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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In this review we analyzed the results of studies that have considered the response of stress hormones, cortisol and testosterone, clearly associated with a psycho-biological behavior related to sports competition. After a search in databases ScienceDirect and Medline/PubMed, only post-2002 studies were selected. In general, study samples are usually small and composed of mostly males. The anticipatory effect of competition is characterized by an increase in anxiety witch generally causes an increase in the concentration of cortisol. Such hormonal response also appears linked to the outcome of the competition, with testosterone being higher in winners than in losers, along with positive psychological states associated with victory and negative psychological states associated with defeat. Gender and experience of the athlete are considered differentiating factors of hormonal behavior in competitive situations that generate stress. Is unclear the long term effects of intensive training and high level competition on the hormonal levels in elite athletes. Furthermore, it remains to be elucidated what effect certain hormonal response will have on sports performance especially when considered over the course of one important tournament.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO DE REVIS&Atilde;O</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Respostas hormonais da testosterona e do cortisol em   contexto competitivo: uma revisão sistemática</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Testosterone and Cortisol responses in competition: a systematic   review</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Natalina   Casanova<sup>1,2</sup>;   Ana Palmeira-de-Oliveira<sup>3,4</sup>; Vítor Machado Reis<sup>5,6</sup>; Nuno Cameira Serra<sup>1,2</sup>; Aldo M. Costa<sup>3,4,6,<a href="#end">*</a></sup><a name="topo"></a></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>1</sup> <i>Instituto   Polit&eacute;cnico da Guarda, Guarda, Portugal</i>    <br>   <sup>2</sup><i> Unidade de Investiga&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento do Interior    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </i><sup>3</sup><i> Universidade da Beira Interior, Covilh&atilde;, Portugal    <br>   </i><sup>4</sup><i> Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de (CICS), Covilh&atilde;, Portugal    <br>   </i><sup>5</sup><i> Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal    <br>   </i><sup>6</sup><i> Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Desporto, Sa&uacute;de e Desenvolvimento Humano (CIDESD), Vila Real, Portugal </i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nesta revisão foram   analisados os estudos que apresentam resultados da resposta das hormonas   consideradas de <i>stresse</i>, o cortisol e a testosterona, claramente   associadas a um comportamento psicobiológico relacionado com a competição   desportiva. Após uma pesquisa efetuada nas bases de dados <i>ScienceDirect e     Medline/Pubmed</i>, foram selecionados sobre esta temática os estudos mais   recentes realizados (&gt;2002). A maioria dos estudos recorre a amostras   reduzidas e maioritariamente sobre o sexo masculino. O efeito antecipatório à   competição, caracterizado por um aumento da ansiedade, geralmente determina um   aumento da concentração de ambas as hormonas, em especial um aumento da   concentração de cortisol. Estas alterações na resposta hormonal surgem   igualmente associadas ao resultado da competição, com concentrações de   testosterona mais elevada nos vitoriosos do que nos perdedores, juntamente com   estados psicológicos positivos associados à vitória e negativos associados à   derrota. O sexo e o nível desportivo do atleta são igualmente considerados   fatores diferenciadores do comportamento hormonal em contexto competitivo.   Estudos futuros deverão esclarecer os efeitos a longo prazo nessa resposta   hormonal em atletas de elite, considerando o treino intenso prévio e a   participação regular em competições de elevado nível. Fica também por   aprofundar o efeito que determinada resposta hormonal terá no desempenho   desportivo sobretudo quando considerada ao longo de um determinado evento competitivo ou torneio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chaves: </b>Cortisol, Testosterona, Stresse, Desporto, Competição. </font></p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">In this   review we analyzed the results of studies that have considered the response of   stress hormones, cortisol and testosterone, clearly associated with a   psycho-biological behavior related to sports competition. After a search in   databases ScienceDirect and Medline/PubMed, only post-2002 studies were   selected. In general, study samples are usually small and composed of mostly   males. The anticipatory effect of competition is characterized by an increase   in anxiety witch generally causes an increase in the concentration of cortisol.   Such hormonal response also appears linked to the outcome of the competition,   with testosterone being higher in winners than in losers, along with positive   psychological states associated with victory and negative psychological states   associated with defeat. Gender and experience of the athlete are considered   differentiating factors of hormonal behavior in competitive situations that   generate stress. Is unclear the long term effects of intensive training and   high level competition on the hormonal levels in elite athletes. Furthermore,   it remains to be elucidated what effect certain hormonal response will have on   sports performance especially when considered over the course of one important tournament.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords: </b>Cortisol, Testosterone, Stress, Sports, Competition.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Numa   competição desportiva são naturalmente criadas situações <i>stressantes</i> que   podem alterar o estado fisiológico e psicológico do atleta, de acordo com a   valorização que este atribui ao resultado ou ao objetivo do confronto (Salvador, 2005). A avaliação da situação <i>stressante</i> realizada pelo atleta desencadeia processos cognitivos que parecem determinar   respostas hormonais características (Salvador &amp; Costa, 2009; Santos   et al., 2014). De uma   forma geral, o <i>stresse</i> competitivo desencadeia respostas do sistema   nervoso endócrino que preparam o organismo para a ação, sendo os   corticosteroides considerados bons indicadores do nível de <i>stresse</i> no   contexto desportivo (Gleeson, 2002; Hellhammer, Wüst, &amp; Kudielka, 2009).