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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Percepção de treinadores de andebol sobre as variáveis defensivas e ofensivas do jogo na categoria sub12]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim of this work was to map and discuss the technical and tactical contents (offensive and defensive) of the handball under-12 teams, with speeches from expert coaches. The sample consisted of six coaches, whose interviews were tabulated and analyzed based on Collective Subject Discourse method. The results of defensive contents showed that is important the development of the individual system, the different technical and tactical elements and to teach some zonal systems. On the offensive content emphasizes argue the need of different tactical-strategic options facing the individual and zonal defensive systems, and also noted that some coaches value the efficient execution of technical movements and others that are more concerned with players game comprehension and the multiple experiences of them. Is evident, based on discussion of the results and the literature consulted, the concern with the development of the gaming skills (such as perception, attention, anticipation and decision making) from diversified experiences, allowing players to experience different playing positions without targeting early specialization.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Pedagogia do Desporto]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Percepção de treinadores de   andebol sobre as variáveis defensivas e ofensivas do jogo na categoria sub12</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Handball   coaches' perception of the offensive and defensive variables of the game in   u-12 teams</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Rafael Pombo Menezes<sup>1,<a name="topo"></a><a href="#end">*</a></sup>; Renato Francisco Rodrigues Marques<sup>1</sup>; Márcio Pereira Morato<sup>1</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>1</sup>Escola de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica e Esporte  de Ribeir&atilde;o Preto (EEFERP), Universidade de S&atilde;o Paulo (USP), Ribeir&atilde;o Preto,  S&atilde;o Paulo, Brasil. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O objetivo desta pesquisa foi mapear e   discutir os conteúdos técnicos e tácticos (ofensivos e defensivos) do escalão sub12   no andebol, a partir dos discursos de treinadores experientes. Fizeram parte da   amostra seis treinadores, cujos depoimentos foram tabulados e analisados de   acordo com o método do Discurso do Sujeito Coletivo. Os resultados apontaram   que, em relação aos conteúdos defensivos, é importante desenvolver o sistema   individual, os diferentes elementos técnico-tácticos e apresentar os sistemas   zonais. Em relação aos conteúdos ofensivos salienta-se a necessidade de   diferentes opções estratégico-táticas diante dos sistemas defensivos   individuais e zonais, sendo notados também treinadores que valorizam a execução   do gesto técnico eficiente e outros que possuem maior preocupação com a   compreensão do jogo e com as vivências múltiplas. Fica evidente, a partir da   discussão dos resultados e da literatura consultada, a preocupação com o   desenvolvimento das capacidades de jogo (como perceção, atenção, antecipação e   tomada de decisão) a partir de vivências diversificadas, que permitam aos   jogadores experimentar diferentes posições de jogo, sem visar a especialização precoce.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> Pedagogia do Desporto, Jogos Desportivos Coletivos, Andebol.</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">The aim of this work was to map and discuss the   technical and tactical contents (offensive and defensive) of the handball   under-12 teams, with speeches from expert coaches. The sample consisted of six   coaches, whose interviews were tabulated and analyzed based on Collective   Subject Discourse method. The results of defensive contents showed that is   important the development of the individual system, the different technical and   tactical elements and to teach some zonal systems. On the offensive content   emphasizes argue the need of different tactical-strategic options facing the individual   and zonal defensive systems, and also noted that some coaches value the   efficient execution of technical movements and others that are more concerned   with players game comprehension and the multiple experiences of them. Is   evident, based on discussion of the results and the literature consulted, the   concern with the development of the gaming skills (such as perception,   attention, anticipation and decision making) from diversified experiences,   allowing players to experience different playing positions without targeting early specialization.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords:</b> Sport Pedagogy, Team Sports, Handball.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdução</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O andebol se caracteriza como um jogo desportivo coletivo (JDC)   de invasão, no qual duas equipas ocupam espaços comuns da quadra, com disputa   constante pela posse da bola. Assim como os demais JDC, o andebol apresenta um   cenário técnico-tático complexo e imprevisível, influenciado pelos   comportamentos técnico-táticos dos jogadores (Garganta,   1998; Menezes, 2012; Ribeiro, &amp; Volossovitch, 2008; Sousa, Prudente, Sequeira, &amp; Hernandez Mendo, 2014).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A compreensão do cenário técnico-tático do andebol, em sua   forma complexa e dinâmica, é decorrente de um processo iniciado quando o   jogador tem o seu primeiro contacto com diferentes jogos e, a partir de então,   vai se familiarizando com a pluralidade de eventos que os compõe. Os diferentes   aspetos que constituem o andebol se originam, inicialmente, das relações de   cooperação e de oposição (Garganta, 1998),   que demandam diferentes tipos de comunicação entre os jogadores, de modo que   consigam desenvolver suas ações de forma contextualizada e que tragam vantagens   à sua equipa. Baseando-se nas constantes alterações entre essas relações que,   em sua maioria, são de caráter imprevisível, a complexidade desse ambiente pode ser maior ou menor.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao longo do processo de ensino-aprendizagem-treinamento   (EAT) do andebol, os jogadores terão contacto com os diferentes elementos que   compõem a modalidade, tais como os gestos técnicos (fundamentos), os elementos   técnico-táticos (ofensivos e defensivos) e os sistemas de jogo (ofensivos e   defensivos). Os aspetos que envolvem as táticas podem ser classificados em: a)   individual (referente a um jogador); b) grupal (quando envolve dois jogadores);   e c) coletivos (quando envolve três ou mais jogadores) (Greco, Silva, &amp; Greco, 2012). Espera-se que no escalão de Infantis o processo de EAT   possibilite o contacto dos jogadores com o jogo e seus componentes de forma   ampla e não especializada (Antón García, 1990; Menezes, 2011).