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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study investigated the soccer players’ decision-making of kicking using different ball trajectories and different foot-ball contact surfaces. Soccer kick events from 12 games of an amateur Colombian championship were selected and analysed using TACTO software. Participants included 150 male players aged between 17-38 years possessing at least 7 years of experience. The spatiotemporal variables considered were: the angle of the kick, the distance between the attacker and the defender (interpersonal) and between the defender and the goal (extra personal), and also the velocity and variability of each variable. The analysis included rectilinear and parabolic ball trajectories shots, and inside of the foot and instep kicks. The results revealed that the choice of kicking using a rectilinear or parabolic trajectory was influenced by the angle of the kick and the interpersonal distance. Inside of the foot or instep kicks were chosen depending on the variability of the extra personal distance. The findings highlight that the choice of kicking using different ball trajectories and different parts of the foot is influenced by spatial interactions between players.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font size="2" face="verdana">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Constrangimentos   espácio-temporais sobre a tomada de decisão do tipo de remate na grande área do   futebol</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Life   Spatiotemporal constraints on the decision-making of type of kick in the soccer   goal area</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="verdana">Fabian Alberto Romero   Clavijo<sup>1,<a name="topo"></a><a href="#end">*</a></sup>; Renata Alvares Denardi<sup>1</sup>; Bruno Travassos<sup>2,3</sup>; Umberto Cesar Corrêa<sup>1</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>1</sup><i> Laboratório de Comportamento Motor, Escola de Educação Física e Esporte, Universidade de São Paulo, USP, </i></font><font size="2" face="verdana"><i>São Paulo, Brasil    <br> </i></font><font size="2" face="verdana"><i><sup>2</sup> Departamento de Ciências do Desporto, Universidade de Beira Interior, Covilhã, Portugal    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> </i></font><font size="2" face="verdana"><i><sup>3 </sup>CIDESD – Centro de   Investigação em Desporto, Saúde e Desenvolvimento Humano, CreativeLab, Vila Real, Portugal</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O presente estudo   investigou a tomada de decisão da trajetória da bola e da superfície de contato   do pé com a bola no remate do futebol. Foram filmados 12 jogos de futebol de um   campeonato amador na Colômbia. Participaram no estudo 150 jogadores do sexo   masculino, com idade entre 17 e 38 anos, e experiência de prática neste esporte   de, no mínimo, 7 anos. As imagens capturadas foram analisadas através do <i>software</i> TACTO, e as variáveis espácio-temporais consideradas para análise foram as   seguintes: I) ângulo de remate; II) distância entre o atacante e o defensor   (interpessoal), III) distância entre o defensor e a baliza (extrapessoal); IV)   velocidade e variabilidade de cada uma dessas medidas. Essas variáveis foram   analisadas em relação a situações de remates com trajetórias retilíneas e   parabólicas da bola, assim como, com a parte interna e peito do pé. Os   resultados revelaram que a escolha da trajetória da bola foi influenciada pelas   variáveis ângulo de remate e distância interpessoal. Além disso, a escolha da   superfície de contato foi influenciada pela variabilidade da distância   extrapessoal. Concluiu-se que as escolhas da trajetória da bola e da superfície   de contato do remate são influenciadas pela interação espacial entre os jogadores.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><i><b>Palavras-chave</b></i><b>:</b> tomada de decisão, futebol, dinâmica ecológica, remate.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">This study   investigated the soccer players’ decision-making of kicking using different   ball trajectories and different foot-ball contact surfaces. Soccer kick events   from 12 games of an amateur Colombian championship were selected and analysed   using TACTO <i>software.