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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Instruções de foco de atenção para a automatização da ação na aprendizagem de uma habilidade manipulativa]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The purpose was to test the constrained-action hypothesis on the effect of the focus of attention in the automation of the action. Thirty subjects participated (± 24.9 years old), divided into three groups: internal focus of attention (FI, n = 10), external focus of attention (FE, n = 10) and a control group (GC, n = 10). The task was to launch a plastic disc making it slide on the table in order to touch the target or to be as close as possible to it, and parallel to this the participants performed a reaction time task. The participants performed a pretest, followed by an acquisition phase (9 blocks of 10 trials), with a two minutes rest between blocks, a post-test, and after 48 hours, a retention and transfer test. The repeated measures ANOVA (3x4) indicated significant difference only between moments (p <.05). It can be concluded that these data do not support the beneficial effect of the external focus of attention for action automation. In practice, the use of instructions to direct the focus of attention should be carefully used according to the learning stage of the subject and the objective to be attained.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Instruções de   foco de atenção para a automatização da ação na aprendizagem de uma habilidade   manipulativa</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Focus of attention instructions for the automaticity of action   on the learning of a manipulative skill</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Josiane   Medina-Papst<sup>1,     2,<a href="#end">*</a></sup><a name="topo"></a>; Fabio Luis Bordini<sup>2, 3</sup>; Inara Marques<sup>1, 2</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>1</sup> <i>Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica do Centro de Educa&ccedil;&atilde;o   F&iacute;sica e Esporte da Universidade Estadual de Londrina, Universidade Estadual de   Londrina-UEL, Londrina-Pr., Brasil    <br>   </i><sup>2</sup><i> Grupo de Estudos e Pesquisas em Desenvolvimento e     Aprendizagem Motora/GEPEDAM-UEL, Londrina-Pr., Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </i><sup>3 </sup><i>Minist&eacute;rio da Defesa &ndash; Col&eacute;gio Militar de Curitiba-Pr., Brasil</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O objetivo deste estudo foi testar a hipótese da ação   restrita sobre o efeito do foco de atenção na automatização da ação.   Participaram 30 sujeitos, formando os grupos de foco de atenção interno (FI,   n=10), foco de atenção externo (FE, n=10) e grupo controle (GC, n=10). A tarefa   primária consistiu em lançar um disco de plástico de maneira que ele deslizasse   sobre a mesa com a meta de encostar ou ficar o mais próximo possível do alvo,   realizada concomitante à tarefa probatória de tempo de reação. Conduziu-se um   pré-teste, uma fase de aquisição (9 blocos de 10 tentativas) com descanso de 2   minutos entre os blocos e, em seguida, um pós-teste. Após 48 horas, aplicou-se   um teste de retenção e de transferência. A Anova (3 grupos x 4 momentos) com   medidas repetidas no último fator não indicou diferença significativa entre os   grupos com FI e FE em relação ao desempenho na tarefa, mas somente entre os   momentos de avaliação (<i>p</i>&lt;.05). Nesse estudo, a hipótese da ação   restrita não foi confirmada. Na prática, o uso de   instruções para o direcionamento do foco de atenção deve ser atentamente   utilizado de acordo com o estágio de aprendizagem do sujeito e o objetivo a ser atingido.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave: </b>aprendizagem motora, automatização, instrução, foco de atenção, habilidade manipulativa.</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">The purpose was to test the   constrained-action hypothesis on the effect of the focus of attention in the   automation of the action. Thirty subjects participated (± 24.9 years old),   divided into three groups: internal focus of attention (FI, n = 10), external   focus of attention (FE, n = 10) and a control group (GC, n = 10). The task was   to launch a plastic disc making it slide on the table in order to touch the   target or to be as close as possible to it, and parallel to this the   participants performed a reaction time task. The participants performed a pretest,   followed by an acquisition phase (9 blocks of 10 trials), with a two minutes   rest between blocks, a post-test, and after 48 hours, a retention and transfer   test. The repeated measures ANOVA (3x4) indicated significant difference only   between moments (<i>p </i>&lt;.05). It can be concluded   that these data do not support the beneficial effect of the external focus of   attention for action automation. In practice, the use of instructions to direct   the focus of attention should be carefully used according to the learning stage of the subject and the objective to be attained.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords:</b> motor learning, automaticity, instructions, focus of attention, manipulative skill.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O processo   de aquisição de habilidades motoras é um desafio para os aprendizes que   necessitam lidar com várias informações disponíveis no ambiente de prática, além daquelas inerentes à própria tarefa almejada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os estudos   na área de aprendizagem motora têm procurado investigar a influência das   diferentes variáveis sobre o processo de aprendizagem, além de estratégias para   a sua maximização, tais como o uso de dicas de aprendizagem, demonstração e   frequências de feedback (Anderson, 1997;   Medina-Papst, Candido, Filho, &amp; Marques, 2010; Pasetto, Araújo, &amp;   Corrêa, 2006).   Dentro dessa perspectiva, Fonseca et al. (2008) conduziram um ensaio em   que relataram que a demonstração e a prática mental ocorrem de maneira similar,   sugerindo sua utilização de forma associada para a aprendizagem. Anderson (1997), por outro lado,   discute sobre estratégias de prática mental (<i>imagery</i>), sobre a   demonstração e o estabelecimento de metas. Mas para o uso de qualquer   estratégia de aprendizagem há a necessidade de se fornecer instruções   relevantes, ou seja, focar nos elementos necessários para aprender e maximizar o desempenho (Anderson, 1997).