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">É possível verificar ainda que as médias das respostas dos   itens situaram-se entre o valor de 4.61 (DP = 0.67), para o motivo “Manter-se   saudável”, e o valor de 0.92 (DP = 1.20) para o motivo de “Reconhecimento social”.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De   acordo com a metodologia definida, foi analisado o efeito do contexto de   prática (i.e. academia vs <i>personal training</i>) sobre os motivos através de   uma MANOVA. Os resultados revelaram a existência de um efeito multivariado   significativo do contexto sobre os motivos de prática Wilks’ &#955;   = 0.912, <i>F </i>(14, 573.000) = 3.9, <i>p</i> &lt; 0.001. O tamanho do efeito   verificado foi considerado de médio (<i>&#951;²</i> =   0.088). Tendo em conta este efeito, é seguidamente apresentado na <a href="/img/revistas/mot/v11n2/11n2a07t4.jpg">Tabela 4</a> os   valores médios obtidos em cada um dos motivos de prática tendo em conta os   contextos, juntamente com os respetivos valores da análise de variância (<i>F</i>),   nível de significância (<i>p</i>) e tamanho de efeito (<i>&#951;²</i>).</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">É   possível verificar que os motivos de “Prazer”, “Força e   resistência”, “Desafio”, “Socialização”, “Competição” e “Reconhecimento social”   são significativamente superiores nos praticantes em contexto de academia,   tendo os praticantes em contexto de <i>personal trainer</i> obtido valores   significativamente superiores nos motivos de “Agilidade” e “Prevenção de doenças”.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSSÃO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Este estudo objetivou validar   a estrutura fatorial original do EMI-2, em praticantes de exercício no Brasil,   bem como analisar e comparar os motivos   para prática de exercício físico tendo em conta os contextos de academia e <i>personal training</i>. Um instrumento desta natureza   validado para a cultura brasileira irá permitir a comparação dos resultados   obtidos com os de outros estudos internacionais que tenham aplicado a versão original   do EMI-2. Para além disso o EMI-2b pode servir como instrumento de trabalho,   permitindo a avaliação dos motivos de prática de exercício e ajudando os profissionais na adequação dos programas de exercício.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Respetivamente   à validade de constructo do EMI-2b, foram realizadas um conjunto de AFCs a cada   um dos 14 fatores que constituem este instrumento de medida, seguindo a mesma   metodologia da validação realizada pelo autor original. Esta   sub-divisão permitiu um diagnóstico preciso para possíveis desajustamentos em   cada fator, conforme a estratégia seguida na validação da versão original do   EMI-2 (Markland   &amp; Ingledew, 1997). Os resultados obtidos vão ao encontro   dos apresentados por Markland e Ingledew (1997) já   que todos   os modelos de medida atingiram os valores de corte tidos como adequados. Ainda   assim, foi possível a identificação de alguns itens mais “frágeis” com pesos   fatoriais abaixo de 0.50, os quais foram mantidos nesta fase por se poderem   aceitar pesos fatoriais até o limite mínimo de 0.30 (L   Cid et al., 2012; Kahn, 2006; Worthington &amp; Whittaker, 2006).   O único item cujo peso fatorial ficou abaixo deste valor (0.25) foi o item 1   (“Para me manter elegante”) razão pela qual foi eliminado do modelo de medida do   motivo “Peso”, do qual faz parte, o que fez também com que aumentasse a consistência interna deste fator (de 0.78 para 0.88).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Todavia,   analisando a validade de constructo do EMI-2b, com todos os fatores e itens em   simultâneo, é possível concluir que o modelo global ajusta-se aos dados apenas   após a eliminação dos itens com pesos fatoriais mais baixos (PF &lt; 0.50).   Assim, considerando que um dos objetivos da AFC é também o de fornecer   informações adicionais com vista à resolução de problemas e melhoria futura do   modelo (Hair   et al., 2009) recomendamos que os itens 1, 4, 22 e 24, bem como, o   item 7, sejam alvo de revisão semântica no futuro com vista à melhoria do modelo de medida global do EMI-2. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No que diz respeito à   consistência interna dos restantes fatores, verificamos que em geral os fatores   estão acima do nível de corte 0.70, com exceção dos motivos “Revitalização” (<i>&#945;</i> = 0.60), “Saúde” (<i>&#945;</i> = 0.63) e “Manter-se Saudável” (<i>&#945;</i> = 0.64). Apesar de estes valores serem inferiores a 0.70, optou-se por   mantê-los no modelo uma vez que ainda dentro do intervalo considerado por Hill e   Hill (2000) como aceitáveis, ainda de fracos. Esta opção pode-se   considerar plausível tomando também em consideração que se trata de fatores com   poucos itens (L Cid et al., 2012). Todavia, estes   fatores deverão ser alvo de uma futura atenção com vista à melhoria deste   instrumento de avaliação, já que a fiabilidade interna, avaliada através do   alfa de <i>Cronbach</i> analisa a extensão pela qual os itens contribuem em simultâneo para a medir o mesmo fator (i.e. o atributo psicológico).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ainda   assim, não obstante estas necessidades de melhoria, consideramos que os dados   obtidos corroboram a validade de constructo da estrutura fatorial original de   14 fatores do EMI-2 em praticantes de exercício no Brasil. A estrutura da   versão original (Markland   &amp; Ingledew, 1997) tem sido corroborada também nas versões   Alemã (Ingledew   &amp; Sullivan, 2002), Polaca (Zajac   &amp; Schier, 2011) e Portuguesa (Alves   &amp; Lourenço, 2003) do EMI-2, a qual tem servido de base para   a realização de estudos em praticantes de exercício de diferentes   nacionalidades (ver:   Luís Cid, Silva, &amp; Alves, 2007; Ingledew &amp; Markland, 2008; Ingledew et   al., 1998; Ingledew &amp; Sullivan, 2002; Silva et al., 2009).   