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao considerarmos o escalão de Infantis (ou sub12, composta por jogadores com 11 e   12 anos de idade) como aquela na qual se iniciam diversas sistematizações (Antón García, 1990), os regulamentos dos   festivais/competições das diferentes entidades ligadas ao andebol (como a   Confederação Brasileira de Handebol – CBHb; a Federação Paulista de Handebol –   FPH; a Liga de Handebol do Estado de São Paulo – LHESP; e a Liga Paulistana de   Handebol – LPHb) sugerem características norteadoras para o processo de EAT. A   principal dessas se refere à obrigatoriedade ou opção pela marcação individual   na primeira metade de cada tempo de jogo, podendo ser mantida pelo restante do   tempo ou modificada para marcação zonal. Nos sistemas defensivos individuais, cada defensor é   responsável directamente pelo seu oponente (com ou sem a posse da bola),   enquanto nos sistemas zonais os defensores são responsáveis por regiões   específicas da quadra (Antón García, 2002;   Menezes, 2011) e se orientam não somente em relação aos adversários, mas   também em função da localização da bola (Bayer, 1994).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ehret,   Späte, Schubert, e Roth (2002) apontam o bom domínio da marcação individual como um   pré-requisito para os demais sistemas, sendo o sistema individual o primeiro a   ser apresentado aos jovens jogadores. Aspetos como a noção do espaço da quadra,   das mudanças de direção, ritmo e velocidade dos deslocamentos são enfatizados   nos sistemas defensivos individuais e se constituem como a base para os sistemas zonais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A categoria   sub12, chamada   de etapa de formação básica (Ehret, Späte,   Schubert, &amp; Roth, 2002), pode ser considerada como o primeiro contacto   dos jogadores com o ambiente competitivo (Menezes,   Sousa, &amp; Braga, 2011), para o qual é imprescindível a vivência   diversificada dos diferentes elementos técnicos e tácitos do andebol (Antón García, 1990). Há, ainda, a preocupação   com as práticas que podem levar a um processo de especialização precoce, como a   forma pela qual os treinadores abordam os conteúdos, a cobrança por resultados, os valores   atribuídos à competição (Menezes, Marques, &amp;   Nunomura, 2014) e o desenvolvimento dos diversos aspetos motores com   práticas multiformes em íntima relação com o jogo, e não de forma repetitiva e padronizada (Antón García, 1990).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Salienta-se,   ainda, que o técnico desempenha um papel de extrema complexidade nos desportos,   no qual destacamos a gestão dos conteúdos a serem ministrados e os   procedimentos pedagógicos adotados. A complexidade da função do treinador também pode ser verificada   pela necessidade de aquisição de conhecimentos específicos ou mesmo pela sua   característica de liderança (Werthner &amp; Trudel, 2006).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entendemos   que o acesso às informações provenientes dos treinadores permite acessar parâmetros   que não são explícitos, por vezes, no comportamento técnico e   estratégico-tático das equipas (Menezes, 2011;   Nunomura, Carrara, &amp; Carbinatto, 2010; Santana, 2008). Parte-se,   portanto, da problemática relacionada à compreensão da forma pela qual o treinador identifica os aspetos   técnicos e estratégico-táticos relevantes nas fases ofensiva e defensiva do   andebol, em específico na categoria sub12,   que são balizadores para o gerenciamento do processo de EAT. O acesso a essas   informações pode revelar aspetos pedagógicos do andebol relevantes para o   gerenciamento do processo de EAT na categoria sub12, referentes à mútua influência entre as variáveis ofensivas e defensivas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com o objetivo de apontar as conceções de cinco treinadores   de futsal sobre os comportamentos estratégico-táticos que consideram mais   eficazes para cada fase do jogo, Santana (2008)   apontou a alta especificidade que o ensino do futsal demanda e que a   intervenção desses treinadores é direcionada às situações particulares do jogo, de forma especializada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Menezes (2011) entrevistou quatro treinadores de andebol de equipas adultas femininas, com o   objetivo de mapear as variáveis técnico-táticas mais relevantes do jogo. O   autor apontou diferentes elementos técnico-táticos relevantes, cujas execuções   são dependentes das situações apresentadas no jogo (como os diferentes sistemas   defensivos ou ofensivos), permitindo apontar a compreensão do jogo como um todo, e não apenas a partir das ações isoladas dos jogadores.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Diante   dessa perspetiva, se aponta como problemas inerentes à categoria sub12 a necessidade de identificar   os conteúdos ofensivos e defensivos relevantes para a formação ampla e   diversificada dos jogadores, assim como a articulação entre esses no cenário do   jogo. Desta forma, o objetivo desta pesquisa se constituiu em mapear e   discutir os conteúdos técnicos e táticos, ofensivos e defensivos no andebol,   relevantes para o jogo da categoria sub12, a partir dos discursos de treinadores experientes.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Método</b></font><font size="2" face="Verdana">    </font></p> <font size="2" face="Verdana">     <p>A   opção pelo caráter qualitativo desta pesquisa se justifica: a) pela ênfase aos   elementos da experiência humana; b) pela natureza descritiva dos dados; c) pelo   contexto no qual se manifesta o conhecimento dos indivíduos; d) pela atenção do   pesquisador com os significados atribuídos aos processos (e não produtos); e e) pela análise indutiva dos dados (Triviños, 1987).</p> </font>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Participantes</b>  </font></p> <font size="2" face="Verdana">    <p>Foram entrevistados seis treinadores de andebol, de equipas   femininas, experientes (S1 a S6), com tempo médio de experiência profissional   de 18 ± 5.9 anos, com tempo médio de atuação nas categorias de formação no   andebol de 15.3 ± 4.8 anos e com tempo médio dedicado à atuação na categoria   sub12 de 4.2 ± 2 anos, todos com formação superior em Educação Física, com   resultados expressivos (três primeiras colocações na primeira e segunda   divisões nos Jogos Abertos do Interior do Estado de São Paulo, competição esta   que envolve as principais equipas do estado de São Paulo e conta com a   participação de outras contratadas de diversos estados do país) e vivências em todas   as etapas de formação (dos escalões de formação ao desporto adulto).   Ressalta-se aqui o destaque das equipas do Estado de São Paulo no cenário do   andebol brasileiro. Das 20 edições da Liga Nacional de clubes, alcançaram a   primeira colocação em 15 dessas e o vice-campeonato em 8 edições. O Estado de São Paulo possui, portanto, hegemonia no cenário do andebol brasileiro.Em relação à formação dos treinadores, todos são graduados   em Educação Física há uma média de 17.5 ± 9.1 anos, sendo que três concluíram   curso de pós-graduação e um possuía curso de pós-graduação incompleto à época. Todos os entrevistados foram ex-atletas de andebol.</p>     <p>Os treinadores assinaram um Termo de Consentimento Livre e   Esclarecido previamente aprovado por um Comitê de Ética em Pesquisa (CEP)   institucional, assegurando o sigilo de seus dados pessoais e do uso exclusivo dos depoimentos para fins académicos.