<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1646-107X</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Motricidade]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Motri.]]></abbrev-journal-title>
<issn>1646-107X</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Edições Desafio Singular]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1646-107X2016000200008</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.6063/motricidade.7178</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Atrasos motores em crianças desfavorecidas socioeconomicamente: Um olhar Bioecológico]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Motor delays in socioeconomically disadvantaged children: A Bioecological look]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nobre]]></surname>
<given-names><![CDATA[Francisco Salviano Sales]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bandeira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Paulo Felipe Ribeiro]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Valentini]]></surname>
<given-names><![CDATA[Nadia Cristina]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Departamento de Educação Física ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Grupo de Estudos em Desenvolvimento Motor e Saúde da Criança & do Adolescente  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A03">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal do Rio Grande do Sul Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<volume>12</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>59</fpage>
<lpage>69</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-107X2016000200008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-107X2016000200008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-107X2016000200008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Apoiado no Modelo Bioecológico, o objetivo do estudo foi investigar como os processos proximais eram conduzidos para desenvolver as habilidades motoras fundamentais nos microssistemas escola e projetos sociais esportivos e, verificar se a competência motora das crianças nessas habilidades motoras direcionava seu engajamento em outros contextos (intercâmbio social). Crianças do Ensino Fundamental I de um município localizado no Semiárido do Brasil foram avaliadas através do Test of Gross Motor Development-2. A investigação do contexto de desenvolvimento e dos processos proximais realizou-se por meio de observação assistemática não participante e entrevistas a professores de educação física em diferentes escolas e comunidades. As entrevistas foram analisadas mediante o uso do Discurso do Sujeito Coletivo. Os resultados evidenciam uma prevalência de 100 % de atrasos motores; desempenhos mais pobres foram evidenciados por meninas e em crianças não assistidas por programas sociais esportivos. A carência de aulas de educação física na escola e de propostas pedagógicas para promover o desenvolvimento de habilidades motoras foi observada no contexto, contribuindo para os atrasos detetados. Os microssistemas escolas e programas sociais são influenciados pela omissão do poder público (exo e macrosistemas), repercutindo no desempenho das crianças investigadas.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Supported on the bioecological model, the aim of this study was to investigate how the proximal processes to develop the fundamental motor skills in the microsystems of schools and sport social programs were conducted; and, if children’ motor competency in those motor skills would guide their engagement in other contexts (community and social activities exchanges).Elementary school’ children from a Brazilian’ semiarid were assessed using the Test of Gross Motor Development-2. The investigations of the developmental context as well as the proximal process were conducted throughout non-participant and non-systematic observations and interviews with the physical education teachers from different schools and communities. The interviews were analyzed using the collective subject discourse. The results showed prevalence of 100% of motor delays; poorer performance was observed among girls and children that did not attended to social sport programs. The lack of physical education classes and pedagogical program to promote the development of motor skills were context observed, possibly contributing to the detected delays. The Microsystems schools and social programs are influenced by the omission of the public administration (exo e macro systems) reflecting in children performance.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Ambiente Sociocultural]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Desenvolvimento Infantil]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Proficiência Motora]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Modelo Bioecológico]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Cultural Characteristics]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Child Development]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Motor Skills]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Bioecological Model]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font size="2" face="verdana">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Atrasos   motores em crianças desfavorecidas socioeconomicamente. Um olhar   Bioecológico</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Motor delays   in socioeconomically disadvantaged children: A Bioecological look</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="verdana">Francisco Salviano Sales   Nobre<sup>1,2</sup>; Paulo Felipe Ribeiro Bandeira<sup>3,<a name="topo"></a><a href="#end">*</a></sup>; Nadia Cristina Valentini<sup>3</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>1</sup><i> Departamento de Educação Física - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – IFCE    <br> </i></font><font size="2" face="verdana"><i><sup>2</sup> Grupo de Estudos em Desenvolvimento Motor e Saúde da Criança &amp; do Adolescente    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> </i></font><font size="2" face="verdana"><i><sup>3</sup>Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança, Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Apoiado no Modelo   Bioecológico, o objetivo do estudo foi investigar como os processos proximais   eram conduzidos para desenvolver as habilidades motoras fundamentais nos   microssistemas escola e projetos sociais esportivos e, verificar se a   competência motora das crianças nessas habilidades motoras direcionava seu   engajamento em outros contextos (intercâmbio social). Crianças do Ensino   Fundamental I de um município localizado no Semiárido do Brasil foram avaliadas   através do Test of Gross Motor Development-2. A investigação do contexto de   desenvolvimento e dos processos proximais realizou-se por meio de observação   assistemática não participante e entrevistas a professores de educação física   em diferentes escolas e comunidades. As entrevistas foram analisadas mediante o   uso do Discurso do Sujeito Coletivo. Os resultados evidenciam uma prevalência   de 100 % de atrasos motores; desempenhos mais pobres foram evidenciados por   meninas e em crianças não assistidas por programas sociais esportivos. A   carência de aulas de educação física na escola e de propostas pedagógicas para   promover o desenvolvimento de habilidades motoras foi observada no contexto,   contribuindo para os atrasos detetados. Os microssistemas escolas e programas   sociais são influenciados pela omissão do poder público (exo e macrosistemas), repercutindo no desempenho das crianças investigadas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><i><b>Palavras-chaves</b></i><b>:</b> Ambiente Sociocultural; Desenvolvimento Infantil; Proficiência Motora; Modelo Bioecológico.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Supported on the   bioecological model, the aim of this study was to investigate how the proximal   processes to develop the fundamental motor skills in the microsystems of   schools and sport social programs were conducted; and, if children’ motor   competency in those motor skills would guide their engagement in other contexts   (community and social activities exchanges).Elementary school’ children from a   Brazilian’ semiarid were assessed using the Test of Gross Motor Development-2.   