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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Proposta de sistematização de ensino do futebol baseada em jogos: desenvolvimento do conhecimento tático em jogadores com 10 e 11 anos de idade]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim of this study was to implement and evaluate a based on games teaching systematization of soccer for young players. The study was realized at a soccer school of a professional soccer club cited in São Paulo state - Brazil. It has 16 volunteers, who underwent 37 lessons organized into three different modules, with specific content. The analysis regarding the evolution of the participant’s learning was based on tactical assessment system called FUT-SAT. This instrument considers the tactical action performed, the location of the occurrence, as well as its practical outcome, generating a Tactical Performance Index (IPT), and a number of Tactical Actions (NAT) for each player analyzed. To evaluate and compare the development of tactical learning of the participants, four tests were performed, one as a control function, during the first class, and the other three during the last class of each teaching module. Comparing the mean values of the offensive, defensive and game IPT obtained in 1th recording, named pre -intervention, with the values of the 4th recording, or post-intervention, there was a significant increase (p &#8804; 0.05). From the data obtained, the systematization of teaching proposed in this study provided an opportunity significant positive development in learning tactical players involved.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font size="2" face="Verdana">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="4" face="Verdana">Proposta de sistematização de ensino do futebol baseada   em jogos: desenvolvimento do conhecimento tático em jogadores com 10 e 11 anos   de idade</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Proposal of teaching systematization of soccer based on games:   development of tactical knowledge in 10 to 11 years old players </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Rodrigo   Leal de Queiroz Thomaz de Aquino<sup>1,2,<a href="#end">*</a><a name="topo"></a></sup>; Renato Francisco Rodrigues   Marques<sup>3,4</sup>; Luiz Guilherme Cruz Gonçalves<sup>1</sup>; Luiz Henrique Palucci Vieira<sup>1</sup>; Bruno Luiz de Sousa Bedo<sup>1</sup>; Camila de Moraes<sup>3</sup>; Rafael   Pombo Menezes<sup>3</sup>; Paulo Roberto Pereira Santiago<sup>1,3</sup>; Enrico Fuini Puggina<sup>1,3</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>1</sup> <i>Faculdade de Medicina de Ribeir&atilde;o Preto da Universidade de S&atilde;o Paulo</i></font>    <br> <font size="2" face="Verdana"><sup>2</sup> <i>Faculdade de Desporto da Universidade do Porto</i></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <font size="2" face="Verdana"><sup>3</sup> <i>Escola de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica e Esporte de Ribeir&atilde;o Preto da Universidade de S&atilde;o Paulo    <br> </i></font><font size="2" face="Verdana"><sup>4</sup> <i>Faculdade de Filosofia Ci&ecirc;ncias e Letras de Ribeir&atilde;o Preto da Universidade de S&atilde;o Paulo</i> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O objetivo do presente estudo foi aplicar e   avaliar a eficácia de uma sistematização de ensino do futebol centrada no uso   de jogos sobre o conhecimento tático processual de jovens jogadores.   Participaram 16 voluntários alunos de uma escola de futebol vinculada a um   clube de futebol profissional do interior do estado de São Paulo – Brasil. Para   tal, os voluntários foram submetidos a 37 aulas organizadas em três diferentes   módulos, com conteúdos específicos. A análise quanto à evolução do aprendizado   dos participantes foi baseada no sistema de avaliação tática denominado   FUT-SAT. Este instrumento considera a ação tática   realizada, a localização da ocorrência, assim como seu resultado prático,   gerando um Índice de Performance Tática (IPT) e um Número de Ações Táticas   (NAT) para cada jogador analisado. Para avaliar e comparar o desenvolvimento   do aprendizado tático dos participantes foram realizadas quatro avaliações, uma   pré-intervenção (1ª), uma pós-intervenção (4ª) e duas intermediárias (2ª e 3ª).   A 2ª e a 3ª avaliações foram realizadas após a última aula do Módulo 1 e 2   respectivamente. Ao comparar os   valores médios dos IPTs ofensivos, defensivos e do jogo obtidos na 1ª   avaliação, nomeada pré-intervenção, com os valores da 4ª avaliação, ou   pós-intervenção, observou-se um aumento significante (p &#8804; 0,05). Face ao   exposto, a sistematização de ensino proposta neste estudo oportunizou um   desenvolvimento significante na aprendizagem tática dos jogadores participantes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chaves: </b>Métodos de ensino, Aprendizagem tática, Futebol, Jogos Esportivos Coletivos, Pedagogia do esporte.</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">The aim of this study was to implement and   evaluate a based on games teaching systematization of soccer for young players.   The study was realized at a soccer school of a professional soccer club cited   in São Paulo state - Brazil. It has 16 volunteers, who underwent 37 lessons   organized into three different modules, with specific content. The analysis   regarding the evolution of the participant’s learning was based on tactical   assessment system called FUT-SAT. This instrument considers the tactical action   performed, the location of the occurrence, as well as its practical outcome,   generating a Tactical Performance Index (IPT), and a number of Tactical Actions   (NAT) for each player analyzed. To evaluate and compare the development of   tactical learning of the participants, four tests were performed, one as a   control function, during the first class, and the other three during the last   class of each teaching module. Comparing the mean values of the offensive,   defensive and game IPT obtained in 1th recording, named pre -intervention, with   the values of the 4th recording, or post-intervention, there was a significant   increase (p &#8804; 0.05). From the data obtained, the systematization of teaching   proposed in this study provided an opportunity significant positive development in learning tactical players involved.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords: </b>Teaching methods, learning tactics, Soccer, Sports Games Collective, Pedagogy of the sport</font></p> <hr noshade size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODUÇÃO</b></font></p>     <p><font size="3" face="Verdana"></font><font size="2" face="Verdana">Os Jogos Esportivos Coletivos   (JEC) contemplam algumas características em comum, como a existência de um implemento   central, geralmente uma <i>bola</i>, movimentada com as mãos, pés, raquetes,   bastões ou algum outro aparelho; um <i>terreno de jogo</i>; <i>alvo</i> (gol/balizas/cestas), <i>regras</i>, <i>parceiros</i> e <i>adversários</i> (Bayer, 1994). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">É possível apontar   uma lógica de ação comum aos JEC, representada pelos princípios operacionais de   ataque (posse de bola – Conservação da posse de bola, Progressão ao campo   adversário e Finalização à meta) e de defesa (Recuperação da posse de bola,   Proteção do campo contra o avanço adversário e Defesa do alvo). Tais   princípios, juntamente com as seis invariantes, seriam referências norteadoras   para ações táticas no jogo, que permitiriam a interação de conhecimento e   aprendizagem entre diferentes jogos coletivos com estrutura semelhante (Claude Bayer dá a essa inter-relação o nome de <i>Transfert</i>) (Bayer, 1994). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os diferentes tipos de jogos   podem ser classificados entre diversas categorias. Uma delas compreende os   Jogos Coletivos de Invasão (JCI), caracterizados pelo confronto, tanto ofensivo   quanto defensivo, entre os jogadores, tendo a   bola (ou algum outro implemento) como referência e objeto de posse. A disputa é   realizada em um espaço em comum entre as equipes e com ações simultâneas entre   os sujeitos oponentes (Reverdito &amp; Scaglia, 2009). São muitas as suas modalidades, como alguns dos exemplos têm-se basquetebol, handebol, futsal e futebol. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Além dos JCI, Sadi, Costa, e   Sacco (2008) apontam mais três categorias de jogos: a) rede/parede   (voleibol, futevôlei); b) rebatida/campo (beisebol, cricket) e c) alvo (curling).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">É recorrente, na   área de conhecimento em Pedagogia do Esporte, a existência de discussões sobre   procedimentos pedagógicos e métodos de ensino dos JEC (Rufino &amp; Darido, 2011). É possível apontar certa polaridade entre   concepções que centram o processo de ensino-aprendizagem-treinamento (EAT) em   uma visão tecnicista e outras que enfatizam o contexto do jogo, com suas   situações-problema, a partir de um ponto de vista holístico, que considera os componentes dinâmicos e complexos (Mesquita, 2013; Mesquita, Pereira, &amp; Graça, 2009). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tradicionalmente,   a busca pelo ensino dos JEC centrou-se no princípio da simplificação e/ou   eliminação de sua natureza complexa (tecnicismo). Estas abordagens tradicionais   têm por característica a redução dos elementos constituintes da totalidade dos   JEC em procedimentos técnicos isolados e simplificados, e a partir disso   buscava-se compreender a totalidade do jogo pela soma das partes e separação de conceitos técnicos e táticos (Mesquita, 2013; Mesquita et al., 2009; Reverdito &amp; Scaglia, 2009).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O   princípio analítico-sintético é uma forma de manifestação desta abordagem   tradicional, caracterizado principalmente pelo processo de EAT realizado em   partes, em etapas, no qual o aluno conhece, em primeiro lugar, os componentes   técnicos do jogo, através da repetição e busca por padronização e automatização   de cada fundamento técnico, os quais são inseridos em séries de exercícios cada   vez mais complexos. O objetivo deste método é melhorar as ações motoras (ação   técnica) de forma progressiva, como pré-requisito para se obter melhor desempenho (Dietrich, Dürrwächter, &amp; Schaller, 1984). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Garganta   (1998) reporta que as abordagens   tradicionais não estimulam o desenvolvimento da capacidade de resolver   problemas e compreensão tática, pelo fato de priorizar em suas atividades a   repetição mecânica, ausentando o processo de percepção, antecipação e tomada de   decisão frente aos problemas ocorridos no jogo. Frente a tal circunstância,   concepções de ensino dos JEC centradas na utilização do jogo como ferramenta e componente central (holísticas) têm ganhado espaço e valorização. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As   abordagens que oferecem uma perspectiva holística sobre o ensino dos JEC   passaram a tematizar a dimensão tática do jogo (Mesquita, 2013; Mesquita et al., 2009), com valorização no   desenvolvimento cognitivo do praticante sobre as “razões de se fazer”, e não só “como fazer” determinada ação técnico-tática.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">É possível   encontrar na literatura propostas metodológicas sobre modelos de ensino dos JEC   pautados em atividades com situações-problema a partir de jogos e situações   provenientes destes (que apresentam perspectiva holística): <i>Global Funcional</i>   (Alemanha) (Dietrich et al., 1984); <i>Teaching     Games for Understanding </i>(Inglaterra); <i>Game Sense</i> (Austrália); <i>Game       Concept Approach</i> (Singapura); <i>Tactical Approach</i> (EUA); <i>Tactical         Decision Making Approach</i> (França) (Graça &amp; Mesquita, 2007); <i>Método situacional com processos cognitivos</i> (Brasil) (Greco, 2001; Greco &amp; Benda, 1998). A preocupação destes modelos está na   formação do jogador inteligente, proporcionando atividades pautadas   prioritariamente no desenvolvimento tático, tomando os gestos técnicos como um   componente de ação dependente da compreensão tática das situações ocorrentes no jogo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dentre   tais possibilidades de abordagens de ensino para a organização dos processos de   EAT dos JEC, este trabalho destaca o global funcional e o situacional com processos cognitivos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O   princípio global-funcional caracteriza-se pela intenção de adequar toda a   complexidade e imprevisibilidade do JEC através da apresentação de uma   sequência de jogos acessíveis à capacidade do aluno. Neste processo de EAT, o   desenvolvimento técnico ocorre em decorrência da compreensão dos problemas   táticos ocorridos no jogo e busca por soluções motoras que sejam eficazes (Dietrich et al., 1984). Deste modo, o aprendizado se   dá de maneira simultânea e dependente entre conhecimento tático e técnico e   baseia-se no desenvolvimento da capacidade de adaptação e criação de tais soluções motoras.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O   método situacional enfatiza o desenvolvimento da compreensão tática e dos   processos cognitivos subjacentes à tomada de decisão, de modo a estimular o   aprimoramento técnico sem que os praticantes sejam condicionados a atividades   fechadas e descontextualizadas das situações de jogo (Greco &amp; Benda, 1998). Este método se diferencia do   princípio global funcional pelas divisões do jogo em estruturas funcionais, que   são constituídas por um ou mais jogadores que, em uma determinada situação de   jogo, desenvolvem tarefas de ataque e defesa de acordo com a posse de bola.   Este modelo compõe-se de ações extraídas de situações do jogo, podendo não abranger a ideia total do mesmo, mas contendo a sua estrutura funcional (Greco, 2001).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O   conhecimento relacionado ao ensino da tática e sua compreensão pode se   manifestar e ser avaliado de duas maneiras: o conhecimento tático declarativo –   CTD e o conhecimento tático processual – CTP (Garganta, 2000; Giacomini, 2007; Greco, 1995). O CTD representa uma   construção de uma rede de conceitos elaborados, permitindo que o praticante   saiba “o que fazer” em determinada situação do jogo, demostrando de forma verbal   e/ou escrita qual a melhor decisão a ser tomada e a razão da mesma. Já o CTP   representa o entendimento de “quando”, “como” e “onde” aplicar determinada   técnica para resolver as situações-problema decorrentes dos JEC após a   utilização de processos cognitivos para a execução da mesma, representando a capacidade do praticante em operacionalizar a ação (Giacomini, 2007).