Reforçamos por isso que as modificações aos modelos   originais devem ser evitadas só com base nas evidências empíricas fornecidas   pela análise   fatorial, sem que exista uma preocupação de   respeitar e manter a integridade teórica do modelo (Hair   et al., 2009; Henson &amp; Roberts, 2006).   Nos   estudos em que os autores não seguiram esse princípio, o modelo de medida   original do EMI-2 foi modificado, tanto ao nível do número de fatores como do   seu próprio conteúdo (ver:   Capdevila, Niñerola, &amp; Pintanel, 2004; Guedes et al., 2012).   Como tal, é fundamental que os investigadores dediquem   uma atenção considerável aos modelos e que escolham com muito cuidado as   estratégias para os testar (Biddle,   Markland, Gilbourne, Chatzisarantis, &amp; Sparkes, 2001).   Por essa razão, devemos ter sempre bem presente na   nossa consciência que o maior benefício de tomar as decisões corretas está na   hipótese de aumentar as probabilidades de obter um conjunto de resultados mais claros e consistentes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto   aos motivos para a prática de exercício, referidos pelos participantes deste   estudo, foi possível verificar que nos grupos analisados (i.e. academia e <i>personal     training</i>) os motivos “Manter-se saudável” e “Revitalização” são os mais   importantes, e os motivos “Competição” e “Reconhecimento social” os menos   importantes. Estes motivos estão em   coerência com o propósito de ambas as   modalidades, ou seja, a melhoria da saúde e do bem-estar. Resultados   semelhantes foram obtidos também por Cid, Silva, e Alves (2007) numa amostra de praticantes de um programa comunitário de exercício na cidade de Rio Maior/Portugal. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No   que diz respeito ao contexto de prática, verifica-se que o EMI-2 permitiu   identificar diferenças nos motivos de cada um dos grupos de praticantes   analisados, corroborando a sua utilidade e sensibilidade para diferenciar entre   grupos. No caso dos praticantes de academia os motivos de “Prazer”, “Força e   resistência”, “Desafio”, “Socialização”, “Competição” e “Reconhecimento social”   são significativamente superiores (<i>p </i>&lt;   0.05) aos dos praticantes com <i>personal     training</i>, os quais atribuíram, por sua vez, uma importância significativamente   superior (<i>p </i>&lt; 0.05) aos motivos   de “Agilidade” e “Prevenção de doenças”.   Uma das razões que pode estar na origem deste perfil diferenciado prende-se com   a média de idades mais elevada dos praticantes com <i>personal training</i>, já que, como verificaram Ribeiro, Alves, e Meira, (2009), com o avançar da idade a incidência de doenças é maior e a agilidade menor.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tendo   como referência os objetivos definidos podemos concluir que os resultados   obtidos dão   suporte inicial à validade de constructo do modelo original de 14 fatores da   versão brasileira do EMI-2 em praticantes de exercício.   Todavia, este estudo também evidenciou a necessidade futura de aprimorar esse   mesmo modelo. Considerando que a adaptação e validação de um   instrumento de medida é um processo dinâmico e contínuo (Messick,   1995),   será igualmente pertinente proceder no futuro a uma revisão ao conteúdo de   alguns itens identificados como mais “problemáticos” (i.e. com peso fatorial   mais baixo) e replicando as análises aqui realizadas com outras amostras. Dos   resultados obtidos foi ainda possível concluir sobre a existência de perfis de   motivos diferenciados entre os dois grupos de praticantes analisados, aos   quais os educadores físicos responsáveis pelas modalidades em academia e <i>personal     training</i> devem estar alerta de modo a aumentar a adesão nestes tipos de atividades. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Em suma, pensamos que a   versão aplicada do EMI-2b se poderá constituir como uma ferramenta útil de   trabalho para os profissionais de educação física e poderá continuar a ser   aplicada em estudos futuros que clarifiquem os motivos para a prática de   exercício em função de diferentes subgrupos e variáveis sociodemográficas (e.g.   sexo; idade). A utilização de instrumentos validados possibilita o estabelecimento de   uma linguagem comum entre os profissionais das diferentes áreas, promove bases   científicas para a compreensão e estudo dos problemas observados, propicia a   comparação de dados ao longo do tempo e permite o confronto de técnicas e modelos de intervenção.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>REFERÊNCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Alves, J., &amp; Lourenço, A. (2003). Tradução e adaptação do questionário de motivação para o exercício. <i>Desporto, Investigação e Ciência</i>, <i>2</i>, 3–23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S1646-107X201500020000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Annesi, J. (2003).   Effects of a cognitive behavioral treatment package on exercise attendance and   drop out in fitness centers. <i>European Journal of Sport Science</i>, <i>3</i>(2), 1–16. <a href="http://doi.org/10.1080/17461390300073206" target="_blank">http://doi.org/10.1080/17461390300073206</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S1646-107X201500020000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Balbinotti, M. A.   