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O uso de   instrução com a finalidade de levar o aprendiz a focar a atenção no ponto   importante da tarefa tem sido uma estratégia eficiente a fim de potencializar a   aquisição de habilidades, pois, a atuação dos mecanismos atencionais é parte   fundamental no processo de aprendizagem. Todavia, as estratégias devem ser   basicamente fundamentadas no desempenho do aprendiz. Assim, o uso de instruções   com direcionamento do foco de atenção tem o objetivo de auxiliar o aprendiz na   seleção de informações relativas ao ponto crítico da ação, sem sobrecarregar o   sistema de processamento (Peh, Chow, &amp; Davids, 2011; Poolton, Maxwell, Masters, &amp; Raab, 2006). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Atualmente,   as investigações têm sido conduzidas para verificar o efeito de diferentes   instruções com direcionamento do foco de atenção a uma variedade de habilidades   motoras, tais como o golfe (Perkins-Ceccato, Passmore, &amp;   Lee, 2003),   o chute de novatos no futebol (Uehara, Button, &amp; Davids,   2008), a   natação (Pasetto, Ried,   Freudeinheim, &amp; Corrêa, 2011), assim como em tarefas relacionadas à música (Duke, Cash, &amp; Allen, 2011) ou em tarefas   laboratoriais (Kal, van der Kamp, &amp; Houdijk, 2013; Wulf, McNevin, &amp; Shea, 2001).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As   instruções para um foco de atenção interno são caracterizadas por direcionar a   atenção do aprendiz para os movimentos do seu próprio corpo, enquanto que, o   foco externo de atenção, é voltado para o efeito dos movimentos no ambiente (Wulf, Höß, &amp;   Prinz, 1998; Wulf &amp; Prinz, 2001). A literatura especializada postula que a adoção do   foco externo tem apresentado um efeito potencialmente maior no desempenho de   habilidades motoras, quando comparado ao foco interno (Peh et al., 2011; Wulf, 2007; Wulf   &amp; Su, 2007). Essa hipótese,   denominada hipótese da ação restrita, tem sua sustentação em relatos que   descrevem o foco externo como agente maximizador dos processos de controle   automático em relação ao controle de processos mais lentos em nível mais   consciente, aparentemente usado quando o indivíduo dirige a atenção para os   movimentos do seu corpo (Wulf, 2007; Wulf et al., 1998;   Wulf &amp; Prinz, 2001).   Como consequência,   a automatização dos processos de controle promove a correção do movimento com maior frequência, minimizando erros e melhorando o desempenho geral (Wulf, 2007). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Corroborando   com a argumentação de Wulf e colaboradores (Wulf, 2007; Wulf et   al., 1998; Wulf &amp; Prinz, 2001), Perkins-Ceccato,   Passmore, e Lee (2003)   conduziram um estudo com jogadores de golfe altamente qualificados e obtiveram   melhor desempenho com instruções de foco externo de atenção do que com as   instruções de foco interno. Ao   passo que, os jogadores de baixa qualificação demonstraram melhor desempenho   sob instruções de foco interno frente às de foco externo de atenção. Esses   achados sugerem alguma relação entre o nível de proficiência dos indivíduos e as instruções para direcionamento do foco de atenção.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por outro   lado, a despeito das investigações terem indicado o efeito positivo das instruções   de foco externo (Kal et al., 2013; Wulf, 2007; Wulf   et al., 1998; Wulf &amp; Prinz, 2001) alguns autores têm rejeitado a hipótese do efeito   superior do foco externo sobre o interno em atividades tais como a natação (Pasetto et al., 2011) ou em jogadores iniciantes de futebol (Uehara et al., 2008).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo   com Peh, Chow, e Davids (2011), as diferenças sobre os resultados   desses estudos ressaltam a necessidade de mais esclarecimentos sobre a adoção   do foco interno de atenção com a finalidade de beneficiar a aquisição de   coordenação do movimento. Para Poolton, Maxwell, Masters, e Raab (2006), por exemplo, existem evidências   de que as instruções de foco externo são benéficas para a aprendizagem e o   desempenho, porém ressaltam que são necessários ainda estudos para investigar o   mecanismo pelo qual o foco externo garante superioridade sobre o foco interno de   atenção. Nesse sentido, levantou-se a hipótese de que, se as instruções de foco   interno interferem no processamento automático, tornando-o mais lento a um   nível consciente, uma tarefa secundária de tempo de reação poderia demonstrar   mais claramente a distinção entre esses mecanismos atencionais. Assim,   espera-se que o grupo de foco externo apresente tempo de reação inferior ao   grupo de foco interno, indicando menos interferência consciente nos processos   de controle e maior automaticidade no movimento. Desta forma, o objetivo do   presente estudo foi testar as predições da hipótese da ação restrita sobre o   efeito do direcionamento do foco de atenção na automatização de uma habilidade manipulativa.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>M&Eacute;TODOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Amostra</b>    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os sujeitos   foram convidados a participar do estudo e assinaram um termo de consentimento   livre e esclarecido. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa com   Seres Humanos da Universidade local com o número 247/09, CAAE:   0187.0.268.000-09, conforme   as disposições na Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. Assim, a amostra foi   composta por 30 participantes destros, sendo 18 homens e 12 mulheres, com média   de 24.9 (±5.0) anos de idade. Os participantes foram divididos de forma semi   aleatória em três grupos: grupo foco de atenção interno (FI, n=10), grupo foco   de atenção externo (FE, n=10) e grupo controle (GC, n=10). Para isso,   selecionou-se aleatoriamente um arranjo de distribuição dos três grupos (<i>e.g.</i> GC, FI e FE) e, em seguida, os participantes foram designados para cada grupo sequencialmente (Higgins &amp; Green, 2011).