</p> </font>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Instrumentos</b>  </font></p> <font size="2" face="Verdana">    <p>Para acessar as informações sobre as variáveis ofensivas e   defensivas relevantes na categoria sub12 do   andebol foi elaborado um instrumento de entrevista semiestruturada. A   justificativa para a escolha de uma pesquisa com caráter qualitativo é apoiada   na investigação do pensamento de uma comunidade em relação a um dado tema, pela possibilidade de o   entrevistado discorrer sobre o assunto (Lefèvre   &amp; Lefèvre, 2003, 2012), para a compreensão da interação e   das particularidades de diferentes comportamentos e pelos processos dinâmicos   vividos por grupos sociais (Richardson, 1999). Tais pensamentos,   só podem ser acessados por meio da pesquisa qualitativa (Lefèvre &amp; Lefèvre, 2003, 2012; Santana, 2008), cuja   preocupação reside na análise e interpretação de aspetos profundos a partir da   complexidade do comportamento humano (Marconi &amp; Lakatos, 2011).</p>     <p>A partir dessa perspetiva, as questões norteadoras desta   pesquisa fazem parte de um instrumento maior de entrevista semiestruturada, e   foram assim constituídas: “O que seus jogadores devem saber fazer   individualmente e coletivamente para que o ataque seja eficaz na categoria   sub12?”; e “O que seus jogadores devem saber fazer individualmente e   coletivamente para que a defesa seja eficaz na categoria sub12?”. As entrevistas foram transcritas na íntegra.</p> </font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Procedimentos</b>  </font></p> <font size="2" face="Verdana">    <p>Após a   definição dos critérios de inclusão da amostra os procedimentos adotados, em   ordem cronológica (Santana, 2008; Menezes, 2011), foram: 1) primeiro contacto com o treinador via e-mail ou telefone para a   apresentação do pesquisador e do objectivo da pesquisa; 2) após a concordância   na participação foi agendado o horário e o local da entrevista, de maneira que   não concorresse com suas atividades profissionais; 3) entrevista com gravação na íntegra; 4) transcrição da entrevista, iniciada no mesmo dia da realização.Para   selecionar os locais das entrevistas foram preconizados ambiente distantes de   ruídos, enfatizando a atenção exclusiva à relação entrevistado-entrevistador e a aquisição do áudio (gravado na íntegra e arquivado em dispositivo de MP3).Após a transcrição os dados foram tabulados e analisados   pelo método do Discurso do Sujeito Coletivo (DSC), no qual é possível   identificar e reconstruir as ideias semelhantes a partir de um conjunto de   discursos individuais, no qual cada DSC reúne e articula os diferentes   argumentos de uma determinada opinião (Lefèvre &amp; Lefèvre, 2003, 2012; Santana, 2008).O Discurso do Sujeito Coletivo permite preservar o discurso   do pensamento coletivo, sendo constituído por três figuras metodológicas: a) as   expressões-chave (ECH), que são trechos literais contínuos ou descontínuos do   discurso que devem ser selecionados por revelarem a essência desse); b) as   ideias centrais (IC), que revelam e sintetizam o sentido de cada conjunto de   ECH); c) e o próprio Discurso do Sujeito Coletivo (DSC), discurso-síntese que   expressa a referência coletiva do discurso, redigido na primeira pessoa do singular, a partir das ECH que possuem a mesma IC) (Lefèvre &amp; Lefèvre, 2003, 2012; Menezes, 2011).</p>     <p>Serão apresentados nesta pesquisa as IC e os DSC extraídos   das ECH do discurso de cada treinador. Em cada DSC apresentado estão indicados, de forma sobrescrita, os indivíduos aos quais cada trecho se remete. </p> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p> <font size="2" face="Verdana">    <p>Na <a href="/img/revistas/mot/v12n3/12n3a03t1.jpg">tabela 1</a> estão apresentadas as quatro ideias centrais   (IC-1, IC-2, IC-3, IC-4) referentes ao jogo defensivo e os respetivos discursos   do sujeito coletivo (DSC1, DSC2, DSC3, DSC4) elaborados a partir do conjunto de   ECH referentes a cada IC.</p>     
<p>Na <a href="/img/revistas/mot/v12n3/12n3a03t2.jpg">tabela 2</a> estão apresentadas as quatro ideias centrais   (IC-5, IC-6, IC-7, IC-8) referentes ao jogo ofensivo e os respetivos discursos   do sujeito coletivo (DSC5, DSC6, DSC7, DSC8) elaborados a partir do conjunto de ECH referentes a cada IC.</p> </font>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discussão</b>    </font></p> <font size="2" face="Verdana">    <p>Antes de apresentar a discussão dos resultados cabe-nos   informar que, pelo facto de todos os treinadores serem de equipas femininas,   não houve menção a aspetos como a maturação e às diferenças referentes às fases de desenvolvimento, quando comparados com equipas masculinas. </p> </font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Variáveis defensivas</b>  </font></p> <font size="2" face="Verdana">    <p>A ênfase dada por todos os treinadores entrevistados na   marcação individual pode estar relacionada a aspetos como as questões   regulamentares da categoria sub12, além de se justificarem como um   pré-requisito para o desenvolvimento do processo de EAT dos sistemas defensivos   zonais, evidenciado pelo DSC1 e abordado por diferentes autores (Antón García, 1990; Ehret et al., 2002; Greco et al.,   2012; Menezes et al., 2011). Os sistemas individuais são citados em sua   pluralidade, partindo da situação de quadra inteira, passando pela marcação em   meia quadra até abranger regiões próximas à área defensiva, assim como apontado   por Ehret et al. (2002), o que parece   congruente com a ideia de formação do jogador em relação às condicionantes   espaciais e à apreciação das trajetórias (Antón   García, 1990). Essa lógica de aproximação progressiva ao espaço no qual   será desenvolvido o jogo posicional corrobora a ideia proposta por Hopper (2002), de que a compreensão de   elementos táticos é uma tarefa complexa para os jogadores, sendo que o contacto inicial deva ser feito mediante baixa exigência de desempenho.</p> </font>     <p><font size="2" face="Verdana">As ênfases na noção espacial da quadra de jogo e nos   diferentes aspetos que constituem os deslocamentos dos jogadores (como as   direções, as velocidades e suas respetivas variações) apontam a permanente luta   pela posse da bola e a tentativa de impedir que os atacantes avancem,   princípios estes considerados como imprescindíveis para o êxito defensivo (Bayer, 1994; Gréhaigne &amp; Godbout, 1995).   