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A resposta   endócrina ao <i>stresse</i> envolve o aumento da libertação de Corticotrofina   (CRH) pelo hipotálamo e o aumento da estimulação simpática da medula supra-renal.   A CRH estimula a secreção da hormona adrenocorticotrópica (ACTH) pela   adeno-hipófise a qual, por sua vez, estimula no córtex supra-renal a produção   da principal hormona glicocorticóide, o cortisol. Esta hormona, cuja   concentração está claramente aumentada em situações de <i>stresse</i>, é   conhecida pela sua função catabólica, anti-inflamatória, homeostática e   estimulante do metabolismo lipídico, glicolítico e proteico (Hellhammer et al., 2009; Salvador   &amp; Costa, 2009). O   cortisol é, deste modo, considerado o mais importante avaliador das situações   indutoras de <i>stresse</i>, como é o caso de uma competição desportiva (Santos et al., 2014), sendo utilizado como biomarcador tanto em   modalidades coletivas (Bateup,   Booth, Shirtcliff, &amp; Granger, 2002; Carré, Muir, Belanger, &amp; Putnam,   2006; McLellan, Lovell, &amp; Gass, 2010), como em modalidades individuais (Kivlighan,   Granger, &amp; Booth, 2005; Le Panse et al., 2010, 2012; Salvador, Suay, González-Bono, &amp; Serrano, 2003). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por outro   lado, também a resposta da expressão da testosterona ao exercício físico parece   ter uma relação direta com o momento competitivo (Wood &amp; Stanton, 2012). A testosterona é uma hormona esteroide   sexual, formada nos homens nas células intersticiais de <i>Leyding</i> (testículos), e nas mulheres nos ovários e numa pequena quantidade nas   glândulas supra-renais. Esta hormona exerce efeitos androgénicos pelo seu papel   no desenvolvimento e manutenção das estruturas reprodutoras e das   características sexuais secundárias e ainda efeitos anabólicos dada a sua   capacidade para estimular a fixação do nitrogênio e aumentar a síntese proteica   numa extensa variedade de tecidos-alvo (Chichinadze &amp; Chichinadze,   2008). A monitorização   dos níveis de testosterona no contexto desportivo tem sido também objeto de   estudo em várias modalidades, sendo um forte indicador do estado   psicofisiológico do atleta e do seu próprio desempenho (Mehta &amp; Josephs, 2006; Oliveira,   Gouveia, &amp; Oliveira, 2009; van der Meij, Buunk, Almela, &amp; Salvador, 2010).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Adicionalmente,   o rácio das concentrações de testosterona e de cortisol tem sido empregue na   monitorização do nível de <i>stresse</i> imposto pelo treino e/ou pela   competição (Salvador &amp; Costa, 2009). De acordo com os efeitos   anabólicos e catabólicos anteriormente descritos para cada uma das hormonas no   organismo, é globalmente reconhecido que um rácio testosterona/cortisol   aumentado é geralmente indicador de uma reação positiva do atleta ao treino   sendo o oposto um indicador de um efeito <i>stressante</i> intenso no organismo (Gleeson, 2002).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora a   maioria dos estudos apontem para um aumento nos niveis endócrinos de ambas as   hormonas perante situações <i>stressantes</i>, parecem existir diversas   variáveis de natureza exógena e endógena que podem alterar essa cinética   hormonal (Cook &amp; Crewther, 2012). Por essa razão tem vindo a ser   estudada a relação entre as concentrações de ambas as hormonas com os estados   psicológicos do atleta ou da equipa perante diferentes situações competitivas,   nomeadamente o seu local de realização (em ou fora de casa) (Arruda et al.,   2014; Carré et al., 2006)   e o resultado final da competição (Aguilar, Jiménez,   &amp; Alvero-Cruz, 2013; Edwards, Wetzel, &amp; Wyner, 2006; Jiménez, Aguilar,   &amp; Alvero-Cruz, 2012).   Outros trabalhos procuram esclarecer a cinética de ambas as hormonas em   diferentes momentos da competição (antes, durante e após competição) (Aizawa et al., 2006; Arruda et   al., 2014; Balthazar, Garcia, &amp; Spadari-Bratfisch, 2012; Bateup et al.,   2002; Choi et al., 2013; Crewther et al., 2013; McLellan et al., 2010; Salvador   et al., 2003) e de   acordo com o género (Kivlighan et al., 2005; Le   Panse et al., 2010, 2012; Li, Hsu, Suzuki, Ko, &amp; Fang, 2015). Não obstante o crescente interesse   sobre a temática, a divergência de resultados obtidos tem sido considerável e   parece depender da especificidade dos contextos competitivos de cada desporto, do género e das características de cada atleta ou equipa. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Neste dominio é   importante clarificar o comportamento hormonal no contexto do desporto e   verificar a sua relação com a situação competitiva. Que alterações verificadas   nos atletas no dia da competição? De que forma se relacionam com o resultado da   competição? No presente estudo de revisão sistemática pretendemos efetuar uma   análise dos principais resultados de pesquisas que usam os valores de cortisol   e testosterona como biomarcadores de avaliação do stresse gerado pela situação   competitiva, em atletas de diferentes modalidades desportivas e diferentes   niveis competitivos, em função de duas situações específicas da competição: o   momento da competição (pré e pós competição) e o resultado da competição (vitória/derrota).