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Tarefas e instrumentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma tarefa   de lançamento (tarefa primária) foi realizada em uma mesa de madeira (212 x 98   x 75 cm) com superfície lisa revestida em fórmica. Os participantes ficaram   posicionados em pé na extremidade da mesa de frente para o aparato. A meta da   tarefa foi lançar um disco de plástico (Ø=6,5cm), utilizando-se de um cubo de   madeira (1000cm<sup>3</sup> – 257g) revestido com tecido, de forma que o disco   deslizasse sobre a mesa com o objetivo de acertar o alvo (haste de madeira)   posicionado a 194cm de distância. Uma área de 30cm foi demarcada na mesa, em   linhas perpendiculares à trajetória do disco, iniciando-se a pontuação no alvo,   com progressões em frações de 1cm. Esta área foi numerada para anotação do resultado da posição do disco após o lançamento. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para iniciar   a tarefa, o sujeito foi instruído a segurar e deslizar o cubo, apoiado este   sobre a mesa, a fim de realizar um movimento contínuo em forma de oito, devendo   circundar dois cubos menores de madeira (125cm<sup>3</sup> – 78g) posicionados   um de cada lado do ponto de saída (20cm) e também circundar o disco antes de   tocá-lo. Os participantes poderiam conduzir o disco até uma linha limite (70cm à frente) e, então, lançá-lo em direção ao alvo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Durante a   fase de aquisição, as tentativas em que o disco parou fora da área de 30cm   foram consideradas como erros, contudo, válidas para a contagem. Já, durante as   fases de avaliação, a tentativa foi repetida para que a computação dos pontos fosse possível. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os   resultados foram analisados a partir da pontuação obtida na escala de marcações   na mesa, anotando-se o valor referente ao local em que o disco parou após o   lançamento. Foram atribuídos valores negativos quando o disco parou antes de tocar o alvo, e valores positivos quando parou após tocar o alvo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma tarefa   probatória de tempo de reação foi realizada concomitante à tarefa de   lançamento. A medida de tempo de reação é tradicionalmente utilizada nas   pesquisas e foi utilizada para avaliar o nível de interferência das instruções   sobre a demanda atencional na tarefa primária. Um melhor desempenho na tarefa   secundária indica menor demanda dos processos atencionais na tarefa primária (Pachella, 1974; Wulf et al., 2001). Para isso, os   participantes usaram um fone de ouvido e empunharam na mão oposta a do   lançamento um controle que continha um botão de resposta. A tarefa de tempo de   reação consistiu em responder a um estímulo sonoro, apertando o botão do   controle, o mais rápido possível. Para essa tarefa foi utilizado o <i>software</i>   <i>Reaction Time </i>v.1.0 adaptado (Okazaki, 2011). A <a href="#f1">figura 1</a> ilustra os materiais utilizados na tarefa.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/mot/v11n4/11n4a05f1.jpg" width="388" height="528"></p>     
<p align="center">&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Procedimentos e delineamento experimental</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   tarefa foi realizada individualmente, com a mão preferida (direita), após o   experimentador fornecer as informações sobre o procedimento. Para iniciar,   foram fornecidas as explicações sobre o movimento em forma de oito a ser   realizado antes de empurrar o disco, sobre a meta e, também, fornecida uma   demonstração da tarefa. Em seguida, o participante realizou somente o movimento   em forma de oito, uma ou duas vezes, para completa compreensão. O   experimentador prosseguiu fornecendo ao participante as informações sobre a   tarefa probatória. A seguir, foi realizada uma tentativa de familiarização com   a tarefa e, em caso de dúvida, realizou-se outra tentativa. Um único   experimentador forneceu as instruções e orientou os participantes durante a   tarefa, enquanto os demais auxiliaram na marcação do resultado e na aplicação da tarefa probatória. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Logo   após a familiarização com a tarefa, foi conduzido um pré-teste, constituído de   um bloco de cinco tentativas e, em seguida, iniciou-se a prática da tarefa. A   fase de aquisição contou com nove blocos de 10 tentativas, com um intervalo de   dois minutos entre os blocos. Após o intervalo do último bloco da fase de   aquisição, iniciou-se o bloco de cinco tentativas do pós-teste. A fase de retenção,   composta de cinco tentativas, foi realizada após um intervalo de 48 horas. Um   descanso de dois minutos foi concedido entre a fase de retenção e a de   transferência, a qual consistiu na realização de cinco tentativas da tarefa com a mão não preferida (esquerda). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os   grupos FI e FE receberam instruções sobre a meta da tarefa, além das instruções   para o direcionamento do seu foco atencional. O grupo FI foi orientado a dar   atenção à “força exercida para empurrar o disco” e o grupo FE foi orientado a   dar atenção à “distância do disco em relação ao alvo”. O GC recebeu instrução   somente a respeito da meta da tarefa, mas não recebeu instrução específica para direcionamento do foco de atenção.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As   instruções para direcionamento do foco de atenção foram fornecidas em dois   momentos: 1) antes do início da primeira tentativa do primeiro bloco de   aquisição e 2) ao completar a quinta tentativa do quinto bloco de aquisição (após 50% de tentativas consecutivas da fase de aquisição).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Após   a fase de transferência, todos os participantes do estudo responderam a   questões relacionadas ao uso efetivo   das instruções para o direcionamento do foco de atenção. Esse procedimento foi   adotado como uma maneira de se certificar de que as instruções foram entendidas   o suficiente de modo a diferenciar os grupos. Perguntou-se aos participantes   dos grupos experimentais (FI e FE) se eles utilizaram a instrução de foco de   atenção (sim ou não) e, caso a resposta fosse não, perguntou-se o porquê de não   as terem utilizado. Os participantes do GC foram questionados sobre o quê prestaram atenção para realizar a tarefa.