As variações supracitadas dos sistemas individuais contemplam, de forma direta   e contextualizada, as subsequentes adaptações dos defensores ao espaço de jogo,   partindo das relações mais individualizadas (em quadra inteira) para situações   em meia quadra, nas quais já podem emergir outros elementos táticos   individuais, grupais e coletivos mais complexos (como a cobertura e a troca de   marcação). O desenvolvimento desses elementos depende do bom domínio dos   deslocamentos e das relações de marcação, no entanto os sistemas individuais se constituem como os primeiros sistemas a serem ensinados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para Garganta (1998)   algumas unidades funcionais relacionadas à estruturação do espaço são   importantes para nortear os princípios de ação dos defensores, tais como: a   supressão do espaço e a ocupação de forma equilibrada das diferentes regiões da   quadra. Corroborando os preceitos do autor supracitado, o DSC1 e o DSC2 abordam   ambos os princípios quando enfatizam a marcação individual e a zonal (respetivamente),   pois em ambas se deve dificultar o acesso dos atacantes às regiões de maior   eficácia, porém a ocupação espacial é condicionada à distribuição dos   atacantes, principalmente na marcação individual. Outro especto a ser destacado   é a menção, no DSC1, à vivência dos jogadores no basquetebol, que possui   estrutura funcional semelhante ao andebol, tal como a marcação individual. Tal   vivência se apresenta de maneira importante, principalmente pelo facto de ambos   possuírem situações-problema semelhantes que podem ser passíveis de <i>transfer</i> (Bayer,   1994). Em específico ao andebol Castro, Giglio, e Montagner (2008)   apresentaram uma proposta de ensino para crianças de 9 a 12 anos a partir de   jogos, enfatizando as possibilidades de transferência de diferentes elementos táticos para outros esportes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   eficácia dos sistemas zonais tem como pré-requisito a marcação individual, que   apresenta aos defensores diferentes possibilidades de marcação (do atacante com   bola, sem bola, em proximidade, à distância) e, assim, permite a abordagem de   sistemas como o 1:5, o 3:3, o 3:2:1, o 4:2 e o 5:1, conforme apontado no DSC2.   Corroboramos esta posição assim como alguns autores (Ehret et al., 2002; Greco et al., 2012; Menezes et al., 2011). Um   avanço em relação a este tema é a sugestão do S1, no DSC2, em relação à oferta   dos diferentes sistemas de forma distribuída em blocos didáticos (quinzenalmente).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A eficácia defensiva depende, ainda, do desenvolvimento dos   elementos táticos defensivos, cuja proposta inicial é centrada na compreensão,   pelos defensores, das implicações da relação de proximidade demandada pelos   sistemas individuais com seu respetivo atacante, além de prestar atenção no seu   respetivo marcador e olhar a bola, que também se constitui como uma base dos   sistemas zonais (respetivamente no DSC1 e no DSC2). A noção dos aspetos   inerentes às possibilidades de marcação, ou às diferentes relações entre   defensor e seu marcador direto (que configuram uma relação de oposição 1x1),   são apresentadas como uma prioridade quando comparadas às questões de natureza grupal ou coletiva.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os treinadores consideram de forma unânime neste escalão que   o defensor deva aprender a marcação em diferentes espaços da quadra de jogo, e   que a conduta para com o seu marcador direto esteja atrelada ao espaço da   quadra (como a distância em relação à baliza), à posse ou não da bola e à   direção da trajetória do atacante, assim como sugerido por Ehret et al. (2002) e Greco, Silva, e Greco (2012). Está implícito, nesse discurso, que   além da necessidade do desenvolvimento da marcação e da noção espacial, ocorra   paralelamente o desenvolvimento das capacidades de perceção, atenção,   antecipação e tomada de decisão (Matias &amp;   Greco, 2010), que fomentam a capacidade de atingir bons níveis de jogo.   Desse modo, a formação   dos defensores perpassa por características que permitam que esses interpretem o jogo e que realizem ações básicas   com nível aceitável e com iniciativa (García Herrero, 2004). Em investigação sobre a aplicação de jogos   situacionais para avaliação do conhecimento tático de jogadores de andebol de   10 a 12 anos (com experiência prévia apenas em ambiente escolar), Pinho, Alves,   Greco, e Schild (2010) apontaram que, para a amostra estudada, o ensino pautado   em situações do jogo foi eficaz para incrementar o conhecimento tático dos   jogadores. Tal estudo corrobora a importância das vivências variadas pelos jogadores e do desenvolvimento das capacidades citadas anteriormente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Diante das possibilidades dos atacantes e das respetivas   ocupações espaciais os treinadores consideram a marcação como um importante aspeto   na categoria sub12. Salienta-se que esta é influenciada por fatores da dinâmica   do complexo ambiente de jogo, conforme verificado no DSC1 e no DSC2, como o facto   do marcador direto estar ou não em posse da bola, ou diante do dilema de marcar   por observação ou por contacto. Outro desafio importante reside na atenção do   defensor, que deve ser voltada simultaneamente para o marcador direto e para as   relações com o espaço de jogo, pelo facto de que por vezes os defensores se atentam   às relações dos companheiros com seus respetivos marcadores, momento nos quais são ludibriados pelo atacante de sua responsabilidade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O surgimento dos elementos táticos como a cobertura, a troca   de marcação e a dobra, verificados com maior pontualidade nos sistemas   defensivos zonais, é tangível no final deste escalão, como apontado pelo DSC2,   após um bom domínio das relações espaciais e de controlo do oponente pelos   defensores. Antón García (1990) aponta   que na categoria sub12 alguns conteúdos defensivos   são relevantes, como os deslocamentos variados, a oposição simples   materializada na marcação por observação e por perseguição, a marcação da linha de passe e a introdução à cobertura e à dobra.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Greco et al. (2012)   apontam que na categoria sub12 se   deve abordar diferentes conteúdos, como: a) marcação (e as relações de 1x1   diante do atacante com e sem a posse da bola) e a luta pela posse da bola   (quando aludem à tática individual); e b) troca de marcação, a basculação, as   coberturas, o triângulo defensivo e a entreajuda (quando aludem à tática   grupal). O desenvolvimento e o aprimoramento desses elementos são possíveis a   partir da variabilidade dos estímulos ao longo do processo de EAT, ocorrendo   concomitantemente ao desenvolvimento das capacidades de jogo já apresentadas (Matias &amp; Greco, 2010). Para Castro et al.   (2008) as aulas de andebol devem desenvolver a compreensão da tática em aspetos   como a ocupação espacial e a satisfação dos praticantes que, para Feu Molina   (2006), devem desenvolver-se a partir do jogo livre e criativo. Assim,   os defensores devem se tornar capazes de se anteciparem aos comportamentos   ofensivos, de ajustar sua intervenção às circunstâncias presentes e de não   repetir sempre a mesma ação (García Herrero, 2004).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Em consequência à necessidade do bom desenvolvimento dos   sistemas defensivos individuais e zonais, e da marcação nas situações   apresentadas pelo jogo, há a preocupação com a motivação dos jogadores a   defender, conforme apontado no DSC3, contrapondo a tendência de apenas marcar   golos. Essa motivação é, ainda, fundamentada na importância que as defesas   individuais assumem com a questão de pressionar os atacantes nas condicionantes   espácio-temporais, atendendo aos princípios operacionais defensivos de   recuperar a posse da bola, evitar a progressão do adversário e proteger o alvo (Bayer, 1994; Gréhaigne &amp; Godbout, 1995).   