</i> Participants included 150 male players aged   between 17-38 years possessing at least 7 years of experience. The   spatiotemporal variables considered were: the angle of the kick, the distance   between the attacker and the defender (interpersonal) and between the defender   and the goal (extra personal), and also the velocity and variability of each   variable. The analysis included rectilinear and parabolic ball trajectories   shots, and inside of the foot and instep kicks. The results revealed that the   choice of kicking using a rectilinear or parabolic trajectory was influenced by   the angle of the kick and the interpersonal distance. Inside of the foot or   instep kicks were chosen depending on the variability of the extra personal   distance. The findings highlight that the choice of kicking using different   ball trajectories and different parts of the foot is influenced by spatial interactions between players.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><i><b>Keywords</b></i><b>:</b> decision-making, soccer, ecological dynamic, kick.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>INTRODUÇÃO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Nos últimos anos, um número considerável de pesquisas tem investigado os   processos de tomada de decisão em modalidades esportivas coletivas de modo a   obter uma melhor compreensão sobre os constrangimentos informacionais nas   decisões dos jogadores (Corrêa, Davids, Silva, Denardi, &amp; Tani, 2014;   Corrêa, Vilar, Davids, &amp; Renshaw, 2014; Correia et al., 2012; Vilar,   Araújo, Davids, Correia, &amp; Esteves, 2013). De uma forma geral, em   modalidades coletivas, a tomada de decisão pode ser definida como a escolha de   uma determinada ação de entre várias possibilidades (Bar-Eli &amp; Raab, 2006).   A tomada de decisão está relacionada à adaptação das ações dos indivíduos às   constantes mudanças que ocorrem no jogo com alto grau de imprevisibilidade (Davids, 2009).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">De entre as distintas perspectivas teóricas que permitem explicar o   comportamento dos jogadores em contextos desportivos, recentemente vários   estudos têm sido realizados em uma escala ecológica de análise, ou seja,   considerando as decisões nos contextos em que elas ocorrem (Vilar, Araújo,   Davids, &amp; Button, 2012). Esta perspectiva de dinâmica ecológica considera   que as decisões são tomadas com base na percepção daquilo que o ambiente de   jogo possibilita que se faça, centrando a sua atenção na identificação dos   constrangimentos informacionais (relações espácio-temporais) que guiam a   percepção e ação dos jogadores para a identificação de possibilidades de ação (Araújo, Davids, &amp; Hristovski, 2006)</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Nesse contexto, uma gama de investigações tem sido realizada considerado   variáveis físicas espácio-temporais como medidas da interação, por exemplo,   entre os jogadores é chamada de interação interpessoal e, entre jogadores e   aspectos do ambiente de jogo (e.g., a baliza, as linhas do campo) é conhecida   com interação extrapessoal, essas variáveis permitem especificar e justificar   as decisões dos jogadores e equipas (Millar, Oldham, &amp; Renshaw, 2013). Como   exemplo dessas variáveis podemos destacar a análise da variação de ângulos   entre jogadores ou entre jogadores e a baliza (Corrêa, Vilar, Davids, &amp;   Renshaw, 2012; Corrêa et al., 2014; Travassos, Araújo, Duarte, &amp; McGarry,   2012), distâncias entre jogadores (Duarte, Freire, Gazimba, &amp; Araújo, 2010;   Vilar et al., 2013) ou velocidades relativas entre jogadores (Duarte et al.,   2010; Vilar, Araújo, Davids, &amp; Button, 2012). Assume-se, também, que   valores específicos dessas variáveis atuam como parâmetros de controle sobre a tomada de decisão.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Tomando por base a perspectiva da dinâmica ecológica, boa parte dos   estudos tem sido focada principalmente em uma classe de esportes caracterizada   pela interação e distribuição dos participantes dentro de um espaço comum, os   esportes de invasão. Por exemplo, verificam-se estudos realizados com   basquetebol (Esteves, de Oliveira, &amp; Araújo, 2011), rúgbi (Correia et al.,   2012; Passos, Cordovil, Fernandes, &amp; Barreiros, 2012) e futsal (Corrêa et   al., 2012, 2014; Travassos et al., 2012; Vilar et al., 2013). Especificamente,   os achados dos estudos supracitados evidenciam que as relações espaço-temporais   entre jogadores e entre esses e aspectos do campo de jogo atuam como   constrangimentos sobre a tomada de decisão de ações tais como, as   velocidades e direções de execução do<i> try, tackle,</i> passe e remate. Um   fator que chama a atenção na maioria dos citados estudos diz respeito à análise   da tomada de decisão em locais específicos e reduzidos do campo de jogo,   principalmente em lugares mais próximos onde acontecem as finalizações, e por um número reduzido de jogadores. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Apesar do número crescente de estudos sobre tomada de decisão em   esportes coletivos e mais especificamente no futebol, a compreensão sobre   grande parte dos contextos de jogo que caracterizam esta modalidade ainda se   encontra por explorar. Por exemplo, Duarte et al. (2010) analisaram a tomada de   decisão em situações 1 <i>vs</i> 1, verificando que a distância interpessoal e   a velocidade relativa entre jogadores são variáveis fundamentais para a   compreensão da tomada de decisão do drible. De modo semelhante, Headrick et al.   (2011) avaliaram qual a influência da distância à baliza na relação   interpessoal gerada entre atacante e defensor para o drible no futebol. Esses   estudos evidenciam a influência da relação entre velocidade relativa e a   distância interpessoal, assim como da distância entre os jogadores e o gol no   comportamento dos jogadores em situações de drible. A partir das evidências   apresentadas, pode-se observar que não existem na literatura estudos analisando   as variáveis espácio-temporais como informações que constrangem a ação do remate no futebol.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em líneas gerais, pode-se visualizar uma limitação dos estudos no   sentido de eles terem sido realizados em outras modalidades, outras ações de   jogo e, por meio de situações adaptadas (1 <i>vs</i> 1). Também, pese a   importância dos resultados desses estudos para o avanço do conhecimento sobre   tomada de decisão no futebol, a quantidade de investigações presentes na   literatura sobre esse tema é ainda insuficiente para generalizações. Além   disso, tomando por base o pressuposto que o êxito no jogo de futebol é   finalizar efetivamente, ou seja, marcar golo, e que devido à proximidade da   grande área com a baliza, um elevado número de golos é realizado por meio de   remates dentro deste setor específico do campo. Dessa maneira, reitera-se a   importância de analisar a tomada de decisão do remate dentro da grande área.   Face ao referido, este estudo tem como objetivo investigar relações   espácio-temporais inter e extrapessoais como constrangimentos da tomada de   decisão do remate no futebol. Especificamente, investigou-se a influência do   ângulo de remate, da distância interpessoal e da distância extrapessoal sobre   tipo de remate utilizado dentro da grande área no futebol. O tipo de remate foi   analisado em termos da trajetória da bola e da superfície de contato do pé com   a bola. Tomando por base os resultados dos estudos realizados por Corrêa et al.   (2012, 2014); Duarte et al.  (2010); e   Travassos et al. (2013), os quais encontraram que os valores dos ângulos e as   distâncias influenciam na tomada de decisão dos jogadores, nossas hipóteses   foram que os jogadores escolheriam (I) o remate retilíneo, quando os valores da   lacuna angular na baliza fossem maiores; (II) o remate parabólico, quando não   houvesse uma lacuna angular na baliza, ou ela fosse reduzida; (III) o remate   com a parte interna (“chapa”) do pé, quando as distâncias inter e extrapessoais   fossem menores; e (IV) o remate com a parte superior do pé (“peito do pé”), nas situações em que as distâncias inter e extrapessoais fossem maiores.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>MÉTODO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>Participantes</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O estudo foi realizado com 150 jogadores de futebol do sexo masculino,   com idades compreendidas entre os 17 e os 38 anos, e experiência de prática   neste esporte de, no mínimo, 7 anos. Todos os jogadores participaram do   campeonato “Hexagonal del Olaya - 55º edição”, realizado na cidade de Bogotá-   Colômbia em 2015. A coleta dos dados foi autorizada pela comissão organizadora   do evento. O presente estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Coleta de dados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A captura dos vídeos dos jogos foi realizada em 12 jogos, com duração de   90 minutos cada, por meio de duas câmeras digitais fixas (CASIO HS EX-FH100 –   10.1 megapixels) com uma frequência de 29 Hz, localizadas nas arquibancadas   lateralmente ao campo de futebol e às grandes áreas. Particularmente, foram   capturados os deslocamentos de todos os jogadores e suas respectivas ações   dentro das duas grandes áreas em jogadas que terminaram com remate. Das   sequências de jogo filmadas, foram selecionadas as 70 jogadas em que o remate foi   executado dentro da grande área. Os remates foram considerados em termos de   trajetórias: I) retilínea (n = 33), remates em que a bola manteve o contato com   o gramado do campo ao longo da trajetória; e II) parabólica (n = 37), remates   em que a bola apresentou uma trajetória aérea depois do contato com o pé do   jogador; e das superfícies de contato: I) parte interna do pé (“chapa”) (n = 18); e II) parte superior do pé (“peito do pé”) (n = 52).