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>AN&Aacute;LISE ESTAT&Iacute;STICA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os   resultados da tarefa primária (lançamento do disco) foram analisados por meio   das medidas de erro absoluto, erro constante e erro variável. O erro absoluto   consiste na média dos valores individuais entre as tentativas calculadas em   módulo e estima a precisão de resposta, enquanto o erro constante é a média   aritmética simples dos valores de erro, considerando-se o sinal, em uma série   de tentativas. Essa medida expressa a tendência direcional do erro de   desempenho, nesse caso, se o disco bateu no alvo e retornou (valores positivos)   ou se o disco não chegou até o alvo (valores negativos). O erro variável   informa o grau de variabilidade ou consistência do desempenho e é derivado a   partir de cada valor individual de erro constante, subtraído da média desse   erro e elevado ao quadrado. A partir disso, calculou-se a média desses valores   e se extraiu a raiz quadrada (Hancock, Butler, &amp; Fischman, 1995; Teixeira, 2006). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Testados e cumpridos os   pressupostos de normalidade (<i>Shapiro-Wilk</i>) e esfericidade (<i>Mauchly’s</i>),   aplicou-se a ANOVA (3x4) com medidas repetidas no último fator, a fim de   comparar a diferença do desempenho entre os grupos (GC, FI e FE), em cada   momento de avaliação para cada uma das variáveis dependentes. O teste <i>post     hoc</i> de <i>Duncan</i> foi utilizado para localizar as diferenças (<i>p</i>&lt;.05).   Os resultados da tarefa de tempo de reação foram descritos pela média e   desvio-padrão, sendo utilizado o cálculo do tamanho do efeito (<i>“Effect Size”</i>)   para análise do grau no qual a hipótese nula é falsa (Cohen, 1988). O “<i>Effect     Size</i>” (<i>ES</i>) é calculado a partir da variância de dois grupos   usando-se a seguinte fórmula: <i>d=|m<sub>A</sub>-m<sub>B</sub>|/&#963;</i>, onde, <i>d</i> é o índice do tamanho do efeito, <i>m</i> é a média do grupo e <i>&#963;</i> é a raiz quadrada da média da variância dos dois grupos (<i>&#963;’=&#8730;&#963;<sub>A</sub><sup>2</sup>+   &#963;<sub>B</sub><sup>2</sup>/2</i>). Uma definição convencional do ES define um efeito <i>“large”</i>&#8805;   .80; <i>“medium”</i>= .50 – .79 ou <i>“small”</i>&lt; .50, o que foi adotado no presente estudo (Cohen, 1988).</font></p>     <p>&nbsp;</p> <font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS</b></font><font face="Verdana">     <p><font size="2">Os   resultados são apresentados, inicialmente, computando-se os erros obtidos na   tarefa primária de lançamento e, posteriormente, no desempenho obtido na tarefa   probatória de tempo de reação. Por fim, serão apresentados os resultados dos   questionários quanto à utilização das instruções para direcionamento do foco de atenção.</font></p>     <p><font size="2"><b>Resultados do desempenho em relação aos erros   obtidos na tarefa primária</b></font></p>     <p><font size="2">Comparando-se   os resultados do desempenho entre os grupos, por meio do erro absoluto,   notou-se que estes demonstraram efeito principal entre os momentos de avaliação   (<i>F<sub>(3,81)</sub></i> = 41.68; <i>p</i> = .001), com diferença   significativa do pré-teste em relação aos outros momentos (<i>p</i> = .001),   mas não entre os grupos (<i>F<sub>(2, 27 )</sub></i> = .54; <i>p</i> = .58) (<a href="/img/revistas/mot/v11n4/11n4a05f2.jpg">figura 2</a>).</font></p>     
<p><font size="2">Embora   os resultados obtidos pelos grupos não tenham demonstrado diferença   significativa, a análise do erro absoluto demonstrou que o grupo FI   praticamente não apresentou alterações no seu desempenho, ao longo do estudo.   Os GC e FE parecem ter demonstrado uma melhora no desempenho com a prática (do   pré-teste para o pós-teste), retomando aos valores iniciais nas avaliações de retenção e transferência.</font></p>     <p><font size="2">A   análise dos resultados, levando-se em conta o erro constante, não demonstrou   diferença significativa em nenhum dos fatores, grupos (<i>F<sub>(2, 27)</sub></i>   = .61; <i>p</i> = .54) ou momentos (<i>F<sub>(3, 81)</sub></i> =   .36; <i>p</i> = .78). Todavia, descritivamente, pode-se notar uma oscilação do   desempenho dos grupos durante o estudo (<a href="/img/revistas/mot/v11n4/11n4a05f3.jpg">figura 3</a>). Ou seja, enquanto o grupo FI   piorou o seu desempenho durante a fase de aquisição, os GC e FE aproximaram   mais o disco do alvo, diferenciando-se quanto à direção (atrasado ou adiantado em relação ao alvo).</font></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a href="/img/revistas/mot/v11n4/11n4a05f4.jpg"><font size="2" face="Verdana">Figura 4</font></a></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2">Os   resultados da análise do erro variável demonstraram tendência a um efeito   principal somente no fator momento (<i>F<sub>(3, 81)</sub></i> = 2.58; <i>p</i> = .058). </font></p>     <p><font size="2">Pode-se   observar, nesses resultados, que os três grupos diminuíram a variabilidade no   desempenho durante a fase de aquisição; somente o grupo FE continuou diminuindo   sua variabilidade e manteve-se com menor resultado no teste de retenção.   Todavia, no teste de transferência, o seu desempenho retornou aos valores inicias próximos ao obtido no pré-teste.</font></p>     <p><font size="2"><b>Resultados do desempenho na tarefa de tempo de reação</b></font></p>     <p><font size="2">Não   foi encontrada diferença entre os grupos quanto ao desempenho referente à   tarefa de tempo de reação (<i>F<sub>(2, 27)</sub></i> = 1.13, <i>p</i> = .33), nem interação entre os fatores (<i>F<sub>(6, 0,89)</sub></i> =   .89, <i>p</i> = .50). Verificou-se diferença significativa somente no segundo   fator, momentos de avaliação (<i>F<sub>(3, 81)</sub></i> = 5.44, <i>p</i> &lt; .001). Conforme apresentado na figura abaixo, as diferenças encontradas   foram do pré-teste para o pós-teste (<i>p</i> = .02) e do pré-teste para a retenção (<i>p</i> = .001).</font></p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><a href="/img/revistas/mot/v11n4/11n4a05t1.jpg">Tabela 1</a></font></p>     