A., &amp; Barbosa, M. L. L. (2008). Análise   da Consistência Interna e Fatorial Confirmatório do IMPRAFE-126 com praticantes de atividades física gaúchos. <i>Psico-USF</i>, <i>13</i>(1), 1–12. <a href="http://doi.org/10.1590/S1413-82712008000100002" target="_blank">http://doi.org/10.1590/S1413-82712008000100002</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S1646-107X201500020000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Balbinotti, M. A. A.,   Barbosa, M. L. L., Balbinotti, C. A. A., &amp; Saldanha, R. P. (2011).   Motivação à prática regular de atividade física: um estudo exploratório. <i>Estudos de Psicologia (Natal)</i>, <i>16</i>(1), 99–106. <a href="http://doi.org/10.1590/S1413-294X2011000100013" target="_blank">http://doi.org/10.1590/S1413-294X2011000100013</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S1646-107X201500020000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Balbinotti, M. A. A., &amp;   Capozzoli, C. J. (2008). Motivação à prática regular de atividade física: um   estudo exploratório com praticantes em academias de ginástica. <i>Revista Brasileira de Educação Física e Esporte</i>, <i>22</i>(1), 63–80. <a href="http://doi.org/10.1590/S1807-55092008000100006" target="_blank">http://doi.org/10.1590/S1807-55092008000100006</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S1646-107X201500020000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Biddle, S. J. H.,   Markland, D., Gilbourne, D., Chatzisarantis, N. L. D., &amp; Sparkes, A. C.   (2001). Research methods in sport and exercise psychology: quantitative and qualitative issues. <i>Journal of Sports Sciences</i>, <i>19</i>(10), 777–809. <a href="http://doi.org/10.1080/026404101317015438" target="_blank">http://doi.org/10.1080/026404101317015438</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S1646-107X201500020000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Byrne, B. M.   (2009). <i>Structural Equation Modeling With AMOS: Basic Concepts, Applications, and Programming</i> (2nd ed.). New York: Taylor &amp; Francis.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S1646-107X201500020000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Capdevila, L., Niñerola, J.,   &amp; Pintanel, M. (2004). Motivación y actividad física: el autoinforme de motivos para la práctica de ejercicio físico (AMPEF). <i>Revista de Psicologia del Deporte</i>, <i>13</i>(1), 55–74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S1646-107X201500020000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Chou, C., &amp;   Bentler, P. (1995). Estimates and tests in structural equation modeling. Em R.   H. Hoyle (Ed.), <i>Structural Equation Modeling: Concepts, Issues, and     Applications</i> (pp. 37–54). Thousand Oaks, California: SAGE Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S1646-107X201500020000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Cid, L., Rosado, A., Alves,   J., &amp; Leitão, J. (2012). Tradução e validação de questionários em psicologia   do desporto e do exercício. Em A. Rosado, I. Mesquita, &amp; C. Colaço (Eds.), <i>Métodos e Técnicas de Investigação Qualitativa</i> (pp. 29 – 64). Lisboa: Edições FMH.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S1646-107X201500020000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Cid, L., Silva, C., &amp;   Alves, J. (2007). Actividade física e bem-estar psicológico - perfil dos participantes no programa de exercício e saúde de rio maior. <i>Motricidade</i>, <i>3</i>(2), 47–55. <a href="http://doi.org/10.6063/motricidade.3(2).674" target="_blank">http://doi.org/10.6063/motricidade.3(2).674</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S1646-107X201500020000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Ellis, P. D.   (2010). <i>The Essential Guide to Effect Sizes: Statistical Power,     Meta-Analysis, and the Interpretation of Research Results</i>. Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1646-107X201500020000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Guedes, D. P.,   Legnani, R. F. S., &amp; Legnani, E. (2012). Propriedades psicométricas da versão brasileira do Exercise Motivations   Inventory (EMI-2). <i>Motriz: Revista de Educação Física</i>, <i>18</i>(4), 667–677. <a href="http://doi.org/10.1590/S1980-65742012000400005" target="_blank">http://doi.org/10.1590/S1980-65742012000400005</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S1646-107X201500020000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Hair, J. F., Black, W. C.,   &amp; Babin, B. J. (2009). <i>Multivariate Data Analysis: A Global Perspective</i> (7th ed.). New Jersey: Prentice Hall.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S1646-107X201500020000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Hallal, P. C.,   Andersen, L. B., Bull, F. C., Guthold, R., Haskell, W., &amp; Ekelund, U.   (2012). Global physical activity levels: surveillance progress, pitfalls, and prospects. <i>Lancet</i>, <i>380</i>(9838), 247–257. <a href="http://doi.org/10.1016/S0140-6736(12)60646-1" target="_blank">http://doi.org/10.1016/S0140-6736(12)60646-1</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S1646-107X201500020000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Hallal, P. C.,   Victora, C. G., Wells, J. C. K., &amp; Lima, R. C. (2003). Physical inactivity:   prevalence and associated variables in Brazilian adults. <i>Medicine and Science in Sports and Exercise</i>, <i>35</i>(11), 1894–1900. <a href="http://doi.org/10.1249/01.MSS.0000093615.33774.0E" target="_blank">http://doi.org/10.1249/01.MSS.0000093615.33774.0E</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1646-107X201500020000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Henson, R. K.,   &amp; Roberts, J. K. (2006). Use of Exploratory Factor Analysis in Published Research   Common Errors and Some Comment on Improved Practice. <i>Educational and Psychological Measurement</i>, <i>66</i>(3), 393–416. <a href="http://doi.org/10.1177/0013164405282485" target="_blank">http://doi.org/10.1177/0013164405282485</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S1646-107X201500020000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Hill, M. M., &amp;   Hill, A. (2000). <i>Investigação por questionário</i>. Lisboa: Sílabo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1646-107X201500020000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Hu, L., &amp;   Bentler, P. M. (1999). Cutoff criteria for fit indexes in covariance structure   analysis: Conventional criteria versus new alternatives. <i>Structural Equation Modeling: A Multidisciplinary Journal</i>, <i>6</i>(1), 1–55. <a href="http://doi.org/10.1080/10705519909540118" target="_blank">http://doi.org/10.1080/10705519909540118</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1646-107X201500020000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Ingledew, D. K.,   &amp; Markland, D. (2008). The role of motives in exercise participation. <i>Psychology &amp; Health</i>, <i>23</i>(7), 807–828. <a href="http://doi.org/10.1080/08870440701405704" target="_blank">http://doi.org/10.1080/08870440701405704</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1646-107X201500020000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Ingledew, D. K.,   Markland, D., &amp; Medley, A. R. (1998). Exercise Motives and Stages of Change. <i>Journal of Health Psychology</i>, <i>3</i>(4), 477–489. <a href="http://doi.org/10.1177/135910539800300403" target="_blank">http://doi.org/10.1177/135910539800300403</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1646-107X201500020000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Ingledew, D. K.,   &amp; Sullivan, G. (2002). Effects of body mass and body image on exercise   motives in adolescence. <i>Psychology of Sport and Exercise</i>, <i>3</i>(4), 323–338. <a href="http://doi.org/10.1016/S1469-0292(01)00029-2" target="_blank">http://doi.org/10.1016/S1469-0292(01)00029-2</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1646-107X201500020000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Kahn, J. H.   (2006). Factor Analysis in Counseling Psychology Research, Training, and   Practice: Principles, Advances, and Applications. <i>Counseling Psychologist</i>, <i>34</i>(5), 684–718. <a href="http://doi.org/10.1177/0011000006286347" target="_blank">http://doi.org/10.1177/0011000006286347</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1646-107X201500020000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Lee, I.-M.,   Shiroma, E. J., Lobelo, F., Puska, P., Blair, S. N., &amp; Katzmarzyk, P. T.   (2012). Effect of physical inactivity on major non-communicable diseases   worldwide: an analysis of burden of disease and life expectancy. <i>Lancet (London, England)</i>, <i>380</i>(9838), 219–229. <a href="http://doi.org/10.1016/S0140-6736(12)61031-9" target="_blank">http://doi.org/10.1016/S0140-6736(12)61031-9</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1646-107X201500020000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Liz, C. M. de,   Crocetta, T. B., Viana, M. da S., Brandt, R., &amp; Andrade, A. (2010). Aderência à prática de exercícios físicos em academias de ginástica. <i>Motriz</i>, <i>16</i>(1), 181–188.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1646-107X201500020000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Mardia, K. V.   (1970). Measures of Multivariate Skewness and Kurtosis with Applications. <i>Biometrika</i>, <i>57</i>(3), 519–530. <a href="http://doi.org/10.2307/2334770" target="_blank">http://doi.org/10.2307/2334770</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1646-107X201500020000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Markland, D.,   &amp; Hardy, L. (1993). The exercise motivations inventory: Preliminary   development and validity of a measure of individuals’ reasons for participation   in regular physical exercise. <i>Personality and Individual Differences</i>, <i>15</i>(3), 289–296. <a href="http://doi.org/10.1016/0191-8869(93)90219-S" target="_blank">http://doi.org/10.1016/0191-8869(93)90219-S</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1646-107X201500020000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Markland, D.,   &amp; Ingledew, D. K. (1997). The measurement of exercise motives: Factorial   validity and invariance across gender of a revised Exercise Motivations Inventory. <i>British Journal of Health Psychology</i>, <i>2</i>(4), 361–376. <a href="http://doi.org/10.1111/j.2044-8287.1997.tb00549.x" target="_blank">http://doi.org/10.1111/j.2044-8287.1997.tb00549.x</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1646-107X201500020000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Marôco, J. (2010). <i>Análise de Equações Estruturais: Fundamentos teóricos, software &amp; Aplicações</i>. Pêro Pinheiro: ReportNumber, Lda.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1646-107X201500020000700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Messick, S.   (1995). Validity of psychological assessment: Validation of inferences from   persons’ responses and performances as scientific inquiry into score meaning. <i>American Psychologist</i>, <i>50</i>(9), 741–749. <a href="http://doi.org/10.1037/0003-066X.50.9.741" target="_blank">http://doi.org/10.1037/0003-066X.50.9.741</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1646-107X201500020000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Moreira, H.,   Schneider, C. E., Stadnik, A. M. W., Perin, A., &amp; Zych, V. (2010). Análise fatorial do inventário de motivação para o   exercício (IME) em amostra de jovens brasileiros. <i>Coleção Pesquisa em Educação Física</i>, <i>9</i>(5), 73–78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1646-107X201500020000700031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Nunnally, J. C. (1978). <i>Psychometric theory</i>. New York: McGraw-Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1646-107X201500020000700032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Ribeiro, L. da C. C., Alves,   P. B., &amp; Meira, E. P. de. (2009). Percepção dos idosos sobre as alterações   fisiológicas do envelhecimento. <i>Ciência, Cuidado e Saúde</i>, <i>8</i>(2), 220–227. <a href="http://doi.org/10.4025/cienccuidsaude.v8i2.8202" target="_blank">http://doi.org/10.4025/cienccuidsaude.v8i2.8202</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1646-107X201500020000700033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Satorra, A., &amp; Bentler,   P. (1994). Corrections to test   statistics and standard errors in covariance structure analysis. Em A. von Eye   &amp; C. C. Clogg (Eds.), <i>Latent variables analysis: applications for     developmental research</i>. Thousand Oaks, California: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1646-107X201500020000700034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Silva, M. N., Vieira, P. N.,   Coutinho, S. R., Minderico, C. S., Matos, M. G., Sardinha, L. B., &amp; Teixeira,   P. J. (2009). Using   self-determination theory to promote physical activity and weight control: a   randomized controlled trial in women. <i>Journal of Behavioral Medicine</i>, <i>33</i>(2), 110–122. <a href="http://doi.org/10.1007/s10865-009-9239-y" target="_blank">http://doi.org/10.1007/s10865-009-9239-y</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1646-107X201500020000700035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Worthington, R.   L., &amp; Whittaker, T. A. (2006). Scale Development Research A Content   Analysis and Recommendations for Best Practices. <i>The Counseling Psychologist</i>, <i>34</i>(6), 806–838. <a href="http://doi.org/10.1177/0011000006288127" target="_blank">http://doi.org/10.1177/0011000006288127</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1646-107X201500020000700036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Zajac, A. U.,   &amp; Schier, K. (2011). Body image dysphoria and motivation to exercise: A study of Canadian and Polish women participating in yoga or aerobics. <i>Archives of Psychiatry and Psychotherapy</i>, <i>13</i>(4), 67–72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1646-107X201500020000700037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Agradecimentos:    <br> </b></font><font size="2" face="Verdana">Nada a declarar    <br> </font><font size="2" face="Verdana"><b>Conflito de Interesses:    <br> </b></font><font size="2" face="Verdana">Nada a declarar.    <br> </font><font size="2" face="Verdana"><b>Financiamento:    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> </b></font><font size="2" face="Verdana">Nada a declarar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Artigo recebido a 24.02.2014; Aceite a 19.09.2014</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#topo">*</a><a name="end" id="end"></a><i> </i><i>Autor correspondente</i>:   Rua Conde de Porto Alegre, 573, Santa Vit&oacute;ria do Palmar/RS, CEP 96230-000, Brasil. <i>E-mail</i>: <a href="mailto:ingiklain@yahoo.com.br">ingiklain@yahoo.com.br</a></font></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Alves]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lourenço]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tradução e adaptação do questionário de motivação para o exercício]]></article-title>
<source><![CDATA[Desporto, Investigação e Ciência]]></source>
<year>2003</year>
<volume>2</volume>
<page-range>3-23</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Annesi]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Effects of a cognitive behavioral treatment package on exercise attendance and drop out in fitness centers]]></article-title>
<source><![CDATA[European Journal of Sport Science]]></source>
<year>2003</year>
<volume>3</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>1-16</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Balbinotti]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. A. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barbosa]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. L. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise da Consistência Interna e Fatorial Confirmatório do IMPRAFE-126 com praticantes de atividades física gaúchos]]></article-title>
<source><![CDATA[Psico-USF]]></source>
<year>2008</year>
<volume>13</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>1-12</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Balbinotti]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. A. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barbosa]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. L. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Balbinotti]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. A. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Saldanha]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Motivação à prática regular de atividade física: um estudo exploratório]]></article-title>