The investigations of the developmental context as well as the proximal process   were conducted throughout non-participant and non-systematic observations and   interviews with the physical education teachers from different schools and   communities. The interviews were analyzed using the collective subject   discourse. The results showed prevalence of 100% of motor delays; poorer   performance was observed among girls and children that did not attended to   social sport programs. The lack of physical education classes and pedagogical   program to promote the development of motor skills were context observed,   possibly contributing to the detected delays. The Microsystems schools and   social programs are influenced by the omission of the public administration (exo e macro systems) reflecting in children performance.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><i><b>Keywords</b></i><b>:</b> Cultural Characteristics; Child Development; Motor Skills; Bioecological Model.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>INTRODUÇÃO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Estudiosos contextualistas do desenvolvimento humano defendem que as   condições socioeconômicas e o bairro em que a criança se desenvolve estão entre   os principais fatores impactantes no seu desenvolvimento, não sendo, porém, a   condição socioeconômica em si que interfere neste processo, mas seus fatores   associados que determinam principalmente as oportunidades que são ofertadas no   contexto (Papalia, Olds, &amp; Feldman, 2006). Isso parece ser particularmente   verdadeiro para o domínio do desenvolvimento motor onde estudos têm evidenciado   prevalência de atrasos motores em crianças que vivem em comunidades   desfavorecidas socioeconomicamente (Booth et al., 1999; Cohen, Morgan,   Plotnikoff, Callister, &amp; Lubans, 2014; Costa, Nobre, Nobre, &amp; Valentini, 2014; Spessato, Gabbard, Valentini, &amp; Rudisill, 2013). </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Estabelecer uma relação de causa e efeito entre o desenvolvimento motor   e o ambiente socioeconômico de escolares parece ser algo que deva ser evitado.   Sobre o assunto Bronfenbrenner (2005) adverte que vincular uma característica   desenvolvimental da pessoa a um único ambiente em que ela se desenvolve é um   equívoco, ao que ele denominou de trabalhos de endereçamento social. É   necessário considerar a rede social formada por diferentes ambientes em que a   criança permeia, para entender o comprometimento do desenvolvimento de recursos   pessoais específicos. Assim por exemplo, uma criança pode não estar tendo   oportunidade para desenvolver habilidades motoras em um contexto, mas pode   estar tendo em outro. Ademais, avaliar como tais oportunidades para promover o   desenvolvimento motor são conduzidas é imperativo, o que talvez possa explicar,   por exemplo, o porquê da prevalência de atrasos motores que tem sido   identificada até mesmo em crianças assistidas por projetos sociais esportivos (Goodway, Robinson, &amp; Crowe, 2010).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Gabbard e Krebs (2012) afirmam que não há como compreender o   desenvolvimento sem considerar a relação que se estabelece entre indivíduo e   contexto e, sugeriram que a teoria bioecológica do desenvolvimento humano de Bronfenbrenner   poderia fornecer um aporte metodológico para explicar determinados fenômenos   relacionados à área. Na teoria bioecológica o desenvolvimento humano é   explicado a partir dos seus quatro pilares: aPessoa, o Processo, o Contexto e o   Tempo (Modelo PPCT). O <i>Processo </i>é o constructo central do modelo e diz   respeito à relação bidirecional que se estabelece entre o indivíduo e o (s)   ambiente (s) imediato (s) que a pessoa se desenvolve ao longo do tempo. A forma   como o indivíduo explora seu ambiente físico e os objetos e símbolos nele   presentes, bem como a forma como experiência suas relações sociais com   indivíduos mais experientes, explica porque os <i>processos proximais </i>são   considerados os mecanismos fundamentais para o desenvolvimento humano.   Entretanto, Bronfenbrenner &amp; Morris (2006) advertem que o <i>processo</i> varia consideravelmente de acordo com as características da pessoa, dos contextos e do tempo em que os processos proximais ocorrem. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No Modelo PPCT, os ambientes imediatos que a criança participa ativamente   são os microssistemas (ex: escola, projetos sociais esportivos – PSE,   comunidade); a rede social formada entre os microssistemas é definida como   mesossistema; os ambientes remotos que apesar de a criança não participar   ativamente, tem seu desenvolvimento afetado pelas decisões que ocorrem neles   chama-se exossistema (ex: secretaria de educação, secretarias de esporte,   etc.). O contexto maior, definido como macrossistema é formado pelos   microssistemas, mesossistemas, exossistemas característicos de uma cultura ou   subcultura; e revela o sistema de crenças, recursos, estruturas, riscos,   oportunidades, intercâmbios sociais, estilos e opções de vida compartilhada por   um grupo. O que ocorre no(s) exossistema(s) ou microssistema(s) pode ser influenciado por esse contexto maior (Bronfenbrenner &amp; Morris, 2006).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Bronfenbrenner e Morris (2007) sugerem que particularmente três   características da pessoa podem afetar o desenvolvimento humano: os recursos   (habilidades, experiências e conhecimento) necessários para o funcionamento   eficaz dos processos proximais; as disposições (característica motivacional)   que podem colocar os processos proximais em movimento em um domínio de   desenvolvimento particular e sustentar o seu funcionamento, e a demanda   (característica que convida ou desencoraja reações da pessoa em seu ambiente   social) que pode favorecer ou prejudicar o funcionamento dos processos   proximais. Essas características interagem entre si atuando na força e direção dos processos proximais (Bronfenbrenner &amp; Morris, 2007).  </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Mediante o modelo bioecológico pode-se inferir então, que as habilidades   motoras fundamentais se mostram como uma consequência de como os processos   proximais são conduzidos nos diferentes microssistemas responsáveis por   promover este recurso pessoal e, que sendo a relação entre indivíduo e contexto   bidirecional, é provável que os atrasos motores em escolares possam inibir a   ação dos mesmos em outros contextos que requeira proficiência em habilidades   motoras. Esta hipótese é pertinente, visto que as habilidades motoras   fundamentais são consideradas pré-requisitos para habilidades motoras   especializadas que são empregadas nos esportes, jogos, danças, ginásticas e   outras atividades da cultura corporal (Barnett, Beurden, Morgan, Brooks, &amp; Beard, 2009).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Apesar da importância dos estudos que alertam para o fato de que a   prevalência de atrasos motores ocorre principalmente em crianças desfavorecidas   socioeconomicamente (Booth et al., 1999; Cohen et al., 2014; Costa et al.,   2014; Spessato et al., 2013), cabe ressaltar que esses estudos não avançaram   para além da descrição do fenômeno, havendo assim a necessidade de procurar   explicar por que o mesmo acontece. Assim, atendendo as sugestões propostas por   Gabbard e Krebs (2012), apoiado na teoria bioecológica, este trabalho objetivou   investigar os processos proximais para o desenvolvimento de habilidades motoras   fundamentais de crianças de ambos os sexos nos microssistemas escola e projetos   sociais esportivos e, verificar se a competência motora das crianças nessas   habilidades motoras afetava sua participação em atividades esportivas em outros contextos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Baseado no modelo bioecológico (Bronfenbrenner &amp; Morris, 2007) e   estudos prévios (Spessato et. al. 2012; Goodway et al., 2010), o presente   estudo considerou as seguintes hipóteses: a) de forma geral, crianças   desfavorecidas socioeconomicamente apresentariam atrasos motores, inclusive   aquelas assistidas por PSE; b) tais atrasos seriam mais pronunciados em   crianças do gênero feminino; c) tais atrasos seriam influenciados por contextos   imediatos (microssistemas) e remotos (exossistema e macrossistema); d) as   habilidades motoras fundamentais das crianças impactam no intercâmbio social das mesmas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>MÉTODO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Neste estudo, de delineamento pessoa-processo-contexto-tempo, o pesquisador   investiga informações sistemáticas em três domínios específicos: (1) o   contexto, no qual o desenvolvimento ocorre, (2) as características pessoais,   biológicas ou psicológicas das pessoas presentes nesse contexto, (3) o   processo, através do qual o desenvolvimento é manifestado, e sua associação com   o tempo cronológico e sócio-histórico. Além disso, o pesquisador está   preocupado com os efeitos bidirecionais entre a pessoa e o contexto (Bronfenbrenner, 2005, p. 77).