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   crítica em relação à utilização de meios e métodos de avaliação do CTD consiste   na diferenciação e falta de especificidade do momento de avaliação em relação à   situação real de jogo, e consequente pequena transferência do conhecimento e   tomada de decisão para tal contexto. As principais diferenciações residem no   ponto de observação do jogador, do tempo de elaboração de respostas e a ação em   si para a solução (não baseada em intervenções práticas). Desta forma, a   utilização de instrumentos de análise do CTP, como o FUT-SAT, proposto por   Costa, Garganta, Greco, Mesquita, e Maia (2011), pode fornecer uma   representação mais precisa da capacidade do jogador compreender os problemas,   elaborar soluções e operacionaliza-las no contexto do jogo, dispondo de indicadores fiáveis de seu desempenho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">É   possível encontrar na literatura trabalhos empíricos a respeito da aplicação e   avaliação da eficácia de tais princípios em relação a processos de EAT em   diversas modalidades de JEC (Clemente &amp; Rocha, 2013; Costa, Garganta, Grego, Mesquita, &amp; Muller, 2011; Daolio &amp; Marques, 2003; Lima, Martins-Costa, &amp; Greco, 2011; Morales &amp; Greco, 2007; Pinho, Alves, Greco, &amp; Schild, 2010). Alguns destes trabalhos   baseiam-se em comparações entre diferentes métodos, tendo em sua maioria,   resultados que indicam maior potencialidade dos métodos global funcional e situacional para o desenvolvimento do conhecimento tático dos praticantes (Daolio &amp; Marques, 2003; Lima et al., 2011; Morales &amp; Greco, 2007; Pinho et al., 2010).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   utilização de jogos como estratégia pedagógica em processos de EAT de JEC é   objeto de estudo a décadas e sua eficácia como alternativa metodológica é defendida   na literatura (Clemente &amp; Rocha, 2013; Garganta, 1997, 1998, 2000; Gray &amp; Sproule, 2011; Greco, 1995, 2001; Leonardo, Scaglia, &amp; Reverdito, 2009; Mesquita, 2013; Mesquita et al., 2009). Porém, a organização e   distribuição dos jogos durante processos de EAT são temas que merecem   direcionamento da atenção, de modo a subsidiar   professores/instrutores/treinadores na oferta e aplicação dos jogos como estratégia pedagógica (Daolio &amp; Marques, 2003). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Existe no jogo de   futebol uma variedade de situações que necessitam ser compreendidas pelos   jogadores para que possam responder de forma eficaz às situações problema no   jogo (Garganta &amp; Pinto, 1998). Neste sentido, entende-se que os gestos   motores (passes, finalizações, conduções de bola, domínios) realizados pelos   jogadores são produtos de uma escolha tática considerada pertinente à situação   apresentada. Leitão (2009) complementa que a compreensão do jogador   sobre o jogo pode transcender à estratégia e à tática propostas pelo treinador.   Portanto, a imprevisibilidade da modalidade, as diferentes compreensões das   ações por parte dos jogadores e a coletividade do futebol justificam a   necessidade de formar jogadores inteligentes, capazes de compreender e responder com rapidez às demandas decorrentes do jogo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entende-se como   jogadores inteligentes aqueles que consigam tomar decisões adequadas ao   contexto do jogo e apresentem boa percepção dos elementos manifestados neste   espaço, atenção às informações que são relevantes e antecipação de possíveis respostas de seus companheiros e adversários na dinâmica do jogo (Matias &amp; Greco, 2010).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este estudo propõe   uma sistematização que busca avanços relativos à organização de conteúdos e   atividades durante um processo de ensino do futebol, de modo a racionalizar o   uso de jogos com o objetivo de integrar o aprendizado técnico e tático, contextualizado às situações reais da modalidade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tal processo tem   como referência norteadora os módulos de ensino propostos por Daolio e Marques (2003) para o ensino do futsal e as estruturas funcionais expressas pelos níveis de relação sugeridos por Garganta (1998).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Frente ao exposto,   o objetivo geral do presente   estudo foi aplicar e avaliar a eficácia de uma sistematização de ensino do   futebol centrada no uso de jogos sobre o conhecimento tático processual de   jovens jogadores. O objetivo específico foi   apontar quais capacidades táticas se manifestaram de modo positivo ou negativo   durante a sistematização, por meio de um método de avaliação do CTP desenvolvido especificamente para esta modalidade esportiva.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A sistematização   de um processo de EAT centrado no uso de jogos envolve mais do que o   conhecimento das características da modalidade esportiva, mas também o domínio   dos procedimentos mais adequados a cada faixa etária e ao nível de experiência   do aluno. Ou seja, o conhecimento sobre “o que ensinar”, deve acompanhar as   “razões de se ensinar” e “como ensinar”, de modo a estimular que o praticante   aprenda a tomar decisões, resolvendo as situações-problema decorrentes do jogo. Neste sentido se justifica a sistematização aplicada e avaliada.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>MÉTODO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Participantes</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A intervenção   pedagógica foi conduzida em uma escola de futebol de um clube profissional de   futebol do interior do estado de São Paulo - Brasil. O número inicial de   participantes foi 27. Porém, como critério de   inclusão, adotou-se a necessidade dos jogadores participarem das quatro   avaliações realizadas no decorrer da sistematização (coleta dos dados   referentes ao conhecimento tático) e como critério de exclusão considerou-se a   ausência em mais de 20% das aulas. Portanto, do grupo inicial, 16 jogadores   participaram das quatro avaliações e estavam presentes em mais de 80% das aulas (n = 16). A caracterização dos participantes está exposta na <a href="#t1">Tabela 1</a>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/mot/v11n2/11n2a12t1.jpg" width="334" height="246"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os participantes   eram todos alunos regulares de uma escola de futebol vinculada a um clube de   futebol profissional do interior do estado de São Paulo – Brasil. Todos   iniciaram sua participação no mesmo dia (avaliação 1), retornando de um período   sem aulas de futebol devido a férias.  O índice de   evasão de alunos, ou seja, o percentual de participantes que se desvincularam durante o processo de EAT, foi de 3,7%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este estudo foi aprovado pelo Comitê de   Ética em Pesquisa da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão   Preto-SP da Universidade de São Paulo, Brasil, sob parecer nº. 133.230. Todos   os responsáveis pelos participantes assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido informando os procedimentos e objetivos do estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Instrumentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A coleta dos   dados, referente ao comportamento tático dos participantes respeitou as   orientações do sistema de avaliação tática do futebol (FUT-SAT) proposto e   validado por Costa et al. (2011). Tal método é configurado na estrutura goleiro + 3 jogadores <i>versus</i> 3 jogadores + goleiro (GR3-3GR) e realizado com base em uma partida entre duas   equipes de quatro jogadores, em uma área de 36 metros de comprimento por 27   metros de largura, por um período de quatro minutos. O método orienta que haja um   período de jogo livre entre os participantes, com 30 segundos de duração,   destinados à familiarização dos mesmos à situação de jogo oferecida. Com   exceção da regra do impedimento, todas as regras oficiais de futebol são   aplicadas. O teste tem como objetivo avaliar as ações táticas executadas pelos   jogadores, com e sem a posse de bola, assim como seu local de realização e resultado   prático, de acordo com 10 princípios táticos fundamentais do futebol, sendo   cinco defensivos (Contenção, Cobertura Defensiva, Equilíbrio, Concentração,   Unidade Defensiva) e cinco ofensivos (Penetração, Cobertura Ofensiva,   Mobilidade, Espaço, Unidade Ofensiva), apontados por Costa, Garganta, Greco, e Mesquita (2009).