<source><![CDATA[Estudos de Psicologia (Natal)]]></source>
<year>2011</year>
<volume>16</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>99-106</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Balbinotti]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. A. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Capozzoli]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Motivação à prática regular de atividade física: um estudo exploratório com praticantes em academias de ginástica]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Brasileira de Educação Física e Esporte]]></source>
<year>2008</year>
<volume>22</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>63-80</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Biddle]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. J. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Markland]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gilbourne]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chatzisarantis]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. L. D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sparkes]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Research methods in sport and exercise psychology: quantitative and qualitative issues]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Sports Sciences]]></source>
<year>2001</year>
<volume>19</volume>
<numero>10</numero>
<issue>10</issue>
<page-range>777-809</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Byrne]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Structural Equation Modeling With AMOS: Basic Concepts, Applications, and Programming]]></source>
<year>2009</year>
<edition>2</edition>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Taylor & Francis]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Capdevila]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Niñerola]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pintanel]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Motivación y actividad física: el autoinforme de motivos para la práctica de ejercicio físico (AMPEF)]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista de Psicologia del Deporte]]></source>
<year>2004</year>
<volume>13</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>55-74</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Chou]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bentler]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Estimates and tests in structural equation modeling]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Hoyle]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Structural Equation Modeling: Concepts, Issues, and Applications]]></source>
<year>1995</year>
<page-range>37-54</page-range><publisher-loc><![CDATA[Thousand Oaks^eCalifornia California]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[SAGE Publications]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cid]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rosado]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Alves]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Leitão]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tradução e validação de questionários em psicologia do desporto e do exercício]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Rosado]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mesquita]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Colaço]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Métodos e Técnicas de Investigação Qualitativa]]></source>
<year>2012</year>
<page-range>29 - 64</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edições FMH]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cid]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Alves]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Actividade física e bem-estar psicológico: perfil dos participantes no programa de exercício e saúde de rio maior]]></article-title>
<source><![CDATA[Motricidade]]></source>
<year>2007</year>
<volume>3</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>47-55</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ellis]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Essential Guide to Effect Sizes: Statistical Power, Meta-Analysis, and the Interpretation of Research Results]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-name><![CDATA[Cambridge University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Guedes]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Legnani]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. F. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Legnani]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Propriedades psicométricas da versão brasileira do Exercise Motivations Inventory (EMI-2)]]></article-title>
<source><![CDATA[Motriz: Revista de Educação Física]]></source>
<year>2012</year>
<volume>18</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>667-677</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hair]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Black]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Babin]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Multivariate Data Analysis: A Global Perspective]]></source>
<year>2009</year>
<edition>7</edition>
<publisher-loc><![CDATA[New Jersey ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Prentice Hall]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hallal]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Andersen]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bull]]></surname>
<given-names><![CDATA[F. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Guthold]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Haskell]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ekelund]]></surname>
