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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In the course of the study, the intention was to know the representations, stimulus and constraints of football referees. Nineteen referees were inquired using semi-structured interviews. Data was analyzed by content analysis method, using Nvivo 10 software. Result analysis allowed concluding that referees believe what represents themselves, mostly, is passion for football and enjoying their job. Values such as trustworthy, fairness, responsibility, respect and dignity are highly appreciated among them. It was referred that a good referee must be well prepared physically, but psychologically as well to enhance their performance. The majority of the interviewed feels encouraged to perform their referee activities, quoting career progression and appreciation for the job as main incentives. Those not encouraged, mentioned low salaries and not being respected or supported by other colleagues. These constraints have led the interviewers to consider quitting at some point.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Representações,   estímulos e constrangimentos do árbitro de futebol de 11</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Representations,   stimulus and constraints of the football 11 referee</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Hugo   Miguel Sarmento<sup>1,</sup> <sup>2, 3, 4,<a href="#end">*</a></sup><a name="topo"></a>; Adilson Marques<sup>5</sup>; Antonino Pereira<sup>1, 2</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>1</sup> <i>Escola Superior de Educa&ccedil;&atilde;o, Instituto   Polit&eacute;cnico de Viseu, Viseu, Portugal</i>    <br>   <sup>2</sup><i> Centro de Estudos em Educa&ccedil;&atilde;o,     Tecnologias e Sa&uacute;de (CI&amp;DETS), Viseu    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </i><sup>3</sup><i> Instituto Polit&eacute;cnico da Maia     (IPMaia), Maia, Portugal    <br>   </i><sup>4</sup><i> Grupo de Investiga&ccedil;&atilde;o para o     Desporto, Educa&ccedil;&atilde;o e Sa&uacute;de (GIDES)    <br>   </i><sup>5</sup><i> Centro Interdisciplinar de Estudo     da Performance Humana, Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal </i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O   objetivo do estudo foi conhecer as representações, estímulos e constrangimentos de árbitros portugueses de futebol de 11.   Através da realização de entrevistas semiestruturadas foram inquiridos 19 árbitros.   Os dados foram analisados através da técnica de análise de conteúdo com o   software Nvivo 10. A análise dos resultados permitiu concluir que a   representação do que é ser árbitro se consubstancia, sobretudo, pelo paixão e prazer pela atividade, sendo também   atribuída significativa importância aos valores como a idoneidade, a isenção,   responsabilidade, respeito e dignidade. Referiram que um bom árbitro apresenta   não só uma boa condição física, mas também uma estrutura psicológica e um   “saber estar” que potenciam o seu desempenho. A generalidade dos entrevistados   sentia-se estimulada para o exercício desta atividade, referindo o prazer e a   possibilidade de progressão na carreira como os principais estímulos. Aqueles   que não se sentiam estimulados consideraram que eram mal remunerados e pouco acompanhados e acarinhados pelos responsáveis da   arbitragem. Os principais constrangimentos apontados foram os comportamentos   agressivos de adeptos, dirigentes e público, as dificuldades de conciliação com   a vida familiar e profissional, as dificuldades de progressão na carreira e a injustiça na avaliação do desempenho. </font></p> <font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-Chave: </b>arbitragem, soccer, metodologia qualitativa</font><font face="Verdana"> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana">     <p><font size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2">In the course of the study, the intention was to know   the representations, stimulus and constraints of football referees. Nineteen   referees were inquired using semi-structured interviews. Data was analyzed by   content analysis method, using Nvivo 10 software. Result analysis allowed   concluding that referees believe what represents themselves, mostly, is passion   for football and enjoying their job. Values such as trustworthy, fairness,   responsibility, respect and dignity are highly appreciated among them. It was referred   that a good referee must be well prepared physically, but psychologically as   well to enhance their performance. The majority of the interviewed feels   encouraged to perform their referee activities, quoting career progression and   appreciation for the job as main incentives. Those not encouraged, mentioned   low salaries and not being respected or supported by other colleagues. These constraints have led the interviewers to consider quitting at some point.</font></p>     <p><font size="2"><b>Keywords: </b>Refereeing, soccer, qualitative methodology</font></p> </font> <hr noshade size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O árbitro é uma figura   ainda algo misteriosa e quanto mais refletimos acerca do seu papel simbólico   mais profundo se torna o mistério (A. S. Costa, 1993). Por um lado, é o verdadeiro   mestre-de-cerimónias, o zelador da lei, a personificação   da autoridade e expressão da justiça no jogo (A. S. Costa, 2006). Por outro, é visto como o “bode   expiatório”, que muitas vezes carrega com os erros dos intervenientes para que   ninguém assuma a responsabilidade da derrota. É, pois,   um dos elementos mais sensíveis do contexto competitivo que carateriza o futebol (Gama, 2005). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tendo em conta a   complexidade da tarefa destes agentes, as estruturas responsáveis têm procurado,   ao longo dos últimos anos, incrementar a qualidade da sua formação, no sentido   de potenciar as suas capacidades. A evolução da arbitragem e da sua formação   tem sido acompanhada, indubitavelmente, pela investigação de cariz científico   que procura aportar informação no sentido de facilitar a formação de árbitros cada vez mais competentes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A nível internacional,   esta investigação tem-se centrado sobretudo em aspetos relacionados com a   fisiologia (Weston &amp; Batterham, 2012;   Weston, Drust, Atkinson, &amp; Gregson, 2011), psicologia (Brandão, Serpa,   Krebs, Araújo, &amp; Machado, 2011; Slack, Maynard, Butt, &amp; Olusoga, 2013;   Stulp, Buunk, Verhulst, &amp; Pollet, 2012), traumatologia (Bizzini, Junge, Bahr, &amp;   Dvorak, 2011), a   análise da prestação dos árbitros em função de variáveis como o fator casa (Anderson, Wolfson, Neave, &amp;   Moss, 2012) ou barulho   e pressão efetuada pelo público (Dawson &amp; Dobson, 2010). A nível nacional, embora de forma   mais tímida, também tem sido desenvolvida alguma investigação, enquadrada   sobretudo em trabalhos de cariz académico que se enquadram nas áreas estudadas   a nível internacional (Barbosa, 2010; Brochado, 2012; Cruz, 2012; Pina, 2010). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar do inegável   desenvolvimento da investigação em torno desta atividade, constata-se ainda uma   lacuna no que concerne aos estudos desenvolvidos no contexto das Ciências   Sociais e Humanas, e no âmbito do paradigma interpretativo   (Denzin &amp; Lincoln, 2008), e sobretudo aqueles   relacionados com as representações, constrangimentos   e estímulos para a prática da arbitragem. Não obstante, apesar de em reduzido   número, existem alguns estudos realizados acerca destas temáticas, tanto a   nível nacional (Brandão et al.,   2011), como internacional   (Ferreira &amp; Brandão, 2012; Philippe, Vallerand, Andrianarisoa, &amp; Brunel, 2009).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tendo como referência a   teoria das representações sociais (Farr &amp; Moscovici, 1984), a representação é a reprodução   daquilo que um indivíduo ou grupo valoriza, que adquire um determinado sentido   e torna-se parte da própria realidade social desse mesmo indivíduo ou grupo (Charry-Joya, 2006). Considerando que a atividade do   árbitro é influenciada por fatores múltiplos, e que as representações sociais   são fenómenos complexos que devem ser cuidadosamente estudados, uma vez que nos   permitem entender os sistemas de pensamentos que sustentam as práticas sociais,   esta investigação teve como objetivo o estudo das representações, estímulos e constrangimentos de árbitros de futebol de 11 Portugueses.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <font size="3" face="Verdana"><b>M&Eacute;TODO</b></font><font face="Verdana">     <p><font size="2">Este estudo   sustentou-se numa metodologia qualitativa, dada a necessidade de compreensão   profunda do entendimento que os árbitros de futebol de 11 possuem acerca das problemáticas em questão. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2"><b>Campo de Estudo</b></font></p>     <p><font size="2">Participaram no estudo   19 árbitros de futebol com idades compreendidas entre os 18 e os 39 anos (M =   28.79, SD = 5.70), e com uma experiência na arbitragem que varia de 1 aos 18   anos (M = 10.05, SD = 5.60), pertencentes às categorias C2 (n = 12), C3 (n = 3)   e C4 (n = 4), das Associações de Futebol do Algarve (n = 1), Aveiro (n = 2),   Braga (n = 1), Coimbra (n = 2), Leiria (n = 1), Viseu (n = 2), Vila Real (n =   9) e Setúbal (n = 1). As categorias C3 e C4 incorporam árbitros que desempenham   a sua atividade nas competições distritais. Por sua vez, os árbitros pertencentes à categoria C2 arbitram jogos relativos às competições nacionais.</font></p>     <p><font size="2">Todos os árbitros de   futebol de 11 que integraram este estudo encontravam-se no ativo no momento em   que as entrevistas foram realizadas. Considerámos pertinente não introduzir   árbitros da categoria C1 neste estudo, uma vez que o enquadramento específico   que carateriza a arbitragem a esse nível poderá ser significativamente   diferente da realidade vivenciada nos restantes níveis, o que poderia causar algum enviesamento dos resultados.</font></p>     <p><font size="2">A participação no   estudo foi voluntária e todos os árbitros deram o seu consentimento informado por escrito.</font></p>     <p><font size="2"><b>Instrumentos</b></font></p>     <p><font size="2">Recorreu-se ao uso de   entrevistas semiestruturadas para efetuar a recolha dos dados (Bardin, 2008; Flick, 2005). A certificação da validade de   conteúdo das entrevistas realizou-se de acordo com os procedimentos habituais   para as investigações de cariz qualitativo (Strauss &amp; Corbin, 1990). Neste sentido, a versão final do   guião resultou dos seguintes passos: i) preparação da primeira versão do guião   tendo por base os objetivos do estudo e a literatura específica (Brandão et al.,   2011; Farr &amp; Moscovici, 1984; Ferreira &amp; Brandão, 2012; Fruchart &amp;   Carton, 2012; Philippe et al., 2009; Stulp et al., 2012); ii) validação da primeira versão   do guião por peritagem (3 docentes universitários doutorados especialistas em   metodologia qualitativa e 1 árbitro de futebol de 11,   licenciado em Desporto); iii) reformulação do guião tendo por base as   sugestões apresentadas; iv) realização de uma entrevista piloto a um árbitro da   categoria C2; iv) reformulação do guião em função da reflexão efetuada da entrevista   piloto e re-submissão para os peritos, tendo resultado, desta ultima análise, a versão final do guião.</font></p>     <p><font size="2"><b>Procedimentos</b></font></p>     <p><font size="2">O processo de recolha   dos dados iniciou-se através de um contato com os árbitros, com o intuito de se   explicar os objetivos do estudo. Após a anuência da sua participação, foi combinado   o local da entrevista, que decorreu em hotéis, nas suas residências, nas instalações   dos núcleos de árbitros, ou por <i>Skype</i>. As entrevistas, que tiveram uma   duração entre 20 e 75 minutos, decorreram entre Outubro e Dezembro de 2013 em   diversos locais do País, tendo sido gravadas com o consentimento dos   entrevistados. A audição e transcrição das entrevistas foram efetuadas <i>a posteriori</i> pelos investigadores que as realizaram.</font></p>     <p><font size="2">Procedeu-se à análise e   tratamento da informação recorrendo à técnica de análise de conteúdo, tendo o   sistema categorial sido construído <i>a priori </i>e <i>a posteriori</i> (Bardin, 2008)<i>.</i> Dois investigadores   conduziram a análise independentemente, por forma a respeitar com o maior rigor   possível os princípios que orientam a construção de um sistema categorial, ou   seja, a exclusão mútua, homogeneidade, pertinência, objetividade, fidelidade e   a produtividade (Bardin, 2008). O tratamento dos dados foi efetuado   mediante o recurso ao <i>software</i> de análise qualitativa de dados QSR-Nvivo (versão 10).</font></p> </font>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A análise dos   resultados relativamente ao significado do arbitrar (<a href="/img/revistas/mot/v11n4/11n4a03f1.jpg">Figura 1</a>), permitiu   constatar que esta atividade é geradora de sentimentos importantes, sobretudo   geradores de emoções especiais que conduzem à paixão e experienciação do prazer.</font></p>     
<blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana"><i>“Gosto     imenso da arbitragem. É quase como um caso de amor que eu tenho. Não ponho isto     à frente da família mas… até já recusei algumas propostas de trabalho em prol     da arbitragem</i>”. E7</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana">Todavia, os valores éticos e deontológicos também foram realçados neste contexto.</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana"><i>“Representa     também a minha imagem, como sou no futebol e fora dele, em termos de idoneidade     e de responsabilidade para com a sociedade … e como tal devo manter uma postura     idónea também fora dos campos para com isso poder elevar a arbitragem”. E5</i></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"><i>“Ser   árbitro, representa o compromisso com a verdade desportiva, quer seja antes,     durante ou depois de um jogo. O “homem” árbitro, faz-nos acreditar na     representação dos três vértices desta atividade – isenção, imparcialidade e     idoneidade”. E19</i></font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana">De forma menos frequente,   os inquiridos consideraram que a arbitragem é um meio de vida/complemento   salarial, um estilo de vida, um <i>hobby</i>, um modo de estarem envolvidos na arbitragem ou então uma forma de contribuírem para a sua dignificação.</font></p>     <blockquote>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><i>“Neste     momento acaba por ser um complemento a nível pessoal e a nível financeiro     também”. E14</i></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"><i>“Isto     começou como um hobby e ainda hoje é.”. E16</i></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"><i>“Ser   árbitro é um estilo de vida…. que requer muito trabalho, dedicação e alguns     cuidados no dia a dia, tais como: ter um estilo de vida saudável, praticar     exercício físico regularmente...”. E13</i></font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana">Por outro lado,   consideraram os aspetos físicos, psicológicos e o “saber estar” dentro e fora do futebol como as principais características de um bom árbitro.</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana"><i>“Não     é só a nível físico e a nível cognitivo, mas também a nível psicológico. O     gerir as emoções, o saber estar, o saber ser, tudo isso é importante para o     árbitro. E15</i></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"><i>“É     preciso saber estar. Então sei que não posso fazer noitadas, ir á noite para     discoteca... Eu tenho que ser um exemplo para todos. Se a arbitragem é tão     criticada, mesmo quando eles atuam bem… tenho que ser e não parecer… logo tenho     que ter bons comportamentos, porque se eu não fizer um bom jogo, sou capaz de     ser associado a determinadas coisas… tenho que saber no patamar em que me     encontro. Eu tenho que ter determinados cuidados e mesmo assim pode não     decorrer da melhor maneira. É não nos pormos a jeito”. E4</i></font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana">A maioria dos árbitros   inquiridos sentia-se estimulado para a prática da arbitragem, sustentando essa   perspetiva sobretudo no gosto pela arbitragem, mas também nas possibilidades de progressão na carreira e na compensação monetária que obtinham. </font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana"><i>“Poder     tornar-me melhor árbitro, evoluir, ter capacidade de progressão, poder arbitrar     grandes jogos”. E10</i></font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><i>“É     estimulante, bastante. Esta é uma área de que gosto muito. Eu apitava jogos na     escola de graça, e agora sou remunerado. Quando nos pagam para fazer o que nós     gostamos, só podemos estar contentes”. E17</i></font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana">Os   entrevistados referiram também que os estímulos e inventivos tinham origem em si próprios, nos colegas e amigos e na família.</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana"><i>“O     grande estímulo é a nomeação. O aguardar pela nomeação e quando a nomeação     chega, esse é realmente o grande estímulo. E depois é começar a trabalhar para     o jogo, o reunir com a equipa, para o preparar da melhor forma. Esse é     realmente o grande estímulo. Para nós, o próximo jogo é sempre o nosso melhor     jogo”. E5</i></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"><i>“Claro,     claro que me sinto estimulado, mais do que nunca. Um árbitro tem que estar     estimulado para apitar, senão não consegue apitar. Não está aqui a fazer nada     só deve é acabar a carreira”. E18</i></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"><i>“Sinto-me     incentivado pelos colegas, pelos amigos… eles dão-me apoio e sou também muito     apoiado pela família”. E9</i></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"><i>“A     nível familiar sinto-me muito apoiado. Até porque o meu pai também é árbitro de     andebol. Depois dois tios meus também foram árbitros, e então percebem como     todo este processo se passa”. E3</i></font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar de em número   mais reduzido, existia um grupo de árbitros que não se sentia estimulado,   referindo que as principais causas para tal situação se consubstanciam não só   ao nível do reduzido acompanhamento e acarinhamento por parte dos dirigentes da   arbitragem, mas também ao nível da fraca remuneração que auferiam por tal serviço. </font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana"><i>“Cada     vez os apoios são menos.... Até por questões monetárias… nós não ganhamos assim     tão bem para termos que descontar o que descontamos para as finanças e a     segurança social. Leva-nos tudo...”