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A média aritmética   dos cinco princípios táticos ofensivos gera o resultado da fase ofensiva,   enquanto que a média aritmética dos cinco princípios táticos defensivos   corresponde à fase defensiva. Os valores representados como “jogo” condizem à média aritmética dos valores da fase ofensiva e da fase defensiva.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O protocolo de operacionalização do   FUT-SAT é composto por três procedimentos (Costa, Garganta, Greco, et al., 2011). O primeiro consiste em   analisar as ações táticas dos jogadores onde a unidade de análise é a posse de   bola. Esta é considerada quando o jogador respeita ao menos uma das seguintes   observações: 1) realiza pelo menos três contatos consecutivos com a bola; 2)   realiza um passe que mantêm a equipe com a posse de bola; 3) executa um remate (Garganta, 1997). O segundo procedimento   consiste em avaliar, classificar e registrar as ações táticas executadas pelos   jogadores. O terceiro procedimento refere-se ao cálculo das variáveis contidas   nas categorias Índice de Performance Tática (IPT), sendo elas: ações táticas;   percentual de erros; e localização da ação relativa ao princípio (LARP). Para   apresentação e discussão dos resultados deste estudo foram consideradas as variáveis IPT e Número de Ações Táticas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Procedimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   sistematização teve duração de 16 semanas, contendo de duas a três aulas por   semana, totalizando 37 aulas com 1h15min de duração cada. Os jogos utilizados   foram classificados como: a) formais (respeita de forma integral os componentes   estruturais, funcionais e as regras oficiais da modalidade de JEC praticada);   b) reduzidos (mantém as mesmas   regras do jogo formal com modificações funcionais e principalmente estruturais,   de forma a serem realizados em espaços menores e com menor número de   participantes); e c) adaptados (possuem componentes estruturais, funcionais e   regras diferentes do jogo formal, mas compartilham alguns princípios operacionais dos JEC). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O processo   de EAT proposto foi divido em três módulos, adaptados do estudo realizado por   Daolio e Marques (2003), e organizado com base nos   níveis de relação propostos por Garganta (1998), de modo que a aprendizagem dos   voluntários deste estudo foi dividida em etapas de forma progressiva, do menos   para o mais complexo, à medida que o participante deve ter como referência as inter-relações entre as seis características invariantes citadas por Bayer (1994).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os níveis de   relação, propostos por Garganta (Garganta, 1998, p. 21), caracterizam-se por etapas de referência que compõem um processo de ensino dos jogos. São eles: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">a)&nbsp;&nbsp;&nbsp;   eu-bola:  atenção sobre a familiarização com a bola e seu controle;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">b)&nbsp;&nbsp;   eu-bola-alvo: atenção sobre o objetivo do jogo; finalização;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">c)&nbsp;&nbsp;&nbsp;   eu-bola-adversário:   combinação de habilidades; conquista e recuperação da posse de bola (1x1); procura pela finalização;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">d)&nbsp;&nbsp;   eu-bola-colega-adversário:   jogo a 2; passa e vai (desmarcação de ruptura); passa e segue (desmarcação de apoio); contenção e cobertura defensiva;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">e)&nbsp;&nbsp;&nbsp;   eu-bola-colegas-adversários:   jogo a 3; criação e anulação de linhas de passe; penetração e cobertura ofensiva;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">f)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   eu-bola-equipe-adversários:   do 3x3... ao jogo formal; assimilação e aplicação dos princípios de jogo ofensivo e defensivo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>Módulo 1 – Relação com a bola de acordo com situações-problema do jogo (11 aulas):</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este módulo teve como principal objetivo a melhoria da   capacidade técnica (relação entre jogador e bola) a partir da compreensão e   resolução de problemas táticos do jogo. Buscou-se desenvolver a capacidade de   como fazer, de modo consciente e relacionado com a percepção de quando fazer   e por quê fazer cada ação com a bola. Ou seja, a contextualização da ação   técnica coerente com as situações táticas em cada momento. Foram oferecidos   jogos adaptados e reduzidos que privilegiam os seguintes níveis de relação: eu-bola,   eu-bola-alvo, eu-bola-adversário, eu-bola-colega-adversário. A resolução de   situações-problema em espaços limitados objetiva também promover a capacidade   dos jogadores aplicarem ações técnicas e táticas em função das situações   ocorrentes, além de aumentar as chances dos mesmos estarem em contato com a bola. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Exemplo de jogo: Em um espaço reduzido de 20m de comprimento   por 15m de largura e dois alvos de 1 metro de largura cada, dois jogadores se   enfrentam em formato de um contra um, com cada jogador tendo que defender seu alvo e atacar o do adversário.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>Módulo 2 – Percepção e compreensão tática do espaço de jogo (15 aulas):</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este segundo módulo teve íntima ligação com os níveis   de relação eu-bola-colegas-adversários, eu-bola-equipe-adversários. Foram   privilegiados o posicionamento e a movimentação dos jogadores, inclusive sem a   posse de bola, dando maior importância à ocupação de espaços, à marcação de   adversários, à própria desmarcação, abertura de linhas de passes entre os   colegas de equipe e finalizações à meta. Os jogos aplicados nesta etapa foram   caracterizados pela necessidade de resolução de situações-problema, não somente   em relação ao posicionamento e ações técnico-táticas individuais, mas também em   relação às ações da equipe. Tal módulo buscou valorizar as ações coletivas,   apresentando aos alunos uma lógica que exige ações grupais, fazendo com que o   jogador perceba que faz parte de um todo que age coletivamente e possui   objetivos em comum. Foram utilizados jogos reduzidos, com número de   participantes superior a 3 x 3, e jogos adaptados, utilizando grandes espaços do campo e um número maior de participantes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Exemplo de Jogo: Passa Dez - divide-se o grupo em duas equipes com 4 participantes   cada. O objetivo central de cada equipe será fazer dez passes, sem nenhum toque   do adversário na bola. Cada vez que uma equipe realizar dez passes, marca um ponto. Ganha a equipe que marcar mais pontos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>Módulo 3 – Tomadas de decisão em jogos formais (11 aulas):</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste módulo objetivou-se a retomada de conteúdos   trabalhados nos anteriores (todos os níveis de relação propostos por Garganta,   1998). Foram apresentadas   situações-problema aos alunos em jogos adaptados que ocupem grandes dimensões   do campo de futebol, com número de jogadores e espaço utilizado próximo às   regras do jogo formal, além de maior quantidade de realizações de jogos formais   de futebol, objetivando o desenvolvimento do entendimento do jogo e tomada de   decisões. Dessa forma, os alunos foram estimulados a realizarem a transferência   dos princípios operacionais e das regras de ação desenvolvidos nos módulos   anteriores para situações de jogo formais (<i>Transfert</i>). Buscou-se desenvolver principalmente o nível de relação eu-bola-equipe-adversário.