<p align="center">&nbsp;</p> <font face="Verdana">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2"><b>Resultados sobre a utilização das instruções</b></font></p>     <p><font size="2">De   acordo com os resultados encontrados nas respostas do questionário, observou-se   que 80% dos participantes do grupo FI responderam ter utilizado a instrução de   foco de atenção. Dos que relataram não ter utilizado, um participante respondeu   ter ficado confuso sobre o que prestar atenção e o outro participante respondeu ter prestado atenção ao sinal sonoro e na força aplicada ao disco. </font></p>     <p><font size="2">Os   mesmos valores percentuais foram encontrados no grupo FE, porquanto um   participante respondeu que não utilizou a instrução, mas prestou atenção no   momento de apertar o botão, enquanto o outro prestou atenção na força para a realização do lançamento do disco.</font></p>     <p><font size="2">Diferentes   respostas foram emitidas pelos participantes do GC. Ou seja, encontraram-se   respostas diversificadas ao questionar onde o participante focou sua atenção. Neste sentido, os resultados foram agrupados e apresentados na <a href="/img/revistas/mot/v11n4/11n4a05f5.jpg">figura 5</a>.</font></p>     
<p><font size="2">Por   meio dos questionários aplicados, pode-se notar que os participantes dos dois   grupos experimentais, em grande parte (80%), focaram a atenção no ponto   ressaltado pela instrução específica fornecida. Por outro lado, os   participantes do grupo GC parecem ter focado a atenção para pontos diferentes,   sendo mais destacada, principalmente, a meta com 50% das respostas, o som com 40% e o disco com 30% das respostas.</font></p> </font>     <p>&nbsp;</p> <font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font><font face="Verdana">     <p><font size="2">Os   resultados do presente estudo não confirmaram a influência benéfica de   instruções com direcionamento do foco de atenção externo na aprendizagem   motora. Esperava-se comprovar a hipótese da ação restrita como explicação para   a automatização da ação, ou seja, que o grupo FE apresentaria melhor desempenho   na tarefa primária e um menor tempo de reação, sendo capaz de controlar o seu movimento “automaticamente”, não necessitando de atenção consciente na ação.</font></p>     <p><font size="2">Embora   sem diferença significativa, pode-se pressupor, por meio dos resultados do   cálculo dos erros absoluto e constante, que o grupo FE foi beneficiado durante   a prática pelo uso da instrução, pois houve diminuição na média do erro   absoluto no pós-teste e o seu desempenho se aproximou mais do alvo, conforme   demonstrado pelo resultado do erro constante. Conforme a instrução fornecida,   para “prestar atenção na distância do disco em relação ao alvo”, os   participantes foram capazes de, ao longo da prática, empurrar o disco de forma   que este repousasse mais perto do alvo. Esses resultados não foram mantidos,   havendo queda do desempenho no teste de retenção e transferência, e a média do erro absoluto retornou aos valores iniciais. </font></p>     <p><font size="2">Por   outro lado, o grupo FI demonstrou alterações contrárias nos resultados do erro   constante. Mesmo sem apresentar diferenças significativas, vale comparar essas   alterações. No pré-teste, este grupo apresentou o melhor desempenho, resultado   mais próximo ao alvo, mas, diferentemente dos outros grupos, no pós-teste,   apresentou queda acentuada após o período de aquisição. Tais resultados, ainda   que sem diferenças, sugerem que o FI parece restringir ou interferir no processo de controle automático que normalmente regula o movimento (Wulf et al., 2001).</font></p>     <p><font size="2">Os   resultados do teste de retenção (<a href="/img/revistas/mot/v11n4/11n4a05f3.jpg">figura 3</a>) demonstraram a dificuldade desse   grupo em controlar o movimento, verificando-se uma troca na direção do erro,   que foi inicialmente atrasado e, posteriormente, adiantado. Esse desempenho   adiantado representa mais força produzida no disco. Esses resultados podem ser   interpretados com base na maior variabilidade encontrada neste grupo na   retenção. Assim, embora o grupo FI tenha atingido maior precisão no desempenho   em relação aos outros grupos (<a href="/img/revistas/mot/v11n4/11n4a05f2.jpg">figura 2</a>) no pré-teste, na retenção e na   transferência, ele foi menos consistente. Vale ressaltar que a instrução   fornecida - “prestar atenção na força exercida para empurrar o disco” - parece ter influenciado o controle consciente e a seleção dos parâmetros da ação.</font></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2">Uehara et al. (2008) não encontraram, em seu   estudo, grande variabilidade no grupo de foco interno. Também não foi observada   diferença significativa entre o desempenho dos grupos que receberam instrução   sobre o foco interno e o foco externo na aprendizagem de uma habilidade de   chute. Embora os dois grupos tenham melhorado seu desempenho, o grupo que   recebeu instrução sobre o foco interno foi menos variável que os que receberam instrução sobre o foco externo na avaliação da retenção. </font></p>     <p><font size="2">Os   resultados do presente estudo corroboram os achados obtidos por esses autores   no que diz respeito aos resultados de precisão da ação, pois o grupo que   recebeu orientação sobre o foco de atenção interno foi mais preciso. Com ponto   de vista alternativo, Uehara et al. (2008) constataram que o grupo   que recebeu instrução sobre o foco de atenção interno beneficiou-se das   instruções por serem considerados iniciantes na habilidade avaliada, com base   no desempenho do pré-teste. Como não houve diferença entre os grupos, somente   entre as avaliações, os autores argumentaram que aprendizes iniciantes alternam   o ponto de foco de atenção durante a prática, na busca de um padrão funcional para alcançar a meta da tarefa. </font></p>     <p><font size="2">No caso dos   resultados encontrados no presente estudo, por meio dos questionários, não se   pode afirmar que o mesmo ocorreu, ao se considerarem as respostas obtidas, em   que a maioria dos participantes (80%) dos dois grupos experimentais, relatou   ter utilizado as instruções específicas e não alternado os focos de instrução.   