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Análise dos dados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Inicialmente, as imagens coletadas foram convertidas para uma frequência   de 25 Hz, sendo posteriormente digitalizadas no <i>software</i> TACTO   (Fernandes, Folgado, Duarte, &amp; Malta, 2010). Para os procedimentos de   digitalização, foi localizado o ponto entre os dois apoios (pés) de cada   jogador dentro da grande área, considerando este lugar como a projeção do   centro de gravidade sobre o chão (Duarte et al., 2010). A digitalização   consistiu em seguir com o mouse a projeção do centro de gravidade de cada   respetivo jogador sobre o chão, na imagem do vídeo em câmera lenta (frequência=   2HZ). O <i>software</i> utilizado permitiu obter as trajetórias / deslocamentos   dos jogadores em 2D, através das coordenadas <i>x</i> e <i>y</i> das posições   de cada jogador dentro da grande área. Posteriormente, foi aplicado o método de   reconstrução bidimensional por meio de transformação linear direta (2D-DLT),   que possibilita converter as coordenadas virtuais (pixels) em coordenadas reais   (metros). Para acessar ao nível de confiabilidade, realizou-se um teste de   correlação dos rastreamentos realizados duas vezes pelo mesmo avaliador. O resultado (r = 0.98) indicou alto coeficiente de correlação intra-avaliador.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para examinar a influência das relações espácio-temporais na escolha do   tipo de remate em relação à trajetória da bola e à parte do pé em contato com a bola, foram analisadas três variáveis: </font></p> <ul>       <li><font size="2" face="verdana">Ângulo de remate     (AR) (<a href="#f1">figura 1</a>a): Vetores ligando o jogador com posse de bola (vértice) com     dois componentes do jogo que geram a maior lacuna angular na baliza. Esses     componentes de ligação com o portador da bola podem ser dois jogadores rivais,     um jogador e uma trave ou as duas traves da baliza.</font></li>       <li><font size="2" face="verdana">Distância interpessoal     (DI) (<a href="#f1">figura 1</a>b): Entre o atacante com posse de bola e o seu adversário mais     próximo situado entre ele e a baliza. </font></li>       <li><font size="2" face="verdana">Distância     extrapessoal (DE) (<a href="#f1">figura 1</a>c): Entre o adversário citado no item anterior e a     linha da baliza. </font></li>     ]]></body>
<body><![CDATA[</ul>     <p><a name="f1" id="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/mot/v12n2/12n2a10f1.jpg" width="358" height="667"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">As variáveis espácio-temporais foram analisadas a partir do momento em   que o jogador fica em posse da bola (momento inicial) até o momento em que ele   realiza o remate (momento final). As três supracitadas variáveis foram também   analisadas em relação a duas taxas de mudança: velocidade e variabilidade entre   o momento inicial e o momento final. No que se refere ao AR, primeiramente cada   vetor foi obtido através da fórmula:</font></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/mot/v12n2/12n2a10e2.jpg" width="313" height="49"><font size="2" face="verdana">,</font></p>     
<p><font size="2" face="verdana">em que <i>a </i>refere-se à distância entre o ponto 1 (P1) e o ponto 2 (P2). </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em seguida, o AR foi calculado por meio de: </font></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/mot/v12n2/12n2a10e2.jpg" width="313" height="49"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">A DI foi obtida através da formula: </font></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/mot/v12n2/12n2a10e3.jpg" width="327" height="45"></p>     
<p><font size="2" face="verdana">no qual P1 se   refere à posição do atacante e P2 à do defensor. No mesmo sentido, a DE foi obtida através da fórmula: </font></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/mot/v12n2/12n2a10e4.jpg" width="322" height="50"></p>     