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Exemplo de Jogo: Jogo formal com contextos   específicos, como uma situação de uma equipe estar vencendo a outra e faltarem 5 minutos para o final da partida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Independente do módulo em aplicação, todas as 37 aulas   foram compostas por quatro momentos: Aquecimento (atividades de preparação para   o treino e jogos que introduzam conteúdo a serem trabalhados na sessão – menor   proporção de tempo); Parte principal (aplicação de jogos característicos dos   módulos de ensino descritos – maior proporção de tempo durante as aulas dos   dois primeiros módulos); Jogo formal (menor duração nas aulas dos dois   primeiros módulos e predominância no último módulo de ensino); Conversa final   (momento de retomada de conteúdos trabalhados na aula através de conversa e reflexão entre treinador/professor e jogadores).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Atividades do Módulo 1 também foram aplicadas durante   os momentos de aquecimento dos Módulos 2 e 3. Esta necessidade se justifica   pelo motivo do aluno estar em constante desenvolvimento das habilidades   técnicas a partir das respostas motoras como adaptações frente às imprevistas   situações do jogo. Ou seja, a partir da compreensão dos problemas táticos do jogo (Garganta, 2000).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Utilizando as determinações de medidas do   campo, regras e número de jogadores (GR3-3GR) propostas pelo método de análise   de CTP denominado FUT-SAT, foram realizadas quatro avaliações, uma   pré-intervenção (1ª), uma pós-intervenção (4ª) e duas intermediárias (2ª e 3ª).   A 2ª e a 3ª avaliações foram realizadas após a última aula do Módulo 1 e 2   respectivamente. Para tal, foi utilizado uma câmera de vídeo digital modelo Casio Exilim   EX-FH25, com frequência de registro de 30Hz, posicionada de modo estático no mesmo   local em todas as coletas, de forma a captar toda a área de jogo, conforme exposto na <a href="#f1">Figura 1</a>.</font></p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/mot/v11n2/11n2a12f1.jpg" width="353" height="277"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Deste modo, a eficácia do Módulo 1 foi verificada a partir da   comparação dos valores médios obtidos na 1ª avaliação com a 2ª avaliação. Na   sequência, para avaliar o Módulo 2 foram comparadas as médias da 2ª avaliação   com a 3ª avaliação. Já na análise do Módulo 3, foram comparadas as médias da 3ª   avaliação com a 4ª avaliação.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Análise estatística</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Para a   caracterização da amostra – comparação entre as médias dos IPT e o Número de   Ações Táticas entre as quatro avaliações, determinando a evolução do   aprendizado do jogador – foram realizadas análises descritivas de média e   desvio padrão (dados contínuos - IPT) e distribuição de frequência (dados   categóricos ou nominais - princípio tático, localização e resultado da ação   tática). A distribuição normal dos dados foi verificada pelo teste   Shapiro-Wilk. Foi utilizado o teste de análise de variância (ANOVA) para   medidas repetidas, seguido, quando necessário, do teste “post-hoc” de Tukey, já   que os resultados do teste de Shapiro-Wilk demonstraram que os dados são paramétricos. Foram considerados significativos os valores de p &#8804; 0,05.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram analisadas   352 ações táticas por 2 avaliadores diferentes, o que representa 18,42% do   total de ações processadas na presente pesquisa. Este valor é superior ao de   referência (10%), conforme apontado pela literatura (Tabachnick &amp; Fidell, 2001). Nas re-análises das ações táticas, foi   assegurado um intervalo de quatro semanas, para evitar possíves problemas de   familiaridade com a determinação da fidedignidade (Robinson &amp; O’Donoghue, 2007). Os resultados de Kappa para   confiabilidades intra e inter-observadores foram 0,91 (erro padrão 0,08) e 0,82   (erro padrão 0,01) respectivamente, classificadas como “perfeitas” pela   literatura (Landis &amp; Koch, 1977). Foi utilizado o <i>software</i> <i>SPSS</i> (<i>Statistical Package for Social Science</i>) for Windows®, versão 17.0.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Resultados referentes à variável Número de Ações Táticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados   referentes à variável Número de Ações Táticas foram expressos por soma total dos 16 jogadores nas quatro avaliações, descritos na <a href="/img/revistas/mot/v11n2/11n2a11t2.jpg">Tabela 2</a>.</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">Ao comparar o   Número de Ações Táticas da fase ofensiva coletadas na 1ª avaliação com os   resultados da 2ª avaliação observou-se um aumento significante (p&lt;0,001). O mesmo ocorre quando comparados os índices da 1ª avaliação   com a 3ª avaliação (p&lt;0,001) e da 1ª avaliação   com a 4ª avaliação (p&lt;0,001). Porém, na   comparação da 2ª avaliação com a 3ª avaliação (p=0,64), 2ª avaliação com a 4ª avaliação   (p=0,12) e 3ª avaliação com a 4ª avaliação (p=0,70) não se verificou diferenças significantes para a variável Número de Ações Táticas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na análise da fase defensiva, o comportamento do Número de   Ações Táticas assemelha-se aos resultados da fase ofensiva descritos   anteriormente, as diferenças significantes ocorreram na comparação da 1ª   avaliação com a 2ª avaliação (p&lt;0,001), da 1ª avaliação com a 3ª avaliação (p&lt;0,001) e da 1ª avaliação com a 4ª avaliação (p&lt;0,001). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Referente ao jogo, as diferenças estatísticas foram   observadas na comparação dos valores obtidos na 1ª avaliação com a 2ª avaliação   (p&lt;0,001), na 1ª avaliação com a 3ª avaliação (p&lt;0,001) e na 1ª avaliação   com a 4ª avaliação (p&lt;0,001). Nas comparações das demais avaliações não   foram identificadas diferenças significantes para a variável Número de Ações Táticas na fase defensiva e no jogo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Resultados referentes à variável Índice de Performance Tática</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">As médias e desvio   padrão dos Índices de Performance Tática (IPT) obtidos nas avaliações estão representados na <a href="/img/revistas/mot/v11n2/11n2a11t3.jpg">Tabela 3</a>.</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">Ao analisar os IPT   da fase ofensiva entre as avaliações coletadas, observou-se melhoras   significantes quando comparada a 1ª avaliação com a   3ª avaliação (p&lt;0,001), a 1ª avaliação com   a 4ª avaliação (p&lt;0,001), a 2ª avaliação   com a 4ª avaliação (p&lt;0,001) e a 3ª avaliação   com a 4ª avaliação (p=0,017). Não houve   diferenças significantes quando comparada a média do IPT da fase ofensiva da 1ª   avaliação com a 2ª avaliação (p=0,87) e da 2ª avaliação com a 3ª avaliação (p=0,24).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em   relação à fase defensiva, verificou-se um aumento significante quando comparada   a média do IPT da 1ª avaliação com a 2ª avaliação (p&lt;0,001), da 1ª avaliação   com a 3ª avaliação (p&lt;0,001), da 1ª avaliação   com a 4ª avaliação (p&lt;0,001), da 2ª avaliação   com a 3ª avaliação (p=0,003), da 2ª avaliação   com a 4ª avaliação (p&lt;0,001) e da 3ª avaliação   com a 4ª avaliação (p=0,05). Ou seja, na fase defensiva houve melhora do IPT para todas as comparações.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nas   comparações dos valores médios do jogo, o comportamento da variável IPT   apresentou semelhança aos resultados da fase defensiva. As diferenças   estatísticas obtiveram valores de p&lt;0,001 em todas as comparações entre as avaliações, representando melhoras nos IPT do jogo em todas as comparações.