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Contexto e Participantes</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A Região Nordeste do Brasil é considerada a mais desfavorecida   socioeconomicamente do País. O Semiárido Nordestino, que corresponde a quase   90% dessa Região é onde concentra os maiores índices de pobreza. O estudo foi   realizado em um município localizado na Região Sertão Central do Ceará, Brasil,   onde dos 80604 habitantes, 71.3 % residem na zona urbana. A administração   pública juntamente com o comércio e o setor de serviços responde por 81.6 % dos   empregos formais. Destaca-se que 27.9% da população economicamente ativa   apresenta rendimento domiciliar <i>per capita</i> mensal entre ½ e 1 salário   mínimo, 55.1 % menos de ½ salário mínimo e 20.83 % apresentam renda de até   R$70.00, o que os classificam como extremamente pobres (Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará [IPECE], 2011).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No momento da pesquisa 2067 crianças frequentavam o Ensino Fundamental I   (EFI) da rede urbana. Dessas, participaram da pesquisa por voluntariado66   crianças, 37 meninos (8.04±0.94 anos) e 29 meninas (8.05±0.77 anos) tiveram as   habilidades motoras fundamentais avaliada. As crianças eram oriundas de 6   escolas de dois bairros classificados como em situação de risco social e não   apresentavam histórico de deficiência sensório-motora ou de incapacidade   física. A utilização de uma região específica justifica-se pelo fato de que no   Modelo Bioecológico o pesquisador precisa inserir-se na comunidade para   investigar como ocorre os processos proximais para promover o desenvolvimento infantil.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Oito professores de educação física – EF (6 homens e 1 mulher)   forneceram informações sobre como os processos proximais operavam nos   microssistemas. Crianças e seus representantes legais, bem como os professores   de EF assinaram o termo de consentimento informado. Esta pesquisa foi aprovada   pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Processo nº 1986.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Instrumentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><i>Habilidades motoras Fundamentais</i></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Foi utilizado o Teste Gross Motor Development 2 – TGMD-2 (Ulrich, 2000)   validado para população brasileira por Valentini (2012). O TGMD-2 é composto   por duas subescalas, habilidades de locomoção e de controlo de objeto e foi   projetado para medir elementos critério de desempenho nas habilidades motoras   básicas em crianças de 3 a10 anos. O teste inclui 12 itens: seis habilidades   locomotoras - HLOC (correr, galope, salto com um pé, salto passada, salto   horizontal, e corrida horizontal) e seis habilidades de controlo de objetos HCO   (quicar a bola, rebater, pegar, chutar, arremesso por cima e arremesso por   baixo). Cada habilidade é avaliada para a presença ou ausência de 3 a 5   critérios de desempenho. O participante recebe um 1 se demonstrar o   comportamento ou 0 se não realizar. A pontuação é somada para cada habilidade   específica e em todas as 12 habilidades, criando um escore bruto para as sub-escalas   de habilidades de locomoção e controlo de objeto. A soma dos critérios   observados para cada subescala compreende a pontuação total em escores brutos (0-48 pontos). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><i>Entrevistas:</i></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O procedimento de entrevista se baseou na analise do Discurso do Sujeito   Coletivo – DSC (Lefèvre &amp; Lefèvre, 2005). O DSC diz respeito a uma proposta   metodológica de organização e tabulação de dados qualitativos de natureza   verbal fazendo uso das figuras metodológicas: Expressões-Chaves – ECH (trechos   ou transcrições literais do discurso que revelam a essência do depoimento);   Idéias Centrais - IC (expressão linguística que descreve de maneira mais   sintética o sentido de cada um dos discursos); e, Ancoragens – AC (manifestação   linguística explícita de uma dada teoria, ideologia ou crença que o   entrevistado professa). As entrevistas foram conduzidas na comunidade com o uso   de um gravador digital de voz DVR – (2926. S Powerpack®), para posterior transcrição.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Procedimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As avaliações das habilidades motoras fundamentais foram conduzidas por   dois professores treinados, no ginásio de esportes da comunidade, as crianças   eram avaliadas em duplas, os testes tinham uma duração média de 20 minutos por dupla.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para investigar como os processos proximais promoviam a proficiência   motora nos microssistemas, bem como ocorria as interconexões com o exo e o   macrossistema, o pesquisador se inseriu ecologicamente na comunidade   (Cecconello &amp; Koller, 2003) permanecendo na mesma durante 6 meses e, se   valendo de observação assistemática não participante (Rudio, 1978). Por fim, o   tempo foi analisado de dois modos: o tempo cronológico que orienta as   expectativas para o nível de proficiência motora desejada para a faixa etária   na qual as crianças se encontravam e, o tempo sócio-histórico que envolve as ações   favorecedoras ou inibidoras para o desenvolvimento das habilidades motoras fundamentais.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Análise estatística</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Medidas de tendência central e dispersão foram utilizadas para descrever   as características de proficiência motora das crianças. O teste Shapiro Wilk   foi utilizado para testar a normalidade dos dados. Visto que os dados tinham   distribuição simétrica optou-se porestatística inferencial por meio do Teste t   de Student para comparar o desempenho motor entre meninos e meninas e entre   participantes e não participantes de projetos sociais.ANOVA (análise de   variância) foi utilizada para comparar o desempenho motor de meninos e meninas.   O tamanho do efeito para as comparações resultantes do teste “t” foi estimado através do valor do “d” de Cohen.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="verdana">RESULTADOS</font></b></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Desempenho motor:</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">No geral as crianças de ambos os sexos obtiveram pontuação média   inferior a 25 pontos para habilidades de locomoção (HLoc) e abaixo de 30 pontos   para habilidades de controle de objeto (HCo), o que conforme Ulrich (2000) os   classificam abaixo do percentil 5, ou seja, com 100 % de atrasos motores. A   <a href="/img/revistas/mot/v12n2/12n2a08t1.jpg">Tabela 1</a> evidencia respectivamente o desempenho em HLoc e HCoentre os sexos,   mostrando a inexistência de diferenças significativas entre os sexos para o   desempenho em HLoc(p = 0,71) e HCo (0,052). Entretanto, os meninos apresentaram diferenças significativas para as HCo de chutar e arremessar.  </font></p>     
<p><font size="2" face="verdana">Evidências científicas sugerem que projetos sociais com foco no esporte   podem exercer um importante papel sobre o desenvolvimento motor de escolares (Goodway et al., 2010).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A <a href="/img/revistas/mot/v12n2/12n2a08t2.jpg">Tabela 2</a> descreve as características de desempenho motor de escolares assistidos e não assistidos por projetos sociais esportivos (PSE).</font></p>     