. E7</i></font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><i>“Muitas     vezes temos falta de apoios do dirigismo da arbitragem. Falta muitas vezes     aquela palavra de apoio e não nos é dada. Precisamos, principalmente, quando     temos uma prestação menos boa e alguém que nos diga, é pá, correu mal, mas para     a próxima irá correr melhor. Nessa altura, olho muitas vezes para o telemóvel,   á espera de um telefonema… sei que estive mal, há pessoas que sabem que estive     mal, mas ninguém me liga…”. E9</i></font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana">A falta de   estímulos que é referenciada por alguns árbitros tem origem, essencialmente, nas Associações Distritais e no Conselho de Arbitragem. </font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana"><i>“A     nível associativo, os árbitros da nossa Associação Distrital       de Futebol são pouco apoiados. Desde a falta de apoio monetário… desde querer       reduzir as ações de formação no quadro distrital a uma por época, desde a falta       de apoio material… não apoia os núcleos… falámos várias vezes para termos um       preparador físico para os árbitros e eu sou árbitro há 13 anos e nunca conseguimos”.       E2</i></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"><i>“O     conselho de arbitragem preocupa-se muito pouco com os árbitros. Por exemplo, há     um colega que está lesionado e depois não há um telefonema a perguntar: como é     que estás? Como é que aconteceu? É grave? Vais parar durante muito tempo? Ou     seja, eles só se preocupam com aquela matéria humana que está disponível e essa   é vai fazer os jogos”. E4</i></font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana">Relativamente aos   principais constrangimentos e dificuldades com que se debatiam,   os inquiridos consideraram que se situavam sobretudo ao nível dos comportamentos agressivos dos diversos agentes desportivos.</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana"><i>“A     parte mais complicada é a comunicação social, que é o maior destruidor do     futebol e da arbitragem. Se lermos os jornais ou as crónicas à segunda-feira e     quando um árbitro erra é devastado e criticado, mas quando o árbitro esteve bem     não se comenta. Mas vão sempre buscar qualquer coisa, algum outro jogo anterior,     alguma ação do árbitro em que esteve mal para o criticar”. E2</i></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"><i>“São     os comportamentos incorretos de alguns dirigentes, treinadores, jogadores,     público e comunicação social”. E5</i></font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana">Não   obstante, também se sentiam constrangidos pelas dificuldades de progresso na carreira da arbitragem, bem como pela avaliação do seu desempenho.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana"><i>“O     sistema de avaliação é o calcanhar de Aquiles da arbitragem. Porque, é assim,     ninguém é mais do que ninguém e mas no futebol há os amigos e há sempre alguém     que é mais beneficiado do que outros. Nas provas físicas e as escritas, isso     não há hipóteses. Agora em termos de avaliação dos jogos, onde há os relatórios     técnicos, aí há sempre uns pozinhos mágicos…”. E16</i></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"><i>“Reduzidas     oportunidades de progressão na carreira, em função do limite de idade para aceder   à categoria nacional (como árbitro principal)”. E19</i></font></p>       <p>&nbsp;</p>       <p align="center"><a href="/img/revistas/mot/v11n4/11n4a03f2.jpg"><font size="2" face="Verdana">Figura 2</font></a></p>       
<p align="center">&nbsp;</p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana">Ademais, as dificuldades de   conciliação desta atividade com a vida familiar e profissional afiguraram-se como sendo constrangimentos significativos.</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana"><i>“A     primeira é não podermos conciliar tudo a nível profissional, familiar e esta     atividade. A nossa maior dificuldade é dosear tudo. Tudo tem o seu peso e     medida e como tal temos que saber dosear tudo.” E3</i></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"><i>“A     nível profissional conseguimos mudar horários, dá para conciliar minimamente,     mas a nível familiar é muito mais complicado. Ou não fazemos jogos ou vamos com     a família, ou não trabalhamos ou vamos com a família”. E17</i></font></p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">No sentido de   ultrapassar algumas destas dificuldades, os entrevistados propuseram certas   sugestões de melhoria, relacionadas sobretudo com a avaliação do desempenho e com a necessidade de formação dos diversos agentes desportivos.</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana"><i>“A     valorização do desempenho pelos responsáveis pela arbitragem seria tanto ou mais     sentida, com observações não só realizadas pelos observadores mas também pelos     árbitros entre si, com registo vídeo e com critérios bem definidos ao olhar de     todos”. E19</i></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"><i>“Seria     bom a realização de formação a nível de clubes, para que os dirigentes, treinadores     e atletas tivessem mais conhecimento das leis, para haver menos problemas”. E11</i></font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana">Um dado importante a reter   prendeu-se com o fato de um número significativo de árbitros ter, em algum   momento da carreira, pensado em abandonar a atividade, motivado sobretudo por injustiças na avaliação de desempenho e agressões de que tinham sido vítimas.</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana"><i>“Já     pensei! Porque não consegui alcançar os meus objetivos. De forma injusta na     altura e pensei seriamente em abandonar”. E12</i></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"><i>“Já.     Há 5 anos, quando desci de forma injusta, depois de uma época muito boa, quando     saí do último jogo quase desisti”. E17</i></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"><i>“Uma     das vezes que pensei nisso foi quando fui agredido,” E2</i></font></p>       <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a href="/img/revistas/mot/v11n4/11n4a03f3.jpg"><font size="2" face="Verdana">Figura 3</font></a></p>       