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O   presente estudo objetivou aplicar e avaliar a eficácia de uma sistematização de   ensino do futebol centrada no uso de jogos sobre o CTP de jovens jogadores.   Deste modo, verificou-se que a sistematização proposta foi suficiente para   promover melhoras significantes no CTP dos voluntários, em relação às variáveis   Número de Ações Táticas e Índice de Performance Tática (IPT). Estes resultados   indicam que o princípio global funcional, organizado com base nos módulos   propostos, produziu efeitos positivos na aprendizagem tática do grupo   analisado, contribuindo para a contextualização do aprendizado técnico-tático,   na busca pela formação de jogadores capazes de solucionar com rapidez e eficácia as situações-problema decorrentes de um jogo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">É   possível encontrar na literatura estudos baseados em experiências empíricas   frente aos diferentes métodos de ensino dos JEC. Considerando os conceitos de   invariantes, princípios operacionais dos esportes coletivos e principalmente de <i>transfert</i> (Bayer, 1994), foram utilizados para a discussão dos   resultados, trabalhos referentes a diferentes jogos coletivos de invasão (JCI),   considerando suas similaridades com o futebol e as possibilidades de aproximação entre os processos de EAT entre estes diferentes JEC.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Daolio e   Marques (2003) investigaram o efeito de uma   sistematização de ensino sobre a aprendizagem tática de 29 jogadores de futsal   com idade entre 9 e 12 anos, similar à apresentada neste presente trabalho,   durante 28 aulas e composta apenas por jogos reduzidos, adaptados e formais. Os   resultados indicaram que após o desenvolvimento do processo de EAT aplicado,   foi observada maior capacidade de compreensão do jogo por parte dos jogadores,   agindo mais coletivamente, defendendo e atacando de forma mais organizada. A   ferramenta utilizada pelos autores para avaliação da capacidade de jogo foi a   observação sistemática das fases do desenvolvimento dos jogos esportivos   coletivos propostas por Garganta (1998) – Anárquica, Descentralizada, Estruturada,   Elaborada. A presente pesquisa encontrou resultados semelhantes. Jogos   fundamentados no princípio metodológico global funcional, organizados sob os   módulos propostos, parecem ser capazes de estimular de forma positiva o conhecimento tático de jogadores de futebol.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Outros   estudos, em concordância com os dados desta presente pesquisa, propõem que   processos de EAT baseados em jogos e situações de jogo (métodos global   funcional e situacional) produzem efeitos positivos sobre a capacidade tática dos jogadores (Clemente &amp; Rocha, 2013; Garganta, 1997, 1998, 2000; Gray &amp; Sproule, 2011; Greco, 1995, 2001; Leonardo et al., 2009).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Morales   e Greco (2007) investigaram a influência de diferentes   processos de EAT sob o rendimento do CTP, por meio da bateria de testes KORA,   em 40 jogadores de basquetebol com idade entre 10 e 12 anos e encontraram que o   grupo de praticantes que treinou com ênfase na associação entre os métodos   situacional e global oportunizou uma melhoria no desenvolvimento da   inteligência tática processual quando comparado com o grupo que treinou com ênfase em atividades analíticas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Silva e   Greco (2009) objetivou comparar a aplicação de três   possibilidades metodológicas para o ensino do futsal, com 18 sessões de treino   para cada: método analítico sintético, misto (analítico sintético + global   funcional) e situacional sobre o desenvolvimento do CTP, avaliado por meio da bateria de testes KORA. A amostra foi composta por praticantes de   futsal da categoria mirim (12-13 anos). O grupo que foi submetido ao método   analítico apresentou melhora da inteligência do jogo, já os grupos que foram   submetidos ao método misto e situacional apresentaram melhora quanto à   criatividade e inteligência de jogo. Segundo os autores, as metodologias   baseadas no desenvolvimento tático parecem ser mais interessantes para a construção do conhecimento tático e da inteligência de jogo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto à   comparação entre o método global funcional com outras alternativas   metodológicas, pode-se citar resultados discrepantes. Pinho, Alves, Greco e   Schild (2010) verificaram a influência do método   situacional sob o nível de CTP, avaliado por meio da bateria de testes KORA, em   35 escolares com faixa etária entre 10-12 anos, na modalidade handebol. Para   tal, dividiu-se os participantes em dois grupos: jogos situacionais e controle   (método misto - utilização tanto do princípio analítico quanto do global) com   duração de intervenção de 18 aulas cada. Os autores encontraram diferenças   significantes no sentido de ganho/melhora do conhecimento tático processual apenas no grupo que treinou apenas com os jogos situacionais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Deste   modo, pode-se sugerir que o método analítico sintético apresenta piores índices   de desenvolvimento da capacidade tática em relação aos métodos global funcional   e situacional. Em uma oportunidade em que o princípio global-funcional não   apresentou posição de destaque quanto ao desenvolvimento do conhecimento tático dos jogadores foi quando implementado conjuntamente com o analítico-sintético (Pinho et al., 2010). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em   relação à forma de organização e distribuição de atividades nos módulos de   ensino propostos neste trabalho, percebeu-se resultados positivos frente à   estratégia de oferecer, em um primeiro momento (módulo 1), atividades mais   relacionadas a espaços e situações reduzidas (número de jogadores e terreno   menores em comparação ao jogo formal), privilegiando maiores possibilidades de   contato com a bola, para posteriormente (módulos 2 e 3) priorizar atividades   mais voltadas às situações sem posse de bola em espaços maiores e com maior   número de jogadores. Estas   considerações corroboram com as sugestões de Greco (Greco, 1995; Greco &amp; Benda, 1998) em relação ao planejamento dos treinos,   que deve considerar a conexão entre as atividades, respeitando a complexidade das tarefas, partindo do fácil para o difícil, do simples para o complexo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto   às situações de ataque, destaca-se as melhoras de desempenho principalmente   entre os módulos 2 e 3. Tais ocorrências podem relacionar-se ao fato do módulo   1 priorizar o desenvolvimento de níveis de relação menos complexos e mais   centrados na relação do aluno com a bola em situações com menos variáveis   (eu-bola; eu-bola-alvo; eu-bola-adversário, eu-bola-colega-adversário), que   subsidiariam ações posteriores. Como o método de avaliação utilizado (FUT-SAT)   considera, desde a primeira intervenção, conceitos complexos e abrangentes, que   exigem certo conhecimento de ações sem a posse de bola (Cobertura ofensiva;   Mobilidade; Espaço; Unidade ofensiva), o fato de alguns destes conceitos não   terem sido abordados com magnitude neste primeiro momento pode ser uma explicação para os resultados encontrados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tal   proposição encontra reforço na análise dos dados relacionados à fase defensiva.   