</font></p>     <p>&nbsp;</p> <font size="3" face="Verdana"><b>M&Eacute;TODO</b></font><font face="Verdana">     <p><font size="2">Foi efectuada uma   pesquisa nas bases de dados <i>ScienceDirect</i> e Medline/<i>PubMed</i>,   recorrrendo  a palavras chave pré-definidas e em inglês (<i>stress</i> <i>AND     competition AND cortisol AND testosterone</i>), tendo sido identificados numa   primeira fase 1152 artigos. Considerando o avanço da produção científica,   optámos por incluir os estudos publicados desde 2002 até à atualidade, tendo   sido excluidos os restantes. Assim, e de acordo com o objetivo definido para   este estudo de revisão, foram tidos em conta os seguintes critérios de   inclusão: (a) data de publicação (de 2002 à atualidade) (b) amostras   exclusivamente com atletas, com idade superior a 16 anos e (c) estudos   originais com recolhas em simultâneo de C (cortisol) e T (testosterona), realizadas em situação de competição. </font></p>     <p><font size="2">Este processo de   seleção foi realizado em três etapas (ver <a href="/img/revistas/mot/v11n4/11n4a16f1.jpg">figura1</a>) de forma a respeitar os   critérios de inclusão já referidos e os critérios de exclusão decorrentes de   cada uma das fases, designadamente: (a) titulos sem interesse e artigos   repetidos; (b) estudos não realizados com humanos, estudos de revisão e estudos   realizados com populações de não atletas; (c) análise da variação homonal   resultante da aplicação de um programa de treino ao longo de uma época   desportiva, de utilização de estratégias de recuperação ou preparação, de   utilização de suplementos ou em presença de distúrbios médicos e os estudo de   caso. Relativamente à tipologia da competiçao abordada, foram ainda excluidos   os estudos efetuados em competições com duração de esforço físico continuo   superior a 3h (maratonas) ou com esforço físico praticamente inexistente (competições de videogames e tabuleiro) e estudos retrospetivos.</font></p>     
<p><font size="2">Após   seleção dos artigos para estudo nesta revisão sitemática, procedeu-se à análise   da qualidade metodológica de cada um deles. Para o efeito foi feita uma   adaptação aos critérios utilizados por Santos et al. (2014) por se considerarem adequados ao   estudo em causa. Assim, foram considerados os seguintes  critérios (ver <a href="/img/revistas/mot/v11n4/11n4a16t1.jpg">tabela   1</a>): (1) estudo aprovado num comité de ética; (2) coleta de saliva em situação   de repouso; (3) coleta de saliva ao acordar, no dia da competição; (4) coleta   de saliva antes (pré) da competiçao e (5) coleta da saliva após (pós) competição. </font></p> </font>     
<p>&nbsp;</p> <font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS</b></font><font face="Verdana">     <p><font size="2">Após   aplicação dos critérios indicados foram incluidos nesta revisão 18 artigos, dos   quais 10 correspondem a estudos realizados em atletas de modalidades coletivas   [futebol (4 artigos), rugby (3 artigos), basquetebol (1 artigo) e hoquei (2   artigos)] e 8 em atletas de modalidades individuais  [luta (2 artigos ), remo   (1 artigo), badminton (1 artigo), halterofilismo (2 artigos), triatlo (1   artigo) e atletismo-5000M (1 artigo)] . De entre a totalidade dos artigos   (<a href="/img/revistas/mot/v11n4/11n4a16t1.jpg">tabela 1</a>), 8 são relativos a estudos realizados com atletas do sexo masculino,   4 correspondem a atletas do sexo feminino e os restantes 6 incluem ambos os   sexos, num total de 228 atletas do sexo masculino e 177 atletas do sexo   feminino. O intervalo das idades dos atletas avaliados encontra-se entre os 17 e os 44 anos.</font></p>     
<p><font size="2">Considerando o objetivo   do estudo e o tipo de resultados apresentado por cada um dos artigos selecionados,   os mesmos irão ser analisados em dois grupos distintos, por um lado as   investigações que apresentam os resultados da cinética hormonal em função do   comportamento antecipatório dos atletas ao jogo (pré competição) e/ou das   alterações decorrentes da competição (pós competição) (13 estudos analisados) e   por outro lado, as investigações que analisam esta cinética hormonal em função do resultado da competição (vitória/derrota) (5 estudos analisados). </font></p>     <p><font size="2">Como   procedimento de recolha de dados a maioria dos artigos recorreu à recolha de   saliva para análise da concentracçao de ambas as hormonas; apenas dois artigos   realizam essa mensuração no sangue (Aizawa et al., 2006; Choi et al.,   2013). O efeito do <i>stresse</i> competitivo no estado psicológico dos atletas foi avaliado na maioria dos   estudos, através de questionário, no que diz respeito aos estados de humor (Aizawa et al., 2006; Casanova et   al., 2015), aos niveis   de ansiedade (Aguilar et al.,   2013; Arruda et al., 2014; Carré et al., 2006; Choi et al., 2013), em conjunto estados de humor e   niveis de ansiedade (Oliveira et al., 2009; Salvador et   al., 2003) à resposta   agressiva (Bateup et al., 2002) e à coesão de grupo (Edwards et al., 2006; Kivlighan et   al., 2005). Foram   ainda monitorizados variações de performance (Jiménez   et al., 2012; Kivlighan et al., 2005; Le Panse et al., 2012; McLellan et al.,   2010) e do esforço percebido (Arruda et al., 2014).</font></p> </font>     <p>&nbsp;</p> <font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font><font face="Verdana">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2">Esta   revisão teve por objetivo a caracterização do estado da arte mais recente   relativo à resposta hormonal dos desportistas em contexto competitivo. Do nosso   ponto de vista, os estudos apresentados poderão ser agrupados em função de duas   situações distintas: (i) na relação com o momento da competição, quer na   resposta hormonal antecipativa, quer na resposta hormonal pós-competitiva; (ii)   na dependência do desfecho da mesma (vitória <i>versus</i> derrota). Em ambas   as situações veremos que as   respostas hormonais perante o <i>stresse </i>competitivo nem sempre são   similares entre sexos. Aliás essa variabilidade sexual da resposta hormonal foi   reportada particularmente em 6 dos 18 estudos analisados, maioritariamente em   modalidades individuais, apesar de nem sempre ser clarificado pelos autores o   uso de contracetivos orais por parte das atletas, o que afeta marcadamente a   estabilidade hormonal em treino e em competição (Constantini, Dubnov, &amp; Lebrun, 2005).