<p><font size="2" face="verdana">Pode-se constatar na <a href="/img/revistas/mot/v12n2/12n2a08t2.jpg">Tabela 2</a> que apesar de todas as crianças do estudo   apresentarem prevalência de atrasos motores, seus efeitos são menos nocivos   entre aquelas assistidas por PSE. A <a href="/img/revistas/mot/v12n2/12n2a08t2.jpg">tabela 2</a> revela assim, que em relação às   HLocos meninos e meninas assistidos por PSE apresentaram diferenças   significativas em relação aos seus pares não assistidos para habilidades de   galopar, saltar com um pé, salto horizontal e corrida lateral. Nas HCo os   meninos assistidos por PSE demonstraram diferença significativa em relação aos   não assistidos apenas para habilidade de rolar a bola e, as meninas assistidas   quando comparadas as não assistidas demonstraram diferenças significativa para o desempenho das habilidades de rebater e quicar a bola.</font></p>     
<p><font size="2" face="verdana"><b>Sobre os processos proximais no microssistema escola:</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O estudo observacional permitiu constatar que as aulas de educação   física no Ensino Fundamental I (EFI) aconteciam apenas em algumas escolas   conforme o interesse dos gestores escolares. Ao questionar os professores sobre esse assunto verificou-se discursos divergentes. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">DSC 1.1</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">IC: A falta de persistência temporal nas aulas de EF não favorece a proficiência motora.</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="verdana">Do segundo ao     quinto ano eles já passam ter aulas com professores de educação física. O     município também disponibilizou 10 monitores para que pudessem estar     trabalhando com essas crianças. Foi feito um convênio com a faculdade daqui     para que os alunos do 5º e 6 º semestre possam fazer estágio. No entanto, nós     temos um déficit nas nossas aulas de educação física porque trabalhamos apenas     uma aula por semana. </font></p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">DSC 1.2.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">IC: a Lei e a vontade política não garantem o exercício do PEF no EFI.</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="verdana">A Educação Física     na sua Lei 9394/96, fala da obrigatoriedade da nossa disciplina no âmbito     escolar, mas infelizmente, a educação física fica desnorteada em relação a esse     compromisso. Aqui na cidade nós só temos aula para crianças de 3 a 10 anos nos     colégios particulares. Eu ando nas aulas e acompanho uma pequena tortura, onde     as polivalentes se sentem despreparadas. Elas falam que viram apenas na grade     curricular uma disciplina voltada para recreação e lazer. Quando os alunos     chegam ao Ensino Fundamental II, eles têm uma dificuldade imensa de girar,     saltar..., e isso foi prejudicado por falta de orientação do profissional de     educação física nas séries iniciais.</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="verdana">Ao perguntar sobre os conteúdos que eram explorados nas as aulas de   educação física e sobre as condições de materiais disponibilizados, o DSC 2.1   denunciou uma falta de recursos materiais que dessem suporte à ação pedagógica   do professor. De forma mais comprometedora ainda, o DSC 2.1 revela a   inexistência de uma proposta didática pedagógica para promover a proficiência motora das crianças.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">DSC 2.1. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">IC: os conteúdos das aulas se restringem aos jogos e atividades recreativas e os recursos materiais são escassos.</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="verdana">No Ensino     Fundamental I onde eu atuo, como os recursos são pouquíssimos, as aulas são     desenvolvidas em forma de brincadeiras, jogos recreativos, jogos de rua, jogos     populares e jogos cooperativos, ocorrendo uma vez por semana durante trinta     minutos, o que é insuficiente. Eu pude observar que em algumas escolas o     professor polivalente deixa a criança a vontade. Eles ficam só sentados e os     meninos ficam na sala de aula brincando. Quanto aos materiais, eu posso dizer     que praticamente não tem material pra gente trabalhar. Se quiser eu mostro, eu     abro o armário. </font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Sobre os processos proximais no microssistema PSE:</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">A pesquisa observacional permitiu constatar a existência de três PSE nos   dois bairros aonde residiam as crianças participantes deste estudo. Porém, nem   um desses vinculados ao Ministério da Educação ou Esporte. Desses três PSE,   dois faziam uso de práticas motoras na sua proposta educacional. Em ambos os projetos   era rara a participação de crianças com idade entre 7 e 10 anos em práticas motoras orientadas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Constatou-se por meio do estudo observacional que em um dos PSE havia   pedagogos e professores de EF, porém, as práticas motoras orientadas estavam   restritas a jogos cooperativos e esportes, mais especificamente futebol e   natação. No outro PSE, além da carência de pessoas com qualificação   profissional para exercer as atividades docentes verificou-se uma segregação de   gênero para algumas atividades. As meninas praticavam basicamente dança.   Algumas delas praticavam capoeira e natação. Entre os meninos, além da natação e da capoeira, a única atividade esportiva ofertada era o futebol.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Sobre a relação bidirecional criança-contexto</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Quando indagados sobre como as crianças promoviam seu o intercâmbio   social por meio de atividades da cultura corporal, o DSC 3.1 aponta para a   falta de compromisso do poder público em utilizar as atividades lúdicas e/ou   esportivas como um fator de intercâmbio social e, que as atividades só oportunizam crianças com melhores níveis de proficiência motora.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">DSC 3.1 dos Professores de Educação Física: </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">AC: o intercâmbio social por meio de práticas motoras   só ocorre por iniciativa isolada dos professores e contempla apenas os mais habilidosos.</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="verdana">Nós tivemos aqui     no ano passado alguns jogos que a gente fazia convite e havia um intercambio de     um bairro para outro. Mas, o que eu observei e o que eu observo, é que para     essa faixa etária de 7 a 10 anos, nós estamos a quem do que realmente acontecesse     na comunidade e, na cidade como um todo. Existem os jogos, as olimpíadas     escolares que são organizadas pelo governo federal; o governo estadual organiza     a parte que cabe ao estado, e o município deveria organizar a parte que cabe ao     município.</font></p> </blockquote>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>DISCUSSÃO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Os atrasos motores detetados nesta pesquisa ratificam a hipótese “a”,   evidenciando que crianças desfavorecidas economicamente têm o desenvolvimento   de suas habilidades motoras fundamentais comprometido (Goodway et al., 2010) e,   respaldando os resultados de estudos prévios (Booth et al., 1999; Cohen et al.,   2014; Costa et al., 2014; Spessato et al., 2013). Resultados conflituosos com a   literatura somente fora observado para a inexistência de diferenças   significativas no escore bruto total de HCo entre os sexos, negando segunda   hipótese deste estudo. De forma geral, estudos tem demonstrado que os meninos   apresentam diferenças significativas no desempenho de HCo quando comparado as   meninas (Goodway et al., 2010; Spessato et al., 2013). Diferenças   significativas entre os sexos somente fora observado para as habilidades de   chutar e arremessar, alinhando-se ao que também fora identificado em escolares   portugueses (Afonso et al., 2009) e espanhóis (Mesa, Estrada, Prado, &amp;   González, 2009). Esses resultados ratificam as influências culturais que   oferecem mais oportunidades aos meninos em atividades que requerem essas habilidades.