<p><font size="2" face="verdana">em que P1 se refere à posição do defensor e P2 à linha da baliza. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As variáveis anteriores foram também analisadas em relação à velocidade   e variabilidade existente entre os dois momentos considerados. A velocidade do   ângulo de remate e das distâncias foi calculada através da fórmula <i>v (a) =     (F – I) / t, </i>correspondendo <i>F</i> ao valor de ângulo / distância no   momento final (quando o portador de bola realiza o remate) e <i>I </i>ao valor   de ângulo / distância no momento inicial (quando o jogador fica em posse da   bola). Finalmente, a variabilidade em ambas as variáveis foi obtida por meio do   cálculo do coeficiente de variação entre os 2 momentos previamente referidos (<i>CV     (d) =  /,</i> em que <i>CV</i> é   coeficiente de variação, <i> </i>refere-se ao desvio padrão, e  é a média). </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Tratamento estatístico</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os valores iniciais e finais dos AR, das DI e das DE, bem como a   velocidade e variabilidade de cada uma das variáveis foram comparados por meio   de ANOVAs <i>one-way</i> em relação às trajetórias do remate (retilínea e   parabólica), e à superfície de contato do pé utilizada em cada remate (interna   ou peito do pé). No tratamento estatístico considerou-se o nível de   significância de <i>p</i> &#8804; 0.05, e foi utilizado o software IBM SPSS <i>statistics</i> 20.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>Trajetória da bola</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os resultados mostraram diferenças significativas entre os remates com   trajetórias retilínea e parabólica relativas ao ângulo inicial de remate (<i>F </i><sub>(1,     68) </sub>= 6.95, <i>p </i>= 0.01, &#951;<sup>2 </sup>= 0.09) e à DI   inicial (<i>F </i><sub>(1, 64) </sub>= 8.22, <i>p = </i>0.00, &#951;<sup>2 </sup>= 0.11). Conforme   ilustra a <a href="/img/revistas/mot/v12n2/12n2a10f2.jpg">Figura 2</a>, os remates com trajetória retilínea foram executados quando   os ângulos iniciais eram superiores e as distâncias interpessoais inferiores, ambos em comparação com os remates com trajetória parabólica.</font></p>     
<p><font size="2" face="verdana">Nenhuma outra diferença estatisticamente significativa foi encontrada nas demais variáveis.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Segmento corporal</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Relativamente   à parte do pé com que o remate foi realizado, os resultados mostraram   diferenças significativas na variabilidade da DE entre as situações em que o   remate foi realizado com a parte interna do pé e as situações em que o remate   foi realizado com o peito do pé (<i>F </i><sub>(1, 19) </sub>= 29.69, <i>p</i>=   0.00, &#951;<sup>2</sup>= 0.60). Conforme ilustra a <a href="/img/revistas/mot/v12n2/12n2a10f3.jpg">Figura 3</a>, os   remates com a parte interna do pé forma realizados em condições de maior   variabilidade da DE do que os remate realizados com a parte superior do pé.   Nenhuma outra diferença estatisticamente significativa foi encontrada nas demais variáveis.</font></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>DISCUSSÃO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O presente estudo verificou as relações espaciais inter e extrapessoais   como constrangimentos sobre a tomada de decisão relativa à trajetória da bola e   à superfície de contato do pé com a bola na execução do remate dentro da grande   área no futebol. Os resultados mostraram que os remates com trajetórias   retilínea e parabólica foram executados com ângulos e distâncias interpessoais   iniciais diferentes. E, os remates com as partes interna e superior do pé   tiveram diferentes variabilidades de distância extrapessoal. Esses resultados   permitem sugerir que a decisão sobre a trajetória da bola foi influenciada pelo   ângulo inicial de remate, bem como pela distância inicial entre o jogador com   posse de bola e o defensor mais próximo. Aliado a isto, os resultados também   revelaram que a variabilidade da distância extrapessoal influenciou a escolha   da superfície de contato. Especificamente, as situações em que a variabilidade   da distância extrapessoal foi elevada, os jogadores decidiram chutar com a   parte interna do pé, por outro lado, quando a variabilidade dessa medida foi menor os jogadores escolheram chutar com o peito do pé.