Mas, vale ressaltar os resultados encontrados no grupo GC, pois esses   participantes relataram ter utilizado o mesmo foco de atenção que os   participantes dos grupos experimentais. Isso pode ter influenciado o desempenho motor, mesclando os resultados e não diferenciando os grupos.</font></p>     <p><font size="2">Perkins-Ceccato et al. (2003), ao avaliarem o efeito   do foco de atenção na aprendizagem da tacada do golfe por iniciantes e   experientes, verificaram que, quando o grupo de baixa habilidade (iniciantes)   recebeu instruções sobre o foco de atenção interno, primeiro produziram um   desempenho menos variável do que os que receberam instruções sobre o foco   externo, comparado com a ordem inversa. O oposto foi verificado para o grupo de   alta habilidade, que foi beneficiado apresentando menor variabilidade ao   receber instruções de foco externo primeiro, e depois o foco interno. Com base   nesses resultados, os autores concluíram que o efeito benéfico obtido por   aqueles que receberam instrução sobre o foco de atenção externo na tacada do golfe, depende do nível de experiência dos indivíduos.</font></p>     <p><font size="2">No presente   estudo, embora os participantes tenham sido adultos e que, provavelmente, já   vivenciaram diversas atividades manipulativas de lançamento com diferentes   objetos, a tarefa proposta foi pensada com o objetivo de desafiar a capacidade   dos sujeitos em deslizar e empurrar um objeto de forma que este parasse o mais   próximo do alvo. Levando-se isso em conta, a dificuldade foi relacionada à   seleção dos parâmetros adequados para a realização da tarefa, os quais   dependeriam do nível de controle do sujeito, ao mesmo tempo em que este respondesse a uma tarefa probatória. </font></p>     <p><font size="2">Apesar de   não se observar diferença significativa entre os grupos, nos resultados do   tempo de reação, o cálculo do <i>ES</i> demonstrou que é melhor oferecer   instrução sobre o foco de atenção do que não oferecer nenhuma instrução. Houve <i>ES</i>   “<i>medium</i>” de .47 entre o grupo FE e o grupo controle, na retenção, e de   .61 na transferência. Entre os momentos, verificaram-se um <i>ES</i> “<i>medium</i>”   (.70) entre o pré-teste e pós-teste para o grupo FE e um <i>ES</i> “<i>large</i>”   de 1.0 entre o pré-teste e a retenção e de .90 entre o pré-teste e a   transferência. No grupo FI encontrou-se <i>ES</i> “<i>large</i>” (.80) tanto   entre o pré-teste e pós-teste quanto entre o pré-teste e a transferência, e de   1.2 entre o pré-teste e a retenção. Assim, pode-se dizer que as instruções   fornecidas no presente estudo não diferenciaram o desempenho entre os grupos,   mas para a realização desta tarefa ambas parecem permitir o controle automático da ação.</font></p>     <p><font size="2">Alguns   pontos são levantados sobre a investigação do efeito de diferentes instruções   sobre o direcionamento do foco de atenção para a automatização de ações   motoras. No estudo de Wulf, McNevin, e Shea (2001), a hipótese da ação   restrita foi testada em uma tarefa laboratorial, na qual a demanda do ambiente   não interfere sobre qualquer seleção dos parâmetros da ação e,   consequentemente, no desempenho na tarefa. Da mesma forma, no estudo de Kal, van der Kamp, e Houdijk (2013) os resultados   forneceram suporte para a hipótese da ação restrita na realização de uma tarefa   de flexão e extensão cíclica de perna. Contudo, não é claro se o resultado da   testagem se manteria em uma situação de tarefa ecológica em que há maior   influência do ambiente, tanto para sujeitos iniciantes quanto para os experientes. </font></p>     <p><font size="2">No presente   estudo, embora a tarefa tenha sido realizada em laboratório, pretendeu-se   aproximá-la ao máximo de um ambiente real, como um jogo para os participantes.   Além disso, a forma de aferir o desempenho nesses estudos foi diferente por   natureza. Ou seja, enquanto o desempenho dos participantes, no estudo de Wulf et al. (2001), foi avaliado com base   na qualidade da própria ação realizada, no presente estudo utilizou-se uma   medida de produto final da ação resultante do desempenho motor. Neste sentido,   levanta-se outra questão: será diferente o efeito de instruções sobre o foco de   atenção na aprendizagem de ações quando o desempenho é avaliado levando-se em   conta a coordenação do movimento ou quando o desempenho é aferido por meio de   uma análise do produto do desempenho? Atentos a essa questão, Peh et al. (2011) apresentaram argumentos sugerindo a necessidade de novas investigações.</font></p>     <p><font size="2">Considerando   as questões relacionadas ao tipo de instrução e o nível de aprendizagem da   habilidade, Silva et al. (2013) testaram os efeitos da   mudança do foco de atenção durante a aprendizagem do arremesso de dardo. Os   autores verificaram que a combinação foco interno-externo parece ter sido   importante para a maior consistência do desempenho desse grupo em relação aos   demais. Esse resultado levou a assumir a hipótese da relação entre os efeitos do foco de atenção com o nível de aprendizagem na habilidade praticada. </font></p>     <p><font size="2">Ainda, é   válido lembrar que o modelo de estágios de Newell (1985) propõe inicialmente a necessidade   de aquisição do padrão do movimento, e, posteriormente, o controle e a   coordenação do movimento. Sendo assim, os iniciantes na habilidade não   encontram uma solução funcional para o movimento e pode ser que instruções   focadas internamente sejam mais úteis no estabelecimento de um padrão de   coordenação básico a ser desenvolvido ao longo da prática. Contudo, conforme   Peh et al. (2011), o uso de dicas fornecem   informações básicas ao aprendiz sobre o padrão funcional do movimento, sem   especificamente prescrever a forma explícita do movimento. A atenção deve ser   centrada no efeito do movimento que enfatiza as relações entre o segmento corporal envolvido no padrão básico de movimento. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2">O uso de   dicas de aprendizagem na aquisição de habilidades motoras é uma estratégia   baseada no direcionamento da atenção para pontos relevantes da tarefa, de   acordo com o estágio de aprendizagem do sujeito (Medina-Papst et al., 2010; Pasetto   et al., 2006).   