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As diferenças significativas entre crianças assistidas e não assistidas   por PSE apenas para o escore bruto total de HLoc podem ser justificadas pelas   atividades desenvolvidas nos PSE que exploravam prioritariamente práticas   motoras que requeriam mais essas habilidades (dança e capoeira).Diferenças   significativas para HCo de rolar a favor dos meninos assistidos e de quicar e   rebater a favor das meninas assistidas, não podem ser explicadas pelos   processos proximais desencadeados no mesossistema escola e PSE, visto que em   ambos microssistemas não era dada às crianças as oportunidades nas atividades   que desenvolvessem tais habilidades. Assim é possível que estas habilidades   possam está sendo desenvolvidas em outro microssistema não tenha sido investigado neste estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Visto que a única atividade esportiva que envolvia HCo era o futebol,   causa estranheza o fato da inexistência de diferenças significativas na   habilidade de chutar entre meninos assistidos e não assistidos por PSE, o que   sugere pouca eficiência desse microssistema para desenvolver as habilidades   motoras relacionadas ao futebol. No geral, os resultados deste trabalho atestam   que as habilidades motoras fundamentais das crianças do Semiárido não estão   sendo desenvolvidas nem na escola e nem nos PSE, corroborando com o estudo de   Goodway et al., (2010) a qual sugere a necessidade de mudanças nas propostas   pedagógicas adotadas nos PSE para que os mesmos possam compensar os atrasos   motores infantis. Esta sugestão parece pertinente, visto que os PSE no Brasil   têm recebido do poder público federal mais recursos do que o que é repassado para EF escolar (Mendes &amp; Azevêdo, 2010).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Esta afirmativa encontra apoio nos DSC 1.1 que revela que quando as   crianças tinham aulas de EF, essas ocorriam dentro de um cronossistema que não   possibilitava incitar os processos proximais (Bronfenbrenner &amp; Morris,   2006). O DSC 1.2 mostra o sistema aninhado de ambientes (Bronfenbrenner &amp;   Morris, 2006), aonde o que vem ocorrer no microssistema escola é influenciado   pelas decisões que são tomadas no exossistema (Prefeitura/Secretaria de   Educação), confirmando a terceira hipótese deste estudo. Por sua vez, esta   desarticulação entre o exo e o microssistema é influenciada pelo macrossistema   que determina as Leis para o funcionamento EF escolar. Apesar do inciso 3º do   Art. 26 da Lei 9.394/96 de Diretrizes e Bases da Educação – LDB –determinar   que: “a educação física, integrada à proposta pedagógica da escola, é   componente curricular obrigatório da educação básica (...)” (Brasil LDB, 2010,   p. 3), a Lei não estabelece o numero de aulas de EF para cada ciclo de ensino.   Ainda, amparado nas brechas da Lei, Resolução do Conselho de Educação do Ceará   (CEC) 412/200624 diz que as aulas de educação física no Ensino Fundamental I   (EFI) deve estar justificada no projeto político pedagógico da escola, ser atribuição da professora polivalente e ministrada na forma de recreação.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Conforme Bronfenbrenner e Morris (2006), uma legislação diz respeito a   um macrossistema, que por sua vez interfere nas ações dos exossistemas e microssistemas.   De fato, se a obrigatoriedade das aulas de EF no EFI estiverem associadas aos   interesses da proposta pedagógica da escola, tem-se que o exossistema   (Secretaria de Educação Municipal) não garante que os alunos do 1º ao 5º ano   venham ter acesso às aulas de EF como evidenciado no DSC 1.2. Ou seja, a   disciplina existe apenas para efeitos legais. Problema este que se reproduz em outras regiões do país (Spessato et al., 2013).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ainda, verifica-se neste estudo que o macrossistema interfere   negativamente na forma como os processos proximais são operados no   microssistema. Quando a Lei estabelece que as aulas devam ser realizadas na   forma de recreação, tem-se ratificado o descompromisso da escola em desenvolver   as habilidades motoras fundamentais nas crianças. Pesquisas sugerem que jogar   por jogar, ainda que em um ambiente enriquecido por recursos materiais, não   garante a proficiência motora, sendo crucial a mediação do professor neste processo (Palma, Pereira, &amp; Valentini, 2009).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ainda sobre como as características pessoais afetam o contexto, o DSC   3.1 revela que apenas as crianças com melhor proficiência motora tinham   oportunidades de intercâmbio social por meio de práticas esportivas,   ratificando a quarta hipótese levantada neste trabalho. Fica explícito que a   proficiência motora da criança orienta suas metas e disposições e provoca a   demanda dos seus pares afetando as metas, valores, e expectativas que têm em   relação a ela (Bronfenbrenner &amp; Morris, 2006). Crianças habilidosas   apresentam este recurso como um facilitador da interação, pois têm mais   oportunidades para liderar, particularmente nas atividades em que suas   habilidades superiores se mostrem resolutivas (Miyabayashi &amp; Pimentel, 2011).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Reivindicar políticas públicas para implementar programas que desenvolvam   a proficiência motora nas escolas e em ambientes comunitários durante a   infância é essencial (Barnett et al., 2009). Todavia, os processos proximais   serão tão mais positivos conforme o valor significativo que o tipo de   habilidade represente para a sociedade, visto que depende claramente de suas   crenças e metas (Gaspari et al., 2006). Pais e professores estarão mais   propensos a equipar as crianças com aqueles tipos de habilidades que julguem   ser mais essenciais para elas (Tudge et al., 1999). Assim, parece ser   importante um investimento em campanhas publicitárias que esclareça a sociedade   sobre a importância no desenvolvimento de habilidades motoras fundamentais,   alertando para o fato de que o não desenvolvimento de tais habilidades na   infância pode acarretar em um problema de saúde pública em fases posteriores do desenvolvimento (Barnett et al., 2009).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>CONCLUS&Atilde;O</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Ao centramos nossa atenção neste estudo para como os processos proximais   eram desencadeados e sustentados no mesossistema (escola e projetos sociais   esportivos) para desenvolver um recurso pessoal (habilidades motoras   fundamentais) essencial na infância, e verificarmos como tal recurso pessoal   interfere na forma como as crianças agem em outros contextos (intercâmbio   social) rompemos com uma visão unidirecional de desenvolvimento no qual o   contexto direciona o desenvolvimento da criança. Apoiados no modelo   bioecológico, explicitamos neste estudo que as características da pessoa tanto são produto como produtoras do desenvolvimento.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O foco nos recursos pessoais da proficiência motora permitiu constatar   que as habilidades motoras fundamentais das crianças são influenciadas por   diferentes contextos (micro-meso-exo e macrossistema), ao passo que tais   recursos pessoais canalizam a ação das crianças em diferentes microssistemas. O   modelo bioecológico permitiu constatar que as características pessoais da   criança repercutem então na forma pela qual o contexto é experienciado por ela, bem como sobre os tipos de contextos para os quais ela é direcionada </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Por fim, ao considerarmos o Tempo sócio-histórico no Modelo PPCT é   possível constatar que a prevalência de atrasos motores nas crianças não ocorre   num vácuo. A falta de condições de trabalho dos professores de educação física   no Brasil carrega consigo raízes históricas. O que ocorre com a educação física   é um reflexo do que acontece na educação pública como um todo. Particularmente   ao que interessa neste estudo que era explicar por que tais atrasos motores   ocorrem em populações empobrecidas, o estudo sugere que soluções para o   problema são possíveis a curto e longo prazo. A curto prazo é essencial alterar   a legislação de modo que faça com que o desenvolvimento das habilidades motoras   fundamentais seja uma prioridade nos ciclos iniciais de ensino e que a longo   prazo, uma verticalização curricular e capacitação docente é imperativo neste   processo. Ademais, este estudo evidenciou que o modelo bioecológico se mostra   como um excelente recurso metodológico para explicar determinados fenômenos   relacionados ao desenvolvimento motor, sugerindo o uso do mesmo para explicar o porquê dos atrasos motores em outras culturas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>REFERÊNCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">Afonso, G. H., Freitas, D. H., Carmo, J. M., Lefèvre, J. A., Almeida, M.   