<given-names><![CDATA[U.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Global physical activity levels: surveillance progress, pitfalls, and prospects]]></article-title>
<source><![CDATA[Lancet]]></source>
<year>2012</year>
<volume>380</volume>
<numero>9838</numero>
<issue>9838</issue>
<page-range>247-257</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hallal]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Victora]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wells]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. C. K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lima]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Physical inactivity: prevalence and associated variables in Brazilian adults]]></article-title>
<source><![CDATA[Medicine and Science in Sports and Exercise]]></source>
<year>2003</year>
<volume>35</volume>
<numero>11</numero>
<issue>11</issue>
<page-range>1894-1900</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Henson]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Roberts]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Use of Exploratory Factor Analysis in Published Research Common Errors and Some Comment on Improved Practice]]></article-title>
<source><![CDATA[Educational and Psychological Measurement]]></source>
<year>2006</year>
<volume>66</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>393-416</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hill]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hill]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Investigação por questionário]]></source>
<year>2000</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Sílabo]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hu]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bentler]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Cutoff criteria for fit indexes in covariance structure analysis: Conventional criteria versus new alternatives]]></article-title>
<source><![CDATA[Structural Equation Modeling: A Multidisciplinary Journal]]></source>
<year>1999</year>
<volume>6</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>1-55</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ingledew]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Markland]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The role of motives in exercise participation]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychology & Health]]></source>
<year>2008</year>
<volume>23</volume>
<numero>7</numero>
<issue>7</issue>
<page-range>807-828</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ingledew]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Markland]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Medley]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Exercise Motives and Stages of Change]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Health Psychology]]></source>
<year>1998</year>
<volume>3</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>477-489</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ingledew]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sullivan]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Effects of body mass and body image on exercise motives in adolescence]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychology of Sport and Exercise]]></source>
<year>2002</year>
<volume>3</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>323-338</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kahn]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Factor Analysis in Counseling Psychology Research, Training, and Practice: Principles, Advances, and Applications]]></article-title>
<source><![CDATA[Counseling Psychologist]]></source>
<year>2006</year>
<volume>34</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>684-718</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lee]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.-M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shiroma]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lobelo]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Puska]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Blair]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Katzmarzyk]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Effect of physical inactivity on major non-communicable diseases worldwide: an analysis of burden of disease and life expectancy]]></article-title>
<source><![CDATA[Lancet (London, England)]]></source>
<year>2012</year>
<volume>380</volume>
<numero>9838</numero>
<issue>9838</issue>
<page-range>219-229</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Liz]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. M. de]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Crocetta]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Viana]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. da S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brandt]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Andrade]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Aderência à prática de exercícios físicos em academias de ginástica]]></article-title>
<source><![CDATA[Motriz]]></source>
<year>2010</year>
<volume>16</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>181-188</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mardia]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. V.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Measures of Multivariate Skewness and Kurtosis with Applications]]></article-title>
<source><![CDATA[Biometrika]]></source>