Assim, na prática, instrutores necessitam conhecer o estágio de aprendizagem   dos sujeitos para utilizar instruções adequadas que direcionem a atenção dos   aprendizes para os pontos da tarefa que realmente são relevantes ao objetivo pretendido. </font></p> </font>     <p>&nbsp;</p> <font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUS&Atilde;O</b></font><font face="Verdana">     <p><font size="2">Os   resultados encontrados nesse estudo não permitiram comprovar a hipótese da ação   restrita, que atribui efeito potencial para o foco externo, contribuindo de maneira mais evidente para a automatização da ação motora.</font></p>     <p><font size="2">Pode-se   notar que os dois grupos que receberam instruções de foco de atenção   apresentaram alterações no desempenho ao longo da prática. Isso pode ser   observado nos resultados do erro constante, pois, diferentemente do GC que não   recebeu instrução de direcionamento do foco de atenção, os dois grupos   experimentais alteraram a direção do erro com a prática. Isso significa que   eles mudaram o seu desempenho de um movimento que era atrasado (pouca força no   disco, não chegando ao alvo) para um movimento adiantado (muita força aplicada   no disco). Esses resultados foram interpretados como uma dificuldade no   controle dos parâmetros da ação, podendo ter sido influenciado pela carga de informação nos processos de atenção.</font></p>     <p><font size="2">Nesse   sentido, o uso de instruções para o direcionamento do foco de atenção deve ser   atentamente utilizado de acordo com o estágio de aprendizagem do sujeito e o   objetivo a ser atingido. Para isso, as dicas de aprendizagem podem ser uma   estratégia que auxilia os instrutores instruírem os aprendizes de maneira simples, focando os aspectos fundamentais à prática.</font></p>     <p><font size="2">Sugere-se   que algumas questões sejam repensadas, para nortear novas investigações.   Acredita-se que seja necessário um controle sobre o tempo de execução da tarefa   primária, pois alguns participantes realizaram o movimento mais lentamente em   razão do instante que tinham que responder ao estímulo sonoro, mesmo que este   tenha despendido de circunstâncias aleatórias. Outra questão diz respeito à   quantidade de prática proporcionada que pode ter maximizado os resultados para   a automatização da ação, já que, ao final do estudo, parece que os grupos FI e FE estiveram propensos a responder mais rápido à tarefa probatória.</font></p>     <p><font size="2">Finalmente,   quanto ao tamanho da amostra, acredita-se que não foi inadequado, mas em   futuros estudos poderia ser maior, possibilitando maior poder estatístico nas comparações.</font></p> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Anderson,   A. (1997). Learning Strategies in Physical Education: Self-Talk, Imagery, and   Goal-Setting. <i>Journal of Physical Education, Recreation &amp; Dance</i>, <i>68</i>(1), 30–35. <a href="http://doi.org/10.1080/07303084.1997.10604874" target="_blank">http://doi.org/10.1080/07303084.1997.10604874</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349951&pid=S1646-107X201500040000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Cohen, J. (1988). <i>Statistical Power   Analysis for the behavioral sciences</i> (2.<sup>a</sup> ed.). Hillsdale, NJ: Lawrence Erlbaum Associates.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349952&pid=S1646-107X201500040000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Duke, R. A., Cash, C. D., &amp; Allen, S.   E. (2011). Focus of attention affects performance of motor skills in music. <i>Journal of Research in Music Education</i>, <i>59</i>(1), 44–55. <a href="http://doi.org/10.1177/0022429410396093" target="_blank">http://doi.org/10.1177/0022429410396093</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349954&pid=S1646-107X201500040000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Fonseca, F. de S., Siqueira, M. B., Bruzi,   A. T., Fialho, J. V., Ugrinowitsch, H., &amp; Benda, R. N. (2008). Demonstração e   prática mental na aquisição de habilidades motoras. <i>Motricidade</i>, <i>4</i>(2), 61–66. <a href="http://doi.org/10.6063/motricidade.4(2).512" target="_blank">http://doi.org/10.6063/motricidade.4(2).512</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349955&pid=S1646-107X201500040000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Hancock, G. R., Butler, M. S., &amp;   Fischman, M. G. (1995). On the Problem of Two-Dimensional Error Scores:   Measures and Analyses of Accuracy, Bias, and Consistency. <i>Journal of Motor Behavior</i>, <i>27</i>(3), 241–250. <a href="http://doi.org/10.1080/00222895.1995.9941714" target="_blank">http://doi.org/10.1080/00222895.1995.9941714</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349956&pid=S1646-107X201500040000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Higgins, J. P. T., &amp; Green, S. (Eds.).   (2011). <i>Cochrane Handbook for Systematic Reviews of Interventions Version     5.1.0 [updated March 2011]</i>. The Cochrane Collaboration. Obtido de <a href="http://www.cochrane-handbook.org" target="_blank">www.cochrane-handbook.org</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349957&pid=S1646-107X201500040000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Kal, E. C., van der Kamp, J., &amp; Houdijk,   H. (2013). External attentional focus enhances movement automatization: A   comprehensive test of the constrained action hypothesis. <i>Human Movement Science</i>, <i>32</i>(4), 527–539. <a href="http://doi.org/10.1016/j.humov.2013.04.001" target="_blank">http://doi.org/10.1016/j.humov.2013.04.001</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349958&pid=S1646-107X201500040000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Medina-Papst, J., Candido, C. R. C.,   Filho, E. X., &amp; Marques, I. (2010). O efeito de uma estratégia de atenção na   aprendizagem do salto em distância. <i>Motricidade</i>, <i>6</i>(4), 3–11. <a href="http://doi.org/10.6063/motricidade.6(4).133" target="_blank">http://doi.org/10.6063/motricidade.6(4).133</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349959&pid=S1646-107X201500040000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Newell, K. M. (1985). Coordination,   control and skill. Em D. Goodman, I. M. Franks, &amp; R. B. Wilberg (Eds.), <i>Differing     Perspectives in Motor Learning, Memory, and Control</i> (pp. 295–317). 