</font></p>     <p><font size="2">No que diz   respeito à metodologia usada nos diversos estudos, a avaliação destas duas hormonas   (cortisol e testosterona) é realizada em saliva na quase totalidade dos estudos   consultados, sendo considerado um processo de avaliação fiável, rápido, não   invasivo e independente da quantidade de saliva produzida (Papacosta &amp; Nassis, 2011). A variação da concentração   hormonal ao longo do dia poderá ser considerada uma limitação da sua utilização   como biomarcador (Shirakawa, Mitome, &amp; Oguchi,   2004). De modo a   ultrapassar este constrangimento, nos estudos analisados, os autores recorreram   a desenhos experimentais que permitem controlar o ciclo circadiano. Neste   sentido, em alguns estudos as recolhas de saliva foram realizadas em dias de   repouso, enquanto referência para comparação, e nos dias de competição (e.g. Bateup et   al., 2002; Carré et al., 2006; Edwards et al., 2006); noutros estudos optaram por   efetuar recolhas sistemáticas ao longo dos dias de repouso e de competição, num   mínimo de três recolhas diárias (e.g. Balthazar et al., 2012; Oliveira et al., 2009).</font></p>     <p><font size="2">Mesmo   assim, não se verifica uma uniformidade no que respeita ao momento das coletas,   tanto no que respeita ao  dia de recolha em situação de não competição, como no   que respeita aos momentos antes da competição (pré), ou depois da competição   (pós). Numa análise às diversas metodologias utilizadas para a recolha em   repouso há estudos que a realizam 24h antes (Bateup et al., 2002;   Crewther et al., 2013; Le Panse et al., 2012; McLellan et al., 2010), 3 dias antes (Aizawa et al., 2006) outros indicam realizá-la em   situação de não competição (Carré et al.,   2006; Kivlighan et al., 2005; Le Panse et al., 2010; Salvador et al., 2003) e outros ainda não referem se   realizaram este procedimento (Aguilar   et al., 2013; Arruda et al., 2014; Choi et al., 2013; Jiménez et al., 2012; Li   et al., 2015).   Já no que respeita às   recolhas efetuadas no dia da competição, todos os estudos referem realizar   coletas antes e após competição, no entanto, existe uma grande dissemelhança no   que respeita ao tempo que decorre entre a hora da recolha e a hora da   competição (e.g. 20 min, nos estudos de Bateup et al., 2002 e Kivlighan et al.,   2005; 30 min, nos estudos de Oliveira et al., 2009 e Mclleland et al., 2010; e 45 min. nos estudos de Carré et al., 2006 e Aguilar et al., 2013). </font></p>     <p><font size="2"><b>Relação com o momento da competição:</b></font></p>     <p><font size="2">A maioria   dos artigos revistos parece reportar uma resposta endócrina associada a uma   avaliação cognitiva da situação stressante imposta pela competição desportiva (ver <a href="/img/revistas/mot/v11n4/11n4a16t2.jpg">tabela 2</a>).</font></p>     
<p><font size="2">Este estado   de <i>stresse</i> pré-competitivo tende a ser caracterizado por valores   elevados de cortisol e por elevados níveis de ansiedade, comparativamente com o   estado de repouso (Salvador &amp; Costa, 2009). Esse aumento do nível de cortisol   pré-competitivo parece ser mais notório quando a competição ocorre em casa (Arruda et al.,   2014; Carré et al., 2006), contexto esse que parece induzir um factor de <i>stresse </i>adicional (Salvador, 2005).</font></p>     <p><font size="2">O aumento   da concentracção de cortisol em antecipação à competição parece ocorrer em   ambos os géneros e em diferentes modalidades desportivas, tendo sido reportado   especificamente no rugby (Bateup et al., 2002; McLellan et   al., 2010), no judo (Salvador et al., 2003), no remo (Kivlighan et al., 2005) no hoquei (Carré et al., 2006) e no triatlo (Balthazar et al., 2012).</font></p>     <p><font size="2">Em alguns   estudos verifica-se uma   nivelação das concentrações de cortisol, não se apresentando aumentado de forma   significativa em antecipação à competição o que parece sugerir que os atletas   de nível desportivo superior serão mais hábeis na gestão do <i>stresse</i> competitivo (Arruda et al., 2014; Le Panse et   al., 2012). Assim,   nestes atletas do sexo masculino de maior nível desportivo parece ocorrer um   efeito de regulação hormonal. De qualquer forma, de acordo com Georgopoulos et al. (2011), dever-se-á considerar que o ritmo   circadiano diurno do cortisol salivar em atletas de elevado nível desportivo   pode estar alterado devido ao treino extenuante prévio em acumulação com as condições <i>stressantes</i> impostas pela competição.</font></p>     <p><font size="2">Relativamente   à testosterona os estudos parecem indicar um aumento de concentração antes da   competição nos atletas praticantes de desportos coletivos, designadamente no   rugby (Bateup et al., 2002), no hóquei (Carré et al.,   2006) e no Basquetebol   (Arruda et al., 2014). Em atletas praticantes de   modalidades individuais os resultados entre estudos são bastante inconsistentes   e distintos relativamente ao género. De facto, os valores pré-competitivos não   se mostram significativamente diferentes dos valores de repouso para   praticantes masculinos de lutas (Salvador et al., 2003) e de halterofilismo de ambos os   sexos (Le Panse et al., 2010, 2012). O estudo de Kivlighan et al. (2005) reporta ainda diferenças entre   géneros, apresentando valores mais baixos para as mulheres remadoras pouco experientes. </font></p>     <p><font size="2">Os estudos   consultados debruçam-se também sobre a variação da concentração de ambas as   hormonas entre o início e fim da competição. A este respeito os resultados   parecem ser consensuais para a cinética hormonal do cortisol em homens e   mulheres, verificando-se níveis de concentração significativamente aumentados   após a competição em atletas praticantes de modalidades coletivas (Aizawa et al., 2006;   Arruda et al., 2014; Bateup et al., 2002; McLellan et al., 2010) e individuais (Choi et al., 2013;   Kivlighan et al., 2005; Le Panse et al., 2010, 2012; Li et al., 2015). Mesmo assim, dois dos estudos   analisados, realizados com atletas de elite do sexo masculino, não reportaram   alterações nas concentrações de cortisol pós competição (Balthazar et al., 2012; Crewther et al., 2013).