J., Lopes, V. P., … Maia, J. (2009). Desempenho motor. Um estudo normativo e   criterial em crianças da Região Autónoma da Madeira, Portugal. <i>Revista Portuguesa de Ciências do Desporto</i>, <i>9</i>(2–3), 160–174.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=354482&pid=S1646-107X201600020000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">Barnett, L. M., Beurden, E. van, Morgan, P. J., Brooks, L. O., &amp;   Beard, J. R. (2009). Childhood Motor Skill Proficiency as a Predictor of Adolescent Physical Activity. <i>Journal of Adolescent Health</i>, <i>44</i>(3), 252–259. <a target="_blank" href="http://doi.org/10.1016/j.jadohealth.2008.07.004">http://doi.org/10.1016/j.jadohealth.2008.07.004</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=354484&pid=S1646-107X201600020000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">Booth, M. L., Okely, T., McLellan, L., Phongsavan, P., Macaskill, P.,   Patterson, J., … Holland, B. (1999). Mastery of fundamental motor skills among   new south wales school students: Prevalence and sociodemographic distribution. <i>Journal of Science and Medicine in Sport</i>, <i>2</i>(2), 93–105. <a target="_blank" href="http://doi.org/10.1016/S1440-2440(99)80189-3">http://doi.org/10.1016/S1440-2440(99)80189-3</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=354485&pid=S1646-107X201600020000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">Brasil LDB. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Pub. L. No.   9.394, de 20 de dezembro de 1996 que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. 5<sup>a</sup> ed (2010).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=354486&pid=S1646-107X201600020000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">Bronfenbrenner, U. (Ed.). (2005). <i>Making human beings human:   Bioecological perspectives on human development</i>. Thousand Oaks, CA: SagePublications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=354488&pid=S1646-107X201600020000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">Bronfenbrenner, U., &amp; Morris, P. (2006). The bioecological model of   human development. Em R. M. Lerner (Ed.), <i>Handbook of Child Psychology</i>   (6.<sup>a</sup> ed., Vol. 1 Theoretical Models of Human Development, pp. 793–828). NY: John Wiley &amp; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=354490&pid=S1646-107X201600020000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">Cecconello, A. M., &amp; Koller, S. H. (2003). Ecological insertion in   community: a methodological proposal for studying families under risk   situation. <i>Psicologia: Reflexão     e Crítica</i>, <i>16</i>(3), 515–524. <a target="_blank" href="http://doi.org/10.1590/S0102-79722003000300010">http://doi.org/10.1590/S0102-79722003000300010</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=354492&pid=S1646-107X201600020000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">Cohen, K. E., Morgan, P. J., Plotnikoff, R. C., Callister, R., &amp;   Lubans, D. R. (2014). Fundamental movement skills and physical activity among   children living in low-income communities: a cross-sectional study. <i>International Journal of Behavioral Nutrition and Physical Activity</i>, <i>11</i>(49), 1–9. <a target="_blank" href="http://doi.org/10.1186/1479-5868-11-49">http://doi.org/10.1186/1479-5868-11-49</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=354493&pid=S1646-107X201600020000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">Conselho de Educação do Ceará (CEC). (2006). Resolução 412/2006. Obtido 12 de Julho de 2014, de <a target="_blank" href="http://www.cee.ce.gov.br/phocadownload/resolucoes/RES-0412-2006.pdf">http://www.cee.ce.gov.br/phocadownload/resolucoes/RES-0412-2006.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=354494&pid=S1646-107X201600020000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">Costa, C. L. A., Nobre, G. C., Nobre, F. S. S., &amp; Valentini, N. C.   (2014). Efeito de um programa de intervenção motora sobre o desenvolvimento   motor de crianças em situação de risco social na região do Cariri-Ceará. <i>Journal of Physical Education</i>, <i>25</i>(3), 353–364. <a target="_blank" href="http://doi.org/10.4025/reveducfis.v25i3.21968">http://doi.org/10.4025/reveducfis.v25i3.21968</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=354495&pid=S1646-107X201600020000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">Gabbard, C., &amp; Krebs, R. (2012). Studying Environmental Influence on Motor Development in Children. <i>Physical Educator</i>, <i>69</i>(2), 136–149.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=354496&pid=S1646-107X201600020000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">Gaspari, T., Souza Junior, O., Maciel, V., Impolcetto, F. M., Venâncio,   L., Rosário, L. F., &amp; Darido, S. C. (2006). A realidade dos professores de   Educação Física na escola: suas dificuldades e sugestões. <i>Revista Mineira de educação física</i>, <i>14</i>(1), 109–137.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=354498&pid=S1646-107X201600020000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">Goodway, J. D., Robinson, L. E., &amp; Crowe, H. (2010). Gender   differences in fundamental motor skill development in disadvantaged   preschoolers from two geographical regions. <i>Research Quarterly for Exercise and     Sport</i>, <i>81</i>(1), 17–24. <a target="_blank" href="http://doi.org/10.1080/02701367.2010.10599624">http://doi.org/10.1080/02701367.2010.10599624</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=354500&pid=S1646-107X201600020000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (IPECE). (2011).   Ceará em mapas: informações georreferenciadas e especializadas para os 184 municípios cearenses. Obtido 20 de Março de 2013, de <a target="_blank" href="http://www2.ipece.ce.gov.br/atlas/capitulo1/11.htm">http://www2.ipece.ce.gov.br/atlas/capitulo1/11.htm</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=354501&pid=S1646-107X201600020000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">Lefèvre, F., &amp; Lefèvre, A. M. C. (2005). <i>O discurso do sujeito coletivo: um   novo enfoque em pesquisa qualitativa (desdobramentos)</i> (2.<sup>a</sup> ed.). Caxias do Sul, RS: Educs.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=354502&pid=S1646-107X201600020000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Mendes, A. D., &amp; Azevêdo, P. H. (2010). Políticas públicas de   esporte e lazer &amp;amp; políticas públicas educacionais: promoção da educação   física dentro e fora da escola ou dois pesos e duas medidas? <i>Revista Brasileira de Ciências do Esporte</i>, <i>32</i>(1), 127–142. <a target="_blank" href="http://doi.org/10.1590/S0101-32892010000400009">http://doi.org/10.1590/S0101-32892010000400009</a></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">Mesa, C. G. G., Estrada, J. A. C., Prado, J. L., &amp; González, C. R.   (2009). Disponibilidad de las habilidades motrices em escolares de 4 a 14 años.   Aplicabilidaddeltest de desarrollo motor grueso de Ulrich. <i>Aula Abierta</i>, <i>37</i>(2), 19 – 28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=354505&pid=S1646-107X201600020000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">Miyabayashi, L. A., &amp; Pimentel, G. G. A. (2011). Interações sociais   e proficiência motora em escoares do ensino fundamental. <i>Revista Brasileira de Educação Física e Esporte</i>, <i>25</i>(4), 649 – 663.