<p align="center"><font size="2" face="Verdana"><b>&nbsp;</b></font></p> </blockquote>     <p>&nbsp;</p> <font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font><font face="Verdana">     <p><font size="2">O presente trabalho   teve por objetivo o estudo das representações, estímulos e constrangimentos de   árbitros portugueses de futebol de 11. Os resultados obtidos permitiram   constatar que, de forma semelhante ao verificado com árbitros franceses (Philippe et al., 2009), brasileiros (Ferreira &amp;   Brandão, 2012) e   portugueses (Brandão et al.,   2011), também os   árbitros inquiridos neste estudo pareciam assumiram que a paixão pela   arbitragem se revela como uma grande linha orientadora que marca a sua forma de   sentir, facto que é apontado na literatura como determinante na promoção da   excelência no desporto (Orlick, 2008). A expressão de uma das maiores   referências da arbitragem de todos os tempos, Pierluigi Collina, surge na linha   destes resultados: “É a paixão pelo futebol, porque gosta e porque se diverte a   entrar num campo com o apito na boca” (Collina, 2004, p. 107). Tal facto permite-nos concluir   que, na generalidade, os árbitros se encontram intrinsecamente motivados para o   desempenho desta atividade, o que se revela como um fator positivo, tendo em   conta a relação que tem sido estabelecida entre a motivação intrínseca e a persistência na atividade (Deci &amp; Ryan, 1985). </font></p>     <p><font size="2">Por outro lado, os   valores éticos e deontológicos surgem também como uma importante representação   do significado de arbitragem. Lima (2005) considera que estas são qualidades   que ninguém dispensa a qualquer árbitro. No mesmo sentido, Vitor Pereira,   ex-árbitro internacional constata que “…o que faz falta à arbitragem são   árbitros comprometidos com a atividade” (Pereira &amp;   Araújo, 2007, p. 151),   tornando-se imperiosa a necessidade da consciencialização de que ser árbitro   não implica apenas o conhecimentos das regras do jogo, mas também o assumir, de   forma séria, a responsabilidade que ultrapassa o momento do próprio jogo e até das relações que se estabelecem no seu desenvolvimento (Marivoet, 2005).</font></p>     <p><font size="2">Um aspeto importante   prende-se com o facto de apenas um reduzido número de árbitros ter referido as   questões monetárias como uma representação do que é ser árbitro. Também   Ferreira e Brandão (2012), no estudo que realizaram com   árbitros brasileiros, obtiveram resultados semelhantes, tendo os autores sugerido   que tal situação deveria ser resultado dos árbitros pertencentes à amostra do   seu estudo estarem no mais elevado escalão competitivo e possuírem ainda outra   atividade profissional. Ora, no nosso estudo, os árbitros não se encontram no   patamar mais elevado da arbitragem, e independentemente do nível em que se encontravam,   pareciam mais motivados por questões relacionadas com o prazer, divertimento e participação nesta atividade.</font></p>     <p><font size="2">Relativamente às   características consideradas essenciais para ser um bom árbitro, os inquiridos   realçaram os aspetos físicos, psicológicos e o conhecimento das leis do jogo,   características estas que são amplamente reconhecidas pela literatura e sobre   as quais tem incidido grande parte da investigação científica (Bradley &amp;   Noakes, 2013; Costa et al., 2013; da Silva, de los Santos, &amp; Cabrera, 2012;   da Silva, Oliveira, Brandão, Agreta, &amp; Neto, 2013; Slack et al., 2013;   Weston &amp; Batterham, 2012).   Ademais, atribuíram também significativa importância ao saber estar dentro e   fora do futebol. Lima (2005) atribui grande importância a este   aspeto, realçando a importância da formação humana do árbitro que, certamente,   se irá refletir na sua prestação competitiva. As expressões proferidas por   Collina permitem perceber não só a importância que atribui a este aspeto, “não   há diferença entre o homem e o árbitro: cada qual manifesta em campo aquilo que   é na vida de todos os dias, com as mesmas características, os mesmos defeitos e   as mesmas virtudes” (Collina, 2004, p. 59), mas também à necessidade de   existir um bom relacionamento com os diversos intervenientes do jogo, referindo   que “uma das características do árbitro dos nossos dias é a de saber comunicar” (Collina, 2004, p. 58).</font></p>     <p><font size="2">Quando se referiram ao que os estimulava para a prática da   arbitragem, os inquiridos mencionaram sobretudo   as questões relacionadas com o gosto pela arbitragem, mas também as   possibilidades de progressão na carreira e a compensação   monetária. Também os árbitros profissionais ingleses entrevistados por Slack,   Maynard, Butt, e Olusoga (2013) consideraram que a perspetiva de   poderem progredir é uma importante força motivacional que carateriza os bons   árbitros. Na grande maioria das situações, os árbitros obtêm   e acolhem, sobretudo, estímulos de si próprios e com menos frequência dos   colegas e amigos, da família e dos próprios núcleos de árbitros. Todavia,   existe um conjunto de árbitros (n=6) que não se sentia estimulado para a   atividade, referindo sobretudo o reduzido acompanhamento dos dirigentes da arbitragem,   nomeadamente das Associações Distritais de Futebol e do Conselho de Arbitragem,   mas também o reduzido apoio financeiro. Este grupo de árbitros representava uma   população que deverá ser alvo de uma atenção especial, dado que procuravam   motivação sobretudo em questões extrínsecas que poderão revelar-se menos   vantajosas em termos motivacionais (Deci &amp; Ryan, 1985), podendo levar ao abandono da atividade.