<year>1970</year>
<volume>57</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>519-530</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Markland]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hardy]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The exercise motivations inventory: Preliminary development and validity of a measure of individuals’ reasons for participation in regular physical exercise]]></article-title>
<source><![CDATA[Personality and Individual Differences]]></source>
<year>1993</year>
<volume>15</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>289-296</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Markland]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ingledew]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The measurement of exercise motives: Factorial validity and invariance across gender of a revised Exercise Motivations Inventory]]></article-title>
<source><![CDATA[British Journal of Health Psychology]]></source>
<year>1997</year>
<volume>2</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>361-376</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Marôco]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Análise de Equações Estruturais: Fundamentos teóricos, software & Aplicações]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Pêro Pinheiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[ReportNumber, Lda.]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Messick]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Validity of psychological assessment: Validation of inferences from persons’ responses and performances as scientific inquiry into score meaning]]></article-title>
<source><![CDATA[American Psychologist]]></source>
<year>1995</year>
<volume>50</volume>
<numero>9</numero>
<issue>9</issue>
<page-range>741-749</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Moreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schneider]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stadnik]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. M. W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Perin]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Zych]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise fatorial do inventário de motivação para o exercício (IME) em amostra de jovens brasileiros]]></article-title>
<source><![CDATA[Coleção Pesquisa em Educação Física]]></source>
<year>2010</year>
<volume>9</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>73-78</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nunnally]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Psychometric theory]]></source>
<year>1978</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[McGraw-Hill]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. da C. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Alves]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Meira]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. P. de]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Percepção dos idosos sobre as alterações fisiológicas do envelhecimento]]></article-title>
<source><![CDATA[Ciência, Cuidado e Saúde]]></source>
<year>2009</year>
<volume>8</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>220-227</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Satorra]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bentler]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Corrections to test statistics and standard errors in covariance structure analysis]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[von Eye]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Clogg]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Latent variables analysis: applications for developmental research]]></source>
<year>1994</year>
<publisher-loc><![CDATA[Thousand Oaks^eCalifornia California]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Sage Publications]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vieira]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Coutinho]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Minderico]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Matos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sardinha]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Teixeira]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Using self-determination theory to promote physical activity and weight control: a randomized controlled trial in women]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Behavioral Medicine]]></source>
<year>2009</year>
<volume>33</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>110-122</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Worthington]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Whittaker]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Scale Development Research A Content Analysis and Recommendations for Best Practices]]></article-title>
<source><![CDATA[The Counseling Psychologist]]></source>
<year>2006</year>
<volume>34</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>806-838</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Zajac]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. U.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schier]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Body image dysphoria and motivation to exercise: A study of Canadian and Polish women participating in yoga or aerobics]]></article-title>
<source><![CDATA[Archives of Psychiatry and Psychotherapy]]></source>
<year>2011</year>
<volume>13</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>67-72</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
