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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Ansiedade, Avaliação Cognitiva e Esgotamento na Formação Desportiva: Estudo com Jovens Atletas]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study analyzed the importance of cognitive appraisal in the experience of anxiety and burnout as well as the importance of cognitive appraisal and anxiety in the prediction of burnout. The study included 711 athletes (89 females and 622 males), with ages between 12 and 19 years old (M = 14.77; DP = 1.86). The participants answered an assessment protocol that included the Sport Anxiety Scale-2; the Cognitive Appraisal Scale and the Athlete Burnout Questionnaire, besides a demographic questionnaire. The results showed that primary cognitive appraisal influence the experience of anxiety and burnout, because athletes with higher levels of threat perception assumed more anxiety and burnout, and athletes with higher levels of challenge perception assumed lower levels of anxiety and burnout. The results also showed that the dimensions of primary cognitive appraisal and anxiety predicted the experience of athletes’ burnout. In sum, this study highlights the importance of cognitive appraisal in the study of athletes’ emotional states, suggesting the continuation of future research on this topic.]]></p></abstract>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Youth Sport]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Ansiedade, Avaliação   Cognitiva e Esgotamento na Formação Desportiva: Estudo com Jovens Atletas</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Anxiety,   Cognitive Appraisal and Burnout in Sport: A Study with Young Athletes</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Carla   Vilela<sup>1</sup>; A. Rui Gomes<sup>1,<a href="#end">*</a></sup><a name="topo"></a></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>1</sup> <i>Universidade do Minho, Portugal</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este estudo analisa   a importância dos processos de avaliação cognitiva na experiência de ansiedade   e de <i>burnout</i> bem como a importância da avaliação cognitiva e da   ansiedade na predição do <i>burnout</i>. Participaram nesta investigação 711   atletas (89 do sexo feminino e 622 do sexo masculino), com idades compreendidas   entre os 12 e os 19 anos (<i>M</i> = 14.77; <i>DP</i> = 1.86). Os participantes   responderam a um protocolo de avaliação composto por três instrumentos, além de   um questionário demográfico: Escala de Ansiedade no Desporto-2; Escala de   Avaliação Cognitiva e Questionário de <i>Burnout</i> para Atletas. Os   resultados demonstraram que a avaliação cognitiva primária desempenha um papel   fundamental na experiência de ansiedade e de <i>burnout</i>, dado que a   perceção de ameaça correspondeu a maiores níveis de ansiedade e <i>burnout</i> e a perceção de desafio correspondeu a menores níveis nestas variáveis. Além   disso, verificou-se que as dimensões da avaliação cognitiva primária, em   conjunto com as dimensões da ansiedade, foram variáveis preditoras do <i>burnout</i>.   Em suma, os resultados evidenciaram a importância da avaliação cognitiva no   estudo dos estados emocionais dos atletas, sugerindo a continuação de investigações futuras neste domínio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave: </b>Ansiedade-Traço, Avaliação Cognitiva, <i>Burnout</i>, Desporto Juvenil.</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">This   study analyzed the importance of cognitive appraisal in the experience of   anxiety and burnout as well as the importance of cognitive appraisal and   anxiety in the prediction of burnout. The study included 711 athletes (89   females and 622 males), with ages between 12 and 19 years old (<i>M </i>=   14.77; <i>DP</i> = 1.86). The participants answered an assessment protocol that   included the Sport Anxiety Scale-2; the Cognitive Appraisal Scale and the   Athlete Burnout Questionnaire, besides a demographic questionnaire. The results   showed that primary cognitive appraisal influence the experience of anxiety and   burnout, because athletes with higher levels of threat perception assumed more   anxiety and burnout, and athletes with higher levels of challenge perception   assumed lower levels of anxiety and burnout. The results also showed that the   dimensions of primary cognitive appraisal and anxiety predicted the experience   of athletes’ burnout. In sum, this study highlights the importance of cognitive   appraisal in the study of athletes’ emotional states, suggesting the continuation of future research on this topic.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords:</b> Trait-Anxiety, Cognitive Appraisal, Burnout, Youth Sport.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODUÇÃO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A   formação desportiva está associada a inúmeros aspetos positivos do   desenvolvimento dos atletas (Holt &amp; Neely, 2011). Jovens que   praticam desporto apresentam níveis mais elevados de autoestima, regulação   emocional, competências de resolução de problemas, realização de objetivos e   competências sociais, quando comparados a jovens que não fazem desporto   organizado (Holt &amp; Neely, 2011). Esta atividade   permite que os jovens aprendam a competir e a cooperar uns com os outros e   promove o desenvolvimento da capacidade de lidar com o sucesso e com o falhanço   (Smith &amp; Smoll, 1996). Através do   confronto com adversidades e exigências físicas e psicológicas, os jovens vão   desenvolvendo atitudes importantes acerca da realização pessoal, da aceitação da autoridade e aprendem a ser persistentes face ao insucesso (Smith &amp; Smoll, 1990).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No   entanto, a prática desportiva nem sempre é acompanhada de consequências   positivas, estando, por vezes, relacionada com resultados indesejáveis (Holt &amp; Neely, 2011). Neste caso, a   participação dos jovens em atividades desportivas pode tornar-se uma   experiência <i>stressante</i> associada a emoções desagradáveis, sendo um dos   exemplos mais evidentes a ansiedade competitiva que conduz ao sentimento de   “medo de falhar”, sendo responsável pela desvalorização e evitamento do   desporto, por parte do atleta (Neil, Hanton, Mellalieu, &amp; Fletcher, 2011).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   razão pela qual a prática desportiva juvenil pode gerar estes diferentes   resultados tem suscitado o interesse dos investigadores. A este nível, alguns   autores chamam a atenção para o facto da simples participação dos jovens em   contextos de formação desportiva não equivaler automaticamente a benefícios   para o desenvolvimento enquanto atletas e pessoas (Gomes, 2011; Petitpas, Cornelius,   Van Raalte, &amp; Jones, 2005), sendo relevante estudar o modo como estes vivenciam   os desafios e as exigências que lhes são colocadas pelo contexto desportivo. A   título de exemplo, existem dados da investigação que demonstram que o desporto   juvenil pode estar associado a consequências negativas para o bem-estar dos   atletas, nomeadamente em termos da baixo autoestima, do desenvolvimento de   comportamentos agressivos associados à baixa vontade de cooperar e competir com   “fair-play” e da ansiedade excessiva relacionada com a elevada pressão por   parte dos adultos (e.g., treinadores, pais, etc.) que pode levar a situações de <i>stress</i> competitivo e <i>burnout</i> (Côté &amp; Hay, 2002; Eklund &amp; Cresswell, 2007; Tremayne &amp; Tremayne, 2004).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este   estudo procura clarificar estes efeitos potenciais do desporto juvenil,   centrando esta análise nos processos de avaliação cognitiva, nomeadamente no   significado atribuído pelos jovens atletas à prática desportiva, analisando até   que ponto esta é considerada como potencialmente geradora de ameaça ou de   desafio para os atletas (Lazarus, 1991). Mais   concretamente, este estudo procura, por um lado, verificar se diferentes   padrões de avaliação cognitiva dos atletas (e.g., maior ou menor perceção de   ameaça, maior ou menor perceção de desafio) correspondem a experiências   distintas de ansiedade e de <i>burnout</i> (esgotamento) nos atletas e, por   outro lado, procura verificar até que ponto a ansiedade sentida pelos atletas   relativamente ao desporto e o modo como avaliam esta atividade podem explicar a sua experiência de <i>burnout</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tendo   por base o primeiro objetivo, este estudo focou-se na análise dos processos de   avaliação cognitiva, seguindo-se o Modelo Transacional Cognitivo, Motivacional   e Relacional de Lazarus (1991; Lazarus &amp;   Folkman, 1984). Segundo este modelo, o <i>stress</i> resulta de uma relação   dinâmica, bidirecional e mutuamente recíproca entre o indivíduo   (características pessoais) e o ambiente que o rodeia (características do   contexto) (Lazarus, 1991; Lazarus &amp;   Folkman, 1984).   