</font></p>     <p><font size="2">No que concerne aos   principais constrangimentos, os árbitros referiram-se sobretudo aos comportamentos   agressivos dos diversos agentes desportivos. Apesar de terem sido obtidos   resultados similares em investigações realizadas anteriormente (Fruchart &amp; Carton, 2012), será de referenciar que os   árbitros salientaram que nunca usam tal facto como argumento para destabilizar   um jogo. Todavia, consideraram que tal situação poderia ser minorada se existisse   uma formação mais adequada ao nível dos dirigentes, jogadores e público,   mostrando-se, inclusivamente, disponíveis para ministrarem essa formação. Por   outro lado, referiram ainda que punições mais severas para os infratores   poderiam ajudar a combater esta situação, bem como o policiamento obrigatório em todos os jogos.</font></p>     <p><font size="2">Ademais, alguns   comportamentos verbais agressivos referidos pelos árbitros poderão ser punidos   com um cartão vermelho, de acordo com a lei 12. Todavia, esta é uma lei que nem   sempre é aplicada de forma rígida, sendo esta atitude transversal a árbitros de   outros países, nomeadamente Austríacos, como constatado no estudo de Praschinger, Pomikal e Stieger (2011).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2">Por outro lado,   consideraram ainda que a arbitragem se torna difícil de conciliar com a vida   familiar e profissional. Vítor Pereira, lamentava-se do mesmo ao referir que   “…esta minha vida dedicada à arbitragem que lhes tem roubado tanto da minha   companhia” (Pereira &amp;   Araújo, 2007, p. 216).   A solução sugerida pelos inquiridos centra-se sobretudo no alargamento da   profissionalização da arbitragem mas, reconhecendo que é uma medida difícil de   implementar, sugerem a realização de menos jogos ao fim de semana, por forma a   disporem de mais tempo para estar com a família. Todavia, admitiram que apenas seria possível se existisse um maior número de árbitros.</font></p>     <p><font size="2">As dificuldades de   progressão na carreira da arbitragem, as injustiças na avaliação de desempenho   e a ausência de acompanhamento por parte dos dirigentes da arbitragem, são   outros dos aspetos que estes árbitros consideraram constrangedores para o   desenvolvimento da atividade. Sobretudo os aspetos relacionados com as questões   da avaliação de desempenho parecem ser merecedores de especial atenção, uma vez   que mais de metade dos árbitros revelou ter pensado abandonar a atividade,   motivado sobretudo por aquilo que consideram ser as injustiças na avaliação.   Desta forma, apesar de considerarem uma medida de difícil implementação,   sugeriram que o ideal seria realizar uma gravação em vídeo de todos os jogos, para posteriormente ser complementada com a avaliação realizada pelo observador <i>in loco</i>, tornando, desta forma, o processo mais objetivo.</font></p> </font>     <p>&nbsp;</p> <font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></font><font face="Verdana">     <p><font size="2">A realização do   presente estudo permitiu compreender quais as representações, os estímulos e os   constrangimentos dos árbitros das categorias C2,C3 e C4 de futebol de 11 em Portugal.   As representações do significado da arbitragem consubstanciam-se em aspetos   positivos que valorizam e dignificam esta atividade no nosso país. Os   inquiridos revelaram grande preocupação com o aspeto físico, psicológico e com   a forma como têm de “saber estar” dentro e fora do futebol. Esta postura tem contribuído   decisivamente não só para o aumento da qualidade da arbitragem, mas também para   uma mudança da opinião pública acerca da mesma. Por sua vez, o conjunto de   constrangimentos e dificuldades referidos revelaram que existem aspetos que   poderão ser trabalhados de forma progressiva (alteração de comportamento de   público, jogadores, dirigentes desportivos), enquanto outros poderão ser alvo   de uma atenção mais eficaz por parte dos responsáveis pelo dirigismo da   arbitragem, dado que um número significativo de inquiridos revelou ter tido em   algum momento da sua carreira intenções de abandonar a prática da modalidade   por não se sentir acarinhado pelos dirigentes da arbitragem ou por injustiças da avaliação.</font></p>     <p><font size="2">Apesar de os aspetos   físicos e do conhecimento das leis de jogo serem aspetos extremamente   valorizados nos cursos de formação de árbitros de futebol, a importância   atribuída aos fatores psicológicos reclama uma maior atenção neste aspeto por   parte das estruturas responsáveis pela arbitragem,   sendo de repensar a necessidade de um acompanhamento mais frequente e eficaz por parte dos profissionais da psicologia do desporto a estes agentes desportivos.</font></p>     <p><font size="2">Esta   investigação permitiu-nos constar que o estudo da arbitragem no futebol em   Portugal ainda é escasso. A análise de múltiplas questões representa um   trabalho de reflexão a desenvolver acerca da arbitragem no contexto da competição   e abordar um conjunto de problemas de fundo que permanecem escondidos ou que   são desvalorizados. Por outro lado, esta investigação motiva-nos para a   realização de futuras investigações acerca de um agente desportivo, muitas   vezes esquecido e considerado como inimigo, que se escutado muito pode contribuir para o desenvolvimento da arbitragem no nosso país.</font></p> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Anderson,   M., Wolfson, S., Neave, N., &amp; Moss, M. (2012). Perspectives on the home   advantage: A comparison of football players, fans and referees. <i>Psychology     of Sport and Exercise</i>, <i>13</i>(3), 311–316. <a href="http://doi.org/10.1016/j.psychsport.2011.11.012" target="_blank">http://doi.org/10.1016/j.psychsport.2011.11.012</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349577&pid=S1646-107X201500040000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Barbosa, R. (2010). <i>Relação do tempo de   jogo e da «vantagem da casa» na tomada de decisão do árbitro de Futebol quanto   à aplicação dos cartões amarelos e vermelhos</i> (Tese de Mestrado). Universidade do Porto, Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349578&pid=S1646-107X201500040000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Bardin, L. (2008). <i>Análise de Conteúdo</i>. Lisboa: Edições 70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349580&pid=S1646-107X201500040000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Bizzini, M., Junge, A., Bahr, R., &amp;   Dvorak, J. (2011). Injuries of football referees: a representative survey of   Swiss referees officiating at all levels of play. <i>Scandinavian Journal of Medicine &amp; Science in Sports</i>, <i>21</i>(1), 42–47. <a href="http://doi.org/10.1111/j.1600-0838.2009.01003.x" target="_blank">http://doi.org/10.1111/j.1600-0838.2009.01003.x</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349582&pid=S1646-107X201500040000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Bradley, P. S., &amp; Noakes, T. D.   (2013). Match running performance fluctuations in elite soccer: indicative of   fatigue, pacing or situational influences? <i>Journal of Sports Sciences</i>, <i>31</i>(15), 1627–1638. <a href="http://doi.org/10.1080/02640414.2013.796062" target="_blank">http://doi.org/10.1080/02640414.2013.796062</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349583&pid=S1646-107X201500040000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Brandão, R., Serpa, S., Krebs, R., Araújo,   D., &amp; Machado, A. A. (2011). El significado del arbitrar: percepción de   jueces de fútbol profesional. <i>Revista de Psicologia del Deporte</i>, <i>20</i>(2), 275–286.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349584&pid=S1646-107X201500040000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Brochado, A. (2012). <i>Perfil do árbitro   de futebol&#8239;: uma contribuição para o observatório de arbitragem</i> (Tese de Mestrado   em Gestão do Desporto). Universidade Técnica de Lisboa. Faculdade de   Motricidade Humana, Lisboa. Obtido de <a href="http://www.repository.utl.pt/handle/10400.5/5158" target="_blank">http://www.repository.utl.pt/handle/10400.5/5158</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349586&pid=S1646-107X201500040000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Charry-Joya, C. A. (2006). ¿Nuevos o   viejos debates? Las representaciones sociales y el desarrollo moderno de las Ciencias Sociales. <i>Revista de Estudios Sociales</i>, <i>25</i>, 81–94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349587&pid=S1646-107X201500040000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Collina, P. (2004). <i>As minhas regras do   jogo. O que o futebol me ensinou sobre a vida</i>. Barcarena: Editorial Presença.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349589&pid=S1646-107X201500040000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Costa, A. S. (1993). O árbitro, o jogo e o sagrado. <i>Revista Horizonte</i>, <i>10</i>(55), 12–16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349591&pid=S1646-107X201500040000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Costa, A. S. (2006). Desporto e   Antropologia. Em A. Pereira, A. S. Costa, &amp; R. Garcia (Eds.), <i>O desporto entre lugares. O lugar das Ciências Humanas para a compreensão do desporto</i> (pp. 37–72). Porto: Faculdade de Desporto da Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349593&pid=S1646-107X201500040000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Costa, E. C., Vieira, C. M. A., Moreira,   A., Ugrinowitsch, C., Castagna, C., &amp; Aoki, M. S. (2013). Monitoring   external and internal loads of Brazilian soccer referees during official   matches. <i>Journal of Sports Science &amp; Medicine</i>, <i>12</i>(3), 559–564.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349595&pid=S1646-107X201500040000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Cruz, P. M. (2012). <i>Tomada de decisão   do árbitro de futebol de primeira categoria</i> (Dissertação de Mestrado em   Psicologia do Desporto). Universidade Técnica de Lisboa. Faculdade de Motricidade Humana, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349597&pid=S1646-107X201500040000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">da Silva, A. I., de los Santos, H., &amp;   Cabrera, C. (2012). Análisis comparativo de la composición corporal de árbitros   de fútbol de Brasil y Uruguay. <i>International Journal of Morphology</i>, <i>30</i>(3), 877–882. <a href="http://doi.org/10.4067/S0717-95022012000300019" target="_blank">http://doi.org/10.4067/S0717-95022012000300019</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349599&pid=S1646-107X201500040000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">da Silva, A. I., Oliveira, M. C., Brandão,   M. R. F., Agreta, M. C., &amp; Neto, T. L. B. (2013). Nível de concentração e   precisão de árbitros de futebol ao longo de uma partida. <i>Motricidade</i>, <i>9</i>(2), 13–22. <a href="http://doi.org/10.6063/motricidade.9(2).29" target="_blank">http://doi.org/10.6063/motricidade.9(2).29</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349600&pid=S1646-107X201500040000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Dawson, P., &amp; Dobson, S. (2010). The   influence of social pressure and nationality on individual decisions: Evidence   from the behaviour of referees. <i>Journal of Economic Psychology</i>, <i>31</i>(2), 181–191. <a href="http://doi.org/10.1016/j.joep.2009.06.001" target="_blank">http://doi.org/10.1016/j.joep.2009.06.001</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349601&pid=S1646-107X201500040000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Deci, E., &amp; Ryan, R. M. (1985). <i>Intrinsic motivation and self-determination in human behavior</i>. New York: Plenum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349602&pid=S1646-107X201500040000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Denzin, N. K., &amp; Lincoln, Y. S.   (2008). Introduction: the discipline of qualitative research. Em N. K. Denzin   &amp; Y. S. Lincoln (Eds.), <i>The Landscape of Qualitative Research</i>. Thousand Oaks: Sage Publications, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349604&pid=S1646-107X201500040000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Farr, R. M., &amp; Moscovici, S. (Eds.).   (1984). <i>Social Representations</i> (Vol. 5). Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349606&pid=S1646-107X201500040000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Ferreira, R. D., &amp; Brandão, M. R. F.   (2012). Brazilian   professional soccer referee: perception of the meaning of refereeing. <i>Revista da Educação     Física / UEM</i>, <i>23</i>(2), 229–238. <a href="http://doi.org/10.4025/reveducfis.v23i2.15235" target="_blank">http://doi.org/10.4025/reveducfis.v23i2.15235</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349608&pid=S1646-107X201500040000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Flick, U. (2005). <i>Métodos qualitativos na investigação científica</i>. Lisboa: Monitor.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349609&pid=S1646-107X201500040000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Fruchart, E., &amp; Carton, A. (2012). How   do amateur soccer referees destabilize a match? <i>Psicologica</i>, <i>33</i>(3), 435–449.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349611&pid=S1646-107X201500040000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Gama, A. (2005). O árbitro e o contexto da arbitragem. Em Instituto do Desporto de Portugal (Ed.), <i>Manual do Árbitro</i> (pp. 59–66). Lisboa: Instituto do Desporto de Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349613&pid=S1646-107X201500040000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Lima, T. (2005). O árbitro e a formação desportiva. Em Instituto do Desporto de Portugal (Ed.), <i>Manual do Árbitro</i> (pp. 15–46). Lisboa: Instituto do Desporto de Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349615&pid=S1646-107X201500040000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Marivoet, S. (2005). Aspetos sociológicos   da arbitragem. Em Instituto do Desporto de Portugal (Ed.), <i>Manual do Árbitro</i> (pp. 175–190). Lisboa: Instituto do Desporto de Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349617&pid=S1646-107X201500040000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Orlick, T. (2008). <i>In Pursuit of Excellence-4th Edition</i>. Leeds: Human Kinetics.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349619&pid=S1646-107X201500040000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Pereira, V., &amp; Araújo, A. (2007). <i>Vitor Pereira – por dentro dos mundiais de futebol</i>. Lisboa: Produções Editoriais, Lda.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349621&pid=S1646-107X201500040000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Philippe, F. L., Vallerand, R. J.,   Andrianarisoa, J., &amp; Brunel, P. (2009). Passion in   referees: examining their affective and cognitive experiences in sport   situations. <i>Journal of Sport &amp; Exercise Psychology</i>, <i>31</i>(1), 77–96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349623&pid=S1646-107X201500040000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Pina, J. P. (2010). <i>Contextos   emocionais na arbitragem do futebol</i> (Dissertação de Mestrado em Psicologia   das Emoções). ISCTE, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349625&pid=S1646-107X201500040000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Praschinger, A., Pomikal, C., &amp;   Stieger, S. (2011). May I curse a referee? Swear words and consequences. <i>Journal of Sports Science &amp; Medicine</i>, <i>10</i>(2), 341–345.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349627&pid=S1646-107X201500040000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Slack, L. A., Maynard, I. W., Butt, J.,   &amp; Olusoga, P. (2013). Factors underpinning football officiating excellence:   perceptions of English Premier League referees. <i>Journal of Applied Sport Psychology</i>, <i>25</i>(3), 298–315. <a href="http://doi.org/10.1080/10413200.2012.726935" target="_blank">http://doi.org/10.1080/10413200.2012.726935</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349629&pid=S1646-107X201500040000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Strauss, A. L., &amp; Corbin, J. M.   (1990). <i>Basics of qualitative research: grounded theory procedures and techniques</i>. London: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349630&pid=S1646-107X201500040000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Stulp, G., Buunk, A. P., Verhulst, S.,   &amp; Pollet, T. V. (2012). High and mighty: height increases authority in professional   refereeing. <i>Evolutionary Psychology: An International Journal of Evolutionary Approaches to Psychology and Behavior</i>, <i>10</i>(3), 588–601.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349632&pid=S1646-107X201500040000300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Weston, M., &amp; Batterham, A. M. (2012).   Post-match recovery in elite soccer referees. <i>Medicine and Science in Sports and Exercise</i>, <i>44</i>, 300.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349634&pid=S1646-107X201500040000300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Weston, M., Drust, B., Atkinson, G., &amp;   Gregson, W. (2011). Variability of soccer referees’ match performances. <i>International     Journal of Sports Medicine</i>, <i>32</i>(3), 190–194. <a href="http://doi.org/10.1055/s-0030-1269843" target="_blank">http://doi.org/10.1055/s-0030-1269843</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349636&pid=S1646-107X201500040000300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Agradecimentos:    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </b>Nada a   declarar.    <br>   <b>Conflito de Interesses:    <br>   </b>Nada a   declarar.    <br>   <b>Financiamento:</b>    <br>   Nada a declarar</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Artigo   recebido a 13.02.2014; Aceite a 11.12.2014 </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#topo">*</a><i><a name="end" id="end"></a>Autor correspondente</i>: Escola Superior de Educa&ccedil;&atilde;o de Viseu, Rua Maximiano Arag&atilde;o, 3504 &ndash; 501, Viseu, Portugal. <i>E-mail</i>: <a href="mailto:hg.sarmento@gmail.com">hg.sarmento@gmail.com</a></font></p>      ]]></body><back>
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<source><![CDATA[Relação do tempo de jogo e da «vantagem da casa» na tomada de decisão do árbitro de Futebol quanto à aplicação dos cartões amarelos e vermelhos]]></source>
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