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<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Okazaki, V. H. A. (2011). Reaction Time (version 1.0) [Adapted Software]. Obtido de <a href="http://okazaki.webs.com" target="_blank">http://okazaki.webs.com</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349962&pid=S1646-107X201500040000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Pachella, R. G. (1974). The interpretation   of reaction time in information processing research. Em B. H. Kantowitz (Ed.), <i>Human     Information Processing: Tutorials in Performance and Cognition</i> (pp. 1–87). 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C., Ried, B. U. W.,   Freudeinheim, A. M., &amp; Corrêa, U. C. (2011). Efeitos do foco de atenção no   desempenho do nado crawl: componentes posição do corpo e respiração. <i>Brazilian Journal of Motor be-havior</i>, <i>6</i>(1), 31–36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349967&pid=S1646-107X201500040000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Peh, S. Y.-C., Chow, J. Y., &amp; Davids,   K. (2011). Focus of attention and its impact on movement behaviour. <i>Journal     of Science and Medicine in Sport / Sports Medicine Australia</i>, <i>14</i>(1), 70–78. <a href="http://doi.org/10.1016/j.jsams.2010.07.002" target="_blank">http://doi.org/10.1016/j.jsams.2010.07.002</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349969&pid=S1646-107X201500040000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Perkins-Ceccato, N., Passmore, S. R.,   &amp; Lee, T. D. (2003). Effects of focus of attention depend on golfers’   skill. <i>Journal of Sports Sciences</i>, <i>21</i>(8), 593–600. <a href="http://doi.org/10.1080/0264041031000101980" target="_blank">http://doi.org/10.1080/0264041031000101980</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349970&pid=S1646-107X201500040000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Poolton, J. M., Maxwell, J. P., Masters,   R. S. W., &amp; Raab, M. (2006). Benefits of an external focus of attention:   common coding or conscious processing? <i>Journal of Sports Sciences</i>, <i>24</i>(1), 89–99. <a href="http://doi.org/10.1080/02640410500130854" target="_blank">http://doi.org/10.1080/02640410500130854</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349971&pid=S1646-107X201500040000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Silva, C. B. M., Benda, R. N., Fonseca, F.   de S., Fialho, J. V. A. P., Menzel, H.-J. K., &amp; Ugrinowitsch, H. (2013). Mudança no foco de   atenção ao longo da prática de uma habilidade motora. <i>Motriz: Revista de     Educação Física</i>, <i>19</i>(2), 391–398. <a href="http://doi.org/10.1590/S1980-65742013000200016" target="_blank">http://doi.org/10.1590/S1980-65742013000200016</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349972&pid=S1646-107X201500040000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Teixeira, L. A. (2006). <i>Controle motor</i> (1st ed.). São Paulo: Manole.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349973&pid=S1646-107X201500040000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Uehara, L. A., Button, C., &amp; Davids,   K. W. (2008). The effects of focus of attention instructions on novices learning soccer chip. <i>Brazilian Journal of Biomotricity</i>, <i>2</i>(1), 63–77.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349975&pid=S1646-107X201500040000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Wulf, G. (2007). Attentional focus and   motor learning: a review of 10 years of research. <i>E-Journal Bewegung und training</i>, <i>1</i>, 4–14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349977&pid=S1646-107X201500040000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Wulf, G., Höß, M., &amp; Prinz, W. (1998).   Instructions for motor learning: differential effects of internal versus   external focus of attention. <i>Journal of Motor Behavior</i>, <i>30</i>(2), 169–179. <a href="http://doi.org/10.1080/00222899809601334" target="_blank">http://doi.org/10.1080/00222899809601334</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349979&pid=S1646-107X201500040000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Wulf, G., McNevin, N., &amp; Shea, C. H.   (2001). The automaticity of complex motor skill learning as a function of   attentional focus. <i>The Quarterly Journal of Experimental Psychology Section A</i>, <i>54</i>(4), 1143–1154. <a href="http://doi.org/10.1080/713756012" target="_blank">http://doi.org/10.1080/713756012</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349980&pid=S1646-107X201500040000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Wulf, G., &amp; Prinz, W. (2001).   Directing attention to movement effects enhances learning: A review. <i>Psychonomic     Bulletin &amp; Review</i>, <i>8</i>(4), 648–660. <a href="http://doi.org/10.3758/BF03196201" target="_blank">http://doi.org/10.3758/BF03196201</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349981&pid=S1646-107X201500040000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Wulf, G., &amp; Su, J. (2007). An External   Focus of Attention Enhances Golf Shot Accuracy in Beginners and Experts. <i>Research Quarterly     for Exercise and Sport</i>, <i>78</i>(4), 384–389. <a href="http://doi.org/10.1080/02701367.2007.10599436" target="_blank">http://doi.org/10.1080/02701367.2007.10599436</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349982&pid=S1646-107X201500040000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Agradecimentos:    <br>   </b>Nada a declarar.    <br>   <b>Conflito de Interesses:    <br>   </b>Nada a declarar.    <br>   <b>Financiamento:    <br> </b>Nada a declarar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Artigo   recebido a 02.05.2014; Aceite a 23.04.2015 </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#topo">*</a><i><a name="end" id="end"></a>Autor   correspondente</i>: Rodovia Celso Garcia Cid, Pr 445 Km 380, Campus   Universit&aacute;rio, Caixa Postal 10.011, Londrina-Pr., Brasil.<i> E-mail</i>: <a href="mailto:josi_medina@hotmail.com">josi_medina@hotmail.com</a></font></p>      ]]></body><back>
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