Como a tendência dos iniciantes é centrar sua visão na bola e tentar se   aproximar da mesma, indicando um panorama de aglutinação (Garganta, 1998), se torna importante o   desenvolvimento da capacidade de jogar sem a posse da bola, a partir da busca   por espaços vazios. Parte desse processo é destacado no DSC3 em relação à   importância de motivar os jogadores a defender, como etapa fundamental para a   recuperação da posse da bola e novas problematizações para o desenvolvimento técnico-tático dos atacantes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Essa premissa está intimamente articulada com o conhecimento   das regras pelos jogadores sugerida no DSC4, cuja justificativa se baseia nas   possibilidades de conseguir vantagens, principalmente referentes às violações   cometidas pelos atacantes adversários. As regras do jogo formal devem ser   apresentadas progressivamente neste escalão, principalmente a partir de jogos   menores, na medida em que os jogadores vão compreendendo suas possibilidades de   atuação. A adequação   das regras nesta faixa etária atende aos preceitos da participação efetiva e   continuada dos jogadores (Castro, Giglio, &amp; Montagner, 2008), possibilitando a   aquisição do conhecimento global do desporto e do conhecimento parcial das   regras do jogo (Antón García, 1990),   operacionalizados em dificuldades crescentes (Castro et al., 2008; Hopper, 2002).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Variáveis ofensivas</b>    </font></p> <font size="2" face="Verdana">    <p>Após a discussão inicial sobre a importância do sistema   defensivo individual e as expectativas em relação aos defensores nesse cenário,   a construção do DSC5 indica a importância da adequação dos comportamentos   ofensivos diante dos sistemas defensivos individuais e zonais. O ponto inicial   ao qual esses treinadores aludem é sobre a possibilidade de desenvolvimento dos   aspetos táticos individuais, influenciado pela proximidade do atacante com seu   marcador direto e a necessidade de adaptação às diferentes relações espaciais que são impostas. </p>     <p>Objetivos   como o desenvolvimento da noção espacial, a apreciação das trajetórias e as   mudanças de velocidade e ritmo da bola, companheiros e adversários (Antón García, 1990) também podem estar   relacionados com a questão de oferecer aos atacantes a resistência de uma   marcação individual. Nesse sentido, Greco et al.   (2012) apontam a importância de elementos da tática individual,   como o comportamento na situação 1x1 em relação à distância à baliza. De   maneira complementar, a   preocupação com a formação do jogador é evidenciada no DSC8, no qual há alusão   às vivências de diferentes postos específicos (inclusive de guarda-redes), o   que promove uma visão ampla do jogador sobre suas possibilidades no andebol.   Essa ideia de formação não especializada dos jogadores a partir de práticas   multiformes que contemplam o desenvolvimento dos jogadores sem visar a sua especialização,   teor do DSC8, corroboram os preceitos elucidados por diferentes autores (Antón García, 1990; Ehret et al., 2002; Greco et al., 2012; Kröger &amp; Roth, 2005; Menezes et al., 2014).</p>     <p>No DSC6 é apresentada a necessidade de enfatizar o ensino   dos elementos técnicos, como o drible, o passe, a receção e o remate, cuja   perturbação das condicionantes espaciais e temporais impostas pelos defensores   demanda dos atacantes ajustes motores e cognitivos. Mais especificamente, se trata   da valorização da execução do gesto técnico considerado ideal, cuja cobrança   por um movimento estereotipado é evidenciada. Essa ideia vai de encontro às   premissas defendidas nesta pesquisa e apontadas por autores como Hopper (2002) e Leonardo,   Scaglia, e Reverdito (2009), face à necessidade de que os jogadores   vivenciem diferentes jogos e suas situações, que exigirão desses a perceção do ambiente de jogo e a tomada de suas decisões.</p>     <p>Em situações de jogo e em jogos diversos há a utilização dos   referidos elementos técnicos, porém é recomendado que os alunos vivenciem de   forma ampla e orientada para a resolução das situações-problema, valorizando a   compreensão do jogo e a técnica inserida nesse contexto (como destacado no   DSC7). Salienta-se que o remate é considerado como o fundamento “atrativo” do   jogo, o que apresenta uma importante motivação para o ensino das questões   defensivas abordadas anteriormente. Esse contraponto entre os objetivos   ofensivos e defensivos demonstra a complexidade em ensinar o andebol, bem como a necessidade de uma proposta com complexidade crescente.</p>     <p>Diferente do apresentado no DSC6, o DSC7 revela a   importância de valorizar a intenção do jogador (relacionada ao pensamento tático)   ao invés da ênfase na execução do movimento. É reforçada no DSC8 a vivência   ampla no andebol, assumida pela não determinação (e não especialização) dos   postos específicos ofensivos para os atacantes. Acreditamos, apoiados nesse   discurso, que essa preocupação atende à formação plural dos jogadores,   possibilitando uma compreensão do emprego dos elementos técnicos e técnico-táticos   referidos no cenário do jogo. Esta premissa contempla a expressão do DSC5 com   relação à adequabilidade dos conteúdos à dinâmica imposta pelos sistemas   defensivos adversários. A preocupação é centrada, desta forma, na resolução da   situação-problema de maneira inteligente, na qual os atacantes compreendam o cenário do jogo e aproveitem as fragilidades dos adversários.</p>     <p>Greco et al. (2012)   entendem que os aspetos técnicos individuais com bola (passe, remate, finta, receção,   drible) e sem bola (desmarcação, se oferecer, se orientar, vai e volta) devam   ser trabalhados na categoria sub12. Kröger e   Roth (2005) apresentam a conceituação de “se oferecer e se orientar”   como uma tarefa tática para alcançar uma boa posição em determinado momento. A   transferência desse conceito para o contexto do jogo ofensivo no andebol,   principalmente diante de defesas individuais, evidencia a intenção em se   desmarcar (conceito relacionado com a comunicação na ação), proposto por Garganta (1998) de modo que o ataque continue   em posse da bola e mantenha a chance de marcar o golo (princípios do jogo   ofensivo) (Bayer, 1994; Gréhaigne &amp; Godbout, 1995).</p>     <p>Elementos que apresentam um apelo tático, como as desmarcações,   as fintas e os apoios também são apontados no DSC5 como relevantes diante da   marcação individual e zonal corroborando Greco   et al. (2012), revelando a preocupação com a perceção do ambiente de   jogo que permita tomar a decisão adequada. Se busca garantir o desenvolvimento   dos diferentes elementos técnicos e táticos de forma contextualizada pela   condição imposta pela marcação individual, por não possibilitar o jogo   posicional dos atacantes, propiciando diferentes vivências a esses (DSC8).   