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os resultados mostraram que os jogadores escolheram uma trajetória   retilínea nas situações em que a lacuna angular na baliza foi maior, no   entanto, quando reduzida, a trajetória foi parabólica. Por ser o ângulo de   remate uma medida pioneira deste estudo para a análise da trajetória da bola no   futebol, não existem na literatura estudos comparativos com esta variável de   análise. Ao levar em conta investigações em outros esportes que se utilizaram   dessa medida, pode-se verificar evidências que vão ao encontro dos achados do   presente estudo. Por exemplo, Corrêa et al. (2012, 2014) encontraram que a   variável ângulo proporciona informações sobre as possiblidades de passe e de   interceptação da bola, e atua como parâmetro de controle da direção e velocidade de execução do passe no futsal. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Além da lacuna angular na baliza no momento que o atacante recebeu a   bola, a distância entre o atacante e o defensor mais próximo também se apresentou   como constrangimento da trajetória da bola. Assim, no que diz respeito à   distância interpessoal inicial, nas situações em que esta variável foi maior,   os jogadores escolheram trajetórias parabólicas para o remate, o que encontra   respaldo nos achados de Travassos et al. (2012) no futsal. Esses autores   verificaram que nas situações em que o defensor estava mais afastado do   atacante, ele tinha mais tempo para interceptar a bola e, portanto, maior   possibilidade de sucesso. Desta forma, nossos achados permitem sugerir que   quando a distância interpessoal inicial foi maior, os atacantes perceberam a   possibilidade dos defensores em interceptar os remates com trajetórias   retilíneas e escolheram trajetórias parabólicas, ou seja, as decisões da   trajetória da bola estiveram influenciadas pelas possibilidades de sucesso da interceptação dos adversários.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Nossos resultados corroboram aqueles de Duarte et al. (2010) os quais   também apontaram a  variável distância   como informação relevante em que os jogadores se baseiam para escolher a   realização de ações no futebol. Especificamente, utilizando situações adaptadas   1 <i>vs </i>1 em um espaço reduzido, esses autores mostraram que a distância   entre o atacante e o defensor funcionou como constrangimentos do drible. No   presente estudo, o qual foi realizado em um ambiente real de 11 <i>vs </i>11,   foi encontrado também que os valores angulares e a variabilidade da distância entre o defensor e a baliza influenciam na tomada de decisão dos jogadores. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em relação à variabilidade da distância extrapessoal, quando esta foi   menor, os jogadores escolheram o remate retilíneo ou parabólico com a parte   superior do pé. Ao contrário disso, quando a variabilidade da distância   extrapessoal foi maior, os jogadores decidiram chutar com a parte interna do pé   independentemente da trajetória. Pensamos que o elevado nível na variabilidade   desta distância aumenta a imprevisibilidade das situações, em razão disso, os   jogadores utilizam a parte interna do pé para executar o remate, pois com esta   superfície de contato, os remates são mais seguros e precisos. No entanto, mais   evidências sobre estas variáveis são necessárias no futebol para fundamentar   essa suposição. Vale lembrar que, nos estudos de Corrêa et al. (2012, 2014),   foram encontrados resultados significativos sobre a variabilidade de uma medida   angular na tomada de decisão no futsal, sendo esta outra evidência da   importância do coeficiente de variação das medidas físicas como variável que restringe o comportamento dos jogadores nos esportes coletivos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Dentre as limitações encontradas no presente estudo, pode se destacar a   dificuldade para analisar alguns jogadores que participaram momentaneamente nas   situações escolhidas, pois em alguns momentos do período em que foram   realizados os rastreamentos, a localização destes esteve fora da área   delimitada para a análise. Por outro lado, convém ressaltar que na literatura   específica sobre a tomada de decisão da trajetória da bola e superfícies de   contato no futebol, não existem até o presente momento, evidências sobre o uso   das variáveis físicas ângulo de remate, distância entre o defensor e a baliza,   assim como a velocidade e variabilidade. Desta forma, o presente trabalho caracteriza-se como pioneiro.