Assim, o <i>stress</i> não resulta apenas de fatores individuais ou de fatores   ambientais, mas sim de uma transação entre ambos. Os estados psicológicos   associados ao <i>stress</i> resultam de uma avaliação que o indivíduo faz   acerca das competências que possui para lidar com as exigências da situação,   sendo que, no caso dos estados psicológicos negativos (e.g., ansiedade), esta   avaliação tem por base um desequilíbrio entre as exigências do ambiente e os recursos que a pessoa julga possuir para lidar com essas mesmas exigências (Lazarus &amp; Folkman, 1984).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Considerando   o contexto desportivo, as reações de <i>stress</i> são desencadeadas quando o   atleta perceciona a atividade desportiva como demasiado exigente, tendo em   conta os recursos pessoais que possui para lidar com a situação. Este tipo de   avaliação tem por base o conceito de “significado relacional” que diz respeito   ao modo como o atleta encara a sua relação com o ambiente (Lazarus, 1991). Neste caso, as   reações de <i>stress</i> dos atletas face às situações desportivas advêm,   assim, dos processos de avaliação cognitiva que são os responsáveis pela interpretação das situações e pela maneira como estas vão ser geridas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo   a perspetiva transacional de Lazarus (1991), a avaliação   cognitiva divide-se em duas componentes: avaliação cognitiva primária e   avaliação cognitiva secundária. A primária refere-se à interpretação da   importância e do significado de determinado acontecimento para o bem-estar do   indivíduo (Dias, Cruz, &amp; Fonseca, 2012). Quando um   acontecimento é avaliado como <i>stressante,</i> podem ser feitas quatro tipos   de avaliações: desafio, ameaça, benefício e perda ou dano (Dias, Cruz, &amp; Fonseca, 2012). A ameaça é a   antecipação de consequências negativas, ou seja, é a avaliação da situação como   perigosa para o bem-estar do indivíduo (potencial de perda), enquanto o desafio   é a avaliação da situação como potencialmente benéfica para a pessoa (potencial   de ganho), ainda que o objetivo final seja de difícil alcance (Lazarus, 2000). Dito de modo   mais simples, a perceção de desafio ocorre quando o indivíduo se sente capaz de   lidar com mestria face à situação <i>stressante</i> e a perceção de ameaça   ocorre quando este antecipa danos iminentes para o seu bem-estar.   Resumidamente, o desafio e a ameaça pressupõem acontecimentos futuros da vida   do indivíduo, sendo que a perda e dano referem-se a acontecimentos psicológicos   negativos que já pressupõem um determinado prejuízo para a pessoa, enquanto o   benefício refere-se a acontecimentos psicológicos potencialmente positivos que   também já implica um determinado ganho para a pessoa (Turner &amp; Jones, 2014). No entanto, é   essencial realçar que este tipo de avaliações só acontecem caso o acontecimento   em causa seja avaliado como importante ou pessoalmente significativo para o   indivíduo (Gomes, 2014). Por sua vez, a   avaliação cognitiva secundária diz respeito aos processos de <i>coping</i> disponíveis e utilizados pelo indivíduo para lidar com as situações   percecionadas como ameaçadoras, prejudiciais ou desafiadoras (Turner &amp; Jones, 2014). Em suma, a   avaliação cognitiva primária é responsável pela interpretação das respostas às   situações, enquanto a avaliação cognitiva secundária determina as respostas que irão ocorrer face ao acontecimento <i>stressante</i> (Gomes, 2014).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   investigação atual tem-se centrado essencialmente no estudo da avaliação   cognitiva secundária, ou seja, no confronto com situações de <i>stress, </i>nomeadamente,   no tipo de estratégias de <i>coping</i> utilizadas em situações potencialmente   geradoras de pressão para o indivíduo (Dias, Cruz, &amp; Fonseca, 2012;   Folkman, Lazarus, Gruen, &amp; DeLongis, 1986; Jordet &amp; Elferink-Gemser,   2012). Em   contrapartida, existem menos estudos acerca da importância dos processos de   avaliação cognitiva primária no modo como os atletas avaliam o seu ambiente   competitivo e, consequentemente, acerca dos efeitos da avaliação cognitiva   primária nos estados psicológicos dos atletas. No entanto, os dados existentes   têm vindo a reforçar a importância do modo como os atletas avaliam as situações   exigentes em que se encontram. Por exemplo, Neil et al. (2011) num estudo com   atletas adultos verificaram que perante as exigências do ambiente competitivo,   os atletas tendiam a assumir padrões de avaliação cognitiva diferentes que   originavam emoções distintas que eram modeladas pelo significado construído na   relação entre o atleta e o seu ambiente. Mais concretamente, quando os atletas   avaliavam as suas reações cognitivas e emocionais face aos stressores   desportivos como negativas, então tendiam a ter comportamentos mais   debilitadores do rendimento desportivo, essencialmente justificado por uma   diminuição da sua perceção de controlo; pelo contrário, sempre que estas mesmas   reações cognitivas e emocionais eram reinterpretadas como positivas, os atletas   tendiam a ter comportamentos mais facilitadores do rendimento desportivo,   essencialmente justificado por um aumento na concentração e no esforço perante a situação em causa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar   destes resultados encorajadores, a análise da importância das diferentes   cognições nos estados emocionais dos atletas é ainda pouco conhecida. Por   conseguinte, este estudo pretende colmatar a escassa investigação na área do   desporto, nomeadamente no desporto juvenil, focando-se essencialmente na   importância dos processos de avaliação cognitiva primária nos estados psicológicos dos atletas, nomeadamente ao nível da ansiedade e do <i>burnout</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   opção pela escolha da ansiedade e do <i>burnout</i> como variáveis a analisar   em conjunto com os processos de avaliação cognitiva, deve-se à importância   destas duas dimensões em contextos desportivos. Assim, relativamente à   ansiedade, esta é entendida como uma emoção negativa desencadeada por um   desequilíbrio entre as exigências do ambiente competitivo e os recursos que as   pessoas julgam possuir para lidar com elas (Lazarus, 1991; Lazarus &amp;   Folkman, 1984).   Este desequilíbrio nasce de uma avaliação do ambiente competitivo como   ameaçador ao bem-estar da pessoa. Simplificando, a ansiedade é uma resposta do   indivíduo desencadeada por uma avaliação cognitiva de ameaça face a um   determinado acontecimento, considerado relevante para a pessoa em causa. Dada a   importância e prevalência da emoção de ansiedade no desporto, incluímos neste   estudo uma medida de avaliação da ansiedade-traço (e.g., Escala de Ansiedade no   Desporto-2 / <i>Sport Anxiety Scale-2</i>) baseada na Teoria Multidimensional   da Ansiedade, que distingue três dimensões nesta emoção: (a) perturbação da   concentração, que diz respeito a dificuldades em manter a concentração em   aspetos relevantes das tarefas a realizar; (b) preocupação, relacionada com   apreensão acerca de um possível mau rendimento e das respetivas consequências   negativas que daí advenham; e (c) ansiedade somática, que se relaciona com os   sintomas físicos experienciados pelos atletas, principalmente ao nível do   estômago e dos músculos (Martens, Burton, Vealey, Bump,   &amp; Smith, 1990; Smith, Smoll, Cumming, &amp; Grossbard, 2006). Apesar de   inicialmente se considerar que os jovens atletas seriam incapazes de   discriminar entre as três componentes da ansiedade (ansiedade somática,   preocupação e perturbação da concentração), alguns estudos realizados no   desporto juvenil demonstram o contrário, nomeadamente com a utilização da <i>Sport     Anxiety Scale-2</i> (Grossbard, Smith, Smoll, &amp; Cumming,   2009; Smith et al., 2006). O estudo de   validação da SAS-2, realizado com atletas com idades compreendidas entre os 9 e   os 14 anos, confirmou o modelo de três dimensões proposto, o que indica que os   atletas conseguiram diferenciar a componente cognitiva da componente somática da ansiedade (Smith et al., 2006).