Castro et al. (2008) sugerem a utilização de jogos de complexidade crescente   para o ensino dos diferentes elementos do andebol, que possibilitem aos   jogadores utilizarem as habilidades no contexto do jogo, ao passo que podem ser alteradas regras que permitam enfatizar determinados elementos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Entendemos, assim, que a marcação individual, por exercer   pressão nas dimensões espacial e temporal para os atacantes (com e sem a posse   da bola), propicia um ambiente favorável para que os diferentes elementos técnico-táticos   citados se manifestem no ambiente no qual são necessários. Ao mesmo tempo,   discordamos do DSC5 quando supõe que a manifestação dos elementos técnicos (e   porque não dos técnico-táticos) se dá de maneira natural, ao passo que a   manifestação dos mesmos em ambiente de jogo deva ser dada de forma intencional,   com o jogo provocando a criação ou o emprego desses. Conforme apontado por Garganta (1998), como consequências do ensino   centrado apenas no jogo formal está a apresentação de um jogo criativo, no qual   se sobressai o individualismo inserido em um contexto anárquico, cujas soluções   motoras são variadas, mas com importantes lacunas de compreensão estratégico-tática.   Para García Herrero e Ruiz   Pérez (2003) o domínio das habilidades técnicas específicas e o conhecimento   táctico são características que indicam um bom desenvolvimento do jogador. Os   autores destacam a importância da intenção táctica para o desenvolvimento dos   elementos técnicos e técnico-tácticos apontando, ainda, que os jogadores (com   idades entre 10 e 11 anos) que treinaram a partir da orientação táctica   desenvolveram maior conhecimento declarativo do que os que tiveram apenas orientação técnica.</p>     <p>Concordamos quando os treinadores apontam para a não   especialização nos postos específicos (DSC8) e relatam a preocupação com a   formação plural do jogador e com o desenvolvimento das diferentes capacidades   de jogo (DSC5, aludindo aos elementos técnico-táticos; DSC6, aludindo aos   elementos técnicos; e DSC7, aludindo à compreensão do ambiente do jogo).   Diferentes autores corroboram tal premissa (Antón   García, 1990; Ehret et al., 2002; Greco et al., 2012; Kröger &amp; Roth, 2005; Menezes et al., 2014; Menezes et al., 2011).</p>     <p>Antón García (1990), ao se referir aos conteúdos ofensivos relevantes na   categoria sub12,   enfatiza aspetos técnicos (como o drible e os deslocamentos) e aspetos que   aludem à tática (proteção da bola, ocupação de espaços livres, desmarcação,   dispersão dos apoios, consciência das funções do atacante com ou sem a posse da   bola, o passa e vai e o passa e retorna), que vão ao encontro do apresentado no   DSC7. Segundo Ehret et al. (2002)   na etapa de formação básica devem ser priorizados aspetos técnicos (como o   passe, a receção, o drible e o remate em apoio), assim como o jogo livre contra diferentes tipos de marcação individual.</p>     <p>Sobremaneira, quando é abordada pelo DSC6 a cobrança pela   execução dos gestos técnicos e pela aprendizagem desses se baseando em   estereótipos, entendemos que tal opinião diverge das demais (apresentadas nos   outros DSC), principalmente pela possibilidade de manifestação de tais gestos   no contexto do jogo. Respeitam-se, para tanto, as possibilidades e as   limitações individuais, promovendo a participação dos jogadores de maneira   livre e criativa em conjunto com os aspetos estratégico-táticos (Hopper, 2002), como abordado no DSC5 e no   DSC7. Sobre o ensino centrado nas técnicas, Garganta   (1998) indica como suas consequências as ações estereotipadas e pouco criativas, além de pobre compreensão das situações apresentadas no jogo.</p>     <p>A adequabilidade dos elementos técnicos ao cenário do jogo é   tema central do DSC7, no qual há a alusão à valorização das intenções dos   jogadores para a resolução das situações-problema impostas, uma vez que a   preocupação se volta para as questões relacionadas à adequação do movimento e à   eficácia na disputa pela posse e pelo controlo da bola (Antón García, 1990). Feu Molina (2006) aponta que no jogo ofensivo   (individual ou coletivo) os jogadores devem ser estimulados a tomar decisões   adequadas aos problemas impostos pelos defensores, assim, os jogadores devem utilizar tais elementos da forma mais espontânea possível.</p>     <p>Tais questões técnicas dependerão, segundo os treinadores   que partilham desta premissa, da perceção dos jogadores em relação à   proximidade ou não do marcador direto e aos companheiros que se desmarcam e se   oferecem de apoio à continuidade do jogo ofensivo, o que alude também às   premissas apontadas no DSC5. A ideia perpassada pela necessidade de compreensão   do contexto do jogo, no qual as variáveis associadas às táticas ocupam uma   posição de destaque (DSC5), estão relacionadas com as unidades funcionais   propostas por Garganta (1998), que   elucida para a fase ofensiva princípios de estruturação do espaço, como a criação e ocupação de espaços (mobilidade) e o jogo em profundidade e em amplitude.</p>     <p>De forma geral, os treinadores apresentam um consenso quando   a temática envolve as questões defensivas, no que tange a utilização do sistema   individual. O mesmo consenso não é verificado quando as questões ofensivas   estão no centro do debate, o que pode ser explicado pelas diferentes leituras   do ambiente de jogo que os treinadores possuem, pelas experiências prévias e pela formação desses, que são temas mais amplos e não serão aqui discutidos.</p>     <p>Após as análises dos   discursos dos treinadores e dos aspetos apresentados pelos diferentes autores   pesquisados e discutidos no texto (Antón García,   1990; Bayer, 1994; Ehret et al., 2002; Garganta, 1998; Greco et al., 2012;   Gréhaigne &amp; Godbout, 1995; Kröger &amp; Roth, 2005; Menezes et al., 2011),   entendemos que a sistematização dos conteúdos defensivos e ofensivos é de suma   importância, principalmente como balizador do processo de EAT na categoria sub12.</p> </font>     <p><font size="2" face="Verdana">Na     <a href="#f1">Figura 1</a> está representado um esquema referente à fase defensiva, com ênfase   para a progressão dos sistemas (dos individuais para os zonais), os princípios abordados e os elementos técnicos e táticos relevantes.</font></p>     <p><a name="f1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/mot/v12n3/12n3a03f1.jpg" width="352" height="309"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">De maneira análoga, na     <a href="#f2">Figura 2</a> estão representados os aspetos que norteiam o desenvolvimento do jogo   ofensivo na categoria sub12, aos quais se destaca a importância do cenário   técnico-tático imposto pelos defensores. Salienta-se que a oposição baseada   diante de sistemas defensivos individuais e zonais exige dos jogadores diferentes tipos de comportamento, conforme discutidos anteriormente.</font></p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/mot/v12n3/12n3a03f2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Fica evidente a complexidade do cenário técnico-tático do jogo   de andebol na categoria sub12, na qual há a preocupação com o desenvolvimento,   além dos aspetos apresentados nas <a href="#f1">Figuras 1</a> e <a href="#f2">2</a>, das capacidades de jogo que   permitam aos jogadores perceberem o ambiente, selecionar as informações mais   relevantes (atenção) elaborar a resposta mais adequada (antecipação) e tomar a   decisão (Matias &amp; Greco, 2010).