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2">Relativamente   à concentração pós-competitiva de testosterona os resultados são menos   concordantes: reportaram-se níveis de concentração mais elevados em atletas de   basquetebol e rugby (Arruda et al., 2014; Bateup et   al., 2002; McLellan et al., 2010),   em remadores (Kivlighan et al., 2005) e em praticantes masculinos de   halterofilismo (Le Panse et al., 2012), enquanto em praticantes de lutas (Choi et al., 2013), de atletismo- 5000M (Li et al., 2015) e halterofilismo (Le Panse et al., 2010) o aumento não se revelou significativo. </font></p>     <p><font size="2">Nas   mulheres os estudos sendo mais escassos, revelam concentrações de testosterona   significativamente mais reduzidas do que nos homens (Kivlighan et al., 2005; Le   Panse et al., 2010, 2012; Li et al., 2015). De qualquer modo é preciso considerar que as mulheres   produzem cerca de cinco a sete vezes menos testosterona do que os homens (Wood &amp; Stanton, 2012). No homem a produção de   testosterona resulta da ativação do eixo hipotalâmico-pituitário-gonadal   enquanto que nas mulheres a maioria da testosterona deriva da   dehidroepiandrosterona (DHEA) (Bateup et al., 2002). Essa varibilidade fisiológica   condiciona naturalmente a comparação directa da resposta hormonal entre os géneros. </font></p>     <p><font size="2">Importa   ainda referir que a   comparabilidade entre os estudos nesta matéria estará claramente dependente da   similitude das circunstâncias da competição. Com efeito, a concordância entre   estudos na hora do dia da competição é fundamental, dado que diferenças a esse   respeito podem conduzir a distintos padrões de produção hormonal (Kivlighan et al., 2005). Para além disso, Cook e Crewther (2012) salientam que antes de uma   competição é provável que determinadas estratégias motivacionais produzam   efeitos nas concentrações de cortisol e testosterona e consequentemente no   desempenho demonstrado pelos atletas. A maioria dos estudos não refere a   existência de estratégicas motivacionais que poderiam afetar a cinética   hormonal. Contudo, durante uma competição oficial esperam-se feedbacks   motivacionais por parte do treinador, da equipa ou da assistência. Encontramos   um exemplo claro desse contexto encorajador na modalidade de remo, onde um dos   elementos (timoneiro) estimula a equipa antes, durante e após a prova (Kivlighan et al., 2005). Esse contexto ecológico do   ambiente competitivo não é suficientemente detalhado nos estudos, provavelmente   porque é de difícil controlo e replicação. Mesmo assim, o seu efeito deve ser considerado.</font></p>     <p><font size="2"><b>Relação com o resultado:</b></font></p>     <p><font size="2">A possível   relação entre a resposta hormonal em função do resultado da competição,   estudando separadamente os atletas vitoriosos e os derrotados, é reportada em 5 dos 18 artigos revistos (ver <a href="/img/revistas/mot/v11n4/11n4a16t3.jpg">tabela 3</a>).</font></p>     
<p><font size="2">No que se   refere ao cortisol, os estudos reportam que as concentrações desta hormona   tendem a aumentar significativamente em caso de derrota e a manterem-se   estáveis nas competições que resultaram em vitória, nomeadamante no hoquei   masculino (Aguilar et al., 2013) e, em ambos os géneros, no   badminton (Jiménez et al.,   2012) . Contudo alguns   estudos mostram um padrão hormonal distinto em mulheres, nomeadamente nas   praticantes de modalidades coletivas, não demonstrando uma variação   significativa de concentração de cortisol na dependência do resultado   competitivo (Casanova et al., 2015; Edwards et al., 2006; Oliveira et al., 2009).</font></p>     <p><font size="2">Relativamente   à testosterona, o padrão parece ser mais regular entre géneros, verificando-se   um aumento na sua concentração em atletas vitoriosos e uma descida nos   derrotados. Estes resultados foram evidentes no futebol feminino (Oliveira et al., 2009), no futebol masculino (Edwards et al., 2006), no hóquei masculino (Aguilar et al., 2013) e no badminton em ambos os   géneros (Jiménez et al.,   2012). Estes   resultados parecem congruentes com a perspectiva de Salvador (2005) sobre os diferentes comportamentos   hormonais entre perdedores e ganhadores: enquanto que a vitória parece   determinar um aumento da testosterona (resultando num comportamento dominante   por parte dos ganhadores e a consequente vontade de voltar a competir), a   derrota tende a induzir a sua  diminuição, provocando um comportamento de   submissão e diminuição da vontade de competir novamente. Assim, verificamos que   num confronto desportivo são produzidas alterações hormonais influenciadas pelo   resultado da competição, consoante se obtenha uma vitória ou uma derrota.   Contudo parecem existir excepções a este modelo; num dos estudos analisados   registou-se um aumento da concentração de testosterona pós-jogo em ambas as   vencedoras e as derrotadas (Edwards et al., 2006). A razão para estes resultados parece estar relacionada   com a natureza do confronto, apontada nestes estudos como de elevado desafio   físico e mental, o que poderá conduzir a um aumento drástico da testosterona e   do cortisol independentemente do resultado do jogo (Sedghroohi, Ravasi, Gaeini, &amp;   Fayazmilani, 2011).   Para além disso, van der Meij, Buunk, Almela, e   Salvador (2010)   referem que a eficácia dos adversários pode contribuir mais para a alteração do   padrão hormonal da testosterona do que o próprio estado psicológico do atleta.   Referem os autores que a concentração de testosterona nos perdedores aumenta mais quando os adversários consideram a competição em si como pouco relevante.</font></p>     <p><font size="2">Embora   existam escassos estudos sobre esta matéria, em geral a resposta hormonal   reportada tende a assumir um padrão complacente com o modelo biosocial de   dominância (etológico) desenvolvido por Mazur (1985). Esse modelo considera que o ser   humano quando compete por um determinado <i>status</i> social, mostra sinais   que evidenciam a manutenção ou aumento de um <i>status</i> elevado, revelando   um comportamento dominante que pode tornar-se agressivo, sendo o resultado   final do confronto dependente da capacidade de resistir ao <i>stresse.</i> As   alterações de testosterona após uma perda de <i>status</i> (derrota) produzem   consequências no comportamento social a curto prazo; atletas perdedores mas com   elevados niveis de testosterona estão mais predispostos para voltar a competir   com o mesmo adversário do que atletas com niveis mais baixos de testosterona.   