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Uma   das consequências negativas, e mais conhecidas, da exposição a elevados níveis   de <i>stress</i> é a experiência de <i>burnout</i>, referindo-se à exaustão   física e psicológica do indivíduo, que mantendo-se ao longo do tempo conduzem a   um estado de esgotamento. Neste sentido, para este estudo foi selecionado o   Questionário de <i>Burnout</i> para Atletas / <i>Athlete Burnout Questionnaire</i> (Raedeke &amp; Smith, 2001), como medida do nível   de esgotamento. Neste instrumento, o fenómeno de <i>burnout</i> é entendido a   partir da proposta de Maslach e Jackson (1984) que   operacionalizaram o conceito em três dimensões: (a) exaustão emocional,   descrita como cansaço extremo e sobrecarga emocional devidas a grandes   exigências ocupacionais; (b) despersonalização, em que os indivíduos   desenvolvem atitudes negativas e impessoais relativamente ao seu trabalho; e   (c) baixa realização pessoal, caracterizada por sentimentos de desilusão e   insatisfação dos trabalhadores face ao trabalho. Raedeke (1997) considerou   necessária a alteração deste entendimento da experiência de <i>burnout</i>,   ajustando-o ao contexto desportivo. Desta forma, a dimensão da <i>exaustão     emocional</i> foi alargada e passou a incluir também a exaustão física; a   dimensão da baixa realização pessoal foi formulada como <i>realização pessoal     reduzida,</i> caracterizando-se por sentimentos de ineficácia e por uma   tendência do atleta se autoavaliar negativamente relativamente ao seu   rendimento e realizações pessoais; e por fim, a dimensão da despersonalização   passou a designar-se por <i>desvalorização da prática desportiva</i>,   caracterizando-se pelo desenvolvimento de atitudes negativas para com o   desporto e pela perda de interesse por esta atividade (podendo ou não ocorrer o   afastamento da prática desportiva) (Raedeke, Smith, Kenttä, Arce, &amp; Francisco, 2014).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   investigação tem sido vasta no estudo dos efeitos da ansiedade e do <i>burnout</i> no rendimento competitivo, porém poucos estudos têm sido efetuados no sentido   de observar a relação entre a ansiedade e o <i>burnout</i> nos atletas (Cremades, Wated, &amp; Wiggins,   2011)   e, ainda mais evidente, é escassa a investigação acerca do papel da avaliação   cognitiva na determinação destas duas experiências psicológicas. Neste sentido,   torna-se importante compreender de que forma a ansiedade está relacionada com a   experiência de <i>burnout</i> nos atletas, nomeadamente nos mais jovens (Cremades, Wated, &amp; Wiggins,   2011),   sendo igualmente relevante estabelecer o papel dos processos de avaliação cognitiva na experiência de ansiedade e de <i>burnout</i>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Como   referido anteriormente, é pertinente desenvolver investigação acerca da   influência dos processos de avaliação cognitiva primária no modo como os   atletas se sentem no desporto, nomeadamente, no desporto juvenil. Mais concretamente,   pouco se sabe acerca da influência da avaliação cognitiva na ansiedade e no <i>burnout</i>,   ou seja, de que forma os processos de avaliação cognitiva primária estão   relacionados com a ansiedade e com a experiência de <i>burnout</i>, por parte   dos atletas. No sentido de colmatar a falta de estudos nesta área e sintetizando os objetivos já referidos, o presente estudo propõe-se a:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">(a)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Analisar   a experiência de ansiedade, avaliação cognitiva e <i>burnout</i> em jovens atletas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">(b)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Analisar as relações entre a ansiedade, a avaliação cognitiva e o <i>burnout</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">(c)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Identificar   diferenças nos níveis de ansiedade-traço e <i>burnout</i> em função dos processos de avaliação cognitiva primária.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">(d)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Observar as variáveis preditoras da experiência de <i>burnout</i>. </font></p>     <p>&nbsp;</p> <font size="3" face="Verdana"><b>MÉTODO</b></font><font face="Verdana">     <p><font size="2">Este   estudo assumiu uma natureza transversal, sendo analisadas relações entre as variáveis em estudo, através da seleção de uma amostra de conveniência.</font></p>     <p><font size="2"><b>A</b><b>mostra</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2">Participaram neste   estudo 711 atletas de formação desportiva (622 do sexo masculino, 87.5% e 89 do   sexo feminino, 12.5%), com idades compreendidas entre os 12 e os 19 anos (<i>M</i>   = 14.77; <i>DP</i> = 1.86). Todos os participantes pertenciam a clubes   desportivos do concelho de Guimarães, representando várias modalidades   coletivas, nomeadamente futebol de 11 (<i>n</i> = 346, 48.7%), voleibol (<i>n</i> = 89, 12.5%),   basquetebol (<i>n</i> = 77, 10.8%), futebol de 7 (<i>n</i> = 48, 6.8%), râguebi   (<i>n</i> = 38, 5.3%), futsal (<i>n</i> = 36, 5.1%), andebol (<i>n</i> = 36,   4.8%), pólo aquático (<i>n</i> = 28, 3.9%) e hóquei em patins (<i>n</i> = 15,   2.1%). Relativamente à divisão competitiva, 242 atletas (34.5%) competiam nas   divisões principais das respetivas modalidades, enquanto 459 atletas (65.5%)   competiam em divisões secundárias. Tendo em consideração o escalão competitivo,   observou-se que 324 atletas (46.2%) pertenciam ao escalão sub-14, 226 atletas   (32.3%) ao escalão sub-16, 146 atletas (20.9%) ao escalão sub-18 e quatro   atletas (0.6%) pertenciam ao escalão sub-20. No que concerne aos resultados   desportivos obtidos, 426 participantes (63.8%) afirmaram não ter ganho nenhum título   competitivo, enquanto 242 participantes (36.2%) afirmaram ter ganho títulos   nacionais e/ou distritais. Quanto aos anos de prática da modalidade,   verificou-se uma variação entre um e 16 anos (<i>M</i> = 5.07; <i>DP</i> = 3.16).</font></p>     <p><font size="2"><b>Instrumentos</b></font></p>     <p><font size="2"><i>Questionário Demográfico. </i></font></p>     <p><font size="2">Este   instrumento recolheu informações relativas ao sexo, idade, modalidade, divisão   competitiva, escalão competitivo, títulos obtidos e anos de prática da modalidade.</font></p>     <p><font size="2"><i>Escala de Ansiedade no Desporto-2 (EAD-2, Smith, Smoll, Cumming, &amp; Grossbard, 2006; adaptação de Cruz &amp; Gomes, 2007). </i></font></p>     <p><font size="2">Esta   escala foi adaptada da <i>Sport Anxiety Scale, SAS-2</i>, representando um   instrumento de avaliação multidimensional do traço de ansiedade competitiva.   Este instrumento avalia as diferenças individuais no traço de ansiedade   somática e em duas dimensões da ansiedade cognitiva (preocupação e perturbação   da concentração), sendo composto por 15 itens distribuídos por três subescalas:   ansiedade somática (cinco itens; <i>&#945;</i> = 0.85), preocupação (cinco itens; <i>&#945;</i> = 0.86) e   perturbação da concentração (cinco itens; <i>&#945;</i> = 0.74). Os participantes responderam   aos itens segundo uma escala de “likert” de quatro pontos (1 = <i>nunca</i>; 4   = <i>quase sempre</i>). A análise fatorial confirmatória demonstrou boas   propriedades psicométricas do instrumento (<i>c</i><sup>2</sup>(87 <i>g.l.</i>)   = 343.325, <i>p</i> &lt; 0.001; RMSEA = 0.064, 90% C.I. [0.057; 0.072]; CFI = 0.939; NFI = 0.920; TLI = 0.926) (Bentler, 2007).</font></p>     <p><font size="2"><i>Escala de Avaliação Cognitiva (EAC, Gomes &amp; Teixeira, 2016). </i></font></p>     <p><font size="2">A EAC   tem por base o modelo transacional de Lazarus (1991; Lazarus &amp;   Folkman, 1984)   e avalia duas dimensões: a avaliação cognitiva primária e a avaliação cognitiva   secundária. Para este estudo foi utilizada a dimensão da avaliação cognitiva   primária, que inclui três subescalas: (a) perceção de importância atribuída   pelo atleta à sua atividade desportiva (três itens; <i>&#945;</i> = 0.86); (b)   perceção de ameaça face à atividade desportiva (três itens; <i>&#945;</i> = 0.77) e perceção   de desafio face à atividade desportiva (três itens; <i>&#945;</i> = 0.72). Os itens   foram respondidos numa escala de “likert” de sete pontos (ex: 0 = <i>nada     importante</i>; 3 = <i>mais ou menos</i>; 6 = <i>muito importante</i>).   Pontuações mais elevadas nas subescalas indicam maior nível de importância da   competição para o atleta, maior perceção de ameaça e maior perceção de desafio.   A análise fatorial confirmatória demonstrou boas propriedades psicométricas do   instrumento (<i>c</i><sup>2</sup>(24 <i>g.l.</i>)   = 73.330, <i>p</i> &lt; 0.001; RMSEA = 0.054, 90% C.I. [0.040; 0.068]; CFI = 0.977; NFI = 0.966; TLI = 0.965) (Bentler, 2007).</font></p>     <p><font size="2"><i>Questionário de Burnout em Atletas (QBA, Raedeke &amp; Smith, 2001; adaptação de Gomes, 2013). </i></font></p>     <p><font size="2">Esta   escala foi adaptada do <i>Athlete Burnout Questionnaire</i> originalmente   desenvolvido por Raedeke e Smith (2001), tendo por   objetivo avaliar os níveis de <i>burnout</i> dos atletas no desporto. Este   instrumento é composto por três dimensões: exaustão emocional/física (<i>&#945;</i> = 0.89),   realização pessoal reduzida (<i>&#945;</i> = 0.66) e desvalorização da prática   desportiva (<i>&#945;</i> = 0.85). O instrumento é   composto por 15 itens distribuídos pelas três subescalas descritas (cada   subescala é composta por cinco itens), tendo os itens sido respondidos numa   escala de “likert” de cinco pontos (1 = <i>Quase nunca</i> a 5 = <i>Quase     sempre</i>). A análise fatorial confirmatória demonstrou boas propriedades   psicométricas do instrumento (<i>c</i><sup>2</sup>(85 <i>g.l.