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os resultados do presente estudo nos permitem concluir que os jogadores   utilizam as oportunidades de ação que as relações espaciais com os outros   jogadores, a grande área e a baliza lhes oferecem, como informações relevantes   para realizar suas escolhas sobre a trajetória e superfície de contato na   execução do remate no futebol. Vale lembrar que, devido ao reduzido número de   evidências, mais estudos nesta linha de investigação são necessários para o melhor entendimento da tomada de decisão, principalmente no futebol.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Nesse sentido, uma via de novas investigações pode estar direcionada à   análise da relação entre as trajetórias da bola, superfícies de contato e a   percentagem de sucesso de cada um deles. Aliado a isto, a utilização de outras   medidas adicionais como a distância entre o atacante e a baliza, assim como a   relação numérica entre jogadores de ataque e defesa, e a comparação das   interações em situações de remate com outras ações realizadas dentro da grande   área, podem trazer novas evidências para o melhor entendimento sobre as   variáveis do ambiente do jogo que influenciam na tomada de decisão da execução do remate no futebol.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> </font></p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>REFERÊNCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">Araújo, D., Davids, K., &amp; Hristovski, R. (2006). The ecological   dynamics of decision making in sport. <i>Psychology of Sport and Exercise</i>, <i>7</i>(6), 653–676. doi: 10.1016/j.psychsport.2006.07.002</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=354811&pid=S1646-107X201600020001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">Bar-Eli, M., &amp; Raab, M. (2006). Judgment and decision making in   sport and exercise: Rediscovery and new visions. <i>Psychology of Sport and Exercise</i>, <i>7</i>(6), 519–524. doi: 10.1016/j.psychsport.2006.07.003</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=354812&pid=S1646-107X201600020001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">Corrêa, U. C., Davids, K., Silva, S. L., Denardi, R. A., &amp; Tani, G.   (2014). The Influence of a Goalkeeper as an Outfield Player on Defensive   Subsystems in Futsal. <i>Advances in Physical Education</i>, <i>4</i>(2), 84–92. doi: 10.4236/ape.2014.42012</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=354813&pid=S1646-107X201600020001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">Corrêa, U. C., Vilar, L., Davids, K., &amp; Renshaw, I. (2012).   Informational constraints on the emergence of passing direction in the team   sport of futsal. <i>European Journal of Sport Science</i>, <i>14</i>(2), 1–8. doi: 10.1080/17461391.2012.730063</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=354814&pid=S1646-107X201600020001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">Corrêa, U. C., Vilar, L., Davids, K., &amp; Renshaw, I. (2014).   Interpersonal Angular Relations between Players Constrain Decision-Making on   the Passing Velocity in Futsal. <i>Advances in Physical Education</i>, <i>4</i>(2), 93–101. doi: 10.4236/ape.2014.42013</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=354815&pid=S1646-107X201600020001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">Correia, V., Araújo, D., Duarte, R., Travassos, B., Passos, P., &amp; Davids,   K. (2012). Changes in   practice task constraints shape decision-making behaviours of team games   players. <i>Journal of Science and Medicine in Sport</i>, <i>15</i>(3), 244–249. doi: 10.1016/j.jsams.2011.10.004</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=354816&pid=S1646-107X201600020001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">Davids, K. (2009). The organization of action in complex neurobiological   systems. In D. Araujo, H. Ripoll, &amp; M. Raab (Eds.), <i>Perspectives on cognition and action in sport</i> (3–13). New York: Nova Science, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=354817&pid=S1646-107X201600020001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">Duarte, R., Freire, L., Gazimba, V., &amp; Araújo, D. (2010). A   emergência da tomada de decisão no futebol: da decisão individual para a   colectiva. In Nogueira, C. (Eds.),<i> Psicologia Do Desporto: Actas do VII Simpósio Nacional de Investigação Em Psicologia. Braga: Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=354819&pid=S1646-107X201600020001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </i></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">Esteves, P. T., de