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=354507&pid=S1646-107X201600020000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">Palma, M. S., Pereira, B., &amp; Valentini, N. C. (2009). Jogo com   orientação: uma proposta metodológica para a educação física pré-escolar - DOI:   10.4025/reveducfis.v20i4.7014. <i>Journal of Physical Education</i>, <i>20</i>(4), 529–541. <a target="_blank" href="http://doi.org/10.4025/reveducfisv20n4p529-541">http://doi.org/10.4025/reveducfisv20n4p529-541</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=354509&pid=S1646-107X201600020000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">Papalia, D. E., Olds, S. W., &amp; Feldman, R. D. (2006). <i>Desenvolvimento Humano</i> (8.<sup>a</sup> ed.). Porto Alegre: ARTMED.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=354510&pid=S1646-107X201600020000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">Rudio, F. C. (1978). <i>Introdução ao projeto de pesquisa científica</i>. Petrópolis: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=354512&pid=S1646-107X201600020000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">Spessato, B. C., Gabbard, C., Valentini, N., &amp; Rudisill, M. (2013). Gender   differences in Brazilian children’s fundamental movement skill performance. <i>Early Child Development and Care</i>, <i>183</i>(7), 916–923. <a target="_blank" href="http://doi.org/10.1080/03004430.2012.689761">http://doi.org/10.1080/03004430.2012.689761</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=354514&pid=S1646-107X201600020000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">Tudge, J., Doucet, F., Odero, D., Tammeveski, P., Lee, S., Meltsas, M.,   &amp; Kulakova, N. (1999). Desenvolvimento infantil em contexto cultural: o   impacto do engajamento de pré-escolares em atividades do cotidiano familiar. <i>Interfaces</i>, <i>2</i>(1), 23–32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=354515&pid=S1646-107X201600020000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">Ulrich, D. A. (2000). <i>TGMD 2 – Test of gross motor development examinar’smanual</i> (2.<sup>a</sup> ed.). Austin, Texas: Pro-Ed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=354517&pid=S1646-107X201600020000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">Valentini, N. C. (2012). Validity and Reliability of the TGMD-2 for Brazilian Children. <i>Journal of Motor Behavior</i>, <i>44</i>(4), 275–280. <a target="_blank" href="http://doi.org/10.1080/00222895.2012.700967">http://doi.org/10.1080/00222895.2012.700967</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=354519&pid=S1646-107X201600020000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Agradecimentos:    <br> </b></font><font size="2" face="verdana">Nossos agradecimentos in memoriam ao Prof. Dr. Ruy   Jornada Krebs pelas relevantes contribuições prestadas nas discussões sobre a   Teoria Bioecológica do Desenvolvimento Humano durante a elaboração do projeto de pesquisa que deu origem a este trabalho.    <br> </font><font size="2" face="verdana"><b>Conflito de Interesses:    <br> </b></font><font size="2" face="verdana">Nada a declarar.    <br> </font><font size="2" face="verdana"><b>Financiamento:    <br> </b></font><font size="2" face="verdana">Esse trabalho contou com apoio financeiro   da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal Docente (CAPES) por meio da   concessão de bolsa em nível de doutorado e de apoio financeiro do Ministério da   Educação/Sesu em atendimento ao Edital PROEXT nº 4/2011 e do Conselho Nacional   de Desenvolvimento Científico e Tecnológico-CNPq pela concessão de bolsa em nível de Doutorado Acadêmico.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Artigo recebido a 22.07.2015; Aceite a 03.02.2016 </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><a name="end"></a><a href="#topo">*</a><i> Autor correspondente</i>: Universidade Federal do Rio Grande do   Sul &ndash; UFRGS, Grupo de Avalia&ccedil;&atilde;o e Interven&ccedil;&otilde;es Motora &ndash; GAIM, Rua Felizardo,750, Jardim Bot&acirc;nico, Lapex &ndash; Sala 206 <i>E-mail</i>: <a href="mailto:paulo.felipe@ufrgs.br">paulo.felipe@ufrgs.br</a></font></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Afonso]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Freitas]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carmo]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lefèvre]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lopes]]></surname>
<given-names><![CDATA[V. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Maia]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Desempenho motor: Um estudo normativo e criterial em crianças da Região Autónoma da Madeira, Portugal]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Portuguesa de Ciências do Desporto]]></source>
<year>2009</year>
<volume>9</volume>
<numero>2-3</numero>
<issue>2-3</issue>
<page-range>160-174</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Barnett]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Beurden]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. van]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Morgan]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brooks]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. O.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Beard]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Childhood Motor Skill Proficiency as a Predictor of Adolescent Physical Activity]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Adolescent Health]]></source>
<year>2009</year>
<volume>44</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>252-259</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Booth]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Okely]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McLellan]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Phongsavan]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Macaskill]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Patterson]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Holland]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Mastery of fundamental motor skills among new south wales school students: Prevalence and sociodemographic distribution]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Science and Medicine in Sport]]></source>
<year>1999</year>
<volume>2</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>93-105</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>Brasil LDB</collab>
<source><![CDATA[Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Pub. L. No. 9.394, de 20 de dezembro de 1996 que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional]]></source>
<year>2010</year>
<edition>5</edition>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bronfenbrenner]]></surname>
<given-names><![CDATA[U.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Making human beings human: Bioecological perspectives on human development]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[Thousand Oaks^eCA CA]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[SagePublications]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bronfenbrenner]]></surname>
<given-names><![CDATA[U.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Morris]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The bioecological model of human development]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Lerner]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Handbook of Child Psychology]]></source>
<year>2006</year>
<volume>1</volume>
<edition>6</edition>
<page-range>793-828</page-range><publisher-loc><![CDATA[NY ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[John Wiley & Sons]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cecconello]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Koller]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Ecological insertion in community: a methodological proposal for studying families under risk situation]]></article-title>
<source><![CDATA[Psicologia: Reflexão e Crítica]]></source>
<year>2003</year>
<volume>16</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>515-524</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cohen]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Morgan]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Plotnikoff]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Callister]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lubans]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Fundamental movement skills and physical activity among children living in low-income communities: a cross-sectional study]]></article-title>