</i>)   = 410.282, <i>p</i> &lt; 0.001; RMSEA = 0.073, 90% C.I. [0.066; 0.081]; CFI =   0.935; NFI = 0.919; TLI = 0.919) (Bentler, 2007),   embora recorrendo à necessidade de correlacionar os erros entre os itens 2 e 4   e os itens 1 e 14 (sendo o primeiro caso talvez explicado pelo facto de ambos   os itens avaliarem sintomas de cansaço face ao desporto, enquanto no segundo   caso poderá ser explicado pelo facto de ambos os itens avaliarem aspetos relacionados com o sucesso face ao desporto).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2"><b>P</b><b>rocedimentos</b></font></p>     <p><font size="2">Em primeiro lugar,   estabeleceu-se uma parceria com “Guimarães: Cidade Europeia do Desporto 2013”   que permitiu a realização dos contactos diretos com os clubes desportivos do   concelho de Guimarães. Posteriormente, o estudo foi aprovado pela Comissão de   Ética da Universidade a que pertencem os autores deste trabalho (ref. CEUM   030/2014). De seguida, procedeu-se ao contacto com os responsáveis dos clubes   para verificação da disponibilidade de participação no estudo e respetiva marcação da data da recolha de dados.</font></p>     <p><font size="2">A todos os   participantes menores de idade foi entregue um consentimento informado para   preenchimento por parte dos encarregados de educação, com informações acerca   dos objetivos do estudo, do caráter voluntário de participação e garantindo a confidencialidade dos dados fornecidos pelo(a) atleta.</font></p>     <p><font size="2">Antes de cada aplicação   dos questionários, explicou-se sucintamente os objetivos do estudo aos atletas   e deram-se as instruções necessárias ao preenchimento dos mesmos,   salvaguardando o anonimato dos dados fornecidos. A taxa de retorno dos   protocolos de avaliação foi de 77.2%, tendo sido recebidos 711 protocolos dos 921 entregues.</font></p> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>AN&Aacute;LISE ESTAT&Iacute;STICA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para   efeitos de análise e tratamento estatístico dos dados foi utilizado o programa   informático <i>Statistical Package for Social Sciences</i> (SPSS – Versão   22.0). Para analisar a experiência de ansiedade, avaliação cognitiva e <i>burnout</i> nos jovens atletas, procedeu-se à análise descritiva destas variáveis,   observando-se os valores médios e percentuais de cada dimensão, tendo por base   os valores da escala de “likert”. No caso da experiência de<i> burnout</i>,   convém referir que os valores de corte usados neste estudo tiveram por base   indicações sugeridas por alguns autores (Shirom, 1989; ver   também Gomes, Montenegro, Peixoto, &amp; Peixoto, 2010) para o “Maslach   Burnout Inventory”, que é um dos instrumentos mais conhecidos para avaliar este   fenómeno em diferentes classes profissionais (Maslach &amp; Jackson, 1984) e que esteve na   base do desenvolvimento do QBA. Mais concretamente, neste estudo foram   definidos os valores da escala “likert” inferiores ou iguais a dois   (“raramente”) para indicar baixos níveis de exaustão emocional/física,   realização pessoal reduzida e desvalorização da prática desportiva e valores   iguais ou superiores a quatro (“frequentemente”) para indicar elevados níveis nestas mesmas dimensões.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De   modo a analisar as associações entre as variáveis em estudo, recorreu-se ao   cálculo dos coeficientes de correlação de Pearson. Para analisar diferenças nos   níveis de ansiedade-traço e <i>burnout</i> em função dos processos de avaliação   cognitiva, criaram-se os seguintes grupos de comparação: baixa importância <i>vs</i> elevada importância; baixa ameaça <i>vs</i> elevada ameaça e baixo desafio <i>vs</i> elevado desafio (considerando a   distribuição dos resultados dos atletas num percentil 20 e 80, ver Gomes &amp;   Teixeira, 2013).   Antes da realização destes testes, foram efetuadas análises exploratórias dos   dados no sentido de testar os pressupostos da utilização de testes   paramétricos, nomeadamente análises multivariadas de variância (MANOVA). Os testes   paramétricos foram comparados com os testes não paramétricos correspondentes,   observando-se o mesmo tipo de conclusões nos resultados obtidos. Neste sentido,   optámos por apresentar os resultados obtidos com os testes paramétricos, visto   serem mais robustos e permitirem usar análises multivariadas, reduzindo-se assim o número de testes a realizar e a probabilidade do erro Tipo 1 (Fife-Schaw, 2006).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por   último, para analisar as variáveis pessoais e desportivas preditoras da experiência   de <i>burnout, </i>recorremos às análises de regressão hierárquica (método “enter”) constatando-se a ausência de problemas nos modelos testados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O valor de significância adotado neste estudo foi de 95% (<i>p</i> &lt; 0.05).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Estatísticas   Descritivas das Variáveis em Estudo</b>    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Começando pelos níveis   de ansiedade experienciados pelos atletas, é de salientar que 61.1% (<i>n </i>=   435) da amostra apresentou baixos níveis de perturbação da concentração, 4.3% (<i>n   </i>= 31) apresentou elevados níveis de perturbação da concentração, 45.9% (<i>n   </i>= 326) demonstrou um elevado nível de preocupação com a sua modalidade   desportiva e 13.6% (<i>n </i>= 97) apresentou baixo nível de preocupação.   Quanto à ansiedade somática, 70.2% (<i>n </i>= 499) da amostra revelou baixos níveis   de ansiedade somática e 5.8% (<i>n</i> = 41) dos atletas manifestou elevados níveis nesta dimensão.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Relativamente à   avaliação cognitiva, verificou-se que a esmagadora maioria dos atletas (<i>n</i>   = 682) percecionou a atividade desportiva como muito importante (96.3%),   enquanto apenas 0.4% (<i>n </i>= 3) manifestou baixos níveis de perceção de   importância. Na dimensão perceção de ameaça, 84.8% (<i>n </i>= 594) dos atletas   considerou a sua modalidade desportiva pouco ameaçadora e 4.2% (<i>n </i>= 29)   considerou-a bastante ameaçadora. Quanto à perceção de desafio, 95.4% (<i>n </i>=   671) dos atletas consideraram a sua modalidade altamente desafiadora, enquanto 1.5% (<i>n </i>= 11) dos atletas consideraram-na muito pouco desafiadora.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No que se refere ao <i>burnout,   </i>verificou-se que 54.4% (<i>n </i>= 383) dos atletas manifestaram elevados   níveis de realização pessoal, enquanto 0.7% (<i>n=</i> 6) dos atletas   demonstraram baixos níveis de realização pessoal. Na dimensão exaustão   emocional/física, 61% (<i>n </i>= 430) da amostra revelou baixos níveis nesta   dimensão e 5.4% (<i>n </i>= 39) manifestou níveis elevados nesta mesma   dimensão. Quanto à desvalorização da prática desportiva, 75.5% (<i>n </i>= 531)   dos atletas apresentaram baixos níveis nesta dimensão, enquanto 4% (<i>n </i>= 29) demonstraram níveis elevados nesta dimensão.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os valores médios das dimensões avaliadas podem ser consultados na <a href="/img/revistas/mot/v11n4/11n4a11t1.jpg">Tabela 1</a>.</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana"><b>Correlações entre as Variáveis em Estudo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em relação às   correlações entre a avaliação cognitiva, por um lado, e a ansiedade e o <i>burnout,</i> por outro lado, observou-se que a perceção de ameaça apresentou correlações   positivas significativas com a perturbação da concentração, a ansiedade   somática, a realização pessoal reduzida, a exaustão emocional/física e a   desvalorização da prática desportiva (a magnitude destas correlações foram   baixas a moderadas). Não se observou nenhuma correlação significativa entre a   perceção de ameaça e a preocupação. Quanto à perceção de desafio, esta   apresentou uma correlação negativa significativa com a realização pessoal   reduzida, a exaustão emocional/física e a desvalorização da prática desportiva;   além disso, a perceção de desafio apresentou uma correlação positiva   significativa com a preocupação (a magnitude destas correlações foram baixas a moderadas).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto à relação entre   a ansiedade e o <i>burnout,</i> verificaram-se correlações positivas   significativas entre a perturbação da concentração e a realização pessoal   reduzida, a exaustão emocional/física e a desvalorização da prática desportiva.   