Oliveira, R. F., &amp; Araújo, D. (2011). Posture-related affordances   guide attacks in basketball. <i>Psychology of Sport and Exercise</i>, <i>12</i>(6), 639–644. doi: 10.1016/j.psychsport.2011.06.007</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=354821&pid=S1646-107X201600020001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">Fernandes, O., Folgado, H., Duarte, R., &amp; Malta, P. (2010). Validation of the   tool for applied and contextual time-series observation. <i>International Journal of Sport Psychology</i>, <i>41</i>, 63– 64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=354822&pid=S1646-107X201600020001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">Headrick, J., Davids, K., Renshaw, I., Araújo, D., Passos, P., &amp;   Fernandes, O. (2011). Proximity-to-goal as a constraint on patterns of   behaviour in attacker–defender dyads in team games. <i>Journal of Sports Sciences</i>, <i>30</i>(3), 247–253. doi: 10.1080/02640414.2011.640706</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=354824&pid=S1646-107X201600020001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">Millar, S.-K., Oldham, A. R., &amp; Renshaw, I. (2013). Interpersonal,   intrapersonal, extrapersonal? Qualitatively investigating coordinative   couplings between rowers in Olympic sculling. <i>Nonlinear Dynamics, Psychology and Life Sciences</i>, <i>17</i>(3), 425–443.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=354825&pid=S1646-107X201600020001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">Passos, P., Cordovil, R., Fernandes, O., &amp; Barreiros, J. (2012).   Perceiving affordances in rugby union. <i>Journal of Sports Sciences</i>, <i>30</i>(11), 1175–1182. doi: 10.1080/02640414.2012.695082</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=354827&pid=S1646-107X201600020001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">Travassos, B., Araújo, D., Davids, K., Vilar, L., Esteves, P., &amp;   Vanda, C. (2012). Informational constraints shape emergent functional behaviours during   performance of interceptive actions in team sports. <i>Psychology of Sport and Exercise</i>, <i>13</i>(2), 216–223. doi: 10.1016/j.psychsport.2011.11.009</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=354828&pid=S1646-107X201600020001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">Travassos, B., Araújo, D., Duarte, R., &amp; McGarry, T. (2012).   Spatiotemporal coordination behaviors in futsal (indoor football) are guided by   informational game constraints. <i>Human Movement Science</i>, <i>31</i>(4), 932–945. doi: 10.1016/j.humov.2011.10.004</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=354829&pid=S1646-107X201600020001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">Vilar, L., Araújo, D., Davids, K., &amp; Button, C. (2012). The role of ecological dynamics in analysing performance in team sports. <i>Sports Medicine</i>, <i>42</i>(1), 1–10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=354830&pid=S1646-107X201600020001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">Vilar, L., Araújo, D., Davids, K., Correia, V., &amp; Esteves, P. T.   (2013). Spatial-temporal   constraints on decision-making during shooting performance in the team sport of   futsal. <i>Journal of Sports     Sciences</i>, <i>31</i>(8), 840–846. doi: 10.1080/02640414.2012.753155</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=354832&pid=S1646-107X201600020001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Agradecimentos:    <br> </b></font><font size="2" face="verdana">Nada a declarar    <br> </font><font size="2" face="verdana"><b>Conflito de Interesses:    <br> </b></font><font size="2" face="verdana">Nada a declarar.    <br> </font><font size="2" face="verdana"><b>Financiamento:    <br> </b></font><font size="2" face="verdana">Esta pesquisa foi   financiada pela Fundação Capes (Proex), Ministerio de educação do Brasil, concedida ao último autor. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Artigo recebido a 04.09.2015; Aceite a 17.03.2016</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><a name="end"></a><a href="#topo">*</a><i> Autor correspondente</i>:   Universidade de S&atilde;o Paulo, Escola de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica e Esporte, Av. Mello Moraes, 65, Cidade Universit&aacute;ria, S&atilde;o Paulo, SP, Brazil CEP 05508-030. <i>E-mail</i>: <a href="mailto:fromero@usp.br">fromero@usp.br</a></font></p>      ]]></body><back>
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