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Gréhaigne e   Godbout (1995)   apontam como regras organizacionais para o jogo: a criação de   desequilíbrios em favor da equipa, a coordenação entre as diversas ações da equipa,   a distribuição dos jogadores em profundidade e amplitude, a rápida adaptação à   especificidade ofensiva e defensiva do adversário. Essas regras devem ser   contempladas paulatinamente ao longo do processo de EAT com abordagens contextualizadas a cada fase do jogo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Mediante   a complexidade imposta pelo cenário do jogo, se deve atentar para que a   aprendizagem dos elementos técnicos e táticos de modo que se ajustem à evolução   do jogo, nas condicionantes de espaço, tempo e ritmo (Antón García, 1990), corroborando a opinião de Hopper (2002) de que a aprendizagem dos   diferentes elementos do jogo deva ser dada daqueles menos complexos para os   mais complexos. Outro aspeto importante a ser destacado é a participação de   grupos com números reduzidos de jogadores, o que lhes confere oportunidade de participação mais frequente e maior contacto com a bola (Castro et al., 2008).</font></p>     <p>&nbsp;</p> <font size="3" face="Verdana"><b>Conclusões</b></font><font size="2" face="Verdana">      <p>Esta   pesquisa apresentou uma proposta de conteúdos (elementos técnicos e táticos)   pautada nos princípios ofensivos e defensivos e, ao mesmo tempo, articuladas   com as diferentes capacidades exigidas pelo ambiente de jogo. O mapeamento   desses aspetos possibilita o estabelecimento de diretrizes para a elaboração do planeamento de ensino do andebol na categoria sub12.</p>     <p>A   metodologia utilizada nesta pesquisa possibilitou o acesso aos depoimentos dos   treinadores e a construção dos DSC, que revelaram um grande número de aspetos   técnicos e táticos inerentes às fases ofensiva e defensiva do andebol, em   específico na categoria sub12. Os DSC apontaram a preocupação com a dinâmica do   jogo e com a adequação as ações individuais, grupais e coletivas frente às exigências impostas pelos adversários.</p>     <p>Na categoria sub12 se entende que em relação ao comportamento defensivo há a   preocupação com o ensino de diferentes sistemas defensivos, com prioridade aos   individuais como pré-requisito para os zonais. Essa preferência é justificada   pela necessidade de desenvolver diferentes princípios e capacidades, além das   competências técnicas e táticas específicas a cada fase do jogo, assim como   pelas exigências regulamentares impostas pelas diferentes entidades que organizam o andebol. </p>     <p>Em relação aos conteúdos ofensivos propostos pelos   treinadores, são apontadas diferentes opções táticas, de acordo com   características complexas do jogo, tais como a opção adversária pelo sistema   defensivo. Destaca-se a importância das vivências variadas que levem à   compreensão do jogo, principalmente em relação às adaptações requeridas pelas   situações-problema impostas pelos oponentes. Assim, espera-se que haja   ampliação do repertório de soluções técnico-táticas que subsidiem o processo de tomada de decisões dos jogadores.</p>     <p>O complexo ambiente de jogo deve ser apresentado, portanto,   paulatinamente na medida em que o jogador vai assimilando e selecionando as   diferentes informações provenientes do jogo, lhes atribuindo significados,   conforme apontado por Ribeiro e Volossovitch (2008), favorecendo a autonomia dos jogadores na aplicação dos elementos aprendidos (Feu Molina, 2006).</p>     <p>Não obstante, a ideia de mapear as variáveis relevantes na   categoria sub12 não tem como objetivo   esgotar as discussões sobre o assunto e, sequer, de tratar os conteúdos   expostos de forma estanque e uniforme. Se deve considerar que as equipas são   compostas de diferentes jogadores, inseridas em diferentes contextos, o que   invariavelmente influencia as questões relacionadas à perceção dos estímulos e   à aprendizagem. Outras perspetivas também se tornam possíveis a partir desta   pesquisa, como a criação de um sistema de análise de jogo específico para a   categoria sub12 ou mesmo comparar as variáveis relevantes para treinadores de equipas masculinas.</p>     <p>Desta   forma, entendemos que a iniciação ao andebol deve se pautar em vivências   diversificadas permitindo que os jogadores experimentem diferentes   posições de jogo, de   modo que não especialize precocemente os jogadores em posições específicas ou priorize, por exemplo, o ensino de um dos elementos em detrimento dos demais.</p> </font>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>REFERÊNCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3" face="Verdana"></font><font size="2" face="Verdana">Antón García, J. L. (1990). <i>Balonmano: fundamentos y etapas de aprendizaje.</i> Madrid: Gymnos Editorial.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356474&pid=S1646-107X201600030000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Antón García, J. L. (2002). <i>Balonmano: táctica grupal defensiva. Concepto, estructura y metodología</i>. Granada: Grupo Editorial Universitario.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356476&pid=S1646-107X201600030000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Bayer, C. (1994). <i>O ensino dos desportos colectivos</i>. Lisboa: Dinalivros.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356478&pid=S1646-107X201600030000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Castro, J. A., Giglio, S. S., &amp; Montagner, P. C.   (2008). O jogo no ensino do handebol: proposta de um plano de ensino para a prática diária.<i> Motriz, 14</i>(1), 67-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356480&pid=S1646-107X201600030000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Ehret,   A., Späte, D., Schubert, R., &amp; Roth, K. (2002). <i>Manual de     handebol: treinamento de base para crianças e adolescentes</i>. São Paulo: Phorte Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356482&pid=S1646-107X201600030000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Feu Molina, S. (2006). Organización   didáctica del proceso de enseñanza-aprendizaje para la construcción del juego   ofensivo en balonmano. <i>E-balonmano.com: Revista Digital Deportiva, 2</i>(4), 53-66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356484&pid=S1646-107X201600030000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">García Herrero, J. A. (2004).   Algunas consideraciones sobre el entrenamiento individual defensivo en las   etapas de iniciación. <i>Real Federación Española de Balonmano, Comunicación técnica 232</i>, 12-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356486&pid=S1646-107X201600030000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">García Herrero, J. A., &amp; Ruiz Pérez, L. M. (2003). Análisis comparativo de   dos modelos de intervención en el aprendizaje del balonmano. <i>Revista de Psicología del Deporte</i>, <i>12</i>(1), 55-66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356488&pid=S1646-107X201600030000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Garganta,   J. (1998). Para uma teoria dos jogos desportivos colectivos. In A. Graça &amp; J. Oliveira (Eds.), <i>O ensino dos jogos desportivos</i> (3ª ed.,   pp. 11-26). Porto: Universidade do Porto/Centro de Estudos dos Jogos Desportivos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356490&pid=S1646-107X201600030000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Greco, P. J., Silva, S. A., &amp; Greco, F. L. (2012).   O sistema de formação e treinamento esportivo no handebol brasileiro (SFTE-HB).   