De igual modo, observaram-se correlações positivas significativas entre a   preocupação e a exaustão emocional/física, o que indica que maior preocupação   está associada a maior exaustão emocional/física. Finalmente verificou-se uma   correlação positiva entre a ansiedade somática e as três dimensões do <i>burnout</i>,   sugerindo que maiores índices de ansiedade somática estão associados a maior   realização pessoal reduzida, exaustão emocional/física e maior desvalorização   da prática desportiva (uma vez mais, a magnitude das correlações entre   ansiedade e <i>burnout</i> foram baixas a moderadas). Os valores de correlação entre estas variáveis podem ser encontrados na <a href="/img/revistas/mot/v11n4/11n4a11t1.jpg">Tabela 1</a>.</font></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Diferenças na Ansiedade e no <i>Burnout</i> em Função da Avaliação Cognitiva</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nesta parte do   trabalho, procurámos verificar se existiriam diferenças na experiência de   ansiedade e <i>burnout</i> (variáveis dependentes) em função dos processos de   avaliação cognitiva primária (variável independente), definindo-se os grupos de baixa e elevada importância, baixa e elevada ameaça e baixo e elevado desafio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No primeiro grupo de   comparações, colocámos em análise a perceção de importância. Foram encontradas   diferenças multivariadas na ansiedade, Wilks’ &#955;   = 0.98, <i>F</i>(3, 603) = 4.65, <i>p</i> = 0.003, <i>&#951;<sup>2</sup></i> = 0.023, tendo os testes   univariados revelado diferenças significativas na dimensão preocupação da   EAD-2. Desta forma, os atletas que apresentaram perceção de importância elevada   demonstraram maior preocupação. Os resultados foram semelhantes, considerando o <i>burnout</i>, Wilks’ &#955; = 0.87, <i>F</i>(3, 596) = 28.60, <i>p</i> &lt; 0.001, <i>&#951;<sup>2</sup></i> = 0.13. Neste caso, os testes univariados   revelaram diferenças significativas em todas as dimensões do <i>burnout</i>, ou   seja, atletas com perceção de importância baixa demonstraram menor realização   pessoal, maior exaustão emocional/física e maior desvalorização da prática desportiva.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No segundo grupo de   comparações, examinámos as diferenças em função da perceção de ameaça.   Relativamente à ansiedade, foram encontradas diferenças multivariadas, Wilks’ &#955; = 0.93, <i>F</i>(3, 540) = 13.04, <i>p</i> &lt;   0.001, <i>&#951;<sup>2</sup></i> = 0.068, tendo os testes   univariados demonstrado que os atletas com perceção de ameaça elevada   evidenciaram maior perturbação da concentração e ansiedade somática.   Observaram-se resultados semelhantes em relação ao <i>burnout</i>, Wilks’ &#955; = 0.89, <i>F</i>(3, 536) = 22.91, <i>p</i> &lt;   0.001, <i>&#951;<sup>2 </sup></i>= 0.114, sendo que atletas com perceção   de ameaça elevada apresentaram menor realização pessoal, maior exaustão emocional/física e maior desvalorização da prática desportiva.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por fim, no terceiro   grupo de comparações analisámos a perceção de desafio. Foram encontradas   diferenças significativas na ansiedade, Wilks’ &#955;   = 0.98, <i>F</i>(3, 606) = 5.27, <i>p</i> = 0.001, <i>&#951;<sup>2</sup></i> = 0.025, e no <i>burnout</i>,   Wilks’ &#955; = 0.91, <i>F</i>(3, 601) = 20.64, <i>p</i> &lt; 0.001, <i>&#951;<sup>2</sup></i> = 0.09. Na ansiedade, os testes   univariados demonstraram diferenças significativas na dimensão preocupação, ou   seja, atletas com perceção de desafio elevada manifestaram maior preocupação.   Em relação ao <i>burnout</i>, os testes univariados apresentaram diferenças   significativas em todas as dimensões. Assim, atletas em que se observou menor   perceção de desafio revelaram menor realização pessoal, maior exaustão emocional/física e maior desvalorização da prática desportiva. A <a href="/img/revistas/mot/v11n4/11n4a11t2.jpg">Tabela 2</a> apresenta todos os resultados encontrados nestas análises.</font></p> <font size="2" face="Verdana"><b>Variáveis Preditoras do <i>Burnout</i></b></font><font face="Verdana">     
<p><font size="2">Por último, procurámos   compreender quais as variáveis pessoais e desportivas dos atletas e que dimensões da ansiedade e da avaliação cognitiva poderiam predizer os índices de <i>burnout</i>, nas suas três dimensões. </font></p>     <p><font size="2">As variáveis preditoras   entraram no modelo por ordem de importância na possível explicação da variável   predita (<i>burnout</i>). Primeiro, foram introduzidas as variáveis pessoais e   desportivas - sexo, divisão competitiva, escalão, títulos obtidos e anos de   prática de competição (bloco 1); de seguida, foram introduzidas as dimensões da   ansiedade - perturbação da concentração, preocupação e ansiedade somática   (bloco 2); e, por último, foram introduzidas as dimensões da avaliação cognitiva - perceção de ameaça e perceção de desafio (bloco 3).</font></p>     <p><font size="2">Em relação às dimensões   da avaliação cognitiva, a perceção de importância serviu para selecionar para   estas análises apenas os atletas que avaliaram a sua atividade desportiva como   significativa, tendo-se estabelecido como “ponto de corte” o valor igual ou   inferior a dois para retirar os participantes desta análise (ver Gomes &amp; Teixeira, 2013). Desta forma, foram eliminados   sete casos da amostra. Os resultados do modelo de regressão podem ser consultados na <a href="/img/revistas/mot/v11n4/11n4a11t3.jpg">Tabela 3</a>.</font></p>     
<p><font size="2">Começando pela   realização pessoal reduzida, no bloco 1 a variável escalão desportivo   assumiu-se como preditora da experiência de <i>burnout</i>, explicando 3.7% da   variância. Deste modo, a tendência para a realização pessoal reduzida foi   predita pela pertença aos escalões desportivos sub-16, sub-18 e sub-20. No   bloco 2, emergiu como preditor da realização pessoal reduzida a perturbação da   concentração, explicando 12.1% da variância. Assim, a tendência para uma   realização pessoal reduzida foi predita por maiores índices de perturbação da   concentração. No último bloco, ambas as dimensões da avaliação cognitiva foram   preditoras da realização pessoal reduzida, explicando o modelo 21.4% da   variância. Neste caso, a tendência para a menor realização pessoal foi predita   por maiores níveis de perceção de ameaça e menores níveis de perceção de   desafio. De modo a controlar <i>outliers</i>, foi necessário retirar dois casos do modelo final obtido.</font></p>     <p><font size="2">Quanto à exaustão   emocional/física, no bloco 1 não foram encontradas variáveis preditoras desta   dimensão do <i>burnout</i>. No segundo bloco, a exaustão foi predita por duas   dimensões da ansiedade, explicando o modelo 19.1% da variância. Neste sentido,   esta dimensão foi predita por maiores índices de perturbação da concentração e   de ansiedade somática. No bloco 3, a exaustão emocional/física foi predita   pelas duas dimensões da avaliação cognitiva do modelo, explicando 22.3% da   variância. Neste caso, a tendência para a exaustão emocional/física foi predita   por maiores níveis de perceção de ameaça e menores níveis de perceção de   desafio. Também nesta situação foi necessário controlar <i>outliers</i>, retirando-se um total de seis casos do modelo final obtido.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2">No que se refere à   predição da desvalorização da prática desportiva, no bloco 1 o escalão   desportivo foi preditor desta dimensão do <i>burnout</i>, explicando o modelo   3.2% da variância. Deste modo, a tendência para a desvalorização da prática   desportiva foi predita pela pertença aos escalões desportivos sub-16, sub-18 e   sub-20. No segundo bloco, a desvalorização foi predita por todas as dimensões   da ansiedade, explicando o modelo 17.5% da variância. Assim, a tendência para a   desvalorização foi predita por maiores níveis de perturbação da concentração e   de ansiedade somática e por menores níveis de preocupação. No último bloco,   verificou-se que tanto a perceção de ameaça como a perceção de desafio foram   variáveis preditoras da desvalorização, explicando 22.6% da variância. Desta   forma, a tendência para a desvalorização da prática desportiva foi predita por   maiores índices de perceção de ameaça e menores índices de perceção de desafio. Para controlo de <i>outliers,</i> retiraram-se 25 casos do modelo final.</font></p> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O principal objetivo   deste estudo foi analisar o modo como os jovens atletas vivenciam a atividade   desportiva. Esta análise foi efetuada atribuindo um papel primordial aos   processos de avaliação cognitiva primária (que nos indicam o modo como os jovens   atletas vivenciam a sua atividade desportiva), procurando-se observar as   relações entre estes processos de avaliação e a experiência de ansiedade e de <i>burnout</i>.   