As ações defensivas ocorridas nos jogos aplicados no módulo 1 podem ter   contribuído para o aprendizado destas categorias, mesmo que em escalas e   situações menos complexas. Percebe-se que os alunos apresentaram melhoras na   fase defensiva em todos os módulos, o que pode ser uma consequência do fato de   ações de desarme, contenção dos avanços do adversário e proteção da meta (princípios operacionais propostos por Bayer, 1994) serem diretamente desenvolvidas tanto nos jogos apresentados no módulo 1, quanto nos demais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Frente a   tais circunstâncias, pode-se destacar ainda, que a relação entre os dados   produziu melhoras no contexto geral do jogo após todos os módulos de ensino.   Assim, a ausência de um resultado significante para a fase de ataque ao final   do módulo 1 não representou, no quadro geral, uma influência determinante frente ao desenvolvimento da capacidade de jogo por parte dos alunos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os   resultados indicam que o processo de EAT proposto no presente estudo foi   suficiente para produzir um aumento significante na variável número de ações   táticas ao final do processo de intervenção. Percebe-se que a variação   destacável se dá entre o período pré-intervenção e o decorrer de todos os   módulos de ensino. Isso indica um fator positivo frente à sistematização   proposta, visto que mesmo sem um aumento do número de ações táticas avaliadas   entre os módulos, nota-se uma melhora na qualidade das ações realizadas, como   fica exposto frente à melhora do IPT dos jogadores no decorrer do processo de intervenção.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   comparação dos resultados referentes às variáveis Número de Ações Táticas e IPT   entre os momentos pré-intervenção (1ª Avaliação) e pós-intervenção (4ª   Avaliação) demostrou um aumento significante no sentido de ganho/melhora,   concretizando que o processo organizado e sistematizado de forma sequencial e   progressivo no que se refere ao componente tático, utilizando unicamente os   jogos, foi suficiente para promover um desenvolvimento significante no CTP dos   voluntários estudados, de modo a promover melhora na compreensão dos princípios   táticos ofensivos e defensivos. Estes resultados indicam que a sistematização   proposta, baseada no princípio metodológico global funcional, foi eficiente para melhorar a capacidade tática dos voluntários deste estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os   resultados e discussões apresentados no presente estudo são importantes para   fornecer informações sobre a organização de processos de EAT de JEC centrados   no desenvolvimento do CTP em três vertentes: 1) contribuir para a orientação de   professores e instrutores que trabalham com o ensino do futebol em ambiente   prático; 2) proposição de dados de referência para outros estudos com esta   temática; 3) fornecer aportes teóricos sobre a eficácia de abordagens de ensino centradas na utilização do jogo sobre o CTP nos JEC.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Faz-se   importante a continuidade de estudos sobre a aplicação dos diferentes métodos   de EAT de JEC. Outras   intervenções que envolvam diferentes faixas etárias, com maior número de   sessões de treino, diferentes distribuições de métodos e módulos de ensino   podem ser realizadas de modo a também contribuir com a busca por maiores conhecimentos e aprofundamentos sobre esta temática.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFERÊNCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Bayer, C. (1994). <i>O ensino dos desportos colectivos</i>. Lisboa: Dinalivro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1646-107X201500020001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Clemente, F. M.,   &amp; Rocha, R. F. (2013). Teaching and soccer training: an approuch throught a   tactical perspective. <i>Journal of Physical Education and Sport</i>, <i>13</i>(1), 14–18. <a href="http://doi.org/10.7752/jpes.2013.01003" target="_blank">http://doi.org/10.7752/jpes.2013.01003</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1646-107X201500020001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Costa, I. T., Garganta, J.,   Greco, P. J., &amp; Mesquita, I. (2009). Avaliação do desempenho tático no   futebol: concepção e desenvolvimento da grelha de observação do teste «GR3-3GR». <i>Revista Mineira de Educação Física</i>, <i>17</i>(2), 36–64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1646-107X201500020001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Costa, I. T., Garganta, J.,   Greco, P. J., Mesquita, I., &amp; Maia, J. (2011). Sistema de avaliação táctica   no Futebol (FUT-SAT): Desenvolvimento e validação preliminar. <i>Motricidade</i>, <i>7</i>(1), 69–84. <a href="http://doi.org/10.6063/motricidade.7(1).121" target="_blank">http://doi.org/10.6063/motricidade.7(1).121</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1646-107X201500020001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Costa, I. T., Garganta, J.,   Grego, P. J., Mesquita, I., &amp; Muller, E. (2011). Relação entre a dimensão   do campo de jogo e os comportamentos táticos do jogador de futebol. <i>Revista Brasileira de Educação Física e Esporte</i>, <i>25</i>(1), 79–96. <a href="http://doi.org/10.1590/S1807-55092011000100009" target="_blank">http://doi.org/10.1590/S1807-55092011000100009</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S1646-107X201500020001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Daolio, J., &amp; Marques, R.   F. R. (2003). Relato de uma experiência com o ensino de futsal para crianças de 9 a 12 anos. <i>Motriz</i>, <i>9</i>(3), 169–174.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1646-107X201500020001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Dietrich, K., Dürrwächter,   G., &amp; Schaller, H. (1984). <i>Os grandes jogos: Metodologia e pratica</i>. Rio de Janeiro: Ao livro tecnico S/A.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1646-107X201500020001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Garganta, J. (1997). <i>Modelação   táctica do jogo de futebol: Estudo da organização da fase ofensiva em equipas   de alto rendimento</i> (Doutoramento em Ciências Desporto). Faculdade de Ciências do Desporto e de Educação Física da Universidade do Porto, Porto, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S1646-107X201500020001200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Garganta, J. (1998). Para uma   teoria dos jogos desportivos colectivos. Em A. Graça &amp; J. Oliveira (Eds.), <i>O     ensino dos jogos desportivos</i> (3<sup>a</sup> ed., pp. 11–25). Porto: Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S1646-107X201500020001200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Garganta, J. (2000). O treino   da táctica e da estratégia nos jogos desportivos. Em J. Garganta (Ed.), <i>Horizontes     e órbitas no treino dos jogos desportivos</i> (pp. 51–61). Porto: Converge Artes Gráficas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S1646-107X201500020001200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Garganta, J., &amp; Pinto, J.   (1998). O ensino do futebol. Em A. Graça &amp; J. Oliveira (Eds.), <i>O ensino     dos jogos desportivos</i> (3<sup>a</sup> ed., pp. 95–135). Porto: Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S1646-107X201500020001200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Giacomini, D. S. (2007). <i>Conhecimento   tático declarativo e processual no futebol: estudo comparativo entre jogadores   de diferentes categorias e posições</i> (Mestrado). Escola de Educação Física,   Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Universidade Federal de Minas Gerais, Minas Gerais.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S1646-107X201500020001200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Graça, A., &amp; Mesquita, I.   (2007). A investigação sobre os modelos de ensino dos jogos desportivos. <i>Revista Portuguesa de Ciências do Desporto</i>, <i>7</i>(3), 401–421.