In P. J. Greco &amp; J. J. Fernández Romero (Eds.), <i>Manual de handebol: da iniciação ao alto nível</i> (pp. 235-250). São Paulo: Phorte.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356492&pid=S1646-107X201600030000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Gréhaigne, J.-F., &amp;   Godbout, P. (1995). Tactical knowledge in team sports from a constructivist and   cognitivist perspective. <i>Quest, 47</i>, 490-505.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356494&pid=S1646-107X201600030000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Hopper, T. (2002). Teaching   games for understanding: the importance of student emphasis over content   emphasis. <i>Journal of Physical Education, Recreation and Dance, 73</i>(7), 44-48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356496&pid=S1646-107X201600030000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Kröger, C., &amp; Roth, K. (2005). <i>Escola da bola: um ABC para iniciantes nos jogos esportivos</i> (2ª ed.). São Paulo: Phorte.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356498&pid=S1646-107X201600030000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Lefèvre, F., &amp; Lefèvre, A. M. C. (2003). <i>Discurso do sujeito coletivo: um novo enfoque em pesquisa qualitativa</i> (1ª ed.). Caxias do Sul: EDUCS.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356500&pid=S1646-107X201600030000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Lefèvre, F., &amp; Lefèvre, A. M. C. (2012). <i>Pesquisa de representação social: um enfoque qualiquantitativo</i> (2ª ed.). Brasília: Liber Livro Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356502&pid=S1646-107X201600030000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Leonardo, L., Scaglia, A. J., &amp; Reverdito, R. S.   (2009). O ensino dos esportes coletivos: metodologia pautada na família dos jogos. <i>Motriz, 15</i>(2), 236-246.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356504&pid=S1646-107X201600030000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Marconi, M. d. A., &amp; Lakatos, E. M. (2011). <i>Metodologia científica</i> (6ª ed.). São Paulo: Atlas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356506&pid=S1646-107X201600030000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Matias, C. J. A. d. S., &amp; Greco, P. J. (2010).   Cognição e ação nos jogos esportivos coletivos. <i>Ciência &amp; Cognição, 15</i>(1), 252-271.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356508&pid=S1646-107X201600030000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Menezes, R. P. (2011). <i>Model of technical-tactical analysis of   handball game: needs, perspectives and implications of an interpretation model   of game situations in real time.</i> (Dissertação de Doutorado), Universidade Estadual de Campinas, Campinas / SP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356510&pid=S1646-107X201600030000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Menezes, R. P. (2012). Contributions   of the complex phenomena conception to the teaching of team sports. <i>Motriz-Revista De Educacao Fisica, 18</i>(1), 34-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356512&pid=S1646-107X201600030000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Menezes, R. P., Marques, R. F. R., &amp; Nunomura, M.   (2014). Especialização esportiva precoce e o ensino dos jogos coletivos de invasão. <i>Movimento, 20</i>(1), 351-373.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356514&pid=S1646-107X201600030000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Menezes, R. P., Sousa, M. S. d. S., &amp; Braga, J. W.   C. (2011). Processo de ensino-aprendizagem-treinamento de handebol para a   categoria mirim em instituições não-formais de ensino: concepções e metodologias. <i>Conexões, 9</i>(2), 49-69.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356516&pid=S1646-107X201600030000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Nunomura, M., Carrara, P. D. S., &amp; Carbinatto, M.   V. (2010). Analysis of coaches' objectives in artistic gymnastics. <i>Motriz-Revista De Educacao Fisica, 16</i>(1), 95-102.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356518&pid=S1646-107X201600030000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Pinho, S. T., Alves, D. M., Greco, P. J., &amp;   Schild, J. F. G. (2010). Método situacional e sua influência no conhecimento   tático processual de escolares. <i>Motriz, 16</i>(3), 580-590.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356520&pid=S1646-107X201600030000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Ribeiro, M., &amp; Volossovitch, A.   (2008). <i>Andebol 2: o ensino do jogo dos 11 aos 14 anos.</i> Cruz Quebrada: Gráfica 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356522&pid=S1646-107X201600030000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Richardson,   R. J. (1999). <i>Pesquisa social: métodos e técnicas</i> (3ª ed.). São Paulo: Atlas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356524&pid=S1646-107X201600030000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Santana, W. C. (2008). <i>A visão estratégico-tática de técnicos campeões da Liga Nacional de Futsal.</i> (Doctorate), Universidade Estadual de Campinas, Campinas/SP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356526&pid=S1646-107X201600030000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->   </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Sousa, D., Prudente, J., Sequeira, P., &amp; Hernandez   Mendo, A. (2014). Análise da qualidade dos dados de um instrumento para   observação do 2 vs 2 no andebol. </a><i>Revista Iberoamericana de Psicología del Ejercicio y el Deporte, 9</i>(1), 173-190.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356528&pid=S1646-107X201600030000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Triviños, A. (1987). <i>Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação</i> (1ª ed.). São Paulo: Atlas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356530&pid=S1646-107X201600030000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Werthner, P., &amp; Trudel, P.   (2006). A new theoretical perspective for understanding how coaches learn to   coach. <i>Sport Psychologist, 20</i>(2), 198-212.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356532&pid=S1646-107X201600030000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Agradecimentos:</b>    <br>   Nada a declarar    <br>   <b>Conflito de     Interesses:    <br>   </b>Nada a   declarar.    <br>   <b>Financiamento:    <br>   </b>Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa do Estado   de S&atilde;o Paulo (FAPESP &ndash; processo 2013/05854-8).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Artigo recebido a 13.08.2014; Aceite  a 28.03.2016</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><sup><a name="end"></a><a href="#topo">*</a></sup></b> <i>Autor correspondente</i>: Avenida  Bandeirantes, 3900 &ndash; Monte Alegre &ndash; Ribeir&atilde;o Preto &ndash; SP &ndash; Brasil. CEP:  14040-907. Escola de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica e Esporte de Ribeir&atilde;o Preto  (EEFERP), Universidade de S&atilde;o Paulo (USP). <i>E-mail</i>: <a href="mailto:rafaelpombo@usp.br">rafaelpombo@usp.br</a></font></p>      ]]></body><back>
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