Mais concretamente pretendeu-se analisar os níveis médios das dimensões da   ansiedade, avaliação cognitiva e <i>burnout</i> nos participantes, analisar as   associações entre estas variáveis, identificar diferenças nos índices de   ansiedade e <i>burnout</i> em função dos processos de avaliação cognitiva   primária e, ainda, observar as variáveis preditoras da experiência de <i>burnout</i>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Antes de iniciarmos as   análises em estudo, observámos as estruturas fatoriais dos instrumentos   utilizados. Os resultados obtidos refletiram as estruturas originais dos   instrumentos e os valores do <i>Alpha</i> de Cronbach (fidelidade) assumiram   níveis bastante aceitáveis, em praticamente todas as dimensões dos   instrumentos, significando que estas medidas podem ser interessantes para avaliar o modo como os jovens experienciam a sua atividade desportiva. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Relativamente aos   valores médios das variáveis, observou-se que os participantes apresentaram   índices reduzidos nas dimensões de ansiedade (exceção para a dimensão   preocupação com índices elevados para 45.9% da amostra) e nas dimensões de <i>burnout</i>.   Estes resultados são congruentes com os estudos de Raedeke e Smith (2001) com nadadores adolescentes e   jovens universitários, que apresentaram níveis baixos a moderados de <i>burnout</i> e ansiedade-traço. Nas dimensões da avaliação cognitiva primária, o principal   dado a reter sugere que a generalidade dos atletas perceciona a sua atividade   desportiva como importante, desafiadora e pouco ameaçadora, o que traduz a   possibilidade do desporto juvenil poder contribuir para uma experiência positiva para o desenvolvimento destes jovens (Holt &amp; Neely, 2011).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No que concerne às   relações entre as variáveis psicológicas, podemos afirmar que os resultados   observados também vão de encontro a outros resultados obtidos na literatura. No   que diz respeito às dimensões da escala de avaliação cognitiva primária   salientam-se dois aspetos. Em primeiro lugar, verificaram-se associações   positivas significativas entre a perceção de ameaça e as dimensões da escala de   ansiedade (excetuando a dimensão “preocupação”) e as dimensões da escala de <i>burnout</i>,   o que significa que maior perceção de ameaça está relacionada com maior   tendência para a experiência de ansiedade e de <i>burnout</i>. O padrão inverso   foi verificado na associação negativa significativa entre a perceção de desafio   e as dimensões de <i>burnout</i>, o que significa que avaliações de perceção de   desafio estão associadas a consequências mais positivas do que negativas. Além   destas associações verificou-se ainda uma associação positiva significativa   entre a perceção de desafio e a preocupação, o que sugere que os atletas   encararam a preocupação sentida face ao ambiente competitivo como desafiante e   motivadora ao rendimento, ao invés de a interpretarem como algo negativo   (ameaçador). Talvez esta explicação ajude a compreender os valores obtidos de   preocupação dos atletas face ao desporto (45.9% com valores elevados). Seja como   for, e de um modo geral, estes resultados refletiram as tendências esperadas   face à perspetiva transacional de <i>stress</i> e das emoções (Lazarus, 1991; Lazarus &amp;   Folkman, 1984). Quanto   às dimensões do <i>burnout</i>, de salientar que as dimensões de realização   pessoal reduzida, exaustão emocional/física e de desvalorização da prática   desportiva apresentaram correlações positivas significativas com a ansiedade   (excetuando a dimensão preocupação, no caso da realização pessoal reduzida e da   desvalorização da prática desportiva). Estes resultados confirmam o princípio   de que a experiência de <i>burnout, </i>traduzida pela maior exaustão   emocional/física e desvalorização da prática desportiva, está associada a elevados níveis de ansiedade (Raedeke et al., 2014).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Relativamente à   importância dos processos de avaliação cognitiva na experiência de ansiedade e <i>burnout</i>,   os resultados confirmaram, uma vez mais, as premissas da perspetiva   transacional de Lazarus e colaboradores (Lazarus, 1991; Lazarus &amp;   Folkman, 1984). Ou   seja, atletas com maior perceção de ameaça evidenciaram maior perturbação da   concentração e ansiedade somática bem como maior <i>burnout,</i> enquanto   atletas com maior perceção de desafio apresentaram maior preocupação (ao   contrário do esperado) e menor <i>burnout</i>. Neste sentido, estes dados   sugerem o potencial efeito dos processos de avaliação cognitiva nas respostas   adaptativas ou não adaptativas dos atletas face a situações consideradas <i>stressantes</i> no desporto (Dias, 2005; Gomes, 2014; Lazarus, 1991, 2000; Lazarus &amp; Folkman, 1984; Martens et al., 1990).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As análises de   regressão efetuadas também evidenciaram a importância das variáveis de   ansiedade e de avaliação cognitiva primária na predição do <i>burnout</i>. No   que se refere à exaustão emocional/física, esta foi predita pelos maiores   níveis de níveis de perturbação da concentração e de perceção de ameaça e,   inversamente, por menores níveis de perceção de desafio. Já a desvalorização da   prática desportiva foi predita por maiores níveis de perturbação da   concentração e de ansiedade somática, a que se juntou os maiores níveis de   perceção de ameaça e, inversamente, menores níveis de perceção de desafio. A   desvalorização da prática desportiva foi predita pelas três dimensões da   ansiedade (maior perturbação da concentração e ansiedade somática e,   contrariamente ao esperado, menores níveis de preocupação) e pelas duas   dimensões da avaliação cognitiva (maior perceção de ameaça e menor perceção de   desafio). De referir ainda que a pertença aos escalões desportivos de sub-16,   sub-18 e sub-20 foi igualmente preditor da realização pessoal reduzida e da   desvalorização da prática desportiva. Em síntese, tanto as dimensões da   ansiedade (embora em termos diferentes em cada área do <i>burnout</i>) como da   avaliação cognitiva primária, foram variáveis importantes para compreender a   experiência negativa de <i>burnout </i>dos participantes neste estudo<i>. </i>Estes   resultados corroboram a ideia de que a ansiedade representa uma variável   explicativa do <i>burnout</i> e demonstram ainda que os processos de avaliação   cognitiva ao nível primário desempenham um papel fulcral na predição deste   fenómeno (Cremades et al., 2011; Raedeke &amp; Smith, 2001).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em suma, os resultados   desta investigação comprovam o papel central dos processos de avaliação   cognitiva primária na maneira como os jovens atletas respondem às exigências da   sua atividade desportiva e, por conseguinte, estão relacionados com a   experiência de ansiedade e de <i>burnout</i>. A única exceção a este padrão de   resultados prende-se com as relações estabelecidas entre a dimensão de   ansiedade cognitiva da EAD-2, preocupação, cujos resultados foram imprevistos   nas correlações entre as variáveis em estudo (e.g., maior perceção de desafio   na escala de avaliação cognitiva correlacionou-se positivamente com a   preocupação), nas análises multivariadas (e.g., atletas com maior perceção de   desafio evidenciaram maior preocupação) e nas análises de regressão (e.g., a   desvalorização da prática desportiva foi predita por menores níveis de preocupação).   Estes dados são inesperados e difíceis de explicar face à literatura existente.   A única explicação possível poderá ser enquadrada na formulação dos itens desta   subescala da EAD-2 (e.g., “Eu preocupo-me com o facto de poder não   jogar/competir ao meu melhor nível”), sendo de admitir que os atletas não   tenham encarado estas afirmações como algo necessariamente negativo, mas antes   como um sinal de motivação e valorização da prática desportiva (e.g., estar   envolvido na modalidade poderá ter significado para os participantes deste   estudo demonstrar vontade em evitar jogar ou competir a um nível inferior do   pretendido). No entanto, trata-se apenas de uma hipótese, que carece de esclarecimento em futuras aplicações do instrumento junto de jovens atletas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Independentemente deste   padrão inesperado, e de um modo geral, os dados deste estudo apontam para a   necessidade da investigação futura se centrar na compreensão dos processos   cognitivos subjacentes à experiência de <i>stress</i> e <i>burnout</i> no   desporto juvenil, procurando-se não apenas determinar as relações entre as   variáveis mas também o modo como se influenciam mutuamente ao longo do tempo.   