Por outro lado,  nos ganhadores, as concentrações de testosterona não se encontraram relacionadas com a vontade de voltar a competir (Mehta &amp; Josephs, 2006). </font></p>     <p><font size="2">Futuros   estudos nesta matéria devem não só estudar a mesma amostra de atletas em   contextos de vitória e derrota perante diferentes adversários mas também   perante competições de diferente importância. Importa ainda reflectir sobre a   necessidade de maior uniformização dos procedimentos metodológicos, em   particular no que se refere  ao momento da recolha das amostras biológicas após   a competição. O tempo entre o final da competição e a recolha de saliva deve   permitir, por um lado, que as alterações sanguíneas de esteróides estejam   reflectidas na saliva e, por outro lado, evitar o declínio de concentração   esperado (Kivlighan et al., 2005). Sugerimos por isso, que sempre   que possível os estudos prevejam pelo menos duas recolhas: entre os 20 e os 40 minutos após a competição. </font></p> </font>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esta   pesquisa teve por objetivo efetuar uma revisão sistemática atualizada acerca da   resposta das hormonas esteroides cortisol e testosterona em atletas sujeitos a <i>stresse   </i>competitivo. Verificamos que, de uma forma geral, as modalidades coletivas   futebol, basquetebol, hóquei e rugby, reúnem um maior número de publicações   recentes. Também o género masculino é mais estudado, quando comparado com o   número de estudos recentes que incluem ou estudam isoladamente o género   feminino. Destaca-se a homogeneidade da metodologia utilizada no que se refere   ao controlo do ciclo circadiano das hormonas nos momentos pré e pós   competitivos. Todavia, nem sempre são considerados ou pelos menos descritos, os   critérios de controlo de variáveis que possam afetar o registo dos indicadores hormonais, nomeadamente a existência de feedbacks motivacionais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Relativamente   aos resultados encontrados é consensual o efeito de diversos fatores associados   ao contexto competitivo na concentração de cortisol e de testosterona, em ambos   os géneros. De facto, a resposta hormonal e psicológica para além de dependente   do sexo parece estar associada à experiência e ao nível competitivo do atleta,   sendo este último um aspeto essencial a explorar em estudos futuros. Para além   disso, o resultado da competição parece afetar positivamente ou negativamente   (ganhar e perder, respetivamente) o estado psicológico, com evidente efeito na   resposta endócrina de ambas as hormonas estudadas. Contudo, num próximo estudo   deverá ser aprofundado o efeito concreto na qualidade do desempenho individual   do atleta (sobretudo no contexto dos desportos coletivos) e conhecer a cinética   da resposta endócrina num contexto que agregue vários momentos competitivos ao   longo de um determinando período, como sejam os campeonatos ou torneios com fases de grupos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste   sentido, mais estudos de carácter psicofisiológico serão necessários para   esclarecer o impacto real da carga de treino assim como a aplicabilidade de   biomarcadores hormonais na prevenção da fadiga extrema e da saúde dos atletas.   De facto, não é conhecido o efeito crónico do treino e da competição em atletas   de elevado nível desportivo na sua resposta da hormonal perante o <i>stresse</i> competitivo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Aguilar, R.,   Jiménez, M., &amp; Alvero-Cruz, J. R. (2013). Testosterone,   cortisol and anxiety in elite field hockey players. <i>Physiology &amp; Behavior</i>, <i>119</i>, 38–42. <a href="http://doi.org/10.1016/j.physbeh.2013.05.043" target="_blank">http://doi.org/10.1016/j.physbeh.2013.05.043</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=352268&pid=S1646-107X201500040001600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Aizawa, K., Nakahori, C., Akimoto,   T., Kimura, F., Hayashi, K., Kono, I., &amp; Mesaki, N. (2006). Changes   of pituitary, adrenal and gonadal hormones during competition among female   soccer players. <i>The Journal of Sports Medicine and Physical Fitness</i>, <i>46</i>(2), 322–327.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=352269&pid=S1646-107X201500040001600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Arruda, A. F. S., Aoki, M. S., Freitas, C.   G., Drago, G., Oliveira, R., Crewther, B. T., &amp; Moreira, A. (2014).   Influence of competition playing venue on the hormonal responses, state anxiety   and perception of effort in elite basketball athletes. <i>Physiology &amp; Behavior</i>, <i>130</i>, 1–5. <a href="http://doi.org/10.1016/j.physbeh.2014.03.007" target="_blank">http://doi.org/10.1016/j.physbeh.2014.03.007</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=352271&pid=S1646-107X201500040001600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Balthazar, C. H., Garcia, M. C., &amp;   Spadari-Bratfisch, R. C. (2012). Salivary concentrations of cortisol and   testosterone and prediction of performance in a professional triathlon   competition. <i>Stress (Amsterdam, Netherlands)</i>, <i>15</i>(5), 495–502. <a href="http://doi.org/10.3109/10253890.2011.642033" target="_blank">http://doi.org/10.3109/10253890.2011.642033</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=352272&pid=S1646-107X201500040001600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Bateup, H. S., Booth, A., Shirtcliff, E.   A., &amp; Granger, D. A. (2002). Testosterone, cortisol, and women’s   competition. <i>Evolution and Human Behavior</i>, <i>23</i>(3), 181–192. <a href="http://doi.org/10.1016/S1090-5138(01)00100-3" target="_blank">http://doi.org/10.1016/S1090-5138(01)00100-3</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=352273&pid=S1646-107X201500040001600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Carré, J., Muir, C., Belanger, J., &amp;   Putnam, S. K. (2006). Pre-competition hormonal and psychological   levels of elite hockey players: relationship to the «home advantage». <i>Physiology &amp;   Behavior</i>, <i>89</i>(3), 392–398. <a href="http://doi.org/10.1016/j.physbeh.2006.07.011" target="_blank">http://doi.org/10.1016/j.physbeh.2006.07.011</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=352274&pid=S1646-107X201500040001600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Casanova, N., Palmeira-de-Oliveira, A.,   Pereira, A., Crisóstomo, L. D., Travassos, B., &amp; Costa, A. M. (2015). Cortisol,   testosterone and mood state variation during an official female football   competition. <i>The Journal of Sports Medicine and Physical Fitness</i>, <i>[Epub ahead of print]</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=352275&pid=S1646-107X201500040001600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Chichinadze, K., &amp; Chichinadze, N.   (2008). Stress-induced increase of testosterone: contributions of social status   and sympathetic reactivity. <i>Physiology &amp; Behavior</i>, <i>94</i>(4), 595–603. <a href="http://doi.org/10.1016/j.physbeh.2008.03.020" target="_blank">http://doi.org/10.1016/j.physbeh.2008.03.020</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=352277&pid=S1646-107X201500040001600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Choi, J. C., Min, S., Kim, Y. K., Choi,   J.-H., Seo, S. M., &amp; Chang, S.-J. (2013). Changes in pain perception and   hormones pre- and post-kumdo competition. <i>Hormones and Behavior</i>, <i>64</i>(4), 618–623. <a href="http://doi.org/10.1016/j.yhbeh.2013.08.013" target="_blank">http://doi.org/10.1016/j.yhbeh.2013.08.013</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=352278&pid=S1646-107X201500040001600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Constantini, N. W., Dubnov, G., &amp;   Lebrun, C. M. (2005). The menstrual cycle and sport performance. <i>Clinics in     Sports Medicine</i>, <i>24</i>(2), e51–82, xiii–xiv. <a href="http://doi.org/10.1016/j.csm.2005.01.003" target="_blank">http://doi.org/10.1016/j.csm.2005.01.003</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=352279&pid=S1646-107X201500040001600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Cook, C. J., &amp; Crewther, B. T. (2012).   The effects of different pre-game motivational interventions on athlete free   hormonal state and subsequent performance in professional rugby union matches. <i>Physiology   &amp; Behavior</i>, <i>106</i>(5), 683–688. <a href="http://doi.org/10.1016/j.physbeh.2012.05.009" target="_blank">http://doi.org/10.1016/j.physbeh.2012.05.009</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=352280&pid=S1646-107X201500040001600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Crewther, B. T., Al-Dujaili, E., Smail, N.   F., Anastasova, S., Kilduff, L. P., &amp; Cook, C. J. (2013). Monitoring   salivary testosterone and cortisol concentrations across an international   sports competition: data comparison using two enzyme immunoassays and two sample   preparations. <i>Clinical Biochemistry</i>, <i>46</i>(4–5), 354–358. <a href="http://doi.org/10.1016/j.clinbiochem.2012.11.019" target="_blank">http://doi.org/10.1016/j.clinbiochem.2012.11.019</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=352281&pid=S1646-107X201500040001600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Edwards, D. A., Wetzel, K., &amp; Wyner,   D. R. (2006). Intercollegiate soccer: saliva cortisol and testosterone are   elevated during competition, and testosterone is related to status and social   connectedness with team mates. <i>Physiology &amp; Behavior</i>, <i>87</i>(1), 135–143. <a href="http://doi.org/10.1016/j.physbeh.2005.09.007" target="_blank">http://doi.org/10.1016/j.physbeh.2005.09.007</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=352282&pid=S1646-107X201500040001600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Georgopoulos, N. A., Rottstein, L.,   Tsekouras, A., Theodoropoulou, A., Koukkou, E., Mylonas, P., … Markou, K. B.   (2011). Abolished circadian rhythm of salivary cortisol in elite artistic   gymnasts. <i>Steroids</i>, <i>76</i>(4), 353–357. <a href="http://doi.org/10.1016/j.steroids.2010.10.013" target="_blank">http://doi.org/10.1016/j.steroids.2010.10.013</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=352283&pid=S1646-107X201500040001600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Gleeson, M. (2002). Biochemical and   immunological markers of over-training. <i>Journal of Sports Science &amp; Medicine</i>, <i>1</i>(2), 31–41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=352284&pid=S1646-107X201500040001600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Hellhammer, D. H., Wüst, S., &amp;   Kudielka, B. M. (2009). Salivary cortisol as a biomarker in stress research. <i>Psychoneuroendocrinology</i>, <i>34</i>(2), 163–171. <a href="http://doi.org/10.1016/j.psyneuen.2008.10.026" target="_blank">http://doi.org/10.1016/j.psyneuen.2008.10.026</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=352286&pid=S1646-107X201500040001600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Jiménez, M., Aguilar, R., &amp;   Alvero-Cruz, J. R. (2012). Effects of victory and defeat on   testosterone and cortisol response to competition: evidence for same response   patterns in men and women. <i>Psychoneuroendocrinology</i>, <i>37</i>(9), 1577–1581. <a href="http://doi.org/10.1016/j.psyneuen.2012.02.011" target="_blank">http://doi.org/10.1016/j.psyneuen.2012.02.011</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=352287&pid=S1646-107X201500040001600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Kivlighan, K. T., Granger, D. A., &amp;   Booth, A. (2005). Gender differences in testosterone and cortisol response to   competition. <i>Psychoneuroendocrinology</i>, <i>30</i>(1), 58–71. <a href="http://doi.org/10.1016/j.psyneuen.2004.05.009" target="_blank">http://doi.org/10.1016/j.psyneuen.2004.05.009</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=352288&pid=S1646-107X201500040001600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Le Panse, B., Labsy, Z., Baillot, A.,   Vibarel-Rebot, N., Parage, G., Albrings, D., … Collomp, K. (2012). Changes in   steroid hormones during an international powerlifting competition. <i>Steroids</i>, <i>77</i>(13), 1339–1344. <a href="http://doi.org/10.1016/j.steroids.2012.07.015" target="_blank">http://doi.org/10.1016/j.steroids.2012.07.015</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=352289&pid=S1646-107X201500040001600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Le Panse, B., Vibarel-Rebot, N., Parage,   G., Albrings, D., Amiot, V., De Ceaurriz, J., &amp; Collomp, K. (2010).   Cortisol, DHEA, and testosterone concentrations in saliva in response to an   international powerlifting competition. <i>Stress (Amsterdam, Netherlands)</i>, <i>13</i>(6), 528–532. <a href="http://doi.org/10.3109/10253891003743440" target="_blank">http://doi.org/10.3109/10253891003743440</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=352290&pid=S1646-107X201500040001600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Li, C.