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S1646-107X201500020001200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Gray, S., &amp; Sproule, J.   (2011). Developing pupils’   performance in team invasion games. <i>Physical Education and Sport Pedagogy</i>, <i>16</i>(1), 15–32. <a href="http://doi.org/10.1080/17408980903535792" target="_blank">http://doi.org/10.1080/17408980903535792</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S1646-107X201500020001200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Greco, P. J.   (1995). <i>O ensino do comportamento     tático nos jogos esportivos coletivos: aplicação no handebol</i> (Doutoramento). Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S1646-107X201500020001200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Greco, P. J. (2001). Métodos   de ensino-aprendizagem-treinamento nos jogos esportivos coletivos. Em E. S. Garcia &amp; Lemos (Eds.), <i>Temas atuais VI em educação física e esportes</i> (pp. 48–72). Belo Horizonte: Saúde, LDA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S1646-107X201500020001200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Greco, P. J., &amp; Benda, R.   N. (1998). <i>Iniciação esportiva universal</i>. Belo Horizonte: Universidade Federal de Minas Gerais.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S1646-107X201500020001200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Landis, J. R.,   &amp; Koch, G. G. (1977). The Measurement of Observer Agreement for Categorical Data. <i>Biometrics</i>, <i>33</i>(1), 159–174. <a href="http://doi.org/10.2307/2529310" target="_blank">http://doi.org/10.2307/2529310</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S1646-107X201500020001200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Leitão, R. A. A. (2009). <i>O   jogo de futebol: investigação de sua estrutura, de seus modelos e da   inteligência de jogo, do ponto de vista da complexidade</i> (Doutoramento). Faculdade de Educação Física, Universidade Estadual de Campinas, Campinas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S1646-107X201500020001200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Leonardo, L., Scaglia, A. J.,   &amp; Reverdito, R. S. (2009). The   Teaching of Collective Sports: Methodology Based on the Family of Games. <i>Motriz</i>, <i>15</i>(2), 236–246.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S1646-107X201500020001200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Lima, C. O. V.,   Martins-Costa, H. C., &amp; Greco, P. J. (2011). Relação entre o processo de   ensino-aprendizagem-treinamento e o desenvolvimento do conhecimento tático no   voleibol. <i>Revisa Brasileira de Educação Física e Esporte</i>, <i>25</i>(2), 251–261.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S1646-107X201500020001200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Matias, C. J. A. da S., &amp;   Greco, P. J. (2010). Cognição e ação nos jogos esportivos coletivos. <i>Ciências e Cognição</i>, <i>15</i>(1), 252–271.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S1646-107X201500020001200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Mesquita, I. (2013).   Perspectiva construtivista da aprendizagem no ensino do jogo. Em J. V. Nascimento,   V. Ramos, &amp; F. Tavares (Eds.), <i>Jogos Desportivos: formação e     investigação</i> (pp. 103–132). Florianópolis: Universidade do Estado de Santa Catarina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S1646-107X201500020001200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Mesquita, I., Pereira, F. R.   M., &amp; Graça, A. B. dos S. (2009). Teaching game models: research and outcomes for the practice domain. <i>Motriz</i>, <i>15</i>(4), 944–954.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S1646-107X201500020001200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Morales, J. C. P., &amp;   Greco, P. J. (2007). A influência de diferentes metodologias de ensino-aprendizagem-treinamento   no basquetebol sobre o nível de conhecimento tático processual. <i>Revista Brasileira de Educação Física e Esporte</i>, <i>21</i>(4), 291–299. <a href="http://doi.org/10.1590/S1807-55092007000400004" target="_blank">http://doi.org/10.1590/S1807-55092007000400004</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S1646-107X201500020001200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Pinho, S. T. de, Alves, D.   M., Greco, P. J., &amp; Schild, J. F. G. (2010). 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São Paulo: Phorte Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S1646-107X201500020001200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Robinson, G.,   &amp; O’Donoghue, P. (2007). A weighted kappa statistic for reliability testing   in performance analysis of sport. <i>International Journal of Performance Analysis in Sport</i>, <i>7</i>(1), 12–19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S1646-107X201500020001200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Rufino, L. G. B.,   &amp; Darido, S. C. (2011). A produção   científica em pedagogia do esporte: análises de alguns periódicos científicos. <i>Conexões</i>, <i>9</i>(2), 110–132.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S1646-107X201500020001200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Sadi, R. S., Costa, J. C.,   &amp; Sacco, B. T. (2008). Ensino de esportes por meio de jogos: desenvolvimento e aplicações. <i>Pensar a Prática</i>, <i>11</i>(1), 17–26. <a href="http://doi.org/10.5216/rpp.v11i1.1298" target="_blank">http://doi.org/10.5216/rpp.v11i1.1298</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S1646-107X201500020001200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Silva, M. V., &amp; Greco, P.   J. (2009). The effects of   different teaching-learning-training strategies on development of tactical intelligence and creativity in futsal players. <i>Revista Brasileira de Educação Física e Esporte</i>, <i>23</i>(3), 297–307. <a href="http://doi.org/10.1590/S1807-55092009000300010" target="_blank">http://doi.org/10.1590/S1807-55092009000300010</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S1646-107X201500020001200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Tabachnick, B. G., &amp; Fidell, L. S. (2001). <i>Using Multivariate Statistics</i> (5th ed.). New York: Harper &amp;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S1646-107X201500020001200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Row.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Agradecimentos:    <br>   </b></font><font size="2" face="Verdana">Ao Botafogo Futebol Clube de Ribeir&atilde;o Preto-Brasil. Ao     Eduardo Valg&ocirc;de pelo fornecimento do <i>software Soccer Analyser.    <br>     </i></font><font size="2" face="Verdana"><b>Conflito de Interesses:    <br>     </b></font><font size="2" face="Verdana">Nada a declarar.    <br>     </font><font size="2" face="Verdana"><b>Financiamento:    <br>     </b></font><font size="2" face="Verdana">Programa Institucional de Bolsas de Inicia&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica da               Universidade de S&atilde;o Paulo &ndash; Modalidade Santander .</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Artigo   recebido a 07.04.2014; Aceite a 28.07.2014</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#topo">*</a><a name="end" id="end"></a><i> </i><i>Autor correspondente</i>:   Escola de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica e Esporte de Ribeir&atilde;o Preto, Av. Bandeirantes, 3900, 14040-907, Monte Alegre, Ribeir&atilde;o Preto-SP, Brasil <i>E-mail</i>: <a href="mailto:rodrigo.aquino@usp.br">rodrigo.aquino@usp.br</a></font></p>      ]]></body><back>
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