Como os estudos sobre a influência da avaliação cognitiva nos estados   emocionais de jovens atletas são relativamente escassos, sugere-se a   continuação da investigação nesta área, tomando como ponto de referência os   resultados obtidos neste trabalho e considerando, não só a avaliação cognitiva   primária, mas também os recursos de <i>coping</i> que os atletas possuem para   lidar com a situação (avaliação cognitiva secundária). Um maior fluxo de   estudos nesta área permitirá, no futuro, o desenvolvimento de estratégias e   programas de intervenção que tornem ainda mais positiva, a experiência psicológica dos jovens no desporto.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar da relevância   dos resultados obtidos, algumas limitações devem ser descritas neste estudo. A   principal limitação prende-se com a escassez de estudos na área (como já foi   referido anteriormente), pelo que não abundam dados na literatura que ajudem a   compreender em maior detalhe os resultados encontrados, nomeadamente ao nível   do desporto juvenil. Uma segunda limitação diz respeito à generalização da   amostra. Apesar do número elevado de participantes, todos eles pertenciam à   mesma zona geográfica existindo também uma maior participação de atletas do   sexo masculino do que do sexo feminino. Por fim, este estudo seguiu uma   metodologia transversal pelo que não podem ser feitas relações de causa-efeito   entre as variáveis em estudo; além disso os valores das correlações entre as   variáveis em estudo foram de uma magnitude baixa a moderada (Dancey &amp; Reidy, 2008) e os valores do tamanho do efeito   nas análises multivariadas variaram entre moderados (em quase todos os casos) a baixos (em dois casos) (ver Ferguson, 2009).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar destas   limitações, este estudo contribui positivamente para o conhecimento do modo   como os jovens atletas vivenciam a sua atividade desportiva, nomeadamente ao   nível da ansiedade, da avaliação cognitiva e do <i>burnout</i>, realçando o   papel fulcral dos processos de avaliação cognitiva no estudo dos estados psicológicos dos atletas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFERÊNCIAS</b>    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Bentler,   P. M. (2007). On tests and indices for evaluating structural models. <i>Personality and Individual Differences</i>, <i>42</i>(5), 825–829. <a href="http://doi.org/10.1016/j.paid.2006.09.024" target="_blank">http://doi.org/10.1016/j.paid.2006.09.024</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=351472&pid=S1646-107X201500040001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Côté, J., &amp; Hay, J. (2002). Children’s   involvement in sport: A developmental perspective. Em J. M. Silva &amp; D. E.   Stevens (Eds.), <i>Psychological Foundations of Sport</i> (pp. 484–502). Boston: Allyn and Bacon.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=351473&pid=S1646-107X201500040001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Cremades, J. G., Wated, G., &amp; Wiggins,   M. S. (2011). Multiplicative Measurements of a Trait Anxiety Scale as   Predictors of Burnout. <i>Measurement in Physical Education and Exercise Science</i>, <i>15</i>(3), 220–233. <a href="http://doi.org/10.1080/1091367X.2011.594356" target="_blank">http://doi.org/10.1080/1091367X.2011.594356</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=351475&pid=S1646-107X201500040001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Cruz, J. F., &amp; Gomes, A. R. (2007).   Escala de Ansiedade no Desporto (EAD-2) - Versão para investigação. Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=351476&pid=S1646-107X201500040001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Dancey, C. P., &amp; Reidy, J. (2008). <i>Estatística   sem Matemática para Psicologia - 3.ed.: Usando SPSS para Windows</i>. Porto Alegre: Artmed Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=351478&pid=S1646-107X201500040001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Dias, C. (2005). <i>Do stress e ansiedade   às emoções no desporto: Da importância da sua compreensão à necessidade da sua   gestão</i> (Dissertação de doutoramento em Psicologia do Desporto). Instituto de Educação e Psicologia, Universidade do Minho, Braga.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=351480&pid=S1646-107X201500040001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Dias, C., Cruz, J. F., &amp; Fonseca, A.   M. (2012). The   relationship between multidimensional competitive anxiety, cognitive threat   appraisal, and coping strategies: A multi-sport study. <i>International Journal of Sport and Exercise Psychology</i>, <i>10</i>(1), 52–65. <a href="http://doi.org/10.1080/1612197X.2012.645131" target="_blank">http://doi.org/10.1080/1612197X.2012.645131</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=351482&pid=S1646-107X201500040001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Dias, C., Cruz, J. F., &amp; Fonseca, A.   M. (2012). The   relationship between multidimensional competitive anxiety, cognitive threat   appraisal, and coping strategies: A multi-sport study. <i>International Journal     of Sport and Exercise Psychology</i>, <i>10</i>(1), 52–65. <a href="http://doi.org/10.1080/1612197X.2012.645131" target="_blank">http://doi.org/10.1080/1612197X.2012.645131</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=351483&pid=S1646-107X201500040001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Eklund, R. C., &amp; Cresswell, S. L.   (2007). Athlete burnout. Em G. Tenenbaum &amp; R. C. Eklund (Eds.), <i>Handbook     of Sport Psychology</i> (pp. 621–641). Hoboken, New Jersey: John Wiley &amp; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=351484&pid=S1646-107X201500040001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Ferguson, C. J. (2009). An effect size   primer: A guide for clinicians and researchers. <i>Professional Psychology:     Research and Practice</i>, <i>40</i>(5), 532–538. <a href="http://doi.org/10.1037/a0015808" target="_blank">http://doi.org/10.1037/a0015808</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=351486&pid=S1646-107X201500040001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Fife-Schaw, C. (2006). Levels of   measurement. Em G. M. Breakwell, S. Hammond, C. Fife-Schaw, &amp; J. A. Smith   (Eds.), <i>Research Methods in Psychology</i> (3rd ed., pp. 50–63). London: SAGE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=351487&pid=S1646-107X201500040001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Folkman, S., Lazarus, R. S., Gruen, R. J.,   &amp; DeLongis, A. (1986a). Appraisal, coping, health status, and psychological   symptoms. <i>Journal of Personality and Social Psychology</i>, <i>50</i>(3), 571–579.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=351489&pid=S1646-107X201500040001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Folkman, S., Lazarus, R. S., Gruen, R. J.,   &amp; DeLongis,  a. (1986b). Appraisal, coping, health status, and   psychological symptoms. <i>Journal of personality and social psychology</i>, <i>50</i>(3), 571–9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=351491&pid=S1646-107X201500040001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Gomes, A. R. (2011). A iniciação e   formação desportiva e o desenvolvimento psicológico de crianças e jovens. Em A.   A. Machado &amp; A. R. Gomes (Eds.), <i>Psicologia do esporte: Da escola à competição</i> (pp. 19–48). Várzea paulista: Editora Fontoura.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=351493&pid=S1646-107X201500040001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Gomes, A. R. (2013). <i>Questionário de   Burnout em Atletas (QBA)</i> (Relatório técnico não publicado). Braga: Escola de Psicologia, Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=351495&pid=S1646-107X201500040001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Gomes, A. R. (2014). Positive   human functioning in stress situations: An interactive proposal. Em A. R.   Gomes, R. Resende, &amp; A. Albuquerque (Eds.), <i>Positive human functioning     from a multidimensional perspective: Promoting stress adaptation</i> (Vol. 1, pp. 165–194). New York: Nova Science Publishers, Incorporated.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=351497&pid=S1646-107X201500040001100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Gomes, A. R., Montenegro, N., Peixoto, A.   M. B. da C., &amp; Peixoto, A. R. B. da C. (2010). Stress ocupacional   no ensino: um estudo com professores dos 3<sup>o</sup> ciclo e ensino secundário. <i>Psicologia &amp; Sociedade</i>, <i>22</i>(3), 587–597.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=351499&pid=S1646-107X201500040001100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Gomes, A. R., &amp; Teixeira, F. (2013). Influência   dos processos de avaliação cognitiva na atividade laboral de bombeiros portugueses. <i>Psico-USF</i>, <i>18</i>(2), 309–320.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=351501&pid=S1646-107X201500040001100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Gomes, A. R., &amp; Teixeira, P. M.   (2016). Stress, Cognitive Appraisal and Psychological Health: Testing   Instruments for Health Professionals. <i>Stress and Health: Journal of the     International Society for the Investigation of Stress</i>, <i>32</i>(2), 167–172. <a href="http://doi.org/10.1002/smi.2583" target="_blank">http://doi.org/10.1002/smi.2583</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=351503&pid=S1646-107X201500040001100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Grossbard, J. R., Smith, R. E., Smoll, F.   L., &amp; Cumming, S. P. (2009a). Competitive anxiety in young athletes: differentiating   somatic anxiety, worry, and concentration disruption. <i>Anxiety, Stress, and Coping</i>, <i>22</i>(2), 153–166. <a href="http://doi.org/10.1080/10615800802020643" target="_blank">http://doi.org/10.1080/10615800802020643</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=351504&pid=S1646-107X201500040001100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Grossbard, J. R., Smith, R. E., Smoll, F.   L., &amp; Cumming, S. P. (2009b). Competitive anxiety in young athletes:   differentiating somatic anxiety, worry, and concentration disruption. <i>Anxiety,     stress, and coping</i>, <i>22</i>(2), 153–66. <a href="http://doi.org/10.1080/10615800802020643" target="_blank">http://doi.org/10.1080/10615800802020643</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=351505&pid=S1646-107X201500040001100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Holt, N. L., &amp; Neely, K. C. (2011).   Positive youth development trough sport: A review. <i>Revista de     Iberoamericana de Psicología Del Ejercicio Y El Deporte</i>, <i>6</i>(2), 299–316.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=351506&pid=S1646-107X201500040001100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Jordet, G., &amp; Elferink-Gemser, M. T.   (2012a). Stress, Coping, and Emotions on the World Stage: The Experience of   Participating in a Major Soccer Tournament Penalty Shootout. <i>Journal of     Applied Sport Psychology</i>, <i>24</i>(1), 73–91. <a href="http://doi.org/10.1080/10413200.2011.619000" target="_blank">http://doi.org/10.1080/10413200.2011.619000</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=351508&pid=S1646-107X201500040001100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Jordet, G., &amp; Elferink-Gemser, M. T.   (2012b). Stress, Coping, and Emotions on the World Stage: The Experience of   Participating in a Major Soccer Tournament Penalty Shootout. <i>Journal of     Applied Sport Psychology</i>, <i>24</i>(1), 73–91. <a href="http://doi.org/10.1080/10413200.2011.619000" target="_blank">http://doi.org/10.1080/10413200.2011.619000</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=351509&pid=S1646-107X201500040001100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Lazarus, R. S. (1991). <i>Emotion and Adaptation</i>. New York: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=351510&pid=S1646-107X201500040001100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Lazarus, R. S. (2000). How emotions   influence performance in competitive sports. <i>The Sport Psychologist</i>, <i>14</i>(3), 229–252.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=351512&pid=S1646-107X201500040001100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Lazarus, R. S., &amp; Folkman, S. (1984). <i>Stress, Appraisal, and Coping</i>. New York: Springer Publishing Company.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=351514&pid=S1646-107X201500040001100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Martens, R., Burton, D., Vealey, R. S.,   Bump, L. A., &amp; Smith, D. E. (1990). Development and validation of the   competitive state anxiety inventory - 2 (CSAI-2). Em R. Martens, R. S. Vealey,   &amp; D. Burton (Eds.), <i>Competitive Anxiety in Sport</i> (pp. 117–213). 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Competition stress and emotions in sport performers:   The role of further appraisals. <i>Psychology of Sport and Exercise</i>, <i>12</i>(4), 460–470. <a href="http://doi.org/10.1016/j.psychsport.2011.02.001" target="_blank">http://doi.org/10.1016/j.psychsport.2011.02.001</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=351520&pid=S1646-107X201500040001100030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Petitpas, A. J., Cornelius, A. E., Van   Raalte, J. L., &amp; Jones, T. (2005). 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A sport commitment perspective. <i>Journal of Sport &amp; Exercise Psychology</i>, <i>10</i>(4), 396–417.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=351523&pid=S1646-107X201500040001100032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Raedeke, T. D., &amp; Smith, A. L. (2001).   Development and preliminary validation of an athlete burnout measure. <i>Journal of Sport &amp; Exercise Psychology</i>, <i>23</i>(4), 281–306.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=351525&pid=S1646-107X201500040001100033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Raedeke, T. D., Smith, A. L., Kenttä, G.,   Arce, C., &amp; Francisco, C. (2014). Burnout in sport: From theory to   intervention. Em A. R. Gomes, R. Resende, &amp; A. Albuquerque (Eds.), <i>Positive     human functioning from a multidimensional perspective: Promoting stress     adaptation</i> (Vol. 1, pp. 113–141). New York: Nova Science Publishers, Incorporated.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=351527&pid=S1646-107X201500040001100034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Shirom, A. (1989). Burnout in work   organizations. Em C. L. Cooper &amp; I. Robertson (Eds.), <i>International     Review of Industrial and Organizational Psychology</i> (pp. 25–48). New York: John Wiley &amp; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=351529&pid=S1646-107X201500040001100035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Smith, R. E., &amp; Smoll, F. L. (1990).   Sport performance anxiety. Em H. Leitenberg (Ed.), <i>Handbook of Social and Evaluation Anxiety</i> (pp. 417–454). New York: Plenum Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=351531&pid=S1646-107X201500040001100036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Smith, R. E., &amp; Smoll, F. L. (1996).   Psychosocial interventions in youth sport. Em J. L. V. Raalte &amp; B. W.   Brewer (Eds.), <i>Exploring Sport and Exercise Psychology</i> (pp. 287–315). Washington DC: American Psychological Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=351533&pid=S1646-107X201500040001100037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Smith, R. E., Smoll, F. L., Cumming, S.   P., &amp; Grossbard, J. R. (2006). Measurement of multidimensional sport   performance anxiety in children and adults: The sport anxiety scale-2. <i>Journal of Sport &amp; Exercise Psychology</i>, <i>28</i>(4), 479–501.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=351535&pid=S1646-107X201500040001100038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Smith, R. E., Smoll, F. L., Cumming, S.   P., &amp; Grossbard, J. R. (2006). Measurement of Multidimensional Sport   Performance Anxiety in Children and Adults&#8239;: The   Sport Anxiety Scale-2. <i>Journal of Sport &amp; Exercice Psychology</i>, <i>28</i>, 479–501.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=351537&pid=S1646-107X201500040001100039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Tremayne, P., &amp; Tremayne, B. (2004).   Children and sport psychology. Em T. Morris &amp; J. Summers (Eds.), <i>Sport Psychology: Theories, Applications and Issues</i> (2nd ed.). Milton: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=351539&pid=S1646-107X201500040001100040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Turner, M. J., &amp; Jones, M. (2014).   Stress, emotions and athletes’ positive adapation to sport: Contributions from   a transactional perspective. Em A. R. Gomes, R. Resende, &amp; A. Albuquerque   (Eds.), <i>Positive human functioning from a multidimensional perspective:     Promoting stress adaptation</i> (Vol. 1, pp. 85–111). New York: Nova Science Publishers, Incorporated.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=351541&pid=S1646-107X201500040001100041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Agradecimentos:</b>    <br>   Nada a declarar.    <br>   <b>Conflito de Interesses:    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </b>Nada a declarar.    <br>   <b>Financiamento:    <br>   </b>Este estudo foi apoiado pela &ldquo;Guimar&atilde;es-Cidade Europeia do Desporto 2013&rdquo;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Artigo   recebido a 22.07.2014; Aceite a 21.07.2015</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#topo">*</a><i><a name="end" id="end"></a>Autor correspondente</i>: Universidade do Minho.   Escola de Psicologia. Campus de Gualtar. 4710-057 Braga, Portugal. <i>E-mail</i>:   <a href="mailto:rgomes@psi.uminho.pt">rgomes@psi.uminho.pt</a></font></p>      ]]></body><back>
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