-Y., Hsu, G.-S., Suzuki, K., Ko,   M.-H., &amp; Fang, S.-H. (2015). Salivary Immuno Factors, Cortisol and   Testosterone Responses in Athletes of a Competitive 5,000 m Race. <i>The     Chinese Journal of Physiology</i>, <i>58</i>(4), 263–269. <a href="http://doi.org/10.4077/CJP.2015.BAE367" target="_blank">http://doi.org/10.4077/CJP.2015.BAE367</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=352291&pid=S1646-107X201500040001600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Mazur, A. (1985). A Biosocial Model of   Status in Face-to-Face Primate Groups. <i>Social Forces</i>, <i>64</i>(2), 377–402. <a href="http://doi.org/10.2307/2578647" target="_blank">http://doi.org/10.2307/2578647</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=352292&pid=S1646-107X201500040001600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">McLellan, C. P., Lovell, D. I., &amp;   Gass, G. C. (2010). Creatine kinase and endocrine responses of elite players   pre, during, and post rugby league match play. <i>Journal of Strength and     Conditioning Research / National Strength &amp; Conditioning Association</i>, <i>24</i>(11), 2908–2919. <a href="http://doi.org/10.1519/JSC.0b013e3181c1fcb1" target="_blank">http://doi.org/10.1519/JSC.0b013e3181c1fcb1</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=352293&pid=S1646-107X201500040001600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Mehta, P. H., &amp; Josephs, R. A. (2006).   Testosterone change after losing predicts the decision to compete again. <i>Hormones     and Behavior</i>, <i>50</i>(5), 684–692. <a href="http://doi.org/10.1016/j.yhbeh.2006.07.001" target="_blank">http://doi.org/10.1016/j.yhbeh.2006.07.001</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=352294&pid=S1646-107X201500040001600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Oliveira, T., Gouveia, M. J., &amp;   Oliveira, R. F. (2009). Testosterone responsiveness to winning and losing   experiences in female soccer players. <i>Psychoneuroendocrinology</i>, <i>34</i>(7), 1056–1064. <a href="http://doi.org/10.1016/j.psyneuen.2009.02.006" target="_blank">http://doi.org/10.1016/j.psyneuen.2009.02.006</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=352295&pid=S1646-107X201500040001600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Papacosta, E., &amp; Nassis, G. P. (2011).   Saliva   as a tool for monitoring steroid, peptide and immune markers in sport and   exercise science. <i>Journal of Science and Medicine in Sport</i>, <i>14</i>(5), 424–434. <a href="http://doi.org/10.1016/j.jsams.2011.03.004" target="_blank">http://doi.org/10.1016/j.jsams.2011.03.004</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=352296&pid=S1646-107X201500040001600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Salvador, A. (2005). Coping with   competitive situations in humans. <i>Neuroscience and Biobehavioral Reviews</i>, <i>29</i>(1), 195–205. <a href="http://doi.org/10.1016/j.neubiorev.2004.07.004" target="_blank">http://doi.org/10.1016/j.neubiorev.2004.07.004</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=352297&pid=S1646-107X201500040001600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Salvador, A., &amp; Costa, R. (2009).   Coping with competition: neuroendocrine responses and cognitive variables. <i>Neuroscience and Biobehavioral Reviews</i>, <i>33</i>(2), 160–170. <a href="http://doi.org/10.1016/j.neubiorev.2008.09.005" target="_blank">http://doi.org/10.1016/j.neubiorev.2008.09.005</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=352298&pid=S1646-107X201500040001600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Salvador, A., Suay, F., González-Bono, E.,   &amp; Serrano, M. A. (2003). Anticipatory cortisol, testosterone and   psychological responses to judo competition in young men. <i>Psychoneuroendocrinology</i>, <i>28</i>(3), 364–375. <a href="http://doi.org/10.1016/S0306-4530(02)00028-8" target="_blank">http://doi.org/10.1016/S0306-4530(02)00028-8</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=352299&pid=S1646-107X201500040001600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Santos, P. B. dos, Machado, T. do A.,   Osiecki, A. C. V., Góes, S. M., Leite, N., &amp; Stefanello, J. M. F. (2014). A   necessidade de parâmetros referenciais de cortisol em atletas: Uma revisão   sistemática. <i>Motricidade</i>, <i>10</i>(1), 107–125. <a href="http://doi.org/10.6063/motricidade.10(1).2610" target="_blank">http://doi.org/10.6063/motricidade.10(1).2610</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=352300&pid=S1646-107X201500040001600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Sedghroohi, G., Ravasi, A. A., Gaeini, A.   A., &amp; Fayazmilani, R. (2011). The effect of win or loss on serum   testosterone and cortisol hormones in female basketball players. <i>World Journal of Sport Sciences</i>, <i>5</i>(4), 276–281.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=352301&pid=S1646-107X201500040001600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Shirakawa, T., Mitome, M., &amp; Oguchi,   H. (2004). Circadian rhythms of S-IgA and cortisol in whole saliva   —Compensatory mechanism of oral immune system for nocturnal fall of saliva   secretion—. <i>Pediatric     Dental Journal</i>, <i>14</i>(1), 115–120. <a href="http://doi.org/10.1016/S0917-2394(04)70017-8" target="_blank">http://doi.org/10.1016/S0917-2394(04)70017-8</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=352303&pid=S1646-107X201500040001600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">van der Meij, L., Buunk, A. P., Almela,   M., &amp; Salvador, A. (2010). 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<body><![CDATA[<br> </b>Nada a declarar</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Artigo   recebido a 22.12.2014; Aceite a 30.10.2015 </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#topo">*</a><i><a name="end" id="end"></a>Autor correspondente</i>: Universidade da Beira Interior, Rua   Marqu&ecirc;s D&acute;&Aacute;vila e Bolama, 6200-001 Covilh&atilde;<i>; E-mail</i>: <a href="mailto:amcosta@ubi.pt">amcosta@ubi.pt</a></font></p>      ]]></body><back>
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