<source><![CDATA[International Journal of Behavioral Nutrition and Physical Activity]]></source>
<year>2014</year>
<volume>11</volume>
<numero>49</numero>
<issue>49</issue>
<page-range>1-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>Conselho de Educação do Ceará</collab>
<source><![CDATA[Resolução 412/2006]]></source>
<year>2006</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. L. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nobre]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nobre]]></surname>
<given-names><![CDATA[F. S. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Valentini]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Efeito de um programa de intervenção motora sobre o desenvolvimento motor de crianças em situação de risco social na região do Cariri-Ceará]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Physical Education]]></source>
<year>2014</year>
<volume>25</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>353-364</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gabbard]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Krebs]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Studying Environmental Influence on Motor Development in Children]]></article-title>
<source><![CDATA[Physical Educator]]></source>
<year>2012</year>
<volume>69</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>136-149</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gaspari]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Souza Junior]]></surname>
<given-names><![CDATA[O.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Maciel]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Impolcetto]]></surname>
<given-names><![CDATA[F. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Venâncio]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rosário]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Darido]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A realidade dos professores de Educação Física na escola: suas dificuldades e sugestões]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Mineira de educação física]]></source>
<year>2006</year>
<volume>14</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>109-137</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Goodway]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Robinson]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Crowe]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Gender differences in fundamental motor skill development in disadvantaged preschoolers from two geographical regions]]></article-title>
<source><![CDATA[Research Quarterly for Exercise and Sport]]></source>
<year>2010</year>
<volume>81</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>17-24</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará</collab>
<source><![CDATA[Ceará em mapas: informações georreferenciadas e especializadas para os 184 municípios cearenses]]></source>
<year>2011</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lefèvre]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lefèvre]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. M. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O discurso do sujeito coletivo: um novo enfoque em pesquisa qualitativa (desdobramentos)]]></source>
<year>2005</year>
<edition>2</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Caxias do Sul^eRS RS]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Educs]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mendes]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Azevêdo]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Políticas públicas de esporte e lazer & políticas públicas educacionais: promoção da educação física dentro e fora da escola ou dois pesos e duas medidas?]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Brasileira de Ciências do Esporte]]></source>
<year>2010</year>
<volume>32</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>127-142</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mesa]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. G. G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Estrada]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. A. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Prado]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[González]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Disponibilidad de las habilidades motrices em escolares de 4 a 14 años: Aplicabilidaddeltest de desarrollo motor grueso de Ulrich]]></article-title>
<source><![CDATA[Aula Abierta]]></source>
<year>2009</year>
<volume>37</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>19 - 28</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Miyabayashi]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pimentel]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. G. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Interações sociais e proficiência motora em escoares do ensino fundamental]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Brasileira de Educação Física e Esporte]]></source>
<year>2011</year>
<volume>25</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>649 - 663</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Palma]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Valentini]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Jogo com orientação: uma proposta metodológica para a educação física pré-escolar]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Physical Education]]></source>
<year>2009</year>
<volume>20</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>529-541</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Papalia]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Olds]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Feldman]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Desenvolvimento Humano]]></source>
<year>2006</year>
<edition>8</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Porto Alegre ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[ARTMED]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rudio]]></surname>
<given-names><![CDATA[F. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Introdução ao projeto de pesquisa científica]]></source>
<year>1978</year>
<publisher-loc><![CDATA[Petrópolis ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Vozes]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Spessato]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gabbard]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Valentini]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rudisill]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Gender differences in Brazilian children’s fundamental movement skill performance]]></article-title>
<source><![CDATA[Early Child Development and Care]]></source>
<year>2013</year>
<volume>183</volume>
<numero>7</numero>
<issue>7</issue>
<page-range>916-923</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tudge]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Doucet]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Odero]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tammeveski]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lee]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Meltsas]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kulakova]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Desenvolvimento infantil em contexto cultural: o impacto do engajamento de pré-escolares em atividades do cotidiano familiar]]></article-title>
<source><![CDATA[Interfaces]]></source>
<year>1999</year>
<volume>2</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>23-32</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ulrich]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[TGMD 2: Test of gross motor development examinar’smanual]]></source>
<year>2000</year>
<edition>2</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Austin^eTexas Texas]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Pro-Ed]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Valentini]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Validity and Reliability of the TGMD-2 for Brazilian Children]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Motor Behavior]]></source>
<year>2012</year>
<volume>44</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>275-280</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
